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Tabela de Antimicrobianos BETALACTÂMICOS I MECANISMO DE AÇÃO: Antimicrobianos bactericidas, seu mecanismo se dá através da ligação com PBPs (prote- ínas ligadoras de penicilinas), inibindo a síntese da parede celular da bactérias em cres- cimento (inibição da transpeptidação) e causando a lise osmótica. A extensa família dos antimicrobianos betalactâmicos foi desenvolvida devido à capacidade das bactérias de criar mecanismos de resistência, sendo o principal a inativação desses antimicrobianos por en- PENICILINA G -CRISTALINA -PROCAÍNA -BENZATINA Benzilpenicilinas (Naturais) Administração parenteral. Ligação proteica (60%) reversível. Distribuição para a maioria dos tecidos e líquidos orgânicos. Boa concentração no fígado, bile, sêmem, líquido articular, linfa e pericárdio. Atinge LCR na presença de inflamação. Atravessa barreira placentária. Pequena capacidade de penetração intracelular. Excreção renal. Sinergismo com aminoglicosídeos. Antagonismo com Cloranfenicol e tetraciclinas. Penicilina G cristalina: meia vida de 30 min. Um dos ATB mais seguros, toxicidade mínima; pode ser usado em gestantes, mulheres que amamentam e lacten- tes. Irritativa no local da administração (dor, enduração, abscessos estéreis e flebites). Toxicidade SNC, mioclonias, parestesias, convulsões e coma. Reações alérgicas: urticária, febre, asma, rinite, choque anafilático, vaculite ge- neralizada e superinfecção. Bactérias Gram positivas, cocos Gram negativos, espiroquetas, actinomicetos e anaeróbios. Estreptococos β-hemolíticos, estreptococos do grupo viridans, entero- cocos, estafilococos, bacilo diftérico, bacilo tetânico, Neisseria menigitidis, Neisseira gonorrhoeae, treponemas, leptospiras e actinomicetos. Penicilina G benzatina (IM): sífilis não neu- rológica e profilaxia na febre reumática. Penicilina G procaína (IM): infecções es- treptocócicas de média gravidade (erisipela e escarlatina). Penicilina G cristalina (IV): erisipela, en- docardite, sepses por enterococos, menin- gococcemia, sífilis neurológica, difteria, lep- tospirose. INDICAÇÕES CLÍNICASESPECTRO DE AÇÃO AMPICILINA Aminopenicilina Absorvida por VO (20% a 35% da dose) e via parenteral. Influenciada negativamente pela ingesta de alimentos. Distribui-se para tecidos e líquidos orgânicos. Níveis elevados no pulmão, fígado, rins, pele, TGI, bile, líquido sino- vial, peritoneal e pleura. Atravessa placenta. Baixa ligação à proteínas do soro (10 a 30%). Meia vida sérica de uma 1h. Pequena metabolização no fígado. Eliminação biliar e urinária. Superinfecções ocorrem com certa frequência. Candidíase bucal e vaginal. Aumento de transaminases. Nefrite intersticial, trombocitopenia e surdez como manifestações de hipersensibilidade. Enterococos, incluindo endocardite e sepse. Febre tifóide. Uso em associação com ami- noglicosídeos. VO: infeções TRS e TRI por pneumococos. IV: endocardite estreptocócica e enterocócica, meningite meningocócica. AMOXICILINA Aminopenicilina Igual ampicilina; melhor absorção por VO e não sofre interferência da alimentação. Estável em meio ácido. Meia vida de 1h e mantém concentrações terapêuticas por 8 a 12 horas. Boa concentração nas secrecões brônquicas, seios nasais, bile e ouvidos. Ligação à proteínas plasmáticas de 20%. Atravessa barreira placentária. Superinfecções, vomitos, náuseas, e dor abdominal são raros. Streptococcus pyogenes e Streptococcus pneumoniae (faringoamidalite pultácea, erisi- pela, otite, sinusite), febre tifóide. OXACILINA Penicilina semi- -sintética VO e parenteral. Biodisponibilidade oral de 30%. Sofre influência da alimentação e apresenta variações individuais. Distribui-se e atinge concentrações terapêuticas em líquidos e tecidos orgânicos. Meia vida sérica de 30 min, e ligação proteica no soro em 90%. Atravessa placenta e LCR na presença de inflamação, tendo ação contra estafilococos no líquido cefalorraquidiano. Eliminação tubular renal e em pequena parte pela bile. De natureza irritativa, alérgica e superinfecções. Por VO pode causar náuses, vomitos e dor abdominal. IM: dor intensa no local d ainjeção. IV: flebite Infecções estafilocócicas graves, infecções de pele e partes moles, pneumonia, endo- cardite, meningite, osteomielite, pioartrite TICARCILINA/ CLAVULANATO Carboxipenicilina Absorvidas apenas via parenteral. Instáveis em meio ácido. Meia vida de 1 hora. Liga-se a proteínas do soro (50%). Elevadas concentrações no líquido pleural, bile e rins. Atravessam barreira hemtoencefálica em meningites. Elimi- nados via urinária. Toxicidade pouco frequente. Podem provocar distúrbios de coagulção e até hemorragia. Toxicidade nervosa em pacientes com insuficiência renal. Hipocalemia. Proteus ssp. indol positivos, Acinetobac- ter baumannii, Pseudomonas aeruginosa, Bacteriodes fragilis, Stenotrophomonas mal- tophilia. Cocos e bacilos gram positivos, aeróbios e anaeróbios (porém não age contra ente- rococo). Estafilococos produtores de peni- cilinases. Largo espectro. Inativadas por beta-lacta- mases. Resistência frequentes (mais de 60% das amostras hospitalares). Bactérias Gram-positivas e Gram-negati- vas. Ampicilina/Sulbactam: Acinetobacter. PIPERACILINA/ TAZOBACTAN Ureidopenicilina Só é absorvida via parenteral. Difunde-se pelo organismo de maneira semelhante à Penicilina G. Atravessa em pe- quena quantidade a barreira hematoencefélica nas meningites. Atinge elevada concentração na bile.Eliminação renal e biliar (elevada). Baixa ligação a proteínas do soro (20% a 40%). Meia vida no soro é de 1,5 horas. Efeitos adversos hematológicos, infecções secundárias. Mesmos efeitos adversos das penicilinas, relacionados a hipersensibilidade, superinfecções, toxicidade neurológica e flebite. Infecções por A. baumannii, P. aeruginosa, K. pneumoniae e Proteus spp. indol-positi- vos, infecções intra-abdominais cirurúrgicas. Amplo espectro de ação, BGN não fermenta- dores (P. aeruginosa, Klebsiella pneumoniae e Proteus spp., Serratia spp.). Anaeróbios. Bactérias Gram-positivas e Gram-nega- tivas. Amoxicilina/Clavulanato: infecções respiratorias por Haemophilus influenzae. FARMACOLOGIA E TOXICIDADE Fonte: Antibióticos e Quimioterápicos para o clínico, Walter Tavares - Liga de Infectologia FCMSCSP - 2017 zimas, tais como as penicilinases estafilocócicas, as quais degradam penicilas naturais e aminopenicilinas, porém não a oxacilina. Por essa razão também é comum a administração de penicilinas sintéticas com inibidores dessas enzimas: clavulanato, sulbactam e tazobactam. As cefalosporinas e os carbapenens são mais resistentes à essas enzimas, porém também bactérias multirresistentes secretam enzimas capazes de degrada-los, um exemplo é a KPC (Klebsiella pneumoniae carbapenemase), capaz de degradar todos os betalactâmicos presentes nesta lista. Tabela de Antimicrobianos BETALACTÂMICOS II CEFALEXINA VO CEFAZOLINA IV Cefalosporinas 1ª Geração Parenteral: difundem-se rapidamente pelo organismo e atigem altas concentrações no fígado, baço, rins, intestino, pulmões, pele, miocárdio, periáardio, útero, líquido sinovial, ascítico, pleural e pericárdico, e secreção brônquica. Não atravessam regularmente a barreira hematoencefálica. Atravessam placenta. Eliminação renal e biliar. Cefalexina: excelente absorção oral. Alimentos retardam absorção. Atinge concentrações no figado, pulmão, pele, rim, músculo e humor aquoso. Liga-se pouco às proteínas séricas. Meia vida de 1h. Eliminação renal. Cefalosporisnas possuem efeitos tóxicos, alérgicos, irritativos e podem levar à superinfecção. Infecções de pele e partes moles em caso de penicilina proscrita. FARMACOLOGIA E TOXICIDADEINDICAÇÕES CLÍNICASESPECTRO DE AÇÃO Fonte: Antibióticos e Quimioterápicos para o clínico, Walter Tavares - Liga de Infectologia FCMSCSP - 2017 CEFACLOR VO CEFUROXIMA VO/IV Cefalosporinas 2ª Geração Cefaclor: bem absorvidoVO, mas sofre interferência importante dos alimentos. Biodisponibilidade 50% a 70%. Atinge níveis terapeuticos em vias aéreas superiores e inferiores, tecido celular subcutâneo e vias urinárias. Não ultrapassa barreira hematoencefálica. Liga-se a proteínas séricas derca de 25%. Meia vida de 40 min. Eliminado totalmente via urnária após 8 horas. Cefuroxima: absorção VO é aumentada quando ingerida com alimentos. Cefuroxima difunde-se por todo o orga- nismo. Não atinge concentrações terapeuticas no líquor. Baixa ligação a proteínas plasmáticas. Atravessa parcial- mente barreira placentária. Estável nos tecidos, não sofre metabolização. Eliminação renal. Ceftazidima: Via parenteral. Meia vida de 1,8h e baixa ligação à proteínas (17%). Difunde-se por líquidos e tecidos orgânicos (músculo, coração, útero, ossos, TR, pele, subcutâneo, fígado, rins, TU, peritônio, bile, humor aquoso. Atravessa barreira hematoencefálica. Não sofre metabolização. Eliminação via renal. Ceftriaxona: Somente via parenteral. Meia vida de 7h. Boa penetração no humor vítreo e pela barreira placentária. Atravessa barreira hemtoencefálica em meningites. Sofre metabolização pelos tecidos, sendo eliminada como droga ativa pelos rins e bile. Liga-se me proteínas plasmáticas em cerca de 95%. IV sob forma de pró-droga. Meia vida de 2,6h, baixa ligação a proteínas plasmaticas. Distribui-se para líquidos e tecidos orgânicos. Parcialmente metabolizada, eliminação renal de 50% da dose administrada. Efeitos tóxicos, alérgicos, irritativos. Superinfecção. Somente via Parenteral. Meia vida de 2h. Ligação proteica pequena. Concentra-se em líquidos e tecidos orgâni- cos. Eliminação via renal, na maior parte sem sofrer metabolização. Droga bem tolerada, efeitos adversos ocorrem em poucos pacinetes. Diarreia, náuseas, cefaleia, hipersensibilida- de, elevação transitória de transaminases séricas, neurotoxicidade (mioclonias, parestesias, confusão metal, coma, convulsão). Cefuroxima: estafilo, estrepto, pneu- mococo, Haemophilus influenzae e en- terobactérias (pneumonia, sepse, ITU, colecistite, peritonite). Cefaclor: estafilococos resistentes à Penicilina G. Melhor ação contra bacilos Gram nega- tivos, P. aeruginosa. Boa ação contra Streptococcus pneumoniae e Staphylo- coccus aureus. Infecções pulmonares graves, tecidos moles, sistema urinário, prostática, abdominal, neuropenia febril. Infecções medianas e graves. Bactérias Gram negativas (enterobactérias). Ceftazidima: Pseudomonas aeruginosa. Ceftriaxona: Neisseria meningitidis. MRSA, VISA, VRSA e VRE. S. pneu- moniae resistente às penicilinas e ce- falosporinas. CEFTAZIDMA VO CEFTRIAXONA IV Cefalosporinas 3ª Geração CEFEPIMA Cefalosporina 4ª Geração CEFTAROLINA Cefalosporina 5ª Geração IV (e IM para moderada gravidade). Meia vida de 1h, mantém ativade terapeutica por 4 a 6 horas. Efeito pós-antibió- tico. Baixa ligação às proteínas séricas (13% a 25%). Atravessa barreira hematoencefálica em meningoencefalites. Atravessa barreira placentária. Eliminação renal. Sofre intivação por peptidases renais, por isso é associada a cilastatina, apresentando também metabolização muito reduzida. Infusão intravenosa rápida pode causar náuseas e vomitos. Convulsões em pacientes susceptíveis. Infecções TR, TU, ginecológicas, osteo- articulares, intra-abdominais, pós-opera- tório grave, sepse hospitalar, pacientes com neoplasias e DM descompensado. Via parenteral. Meia vida de 1 hora. Atravessa SNC em meningites. Eliminação renal. Raro, vômitos, diarreia, leucopenia, trombocitopenia, elevação de transaminases, eosinofilia e reações alérgicas. Menor risco de convulsão que Imipinem. Monoterapia no tratamento de sepses e infecções graves hospitalares em pa- cientes imunocomprometidos. Dose única diária via parenteral. Liga-se fortemente à proteínas séricas (95%). Meia vida de 3-5h. Ampla distribui- çao por líquidos e tecidos. Eliminação renal (76%) e biliar. Não sofre inativação por peptidases renais. Segurança ainda não estabelicas em crianças e gestantes, não recomendado manter amamentação. ITU e TRI por H. influenzae e Gram ne- gativos. Monoterapia do pé diabético e infecções intra-abdminais cirúrgicas. Anaeróbios. ERTAPENEM Carbapenêmico MEROPENEM Carbapenêmico IMIPENEM (+CILASTATINA) Carbapenêmicos CGP, BGP, BGN aeróbios e anaeróbios. Enterobactérias, estreptococos, pneumo- cocos, estafilococos (menos MRSA), Ha- emophilus influenzae, Neisseria gonorrho- eae e N. meningitodis. BGN (Pseudomonas aeruginosa) e anaeróbios. Listeria monocytogenes (me- ningoencefalites) Gram positivas, Haemophilus, enterobac- térias produtoras de beta-lactamase de espectro estendido, anaeróbios. C o co s G ra m p o si ti v o s B a ci lo s G ra m n eg a ti v o s CGP (estafilococos) BGN CGP (estreptococos) BGN CGP (estreptococos) BGN CGP (estafilococos) BGN CGP (estafilococos) BGN