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No instante em que a tensão através do capaci- tor se iguala a VP, o dispositivo dispara, e uma corrente IA = IP é estabelecida através do PUT. Se R for muito grande, a corrente IP não pode ser atingida e o dispositivo não dispara. No ponto de transição, IPR = VBB – VP e Rmáx = VBB - VP IP (17.25) O subscrito é incluído para indicar que qualquer R maior do que Rmáx resultará em uma corrente menor do que IP. O valor de R deve, também, ser tal que assegure que a corrente resultante seja menor do que IV se oscilações forem desejadas. Isto é, queremos que o dispositivo entre na região instável e então retorne ao estado “desligado”. A partir de um raciocínio análogo a esse, obtemos: Rmín = VBB - VV IV (17.26) A discussão anterior permite concluir que R deve ser limitado da seguinte maneira para um sistema oscilante: Rmín < R < Rmáx As formas de onda vA, vG e vK são mostradas na Figura 17.66. Observe que T determina a tensão máxima que vA pode atingir. Quando o dispositivo dispara, o ca- pacitor rapidamente é descarregado através do PUT e de RK, produzindo a queda mostrada. Obviamente, vK atinge o pico ao mesmo tempo, devido à corrente rápida, porém intensa. A tensão vG cai rapidamente de VG para um valor um pouco maior do que 0 V. Quando a tensão do capacitor cai para um valor baixo, o PUT novamente desliga, e o ciclo de carregamento se repete. O efeito sobre VG e VK é mostrado na Figura 17.66. eXemplO 17.3 Para o circuito da Figura 17.64, se VBB = 12 V, R = 20 kΩ, C = 1 μF, RK = 100 Ω, RB1= 10 kΩ, RB2 = 5 kΩ, IP = 100 μA, VV = 1 V e IV = 5,5 mA, determine: a) VP . b) Rmáx e Rmín. c) T e a frequência de oscilação. d) As formas de onda de vA, vG e vK. solução: a) Equação 17.20: VP = hVBB + VD = RB1 RB1 + RB2 VBB + 0,7 V = 10 k 10 k + 5 k (12 V) + 0,7 V = (0,67)(12 V) + 0,7 V = 8,7 V b) A partir da Equação 17.25: Rmáx = VBB - VP IP = 12 V - 8,7 V 100 mA = 33 k A partir da Equação 17.26: Rmín = VBB - VV IV = 12 V - 1 V 5,5 mA = 2 k R: 2 k 6 20 k 6 33 k c) A partir da Equação 17.23: T = RC loge VBB VBB - VP = (20 k )(1 mF) loge 12 V 12 V - 8,7 V = 20 × 10-3 loge (3,64) = 20 × 10-3(1,29) = 25,8 ms f = 1 T = 1 25,8 ms = 38,8 Hz VK = VA − VV T VP 0 t0 VG = ηVBB 0 t t vA vK vG Figura 17.66 Formas de onda para o oscilador usando PUT da Figura 17.64. 736 dispositivos eletrônicos e teoria de circuitos Boylestad_2012_cap17.indd 736 3/11/13 6:32 PM T = RC loge VBB VBB - VP = (20 k )(1 mF) loge 12 V 12 V - 8,7 V = 20 × 10-3 loge (3,64) = 20 × 10-3(1,29) = 25,8 ms f = 1 T = 1 25,8 ms = 38,8 Hz d) Como indica a Figura 17.67. 17.16 resumO conclusões e conceitos importantes 1. O retificador controlado de silício (SCR) é aquele cujo estado é controlado pela magnitude da cor- rente de porta. A tensão de polarização direta no dispositivo determina o valor da corrente de por- ta necessária para “disparar” (ligar) o dispositivo. Quanto maior for o valor de tensão de polarização, menor será a corrente de porta exigida. 2. Além do disparo pela porta, um SCR pode ser ligado com uma corrente de porta zero pela simples apli- cação de tensão suficiente no dispositivo. Quanto maior a corrente de porta, no entanto, menor a tensão de polarização exigida para ligar o SCR. 3. A chave controlada de silício (SCS) possui tanto uma porta anodo quanto uma porta catodo para controlar o estado do dispositivo, apesar de a porta anodo estar conectada a uma camada do tipo n e a porta catodo, conectada a uma camada do tipo p. O resultado é que um pulso negativo na porta anodo liga o dispositivo, enquanto um pulso positivo o desliga. O inverso é válido para a porta catodo. 4. Uma chave com desligamento na porta (GTO) parece ter construção similar à do SCR, com apenas uma conexão de porta; porém o GTO possui a vantagem de ser capaz de desligar e ligar o dispo- sitivo no terminal da porta. No entanto, essa opção adicional de desligamento pela porta resulta em uma corrente de porta maior para ligá-lo. 5. O LASCR é um SCR ativado por luz cujo estado pode ser controlado pela incidência de luz sobre uma camada semicondutora do dispositivo ou por disparo do terminal de porta da mesma maneira já descrita para os SCRs. Quanto maior a tempera- tura de junção do dispositivo, menor a necessidade de luz incidente para ligar o dispositivo. 6. O diodo Shockley possui basicamente as mesmas características de um SCR com corrente de porta zero. É ligado pelo simples aumento da tensão de polarização direta no dispositivo acima do valor de ruptura. 7. O diac é essencialmente um diodo Shockley que pode disparar em qualquer sentido. A aplicação de tensão suficiente de qualquer polaridade liga o dispositivo. 8. O triac é basicamente um diac com um terminal de porta para controlar a ação do dispositivo em qualquer sentido. 9. O transistor de unijunção é um dispositivo de três terminais com uma junção n-p formada entre uma haste de alumínio e uma placa de silício do tipo n. Uma vez alcançado o potencial de disparo do emissor, a tensão no emissor cai com um aumento na corrente de emissor, estabelecendo uma região de resistência negativa excelente para aplicações em osciladores. Uma vez atingido o ponto de vale, as características do dispositivo assumem as de um diodo semicondutor. Quanto maior a tensão aplicada no dispositivo, maior o potencial de disparo. 10. O fototransistor é um dispositivo de três terminais de características bastante similares às do TBJ com uma corrente de base e coletor sensível à intensidade da luz incidente. A corrente de base que resulta é, por princípio, linearmente relacionada à luz aplicada com um valor quase independente da tensão no dispositivo até que se obtenha a ruptura. 0 t0 0 t t 8,7 V VK = VA − VV = 8,7 V − 1 V = 7,7 V VG = η VBB = 8 V 25,8 ms vA vK vG Figura 17.67 Formas de onda para o oscilador do Exemplo 17.3. capítulo 17 pnpn e outros dispositivos 737 Boylestad_2012_cap17.indd 737 3/11/13 6:32 PM 11. Os optoisoladores contêm um LED infraverme- lho e um fotodetector para oferecer uma ligação entre sistemas que não requerem uma conexão direta. A corrente no detector de saída é menor do que a corrente aplicada na entrada do LED, mas linearmente relacionada a ela. Além disso, a corrente no coletor é essencialmente independente da tensão coletor-emissor. 12. O PUT (transistor de unijunção programável) é, como o próprio nome já diz, um dispositivo com as características de um UJT, mas com a capacidade adicional de poder ter controlado o seu potencial de disparo. De modo geral, o pico, o vale e as ten- sões mínimas de operação dos PUTs são menores do que os dos UJTs. equações Diac: VBR1 = VBR2 ± 0,1VBR2 UJT: RBB = (RB1 + RB2) 0 IE =0 VRB1 = RB1 RB1 + RB2 # VBB = hVBB ` IE =0 h = RB1 RBB VP = hVBB + VD Fototransistor: IC hfeIl PUT: VG = RB1 RB1 + RB2 # VBB = hVBB VP = hVBB + VD prOblemas *Nota: asteriscos indicam os problemas mais difíceis. seção 17.3 Operação básica do retificador controlado de silício 1. Descreva, com suas palavras, o funcionamento básico do SCR utilizando o circuito equivalente de dois transistores. 2. Descreva duas técnicas para desligar um SCR. 3. Consulte um manual do fabricante ou folha de especifica- ções e obtenha um circuito de desligamento. Se possível, descreva a ação de desligamento do projeto. seção 17.4 características e especificações do scr *4. a) Em altos valores de corrente de porta, as características de um SCR são aproximadamente iguais às de qual dispositivo de dois terminais? b) Para uma tensão anodo-catodo fixa e menor do que V(BR)F*, qual é o efeito no disparo do SCR quando a corrente de porta é reduzida de seu valor máximo para zero? c) Para uma corrente fixa de porta maior do que IG = 0, qual é o efeito no disparo do SCR quando a tensão de porta é reduzida abaixo de V(BR)F*? d) Para valores crescentes de IG, qual é o efeitosobre a corrente de manutenção? 5. a) Com base na Figura 17.8, podemos concluir que uma corrente de porta de 50 mA dispara o dispositivo na temperatura ambiente (25 °C)? b) Repita o item (a) para uma corrente de porta de 10 mA. c) Uma tensão de porta de 2,6 V dispara o dispositivo na temperatura ambiente? d) VG = 6 V e IG = 800 mA são uma boa escolha para condições de disparo? E VG = 4 V, IG = 1,6 A seria mais apropriado? Explique. seção 17.5 aplicações do scr 6. Na Figura 17.10(b), por que há muito pouca perda de potencial através do SCR durante a condução? 7. Explique detalhadamente por que valores reduzidos de R1 na Figura 17.11 resultam em um ângulo elevado de condução. *8. Com base no circuito de carga da Figura 17.12: a) Determine o valor CC do sinal retificado de onda completa se um transformador de 1 : 1 for empregado. b) Se a bateria em seu estado descarregado está com 11 V, qual a queda de tensão anodo-catodo através do SCR1? c) Qual o valor máximo possível de VR (VGK ≅ 0,7 V)? d) No valor encontrado para o item (c), qual o potencial de porta de SCR2? e) Quando o SCR2 entra em estado de curto-circuito, qual o valor de V2? 9. Com base no controlador de temperatura da Figura 17.13, a) Esboce a forma da onda retificada em onda completa aplicada ao SCR. b) Qual é a corrente de pico no aquecedor quando o SCR está ligado e tem um equivalente de curto-circuito entre o anodo e o catodo? Suponha que cada diodo tenha uma queda de 0,7 V quando conduz. c) Quando o SCR está ligado, qual é a corrente máxima através do termostato? d) Qual é o tempo total para o tempo de subida do pulso positivo da tensão CA aplicada desde 0 V até a tensão máxima do sinal retificado? e) Qual é a constante de tempo do capacitor que está sendo carregado durante o mesmo período do item (d)? Como eles se comparam? Por que isso é preocupante? 738 dispositivos eletrônicos e teoria de circuitos Boylestad_2012_cap17.indd 738 3/11/13 6:32 PM f) Qual é o estado do SCR durante o período de carga? Por quê? g) Se o potencial de disparo da porta for 40 V, qual é o período de tempo entre sucessivos disparos do SCR? h) Quando o termostato atingir a temperatura ajustada e assumir o estado de curto-circuito, como o SCR vai reagir? i) Qual método foi usado para desligar o SCR: interrupção da corrente anodo ou comutação forçada? 10. Com base no sistema de iluminação de emergência da Figura 17.14: a) Esboce a forma de onda do sinal retificado de onda completa que passa pela lâmpada utilizando uma queda de 0,7 V durante a condução de cada diodo. b) Determine o pico de tensão através do capacitor C1 quando o SCR1 está desligado. c) Qual é o pico de tensão através de R1 durante a fase de carregamento se a tensão da bateria cair para 5 V? d) Qual é a tensão sobre a lâmpada quando o SCR é ligado e a bateria está completamente carregada com 6 V? e) Qual é a corrente consumida da bateria se a luz dissipar 2 W de potência? seção 17.6 chave controlada de silício 11. Descreva detalhadamente, com suas próprias palavras, o funcionamento dos circuitos da Figura 17.16. 12. Qual é o procedimento de desligamento recomendado para o circuito da Figura 17.18? 13. Para o circuito da Figura 17.19, a) Escreva uma equação para a tensão da porta ao terra para o SCR. b) Qual é a tensão VGK quando RS = R’? c) Determine RS para estabelecer uma tensão de ativação de 2 V se R’ = 10 kΩ. d) Quando o alarme é ligado, qual é a corrente através do relé? e) Em VA = 0 V, a corrente CC máxima através do resistor de efeito taxa será estabelecida. Qual é seu valor? f) Quando o botão de reset é ativado, há alguma razão para preocupação com picos de tensão em qualquer lugar no circuito? Como eles poderiam ser suprimidos? seção 17.7 chave com desligamento na porta 14. a) Na Figura 17.22, se VZ = 50 V, determine o máximo valor possível que a tensão do capacitor C1 pode atingir (VGK ≅ 0,7 V). b) Determine o tempo de descarga aproximado (5τ) para R3 = 20 kΩ. c) Determine a resistência interna do GTO se o tempo de subida for metade do período de decaimento determi- nado no item (b). seção 17.8 scr ativado por luz 15. a) Com base na Figura 17.24(b), determine a irradiância mínima necessária para disparar o dispositivo na tem- peratura ambiente (25 °C). b) Qual a redução percentual na irradiância é permissível se a temperatura da junção for elevada de 0 °C (32 °F) a 100 °C (212 °F)? seção 17.9 diodo shockley 16. Para o circuito da Figura 17.28, se VBR = 6 V, V = 40 V, R = 10 kΩ, C = 0,2 μF e VGK (potencial de disparo) = 3 V, determine o período de tempo entre a energização do circuito e a ativação do SCR. seção 17.10 diac 17. Utilizando qualquer referência que deseje, encontre uma aplicação de um diac e explique o funcionamento do circuito. 18. Se VBR2 for 6,4 V, determine a faixa para VBR1 utilizando a Equação 17.1. 19. Determine o nível de capacitância do corpo humano Cb que resultaria em um deslocamento de fase de 45 graus entre vi e vG para o circuito da Figura 17.30. seção 17.11 triac 20. Para o circuito da Figura 17.33, se C = 1 μF, encontre o valor de R que resultará em um período de condução de 50% para a carga em qualquer direção se a tensão de ativação para o diac em qualquer direção for de 12 V e o sinal aplicado senoidal tiver um valor de pico de 170 V (= 1,414 × 120 V) a 60 Hz. seção 17.12 transistor de unijunção 21. Para o circuito da Figura 17.40, no qual V = 40 V, η = 0,6, VV = 1 V, IV = 8 mA e IP = 10 μA, determine a faixa de R1 para o circuito de disparo. 22. Para um transistor de unijunção com VBB = 20 V, η = 0,65, RB1 = 2 kΩ (IE = 0) e VD = 0,7, determine: a) RB2. b) RBB. c) VRB1. d) VP. *23. Dado o oscilador de relaxação da Figura 17.68: a) Determine RB1 e RB2 para IE = 0 A. b) Determine VP, a tensão necessária para ligar o UJT. vC vR2 durante a fase de descarga) , , , , Figura 17.68 Problema 23. capítulo 17 pnpn e outros dispositivos 739 Boylestad_2012_cap17.indd 739 3/11/13 6:32 PM c) Determine se R1 está dentro da faixa permissível de valores definida pela Equação 17.8. d) Determine a frequência de oscilação se RB1 = 200 Ω durante a fase de descarga. e) Esboce a forma de onda de vC para dois ciclos completos. f) Esboce a forma de onda de vR2 para dois ciclos completos. g) Determine a frequência utilizando a Equação 17.17 e compare com o valor determinado no item (d). Leve em conta todas as diferenças. seção 17.13 fototransistores 24. Para um fototransistor com as características da Figu- ra 17.50, determine a corrente de base fotoinduzida para uma densidade de fluxo radiante de 5 mW/cm2. Se hƒe = 40, calcule IC. *25. Projete uma porta OR de alta isolação empregando foto- transistores e LEDs. seção 17.14 Optoisoladores 26. a) Determine um fator de degradação médio a partir da curva da Figura 17.58 para a região definida pelas temperaturas entre –25 °C e +50 °C. b) É correto dizer que, para temperaturas maiores que a ambiente (até 100 °C), a corrente de saída é pouco afetada pela temperatura? 27. a) Determine, pela Figura 17.54, a variação média em ICEO por grau de variação de temperatura para a faixa de 25 °C a 50 °C. b) Os resultados do item (a) podem ser usados para de- terminar o valor de ICEO em 35 °C? Teste sua teoria. 28. Determine, pela Figura 17.55, a razão entre a corrente de saída do LED e a corrente de entrada do detector quando a corrente de saída for 20 mA. O dispositivo pode ser considerado relativamente eficiente para a finalidade a que se propõe? *29. a) Esquematize a curva de potência máxima de PD = 200 mW no gráfico da Figura 17.56. Liste quaisquer conclusões dignas de nota. b) Determine βCC (definido por IC/IF) para o sistema em VCE = 15 V, IF = 10 mA. c) Compare os resultados do item (b) com aqueles obtidos na Figura 17.55 em IF = 10 mA.Os dois são semelhan- tes? Deveriam ser? Por quê? *30. a) Com relação à Figura 17.57, determine a corrente de coletor acima da qual o tempo de chaveamento não é alterado significativamente para RL = 1 kΩ e RL = 100 Ω. b) Em IC = 6 mA, como estão relacionados os tempos de chaveamento para RL = 1 kΩ e RL = 100 Ω com a relação entre os valores desses resistores? seção 17.15 transistor de unijunção programável 31. Determine η e VG para o PUT com VBB = 20 V e RB1 = 3RB2. 32. Utilizando os dados fornecidos no Exemplo 17.3, de- termine a impedância do PUT no ponto de disparo e no ponto de vale. Os estados aproximados de circuito aberto e curto-circuito são verificados? 33. A Equação 17.24 pode ser derivada exatamente como mostra a Equação 17.23? Se não, quais elementos estão faltando na Equação 17.24? *34. a) O circuito do Exemplo 17.3 oscilará se VBB for alterado para 10 V? Que valor mínimo de VBB é necessário (VV sendo uma constante)? b) Utilizando o mesmo exemplo, qual valor de R colocaria o circuito no estado estável “ligado” e removeria a resposta oscilatória do sistema? c) Que valor de R faria o circuito funcionar como um circuito de retardo de tempo de 2 ms? Isto é, que valor de R forneceria um pulso vK a 2 ms após a fonte ter sido ligada e, então, permaneceria no estado “ligado”? 740 dispositivos eletrônicos e teoria de circuitos Boylestad_2012_cap17.indd 740 3/11/13 6:32 PM Parâmetros híbridos — Determinações gráficas e equações de conversão (exatas e aproximadas) *A derivada parcial ∂vi/∂ii fornece uma medida da variação instantânea em vi devido a uma variação instantânea em ii. APÊNDICEAPÊNDICEAPÊNDICEAPÊNDICEAPÊNDICEAPÊNDICE A.1 DEtErminAção GrÁFicA Dos PArÂmEtros h Utilizando derivadas parciais (cálculo), pode ser demonstrado que a magnitude dos parâmetros h para o circuito equivalente do transistor para pequenos sinais na região de operação da configuração emissor-comum pode ser determinada pelas seguintes equações:* hie = 0vi 0ii = 0vbe 0ib vbe ib ` VCE =constante )smho( (A.1) hre = 0vi 0vo = 0vbe 0vce vbe vce ` IB=constante (sem unidade) (A.2) hfe = 0io 0ii = 0ic 0ib ic ib ` VCE =constante (sem unidade) (A.3) hoe = 0io 0vo = 0ic 0vce ic vce ` IB =constante )snemeis( (A.4) Em cada caso, o símbolo Δ se refere a uma pequena variação na quantidade em torno do ponto quiescente de operação. Em outras palavras, os parâmetros h são determi- nados na região de operação para o sinal aplicado de modo que o circuito equivalente seja o mais exato possível. Os valores constantes de VCE e IB, em cada caso, referem-se a uma condição que deve ser satisfeita quando os vários parâmetros são determinados a partir das curvas caracte- rísticas do transistor. Para as configurações base-comum e coletor-comum, a equação adequada pode ser obtida pela simples substituição dos valores apropriados de vi, vo, ii e io. Os parâmetros hie e hre são determinados a partir das características de entrada ou de base, enquanto os parâ- metros hfe e hoe são obtidos a partir das características de saída ou de coletor. Visto que hfe costuma ser o parâmetro de maior interesse, discutiremos as operações que envol- vem equações, tais como as equações A.1 a A.4, primeiro para este parâmetro. A primeira etapa na determinação de qualquer um dos quatro parâmetros híbridos é encontrar o ponto quiescente de operação como indica a Figura A.1. Na Equação A.3, a condição VCE = constante requer que as variações na corrente de base e de coletor sejam tomadas ao longo de uma reta vertical que passa pelo ponto Q re- presentando uma tensão coletor-emissor fixa. A seguir, a Equação A.3 requer que uma pequena variação na corrente de coletor seja dividida pela variação correspondente na corrente de base. Para maior precisão, essas alterações devem ser as menores possíveis. Na Figura A.1, a variação escolhida em ib se estende de IB1 a IB2 ao longo da reta perpendicular em VCE. A seguir, a variação correspondente em ic é encontrada traçando-se as linhas horizontais desde as interseções de IB1 a IB2 com VCE = constante até o eixo vertical. Só nos resta, então, substituir as variações resultantes de ib e ic na Equação A.3. Isto é, 0 hfe 0 = ic ib ` VCE=constante = (2,7 - 1,7) mA (20 - 10) mA ` VCE=8,4 V = 10-3 10 × 10-6 = 100 Boylestad_2012_AP_A.indd 741 3/11/13 6:36 PM Na Figura A.2, uma linha reta tangente à curva IB é traçada através do ponto Q para estabelecer uma linha IB = constante, como requer a Equação A.4 para hoe. Uma variação em vCE foi então escolhida, e a variação corres- pondente em iC foi determinada traçando-se as linhas hori- zontais até o eixo vertical nas interseções sobre a linha IB = constante. Fazendo a substituição na Equação A.4, temos: 0 hoe 0 = ic vce ` IB =constante = (2,2 - 2,1) mA (10 - 7) V ` IB = +15 mA = 0,1 × 10-3 3 = 33 µA ,V 33 × 10 6 S 33 µS Para determinar os parâmetros hie e hre, primeiro o ponto Q deve ser encontrado na curva característica de entrada ou de base, tal como indica a Figura A.3. Para hie, uma linha é traçada tangente à curva VCE = 8,4 V através do ponto Q para estabelecer uma linha VCE = constante, como requer a Equação A.1. A seguir, uma pequena variação em vbe é definida, resultando em uma mudança correspondente em ib. Substituindo na Equação A.1, obtemos: 0 hie 0 = vbe ib ` VCE =constante = (733 - 718) mV (20 - 10) mA ` VCE =8,4 V = 15 × 10-3 10 × 10-6 = 1,5 k O último parâmetro, hre, pode ser determinado pri- meiro traçando-se uma linha horizontal através do ponto Q em IB = 15 μA. A escolha natural é, então, tomar uma Ponto Q (constante) Figura A.2 Determinação de hoe Reta de carga Ponto Q (constante) , , Figura A.1 Determinação de hfe. 742 Dispositivos eletrônicos e teoria de circuitos Boylestad_2012_AP_A.indd 742 3/11/13 6:36 PM variação em vCE e encontrar a variação resultante em vBE, como mostra a Figura A.4. Substituindo na Equação A.2, obtemos: 0 hre 0 = vbe vce ` IB =constante = (733 - 725) mV (20 - 0) V = 8 × 10-3 20 = 4 × 10 4 Para o transistor cujas características aparecem nas figuras A.1 a A.4, o circuito híbrido equivalente para pe- quenos sinais resultante é mostrado na Figura A.5. Como já foi mencionado, os parâmetros híbridos para as configurações de base-comum e coletor-comum podem ser encontrados pela aplicação das mesmas equa- ções básicas com as variáveis e as curvas características adequadas. A Tabela A.1 lista os valores de parâmetros mais comuns em cada uma das três configurações para a ampla gama de transistores disponíveis. O sinal negativo indica que, na Equação A.3, à medida que uma quantidade au- menta em magnitude no âmbito da variação escolhida, a outra diminui. Tabela A.1 Valores típicos de parâmetros para configurações EC, CC e BC com transistor. Parâmetro EC CC BC hi 1 kΩ 1 kΩ 20 Ω hr 2,5 × 10–4 > 1 3,0 × 10–4 hƒ 50 –50 –0,98 ho 25 µA/V 25 µA/V 0,5 µA/V 1/ho 40 kΩ 40 kΩ 2 MΩ Ponto Q (constante) , , ,, , Figura A.3 Determinação de hie. Ponto Q (constante) , , , , Figura A.4 Determinação de hre. , Figura A.5 Circuito híbrido equivalente completo para um transistor com as curvas características mostradas nas figuras A.1 a A.4. Apêndice A Parâmetros híbridos — Determinações gráficas e equações de conversão (exatas e aproximadas) 743 Boylestad_2012_AP_A.indd 743 3/11/13 6:36 PM A.2 EquAçõEs DE convErsão ExAtAs configuração emissor-comum hie = hib (1 + hf b)(1 - hrb) + hobhib = hic hre = hibhob - hrb(1 + hf b) (1 + hf b)(1 - hrb) + hobhib = 1 - hrc hfe = -hf b(1 - hrb) - hobhib (1 + hf b)(1 - hrb) + hobhib = -(1 + hfc) hoe = hob (1 + hf b)(1 - hrb) + hobhib = hoc configuração base-comum hib = hie (1 + hfe)(1 - hre) + hiehoe = hic hichoc - hfchrc hrb = hiehoe - hre(1 + hfe) (1 + hfe)(1 - hre) + hiehoe = hfc(1 - hrc) + hichoc hichoc - hfchrc hfb = -hfe(1- hre) - hiehoe (1 + hfe)(1 - hre) + hiehoe = hrc(1 + hfc) - hichoc hichoc - hfchrc hob = hoe (1 + hfe)(1 - hre) + hiehoe = hoc hichoc - hfchrc configuração coletor-comum hic = hib (1 + hf b)(1 - hrb) + hobhib = hie hrc = 1 + hf b (1 + hf b)(1 - hrb) + hobhib = 1 - hre hfc = hrb - 1 (1 + hf b)(1 - hrb) + hobhib = -(1 + hfe) hoc = hob (1 + hf b)(1 - hrb) + hobhib = hoe A.3 EquAçõEs DE convErsão AProximADAs configuração emissor-comum hie hib 1 + hf b bre hre hibhob 1 + hf b - hrb hfe -hf b 1 + hf b b hoe hob 1 + hf b configuração base-comum hib hie 1 + hfe -hic hfc re hrb hiehoe 1 + hfe - hre hrc - 1 - hichoc hfc hfb -hfe 1 + hfe - (1 + hfc) hfc - a hob hoe 1 + hfe -hoc hfc configuração coletor-comum hic hib 1 + hf b bre hrc 1 hfc -1 1 + hf b -b hoc hob 1 + hf b 744 Dispositivos eletrônicos e teoria de circuitos Boylestad_2012_AP_A.indd 744 3/11/13 6:36 PM Fator de ondulação e cálculos de tensão BBBBBBBBBB APÊNDICEAPÊNDICEAPÊNDICEAPÊNDICEAPÊNDICEAPÊNDICE B.1 FatoR de ondulação de RetIFIcadoR O fator de ondulação de uma tensão é definido por r = valor rms do componente CA do sinal valor médio do sinal que pode ser expresso como: r = Vr (rms) VCC Considerando-se que a componente CA de um sinal que contém um nível CC é vCA= v - VCC o valor rms da componente CA é Vr (rms) = c 1 2p2 2 2 2p 0 v2 CA du d 1>2 = c 1 2p 2p 0 (v - VCC)2 du d 1>2 = c 1 2p 2p 0 (v2 - 2vVCC + V2 CC) du d 1>2 = [V2(rms) - 2V2 CC + V2 CC]1>2 = [V2(rms) - V2 CC]1>2 onde V(rms) é o valor rms da tensão total. Para o sinal retificado de meia-onda, Vr (rms) = [V2(rms) - V2 CC]1>2 = c a Vm 2 b 2 - a Vm p b 2 d 1>2 = Vm c a 1 2 b 2 - a 1 p b 2 d 1>2 Vr (rms) = 0,385Vm (meia-onda) (B.1) Para o sinal retificado de onda completa, Vr (rms) = [V2(rms) - V2 CC]1>2 = c a Vm !2 b 2 - a 2Vm p b 2 d 1>2 = Vma 1 2 - 4 p2 b 1>2 Vr (rms) = 0,308Vm (onda completa) (B.2) B.2 tensão de ondulação do capacItoR de FIltRo Considerando uma tensão de ondulação aproxima- damente triangular, como mostra a Figura B.1, podemos escrever (veja a Figura B.2): VCC = Vm - Vr (p@p) 2 (B.3) Durante a descarga do capacitor, a variação da tensão em C é: Vr (p@p) = ICCT2 C (B.4) Da forma de onda triangular na Figura B.1, Vr (rms) = Vr (p@p) 2!3 (B.5) (obtida de cálculos não mostrados). Boylestad_2012_AP_B.indd 745 3/11/13 6:37 PM 18Boylestad_apA_ALTA_COR_11mar 19Boylestad_apB_ALTA_COR_11mar