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Seu crânio era maior que o da espécie humana 
atual – em média, 1 450 cm3 contra 1 350 cm3 –, mas 
essa diferença para mais pode estar relacionada à 
sua forma mais robusta (ele talvez precisasse de 
um número maior de neurônios para comandar a 
massa muscular maior), e não a uma inteligência 
mais desenvolvida. As ferramentas e as armas 
eram mais desenvolvidas que as do Homo erectus. 
Já fabricava instrumentos de pedra bem trabalha-
dos, que usava para furar peles e confeccionar 
vestimentas, utilizava lanças de madeira, morava 
em cavernas e abatia animais de grande porte. A 
descoberta de grãos de pólen junto a certos fósseis 
leva a crer que enterrava seus mortos e colocava 
flores nos túmulos.
Figura 12.6 A: crânio do homem de Neanderthal (em média, 1 450 cm3); 
B: reconstituição do rosto com base no crânio (Museu Nacional de 
História Natural de Washington D.C., EUA); C: representação de um 
grupo de indivíduos (cerca de 1,60 m de altura; cores fantasia).
Figura 12.7 Uma pintura feita pelo homem de Cro-Magnon em uma 
caverna de Lascaux, na França.
Figura 12.8 Alguns possíveis ancestrais dos hominídeos (a cor 
vermelha indica o gênero Homo). A largura dos retângulos indica o 
período em que cada espécie viveu na Terra, em milhões de anos. 
A divergência entre a espécie humana e o chimpanzé deve ter 
ocorrido entre 7 milhões e 4 milhões de anos atrás. A partir do 
Australopithecus anamensis, todos tinham postura ereta.
O homem de Neanderthal se extinguiu há cerca 
de 30 mil anos, talvez por causa da competição com 
a espécie atual do ser humano, a Homo sapiens, que 
pode ter surgido do Homo erectus entre 200 mil a 
150 mil anos. O fóssil mais conhecido da espécie 
Homo sapiens é o homem de Cro-Magnon (em refe-
rência à região da França onde esse fóssil foi encon-
trado). Ele fabricava ótimas ferramentas (faca, lança, 
arco e flecha, etc.) e tinha certas habilidades artísti-
cas; foram encontradas em cavernas pinturas que 
retratam diversas cenas de caça (figura 12.7).
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Há cerca de 12 mil anos, o homem passava de 
caçador a agricultor e surgiam as primeiras civiliza-
ções. A partir daí, a evolução cultural foi responsável 
pela rápida aceleração das transformações humanas. 
Para avaliar esse desenvolvimento, basta comparar 
as rápidas transformações ocorridas nos últimos 
10 mil anos com as lentas transformações ocorridas 
do australopiteco ao Homo sapiens (figura 12.8).
Sahelanthropus tchadensis
Australopithecus anamensis
Australopithecus afarensis
Australopithecus africanus
Homo habilis
Homo erectus
Homo neanderthalensis
Homo sapiens
Australopithecus garhi
Ardipithecus ramidus
Orrorin tugenensis
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A evolução humana 165
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Biologia e ética
O ser humano e a evolução
Não é possível explicar todas as caracterís-
ticas humanas em termos evolutivos. Primeiro, 
porque nossa espécie não está sujeita apenas à 
evolução biológica, mas também à evolução cul-
tural – estudada principalmente em História, 
Sociologia e outras ciências sociais. Com o de-
senvolvimento de um cérebro complexo, que nos 
dá grande capacidade de aprendizagem, houve 
também o desenvolvimento da linguagem, da 
cultura e da consciência. Mais do que outras es-
pécies, somos capazes de prever as consequên-
cias de nossos atos. Isso significa que podemos, 
conscientemente, escolher como devemos viver.
Além disso, a ciência não pode e nem pre-
tende responder a todas as perguntas que o ser 
humano propõe. Existem outras formas de co-
nhecimento que respondem a perguntas dife-
rentes acerca do mundo. Para o evolucionista 
Stephen Jay Gould, a ciência estuda o mundo 
natural, e não o nosso universo moral. Isso quer 
dizer que a ciência estuda a natureza e os fenô-
menos como eles são e não como deveriam ser. 
A ciência estuda fatos e não valores éticos. Os 
valores éticos são discutidos pela Religião e pe-
la Filosofia, por exemplo.
Fonte de pesquisa: Gould, S. J. Pilares do tempo: ciência e religião 
na plenitude da vida. São Paulo: Rocco, 2002.
ATENÇÃO!
Não escreva 
no seu livro!
1. Observe a figura abaixo e responda às questões.
chimpanzé
(70 cm a 90 cm)
ser humano
gorila
(1,3 m a 1,9 m)
orangotango
(1,1 m a 1,4 m)
gibão
(45 cm a 65 cm)
lêmure
(17 cm a 55 cm; 
fora a cauda)
társio
(12 cm a 15 cm; 
fora a cauda)outros macacos
5 a 7 milhões de anos
8 milhões de anos
12 milhões de anos
20 milhões de anos
30 milhões de anos
70 milhões de anos
Árvore filogenética simplificada indicando o parentesco evolutivo entre a espécie humana e outros primatas. No grupo “outros 
macacos” estão representados o babuíno (cerca de 1 m) e o mico-de-cheiro (aproximadamente 35 cm). Observação: há duas espécies 
de chimpanzés: o chimpanzé comum (Pan troglodytes) e o bonobo (Pan paniscus). (As medidas indicam o comprimento do animal.)
a) Entre os primatas representados na figura, quais são os mais próximos da espécie humana e quais são os 
mais distantes? 
b) Em 2011, um gorila chamado Ambam ficou famoso por um vídeo na internet no qual aparece caminhando 
sobre os dois pés, como os seres humanos. Ambam nasceu em 1990 e vive em um zoológico na Inglaterra. 
Seus criadores atribuem a habilidade de Ambam à convivência com seres humanos. Apesar de existirem 
exceções como essa, o andar bípede é comum apenas em primatas humanos. Como essa forma de se 
locomover influenciou no modo como a espécie humana evoluiu?
c) De acordo com o cladograma, há quantos anos os gorilas teriam surgido? 
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Atividades
Capítulo 12166
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2. (Vunesp-SP) A especiação do Homo sapiens tem 
pouca chance de ocorrer, considerando a atual con-
dição da espécie humana. Assinale a afirmação que 
melhor sustenta essa hipótese.
a) A ciência moderna tem eliminado as mutações 
humanas.
b) Os medicamentos atuais diminuem a incidência 
de doenças.
c) Os postulados de Darwin não se aplicam à es-
pécie humana.
d) As alterações ambientais que favorecem a es-
peciação são cada vez menores.
e) Os meios modernos de locomoção e comunica-
ção têm diminuído ou eliminado os isolamentos 
geográficos. 
3. (Enem) Foi proposto um novo modelo de evolução 
dos primatas elaborado por matemáticos e biólo-
gos. Nesse modelo o grupo de primatas pode ter 
tido origem quando os dinossauros ainda habita-
vam a Terra, e não há 65 milhões de anos, como é 
comumente aceito.
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macacos do 
Novo Mundo
 fósseis de
 primatas 
 mais 
antigos 
ancestral comum
mais antigo 
extinção dos 
dinossauros
macacos do 
Velho Mundo
grandes macacos
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milhões 
de anos
Cretáceo superior
lóris
lêmures
Primatas atuaisPaleoceno
társios
Fonte: Raquel Aguiar, Ciência Hoje On-line, 13/5/2002.
Examinando essa árvore evolutiva, podemos dizer 
que a divergência entre os macacos do Velho Mun-
do e o grupo dos grandes macacos e de humanos 
ocorreu há aproximadamente:
a) 10 milhões de anos.
b) 40 milhõesde anos.
c) 55 milhões de anos.
d) 65 milhões de anos.
e) 85 milhões de anos.
4. (Ufscar-SP) Considere as seguintes características 
da espécie Homo sapiens:
 I. ausência de cauda
 II. presença de vértebras
 III. coração com quatro cavidades
 IV. endotermia (homeotermia)
A ordem cronológica mais provável de ocorrência 
desses eventos ao longo da história evolutiva dos 
cordados foi:
a) I, II, III e IV. 
b) I, III, II e IV. 
c) II, III, IV e I. 
d) II, IV, I e III.
e) III, IV, II e I.
5. (FGV-SP) É comum que os livros e meios de comu-
nicação representem a evolução do Homo sapiens 
a partir de uma sucessão progressiva de espécies, 
como na figura.
Coloca-se na extrema esquerda da figura as espé-
cies mais antigas, indivíduos curvados, com braços 
longos e face simiesca. Completa-se a figura adi-
cionando, sempre à direita, as espécies mais recen-
tes: os australopitecos quase que totalmente ere-
tos, os neandertais, e finaliza-se com o homem 
moderno. Essa representação é:
a) adequada. A evolução do homem deu-se ao 
longo de uma linha contínua e progressiva. Ca-
da uma das espécies fósseis já encontradas é o 
ancestral direto de espécies mais recentes e 
modernas.
b) adequada. As espécies representadas na figura 
demonstram que os homens são descendentes 
das espécies mais antigas e menos evoluídas da 
família: gorila e chimpanzé.
c) inadequada. Algumas das espécies representa-
das na figura estão extintas e não deixaram 
descendentes. A evolução do homem seria me-
lhor representada inserindo-se lacunas entre 
uma espécie e outra, mantendo-se na figura 
apenas as espécies ainda existentes.
d) inadequada. Algumas das espécies representa-
das na figura podem não ser ancestrais das es-
pécies seguintes. A evolução do homem seria 
melhor representada como galhos de um ramo, 
com cada uma das espécies ocupando a extre-
midade de cada um dos galhos. 
e) inadequada. As espécies representadas na figu-
ra foram espécies contemporâneas e, portanto, 
não deveriam ser representadas em fila. A evo-
lução do homem seria melhor representada com 
as espécies colocadas lado a lado.
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