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43 R ep ro du çã o pr oi bi da .A rt .1 84 do C ód ig o P en al e Le i 9 .6 10 de 19 de fe ve re iro de 19 98 . 1.5. A pressão de vapor depende do líquido Fazendo a medida da pressão de vapor, em diversas temperaturas, com outros líquidos diferentes da água, constata-se que a pressão de vapor depende do líquido. O gráfico abaixo mostra as curvas de pressão de vapor de quatro líquidos: sulfeto de carbono, metanol, etanol (álcool comum) e água. Curvas de pressão de vapor para os líqui- dos sulfeto de carbono (CS2), metanol (CH3OH), etanol (CH3CH2OH) e água. Fonte: J. W. Hill e R. H. Petrucci; General Chemistry. Upper Saddle River, Prentice Hall, 1996. p. 401. (Escala convertida de mmHg para kPa pelos autores deste livro.)Temperatura (°C) Pr es sã o (k Pa ) 120 100 80 60 40 20 20 40 60 80 100 1200 Su lfe to de ca rb on o (C S 2 ) M et an ol (C H 3 O H ) Eta no l ( CH 3 CH 2 O H ) Águ a (H 2 O ) 101,3 kPa (1 atm) 1.6. Comparando pontos de ebulição de líquidos diferentes O gráfico acima, que mostra as curvas de pressão de vapor de quatro substâncias, permite que façamos a avaliação do ponto de ebulição de- las numa determinada pressão. Para a análise, vamos considerar a pressão de 101,3 kPa (1 atm ou 760 mmHg). Traçando uma horizontal no gráfico nesse valor de pressão, ela interceptará as curvas de pressão de vapor em diferentes temperatu- ras; cada uma delas é o ponto de ebulição (PE) daquele líquido, na pres- são considerada. Entre as quatro substâncias, podemos afirmar que a seqüência de pontos de ebulição é: sulfeto de carbono ' metanol ' etanol ' água A figura ao lado resume isso. Para uma leitura dos valores nas escalas numéricas, consulte o gráfico acima. Verifica-se aumento do ponto de ebulição Temperatura (°C, fora de escala) Pr es sã o 101,3 kPa 46 65 78 10 0 C S 2 C H 3O H C H 3C H 2O H H 2O Para que uma bolha de vapor possa se formar, crescer e escapar do líquido é fundamental que a pressão do vapor que forma a bolha seja pelo menos igual à pressão que a atmosfera exerce sobre o líquido. Caso contrário, a bolha será “esmagada” pela pressão atmosférica e a ebuli- ção não ocorrerá. Assim, a formação de bolhas e a conseqüente ebulição do líquido, em frasco aberto, somente ocorrerão quando a pressão de vapor da substância for igual à pressão atmosfé- rica, ou superior a ela. D E LE IV A R O D R IG U E S / C ID Fonte: Gráfico elaborado pelos autores. ATENÇÃO Sulfeto de carbono, metanol e etanol são líquidos tóxicos e altamente inflamáveis. Capitulo_02 6/21/05, 20:4143 44 R ep ro du çã o pr oi bi da .A rt .1 84 do C ód ig o P en al e Le i9 .6 10 de 19 de fe ve re iro de 19 98 . 1.7. Comparando a volatilidade de líquidos diferentes O mesmo gráfico da página anterior permite comparar, numa mesma temperatura, as pressões de vapor das quatro substâncias. Conforme esboçado na figura ao lado, a seqüência crescente de pressão de vapor é, água, etanol, metanol e sulfeto de carbono. O líquido com maior pressão de vapor, numa dada temperatura, é o que apresenta, nessa temperatura, maior tendência a evaporar. Ao com- parar líquidos, dizemos que aquele que possui maior tendência a evapo- rar é o mais volátil. Volatilidade é a tendência de sofrer vaporização. Comparando as quatro substâncias, temos: água ' etanol ' metanol ' sulfeto de carbono Temperatura Pr es sã o (k Pa ,f or a de es ca la ) 114 50 °C C S 2 C H 3O H C H 3C H 2O H H 2O 56 30 12 7. Imagine que, no futuro, dados de uma sonda espacial reve- lem que a pressão atmosférica em um determinado planeta seja da ordem de 4.000 kPa. Use os dados da tabela 1 para estimar o valor aproximado do ponto de ebulição da água nesse planeta. 8. Numa autoclave, a água entra em ebulição a 150°C. a) Pesquise o que vem a ser uma autoclave. b) Consulte a tabela 1 e determine a pressão no interior de uma autoclave com água fervente a 150°C. 9. Verifica-se que o ponto de ebulição da água, a 3,2 kPa, é 25°C. Se, num experimento controlado, uma amostra de água for mantida a 25°C e a pressão for lentamente reduzida, qual será o valor da pressão no momento em que a água entrar em ebulição? Explique o raciocínio usado. 10. Na estante de um laboratório há três frascos fechados contendo acetona, todos à mesma tempe- ratura, ilustrados ao lado. Em qual deles a pressão do vapor de acetona é maior? 11. Sabe-se que o éter é mais volátil que a acetona, que é mais volátil que o etanol (álcool comum), que é mais volátil que a água. a) Numa mesma temperatura, qual é a ordem crescente de pressão de vapor desses líquidos? b) Esboce, em um mesmo gráfico, as curvas de pressão de vapor desses quatro líquidos. c) Coloque esses líquidos em ordem crescente de ponto de ebulição, numa mesma pressão. A água pura, a 30°C, apresenta pressão de vapor 4,2 kPa. E, a 40°C, apresenta pressão de vapor 7,4 kPa. Verifica-se experimentalmente que, se dissolvermos na água um soluto não-eletrólito e não-volátil (isto é, um soluto que permaneça sob a forma de moléculas — não sofrendo, portanto, dissociação iônica nem ionização — e que não tenha tendência a vaporizar), a pressão de vapor da água passa a ser menor do que se a água estivesse pura. Veja os seguintes dados experimentais. Uma solução & foi elaborada dissolvendo 5 mol de glicose (C6H12O6) em 95 mol de água. A 30°C, verifica-se que a pressão de vapor dessa solu- ção é 4,0 kPa. Como o soluto glicose é não-volátil, a pressão de vapor medida é a pressão de vapor do solvente (água), pois a água é o único componente dessa solução que evapora. Então, podemos dizer, de ma- neira alternativa, que a pressão de vapor do solvente água, nessa solu- ção, é 4,0 kPa. A 40°C, verifica-se que a pressão de vapor da água, nessa mesma solução, é 7,0 kPa. Uma solução ' foi elaborada com 5 mol de sacarose (C12H22O11) em 95 mol de água. A 30°C verifica-se que a pressão de vapor da água nessa solução é 4,0 kPa e, a 40°C, é 7,0 kPa. Fatos experimentais Motivação Verifica-se aumento da pressão de vapor e da volatilidade Solução & 5 mol de glicose 95 mol de água Solução ' 5 mol de sacarose 95 mol de água Fonte: Gráfico elaborado pelos autores. Questõespara fixação Resolva em seu caderno Capitulo_02 6/21/05, 20:4144 45 R ep ro du çã o pr oi bi da .A rt .1 84 do C ód ig o P en al e Le i 9 .6 10 de 19 de fe ve re iro de 19 98 . 2. O CONCEITO DE PROPRIEDADES COLIGATIVAS Existem quatro propriedades das soluções que dependem da quanti- dade de partículas de soluto dissolvidas em uma certa quantidade de solvente, mas não da natureza dessas partículas dissolvidas. Elas são conhecidas como propriedades coligativas, palavra que vem do latim co, que indica a participação simultânea, e ligare, que significa unir, ligar. As quatro propriedades coligativas, que estudaremos a partir desse ponto, são o abaixamento da pressão de vapor, o aumento da temperatu- ra de ebulição, o abaixamento da temperatura de solidificação e a ten- dência de o solvente atravessar determinadas membranas de permea- bilidade seletiva. Os fatos experimentais apresentados na página anterior permitem ilus- trar a primeira das propriedades coligativas, o abaixamento da pressão de vapor do solvente na solução, que será estudada na seqüência. 3. ABAIXAMENTO DA PRESSÃO DE VAPOR 3.1. O efeito tonoscópico Observações experimentais como as mostradas anteriormente per- mitiram elaborar generalizações sobre o comportamento da pressão de vapor de um solvente quando nele é dissolvido um soluto não-eletrólito e não-volátil. A presença desse soluto provoca um abaixamento da pressão de va- por do solvente, o que é conhecido como efeito tonoscópico. Nas soluções & e ', a quantidade de glicose e de sacarose, em mols, dissolvida em uma igual quantidade de água é a mesma. Isso revela que o abaixamento de pressão de vapor provocado pela presença do soluto depende da concentração de partículas de soluto e não da natureza des- se soluto. Igual quantidade emmols de diferentes solutos não-eletrólitos e não- voláteis, dissolvidos numa mesma quantidade de solvente, à uma mes- ma temperatura, causa o mesmo abaixamento na pressão de vapor do solvente na solução quando comparado ao solvente puro. O gráfico ao lado mostra a curva de pressão de vapor para a água pura e para as soluções & e '. 3.2. A Lei de Raoult O cientista francês François Marie Raoult (1830-1901) fez uma ampla série de medidas experimentais de pressão de vapor. A partir delas, pôde enunciar, em 1882, uma regularidade que é atualmente conhecida como Lei de Raoult. Em palavras: A pressão de vapor de uma solução (ou melhor, do solvente na solução) de soluto não-eletrólito e não-volátil é igual ao produto da fração em mols do solvente pela pressão de vapor do solvente puro, numa dada temperatura. Em equação: P solução & x solvente # P solvente puro em que xsolvente & fração em mols do solvente & n n n solvente soluto solvente" Desenvolvendoo tema Temperatura Pr es sã o (k Pa ,f or a de es ca la ) 30 °C 4,2 4,0 Água pura Soluções & e ' Abaixamento da pressão de vapor (∆p) Fonte: Gráfico elaborado pelos autores. Capitulo_02 6/21/05, 20:4145