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RADIODERMITE
ENFERMEIRAS RESIDENTES
LEILANE CURTY
ATENÇÃO AO CÂNCER
 A radioterapia é uma das modalidades de escolha para o tratamento do câncer e, 
apesar dos avanços nas técnicas de radiação, os pacientes ainda apresentam 
reações agudas que podem comprometer a indicação curativa do tratamento e a 
qualidade de vida. As reações da pele são as mais comuns, pois evidências 
mostram que 93% dos pacientes oncológicos em radioterapia desenvolvem este 
tipo de reação adversa, aqui designada como radiodermatite.
pH DA PELE 
Fonte: EXTRATOS DA TERRA, 2020.
 Na epiderme, há um sistema equilibrado de geração e desintegração celular na 
pele. Esse equilíbrio é perturbado a partir da primeira sessão de radioterapia, 
quando se inicia a desintegração dos queratinócitos. Com as sessões seguintes 
de radioterapia, há uma acumulação de dose, intensificando o desequilíbrio, o 
que propicia mudanças na integridade da epiderme e nos processos de 
cicatrização cutânea. Essas mudanças se manifestam com o aparecimento de 
vermelhidão, ressecamento, descamação, coceira e aumento da 
pigmentação. Assim como devido ao processo inflamatório desencadeado pela 
liberação de histaminas e aumento da vascularização.
 Há um aumento do pH após a radiação;
 Essa alcalinização do pH pode reduzir a função de barreira, já que as enzimas 
responsáveis pela permeabilidade requerem o pH ácido para manterem-se 
ativas;
 Há um crescimento de microrganismos como Candida Albicans e Stafiloccus
Aureus.
O QUE É RADIODERMITE?
 É definida como uma reação inflamatória cutânea resultante da exposição à 
radiação ionizante. 
QUAL PACIENTE MAIS COMUM A 
DESENVOLVER RADIODERMITE?
 Nos pacientes com câncer de cabeça e pescoço é mais comum o desenvolvimento de 
radiodermatites, devido à localização do campo de tratamento, pela região ser uma área de 
dobras, e pela possibilidade da presença da cânula de traqueostomia, que causa umidade e 
atrito constantes, ambos considerados fatores de risco. Ademais, o estado nutricional 
desfavorável, recorrente nestes pacientes, pode levar ao risco de má cicatrização das lesões.
Fonte: ACGG, 2024.
Fonte: SOUZA, 2017.
FATORES DE RISCOS PARA 
DESENVOLVER RADIODERMITE:
 Desnutrição;
 Sol;
 Obesidade;
 Comorbidades;
 Volume do tecido tratado;
 Idade;
 Localização do campo;
 Técnica.
 A técnica de radiação também influencia na severidade da radiodermite. A 
radioterapia modulada por intensidade (IMRT) mostrou ser superior em relação à 
irradiação convencional de mama total baseada em cunha no que diz respeito à 
redução dos sintomas.
RTOG: GRAUS DE RADIODERMITE:
 Grau 1 
Apresentando eritema leve, calor, coceira
Cuidado:
Compressa de chá de camomila pelo menos 3 vezes ao dia. 
Fonte: SOUZA, 2017.
 Grau 2
Apresentando eritema intenso, descamação seca ou úmida, doloroso e 
edema
Cuidado:
Compressa de chá de camomila pelo menos 3 vezes ao dia e o uso da 
Sulfadiazina de prata 1%. 
Fonte: SOUZA, 2017.
 Grau 3
Com presença de descamação úmida exsudativo e
enegrecida, focos exsudativos.
Cuidado: 
Sulfadiazina de prata + Prontosan
Fonte: SOUZA, 2017.
 Grau 4
Demonstrando ulceração importante, pontos hemorrágicos e exsudativos, e necrose.
Cuidado:
Tratamento interrompido temporariamente e a lesão pode
Incluir intervenção cirúrgica. 
Fonte: SOUZA, 2017.
 A utilização de produtos e coberturas adequadas na lesão, neste caso a 
hidrofibra antimicrobiana, controle dos sinais e favoreceu sintomas, e 
consequentemente proporcionou conforto e alívio da dor para a paciente.
 Estudo de revisão de literatura sistematizada, sem metanálise, constatou que 
chá de camomila, AGE, aloe vera, hidrocolóide e sulfadiazina de prata 1% 
são utilizados em algumas instituições na prevenção e/ou tratamento de 
radiodermatite, os quais necessitam de estudos estruturados para avaliação de 
sua efetividade e constatação de evidências.
 Algumas pesquisas salientam a utilização de outras modalidades terapêuticas, 
como o uso de fitoterápico, sendo uma delas a calêndula officinalis, devido as 
suas propriedades antiinflamatória, antisséptica, cicatrizante, antiflogística, 
antialérgica, antiedematosa, calmante e refrescante
 A aplicação tópica de emulsões com trolamina é utilizada na prática clínica há 
mais de três décadas na Europa e nos Estados Unidos para o tratamento da 
radiodermatite. A trolamina promove a hidratação da pele e reduz o mal-estar e 
a dor que contribui para a interrupção do tratamento;
 A trolamina tem sido indicada para prevenir e tratar a radiodermatite, porém 
não existe uma revisão sistemática que avalia a trolamina como possível produto 
tópico para controlar as reações cutâneas decorrentes da radioterapia.
 Além disso, a administração de hidratante a base de Calendulla officinalis
(planta usada com finalidade terapêutica na Europa)e protetores cutâneos 
em spray mostraram-se mais eficazes na prevenção de feridas ocasionadas 
pela radioterapia que a trolamina, uma vez que hidrata e formam película 
protetora contra fricção e contaminação.
 Já que a perda da integridade da pele provocada pela radiodermatite traz como 
risco o desenvolvimento de infecções, a sulfadiazina de prata a 1%, 
antimicrobiano tópico, é uma cobertura amplamente aplicada no tratamento de 
feridas. Sua atividade antimicrobiana decorre da atuação de seus agentes nas 
células microbianas, danificando-as.
 Nestas escalas de avaliação da pele, o grau três é classificado como 
radiodermatite severa, a qual tem como característica principal a descamação 
úmida confluente além das áreas de dobras cutâneas e edema intenso.
 Quando ocorre o grau três, há a necessidade de parecer médico quanto à 
continuidade do tratamento, ou seja, se deve ser interrompido temporariamente 
até a redução da lesão ou a sua cicatrização completa.
 A radiodermite pode ser classificada como aguda e tardia ou crônica, de acordo 
com o tempo de aparecimento das alterações cutâneas. Essas toxicidades 
cutâneas agudas ocorrem quando as lesões aparecem no período de tratamento 
ou até 90 dias após o início da terapêutica. Já as toxicidades tardias ou 
crônicas podem ocorrer meses e até anos após o término da terapêutica 
radioterápica.
PREVENÇÃO DA RADIODERMITE:
 Evitar fonte de calor nas tarefas domésticas e em seu trabalho;
 Não depilar a área tratada com lâminas ou ceras;
 Utilizar protetor solar;
 Utilizar a água em temperatura ambiente;
 Utilizar óleo de girassol 3 vezes ao dia- Garantindo uma barreira protetora da 
pele. 
REFERÊNCIAS
 ALVES, IANKA LARYSSA DE LACERDA. AGENTES RADIOPROTETORES PARA A PREVENÇÃO DE
RADIODERMITE EM PACIENTES ONCOLÓGICOS. 2024. Disponivel: 
https://repositorio.ufpe.br/bitstream/123456789/55669/4/TCC%20Ianka%20Laryssa%20de%20Lacerda%20Alves.pdf. Acessado em 02 de julho. 2024.
 CARDOSO, Aluane dos Santos. SIMÕES, Fabiana Verdan. SANTOS, Valdete Oliveira. PORTELA, Luciana Fernandes. SILVA, Rafael Celestino da. 
RADIODERMATITE SEVERA E FATORES DE RISCO ASSOCIADOS EM PACIENTES COM CÂNCER DE CABEÇA E PESCOÇO. 2020. 
Disponível: https://www.scielo.br/j/tce/a/G5XzPyNzPczr3gYxCmndctF/?lang=pt#. Acessado em 02 de julho. 2024. 
 EXTRATOS DE PELE. Pele do corpo.2024. Disponível: https://blog.extratosdaterra.com.br/pele-do-corpo-quais-as-diferencas/. Acessado em 02 
de julho. 2024.
 SOUZA, Maria Teresa Silva. RADIODERMITES: CONHECIMENTO E PRÁTICA DE ENFERMEIROS.2017. Disponível: 
http://dspace.sti.ufcg.edu.br:8080/jspui/bitstream/riufcg/7452/3/MARIA%20TERESA%20SILVA%20SOUZA%20-
%20TCC%20BACHARELADO%20EM%20ENFERMAGEM%20CES%202017.pdf. Acessado em 02 de julho. 2024. 
 Schneider, Franciane; Pedrolo, Edivane; Lind, Jolline; Schwanke, Alessandra Amaral; Reichembach Danski, Mitzy Tannia PREVENÇÃO E 
TRATAMENTO DE RADIODERMATITE: UMA REVISÃO INTEGRATIVA Cogitare Enfermagem, vol. 18, núm. 3, julio-septiembre, 2013, pp. 579-
586 Universidade Federaldo Paraná Curitiba - Paraná, Brasil
https://repositorio.ufpe.br/bitstream/123456789/55669/4/TCC Ianka Laryssa de Lacerda Alves.pdf

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