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SEMIOLOGIA 
RESPIRATÓRIA
 DO RN
Profª Ana Catharine Lima
PRIMEIRAS OBSERVAÇÕES
História da gravidez; parto;
Avaliação Apgar;
Idade gestacional e peso.
*
INSPEÇÃO
	Observa-se:
FR; 
Tórax - Expansibilidade Torácica
Ritmo; 
Padrão respiratório; 
Esforço respiratório;
Coloração da pele.
*
FREQUÊNCIA RESPIRATÓRIA 
	Contar movimentos torácicos durante 1 min;
	Eupnéia = FR normal – RN  FR 30-60rpm
	Bradipnéia = FR baixa - FR < 30rpm – causa hipoventilação.
	Taquipnéia = FR alta - FR > 60rpm
*
VARIAÇÃO DA FR 
(Identificação de taquipnéia ou bradipnéia)
Cardieri,J. Profª Pneumologia Pediátrica do HC da Faculdade de Medicina da Universidade de SP; 2000.
	Idade	Até 2 meses	2 a 12 meses	1 a 4 anos	Acima de 5 anos
	FR	<60	<50	<40	<25
*
VALORES NORMAIS DA FC, FR E PA DO RN
Parker, A e Prasad,A – Fisioterapeutas Hospital for Children, London; 2002.
	Grupo de idade	FC
(bpm)	FR
(rpm)	Pressão sangüínea
(mmHg)
	RN pré-termo	120-140	40-60	70/40
	RN a termo	100-140	30-40	80/40
*
OBSERVAÇÃO DO TÓRAX
	Aspecto tórax – deformidades ou assimetrias
	O tórax deve ser simétrico aos arcos costais;
	O diâmetro transverso deve ser maior do que o diâmetro ântero-posterior;
	A coluna torácica deve ter uma leve cifose 
*
EXPANSIBILIDADE TORÁCICA
	Simétrica ou Assimétrica
	Aumentada ou Diminuída
*
RITMO RESPIRATÓRIO
	Até os 3 meses, as pausas respiratórias de até 10 segundos são consideradas normais.
	A respiração periódica, composta de 3 ou mais pausas separadas por um intervalo inferior a 20 segundos, é comum em RN a termo (ausente após 6 meses).
	Apnéia  presença de pausas respiratórias superiores a 15 segundos, levando à cianose e à bradicardia.
*
PMV
Predominância da respiração:
	Torácica;
	Abdominal ou diafragmática;
	Misto;
	Acessório;
 * Respiração predominantemente abdominal.
*
ESFORÇO RESPIRATÓRIO
	Esforço respiratório  presença dispnéia; respiração “difícil”, caracterizada por:
Aumento do trabalho muscular;
Uso de musculatura acessória.
Dispnéia – difícil quantificação; Aspectos que auxiliam  tiragem intercostal; uso musculatura acessória; batimento de asas de nariz (BAN); gemido expiratório.
Extensão do pescoço num RN pode representar uma tentativa em reduzir a resistência da via aérea.
*
	Recuo ou tiragem – esternal, subcostal ou intercostal; esforço inspiratório.
	BAN – músculos dilatadores do nariz; pode ser resposta primitiva tentando  a resistência da via aérea.
	Gemidos – quando RN expira contra uma glote parcialmente fechada; tentativa de  CRF, melhorando a ventilação.
	Estridores – ouvidos quando há uma obstrução parcial na traquéia e/ou laringe.
ESFORÇO RESPIRATÓRIO
*
AUMENTO DE TRABALHO VENTILATÓRIO
VER
Batimento de asas
Tiragem intercostal
Retração esternal
Sincronização
OUVIR
TABELA DE SILVERMAN E ANDERSEN
	1956 – quantificar a gravidade de um quadro respiratório;
	Baseada em 5 manifestações clínicas;
	Graduada de 0 a 2 de acordo com a intensidade;
	 Um valor de 10 Quadro clínico mais crítico.
*
TABELA DE SILVERMAN E ANDERSEN
ESCORE DE WOODS - DOWNES
ESCORE DE DOWNES: 4 = dificuldade respiratória >7 = insuficiência respiratória
*
		BOLETIM DE SILVERMAN E ANDERSAN
		Pontos 
		Sincronização 
		Tiragem 
		Retração esternal
		BAN
		Gemido 
		0
		Sincrônico 
		Ausente 
		Ausente
		Ausente
		Ausente
		1
		Assincronismo moderado
		Moderado 
		Moderado
		Moderado
		c/ estetoscópio 
		2
		Assincronismo acentuado
		Acentuado
		Acentuado
		Acentuado 
		s/ estetoscópio
		0= não há desconforto/ 1 – 5= dificuldade resp. moderada > 5= dificuldade resp. grave
TABELA DE SILVERMAN-
ANDERSEN
 
	Movs. de tórax e abdome	Resp. Intercostal Inferior	Retração	BAN	Gemido
expiratório
*
9.bin
ESCORE DE WOODS - DOWNES
ESCORE DE DOWNES: 4 = dificuldade respiratória >7 = insuficiência respiratória
	SINAL CLÍNICO	0	1	2
	Cianose	Ausente	Presente em ar ambiente	Presente em FiO2 de 40%
	Retração	Ausente	Leve	Moderada/Grave
	Gemido	Ausente	Audível com Estetoscópio	Audível sem Estetoscópio
	Entrada de Ar	Adequeda	Diminuída	Pouco Audível
	FR	<60	60 – 80	>80 ou Apnéia 
*
	Unha, lábios e mucosa oral.
	Cianose e palidez.
	Palidez – pode ser um sinal de hipoxemia ou outros problemas incluindo anemia.
	Cianose – sinal duvidoso, depende de uma quantidade relativa de Hb no sangue e de uma adequada circulação periférica.
COLORAÇAO DA PELE
*
AUSCULTA PULMONAR
	 Ambiente silencioso com o tórax exposto/desnudo.
	Recurso semiológico destinado a detectar os sons normais e patológicos produzidos nos pulmões e nas vias aéreas.
	Ausculta do RN e criança mais nova pode ser mais difícil devido à fácil transmissão dos sons.
*
AUSCULTA PULMONAR
	 Murmúrio Vesicular (MV) – Ruídos respiratórios normais: entrada e saída do ar pelas vias aéreas.
MV  esforço; RN.
MV  patologias com perda de volume.
 Ruídos brônquicos, adventícios: ruídos produzidos na luz dos brônquios devido à passagem do ar por um meio líquido ou pela diminuição da luz bronquial.
*
AUSCULTA PULMONAR 
	Roncos – origem em brônquios de maior calibre; inspiração e expiração.
	
	Sibilos – estreitamento; preferencialmente fase expiratória; pode indicar secreção ou broncoespasmo. 
				
				 ATENÇÃO!!!
*
AUSCULTA PULMONAR – CREPTOS 
	Ruídos muito finos; se assemelham ao som produzido ao “esfregar-se os cabelos com os dedos”.
	Secreções em Vias distais
	Ocorre pela existência de líquido intersticial nos alvéolos, geralmente proveniente de uma inflamação pulmonar como a pneumonia; infiltrado intra-alveolar.
				
				 ESTALIDOS 	
*
TOSSE
	Reflexo de proteção que livra as vias aéreas de secreções ou corpos estranhos;
	Seca e Úmida;
	Produtiva e Improdutiva.
*
SECREÇÃO
	Umidifica, purifica e estabiliza a V.A.
	A secreção tem 3 camadas (capas); se houver predomínio de uma delas, pode haver um processo patológico.
Aquosa
Espuma
Mucofibrilar
Secreção Serosa
Secreção Mucosa
Secreção Purulenta; Mucopurulenta
*
SECREÇÃO
	Presença de secreção – coloração e viscosidade.
	SEROSA: rica em espuma; rica em glicídeos e lipídeos; pobre em proteínas; branca ou rosada.
	MUCOSA: rica em proteínas; rica em água; é viscosa; clara-de-ovo (transparente).
	PURULENTA
	MUCOPURULENTA
*
SECREÇÃO
	Uma secreção amarelada nem sempre significa infecção, o que determina é a quantidade (densidade) de proteína.
	Transudato: - 3gr de proteína / 100ml
	Exudato: + 3gr de proteína / 100ml
*
PERCUSSÃO TORÁCICA
	A ressonância é provocada pela vibração da parede torácica sobre os tecidos adjacentes.
	Aonde existe mais ar, o som é “maior”.
	Atimpânico: normal
	Timpânico: excesso de ar; som do estômago (oco); + agudo.
	Maciço: som ósseo; grande quantidade de líquido; tumor; empiema.
*
OBRIGADA!
BOLETIM DE SILVERMAN E ANDERSAN 
Pontos Sincronização Tiragem Retração 
esternal 
BAN Gemido 
0 Sincrônico Ausente Ausente Ausente Ausente 
1 Assincronismo 
moderado 
Moderado Moderado Moderado c/ estetoscópio 
2 Assincronismo 
acentuado 
Acentuado Acentuado Acentuado s/ estetoscópio 
0= não há desconforto/ 1 – 5= dificuldade resp. moderada > 5= dificuldade resp. grave

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