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Variedade de Textos e Gêneros

Conjunto de questões de interpretação textual (ENEM 2016–2017). Contém trecho poético, trecho de campanha sobre doação de sangue, reportagem sobre intolerância a glúten/lactose e trecho narrativo sobre entrega de leite, cada um seguido de questões de múltipla escolha.

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QUESTÃO 13 (ENEM 2017) 
Sítio Gerimum
Este é o meu lugar (…)
Meu Gerimum é com g
Você pode ter estranhado
Gerimum em abundância
Aqui era plantado
E com a letra g
Meu lugar foi registrado.
OLIVEIRA, H. D. Língua Portuguesa, n. 88, fev. 2013 (fragmento)
Nos versos de um menino de 12 anos, o emprego da palavra “Gerimum”grafada
com a letra “g” tem por objetivo:
A. Valorizar usos informais caracterizadores da norma nacional. 
B. confirmar o uso da norma-padrão em contexto da linguagem poética. 
C. enfatizar um processo recorrente na transformação da língua portuguesa. 
D. registrar a diversidade étnica e linguística presente no território brasileiro. 
E. reafirmar discursivamente a forte relação do falante com seu lugar de origem.
QUESTÃO 14 (ENEM 2016) 
Qual é a segurança do sangue? Para que o sangue esteja disponível para aqueles
que necessitam, os indivíduos saudáveis devem criar o hábito de doar sangue e
encorajar amigos e familiares saudáveis a praticarem o mesmo ato. 
A prática de selecionar criteriosamente os doadores, bem como as rígidas
normas aplicadas para testar, transportar, estocar e transfundir o sangue doado
fizeram dele um produto muito mais seguro do que já foi anteriormente. Apenas
pessoas saudáveis e que não sejam de risco para adquirir doenças infecciosas
transmissíveis pelo sangue, como hepatites B e C, HIV, sífilis e Chagas, podem
doar sangue. Se você acha que sua saúde ou comportamento pode colocar em
risco a vida de quem for receber seu sangue, ou tem a real intenção de apenas
realizar o teste para o vírus HIV, NÃO DOE SANGUE. Cumpre destacar que
apesar de o sangue doado ser testado para as doenças transmissíveis conhecidas
no momento, existe um período chamado de janela imunológica em que um
doador contaminado por um determinado vírus pode transmitir a doença através
do seu sangue. DA SUA HONESTIDADE DEPENDE A VIDA DE QUEM VAI
RECEBER SEU SANGUE. 
Disponível em: www.prosangue.sp.gov.br. Acesso em: 24 abr. 2015 (adaptado).
203
Nessa campanha, as informações apresentadas têm como objetivo principal: 
A. conscientizar o doador de sua corresponsabilidade pela qualidade do sangue.
B. garantir a segurança de pessoas de grupos de risco durante a doação de
sangue. 1 2 
C. esclarecer o público sobre a segurança do processo de captação do sangue. 
D. alertar os doadores sobre as dificuldades enfrentadas na coleta de sangue. 
E. ampliar o número de doadores para manter o banco de sangue.
QUESTÃO 15 (ENEM 2017) 
Este mês, a reportagem de capa veio do meu umbigo. Ou melhor, veio de um
mal-estar que comecei a sentir na barriga. Sou meio italiano, pizzaiolo dos bons,
herdei de minha avó uma daquelas velhas máquinas de macarrão a manivela.
Cresci à base de farinha de trigo. Aí, do nada, comecei a ter alergias respiratórias
que também pareciam estar ligadas à minha dieta. Comecei a peregrinar por
médicos. Os exames diziam que não tinha nada errado comigo. Mas eu sentia,
pô. Encontrei a resposta numa nutricionista: eu tinha intolerância a glúten e a
lactose. Arrivederci, pizza. Tchau, cervejinha. Notei também que as prateleiras
dos mercados de repente ficaram cheias de produtos que pareciam ser feitos
para mim: leite, queijo e iogurte sem lactose, bolo, biscoito e macarrão sem
glúten. E o mais incrível é que esse setor do mercado parece ser o que está mais
cheio de gente. E não é só no Brasil. Parece ser em todo Ocidente
industrializado. Inclusive na Itália. O tal glúten está na boca do povo, mas não
está fácil entender a real. De um lado, a imprensa popular faz um escarcéu, sem
no entanto explicar o tema a fundo. De outro, muitos médicos ficam na
defensiva, insinuando que isso tudo não passa de modismo, sem fundamento
científico. Mas eu sei muito bem que não é só modismo — eu sinto na barriga. O
tema é um vespeiro — e por isso julgamos que era hora de meter a colher, para
separar o joio do trigo e dar respostas confiáveis às dúvidas que todo mundo
tem. 
BURGIERMAN, D. R. Tem algo grande aí. Superinteressante, n. 335, jul. 2014 (adaptado) 
O gênero editorial de revista contém estratégias argumentativas para convencer
o público sobre a relevância da matéria de capa. No texto, considerando a
maneira como o autor se dirige aos leitores, constitui uma característica da
argumentação desenvolvida o(a): 
A. relato pessoal, que especifica o debate do assunto abordado. 
B. exemplificação concreta, que desconstrói a generalidade dos fatos. 
C. referência intertextual, que recorre a termos da gastronomia. 
D. crítica direta, que denuncia o oportunismo das indústrias alimentícias. 
E. vocabulário coloquial, que representa o estilo da revista. 204
QUESTÃO 16 (ENEM 2016) 
Você pode não acreditar 
Você pode não acreditar: mas houve um tempo em que os leiteiros deixavam as
garrafinhas de leite do lado de fora das casas, seja ao pé da porta, seja na janela.
A gente ia de uniforme azul e branco para o grupo, de manhãzinha, passava pelas
casas e não ocorria que alguém pudesse roubar aquilo. Você pode não acreditar:
mas houve um tempo em que os padeiros deixavam o pão na soleira da porta ou
na janela que dava para a rua. A gente passava e via aquilo como uma coisa
normal. Você pode não acreditar: mas houve um tempo em que você saía à noite
para namorar e voltava andando pelas ruas da cidade, caminhando
displicentemente, sentindo cheiro de jasmim e de alecrim, sem olhar para trás,
sem temer as sombras. Você pode não acreditar: houve um tempo em que as
pessoas se visitavam airosamente. Chegavam no meio da tarde ou à noite,
Contavam casos, tomavam café, falavam da saúde, tricotavam sobre 1 3 a vida
alheia e voltavam de bonde às suas casas. Você pode não acreditar: mas houve
um tempo em que o namorado primeiro ficava andando com a moça numa rua
perto da casa dela, depois passava a namorar no portão, depois tinha ingresso na
sala da família. Era sinal de que já estava praticamente noivo e seguro. Houve um
tempo em que havia tempo. Houve um tempo. 
SANT’ANNA, A. R. Estado de Minas. 5 maio 2013 (fragmento). 
Nessa crônica, a repetição do trecho “Você pode não acreditar: mas houve um
tempo em que…” configura-se como uma estratégia argumentativa que visa: 
A. surpreender o leitor com a descrição do que as pessoas faziam durante o seu
tempo livre antigamente. 
B. sensibilizar o leitor sobre o modo como as pessoas se relacionavam entre si
num tempo mais aprazível. 
C. advertir o leitor mais jovem sobre o mau uso que se faz do tempo nos dias
atuais. 
D. incentivar o leitora organizar melhor o seu tempo sem deixar de ser
nostálgico. 
E. convencer o leitor sobre a veracidade de fatos relativos à vida no passado.
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