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Home > Ciclos da Medicina > Resumo sobre histologia do tecido conjuntivo Resumo sobre histologia do tecido conjuntivo Redação Sanar 28/04/2021 Índice 1. Função do tecido conjuntivo 2. Células do tecido conjuntivo 2.1. Fibroblastos 2.2. Monócitos 2.3. Macrófagos 2.4. Neutrófilos 2.5. Eosinófilos 2.6. Mastócitos 2.7. Basófilos 2.8. Plasmócitos 2.9. Adipócito 3. Fibras do tecido conjuntivo 3.1. Fibras Colágenas 3.2. Fibras Reticulares 3.3. Elásticas 4. Substância fundamental amorfa (SFA) 5. Classificação do tecido conjuntivo 5.1. Tecido conjuntivo frouxo 5.2. Denso 5.3. Tecido conjuntivo elástico 5.4. Tecido conjuntivo reticular 5.5. Mucoso https://sanarmed.com/ https://sanarmed.com/category/ciclos-da-medicina/ https://sanarmed.com/author/sanar/ https://sanarmed.com/ 5.6. Tecido adiposo 5.7. Tecido cartilaginoso e ósseo 6. Sugestão de leitura complementar 7. Referências bibliográficas 8. Estude para o ciclo básico com o SanarFlix! Tecido conjuntivo: tudo o que você precisa saber para gabaritar sua prova de histologia! A maioria dos órgãos constitui-se de dois componentes: o parênquima, composto pelas células responsáveis pelas funções típicas dos órgãos e o estroma, que é o tecido de sustentação, representado quase sempre pelo tecido conjuntivo. Os tecidos conjuntivos também são responsáveis pelo estabelecimento e pela manutenção da forma do corpo. Esse tecido compõe-se por diversos tipos celulares, que, em geral, têm em menor quantidade, garantindo uma menor densidade celular. A maior parte desse tecido constitui-se pela Matriz Extracelular (MEC), composta pelas �bras e pela substância fundamental amorfa (SFA). Função do tecido conjuntivo O tecido conjuntivo exerce diversas funções, entre elas: Sustentação e conexão de outros tecidos/órgãos (estroma) Preenchimento de espaços Transporte/nutrição Produção de células sanguíneas Defesa (entre os diversos tipos celulares, estão os leucócitos) Reparo/cicatrização Células do tecido conjuntivo Os tecidos conjuntivos apresentam diversos tipos celulares, com diferentes origens e funções. As células sanguíneas originam-se de uma célula tronco hemocitopoética da medula óssea, enquanto os �broblastos, condrócitos, adipócitos originam-se de uma célula mesenquimal indiferenciada. Cnhagem de células do tecido conjuntivo derivadas da célula mesenquimal indiferenciada. Fonte: Histologia Básica – Junqueira & Carneiro Fibroblastos São as principais células do tecido conjuntivo e estão presentes em todos os tipos deste tecido. Células de formato alongado ou estrelado, devido aos seus longos prolongamentos. Responsáveis pela síntese das �bras de colágeno e da elastina, além de glicosaminoglicanos, proteoglicanos e glicoproteinas que farão parte da MEC. Os �broblastos ainda produzem fatores de crescimento que controlam a proliferação e a diferenciação. Vale ressaltar que �broblasto é o nome dado a célula com intensa atividade de síntese, enquanto que as células metabolicamente quiescentes são conhecidas como �brócitos. Os �brócitos são células menores e ovóides. Entretanto, são células latentes que podem ser estimuladas e reativadas, voltando a serem chamadas de �broblastos. Os �broblastos são os responsáveis por produzir o tecido cicatricial capaz de preencher e reparar lesões em tecidos cujas células não são capazes de regenerar. Os �broblastos raramente se dividem em pessoas adultas, exceto quando há grande necessidade de �broblastos adicionais. Monócitos São polimorfonucleares presentes no sangue que tem função de fagocitose, principalmente de bactérias. Ao cruzarem as paredes de vênulas pericíticas e capilares e penetrarem no tecido, estas células amadurecem e se diferenciam em macrófagos. Ou seja, monócitos e macrófagos são as mesmas células em diferentes estágios de maturação. Macrófagos São células fagocitárias e apresentadoras de antígenos. Possuem núcleos grandes, em formato de rim. Possuem superfície irregular, retículo endoplasmático proeminente, complexo de Golgi bem desenvolvido e muitos lisossomos. Classi�cam-se como macrófagos residentes, quando permanecem no tecido conjuntivo, ou macrófagos transitórios, que são aqueles que se deslocam para o tecido quando estimulados. Os macrófagos também recebem nomes especí�cos em alguns órgãos: células de Kupffer no fígado; Micróglia no sistema nervoso central; células de Langerhans na pele e osteoclastos no tecido ósseo. Neutrófilos Polimorfonucleares formados por dois a cinco lóbulos ligados entre sí por �nas pontes de cromatina. São as células mais abundantes no sangue e con�guram importante papel na proteção. Também realizam papel de fagocitose. Eosinófilos Também é um polimorfonuclear. Mas, ao contrário dos macrófagos e dos neutró�los que fagocitam bactérias, os eosinó�los fagocitam o complexo antígeno-anticorpo e estão envolvidos nos processos alérgicos e parasitários. Mastócitos São células globosas com núcleo pequeno e central que possuem em seu interior grânulos de histamina (responsável pelo aumento da permeabilidade vascular) e de heparina. Sua principal função é estocar mediadores químicos para resposta in�amatória, por isso possui estes grânulos em seu interior. Estão muito presentes em processos alérgicos. Bem distribuídos pelo corpo, mas são mais abundantes na derme e nos tratos digestivo e respiratório. Basófilos São células de núcleos redondos, que também possuem grânulos de histamina e estão envolvidas em situações de resposta alérgica. Plasmócitos São células grandes, com núcleo excêntrico. Originados dos linfócitos B e são responsáveis pela produção de anticorpos. Pouco frequentes no tecido conjuntivo normal, com exceção aos locais sujeitos à penetração bacteriana, como a mucosa intestinal. Fonte: Atlas de Hematologia – UFG. Adipócito São células poliédricas, responsáveis pelo armazenamento de energia na forma de triglicerídeos. Também possui função de preenchimento e sustentação dos órgãos nos locais adequados. Fibras do tecido conjuntivo As �bras do tecido conjuntivo são formadas por proteínas que formam estruturas bastante alongadas. Existem três tipos de �bras do tecido conjuntivo: �bras colágenas, �bras reticulares e �bras elásticas. As �bras colágenas e reticulares são compostas por proteínas de colágeno, enquanto que as �bras elásticas são compostas pela proteína elastina. Fibras Colágenas São um grupo de proteínas que conferem rigidez, elasticidade e força de tensão. O colágeno é o tipo mais abundante de proteína do corpo humano, e se constitui como o componente mais resistente do estroma dos órgãos. É dividida em 4 tipos: Tipo I – Fibrila – confere resistência à tensão e está presente em tendões, pele, ossos e dentes Tipo II – �brilas – confere resistência à pressão e está presente nas cartilagens Tipo III – �brilas – são �bras reticulares responsáveis pela manutenção da estrutura de órgão expansíveis Tipo IV – rede – é um dos principais constituintes de membranas basais e fornece suporte às estruturas delicadas, além de exercer papel de aderência e �ltração. Fibras Reticulares São formadas por colágeno do tipo III. Estão presentes em órgãos linfóides, em órgãos que estão sujeitos a mudanças de formas e volumes, como artéria, fígado, útero, e ao redor de órgãos parenquimatosos, como as glândulas endócrinas. Elásticas São formadas por elastina e apresentam características funcionais variáveis, podendo oferecer resistência ou elasticidade aos tecidos. São �bras que cedem à tração e retornam à forma anterior. Está presente em artérias, pulmões, ligamentos e orelhas. Substância fundamental amorfa (SFA) É um gel semi-líquido ou consistente, transparente, composto por glicosaminoglicanos, proteoglicanos e glicoproteínas adesivas. Junto com as �bras do tecido conjuntivo, formam a MEC, principal componente deste tecido. É o principal responsável por unir, hidratar e promover a �xação e passagem de receptores na MEC. Os glicosaminoglicanos atraem grande quantidade de água para a SFA, forneceresistência à compressão e facilita a difusão de nutrientes e gases. Os proteoglicanos �xam diversas moléculas sinalizadoras, enquanto as glicoproteínas adesivas se aderem a receptores celulares, �bras e glicosaminoglicanos, promovendo ligação entre esses elementos e garantindo força tênsil e rigidez à MEC. A SFA tem como função: preencher os espaços e promover união entre as células e �bras facilitar a passagem de moléculas, células e ions favorecer o trânsito de líquido intersticial fornecer barreira à penetração de microrganismos Classificação do tecido conjuntivo A classi�cação do tecido conjuntivo diz respeito ao componente predominante ou a organização estrutural do tecido. Tecido conjuntivo frouxo É um tecido com consistência delicada, �exível, bem vascularizado e não muito resistente à pressão. Contém todos os elementos estruturais típicos do tecido conjuntivo, não havendo nenhuma predominância. É um tecido muito comum para preenchimento de espaços entre grupos de células musculares, para formar camadas em torno dos vasos sanguíneos ou para suportar as células epiteliais, além de ser encontrado nas papilas da derme, hipoderme e como revestimento, nas camadas serosas. Fonte: Tecido conjuntivo frouxo abaixo de epitélio de transição. Fonte: Histologia Básica – Junqueira & Carneiro Denso É adaptado para fornecer resistência e proteção aos tecidos, e, para isso, existe grande predominância das �bras colágenas em relação aos outros componentes do tecido conjuntivo. É menos �exível e mais resistente à tensão que o tecido conjuntivo frouxo. A classi�cação em tecido conjuntivo denso modelado ou não modelado diz respeito à organização das �bras colágenas. No tecido conjuntivo denso não modelado não há uma organização das �bras de colágenos em feixes com orientação de�nida. Estas �bras formam uma organização tridimensional que lhes confere resistência às trações exercidas em diferentes direções. É encontrado na derme profunda da pele. Já o denso modelado conta com feixes de �bras de colágeno paralelos uns aos outros e alinhados com os �broblastos. Isso lhe garante resistência às forças exercidas num determinado sentido. É encontrado nos tendões, por exemplo. Tecido conjuntivo elástico É um tecido composto por feixes espessos e paralelos de �bras elásticas, o que lhe proporciona uma cor amarelada e grande elasticidade. O espaço entre as �bras é composto por �bras delgadas de colágeno e �brócitos. Não é encontrado frequentemente no organismo humano, estando presente apenas nos ligamentos amarelos da coluna vertebral, no ligamento superior do pênis e em artérias de grande calibre. Tecido conjuntivo reticular É um tecido muito delicado que forma uma rede tridimensional que suporta as células de alguns órgãos, como os órgãos linfóides e hematopoiéticos. Constituído por �bras reticulares intimamente ligadas a �broblastos. Mucoso O tecido mucoso tem consistência gelatinosa devido a predominância de matriz fundamental, composta pelo predomínio de ácido hialurônico com pouca quantidade de �bras. Os �broblastos são as principais células encontradas. Este tecido é o principal componente do cordão umbilical, conhecido como Geleia de Wharton. Também está presente na polpa jovem dos dentes. Tecido adiposo É um tipo especial de tecido conjuntivo, onde se observa o predomínio de adipócitos, que podem ser encontrados isolados ou em pequenos grupos, mas a maioria formam grandes agregados. Esse tecido é responsável por 20-25% do peso corporal feminino e de 15 a 20% no homem. Constitui o maior depósito corporal de energia sob a forma de triglicerídeos e proporciona o isolamento térmico e a proteção contra choques. Também é responsável por preencher espaços entre os tecidos e manter os órgãos em suas posições normais. É composto principalmente por adipócitos, �bras reticulares, �broblastos, pouca quantidade de �bras colágenas e possui rica vascularização. Pode ser dividido em tecido adiposo unilocular ou multilocular. O tecido adiposo unilocular constitui praticamente todo o tecido adiposo encontrado em adultos. É composto de células poliédricas que contém apenas uma gotícula de gordura ocupando todo o citoplasma que comprime e desloca o núcleo. Forma o panículo adiposo e sua disposição sofre in�uência dos hormônios sexuais e da camada cortical da adrenal. Já o tecido adiposo multilocular tem função de termorregulação, sendo mais frequente no feto e recém-nascido, tendo quantidade extremamente reduzida no adulto, uma vez que não há neoformação desse tecido após o nascimento. Composto de células poligonais, menores que as células do unilocular, com núcleo centra e várias gotículas lipídicas de diferentes tamanhos em seu interior. Tecido cartilaginoso e ósseo Mesmo considerados como parte do tecido conjuntivo, uma vez que suas células também se originam das células mesenquimais indiferenciadas, esses tecidos possuem muitas características próprias distintas. Por isso, considera-se um tecido conjuntivo especial. Continue estudando: Pele - Aula SanarFlixPele - Aula SanarFlix Sugestão de leitura complementar Você pode se interessar pelos artigos abaixo: Resumo sobre Basófilos Doença mista do tecido conjuntivo Órgãos e tecidos linfoides Regeneração e reparo de tecidos Tecido cartilaginoso Referências bibliográficas Junqueira, Luiz Carlos e Carneiro, José. Histologia básica. 12 ed. – Rio de Janeiro: Guanabara Koogan. 2013. Gartner, Leslie P. e Hiatt, James L. Tratado de histologia em cores. 3 ed. – Rio de Janeiro: Elsevier, 2007. De Andrade, Fábio Goulart e Ferrari, Osny. Atlas digital de histologia básica. 1 ed. – Londrina: UEL, 2014. Di Fiore, Mariano S. H. Atlas de Histologia. 7 ed. – Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 1995. UFG. Atlas de Hematologia. Disponível em: <https://hematologia.farmacia.ufg.br/>. Acesso em: 20 de abril de 2021. Estude para o ciclo básico com o SanarFlix! 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