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1
Profª Luciane Marcolin
Geologia e 
Geomorfologia na 
Gestão Ambiental
Aula 6
Conversa Inicial
Nesta aula, serão 
abordadas, 
considerando o 
conhecimento já 
adquirido, algumas 
soluções para 
problemas 
ambientais causados 
aos solos e que 
geram consequências 
ao ambiente e ao ser 
humano
As causas e as 
consequências desses 
problemas ambientais 
são de origem natural, 
mas também, 
principalmente, de 
origem antrópica. O 
homem prejudica essa 
relação homem-
-meio, no entanto, 
pode melhorá-la com 
práticas que diminuam 
ou recuperem os solos 
degradados
Medidas de 
contenção e 
diminuição de 
riscos associados a 
movimentos de 
massa
Métodos de 
conservação de 
solos: capacidade 
de áreas agrícolas
Grupos e classes de 
capacidade de uso da 
terra (Lepsch, 2011; 
Cati, 2014)
Práticas de 
conservação de solo
Recuperação de 
erosões: medidas 
preventivas e 
corretivas
2
Medidas de contenção 
e diminuição de riscos 
associados a 
movimentos de massa
Na tentativa de 
diminuir os impactos 
causados por 
movimentos de massas 
são realizadas algumas 
medidas de proteção. 
São elaborados 
registros e 
documentações das 
ocorrências para 
compreender o porquê, 
como, onde e quando 
ocorreram
Segundo Fernandes e 
Amaral (2010), os 
deslizamentos, em 
geral, quando ocorrem, 
são cadastrados para 
gerar um banco de 
dados em que se pode 
compreender a 
distribuição dos 
deslizamentos
Medidas de proteção –
deslizamentos
Integrar estudos 
realizados
Análise dos fatores 
de influência 
Custo 
socioeconômico dos 
acidentes
Custo-benefício das 
medidas 
administrativas 
adotadas
Segundo Cerri (1992, 
1993) são necessárias 
três atividades para 
reduzir os registros de 
acidentes e as 
consequências sociais 
e econômicas geradas:
Adotar medidas de 
prevenção de 
acidentes
Planejamento para 
situações de 
emergência e 
informações 
públicas e 
programas de 
treinamento 
(Fernandes; 
Amaral, 2010, p. 
181)
3
Métodos de 
conservação de solos: 
capacidade de áreas 
agrícolas
De acordo com Cati
(2014) e Lepsch
(2010, 2011), são 
feitos levantamentos 
de solos para 
classificar e 
compreender a 
distribuição deles em 
determinadas áreas
No entanto, tratando-
se da problemática de 
uso dos solos, 
principalmente de 
âmbito agrícola, 
classificar os solos 
considerando uma 
técnica interpretativa 
objetiva reunir as 
informações sobre 
atributos pedológicos 
para inferir sobre seu 
melhor uso e ocupação
• A classificação técnica 
tem o propósito 
particular de indicar os 
dados que levem a 
decidir qual é a 
combinação de uso 
agrícola e quais são as 
medidas de controle da 
erosão, permitindo o 
aproveitamento mais 
intensivo da terra, sem 
risco de 
depauperamento do 
solo (Cati, 2014, p. 11)
Grupos e classes de 
capacidade de uso da 
terra (Lepsch, 2011; 
Cati, 2014)
Capacidade de uso do 
solo – avaliação do 
grau de risco de 
degradação dos solos 
e a melhor indicação 
de uso
Solos agrupados 
em 3 subdivisões:
Terras próprias 
para todos os 
usos
4
Terras 
impróprias para 
usos intensivos
Terras 
impróprias para 
cultivo
Terras passíveis de 
utilização com culturas 
anuais, perenes, 
pastagens e/ou 
reflorestamento e vida 
silvestre: 
Classe I – terras 
cultiváveis, 
aparentemente sem 
problemas especiais 
de conservação
Grupo A
Classe II – terras 
cultiváveis com 
problemas simples 
de conservação
Classe III – terras 
cultiváveis com 
problemas 
complexos de 
conservação
Classe IV – terras 
cultiváveis apenas 
ocasionalmente ou 
em extensão 
limitada com sérios 
problemas de 
conservação
Terras impróprias para 
cultivos intensivos, 
mas ainda adaptadas 
para pastagens e/ou 
reflorestamento e/ou 
vida silvestre, porém, 
cultiváveis em casos de 
algumas culturas 
especiais protetoras do 
solo: 
Grupo B
Classe V – terras 
adaptadas, em geral, 
para pastagens e/ou 
reflorestamento sem 
necessidade de 
práticas especiais de 
conservação, 
cultiváveis apenas 
em casos muito 
especiais 
5
Classe VI – terras 
adaptadas, em geral, 
para pastagens e/ou 
reflorestamento com 
problemas simples 
de conservação, 
cultiváveis apenas 
em casos especiais 
de algumas culturas 
permanentes 
protetoras do solo
Classe VII – terras 
adaptadas, em 
geral, somente para 
pastagens ou 
reflorestamento 
com problemas 
complexos de 
conservação
Terras não adequadas 
para cultivos anuais, 
perenes, pastagens ou 
reflorestamento, 
porém, apropriadas 
para proteção da flora 
e fauna silvestres, 
recreação ou 
armazenamento de 
água: 
Grupo C Classe VIII – terras 
impróprias para 
cultura, pastagem ou 
reflorestamento, 
podendo servir 
apenas como abrigo 
e proteção da fauna e 
flora silvestres, 
ambiente para 
recreação ou para 
fins de 
armazenamento de 
água
Segundo Lepsch
(2010), é indicado 
prever o melhor 
uso/ocupação dos 
solos considerando a 
paisagem das áreas 
mais íngremes para 
que nelas sejam 
aplicadas culturas 
florestais, 
desenvolvendo a vida 
silvestre
Em áreas de relevo 
mais suavizado, 
promove-se a prática 
de cultivo agrícola, 
com o devido 
cuidado, evitando a 
formação de 
ravinamentos e 
sulcos
6
Roel Slootweg/Shutterstock
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Práticas de 
conservação de solo
Práticas agrícolas são 
necessárias para a 
produção de 
alimentos, porém é 
importante procurar 
maneiras que 
agridam menos o 
solo
Investir em práticas 
de conservação de 
solo é algo 
pertencente à 
moderna tecnologia, 
que prevê o uso 
consciente dos 
recursos naturais
Segundo Lepsch
(2010), práticas 
agrícolas 
conservacionistas 
trazem benefícios 
para todos os 
envolvidos (homem e 
meio ambiente)
As práticas agrícolas 
são feitas por meio 
do conhecimento dos 
solos. Assim, se 
conhecem os limites 
e as potencialidades 
das classes do solo e 
também a 
distribuição dele na 
paisagem 
7
Práticas edáficas
Práticas mecânicas
Práticas 
vegetativas
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Recuperação de 
erosões: medidas 
preventivas e corretivas
Quanto às medidas 
para conter erosões, 
elas podem ser 
classificadas em 
preventivas e 
corretivas. As medidas 
preventivas 
correspondem ao 
planejamento prévio 
antes de iniciar 
qualquer atividade 
sobre o solo, tanto 
para uso rural quanto 
urbano
São medidas que 
previnem os 
problemas já 
comentados: solo 
desprotegido, 
exposto aos 
processos erosivos, 
arruamentos, 
estradas
Já as medidas 
corretivas são 
aquelas ações que 
tentam diminuir os 
problemas erosivos, 
tanto urbanos quanto 
rurais (Cemig, 2001)
8
Considerando o que 
já foi visto, são 
apresentadas aqui 
algumas obras de 
contenção para 
processos erosivos
Obras gerais
Obras de 
contenção: erosão 
laminar
Obras de 
contenção: 
voçorocas e ravinas
Canaleta: função de 
conduzir o fluxo de 
água
Banqueta: função de 
desvio de água 
Escada de descida e 
dissipador: função de 
diminuir a velocidade 
da água
Obras gerais 
Dreno simples: 
função de filtrar e 
conduzir a água por 
meio controlado
Dreno tapete: 
rebaixamento do 
lençol freático
Dreno sumidouro: 
rebaixamento do 
lençol freático caso 
ele esteja 
empoleirado em 
outro subjacente a 
uma camada 
impermeável (Cemig, 
2001)
Terraceamento: 
adequação da 
declividade do relevo 
em função da sua 
capacidade de 
resistência à erosão 
superficial
Obras de contenção – erosão 
laminar
9
Curvas de nível: 
diminuição da 
velocidade da água
Plantio alternado: 
função de evitar a 
formação de sulcos, 
amortecer a 
velocidade das 
enxurradas, solo 
exposto
Reforço de superfície: 
revestir a superfície 
para ocorrer 
estabilização da 
erosão 
Canalização, 
drenagem e 
dissipação: objetivam 
desviar, filtrar, 
conduzir e quebrar a 
força da água 
(Cemig, 2001)
Plantio interno com 
desvio pluvial: 
proteger o solo 
erodido
Barragens de 
estabilização: 
diminuir quantidade 
de água e solo
Obras de contenção – voçorocas 
e ravinas
Reaterro com dreno 
de fundo: evitar 
novas erosões e 
repor o solo (Cemig,2001)
Na Prática
Considerando o que 
foi abordado durante 
as aulas, analise 
algum local do Brasil 
(região, mesorregião, 
município) e aponte:
As principais 
ocorrências das 
classes de solo
O uso/a ocupação
10
Os problemas 
ambientais 
relacionados ao 
solo
As medidas que 
estão sendo ou 
deveriam ser 
adotadas para 
controlar ou evitar 
esses danos
Finalizando
Nesta aula foram 
abordadas medidas 
de controle para 
problemas 
ambientais 
relacionados ao uso e 
à ocupação do solo
Inicialmente, foi 
retratada, 
brevemente, as 
soluções que são 
cabíveis para 
controlar os 
movimentos de 
massa que ocorrem 
naturalmente ou por 
ação antrópica
Do segundo tema em 
diante são abordados 
aspectos de correção e 
prevenção de erosões 
nos solos em áreas 
agrícolas, em razão da 
grande importância de 
se compreender a 
respeito disso 
considerando as 
grandes extensões de 
terras utilizadas para 
esses fins
São também 
apontadas algumas 
formas de controle: o 
que fazer e para que 
fazer considerando 
os problemas 
erosivos
11
Referências
CATI. Comissão Técnica de 
conservação do solo. Boas 
práticas em conservação do solo 
e da água. Manual técnico, 
Campinas, SP, 2014. 38p.
CEMIG. Companhia energética de 
Minas Gerais. Erosão e formas de 
controle. Belo Horizonte, 2001. 
FERNANDES, N. F; AMARAL, C. P. 
Movimentos de massa: uma 
abordagem geológica –
geomorfológica. In: GUERRA, A. J. 
T; CUNHA, S. B. Geomorfologia e 
meio ambiente. 9. ed. Rio de 
Janeiro: Bertrand Brasil, 2010.
LEPSCH, I. F. 19 lições de 
Pedologia. São Paulo: Oficina de 
textos, 2011. 456p. 
_____. Formação e Conservação 
dos solos. 2. ed. São Paulo: 
Oficina de textos, 2010.

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