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Escola Biblica Crista. Comentarista: Josué Brandão. Lição 4 O Método Jetro de Pastorear. Texto Aureo. “E Moisés deu ouvidos à voz de seu sogro, e fez tudo quanto este lhe dissera” (Ex 18.24). Verdade Aplicada. A benção com a qual Deus quer nos abençoar nos alcançará por meio de relacionamentos. Leitura Coletiva. Êxodo 18.12-27 (12) Então Jetro, o sogro de Moisés, tomou holocausto e sacrifícios para Deus; e veio Arão, e todos os anciãos de Israel, para comerem pão com o sogro de Moisés diante de Deus. (13) E aconteceu que, no outro dia, Moisés assentou-se para julgar o povo; e o povo estava em pé diante de Moisés desde a manhã até à tarde. (14) Vendo, pois, o sogro de Moisés tudo o que ele fazia ao povo, disse: Que é isto, que tu fazes ao povo? Por que te assentas só, e todo o povo está em pé diante de ti, desde a manhã até à tarde? (15) Então disse Moisés a seu sogro: É porque este povo vem a mim, para consultar a Deus; (16) Quando tem algum negócio vem a mim, para que eu julgue entre um e outro e lhes declare os estatutos de Deus e as suas leis. (17) O sogro de Moisés, porém, lhe disse: Não é bom o que fazes. (18) Totalmente desfalecerás, assim tu como este povo que está contigo; porque este negócio é mui difícil para ti; tu só não o podes fazer. (19) Ouve agora minha voz, eu te aconselharei, e Deus será contigo. Sê tu pelo povo diante de Deus, e leva tu as causas a Deus; (20) E declara-lhes os estatutos e as leis, e faze-lhes saber o caminho em que devem andar, e a obra que devem fazer. (21) E tu dentre todo o povo procura homens capazes, tementes a Deus, homens de verdade, que odeiem a avareza; e põe-nos sobre eles por maiorais de mil, maiorais de cem, maiorais de cinqüenta, e maiorais de dez; (22) Para que julguem este povo em todo o tempo; e seja que todo o negócio grave tragam a ti, mas todo o negócio pequeno eles o julguem; assim a ti mesmo te aliviarás da carga, e eles a levarão contigo. (23) Se isto fizeres, e Deus to mandar, poderás então subsistir; assim também todo este povo em paz irá ao seu lugar. (24) E Moisés deu ouvidos à voz de seu sogro, e fez tudo quanto tinha dito; (25) E escolheu Moisés homens capazes, de todo o Israel, e os pôs por cabeças sobre o povo; maiorais de mil, maiorais de cem, maiorais de cinqüenta e maiorais de dez. (26) E eles julgaram o povo em todo o tempo; o negócio árduo trouxeram a Moisés, e todo o negócio pequeno julgaram eles. (27) Então despediu Moisés o seu sogro, o qual se foi à sua terra. Plano de Leitura Devocional. Segunda-feira: Hebreus 1 Terça-feira: Tiago 1 Quarta-feira: 1 Pedro 1 Quinta-feira: 2 Pedro 1 Sexta-feira: 1 João 1 Sábado: 2 João 1 Propósitos Deste Treinamento. >>> Garantir o pastoreio de todos os membros da Igreja através de muitos APASCENTADORES especialmente treinados com esta finalidade. >>> Estaberlecer um modelo de aproximação das pessoas por meio do relacionamento discipular; >>> Equipar e treinar lideres para a tarefa. Introdução. O homem é um ser social. Por isso depende de relacionamentos. Jesus também soube construir bons relacionamentos, e aproveitou os momentos de amizade para transmitir belas mensagens sobre o Reino de Deus. O crente também deve ter boas razões para fazer bons relacionamentos. E uma delas é testificar do Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo (1Co 5.9,10). 1. Etapas do Projeto de Discipulado. O Projeto que estamos apresentando e implantando em nossa Igreja, seja no Lar de Paz, nos Pequenos Grupos de Integração ou nos Pequenos Grupos da Familia pode ser compreendido por qualquer membro da Igreja, seja um veterano ou um novo convertido. Será processado de uma forma que, além de trazer muito conteúdo bíblico, treina a pessoa o trabalho na liderança de discipulado em um tempo hábil. 1. Ganhar: Acontece através do evangelismo pessoal, dos grupos de multiplicação, das reuniões de estudos e cultos de celebração (At 2.42-47; 5.14; 8.4,12). 2. Consolidar: É o processo de firmar o novo convertido na fé, visitando-o, levando-o a uma reunião de estudo e discipulado, incentivando a ingressar na Escola Bíblica e demais atividades da Igreja (At 10.44-48; 16.13-15; Rm 16.23). 3. Discipular: Discipular está intrisnseco no “Ide” coativo de Jesus para os seus discipulos (Mt 28.18-20). Um ato está lincado ao outro. Ou seja, quem evangeliza e não discipula, não evangelizou. Nesse processo, as gerações começam a ser levantadas. 4. Enviar: Enviam-se discípulos quando eles estão preparados para desenvolver os talentos que lhe foram conferidos pelo Espírito Santo. Neste caso especifico de formação de lideres, enviamos, quando o crente, devidamente treinado e equipado, assimilou a visão de discipulado relacional em nossa igreja e está disposto a servir ao corpo de Cristo. Um dos melhores lugares para se reunir com o Pequeno Grupo é em casa (Jo 1.38-40; At 5.42; Rm 16.5 , 10,11). 2. A Igreja Como Pequeno Grupo. 2.1. Estrutura. A igreja local tem toda sua estrutura organizada: templo, ministério, departamentos, secretarias e eventos. Alem disto, adota vários programas de evangelismo, discipulado e atividade social, como: Escola Bíblica Cristã, Secretaria de Homens, Secretaria de Mulheres, Secretaria de Jovens, Secretaria de Adolescentes e Secretaria Infantil, bem como, Departamento de Evangelismo, Departamento de Ensino e outros. Alem dos Projetos de Ação Social. Os Pequenos Grupos se tornam agentes multiplicadores na Igreja, funcionando como uma espécie de reunião doméstica de discipulado e comunhão, sem vida independente. Ou seja, fazem parte da Igreja (At 16.4,5; 14.21-23; 1Co 14.26; Hb 10.23-25). 2.2. Integração. Com os Projetos de evangelismo e discipulado que estamos implementando em nossa Igreja, integrar-se a eles implica diretamente em confirmar o seu interesse em envolver-se, de fato, com a nossa comunidade cristã. Porque essas ações formam a base discipular para o crescimento sadio do corpo (Rm 1.1; Gl 1.15; 1Pe 4.10). Se voce deseja que a sua vida tenha impacto, focalize-a. Deixe de ser inconstante. Deixe de querer fazer tudo e faça algo. Nunca confunda atividade com produtividade. Não confunda posição com disposição. Voce pode está ocupado sem ter proposito. Paulo disse: “Aqueles, de nós, que almejam tudo o que Deus tem para si, fiquem concentrados nesse alvo” (1Co 7.20). 2.3. Respondendo à Autoridade Pastoral. A autoridade pastoral é plenamente reconhecida, o líderes dos Departamentos e de Pequenos Grupos não podem realizar Ceia, Batismo, Ordenação de Obreiros e nem dirigir reuniões de seu grupo em dias de cultos regulares da Igreja local, pois todos os participantes de seu grupo devem saber e sentir que fazem parte de um grupo maior, que é a Igreja local. Os líderes dos Projetos da Igreja têm autoridade delegada do pastor presidente ou pastor titular, a quem prestam contas das atividades dos Pequenos Grupos ou aos Coordenadores, pelo pastor delegados (Hb 13.7,17; Tt 2.10; Rm 3.3; Mt 12.30; At 20.28-31). 3. Comparação do Modelo de Pequenos Grupos sobre o Modelo Histórico. Abordagem de determinados temas nos dois modelos TEMA IGREJA CONVENCIONAL PEQUENOS GRUPOS PERPECTIVA E FOCO O ponto focal é o que acontece no templo O ponto focal é o relacionamento entre as pessoas (amor/ cuidado) ATIVIDADES Cultos Litúrgicos Semanais Diariamente: (telefone, mensagens) Semanalmente: nos encontros Pgfam e nos Cultos. Mensalmente: (Lar de Paz e Projeto Silas): comunhão e serviço. DEVER PASTORAL Pregar bons sermões, fazer casamentos, funerais, festas ocasionais, visitas (sobrecarga pastoral, tudo sobre uma única pessoa) Modelar a vida das pessoas para que se tornem ministradores de benção, repetidores da Palavra que receberam nos cultos e ministrem uns aos outros. TAREFA PRIMÁRIA DO LIDER Dirigiros programas da Igreja, organizar congressos e eventos Equipar cada membro da Igreja para que se torne um discípulo de Jesus e cumpra seu chamado como gerador de filhos espirituais EXPECTATIVA DOS MEMBROS Frequência, contribuição, cargos, títulos, credenciais, funções, etc. Ministrar uns aos outros, disponibilidade para servir e ajudar como sacerdotes de uma nova aliança em Cristo. Gerar vidas pelo evangelismo de relacionamento e cuidar bem delas. COMPROMETIMENTO Manter a tradição e o convencional Promover o crescimento do Reino de Deus e a Integração. TAMANHOS DOS GRUPOS Grandes e Muitas vezes impessoais Comunidade Cristã de amigos e irmãos que se relacionam SISTEMA DE SUPORTE Tem algum problema? Procure imediatamente o PASTOR ele sempre resolve tudo. O líder do Projetos, juntamente com os membros, edificam-se uns aos outros pelos conselhos e experiência de cada um PARTICIPAÇÃO DOS MEMBROS Pesquisas mostram que 10 a 15% dos membros de uma igreja fazem todo o trabalho, e somente 20 a 25% são dizimistas fiéis. Pesquisas revelam que 95% dos membros estão ministrando em Pequenos Grupos com sua vida e experiência. E 100% são dizimistas fiéis nos cultos. RELACIONAMENTOS Possibilidade reduzida ou quase remota. Existe pouca transparência em igrejas tradicionais, as pessoas por não se conhecerem bem mentem sobre tudo o tempo todo. O Individualismo opera. Nos Pequenos Grupos e nas reuniões familiares do Pgfam e Lar de Paz as pessoas trabalharão melhor a afinidade, ajudando uns aos outros. O discipulado se torna prático, como estilo de vida. PALAVRAS CHAVES “Vá e pregue o evangelho” - “traga as pessoas aqui” Venha, nos conheça melhor, cresça conosco, e quando estiver pronto faço outros discípulos como você! DISCIPULADO Classes, anotações, informações, semanalmente (de tempo em tempo, para batismo) No dia-a-dia, continuado, de boca em boca, de coração pra coração, modelagem pratica, valores pessoas diretamente compartilhados EVANGELISMO Evangelismo pessoal isoladamente, menos de 5% da igreja se interessa. Invasivo e limitado. O Pgi, o Pgfam e o Lar de Paz será uma grande rede de pesca. É uma malha fina, por essa razão o avivamento é constante. Podemos em uma única noite ganhar até dezenas de pessoas para Cristo. Se temos 100 reunioes dos grupos com 10 pessoas, temos 1000 pessoas envolvidas. Se cada 1 traz um visitante estaremos falando pra 1000 pessoas não crentes de uma vez. LOCALIZAÇÃO Reuniões apenas no prédio da iIgreja, para algumas pessoas, longe e pouco acessível. Os Atos acontecem diariamente em comunicação interna, semanalmente nos encontros familiares do Lar de Paz e do Pgfam e nos encontros de integração. MULTIPLICAÇÃO Número elevado de conversões, mas pouca integração e afinidade. Resultado: grande número de pessoas sem assistência e sem maturidade espiritual As conversões, tanto dos cultos, quanto das reuniões serão imediatamente integradas à um Pequeno Grupo e serão conduzidas ao Discipulado e ao relacionamento pessoal. Imediatamente se estabelece o Lar de Paz e o Pgfam. Conclusão. A prática do Pequeno Grupo valoriza as pessoas e as aproxima as umas das outras. Facilita o conhecimento das diversas necessidades espirituais e materiais (At 4.32,34). Precisamos garantir que nenhum membro da Igreja esteja passando necessidade. O bom desempenho destes Projetos de Alinhamento espiritual e fraternal resultará na or ientação e tre inamento dos membros para ter essa sensib i l idade e não deixar NINGUÉM na Igreja passar necessidade. Quando essa mentalidade e prática funcionar, nós também poderemos dizer, sobre a nossa Igreja: “Não havia nenhum necessitado entre eles!”