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UNIVERSIDADE DO VALE DO ITAJAÍ – UNIVALI
A ILUMINAÇÃO COMO PEÇA FUNDAMENTAL NO DESIGN DE INTERIORES
Alunas: Ana Paula Martins e Paola Ronconi Peixoto
Professora: Giselle Carvalho Leal
Projeto Integrador Partes 1 e 2
ITAJAÍ
AGOSTO/ 2022
Luz gera a vida, e sem ela, nada existe.
Com essa curta e marcante expressão, pode-se perceber o tamanho da importância da luz para a sobrevivência do ser humano e o quão impactante ela é. Não podemos apenas ver a luz, precisamos sentir e ouvir o que ela traz consigo, afinal, a luz não se materializa, mas ela tem voz, um poder transformador e a capacidade de criar uma outra realidade. A luz tem o poder de fazer com que nos sintamos bem, confortáveis, felizes, acolhidos, bem como outros aspectos intelectuais, emocionais e espirituais.
Segundo Howard M. Brandston em seu livro “Aprender a ver. A essência do design da iluminação”:
“A mais simples característica definidora de iluminação, mas talvez o seu maior mistério, é o processo de aprender a ver. Para compreender qualquer cena visual e a emoção que ela evoca, deve-se fazer mais do que apenas olhar. É preciso compreender o contexto da vida em que ela se encaixa, a influência da cultura, a importância dos aspectos demográficos e da resposta humana em função da sua escala”.
Nesse contexto, percebe-se que a luz é responsável por reações inconscientes no comportamento humano, ela passa a ser uma ferramenta importante nos resultados de bem-estar e no dia a dia das pessoas. O estudo sobre a iluminação, tanto artificial quanto natural, dentro do Design de Interiores, é tão importante quanto decorar com móveis, cores e texturas. Ela torna-se uma grande aliada do profissional, sendo capaz de modificar totalmente um ambiente, principalmente quando se integra as duas (luz natural e artificial).
Tentando compreender essa importância, a primeira lâmpada a ser ligada foi no século XIX por Thomas Edison em uma via pública em Wall Street – EUA. Edison foi o responsável por desenvolver o primeiro modelo economicamente viável do mundo e desde então, as lâmpadas e as formas de iluminação não pararam de evoluir.
Howard M. Brandston cita Mc Candless (pg. 76 do livro Aprender a ver: A Essência do Design de Iluminação):
“... as funções da iluminação são padrões imutáveis das reações fisiológicas, psicológicas e estéticas ao uso da luz. A abordagem da mente em termos de visão se dá através dos olhos. Consequentemente, a relação da qualidade da luz (aspectos fisiológicos do olhar) com cada uma dessas propriedades/funções é a chave do design para qualquer utilização da luz”.
Aqui é possível reconhecer que além de ser um elemento criativo, a luz/iluminação valoriza e enaltece os lugares e suas superfícies tornando-os únicos, podendo deixar um ambiente mais harmônico ou não.
O objetivo geral deste trabalho, é identificar a importância dos projetos luminotécnicos no escopo do Design de Interiores. 
E o objetivo específico, é fazer a ligação dos projetos junto aos benefícios que as luzes artificiais e naturais trazem para o cliente. Partindo-se da premissa de que a iluminação dentro de um bom projeto não é apenas funcional e estética. Ela é também emocional, é a intenção de criar bem-estar. Os efeitos da iluminação no dia a dia afetam o humor, podem acalmar, agitar, favorecer a produção e ao descanso. Percebemos isso diferenciando a luz quente e a luz fria, e aqui é importante ressaltar que ambos os termos – luz quente e luz fria - referem-se à tonalidade e não a temperatura da fonte luminosa. Aplicando esses conceitos das luzes, é possível entender como e o porquê a iluminação é uma peça fundamental nos projetos de interiores, pois além de ter um grande impacto sobre a decoração do ambiente, ela também tem impacto sobre o dia a dia do ser que habita tal lugar.
A iluminação natural em um projeto, diz respeito a toda luz que vem do sol, sendo direta ou refletida de outras superfícies, com a intenção de iluminar um ambiente sem o uso da energia elétrica. Podemos citar como benefícios da luz natural o custo, que é zero, sua fonte, que é inesgotável, além de ser ecologicamente correta, pois é sustentável. 
Já a iluminação artificial é produzida pelo homem, tornando-se assim, o elemento fundamental em uma edificação. Seus benefícios também são grandes, e podemos mencionar os trabalhos que podem ser desenvolvidos no período da noite quando não se tem mais a luz do sol, o controle que o ser humano tem sobre ela bem como outros.
Analisar a posição do sol (luz natural), bem como encontrar seu eixo norte é crucial, pois ela pode alterar todas as características do ambiente a influenciar todo um projeto luminotécnico. E, dentro desse projeto, é necessária a adaptação dos dois tipos de luz para que se tenha uma hierarquia de iluminação. É preciso saber qual função a luz exerce através da iluminação, gerando luzes de destaque, preenchimento, luzes decorativas e outras. 
Nesse sentido, é de suma importância destacar que um bom designer precisa conhecer bem o ambiente onde está aplicando seu projeto luminotécnico. Precisa tentar entender quais as sensações que ele quer trazer para o ambiente através da luz, pois é ela quem nos dá a sensação de pertencimento ao espaço.

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