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Língua Portuguesa e Literatura Professor CCaaddeerrnnoo ddee AAttiivviiddaaddeess PPeeddaaggóóggiiccaass ddee AApprreennddiizzaaggeemm AAuuttoorrrreegguullaaddaa -- 0022 77°° AAnnoo || 22°° BBiimmeessttrree Disciplina Curso Bimestre Série Língua Portuguesa Ensino Fundamental 2° 7º ano Habilidades Associadas 1. Identificar a finalidade e as características específicas que diferenciam cada gênero em questão. 2. Reconhecer as marcas que diferenciam entrevistador e entrevistado. 3. Distinguir trechos narrativos de trechos descritivos. 4. Distinguir o discurso direto do indireto. 5. Reconhecer como adjuntos adverbiais as expressões e as palavras circunstanciais. 6. Reconhecer e utilizar tempos verbais e modos verbais recorrentes nos gêneros estudados. 2 A Secretaria de Estado de Educação elaborou o presente material com o intuito de estimular o envolvimento do estudante com situações concretas e contextualizadas de pesquisa, aprendizagem colaborativa e construções coletivas entre os próprios estudantes e respectivos tutores – docentes preparados para incentivar o desenvolvimento da autonomia do alunado. A proposta de desenvolver atividades pedagógicas de aprendizagem autorregulada é mais uma estratégia pedagógica para se contribuir para a formação de cidadãos do século XXI, capazes de explorar suas competências cognitivas e não cognitivas. Assim, estimula-se a busca do conhecimento de forma autônoma, por meio dos diversos recursos bibliográficos e tecnológicos, de modo a encontrar soluções para desafios da contemporaneidade, na vida pessoal e profissional. Estas atividades pedagógicas autorreguladas propiciam aos alunos o desenvolvimento das habilidades e competências nucleares previstas no currículo mínimo, por meio de atividades roteirizadas. Nesse contexto, o tutor será visto enquanto um mediador, um auxiliar. A aprendizagem é efetivada na medida em que cada aluno autorregula sua aprendizagem. Destarte, as atividades pedagógicas pautadas no princípio da autorregulação objetivam, também, equipar os alunos, ajudá-los a desenvolver o seu conjunto de ferramentas mentais, ajudando-o a tomar consciência dos processos e procedimentos de aprendizagem que ele pode colocar em prática. Ao desenvolver as suas capacidades de auto-observação e autoanálise, ele passa ater maior domínio daquilo que faz. Desse modo, partindo do que o aluno já domina, será possível contribuir para o desenvolvimento de suas potencialidades originais e, assim, dominar plenamente todas as ferramentas da autorregulação. Por meio desse processo de aprendizagem pautada no princípio da autorregulação, contribui-se para o desenvolvimento de habilidades e competências fundamentais para o aprender-a-aprender, o aprender-a-conhecer, o aprender-a-fazer, o aprender-a-conviver e o aprender-a-ser. A elaboração destas atividades foi conduzida pela Diretoria de Articulação Curricular, da Superintendência Pedagógica desta SEEDUC, em conjunto com uma equipe de professores da rede estadual. Este documento encontra-se disponível em nosso site www.conexaoprofessor.rj.gov.br, a fim de que os professores de nossa rede também possam utilizá-lo como contribuição e complementação às suas aulas. Estamos à disposição através do e-mail curriculominimo@educacao.rj.gov.br para quaisquer esclarecimentos necessários e críticas construtivas que contribuam com a elaboração deste material. Secretaria de Estado de Educação Apresentação http://www.conexaoprofessor.rj.gov.br/ mailto:curriculominimo@educacao.rj.gov.br 3 Caro Tutor, Neste caderno, você encontrará atividades diretamente relacionadas a algumas habilidades e competências do 2º Bimestre do Currículo Mínimo de Língua Portuguesa do 7º Ano do Ensino Fundamental. Estas atividades correspondem aos estudos durante o período de um mês. A nossa proposta é que você atue como tutor na realização destas atividades com a turma, estimulando a autonomia dos alunos nessa empreitada, mediando as trocas de conhecimentos, reflexões, dúvidas e questionamentos que venham a surgir no percurso. Esta é uma ótima oportunidade para você estimular o desenvolvimento da disciplina e independência indispensáveis ao sucesso na vida pessoal e profissional de nossos alunos no mundo do conhecimento do século XXI. Neste Caderno de Atividades, vamos aprender sobre o gênero jornalístico, especialmente sobre as notícias, as reportagens e as entrevistas. Na primeira parte deste caderno, o aluno irá aprender a reconhecer as características específicas de cada gênero. Na segunda parte, aprenderá a diferenciar os trechos narrativos e os descritivos, o discurso direto e o indireto, além de ser capacitado para distinguir o locutor e o interlocutor de um texto. Por fim, aprenderá a reconhecer expressões e palavras circunstanciais. Para os assuntos abordados em cada bimestre, vamos apresentar algumas relações diretas com todos os materiais que estão disponibilizados em nosso portal eletrônico Conexão Professor, fornecendo diversos recursos de apoio pedagógico para o Professor Tutor. Este documento apresenta 06 (seis) Aulas. As aulas podem ser compostas por uma explicação base, para que você seja capaz de compreender as principais ideias relacionadas às habilidades e competências principais do bimestre em questão, e atividades respectivas. Estimule os alunos a lerem o texto e, em seguida, a resolverem as Atividades propostas. As Atividades são referentes a dois tempos de aulas. Para reforçar a aprendizagem, propõem-se, ainda, uma pesquisa e uma avaliação sobre o assunto. Um abraço e bom trabalho! Equipe de Elaboração 4 Introdução .......................................................................................... 03 Objetivos Gerais .................................................................................. Materiais de Apoio Pedagógico .......................................................... Orientação Didático-Pedagógica ........................................................ Atividade 1: Deu no Jornal .................................................................. Atividade 2: Extra! Extra! .................................................................... Atividade 3: Aconteceu, virou manchete ............................................ Atividade 4: De frente com você ......................................................... Atividade 5: Olha quem está falando .................................................. Atividade 6: Onde? Quando? Como? .................................................. Avaliação ............................................................................................ Pesquisa ............................................................................................... 05 05 06 07 17 22 27 36 39 43 47 Referências ......................................................................................... 49 Sumário 5 Os gêneros jornalísticos estão bastante relacionados à realidade dos educandos, sendo cotidianamente apresentado a eles. Ainda que não leiam todo o jornal, há sempre alguma seção específica que lhes apetece, na qual estão presentes algumas características desses gêneros. Enquanto às meninas interessa principalmente a seção televisiva, que contém entrevistas com seus atores prediletos e notícias das novelas que estão no ar, os meninos geralmente se interessam pela seção esportiva, que traz notícias de seu time de coração. No portal eletrônico Conexão Professor, é possível encontrar alguns materiais que podem auxiliá-los. Vamos listar estes materiais a seguir: Teleaulas EF – 9 EF – 10 EF – 14 EF – 15 EF – 16 EF – 17 EF – 35 EF – 36 EF – 47 EF – 53 EF – 61 EF – 64 EF – 76 EF – 77EF – 81 EF – 83 EF – 63 EF – 64 EF – 65 EF – 15 EF – 38 EF – 39 EF – 40 EF – 41 EF – 42 EF – 44 EF – 45 EF – 75 EF – 71 EF – 77 EF – 26 EF – 43 EF – 70 EF – 48 EF – 55 Orientações Pedagógicas do CM http://www.conexaoprofessor.rj.gov.br/downloads/cm/cm _11_9_7A_2.pdf Recursos Digitais http://www.conexaoprofessor.rj.gov.br/downloads/cm/cm _12_9_6A_2.pdf Materiais de Apoio Pedagógico Objetivos Gerais http://www.conexaoprofessor.rj.gov.br/downloads/cm/cm_11_9_7A_2.pdf http://www.conexaoprofessor.rj.gov.br/downloads/cm/cm_11_9_7A_2.pdf http://www.conexaoprofessor.rj.gov.br/downloads/cm/cm_12_9_6A_2.pdf http://www.conexaoprofessor.rj.gov.br/downloads/cm/cm_12_9_6A_2.pdf 6 Para que os alunos realizem as Atividades referentes a cada dia de aula, sugerimos os seguintes procedimentos para cada uma das atividades propostas no Caderno do Aluno: 1° - Explique aos alunos que o material foi elaborado de forma que ele possa compreendê-lo sem o auxílio de um professor. 2° - Leia para a turma a Carta aos Alunos, contida na página 3. 3° - Reproduza as atividades para que os alunos possam realizá-las de forma individual ou em dupla. 4° - Se houver possibilidade de exibir vídeos ou páginas eletrônicas sugeridas na seção Materiais de Apoio Pedagógico, faça-o. 5° - Peça que os alunos leiam o material e tentem compreender os conceitos abordados no texto base. 6° - Após a leitura do material, os alunos devem resolver as questões propostas nas Atividades. 7° - As respostas apresentadas pelos alunos devem ser comentadas e debatidas com toda a turma. O gabarito pode ser exposto em algum quadro ou mural da sala para que os alunos possam verificar se acertaram as questões propostas na Atividade. Todas as atividades devem seguir esses passos para sua implementação. Orientação Didático-Pedagógica 7 Todos nós já estivemos com um jornal em mãos, seja para ler uma notícia que é de nosso interesse, seja para procurar a esperada entrevista com o artista de que somos fãs. Os jornais impressos, assim como as revistas, são verdadeiros depósitos de textos, contendo em seu interior uma imensa variedade: notícias, reportagens, entrevistas, crônicas, editoriais, classificados. Vamos nos ater aos três primeiros: notícias, reportagens e entrevistas. São três gêneros jornalísticos, de finalidade informativa, que se complementam. Os acontecimentos chegam até nós através da notícia, que, depois, pode ser desenvolvida através da reportagem ou da entrevista. 1. Notícias Constituem uma narrativa breve, eminentemente informativa de um acontecimento real e atual, de interesse para um vasto público. Destina-se à difusão pelos vários meios de comunicação social, devendo ser apelativa, objetiva e eficaz. Cabe ao redator o enquadramento dos fatos e a percepção rigorosa daquilo que é essencial, atentando para o uso de vocabulário claro, simples e objetivo. A notícia estrutura-se em: a) Manchete ou título, que dá conta do fato principal, devendo ser curto e atrativo; b) Lide (lead), que corresponde ao primeiro parágrafo e anuncia o sentido global da narrativa, respondendo a quatro perguntas essenciais: Quem? O quê? Onde? Quando? Como? Por quê? c) Olho, que é uma pequena extensão da manchete, vindo logo abaixo dela. Serve para antecipar um pouco da notícia para o leitor; d) Corpo da notícia, que corresponde aos demais parágrafos e desenvolve os acontecimentos, aprofundando as respostas das perguntas essenciais. Aula 1: Deu no Jornal 8 Observe o seguinte exemplo: Incêndio na cadeia Os oito presos que morreram asfixiados em Rio Piracicaba, no interior de Minas Gerais, foram enterrados na quinta-feira Um incêndio destruiu a cadeia pública de Rio Piracicaba na terça-feira. A Polícia Civil admitiu que havia a necessidade de uma reforma no prédio. A corregedoria da corporação vai investigar se houve negligência do carcereiro, que na hora do incêndio estava na rua com a chave da cadeia. Deputados da CPI do sistema carcerário vão nesta quinta-feira a Rio Piracicaba para apurar a morte dos presos. "Tanto o Ministério Público quanto o poder Judiciário local, já tinham tomado providência, inclusive já tinham interditado aquela delegacia porque havia instalações hidráulicas e elétricas inadequadas e o prédio era velho”, afirmou o relator da CPI, deputado Domingos Dutra (PT-MA). “Essa cadeia existe há bastante tempo, e nós estamos tratando da reestruturação dessa cadeia e também da construção regional. Nós estamos fazendo a nossa parte”, respondeu o chefe da Polícia Civil no estado, Marco Monteiro Castro. (Disponível em: http://jornalhoje.globo.com/JHoje/0,19125,VJS0-3076-20080103-313937,00.ht. Acesso em: 05/09/13 - adaptado). Manchete ou título: Incêndio na cadeia Olho: Os oito presos que morreram asfixiados em Rio Piracicaba, no interior de Minas Gerais, foram enterrados na quinta-feira. Lide (lead): Um incêndio destruiu a cadeia pública de Rio Piracicaba na terça-feira. A Polícia Civil admitiu que havia a necessidade de uma reforma no prédio. A corregedoria da corporação vai investigar se houve negligência do carcereiro, que na hora do incêndio estava na rua com a chave da cadeia. Corpo: os demais parágrafos da notícia. 2. Reportagem É uma narrativa longa, que resulta de um intenso processo de investigação e documentação. O repórter desenvolve de forma detalhada um tema determinado, 9 deixando, normalmente, transparecer a sua opinião e a sua interpretação pessoal a respeito dos fatos. É frequentemente acompanhada de fotografias e testemunhos que reforçam seu caráter documental. É redigida em um estilo mais cuidado, mas acessível ao público leitor do veículo de comunicação. A transmissão das informações é feita de forma detalhada e objetiva, exigindo do repórter a seleção e a organização dos dados recolhidos. É um gênero jornalístico que necessita recorrer a mecanismos que o tornem apelativo, como a técnicas gráficas e textuais, como as fotografias e os infográficos, que funcionam como complementos da informação e elementos de apoio à informação escrita. Observe, a seguir, um exemplo que traz o texto dividido em seções e um infográfico ao final. Homicídios resistem em 54 cidades Presídios, crack e crescimento desordenado explicam o aumento do número de assassinatos em municípios de quatro regiões de SP Os homicídios resistem em 54 municípios do Estado de São Paulo. Levantamento feito pelo Estado com dados da Secretaria de Segurança Pública mostra que a queda acentuada desse tipo de crime entre 2001 e 2011 (-71,2%) não foi um fenômeno uniforme. Quatro regiões paulistas concentram as cidades que andaram na contramão da evolução da criminalidade: noroeste, nordeste, Vale do Ribeira e litoral. Por trás desse fenômeno estão a presença de presídios de regime fechado e semiaberto, a proliferação do crack entre cortadores de cana e o crescimento recente e desordenado de algumas dessas cidades. Para enfrentá-lo, o delegado-geral, Marcos Carneiro Lima, planeja ampliar a atuação do Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) para todo o Estado. "Queremos levar a competência e o padrão de investigação do DHPP para todo o Estado", afirmou. O levantamento feito pelo Estado levou em consideração somente as cidades cujo aumento de criminalidade por 100 mil habitantes equivalia a três ou mais casos de assassinatos - houve 95 municípios no Estado que registraram uma variação positiva de assassinato de 1 a 2 casos. Nas outras 496 cidades, houve queda nos homicídios ou a taxa se manteve igual ao longo dos últimos 11 anos. 10 Carneiro apontou a invasão do crack nas áreas rurais do Estado, principalmente em cidades com forte presença de boias-frias, como um dos fatores paraexplicar a resistência dos assassinatos. Esse seria o caso de Guariba e de Penápolis, que têm na cana de açúcar sua principal atividade econômica. Em Guariba, foram 5 casos em 2001, mas, este ano, o mesmo número já foi registrado apenas nos seis primeiros meses. Ali o crack chegou primeiro e se espalhou por outras cidades da região de Ribeirão Preto. Esse é o caso de Penápolis, onde a taxa de assassinatos aumentou quase quatro vezes - de 1,8 por 100 mil habitantes para 6,8. O combate aos homicídios nessas cidades deve passar pelo reforço à repressão às drogas, diz Carneiro. O levantamento mostra ainda dez das cidades em que houve aumento de homicídios na década tinham em comum o fato de abrigar presídios. A presença de penitenciárias, de fato, pode causar distorções na estatísticas de homicídios, pois as mortes de presos em brigas na cadeia são registradas nas delegacias das cidades como crimes ocorridos no município. Entre essa cidades estão Valparaíso (100%), Ourinhos(260%) e Presidente Venceslau (228%). "Um ou dois casos de homicídio em cidades pequenas como essas pode fazer uma diferença grande", afirma o delegado Carneiro. Litoral e Vale. As duas outras áreas que concentram cidades resistentes são o Vale do Ribeira e o litoral de São Paulo, principalmente a região norte da costa. "A ocupação recente e desordenada em áreas do litoral pode estar por trás disso", afirmou o coronel José Vicente da Silva, ex-secretário nacional de Segurança Pública. Em Caraguatatuba, o crescimento dos assassinatos ficou em 11% e em Ubatuba chegou a 30%. "A polícia sempre teve dificuldade de manter homens no litoral para preencher seus quadros", disse. No Vale do Ribeira, a pobreza da região pode explicar a manutenção das altas taxas de homicídios. Seriam sobretudo casos causados pelo consumo de álcool, por motivos fúteis ou passionais, que, ao contrário dos delitos ligados à crime organizado, são mais difíceis de serem prevenidos. PARA LEMBRAR Menor índice em 46 anos 11 Para se ter uma ideia de como as 54 cidades que tiveram aumento significativo de homicídios estão na contramão do crime no Estado de São Paulo, basta comparar seus dados com os da capital. Em 2001, São Paulo tinha 49,3 assassinatos por cem mil habitantes (5.174 casos). Em 2011, a principal cidade do Estado fechou o primeiro semestre com 470 casos, o que fez a taxa por 100 mil habitantes ficar em 8,3, a menor registrada na capital desde 1965. (Disponível em: http://www.estadao.com.br/noticias/impresso,homicidios-resistem-em-54- cidades,755459,0.htm. Acesso em: 05/09/13. Adaptado) 3. Entrevista É uma matéria jornalística organizada sob a forma de perguntas e respostas. Há diferentes objetivos quando se vai entrevistar uma pessoa ou um grupo de pessoas. Conforme a intenção, ou seja, de acordo com o que se pretende obter do entrevistado, as entrevistas podem ser divididas em alguns tipos, como os que seguem: a) Entrevista noticiosa: pretende extrair informações sobre fatos que virão a se tornar uma notícia; b) Entrevista de opinião: investiga a opinião do entrevistado sobre o assunto pesquisado; 12 c) Entrevista de ilustração: levanta aspectos biográficos do entrevistado, registrando suas ideias, preferências, ambiente em que vive, modos de falar, entre outros aspectos; d) Entrevista coletiva: o entrevistado responde a perguntas de diversos repórteres e de diferentes veículos de informação. Veja o exemplo a seguir: As mães são o meu exemplo, diz treinador Mamães, sensibilidade e combate à preguiça. Dunga nunca treinou uma equipe profissional, mas já tem na ponta da língua os preceitos que devem norteá-lo no comando da seleção. Na noite de anteontem, ele conversou com a Folha, por telefone. (GUILHERME ROSEGUINI) FOLHA - Suas qualidades de líder sempre são exaltadas por quem atuou ao seu lado como jogador. Em quem você se espelha? DUNGA - Não fico procurando exemplos na política nem no esporte. Me espelho mesmo é nas mães. Quem tem paciência pra aguentar filhos, marido, trabalho, brigas internas e consegue apaziguar as coisas? Quem sabe a hora de puxar as orelhas no momento certo? Quem fica feliz com o sucesso dos outros? Só as mães. São verdadeiras líderes, e podemos aprender com elas lições que podem ser transportadas para o cotidiano do futebol. FOLHA - Ao anunciar sua contratação, a CBF informou que buscava um técnico vibrante, motivador. Mas só isso basta na seleção? DUNGA - Tudo é importante. Acredito que a sensibilidade é algo fundamental. É preciso conhecer bem cada jogador, para saber em que momento é preciso fazer cobranças ou elogios, para ter em mente quem pode brilhar, quem pode resolver a situação nos momentos complicados. Fui atleta e tive técnicos que sabiam sugar o que eu tinha de melhor. Eles me conheciam. Quero poder fazer o mesmo agora. 13 FOLHA - Você estreia no próximo dia 16, contra a Noruega. Já pensou em como motivar o grupo, especialmente após a malfadada campanha na Alemanha? DUNGA - Estar na seleção já é uma motivação. Eu valorizo muito isso, talvez por não ter sido um craque. Sempre tive vontade de vencer. Quem ocupa um posto tão cobiçado deve ter a exata noção da importância do Brasil. Lembro de uma frase do Ricardo Rocha [zagueiro campeão do mundo em 1994] que acho muito interessante. Ele dizia "eu quero é entrar na banda, não importa o instrumento que vou tocar." Este espírito de entrega precisa existir. FOLHA - Você sempre declarou gostar de treinar duro. Pretende tornar mais árduas as práticas da seleção, tão criticadas na Copa? DUNGA - É preciso avaliar caso a caso. Não vou chegar agora e dar um treino de 3 horas só para dar resposta por causa do último Mundial. Os jogadores acabam de sair de férias, é um momento complicado. Mas, quando tiver tempo, aí seguirei as coisas em que acredito. Pô, 180 milhões querem jogar na seleção brasileira. Não pode haver preguiça. Com 14 ou 35 anos, nunca liguei de sair cedo da cama para treinar. Sacrifício momentâneo, satisfação duradoura. Os jogadores vão ter que entender isso. (Disponível em: http://www1.folha.uol.com.br/fsp/esporte/fk3007200621.htm. Acesso em: 05/09/2013.) Com todas essas informações, vamos ver se você já consegue realizar algumas atividades? Então, mãos à obra! 14 Leia atentamente o texto abaixo e, em seguida, responda às questões propostas: Ato no Rio reúne 100 mil, começa em paz, mas minoria provoca confusão Alguns manifestantes invadiram o prédio da Alerj e jogaram bomba. Mais de 20 pessoas, entre PM’s e participantes, ficaram feridas no ato. Após quase sete horas de manifestação, o Batalhão de Choque da Polícia Militar encerrou o ato contra o aumento das passagens de ônibus no Rio de Janeiro, por volta das 23h45 desta segunda-feira (17). O protesto, que reuniu 100 mil pessoas, começou pacífico, mas um pequeno grupo protagonizou atos de vandalismo, transformando o Centro da cidade num verdadeiro cenário de guerra. Sete pessoas foram baleadas com armas de fogo. Dez pessoas foram presas. Pouco antes de 1h, a Polícia Civil iniciou a perícia. Um grupo menor com camisetas amarradas no rosto ateou fogo e depredou prédios históricos, como o Paço Imperial e a Assembleia Legislativa do Rio (Alerj). Pelo menos 27 pessoas, entre manifestantes e policiais, ficaram feridos. Durante o tumulto, cerca de 80 PMs se refugiaram no prédio da Alerj. O grupo saiu apenas com a chegada do Batalhão de Choque. Uma tropa da PM vai reforçar a segurança do prédio durante a madrugada. A prefeitura do Rio informou que "considera legítimo o direito de as pessoas protestarem contra o que não acham correto no governo". E afirmou ainda "que está disposta a dialogar com os manifestantes, mas que nenhuma liderança do movimento havia se apresentado para negociar."O governo do estado informou que não vai se manifestar. Os sete baleados por arma de fogo foram levados para o Hospital Souza Aguiar, no Centro. Duas das vítimas foram identificadas como Leonardo Costa da Silva e Leandro Silva dos Santos, este liberado ainda na noite de segunda. Ambos foram atingidos na perna. Uma terceira vítima de um projétil não teve a identificação autorizada pela família. Os outros nomes não foram divulgados pela Secretaria Atividade Comentada 1 15 municipal de Saúde. Estudantes de medicina fizeram uma força-tarefa para ajudar nos primeiros-socorros dos feridos. Tiros e violência Às 19h55, um pequeno grupo começou a jogar pedras em direção aos policiais militares, que revidaram com balas de borracha, bombas de gás lacrimogêneo e spray de pimenta. Com o avanço inicial da PM, a multidão recuou. Quando a fumaça de gás baixou, o pequeno grupo avançou violentamente contra os policiais, que se refugiaram nas escadarias da Alerj. Além de pedras, o grupo atacou com fogos de artifício e coquetéis molotov. Acuados e aparentando estar sem munição, os policiais entraram na Alerj e tentaram bloquear a entrada do edifício com os escudos. O pequeno grupo avançou, carregando as grades móveis, que serviam de proteção ao prédio da Assembleia Legislativa. Atos de vandalismo, como a queima de automóveis, pichações em pilastras do Paço Imperial e da Alerj, invasão e saques de estabelecimentos seguiram à ação. O clima de tensão foi agravado com disparos de arma de fogo. Policiais Militares atiraram para o alto. Conflitos esporádicos continuaram a ocorrer, até que às 23h40, o Batalhão de Choque chegou com o efetivo de 100 PMs para dar fim à manifestação. Antes da chegada do Choque, 150 policiais do 5º BPM faziam a segurança da manifestação. Durante o protesto, as principais ruas do Centro ficaram interditadas. Os manifestantes ocuparam as ruas 1º de Março e Araújo Porto Alegre, além das avenidas Rio Branco, Presidente Antônio Carlos e Presidente Vargas. Artefatos foram jogados na garagem do edifício e terminal rodoviário Menezes Côrtes. Críticas ao grupo violento A estudante de Ciências Sociais, Júlia Vieira, de 19 anos, criticou a atitude do pequeno grupo de manifestantes que fez uso da violência. "Ontem, eu vi manifestantes feridos, mas hoje o que eu vi aqui foram policiais feridos. Não é destruindo a cidade que a gente ama que vamos conseguir alguma coisa. A gente quer mudança na política. Essas pessoas não me representam. Quem me representa é quem quer o bem do Rio, sem violência", disse a jovem. 16 O presidente da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj), deputado Paulo Melo (PMDB), classificou como "ato de terrorismo" a invasão de manifestantes à sede da assembleia. "Uma baderna, uma bagunça. Quando um ato agride ou coloca pessoas em risco, deixa de ser democracia para virar uma anarquia", declarou Melo. (Disponível em: http://m.g1.globo.com/rio-de-janeiro/noticia/2013/06/ato-reune-100-mil-pessoas- comeca-em-paz-e-termina-em-confusao-no-rio.html. Acesso em: 05/09/2013. Fragmento adaptado.) 1) A notícia, assim como a entrevista e a reportagem, é um gênero jornalístico. a) Qual é o objetivo de uma notícia? Informar ao leitor/expectador algum fato recentemente ocorrido. b) Em que veículos de informação são transmitidas as notícias? Jornais, revistas, internet, rádio, televisão. 2) Da notícia em estudo, informe: a) O fato principal: A Manifestação. b) As pessoas envolvidas: Manifestantes, Polícia Civil, Polícia Militar, Batalhão de Choque, vândalos. c) Quando ocorreu o fato: Segunda-feira, 17 de junho de 2013. d) O lugar onde ocorreu o fato: Centro da cidade do Rio de Janeiro. e) Como ocorreu o fato: Começou de forma pacífica, mas terminou em atos de vandalismo. f) Por que o fato aconteceu: Porque as passagens de ônibus aumentaram novamente e a qualidade dos serviços públicos não melhora; porque a população está cansada do descaso e da corrupção de seus governantes. 17 4) Para ampliar o enfoque sobre o fato relatado na notícia, os jornalistas costumam entrevistar pessoas envolvidas com ele. Depois, ao redigirem a notícia, é comum citarem o discurso de algumas dessas pessoas. Na notícia em estudo, identifique e transcreva uma dessas citações, citando o nome da pessoa entrevistada: “Uma baderna, uma bagunça. Quando um ato agride ou coloca pessoas em risco, deixa de ser democracia para virar uma anarquia” (Paulo Melo). 18 Na Língua Portuguesa, um mesmo texto pode conter trechos de diferentes tipologias textuais. É comum encontrarmos em uma notícia, por exemplo, trechos narrativos, que relatam a informação a ser dada, sequenciados por textos descritivos, que especificam detalhes do contexto que permeava essa mesma informação. Certamente, você já aprendeu sobre textos narrativos e descritivos, mas vamos relembrar? Textos narrativos são aqueles que se desenvolvem em torno de uma sequenciação de fatos, o que possibilita a progressão textual. Textos descritivos se caracterizam pela representação verbal de um objeto sensível (ser, coisa, paisagem), através da indicação de seus aspectos mais característicos, dos pormenores que o individualizam e o distinguem. Embora haja separação, o mais comum é que narração e descrição se misturem no mesmo texto. A explicação para isso é bastante simples: a narração se baseia em elementos, como espaço e personagens que, naturalmente exigem uma descrição mais ou menos detalhada, dependendo da intenção comunicativa. Veja o exemplo a seguir: Manifestação em Bogotá termina em confronto entre polícia e estudantes Ato em apoio à greve do setor agropecuário acabou em violência. Polícia colombiana usou jato de água e gás para conter manifestantes. A polícia colombiana utilizou gás lacrimogêneo e jatos de água para dispersar milhares de manifestantes que se reuniram nesta quinta-feira (29) na Praça Bolívar, no centro de Bogotá em apoio à greve do setor agropecuário. Os manifestantes, entre eles grupos de pessoas encapuzadas que jogaram pedras nos policiais e em estabelecimentos comerciais e bancos, chegaram à praça após passeatas que saíram de diferentes pontos da cidade. Depois do confronto os manifestantes se dispersaram pelas ruas no entorno da Praça de Bolívar, onde ficam o Capitólio e o Palácio de Justiça. Aula 2: Extra! Extra! 19 Os choques deixaram três feridos, entre eles dois policiais, divulgou o secretário do governo de Bogotá, Guillermo Alfonso Jaramillo, no Twitter. 'Solicitamos aos manifestantes respeito e ordem', acrescentou Jaramillo. Na cidade de Soacha, no sul de Bogotá, foi decretado toque de recolher por causa dos distúrbios. Em Medellín, Cali, Tunja e Cartagena também ocorreram manifestações em apoio à greve dos camponeses, e em Barbosa (Antioquia) na estrada entre Cajamarca (Tolima) e Armênia (Quindío), foram registrados atos de vandalismo. Representantes do governo e dos camponeses continuam reunidos em Tunja, capital do estado de Boyacá, para tentar chegar a um acordo que ponha fim à greve que mantém bloqueadas várias estradas do país. (Disponível em: http://g1.globo.com/mundo/noticia/2013/08/manifestacao-em-bogota-termina-em- confronto-entre-policia-e-estudantes.html. Acesso em: 05/09/2013) Veja que os trechos sublinhados constituem uma breve descrição dos elementos anteriores, destacados em negrito. São informações que se mostram relevantes para a compreensão da notícia. No primeiro caso, a informação de que havia pessoas encapuzadas permite prever o motivo do tumulto e da intervenção policial; no segundo caso, especificam a importância do local escolhido para a concentração dos manifestantes. Com todas essas informações, vamos ver se você já consegue realizaralgumas atividades? Então, mãos à obra! 20 Leia a notícia abaixo para responder às questões seguidamente propostas: Dos 60 presos em protestos no Rio, quatro continuam detidos Moradores e comerciantes de Laranjeiras reclamam dos atos de vandalismo. Empresários vão se reunir para discutir soluções para o problema. Desde o início das manifestações, há mais de três meses, 60 pessoas foram presas. A maioria responde a crimes de baixo potencial ofensivo, como mostrou o RJTV nesta quinta-feira (29). No entanto, apenas quatro homens permanecem detidos: Rodrigues Rosa dos Santos por furto qualificado; Aleksandro Xavier da Conceição por formação de quadrilha, furto e dano ao patrimônio; Alex Sandro Araújo Caetano por roubo; e Rafael Braga Vieira por porte de uma bomba caseira. O bairro de Laranjeiras, na Zona Sul, conhecido pela tranquilidade, virou cenário de manifestações por abrigar o Palácio Guanabara, sede do poder estadual, e o bairro tem sido alvo de ações frequentes de vândalos. Os comerciantes da região estão assustados e cobram das autoridades mais segurança. “A autoridade tem que se impor. A polícia tem que intervir, tem que fazer a sua parte”, disse Domenico Costanza. As principais entidades empresariais do Rio vão se reunir na próxima segunda- feira (2) em busca de uma solução para os comerciantes. Devem participar do encontro representantes dos hotéis e da Associação Comercial do Rio. O presidente da entidade cobra uma ação mais eficaz do estado contra os vândalos. “O movimento de insegurança está transformando o Rio em uma cidade de tapumes. É preciso que a polícia esteja ostensivamente presente para reprimir aqueles que desobedecem a lei", disse Antenor Barros Leal, presidente da Associação Comercial do Rio. Para o criminalista José Carlos Tórtima, a polícia já deveria saber quem são os vândalos reincidentes em depredações. "Identificação dessas pessoas seria o primeiro passo para o mecanismo de inibição de condutas da mesma natureza", disse. Atividade Comentada 2 21 O Ministério Público do Rio informou que o grupo de trabalho criado para combater a ação de vândalos tem investigações em andamento. A Polícia Civil afirmou que está trabalhando desde a primeira manifestação e destacou que os crimes de formação de quadrilha e dano ao patrimônio são afiançáveis. A Prefeitura do Rio estima que precisará gastar R$ 4 milhões para recuperar todo o patrimônio público destruído pelos vândalos. (Disponível em: http://g1.globo.com/rio-de-janeiro/noticia/2013/08/dos-60-presos-em-protestos-no- rio-apenas-quatro-continuam-detidos.html. Acesso em: 05/09/2013) 1) Da notícia em estudo, informe: a) O fato principal: A prisão dos manifestantes. b) As pessoas envolvidas: Rodrigues Rosa, Aleksandro Xavier, Alex Sandro, Rafael Braga. c) Quando ocorreu o fato: Desde o início das manifestações. d) O lugar onde ocorreu o fato: Laranjeiras, na Zona Sul do Rio de Janeiro. e) Como ocorreu o fato: Pela realização de crimes de baixo potencial ofensivo. f) Por que o fato aconteceu: Pela prática de atos de vandalismo. 2) Destaque do texto: a) Um trecho narrativo: O bairro tem sido alvo de ações frequentes de vândalos. b) Um trecho descritivo: O bairro de Laranjeiras, na Zona Sul, conhecido pela tranquilidade. 3) Segundo a notícia, quatro homens permanecem detidos. Por quais crimes eles foram enquadrados? Rodrigues Rosa dos Santos: furto qualificado; Aleksandro Xavier da Conceição: formação de quadrilha, furto e dano ao patrimônio; Alex Sandro Araújo Caetano: roubo; e Rafael Braga Vieira: porte de bomba caseira. 22 Você já parou para perceber que as escolhas que fazemos ao redigir um texto podem contribuir na construção do seu significado? Pense na seguinte situação: você vai narrar uma história, mas não sabe exatamente quando aconteceu. Para isso, você conta com três opções de tempos verbais e precisa escolher dentre uma deles: presente, pretérito e futuro. Observe, a seguir, a mesma história contata nesses três tempos verbais. História 1 – Presente Um funcionário público de Veneza, noite e dia, dia e noite, reza e implora para que seu Santo o faça ganhar sozinho na Loteria, cujo valor pode fazê-lo realizar todos os seus desejos e vontades. Passam os dias, as semanas, os meses e os anos. E nada acontece. Até que, no dia do Santo, de tanto que seu fiel devoto chora e implora, o Santo surge do nada e, numa voz de desespero e raiva, grita para que primeiramente compre o bilhete. História 2 – Pretérito Um funcionário público de Veneza, noite e dia, dia e noite, rezou e implorou para que seu Santo o fizesse ganhar sozinho na Loteria, cujo valor poderia fazê-lo realizar todos os seus desejos e vontades. Passaram os dias, as semanas, os meses e os anos. E nada aconteceu. Até que, no dia do Santo, de tanto que seu fiel devoto chorou e implorou, o Santo surgiu do nada e, numa voz de desespero e raiva, gritou para que primeiramente compre o bilhete. História 3 – Futuro Um funcionário público de Veneza, noite e dia, dia e noite, rezará e implorará para que seu Santo o faça ganhar sozinho na Loteria, cujo valor poderá fazê-lo realizar todos os seus desejos e vontades. Passarão os dias, as semanas, os meses e os anos. E nada acontecerá. Até que, no dia do Santo, de tanto que seu fiel devoto chorará e Aula 3: Aconteceu, virou manchete! 23 implorará, o Santo surgirá do nada e, numa voz de desespero e raiva, gritará para que primeiramente compre o bilhete. Observe que, das três opções sugeridas, é a História 2 a que mais perfeitamente transmite e respeita a ideia de que a narrativa explora fatos já acontecidos. Assim, os verbos no pretérito, indicando que o processo ocorreu antes em um tempo anterior àquele em que se fala, são mais comumente utilizados em notícias e reportagens. Já, nas entrevistas, que podem fazer um panorama completo da vida do entrevistado, é comum aparecerem os três tempos verbais – presente, pretérito e futuro, acompanhando a progressão das perguntas e respostas. Vamos relembrar as noções de tempo e modo dos verbos, observando os usos que deles são feitos? 1. Modo Indicativo: Exprime atitude de certeza do falante perante o que relata. É o mais comum nos gêneros jornalísticos, visto que notícias e reportagens pressupõem um acompanhamento dos fatos e/ou um amplo processo de pesquisa a respeito do assunto, demarcando um compromisso com a verdade. 1.1 Presente: Indica que a ação ocorre no mesmo momento em que se fala. 1.2 Pretérito: Indica que a ação ocorreu antes do momento em que se fala. * Pretérito Perfeito: Remete a uma ação passada totalmente concluída. * Pretérito Imperfeito: Remete a uma ação passada não plenamente concluída ou que teve uma duração mais longa no passado * Pretérito Mais-que-Perfeito: Remete a uma ação passada anterior a outro processo também passado. 1.3 Futuro: Indica que a ação ainda irá ocorrer em momento posterior àquele em que se fala. * Futuro do Presente: indica uma ação futura, a partir de um referencial presente. * Futuro do Pretérito: indica uma ação futura, a partir de um referencial passado. 24 2. Modo Subjuntivo: Exprime atitude de incerteza ou condicionamento do falante diante do que relata. Pode aparecer nos gêneros jornalísticos quando se enunciar uma condição para que determinado fato não ocorresse da forma relatada, mas de alguma outra. Exemplo: Se o motorista não estivesse embriagado, talvez o acidente fatal não tivesse ocorrido. Nas entrevistas, pode aparecer nas reflexões do entrevistador ou do entrevistado. 3. Modo Imperativo: Exprime atitude de ordem ou solicitação. Entre os gêneros presentes nos jornais e revistas, é recorrente nas propagandas, que procuram convencer os leitores a adquiriremdeterminado produto ou contratarem dado serviço. Levando-se em consideração o uso dos tempos e modos verbais, é fundamental saber reconhecê-los e utilizá-los nos gêneros textuais produzidos. Agora, que tal praticarmos um pouco? Então, vamos à atividade. Em caso de dúvidas, retorne às explicações. 25 Leia o texto abaixo e responda às questões a seguir: Bigodudos! Saiba que os bigodes são muitos úteis para os gatos e até revelam o humor desses animais. Na história do Gato de Botas, o bichano convence seu amo a lhe comprar um calçado e um saco com a promessa de ajudá-lo. Mas, na vida real, os gatos precisam mesmo é da ajuda dos bigodes para fazer uma porção de coisas! Quem me contou isso foi a bióloga Débora Boccacino. Os pelos que formam os bigodes dos gatos, acredite, são de um tipo especial e se chamam vibrissas. Mas, se você reparar, verá que pelos assim não estão apenas sobre os lábios desses felinos. Também estão presentes sobre os olhos, no queixo e na ponta das orelhas dos bichanos. Observe só! Na raiz de cada vibrissa, existem células sensoriais que enviam informações do ambiente para o cérebro. E é por isso que esses pelos são tão úteis aos felinos. Essas células são bastante sensíveis e ajudam os gatos a se orientar, pois captam mínimas vibrações do ar. É por isso que mesmo com os olhos fechados os bichanos sentem a nossa presença! A largura dos bigodes dos gatos também os auxilia bastante. Afinal, eles são mais largos do que o corpo do animal. “Com isso, o felino consegue medir os locais por onde quer passar, como se fosse uma régua natural”. Apesar de os bigodes serem tão úteis, existe uma raça de gato chamada Sphynx que pode nascer sem bigodes. Isso porque esses felinos praticamente não têm pelos no corpo: eles são tão curtinhos que mal dá para notar. Não ter bigodes não afeta muito a vida desses bichanos, criados para ficar dentro de casa. Mas fique sabendo que, na vida selvagem, os bigodes são essenciais. Não apenas para os gatos, mas para os felinos em geral! Atividade Comentada 3 26 Ah! E você sabia que os bigodes também revelam o humor dos gatos? “Quando estão mais baixos e para a frente, eles demonstram relaxamento”, conta Débora. “Já se estiverem mais eriçados e próximos ao rosto, representam uma postura defensiva ou agressiva”. Bom saber! Agora, toda vez que eu encontrar um bichano com o bigode abaixado, vou aproveitar para fazer carinho! (Disponível em: http://portaldoprofessor.mec.gov.br/fichaTecnicaAula.html?aula=28643. Acesso em: 05/09/2013.) 1) Em sua opinião, o texto acima é uma notícia ou uma reportagem? Trata-se de uma reportagem, pois não narra um fato, mas explica um acontecimento. 2) De que trata o texto lido? O texto comenta sobre o bigode dos gatos. 3) Como se chamam os pelos do nariz do gato? Esses pelos também podem ser encontrados em outras partes do corpo dos felinos. Que partes são essas? Chamam-se vibrissas e podem ser encontrados nos olhos, no queixo e na ponta das orelhas dos bichanos. 4) Observe as formas verbais empregadas na reportagem em estudo: a) Que tempo verbal predomina? O tempo verbal predominante é o presente do indicativo. b) Por que há predomínio desse tempo verbal? Porque o repórter está divulgando um conhecimento, adquirido por meio de pesquisas, que pode auxiliar a compreender o comportamento dos felinos no mundo em que se vive. 27 As entrevistas escritas são textos constituídos em forma de diálogo, nos quais o entrevistador direciona ao entrevistado uma série de perguntas a respeito de sua vida, de sua profissão, de seus sonhos e ideais, de seus projetos e anseios. Como um texto dialogado, há sempre, pelo menos, duas pessoas envolvidas, e é conveniente saber diferenciar o locutor e o interlocutor desse texto, para que não se confundam os papéis. Você já deve ter notado, ao se deparar com uma entrevista, que a diagramação contribui para diferenciar locutor e interlocutor, entrevistador e entrevistado. No entanto, além dos fatores gráficos, há marcas linguísticas que também auxiliam nessa identificação. Vamos ver isso? Então, leia com atenção o exemplo a seguir: Robson Caetano foi comentarista da Rede Globo e da SporTV por 10 anos e recentemente assinou com a Rede Record. Nesta entrevista exclusiva, o ex-atleta nos conta sobre sua experiência no esporte, importantes medalhas que ganhou e sobre sua vida de empresário. 1. Como surgiu o esporte na sua vida? De maneira natural, pois como todo menino eu tinha o sonho de jogar futebol e ser como o Sócrates na Seleção Brasileira, que, apesar da altura, era bom de bola e dava ótimos passes de calcanhar. Eu pensava em jogar futebol por isso, mas durante um rachão com vários meninos lá na Fazenda Botafogo, uma técnica de atletismo chamada Sonia Ricette passou bem na hora em que eu estava dando um pique para alcançar uma bola. Então o convite foi feito e, desde 1978, eu tive a chance de ser escolhido pelo esporte para estar em um grupo seleto de atletas que integraram seleção e foram a várias Olimpíadas. Aula 4: De frente com você 28 2. Você foi comentarista da Rede Globo e da SporTV por 10 anos e agora está na Record para a cobertura do Pan Americano de 2011 e da Olimpíada 2012. Como esta transição de emissoras? Estou num ambiente que conheço muito bem e a televisão é algo que aprendi a respeitar, tanto como todos os profissionais envolvidos com transmissões e trabalhos menores, porém de grande importância também. Por isso minha transição está sendo muito tranquila. Saí da Rede Globo pela porta da frente sem rugas, mágoas e ainda tenho por essa emissora, que me ensinou tudo que sei de TV, grandes amigos e muito respeito. A minha vida agora é de ponte-aérea quase toda semana e de elaboração de um novo quadro para o “Esporte Fantástico”. 3. Quais são suas apostas nas próximas edições do Pan Americano e dos jogos olímpicos? Eu acredito muito em um novo talento que aprendeu a correr a prova dos 200 metros rasos, o Nilson de Oliveira, e a Fabiana Murer. No atletismo sempre há uma grande expectativa com a natação, pois o Pan é para o Brasil uma versão reduzida da Olimpíada, onde a quantidade de medalhas surpreende, mas não podemos comparar uma competição com a outra. 4. Você foi atleta profissional por mais de 20 anos e ganhou diversas medalhas importantes, inclusive duas medalhas olímpicas. Qual premiação você considera a mais importante? Qual é o momento mais inesquecível até hoje? Eu posso dizer que a medalha mais importante não existe, pois todas fizeram parte de uma estrada e todas elas têm sua importância, pois sem passar por sucessos menores não se chega a gloria olímpica ou mundial. Então, em 23 anos de carreira todas possuem o mesmo valor e o momento mais importante de minha vida foi quando eu venci uma competição em São Paulo, em 1987, pois pude apresentar a todas aquelas pessoas no estádio Ícaro de Castro Mello, com mais de 25 mil pessoas, 29 o meu filho Gabriel, que estava com menos de 1 ano. Naquele momento eu me realizei como atleta e como homem. 5. Conte um pouco sobre a Robson Caetano Produções & Eventos. É uma empresa com profissionais que querem fazer a diferença no tratamento e no atendimento à atletas, empresários e celebridades, oferecendo serviços de coaching, assessoria, empresariado e também ampliando para o lado social com o Instituto Robson Caetano, que tem como intuito amparar jovens em situação de risco e pessoas que sofrem maus tratos domiciliares. E o mais importante: nós somos uma empresa de publicidade e eventos de vanguarda muito jovem, claro, porém com uma profissionais competentes. 6. Você participaria de um reality show? Já surgiu algum convite?Desde que com o consentimento de minha emissora e de minha advogada e empresaria eu participaria sim, afinal até já participei da Dança dos Famosos, no “Domingão do Faustão”. Na época da “Casa dos Artistas” chegou a surgir um convite, mas tinha acabado de assinar com a Rede Globo e não podia arriscar minha carreira ali para satisfazer meu ego, afinal tenho dois filhos pra cuidar e não posso me dar ao luxo de pensar apenas em mim. 7. O que é ficar 10 para você? Ficar em meu canto curtindo um esporte na TV, jogar golfe, fazer voo livre, ler livros de Rubem Braga ou simplesmente dar pitaco nas obras que acontecem em casa. 8. Pratica exercícios todos os dias? Agora não, pois estou ficando meio velho para ficar cultuando o corpo, pois acho que a beleza se vai e o que fica são os valores que a vida te proporciona através das lições 30 que ela te dá e o corpo cansado e marcado acaba sendo o sinal de que está na hora de pensar mais e deixar a imaginação ser a dona das coisas. 9. Qual seu cuidado com a alimentação? Eu nunca fui muito disciplinado no que diz respeito à alimentação, pois me considero um atleta do século passado… Na minha época, todas as coisas eram testadas e a nutrição era apenas para fisiculturistas e começou a ser mais utilizada quando o trabalho de alteres passou a fazer parte integral da preparação dos atletas de alto rendimento, portanto era meu no meu “arroz com feijão” que as coisas aconteciam para mim e devo dizer que deu certo! 10. Segue algum regime ou cardápio? Eu me alimento quando tenho fome, ou seja, estou sempre comendo alguma coisa e não tenho nenhum tipo de dieta específica, mas se tem uma que eu gosto muito é o bom e velho feijão com arroz e um creme de abóbora. (Disponível em: http://fique10.wordpress.com/category/entrevistas-com-famosos-oque-e-ficar-10-pra- vc/. Acesso em: 05/09/2013) Observando a diagramação do texto, veja que o uso do negrito identifica a fala do entrevistado, enquanto o uso de letras sem nenhum destaque identifica a fala do entrevistador. No entanto, isso não é uma constante nas entrevistas transcritas, dependendo das orientações de formatação de cada Jornal ou Revista. É possível ver entrevistas que utilizam o negrito para destacar a fala do entrevistador e o itálico para a fala do entrevistado; outras que demarcam as falas dos envolvidos com as siglas dos seus nomes, além de utilizar o negrito para destacar a expressão de um dos interlocutores. Indo para o campo linguístico, veja que os verbos utilizados na fala do entrevistador estão sempre na terceira pessoa do singular (ou do plural, no caso de haver mais de um entrevistado): conte, pratica, segue, participaria. Contrariamente, os 31 verbos utilizados na fala do entrevistado estão sempre na primeira pessoa do singular (ou do plural, para o caso de haver mais de um entrevistado): alimento, acredito, gosto, estou. Da mesma forma, os pronomes utilizados pelo entrevistador se referem sempre à terceira pessoa – você, seu, suas, ao passo que os pronomes utilizados pelo entrevistado se referem sempre à primeira pessoa – eu, mim, me. ATENÇÃO: Na resposta à pergunta 8, o entrevistado faz uso da segunda pessoa do singular, em “a beleza se vai e o que fica são os valores que a vida te proporciona através das lições que ela te dá”, mas a utiliza de forma genérica, incluindo-se nesta segunda pessoa como a todos os seus ouvintes, leitores e expectadores. Com todas essas informações, vamos ver se você já consegue realizar algumas atividades? Mãos à obra! Em caso de dúvidas, retorne às explicações. 32 Leia o texto abaixo e responda às questões propostas: Thalita Rebouças é um fenômeno da literatura atual. Voltada para o público jovem, a autora virou uma Estrela entre os adolescentes com seus livros engraçados, de textos leves e que fazem todos os jovens se identificarem com cada um deles. Eu tive a oportunidade de conversar com ela por e-mail, que me respondeu a essa entrevista da melhor forma possível. Então venham vocês dar uma conferida na minha entrevista com a autora: Luís Guilherme: Thalita assim que o Jornal Extra lançou o projeto "6quesabem" (Conselho Jovem do Jornal), você deu uma declaração apoiando o projeto. O que você acha de projetos que incentivam os jovens a lerem, escreverem e se expressarem, como o "6quesabem"? Thalita Rebouças: Acho importantíssimo que as grandes empresas, sejam elas jornalísticas ou não, deem oportunidades aos jovens. Apoiei e sempre estarei ao lado daqueles que tiverem esse tipo de iniciativa. LG: O que te chamou atenção para escrever para o público jovem? Por que eles? Os jovens de hoje estão mais interessados na leitura e escrita? TR: Na verdade eu não escolhi o meu público, fui escolhida por ele. O meu primeiro livro, "Traição Entre Amigas", era voltado para um público mais velho, de 18 a 25 anos. Mas quem amou foi o público adolescente e eu acabei me encantando por ele. Acho que os jovens leem mais hoje do que antes, e acho que isso começou com o fenômeno Harry Potter. Atividade Comentada 4 33 LG: Você tem mais de 1 milhão de livros vendidos, é referência no ramo da literatura, tem produtos com seu nome e seus livros vão virar peças teatrais, filmes e série de TV. Seus livros começaram a ser traduzidos para outros países, tudo isso obviamente é um grande sonho que você realizou. Com tantas conquistas eu te pergunto: Por que você acha que tudo deu tão certo? Ainda falta alguma coisa pra se realizar na sua vida? Ainda existem sonhos? TR: Eu sou publicada em Portugal apenas, mas o meu sonho é ser publicada em vários países, estou batalhando muito para isso. Mas já realizei o sonho de ser reconhecida pelo meu trabalho, de fazer o que eu amo e viver disso. Isso é muito gratificante. Dá mais forças pra sonhar e batalhar pelos sonhos. LG: Ainda existem novidades para esse ano? Temos livros novos chegando pra gente? O que vem por aí? TR: Tenho sim. Em novembro vou lançar um livro com as minhas melhores crônicas publicadas no meu blog, o blogdathalita.com. São crônicas sobre o cotidiano, um livro para rir, e para todas as idades. LG: Nosso blog é voltado para o público jovem assim como seus livros. Qual a mensagem que você deixa para nós? TR: Leiam muito e sempre acreditem nos seus sonhos, pois eles podem se realizar! (Disponível em: http://extra.globo.com/noticias/seis-que-sabem/entrevista-com-thalita-reboucas- 5903761.html#ixzz2WbPV3TOK. Acesso em: 05/09/2013) 1) A entrevista, assim como a notícia e a reportagem, é um gênero jornalístico. Na entrevista em estudo, identifique: a) O entrevistador: Luís Guilherme b) O entrevistado: Thalita Rebouças 34 c) A profissão do entrevistado: Escritora 2) Na entrevista em estudo, indique: a) As características de diagramação e formatação que auxiliam a diferenciar o entrevistador e o entrevistado: Uso de siglas antes da fala de cada interlocutor (LG, para marcar a fala do entrevistador, e TR, para marcar a fala de Thalita Rebouças); uso do negrito na fala do entrevistador e ausência de destaque gráfico na fala da entrevistada. b) As marcas linguísticas que diferenciam o entrevistador e o entrevistado: Uso da terceira pessoa do singular na fala do entrevistador, referindo-se ao entrevistado; uso de pronomes como você e te, variação entre segunda e terceira pessoas do singular recorrente em língua portuguesa, referindo-se ambos ao entrevistado; uso de pronomes como eu, me e meu na fala da entrevistada; uso de verbos na primeira pessoa do singular na fala da entrevistada, como acho, tenho, escolhi e apoiei. 3) Segundo Thalita Rebouças, por que escrever para o público jovem? a) Porque os jovens estão mais interessadosna leitura e na escrita. b) Porque ela escolheu se dedicar ao público jovem. c) Porque o público jovem simpatizou com o seu primeiro livro e ela se encantou pelos adolescentes. d) Porque é importante dar oportunidades aos jovens. 4) Qual o fenômeno da literatura infanto-juvenil que parece, segundo a autora, ter levado os jovens a entrar mais em contato com a leitura? a) O lançamento de seu livro, Traição entre amigas. b) O Fenômeno Harry Potter. 35 c) A Saga Crepúsculo. d) Percy Jackson. 5) Na introdução da entrevista, Luís Guilherme declara que conversou com Thalita Rebouças por e-mail, mas essa não é a única forma para realizar entrevistas. Em sua opinião, quais os outros meios existentes para entrevistar uma pessoa? Podemos entrevistar pessoalmente, por telefone, através de cartas ou via fax. 6) Se você tivesse a oportunidade de se encontrar com seu ídolo, seja ele um jogador de futebol, um artista, um escritor, um ator de cinema ou televisão, um cantor ou cantora, que perguntas faria a ele? Elabore, no mínimo, três perguntas, que lhe ajudariam a sanar curiosidades a respeito da vida e do trabalho dessa pessoa, e as escreva abaixo: Professor Aplicador, esta resposta é livre. Deixe que os alunos perguntem a seus ídolos o que mais lhes deixa curiosos. No momento da correção, se necessário, apenas aponte as dificuldades ortográficas existentes, bem como as dificuldades referentes ao uso da pontuação. 7) Retire do texto o trecho que expressa os sonhos que a autora Thalita Rebouças ainda nutre a respeito de sua vida profissional. “Eu sou publicada em Portugal apenas, mas o meu sonho é ser publicada em vários países, estou batalhando muito para isso”. 36 Ao tratarmos das notícias e das reportagens, vimos que, para ampliar o enfoque sobre o fato relatado ou o conhecimento exposto, é comum que os jornalistas e repórteres recorram a entrevistas de pessoas envolvidas com eles. Ao redigirem a notícia ou a reportagem, citam o discurso de algumas dessas pessoas, fundamentando, assim, o que escrevem. Existem duas formas de apresentar o discurso de pessoas entrevistadas em um texto: através de discurso direto ou através do discurso indireto. Vamos aprender a diferenciá-los? O discurso direto confere voz às pessoas, reproduzindo fielmente suas falas e permitindo que alguns traços de sua personalidade sejam destacados no texto. Pode ser visto nas entrevistas, gênero em que as personagens – no caso, entrevistador e entrevistado – falam por si mesmas, sem nenhuma mediação. Verbos como dizer, falar e perguntar servem para introduzir as falas, sendo comum a presença de travessões (– ), dois pontos (:), aspas (“ ”) e exclamações (!) nessa reprodução. O discurso indireto é a tradução da fala das personagens nas palavras do narrador, que apresenta a fala e a reação das personagens, relatando-as em terceira pessoa. É comum aparecer em notícias e reportagens, quando não há citação literal da fala do entrevistado. Nesse caso, também costumam aparecer os verbos dizer, falar e perguntar, mas eles são seguidos por uma oração iniciada pela conjunção integrante que: “A prefeitura do Rio informou que considera legítimo o direito de as pessoas protestarem contra o que não acham correto no governo”. Depois de mais essa aula, já podemos praticar um pouco. Vamos para a atividade? Aula 5: Olha quem está falando! 37 Observe o texto abaixo e faça o que se pede: Homem violenta menor no Vinhais Vizinha da vítima viu tudo e denunciou Sob suspeitas de violentar uma menor, Francisco Thadeu Vieira, 29, foi preso em sua casa, no bairro do Vinhais. Ao ser acusado por suposta testemunha ocular, policiais da delegacia de plantão do bairro fizeram diligência para apurar os fatos. Revoltada, disse a testemunha: “Ver um homem desse violentando uma menor foi a pior experiência que eu já passei”. Não querendo se identificar, mulher disse que viu quando o acusado chamou para um terreno desocupado a menor que morava na sua vizinhança: “Achei estranho um homem bem apresentado levando uma conhecida menor para o descampado”, disse. Sem coragem para intervir, pois, segundo ela, ficou em estado de pânico, saiu rapidamente do local. O desfecho da apuração ainda está sendo investigado. (Disponível em: http://lcoe.wordpress.com/2009/04/01/o-discurso-direto-e-o-indireto-na-noticia/. Acesso em: 30/08/13) 1) De que trata a notícia? A notícia trata de um caso de violência sexual contra uma menor. 2) Qual a importância da fala da testemunha na notícia? A fala da testemunha confere credibilidade à notícia. Afinal, como o caso ainda não foi totalmente apurado, o relato dessa mulher, vizinha da vítima, é a única informação que se tem sobre o suposto crime. 3) Observe que, neste mesmo texto, há trechos em discurso direto e trechos em discurso indireto. Destaque: a) Um exemplo de discurso direto: Atividade Comentada 5 38 “Achei estranho um homem bem apresentado levando uma conhecida menor para o descampado”. b) Um exemplo de discurso indireto: “Não querendo se identificar, mulher disse que viu quando o acusado chamou para um terreno desocupado a menor que morava na sua vizinhança”. 4) Observe os trechos abaixo e faça as modificações necessárias para passá-los: a) Para o discurso indireto: Revoltada, disse a testemunha: “ver um homem desse violentando uma menor foi a pior experiência que eu já passei”. Revoltada, a testemunha afirmou que ver um homem violentando uma menor foi a pior experiência que já passou. b) Para o discurso direto: “Sem coragem para intervir, pois, segundo ela, ficou em estado de pânico, saiu rapidamente do local”. Eu não tive coragem para intervir, fiquei em estado de pânico e saí dali correndo. 39 Como vimos anteriormente, as notícias, principalmente, mas também as reportagens e as entrevistas, precisam contemplar informações que contextualizem os fatos que estão sendo divulgados. Essas informações ajudam a situar o leitor no contexto da notícia, indicando as circunstâncias em que ocorreram os fatos. Às expressões e palavras que determinam essas circunstâncias, damos o nome de adjuntos adverbiais. Observe as frases abaixo, retiradas de textos já trabalhados nas aulas anteriores: “Um incêndio destruiu a cadeia pública de Rio Piracicaba na terça-feira”. “Durante o tumulto, cerca de 80 PMs se refugiaram no prédio da ALERJ”. “A polícia colombiana utilizou gás lacrimogêneo e jatos de água para dispersar milhares de manifestantes que se reuniram nesta quinta-feira (29) na Praça Bolívar, no centro de Bogotá, em apoio à greve do setor agropecuário”. Os termos destacados indicam as circunstâncias de finalidade, de tempo, de motivo e de lugar aos elementos verbais a que se referem. Eles vêm associados aos verbos, embora possam estar também associados a adjetivos ou a outros advérbios. Vamos classificar cada caso? * na terça-feira: tempo * no prédio da ALERJ: lugar * para dispersar milhares de manifestantes: finalidade * nesta quinta-feira: tempo * na Praça Bolívar, no Centro de Bogotá: lugar * em apoio à greve do setor agropecuário: motivo. Depois dessas informações, vamos ver se você já consegue realizar algumas atividades? Então, mãos à obra! Aula 6: Onde? Quando? Como? 40 Leia o texto abaixo, que consiste em uma entrevista com Luan Santana, conhecido cantor de sertanejo universitário, e responda às questões propostas: Confira entrevista exclusiva com o cantor sertanejo Luan Santana Em 2007, quando foi a Maringá (PR) fazer um show, o cantor Luan Santana, encontrou a plateia quase vazia. No camarim, ficou pensando se valia a pena continuar em busca do sucesso. Resolveu seguiradiante e hoje, aos 19 anos, ele se apresenta para milhares de pessoas nos shows que faz pelo país. Já lançou três CDs e está preparando a gravação de seu segundo DVD. "Subir no palco e ver toda aquela galera cantando uma música que há uns dias estava em um pedaço de papel é emocionante", diz Luan. Na hora de compor, inclui nas letras situações que viveu. "A Música 'Chocolate', por exemplo, foi feita depois que recebi uma carta de fã que colava papel de bombons em vez de escrever", diz o músico, cantor do sucesso "Meteoro". Com quantos anos você começou a tocar violão? Luan: Ganhei meu primeiro violão quando eu tinha três anos, mas na verdade não sabia tocar, apenas brincava que estava tocando. Com o tempo fui tentando dedilhar alguma coisa e acabei fazendo aula, mas foi apenas um mês. Na verdade, aprendi a tocar sozinho. Seus pais também são músicos? Quem você acha que te influenciou a seguir essa profissão? Luan: Ninguém canta profissionalmente na família, mas meu pai sempre cantou nas festas de família, mas nada profissional. Ele nem seguiu a profissão. Cresci ouvindo música sertaneja, que é o que ele cantava, e aí comecei a cantar junto. Atividade Comentada 6 41 O que você gosta de fazer no seu tempo livre, quando não está no palco ou ensaiando? Luan: Gosto de jogar videogame ou pescar. Como é sua relação com os fãs mirins? Luan: Não imaginei que faria tanto sucesso entre o público infantil, aconteceu de forma natural. Achei muito legal, porque adoro crianças e acho que as entendo. Você também compõe. Sobre o que mais gosta de falar nas letras? Luan: Geralmente quando faço alguma música é em cima de alguma coisa que eu vivi, ou que meus amigos me contaram. Por exemplo, a música "Chocolate" eu fiz depois que recebi uma carta de fã que, em vez de escrever o que ela queria, colava o papel dos bombons. "Sempre com Você" eu fiz pra pedir uma garota em namoro, e deu certo. Quem são seus grandes ídolos na música? Luan: Zezé Di Camargo e Luciano. No dia 11 de dezembro, quando vou gravar meu segundo DVD, eles vão participar. Será muito emocionante dividir o palco com eles. Além de música sertaneja, que outros estilos você curte ouvir? Luan: Taylor Swift, Mc Fly. Qual o momento mais emocionante que já viveu no palco? Luan: Foi quando gravei meu primeiro DVD na minha cidade, Campo Grande (MS). Quando vi toda aquela galera, 85 mil pessoas ali na frente, foi emocionante demais. Luan Santana possui 750 mil seguidores no Twitter e seus vídeos são acessados diversas vezes no YouTube. Será que, como a canção que ele canta, Luan será apenas um meteoro, um sucesso passageiro? (Disponível em: http://www1.folha.uol.com.br/folhinha/836166-confira-entrevista-exclusiva-com-o- cantor-sertanejo-luan-santana.shtml. Acesso em: 30/08/2013.) 42 1) A partir da entrevista lida, indique: a) As características de diagramação e formatação que auxiliam a diferenciar o entrevistador e o entrevistado: O nome do entrevistado aparece sempre antes do começo de sua fala, que é transcrita sem nenhum destaque, enquanto a fala do entrevistador aparece em negrito. b) As marcas linguísticas que diferenciam entrevistador e entrevistado: Uso da terceira pessoa do singular na fala do entrevistador e da primeira pessoa na fala do entrevistado. 2) Quando Luan Santana começou a tocar violão? O cantor e compositor ganhou seu primeiro violão aos 3 anos de idade, mas só aprendeu com o tempo e praticamente sozinho. 3) Quais os temas preferidos do cantor em suas canções? Luan Santana gosta de falar de coisas que já viveu ou que seus amigos lhe contam. 4) De acordo com a entrevista, qual a maior emoção que esse jovem artista já viveu? A gravação de seu primeiro DVD em sua cidade natal para um público de 85 mil pessoas foi muito emocionante para ele. 5) Identifique, na fala do entrevistado exemplos de termos que indiquem as circunstâncias abaixo solicitadas: Algumas opções de respostas seriam: a) Modo: “De forma natural”, “geralmente” b) Tempo: “No dia 11 de dezembro”, “há uns dias”, “na hora de compor” c) Lugar: “No camarim”, “no palco”, “na minha cidade” 43 Caro Professor Aplicador, sugerimos algumas diferentes formas de avaliar as turmas que estão utilizando este material: Nas disciplinas em que os alunos participam da Avaliação do Saerjinho, pode-se utilizar a seguinte pontuação: Saerjinho: 2 pontos Avaliação: 5 pontos Pesquisa: 3 pontos As disciplinas que não participam da Avaliação do Saerjinho podem utilizar a participação dos alunos durante a leitura e execução das atividades do caderno como uma das três notas. Neste caso, teríamos: Participação: 2 pontos Avaliação: 5 pontos Pesquisa: 3 pontos Em meio a tiroteio na Maré, no Rio, Linha Vermelha fica sem luz Energia foi interrompida por aproximadamente 30 minutos, segundo PM. Polícia realiza operação na favela Parque União, no conjunto de favelas. A Linha Vermelha ficou sem iluminação por aproximadamente 30 minutos na altura do Conjunto de Favelas da Maré, Zona Norte do Rio, na noite desta sexta-feira (30). Segundo o comandante do Batalhão Especial de Vias Expressas (BPve), a energia já havia sido restabelecida por volta das 20h. Policiais do 22º BPM (Maré) realizavam uma operação na favela Parque União neste horário, e houve relatos de tiros no local. Até as 20h20, não havia informações sobre feridos. (Disponível em: http://g1.globo.com/rio-de-janeiro/transito/noticia/2013/08/em-meio-tiroteio-na- mare-no-rio-linha-vermelha-fica-sem-luz.html. Acesso em: 30/08/2013. Adaptado.) Responda às questões 1 a 4 com base na notícia em estudo: Avaliação 44 1) Identifique adjuntos adverbiais que imprimam as circunstâncias de: a) Tempo: na noite desta sexta-feira b) Lugar: na altura do Conjunto de Favelas da Maré 2) A notícia apresenta a fala do comandante do Batalhão, mas não diretamente. a) Reescreva esse exemplo de discurso indireto no texto: “Segundo informações do Batalhão Especial de Vias Expressas (BPVE), a energia já havia sido restabelecida por volta das 20h”. b) Agora, transforme essa passagem em discurso direto: “Por volta das 20h, a energia já havia sido restabelecida” – afirmou o Batalhão Especial de Vias Expressas. 3) Observe as formas verbais empregadas na notícia. Que tempo verbal predomina? Em sua opinião, porque há predomínio desse tempo verbal? Há predomínio do pretérito perfeito, porque a notícia relata fatos que já aconteceram. 4) A partir do texto, destaque: O fato principal: A falta de energia. As pessoas envolvidas: Policiais do 22º BPM (Maré). Quando ocorreu o fato: Na noite desta sexta-feira (30). O lugar onde ocorreu o fato: Na Linha Vermelha, na altura do Conjunto de Favelas da Maré. Como ocorreu o fato: Devido a um tiroteio na Maré. Por que o fato ocorreu: Porque policiais estavam realizando uma operação na Favela. 45 Leia a entrevista abaixo e faça o que se pede: Roberto Frejat: "Com certeza, vou ficar emocionado" - Edição 674 (09/08/2013) Lá se vão quase 30 anos desde que Roberto Frejat pisou pela primeira vez no palco do Rock in Rio, em 1985, na primeira edição do festival, com a banda Barão Vermelho, que tinha como vocalista Cazuza. Agora, o ex-parceiro, que morreu em 1990, é o grande homenageado da quinta edição do evento com Cazuza – O Poeta Está Vivo, show de abertura, no dia 13 de setembro, com a participação de Ney Matogrosso, Bebel Gilberto e Rogério Flausino, entre outros. Frejat, é claro, estará lá. Depois, repete a dose com seu show solo, no dia 20. Aos 51 anos, o cantor e guitarrista é um veterano do Rock in Rio. Em 2001, se apresentou ao lado do Barão e, em 2011, em espetáculo próprio que contou com o filho, Rafael,17 anos, tocando guitarra. Ele é pai ainda de Julia, 13, os dois do casamento com a empresária Alice Pellegatti, que já dura 26 anos. Dedicado, ele conta que leva a menina a shows de artistas como Demi Lovato e que compartilha com o filho sua coleção de 5 mil CDs. O diálogo é aberto, inclusive sobre o passado. “Experimentei todas (as drogas)”, afirma. “Meus filhos sabem claramente a minha história, não escondo nada.” QUEM: Ficou emocionado ao ser convidado para a homenagem a Cazuza no Rock in Rio? ROBERTO FREJAT: Fiquei muito feliz porque o Cazuza é uma figura importante dentro da história do rock brasileiro. Com certeza, vou ficar emocionado com o público cantando. Eu me vejo incluído ali, mas o importante é que é uma homenagem à trajetória completa do Cazuza. QUEM: O que você lembra do primeiro Rock in Rio, em 1985? RF: O tamanho do palco e a tecnologia, o equipamento que as bandas estrangeiras trouxeram de fora. Quando a gente terminava de tocar, os aplausos demoravam porque o público estava muito distante, tinha um atraso (risos). 46 QUEM: Ainda fica ansioso antes de um show? RF: Não. Fico muito concentrado no que vou fazer, até porque não tenho facilidade para decorar letras. Não uso teleprompter porque, se usar, aí mesmo que nunca mais vou decorar nada. Porque criaria uma preguiça cerebral. QUEM: Tem alguma música que você não aguenta mais tocar? RF: Meu desafio é entrar no palco, tocar Bete Balanço e conseguir tirar prazer disso. Você batalha para que as pessoas conheçam sua música, e quando elas adoram, não pode virar um sofrimento. Seria uma estupidez. O barato é exercitar o prazer de ainda tocar isso. (Disponível em: http://revistaquem.globo.com/Entrevista/noticia/2013/08/roberto-frejat-com-certeza- vou-ficar-emocionado.html. Acesso em: 30/08/2013. Fragmento adaptado.) 5) A partir da entrevista lida, identifique: a) O entrevistador: Revista Quem Acontece b) O entrevistado: Roberto Frejat c) A profissão do entrevistado: Cantor d) As características de diagramação e formatação que auxiliam a diferenciar o entrevistador e o entrevistado: O nome do entrevistado aparece sempre antes do começo de sua fala, que é transcrita sem nenhum destaque, enquanto a fala do entrevistador aparece em negrito. e) As marcas linguísticas que diferenciam o entrevistador e o entrevistado: Uso da terceira pessoa do singular na fala do entrevistador e da primeira pessoa na fala do entrevistado. 47 Caro professor aplicador, agora que os alunos já estudaram todos os principais assuntos relativos ao 2° bimestre, é hora de discutir um pouco sobre a importância deles e a pesquisa é uma oportunidade para referenciar experiências. Nesta seção, são apresentadas duas propostas que o aluno poderá responder após interagir com os colegas e, se possível, pesquisar na internet, jornais ou revistas. O contato com essas fontes de informação seria bastante útil para garantir maior proveito na atividade. Por essa razão, caro professor, se for inviável disponibilizar o acesso dos alunos a essas mídias, pode ser interessante deixá-los concluir essa etapa em casa. Esse é um momento no qual a busca do conhecimento é aguçada, trazendo o aluno para um universo diferente, onde as respostas buscadas se tornam desafios, tirando muitas vezes o aluno de um estado de acomodação e contribuindo para formar novos pesquisadores. I – No ano de 2016, serão realizados os Jogos Olímpicos em nosso país. Com os seus colegas, reúna todas as informações que tiverem a respeito. Pensem na importância desse momento, no que isso significa para o país, nas vantagens e desvantagens, nas grandes obras que têm sido feitas etc. Em seguida, organizem essas informações e elaborem, em grupo, uma reportagem sobre o tema. (Atenção: Desenvolva esta atividade em uma folha separada!) II – Vamos fazer uma entrevista? Monte um grupo com quatro pessoas e discutam a respeito dos Jogos Olímpicos! A partir do debate desenvolvido, elaborem, no máximo, cinco questões, e entrevistem outros colegas, os professores e seus familiares, procurando saber o que acham sobre as Olimpíadas e sobre o fato de sermos o próximo país a sediar os jogos em 2016. Dê asas à sua criatividade e à sua imaginação no momento de formular as perguntas! Pesquisa 48 (Atenção: Desenvolva esta atividade em uma folha separada!) Caro professor, em qualquer uma das propostas, o mais importante é valorizar a pesquisa e empenho do aluno em se informar a respeito do tema, organizar as ideias e desenvolver uma reportagem ou uma entrevista objetiva e bem estruturada. 49 [1] BRANDÃO, Sérgio Vieira. Laboratório do Jovem Escritor: Gêneros Literários e Narração. São Paulo: Paulinas, 2010. [2] CEREJA, William Roberto; MAGALHÃES, Thereza Cochar. Português: Linguagens. São Paulo: Atual, 2009. [3] MARCHUSCHI, Luiz Antônio. Gêneros textuais: definição e funcionalidade. In: DIONÍSIO, Ângela P.: MACHADO, Anna R.: BEZERRA, Maria A. (org) Gêneros e ensino. 2ª edição Rio de Janeiro: Lucena, 2003. [4] SAVIOLI, Francisco Platão. Gramática em 44 Lições com mais de 1700 Exercícios. São Paulo: Ática, 1984. Referências 50 COORDENADORES DO PROJETO Diretoria de Articulação Curricular Adriana Tavares Maurício Lessa Coordenação de Áreas do Conhecimento Bianca Neuberger Leda Raquel Costa da Silva Nascimento Fabiano Farias de Souza Peterson Soares da Silva Ivete Silva de Oliveira Marília Silva PROFESSORES ELABORADORES Andréia Alves Monteiro de Castro Aline Barcellos Lopes Plácido Flávia dos Santos Silva Gisele Heffner Leandro Nascimento Cristino Lívia Cristina Pereira de Souza Tatiana Jardim Gonçalves Equipe de Elaboração