Prévia do material em texto
Fisiologia da Sucção O contato dos lábios com o mamilo, chupeta ou dedo provoca os movimentos de sucção. Fenômeno de natureza reflexa – alimentar Fênomeno nato – apresenta-se precocemente Intrnsicamente vital Pode continuar até em estados avançados do coma. Visa a ingestão do leite. Desenvolvimento leva ao reflexo de mastigação – carácter adquirido (aprendido) MATURAÇÃO NEUROMUSCULAR PRÉ- NATAL Sistema neuromuscular não tem desenvolvimento uniforme Estruturas da boca se desenvolvem primeiro – funções vitais de sucção e deglutição do líquido aminiótico na barriga. No nascimento Seu sistema neuromuscular prestes para cumprir funções tão básicas como a respiração, a sucção e a deglutição do leite, que recebe através da amamentação, ao mesmo tempo que já pode defender-se com reflexos que têm esse propósito Tosse Espirro Vômito Regurgitação Boca detecta variações ambientais – mecânicas, químicas, térmicas. 11 SEMANA DE VIDA – DEGLUTIÇÃO Estimulação nasobucal Determina um reflexo muito geral Flexão lateral de corpo todo Resposta para estimulação labial localizada e aprimorada - manifestando reações faciais e oculares Estímulo da lábio superior -> resulta no fechamento da boca seguido de deglutição. 16 SEMANA – RESPIRAÇÃO Reflexo do vômito SUCÇÃO só pode ser perfeitamente detectada na 2 9. • semana, contudo, está totalmente aperfeiçoada na 32." Semana BOCA DO RECÉM NASCIDO Sensibilidade gustativa e tátil Reconhecimento de objetos A da boca é maior do que a polpa dos dedos Fronte línguo-labial A parte anterior da língua é sensível perante a estímulos mecânicos, posicionando-se entre os lábios. - PROPICIEPTORES Detecção ou conhecimento do mundo externo, no ponto de iniciação dos reflexos fundamentais. Formação reticular A partir dos receptores desse sistema linguolabial os reflexos se integram com a formação reticular, já formada regular a respiração, por uma parte, e por outra, a sucção, a deglutição, as posturas da cabeça e do pescoço, adotadas durante a amamentação. Boca é uma camada sensorial, tem receptores no: o palato mole, na parede posterior da faringe e na ATM. \Com a estimulação gera um influxo sensitivo para o sistema nervoso central que gera respostas musculares complexa visando a proteção e sobrevivência do recém nascido. MECÂNICA DA SUCÇÃO Três etapas consecutivas PRIMEIRA ETAPA A boca determina uma pressão negativa intrabucal Categoriza a sucção e permite a entrada de leite na boca. SEGUNDA ETAPA A boca determina uma pressão positiva. TERCEIRA ETAPA Permite-se o início da deglutição – passagem do leite sugado para faringe e esôfago. PRODUÇÃO DE PRESSÃO NEGATIVA INTRABUCAL – PRIMEIRA ETAPA A boca determina um vácuo, a pressão oral fica menor que a pressão atmosférica (de 2 a 4cmH20. – Fenômeno fundamental da sucção. O vácuo é possível por causa de fenômenos musculares, em 6 fases: 1. A mandíbula se situa em posição elevada Ação dos levantadores da mandíbula 2. Selamento anterior da boca ou linguo-labial Há uma convergência da língua com os lábios – por causa da elevação da mandíbula. - Possível pela contratilidade da musculatura intrínseca da língua. Genioglosso Contração de cooperação do músculo longitudinal superior Contração do orbicular dos lábios Secundariamente dos zigomáticos e levantador da comissura labial. 3. Selamento posterior da boca ou língua palatino Contração do esfíncter funcional linguo-palatino - Elevação da base da língua Palotoglosso Descenso do véu do palato- promovido pelo relaxamento do levantador do véu e da úvula Contração simultânea do tensor do véu palatino Câmera hermética fechada 4. Colher glóssica A língua promove uma depressão central: A base está muito elevada e a ponta se ergue para cima. Intervenção dos músculos linguais intrínsecos. Com isso: Mandíbula deprime Não há abertura posterior nem inferior da câmera bucal, gerando uma acentuação da depressão bucal = vácuo. vácuo da sucção seria apenas uma acentuação da pressão negativa intrabucal que as próprias estruturas bucais são capazes de estabelecer em condiçôes de repouso 5. Ingresso do leite dentro da boca ao pressionar o mamilo ou bico Contratilidade da musculatura perioral Orbicular dos lábios Bucinador 6. Depressão da base da língua Músculos infra-hióideos Abaixam, puxando o hióide Contração da musculatura supra hioidea - Milo-hióideo e do ventre anterior do digástrico Rebaixamento do corpo da língua e da mandíbular Exagera a pressão negativa intrabucal por ampliar o compartimento está fechado. II ETAPA – PROMOÇÃO DE PRESSÃO POSITIVA INTRA-ORAL A mandíbula se eleva tornando a pressão positiva (musculatura levantadora da mandíbula se contrai, músculos supraiodes contraem, puxam o hióide para cima| Tracionam a laringe – puxada pela musculatura infra-hióide relaxada, como o músculo tíreo-hióideo, tracionado no sentido da mandíbula e da língua. Pressão positiva determinada pelo posicionamento elevado da mandíbula e da língua Bucinador contraído No centro da língua tem mais pressão – a concavidade ganha convexidade jogando o leite para trás – função de êmbolo. III ETAPA – FASE DE DEGLUTIÇÃO Com muita pressão, abre-se o esfíncter línguo-palatino Orifício posterior da narina é tampado pelo véu do palato Oclusão do nariz palatino pelo levantador do véu e da úvula. Língua posterior deprime Contração do hipoglosso Leite vai para trás Posicionamento da epiglote com a laringe arremessada pra frente. Duas correntes a cada lado da epiglote para o acesso a laringe preenche os canais d´gua paraepiglóticos. REFLEXO DA SUCÇÃO Durante a sucção, quase simuntaneamente acontecem modificações resíratórias posturais e a deglutição então a resposta da formação reticular é complexa. Começa-se pelo sistema linguo-labial, os receptores táteis dos lábios detectam o bico levando os músculos labiais a se contrair em torno do mamilo resultando no selamento hermético, por causa da contração isotônica, dada pelo músculo orbicular do lábios e bucinador- excitados pelo nervo facial. Músculos labiais : orbicular dos lábios e controladores das comissuras. Com o selamento, o colo do mamilo é comprimido entre entre o rebordo gengival superior e a ponta da língua, cobrindo o rebordo gengival inferior com uma depressão da mandíbula e da língua. Para a depressão dos músculos da língua é necessário: Hioglosso Genioglosso Estiloglosso Palatoglosso e estilo-hióideo Que são inervados pelo nervo hipoglosso (XII) par e glossofaríngeo. Pode ser que esta tenha ondulações rítmicas para traz. Para a depressão da mandíbula é necessário: Ação dos músculos depressores da mandíbula, excitado pelo V par (trigêmeo). Músculos da mastigação Quando a mandíbula desce, o mamilo atinge um comprimento maior, assim, a sucção acontece pela diminuição da pressão intra-oral. Ou seja, o selamento labial (ação dos músculos bucinadores, e do lábio) e a depressão da língua e da mandíbula resultam na pressão negativa – primeira fase da sucção. A pressão intra-oral não é suficiente para o leite da mama saia e preencha a boca de leite, precisando do reflexo do aleitamento. Dois reflexos independentes e simultâneos bem coordenados e integrados, no lactente (sucção) e na gândula mamária (reflexo de aleitamento). Então, primeiro há uma exitação dos mecanorrecptores do sistema fronte-línguo labial que pela via aferente do trigêmeo determina Sensação línguolabial no tálamo através dos núcleos espinhal esensorial principal Aferências a formação reticular, no núcleo mesencefálico do trigêmeo que excita o núcleo supratrigeminal A excitação desse núcleo supratrigeminal faz: Resposta dos músculos faciais Orbicular dos lábios e bucinador principamente Resposta da língua Levanta e vai pra frente com uma depressão central Núcleo motor do trigêmeo estimula os motoneurnios depressores da mandíbula. Ou seja, gera uma resposta dos núcleos motores VII, XII e V levando ao selamento hermético. Mais atividade – bucinador Menor atividade – elevadores da mandíbula REFLEXO DE ALEITAMENTO Início da pressão do mamilo com a fronte línguo labial, gerando impulsos aferentes que vão para núcleos de sensibilidade talâmica e para Hipotálamo, núcleos supraóptico e paraventricular. Com a estimulação, secretam oxitocina que vai ser liberada na neuro-hipófise seguindo a via axonal do feixe supra-óptico-neuro-hipofisário. Assim, circula pelo sangue sendo fixada por receptores de membranas em estruturas sensíveis aos seus enfeitos, então os receptores das células mioepiteliais das glândulas mamárias captam essa ocitocina. Fazendo com que essas células se contraiam, pressionando o ácino glandular permitindo o esvaziamento do leite pelas vias galáctoferas. Oxitocina, além de ser recebida pelas células mioepitelias fazendo com que elas contraiam e permitam o esvaziamento do leite, faz o útero se contrair e age na musculatura lisa vascular aumentando a pressão arterial sistêmica. RITMICIDADE DA SUCÇÃO E DA DEGLUTIÇÃO A ritmicidade dos movimentos de sucção vem pela geração de fenômenos reflexos descontínuos originados nas estruturas bucais anteriores: lábio, língua e gengiva. Processo é repetido de acordo com o volume de líquido a ser succionado, nem sempre tem-se a terceira seção pode ser cumulativo depois de 2, 3 sucção uma deglutição única. Depende do Sistema Nervoso Central Padrão rítmico de descargas que levam a cada uma uma das fases com um padrão similar Porém, também existe o padrão rítmico neurogênico que envolve o sistema central. Estruturas reticulares seriam capazes de determinar o ritmo succional pela geração de impulsos alternados nas mesmas estruturas neurais que participam do processo de sucção. Não é possível dizer quais estruturas participam da geração de impulsos ritmados (marcapasso succional) mas seria semelhante ao da mastigação e deve estar localizado na Amigdala límbica ou corpo amdalóide. Além disso, a formação reticular bulbar deve ter alguma influência na terceira etapa ou um sistema sicronizador com o programa de padrão rítmico, pela coordenação com a respiração. e inclui movimentos mandibulares, da língua e dos lábios além do hióide e musculatura supra-hióidea, ou seja os mecanismos reflexos situados na fronte língua-labial, os receptores da base da língua e a estimulação dos proprioceptores dos canais paraepiglóticos também participam desse processo. REFLEXO DO CHORO, NO IDOSO E COMA CHORO O choro se deve a Mecanismos retiulares do tronco encefálico produzidos por estimulação diencefálica o que pertuba a resposta fisiológica da estimulação tátil do mamilo ou chupeta. No caso, quando a criança chora a câmera bucal não consegue fazer o selamento labial, a boca fica aberta e a língua fica separada do lábio inferior e do palato então não tem um sistema de câmeras bucal de pressão negativo então não tem resposta dos receptores que não geral estímulos aferentes nem pro tálamo nem pro núcleo responsável pela contração dos músculos e depressão da mandíbula e da língua Diminui-se a estabilidade do diâmetro das vias aéreas resultando em constrições irregulares durante a expiração do choro. COMA Persiste até a penúltima etapa do coma, em que o paciente ainda está em estado de alerta, a sucção ainda é mantida por causa do trabalho da formação reticular. IDOSO Grande importância no idoso desdentado para fazer sua alimentação.