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LÍNGUA PORTUGUESA 
8º ANO 
 
 
 
 
 
2º Corte Temporal 
MATERIAL DE APOIO 
PEDAGÓGICO 
 
2023 
 
 
 
SECRETARIA DE ESTADO DA EDUCAÇÃO 
 
 
Governador do Estado de Goiás 
Ronaldo Ramos Caiado 
 
Vice-Governador do Estado de Goiás 
Daniel Vilela 
 
Secretária de Estado da Educação 
Aparecida de Fátima Gavioli Soares Pereira 
 
Secretária-Adjunta 
Helena Da Costa Bezerra 
 
 
 
Diretora Pedagógica 
Márcia Rocha de Souza Antunes 
 
Superintendente de Educação Infantil e 
Ensino Fundamental 
Giselle Pereira Campos Faria 
 
Superintendente de Ensino Médio 
Osvany Da Costa Gundim Cardoso 
 
Superintendente de Segurança Escolar e 
Colégio Militar 
Cel Mauro Ferreira Vilela 
 
Superintendente de Desporto Educacional, 
Arte e Educação 
Marco Antônio Santos Maia 
 
Superintendente de Modalidades e Temáticas 
Especiais 
 
 
 
Diretor Administrativo e Financeiro 
Andros Roberto Barbosa 
 
Superintendente de Gestão Administrativa 
Leonardo de Lima Santos 
Superintendente de Gestão e 
Desenvolvimento de Pessoas 
Hudson Amarau De Oliveira 
 
Superintendente de Infraestrutura 
Gustavo de Morais Veiga Jardim 
 
Superintendente de Planejamento e Finanças 
Taís Gomes Manvailer 
 
Superintendente de Tecnologia 
Bruno Marques Correia 
 
 
 
 
Diretora de Política Educacional 
Patrícia Morais Coutinho 
 
Superintendente de Gestão Estratégica e 
Avaliação de Resultados 
Márcia Maria de Carvalho Pereira 
 
Superintendente do Programa Bolsa 
Educação 
Márcio Roberto Ribeiro Capitelli 
 
Superintendente de Apoio ao 
Desenvolvimento Curricular 
Nayra Claudinne Guedes Menezes Colombo 
 
Chefe do Núcleo de Recursos Didáticos 
Alessandra Oliveira de Almeida 
 
Coordenador de Recursos Didáticos para o 
Ensino Fundamental 
Evandro de Moura Rios 
 
Coordenadora de Recursos Didáticos para o 
Ensino Médio 
Edinalva Soares de Carvalho Oliveira 
 
 
 
 
 
 
Linguagens 
 
Fagner Barbosa Ribeiro – Língua Portuguesa 
Maria Magda Ribeiro – Língua Portuguesa 
Sandra de Mesquita – Língua Portuguesa 
Mileidy Pereira Morais – Língua Estrangeira/Inglês 
 
Matemática 
 
Alan Alves Ferreira 
Tayssa Tieni Vieira de Souza 
Fábio Rodrigues Lucena 
Luiz Felipe Ferreira de Morais 
 
Ciências Humanas 
 
Wanessa Santos Silva – Geografia 
Declyê Rezende de Faria Sodré – Geografia 
Jéssyka Priscilla Rodrigues Cruvinel – História 
 
Ciências da Natureza 
 
Bruno Nóbrega – Ciências da Natureza 
Lívio de Castro Pereira – Ciências da Natureza 
 
Revisão 
 
Alessandra Oliveira de Almeida 
Katiuscia Neves Almeida 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Colega Professor, 
 
Este material pedagógico é um compilado de aulas 
elaboradas a partir de habilidades do Documento Curricular 
para Goiás – DCGO, organizadas por turma e corte temporal. 
Seu objetivo é subsidiar o planejamento quinzenal do 
professor e, de forma alguma, substituir sua organização e 
planejamento. 
A partir destas aulas, você pode inserir outras 
habilidades complementares de modo que os objetos de 
conhecimento sejam desenvolvidos e a aprendizagem 
aconteça. 
Nesse sentido, este material pedagógico não tem 
caráter de livro didático e sim de instrumento de apoio ao 
trabalho pedagógico em sala de aula. 
 
Um excelente trabalho para você! 
 
 
SUMÁRIO 
 
 
Aula 6: Artigo de Opinião ................................................................... 5 
Respostas .............................................................................................. 12 
 
Aula 7: Estrutura e Linguagem de Autobiografia ............................. 13 
Respostas ............................................................................................... 20 
 
Aula 8: Retomando o Artigo de Opinião ............................................ 21 
Respostas ............................................................................................... 28 
 
Aula 9: Retomando o Gênero Textual Anúncio ............................... 29 
Respostas ............................................................................................... 37 
 
Aula 10: O Gênero Autobiografia ..................................................... 39 
Respostas ............................................................................................... 42 
 
 
5 
 
LÍNGUA PORTUGUESA 
AULA 6 
Objeto de conhecimento: Gêneros textuais: Artigo de opinião. Construção composicional, estratégia de leitura. Fono-
ortografia. 
Habilidades: (EF89LP03-A) Analisar textos de opinião (artigos de opinião, comentários, posts de blogs e de redes 
sociais, charges, memes, gifs etc.). (EF89LP03-B) Posicionar-se, de forma crítica e fundamentada, ética e respeitosa 
frente a fatos e opiniões relacionados a esses textos. (EF89LP04-A) Identificar e diferenciar opinião de fato. (EF08LP04) 
Utilizar, ao produzir textos do Campo Jornalístico-Midiático, conhecimentos linguísticos e gramaticais: ortografia, 
regências e concordâncias nominais e verbal, modos e tempos verbais, pontuação etc. (EF08LP03) Produzir artigos de 
opinião, tendo em vista o contexto de produção dado, a defesa de um ponto de vista, utilizando argumentos e contra-
argumentos e articuladores de coesão que marquem relações de oposição, contrastes, exemplificação e ênfase. 
 
Artigo de Opinião 
 
O artigo de opinião, trata de temas variados que estejam em evidência na mídia. Apresenta um 
posicionamento em relação a eles e faz referência constante a eventos de interesse social e a personalidades 
que se destaquem na política, na arte, nos esportes, na cultura e na ciência. 
O texto, no artigo de opinião, é bem objetivo e apresenta uma estrutura básica: título; parágrafo 
introdutório, no qual os elementos principais da ideia a ser retratada são evidenciados; desenvolvimento, no 
qual são expostos os argumentos em defesa de um ponto de vista; e conclusão, na qual ocorre o fechamento 
de todas as ideias abordadas ao longo do discurso. 
 
A seguir, faça a leitura do Artigo de Opinião para responder às atividades abaixo. 
 
Muitas pessoas estão recorrendo à tecnologia para viver normalmente, mesmo que isso exija o uso de 
medicamentos ou implantes. Então, em termos de tecnologia, será que somos tão normativos assim? Leia o 
artigo de opinião abaixo e posicione-se sobre ele. 
 
Você quer ser um ciborgue? 
 
Nossa integração com a tecnologia já está nos transformando numa outra espécie 
 
Como definir o ser humano? É o nosso corpo? Nosso genoma? Nosso comportamento? Nossa 
autoconsciência, nossa compaixão? Nossas mentes? Talvez todas essas opções e algumas outras? O que, agora, 
pode ser óbvio para a maioria das pessoas ficará cada vez menos, devido à integração progressiva de 
tecnologias dentro e fora dos nossos corpos. 
De acordo com o dicionário que vem no meu laptop, “transumanismo” é definido como “a crença ou 
teoria de que a espécie humana pode evoluir além de suas limitações atuais, físicas e mentais, especialmente 
através da ciência e da tecnologia”. Parece, sim, filme de ficção científica: pessoas voando com suas asas 
violeta, com pele translúcida, capazes de levantar carros com uma mão ou de ter uma memória prodigiosa. 
Se você insiste numa definição purista do que significa ser “humano”, criaturas de carne e osso sem 
intervenções de tecnologias externas, é hora de repensar sua posição: fora comunidades isoladas, poucos no 
mundo de hoje são humanos “puros”. 
Nossa integração com a tecnologia já está nos transformando numa outra espécie. 
Considere, por exemplo, os medicamentos. Se você toma algum remédio que muda a sua química, por 
exemplo, contra a depressão ou pressão alta, você não é o mesmo. Você é quem você era antes mais o 
medicamento. Apesar de essa transformação não ir muito além do nosso estado humano atual, é já uma 
mudança,que ajuda milhões de pessoas no mundo, prolongando a vida de muitas delas. 
 
 
6 
 
[...] 
E os implantes prostéticos? Transformaram positivamente a vida de milhões com problemas variados de 
locomoção, abrindo possibilidades que, até recentemente, eram impensáveis. Testemunho isso com frequência 
quando participo de corridas de obstáculos e de ultramaratonas e vejo atletas com uma perna prostética. 
Mas o que ocorre quando esses implantes produzem uma vantagem que vai além do que o corpo humano 
é capaz? Por exemplo, será que atletas com pernas prostéticas de fibras de carbono, desenhadas para produzir 
maior propulsão, devem competir com atletas que não usam esta tecnologia? 
[...] 
Estamos já na era transumana. [...] E o que dizer da nossa relação com os celulares? Eles são uma extensão 
de quem somos, indispensáveis na vida diária. 
Se esquecemos o nosso em casa, podemos ir ao desespero, “desconectados” do mundo: perdemos 
memória, nossa agenda de compromissos, a música de que gostamos, a câmera fotográfica, notícias, GPS, e-
mail, mídias sociais, jogos... Cada aplicativo que usamos, especialmente os que aumentam a funcionalidade e 
produtividade, é uma extensão de nossas faculdades mentais, parte de quem somos. 
[...] 
Nossos cérebros já não são apenas a massa cinzenta dentro de nossos crânios; seus tentáculos digitais 
espalham-se pelo mundo. Isso é bem diferente de uma ferramenta comum, ou um par de óculos. 
E o futuro? O transumanismo continuará a avançar. Tecnologias digitais, algumas incluindo a engenharia 
genética, serão implantadas nas nossas cabeças e corpos, ou usadas perifericamente, ampliando nossos 
sentidos e habilidade cognitiva. 
Alguns terão aplicações médicas espetaculares, por exemplo, ajudando pacientes que sofrem de 
degeneração macular. Outros irão modificar nossa relação sensorial com o mundo. Por que nos limitar a ver 
apenas uma pequena fração do espectro eletromagnético? Que tal enxergar no infravermelho? No ultravioleta? 
Vamos estender nossa audição, nossa memória, nosso sistema imunológico, nossa longevidade, nossa potência 
mental. 
A pergunta que ninguém respondeu ainda é o que isso vai fazer com a nossa espécie. Estamos tomando 
as rédeas da evolução em nossas próprias mãos, nos reinventando como espécie. Recentemente, abordamos 
alguns aspectos negativos disso aqui, em particular com relação à nossa escravidão viciante pelas telas. 
Será que nosso destino é, então, nos tornar menos humanos? Parece que sim, se bem que “menos” talvez 
seja uma qualificação equivocada. Estamos, sim, nos transformando numa nova espécie, e é difícil prever onde 
isso vai dar sem incluir algum exagero alarmista. 
Cada vez que instalamos mais um aplicativo, podemos esperar ao menos que seja lá no que vamos nos 
tornar, ou no que alguns vão se tornar, que sejam sábios o suficiente para lidar com as desigualdades que 
certamente vão ocorrer e vão exacerbar tensões sociais. Afinal, não queremos imitar o modelo do Admirável 
novo mundo, separando a sociedade entre os super-humanos e os meramente humanos. 
 
Marcelo Gleiser 
Professor de Física e Astronomia na Universidade Dartmouth 
(EUA), autor de “A simples beleza do inesperado”. 
 
Disponível em: https://www1.folha.uol.com.br/colunas/marcelogleiser/2018/08/voce-quer-ser-um-ciborgue.shtml. Acesso em 20 de mar. de 2022. 
 
ATIVIDADES 
1. Por que o texto lido pode ser considerado um artigo de opinião? 
 
2. Onde é publicado o texto? Quem o escreveu? A quem se destina? 
 
3. Que ideia é defendida pelo autor do texto? 
 
 
7 
 
4. Cite dois exemplos de transumanismo apresentados pelo autor. 
 
5. Como é a linguagem do texto? Formal ou informal, simples ou técnica? Utiliza as regras convencionadas 
pela gramática normativa? Justifique. 
 
6. Qual a sua opinião em relação à linguagem utilizada por Marcelo Gleiser? 
 
7. Por que Marcelo Gleiser acaba seu texto citando o modelo do Admirável novo mundo? O que isso dá a 
entender, pelo contexto do artigo? 
 
8. No primeiro parágrafo do texto acima, apresenta-se uma expressão a qual utiliza-se o acento grave na 
função de crase. Identifique esta expressão e a reescreva. 
 
Como vimos na questão acima, há o uso do acento grave ( ` ) na função de crase. Logo, observa-se que 
crase acontece quando há a fusão ou contração de duas vogais “a” (a + a). Só que as duas letras “a” não podem 
ter a mesma função. A fusão é de uma preposição “a” com o artigo feminino “a” e, quando isso ocorre, é 
necessário o uso do acento grave para indicar que há crase. 
 
A (preposição) + A (artigo definido feminino) 
 
Por regra geral ocorre crase quando a palavra anterior necessitar de uma preposição (a) e a palavra 
seguinte pedir um artigo feminino (a). 
 
Ele se referia à filha da vizinha. 
Ele se referia a + a filha da vizinha. 
 
Uma dica importante é quando você tiver dúvida se antes do substantivo feminino utilizará crase ou é só 
um artigo acompanhando o substantivo definido feminino, faça assim: tente passar o substantivo feminino 
para o masculino e verifique se haverá contração da preposição “a” com o artigo “o”. Observe: 
 
Ele se referia ao filho da vizinha. 
 
Se quando você passar o substantivo para o masculino permanecer apenas o artigo “o” acompanhando o 
substantivo, sem que ocorra a contração, significa que não ocorre crase no feminino, pois não há preposição. 
Por exemplo: 
Ele não resolveu a questão. 
Ele não resolveu o problema. 
 
Casos em que ocorre crase 
 
 • Preposição “a” + “a” inicial dos pronomes demonstrativos aquele(s), aquela(s), e aquilo(s): 
 
Refiro-me àquela jornalista. 
Refiro-me àquele jornalista. 
 
Refiro-me àquilo. 
 
 
 
8 
 
 • Preposição “a” + artigo “a”: 
Assisti à solenidade. 
(Assisti a + a solenidade.) 
Não ocorre crase antes de: 
 • pronomes pessoais retos e oblíquos – Ofereci a ela assistência jurídica. 
 • pronomes de tratamento começados por possessivos – Entregarei a Vossa Majestade os documentos. 
 • pronomes indefinidos – Não conte o que aconteceu a ninguém! 
 • pronomes demonstrativos esta, essa – Já assisti a esta peça duas vezes! 
 • pronomes relativos cuja(s), quem – O livro a cuja autora fiz referência é este. 
 • expressões formadas por palavras repetidas – Gota a gota, face a face, frente a frente. 
 • palavras femininas no plural (se não houver artigo) – Assisti a palestras interessantíssimas! 
 • verbos – Tenho direito a viver, mas preciso me cuidar. 
 
Outros casos 
 • Na indicação de horas, para saber se ocorre crase, substitua o termo por “ao meio-dia”. Se der certo, é 
porque no termo original ocorre crase. 
Saí às treze horas. (Saí ao meio-dia.) 
 
 • Com nomes geográficos, junte ao nome do lugar “vim de” ou “vim da”. Se combinar este último termo, 
ocorre a crase. Observe. 
Irei a Brasília. (Venho de Brasília.) 
Irei à Suécia. (Venho da Suécia.) 
 
9. Leia a frase do texto Você quer ser um ciborgue? e justifique se a ocorrência da crase é correta. 
 
“Recentemente, abordamos alguns aspectos negativos disso aqui, em particular com relação à nossa escravidão 
viciante pelas telas.” 
 
10. O orientador pediu _____ você e não _____ mim que fizesse a pesquisa para ser entregue ____ 
professora. 
a) ( ) A - a - à 
b) ( ) A - a - a 
c) ( ) À - a - à 
d) ( ) À - à - à 
 
11. ______semanas, ofereci ajuda _____ vizinha, mas ela recusou ____ minha oferta. 
a) ( ) A - a - a 
b) ( ) Há - a - à 
c) ( ) Há - à - a 
d) ( ) Há - a - a 
 
12. Virou ____ direita, porém errou ____ rua e precisou pedir informação ____ uma senhora. 
a) ( ) à - à - a 
b) ( ) a - a - a 
c) ( ) à - a - à 
d) ( ) à - a – a 
 
13. Sentou-se ____ direita do chefe e pôs-se ____ reescrever uma ____ uma as páginas do documento. 
a) ( ) a – a – à 
b) ( ) a – à – a 
c) ( ) à – a – a 
d) ( ) à – a –
 
 
9 
 
 14. Garanto ____ você que compete ____ ela, pelo menos ____ meu ver, organizaros documentos para a 
aposentadoria. 
a) a – a – a 
b) à – à – a 
c) a – à – à 
d) a – à – a 
 
15. Disse ____ todos que tenho direito ____ receber a homenagem que ____ tempos está sendo organizada 
pela prefeitura. 
a) ( ) a – a – há 
b) ( ) à – à – há 
c) ( ) à – à – a 
d) ( ) a – a – a 
 
16. Uma ____ uma, todas as candidaturas apresentarão ____ contratante a experiência que adquiriram ____ 
anos. 
a) ( ) à – a – a 
b) ( ) a – à – há 
c) ( ) à – à – a 
d) ( ) a – a – há 
 
17. Adriana recorreu ____ escondidas vários ____amigos para chegar ____ decisão. 
a) ( ) as – a – àquela 
b) ( ) as – à – aquela 
c) ( ) às – a – àquela 
d) ( ) às – à – aquela 
 
18. Agradeço ____ cada um ____ oportunidade de partilhar minha opinião ____ respeito do assunto. 
a) ( ) à – a – à 
b) ( ) à – a – a 
c) ( ) a – a – à 
d) ( ) a – a – a 
 
19. Complete com a, à, as, às. 
a) Eu e meus amigos preferimos brincar ______ 
atrapalhar. 
b) Tudo o que ela dizia ____ pessoas era mentira. 
c) Gosto muito de bife ____ parmegiana. 
d) Vou sair ____ onze horas de casa. 
e) Minha intenção é ir ____ Paris. 
f) Eu disse ____ ela tudo o que queria dizer. 
g) Saiu ____ passear pela cidade. 
h) Limpei cedo ____ casa. 
i) Andei ____ pressas pela rua deserta. 
j) ____ noite é uma criança. 
k) Voltará daqui ____ pouco. 
l) Meu maior sonho é ir ____ Europa. 
 
20. Justifique a ocorrência de crase no trecho abaixo: 
 
“No Espaço Interativo de Ciências da Vida, o conteúdo científico sobre o corpo humano se combina à 
possibilidade de experimentar suas funções em jogos e atividades interativas especialmente projetados.” 
 
 
Proposta de Produção de Texto 
 
A partir da leitura dos textos motivadores seguintes e dos conhecimentos construídos ao longo de sua 
formação, redija um artigo de opinião em modalidade escrita formal da língua portuguesa sobre o tema “A 
 
 
10 
 
amizade e as redes sociais”. Selecione, organize e relacione, de forma coerente e coesa, argumentos e fatos 
para defesa de seu ponto de vista. 
 
TEXTO I 
O que nos tornou amigos 
 
Tudo começou por puro interesse. Quando os primeiros macacos se tornaram amigos, fizeram isso por 
motivos bem objetivos - ajudar uns aos outros em lutas contra rivais, no caso dos machos, e cuidar melhor dos 
filhotes, no caso das fêmeas. A amizade não passava de uma troca de favores. Agora pense nos dias de hoje: 
com você e os seus amigos, não é assim. Você tem amigos simplesmente porque gosta de estar na companhia 
deles, certo? Errado. Você continua fazendo amizades por puro interesse - no caso, alimentar o seu cérebro 
com uma substância chamada ocitocina. 
Em algum momento da Pré-História, a relação com estranhos passou a ser necessária. Provavelmente, 
isso aconteceu quando grupos de hominídeos começaram a se fixar em uma mesma região, e viver em grupos 
cada vez maiores. E foi aí que surgiu a forma mais primitiva de amizade. 
[...] 
Quando se conhece uma pessoa que lhe pareça confiável, o nível de ocitocina no cérebro aumenta. Isso 
faz com que a pessoa se sinta mais propensa a criar uma relação com o outro. Ou seja: graças à ocitocina, o 
cérebro aprendeu a transformar algo que era necessário à sobrevivência - a cooperação - em prazer. 
Com a evolução, a amizade deixou de ser imprescindível à sobrevivência do indivíduo. No mundo atual, 
para obter comida, basta ir a um restaurante. Dá para fazer isso sozinho. Mas é muito desagradável, porque o 
cérebro está condicionado a fazer alianças. É por isso que procuramos amigos, mesmo que tecnicamente não 
precisemos deles. 
“A ocitocina faz com que tratemos estranhos como se fossem nossa própria família. E a amizade é 
exatamente isso", explica o neurologista Paul Zak, da Universidade da Califórnia. Como tudo o que tem base 
biológica, a amizade afeta os sexos de maneiras diferentes. As mulheres produzem mais ocitocina do que os 
homens. E isso faz com que seu cérebro se organize para ter amizades profundas. Testes feitos no Instituto 
Nacional de Saúde Mental dos EUA apontaram que, nas mulheres, as áreas do cérebro ligadas a emoções e 
produção de hormônios se acendem quando existe a possibilidade de conhecer alguém novo. Nos meninos, 
isso não acontece. É por isso que as mulheres têm, sim, amizades mais intensas que os homens. 
 
Disponível em: http://super.abril.com.br/comportamento/por-que-fazemos-amigos. Acesso em 20 de mar.de 2022. (Adaptado). 
 
TEXTO II 
 
Quem tem amigo... 
[...] 
Perder é difícil. No futebol, no totó, no Karaokê, nas disputas mais inocentes. Perder amigo, namorada, 
perder tempo na vida, é tudo ruim. Mas é preciso aprender a conviver com as perdas profundas, ter certeza de 
que a vida segue em frente e o amanhã é sempre outro dia. 
Amigos. Troço muito bacana. Minha avó dizia que quem tem amigo não morre à mingua. 
E os melhores amigos são aqueles que sabem ficar por perto, mesmo mantendo a distância regulamentar... 
 
PIMENTEL, Luís. 1º de Abril. Belo Horizonte: Dimensão, 2014. P. 47. (Fragmento). 
 
 
 
 
11 
 
TEXTO III 
 
O cérebro comporta no máximo 150 amigos, divididos em grupos. 
 
Do peito 5 amigos - São os íntimos, com quem você mais fala - e não hesitaria em ligar de madrugada ou 
pedir dinheiro emprestado. Para Aristóteles, 5 era o número máximo de amigos verdadeiros. 
 
Grupo de empatia 15 amigos - São pessoas bastante importantes para você - se alguma delas morresse 
amanhã, você ficaria muito triste. Este grupo pode incluir gente do trabalho ou amigos de amigos. 
 
Número típico 50 amigos - É o número de amizades mantidas pela maioria das pessoas, também o 
tamanho médio dos agrupamentos humanos primitivos (como bandos de caça). 
 
Limite 150 amigos - Máximo que o cérebro consegue administrar ao mesmo tempo. São as pessoas cujos 
nomes, rostos e características você consegue memorizar e acionar caso seja necessário. 
 
Disponível em http://super.abril.com.br/comportamento. Acesso em 20 de mar.de 2022 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
12 
 
Respostas Aula 6 
1. Porque Mercelo Gleiser, colunista da Folha de S.Paulo, discursa sobre um tema polêmico e atual. Ele 
apresenta a sua opinião sobre o tema, utilizando argumentos científicos para defender sua ideia. 
2. O artigo é publicado na Folha de S.Paulo. É escrito por Marcelo Gleiser e destina-se ao público em geral. 
3. Marcelo Gleiser defende a ideia de que uma nova raça humana surge com o uso da ciência e da tecnologia. 
Para isso, usa o termo transumanismo, fazendo-nos refletir se somos todos ciborgues. 
4. O uso de medicamentos para regular problemas de saúde e a utilização de próteses. 
5. O autor utiliza uma linguagem coloquial, portanto informal, pois faz perguntas, como se conversasse com 
o leitor no decorrer do texto. Entretanto, segue as convenções da gramática normativa e também utiliza um 
linguajar técnico quando, por exemplo, utiliza os termos transumanismo, implantes prostéticos, 
degeneração macular, espectro eletromagnético etc. 
6. Resposta pessoal, mas espera-se que os alunos respondam que o autor apresenta um tema científico de 
maneira simples e objetiva, o que facilita o entendimento do leitor, mesmo que use palavras técnicas do 
universo científico. 
7. É possível compreender que, no livro, a tecnologia era usada nos humanos, separando-os em grupos. Já em 
nossa realidade é possível que todos os humanos possam conviver em harmonia, se souberem lidar com 
sabedoria em relação às diferenças quanto ao uso da tecnologia. Uma das diferenças seria dizer que no livro 
de Aldous Huxley havia a reprodução genética e os que eram nascidos de pai e mãe eram obsoletos. 
8. “devido à integração progressiva” 
9. A crase é facultativa diante de pronomes possesivos femininos, portanto o uso está correto. 
10. A 
11. C 
12. D 
13. C14. A 
15. A 
16. B 
17. C 
18. D 
19. a) a 
b) às 
c) à 
d) às 
e) a 
f) a 
g) a 
h) a 
i) às 
j) A 
k) a 
l) à 
20. Ocorre crase porque há preposição (o conteúdo se combina a) e artigo feminino. 
 
 
 
 
 
13 
 
AULA 7 
Objeto de conhecimento: Autobiografias. Textos literários; conhecimentos linguísticos e gramaticais. 
Habilidades: (EF69LP44-B) Reconhecer, em textos literários, formas de estabelecer múltiplos olhares sobre 
as identidades, sociedades e culturas, considerando a autoria e o contexto social e histórico de sua produção. 
(EF69LP53-A) Ler em voz alta textos literários diversos – como de humor, de suspense; crônicas humorísticas 
- bem como leituras orais capituladas (compartilhadas ou não com o professor) de livros de maior extensão 
(narrativas de aventura da literatura juvenil). (EF08LP04) Utilizar, ao produzir texto, conhecimentos 
linguísticos e gramaticais: ortografia, regências e concordâncias- nominal e verbal, modos e tempos verbais, 
pontuação etc. (EF89LP37) Analisar os efeitos de sentido do uso de figuras de linguagem como ironia, 
eufemismo, antítese, aliteração, assonância, dentre outras. 
 
ESTRUTURA E LINGUAGEM DE AUTOBIOGRAFIA 
 
A autobiografia é um tipo de gênero literário que 
constitui uma narrativa de caráter pessoal e o seu traço mais 
significativo é a inserção do próprio escritor como 
personagem principal. Escrever uma autobiografia implica 
num pacto literário e não histórico ou documental, porque 
ora a narrativa apresenta uma busca por memórias (baseado 
na realidade), ora constrói a trama com os fios da ficção. 
O narrador, normalmente, se coloca no tempo presente 
e, ao olhar para trás, o seu passado nada mais é do que um 
modo de organização das recordações que não são 
facilmente sequenciadas, isto é, mesmo que o escritor queira 
apreender à realidade como ela foi, no momento da escritura, 
isso já não é mais possível, afinal as experiências vividas são 
incompreensíveis, logo o ficcional se estabelece. 
Algumas autobiografias famosas: 
 Cadernos de Lanzarote, José Saramago; 
 Confissões, Santo Agostinho; 
 Palavras, Sartre. 
A autobiografia não pode, contudo, ser analisada apenas da perspectiva individual. Ela é um gênero que 
propõe a integração coletiva, pois, ao narrar a sua história, o indivíduo partilha com a sua comunidade as suas 
impressões e a sua visão de mundo, permitindo ao leitor/público ter acesso a outras perspectivas. 
 
Disponível em: https://www.infoescola.com/generos-literarios/autobiografia/ Acesso em 30 de mar. de 2022. 
Os novos suportes de comunicação dão abertura para as variantes da autobiografia. Muitas delas já não 
têm mais como objetivo/produto um livro ou um roteiro de cinema, mas, sim, publicações em blogs, redes 
sociais e vídeos em formato de stories. 
Disponível em: https://www.infoescola.com/generos-literarios/autobiografia/. Acesso em 30 de mar. de 2022. 
 
VOCÊ SABE A DIFERENÇA ENTRE O TEXTO LITERÁRIO E O NÃO-LITERÁRIO? 
 
Os textos literários e os não literários apresentam diversas diferenças na forma, na linguagem e na 
significação na finalidade comunicativa. 
Disponível em: 
https://i.pinimg.com/originals/5e/bc/2f/5ebc2fadff0fa75755
030fd02504aa71.png/ Acesso em 31 de mar. de 2022. 
https://www.infoescola.com/literatura/genero-literario/
https://www.infoescola.com/redacao/narrativa/
https://www.infoescola.com/escritores/jose-saramago/
https://www.infoescola.com/biografias/santo-agostinho/
https://www.infoescola.com/biografias/jean-paul-sartre/
https://www.infoescola.com/generos-literarios/autobiografia/
https://i.pinimg.com/originals/5e/bc/2f/5ebc2fadff0fa75755030fd02504aa71.png/%20Acesso
https://i.pinimg.com/originals/5e/bc/2f/5ebc2fadff0fa75755030fd02504aa71.png/%20Acesso
 
 
14 
 
O texto literário visa entreter o leitor e o texto não 
literário visa informar o leitor. 
 
Características dos textos literários 
O texto literário possui função estética, e tem como 
principal objetivo o entretenimento do leitor. Para isso, 
recorre à função poética e emotiva da linguagem, 
visando criar expressividade e despertar sentimentos e 
emoções no público leitor. 
Além disso, utiliza uma linguagem conotativa e 
polissêmica, gerando assim, múltiplas interpretações. 
A reflexão sobre a realidade leva a uma recriação 
pessoal e subjetiva da realidade, ou seja, cada leitor percebe o texto de uma forma diferente. 
São considerados textos literários: autobiografia, os poemas, os romances, os contos, as novelas, as 
lendas, as fábulas, as crônicas, as peças de teatro, as letras de músicas, etc. 
 
Disponível em: http://portuguesesimples.com.br/texto-literario-e-nao-literario/ Acesso em: 31, mar. 2022. 
Observe as diferenças entre o texto literário e O não literário 
 
TEXTO LITERÁRIO TEXTO NÃO LITERÁRIO 
Artístico Informativo 
Uso de figuras de linguagem Linguagem objetiva e direita 
Função da linguagem: poética Função da linguagem: referencial 
Conotação e Polissemia Denotação e sentido literal 
Realidade de forma subjetiva/pessoal Trata fatos de forma impessoal 
Exemplo de texto literário: 
 
“Barca Bela”, de Almeida Garrett 
 
Pescador da barca bela, 
Onde vais pescar com ela, 
Que é tão bela, ó pescador? 
Que é tão bela, ó pescador? 
Não vês que a última estrela 
No céu nublado se vela? 
Colhe a vela, ó pescador! 
Colhe a vela, ó pescador! 
Deita o lanço com cautela, 
Que a sereia canta bela… 
Mas cautela, ó pescador! 
Mas cautela, ó pescador! 
 
Não se enrede a rede nela, 
Que perdido é remo e vela 
Só de vê-la, ó pescador! 
Só de vê-la, ó pescador! 
Pescador da barca bela, 
Ainda é tempo, foge dela, 
Foge dela, ó pescador! 
Foge dela, ó pescador! 
 
Disponível em: 
https://www.escritas.org/pt/t/4576/barca-
bela/ Acesso em 31 de mar. de 2022. 
 
 
Almeida Garrett, poeta português, viveu entre os anos 1799 e 
1854. Talvez por isso você estranhe algumas palavras que aparecem 
Disponível em: http://portuguesesimples.com.br/wp-
content/uploads/2021/08/TEXTO-LITERARIO-E-NAO-
LITERARIO.png/ Acesso em 30 de mar. de 2022 
Disponível em: 
https://quizizz.com/media/resource/gs/quizizz-
media/quizzes/962776b5-e130-4b7d-a15c-
e8dbd2f105d4?w=900&h=900/ Acesso em 31 de 
mar. de 2022. 
 
http://portuguesesimples.com.br/texto-literario-e-nao-literario/
https://www.escritas.org/pt/t/4576/barca-bela/
https://www.escritas.org/pt/t/4576/barca-bela/
https://quizizz.com/media/resource/gs/quizizz-media/quizzes/962776b5-e130-4b7d-a15c-e8dbd2f105d4?w=900&h=900/
https://quizizz.com/media/resource/gs/quizizz-media/quizzes/962776b5-e130-4b7d-a15c-e8dbd2f105d4?w=900&h=900/
https://quizizz.com/media/resource/gs/quizizz-media/quizzes/962776b5-e130-4b7d-a15c-e8dbd2f105d4?w=900&h=900/
 
 
15 
 
em seu poema, mas, se pensar um pouco a respeito delas, o sentido se tornará conhecido. 
São considerados textos literários: as notícias, as reportagens, as entrevistas, as cartas comerciais, os 
artigos científicos, os livros didáticos, os manuais de instrução, os dicionários, as enciclopédias, as receitas de 
culinárias, as bulas de remédios. 
 
Vimos que os textos literários utilizam figuras de linguagem, mas o que são essas figuras? 
 
Figuras de linguagem são formas de expressão que destoam da linguagem comum ou denotativa. Elas 
dão ao texto um significado que vai além do sentido literal, portanto permitem uma plurissignificação do 
enunciado. Por exemplo: 
A pedra chorou de tristeza. 
Nesse exemplo, o sentido denotativo (original) é que uma pedra verteu lágrimas de seus olhos porque 
estava triste. Porém, sabemos que pedras não têm olhos e, portanto, não podem chorar. Assim, essa 
expressão afasta-se das regras da linguagem denotativa para assumir outro sentido. 
Assim, a figura de linguagem pode ser plurissignificativa. Queremos dizer com isso que, ao empregar 
uma figura de linguagem, o enunciador possibilita uma interpretação para o seu enunciado que extrapola 
o sentido original, esteassociado a uma leitura literal dos fatos, isto é, não interpretativa. 
 
Disponível em: https://www.portugues.com.br/gramatica/figuras-estilo-ou-linguagem.html / Acesso em: 31 de março de 2022. 
(Adaptado) 
 
CONHEÇA ALGUMAS FIGURAS DE LINGUAGEM: 
 
 
Disponível em: https://www.vestmapamental.com.br/portugues/introducao-4/. Acesso em 30 de mar. de 2022. 
 
https://www.portugues.com.br/gramatica/figuras-estilo-ou-linguagem.html%20/
https://www.vestmapamental.com.br/portugues/introducao-4/
 
 
16 
 
ATIVIDADES 
Leia atentamente o texto a seguir e faça as atividades propostas 
O livro Eu Sou Malala – A História da Garota Que Defendeu a Educação e Foi Baleada pelo Talibã, 
lançado em 2013, conta toda a história dessa jovem superpoderosa, que acredita que as palavras (e os livros) 
têm o poder de mudar o mundo. 
Disponível em: https://d1pkzhm5uq4mnt.cloudfront.net/imagens/capas/_8b611c5bac170e604e58fe6829e80776b53c09de.jpg./ Acesso em 
31 de mar. de 2021. 
Autobiografia - ‘Eu Sou Malala’: leia um trecho da autobiografia da vencedora do Nobel da Paz 
 
Eu nasci na pequena cidade de Mingora, no Paquistão, no dia 12 de 
julho de 1997. Aos 15 anos, ainda bem jovem fui baleada na cabeça pelo 
grupo rebelde talibã Tehrik-e-Niswan, que acredita que as mulheres, 
desde cedo, devem aprender a ser exímias donas de casa. Escola? 
Faculdade? Estudo? Ah! Nada disso é coisa de menina. Eu quase morri, 
mas suportei a dor e lutei pela vida. 
Sempre pensei de forma diferente. Desde criança, me destacava por 
ser uma excelente e dedicada aluna. O tempo passou e o meu interesse de 
jovem pelo conhecimento só aumentou. Eu não reclamava de ser proibida 
de ir à aula. 
Apesar das constantes ameaças feitas pelos talibãs, que até hoje não 
admitem que garotas frequentem a escola, continuei com os estudos. Foi 
então que o pior aconteceu. No dia 9 de outubro de 2012, levei um tiro na 
cabeça assim que deixei o colégio. Mas engana-se quem pensa que isso 
me parou. 
É claro que sofri. Eu tive medo. Muito medo! Pelo menos, de início. 
Depois, senti que precisava fazer ainda mais por mim e por minhas colegas paquistanesas, cujo maior crime é 
querer estudar. 
Disponível em: https://capricho.abril.com.br/comportamento/as-13-frases-mais-inspiradoras-de-malala-yousafzai/. Acesso em 30 de mar. 
de 2022. 
 
1. O texto pode ser considerado uma autobiografia porque 
(A) o narrador apresenta a história de vida de Malala. 
(B) Malala, que é a personagem real, apresenta fatos sobre a vida dela. 
(C) apresenta fatos ocorridos com uma personagem que não existe na realidade. 
(D) apresenta a opinião de Malala sobre o preconceito existente onde ela morava. 
 
2. Identifique e retire do trecho da autobiografia verbos em 1ª pessoa que caracterizam que é uma 
autobiografia. Por que foram utilizados nesse gênero? 
 
3. Identifique no primeiro parágrafo a ocorrência de antíteses. 
 
4. Quem é a pessoa autobiografada? Por que essa autobiografia tem relevância social? 
 
5. Se uma pessoa diz: Li Malala e gostei da história. Qual é figura de linguagem presente na frase? Como 
ficaria mais adequada a frase 
https://d1pkzhm5uq4mnt.cloudfront.net/imagens/capas/_8b611c5bac170e604e58fe6829e80776b53c09de.jpg./
https://capricho.abril.com.br/comportamento/as-13-frases-mais-inspiradoras-de-malala-yousafzai/
 
 
17 
 
6. Qual é o título da obra – autobiografia de Malala? O que esse título sugere? 
Releia o poema Barca Bela”, de Almeida Garrett, para fazer as atividades propostas. 
 
7. Na última estrofe do poema há 
(A) um pedido 
(B) uma sugestão 
(C) um convite 
(D) um alerta 
 
8. Sobre qual perigo o eu lírico se refere no poema? 
(A) Às condições do mar. 
(B) Ao canto da sereia. 
(C) Às condições do tempo. 
(D) À situação do barco. 
 
Disponível em: http://naslinhaseentrelinhasdostextos-cris.blogspot.com/2016/05/barca-bela-almeida-garrett-pescadorda.html/Acesso em: 
31, março, 2022.(Adaptado) 
 
9. Existem muitos mitos sobre as sereias. Um deles afirma que, com seu canto, elas seduzem os pescadores, 
que em consequência ficam perdidos no mar. Considere esse mito e responda: Em quais versos da poesia esse 
mito está expresso? 
(A) “Pescador da barca bela,/ Onde vais pescar com ela, “ 
(B) “Que é tão bela, ó pescador?/Que é tão bela, ó pescador?” 
(C) “Não vês que a última estrela/No céu nublado se vela?” 
(D) “Que perdido é remo e vela / Só de vê-la, ó pescador!” 
 
10. Assinale V para verdadeiro e F para falso, de acordo com a leitura do poema. 
I. ( ) A Barca bela é um símbolo da sedução e dos vários perigos que o homem pode enfrentar no decorrer da 
vida. 
II. ( ) Existe uma atração do pescador pelo mar apesar dos perigos. 
III. ( ) No poema, não há nenhum alerta dirigido ao pescador. 
IV. ( ) O eu lírico faz perguntas ao pescador esperando por respostas. 
 
(A) F – V – F – V 
(B) V – F – V – F 
(C) V – V – V – F 
(D) V – V – F - F 
 
Disponível em: http://naslinhaseentrelinhasdostextos-cris.blogspot.com/2016/05/barca-bela-almeida-garrett-pescadorda.html/ Acesso em 
31 de mar. de 2022. (Adaptado) 
 
11. No poema “ó pescador!” se repete em todo o poema e expressa um 
(A) aposto. 
(B) vocativo. 
(C) adjetivo. 
(D) advérbio. 
 
http://naslinhaseentrelinhasdostextos-cris.blogspot.com/2016/05/barca-bela-almeida-garrett-pescadorda.html/Acesso
http://naslinhaseentrelinhasdostextos-cris.blogspot.com/2016/05/barca-bela-almeida-garrett-pescadorda.html/%20Acesso
 
 
18 
 
12. No verso “Só de vê-la, ó pescador!” o que justifica o acento na palavra destacada? 
(A) É acentuada porque é proparoxítona terminada em “o”. 
(B) É acentuada porque é oxítona terminada em “o”. 
(C) É acentuada porque é monossílabo tónico terminado em “o”. 
(D) É acentuada porque é paroxítona terminadas em “o”. 
 
13. No verso “Não vês que a última estrela” o que justifica o acento na palavra destacada? 
(A) São acentuadas todas as palavras proparoxítonas. 
(B) É acentuada porque é oxítona terminada em “a”. 
(C) É acentuada porque é paroxítona terminada em “a”. 
(D) São acentuadas todas as palavras paroxítonas. 
 
14. Ainda no verso “Não vês que a última estrela” o verbo está flexionado em 
(A) 1º pessoa do singular (eu). 
(B) 2º pessoa do singular (tu). 
(C) 3º pessoa do singular (ele). 
(D) 3º pessoa do plural (eles). 
 
15. Complete corretamente as lacunas. 
“Não se __________a rede nela,”. 
(A) enrede. 
(B) enrrede. 
 
16. No verso “Pescador da barca bela, /Onde vais pescar com ela,/ Que é tão bela, ó pescador?” a palavra 
destacada foi utilizada como 
 
(A) advérbio de lugar. Essa palavra possui noção de lugar, mas sempre no sentido estático, permanente, 
isto é, sem movimento. Nessa frase interrogativa, a palavra “onde” indica o lugar (ainda desconhecido). 
 
(B) pronome relativo, ligando um termo ao outro ou uma oração à outra. Nesse caso, pode ser substituído 
pelos termos “em que”, “no qual”, “na qual” sem alteração de sentido. 
 
PROPOSTA DE PRODUÇÃO 
 A autobiografia é um tipo de gênero literário que constitui uma narrativa de caráter pessoal e o seu traço 
mais significativo é a inserção do próprio escritor como personagem principal. Com base nos textos 
motivadores e no seu conhecimento sobre o gênero, escreva sua própria autobiografia. Lembre-se que esse 
texto deve ser em 1º pessoa. 
 
TEXTO I 
 Meu nome é Pedro Henrique. Tenho 8 anos. Moro no bairro City Petrópolis. Tenho um irmão: Tiago. 
Gosto de nadar na piscina, jogar vídeo game, jogar no computador, jogar bola e gosto de ver TV. Às vezes, eu 
e o meu irmão Tiago discutimos, mas no fundo nos amamos. A Laila é a minha cunhada, gosto muito dela. No 
final de semana ela joga e assiste filmes comigo e é muito legal. 
 
 
19 
 
Meu pai é pintor automotivo de uma grande empresa. Mamãe cuida de nós. Eu, meu pai e minha mãe 
dialogamos muito sobre os acontecimentos diários. 
Eu sou um menino normal: reservado e alegre. Adoro a minha escola pois é nela que eu aprendomuitas 
coisas. Sou muito feliz por tudo que eu tenho, acho que o mundo precisa de mais amor e paz. Bom essa é 
minha história de vida, não queria que fosse diferente. Tchau, até a próxima. 
 
Disponível em: http://alunosdos4sanoscaic.blogspot.com/2013/03/autobiografia.html Acesso em 30 de mar. de 2022. 
TEXTO II 
 
Aí eu peguei e nasci! 
Sou filho de árabe com loira e deu macaco na cabeça. E eu não tenho 56 anos. Eu tenho 18 anos. Com 38 
de experiência. E eu era um menino asmático que ficava lendo Proust e ouvindo programa de terror no rádio. 
Em 69 entrei para Faculdade de Direito do Largo de São Francisco. Mas eu matava aula com o namorado da 
Wanderléa para ir assistir o programa de rádio do Erasmo Carlos. E aí eu desisti. Senhor Juiz, Pare Agora! E 
aí eu fui pra swinging London, usava calça boca de sino, cabelo comprido e assisti ao show dos Rolling Stones 
no Hyde Park. E fazia alguns bicos pra BBC. Voltei. Auge do tropicalismo. Frequentava as Dunas da Gal em 
Ipanema. Passei dois anos batendo palma pro pôr-do-sol e assistindo ao show da Gal toda noite. E depois diz 
que hippie não faz nada! 
 
Disponível em: https://educacao.uol.com.br/disciplinas/portugues/autobiografia-como-contar-a-sua-propria-vida.htm Acesso em 30 de mar. 
de 2022 
TEXTO III 
 
Disponível em http://arteemanhasdalingua.blogspot.com/2011/06/calvin-e-autobiografia.html Acesso em 30 de mar. de 2022. 
 
 Roteiro básico para sua autobiografia: 
 
1. Seu nome completo (autor/protagonista da história) 
2. Local e data de nascimento (cidade, estado, pais) / idade atual 
3. Onde estudou/onde estuda; 
4. Onde viveu;/onde vive; 
5. Fatos mais importantes de sua vida 
6. Principais realizações; 
7. O que gostava / gosta de fazer / lazer (brincadeiras) 
8- O que mais gosta de fazer fora da escola; 
9- Esporte preferido; 
10- Sonhos para o futuro. 
 
 
20 
 
 
Respostas Aula 7 
1. Alternativa B - Malala, que é personagem real, apresenta fatos sobre a sua vida. Espera-se que o estudante 
perceba através da leitura, que Malala narra fatos reais da vida em uma ordem cronológica. 
2. Os verbos que estão em 1ª pessoa são: nasci, morri, lutei, fui, pensei, destacava, frequentava, reclamava, 
continuei, deixei, sofri, tive, senti. Esses verbos foram utilizados, pois expressam a fala de Malala que narra 
a sua história de vida. 
3. As palavras NASCI e MORRI representam sentidos opostos. Então isso é antítese. 
4. A pessoa autobiografada é uma jovem de 15 anos, o nome dela é Malala –uma garota que defendeu a 
Educação. Foi baleada pelo Talibã, lançado em 2013, conta toda a história dessa jovem superpoderosa, que 
acredita que as palavras (e os livros) têm o poder de mudar o mundo. 
5. A figura de linguagem é METONÍMIA, pois houve uma troca do título da obra pela a autora da obra. Ficaria 
mais adequado: Li a autobiografia de Malala. 
6. O título é Eu Sou Malala – A História da Garota Que Defendeu a Educação e Foi Baleada pelo Talibã, 
lançado em 2013, conta toda a história dessa jovem superpoderosa, que acredita que as palavras (e os livros) 
têm o poder de mudar o mundo. 
7. Alternativa D – um pedido. Espera-se que os estudantes compreendam que há nos versos um pedido ao 
pescador. Expresso nos versos “O pedido é para que o pescador fuja da sereia. Os versos: “Inda é tempo, 
foge dela, / Foge dela, ó pescador! / Foge dela, ó pescador!”. Espera-se que o estudante saiba que existem 
muitos mitos sobre as sereias. Um deles afirma que, com seu canto, elas seduzem os pescadores, que em 
consequência ficam perdidos no mar. 
8. Alternativa B - ao canto da sereia. Espera-se que os estudantes identifiquem ao reler o poema que o perigo 
a que o eu lírico se refere é o canto da sereia, devido ao mito de que ele encanta o pescador. 
9. Alternativa D - Que perdido é remo e vela/Só de vê-la, ó pescador! Espera-se que os estudantes identifiquem 
o verso em que o mito está expresso e compreendam o efeito de sentido expresso. 
10. Alternativa D - V – V – F – F. 
11. Alternativa B - um vocativo. Espera-se que o estudante compreenda que “ó pescador é um termo vocativo 
utilizado para chamamento ou interpelação ao interlocutor no discurso. Expressando-se por meio do 
apelativo. 
12. Alternativa C - É acentuada porque é monossílabo tónico terminado em “o”. Espera-se que o estudante 
compreenda que são acentuados os monossílabos tônicos terminados em A, E, O, (primeira regra) e 
também em ditongos abertos (segunda regra): ÉU, ÉI, ÓI (seguidos ou não de S, pois o plural não afeta 
a regra). Ex: há, pá, pás, má, más, pé, pés, dê, dês, mês, nó, nós, pôs 
13. Alternativa A - São acentuadas todas as palavras proparoxítonas. Espera-se que o estudante tenha 
conhecimento sobre acentuação gráfica e, mais especificamente, sobre a regra de acentuação das palavras 
proparoxítonas. 
14. Alternativa B - 2º pessoa do singular (tu). Espera-se que o estudante identifique incialmente qual é o verbo 
na oração e, posteriormente, qual a sua flexão verbal. 
15. Alternativa A - enrede. Espera-se que o estudante tenha conhecimento dessa regra otográfica: "RR" 
aparecem somente entre duas vogais, quando o som do "R" é o som forte. E usamos uma letra "R" quando 
o som forte do "R" aparecer no início das palavras, como em "rico", "rato", ou quando o som forte aparecer 
ao lado de, ao menos, uma consoante, como “enrede”, "enrolado", "enriquecer". 
16. Alternativa A - advérbio de lugar. Essa palavra possui noção de lugar, mas sempre no sentido estático, 
permanente, isto é, sem movimento. Nessa frase interrogativa, a palavra “onde” indica o lugar (ainda 
desconhecido). 
 
 
21 
 
AULA 8 
Objeto de conhecimento: Artigo de Opinião. Apreciação e réplica; estratégia de leitura; Fono-ortografia. 
Habilidades: (EF69LP02-C) Perceber a construção composicional e o estilo dos gêneros em questão, como forma de 
ampliar suas possibilidades de compreensão (e produção) de textos. (EF89LP03-A) Analisar textos de opinião (artigos 
de opinião, comentários, posts de blogs e de redes sociais, charges, memes, gifs etc.). (EF89LP03-B) Posicionar-se, de 
forma crítica e fundamentada, ética e respeitosa frente a fatos e opiniões relacionados a esses textos. EF08LP04) Utilizar, 
ao produzir textos do Campo Jornalístico-Midiático, conhecimentos linguísticos e gramaticais: ortografia, regências e 
concordâncias nominais e verbal, modos e tempos verbais, pontuação etc. 
 
RETOMANDO O ARTIGO DE OPINIÃO 
 
O artigo de opinião é um gênero textual pertencente ao tipo argumentativo e tem como intencionalidade 
apresentar o ponto de vista do(a) articulista, locutor(a) do texto, acerca de algum assunto relevante 
socialmente. Circula, em especial, em jornais, revistas e sites da internet, e pode tratar de temas polêmicos, 
em que são apresentados fatos, dados estatísticos e discursos de autoridade para fundamentar a tese 
apresentada. 
O artigo de opinião visa a defesa de uma ideia e, para isso, é necessária a construção de 
uma tese sustentada por argumentos que podem gerar uma conclusão a respeito do assunto. Considerando 
as características dos veículos de publicação, o artigo de opinião é um texto geralmente curto, com linguagem 
direta, objetiva, simples e harmônica. A linguagem usada no artigo de opinião costuma alinhar-se à norma-
padrão da língua portuguesa, haja vista que o texto deve ser compreendido por diversos tipos de pessoas, 
muitas vezes de regiões completamente distintas — como é o caso dos artigos publicados em jornais de 
alcance nacional no Brasil. 
Disponível em: https://mundoeducacao.uol.com.br/redacao/artigo-opiniao.htm Acesso: 10, abr. 2022. (Adaptado) 
Disponível em: https://www.portugues.com.br/redacao/artigo-opiniao-.html Acesso: 10, abr. 2022. (Adaptado) 
 
Principais características de um artigo de opinião 
 
• O uso da argumentação e persuasão; 
• Os textos escritos na primeira e terceira pessoa; 
• Normalmente os textos são assinados pelo autor; 
• São textos veiculadosnos meios de comunicação: rádio, TV, revista; 
• Possuem uma linguagem simples, objetiva e subjetiva; 
• A maioria dos seus temas é da atualidade; 
• Possuem títulos polêmicos e provocativos; 
• O verbo aparece no presente e no imperativo. 
Disponível em: https://www.educamaisbrasil.com.br/enem/lingua-portuguesa/artigo-de-opiniao Acesso: 10,abr. 2022 
 
Estrutura de um artigo de opinião 
 
Embora cada autor possa demonstrar o seu estilo de escrita, sobretudo aqueles mais consagrados, 
minimamente é possível reconhecer alguns elementos composicionais: 
1. Introdução — contextualização e/ou apresentação da questão que está sendo discutida. 
2. Desenvolvimento — explicitação do posicionamento adotado com a utilização de argumentos e de contra-
argumentos; apresentação de dados, informações e discurso de autoridade. 
3. Conclusão — ênfase/retomada da tese e/ou proposta de intervenção social. 
Disponível em: https://mundoeducacao.uol.com.br/redacao/artigo-opiniao.htm Acesso: 10, abr. 2022. (Adaptado) 
 
https://mundoeducacao.uol.com.br/redacao/genero-textual.htm
https://mundoeducacao.uol.com.br/redacao/artigo-opiniao.htm
https://www.portugues.com.br/redacao/artigo-opiniao-.html
https://www.educamaisbrasil.com.br/enem/lingua-portuguesa/verbo
https://www.educamaisbrasil.com.br/enem/lingua-portuguesa/artigo-de-opiniao
https://mundoeducacao.uol.com.br/redacao/artigo-opiniao.htm
 
 
22 
 
Leia o texto a seguir para resolver as atividades propostas 
 
Texto 1 
 
Treino curto e com máxima intensidade leva a maior gasto de calorias após exercício 
 
Pesquisadores compararam três protocolos de exercícios. Resultados mostraram o quanto cada um deles 
eleva o gasto calórico após o fim do treino e pode ser útil a profissionais de educação física. 
O gasto calórico total promovido pela prática de um exercício físico não está limitado ao período de sua 
execução, podendo se estender por horas após a atividade. Um dos elementos que influenciam a quantidade 
de calorias gasta após o exercício físico é o tipo de protocolo adotado pelo praticante. Uma revisão 
sistemática sobre o tema foi publicada na revista Obesity Reviews. Ao compararem três tipos de protocolo, 
pesquisadores da Escola de Educação Física e Esporte (EEFE) da USP mostraram que o sprint interval 
training (SIT) – que propõe a máxima intensidade em um curto período, como correr durante 20-30 segundos 
na maior velocidade e pela maior distância possível -, foi o que apresentou o maior consumo energético após 
o exercício. 
A comparação incluiu dois outros protocolos: o exercício contínuo, realizado em baixa ou moderada 
intensidade, de modo que o praticante consiga sustentar o ritmo sem interrupção; e o exercício intervalado 
(HIIE), em que é adotada uma alta intensidade, com períodos de pausa. A diferença entre os três está na relação 
entre intensidade e duração do exercício. Essas diferenças geram respostas fisiológicas distintas para atender 
à demanda energética da atividade. Esses protocolos são compostos predominantemente de exercícios 
aeróbios, com importante contribuição das vias anaeróbias no HIIE e SIT. 
Mais do que dizer qual protocolo eleva mais ou menos a quantidade de quilocalorias gastas após o 
exercício, a revisão fornece números, ou seja, o quanto cada protocolo pode elevar esse gasto. 
“Isso é importante para ajudar profissionais de educação física a entenderem o quanto esses protocolos 
vão gerar de gasto energético após o exercício”, aponta o professor Emerson Franchini, coordenador do 
estudo. 
O gasto calórico se estende por horas após a atividade porque o organismo mantém o metabolismo 
acelerado, procurando restabelecer o equilíbrio corporal após o esforço. Para isso, diversos ajustes fisiológicos 
são realizados como forma de repor os estoques de glicogênio muscular, regular a temperatura corporal, 
remover metabólitos, entre outros. 
Analisando 22 artigos científicos sobre o assunto, os pesquisadores compararam o gasto energético 
prolongado por meio da medida do excesso de consumo de oxigênio pós-exercício (Epoc). Essa medida é uma 
das principais variáveis utilizadas para estimar o gasto energético acima daquele de repouso, em decorrência 
da realização de esforço prévio. 
De acordo com a revisão, o sprint interval training (SIT) é o protocolo que apresenta o maior consumo 
energético após o exercício, com gasto médio 137,5% maior que o exercício contínuo nos estudos que mediram 
o Epoc até três horas após a atividade. Já o HIIE apresentou gasto energético 37,5% maior que o contínuo em 
até três horas. Outra importante conclusão é que o exercício intervalado eleva mais o gasto calórico que o 
contínuo de intensidade moderada. 
O professor Emerson Franchini ressalta que isso não quer dizer, necessariamente, que o SIT seja o melhor 
protocolo para quem busca o maior consumo energético total, pois se trata de um exercício de curta duração. 
A melhor prescrição de exercício deve levar em conta também o gasto calórico durante a sessão. 
https://onlinelibrary.wiley.com/doi/full/10.1111/obr.13099
https://onlinelibrary.wiley.com/doi/full/10.1111/obr.13099
 
 
23 
 
“A combinação de diferentes estratégias pode ser interessante para aumentar o gasto calórico, além de 
proporcionar maior variação de estímulos, o que poderia, potencialmente, aumentar a aderência ao 
programa de exercícios”, elucida. 
Da Seção de Relações Institucionais e Comunicação / Escola de Educação Física e Esporte - Disponível em: 
https://jornal.usp.br/ciencias/treino-curto-e-com-maxima-intensidade-leva-a-maior-gasto-de-calorias-apos-exercicio/ Acesso: 10, Abr. 2022. 
 
ATIVIDADES 
Cada texto possui uma função social, ele cumpre a um propósito específico de acordo com a intenção, 
para atender a uma necessidade comunicativa do locutor e do interlocutor. Nesse sentido, responda: 
 
1. Qual a finalidade desse texto? 
 
2. Sabe-se que o assunto de um texto é mais generalizado, tem um significado mais amplo, mais geral, pode 
ser desdobrado em diversos temas. Nesse sentido, qual é o assunto abordado nesse artigo de opinião? 
 
3. Sabendo que o tema de um texto é um recorte do assunto, qual é o tema abordado nesse texto? 
 
4. Para qual público-alvo o texto foi destinado? 
 
5. Observe a linguagem utilizada. Que variedade linguística foi empregada? 
 
6. Qual é a ideia principal defendida no texto? 
 
7. Quanto às ideias abordadas no texto, apenas uma alternativa apresenta uma ideia falsa, identifique-a 
 
(A) “[...] o sprint interval training (SIT) – que propõe a máxima intensidade em um curto período, foi o que 
apresentou o menor consumo energético após o exercício.” 
(B) “[...] Um dos elementos que influenciam a quantidade de calorias gasta após o exercício físico é o tipo de 
protocolo adotado pelo praticante. “ 
(C) “[...] O gasto calórico total promovido pela prática de um exercício físico não está limitado ao período de 
sua execução.” 
(D) “[...] Outra importante conclusão é que o exercício intervalado eleva mais o gasto calórico que o contínuo 
de intensidade moderada.” 
 
8. Os pesquisadores da Escola de Educação Física e Esporte (EEFE) da USP compararam três protocolos de 
exercícios, nos estudos realizados. Cite-os. 
 
9. De acordo com os estudos e argumentos apresentados, qual dos protocolos apresentou o maior consumo 
energético após o exercício? 
 
10. Você acha que os estudos realizados pelos pesquisadores da Escola de Educação Física e Esporte (EEFE) 
da USP sobres esses três protocolos de exercícios têm relevância social. Por quê? 
 
 
 
https://jornal.usp.br/ciencias/treino-curto-e-com-maxima-intensidade-leva-a-maior-gasto-de-calorias-apos-exercicio/%20Acesso
 
 
24 
 
Concordância nominal 
 
É a adaptação de artigos, numerais, adjetivos, pronomes e do predicativo ao substantivo, quando a ele 
relacionados. 
Com base nisso, observe os exemplos a seguir. 
 
O gasto calórico total promovido pela prática de um exercíciofísico não está limitado ao período de sua 
execução, podendo se estender por horas após a atividade. 
 
O gasto calórico total promovido pela prática de uma atividade física não está limitado ao período de seu 
procedimento, podendo se estender por horas após o exercício. 
Repare que, ao fazer uma mudança nos substantivos grifados, as palavras que concordam com eles 
também mudaram. 
 
A concordância nominal pode ocorrer em outros casos. Confira a seguir. 
 
• O artigo e o substantivo: 
O máximo. / A máxima. 
 Seu exemplo: 
 
• O adjetivo e o substantivo: 
Menino preguiçoso. / Garota preguiçosa. 
 Seu exemplo: 
• O numeral e o substantivo: 
A comparação incluiu dois outros protocolos/ 
A comparação inclui duas outras formas. 
 Seu exemplo: 
• O pronome e o substantivo: 
Essas diferenças / Esses diferentes. 
 Seu exemplo: 
• O predicativo e o sujeito: 
Uma revisão sistemática sobre o tema foi publicada./ 
Um revisor sistemático sobre a temática foi publicado. 
Seu exemplo: 
As concordâncias nominais ocorrem quase que automaticamente. Basta prestar atenção na construção da 
frase. Você não acharia estranho falar “O mar está calma”? Então, sem perceber, você já estaria notando uma 
discordância entre o predicativo e o sujeito. 
 
Agora, escreva seus próprios exemplos para cada situação nos espaços anteriores. 
Casos de concordância nominal 
 
1.º caso 
 
Quando o adjetivo se refere a dois ou mais substantivos de gêneros diferentes, ou seja, um masculino e 
outro feminino, o adjetivo ou vai para o masculino plural ou concorda com o substantivo mais próximo. 
Exemplos: 
Diversos ajustes e adequações fisiológicas são 
realizados. 
Diversas adequações e ajustes fisiológicos são 
realizados. 
 
Os meninos e as meninas preguiçosos já foram 
escolhidos. 
Os meninos e as meninas preguiçosas já foram 
escolhidas. 
 
2.º caso 
Quando o substantivo se refere a dois adjetivos, o artigo que o antecede vai concordar com o substantivo. 
 
https://onlinelibrary.wiley.com/doi/full/10.1111/obr.13099
 
 
25 
 
Os protocolos são compostos e elaborados para 
exercícios aeróbios. 
O protocolo é composto e elaborado para 
exercícios aeróbios. 
 
Admiro as pessoas dispostas e práticas. 
Admiro a pessoa disposta e prática. 
 
3.º caso 
O predicativo concorda em gênero e número com o sujeito. 
 
Ajustes fisiológicos são realizados. 
Ajuste fisiológico é realizado. 
 
O mar está violento. 
Os mares estão violentos
 
4.º caso 
 
 
Quando o sujeito é composto de substantivos de gêneros diferentes, o predicativo terá a forma do 
masculino no plural. 
 
O gasto e a eliminação calórica total promovidos pela prática de um exercício físico não estão limitados. 
 
A cobra e o leão são perigosos.
 
5.º caso 
Quando não houver artigo determinando o sujeito, algumas expressões como “é preciso”, “é necessário”, 
“é bom” permanecem invariáveis. Seu exemplo: 
É necessário prudência. 
É preciso coragem. 
Chá de pariparoba é bom para o fígado. 
 
6.º caso 
O pronome concorda em gênero e número com o substantivo a que se refere. 
 
Esses protocolos vão gerar de gasto energético 
após o exercício. 
Abriu a porta e fechou-a de imediato. 
 
Caso haja dois substantivos de gêneros diferentes, o pronome vai para o masculino plural. 
Esses protocolos e práticas vão gerar de gasto energético após o exercício. 
 
Colheu pêssegos e ameixas, comeu-os, em seguida, por estar com fome. 
 
ATIVIDADES 
 
11. Reescreva as frases a seguir substituindo a palavra destacada pela que está entre parênteses e refazendo a 
concordância nominal. 
 
 
 
26 
 
a) Conservamos arquivado nosso melhor projeto. (ideias) 
 
b) O tribunal solicitou que dê o seu depoimento. (explicações) 
 
c) O povo daquela cidadezinha é carinhoso e hospitaleiro. (população) 
 
d) O museu expôs esculturas e pinturas famosas. (quadros) 
 
e) O museu expôs pinturas e esculturas famosas. (quadros) 
 
12. Substitua a expressão em destaque pela palavra indicada entre parênteses. Quando não for possível a 
substituição, considere somente a concordância nominal. 
 
a) A lesma é sempre lenta. (o caramujo) 
 
b) A aluna e o aluno dedicados passaram de ano. (o aluno) 
 
c) A lesma é inofensiva. (a tartaruga e o caramujo) 
 
d) É necessário o comprometimento. (a prudência) 
 
13. Substitua os substantivos sublinhados pelos informados entre parênteses realizando as devidas alterações 
nas frases para que a concordância fique adequada. 
 
a) Os candidatos estavam revoltados mesmo e decidiram, eles mesmos, boicotar o concurso. (candidatas) 
b) O velhinho sorriu e disse: muito obrigado a todos. (cantora) 
c) O documento não veio anexo à correspondência. (cópias) 
d) Segue, em anexo, o relatório que nos foi solicitado. (planilhas) 
 
14. Escolha três casos de concordância nominal e crie uma frase para cada um deles. Abaixo de cada frase, 
explique a regra utilizada para cada um. 
Proposta de Produção de Texto 
 
 
Texto I 
 
 
 Disponível em: https://www.adustina.ba.gov.br/Site/Noticias/noticia-121120191107052228-20-DE-NOVEMBRO-DIA-DA-CONSCI-NCIA-NEGRA 
Acesso em 10 de abr. de 2022 
https://www.adustina.ba.gov.br/Site/Noticias/noticia-121120191107052228-20-DE-NOVEMBRO-DIA-DA-CONSCI-NCIA-NEGRA
 
 
27 
 
Texto II 
 
 
Disponível em: https://www.dicio.com.br/racismo/#:~:text=Significado%20de%20Racismo,uma%20ra%C3%A7a%20melhor%20que%20outra. 
Acesso em 20 de abr. 2022. 
 
Texto III 
 
A legislação sobre racismo prevê penas de um a até cinco anos de reclusão para quem negar emprego, ou 
impedir acesso ou recusar atendimento em hotel, restaurantes, bares, estabelecimentos comerciais ou impedir 
o casamento ou convivência familiar e social para pessoas por conta de raça ou cor. 
EXAME, 13/06/2019 
Disponível em: https://www.dicio.com.br/racismo/#:~:text=Significado%20de%20Racismo,uma%20ra%C3%A7a%20melhor%20que%20outra. 
Acesso em 20 de abr. 2022. 
 
Faça a leitura dos textos acima e, com base nas informações veiculadas por eles e em seu próprio ponto 
de vista, redija um Artigo de Opinião que procure responder às perguntas 
 O Brasil é um país democrático? 
 Existe democracia racial em nosso país? 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
28 
 
Respostas Aula 8 
 
1. Espera-se que o estudante compreenda que o texto tem como objetivo apresentar um posicionamento sobre 
o assunto abordado. 
2. Espera-se que o estudante compreenda que o assunto é a generalização do que foi abordado no texto, ou 
seja, “exercício físico e gastos calóricos”. 
3. Espera-se que o estudante compreenda que tema é a especificação, ou seja, o desdobramento do assunto. 
No caso desse artigo de opinião, o tema é “Intensidade de treino e gasto de calorias após exercício físico.” 
4. Espera-se que o estudante compreenda que o texto foi escrito para profissionais de educação física e para 
pessoas que tenham interesse em assuntos relativos à atividades físicas. 
5. Espera-se que o estudante compreenda que foi empregada a linguagem subjetiva e culta da língua 
portuguesa. 
6. Qual é a ideia principal defendida no texto? Espera-se que o estudante responda que a ideia principal 
defendida é que o “gasto calórico total promovido pela prática de um exercício físico não está limitado ao 
período de sua execução." 
7. Alternativa A) [...] o sprint interval training (SIT) – que propõe a máxima intensidade em um curto período, 
foi o que apresentou o menor consumo energético após o exercício. Espera-se que o estudante saiba 
distinguir a alternativa que apresenta uma ideia falsa e identifique-a. 
8. Espera-se que o estudante seja capaz de localizar as seguintes informações: o sprint interval training (SIT) 
– que propõe a máxima intensidade em um curto período; o exercício contínuo, realizado em baixa ou 
moderada intensidade, de modo que o praticante consiga sustentar o ritmo sem interrupção; e o exercício 
intervalado (HIIE), em que é adotada uma alta intensidade.9. Espera-se que o estudante responda que é o sprint interval training (SIT). Localizar informação explícita 
no texto. 
10. Resposta pessoal. Espera-se que o estudante dê sua opinião e justifique sua resposta. 
11. a) Conservamos arquivadas nossas melhores ideias. 
b) O tribunal solicitou que dê as suas explicações. 
c) A população daquela cidadezinha é carinhosa e hospitaleira. 
d) O museu expôs esculturas e quadros famosos. 
e) O museu expôs quadros e esculturas famosos/famosas. 
12. a) O caramujo é sempre lento. 
b) O aluno dedicado passou de ano. A tartaruga e o caramujo são inofensivos. 
c) É necessária a prudência. 
13. a) As candidatas estavam revoltadas mesmo e decidiram, elas mesmas, boicotar o concurso. 
b) A cantora sorriu e disse: muito obrigada a todos. 
c) As cópias não vieram anexas à correspondência. 
d) Seguem, em anexo, as planilhas que nos foram solicitadas. 
14. Resposta pessoal. Espera-se que o aluno pesquise frases ou orações cujas concordâncias nominais sejam 
observadas a partir das regras apresentadas no campo teór 
 
 
29 
 
 
 
RETOMANDO O GÊNERO TEXTUAL ANÚNCIO 
 
Os anúncios publicitários são de alta 
circulação social e tendem a se tornar mais e 
mais comuns em virtude das características da 
sociedade atual, baseada na produção e no 
consumo de mercadorias e ideias. São textos 
que atuam justamente no sentido de convencer 
o público a comprar determinado produto ou, 
ainda, no sentido de despertar a consciência do 
público para a não destruição do meio 
ambiente ou abordar quaisquer outros 
problemas sociais. 
No segundo caso, os textos publicitários 
procuram "vender" uma ideia, ou estimular os leitores a mudar seu comportamento, suas atitudes acerca de 
algo. 
Nesse sentido, existem textos publicitários que visam convencer o leitor a parar de fumar, a levar uma 
vida mais saudável, a conservar o patrimônio cultural de uma cidade, a usar adequadamente o transporte 
público, etc. 
 
Característica do anúncio publicitário 
 
É um texto curto, de linguagem mista, mesclando elementos verbais com não verbais. 
A linguagem visual — com a exploração de cores, texturas, contrastes, luz — e a linguagem sonora podem 
ser exploradas de modo significativo nos textos publicitários. 
Por sua linguagem concisa e curta, os textos trabalham a palavra como um recurso de forte poder 
expressivo, portanto fogem dos seus usos denotativos e mais “comuns” e passam a ser um “ícone” de alguma 
parte da mensagem. Isso também ocorre com os outros elementos, como as cores, que possuem uma 
simbologia, bem como a padronização dos corpos, do bom e mal, do bonito e feio, etc. 
 
Disponível em: https://educacao.uol.com.br/disciplinas/ingles/texto-publicitario-propaganda-tambem-vende-ideias-e-sugere-
atitudes.htm?cmpid=copiaecola Acesso em: 30, abr. 2022. (Adaptado) 
Disponível em: https://brasilescola.uol.com.br/redacao/anuncio-publicitario.htm Acesso em: 30, abr. 2022. (Adaptado) 
 
 
AULA 9 
Objeto de conhecimento: Gênero Anúncio Publicitário. Apreciação e réplica/ Relação entre gêneros e mídias: 
Análise de peças publicitárias; Construção composicional e estilo das peças publicitárias. Fono-ortografia: concordância 
verbal. 
Habilidades: (EF69LP02-A) Analisar e comparar peças publicitárias variadas (outdoor, anúncios e propagandas em 
diferentes mídias, spots, banner, jingle, vídeos etc.). (EF69LP02-B) Perceber a articulação entre peças publicitárias em 
campanhas, as especificidades das várias semioses e mídias, a adequação dessas peças ao público-alvo, aos objetivos do 
anunciante e/ou da campanha. (EF69LP02-C) Perceber a construção composicional e o estilo dos gêneros em questão, 
como forma de ampliar suas possibilidades de compreensão (e produção) de textos. (EF08LP04) Utilizar, ao produzir 
textos do Campo Jornalístico-Midiático, conhecimentos linguísticos e gramaticais: ortografia, regências e concordâncias 
nominais e verbais, modos e tempos verbais, pontuação etc. 
Disponível em: 
ttps://static.mundoeducacao.uol.com.br/mundoeducacao/2021/10/1-
anuncio-publicitario.jpg/ Acesso em 02 de mai. de 2022. 
https://educacao.uol.com.br/disciplinas/ingles/texto-publicitario-propaganda-tambem-vende-ideias-e-sugere-atitudes.htm?cmpid=copiaecola
https://educacao.uol.com.br/disciplinas/ingles/texto-publicitario-propaganda-tambem-vende-ideias-e-sugere-atitudes.htm?cmpid=copiaecola
https://brasilescola.uol.com.br/redacao/anuncio-publicitario.htm
 
 
30 
 
Observe o texto a seguir: 
 
Disponível em: https://pt-static.z-dn.net/files/d6c/ed86d276a3a33c79a4c2cf1369cb087d.jpg/Acesso em: 22 de maio de 2022. 
 
“Publicidade é a arte de se fazer propaganda através de anúncios publicitários, que são um gênero textual 
com fins comerciais ou políticos exercendo uma ação psicológica sobre o público” (Aurélio Buarque de 
Holanda). 
 
Assim como os leitores, os anúncios sustentam economicamente os jornais e as revistas e fazem parte das 
informações veiculadas ao público. Deve-se acrescentar, ainda, que a publicidade segue o curso dos 
acontecimentos atuais. 
Para continuar sua ação, o anúncio publicitário também traz mensagens ao leitor utilizando os elementos 
a seguir. 
• Slogan: síntese do que se quer transmitir imediatamente ao leitor, destacando as qualidades do que se deseja 
propagar. 
• Ilustração (fotos, desenhos ou gráficos): relacionada ao texto da propaganda. 
•Texto: apresenta várias informações para convencer o leitor de que o produto é de boa qualidade e deve ser 
adquirido ou de que a ideia deve ser adotada. 
Esses recursos são algumas das estratégias de atração e convencimento que a publicidade pode utilizar 
para defender uma ideia, serviço ou produto. 
 
ATIVIDADES 
1. Como você classifica esse anúncio publicitário? 
 
2. Qual é o objetivo do texto? 
 
3. A ilustração que acompanha o texto escrito é importante para a compreensão? Por quê? 
 
4. O anúncio apresenta árvores cortadas. Por que esse fato nos chama a atenção? 
 
 
 
31 
 
5. É possível deduzir qual é o público-alvo do texto? Explique como chegou à sua conclusão. 
6. Independentemente do seu conhecimento prévio a respeito do Greenpeace, apenas com base no anúncio 
publicitário, o que é possível deduzir dessa organização? 
Observe esse outro exemplo de anúncio: 
 
 
 
Disponível em: https://convivaeducacao.org.br/fique_atento/1083 Acesso em: 30 abr. 2022 
7. Qual é o objetivo dele? 
 
8. É possível identificar seu público-alvo? 
 
9. Embora venham de instituições diferentes e com diferentes propósitos, as duas propagandas têm algo em 
comum. O que é? 
 
10. Qual é o slogan desse texto? 
 
11. Observando a imagem, é possível reconhecer elementos das histórias infantis. Quais? Consegue relacioná-
los a alguma história conhecida? 
 
12. Qual seria o objetivo da instituição ao investir em cultura ou fazer uma campanha de leitura? 
 
13. Observe o texto. 
 
As histórias precisam de você para fazer parte da vida das crianças 
Do 0 aos 5 anos, as crianças vivem um momento fundamental do seu crescimento. Ler para uma criança 
nessa fase ajuda a desenvolver o raciocínio, o vocabulário e a imaginação dela. Nos últimos anos, o Itaú já 
distribuiu gratuitamente mais de 30 milhões de livros e, em 2013, vai levar novas histórias para todo o Brasil. 
Mas a parte importante depende de você: leia para uma criança. 
Peça sua Coleção Itaú de Livros Infantis: www.itau.com.br/itaucrianca. 
 
Disponível em: http://portfoliodeagencias.meioemensagem.com.br/anuario/propaganda/ agencias/DPZT/2796/portfolio-da-
agencia/Mnifesto/2785. Acesso em: 30 abr. 2022. 
 
https://convivaeducacao.org.br/fique_atento/1083
http://portfoliodeagencias.meioemensagem.com.br/anuario/propaganda/
 
 
32 
 
a) Qual argumento é usado para convencer os leitores a ler para as crianças? Relacione o texto às informações 
do anúncio. 
b) Nesse texto, compreende-se criança de uma forma bem específica. O que se entende por criança nele? 
c)De acordo com o texto, o que é preciso para que a campanha de distribuição de livros do Itaú tenha sucesso? 
 
 
Continuando o estudo da Concordância, vamos ver a seguir uma relação importante entre sujeito e verbo. 
 
Concordância verbal 
 
Os mecanismos de concordância são uma constante fonte de recursos expressivos de uma língua. Um 
texto que os utiliza corretamente assegurará a clareza, a coerência e a coesão, necessárias à boa comunicação. 
 
Concordância verbal é o estudo que leva em consideração as flexões verbais de número e pessoa em 
função do sujeito. Nesse sentido, o verbo concorda em número e pessoa com o sujeito da oração. 
 
Exemplos: 
 
1º - Em geral, as pessoas se preocupam com o planeta, mas não se mobilizam. 
 (Sujeito) (Verbo) (Verbo) 
 
2º - Em geral, a população se preocupa com o planeta, mas não se mobiliza. 
 (Sujeito) (Verbo) (Verbo) 
 
As relações de concordância constituem um dos aspectos fundamentais da estrutura sintática do idioma. 
Assim, conhecer as regras básicas que determinam o ajuste entre o verbo e o sujeito é indispensável a quem 
utiliza o padrão culto do idioma. 
Para o estudo de concordância verbal, é necessário, portanto, levar em consideração dois aspectos: 
1) o tipo de sujeito da oração; 
2) a regra de concordância para esse tipo de sujeito. 
Como, em uma oração, o sujeito pode se apresentar sob muitas formas, existe também um conjunto 
bastante amplo de regras de concordância. 
 
Casos de concordância verbal 
 Regra 1 
Ex.: O professor e a professora prepararam a prova. 
 
Conclusão: o verbo vai para a 3.ª pessoa do plural caso o sujeito seja composto (3.ª + 3.ª) e anteposto ao verbo. 
 
 Regra 2 
Ex.: Então falaram o aluno e a aluna. 
Ex.: Então falou o aluno e a aluna. 
 
Conclusão: se o sujeito composto é posposto ao verbo, este vai para o plural ou concorda com o substantivo 
mais próximo. 
 Regra 3 
Ex.: Eu e tu sairemos de manhã. 
Ex.: Eu, tu e ele sairemos de manhã. 
Ex.: Tu e ele saireis de manhã. 
Ex.: Você e ele sairão de manhã. 
 
 
 
33 
 
Conclusão: quando o sujeito é composto de pessoas diferentes, o verbo fica no plural, de acordo com a pessoa 
mais importante, sendo sempre a de número mais baixo (a primeira pessoa é mais importante que a segunda e 
a segunda é mais importante que a terceira). 
 Regra 4 
Ex.: Há meses que não o vejo. 
Ex.: Havia anos que este fenômeno não ocorria. 
Ex.: Faz horas que o trem partiu. 
 
Conclusão: o verbo haver nos sentidos de existir / acontecer / ocorrer ou se referindo ao tempo passado é 
impessoal, ou seja, não admite sujeito. O mesmo sucede com o verbo fazer referindo-se a tempo. 
 
 Regra 5 
Ex.: Rui ou Mário será o vencedor. 
Ex.: O ônibus ou o trem passam por lá. 
 
Conclusão: havendo exclusão, o verbo fica no singular; se o verbo se referir aos dois sujeitos, vai para o plural. 
 
 Regra 6 
Ex.: A classe levantou-se quando o diretor apareceu. 
 
Conclusão: o sujeito coletivo no singular pede verbo no singular. 
 
 Regra 7 
Ex.: Um bando de papagaios sobrevoou a floresta. 
Ex.: Um bando de papagaios sobrevoaram a floresta. 
 
Conclusão: o verbo pode ficar no singular ou no plural se o sujeito coletivo for especificado com substantivo 
no plural. 
 
 Regra 8 
Ex.: Médicos, remédios, mudança de clima, nada pôde curá-lo. 
Conclusão: quando as palavras nada, tudo, ninguém etc. vierem ao fim de uma enumeração (como que a 
resumi--la), o verbo fica no singular. 
 
 Regra 9 
Ex.: Já deram onze horas? 
Ex.: Soaram sete horas. 
Ex.: O sino do morro badalou seis horas. 
Ex.: O relógio bateu três horas. 
Conclusão: se aparecerem os sujeitos expressos, como no caso de relógio, sino, campainha etc., o verbo 
concordará com esses sujeitos. Se não aparecerem sujeitos, o verbo concordará com a palavra hora ou horas. 
 
 Regra 10 
Ex.: Sou eu que pago a conta. 
Ex.: Sou eu que paga a conta. 
 
Conclusão: o verbo das orações concorda com o sujeito “eu” ou com o pronome relativo “que” na 1.ª pessoa 
(eu pago, que paga). 
 
 Regra 11 
Ex.: Na infância, tudo são alegrias. 
 
 
34 
 
 
Conclusão: quando o sujeito for o pronome tudo, o verbo ser concorda com o predicativo. O mesmo ocorre 
quando forem sujeitos isto, isso, aquilo. 
 
 
 Regra 12 
Ex.: A comida eram uns pedaços de pão velho. 
Conclusão: quando o sujeito é um nome de coisa no singular e o predicativo estiver no plural, o verbo ser 
vai para o plural, concordando com o predicativo. 
 
 Regra 13 
Ex.: Ela é que é bonita! 
Ex.: Elas é que são bonitas! 
 
Conclusão: a expressão de realce “é que” permanece invariável. 
 
 
14. Reescreva o trecho abaixo substituindo o sujeito grifado pelas palavras que estão entre parênteses, fazendo 
a devida concordância. 
 
A campanha institucional do Greenpeace foi premiada na edição 2003 do New York Festivals, evento 
internacional de comunicação realizado desde 1957 na cidade americana. (anúncios publicitários) 
 
15. Considerando que o termo em destaque é o sujeito, reescreva as frases completando as lacunas com a 
forma verbal que torna correta a concordância. 
a) A decisão dos diretores da empresa ... os funcionários. (surpreendeu/surpreenderam) 
b) Nos últimos dias, ... na imprensa boatos de aumento da taxa de juros. (surgiu/surgiram) 
c) O velho relógio da igreja ... dez horas. (batia/batiam) 
 
16. Com relação às duas frases a seguir, faça o que se pede. 
I. Não se reformulou o planejamento inicial. 
II. Não se concordou com o planejamento inicial. 
 
Reescreva as frases dadas, colocando no plural os termos destacados. Se necessário, refaça a concordância. 
 
17. Nas frases a seguir, substitua o termo em destaque pelo indicado entre parênteses e refaça, se necessário, 
a concordância e as alterações decorrentes da substituição. Quando houver duas concordâncias válidas, 
indique--as. 
a) O resultado da pesquisa sobre a separação do lixo não reciclável provocou grande polêmica entre os 
moradores. (conclusões) 
b) Contrata-se pedreiro experiente. (costureiras) 
c) Precisa-se de pintor experiente. (costureiras) 
d) Muitos pássaros dormiam no poste. (uma porção de) 
e) O diretor repreendeu dois dos meninos que participaram da confusão. (um) 
f ) O Brasil anunciou sua participação no projeto. (Estados Unidos) 
g) Algum de nós não irá à festa. (alguns) 
 
 
 
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18. Leia a frase a seguir. 
 
O hábil detetive e seus agentes descobriram o ladrão das joias. 
 
Agora, reescreva-a substituindo o e por com e estabeleça a concordância verbal de modo que: 
a) os dois núcleos do sujeito tenham o mesmo grau de importância. 
b) o primeiro núcleo fique mais valorizado que o segundo. 
 
19. Leia as frases a seguir. 
 
I. “O comércio entre Brasil, Argentina, Paraguai e Uruguai quadruplicaram nos últimos anos – e faz negócios 
melhores quem se comunica melhor.” (Veja, ed. 1563, p. 106.) 
 
II. O péssimo estado de conservação dos campos de futebol afastam os jogadores do esporte. 
 
a) Ambas apresentam o mesmo problema de uso da norma culta. Aponte-o nas duas frases. 
 
b) Reescreva as passagens incorretas, adequando-as à norma culta. Justifique a correção. 
 
20. A frase a seguir foi proferida por Ayrton Senna, por ocasião de um voo que ele fez em um avião Mirage, 
da Força Aérea Brasileira. 
 
Se cada brasileiro tivesse a oportunidade de fazer esse voo que eu fiz, com certeza teriam mais amor à pátria. 
Rev. Foco. Brasília, Foco Editorial, n. 37, out. 1998. 
 
a) A frase apresenta uma inadequação gramatical. Identifique essa inadequação, faça a correção e justifique-
a. 
 
b) Elabore uma hipótese para explicar o que poderia ter levado à ocorrência desse erro. 
 
21. Leia este trecho de notícia: 
[...] O avião EMB-145 foi totalmente projetado no computador, com a finalidade de aumentar a 
produtividade. [...] O software acusa, por exemplo, quando componentes do sistema elétrico projetado está 
ocupando a mesma região no espaçoque tubos do sistema hidráulico. 
O Estado de S.Paulo, 27 nov. 1995. 
 
a) Identifique a passagem em que ocorre um desvio em relação à norma culta e explique-a. 
b) Reescreva tal passagem de acordo com os padrões da norma culta. 
c) Formule uma hipótese para explicar o que poderia ter induzido o redator da notícia a cometer o erro. 
 
22. Durante a transmissão de uma partida de futebol, o locutor de uma rede de TV disse: 
 
Não foi divulgado ainda público e renda do jogo. 
 
Imediatamente a seguir, julgando ter cometido um erro de concordância, ele refez a frase desta forma: 
“Não foram divulgados ainda público e renda”. 
 
Baseando-se na regra de concordância aplicável ao caso, comente se a alteração efetuada pelo locutor era 
realmente necessária 
 
 
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PRODUÇÃO TEXTUAL 
 
Agora que já refletimos sobre campanhas publicitárias em geral e sobre a campanha do Greenpeace em 
particular, está na hora de você usar sua criatividade para criar uma peça ou anúncio publicitário. 
Vamos trabalhar também a intertextualidade com contos de fadas e histórias infantis apresentadas na 
publicidade da instituição financeira. 
 
• Escolha o assunto do qual quer trabalhar. 
• Escolha a história infantil que pode ser relacionada a esse assunto. 
• Use sua criatividade para estabelecer a relação entre o assunto e a história infantil. 
• Crie um slogan e um breve texto de conscientização. 
• Escolha uma imagem interessante, inteligente e criativa (pode ser foto, desenho, colagem etc.). 
• Apresente sua peça publicitária à turma. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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Respostas Aula 9 
 
1. É um cartaz de uma campanha publicitária. 
2. Conscientizar as pessoas sobre o problema do desmatamento. 
3. Sim, é por causa da imagem, da qual é associada ao texto verbal, que entendemos toda informação 
proposta pelo anúncio. 
4. Porque não há mais floresta, o que representa uma crítica ao desmatamento. 
5. O anúncio dirige-se a os públicos, visto que se objetiva a conscientização de todos os leitores a respeito 
da degradação do meio ambiente. 
6. É um grupo que se preocupa com a preservação da natureza, das árvores e dos oceanos. 
7. Estimular os leitores a lerem para as crianças os livros distribuídos. 
8. Adultos letrados que tenham contato com crianças. 
9. Usam o recurso da intertextualidade com contos de fada na imagem. 
10. Leia para uma criança #issomudaomundo. 
11. Um dragão, um sapo, um gigante, um castelo e uma fada. Sugestão: o dragão aparece na história de A 
Bela Adormecida; o gigante, em João e o Pé de Feijão; o sapo, em O Príncipe Sapo; o castelo, em várias 
histórias de princesas, como Bela Adormecida e Branca de Neve; e a fada, em Peter Pan. 
12. A instituição promove sua imagem como uma investidora em cultura, recebendo por isso respeito e 
aceitação do público em geral. 
13. a) O argumento de que ler para elas ajuda a fortalecer a relação entre adultos e crianças, a aumentar a 
compreensão do mundo, a ampliar o vocabulário, a facilitar o aprendizado e a aumentar a imaginação e a 
criatividade. 
b) Crianças na faixa etária de 0 a 5 anos. 
c) Que os leitores aceitem ler para as crianças os livros distribuídos pela campanha. 
14. Os anúncios publicitários do Greenpeace foram premiados na edição 2003 do New York Festivals, evento 
internacional de comunicação realizado desde 1957 na cidade americana. 
15. a) A decisão dos diretores da empresa surpreendeu os funcionários. 
b) Nos últimos dias, surgiram na imprensa boatos de aumento na taxa de juros. 
c) O velho relógio da igreja batia dez horas. 
16. Frase I: Não se reformularam os planejamentos iniciais. 
Frase II: Não se concordou com os planejamentos iniciais. 
17. a) As conclusões da pesquisa sobre a separação do lixo não reciclável provocaram grande polêmica entre 
os moradores. 
b) Contratam-se costureiras experientes. 
c) Precisa-se de costureiras experientes. 
d) Uma porção de pássaros dormia/dormiam no poste. 
e) O diretor repreendeu um dos meninos que participaram da confusão. 
f) Os Estados Unidos anunciaram sua participação no projeto. 
g) Alguns de nós não iremos/irão à festa. 
18. a) O hábil detetive com seus agentes descobriram o ladrão das joias. 
b) O hábil detetive, com seus agentes, descobriu o ladrão das joias. 
19. a) Concordância verbal. Em I, “quadruplicaram”; em II, “afastam”. 
b) Em I: O comércio [...] quadruplicou [...]. O verbo (no singular) concorda com comércio (no singular), 
núcleo do sujeito simples. Em II: O péssimo estado de conservação [...] afasta [...]. O verbo (no singular) 
concorda com estado (no singular), núcleo do sujeito simples. 
 
 
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20. a) Erro: “[...] com certeza teriam [...]”. Correção: [...] com certeza teria [...]. O sujeito é cada brasileiro 
(no singular), o que requer o verbo no singular. 
b) A expressão cada brasileiro (no singular) contém ideia de plural (cada brasileiro = todos os brasileiros), 
isso deve ter induzido o falante ou o redator a empregar o verbo no plural. 
21. a) “[...] quando componentes do sistema elétrico projetado está ocupando [...]” 
O verbo estar está concordando com o complemento nominal do sistema elétrico e deveria concordar com 
componentes. 
b) [...] quando componentes do sistema elétrico projetado estão ocupando [...]. 
c) O termo sistema elétrico deve ter atraído mais a atenção do redator, levando-o a supor que esse fosse o 
núcleo do sujeito. Como é um termo no singular, o redator empregou o verbo no singular. O núcleo 
componentes (no plural) requer o verbo no plural. 
22. Não era necessária, porque, nesse caso, as duas formas estão corretas. Como o verbo está antes do sujeito 
composto, ele pode tanto ficar no plural como concordar com o primeiro núcleo (público). 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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AULA 10 
Objeto de conhecimento: Gênero: Autobiografia. Estratégias de leitura; modos e tempos verbais. 
Habilidades: (EF89LP33-A) Ler, de forma autônoma, e compreender – selecionando procedimentos e estratégias de 
leitura (seleção, antecipação, inferência e verificação) adequados a diferentes objetivos e levando em conta características 
dos gêneros e suportes – minicontos, fábulas contemporâneas, romances juvenis, biografias romanceadas, crônicas 
visuais, narrativas de suspense, poemas de forma livre e fixa (como haicai), poemas concretos, entre outros. (EF08LP04) 
Utilizar, ao produzir texto, conhecimentos linguísticos e gramaticais: ortografia, regências e concordâncias nominal e 
verbal, modos e tempos verbais, pontuação etc. 
 
O GÊNERO AUTOBIOGRAFIA 
 
Antes de falarmos de AUTOBIOGRAFIA, precisamos entender o conceito de BIOGRAFIA, OK? 
Para isto, pesquisemos em um dicionário, impresso ou online, o conceito das duas palavras, combinado? 
 
Depois da pesquisa realizada sobre o que significa a palavra BIOGRAFIA e o que significa a palavra 
AUTOBIOGRAFIA, descobrimos que: 
BIO = vida; GRAFIA = escrita. Ou seja, Biografia significa “registro da vida de uma pessoa”. AUTO = a si 
mesmo. Autobiografia significa “o registro escrito da própria vida”, ou seja, uma biografia escrita pelo 
próprio autor, o autor seleciona e narra acontecimentos de sua própria vida. 
 
Vejamos, agora, as principais marcas do gênero textual Autobiografia, elas são: 
 Informações quanto ao nome do autor e protagonista da história, data e local de seu nascimento; 
 Fatos importantes da vida dessa pessoa; 
 Uso frequente de pronomes pessoais e possessivos na primeira pessoa (singular/plural); 
 Predomínio de verbos no Pretérito Perfeito e Pretérito Imperfeito. 
 
Disponível em: http://www.diaadiaeducacao.pr.gov.br/portals/pde/arquivos/2000-6.pdf Acesso: 12, abr. 2021. (Adaptado) 
 
Na biografia, a seleção dos eventos a serem apresentados é definida pelos outros, por isso, a objetividade 
é mais evidente que na autobiografia,em que a pessoa escolhe o que vai escrever sobre ela mesma. 
Outra característica tanto da biografia quanto da autobiografia é a veracidade dos fatos. Costumam ser 
narrativas não ficcionais, ou seja, não são histórias "inventadas". O relato dos fatos no 
texto autobiográfico aparece frequentemente pontuado de lembranças, de um colorido emocional, que não é 
mostrado em outros tipos de textos. Predomina a subjetividade. 
 
Disponível em: https://www.rouxinolneusarocha.com.br/noticias/producao-de-texto-7-ano-autobiografia Acesso: 09 mai. 2022. (Adaptado) 
. 
É importante destacar que neste gênero textual há uma constante representação de verbos conjugados no 
tempo pretérito do modo indicativo. Assim, analisa-se que os tempos verbais (presente, pretérito e futuro) 
indicam quando ocorre a ação, estado ou fenômeno expressado pelo verbo, em suma: 
 Presente - não só indica o momento atual, mas ações regulares ou situações permanentes. 
Exemplo: Estou aqui! 
 
 Pretérito - indica momentos anteriores, decorridos ou acabados. Exemplos: 
Exemplo: Eu não acreditava no que meus olhos viam. 
 
 Futuro - indica acontecimentos que se realizarão. 
Exemplo: Ficarei aqui! 
Os tempos verbais (presente, pretérito e futuro) se unem aos modos verbais (indicativo, subjuntivo e 
imperativo) para indicar a forma como ocorrem as ações, estados ou fenômenos expressados pelo verbo. 
http://www.diaadiaeducacao.pr.gov.br/portals/pde/arquivos/2000-6.pdf
https://www.rouxinolneusarocha.com.br/noticias/producao-de-texto-7-ano-autobiografia
 
 
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 O modo indicativo expressa certezas. 
 Exemplo: O aluno entendeu. 
 O modo subjuntivo expressa desejos e possibilidades. 
 Exemplo: Tomara que o aluno entenda. 
 
 O modo imperativo expressa ordens, pedidos. 
 Exemplo: Por favor, entenda! 
Portanto, a partir do texto autobiográfico, abaixo, observe o tempo e o modo de conjugação apresentados. 
 
Leia um trecho da autobiografia do autor Carlos Queiroz Telles e responda às atividades propostas: 
 
Confesso, com um pouco de vergonha, que houve uma época na minha vida em que tinha muita vergonha 
de sentir que era um poeta. 
Ser um poeta parecia então uma coisa do outro mundo – um desligado, maluco, irresponsável... em 
resumo, um ser dispensável e inútil. 
Naquela época, eu ainda era garoto. Tinha treze saudáveis anos e uma fome de vida que incluía e misturava 
tudo: saber, amar, jogar futebol... e criar versos. 
Fazer poesia era uma brincadeira gostosa e o prazer de acertar um verso bonito trazia a mesma sensação 
de alegria de voar em direção de uma bola e defender um pênalti. 
Só com o tempo (muito tempo!), eu fui entender a verdadeira utilidade da poesia e a função do trabalho 
de um escritor de versos. 
Hoje, com muita simplicidade, eu aprendi a dizer: Quem diria! Então, no final da contas, o menino Queiroz 
era mesmo um poeta! [...] 
CARLOS QUEIROZ TELLES. Sementes de sol. São Paulo: Moderna, 1992. p.79. (Fragmento). Acesso em 09 mai. 2022. 
 
1. O que Carlos Queiroz Telles pensava sobre os poetas? 
 
2. Com o tempo, ele mudou de ideia. Por quê? 
 
3. Você já sabe que a palavra biografia é formada por bio (vida) e grafia (escrita, descrição). Auto significa 
por si próprio, de si mesmo. O texto de Carlos Queiroz Telles é uma autobiografia. Por que esse tipo de texto 
recebe esse nome? 
 
4. No texto, Carlos Queiroz Telles, ao reproduzir sua autobiografia, não faz uma lista de informações, como 
em uma ficha, mas escreve como se estivesse contando algo a alguém. 
 
a) Em que pessoa estão os verbos confesso, fui e aprendi usado para descrever suas ações e sentimentos? 
b) O verbo confesso, relacionado ao momento em que ele conta a história, está no presente ou no passado? 
c) Os verbos pareciam, era, tinha, relacionados ao momento em que os fatos relatados ocorreram, estão 
no presente ou no passado? 
d) A palavra minha, relacionada a Carlos Queiroz Telles, refere-se a qual pessoa: eu, ele ou nós? 
 
5. Substitua os verbos destacados pelo verbo indicado entre parênteses. Preste atenção ao tempo 
verbal pedido: 
 
a) “Confesso, com um pouco de vergonha [...]” (confessar/passado) 
b) “Tinha treze saudáveis anos [...]” (ter/presente) 
 
 
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c) “Ser um poeta parecia então uma coisa do outro mundo” (parecer/futuro). 
 
6. Você conhece pessoas influentes, cujas autobiografias te chamam a atenção? Quem é e o que te chama a 
atenção no que foi autobiografado? 
 
7. Observe o texto do autor Carlos Queiroz Telles: a que tempo verbal o autor reporta-se para falar de sua 
vida? 
 
A) Presente. B) Pretérito. C) Futuro. 
8. Explique por que os autores optam por esse tempo verbal nas autobiografias. 
 
9. O gênero autobiografia descreve 
 
A) a própria vida. 
B) a vida de alguém. 
C) uma sociedade em geral. 
D) uma família importante. 
 
10. Marque a alternativa que corresponde ao gênero autobiografia. 
 
A) É um texto de ordem filosófica. 
B) É um texto que pretende vender algum produto. 
C) Texto que deve virar lei e todo mundo cumprir. 
D) Conta a história da sua própria vida. 
 
PRODUÇÃO TEXTUAL 
Falar de si mesmo não é muito simples e sempre há um modo bem particular da forma como enxergamos 
a nós mesmos. Que tal, colocar neste texto, uma boa dose de bom humor? Assim, produza uma autobiografia 
divertida, procurando relatar de forma dinâmica e criativa sua trajetória de vida. 
Para produzir seu texto lembre-se: Autobiografia é a vida de um indivíduo escrita por ele mesmo. Você 
escreve dados biográficos sobre si mesmo. Para nortear sua autobiografia pode pensar em alguns dados 
importantes: 
 Nome completo. 
 Idade atual. 
 Onde nasceu (cidade, estado, pais). 
 O que gostava de fazer quando era mais novo. 
 Fato marcante de quando era mais novo. 
 Leituras preferidas. 
 O que mais gosta de fazer fora da escola. 
 Lazer preferido. 
 Esporte(s) que pratica. 
 
Mas, os dados acima são apenas uma referência. Portanto, fique à vontade para fazer a sua autobiografia, 
pois o importante é se ver em seu próprio texto. 
Planeje o seu texto antes de escrever e, posteriormente, releia-o fazendo correções, caso estas sejam 
necessárias. 
 
 
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Respostas Aula 10 
 
1. Tinha muita vergonha de sentir que era um poeta. 
2. Só com o tempo (muito tempo!), eu fui entender a verdadeira utilidade da poesia e a função do trabalho de 
um escritor de versos. 
3. O nome Autobiografia é dado a este tipo de texto escrito pelo próprio autor-personagem, o qual relata sua 
trajetória de vida em uma narrativa pessoal e intimista. 
4. a) Os verbos destacados estão conjugados em primeira pessoa cujo pronome referido é “eu”. 
b) O verbo (confesso) está conjugado no tempo presente. 
c) Os verbos (parecia, era, tinha) estão conjugado no tempo pretérito. 
d) A palavra (minha) faz referência à 1ª pessoa “eu”. 
5. a) “Confessei, com um pouco de vergonha [...]” (confessar/passado) 
b) “Tenho treze saudáveis anos [...]” (ter/presente) 
c) “Ser um poeta parecerá, então, uma coisa do outro mundo” (parecer/futuro) 
6. Resposta pessoal. 
7. Alternativa B) Pretérito. Espera-se que o estudante identifique a estrutura de conjugação do verbo. 
8. Espera-se que o estudante entenda que os autores optam pelo pretérito por tratar-se de fatos que ocorreram 
no passado. 
9. Alternativa A) a própria vida. Espera-se que o aluno observe o significado da palavra autobiografia. 
10. Alternativa D) Conta a história da sua própria vida. Espera-se que o aluno observe o significado da 
palavra autobiografia. 
 
 
	SUMÁRIO
	Características dos textos literários
	São considerados textos literários: autobiografia, os poemas, os romances, os contos, as novelas, as lendas, as fábulas, as crônicas, as peças de teatro, as letras de músicas, etc.
	“Barca Bela”, de Almeida Garrett
	RETOMANDO O ARTIGO DE OPINIÃO
	Estrutura de um artigo de opinião
	Texto 1
	Treino curto e com máxima intensidade leva a maior gasto de caloriasapós exercício
	RETOMANDO O GÊNERO TEXTUAL ANÚNCIO

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