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02 - PROVA - Responsabilidade Civil (DISCIPLINA UNAMA)

Conjunto de questões sobre responsabilidade civil, dano moral e direito do consumidor. Inclui perguntas de jurisprudência do STJ, responsabilidade objetiva e subjetiva, casos práticos (acidentes, inscrição em cadastros, estação de tratamento de esgoto e concessionárias) e abuso de direito.

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Questões resolvidas

Pergunta 2
Um motorista em velocidade compatível com a via se assustou com um pedestre fora da faixa.
O pedestre estava no celular e não viu o carro. Para evitar o atropelamento, o motorista desviou e bateu num carro estacionado em local permitido.
Considerando o caso, assinale a opção correta:

a) A conduta do motorista foi ilícita, razão pela qual surge a obrigação de indenizar o dono do veículo estacionado.
b) A conduta do motorista foi lícita; contudo, nessa situação, há obrigação de indenizar o dono do veículo.
c) A responsabilidade civil pelo acidente deve ser imputada diretamente ao pedestre.
d) A excludente de responsabilidade do fortuito incide em favor do pedestre.
e) O motorista agiu no exercício regular do direito, razão pela qual não será obrigado a indenizar o dono do veículo estacionado.

Pergunta 4
Sobre as relações de consumo é correto afirmar:

Fabricantes e importadores precisam ofertar de componentes e peças de reposição depois de cessada a fabricação ou a importação do produto, por no mínimo de cinco anos de acordo com o CDC.
As sociedades controladas e as consorciadas têm responsabilidade solidária.
Em casos de responsabilidade por fato do serviço, inverte-se o ônus da prova independentemente de decisão do magistrado, na modalidade ope legis, conforme entendimento do STJ.
Cabem danos morais decorrentes da inscrição indevida de consumidor em cadastro de proteção ao crédito, independentemente da existência prévia de inscrição legítima, por configurar ato ilícito a direitos da personalidade.
Atos lesivos praticados por representantes autônomos de determinado produto ou serviço são de responsabilidade subsidiária dos fornecedores daquele produto ou serviço.

a) Fabricantes e importadores precisam ofertar de componentes e peças de reposição depois de cessada a fabricação ou a importação do produto, por no mínimo de cinco anos de acordo com o CDC.
b) As sociedades controladas e as consorciadas têm responsabilidade solidária.
c) Em casos de responsabilidade por fato do serviço, inverte-se o ônus da prova independentemente de decisão do magistrado, na modalidade ope legis, conforme entendimento do STJ.
d) Cabem danos morais decorrentes da inscrição indevida de consumidor em cadastro de proteção ao crédito, independentemente da existência prévia de inscrição legítima, por configurar ato ilícito a direitos da personalidade.
e) Atos lesivos praticados por representantes autônomos de determinado produto ou serviço são de responsabilidade subsidiária dos fornecedores daquele produto ou serviço.

Pergunta 6
Durante o serviço de reparo em uma estação de tratamento de esgoto em que trabalhavam dois empregados da sociedade empresária, rompeu-se uma manilha e a casa vizinha à estação ficou inundada de esgoto, causando diversos prejuízos à proprietária.
Nesse caso:

a) Não cabe indenização a proprietária, pois não há comprovação de que os funcionários agiram com culpa ou dolo.
b) Cabe indenização pela sociedade empresária concessionária, que tem responsabilidade civil objetiva, sendo prescindível a comprovação da culpa ou dolo de seus funcionários.
c) Cabe indenização pela sociedade empresária concessionária, por sua responsabilidade civil subjetiva, mediante a comprovação da culpa ou dolo de seus funcionários.
d) Não cabe indenização a proprietária, pois os funcionários não praticaram ato ilícito, pois estavam no estrito cumprimento de seu dever contratual.
e) Cabe indenização, diretamente, na qualidade de poder concedente, por sua responsabilidade civil subjetiva.

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Questões resolvidas

Pergunta 2
Um motorista em velocidade compatível com a via se assustou com um pedestre fora da faixa.
O pedestre estava no celular e não viu o carro. Para evitar o atropelamento, o motorista desviou e bateu num carro estacionado em local permitido.
Considerando o caso, assinale a opção correta:

a) A conduta do motorista foi ilícita, razão pela qual surge a obrigação de indenizar o dono do veículo estacionado.
b) A conduta do motorista foi lícita; contudo, nessa situação, há obrigação de indenizar o dono do veículo.
c) A responsabilidade civil pelo acidente deve ser imputada diretamente ao pedestre.
d) A excludente de responsabilidade do fortuito incide em favor do pedestre.
e) O motorista agiu no exercício regular do direito, razão pela qual não será obrigado a indenizar o dono do veículo estacionado.

Pergunta 4
Sobre as relações de consumo é correto afirmar:

Fabricantes e importadores precisam ofertar de componentes e peças de reposição depois de cessada a fabricação ou a importação do produto, por no mínimo de cinco anos de acordo com o CDC.
As sociedades controladas e as consorciadas têm responsabilidade solidária.
Em casos de responsabilidade por fato do serviço, inverte-se o ônus da prova independentemente de decisão do magistrado, na modalidade ope legis, conforme entendimento do STJ.
Cabem danos morais decorrentes da inscrição indevida de consumidor em cadastro de proteção ao crédito, independentemente da existência prévia de inscrição legítima, por configurar ato ilícito a direitos da personalidade.
Atos lesivos praticados por representantes autônomos de determinado produto ou serviço são de responsabilidade subsidiária dos fornecedores daquele produto ou serviço.

a) Fabricantes e importadores precisam ofertar de componentes e peças de reposição depois de cessada a fabricação ou a importação do produto, por no mínimo de cinco anos de acordo com o CDC.
b) As sociedades controladas e as consorciadas têm responsabilidade solidária.
c) Em casos de responsabilidade por fato do serviço, inverte-se o ônus da prova independentemente de decisão do magistrado, na modalidade ope legis, conforme entendimento do STJ.
d) Cabem danos morais decorrentes da inscrição indevida de consumidor em cadastro de proteção ao crédito, independentemente da existência prévia de inscrição legítima, por configurar ato ilícito a direitos da personalidade.
e) Atos lesivos praticados por representantes autônomos de determinado produto ou serviço são de responsabilidade subsidiária dos fornecedores daquele produto ou serviço.

Pergunta 6
Durante o serviço de reparo em uma estação de tratamento de esgoto em que trabalhavam dois empregados da sociedade empresária, rompeu-se uma manilha e a casa vizinha à estação ficou inundada de esgoto, causando diversos prejuízos à proprietária.
Nesse caso:

a) Não cabe indenização a proprietária, pois não há comprovação de que os funcionários agiram com culpa ou dolo.
b) Cabe indenização pela sociedade empresária concessionária, que tem responsabilidade civil objetiva, sendo prescindível a comprovação da culpa ou dolo de seus funcionários.
c) Cabe indenização pela sociedade empresária concessionária, por sua responsabilidade civil subjetiva, mediante a comprovação da culpa ou dolo de seus funcionários.
d) Não cabe indenização a proprietária, pois os funcionários não praticaram ato ilícito, pois estavam no estrito cumprimento de seu dever contratual.
e) Cabe indenização, diretamente, na qualidade de poder concedente, por sua responsabilidade civil subjetiva.

Prévia do material em texto

• Pergunta 1 
O dano moral é tema da mais vasta jurisprudência, com diversas súmulas do STJ. 
Nesse sentido, podemos afirmar: 
caracteriza dano moral a apresentação antecipada de cheque pré-datado. 
não é dano moral a simples devolução indevida de cheque 
da anotação irregular em cadastro de proteção ao crédito, cabe indenização por dano 
moral, mesmo quando preexistente legítima inscrição. 
não é aceito cumular as indenizações de dano estético e dano moral. 
pessoas jurídicas não podem ter dano moral. 
• Pergunta 2 
Um motorista em velocidade compatível com a via se assustou com um pedestre fora da 
faixa. 
O pedestre estava no celular e não viu o carro. Para evitar o atropelamento, o motorista 
desviou e bateu num carro estacionado em local permitido. 
Considerando o caso, assinale a opção correta: 
A conduta do motorista foi ilícita, razão pela qual surge a obrigação de indenizar o dono 
do veículo estacionado. 
A conduta do motorista foi lícita; contudo, nessa situação, há obrigação de indenizar o 
dono do veículo 
A responsabilidade civil pelo acidente deve ser imputada diretamente ao pedestre 
A excludente de responsabilidade do fortuito incide em favor do pedestre. 
O motorista agiu no exercício regular do direito, razão pela qual não será obrigado a 
indenizar o dono do veículo estacionado. 
• Pergunta 3 
Na hipótese de imóvel em que acontece a prática ilegal de jogos de azar, há caso de 
perda de uma chance. 
dano moral coletivo. 
responsabilidade objetiva, sendo necessário comprovar a dor, sofrimento e abalo 
psicológico. 
dano estético 
dano social. 
• Pergunta 4 
Sobre as relações de consumo é correto afirmar: 
Fabricantes e importadores precisam ofertar de componentes e peças de reposição 
depois de cessada a fabricação ou a importação do produto, por no mínimo de cinco 
anos de acordo com o CDC 
As sociedades controladas e as consorciadas tem responsabilidade solidária 
Em casos de responsabilidade por fato do serviço, inverte-se o ônus da prova 
independentemente de decisão do magistrado, na modalidade ope legis, conforme 
entendimento do STJ. 
Cabem danos morais decorrentes da inscrição indevida de consumidor em cadastro de 
proteção ao crédito, independentemente da existência prévia de inscrição legítima, por 
configurar ato ilícito a direitos da personalidade. 
Atos lesivos praticados por representantes autônomos de determinado produto ou 
serviço são de responsabilidade subsidiária dos fornecedores daquele produto ou 
serviço. 
• Pergunta 5 
Sobre a responsabilidade civil, suas regras na legislação, jurisprudência e doutrina, 
podemos afirmar: 
Decidido, no juízo criminal, sobre a autoria de determinado ato, tal questão não poderá 
ser rediscutida no juízo cível. 
Quem demandar por dívida já quitada, é obrigado a pagar ao demandado o triplo do que 
houver cobrado. 
Os prejuízos decorrentes de caso fortuito afastam o elemento culpa, suprimindo, por 
isso, a responsabilidade civil de indenizar. 
Sócio de uma sociedade empresária reponde civilmente de forma objetiva pelos danos 
causados pela pessoa jurídica. 
A obrigação de indenizar não é transmissível por herança. 
• Pergunta 6 
Durante o serviço de reparo em uma estação de tratamento de esgoto em que 
trabalhavam dois empregados da sociedade empresária, rompeu-se uma manilha e a 
casa vizinha à estação ficou inundada de esgoto, causando diversos prejuízos à 
proprietária. 
Nesse caso: 
Não cabe indenização a proprietária, pois não há comprovação de que os funcionários 
agiram com culpa ou dolo. 
Cabe indenização pela sociedade empresária concessionária, que tem responsabilidade 
civil objetiva, sendo prescindível a comprovação da culpa ou dolo de seus funcionários. 
Cabe indenização pela sociedade empresária concessionária, por sua responsabilidade 
civil subjetiva, mediante a comprovação da culpa ou dolo de seus funcionários. 
Não cabe indenização a proprietária, pois os funcionários não praticaram ato ilícito, pois 
estavam no estrito cumprimento de seu dever contratual. 
Cabe indenização, diretamente, na qualidade de poder concedente, por sua 
responsabilidade civil subjetiva. 
• Pergunta 7 
A doutrina e o Código Civil dão tratamento ao tema do abuso de direito. Sobre o 
assunto é correto afirmar que: 
O abuso do direito não necessita de análise de boa-fé objetiva. 
Para haver abuso do direito, é necessário apenas o critério objetivo finalístico. 
O abuso do direito pode ser classificado como ato lícito, porém passível de indenização. 
Para a caracterização do abuso do direito, há a necessidade da demonstração da 
existência de dolo por parte do agente. 
Para a configuração do abuso do direito, basta que haja culpa em sentido estrito. 
• Pergunta 8 
Um médico-cirurgião, empregado de determinado hospital, durante a realização de uma 
cirurgia, amputou a perna do paciente, que, muito abalado, entrou na justiça contra o 
referido médico e o hospital. 
O médico afirmou que havia realizado o procedimento para salvar a vida do paciente e 
que para caracterização de eventual responsabilidade seria preciso comprovada culpa. 
O hospital defendeu não ter nenhuma responsabilidade já que os danos vieram da 
conduta do médico. 
Se houver dano comprovado para a paciente, gerado pela conduta do médico: 
A responsabilidade civil do hospital é subjetiva, em razão da natureza contratual da 
relação jurídica. 
é civil a relação jurídica entre paciente e hospital 
A relação jurídica estabelecida entre paciente e o médico é uma relação jurídica de 
consumo. 
A responsabilidade civil é objetiva e incidirá somente sobre o hospital. 
só pode ser aferida a responsabilidade do médico mediante a comprovação da culpa. 
• Pergunta 9 
Adolescente de dezessete anos de idade, pegou escondido o carro do pai para encontrar 
a namorada. 
No caminho atropelou uma pessoa, que pelos ferimentos deixou de trabalhar por dois 
meses. 
Conforme a doutrina e a legislação acerca da responsabilidade civil, o pai do 
adolescente: 
será responsável apenas pela indenização de metade dos danos causados. 
poderá sim ser responsável pela reparação dos danos e terá direito regressivo contra o 
filho. 
se responsabilizará pela indenização dos danos causados, porém não poderá reaver do 
filho o que houver pago. 
é responsável pela reparação civil dos danos causados e poderá reaver do filho a 
totalidade do que houver pago. 
não será responsável pela indenização dos danos, isto porque o adolescente não é 
absolutamente incapaz de exercer os atos da vida civil. 
• Pergunta 10 
No caso de alguém aprovado nas provas de concurso público que, como requisito para a 
posse, precisava fazer avaliação médica de caráter eliminatório, porém foi atropelado e 
ficou no hospital, perdendo o prazo para fazer os exames e foi eliminado do concurso. 
Diante desta situação, ele faz jus a: 
danos morais e materiais decorrentes do acidente, mas a possibilidade de aprovação no 
certame não deve ser valorada na quantificação dos danos, por se tratar de mera 
expectativa de direito. 
danos materiais, mas não há falar-se em danos morais à espécie, por se tratar de mero 
aborrecimento da vida em sociedade. 
danos morais e materiais decorrentes do acidente, inclusive ao total dos vencimentos a 
que faria jus se tivesse sido investido no cargo. 
danos morais, mas não danos materiais 
danos morais e materiais decorrentes do acidente, inclusive a uma indenização 
proporcional à perda da chance de tomar posse no cargo.

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