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FAMETRO – FACULDADE METROPOLITANA DE MANAUS GRADUAÇÃO EM ENGENHARIA CIVIL APOSTILA TÉCNICAS DE CONSTRUÇÃO CIVIL MANAUS, 2014 PROF. SEBASTIÃO ROBSON FERREIRA Página 1 de 143 TÉCNICAS DE CONSTRUÇÃO CIVIL SUMÁRIO 1. APRESENTAÇÃO --------------------------------------------------------------- 03 2. PROCEDIMENTOS LEGAIS PARA O INÍCIO DA OBRA 2.1 .Escolha do Terreno ------------------------------------------------------- 01 2.2 .Projetos: Interdependência entre projeto e obra/estudos preliminares ---------------------------------------------------------------- 02 2.3 .Anteprojeto/Projeto Básico/Projeto Executivo ------------------- 03 2.4 .A legalização da obra ---------------------------------------------------- 04 3. INSTALAÇÃO DO CANTEIRO DE OBRAS 3.1 .Preparação do terreno: tapume, demolições, movimentação de terra, placa da obra-------------------------------------------------------- 05 3.2 .Planejamento do canteiro ---------------------------------------------- 06 3.3 .Instalações provisórias: energia, água, etc.------------------------- 07 3.4 .Construções provisórias: escritórios, almoxarifados, etc.------- 08 4. LOCAÇÃO DA OBRA 4.1 .O gabarito da obra ------------------------------------------------------- 09 4.2 . Método construtivo ----------------------------------------------------- 10 5. FUNDAÇÕES 5.1 .Tipos de fundações ------------------------------------------------------- 11 5.2 . Método construtivo ----------------------------------------------------- 12 6. SUPRAESTRUTURA 6.1 .Sistemas de fôrmas para estrutura de concreto armado ------- 13 6.2 .Armaduras para estrutura de concreto armado ------------------ 14 6.3 .Produção do concreto, concretagem das peças e Estruturas Pré- moldadas -------------------------------------------------------------------- 15 6.4 .Cura do concreto --------------------------------------------------------- 16 7. ALVENARIA 7.1 .Classificação e tipos (vedação, estrutural) ------------------------- 17 7.2 .Método construtivo ----------------------------------------------------- 18 8. COBERTURA 8.1 .Formatos ------------------------------------------------------------------- 19 8.2 . Tipos de materiais empregados -------------------------------------- 20 8.3 . Elementos componentes da estrutura------------------------------ 21 8.4 .Método construtivo ------------------------------------------------------ 22 Página 2 de 143 TÉCNICAS DE CONSTRUÇÃO CIVIL 9. IMPERMEABILIZAÇÃO 9.1 Tipos de impermeabilização 9.2 Método de execução ------------------------------------------------ 10. REVESTIMENTOS DE PAREDES E TETOS 10.1 Revestimentos com argamassas ---------------------------------- 23 10.2 Revestimento cerâmicos/porcelanato/pedra ----------------- 24 10.3 Método construtivo ------------------------------------------------- 25 11. PAVIMENTAÇÃO 11.1 Elementos constituintes da base ---------------------------------- 26 11.2 Tipos de acabamentos de piso/rodapé/soleira ---------------- 27 11.3 Método construtivo --------------------------------------------------- 28 12. ESQUADRIAS 12.1 Tipos e materiais utilizados em esquadrias --------------------- 29 12.2 Ferragens ---------------------------------------------------------------- 30 12.3 Método de instalação de esquadrias/peitoris ------------------ 31 Página 3 de 143 TÉCNICAS DE CONSTRUÇÃO CIVIL 1. APRESENTAÇÃO Construir uma edificação é uma das principais atividades da Engenharia Civil. Envolvem aspectos técnicos, econômicos, políticos e sociais que resultarão num bem que ficará a serviço da sociedade (a edificação). Requer um planejamento minucioso, preciso e abrangente para poder mensurar todos os elementos necessários à perfeita execução da obra. Custo, prazo, qualidade, dentre outros, são requisitos sempre presentes e que devem ser atendidos dentro da realidade de cada empreendimento. A técnica de construção é o principal aspecto a ser observado pela Engenharia Civil, pois se trata da utilização dos procedimentos consagrados da arte de construir. Métodos construtivos, materiais empregados, tipos de serviços existentes, são alguns dos tópicos que fazem parte desse universo da construção civil. Neste trabalho será abordada, passa a passo, a técnica de construir uma edificação, desde os aspectos legais da obra (escolha do terreno, elaboração e aprovação do projeto) até o término da obra. Seguindo-se uma abordagem prática, os capítulos estão dispostos na sequência convencional utilizada pela Engenharia Civil para edificar um empreendimento. A presente Apostila tem como finalidade ser um guia prático para os futuros Engenheiros e servirá de fonte de consulta para a disciplina de Técnicas de Construção Civil do curso de graduação em Engenharia Civil da FAMETRO. Bom Estudo. Página 4 de 143 TÉCNICAS DE CONSTRUÇÃO CIVIL 2. PROCEDIMENTOS LEGAIS PARA O INÍCIO DA OBRA 2.1. Escolha do Terreno A Escolha do terreno é um ponto primordial para a futura construção. Inclui analise do Plano Diretor do município (Código de Obras e Lei de Uso e Ocupação do Solo), para colher informações sobre as possibilidades de construir determinado tipo de estabelecimento (habitacional, comercial, etc.) no local escolhido. O terreno deve possuir, quando possível, as seguintes qualidades: Dimensões de acordo com o que se pretende construir; Pouca ou nenhuma exigência de movimento de terra; Ser seco (sem presença de alagadiços); Facilidade de acesso; Solo resistente que não exija solução cara para as fundações; Infraestrutura de energia, água e comunicação existentes. Outra preocupação deve ser com a verificação do titulo de propriedade (Escritura registrada em cartório de Registro Geral de Imóveis) e com as dimensões reais do terreno e de posicionamento de construções vizinhas. FIG. 01 – DIMENSÕES DO TERRENO FIG. 02 – FACILIDADES DO TERRENO 2.2. Projetos: Interdependência entre projeto e obra/estudos preliminares O projetista (engenheiro ou arquiteto) que concebe um prédio precisa transmitir suas ideias ao seu cliente (para que este as aprove) e ao construtor (para que este o construa). Para tanto, o projetista fixa sua concepção numa série de documentos que constituem o projeto. Segundo a NBR 5679, o projeto é “a definição qualitativa e quantitativa dos atributos técnicos, econômicos e financeiros de uma obra de engenharia e arquitetura, http://swissparkcps.blogspot.com/2010/09/escolha-do-terreno.html http://www.fazfacil.com.br/reforma-construcao/terreno-construcao-casa/ Página 5 de 143 TÉCNICAS DE CONSTRUÇÃO CIVIL com base em dados, elementos, informações, estudos, discriminações técnicas, cálculos, desenhos, normas, projetos e disposições especiais”. Os projetos devem ser elaborados a partir de entendimentos entre o PROJETISTA, o CLIENTE e o CONSTRUTOR, levando-se em consideração três pontos fundamentais: As características do terreno (localização, metragem, acessos, serviços públicos existentes, orientação NS, prédios vizinhos); As necessidades do cliente (tipo de construção: residencial, comercial, industrial ou mista; número de pavimentos; características da edificação: número de cômodos, tamanho dos cômodos, distribuição, etc.; características dos acabamentos; verba disponível para a obra); As técnicas construtivas a serem adotadas. Estudos Preliminares Para a elaboração dos projetos da construção o projetista deve realizar o levantamento do maior número possível de dados sobreo local. Nesta fase, o projetista deve tomar algumas ações, tais como: 1) Visita ao local da obra Ir ao lote e identificá-lo, medindo sua testada e seu perímetro. Deverá ser feita também uma verificação da área de localização e situação do lote dentro da quadra (distâncias do lote às esquinas), e medidas de ângulos através de levantamentos topográficos (se for o caso), comparando-se os dados assim levantados com as informações contidas na escritura do lote. O projetista deve verificar também a existência de serviços públicos no local: rede de água, rede elétrica, rede de esgoto, rede de gás, cabos telefônicos na rua, existência de pavimentação, drenagem, e largura da rua. Deve ser feita uma avaliação sobre a inclinação do lote, se este não for plano. A verificação da existência de materiais naturais como areia, pedra, tijolo, madeira, etc., e a verificação da disponibilidade de mão-de-obra no local também são tarefas importantes. 2) Limpeza do Terreno O terreno que possua camada vegetal com presença de árvores deve ter a respectiva Licença Ambiental para que seja possível a supressão vegetal. Tal licença deve ser obtida junto ao órgão ambiental da região (IPAAM/SEMMAS) com a devida antecedência, visto que são, geralmente, processos morosos. Página 6 de 143 TÉCNICAS DE CONSTRUÇÃO CIVIL A limpeza do terreno compreende os serviços de capinagem, limpeza do roçado, destocamento e remoção da vegetação retirada, permitindo que o lote fique livre de raízes e tocos de árvores. Assim, facilitam-se os trabalhos de topografia, obtendo-se um retrato fiel de todos os acidentes do terreno e os trabalhos de investigação do subsolo necessários para o projeto de fundações. No caso de existirem edificações ou outras benfeitorias no lote, deve-se decidir pela sua manutenção ou demolição, sempre verificando antes se não se trata de patrimônio tombado pela União. Caso seja confirmada a demolição, esta poderá ser feita por processo manual ou mecânico. Deve-se atentar que quando se tratar de demolições de edificações completas há a necessidade de se obter um Alvará de demolição junto à Prefeitura Municipal. NOTA 01 – Norma Técnica: NBR 5682/77 - “Contratação, execução e supervisão de demolições”. FIG. 03 – RETIRADA DA CAMADA VEGETAL FIG. 04 – TERRENO LIMPO 3) Levantamento Topográfico Os levantamentos topográficos são feitos para se obter dados fundamentais elaboração do projeto, como: dimensões exatas do lote, ângulos formados entre os lados adjacentes, perfil do terreno, existência de acidentes geológicos, afloramento de rochas, etc. Devem constar do levantamento topográfico: A poligonal, ou seja, o contorno do terreno; Curvas de nível de acordo com a inclinação do terreno; Inclinação do terreno; Dimensões perimetrais (lados da poligonal); Ângulos formados entre lados adjacentes da poligonal; Área do terreno; RN (referência de nível); http://www.mscidades.com.br/0,0,00,9973-4389-PREFEITURA_INICIA_LIMPEZA_DE_TERRENO_ABANDONADO_EM_FATIMA_DO_SUL.htm http://ms.bomnegocio.com/mato-grosso-do-sul/servicos/limpeza-de-terreno-terraplanagem-e-demolicao-28356664 Página 7 de 143 TÉCNICAS DE CONSTRUÇÃO CIVIL Construções já existentes no terreno; Localização de árvores com indicação do diâmetro e da altura aproximada; Galerias de águas pluviais ou esgoto; Postes de energia mais próximos ao lote, e seus respectivos números; Ruas adjacentes; Croqui de situação, onde deve aparecer a via de maior importância do bairro; Loteamento onde se localiza o lote; Orientação NS, através de bússola ou plantas da cidade. Os levantamentos topográficos são, geralmente, serviços executados por profissionais autônomos ou encomendados em empresas especializadas. FIG. 05 – EQUIPAMENTO DE LEVANTAMENTO TOPOGRÁFICO FIG. 06 –LEVANTAMENTO TOPOGRÁFICO 4) Sondagem do solo A elaboração do projeto de fundações exige um conhecimento adequado do solo no local onde será executada a obra, com definição da profundidade, espessura e características de cada uma das camadas que compõem o subsolo, como também do nível da água e respectiva pressão. A obtenção de amostras ou a utilização de algum outro processo para a identificação e classificação dos solos exige a execução de ensaios de campo, ou seja, ensaios realizados no próprio local onde será edificado o prédio. A determinação das propriedades do subsolo que importam ao projeto de fundações poderia ser tanto feita por ensaios de laboratório como ensaios de campo. Entretanto, na prática das construções, são realizados na grande maioria dos casos ensaios de campo, ficando a investigação laboratorial restrita a alguns poucos casos especiais. O processo inicia pela determinação do número de furos necessários para se obter uma amostra representativa mais próxima possível do subsolo onde será construído o edifício. O número de furos é definido pela NBR 8036/83 - "Programação de sondagens de simples reconhecimento dos solos para fundações de edifícios" - estabelece o numero de perfurações a serem feitas, em função do tamanho do edifício, conforme segue: http://arlete.meneguette.zip.net/empresas/ http://www.prefeituradebarramansa.com.br/site/geoprocessamento/page/definicoesd.asp Página 8 de 143 TÉCNICAS DE CONSTRUÇÃO CIVIL No mínimo uma perfuração para cada 200m² de área da projeção em planta do edifício, ate 1.200m² de área; Entre 1.200 m² e 2.400m²: fazer uma perfuração para cada 400 m² que excederem aos 1.200 m² iniciais; Acima de 2.400m² o numero de sondagens será fixado de acordo com o plano particular da construção. Em quaisquer circunstancias o numero mínimo de sondagens deve ser de 02 para a área da projeção em planta do edifício ate 200m², e três para área entre 200m² e 400m². TABELA 01 – NÚMERO DE FUROS PARA SONDAGEM (NBR 8036/83) Para a execução das sondagens é feita a marcação em planta, na área a ser investigada, a posição dos pontos a serem sondados. O processo de sondagem é normalizado pela NBR 6484/80 - “Execução de Sondagens de Simples Reconhecimento dos Solos”. Para o processo de sondagem, monta-se sobre o terreno, na posição de cada perfuração, um cavalete chamado de tripé (figura 07). Inicia-se o furo e com auxílio de um trado cavadeira, perfura-se até 1 metro de profundidade. Acopla-se então o barrilete amostrador, com diâmetros interno e externo de 1 3/8”e 2” (figura 08), respectivamente, mostrado na figura 08, apoiando-o no fundo do furo aberto com o trado cavadeira. Ergue-se um martelo ou pilão (peso de 65 Kg), preso ao tripé por meio de corda e roldanas, até uma altura de 75cm, e deixa-se cair sobre a haste do amostrador em queda livre. Esse procedimento é realizado até que o amostrador penetre 45cm no solo, contando-se o número de quedas do martelo necessário para a cravação de cada segmento de 15cm do total de 45cm. A soma do número de golpes necessários à penetração dos últimos 30 cm do amostrador é designada por N, sendo esta informação correlacionada com as propriedades do solo para a elaboração dos projetos de fundações. A descrição de cada camada é feita pela análise do solo retirado da ponta do amostrador padrão. Página 9 de 143 TÉCNICAS DE CONSTRUÇÃO CIVIL FIG. 07 – ESQUEMA EXECUÇÃO DE SONDAGEM À PERCUSSÃO Quando o solo for muito resistente ou quando houver água do lençol freático, não é mais possível o avanço do trado. Parte-se então para a perfuração com auxílio de circulação de água. A circulaçãode água é feita com o auxílio de um motor-bomba, uma caixa d’água para decantação e um dispositivo que é acoplado na extremidade da haste, chamado trépano. A haste é então submetida a movimentos de percussão e rotação. Esses movimentos, juntamente com a pressão da água, fazem com que o trépano rompa a estrutura do solo que, misturado à água, sobe à superfície e é despejado no reservatório. O material mais pesado decanta (solo), e a água é novamente injetada no furo, criando um circuito fechado de circulação. Quando, por qualquer motivo, as paredes da perfuração não permanecerem estáveis, auxilia-se o processo com a cravação de tubos de revestimento, trabalhando-se internamente a eles. Página 10 de 143 TÉCNICAS DE CONSTRUÇÃO CIVIL FIG. 08 – BARRILETE AMOSTRADOR Assim, a sondagem avança em profundidade, medindo a resistência à penetração a cada metro e retirando com o barrilete amostras do tipo de solo atravessado. Os resultados de uma sondagem são sempre acompanhados de um relatório com as seguintes indicações: Planta de situação dos furos; Perfil de cada sondagem com as cotas de onde foram retiradas as amostras; Classificação das diversas camadas e os ensaios que permitiram classificá- las; Nível do terreno e nível da água; resistência à penetração do amostrador padrão, indicando as condições em que a mesma foi tomada (diâmetro do amostrador, peso do martelo e altura de queda). 2.3. Anteprojeto/Projeto Básico/Projeto Executivo A elaboração dos projetos de uma edificação envolvem, basicamente, três etapas: Anteprojeto: os dados colhidos nos estudos preliminares permitem ao projetista analisar sob os pontos de vista técnico, artístico, e econômico a melhor solução a ser adotada. Essa solução é consolidada de forma ainda singela e em escala reduzida, sendo apresentada à aprovação do cliente. http://www2.ifrn.edu.br/pesquisamineral/?p=1036 Página 11 de 143 TÉCNICAS DE CONSTRUÇÃO CIVIL Na elaboração do anteprojeto, os seguintes elementos são necessários: Estudos preliminares (item 2.2); Finalidade do edifício conforme o Plano Diretor do Município (residencial, comercial, industrial, recreativo, religioso, outros); Parâmetros de densidade habitacional no local, recuos, taxa de ocupação do lote, índice de aproveitamento do lote; Gabarito permitido (altura do prédio); Área construída prevista; Elementos geográficos naturais do lote (orientação NS, regime de ventos predominante, regime pluvial, regime de temperaturas, etc.). A consulta ao Plano Diretor do município é o primeiro passo para a definição dos parâmetros do projeto, pois nesse documento estão contidas as diretrizes para uso e ocupação do solo da região em que será instalada a obra. Baseando-se nessas informações, o projetista elabora então o anteprojeto de acordo com as necessidades do cliente. Projeto básico: o anteprojeto, após aprovado, precisa ser transformado em elementos gráficos e documentais que reúnem todos os elementos necessários à contratação da execução da obra. Inclui os projetos iniciais de arquitetura, estruturais, de instalações, especificações técnicas gerais, etc. Nessa fase os projetos ainda não possuem o grau de detalhamento suficiente para identificar todos os elementos necessários à execução da obra. Projeto executivo: o conjunto de documentos que reúnem todos os elementos necessários e suficientes à execução completa da obra, detalhando o projeto básico. Nessa fase, todos os projetos (arquitetônico, estruturas, instalações prediais, etc.) são minuciosamente detalhados, assim como as Especificações Técnicas são específicas na descrição dos materiais. São os projetos que permite, efetivamente, a execução da obra. Fazem parte do projeto executivo, basicamente, os seguintes documentos: Planta de Situação: a planta de situação informa a localização do terreno na quadra com nomes de três ruas e a distância até a esquina mais próxima, dimensões do lote, orientação NS, posição do meio-fio (guia), localização de árvores com indicação se serão ou não removidas, localização de postes e hidrantes (se existirem). A planta geralmente é feita em escala 1:150, 1:500 ou 1:1000. Planta de Localização: mostra a posição do edifício a ser construído sobre o terreno, com indicação dos recuos até as extremidades do lote. No caso de haver outras edificações já construídas sobre o lote, deverão constar da Página 12 de 143 TÉCNICAS DE CONSTRUÇÃO CIVIL planta, com indicação se serão ou não removidas. A planta geralmente é feita em escala 1:250. Planta Baixa: a planta baixa consiste num corte horizontal em toda a edificação a ser construída na altura de suas janelas (acima do peitoril). Geralmente, esse desenho é feito nas escalas 1:50 ou 1:100. Os principais registros que devem constar dessa planta são: dimensões e área de cada cômodo, espessura das paredes, tipo e dimensões de aberturas (portas, janelas), divisão funcional (nome de cada cômodo), tipos de revestimentos de pisos, disposição e dimensões dos aparelhos sanitários, etc. Todos os elementos da planta baixa devem ser cotados, como pisos e altura do peitoril de janelas. Planta de Cobertura: representa a projeção horizontal dos diversos planos inclinados (águas) do telhado da edificação a ser construída, cujas interseções são desenhadas com traços contínuos. O sentido do escoamento (declividade) dessas águas deve ser indicado por meio de pequenas setas. Deve constar também da planta de cobertura o detalhe da coleta de águas pluviais. A planta geralmente é feita em escala 1:50 ou 1:100. Cortes: são projeções verticais de cortes feitos no prédio a ser construído por planos também verticais, de modo a representar as partes internas mais importantes. Assim, os cortes (longitudinais e transversais) devem ser feitos onde houver maior número de detalhes relativos principalmente à altura de componentes. São feitos no mínimo dois cortes, um longitudinal e um transversal. Pelo menos um deles deve passar pelas escadas, e devem ser indicadas: altura de peitoris, janelas, portas, vigas, espessura de lajes de piso e escadas, espessura de forros, altura dos telhados, espessura e profundidade das fundações. Deve também ser indicado o perfil do terreno. A posição dos cortes deve ser indicada na planta baixa, e geralmente são desenhados nas escalas 1:50 ou 1:100. Fachadas: as fachadas são projeções verticais das faces externas do prédio a ser construído. Não são indicadas cotas, e podem ser desenhadas nas escalas 1:50 e 1:100. Detalhes: são desenhos de dimensões ampliadas (geralmente em escala 1:1, 1:5 ou 1:10) de certos elementos do edifício, mostrando em detalhe o elemento a ser construído no momento da execução. Projetos Complementares: são os projetos de fundações, locação de pilares, fôrmas dos pavimentos, estrutural (vigas, lajes, pilares, escadas, reservatórios), instalações (elétricas, telefônicas, hidrossanitárias, incêndio, gás, ar condicionado, elevadores, alarme, etc.). Especificações Técnicas Específicas: documento escrito que descreve de forma precisa, completa e ordenada, os materiais de construção a utilizar, indica os locais onde esses materiais serão empregados e determina as técnicas exigidas para o seu emprego. Em outras palavras, as Especificações técnicas consistem no conjunto de prescrições normativas Página 13 de 143 TÉCNICAS DE CONSTRUÇÃO CIVIL que definem e caracterizam os materiais, equipamentos, instalações e técnicas de execução de um determinado serviço ou obra. Assim, sua finalidade é complementar os desenhos do projeto, dando ao construtor e ao fiscal da obra todos os dados que os desenhos não incluem, como: traço das argamassas; tipo e cor da louça sanitária;marca, cor e técnicas de aplicação das tintas; marca e tipo das fechaduras, etc. Memorial Descritivo: consiste no documento que descreve minuciosamente as características do empreendimento (composição arquitetônica, ambientes, número de pavimentos, funcionalidade, etc.).É o guia geral do empreendimento. Orçamento da Obra: planilha com os serviços, quantidades, unidades e os preços unitários de todos os elementos necessários para a execução da obra. Serve como balizador para controle dos custos do empreendimento. Cronograma Físico-Financeiro: planejamento de todas as etapas de construção da edificação (prazos de execução de cada etapa/serviço, interdependência entre os serviços, prazo total da obra, custo de cada etapa por período de tempo, etc.). 2.4. A legalização da obra O empreendimento, após a conclusão de todos os projetos, deverá ser legalizado junto aos órgãos responsáveis pela aprovação dos projetos, de modo a permitir que seja iniciada sua construção. O primeiro passo é a aprovação, junto à Prefeitura Municipal da região da obra, de todos os projetos elaborados. Nesse processo a municipalidade verifica se o projeto atende aos requisitos de uso e ocupação do solo, parâmetros mínimos de afastamentos, gabarito máximo do edifício, dentre outros fatores. A aprovação dos projetos deve seguir o passo a passo contido no Anexo 01 (Como aprovar projetos – Passo a passo), informado pelo Instituto Municipal de Planejamento Urbano – IMPLURB, da Prefeitura de Manaus. A figura 09 indica o modelo do Requerimento Padrão para solicitação da análise dos projetos e para a solicitação do Alvará. A edificação tendo seus projetos devidamente aprovados receberá, então, o Alvará para construção, momento no qual deverá ser instalada a placa de identificação com o referido número da licença obtida. Os projetos complementares devem ser aprovados por órgão correlatos a cada especialidade, tais como: Corpo de Bombeiros (projetos de combate a incêndio), Página 14 de 143 TÉCNICAS DE CONSTRUÇÃO CIVIL concessionários de serviços públicos (projetos de subestações de energia, projetos de telefonia, etc.), dentre outros. A figura 10 ilustra, esquematicamente, o fluxo necessário para a legalização da obra. FIG. 09 – REQUERIMENTO PADRÃO (FONTE: IMPLURB/PMM) Página 15 de 143 TÉCNICAS DE CONSTRUÇÃO CIVIL FIG.10 – FLUXOGRAMA BÁSICO PARA LEGALIZAÇÃO DE OBRA Página 16 de 143 TÉCNICAS DE CONSTRUÇÃO CIVIL ANEXO 01 Como aprovar projetos – Passo a passo (fonte: Implurb/Manaus) 1) Para construir, é necessário ter o documento que comprove a propriedade do lote ou a posse mansa e pacífica do mesmo, ou a Escritura Pública ou Contrato de Compra e Venda devidamente Registrado ou o Registro de Imóveis. 2) Apresentar Certidão Negativa de Débitos do IPTU, adquirida on line pelo portal da Prefeitura (www.manaus.am.gov.br/servicos) ou guia quitada atualizada. 3) Contrate um Profissional, arquiteto ou engenheiro Civil, Credenciado pelo Conselho Regional de Engenharia, Arquitetura e Agronomia – CREA, para elaborar e assinar o projeto de arquitetura e a responsabilidade técnica pela obra. 4) Lembre-se: O projeto de arquitetura deve obedecer aos limites estabelecidos pelo Plano Diretor da cidade e suas leis complementares. Todo projeto deve ter afastamentos em relação ao limite do lote. 5) O Projeto deve ser Registrado no CREA-AM, mediante ART de autoria e execução da obra – Responsável Técnico. 6) Além do projeto de arquitetura, deverá ser apresentado qual o sistema de esgotamento sanitário da obra, através do Memorial Descritivo de esgotamento sanitário, assinado pelo responsável técnico. 7) Preencha o requerimento padrão de abertura de processos. 8) De posse de toda a documentação exigida, o passo seguinte é se dirigir ao Implurb para abertura de Processo de Aprovação e licença de obra. 9) Será emitida a Taxa de abertura de processo. 10) Após protocolado, o Processo é enviado ao Núcleo de Levantamento Técnico – NLT, para que seja realizada a Vistoria no terreno, para verificar se as medidas do lote correspondem ao registrado. Se o imóvel estiver fechado, dirija-se ao setor para marcar a vistoria. http://servicossemef.manaus.am.gov.br/servicosSemef/Servicos2/index.php?nomeArquivo=servicos/cnd/solicitacao_cnd Página 17 de 143 TÉCNICAS DE CONSTRUÇÃO CIVIL 11) O processo então é encaminhado a Divisão de Aprovação de Projeto (Diap) para análise e, se não houver correções, será emitido a Minuta de aprovação e licença para a expedição do alvará de construção e respectivas taxa de aprovação e licença. 12) A Gerência de Arrecadação e Cálculo (GCA) entrará em contato para comunicar que o alvará está pronto para ser recebido com respectiva cobrança. 13) O interessado deverá anexar o comprovante da taxa paga, para o recebimento do Alvará de Construção e respectivos projetos carimbados. 14) De posse de todos os dados da aprovação e licença, deverá ser providenciada Placa de Obra de tamanho mínimo de 1,20 x 0,60 em obra de testada até 20m ou de 2,00 x 1,00 em obra de testada superior a 20m para exposição no canteiro de obras de forma visível. Documentos para solicitação de serviços Aprovação e licença de obra comercial, serviços ou industrial 1) Requerimento padrão preenchido 2) Registro do imóvel, ou escritura pública ou documento que comprove a posse mansa e pacífica do terreno. 3) Certidão Negativa de IPTU ou Guia de quitação atual ou documento que comprove a isenção deste. 4) Três Jogos de projeto Arquitetônico completo registrado no CREA (autoria e execução). 5) Anotação de Responsabilidade Técnica (ART) de autoria e de execução do profissional habilitado pelo CREA-AM. 6) Memorial Descritivo do sistema de esgotamento sanitário a ser executado, devidamente assinado pelo profissional responsável técnico. 7) Memorial Descritivo do empreendimento. Importante: Em projetos a serem aprovados e licenciados em área da Suframa deverá ser apresentada planta de implantação geral aprovada pela autarquia. http://www2.manaus.am.gov.br/portal/secretarias/implurb/requerimentoPadraoColoridoCV.pdf Página 18 de 143 TÉCNICAS DE CONSTRUÇÃO CIVIL Será concedido um prazo de 180 dias contados da data do licenciamento da obra, para a entrega dos projetos complementares, devendo estar visados no CREA de autoria/execução e acompanhados de ART. São eles: • Projeto elétrico aprovado pela concessionária (em caso de subestação). • Projeto Estrutural, caso exceda 03 pavimentos. • Projeto do sistema de esgotamento sanitário, em caso de filtro ou ETE, devidamente aprovado pela concessionária. • Projeto Hidráulico aprovado pela concessionária, em caso de piscina. • Projeto de combate à Incêndio aprovado pelo Corpo de bombeiros. Observação: • De acordo com o Art. 99 da Lei 672/02 poderá ser solicitado o Estudo de Impacto de Vizinhança para o licenciamento da obra, acompanhados do licenciamento ambiental e análise de tráfego aprovada pelo Instituto Municipal de Trânsito e Transporte Urbano (IMTT). • Poderá ser realizada a formalização e/ou tramitação de processos por terceiros através de procuração reconhecida em cartório (solicite modelo). • Todos os projetos deverão ser apresentados organizados em pastas. • Todas as plantas de arquitetura devem possuir Declaração de Compromisso, nos termos do Inciso V do Art. 19 da Lei No. 673/02. Aprovacão e licença de obra residencial multifamiliar – condomínio vertical (prédios) 1) Requerimento Padrão devidamente preenchido. 2) Registro do imóvel, ou escritura pública que comprove a propriedade do terreno. 3) Certidão Negativa de IPTU.4) 03 Jogos de projeto Arquitetônico completo registrado no CREA (autoria e execução), para o cálculo das áreas para definição do CAMT apresentar arquivo digital. 5) Anotação de Responsabilidade Técnica (ART) de autoria e execução da obra, do profissional habilitado pelo CREA-AM. 6) Memorial Descritivo do sistema de esgotamento sanitário a ser executado na obra devidamente assinado pelo profissional responsável técnico. 7) Memorial Descritivo do empreendimento. Página 19 de 143 TÉCNICAS DE CONSTRUÇÃO CIVIL Observação: • De acordo com o Art. 99 da Lei 672/02 poderá ser solicitado o Estudo de Impacto de Vizinhança para o licenciamento da obra, acompanhados do licenciamento ambiental e análise de tráfego aprovada pelo Instituto Municipal de Trânsito e Transporte Urbano (IMTT). • Poderá ser realizada a formalização e/ou tramitação de processos por terceiros através de procuração reconhecida em cartório (solicite modelo). • Todos os projetos deverão ser apresentados organizados em pastas. • Todas as plantas de arquitetura devem possuir Declaração de Compromisso, nos termos do Inciso V do Art. 19 da Lei No. 673/02; • Todas as plantas devem conter o respectivo quadro de áreas contendo no mínimo dados referentes à área por pavimento, área de uso comum, área de terreno, área total construída, área de permeabilidade. Aprovação e licença de obra residencial unifamiliar 1) Requerimento padrão preenchido. 2) Registro do imóvel ou escritura pública ou documento que comprove a posse manda e pacífica do terreno. 3) Certidão Negativa de IPTU ou Guia de quitação atual ou documento que comprove a isenção deste. 4) 03 Jogos de projeto arquitetônico completo registrado no CREA (autoria e execução) 5) Anotação de Responsabilidade Técnica (ART) de autoria e de execução do profissional habilitado pelo CREA-AM 6) Memorial Descritivo do sistema de esgotamento sanitário a ser executado na obra devidamente assinado pelo profissional responsável técnico. Observação • Poderá ser realizada a formalização e/ou tramitação de processos por terceiros através de procuração reconhecida em cartório (solicite modelo). • No prazo de 180 dias deverá ser apresentado projeto do esquema geral do sistema de esgotamento sanitário registrado no CREA. • Todos os projetos deverão ser apresentados organizados em pastas. • Todas as plantas de arquitetura devem possuir Declaração de Compromisso, nos termos do Inciso V do Art. 19 da Lei nº 673/02. Página 20 de 143 TÉCNICAS DE CONSTRUÇÃO CIVIL Aprovacão e licença – posto de combustíveis 1) Requerimento padrão preenchido. 2) Registro do imóvel, ou escritura pública ou documento que comprove a posse mansa e pacífica do terreno. 3) Certidão Negativa de IPTU ou Guia de quitação atual ou documento que comprove a isenção deste. 4) 03 Jogos de projeto Arquitetônico completo registrado no CREA (autoria e execução). 5) Anotação de Responsabilidade Técnica (ART) de autoria e de execução do profissional habilitado pelo CREA-AM. 6) Memorial Descritivo do sistema de esgotamento sanitário a ser executado na obra devidamente assinado pelo profissional responsável técnico. 7) Memorial Descritivo quanto ao uso do empreendimento. Importante: Deverá ser apresentado o respectivo Estudo de Impacto de Vizinhança (EIV), acompanhado do licenciamento ambiental e análise de tráfego aprovada pelo IMTT. Será concedido um prazo de 180 dias contados da data do licenciamento da obra, para a entrega dos projetos complementares, devendo estar visados no CREA de autoria/execução e acompanhados de ART. São eles: • Projeto elétrico aprovado pela concessionária (em caso de subestação). • Projeto Estrutural, caso exceda 03 pavimentos. • Projeto do sistema de esgotamento sanitário, em caso de filtro ou ETE, devidamente aprovado pela concessionária. • Projeto de combate à Incêndio aprovado pelo Corpo de bombeiros. Observação: • Poderá ser realizada a formalização e/ou tramitação de processos por terceiros através de procuração reconhecida em cartório (solicite modelo). • Todos os projetos deverão ser apresentados organizados em pastas. • Todas as plantas de arquitetura devem possuir Declaração de Compromisso, nos termos do Inciso V do Art. 19 da Lei No. 673/02. Página 21 de 143 TÉCNICAS DE CONSTRUÇÃO CIVIL Serviços oferecidos * Licença de Obra * Habite-se * Aprovação de Loteamentos * Controle de Áreas Públicas * Liberação de Engenhos Publicitários * Liberação de Boxes Fixos em Logradouro Público * Uso do Solo 3. INSTALAÇÃO DO CANTEIRO DE OBRAS 3.1. Preparação do Terreno A instalação do canteiro de obras é o passo preliminar para o início efetivo da obra. Nessa fase são montadas todas as instalações provisórias que servirão de “setor de produção” da futura edificação. O canteiro servirá de apoio para todo o processo de construção, abrigando os ambientes que darão suporte à execução da obra. Para tanto, são necessários vários serviços no terreno para que seja possível implantar tal canteiro. Listamos a seguir os mais comuns: Tapume O tapume é o isolamento da área da obra (geralmente o contorno do terreno) com a utilização de elementos de vedação vertical. Tem como finalidades principais: Proteger a área da obra da ação de estranhos; Garantir a integridade dos arredores da obra; Garantir a segurança dos trabalhos dentro do canteiro. A execução do tapume pode ser com diversos materiais de construção, tais como: tábuas de azimbre, chapas de compensado, telhas metálicas, telas etc. Página 22 de 143 TÉCNICAS DE CONSTRUÇÃO CIVIL FIG. 11 – TAPUME DA OBRA FIG. 12 – TAPUME NO PERÍMETRO DA OBRA As chapas são fixadas em estrutura de madeira para suportarem a ação do vento e ações de cargas leves. Um esquema da montagem do tapume é mostrado na figura 12. FIG. 13 – ESTRUTURA DO TAPUME E FECHAMENTO EM CHAPA DE COMPENSADO Demolições Serviço que pode surgir em caso de antigas construções existentes no terreno. Inclui a demolição de fundações, muros divisórios, redes de abastecimento de água e energia elétrica, redes de esgoto, telefone, etc., mais a remoção e transporte de resíduos. Recomendações gerais: Regularização da demolição na prefeitura local; Cuidados para evitar danos a terceiros - providenciar vistorias nas edificações vizinhas antes de iniciar a demolição; http://www4.planalto.gov.br/restauracao/registros-fotograficos/acompanhamento-das-obras/preparacao-externa/tapumes-2/image_view_fullscreen http://equipedeobra.pini.com.br/construcao-reforma/54/imagens/img05.jpg http://equipedeobra.pini.com.br/construcao-reforma/54/tapumes-de-madeira-veja-como-prever-custos-com-material-273739-1.aspx Página 23 de 143 TÉCNICAS DE CONSTRUÇÃO CIVIL Atenção para reaproveitamento dos materiais que saem da demolição, por questões ecológicas e porque podem servir para outra construção (janelas, portas, maçanetas, etc.). Movimentação de Terra Na grande maioria das vezes, são necessárias operações de escavação e aterro no intuito de criar um perfil do terreno que seja adequado à obra a ser executada. Necessária se torna a execução de serviços de terraplenagem prévios, regularizando o terreno natural em obediência ao projeto que se deseja implantar. Assim, a terraplenagem, ou movimento de terras, pode ser entendida como o conjunto de operações (escavação, carga, transporte, bota-fora ou aterro) necessárias para remover a terra dos locais onde se encontra em excesso para aqueles onde há falta, tendo em vista um determinado projeto a ser implantado. Os movimentos de terra podemser feitos manual ou mecanicamente, dependendo da importância dos trabalhos, das possibilidades da empresa, das exigências impostas pela própria situação do canteiro e dos prazos estabelecidos para a duração das atividades. Quando o volume de terras a movimentar for grande, será mais econômica a utilização de aparelhos mecânicos, que apresentam rendimento variado entre 25 e 400 m3/hora. Assim, convém conhecer as possibilidades dos diversos equipamentos disponíveis e sua eficiência, para adotar o tipo mais adequado a cada caso. Alguns 10 desses mecanismos são montados em tratores de pneus e outros em tratores de esteiras. A seguir temos as considerações básicas de cada equipamento, geralmente utilizados nos trabalhos de movimentação de terra: Escavadeira: ilustrada na figura 14, é um equipamento cuja capacidade varia de 0,2 a 3 m3 que permite escavar desde solos moles até rochas desagregadas por explosão. É utilizada também em dragagens. Como os movimentos de rotação, de transporte e de posicionamento dos braços absorvem cerca de 60% da duração do ciclo de trabalho, é preciso procurar dispô-la de maneira a reduzir movimentos inúteis, poupando assim tempo na execução do serviço. Página 24 de 143 TÉCNICAS DE CONSTRUÇÃO CIVIL FIG. 14 – ESCAVADEIRA HIDRÁULICA Retroescavadeira: Ilustrado na figura 15, esse equipamento permite uma execução precisa e rápida, podendo ser utilizada para a escavação em terrenos relativamente duros. São muito utilizados para a escavação de valas para tubulações enterradas e também para fundações corridas, sendo que a largura da concha determina a largura da vala. FIG. 15 – RETROESCAVADEIRA Pá Carregadeira: Ilustrado na figura 16, esse equipamento permite movimentar material horizontal e verticalmente. A capacidade da caçamba varia conforme o modelo, podendo ir de 1 m³ até 6m³. É um dos equipamentos que mais são úteis numa obra, estando presente em vários trabalhos durante a execução da mesma. http://www.logismarket.ind.br/makena/escavadeira-hidraulica/1787077965-3398993519-p.html http://ciencia.hsw.uol.com.br/escavadeiras-caterpillar1.htm Página 25 de 143 TÉCNICAS DE CONSTRUÇÃO CIVIL FIG. 16 – PÁ CARREGADEIRA Bulldozer: Ilustrado na figura 17, também é conhecido como trator de esteira possui uma lâmina de aço reta ou ligeiramente curva, fixada à sua frente. Serve para deslocar tanto rochas desagregadas como terra e troncos de árvores, e é empregada tanto para operações de escavação como de aterro. FIG. 17 – BULLDOZER (TRATOR DE ESTEIRA) Niveladora (ou motoniveladora): ilustrada na figura 18, é um equipamento revolvedor, que cava, desloca e nivela a superfície do terreno. A lâmina, que apresenta curvatura, pode operar em todas as angulações em relação ao eixo do equipamento. É utilizada para deslocar material, para o nivelamento de superfícies horizontais ou inclinadas, e também para o alinhamento de taludes. http://www.cat.com/pt_BR/products/new/equipment/wheel-loaders/block-handler-arrangement.html Página 26 de 143 TÉCNICAS DE CONSTRUÇÃO CIVIL FIG. 18 – BULLDOZER (TRATOR DE ESTEIRA) Rolo Compactador: ilustrada na figura 19, é um equipamento usado para compactar os diversos tipos de solo e/ou pavimento asfáltico. Existem vários modelos no mercado para cada tipo de trabalho. Os serviços de terraplenagem, geralmente, usam compactadores do tipo pé-de-carneiro para solos argilosos e do tipo liso (com vibração) em solos arenosos. Nos serviços de pavimentação asfáltica são utilizados rolos sobre pneus, pois permitem tanto a compactação do material como acabamento adequado ao pavimento, podendo ainda ser utilizados rolos lisos. FIG. 19 – ROLO COMPACTADOR (PNEUS/PÉ-DE-CARNEIRO/LISO) 3.2. Planejamento do Canteiro de Obras O canteiro de obras é setor de produção da construção civil, ou seja, o local onde ocorrerá efetivamente o processo de execução de todas as partes que compõem o empreendimento. Esse local precisa ser adequadamente planejado para que permita a execução da obra de forma eficiente recursos produtivos otimizados. http://www.companytractor.com.br/blog/tag/rolo-compactador-ap23 http://www.engepareng.com.br/interna.php?a=servicos&sa=frota Página 27 de 143 TÉCNICAS DE CONSTRUÇÃO CIVIL O canteiro de obras pode ser realizado em uma única etapa ou em etapas independentes com o avanço da obra. Existem casos em que há a necessidade de remover algumas instalações provisórias várias vezes de lugar para permitir a construção avançar, sendo tais elementos reinstalados nas próprias dependências da edificação. No planejamento do canteiro devem ser considerados os seguintes componentes: Ligações de água, energia elétrica e meios de comunicação; Áreas para depósitos de materiais a granel (areia, brita, etc.); Construções provisórias (almoxarifado, escritório, alojamento); Sanitários; Circulação (acessos); Áreas para fabricação de peças (carpintaria, armação, etc.); Área de vivência (refeitório, salas de jogos, etc.). Posicionamento de gruas, elevadores de obras. Local de produção de concreto, argamassas, etc. FIG. 20 – VISTA GERAL DO CANTEIRO DE OBRAS 3.3. Instalações Provisórias O canteiro de obras para seu funcionamento necessita de construção de várias instalações provisórias que devem ser providenciadas no início de sua montagem. A seguir listamos as principais. Instalação Provisória de Energia Elétrica Ao lado da entrada da rede pública ou no ponto fornecido pelo proprietário, monta-se um poste de madeira/concreto com medidor e disjuntores para os diversos ramais. A distribuição de energia no canteiro é feita por linhas aéreas fixadas em postes de madeira ou concreto a cada 15 ou 20 metros. A rede deve ser de baixa tensão e http://equipedeobra.pini.com.br/construcao-reforma/55/canteiro-modular-visando-ao-reaproveitamento-dos-materiais-construtora-opta-275589-1.aspx http://techne.pini.com.br/engenharia-civil/195/espacos-de-vivencia-planejamento-da-obra-e-disponibilidade-de-294060-1.aspx Página 28 de 143 TÉCNICAS DE CONSTRUÇÃO CIVIL trifásica, se possível (os motores mais comuns funcionam em corrente trifásica de 220/380V). FIG. 21 – MEDIDOR DE ENERGIA FIG. 22 – ENTRADA DE ENERGIA Instalação Provisória de Água Necessária se faz a obtenção de água para o consumo da obra. Se o local já for servido por rede de água, deve-se requerer à Concessionária de abastecimento de água a ligação provisória para a utilização na obra. Será então instalado pela companhia um cavalete num ponto do terreno previamente determinado. Se o local não for servido por rede de água, deve-se imediatamente providenciar a perfuração de um poço no local definitivo. A água é conduzida ao canteiro por meio de tubulação provisória. Depois de bombeada, a água é armazenada em uma caixa d’água colocada sobre uma torre de madeira devidamente dimensionada. A partir daí, a água seguirá por tubulação aos pontos necessários (vestiários, refeitórios, obra, etc.). FIG. 23 – INSTALAÇÃO PROVISÓRIA DE ÁGUA http://www.interligadonline.com/2013/01/14/publicada-lei-que-reduz-tarifa-de-energia/ http://www.rpp.com.pe/2013-02-25-cortes-de-luz-en-lima-no-tienen-que-ver-con-mantenimiento-del-mantaro-noticia_570592.html Página 29 de 143 TÉCNICAS DE CONSTRUÇÃO CIVIL Instalação Sanitária Provisória Os ambientes do canteiro são geradores de esgotos sanitários, devendo ser executado um sistema provisório de captação e tratamento desse esgoto. Por serem de caráter provisório, tais instalaçõessão executadas com tubulação de PVC, partindo-se dos pontos de contribuição (sanitários, lavatórios, refeitórios, etc.) até um sistema de tratamento tipo fossa/sumidouro ou filtro. FIG. 24 – SISTEMA FOSSA/FILTRO/SUMIDOURO Os elementos componentes do sistema devem ser dimensionados para o volume de contribuição que será gerada obra. Atualmente, existem sanitários químicos que são vantajosos de serem utilizados em diversas obras devido à flexibilidade e praticidade no remanejamento, principalmente em obras de curta duração ou naquelas em que os canteiros são móveis (estradas, por exemplo) ou, ainda, quando as frentes de obras são muito dispersas e distantes das instalações sanitárias fixas do canteiro. FIG. 25 – SANITÁRIOS QUÍMICOS PARA USO EM OBRA http://terranovaedrh.blogspot.com/2012/08/fossas-septicas.html http://salvesantarem.blogspot.com/2010/11/falta-banheiros-quimicos-em-alter-do.html http://www.suza.com.br/?p=1372 Página 30 de 143 TÉCNICAS DE CONSTRUÇÃO CIVIL 3.4. Construções Provisórias As construções provisórias do canteiro devem ser iniciadas tão logo estejam prontos os abastecimentos de energia elétrica e água. Os espaços do canteiro são divididos em áreas técnico-administrativas, áreas de vivência e áreas de produção. Os espaços devem ser dimensionados conforme a necessidade e realidade da obra e compostos dos seguintes ambientes, basicamente: Escritório da obra - cujo tamanho depende do porte da obra. Deve ter os seguintes ambientes numa obra de porte médio: sala da engenharia para o Engenheiro residente e eventuais Engenheiros auxiliares; sala para o Mestre de Obras; sala de apoio técnico (Técnico em Edificações, Encarregado, Apontador); sala para o planejamento (controle de obras, medições, etc.); sala administrativa (setor de pessoal, administração em geral); sala para a fiscalização ou cliente (se necessário for); copa para o café, dentre outras. Atualmente têm sido muito usado containers para canteiro que são fabricados com estrutura interna adaptada para servirem de abrigo provisório para o apoio à obra. FIG. 26 – ESCRITÓRIOS DE OBRA (CONVENCIONAL/CONTAINERS) Sanitários/Vestiários – locais para a higienização íntima e troca de roupas dos operários da obra. Os sanitários são compostos de local para o banho (chuveiros), box individuais para sanitários (vaso sanitário), lavatórios e mictórios. A quantidade de cada peça deve ser determinada em função do número estimado de usuários. A NR 18 - Condições e Meio Ambiente de Trabalho na Indústria da Construção estabelece as seguintes quantidades: Lavatório/Vaso Sanitário/Lavatório – na proporção de 1 (um) conjunto para cada grupo de 20 (vinte) trabalhadores ou fração; http://www.pdg.com.br/imovel-print.php?idEmpreendimento=364 http://www.archiproducts.com/pt/produtos/3033/contentor-para-estaleiro-de-obras-edificio-de-emergencia-monoblocchi-e-container-ingecos-sistem-bonomi.html Página 31 de 143 TÉCNICAS DE CONSTRUÇÃO CIVIL Chuveiro – na proporção de 1 (uma) unidade para cada grupo de 10 (dez) trabalhadores ou fração. Alojamentos – utilizados quando há a necessidade de alojar trabalhadores no próprio canteiro de obra. Devem atender ao exigido na NR 18 - Condições e Meio Ambiente de Trabalho na Indústria da Construção que estabelece os padrões mínimos necessários para o funcionamento desses ambientes. Refeitório/Cozinha – local para o preparo e realização das refeições dos operários na obra. A cozinha somente é necessária quando houver preparo de refeição na própria obra. Necessitam atender aos padrões de higiene e limpeza estabelecidos na NR 18 - Condições e Meio Ambiente de Trabalho na Indústria da Construção. Devem ser dimensionados para comportar todos os trabalhadores no horário das refeições. FIG. 27 – CARACTERÍISTICAS GERAIS DE UM REFEITÓRIO DE OBRA (FONTE: REVISTA EQUIPE DE OBRA/PINI) Áreas de produção – são os locais onde são fabricadas peças a serem utilizadas na execução da obra. Os principais setores são: Página 32 de 143 TÉCNICAS DE CONSTRUÇÃO CIVIL Carpintaria – local para a fabricação de formas a serem utilizadas na execução das estruturas de concreto da obra. O local deve ser coberto para proteger os operários e equipamentos da ação das intempéries. Deve-se fazer a previsão dos equipamentos necessários em função do volume e ritmo previsto para a execução da obra. Os equipamentos comumente utilizados numa central de carpintaria são: desempenadeira tem a função de aparelhar a madeira que vem das serrarias; serra circular corta a madeira com um disco de aço dentado que gira em alta velocidade; plaina desengrossadeira acerta as arestas das madeiras cortadas com a serra circular; furadeira horizontal, furadeira vertical para furar as peças de madeira. Central de Armação – local para o corte, dobra e montagem das armaduras a serem utilizadas na execução das estruturas de concreto armado. O local deve abrigar máquinas, equipamentos e ferramentas para a realização dos trabalhos e deve ser ampla em função das dimensões das peças. As armaduras já montadas devem ser armazenadas em área separada e numeradas conforme o elemento estrutural a que se destinarem. O ferro de construção oxida-se, mas como a sua utilização no canteiro é relativamente rápida, não é necessária a construção de abrigo para armazenamento dos mesmos. FIG. 28 – CENTRAL DE ARMAÇÃO (FONTE: REVISTA EQUIPE DE OBRA/PINI) http://equipedeobra.pini.com.br/construcao-reforma/37/estoque-de-materiais-220679-1.aspx Página 33 de 143 TÉCNICAS DE CONSTRUÇÃO CIVIL Central de Produção de Concreto – local para o armazenamento de materiais a granel e produção de argamassas e concretos. A produção de concretos e argamassas na obra é através de Betoneira que realiza a mistura dos materiais. O concreto pode ser também adquirido de uma empresa concreteira ou produzido na obra, sendo neste caso, necessária a montagem de uma usina de concreto. A armazenagem dos materiais deve ser: Cimento Portland - para a estocagem, o cimento deve ser armazenado em pilhas, que não devem conter mais de 10 sacos. Além disso, deve estar em local coberto e bem protegido e os sacos não devem estar em contato direto com o piso. Agregado miúdo - a areia deve ser estocada em baias drenadas, para evitar que as parcelas dos grãos finos sejam carreados. O cuidado a ser tomado na estocagem é evitar que haja a segregação. Geralmente, os grãos maiores tendem a ficar na base das pilhas. Dessa forma, no preparo do concreto, deve-se pegar o material desde a base até o topo das pilhas. FIG. 29 – BAIAS ARMAZENAMENTO DE MATERIAIS (FONTE: REVISTA EQUIPE DE OBRA/PINI) http://dennysfs.blogspot.com/2012/10/salvador-avancado-para-o-futuro_9.html Página 34 de 143 TÉCNICAS DE CONSTRUÇÃO CIVIL FIG. 30 – BETONEIRA NA OBRA Almoxarifado – destinado à estocagem dos matérias/ferramentas utilizados na obra. O almoxarifado deve ser um ambiente totalmente organizado e controlado, permitindo-se a correta disposição dos insumos armazenados e a rápida identificação dos mesmos. Deve ter prateleiras e mesas que permitam estocar os diversos materiais que serão liberados para a execução da obra. No almoxarifado são armazenados materiais de dimensões menores (conexões, lâmpadas, etc.) ou maior valor (cabos elétricos, ferramentas, etc.) ou, ainda, aqueles que precisam ser protegidos das intempéries (tintas, argamassas, etc.). Atenção deve ser dada ao prazo de validade dos materiais perecíveis para que não sejam aplicados com prazo vencido. http://seguranca2013.blogspot.com/2013/07/mais-uma-vida-e-ceifada-no-ambiente-de.htmlPágina 35 de 143 TÉCNICAS DE CONSTRUÇÃO CIVIL FIG.31 – ARMAZENAMENTO DOS MATERIAIS NO ALMOXARIFADO DA OBRA (FONTE: REVISTA EQUIPE DE OBRA/PINI) Local para equipamentos de elevação – destinado ao posicionamento dos equipamentos de elevação mecânica de materiais utilizados na obra. Os principais equipamentos para essa finalidade são: Grua em torre Guindaste Elevador de obra São equipamentos que necessitam de correto posicionamento para permitirem a maior eficiência na execução do serviço. Devem ser posicionados próximos aos locais de içamento e alcançarem com exatidão o ponto de descarregamento. http://engcivilbrother.blogspot.com/ Página 36 de 143 TÉCNICAS DE CONSTRUÇÃO CIVIL FIG.32 – GRUA E SEUS COMPONENTES(MARCA:METAX) FIG.33 – ELEVADOR DE OBRA 4. LOCAÇÃO DA OBRA 4.1. O Gabarito da Obra Consiste em marcar no terreno a exata posição do prédio, transportando as dimensões desenhadas no projeto arquitetônico em escala reduzida para a escala natural 1:1. Marcam-se no terreno as posições das paredes, fundações e pilares, http://www.metax.com.br/venda-de-mini-grua-id-103 http://sp.quebarato.com.br/bauru/elevador-de-obra-a-cabo__5E15F9.html Página 37 de 143 TÉCNICAS DE CONSTRUÇÃO CIVIL tomando-se por base a planta de locação, o projeto de fundações e o projeto de formas fornecido pelo projetista de estrutura. A Figura 34 corresponde a um exemplo de gabarito para locação da obra. FIG.34 – GABARITO DA OBRA Para a locação de uma pequena residência basta apenas uma trena, um nível, um prumo e fios de náilon. Para locação de um prédio ou outra obra de grande porte pode ser necessário um teodolito ou outros instrumentos de topografia. Na locação de obras com fundações contínuas, são marcados os alinhamentos dessas fundações juntamente com o alinhamento das paredes. Para obras com fundações não contínuas (estacas, sapatas isoladas, tubulões), é marcada inicialmente a posição dos pilares. 4.2. Locação da Obra: Método Construtivo MATERIAIS: nível de mangueira, nível de mão, pincel ou caneta para escrever informações na tabeira correspondentes à identificação dos pilares. FERRAMENTAS/EQUIPAMENTOS: teodolito, trena, esquadro, metro, martelo. PROCEDIMENTO: Inicialmente, com o auxílio dos projetos da obra, marcar-se no terreno a posição dos vértices do prédio a ser construído. Isso pode ser feito com equipamentos topográficos para maior precisão. Depois de marcados os cantos do prédio, parte-se então para a construção do gabarito (ou tabeira), que é uma espécie de cercado formado por tábuas, que circunscreve a futura construção, podendo distar dela em torno de 1 metro (Figura 35). O gabarito pode ser feito http://www.recriarcomvoce.com.br/blog_recriar/2012/03/14/ Página 38 de 143 TÉCNICAS DE CONSTRUÇÃO CIVIL com tábuas, pregadas em pontaletes cravados no solo e distanciados cerca de 1,80 metros entre si. As tábuas devem ser colocadas inteiramente niveladas, pois sobre elas serão marcadas as distâncias indicadas nas plantas. Para terrenos com inclinação elevada, o gabarito deve ser feito em degraus, acompanhando o perfil do terreno, mas sempre em planos horizontais nivelados. FIG.35 – LOCAÇÃO DA OBRA Marcadas nas tábuas as distâncias indicadas na planta, fixam-se pregos nos dois lados opostos do gabarito. Assim, a locação de um pilar ou um elemento de fundação requer a fixação de quatro pregos sobre as tábuas, como mostra a figura 36. Se existirem elementos no mesmo alinhamento, o mesmo par de pregos servirá para todos eles. Após a fixação dos pregos, esticam-se as linhas de náilon, tomando-se o cuidado de escrever o número do elemento (pilar ou fundação) no gabarito (figura 37). Para marcar o local correspondente ao eixo do elemento locado, basta esticar um prumo de centro que passe pela interseção das linhas: no ponto indicado pelo prumo, crava-se um piquete de madeira (figura 38), nivelando-o com a superfície do terreno. O piquete que marcar a posição da estaca deve ter o seu número pintado de cor chamativa para fácil identificação. Página 39 de 143 TÉCNICAS DE CONSTRUÇÃO CIVIL FIG.36 – EXECUÇÃO DOS ALINHAMENTOS FIG.38 – MARCAÇÃO DO PIQUETE FIG.37 – DETALHE DO PREGO 5. FUNDAÇÕES 5.1. Tipos de Fundações Fundação é entendida como um elemento da estrutura encarregado de transmitir para o subsolo as cargas da superestrutura. As fundações podem ser agrupadas em duas categorias, conforme o modo de transmissão da carga para o solo: FUNDAÇÕES DIRETAS - a carga é transmitida ao solo por pressões sob a base da fundação. Do ponto de vista técnico, as fundações diretas seriam aquelas em que a largura (b) é maior que a profundidade de assentamento (d), ou seja, b>d. A carga obtida pelo dimensionamento da superestrutura Página 40 de 143 TÉCNICAS DE CONSTRUÇÃO CIVIL (P) é transmitida ao solo pela base da fundação (de área A). Assim, a tensão no solo (σ) é dada pela equação σ = P/A. FUNDAÇÕES PROFUNDAS - a carga é transmitida ao solo pelas pressões sob a base da fundação e também por atrito ou adesão ao longo da sua superfície lateral. Tipicamente, tais fundações são chamadas de estacas. As estacas são elementos esbeltos encarregados de transmitir as cargas da superestrutura para as camadas resistentes profundas do subsolo, principalmente através de atrito lateral entre a estaca e o solo. FIG.39 – PLANTA DE FUNDAÇÕES 5.2. Fundações: Método Construtivo MATERIAIS: forma de tábua/compensado, armadura de barra de aço, concreto estrutural. FERRAMENTAS/EQUIPAMENTOS: trena, pá, picareta, martelo, serrote, torquês, equipamento para lançar concreto, equipamento de perfuração. PROCEDIMENTO: marcado o local das fundações no terreno, procede-se a execução das peças, conforme os passos a seguir. (caso de sapata) Página 41 de 143 TÉCNICAS DE CONSTRUÇÃO CIVIL FIG.40 – PROCEDIMENTO PARA EXECIÇÃO DE FUNDAÇÕES DIRETAS (caso de radier) 1) Para a execução do radier, o terreno deve ser nivelado; 2) Monta-se a forma da borda do radier; 3) Instalam-se todas as tubulações que passam pelo piso (sistemas de água, esgoto, elétrica, etc.); 4) Sobre o local delimitado do radier, espalha-se uma camada de brita nº 2 compactada ou lastro de concreto magro. Pode-se usar, ainda, lona plástica; 5) Sobre o lastro, coloca-se a armadura, constituída de malha de aço montada no local ou na forma de tela soldada. A espessura do recobrimento do ferro deverá ser garantida por espaçadores industrializados ou feitos de argamassa na própria obra. Quanto ao posicionamento das telas, tem-se duas opções: i) telas duplas colocadas em ambas as faces (superior e inferior) da placa, absorvendo os Página 42 de 143 TÉCNICAS DE CONSTRUÇÃO CIVIL momentos fletores negativos e positivos; ii) tela colocada no meio da espessura da placa, absorvendo momentos positivos e negativos. 6) Concreta-se a placa com o cuidado de manter nivelada a superfície do radier. 7) Após o período de cura do concreto, procede-se a desforma das bordas da placa. FIG.41 – NIVELAMENTO DO TERRENO E MONTAGEM DA FORMA DO RADIER http://ciadearquitetura.com/category/projetos-residenciais/ http://www.lix.com.br/obras-fotos.aspx?idEtapa=1508 Página 43 de 143 TÉCNICAS DE CONSTRUÇÃO CIVIL FIG.42 – PASSAGEM DE TUBULAÇÕES SOB O RADIER FIG.43 – COLOCAÇÃO DA ARMAÇÃO DE AÇO NO RADIER FIG.44 – CONCRETAGEMDO RADIER http://abds2.blogspot.com/2012_07_01_archive.html http://noromixpereirabarreto.blogspot.com/2013/01/fundacao-radie-em-sud-mennucci.html Página 44 de 143 TÉCNICAS DE CONSTRUÇÃO CIVIL (caso de estaca hélice contínua) 1) A hélice é posicionada no piquete onde será executada a estaca. O trado já precisa estar ajustado para o tamanho da estaca; 2) Inicia-se a perfuração da estaca e o solo escavado vai sendo levado para a superfície; 3) Após atingir a profundidade total da perfuração, inicia-se a retirada do trado do orifício; 4) Simultaneamente, o concreto vai sendo lançado no furo pelo duto que passa no centro da hélice. 5) Concretada a estaca, procede-se a descida da armação de aço com o auxílio de uma escavadeira ou o próprio equipamento de perfuração. A armação precisa de espaçadores para manter o cobrimento do aço e de roletes para facilitar a penetração no concreto. 6) Devido o concreto ainda está fresco há a necessidade de se amarrar a armadura numa régua de madeira colocada na ponta do furo da estaca. 01 – Posicionamento hélice 02 – Escavação estaca Página 45 de 143 TÉCNICAS DE CONSTRUÇÃO CIVIL 03 – Concretagem e retirada 04 – Posicionamento da armadura do solo do furo 05 – Descida da armadura 06 – Fixação da armadura FIG.45 – FASES DE EXECUÇÃO DA ESTACA HÉLICE CONTÍNUA (FONTE: REVISTA EQUIPE DE OBRA/PINI) (caso de estaca escavada) 1) A perfuração é realizada manual ou mecanicamente; 2) A escavação manual é realizada com um trado e se dá apenas para pequenos diâmetros e profundidades rasas; 3) A escavação mecânica é realizada com o auxílio de um equipamento de perfuração de estacas; 4) A escavação começa com o posicionamento da hélice no piquete que demarca a estaca. 5) O equipamento de perfuração vai cravando a hélice no solo em movimentos rotativos até atingir a profundidade de projeto 6) No decorrer do processo o solo escavado vai sendo levado para a superfície pelo movimento de rotação do trado. Página 46 de 143 TÉCNICAS DE CONSTRUÇÃO CIVIL 7) Ao final da perfuração o trado é retirado do solo e o furo permanece estável e com o diâmetro de projeto. 8) Realiza-se, então, a descida da armação confeccionada conforme estipulado em projeto estrutural. Deve-se atentar para o cobrimento da armação definido no projeto com a utilização de espaçadores. 9) A concretagem da estaca é realizada com o lançamento do concreto no furo no qual está contida a armação. 10) A concretagem deve ser realizada até uma vez o diâmetro da estaca acima da cota de arrasamento da mesma, com posterior demolição do concreto até a cota de arrasamento (figura 46). 11) Concluído o arrasamento da estaca, procede-se a execução do bloco de coroamento nos mesmos moldes explicados na execução das sapatas. FIG.46 – ARRASAMENTO DA CABEÇA DA ESTACA Página 47 de 143 TÉCNICAS DE CONSTRUÇÃO CIVIL FIG.47 – SEQUÊNCIA EXECUTIVA DA ESTACA ESCAVADA Página 48 de 143 TÉCNICAS DE CONSTRUÇÃO CIVIL 6. SUPRAESTRUTURA 6.1. Sistemas de Fôrmas para estrutura de concreto armado A execução das estruturas de concreto armado exige a utilização de fôrmas, já que o concreto é lançado no estado fluido. De acordo com a finalidade a que se destinam ou de acordo com o elemento estrutural que deve ser executado, podem-se relacionar vários tipos de fôrmas, a saber: Fôrmas para PILARES Fôrmas para VIGAS Fôrmas para LAJES Fôrmas para SAPATAS/BLOCOS Fôrmas para ESCADAS Fôrmas para CONCRETO APARENTE A madeira ainda domina o mercado de fôrmas para concreto, no Brasil e no exterior. Os compensados resinados e plastificados são os que melhor cumprem o papel de molde e têm, por isso, a preferência dos construtores. As fôrmas devem satisfazer aos requisitos de ordem geral enumerados a seguir: 1) Devem ser executadas rigorosamente de acordo com as dimensões indicadas no projeto estrutural (planta de fôrmas); 2) Devem resistir aos esforços estáticos a que vão estar submetidas (peso do concreto, da armadura e das próprias fôrmas), e também a esforços dinâmicos (concretagem, vento, choques, etc.); 3) Devem apresentar estanqueidade, para que não haja fuga da pasta de cimento; 4) Devem ser construídas de tal forma que possam ser retiradas com facilidade; 5) Devem ser projetadas e executadas de tal forma que permitam o maior número possível de reaproveitamentos (grande durabilidade); Fôrmas: Método Executivo MATERIAIS: peças de madeira (tábua, ripa, ripão, caibros, etc.), prego, parafusos, arame recozido, desmoldante, chapa de madeira compensada (resinada/plastificada), escoras metálicas. FERRAMENTAS/EQUIPAMENTOS: martelo, serrote, bancada de serra, furadeira, torquês, pincel, trena, lápis, esquadro, prumo, nível. Página 49 de 143 TÉCNICAS DE CONSTRUÇÃO CIVIL PROCEDIMENTO: são mostrados a seguir os passos para a confecção de fôrmas para as diversas peças de concreto armado: Fôrmas para PILARES Os pilares podem apresentar seções variadas, sendo as mais comuns: quadrada, retangular e circular. Quando se deseja esconder os pilares dentro das paredes, podem ser usadas seções retangulares muito alongadas e as seções em T, L e Z. As fôrmas dos pilares são formadas por tábuas ou compensados, dispostos na posição vertical, constituindo então as faces dos pilares. Esses elementos são ligados por gravatas. As gravatas são confeccionadas com a função de reforço para manter a conformação do pilar. O material utilizado (ou combinação de materiais) é função dos esforços aos quais as paredes da fôrma estão sujeitas. As gravatas geralmente são formadas por travessas cujas extremidades correspondentes são ligadas por meio de pregos. Além das gravatas comuns de madeira, existem gravatas metálicas e mistas de vários tipos, todas com o objetivo de facilitar a montagem e a retirada da fôrma. Entretanto, na maioria das construções, as gravatas ainda são feitas com travessas de caibros ou sarrafos, reforçadas na base da fôrma para reduzir os momentos fletores a que estão sujeitas as travessas. Esses reforços podem ser feitos através de montantes (caibros) dispostos na posição vertical em faces opostas ou nas 4 faces do pilar. Nos casos mais comuns, as gravatas são formadas por travessas dispostas de várias maneiras, como mostra a figura 48. Página 50 de 143 TÉCNICAS DE CONSTRUÇÃO CIVIL FIG.48 – TIPOS DE REFORÇOS PARA FÔRMA DE PILAR A ligação dos montantes pode ser feita por barras de ferro que circundam a fôrma ou por fixadores (tirantes ou tensores) de ferro ou arame que atravessam a fôrma, ficando então imersos dentro, não podendo ser recuperados (figura 49). FIG.49 – LOCAÇÃO DOS MONTANTES PARA FÔRMA DE PILAR Outra maneira de executar os fixadores á através de hastes rosqueadas (barras de aço com bitola 10mm). Para ser possível o reaproveitamento desse material, usam-se tubos de PVC que protegem o fixador do concreto (figura 50). Entretanto, esse sistema não é recomendado em obras hidráulicas, tendo em vista que, mesmo após o tamponamento das cavidades com argamassa, a estanqueidade das mesmas pode não estar assegurada. Página 51 de 143 TÉCNICAS DE CONSTRUÇÃO CIVIL FIG.50 – DETALHE DA UTILIZAÇÃO DE HASTE ROSQUEADA EM FÔRMA DE PILAR As figuras 51 e 52 mostram como deve ser a fôrma de pilares de seção quadrada, retangular, em T e circular. Neste último caso, a fôrma é feita com ripas justapostas, objetivando a obtenção de uma circunferênciaperfeita. Os reforços são feitos com peças denominadas cambotas a cada 35 a 40 centímetros. FIG.51 – FÔRMA DE PILAR COM SEÇÃO QUADRADA, RETANGULAR E “T”. Página 52 de 143 TÉCNICAS DE CONSTRUÇÃO CIVIL FIG.52 – FÔRMA DE PILAR COM SEÇÃO CIRCULAR Fôrmas para LAJES As fôrmas para lajes comuns são formadas por tábuas, guias ou chapas de compensado (12 ou 14 mm), deitados e justapostos, e que se apoiam nas peças de escoramento. A carga que essas fôrmas devem suportar é constituída pela soma dos pesos do concreto, da armadura, da própria madeira e das cargas acidentais (peso dos carrinhos, operários, etc.). A nomenclatura usada para as diversas peças de fôrmas de lajes é ilustrada na figura 53. O soalho é o painel contínuo que sustenta diretamente o concreto da laje. Os barrotes são as travessas que ligam as peças do soalho através de pregos. Os barrotes são executados em caibros ou guias e com afastamento entre 35 e 45 centímetros. As madres (ou guias) são elementos colocados abaixo dos barrotes, em direção perpendicular a estes. O afastamento entre madres é de aproximadamente 1 metro, e são executadas a partir de caibros e guias. As talas são usadas para a ligação entre as madres e as escoras que as apoiam. As escoras, também chamadas pés-direitos, geralmente são de madeira ou de aço, sendo usados caibros ou escoras metálicas. O afastamento entre escoras de uma mesma madre deve variar entre 60 e 80 centímetros. Os calços são peças com dimensões aproximadas de 30 x 30 centímetros que servem de apoio às escoras no chão. Para o ajuste, são usadas cunhas. Para cada escora, tem-se um calço. Página 53 de 143 TÉCNICAS DE CONSTRUÇÃO CIVIL FIG.53 – DETALHES DA FÔRMA DE LAJE As escoras devem ser apoiadas sobre o solo (no caso de pavimento térreo) ou sobre lajes já executadas em nível inferior, por intermédio de calços de madeira e cunhas, como mostrou a figura 53 anterior. Quando as escoras suportarem muita carga e devem ser apoiadas no solo, recomenda-se a utilização de vigas de madeira ou blocos de concreto ao invés dos calços. Isso reduz o nível de tensões sobre o solo e evita o deslocamento vertical do escoramento. Fôrmas para VIGAS As fôrmas de lajes são diretamente ligadas às fôrmas das vigas, como ilustra a figura 54. Essa ligação pode ser feita de várias maneiras (figura 55), e a mais simples é pregar as bordas do soalho da laje sobre a borda superior da face da viga. Apesar de ser o mais usado, esse método apresenta a desvantagem de tornar a retirada das fôrmas mais difícil e permitir fuga do concreto no caso de empenamento da madeira do soalho. Página 54 de 143 TÉCNICAS DE CONSTRUÇÃO CIVIL FIG.54 – LIGAÇÃO DA FÔRMA DA LAJE COM A FÔRMA DA VIGA FIG.55 – DETALHE DA LIGAÇÃO DA FÔRMA DA LAJE COM A FÔRMA DA VIGA As fôrmas das vigas são formadas pelos dois painéis laterais (faces da viga) e pelo painel de fundo. Os painéis podem ser confeccionados com tábuas, guias ou chapas de compensado. A ligação entre os painéis é feita com gravatas de 3 travessas, como pode ser visto na mesma figura 55. Essas travessas podem ser caibros, guias ou sarrafos. Os espaçamentos entre as gravatas dependem, dentre outros fatores, do tipo de material utilizado na confecção dos painéis: 35 a 45 cm quando o painel for de compensado de 14 a 17mm; 40 a 50 cm quando for de guias ou tábuas de 2,5 cm. Nas vigas perimetrais do prédio, as gravatas precisam ser escoradas através de mãos-francesas, como mostra a figura 56. Nestes casos, a travessa de fundo da gravata servirá tanto de apoio às mãos francesas que reforçam a gravata como para aquelas que fazem o contraventamento das escoras, também chamadas pontaletes. Página 55 de 143 TÉCNICAS DE CONSTRUÇÃO CIVIL FIG.56 – FÔRMA PARA VIGA PERIMETRAL No escoramento das vigas, deve-se evitar o travamento entre as escoras, facilitando sua retirada em ocasiões distintas. A distância entre a última escora da viga e a sua extremidade não deve exceder a metade do espaçamento empregado entre as escoras, que geralmente varia entre 60 e 80 centímetros. Para escoras são utilizados caibros, troncos de eucalipto (com diâmetro mínimo de 7 cm) ou escoras metálicas. Fôrmas para ESCADAS As fôrmas para escadas onde o degrau também é moldado em concreto armado são ilustradas na figura 57. O fundo da forma, também chamado soalho, é executado de maneira semelhante ao descrito para lajes convencionais, com a diferença da inclinação. Usa-se chapas de compensado ou tábuas para sua confecção. FIG.57 – FÔRMA PARA ESCADA O fechamento lateral é feito em ambos os lados com chapas de compensado ou tábuas pregadas a cutelo, acompanhando a inclinação da escada. Para os barrotes, usa- se caibros ou guias sob o soalho, a cada 50 a 70 centímetros. As travessas, afastadas de 60 a 80 cm entre si, são colocadas sob os barrotes em direção perpendicular a esses, e Página 56 de 143 TÉCNICAS DE CONSTRUÇÃO CIVIL são utilizadas as mesmas peças descritas para os barrotes na sua confecção. Através de talas, as escoras são presas às travessas, num espaçamento que pode variar entre 50 e 70 cm. As escoras podem ser caibros ou escoras metálicas. Para moldagem dos degraus, são utilizados guias ou compensados presos através de talas horizontais a uma travessa central feita de caibro, ou a duas travessas igualmente espaçadas. Entretanto, o emprego de uma travessa central é mais recomendado, pois é capaz de melhor manter o madeiramento dos degraus na sua posição original durante a concretagem. Fôrmas para FUNDAÇÕES As fôrmas de blocos e sapatas limitam-se aos painéis laterais, feitos com tábuas ou compensados. Esses painéis são ligados por travessas, como ilustra a figura 6.22. Para que os painéis se mantenham na posição vertical, as extremidades inferiores das travessas se apoiam em estacas fincadas no solo ou as próprias travessas são fincadas no solo, devendo então ter comprimento apropriado. As extremidades superiores das travessas são firmadas por mãos-francesas ou por pequenas escoras apoiadas no solo. Os painéis podem ser mantidos na sua posição também por meio de fixadores. As faces horizontais das fundações e as de pequena inclinação mantêm-se pelo próprio peso do concreto. FIG.58 – FÔRMA PARA ESCADA 6.2. Armaduras para estrutura de concreto armado O aço para concreto armado é encontrado na forma de barras, fios ou telas (malhas). Página 57 de 143 TÉCNICAS DE CONSTRUÇÃO CIVIL Conforme as características mecânicas, as barras e fios são classificados, principalmente, em: CA-25, CA-50 e CA-60, onde o algarismo representa a tensão de escoamento (kN/cm2 ou Kg/mm2). A superfície dos fios ou barras poderá ser lisa ou conter saliências, quando disse que são nervurados. Armadura: Método Executivo MATERIAIS: arame recozido e barras de aço. FERRAMENTAS/EQUIPAMENTOS: torquês, arco de serra, trena, serra manual ou tesoura. PROCEDIMENTO: são mostrados a seguir os passos para a confecção das armaduras de concreto armado: 1) Retificação ou alinhamento - consiste em tornar as barras retas, antes do corte; 2) Corte - feito de acordo com as plantas de projeto estrutural, com o auxilio de serra manual, tesoura ou maquina de corte; 3) Dobra - feita manualmente com o auxilio de pinos fixados em bancada de madeira ou maquina automática; 4) Emendas - por trespasse (mais comum), por solda ou por luvas; 5) Pré-montagem – consiste na confecção de peças na central de armação; 6) Montagem – consiste na colocação da armadura nas formas, de modo a permanecerem na posição correta durante a concretagem,garantindo o cobrimento mínimo prescrito - são usados espaçadores de plástico para essa finalidade. Retificação ou alinhamento As barras de aço são adquiridas geralmente com comprimento de 12 metros e vêm dobradas em feixe de 6 metros. Devem, portanto, serem retificadas para permitirem o corte das peças conforme definidos no projeto de estruturas. Nesse processo, usa-se uma chave como mostrado na figura 59. Página 58 de 143 TÉCNICAS DE CONSTRUÇÃO CIVIL FIG.59 – RETIFICAÇÃO DE BARRA DE AÇO Corte Antes de efetuar os cortes, deve ser feito um estudo para minimizar as sobras. Dessa forma, poderá ser obtida uma economia significativa no serviço. A escolha dos equipamentos e ferramentas de corte precisa levar em consideração os materiais definidos no projeto (aço em barras ou em telas soldadas) e o volume do serviço. A execução do corte está intimamente ligada aos equipamentos de corte que serão empregados. Os principais equipamentos e ferramentas e empregados são: Manuais: arco de serra e tesoura de cortar ferro (tesourão). Utilizado quando o serviço é realizado em obras de pequeno porte. Elétricas: policorte. Em obras de pequeno, médio e grande porte que realizam o corte do aço no canteiro. Hidráulicas: utilizadas em centrais de corte e dobra de aço e em canteiros de grandes obras, devido ao seu alto custo. Dobra Quando a dobra é realizada no canteiro, utiliza-se a chave de dobra e pinos de bancada. Possui um baixo custo e a dobra da barra de aço é feita uma de cada vez. Para realizar a dobra do aço, atenção especial deve ser dada à montagem da bancada, para que o diâmetro do pino de dobramento seja compatível com o aço a ser dobrado. A falta de cuidado nesse item pode fazer com que as barras de aço, quando dobradas, sofram um esforço demasiado, ocorrendo a sua ruptura. http://equipedeobra.pini.com.br/construcao-reforma/62/artigo292694-2.aspx Página 59 de 143 TÉCNICAS DE CONSTRUÇÃO CIVIL FIG.60 – PINOS PARA DOBRA DE ARMAÇÃO FIG.61 – BANCADA PARA DOBRA DE ARMAÇÃO FIG.62 – DETALHES BANCADA PARA DOBRA DE ARMAÇÃO O dobramento das barras pode ser executado em bancadas dotadas de pinos ou com equipamento específico para tal finalidade. Para cada conjunto de peças idênticas, marca-se a primeira barra de modo que suas dimensões, após a dobra, fiquem de acordo com o projeto estrutural. Todas as outras barras serão cortadas e dobradas tomando-se a primeira como referência. Isso deve ser feito porque a dobra causa um alongamento linear, que varia conforme a ferramenta ou o processo utilizado. Pré-montagem Consiste na montagem de peças que podem ser confeccionadas na própria central de armação. Para isso, considera-se: dimensões das peças, sistema de transporte e facilidade de execução. http://equipedeobra.pini.com.br/construcao-reforma/62/dobra-de-vergalhao-veja-como-escolher-os-pinos-de-292694-1.aspx http://www.comunidadedaconstrucao.com.br/sistemas-construtivos/3/armacao-praticas/execucao/56/armacao-praticas.html http://www.epoxipiso.com.br/2012/11/producao-de-estruturas-de-concreto.html Página 60 de 143 TÉCNICAS DE CONSTRUÇÃO CIVIL Nesta etapa, as peças são dobradas e unidas formando totalmente as peças ou são confeccionadas em partes para serem transportadas e serem finalizadas na fôrma. De uma maneira geral, as armaduras de vigas e pilares são montadas sobre uma bancada ou sobre cavaletes. A sequência de montagem deve ser a seguinte: 1) Posicionar duas barras de aço; 2) Colocar todos os estribos, fixando-se somente os das extremidades; 3) Em seguida, posicionar as demais barras e amarrá-las aos estribos das extremidades; 4) Depois de posicionar os demais estribos, conferir espaçamentos e o número de barras longitudinais e estribos; 5) Amarra-se então o conjunto firmemente nas quatro faces (figura 63); 6) A armadura assim montada é então posicionada dentro das fôrmas. Em pilares grandes, pode ser mais vantajosa a montagem da armadura dentro da fôrma, ao invés de fazê-lo sobre a bancada. FIG.63 – AMARRAÇÃO DAS BARRAS DE AÇO NOS ESTRIBOS Montagem No momento da montagem deve-se atentar para que a armadura esteja na posição especificada e no espaçamento correto, de modo a garantir o cobrimento da armadura. No caso da laje, o problema fundamental a ser evitado é o posicionamento incorreto da armadura negativa. Devem-se utilizar gabaritos (caranguejos) e respeitar o comprimento de ancoragem especificado no projeto, para que não haja escorregamento da armadura e, consequentemente, patologias na estrutura. http://www.comunidadedaconstrucao.com.br/sistemas-construtivos/3/armacao-praticas/execucao/56/armacao-praticas.html Página 61 de 143 TÉCNICAS DE CONSTRUÇÃO CIVIL FIG.64 – CARANGUEJOS PARA O POSICIONAMENTO DA ARMADURA NEGATIVA EM LAJES No caso de vigas, devido às dificuldades de execução, como no cruzamento de vigas ou no encontro de viga com pilar, pode-se montar a armadura sem as barras negativas, que são colocadas posteriormente na sua posição. No encontro de vigas e pilares, a disposição dos estribos não deve ser negligenciada, pois pode resultar em trincas verticais na estrutura quando em serviço. Além do esquecimento dos estribos nesses locais, frequentemente se observa o deslocamento dos mesmos durante as operações de concretagem devido à amarração inadequada. No posicionamento das armaduras de pilares, sugere-se a elevação dos estribos da base que coincidirem com as esperas do pilar provenientes do pavimento inferior. Posiciona-se a armadura na fôrma, e, em seguida, retorna-se os estribos à sua posição definitiva, quando são então amarrados às esperas. No posicionamento da armadura já montada dentro das fôrmas, devem-se evitar, ao máximo, choques da armadura com os painéis de madeira, de modo a prolongar a vida útil destes últimos. O posicionamento das armaduras nas fôrmas deve ser fiscalizado cuidadosamente, na busca de possíveis trocas de posição, trocas de armaduras entre elementos estruturais semelhantes, ou qualquer engano na interpretação do projeto. Antes de iniciar a montagem das armaduras de uma laje, devem-se fixar as caixas de passagem das instalações elétricas e hidráulicas. Para facilitar a colocação desses elementos, pode-se pintar sobre a fôrma os locais onde estarão as paredes do pavimento inferior. A montagem deve iniciar pelo posicionamento das barras da armadura principal, seguindo-se o posicionamento das barras da armadura secundária (distribuição). O nós (interseções) podem ser amarrados alternadamente (ferro sim, ferro não). As barras de armadura negativa da laje devem ser amarradas à armadura das vigas. Atualmente, vêm sendo utilizadas também as telas eletrossoldadas pré-montadas, que são simplesmente colocadas dentro das fôrmas. Página 62 de 143 TÉCNICAS DE CONSTRUÇÃO CIVIL Para garantir que as barras permaneçam na sua posição, realiza-se, na grande maioria dos casos, a amarração nos pontos de interseção, através do uso de arame recozido nº 16 (φ = 1 mm) ou 18 (φ = 0,75 mm). A amarração pode ser feita por laçada simples ou por laçada dupla cruzada (figura 63), sendo essa a mais indicada para barras grossas. Quando é utilizado arame recozido nº 18, a laçada deve ser dupla. Para arame nº 16 pode ser dupla ou simples. FIG.64 – DETALHE DA AMARRAÇÃO DE BARRAS FIG.65 – TABELA AÇOS CAT. CA-50 PARA CONSTRUÇÃO CIVIL 6.3. Produção do Concreto e Concretagemdas Peças Produção do Concreto O processo de produção do concreto consiste em fazer com que os materiais componentes (cimento, agregados, água e adições/aditivos) entrem em contato íntimo de modo a obter-se um recobrimento de pasta de cimento sobre as partículas dos agregados, bem como a mistura geral de todos os materiais. A operação de mistura é fundamental na produção do concreto, pois dela vai depender a homogeneidade do material produzido. Quando a mistura não é adequada, os agregados graúdos e miúdos não são totalmente revestidos pela pasta de cimento, http://www.cicalfer.com.br/produtos.php Página 63 de 143 TÉCNICAS DE CONSTRUÇÃO CIVIL comprometendo assim a resistência e a durabilidade da estrutura acabada. A mistura dos materiais pode ser manual ou mecânica. A mistura manual só deve ser empregada em obras de pouca importância, onde a qualidade exigida para o concreto e o volume empregado não justificam a utilização de equipamento mecânico. A mistura mecânica é feita em máquinas especiais denominadas betoneiras, que consistem em um tambor, fixo ou móvel em torno de um eixo que passa pelo seu centro. Dentro desse tambor, por meio de pás fixas ou móveis, produz-se a mistura. O concreto é definido através de uma DOSAGEM, que consiste no estudo e indicação das proporções relativas dos materiais constituintes do concreto, para obtenção de propriedades pré-determinadas em projeto. Existem basicamente dois procedimentos para dosagem do concreto: a DOSAGEM EMPÍRICA e a DOSAGEM RACIONAL. A primeira consiste em determinar a proporcionalidade dos materiais em bases arbitrarias, fixadas pela experiência anterior do construtor ou pela tradição, muitas vezes com o auxilio de tabelas prontas de traço de concreto. A segunda baseia- se em resultados de ensaios dos materiais disponíveis e do produto resultante da mistura, para obtenção de um traço teórico inicial que e aperfeiçoado em laboratório, até ajustar-se as condições exigidas para seu uso. Produção do concreto: Método Executivo MATERIAIS: cimento portland, agregado miúdo, agregado graúdo, água, aditivos. FERRAMENTAS/EQUIPAMENTOS: betoneira elétrica (capacidade conforme produção definida), pá, enxada, padiolas (dimensionadas conforme traço definido). PROCEDIMENTO: são mostrados a seguir os passos para a produção de concreto: Mistura Manual Para essa operação, deve-se dispor de um estrado de madeira ou uma superfície lisa, impermeável e isenta de partículas soltas. Abaixo a sequência executiva: 1) Inicialmente, é colocada toda a areia sobre a superfície e, após isso, todo o cimento; 2) Ambos são cuidadosamente misturados a seco até que a mistura apresente coloração uniforme; Página 64 de 143 TÉCNICAS DE CONSTRUÇÃO CIVIL 3) Reúne-se então a mistura no centro da superfície, e sobre ela lança-se o agregado graúdo; 4) Para a adição de água, dispõe-se a mistura num monte em cujo centro faz-se uma depressão ou cratera, onde é lançada a quantidade exata de água; 5) Vai-se lançando, então, a mistura seca das bordas para dentro dessa cratera, tomando cuidado para que a água não escoe e se perca; 6) O processo de mistura deve prosseguir até que se obtenha homogeneidade. Não devem ser preparados mais de 350 litros de concreto de cada vez pelo processo manual. Atenção especial deve ser dada à quantidade de água a ser aplicada à mistura, pois o excesso de água causa diminuição da resistência do concreto. Na prática, caso não seja controlado rigidamente esse processo, há a tendência do operário colocar na mistura mais água que o necessário para a melhoria da trabalhabilidade, porém com prejuízo à resistência do concreto. A figura 66 ilustra o processo de produção manual. FIG.66 – PROCESSO DE PRODUÇÃO MANUAL DO CONCRETO Mistura Mecânica http://www.fazfacil.com.br/reforma-construcao/tracos-concreto-mistura/ Página 65 de 143 TÉCNICAS DE CONSTRUÇÃO CIVIL A mistura dos materiais na betoneira deve ser adequadamente realizada para não afetar a qualidade e a produção do concreto. Isso está diretamente relacionada à velocidade de giro do tambor. Uma velocidade de rotação muito baixa prejudica a homogeneidade do concreto e o alcance da consistência ideal da mistura. Velocidades elevadas geram segregação do concreto, já que, pela ação da força centrífuga, os agregados tendem a acumular-se contra a parede interna do tambor. Abaixo a sequência executiva: 1) Colocar no tambor 100% do agregado graúdo; 2) Adicionar no tambor 50% da água de amassamento; 3) Misturar durante 1 minuto (aproximadamente); 4) Colocar no tambor 100% do cimento; 5) Colocar no tambor 100% do agregado miúdo; 6) Adicionar no tambor 50% da água de amassamento; 7) Misturar durante 3 minutos (aproximadamente); A figura 67 ilustra o processo de produção mecânica do concreto. FIG.67 – PROCESSO DE PRODUÇÃO MECÂNICA DO CONCRETO http://www.fazfacil.com.br/reforma-construcao/tracos-concreto-mistura/2/ Página 66 de 143 TÉCNICAS DE CONSTRUÇÃO CIVIL As etapas 1 e 2 visam remover partículas existentes nas paredes da betoneira provenientes de misturas anteriores, e umedecer a superfície do agregado graúdo para entrar em contato com o cimento. Assim, o agregado graúdo fica completamente envolvido pela nata de cimento, favorecendo a aderência entre ambos. O agregado miúdo, quando adicionado por último, não consome cimento e água em demasia. Na prática, existe na obra uma equipe própria para a produção do concreto que prepara o material e procede a mistura. FIG.68 – TIPOS DE BETONEIRAS Concretagem das Peças O concreto produzido passa por algumas etapas até seja aplicado na fôrma da peça a ser moldada (concretagem propriamente dita). Distinguem-se três etapas principais: transporte, lançamento e adensamento. Existe, ainda, outra etapa, posterior à concretagem, que se refere às ações que devem ser tomadas para que o concreto endureça corretamente e adquira as propriedades do concreto endurecido: Cura. O transporte do concreto misturado até o local do lançamento deve ser feito o mais rapidamente possível, para que mantenha a homogeneidade e consistência necessárias. O tempo máximo permitido entre o final da mistura e o lançamento do concreto é de aproximadamente 2 horas. Durante esse período, a betoneira deve permanecer em agitação para evitar a perda de consistência (enrijecimento) e segregação do concreto (exsudação). O transporte do concreto pode ser feito de várias formas e nas direções horizontal, vertical e inclinada. A tabela a seguir sumariza os métodos e equipamentos mais comuns de transporte do concreto. EQUIPAMENTO TIPO E INTERVALO IDEAL DE TRABALHO VANTAGENS PONTOS DE MAIOR ATENÇÃO Caminhão Betoneira Utilizado para misturar e transportar concretos ao canteiro de obra, próximos ou a grande distância. Não requer centrais misturadoras, somente dosadoras, pois o concreto é misturado na caçamba do caminhão. A descarga é controlada. O controle de qualidade é tão bom quanto do concreto de centrais misturadoras. Ensaio de abatimento é necessário na descarga. São http://www.solucoesindustriais.com.br/empresa/construcao/bilden-tecnologia-em-processos-construtivos-ltda-/produtos/construcao/betoneira-2 http://www.nowak.com.br/loja/main.asp?link=betoneiras http://www.construindo.com.br/loja/betoneira.html Página 67 de 143 TÉCNICAS DE CONSTRUÇÃO CIVIL Há uniformidade e homogeneidade do concreto descarregado necessárias cuidadosas preparações em canteiros de obra para receber bem o concreto. Grua Equipamento ideal para concretagem em grandes alturas. Pode manusear o concreto, a armadura, a fôrma e outros itensem obras de edifícios. Tem unicamente um problema: há necessidade de planejar uma correta escala de operação para manter a grua ocupada. Carrinho e Girica Para curtas distâncias e no plano. Para todos os tipos de construção, especialmente onde o acesso à área de trabalho é restrito. Muito versátil é ideal para interiores ou obras onde as condições de concretagem estão constantemente mudando. Concretagens lentas e com intensivo uso de mão-de-obra. Bomba Utilizado para conduzir o concreto diretamente do ponto central de descarga à fôrma ou a um ponto secundário de descarga. A tubulação ocupa pouco espaço e pode ser facilmente ampliada. Transfere o concreto de forma contínua. Caminhão com lança de concretagem pode mover o concreto vertical e horizontalmente. É necessário um constante fornecimento de concreto fresco, plástico, com certo intervalo de consistência e sem qualquer tendência à segregação. Cuidados devem ser tomados com a operação da tubulação e com a sua limpeza ao final da concretagem. Trecho vertical, com muitas curvas e através de tubos e mangotes flexíveis poderão reduzir consideravelmente a distância de bombeamento. TABELA 02 – MÉTODOS E EQUIPAMENTOS MAIS COMUNS DE TRANSPORTE DO CONCRETO Página 68 de 143 TÉCNICAS DE CONSTRUÇÃO CIVIL FIG.69 – TIPOS DE TRANSPORTE DE CONCRETO O lançamento do concreto deve ser o mais próximo possível da sua posição final e o mais rápido possível após o amassamento. Não é permitido intervalo superior a 2 horas entre o final do amassamento e o lançamento, mas sempre se mantendo o concreto sob agitação. Se for realizada agitação mecânica, esse intervalo deverá ser contado a partir do final da agitação. Se forem utilizados retardadores de pega, o prazo poderá ser aumentado de acordo com as características do aditivo. De maneira nenhuma o lançamento poderá ser feito após o início da pega do concreto. Antes do lançamento do concreto é necessário conferir se a consistência da mistura está conforme definido no projeto de estruturas. Para tal, realiza-se o ensaio de Abatimento do Tronco de Cone, mais conhecido como “Slump Test”. FIG.70 – ABATIMENTO DO TRONCO DE CONE “SLUMP” Página 69 de 143 TÉCNICAS DE CONSTRUÇÃO CIVIL Na concretagem de peças altas, como pilares e paredes, deve-se tomar cuidado para que a altura de queda livre do concreto não ultrapasse 1,5 metros, o que ocasionaria a segregação dos agregados e incorporação de ar. Para alturas superiores a 1,5 metros, o lançamento do concreto deve ser feito em etapas através de janelas abertas na parte lateral das formas, usando os chamados cachimbos (figura 71). Assim, a velocidade de queda do concreto é reduzida, afastando o risco de segregação. FIG.71 – DETALHE DO CACHIMBO NA FÔRMA. Durante o lançamento do concreto em elementos verticais (pilares, paredes), a base da forma deve ser observada por um carpinteiro, buscando detectar fuga de nata de cimento pelas juntas. Caso isso seja constatado, o operário deve aplicar papel molhado (sacos de cimento) para impedir a continuação do vazamento. O adensamento ou compactação do concreto tem por objetivo a expulsão de bolsas de ar retidas no seu interior após o lançamento, favorecendo o preenchimento das fôrmas, o contato com a armadura e o rearranjo interno dos agregados. O ar aprisionado dentro de um concreto não adensado pode variar de 5 a 20% do volume total. Na figura 6.35 observa-se que um volume de 5% de vazios no interior do concreto pode acarretar uma redução de 30% na sua resistência à compressão. Página 70 de 143 TÉCNICAS DE CONSTRUÇÃO CIVIL FIG.72 – RELAÇÃO ENTRE A PERDA DE RESISTÊNCIA À COMPRESSÃO E O TEOR DE VAZIOS NO CONCRETO A cura é a operação para evitar a perda de água do concreto necessária à reação com o cimento nos primeiros dias de idade e também para evitar excessiva retração por secagem. Consiste em manter o concreto úmido por molhagem direta (meio mais comum), ou por proteção com tecidos umedecidos, ou por aplicação de emulsões que formam uma película impermeável sobre a superfície do concreto. Deve-se promover a cura durante, no mínimo, sete dias (NBR 6118, ABNT). Concretagem das Peças: Método Executivo MATERIAIS: concreto estrutural. FERRAMENTAS/EQUIPAMENTOS: para transporte (girica, grua, bomba, caminhão betoneira, etc.), régua, conjunto Slump Test, vibrador de imersão. PROCEDIMENTO: são mostrados a seguir os passos para a concretagem e adensamento do concreto: A liberação do lançamento do concreto na obra, por parte do engenheiro responsável, só pode ser feita após a verificação das fôrmas e armaduras. Ao iniciar o lançamento, as superfícies das fôrmas devem estar devidamente preparadas. Devem ser removidos todos os materiais estranhos, como restos de arame provenientes da amarração das armaduras, areia ou serragem, utilizados no tamponamento das caixas elétricas, tocos de cigarro, etc. Caso as e as fôrmas não sejam cuidadosamente limpas, esses elementos estranhos incorporam-se ao concreto na camada de cobrimento das armaduras, deixando-as suscetíveis ao ataque de agentes agressivos presentes no meio ambiente. A limpeza das fôrmas pode ser feita com jato de água, removendo os elementos estranhos pelas janelas convenientemente espaçadas que devem existir na base das fôrmas. A existência de janelas na base de fôrmas de elementos verticais é essencial. No Página 71 de 143 TÉCNICAS DE CONSTRUÇÃO CIVIL momento do lançamento, as fôrmas de madeira absorventes devem estar saturadas com água, mas não pode haver acúmulo (água livre), pois haveria prejuízo ao concreto. Antes da concretagem, o engenheiro responsável pela obra deve conferir a ferragem: diâmetro das barras, quantidade e posicionamento conforme o projeto estrutural, espaçamentos e cobrimentos (laterais e fundo das fôrmas). Na concretagem de elementos horizontais (ex.: lajes), deve-se tomar alguns cuidados na concretagem. A prática comum de descarga de concreto em pontos aleatórios da laje para então ser transferido à posição definitiva é desaconselhável, pois ocorre perda de argamassa, que fica aderida às armaduras e formas onde o concreto entrou em contato, favorecendo a segregação e a redução da trabalhabilidade. Além disso, nesses casos geralmente se observam grandes acúmulos de concreto em apenas alguns pontos, o que pode prejudicar as fôrmas, provavelmente não dimensionadas para suportar cargas concentradas elevadas. Assim, é importante que o concreto seja descarregado o mais próximo possível do local de aplicação. O adensamento com agulha de imersão tem efeito ate uma determinada distância (raio de ação). Deve-se, portanto, trabalhar sempre com o vibrador na posição vertical e nunca com a agulha deitada. Evitar, em concretagem de lajes, arrastar a agulha pelo concreto lançado. FIG.73 – RELAÇÃO ENTRE DIÂMETRO DA AGULHA E O RAIO DE AÇÃO DO VIBRADOR Procedimentos de vibração do concreto: Página 72 de 143 TÉCNICAS DE CONSTRUÇÃO CIVIL 1) A profundidade de adensamento não deve ser maior que o comprimento da agulha; 2) A distância de um ponto a outro de aplicação do vibrador no concreto deve ser, no máximo, igual ao raio de ação do equipamento utilizado; 3) A agulha deve penetrar rapidamente na massa de concretoe sair lentamente; 4) O tempo de imersão da agulha no concreto é controlado até que se visualize que não saem mais bolhas de ar do concreto (vibração excessiva é prejudicial); 5) Não se deve vibrar também as armaduras e formas, pois isto pode afastar o concreto das superfícies onde, ao contrário, ele deveria aderir, como as barras de aço. FIG.74 – VIBRAÇÃO DO CONCRETO Estruturas Pré-Moldadas As estruturas pré-moldadas estão cada vez mais sendo utilizadas na construção civil devido sua rapidez de execução, não geração de resíduo e custo viável. A metodologia permite a execução de, praticamente, todas as peças de uma estrutura, tais como sapatas, pilares, vigas, lajes, muros de arrimo, etc. Excetuando-se a laje, todas as outras peças são pré-moldadas usando apenas o concreto e aço como materiais estruturais, moldados em fôrmas de compensado plastificado ou metálicas. No caso de lajes, além dos materiais já citados, empregam-se também lajotas cerâmicas, placas de EPS (isopor) e vigotas. http://www.google.com.br/url?sa=i&rct=j&q=&esrc=s&frm=1&source=images&cd=&docid=sccrF-pP6vebaM&tbnid=irQCgX5wxewyqM:&ved=0CAUQjRw&url=http://www.arq.ufsc.br/arq5661/trabalhos_2004-1/construcao/estrutura.htm&ei=e9utU_f_F8eFqga-aA&bvm=bv.69837884,d.cWc&psig=AFQjCNEisCnWaAXkvviAxzkLZdWxa3Bbsg&ust=1403989186989382 Página 73 de 143 TÉCNICAS DE CONSTRUÇÃO CIVIL FIG.75 – ELEMENTOS DA LAJE PRÉ-MOLDADA 6.4. Cura do Concreto O processo de cura do concreto tem a finalidade de manter a água de amassamento no interior do mesmo até que a hidratação do cimento tenha alcançado um desenvolvimento satisfatório. Durante esse período, o concreto deve ser protegido contra mudanças bruscas de temperatura, secagem rápida, exposição direta ao sol, chuvas fortes, agentes químicos, choques e vibrações que possam causar o aparecimento de fissuras na massa de concreto ou prejudicar sua aderência à armadura. Cabe lembrar que a resistência de um concreto aos 28 dias, curado com cuidados especiais, é 40% maior que a de um concreto curado ao ar (sem adoção de nenhum método de cura). Cura do Concreto: Método Executivo MATERIAIS: argamassa, areia, serragem, sacos de pano, membrana de cura. FERRAMENTAS/EQUIPAMENTOS: para transporte (girica, carrinho de mão), colher de pedreiro, enxada. PROCEDIMENTO: são mostrados a seguir os passos para cura do concreto: Página 74 de 143 TÉCNICAS DE CONSTRUÇÃO CIVIL Os métodos mais empregados em obra para cura do concreto são: lâmina de água, camada de areia/serragem saturada, sacos de pano úmidos, aspersão com água, membrana de cura e conservação das fôrmas. Lâmina de Água Consiste em manter uma lâmina de água de 3 a 5 centímetros de espessura sobre a superfície do concreto. Isso se torna possível pela colocação da argamassa nas bordas da laje formando uma espécie de represa. Esse método é geralmente adotado para cura de lajes, através de dispositivos que mantenham a água represada sem que ocorram vazamentos. É um método eficiente, devendo, porém, ser periodicamente verificado. Entretanto, torna impossível a realização de trabalhos sobre a laje durante todo o período de cura. Camada de Areia/Serragem Saturada Consiste em depositar sobre a superfície do concreto uma camada de areia/serragem com espessura de 2 a 3 centímetros, que deve ser mantida saturada com água. É um método adaptável a qualquer formato e dimensões da laje a ser curada, permitindo a realização de trabalhos sobre a mesma durante o período de cura. Apresenta como inconveniente as operações de transporte (principalmente em prédios altos), colocação e retirada da areia/serragem, e a relativa vulnerabilidade à ação de ventos. Terminado o período de cura, recomenda-se deixar a areia/serragem secar naturalmente para só então removê-la. Dessa forma, o concreto seca lentamente. A escolha entre um ou outro material depende da disponibilidade dele no local. Sacos de pano úmidos Consiste em dispor sobre a superfície do concreto panos que devem ser mantidos permanentemente úmidos. Como desvantagem, apresenta o risco de secar rapidamente dependendo do ambiente onde se encontra, exigindo constante verificação. Pode também ser deslocado sob a ação de ventos Aspersão com água Consiste em aspergir água sobre a superfície do concreto durante o período de cura, deixando-a permanentemente saturada. É um sistema que deve ser evitado, já que o intervalo de tempo necessário entre molhagens sucessivas é escasso e muitas vezes ocorre a secagem do material. A superfície do concreto, passando por ciclos úmido/seco, sofre elevadas tensões superficiais que podem levar à sua fissuração. A eficácia desse procedimento requer obrigatoriamente a aspersão ininterrupta de água na superfície do concreto, o que pode ser obtido, por exemplo, por meio de bicos aspersores. Membrana de cura Consiste em aplicar sobre a superfície do concreto certas emulsões aquosas, soluções resinosas ou parafínicas, através de pulverizadores ou rolo de pintura, Página 75 de 143 TÉCNICAS DE CONSTRUÇÃO CIVIL formando uma película impermeável com vida útil de aproximadamente 3 a 4 semanas. Como desvantagem, apresenta a necessidade de remoção no caso de posterior revestimento da superfície de concreto. Conservação das fôrmas Consiste em manter as fôrmas constantemente saturadas durante todo o período de cura. As fôrmas atuam como proteção do concreto contra a evaporação, e podem ser consideradas como um sistema efetivo apenas nos casos em que a maior parte do concreto esteja coberta, como em pilares e vigas. O processo de cura deve iniciar tão logo seja possível. No caso de cura úmida, o momento de início pode ser avaliado pelo pressionar dos dedos na superfície do concreto: se não ficarem marcas, pode-se dar início ao processo de cura. No caso de aplicação de membrana de cura, esta pode ser feita quando o concreto não mais apresentar sinais de água livre na superfície, ou seja, assim que perder o brilho superficial característico. Em superfícies verticais (faces laterais de vigas, pilares e paredes), obviamente a aplicação da membrana deve iniciar após a retirada das fôrmas. A duração do período de cura depende da velocidade com que ocorrem as reações de hidratação do cimento. Normalmente, adota-se como duração mínima o tempo necessário para obter 70% da resistência especificada em projeto. A tabela 6.10 a seguir apresenta os tempos mínimo e ideal em função do cimento utilizado no concreto, para realizar-se a cura de maneira contínua. TABELA 03 – PERÍODOS DE CURA DO CONCRETO 7. ALVENARIA 7.1. Classificação e Tipos Alvenaria e um maciço constituído de pedras ou blocos, naturais ou artificiais, ligadas entre si de modo estável pela combinação de juntas e interposição de argamassa, ou somente pela combinação de juntas. Classificação das Alvenarias: Alvenaria de pedra natural; Alvenaria de pedra artificial (bloco cerâmico, de concreto, tijolo). Página 76 de 143 TÉCNICAS DE CONSTRUÇÃO CIVIL Finalidades da alvenaria: Divisão, vedação e proteção - paredes externas e internas de casas e prédios, muros de divisa de propriedade; Elemento Estrutural - Paredes recebem esforços verticais (de lajes e coberturas não estruturadas) e horizontais (por exemplo, empuxo de terra e vento). Há uma enorme variedade de materiais à disposição no mercado. A escolha da unidade de alvenaria deve ser feita buscando o atendimento às exigências pré- estabelecidas. Deve-se levar em consideração: A natureza do material Seu peso próprio Dimensões e forma Disposição dos furos Textura Propriedades físicas (porosidade, capilaridade, propriedades térmicas, propriedades acústicas, etc.) Propriedades mecânicas (resistências, módulo de elasticidade, coeficiente de Poisson, tenacidade, etc.) Segundo a espessura das paredes, considerando-se a disposição das peças na execução, a alvenaria se divide em: Alvenaria de ½ vez: os tijolos são posicionados no sentido da espessura de forma que a maior dimensão fique no sentido longitudinal (tijolo em pé). FIG.76 – ALVENARIA DE ½ VEZ Alvenaria de 1vez: os tijolos são posicionados no sentido da maior dimensão forma que a menor dimensão se transforme na altura (tijolo deitado). Página 77 de 143 TÉCNICAS DE CONSTRUÇÃO CIVIL FIG.77 – ALVENARIA DE 1 VEZ Tipos de peças utilizadas na alvenaria: Blocos de concreto estrutural: aplicação em alvenaria estrutural, pois são capazes de suportar esforços, principalmente de compressão. Permitem que as instalações elétricas e hidráulicas fiquem embutidas já na fase de levantamento da alvenaria. Apresentam largura da peça geralmente de 14 e 19 cm. Blocos de concreto de vedação: para fechamento de vãos em prédios estruturados. Devem-se projetar vãos modulados em função das dimensões dos blocos, para evitar desperdícios com corte dos blocos na execução da alvenaria. Apresentam largura da peça geralmente de 09, 14 e 19 cm. Página 78 de 143 TÉCNICAS DE CONSTRUÇÃO CIVIL FIG.78 – BLOCOS DE CONCRETO PARA ALVENARIA ESTRUTURAL/VEDAÇÃO Bloco cerâmico estrutural: assim como o bloco de concreto, são capazes de suportar esforços, principalmente de compressão. Deve-se sempre procurar a modulação dos vãos, apesar de ser mais fácil o corte neste tipo de bloco. Bloco cerâmico de vedação: assim como o bloco de concreto, são utilizados para fechamento de vãos em prédios estruturados. Devem-se projetar vãos modulados em função das dimensões dos blocos, para evitar desperdícios com corte dos blocos na execução da alvenaria. http://www.wmblocos.com/#!projects/c1vw1 Página 79 de 143 TÉCNICAS DE CONSTRUÇÃO CIVIL FIG.79 – BLOCOS CERÂMICOS PARA ALVENARIA ESTRUTURAL/VEDAÇÃO Tijolo cerâmico maciço: empregado em alvenaria aparente, de vedação ou estrutural em casas térreas, e em áreas comuns dos prédios onde sejam necessários cuidados especiais contra propagação do fogo (escadas, por exemplo) ou ainda em churrasqueiras. Devido as suas dimensões, a produtividade da mão-de-obra na execução dos serviços e mais baixa. Dimensões mais comuns (cm): 5 x 10 x 20. FIG.80 – TIJOLO COMUM MACIÇO Tijolo cerâmico furado: tijolo furados, de seis a dez furos, de furos redondos ou quadrados, que proporcionam paredes mais econômicas, por apresentarem custo inferior ao do maciço, bem como, sendo maiores e mais leves, propiciam maior rapidez de execução. Os blocos furados têm também um bom comportamento quanto ao isolamento térmico e acústico, devido ao ar que permanece aprisionado no interior dos seus furos. http://www.acertar.org.br/site_0619955073421/produtos_blocoestrutural.php http://www.aldebaraceramica.com.br/produtos/tijolo-comum/tijolo-comum-macico/05x10,5x22 http://www.mavitransceramica.com.br/catalogo/perfil/tijolos_macicos_p_churrasqueira_alvenaria_aparente_e_comuns/24/ Página 80 de 143 TÉCNICAS DE CONSTRUÇÃO CIVIL FIG.81 – TIJOLO CERÂMICOS FURADO 7.2. Alvenaria: Método Executivo MATERIAIS: argamassa, tijolo, linha nylon, barra aço e tela soldada (se for o caso). FERRAMENTAS/EQUIPAMENTOS: colher de pedreiro, bisnaga, guia metálica/madeira, prumo, nível de bolha, esquadro. PROCEDIMENTO: são mostrados a seguir os passos para cura do concreto: 1) Efetuar a "marcação" das paredes com base na planta baixa (arquitetônica) da edificação, executando os cantos com um tijolo/bloco e, logo apos, a primeira fiada com argamassa e com o auxilio de linha, esquadro, prumo e nível (Figura 82). FIG.82 – MARCAÇÃO DA ALVENARIA 2) Nas extremidades das paredes, executar "prumadas" que servem de guia, controlando sempre o serviço com o prumo e assentando os tijolos em sistema “mata-junta” (junta vertical desencontrada). Os cantos retos devem ser verificados com o auxílio do esquadro. http://www.vtn.com.br/materiais-de-construcao/dicas-de-construcao/bloco-e-tijolo/qualidade-dos-tijolos.php http://www.selectablocos.com.br/alvenaria_estrutural_detalhes_construtivos_22.html Página 81 de 143 TÉCNICAS DE CONSTRUÇÃO CIVIL FIG.83 – PRIMADAS NOS CANTOS DA ALVENARIA 3) Executar todas as fiadas, seguindo uma linha nivelada para cada uma e presa entre duas prumadas-guia (figura 84). A espessura da argamassa de assentamento deve ser no máximo de 2 cm. FIG.84 – EXECUÇÃO DAS FIADAS 4) Durante todo o processo é necessário sempre se conferir se a parede está devidamente nivelada (verticalidade) com o auxílio do prumo, conforme figura 85. A superfície de uma parede de alvenaria bem executada e perfeitamente plana, vertical e necessita de pequena espessura de argamassa de revestimento. http://construcaociviltips.blogspot.com/2011_07_01_archive.html http://h1internet.net.br/projeto/elevacao-de-alvenaria-paredes-de-tijolos-macicos/ http://construcaociviltips.blogspot.com/2011/07/elevacao-da-alvenaria-paredes-de.html Página 82 de 143 TÉCNICAS DE CONSTRUÇÃO CIVIL FIG.85 – VERIFICAÇÃO DO PRUMO DA ALVENARIA 5) Execução do encunhamento: é a região de encontro entre a alvenaria e o elemento estrutural do pavimento superior (laje ou viga). Nesta região, podem ocorrer fissuras por retração da argamassa de assentamento da alvenaria e transmissão de esforços da estrutura à alvenaria. Deve-se esperar o maior tempo possível para executar o encunhamento (no mínimo 14 dias após a execução da alvenaria). O encunhamento pode ser realizado de duas formas: a) Tijolos assentados inclinados: os tijolos são dispostos inclinados (45°) entre o elemento estrutural e a última fiada da alvenaria. FIG.86 – ENCUNHAMENTO COM TIJOLOS INCLINADOS b) Argamassa com aditivo expansor: a argamassa expansiva é uma mistura seca comprada pronta em sacos de 50kgs. No canteiro de obras é adicionada água, em quantidade definida pelo fabricante (em média 7 litros), sendo trabalhada em betoneira ou manualmente, por alguns minutos. A folga deixada entre a alvenaria e a estrutura – de 2 a 3 cm – é preenchida em cada um dos lados com uma colher de pedreiro. O excesso é retirado com a própria colher. http://www.forumdaconstrucao.com.br/conteudo.php?a=7&Cod=119 Página 83 de 143 TÉCNICAS DE CONSTRUÇÃO CIVIL FIG.87 – ENCUNHAMENTO COM ARGAMASSA EXPANSIVA IMPORTANTE: caso a alvenaria tenha encontros com elementos estruturais (pilares e vigas) há a necessidade serviços especiais: 1) Chapisco da superfície de contato entre os elementos estruturais e a alvenaria. Pode-se utilizar chapisco convencional, rolado ou argamassa colante. FIG.88 – APLICAÇÃO DE ARGAMASSA COLANTE EM ELEMENTO ESTRUTURAL 2) Fixação de dispositivos de amarração da alvenaria aos pilares, através de barras de aço CA-50 ø=5 (ferro cabelo) mm ou tela soldada de arame e=1,65 mm com malha 15 x 15 mm. Essas peças devem ser fixadas a cada duas fiadas. http://www.betonexbrasil.com/conteudos/conteudo/49/MASSA-PARA-ENCUNHAMENTO-E-FIXA%C7%C3O-DE-CAIXILHO-COM-EXPANSOR Página 84 de 143 TÉCNICAS DE CONSTRUÇÃO CIVIL FIG.89 – FIXADORES PARA ENCONTRO ALVENARIA – PILAR (FERRO CABELO E TELA SOLDADA, RESPECTIVAMENTE) FIG.90 – FIXAÇÃO DO FERRO CABELO FIG.91 – FIXAÇÃO DE TELA SOLDADA Página 85 de 143 TÉCNICAS DE CONSTRUÇÃO CIVILVergas e Contravergas: são vigotas executadas sobre o vão das esquadrias (verga) e abaixo delas (contraverga) com o objetivo de dissipar tensões na alvenaria. Podem ser executadas no próprio local ou pré-moldadas. Devem se estender no mínimo 20 cm além do vão. TABELA 04 – EXECUÇÃO DE VERGA E CONTRAVERGA FIG.92 – POSIÇÃO DA VERGA E CONTRAVERGA Página 86 de 143 TÉCNICAS DE CONSTRUÇÃO CIVIL FIG.93 – PRINCIPAIS POSIÇÕES DOS BLOCOS NA ALVENARIA 8. COBERTURA 8.1. Formatos A cobertura é a etapa da obra cuja finalidade principal e proteger a edificação das intempéries. Além disso, uma cobertura (ou telhado) pode compor arquitetonicamente o aspecto de uma construção e também proporcionar conforto térmico no seu interior. A superfície inclinada que forma um único plano na cobertura é chamada de água. Os formatos da cobertura podem ser de vários tipos e executados de diversos materiais. A abaixo são mostrados os tipos mais utilizados na construção civil: Página 87 de 143 TÉCNICAS DE CONSTRUÇÃO CIVIL Cobertura com duas águas Cumeeira = linha formada pelos pontos mais altos do telhado Cobertura com três águas Tacaniças = águas triangulares Espigões = linhas que limitam as tacaniças (divisores de águas pluviais) Cobertura com quatro águas Página 88 de 143 TÉCNICAS DE CONSTRUÇÃO CIVIL Cobertura com mais de quatro águas Rincão = linha reentrante do encontro de águas da cobertura (captor de águas pluviais). Rufo = proteção do encontro entre o telhado e a parede. 8.2. Tipos de Materiais Empregados No telhamento em si entre os materiais mais comuns aplicados em coberturas estão: cerâmica; fibrocimento e o metal (alumínio, galvalume, etc.). Qualidades essenciais de uma boa cobertura: 1) Impermeabilidade e estanqueidade; 2) Resistencia a esforços mecânicos; 3) Inalterabilidade de forma e dimensões; 4) Leveza; 5) Secagem rápida apos as chuvas; 6) Facilidade de execução e manutenção. Telhas Cerâmicas As telhas cerâmicas são largamente utilizadas em função de suas características térmicas, estéticas e facilidade de oferta no mercado. Existem vários tipos de telhas cerâmicas no mercado, com capa e canal separados ou associados numa única peça, porém as mais comuns são: Página 89 de 143 TÉCNICAS DE CONSTRUÇÃO CIVIL Tipo Colonial FIG.94 – DIMENSÕES TELHA COLONIAL (A) CANAL – (B) CAPA FIG.95 – TELHA COLONIAL Tipo Romana FIG.96 – DIMENSÕES TELHA ROMANA (A) CANAL – (B) CAPA A B A B http://www.construcaodacasa.com/acessorios/telha-colonial http://www.brasilit.com.br/produtos/telha-colonial/ http://ceramicatelhassalinas.com/atendimento.php http://www.madeireirafalsarella.com.br/produtos/cobertura-madeira.html Página 90 de 143 TÉCNICAS DE CONSTRUÇÃO CIVIL FIG.97 – TELHA ROMANA Tipo Paulista FIG.98 – DIMENSÕES TELHA PAULISTA (A) CANAL – (B) FIG.99 – TELHA PAULISTA Tipo Francesa FIG.100 – DIMENSÕES TELHA FRANCESA (A) CANAL – (B) FIG.101 – TELHA FRANCESA A B A B http://www.aldebaraceramica.com.br/produtos/telha-ceramica-vermelha/telha-paulista-/telha-paulista http://www.telhao.com/telha-ceramica/telha-ceramica-paulista.php http://www.aovivonet.com/telha-francesa-quase-esquecida/ http://www.otelheiro.com.br/produtos-detalhes/Telha-Francesa-/70 Página 91 de 143 TÉCNICAS DE CONSTRUÇÃO CIVIL TABELA 05 – INCLINAÇÃO DO TELHADO EM FUNÇÃO DO TIPO DE TELHA Telhas Fibrocimento São grandes chapas onduladas, nos mais diferentes perfis, alta resistência mecânica, peso reduzido, excelente estanqueidade, montagem fácil, grande numero de pecas e acessórios complementares de fixação, vedação, etc. É um produto de cimento reforçado com fibra sintética a base de PVA. FIG.102 – TELHA ONDULADA FIG.103 – TELHA KALHETÃO http://www.brasilit.com.br/produtos/telhas-onduladas/ondulada.php http://www.telhasfibrofiver.com.br/telhas-fibrocimento-sp-zona-oeste-butanta.html http://www.brasilit.com.br/produtos/telhas-estruturais/kalhetao-90.php http://catalogodearquitetura.com.br/telha-de-fibrocimento-canalete-90-eternit.html Página 92 de 143 TÉCNICAS DE CONSTRUÇÃO CIVIL FIG.104 – TELHA ONDA 50 FIG.105 – CUMEEIRA FIBROCIMENTO (ARTICULADA E FIXA) Telhas Metálicas As telhas metálicas são utilizadas em função de suas características como o peso reduzido e a facilidade de execução, entretanto são condutoras de calor o pode causar desconforto térmico. Algumas telhas tem dupla camada metálica, com enchimento de material isolante térmico (telha sanduiche). Os perfis para as telhas metálicas são, geralmente, o ondulado e o trapezoidal. A construção civil atualmente utiliza as telhas de alumínio ou de galvalume, podendo apresentar acabamento pré-pintado ou natural. FIG.106 – TELHA PERFIL TRAPEZOIDAL http://www.brasilit.com.br/produtos/telhas-estruturais/onda-50.php http://www.forumdaconstrucao.com.br/conteudo.php?a=8&Cod=448 http://ciadastelhas.com.br/cobertura-cia-das-telha/telhas/telha-de-fibrocimento/telha-crfs-fibrocimento-cumeeira-articulada.html http://paragominas.com.br/loja/index.php?route=product/product&product_id=289 http://www.metalica.com.br/telha-termoacustica-trapezio-40-x-1020 http://www.nucleofix.com.br/ Página 93 de 143 TÉCNICAS DE CONSTRUÇÃO CIVIL FIG.107 – TELHA PERFIL ONDULADO Nas obras que possuem grandes vãos são utilizadas telhas metálicas estruturais autoportantes ou, ainda, as telhas zipadas. As telhas autoportantes necessitam de reduzidas estruturas de suporte (estruturas metálicas) ou, em alguns casos, não possuem estrutura nenhuma, fazendo a própria telha a função de cobertura e estrutura. Essas telhas podem ser fabricadas retas ou serem calandradas (curvas), dependendo do projeto da obra. FIG.108 – TELHA AUTOPORTANTE http://www.metalica.com.br/manual-de-coberturas-metalicas http://www.stalarincotelhas.com.br/Produtos/Catalogo/Produtos_Mostra_2.asp?Id=139 Página 94 de 143 TÉCNICAS DE CONSTRUÇÃO CIVIL As telhas tipo sanduiche são utilizadas pelas suas características térmicas, proporcionando maior conforto nos ambientes. Constituem-se de duas chapas metálicas com preenchimento entre elas por material isolante térmico, geralmente o poliuretano, podendo ser ainda EPS (isopor). A espessura da telha varia conforme a condição térmica que se deseje obter no ambiente coberto. Podem ter acabamento natural ou pré-pintado na cor definida em projeto. FIG.109 – TELHA TIPO SANDUICHE 8.3. Elementos Componentes da Estrutura A cobertura é composta pelo telhamento e pela estrutura de suporte. Essa estrutura pode ser constituída por peças de madeira ou por perfis metálicos, geralmente. A estrutura de suporte do telhado possui vários componentes, sendo estes elementos função do tipo de telha a ser empregada. O elemento principal que sustenta a estrutura é a tesoura (figura 110). http://acosecoberturas.byethost13.com/node/9 http://www.pedreirao.com.br/geral/telhados-e-forros/tipos-de-telhas-e-suas-caracteristicas-passo-a-passo-2/ http://www.anandametais.com.br/bra/produtos/coberturas/telha-telha.asp Página 95 de 143 TÉCNICAS DE CONSTRUÇÃO CIVIL FIG.110 – TESOURA E SEUS COMPONENTES O telhamento transfere à estrutura seu peso próprio e as cargas provenientes do vento. Por sua vez, as ripas e os caibros distribuem essas cargas para as terças que redistribuem para as tesouras existentes na estrutura.FIG.111 – ESQUEMA DA COBERTURA DE UMA EDIFICAÇÃO http://www.metalica.com.br/coberturas-os-diversos-tipos-e-suas-caracteristicas Página 96 de 143 TÉCNICAS DE CONSTRUÇÃO CIVIL 8.4. Método Executivo MATERIAIS: peças madeira, perfis metálicos, telhas, elementos de fixação (prego, parafuso, etc.), arame. FERRAMENTAS/EQUIPAMENTOS: (em função do tipo de estrutura). PROCEDIMENTO: são mostrados a seguir os passos para execução de coberturas: Estruturas de Madeira Tesoura FIG.112 – DETALHE DA LIGAÇÃO ENTRE PERNA E PENDURAL FIG.112 – DETALHE DA LIGAÇÃO ENTRE PENDURAL E A LINHA http://www.fazfacil.com.br/reforma-construcao/telhado-madeiramento-emendas/ Página 97 de 143 TÉCNICAS DE CONSTRUÇÃO CIVIL FIG.113 – DETALHE DA LIGAÇÃO ENTRE A PERNA E A ESCORA FIG.114 – DETALHE DA LIGAÇÃO ENTRE A LINHA E A PERNA Terça FIG.115 – DETALHE DA LIGAÇÃO ENTRE A TERÇA E A TESOURA Página 98 de 143 TÉCNICAS DE CONSTRUÇÃO CIVIL Caibro FIG.116 – DETALHE DA LIGAÇÃO ENTRE O CAIBRO E A TERÇA Ripa FIG.117 – DETALHE DA FIXAÇÃO ENTRE A RIPA E O CAIBRO Página 99 de 143 TÉCNICAS DE CONSTRUÇÃO CIVIL Estrutura Metálica FIG.118 – TIPOS PERFIS METÁLICOS PARA COBERTURA FIG.119 – ELEMENTOS DA TESOURA METÁLICA DA COBERTURA http://www.forumdaconstrucao.com.br/conteudo.php?a=19&Cod=104 http://madeiralaminadacolada.com/noticia.php?id=15 Página 100 de 143 TÉCNICAS DE CONSTRUÇÃO CIVIL FIG.120 – TESOURA METÁLICA EM ARCO FIG.121 – TIPOS DE TESOURAS METÁLICAS http://trabalhocc2-grupo4.blogspot.com/ Página 101 de 143 TÉCNICAS DE CONSTRUÇÃO CIVIL Telhamento Cerâmico 1) Procurar projetar o telhado para um número exato de telhas em telhados de duas águas (evitando cortes laterais); 2) Colocação das telhas por fiadas, do beiral para a cumeeira (por causa da superposição). Telhas de encaixe: esquerda para direita ou vice- versa; FIG.122 – PROCESSO DE COLOCAÇÃO DAS TELHAS CERÂMICAS 3) Colocação dos canais, com a parte mais larga voltada para cima; FIG.123 – POSIÇÃO CORRETA DOS CANAIS DAS TELHAS CERÂMICAS 4) Máximo espaçamento possível dos canais dentro da largura das capas (o apoio das capas é sobre as abas laterais dos canais) http://www.toptelha.com.br/colocacao_telhas.php http://www.pedreirao.com.br/geral/telhados-e-forros/telhas-ceramicas-tipos-e-caracteristicas-passo-a-passo/ Página 102 de 143 TÉCNICAS DE CONSTRUÇÃO CIVIL 5) Recobrimento longitudinal mínimo entre fiadas de capas consecutivas: 60mm. FIG.124 – RECOBRIMENTO LONGITUDINAL ENTRE TELHAS 6) Fixação das telhas para inclinações entre 45 % e 100 %: as telhas devem ser amarradas com arame galvanizado (amarrar 1 e pular 1), através de furos realizados com broca diamantada. FIG.125 – AMARRAÇÃO ALTERNADA DAS TELHAS COM ARAME 7) O beiral é executado com duas ripas sobrepostas ou testeiras. Todas as telhas do beiral devem ser amarradas com arame. FIG.126 – RIPAS DO BEIRAL http://www.toptelha.com.br/fixacao_telhas.php http://www.cuiabamadeiras.com.br/telhas.html Página 103 de 143 TÉCNICAS DE CONSTRUÇÃO CIVIL 8) A cumeeira é executada com peças apropriadas (cumeeira cerâmica ou capote) que tem por finalidade dar o acabamento da linha de encontro das águas do telhado com maior cota. As peças devem ser argamassadas para se fixarem às peças cerâmicas colocadas nas águas do telhado. FIG.127 – COLOCAÇÃO DA CUMEEIRA CERÂMICA 9. REVESTIMENTOS DE PAREDES E TETOS 9.1. Revestimentos com argamassas O revestimento é executado na fase de acabamento da obra, tendo as seguintes finalidades: Ajudar a proteger a edificação contra a penetração da chuva e de outros fenômenos atmosféricos; Aumentar a durabilidade e reduzir os gastos de manutenção das edificações; Encobrir uma superfície cujo acabamento final não é considerado satisfatório, obtendo um efeito estético melhorado. O revestimento precisa atender aos seguintes requisitos de desempenho: Capacidade de absorver deformações (movimento térmico, higroscópico e diferencial entre os componentes); Aderência à base �f (capacidade de absorver deformações, rugosidade da base, cuidados com a preparação); Resistência ao impacto e desgaste superficial; Baixa permeabilidade ou impermeabilidade à água; http://www.argiforte.com.br/dicas.html Página 104 de 143 TÉCNICAS DE CONSTRUÇÃO CIVIL Os revestimentos com argamassa são os mais antigos e difundidos sistemas de acabamentos existentes na construção civil. São constituídos da base e do acabamento propriamente dito. A base do revestimento argamassado é formada tradicionalmente por três camadas distintas, aplicadas sobre a alvenaria: 1) CHAPISCO: camada áspera e irregular, com espessura aproximada de 5 mm, tendo como finalidade regularizar a absorção da superfície de base e propiciar a aderência da camada subsequente; 2) EMBOÇO: camada de regularização da superfície de base, com espessura variando de 15 mm à 25 mm (depende das irregularidades da base), tendo como finalidades a estanqueidade da parede e propiciar condições de aplicação de acabamentos diversos, tais como os cerâmicos; Página 105 de 143 TÉCNICAS DE CONSTRUÇÃO CIVIL 3) REBOCO: camada com textura superficial suave e regular, com espessura variando de 5 mm à 10 mm, tendo como finalidade dar o acabamento final e estético à parede; FIG.128 – CAMADAS DO REVESTIMENTO EM ARGAMASSA O acabamento, por sua vez, pode ser de vários tipos de materiais, desde a própria argamassa até massa corrida ou texturas. As argamassas já foram objeto de estudo na disciplina de Materiais de Construção I, sendo no presente caso tratada a metodologia de praxe para a execução desse tipo de revestimento. CHAPISCO Nem sempre entendido como uma camada pelo fato de não possuir realmente espessura definida e não ser homogêneo é a etapa de preparo da base com o objetivo de torná-la mais rugosa e homogênea à absorção de água, uma vez que os elementos estruturais e a alvenaria possuem capacidade de absorção bastante diferenciadas. Os três tipos de chapisco mais comuns na execução do revestimento são: Tradicional: consiste no lançamento vigoroso de uma argamassa fluida sobre a base, utilizando-se uma colher de pedreiro. A textura final deve ser a de uma película rugosa, aderente e resistente. Esta argamassa fluida é produzida com cimento e areia grossa em proporções que variam de 1:3 a 1:5, em função das características do agregado utilizado e da superfície a ser chapiscada. É comum também a adição de aditivos promotores de aderência, cujo uso deve ser muito bem especificado e controlado. O Página 106 de 143 TÉCNICAS DE CONSTRUÇÃO CIVIL chapisco tradicional pode também ser aplicado por projeção sobre toda a fachada, inclusive sobre a estrutura. Neste caso, o traço sofre algumas modificações, como por exemplo no teor de aditivo. FIG.129 – CHAPISCO TRADICIONAL Industrializado: usualmente aplicado sobre a estrutura de concreto, esse tipo de chapisco é feito com uma argamassa industrializada específica para este fim, sendo necessário acrescentar somente água. É aplicado com desempenadeira dentada. FIG.130 – CHAPISCO INDUSTRIALIZADO Rolado: feito com uma argamassa fluida obtida através da mistura de cimento e areia, com adição de água e aditivo, usualmente de base PVA. Pode ser aplicada tanto na estrutura como na alvenaria, usando-se rolo para texturaacrílica. A parte líquida deve ser misturada aos sólidos até obter consistência de “sopa”. Seu uso em fachadas é pouco comum, sendo mais usado em revestimentos internos. Página 107 de 143 TÉCNICAS DE CONSTRUÇÃO CIVIL FIG.131 – CHAPISCO ROLADO EMBOÇO É a camada de argamassa aplicada após o chapisco, proporcionando a superfície necessária para a aplicação do acabamento final. Caso esta camada requeira espessura elevada, algo superior a 40-50 mm, detalhes especiais de reforços precisam ser contemplados, sendo que o uso de telas metálicas é bastante comum. Muito comum é a execução de Massa única ou Emboço Paulista, camada de argamassa única aplicada sobre o chapisco, cumprindo as funções de emboço e reboco. O emboço é geralmente entendido como a camada nivelada e regularizada (sarrafeada) que apresenta, porém, aspecto aderente, pois servirá de base para a aplicação do acabamento final (cerâmico, laminado melamínico, pastilhas, etc.). Existem várias técnicas de aplicação da argamassa de emboço ou de emboço paulista, sendo as principais: Emboço chapado: a argamassa é aplicada diretamente sobre o chapisco por “chapeamento” ou lançamento direto sobre a parede com a utilização de colher de pedreiro. FIG.132 – EMBOÇO CHAPADO Página 108 de 143 TÉCNICAS DE CONSTRUÇÃO CIVIL Emboço projetado: a argamassa é aplicada diretamente sobre o chapisco por um equipamento que projetor essa argamassa na parede. FIG.133 – EMBOÇO PROJETADO REBOCO Quando existe, é constituído por uma fina camada de argamassa aplicada sobre o emboço, podendo representar o acabamento final ou ainda servir de substrato para a aplicação deste. O reboco, assim, pode assumir diversas formas de acabamento, desde lisos até os texturizados, podendo inclusive ser a própria massa corrida PVA ou acrílica ou, ainda, gesso corrido. No mercado, atualmente, existem os revestimentos Monocamada: trata-se de um revestimento aplicado em uma única camada e que cumpre, simultaneamente, a função do emboço e do acabamento final. A pigmentação da argamassa está presente em todo o corpo do produto e não só na face externa visível. Página 109 de 143 TÉCNICAS DE CONSTRUÇÃO CIVIL 9.2. Revestimentos Cerâmicos/Vítreos/Laminados/Rochas Os revestimentos para paredes hoje disponíveis no mercado apresentam uma infinidade de tipos, formas e cores. Porém, os mais utilizados são os cerâmicos, as pastilhas, os porcelanatos, os laminados melamínicos e as pedras. CERÂMICAS Os revestimentos cerâmicos são classificados tecnicamente por um único item: a absorção de água. Quanto maior ela for, mais poroso e menos resistente é o material. O revestimento poroso, entretanto, possui a mesma qualidade dos demais, mas deve ser evitado em locais de grande circulação. NBR 13.818/1997: Placas Cerâmicas para Revestimento – Especificação e Métodos de Ensaio (descrição dos parâmetros dos ensaios). Diferenciar placa cerâmica para piso ou parede significa diferenciar resistência à abrasão e carga de ruptura. As solicitações da placa cerâmica para parede em geral não requisitam maiores cuidados e resistência mínima a ruptura. Dependendo do uso, características como absorção de água, expansão por umidade, resistência ao ataque químico, resistência a machas, etc., podem ser importantes. Os principais revestimentos cerâmicos para paredes utilizados nas construções são: Azulejo: é o revestimento cerâmico de maior absorção de água, por isso, menos resistente e indicado para a parede. Os azulejos são leves, mais elaborados em termo de estética e de fácil assentamento. Tecnicamente são chamados de monoporosa. A dimensão clássica é de 15 x 15 cm. FIG.134 – AZULEJO 15 x 15 cm Página 110 de 143 TÉCNICAS DE CONSTRUÇÃO CIVIL Placa Cerâmica: apesar de mais compactos e pesados, são usados na parede com o uso de argamassas colantes, tanto na parte interna como externa das edificações. No meio técnico são conhecidos como semigrês ou monoqueima. Possuem dimensões variadas: 20 x 20 cm, 20 x 30 cm, 30 x 30 cm, dentre outros. Além das placas, existem peças para a composição do revestimento de parede, tais como: faixas, filetes e cordões, tozetos, listelos, canaletas, etc. FILETE TOZETO CORDÃO LISTELO CANALETA FIG.135 – COMPONENTES DOS REVESTIMENTOS CERÂMICOS DE PAREDE Há a necessidade de ser observada a execução de juntas nos revestimentos cerâmicos. Durante o processo de assentamento, muitas são as forças e tensões que atuam nas camadas da base e na placa cerâmica. As juntas têm a função principal de isolar e limitar essas tensões em uma única peça, não transmitindo essas forças de uma placa para outra. Portanto, as juntas devem ter a capacidade de acomodar deformações sem comprometer a qualidade de revestimento. PEI (resistência à abrasão): a resistência à abrasão está relacionada ao desgaste superficial do material em decorrência do trânsito de pessoas e do contato com objetos. A resistência à abrasão pode ser classificada em abrasão superficial, para produtos esmaltados; e em abrasão profunda, para produtos não esmaltados. PEI significa a sigla, em inglês, Porcelain Enamel Institute, nome do instituto que realizou os testes de abrasão pela primeira vez. TABELA 06 – PEI DOS REVESTIMENTOS CERÂMICOS Página 111 de 143 TÉCNICAS DE CONSTRUÇÃO CIVIL REVESTIMENTOS VÍTREOS Os revestimentos vítreos são alternativas modernas para os acabamentos de edificações por seu aspecto vibrante e de alto requinte. Apresentam uma diversidade de cores e tamanhos e podem ser usadas em áreas internas e externas. As pastilhas de vidro são as maiores representantes desse grupo de revestimento, são impermeáveis, resistentes às intempéries, mantem inalteráveis cor o brilho sob a ação do tempo. São peças de dimensões reduzidas, sendo as principais 2 x 2 cm, 3 x 3 cm, 4 x 4 cm, podem ser quadradas, retangulares e até redondas, dependendo do modelo. FIG.136 – PASTILHAS DE VIDRO REVESTIMENTOS LAMINADOS O Laminado Melamínico é um revestimento de paredes feito com laminado decorativo de alta resistência, que garante praticidade, podendo ser aplicado diretamente sobre a superfície existente, como em azulejos, concretos, divisórias, gesso acartonado (Drywall) ou placa cimenticia sem gerar entulho. Por ter tonalidades que seguem as principais tendências e ser altamente resistente, é ideal para qualquer estilo de decoração, inclusive combinando com outros revestimentos como couro, pedra e metal. As principais características do laminado melamínico são: Estabilidade de cores e padrões; Resistência a impactos; Resistência a manchas causadas por produtos químicos comuns, de uso doméstico (amoníaco, detergente, tinta, vinagre, mercurocromo etc.) e manutenção simples; Antialérgico, pois sua superfície lisa e não porosa não permite a proliferação de fungos e bactérias; Seu peso reduzido (1,7 Kg/m2) produz uma carga menor sobre as estruturas comparado aos revestimentos tradicionais; Fácil aplicação (sem parafuso, o que elimina o risco de furar tubulações). http://www.ideiasedicas.com/ideias-para-aplicar-pastilhas-de-vidro-para-banheiro/pastilhas-de-vidro-pia-de-cozinha/ http://www.ideiasedicas.com/ideias-para-aplicar-pastilhas-de-vidro-para-banheiro/pastilhas-de-vidro-bonitas/ Página 112 de 143 TÉCNICASDE CONSTRUÇÃO CIVIL FIG.137 – TIPOS DE LAMINADOS MELAMÍNICOS REVESTIMENTOS EM ROCHAS ORNAMENTAIS As rochas ornamentais são revestimentos muito utilizados na construção civil, principalmente pelo aspecto de beleza que imprimem aos ambientes. As principais rochas ornamentais são: Granito, Mármore, Pedra Mineira (São Tomé), Ardósia, Carranca, Miracema, existindo ainda outras com beleza e resistência semelhantes. Os revestimentos em rochas ornamentais são utilizados, geralmente, em placas, filetes e cacos, com acabamento polido ou rústico. Apresentam grande resistência ao desgaste superficial, durabilidade e conferem acabamento estético peculiar aos ambientes. Entretanto, dependendo do tipo de rocha, podem apresentar absorção considerável e manchas em função da porosidade. FIG.138 – REVESTIMENTOS EM GRANITO REVESTIMENTOS EM ALUMÍNIO COMPOSTO O revestimento em alumínio composto (ACM) tem sido largamente utilizados na construção civil, em áreas internas e externas, conferindo ao ambiente modernidade e acabamento impecável. Página 113 de 143 TÉCNICAS DE CONSTRUÇÃO CIVIL São chapas de alumínio pré-pintadas preenchidas por polímero termoplástico, especialmente desenvolvidas para o mercado da construção. O alumínio composto pode ser utilizado em construções novas ou reformas, sendo aplicadas em lojas, postos de gasolina, shoppings centers, bancos e etc. As placas de alumínio composto possuem diversas cores e acabamentos: liso, imitando madeira, etc. Os painéis de ACM são encontrados com espessuras de 3mm e 4mm. Os mais comuns para revestimento de fachadas são os painéis com 3mm. Os de 4mm possuem maior rigidez e costumam ser indicados nas aplicações mais complexas, quando a fachada exige peças de longo comprimento ou são instaladas em áreas sujeitas a ventos mais intensos. A espessura de 3mm é apropriada para revestir interiores, móveis ou elementos de comunicação visual. FIG.139 – CAMADAS CONSITUÍNTES DO ALUMÍNIO COMPOSTO FIG.140 – CHAPAS DE ALUMÍNIO COMPOSTO Página 114 de 143 TÉCNICAS DE CONSTRUÇÃO CIVIL 9.3. Método Executivo CHAPISCO MATERIAIS: argamassa para chapisco (usual traço 1:3 – cimento/areia), aditivo de adesividade (caso necessário). FERRAMENTAS/EQUIPAMENTOS: colher de pedreiro ou rolo de aplicação ou desempenadeira denteada, masseira ou carro de mão, brocha, andaime ou balancim (se for o caso). PROCEDIMENTO: são mostrados a seguir os passos para execução de chapisco: Antes da aplicação do chapisco deverá ser verificado se o substrato (superfície da alvenaria ou teto) apresenta condições de limpeza adequadas. CHAPISCO CONVENCIONAL (mais usual: sobre alvenaria) 1) Homogeneizar a argamassa para chapisco numa masseira ou carro de mão, deixando-a na consistência adequada ao serviço (fluida); 2) Recolher a argamassa fluida com a colher de pedreiro e lança-la na parede ou teto com movimentos de baixo para cima. Página 115 de 143 TÉCNICAS DE CONSTRUÇÃO CIVIL FIG.141 – APLICAÇÃO DO CHAPISCO CONVENCIONAL CHAPISCO INDUSTRIALIZADO (mais usual: sobre superfície concreto) 1) Homogeneizar a argamassa para chapisco (com aditivo adesivo) numa masseira ou carro de mão, deixando-a na consistência adequada ao serviço (pastosa); 2) Recolher a argamassa com uma colher de pedreiro e espalhar sobre a desempenadeira denteada; 3) Aplicar a argamassa sobre a parede pelo lado liso da desempenadeira, em camada de no mínimo 3 mm de espessura; 4) Passar o lado denteado da desempenadeira em ângulo de 60º em relação à base sobre a argamassa aplicada, retirando o excesso de material e formando sulcos e cordões paralelos; 5) Para aplicações externas ou locais sujeitos à ação do sol ou do vento, umedeça a argamassa aplicada há mais de uma hora, para garantir a hidratação do cimento contido no material. FIG.142 – APLICAÇÃO DO CHAPISCO INDUSTRIALIZADO CHAPISCO ROLADO (mais usual: paredes e tetos) Página 116 de 143 TÉCNICAS DE CONSTRUÇÃO CIVIL 1) Homogeneizar a argamassa para chapisco (com aditivo adesivo) numa masseira; 2) Umedecer a superfície de aplicação para evitar que a argamassa resseque prematuramente; 3) Levar o rolo à argamassa e impregna-lo com a mistura; 4) Aplicar o rolo de cima para baixo sobre a superfície para espalhamento do chapisco. FIG.143 – APLICAÇÃO DO CHAPISCO ROLADO EMBOÇO/REBOCO PAULISTA MATERIAIS: argamassa para emboço (traços usuais 1:2:4 ou 1:2:6 – cimento/cal /areia), aditivo plastificante (substituindo a cal). FERRAMENTAS/EQUIPAMENTOS: colher de pedreiro, desempenadeira de madeira ou plástica, masseira ou carro de mão, esponja, andaime ou balancim (se for o caso). PROCEDIMENTO: são mostrados a seguir os passos para execução de emboço: 1) Execução das Taliscas As taliscas são pequenos tacos de madeira ou cerâmicos, que assentados com a própria argamassa do emboço nos fornecem o nível; No caso de paredes, quando forem colocadas as taliscas, é preciso fixar uma linha na sua parte superior e ao longo de seu comprimento. A distância entre a linha e a superfície da parede deve ser na espessura do emboço. As taliscas (calços de madeira de aproximadamente 1x5x12cm, ou cacos cerâmicos) devem ser assentadas com a mesma argamassa do emboço, com a superfície superior faceando a linha. Sob esta linha, recomenda-se a colocação das taliscas em distâncias de 1,5m a 2m entre si, para poder utilizar réguas de até 2,0m de comprimento, favorecendo a sua aplicação. Página 117 de 143 TÉCNICAS DE CONSTRUÇÃO CIVIL FIG.144 – APLICAÇÃO DAS TALISCAS SUPERIORES A partir da sua disposição na parte superior da parede, com o auxílio de fio de prumo, devem ser assentadas outras na parte inferior (a 30cm de piso) e as intermediárias; É importante verificar o nível dos batentes, pois os mesmos podem regular a espessura do emboço. Devemos ter o cuidado para que os batentes não fiquem salientes em relação aos revestimentos, e nem tampouco os revestimentos salientes em relação aos batentes e sim faceando. Página 118 de 143 TÉCNICAS DE CONSTRUÇÃO CIVIL FIG.145 – APLICAÇÃO DAS TALISCAS INFERIORES No caso dos tetos, é necessário que as taliscas sejam assentadas empregando-se régua e nível de bolha ao invés de fio de prumo. Ou através do nível referência do piso acabado, acrescentando uma medida que complete o pé direito do ambiente. FIG.146 – APLICAÇÃO DAS TALISCAS NO TETO Página 119 de 143 TÉCNICAS DE CONSTRUÇÃO CIVIL FIG.147 – PAREDE TALISCADA 2) Execução das Guias ou Mestras São constituídas por faixas de argamassa, em toda a altura da parede (ou largura do teto) e são executadas na superfície ao longo de cada fila de taliscas já umedecidas. A argamassa, depois de lançada, deve ser comprimida com a colher de pedreiro e, em seguida, sarrafeada, apoiando-se a régua nas taliscas superiores e inferiores ou intermediárias (Figura 148). Em seguida, as taliscas devem ser removidas e os vazios preenchidos com argamassa e a superfície regularizada (Figura 149). Página 120 de 143 TÉCNICAS DE CONSTRUÇÃO CIVIL FIG.148 – EXECUÇÃO DAS MESTRAS FIG.149 – PAREDE MESTRADA Página 121 de 143 TÉCNICAS DE CONSTRUÇÃO CIVIL 3) Execução do Sarrafeamento (Camada de Emboço) O sarrafeamento do emboço pode ser efetuado com régua apoiada sobre as mestras. A régua deve sempre ser movimentada da direita para a esquerda e vice-versa (Figura 150). FIG.150 – SARRAFEAMENTO DA PAREDE NOTA: o emboço para receber o revestimento de cerâmica ou pastilhaé executado até o sarrafeamento, pois a superfície deve ficar áspera. 4) Execução do Desempeno O desempeno é realizado sobre a argamassa sarrafeada com a utilização de desempenadeira de madeira ou plástica sobre a superfície da argamassa ainda fresca. Caso necessite de maior trabalhabilidade, pode-se umedecer a superfície com aspersão de água e passadas em movimentos circulares da desempenadeira, conforme figura 151. Página 122 de 143 TÉCNICAS DE CONSTRUÇÃO CIVIL FIG.151 – EXECUÇÃO DO DESEMPENO NOTA: o emboço para receber o revestimento de gesso é executado até o desempeno, pois a superfície deve ficar plana e uniforme. 5) Execução do Acabamento Feltrado (Camada de Reboco Paulista) Sobre a superfície desempenada é passada uma esponja úmida (feltro) para tornar a superfície lustrada, eliminando-se a aspereza do acabamento (Figura 152). FIG.152 – EXECUÇÃO DO ACABAMENTO FELTRADO NOTA: o reboco paulista clássico consiste no acabamento feltrado, pois a superfície deve ficar lisa e uniforme para receber o processo de pintura. http://www.pedreirao.com.br/geral/alvenarias-e-reboco/reboco-de-parede-passo-a-passo/attachment/desempenar-reboco/ Página 123 de 143 TÉCNICAS DE CONSTRUÇÃO CIVIL REVESTIMENTO CERÂMICO EM PAREDE MATERIAIS: argamassa industrializada para assentamento, placas cerâmicas, espaçadores de plástico, argamassa para rejunte. FERRAMENTAS/EQUIPAMENTOS: colher de pedreiro, serra de disco elétrica, masseira ou carro de mão, esponja, esquadro, andaime ou balancim (se for o caso). PROCEDIMENTO: são mostrados a seguir os passos para execução de revestimento cerâmico em parede: 1) Tipos de juntas As placas cerâmicas podem ser assentadas com juntas em diagonal, à prumo ou em amarração (Figura 153): FIG.153 – TIPOS DE JUNTAS NO REVESTIMENTO CERÂMICO TABELA 07 – JUNTAS PARA REVESTIMENTOS CERÂMICOS Página 124 de 143 TÉCNICAS DE CONSTRUÇÃO CIVIL 2) Marcação Definido o tipo de junta, fixar uma régua em nível acima do nível de piso acabado. Deixar um espaço entre a régua e o nível do piso acabado, para colocação de rodapés ou uma fiada de azulejos. Verificar, para melhor distribuição dos azulejos, se será colocado moldura de gesso, deixando neste caso um espaço próximo à laje, que já deverá estar revestida. O processo está sintetizado na Figura 154. FIG.154 – MARCAÇÃO DO REVESTIMENTO CERÂMICO 3) Espalhamento da Argamassa Colante A argamassa colante deve ser espalhada com desempenadeira dentada numa área que permita assentar as cerâmicas imediatamente (aproximadamente 2 m²). FIG.155 – ESPALHAMENTO DA ARGAMASSA DE ASSENTAMENTO Página 125 de 143 TÉCNICAS DE CONSTRUÇÃO CIVIL Os filetes de argamassa devem ser uniformes e contínuos, não podendo deixar espaços vazios ou falhas que possibilitem o assentamento irregular das peças cerâmicas. 4) Assentamento das Peças Cerâmicas O assentamento se faz de baixo para cima, de fiada em fiada, sobre a argamassa-colante, de uso interno ou externo. O ajuste da peça na parede deve ser realizado com o auxílio de um martelo de borracha, através de pequenas percussões sobre placa cerâmica de modo a amassar os cordões de argamassa, fixando a peça (Figura 156). FIG.156 – AJUSTE DA CERÂMICA NA PAREDE A execução das juntas deve ser realizada com espaçadores plásticos inseridos entres as placas nos cantos das mesmas (Figura 157), com espessura conforme definido na Tabela 07. FIG.157 – COLOCAÇÃO DOS ESPAÇADORES Página 126 de 143 TÉCNICAS DE CONSTRUÇÃO CIVIL Durante o assentamento das peças deve ser verificado o alinhamento das juntas constantemente, horizontal e vertical, com uso de nível de bolha e prumo (Figura 158). FIG.158 – VERIFICAÇÃO DO ALINHAMENTO DAS PEÇAS Terminado o assentamento das peças, passar um pano úmido sobre as mesmas para retirar os excessos de argamassa existentes, preparando as juntas para serem preenchidas com argamassa de rejuntamento. FIG.159 – PROCESSOS DURANTE O ASSENTAMENTO DAS CERÂMICAS Página 127 de 143 TÉCNICAS DE CONSTRUÇÃO CIVIL 5) Rejuntamento A argamassa de rejuntamento deve ser preparada conforme indicado pelo fabricante na embalagem do produto. Com o auxílio de uma espátula plástica espalha-se a argamassa pelas juntas até o total preenchimento das mesmas (Figura 159). FIG.160 – REJUNTAMENTO Finalizado o rejuntamento, limpar as placas cerâmicas com auxílio de uma esponja ou pano úmido, atentando para não afetar os cordões de rejunte realizados (Figura 160). FIG.161 – LIMPEZA DO REJUNTAMENTO Página 128 de 143 TÉCNICAS DE CONSTRUÇÃO CIVIL 10. PAVIMENTAÇÃO 10.1. Elementos Constituintes da Base A base do revestimento de pisos necessita ser bem preparada, pois é o elemento de absorção dos esforços provenientes das cargas atuantes sobre os revestimentos. Os elementos que constituem a base do revestimento são: 1) Regularização e Compactação do Substrato A execução de pavimentação interna de ambientes térreos de edificações se dá sobre camada de solo do terreno. Esse solo necessita ser devidamente compactado e nivelado para permitir a distribuição de tensões e proporcionar a execução uniforme do revestimento. 2) Lastro de Concreto Camada de concreto com espessura entre 8 e 10 cm executada diretamente sobre o solo com a finalidade de formar uma base resistente e apropriada a execução de outras camadas de acabamento para os pisos e evitar penetração de umidade nas edificações por capilaridade. 3) Argamassa de Regularização ou Contrapiso Camada de argamassa de cimento e areia de aproximadamente 3 a 5 cm, lançada sobre os lastros e/ou lajes. Pode ser a camada anterior ao revestimento definitivo do piso (cerâmica, por exemplo) e é chamada, neste caso, de CONTRAPISO, ou pode ser o revestimento final – CIMENTADO (garagens, calcadas, pátios, etc.). FIG.162 – ESTRUTURA DO PAVIMENTO (CAMADAS COMPONENTES) 10.2. Tipos de acabamentos de piso/rodapé/soleira Página 129 de 143 TÉCNICAS DE CONSTRUÇÃO CIVIL No mercado, atualmente, existem vários tipo de acabamentos para pisos desde materiais cerâmicos tradicionais ou modernos como o Porcelanato, passando por pedras ornamentais, madeiras laminadas, emborrachados, acarpetados e vinílicos. Os acabamentos cerâmicos são os mais tradicionais materiais utilizados para revestimento de pisos. São encontrados em diversos tamanhos e formatos, tipos de textura e cores. FIG.163 – TIPOS PLACAS CERÂMICAS PARA PISOS O porcelanato é uma cerâmica especial produzida sob alta pressão e apresenta acabamento geralmente extremamente uniforme, tendo ainda o corte retificado das peças e podendo atingir peças de dimensões maiores (60 cm x 60 cm, 80 cm x 80 cm, 100 cm x 100 cm, etc.). FIG.164 – PORCELANATO PARA PISO Os acabamentos de pedra ornamental são utilizados em diversos ambientes, tanto internos quanto externos, devido sua durabilidade e estética, apresentando, ainda, possibilidade de texturas diversas (polido, apicoado, levigado, etc.). FIG.165 – TIPOS DE PEDRAS ORNAMENTAIS PARA PISOS http://forumdacasa.com/br/extensions/InlineImages/image.jpg.php?AttachmentID=132 Página 130 de 143 TÉCNICAS DE CONSTRUÇÃO CIVIL Os pisos com acabamento em madeira mais utilizados atualmente são pisos laminados, que pode ser usados em ambientes internos conferindo uniformidade e estética requintada aos locais aplicados.FIG.166 – PISOS DE MADEIRA LAMINADA Os pisos emborrachados são utilizados em ambientes especiais (como os hospitalares ou em rampas, por exemplo) com a finalidade de promover um acabamento que absorva impactos e seja ao mesmo tempo antiderrapante, pois os “gomos” geralmente encontrados nesse tipo de piso conferem tal característica ao piso. FIG.167 – PISO EMBORRACHADO Em ambientes internos de auditórios, salas de estar, quartos, dentre outros, podem ser utilizados carpetes no piso, conferindo maior conforto e leveza ao ambiente. FIG.168 – CARPETES PARA PISOS Página 131 de 143 TÉCNICAS DE CONSTRUÇÃO CIVIL Os pisos vinílicos são amplamente utilizados em ambientes hospitalares, shoppings, edificações comercias, dentre outras, por sua uniformidade e resistência ao desgaste superficial, apresentando diversos tipos e cores, podendo ser em placa ou em manta. FIG.169 – TIPO DE PISOS VINÍLICOS O rodapé é o encontro do acabamento do piso com a parede dos ambientes, sendo geralmente executado do mesmo material do revestimento utilizado no piso. Em alguns casos, o projetista define o rodapé de material distinto do acabamento do piso para conferir maior destaque ao detalhe. Os rodapés podem ser confeccionados in locu através de corte das peças do revestimento do piso ou adquiridas em peças pré- fabricadas. FIG.170 – DETALHE DO RODAPÉ As soleiras são complementos do piso no encontro com as portas. São geralmente de material diferente do acabamento utilizado no piso do ambiente para delimitar a esquadria e possibilitar a mudança de tipo de acabamento entre os pisos adjacentes. FIG.171 – DETALHE DAS SOLEIRAS Página 132 de 143 TÉCNICAS DE CONSTRUÇÃO CIVIL 10.3. Método Executivo REGULARIZAÇÃO E COMPACTAÇÃO DO SUBSTRATO MATERIAIS: solo para aterro interno. FERRAMENTAS/EQUIPAMENTOS: carro de mão, pá, enxada, soquete (maço) de 8 a 10 kg ou compactador mecânico (tipo sapo). PROCEDIMENTO: são mostrados a seguir os passos para execução da regularização e compactação: 1) O solo a ser utilizado no aterro interno deverá está livre de resíduos orgânicos, plásticos ou elementos que prejudiquem a qualidade do material; 2) Lançar o solo nos locais do aterro com auxílio de carro de mão; 3) Espalhar o material com auxílio da enxada e pá, distribuindo o solo uniformemente pela área; 4) Umidificar o solo com aspersão de água em pequena quantidade, seguindo-se o revolvimento do material para uniformização; 5) Compactar o solo com o maço (8 a 10 kg) ou com o compactador tipo sapo em camadas de no máximo 20 cm até que a superfície seja a mais plana possível. FIG.172 – COMPACTAÇÃO DO SOLO COM COMPACTADOR TIPO SAPO Página 133 de 143 TÉCNICAS DE CONSTRUÇÃO CIVIL LASTRO DE CONCRETO MATERIAIS: concreto não estrutural com aditivo impermeabilizante (usual traço 1:4:8, 1:3:5 ou 1:3:6. – cimento/areia/brita ou seixo), talisca de madeira. FERRAMENTAS/EQUIPAMENTOS: colher de pedreiro, carro de mão, régua de alumínio, linha de nylon, nível de mangueira. PROCEDIMENTO: são mostrados a seguir os passos para execução do lastro de concreto. 1) Determina-se o nível do piso acabado em vários pontos do ambiente, utilizando-se o nível de mangueira; FIG.173 – PROCEDIMENTO PARA NIVELAMENTO DO PISO 2) Desconta-se a espessura do revestimento do piso e da argamassa de assentamento ou regularização; 3) Colocam-se as taliscas assentadas sobre pequena quantidade de concreto, nivelando-as com o auxílio da linha de nylon; 1) Para os pisos com necessidade de caimento o procedimento é o mesmo, apenas devemos variar as alturas das taliscas, promovendo assim os desníveis necessários; 2) Executadas as taliscas, procede-se a execução das mestras com preenchimento de concreto entre elas formando filetes; 3) Com o auxílio das mestras, passa-se a régua, apoiadas nas guias, retirando-se o excesso de concreto. Página 134 de 143 TÉCNICAS DE CONSTRUÇÃO CIVIL FIG.174 – PROCEDIMENTO EXECUÇÃO DO LASTRO DE CONTRAPISO ARGAMASSA DE REGULARIZAÇÃO MATERIAIS: argamassa (usual traço 1:3 ou 1:4 – cimento/areia), talisca de madeira. FERRAMENTAS/EQUIPAMENTOS: colher de pedreiro, carro de mão, régua de alumínio, linha de nylon, nível de mangueira. PROCEDIMENTO: são mostrados a seguir os passos para execução da argamassa de regularização. 1) Nos pavimentos superiores (sobre as lajes), quando as mesmas não forem executadas com nível zero, devemos realizar uma argamassa de regularização, que em certos casos poderá ser a própria argamassa de assentamento, com espessura variando de 2 a 5 cm, dependendo das condições do contrapiso. 2) A argamassa de regularização deve ter uma consistência do tipo “farofa” para permitir seu espalhamento e trabalhabilidade adequados. 3) O procedimento de execução é similar ao do lastro de concreto, tendo sido aproveitada a marcação do nível já definido no momento da execução do contrapiso. 4) Colocam-se as taliscas assentadas sobre pequena quantidade de argamassa, nivelando-as com o auxílio da linha de nylon; Página 135 de 143 TÉCNICAS DE CONSTRUÇÃO CIVIL 5) Para os pisos com necessidade de caimento o procedimento é o mesmo, apenas devemos variar as alturas das taliscas, promovendo assim os desníveis necessários; FIG.175 – ESPALHAMENTO DA ARGAMASSA ENTRE 6) Executadas as taliscas, procede-se a execução das mestras com preenchimento de argamassa entre elas formando filetes; FIG.176 – EXECUÇÃO DAS MESTRAS DA ARGAMASSA DE REGULARIZAÇÃO 7) Executadas as mestras, preenchem-se os vãos entre elas com a argamassa. 8) Com o auxílio das mestras, passa-se a régua, apoiadas nas guias, sarrafiando-se (movimento de vai-e-vem) a superfície e retirando-se o excesso de argamassa. Página 136 de 143 TÉCNICAS DE CONSTRUÇÃO CIVIL FIG.177 – EXECUÇÃO DAS MESTRAS DA ARGAMASSA DE REGULARIZAÇÃO 9) Retiram-se as taliscas, preenchendo-se o local com argamassa e por último passa-se a desempenadeira para a regularização da superfície. FIG.178 – DESEMPENO DA ARGAMASSA DE REGULARIZAÇÃO PISO CERÂMICO/PORCELANATO MATERIAIS: argamassa industrializada (para cerâmica comum, ou especial para porcelanato), placas cerâmicas, espaçadores plásticos, argamassa de rejunte. FERRAMENTAS/EQUIPAMENTOS: colher de pedreiro, carro de mão, régua de alumínio, linha de nylon, espátula para rejuntar, esponja, martelo de borracha, máquina para corte de cerâmica. PROCEDIMENTO: são mostrados a seguir os passos para execução do piso cerâmico/porcelanato. Página 137 de 143 TÉCNICAS DE CONSTRUÇÃO CIVIL 1) Limpar bem o contrapiso seco, removendo a poeira. 2) Preparar a argamassa industrializada apenas com adição de água, na proporção indicada pelo fabricante. FIG.179 – PREPARO DA ARGAMASSA DE ASSENTAMENTO 3) Espalhar a argamassa no contrapiso em trechos, com desempenadeira de aço, formando "cordões" com o lado dentado. FIG.180 – ESPALHAMENTO DA ARGAMASSA DE ASSENTAMENTO COM DESEMPENADEIRA DENTADA 4) Posicionar as peças cerâmicas sobre a argamassa seguindo o alinhamento definido, deixando espaço entre elas (junta). FIG.181 – POSICIONAMENTO DA PLACA CERÂMICA SOBRE A ARGAMASSA DE ASSENTAMENTO 5) Ajustar as cerâmicas com o auxílio do martelo de borracha, deixando- as na posição final. Página 138 de 143 TÉCNICAS DE CONSTRUÇÃO CIVIL FIG.182 – AJUSTE DA PLACA CERÂMICA SOBRE A ARGAMASSA COM MARTELO DE BORRACHA6) Entre as placas colocar os espaçadores plásticos na espessura indicada para o piso. FIG.183 – COLOCAÇÃO DE ESPAÇADOR ENTRE AS PLACAS CERÂMICAS 7) Após o endurecimento da argamassa de assentamento, preparar a argamassa industrializada para rejunte, com adição de água, na proporção indicada pelo fabricante. A argamassa dever ter a consistência pastosa. 8) Aplicar a argamassa sobre as juntas com auxílio da espátula plástica, preenchendo-se todos os espaços entre as placas. FIG.184 – ESPALHAMENTO DO REJUNTE NAS JUNTAS http://infomegashop.com.br/loja/product_info.php?products_id=95 http://construdeia.com/rejunte-sobre-rejunte/ Página 139 de 143 TÉCNICAS DE CONSTRUÇÃO CIVIL 9) Finalizado o rejuntamento, limpar a área com auxílio de esponja. FIG.185 – LIMPEZA DAS JUNTAS 11. ESQUADRIAS 11.1. Materiais Utilizados e Tipos de Esquadrias Esquadria é a designação genérica para portas e janelas, incluindo os batentes e folhas necessárias. Os tipos de aberturas proporcionados pelas esquadrias podem ser janelas, portas, telas, brises, grades, cobogós, portões, entre outros. A escolha do tipo de esquadria a instalar nos vãos de portas e, principalmente, janelas recai sobre os seguintes materiais disponíveis no mercado: madeira, alumínio, metal, PVC e vidro. Os principais critérios para optar por um destes materiais são ESTETICA, FUNCIONALIDADE, DURABILIDADE, MANUTENCAO E PREÇO. As esquadrias também possuem uma sequencia para sua colocação, objetivando uma maior facilidade na hora a montagem e cuidados para a prevenção de problemas futuros, como infiltrações. Esquadrias de madeira: de aspecto nobre e aconchegante, porém exigem manutenção permanente com pintura ou verniz. Esquadrias de alumínio: são de alta durabilidade e não exigem manutenção. São, porém, de preço elevado. Esquadrias metálicas: são de aspecto mais tradicional e exigem manutenção com pintura para evitar corrosão. Esquadrias de PVC: são as mais novas no mercado e oferecem perfis prontos para uso de diferentes cores e boa durabilidade. Esquadrias de vidro: são de aspecto requintado, fixadas com perfis discretos de alumínio. São, porém, de preço elevado. Página 140 de 143 TÉCNICAS DE CONSTRUÇÃO CIVIL As esquadrias, segundo seu funcionamento, podem ser: Tipo Abrir: têm movimento de giro da folha da esquadria (portas e janelas), realizando abertura total do vão. FIG.186 – ESQUADRIA TIPO ABRIR Suas vantagens são: Abertura completa do vão; Facilidade de limpeza e manutenção; Boa estanqueidade do ar e água; Permite a colocação de grades ou telas exteriores, quando se abre para dentro, e internas quando se abre para fora. As desvantagens são: não é possível regular a ventilação; ocupa espaço interno se as folhas abrirem para dentro; não podem permanecer abertas quando ocorrem chuvas oblíquas em relação ao plano da fachada em que se encontram inseridas, se não houver algum tipo de proteção. Tipo Correr: as folhas das esquadrias (portas e janelas) deslizam lateralmente, podendo ficar algumas partes fixas e outras partes móveis, impedindo a abertura total do vão. FIG.187 – ESQUADRIA TIPO CORRER Suas vantagens são: Ventilação regulada conforme a abertura das folhas; http://blog.casashow.com.br/wp-content/uploads/2012/01/de-correr-590px.jpg Página 141 de 143 TÉCNICAS DE CONSTRUÇÃO CIVIL As suas folhas não se movimento sob a ação dos ventos (não se fecham); São de simples operacionalização; Possibilitam a utilização de folhas de grandes dimensões; Não se projetam para áreas internas ou externas (possibilitando a colocação de grades, persianas e cortinas); Exigem pouca manutenção. Já as desvantagens são: Quando abertas, não liberam a totalidade do vão (normalmente 50% deste); Apresenta dificuldades de limpeza na parte externa; Exige vedações nos batentes (a fim de evitar infiltrações indesejáveis de ar ou água). Tipo Pivotante: a folha da esquadria (janela) gira em torno de seu eixo vertical (mais comum) ou horizontal, realizando abertura total do vão. FIG.188 – ESQUADRIA TIPO PIVOTANTE As suas vantagens podem ser: Possibilitar ventilação das partes inferiores, mesmo nos dias chuvosos; Não ocupar espaço interno; Facilidade de limpeza devido à distância que a separa do vão superior. Como desvantagens, citam-se: Liberação parcial do vão para ventilação; Não permite o uso de grades ou telas externas. Tipo Basculante: a folha da esquadria (janela) realiza meio giro em torno de seu eixo horizontal, ficando, geralmente a parte inferior fixa, realizando abertura parcial do vão. Página 142 de 143 TÉCNICAS DE CONSTRUÇÃO CIVIL FIG.189 – ESQUADRIA TIPO BASCULANTE Dentre as suas vantagens, estão: Facilidade de limpeza da face externa; A janela basculante horizontal permite direcionamento do fluxo de ar para cima ou para baixo; A basculante vertical permite direcionar o fluxo de ar para a direita ou para a esquerda; Ambas ocupam pouco espaço na área de utilização. Tipo Máxim-Ar: a folha da esquadria (janela) desliza para fora do requadro, realizando abertura parcial do vão. FIG.190 – ESQUADRIA TIPO MAXIM-AR As suas vantagens podem ser: Possibilitar ventilação das partes inferiores, mesmo nos dias chuvosos; Não ocupar espaço interno; Facilidade de limpeza devido à distância que a separa do vão superior. Como desvantagens, citam-se: Liberação parcial do vão para ventilação; Não permite o uso de grades ou telas externas. Página 143 de 143 TÉCNICAS DE CONSTRUÇÃO CIVIL