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FAMETRO – FACULDADE 
METROPOLITANA DE MANAUS 
GRADUAÇÃO EM ENGENHARIA CIVIL 
APOSTILA 
TÉCNICAS DE 
CONSTRUÇÃO CIVIL 
 
 
 
 
MANAUS, 2014 
 
PROF. SEBASTIÃO ROBSON FERREIRA 
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 TÉCNICAS DE CONSTRUÇÃO CIVIL 
 
SUMÁRIO 
1. APRESENTAÇÃO --------------------------------------------------------------- 03 
2. PROCEDIMENTOS LEGAIS PARA O INÍCIO DA OBRA 
2.1 .Escolha do Terreno ------------------------------------------------------- 01 
2.2 .Projetos: Interdependência entre projeto e obra/estudos 
preliminares ---------------------------------------------------------------- 02 
2.3 .Anteprojeto/Projeto Básico/Projeto Executivo ------------------- 03 
2.4 .A legalização da obra ---------------------------------------------------- 04 
3. INSTALAÇÃO DO CANTEIRO DE OBRAS 
3.1 .Preparação do terreno: tapume, demolições, movimentação de 
terra, placa da obra-------------------------------------------------------- 05 
3.2 .Planejamento do canteiro ---------------------------------------------- 06 
3.3 .Instalações provisórias: energia, água, etc.------------------------- 07 
3.4 .Construções provisórias: escritórios, almoxarifados, etc.------- 08 
4. LOCAÇÃO DA OBRA 
4.1 .O gabarito da obra ------------------------------------------------------- 09 
4.2 . Método construtivo ----------------------------------------------------- 10 
5. FUNDAÇÕES 
5.1 .Tipos de fundações ------------------------------------------------------- 11 
5.2 . Método construtivo ----------------------------------------------------- 12 
6. SUPRAESTRUTURA 
6.1 .Sistemas de fôrmas para estrutura de concreto armado ------- 13 
6.2 .Armaduras para estrutura de concreto armado ------------------ 14 
6.3 .Produção do concreto, concretagem das peças e Estruturas Pré-
moldadas -------------------------------------------------------------------- 15 
6.4 .Cura do concreto --------------------------------------------------------- 16 
7. ALVENARIA 
7.1 .Classificação e tipos (vedação, estrutural) ------------------------- 17 
7.2 .Método construtivo ----------------------------------------------------- 18 
8. COBERTURA 
8.1 .Formatos ------------------------------------------------------------------- 19 
8.2 . Tipos de materiais empregados -------------------------------------- 20 
8.3 . Elementos componentes da estrutura------------------------------ 21 
8.4 .Método construtivo ------------------------------------------------------ 22 
 
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 TÉCNICAS DE CONSTRUÇÃO CIVIL 
9. IMPERMEABILIZAÇÃO 
9.1 Tipos de impermeabilização 
9.2 Método de execução ------------------------------------------------ 
10. REVESTIMENTOS DE PAREDES E TETOS 
10.1 Revestimentos com argamassas ---------------------------------- 23 
10.2 Revestimento cerâmicos/porcelanato/pedra ----------------- 24 
10.3 Método construtivo ------------------------------------------------- 25 
11. PAVIMENTAÇÃO 
11.1 Elementos constituintes da base ---------------------------------- 26 
11.2 Tipos de acabamentos de piso/rodapé/soleira ---------------- 27 
11.3 Método construtivo --------------------------------------------------- 28 
12. ESQUADRIAS 
12.1 Tipos e materiais utilizados em esquadrias --------------------- 29 
12.2 Ferragens ---------------------------------------------------------------- 30 
12.3 Método de instalação de esquadrias/peitoris ------------------ 31 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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 TÉCNICAS DE CONSTRUÇÃO CIVIL 
1. APRESENTAÇÃO 
 
Construir uma edificação é uma das principais atividades da Engenharia Civil. 
Envolvem aspectos técnicos, econômicos, políticos e sociais que resultarão num bem 
que ficará a serviço da sociedade (a edificação). 
 
Requer um planejamento minucioso, preciso e abrangente para poder mensurar 
todos os elementos necessários à perfeita execução da obra. Custo, prazo, qualidade, 
dentre outros, são requisitos sempre presentes e que devem ser atendidos dentro da 
realidade de cada empreendimento. 
 
A técnica de construção é o principal aspecto a ser observado pela Engenharia 
Civil, pois se trata da utilização dos procedimentos consagrados da arte de construir. 
Métodos construtivos, materiais empregados, tipos de serviços existentes, são alguns 
dos tópicos que fazem parte desse universo da construção civil. 
 
Neste trabalho será abordada, passa a passo, a técnica de construir uma 
edificação, desde os aspectos legais da obra (escolha do terreno, elaboração e 
aprovação do projeto) até o término da obra. Seguindo-se uma abordagem prática, os 
capítulos estão dispostos na sequência convencional utilizada pela Engenharia Civil para 
edificar um empreendimento. 
 
A presente Apostila tem como finalidade ser um guia prático para os futuros 
Engenheiros e servirá de fonte de consulta para a disciplina de Técnicas de Construção 
Civil do curso de graduação em Engenharia Civil da FAMETRO. 
 
Bom Estudo. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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 TÉCNICAS DE CONSTRUÇÃO CIVIL 
2. PROCEDIMENTOS LEGAIS PARA O INÍCIO DA OBRA 
 
2.1. Escolha do Terreno 
 
A Escolha do terreno é um ponto primordial para a futura construção. Inclui 
analise do Plano Diretor do município (Código de Obras e Lei de Uso e Ocupação do 
Solo), para colher informações sobre as possibilidades de construir determinado tipo de 
estabelecimento (habitacional, comercial, etc.) no local escolhido. 
 
O terreno deve possuir, quando possível, as seguintes qualidades: 
 Dimensões de acordo com o que se pretende construir; 
 Pouca ou nenhuma exigência de movimento de terra; 
 Ser seco (sem presença de alagadiços); 
 Facilidade de acesso; 
 Solo resistente que não exija solução cara para as fundações; 
 Infraestrutura de energia, água e comunicação existentes. 
 
Outra preocupação deve ser com a verificação do titulo de propriedade (Escritura 
registrada em cartório de Registro Geral de Imóveis) e com as dimensões reais do 
terreno e de posicionamento de construções vizinhas. 
 
 
 FIG. 01 – DIMENSÕES DO TERRENO FIG. 02 – FACILIDADES DO TERRENO 
 
2.2. Projetos: Interdependência entre projeto e obra/estudos 
preliminares 
 
O projetista (engenheiro ou arquiteto) que concebe um prédio precisa transmitir 
suas ideias ao seu cliente (para que este as aprove) e ao construtor (para que este o 
construa). Para tanto, o projetista fixa sua concepção numa série de documentos que 
constituem o projeto. 
 
 
Segundo a NBR 5679, o projeto é “a definição qualitativa e quantitativa dos 
atributos técnicos, econômicos e financeiros de uma obra de engenharia e arquitetura, 
http://swissparkcps.blogspot.com/2010/09/escolha-do-terreno.html
http://www.fazfacil.com.br/reforma-construcao/terreno-construcao-casa/
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 TÉCNICAS DE CONSTRUÇÃO CIVIL 
com base em dados, elementos, informações, estudos, discriminações técnicas, 
cálculos, desenhos, normas, projetos e disposições especiais”. 
 
Os projetos devem ser elaborados a partir de entendimentos entre o PROJETISTA, 
o CLIENTE e o CONSTRUTOR, levando-se em consideração três pontos fundamentais: 
 As características do terreno (localização, metragem, acessos, serviços 
públicos existentes, orientação NS, prédios vizinhos); 
 As necessidades do cliente (tipo de construção: residencial, comercial, 
industrial ou mista; número de pavimentos; características da edificação: 
número de cômodos, tamanho dos cômodos, distribuição, etc.; 
características dos acabamentos; verba disponível para a obra); 
 As técnicas construtivas a serem adotadas. 
 
Estudos Preliminares 
 
Para a elaboração dos projetos da construção o projetista deve realizar o 
levantamento do maior número possível de dados sobreo local. Nesta fase, o projetista 
deve tomar algumas ações, tais como: 
 
1) Visita ao local da obra 
 Ir ao lote e identificá-lo, medindo sua testada e seu perímetro. 
 Deverá ser feita também uma verificação da área de localização e situação 
do lote dentro da quadra (distâncias do lote às esquinas), e medidas de 
ângulos através de levantamentos topográficos (se for o caso), 
comparando-se os dados assim levantados com as informações contidas 
na escritura do lote. 
 O projetista deve verificar também a existência de serviços públicos no 
local: rede de água, rede elétrica, rede de esgoto, rede de gás, cabos 
telefônicos na rua, existência de pavimentação, drenagem, e largura da 
rua. 
 Deve ser feita uma avaliação sobre a inclinação do lote, se este não for 
plano. A verificação da existência de materiais naturais como areia, pedra, 
tijolo, madeira, etc., e a verificação da disponibilidade de mão-de-obra no 
local também são tarefas importantes. 
 
 
 
 
2) Limpeza do Terreno 
O terreno que possua camada vegetal com presença de árvores deve ter a 
respectiva Licença Ambiental para que seja possível a supressão vegetal. Tal licença deve 
ser obtida junto ao órgão ambiental da região (IPAAM/SEMMAS) com a devida 
antecedência, visto que são, geralmente, processos morosos. 
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 TÉCNICAS DE CONSTRUÇÃO CIVIL 
 
A limpeza do terreno compreende os serviços de capinagem, limpeza do roçado, 
destocamento e remoção da vegetação retirada, permitindo que o lote fique livre de 
raízes e tocos de árvores. Assim, facilitam-se os trabalhos de topografia, obtendo-se um 
retrato fiel de todos os acidentes do terreno e os trabalhos de investigação do subsolo 
necessários para o projeto de fundações. 
 
No caso de existirem edificações ou outras benfeitorias no lote, deve-se decidir 
pela sua manutenção ou demolição, sempre verificando antes se não se trata de 
patrimônio tombado pela União. 
 
Caso seja confirmada a demolição, esta poderá ser feita por processo manual ou 
mecânico. Deve-se atentar que quando se tratar de demolições de edificações 
completas há a necessidade de se obter um Alvará de demolição junto à Prefeitura 
Municipal. 
 
NOTA 01 – Norma Técnica: NBR 5682/77 - “Contratação, execução e supervisão de 
demolições”. 
 
 
FIG. 03 – RETIRADA DA CAMADA VEGETAL FIG. 04 – TERRENO LIMPO 
 
3) Levantamento Topográfico 
Os levantamentos topográficos são feitos para se obter dados fundamentais 
elaboração do projeto, como: dimensões exatas do lote, ângulos formados entre os 
lados adjacentes, perfil do terreno, existência de acidentes geológicos, afloramento de 
rochas, etc. 
 
 
Devem constar do levantamento topográfico: 
 A poligonal, ou seja, o contorno do terreno; 
 Curvas de nível de acordo com a inclinação do terreno; 
 Inclinação do terreno; 
 Dimensões perimetrais (lados da poligonal); 
 Ângulos formados entre lados adjacentes da poligonal; 
 Área do terreno; 
 RN (referência de nível); 
http://www.mscidades.com.br/0,0,00,9973-4389-PREFEITURA_INICIA_LIMPEZA_DE_TERRENO_ABANDONADO_EM_FATIMA_DO_SUL.htm
http://ms.bomnegocio.com/mato-grosso-do-sul/servicos/limpeza-de-terreno-terraplanagem-e-demolicao-28356664
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 TÉCNICAS DE CONSTRUÇÃO CIVIL 
 Construções já existentes no terreno; 
 Localização de árvores com indicação do diâmetro e da altura aproximada; 
 Galerias de águas pluviais ou esgoto; 
 Postes de energia mais próximos ao lote, e seus respectivos números; 
 Ruas adjacentes; 
 Croqui de situação, onde deve aparecer a via de maior importância do 
bairro; 
 Loteamento onde se localiza o lote; 
 Orientação NS, através de bússola ou plantas da cidade. 
 
Os levantamentos topográficos são, geralmente, serviços executados por 
profissionais autônomos ou encomendados em empresas especializadas. 
 
FIG. 05 – EQUIPAMENTO DE LEVANTAMENTO TOPOGRÁFICO FIG. 06 –LEVANTAMENTO TOPOGRÁFICO 
 
4) Sondagem do solo 
A elaboração do projeto de fundações exige um conhecimento adequado do solo 
no local onde será executada a obra, com definição da profundidade, espessura e 
características de cada uma das camadas que compõem o subsolo, como também do 
nível da água e respectiva pressão. 
 
A obtenção de amostras ou a utilização de algum outro processo para a 
identificação e classificação dos solos exige a execução de ensaios de campo, ou seja, 
ensaios realizados no próprio local onde será edificado o prédio. A determinação das 
propriedades do subsolo que importam ao projeto de fundações poderia ser tanto feita 
por ensaios de laboratório como ensaios de campo. Entretanto, na prática das 
construções, são realizados na grande maioria dos casos ensaios de campo, ficando a 
investigação laboratorial restrita a alguns poucos casos especiais. 
 
O processo inicia pela determinação do número de furos necessários para se obter 
uma amostra representativa mais próxima possível do subsolo onde será construído o 
edifício. 
 
O número de furos é definido pela NBR 8036/83 - "Programação de sondagens de 
simples reconhecimento dos solos para fundações de edifícios" - estabelece o numero 
de perfurações a serem feitas, em função do tamanho do edifício, conforme segue: 
http://arlete.meneguette.zip.net/empresas/
http://www.prefeituradebarramansa.com.br/site/geoprocessamento/page/definicoesd.asp
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 TÉCNICAS DE CONSTRUÇÃO CIVIL 
 
No mínimo uma perfuração para cada 200m² de área da projeção em planta do 
edifício, ate 1.200m² de área; 
Entre 1.200 m² e 2.400m²: fazer uma perfuração para cada 400 m² que excederem 
aos 1.200 m² iniciais; 
Acima de 2.400m² o numero de sondagens será fixado de acordo com o plano 
particular da construção. 
Em quaisquer circunstancias o numero mínimo de sondagens deve ser de 02 para a 
área da projeção em planta do edifício ate 200m², e três para área entre 200m² e 
400m². 
TABELA 01 – NÚMERO DE FUROS PARA SONDAGEM (NBR 8036/83) 
 
Para a execução das sondagens é feita a marcação em planta, na área a ser 
investigada, a posição dos pontos a serem sondados. 
 
O processo de sondagem é normalizado pela NBR 6484/80 - “Execução de 
Sondagens de Simples Reconhecimento dos Solos”. 
 
Para o processo de sondagem, monta-se sobre o terreno, na posição de cada 
perfuração, um cavalete chamado de tripé (figura 07). Inicia-se o furo e com auxílio de 
um trado cavadeira, perfura-se até 1 metro de profundidade. Acopla-se então o barrilete 
amostrador, com diâmetros interno e externo de 1 3/8”e 2” (figura 08), 
respectivamente, mostrado na figura 08, apoiando-o no fundo do furo aberto com o 
trado cavadeira. Ergue-se um martelo ou pilão (peso de 65 Kg), preso ao tripé por meio 
de corda e roldanas, até uma altura de 75cm, e deixa-se cair sobre a haste do 
amostrador em queda livre. Esse procedimento é realizado até que o amostrador 
penetre 45cm no solo, contando-se o número de quedas do martelo necessário para a 
cravação de cada segmento de 15cm do total de 45cm. 
 
A soma do número de golpes necessários à penetração dos últimos 30 cm do 
amostrador é designada por N, sendo esta informação correlacionada com as 
propriedades do solo para a elaboração dos projetos de fundações. A descrição de cada 
camada é feita pela análise do solo retirado da ponta do amostrador padrão. 
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 TÉCNICAS DE CONSTRUÇÃO CIVIL 
 
FIG. 07 – ESQUEMA EXECUÇÃO DE SONDAGEM À PERCUSSÃO 
 
Quando o solo for muito resistente ou quando houver água do lençol freático, não 
é mais possível o avanço do trado. Parte-se então para a perfuração com auxílio de 
circulação de água. A circulaçãode água é feita com o auxílio de um motor-bomba, uma 
caixa d’água para decantação e um dispositivo que é acoplado na extremidade da haste, 
chamado trépano. A haste é então submetida a movimentos de percussão e rotação. 
Esses movimentos, juntamente com a pressão da água, fazem com que o trépano rompa 
a estrutura do solo que, misturado à água, sobe à superfície e é despejado no 
reservatório. O material mais pesado decanta (solo), e a água é novamente injetada no 
furo, criando um circuito fechado de circulação. Quando, por qualquer motivo, as 
paredes da perfuração não permanecerem estáveis, auxilia-se o processo com a 
cravação de tubos de revestimento, trabalhando-se internamente a eles. 
 
 
 
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 TÉCNICAS DE CONSTRUÇÃO CIVIL 
 
 
FIG. 08 – BARRILETE AMOSTRADOR 
 
Assim, a sondagem avança em profundidade, medindo a resistência à penetração 
a cada metro e retirando com o barrilete amostras do tipo de solo atravessado. 
Os resultados de uma sondagem são sempre acompanhados de um relatório com 
as seguintes indicações: 
 Planta de situação dos furos; 
 Perfil de cada sondagem com as cotas de onde foram retiradas as 
amostras; 
 Classificação das diversas camadas e os ensaios que permitiram classificá-
las; 
 Nível do terreno e nível da água; resistência à penetração do amostrador 
padrão, indicando as condições em que a mesma foi tomada (diâmetro do 
amostrador, peso do martelo e altura de queda). 
 
2.3. Anteprojeto/Projeto Básico/Projeto Executivo 
 
A elaboração dos projetos de uma edificação envolvem, basicamente, três etapas: 
Anteprojeto: os dados colhidos nos estudos preliminares permitem ao projetista 
analisar sob os pontos de vista técnico, artístico, e econômico a melhor solução a ser 
adotada. Essa solução é consolidada de forma ainda singela e em escala reduzida, sendo 
apresentada à aprovação do cliente. 
http://www2.ifrn.edu.br/pesquisamineral/?p=1036
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 TÉCNICAS DE CONSTRUÇÃO CIVIL 
 
Na elaboração do anteprojeto, os seguintes elementos são necessários: 
 Estudos preliminares (item 2.2); 
 Finalidade do edifício conforme o Plano Diretor do Município (residencial, 
comercial, industrial, recreativo, religioso, outros); 
 Parâmetros de densidade habitacional no local, recuos, taxa de ocupação 
do lote, índice de aproveitamento do lote; 
 Gabarito permitido (altura do prédio); 
 Área construída prevista; 
 Elementos geográficos naturais do lote (orientação NS, regime de ventos 
predominante, regime pluvial, regime de temperaturas, etc.). 
 
A consulta ao Plano Diretor do município é o primeiro passo para a definição dos 
parâmetros do projeto, pois nesse documento estão contidas as diretrizes para uso e 
ocupação do solo da região em que será instalada a obra. 
 
Baseando-se nessas informações, o projetista elabora então o anteprojeto de 
acordo com as necessidades do cliente. 
 
Projeto básico: o anteprojeto, após aprovado, precisa ser transformado em 
elementos gráficos e documentais que reúnem todos os elementos necessários à 
contratação da execução da obra. Inclui os projetos iniciais de arquitetura, estruturais, 
de instalações, especificações técnicas gerais, etc. Nessa fase os projetos ainda não 
possuem o grau de detalhamento suficiente para identificar todos os elementos 
necessários à execução da obra. 
 
Projeto executivo: o conjunto de documentos que reúnem todos os elementos 
necessários e suficientes à execução completa da obra, detalhando o projeto básico. 
Nessa fase, todos os projetos (arquitetônico, estruturas, instalações prediais, etc.) são 
minuciosamente detalhados, assim como as Especificações Técnicas são específicas na 
descrição dos materiais. São os projetos que permite, efetivamente, a execução da obra. 
 
Fazem parte do projeto executivo, basicamente, os seguintes documentos: 
 
 Planta de Situação: a planta de situação informa a localização do terreno 
na quadra com nomes de três ruas e a distância até a esquina mais 
próxima, dimensões do lote, orientação NS, posição do meio-fio (guia), 
localização de árvores com indicação se serão ou não removidas, 
localização de postes e hidrantes (se existirem). A planta geralmente é feita 
em escala 1:150, 1:500 ou 1:1000. 
 Planta de Localização: mostra a posição do edifício a ser construído sobre 
o terreno, com indicação dos recuos até as extremidades do lote. No caso 
de haver outras edificações já construídas sobre o lote, deverão constar da 
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 TÉCNICAS DE CONSTRUÇÃO CIVIL 
planta, com indicação se serão ou não removidas. A planta geralmente é 
feita em escala 1:250. 
 Planta Baixa: a planta baixa consiste num corte horizontal em toda a 
edificação a ser construída na altura de suas janelas (acima do peitoril). 
Geralmente, esse desenho é feito nas escalas 1:50 ou 1:100. Os principais 
registros que devem constar dessa planta são: dimensões e área de cada 
cômodo, espessura das paredes, tipo e dimensões de aberturas (portas, 
janelas), divisão funcional (nome de cada cômodo), tipos de revestimentos 
de pisos, disposição e dimensões dos aparelhos sanitários, etc. Todos os 
elementos da planta baixa devem ser cotados, como pisos e altura do 
peitoril de janelas. 
 Planta de Cobertura: representa a projeção horizontal dos diversos planos 
inclinados (águas) do telhado da edificação a ser construída, cujas 
interseções são desenhadas com traços contínuos. O sentido do 
escoamento (declividade) dessas águas deve ser indicado por meio de 
pequenas setas. Deve constar também da planta de cobertura o detalhe 
da coleta de águas pluviais. A planta geralmente é feita em escala 1:50 ou 
1:100. 
 Cortes: são projeções verticais de cortes feitos no prédio a ser construído 
por planos também verticais, de modo a representar as partes internas 
mais importantes. Assim, os cortes (longitudinais e transversais) devem ser 
feitos onde houver maior número de detalhes relativos principalmente à 
altura de componentes. São feitos no mínimo dois cortes, um longitudinal 
e um transversal. Pelo menos um deles deve passar pelas escadas, e devem 
ser indicadas: altura de peitoris, janelas, portas, vigas, espessura de lajes 
de piso e escadas, espessura de forros, altura dos telhados, espessura e 
profundidade das fundações. Deve também ser indicado o perfil do 
terreno. A posição dos cortes deve ser indicada na planta baixa, e 
geralmente são desenhados nas escalas 1:50 ou 1:100. 
 Fachadas: as fachadas são projeções verticais das faces externas do prédio 
a ser construído. Não são indicadas cotas, e podem ser desenhadas nas 
escalas 1:50 e 1:100. 
 Detalhes: são desenhos de dimensões ampliadas (geralmente em escala 
1:1, 1:5 ou 1:10) de certos elementos do edifício, mostrando em detalhe o 
elemento a ser construído no momento da execução. 
 Projetos Complementares: são os projetos de fundações, locação de 
pilares, fôrmas dos pavimentos, estrutural (vigas, lajes, pilares, escadas, 
reservatórios), instalações (elétricas, telefônicas, hidrossanitárias, 
incêndio, gás, ar condicionado, elevadores, alarme, etc.). 
 Especificações Técnicas Específicas: documento escrito que descreve de 
forma precisa, completa e ordenada, os materiais de construção a utilizar, 
indica os locais onde esses materiais serão empregados e determina as 
técnicas exigidas para o seu emprego. Em outras palavras, as 
Especificações técnicas consistem no conjunto de prescrições normativas 
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 TÉCNICAS DE CONSTRUÇÃO CIVIL 
que definem e caracterizam os materiais, equipamentos, instalações e 
técnicas de execução de um determinado serviço ou obra. Assim, sua 
finalidade é complementar os desenhos do projeto, dando ao construtor e 
ao fiscal da obra todos os dados que os desenhos não incluem, como: traço 
das argamassas; tipo e cor da louça sanitária;marca, cor e técnicas de 
aplicação das tintas; marca e tipo das fechaduras, etc. 
 Memorial Descritivo: consiste no documento que descreve 
minuciosamente as características do empreendimento (composição 
arquitetônica, ambientes, número de pavimentos, funcionalidade, etc.).É 
o guia geral do empreendimento. 
 Orçamento da Obra: planilha com os serviços, quantidades, unidades e os 
preços unitários de todos os elementos necessários para a execução da 
obra. Serve como balizador para controle dos custos do empreendimento. 
 Cronograma Físico-Financeiro: planejamento de todas as etapas de 
construção da edificação (prazos de execução de cada etapa/serviço, 
interdependência entre os serviços, prazo total da obra, custo de cada 
etapa por período de tempo, etc.). 
 
2.4. A legalização da obra 
 
O empreendimento, após a conclusão de todos os projetos, deverá ser legalizado 
junto aos órgãos responsáveis pela aprovação dos projetos, de modo a permitir que seja 
iniciada sua construção. 
 
O primeiro passo é a aprovação, junto à Prefeitura Municipal da região da obra, 
de todos os projetos elaborados. Nesse processo a municipalidade verifica se o projeto 
atende aos requisitos de uso e ocupação do solo, parâmetros mínimos de afastamentos, 
gabarito máximo do edifício, dentre outros fatores. 
 
A aprovação dos projetos deve seguir o passo a passo contido no Anexo 01 (Como 
aprovar projetos – Passo a passo), informado pelo Instituto Municipal de Planejamento 
Urbano – IMPLURB, da Prefeitura de Manaus. A figura 09 indica o modelo do 
Requerimento Padrão para solicitação da análise dos projetos e para a solicitação do 
Alvará. 
 
A edificação tendo seus projetos devidamente aprovados receberá, então, o 
Alvará para construção, momento no qual deverá ser instalada a placa de identificação 
com o referido número da licença obtida. 
 
Os projetos complementares devem ser aprovados por órgão correlatos a cada 
especialidade, tais como: Corpo de Bombeiros (projetos de combate a incêndio), 
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 TÉCNICAS DE CONSTRUÇÃO CIVIL 
concessionários de serviços públicos (projetos de subestações de energia, projetos de 
telefonia, etc.), dentre outros. 
 
A figura 10 ilustra, esquematicamente, o fluxo necessário para a legalização da 
obra. 
 
 
FIG. 09 – REQUERIMENTO PADRÃO (FONTE: IMPLURB/PMM) 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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 TÉCNICAS DE CONSTRUÇÃO CIVIL 
 
 
 
 
 
 
FIG.10 – FLUXOGRAMA BÁSICO PARA LEGALIZAÇÃO DE OBRA 
 
 
 
 
 
 
 
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 TÉCNICAS DE CONSTRUÇÃO CIVIL 
 
 
ANEXO 01 
Como aprovar projetos – Passo a passo (fonte: Implurb/Manaus) 
1) Para construir, é necessário ter o documento que comprove a 
propriedade do lote ou a posse mansa e pacífica do mesmo, ou a Escritura 
Pública ou Contrato de Compra e Venda devidamente Registrado ou o 
Registro de Imóveis. 
 
2) Apresentar Certidão Negativa de Débitos do IPTU, adquirida on line pelo 
portal da Prefeitura (www.manaus.am.gov.br/servicos) ou guia quitada 
atualizada. 
 
3) Contrate um Profissional, arquiteto ou engenheiro Civil, Credenciado pelo 
Conselho Regional de Engenharia, Arquitetura e Agronomia – CREA, para 
elaborar e assinar o projeto de arquitetura e a responsabilidade técnica 
pela obra. 
 
4) Lembre-se: O projeto de arquitetura deve obedecer aos limites 
estabelecidos pelo Plano Diretor da cidade e suas leis complementares. 
Todo projeto deve ter afastamentos em relação ao limite do lote. 
 
5) O Projeto deve ser Registrado no CREA-AM, mediante ART de autoria e 
execução da obra – Responsável Técnico. 
 
6) Além do projeto de arquitetura, deverá ser apresentado qual o sistema 
de esgotamento sanitário da obra, através do Memorial Descritivo de 
esgotamento sanitário, assinado pelo responsável técnico. 
 
7) Preencha o requerimento padrão de abertura de processos. 
 
8) De posse de toda a documentação exigida, o passo seguinte é se dirigir 
ao Implurb para abertura de Processo de Aprovação e licença de obra. 
 
9) Será emitida a Taxa de abertura de processo. 
 
10) Após protocolado, o Processo é enviado ao Núcleo de Levantamento 
Técnico – NLT, para que seja realizada a Vistoria no terreno, para verificar 
se as medidas do lote correspondem ao registrado. Se o imóvel estiver 
fechado, dirija-se ao setor para marcar a vistoria. 
 
http://servicossemef.manaus.am.gov.br/servicosSemef/Servicos2/index.php?nomeArquivo=servicos/cnd/solicitacao_cnd
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 TÉCNICAS DE CONSTRUÇÃO CIVIL 
11) O processo então é encaminhado a Divisão de Aprovação de Projeto 
(Diap) para análise e, se não houver correções, será emitido a Minuta de 
aprovação e licença para a expedição do alvará de construção e 
respectivas taxa de aprovação e licença. 
 
12) A Gerência de Arrecadação e Cálculo (GCA) entrará em contato para 
comunicar que o alvará está pronto para ser recebido com respectiva 
cobrança. 
 
13) O interessado deverá anexar o comprovante da taxa paga, para o 
recebimento do Alvará de Construção e respectivos projetos carimbados. 
 
14) De posse de todos os dados da aprovação e licença, deverá ser 
providenciada Placa de Obra de tamanho mínimo de 1,20 x 0,60 em obra 
de testada até 20m ou de 2,00 x 1,00 em obra de testada superior a 20m 
para exposição no canteiro de obras de forma visível. 
 
 
Documentos para solicitação de serviços 
Aprovação e licença de obra comercial, serviços ou industrial 
1) Requerimento padrão preenchido 
2) Registro do imóvel, ou escritura pública ou documento que comprove a posse mansa 
e pacífica do terreno. 
3) Certidão Negativa de IPTU ou Guia de quitação atual ou documento que comprove a 
isenção deste. 
4) Três Jogos de projeto Arquitetônico completo registrado no CREA (autoria e 
execução). 
5) Anotação de Responsabilidade Técnica (ART) de autoria e de execução do profissional 
habilitado pelo CREA-AM. 
6) Memorial Descritivo do sistema de esgotamento sanitário a ser executado, 
devidamente assinado pelo profissional responsável técnico. 
7) Memorial Descritivo do empreendimento. 
Importante: 
Em projetos a serem aprovados e licenciados em área da Suframa deverá ser 
apresentada planta de implantação geral aprovada pela autarquia. 
http://www2.manaus.am.gov.br/portal/secretarias/implurb/requerimentoPadraoColoridoCV.pdf
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 TÉCNICAS DE CONSTRUÇÃO CIVIL 
Será concedido um prazo de 180 dias contados da data do licenciamento da obra, para 
a entrega dos projetos complementares, devendo estar visados no CREA de 
autoria/execução e acompanhados de ART. São eles: 
• Projeto elétrico aprovado pela concessionária (em caso de subestação). 
• Projeto Estrutural, caso exceda 03 pavimentos. 
• Projeto do sistema de esgotamento sanitário, em caso de filtro ou ETE, devidamente 
aprovado pela concessionária. 
• Projeto Hidráulico aprovado pela concessionária, em caso de piscina. 
• Projeto de combate à Incêndio aprovado pelo Corpo de bombeiros. 
Observação: 
• De acordo com o Art. 99 da Lei 672/02 poderá ser solicitado o Estudo de Impacto de 
Vizinhança para o licenciamento da obra, acompanhados do licenciamento ambiental e 
análise de tráfego aprovada pelo Instituto Municipal de Trânsito e Transporte Urbano 
(IMTT). 
• Poderá ser realizada a formalização e/ou tramitação de processos por terceiros através 
de procuração reconhecida em cartório (solicite modelo). 
• Todos os projetos deverão ser apresentados organizados em pastas. 
• Todas as plantas de arquitetura devem possuir Declaração de Compromisso, nos 
termos do Inciso V do Art. 19 da Lei No. 673/02. 
 
Aprovacão e licença de obra residencial multifamiliar – condomínio vertical (prédios) 
1) Requerimento Padrão devidamente preenchido. 
2) Registro do imóvel, ou escritura pública que comprove a propriedade do terreno. 
3) Certidão Negativa de IPTU.4) 03 Jogos de projeto Arquitetônico completo registrado no CREA (autoria e execução), 
para o cálculo das áreas para definição do CAMT apresentar arquivo digital. 
5) Anotação de Responsabilidade Técnica (ART) de autoria e execução da obra, do 
profissional habilitado pelo CREA-AM. 
6) Memorial Descritivo do sistema de esgotamento sanitário a ser executado na obra 
devidamente assinado pelo profissional responsável técnico. 
7) Memorial Descritivo do empreendimento. 
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 TÉCNICAS DE CONSTRUÇÃO CIVIL 
Observação: 
• De acordo com o Art. 99 da Lei 672/02 poderá ser solicitado o Estudo de Impacto de 
Vizinhança para o licenciamento da obra, acompanhados do licenciamento ambiental e 
análise de tráfego aprovada pelo Instituto Municipal de Trânsito e Transporte Urbano 
(IMTT). 
• Poderá ser realizada a formalização e/ou tramitação de processos por terceiros através 
de procuração reconhecida em cartório (solicite modelo). 
• Todos os projetos deverão ser apresentados organizados em pastas. 
• Todas as plantas de arquitetura devem possuir Declaração de Compromisso, nos 
termos do Inciso V do Art. 19 da Lei No. 673/02; 
• Todas as plantas devem conter o respectivo quadro de áreas contendo no mínimo 
dados referentes à área por pavimento, área de uso comum, área de terreno, área total 
construída, área de permeabilidade. 
 
Aprovação e licença de obra residencial unifamiliar 
1) Requerimento padrão preenchido. 
2) Registro do imóvel ou escritura pública ou documento que comprove a posse manda 
e pacífica do terreno. 
3) Certidão Negativa de IPTU ou Guia de quitação atual ou documento que comprove a 
isenção deste. 
4) 03 Jogos de projeto arquitetônico completo registrado no CREA (autoria e execução) 
5) Anotação de Responsabilidade Técnica (ART) de autoria e de execução do profissional 
habilitado pelo CREA-AM 
6) Memorial Descritivo do sistema de esgotamento sanitário a ser executado na obra 
devidamente assinado pelo profissional responsável técnico. 
Observação 
• Poderá ser realizada a formalização e/ou tramitação de processos por terceiros através 
de procuração reconhecida em cartório (solicite modelo). 
• No prazo de 180 dias deverá ser apresentado projeto do esquema geral do sistema de 
esgotamento sanitário registrado no CREA. 
• Todos os projetos deverão ser apresentados organizados em pastas. 
• Todas as plantas de arquitetura devem possuir Declaração de Compromisso, nos 
termos do Inciso V do Art. 19 da Lei nº 673/02. 
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 TÉCNICAS DE CONSTRUÇÃO CIVIL 
 
Aprovacão e licença – posto de combustíveis 
1) Requerimento padrão preenchido. 
2) Registro do imóvel, ou escritura pública ou documento que comprove a posse mansa 
e pacífica do terreno. 
3) Certidão Negativa de IPTU ou Guia de quitação atual ou documento que comprove a 
isenção deste. 
4) 03 Jogos de projeto Arquitetônico completo registrado no CREA (autoria e execução). 
5) Anotação de Responsabilidade Técnica (ART) de autoria e de execução do profissional 
habilitado pelo CREA-AM. 
6) Memorial Descritivo do sistema de esgotamento sanitário a ser executado na obra 
devidamente assinado pelo profissional responsável técnico. 
7) Memorial Descritivo quanto ao uso do empreendimento. 
Importante: 
Deverá ser apresentado o respectivo Estudo de Impacto de Vizinhança (EIV), 
acompanhado do licenciamento ambiental e análise de tráfego aprovada pelo IMTT. 
Será concedido um prazo de 180 dias contados da data do licenciamento da obra, para 
a entrega dos projetos complementares, devendo estar visados no CREA de 
autoria/execução e acompanhados de ART. São eles: 
• Projeto elétrico aprovado pela concessionária (em caso de subestação). 
• Projeto Estrutural, caso exceda 03 pavimentos. 
• Projeto do sistema de esgotamento sanitário, em caso de filtro ou ETE, devidamente 
aprovado pela concessionária. 
• Projeto de combate à Incêndio aprovado pelo Corpo de bombeiros. 
 
Observação: 
• Poderá ser realizada a formalização e/ou tramitação de processos por terceiros através 
de procuração reconhecida em cartório (solicite modelo). 
• Todos os projetos deverão ser apresentados organizados em pastas. 
• Todas as plantas de arquitetura devem possuir Declaração de Compromisso, nos 
termos do Inciso V do Art. 19 da Lei No. 673/02. 
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 TÉCNICAS DE CONSTRUÇÃO CIVIL 
 
Serviços oferecidos 
* Licença de Obra 
* Habite-se 
* Aprovação de Loteamentos 
* Controle de Áreas Públicas 
* Liberação de Engenhos Publicitários 
* Liberação de Boxes Fixos em Logradouro Público 
* Uso do Solo 
 
3. INSTALAÇÃO DO CANTEIRO DE OBRAS 
 
3.1. Preparação do Terreno 
 
A instalação do canteiro de obras é o passo preliminar para o início efetivo da obra. 
Nessa fase são montadas todas as instalações provisórias que servirão de “setor de 
produção” da futura edificação. 
 
O canteiro servirá de apoio para todo o processo de construção, abrigando os 
ambientes que darão suporte à execução da obra. Para tanto, são necessários vários 
serviços no terreno para que seja possível implantar tal canteiro. Listamos a seguir os 
mais comuns: 
 
 
 
Tapume 
 
O tapume é o isolamento da área da obra (geralmente o contorno do terreno) com 
a utilização de elementos de vedação vertical. Tem como finalidades principais: 
 Proteger a área da obra da ação de estranhos; 
 Garantir a integridade dos arredores da obra; 
 Garantir a segurança dos trabalhos dentro do canteiro. 
 
A execução do tapume pode ser com diversos materiais de construção, tais como: 
tábuas de azimbre, chapas de compensado, telhas metálicas, telas etc. 
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 TÉCNICAS DE CONSTRUÇÃO CIVIL 
 
FIG. 11 – TAPUME DA OBRA FIG. 12 – TAPUME NO PERÍMETRO DA OBRA 
 
As chapas são fixadas em estrutura de madeira para suportarem a ação do vento 
e ações de cargas leves. Um esquema da montagem do tapume é mostrado na figura 
12. 
 
 
FIG. 13 – ESTRUTURA DO TAPUME E FECHAMENTO EM CHAPA DE COMPENSADO 
 
Demolições 
 
Serviço que pode surgir em caso de antigas construções existentes no terreno. 
Inclui a demolição de fundações, muros divisórios, redes de abastecimento de água e 
energia elétrica, redes de esgoto, telefone, etc., mais a remoção e transporte de 
resíduos. 
Recomendações gerais: 
 Regularização da demolição na prefeitura local; 
 Cuidados para evitar danos a terceiros - providenciar vistorias nas 
edificações vizinhas antes de iniciar a demolição; 
http://www4.planalto.gov.br/restauracao/registros-fotograficos/acompanhamento-das-obras/preparacao-externa/tapumes-2/image_view_fullscreen
http://equipedeobra.pini.com.br/construcao-reforma/54/imagens/img05.jpg
http://equipedeobra.pini.com.br/construcao-reforma/54/tapumes-de-madeira-veja-como-prever-custos-com-material-273739-1.aspx
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 TÉCNICAS DE CONSTRUÇÃO CIVIL 
 Atenção para reaproveitamento dos materiais que saem da demolição, por 
questões ecológicas e porque podem servir para outra construção (janelas, 
portas, maçanetas, etc.). 
 
Movimentação de Terra 
 
Na grande maioria das vezes, são necessárias operações de escavação e aterro no 
intuito de criar um perfil do terreno que seja adequado à obra a ser executada. 
 
Necessária se torna a execução de serviços de terraplenagem prévios, 
regularizando o terreno natural em obediência ao projeto que se deseja implantar. 
Assim, a terraplenagem, ou movimento de terras, pode ser entendida como o conjunto 
de operações (escavação, carga, transporte, bota-fora ou aterro) necessárias para 
remover a terra dos locais onde se encontra em excesso para aqueles onde há falta, 
tendo em vista um determinado projeto a ser implantado. 
 
Os movimentos de terra podemser feitos manual ou mecanicamente, 
dependendo da importância dos trabalhos, das possibilidades da empresa, das 
exigências impostas pela própria situação do canteiro e dos prazos estabelecidos para a 
duração das atividades. 
 
Quando o volume de terras a movimentar for grande, será mais econômica a 
utilização de aparelhos mecânicos, que apresentam rendimento variado entre 25 e 400 
m3/hora. Assim, convém conhecer as possibilidades dos diversos equipamentos 
disponíveis e sua eficiência, para adotar o tipo mais adequado a cada caso. Alguns 10 
desses mecanismos são montados em tratores de pneus e outros em tratores de 
esteiras. 
 
A seguir temos as considerações básicas de cada equipamento, geralmente 
utilizados nos trabalhos de movimentação de terra: 
 
Escavadeira: ilustrada na figura 14, é um equipamento cuja capacidade varia de 
0,2 a 3 m3 que permite escavar desde solos moles até rochas desagregadas por 
explosão. É utilizada também em dragagens. Como os movimentos de rotação, de 
transporte e de posicionamento dos braços absorvem cerca de 60% da duração do ciclo 
de trabalho, é preciso procurar dispô-la de maneira a reduzir movimentos inúteis, 
poupando assim tempo na execução do serviço. 
 
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 TÉCNICAS DE CONSTRUÇÃO CIVIL 
 
FIG. 14 – ESCAVADEIRA HIDRÁULICA 
 
Retroescavadeira: Ilustrado na figura 15, esse equipamento permite uma 
execução precisa e rápida, podendo ser utilizada para a escavação em terrenos 
relativamente duros. São muito utilizados para a escavação de valas para tubulações 
enterradas e também para fundações corridas, sendo que a largura da concha 
determina a largura da vala. 
 
FIG. 15 – RETROESCAVADEIRA 
 
 
Pá Carregadeira: Ilustrado na figura 16, esse equipamento permite movimentar 
material horizontal e verticalmente. A capacidade da caçamba varia conforme o modelo, 
podendo ir de 1 m³ até 6m³. É um dos equipamentos que mais são úteis numa obra, 
estando presente em vários trabalhos durante a execução da mesma. 
 
http://www.logismarket.ind.br/makena/escavadeira-hidraulica/1787077965-3398993519-p.html
http://ciencia.hsw.uol.com.br/escavadeiras-caterpillar1.htm
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 TÉCNICAS DE CONSTRUÇÃO CIVIL 
 
FIG. 16 – PÁ CARREGADEIRA 
 
Bulldozer: Ilustrado na figura 17, também é conhecido como trator de esteira 
possui uma lâmina de aço reta ou ligeiramente curva, fixada à sua frente. Serve para 
deslocar tanto rochas desagregadas como terra e troncos de árvores, e é empregada 
tanto para operações de escavação como de aterro. 
 
 
FIG. 17 – BULLDOZER (TRATOR DE ESTEIRA) 
 
 
 
 
Niveladora (ou motoniveladora): ilustrada na figura 18, é um equipamento 
revolvedor, que cava, desloca e nivela a superfície do terreno. A lâmina, que apresenta 
curvatura, pode operar em todas as angulações em relação ao eixo do equipamento. É 
utilizada para deslocar material, para o nivelamento de superfícies horizontais ou 
inclinadas, e também para o alinhamento de taludes. 
 
http://www.cat.com/pt_BR/products/new/equipment/wheel-loaders/block-handler-arrangement.html
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 TÉCNICAS DE CONSTRUÇÃO CIVIL 
 
 
FIG. 18 – BULLDOZER (TRATOR DE ESTEIRA) 
 
 
 
Rolo Compactador: ilustrada na figura 19, é um equipamento usado para 
compactar os diversos tipos de solo e/ou pavimento asfáltico. Existem vários modelos 
no mercado para cada tipo de trabalho. Os serviços de terraplenagem, geralmente, 
usam compactadores do tipo pé-de-carneiro para solos argilosos e do tipo liso (com 
vibração) em solos arenosos. Nos serviços de pavimentação asfáltica são utilizados rolos 
sobre pneus, pois permitem tanto a compactação do material como acabamento 
adequado ao pavimento, podendo ainda ser utilizados rolos lisos. 
 
FIG. 19 – ROLO COMPACTADOR (PNEUS/PÉ-DE-CARNEIRO/LISO) 
 
3.2. Planejamento do Canteiro de Obras 
 
O canteiro de obras é setor de produção da construção civil, ou seja, o local onde 
ocorrerá efetivamente o processo de execução de todas as partes que compõem o 
empreendimento. Esse local precisa ser adequadamente planejado para que permita a 
execução da obra de forma eficiente recursos produtivos otimizados. 
 
http://www.companytractor.com.br/blog/tag/rolo-compactador-ap23
http://www.engepareng.com.br/interna.php?a=servicos&sa=frota
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 TÉCNICAS DE CONSTRUÇÃO CIVIL 
O canteiro de obras pode ser realizado em uma única etapa ou em etapas 
independentes com o avanço da obra. Existem casos em que há a necessidade de 
remover algumas instalações provisórias várias vezes de lugar para permitir a 
construção avançar, sendo tais elementos reinstalados nas próprias dependências da 
edificação. 
 
No planejamento do canteiro devem ser considerados os seguintes componentes: 
 
 Ligações de água, energia elétrica e meios de comunicação; 
 Áreas para depósitos de materiais a granel (areia, brita, etc.); 
 Construções provisórias (almoxarifado, escritório, alojamento); 
 Sanitários; 
 Circulação (acessos); 
 Áreas para fabricação de peças (carpintaria, armação, etc.); 
 Área de vivência (refeitório, salas de jogos, etc.). 
 Posicionamento de gruas, elevadores de obras. 
 Local de produção de concreto, argamassas, etc. 
 
 
 
FIG. 20 – VISTA GERAL DO CANTEIRO DE OBRAS 
 
 
3.3. Instalações Provisórias 
 
O canteiro de obras para seu funcionamento necessita de construção de várias 
instalações provisórias que devem ser providenciadas no início de sua montagem. A 
seguir listamos as principais. 
 
 
Instalação Provisória de Energia Elétrica 
 
Ao lado da entrada da rede pública ou no ponto fornecido pelo proprietário, 
monta-se um poste de madeira/concreto com medidor e disjuntores para os diversos 
ramais. A distribuição de energia no canteiro é feita por linhas aéreas fixadas em postes 
de madeira ou concreto a cada 15 ou 20 metros. A rede deve ser de baixa tensão e 
http://equipedeobra.pini.com.br/construcao-reforma/55/canteiro-modular-visando-ao-reaproveitamento-dos-materiais-construtora-opta-275589-1.aspx
http://techne.pini.com.br/engenharia-civil/195/espacos-de-vivencia-planejamento-da-obra-e-disponibilidade-de-294060-1.aspx
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 TÉCNICAS DE CONSTRUÇÃO CIVIL 
trifásica, se possível (os motores mais comuns funcionam em corrente trifásica de 
220/380V). 
 
 
FIG. 21 – MEDIDOR DE ENERGIA FIG. 22 – ENTRADA DE ENERGIA 
 
Instalação Provisória de Água 
 
Necessária se faz a obtenção de água para o consumo da obra. Se o local já for 
servido por rede de água, deve-se requerer à Concessionária de abastecimento de água 
a ligação provisória para a utilização na obra. Será então instalado pela companhia um 
cavalete num ponto do terreno previamente determinado. Se o local não for servido por 
rede de água, deve-se imediatamente providenciar a perfuração de um poço no local 
definitivo. 
A água é conduzida ao canteiro por meio de tubulação provisória. Depois de 
bombeada, a água é armazenada em uma caixa d’água colocada sobre uma torre de 
madeira devidamente dimensionada. A partir daí, a água seguirá por tubulação aos 
pontos necessários (vestiários, refeitórios, obra, etc.). 
 
 
 
 
FIG. 23 – INSTALAÇÃO PROVISÓRIA DE ÁGUA 
http://www.interligadonline.com/2013/01/14/publicada-lei-que-reduz-tarifa-de-energia/
http://www.rpp.com.pe/2013-02-25-cortes-de-luz-en-lima-no-tienen-que-ver-con-mantenimiento-del-mantaro-noticia_570592.html
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 TÉCNICAS DE CONSTRUÇÃO CIVIL 
 
 
Instalação Sanitária Provisória 
 
Os ambientes do canteiro são geradores de esgotos sanitários, devendo ser 
executado um sistema provisório de captação e tratamento desse esgoto. Por serem de 
caráter provisório, tais instalaçõessão executadas com tubulação de PVC, partindo-se 
dos pontos de contribuição (sanitários, lavatórios, refeitórios, etc.) até um sistema de 
tratamento tipo fossa/sumidouro ou filtro. 
 
 
 
FIG. 24 – SISTEMA FOSSA/FILTRO/SUMIDOURO 
Os elementos componentes do sistema devem ser dimensionados para o volume 
de contribuição que será gerada obra. 
 
Atualmente, existem sanitários químicos que são vantajosos de serem utilizados 
em diversas obras devido à flexibilidade e praticidade no remanejamento, 
principalmente em obras de curta duração ou naquelas em que os canteiros são móveis 
(estradas, por exemplo) ou, ainda, quando as frentes de obras são muito dispersas e 
distantes das instalações sanitárias fixas do canteiro. 
 
 
 
 
FIG. 25 – SANITÁRIOS QUÍMICOS PARA USO EM OBRA 
 
 
http://terranovaedrh.blogspot.com/2012/08/fossas-septicas.html
http://salvesantarem.blogspot.com/2010/11/falta-banheiros-quimicos-em-alter-do.html
http://www.suza.com.br/?p=1372
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 TÉCNICAS DE CONSTRUÇÃO CIVIL 
3.4. Construções Provisórias 
 
As construções provisórias do canteiro devem ser iniciadas tão logo estejam 
prontos os abastecimentos de energia elétrica e água. Os espaços do canteiro são 
divididos em áreas técnico-administrativas, áreas de vivência e áreas de produção. Os 
espaços devem ser dimensionados conforme a necessidade e realidade da obra e 
compostos dos seguintes ambientes, basicamente: 
 
 Escritório da obra - cujo tamanho depende do porte da obra. Deve ter os 
seguintes ambientes numa obra de porte médio: sala da engenharia para 
o Engenheiro residente e eventuais Engenheiros auxiliares; sala para o 
Mestre de Obras; sala de apoio técnico (Técnico em Edificações, 
Encarregado, Apontador); sala para o planejamento (controle de obras, 
medições, etc.); sala administrativa (setor de pessoal, administração em 
geral); sala para a fiscalização ou cliente (se necessário for); copa para o 
café, dentre outras. Atualmente têm sido muito usado containers para 
canteiro que são fabricados com estrutura interna adaptada para servirem 
de abrigo provisório para o apoio à obra. 
 
 
 
 
 
 
 FIG. 26 – ESCRITÓRIOS DE OBRA (CONVENCIONAL/CONTAINERS) 
 
 Sanitários/Vestiários – locais para a higienização íntima e troca de roupas 
dos operários da obra. Os sanitários são compostos de local para o banho 
(chuveiros), box individuais para sanitários (vaso sanitário), lavatórios e 
mictórios. A quantidade de cada peça deve ser determinada em função do 
número estimado de usuários. A NR 18 - Condições e Meio Ambiente de 
Trabalho na Indústria da Construção estabelece as seguintes quantidades: 
 
Lavatório/Vaso Sanitário/Lavatório – na proporção de 1 (um) conjunto 
para cada grupo de 20 (vinte) trabalhadores ou fração; 
 
http://www.pdg.com.br/imovel-print.php?idEmpreendimento=364
http://www.archiproducts.com/pt/produtos/3033/contentor-para-estaleiro-de-obras-edificio-de-emergencia-monoblocchi-e-container-ingecos-sistem-bonomi.html
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 TÉCNICAS DE CONSTRUÇÃO CIVIL 
Chuveiro – na proporção de 1 (uma) unidade para cada grupo de 10 
(dez) trabalhadores ou fração. 
 
 Alojamentos – utilizados quando há a necessidade de alojar trabalhadores 
no próprio canteiro de obra. Devem atender ao exigido na NR 18 - 
Condições e Meio Ambiente de Trabalho na Indústria da Construção que 
estabelece os padrões mínimos necessários para o funcionamento desses 
ambientes. 
 
 Refeitório/Cozinha – local para o preparo e realização das refeições dos 
operários na obra. A cozinha somente é necessária quando houver preparo 
de refeição na própria obra. Necessitam atender aos padrões de higiene e 
limpeza estabelecidos na NR 18 - Condições e Meio Ambiente de Trabalho 
na Indústria da Construção. Devem ser dimensionados para comportar 
todos os trabalhadores no horário das refeições. 
 
 
 
 
 
FIG. 27 – CARACTERÍISTICAS GERAIS DE UM REFEITÓRIO DE OBRA (FONTE: REVISTA EQUIPE DE OBRA/PINI) 
 
 Áreas de produção – são os locais onde são fabricadas peças a serem 
utilizadas na execução da obra. Os principais setores são: 
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 TÉCNICAS DE CONSTRUÇÃO CIVIL 
 
Carpintaria – local para a fabricação de formas a serem utilizadas na 
execução das estruturas de concreto da obra. O local deve ser coberto 
para proteger os operários e equipamentos da ação das intempéries. 
Deve-se fazer a previsão dos equipamentos necessários em função do 
volume e ritmo previsto para a execução da obra. Os equipamentos 
comumente utilizados numa central de carpintaria são: 
desempenadeira tem a função de aparelhar a madeira que vem das 
serrarias; serra circular corta a madeira com um disco de aço dentado 
que gira em alta velocidade; plaina desengrossadeira acerta as arestas 
das madeiras cortadas com a serra circular; furadeira horizontal, 
furadeira vertical para furar as peças de madeira. 
 
Central de Armação – local para o corte, dobra e montagem das 
armaduras a serem utilizadas na execução das estruturas de concreto 
armado. O local deve abrigar máquinas, equipamentos e ferramentas 
para a realização dos trabalhos e deve ser ampla em função das 
dimensões das peças. As armaduras já montadas devem ser 
armazenadas em área separada e numeradas conforme o elemento 
estrutural a que se destinarem. O ferro de construção oxida-se, mas 
como a sua utilização no canteiro é relativamente rápida, não é 
necessária a construção de abrigo para armazenamento dos mesmos. 
 
 
FIG. 28 – CENTRAL DE ARMAÇÃO (FONTE: REVISTA EQUIPE DE OBRA/PINI) 
 
http://equipedeobra.pini.com.br/construcao-reforma/37/estoque-de-materiais-220679-1.aspx
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 TÉCNICAS DE CONSTRUÇÃO CIVIL 
Central de Produção de Concreto – local para o armazenamento de 
materiais a granel e produção de argamassas e concretos. A produção 
de concretos e argamassas na obra é através de Betoneira que realiza 
a mistura dos materiais. O concreto pode ser também adquirido de 
uma empresa concreteira ou produzido na obra, sendo neste caso, 
necessária a montagem de uma usina de concreto. A armazenagem 
dos materiais deve ser: 
 
 Cimento Portland - para a estocagem, o cimento deve ser 
armazenado em pilhas, que não devem conter mais de 10 
sacos. Além disso, deve estar em local coberto e bem protegido 
e os sacos não devem estar em contato direto com o piso. 
 Agregado miúdo - a areia deve ser estocada em baias drenadas, 
para evitar que as parcelas dos grãos finos sejam carreados. 
 
 
 
 O cuidado a ser tomado na estocagem é evitar que haja a 
segregação. Geralmente, os grãos maiores tendem a ficar na 
base das pilhas. Dessa forma, no preparo do concreto, deve-se 
pegar o material desde a base até o topo das pilhas. 
 
 
FIG. 29 – BAIAS ARMAZENAMENTO DE MATERIAIS (FONTE: REVISTA EQUIPE DE OBRA/PINI) 
 
 
 
http://dennysfs.blogspot.com/2012/10/salvador-avancado-para-o-futuro_9.html
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 TÉCNICAS DE CONSTRUÇÃO CIVIL 
 
FIG. 30 – BETONEIRA NA OBRA 
 
 
 Almoxarifado – destinado à estocagem dos matérias/ferramentas 
utilizados na obra. O almoxarifado deve ser um ambiente totalmente 
organizado e controlado, permitindo-se a correta disposição dos insumos 
armazenados e a rápida identificação dos mesmos. Deve ter prateleiras e 
mesas que permitam estocar os diversos materiais que serão liberados 
para a execução da obra. No almoxarifado são armazenados materiais de 
dimensões menores (conexões, lâmpadas, etc.) ou maior valor (cabos 
elétricos, ferramentas, etc.) ou, ainda, aqueles que precisam ser 
protegidos das intempéries (tintas, argamassas, etc.). Atenção deve ser 
dada ao prazo de validade dos materiais perecíveis para que não sejam 
aplicados com prazo vencido. 
 
http://seguranca2013.blogspot.com/2013/07/mais-uma-vida-e-ceifada-no-ambiente-de.htmlPágina 35 de 143 
 TÉCNICAS DE CONSTRUÇÃO CIVIL 
 
FIG.31 – ARMAZENAMENTO DOS MATERIAIS NO ALMOXARIFADO DA OBRA (FONTE: REVISTA EQUIPE DE OBRA/PINI) 
 
 Local para equipamentos de elevação – destinado ao posicionamento dos 
equipamentos de elevação mecânica de materiais utilizados na obra. Os 
principais equipamentos para essa finalidade são: 
 
 Grua em torre 
 Guindaste 
 Elevador de obra 
 
São equipamentos que necessitam de correto posicionamento para 
permitirem a maior eficiência na execução do serviço. Devem ser 
posicionados próximos aos locais de içamento e alcançarem com exatidão 
o ponto de descarregamento. 
 
http://engcivilbrother.blogspot.com/
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 TÉCNICAS DE CONSTRUÇÃO CIVIL 
 
 FIG.32 – GRUA E SEUS COMPONENTES(MARCA:METAX) 
 
 
FIG.33 – ELEVADOR DE OBRA 
 
 
4. LOCAÇÃO DA OBRA 
 
4.1. O Gabarito da Obra 
 
Consiste em marcar no terreno a exata posição do prédio, transportando as 
dimensões desenhadas no projeto arquitetônico em escala reduzida para a escala 
natural 1:1. Marcam-se no terreno as posições das paredes, fundações e pilares, 
http://www.metax.com.br/venda-de-mini-grua-id-103
http://sp.quebarato.com.br/bauru/elevador-de-obra-a-cabo__5E15F9.html
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 TÉCNICAS DE CONSTRUÇÃO CIVIL 
tomando-se por base a planta de locação, o projeto de fundações e o projeto de formas 
fornecido pelo projetista de estrutura. A Figura 34 corresponde a um exemplo de 
gabarito para locação da obra. 
 
FIG.34 – GABARITO DA OBRA 
Para a locação de uma pequena residência basta apenas uma trena, um nível, um 
prumo e fios de náilon. Para locação de um prédio ou outra obra de grande porte pode 
ser necessário um teodolito ou outros instrumentos de topografia. 
 
Na locação de obras com fundações contínuas, são marcados os alinhamentos 
dessas fundações juntamente com o alinhamento das paredes. Para obras com 
fundações não contínuas (estacas, sapatas isoladas, tubulões), é marcada inicialmente 
a posição dos pilares. 
 
 
 
4.2. Locação da Obra: Método Construtivo 
 
MATERIAIS: nível de mangueira, nível de mão, pincel ou caneta para escrever 
informações na tabeira correspondentes à identificação dos pilares. 
 
FERRAMENTAS/EQUIPAMENTOS: teodolito, trena, esquadro, metro, martelo. 
 
PROCEDIMENTO: Inicialmente, com o auxílio dos projetos da obra, marcar-se no 
terreno a posição dos vértices do prédio a ser construído. Isso pode ser feito com 
equipamentos topográficos para maior precisão. Depois de marcados os cantos 
do prédio, parte-se então para a construção do gabarito (ou tabeira), que é uma 
espécie de cercado formado por tábuas, que circunscreve a futura construção, 
podendo distar dela em torno de 1 metro (Figura 35). O gabarito pode ser feito 
http://www.recriarcomvoce.com.br/blog_recriar/2012/03/14/
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 TÉCNICAS DE CONSTRUÇÃO CIVIL 
com tábuas, pregadas em pontaletes cravados no solo e distanciados cerca de 1,80 
metros entre si. As tábuas devem ser colocadas inteiramente niveladas, pois sobre 
elas serão marcadas as distâncias indicadas nas plantas. Para terrenos com 
inclinação elevada, o gabarito deve ser feito em degraus, acompanhando o perfil 
do terreno, mas sempre em planos horizontais nivelados. 
 
 
FIG.35 – LOCAÇÃO DA OBRA 
 
 
Marcadas nas tábuas as distâncias indicadas na planta, fixam-se pregos nos dois 
lados opostos do gabarito. Assim, a locação de um pilar ou um elemento de 
fundação requer a fixação de quatro pregos sobre as tábuas, como mostra a figura 
36. Se existirem elementos no mesmo alinhamento, o mesmo par de pregos 
servirá para todos eles. Após a fixação dos pregos, esticam-se as linhas de náilon, 
tomando-se o cuidado de escrever o número do elemento (pilar ou fundação) no 
gabarito (figura 37). Para marcar o local correspondente ao eixo do elemento 
locado, basta esticar um prumo de centro que passe pela interseção das linhas: no 
ponto indicado pelo prumo, crava-se um piquete de madeira (figura 38), 
nivelando-o com a superfície do terreno. O piquete que marcar a posição da estaca 
deve ter o seu número pintado de cor chamativa para fácil identificação. 
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 TÉCNICAS DE CONSTRUÇÃO CIVIL 
 
 FIG.36 – EXECUÇÃO DOS ALINHAMENTOS 
 
 
 FIG.38 – MARCAÇÃO DO PIQUETE FIG.37 – DETALHE DO PREGO 
 
5. FUNDAÇÕES 
 
5.1. Tipos de Fundações 
 
Fundação é entendida como um elemento da estrutura encarregado de transmitir 
para o subsolo as cargas da superestrutura. As fundações podem ser agrupadas em duas 
categorias, conforme o modo de transmissão da carga para o solo: 
 
 FUNDAÇÕES DIRETAS - a carga é transmitida ao solo por pressões sob a 
base da fundação. Do ponto de vista técnico, as fundações diretas seriam 
aquelas em que a largura (b) é maior que a profundidade de assentamento 
(d), ou seja, b>d. A carga obtida pelo dimensionamento da superestrutura 
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 TÉCNICAS DE CONSTRUÇÃO CIVIL 
(P) é transmitida ao solo pela base da fundação (de área A). Assim, a tensão 
no solo (σ) é dada pela equação σ = P/A. 
 
 FUNDAÇÕES PROFUNDAS - a carga é transmitida ao solo pelas pressões 
sob a base da fundação e também por atrito ou adesão ao longo da sua 
superfície lateral. Tipicamente, tais fundações são chamadas de estacas. 
As estacas são elementos esbeltos encarregados de transmitir as cargas da 
superestrutura para as camadas resistentes profundas do subsolo, 
principalmente através de atrito lateral entre a estaca e o solo. 
 
 
 FIG.39 – PLANTA DE FUNDAÇÕES 
 
 
5.2. Fundações: Método Construtivo 
 
MATERIAIS: forma de tábua/compensado, armadura de barra de aço, concreto 
estrutural. 
 
FERRAMENTAS/EQUIPAMENTOS: trena, pá, picareta, martelo, serrote, torquês, 
equipamento para lançar concreto, equipamento de perfuração. 
 
PROCEDIMENTO: marcado o local das fundações no terreno, procede-se a 
execução das peças, conforme os passos a seguir. 
 
(caso de sapata) 
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 TÉCNICAS DE CONSTRUÇÃO CIVIL 
 
 
FIG.40 – PROCEDIMENTO PARA EXECIÇÃO DE FUNDAÇÕES DIRETAS 
 
(caso de radier) 
 
1) Para a execução do radier, o terreno deve ser nivelado; 
2) Monta-se a forma da borda do radier; 
3) Instalam-se todas as tubulações que passam pelo piso (sistemas de 
água, esgoto, elétrica, etc.); 
4) Sobre o local delimitado do radier, espalha-se uma camada de brita nº 
2 compactada ou lastro de concreto magro. Pode-se usar, ainda, lona 
plástica; 
5) Sobre o lastro, coloca-se a armadura, constituída de malha de aço 
montada no local ou na forma de tela soldada. A espessura do 
recobrimento do ferro deverá ser garantida por espaçadores 
industrializados ou feitos de argamassa na própria obra. Quanto ao 
posicionamento das telas, tem-se duas opções: i) telas duplas colocadas 
em ambas as faces (superior e inferior) da placa, absorvendo os 
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 TÉCNICAS DE CONSTRUÇÃO CIVIL 
momentos fletores negativos e positivos; ii) tela colocada no meio da 
espessura da placa, absorvendo momentos positivos e negativos. 
6) Concreta-se a placa com o cuidado de manter nivelada a superfície do 
radier. 
7) Após o período de cura do concreto, procede-se a desforma das bordas 
da placa. 
 
 
FIG.41 – NIVELAMENTO DO TERRENO E MONTAGEM DA FORMA DO RADIER 
 
 
 
 
 
 
http://ciadearquitetura.com/category/projetos-residenciais/
http://www.lix.com.br/obras-fotos.aspx?idEtapa=1508
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 TÉCNICAS DE CONSTRUÇÃO CIVIL 
FIG.42 – PASSAGEM DE TUBULAÇÕES SOB O RADIER 
 
 
 
 
FIG.43 – COLOCAÇÃO DA ARMAÇÃO DE AÇO NO RADIER 
 
 
 
 
 
 
FIG.44 – CONCRETAGEMDO RADIER 
 
 
http://abds2.blogspot.com/2012_07_01_archive.html
http://noromixpereirabarreto.blogspot.com/2013/01/fundacao-radie-em-sud-mennucci.html
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 TÉCNICAS DE CONSTRUÇÃO CIVIL 
 
(caso de estaca hélice contínua) 
 
1) A hélice é posicionada no piquete onde será executada a estaca. O trado 
já precisa estar ajustado para o tamanho da estaca; 
2) Inicia-se a perfuração da estaca e o solo escavado vai sendo levado para 
a superfície; 
3) Após atingir a profundidade total da perfuração, inicia-se a retirada do 
trado do orifício; 
4) Simultaneamente, o concreto vai sendo lançado no furo pelo duto que 
passa no centro da hélice. 
5) Concretada a estaca, procede-se a descida da armação de aço com o 
auxílio de uma escavadeira ou o próprio equipamento de perfuração. A 
armação precisa de espaçadores para manter o cobrimento do aço e de 
roletes para facilitar a penetração no concreto. 
6) Devido o concreto ainda está fresco há a necessidade de se amarrar a 
armadura numa régua de madeira colocada na ponta do furo da estaca. 
 
 
 
 
 
01 – Posicionamento hélice 02 – Escavação estaca 
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 TÉCNICAS DE CONSTRUÇÃO CIVIL 
 
03 – Concretagem e retirada 04 – Posicionamento da armadura 
do solo do furo 
 
05 – Descida da armadura 06 – Fixação da armadura 
FIG.45 – FASES DE EXECUÇÃO DA ESTACA HÉLICE CONTÍNUA (FONTE: REVISTA EQUIPE DE OBRA/PINI) 
 
(caso de estaca escavada) 
 
1) A perfuração é realizada manual ou mecanicamente; 
2) A escavação manual é realizada com um trado e se dá apenas para 
pequenos diâmetros e profundidades rasas; 
3) A escavação mecânica é realizada com o auxílio de um equipamento de 
perfuração de estacas; 
4) A escavação começa com o posicionamento da hélice no piquete que 
demarca a estaca. 
5) O equipamento de perfuração vai cravando a hélice no solo em 
movimentos rotativos até atingir a profundidade de projeto 
6) No decorrer do processo o solo escavado vai sendo levado para a 
superfície pelo movimento de rotação do trado. 
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 TÉCNICAS DE CONSTRUÇÃO CIVIL 
7) Ao final da perfuração o trado é retirado do solo e o furo permanece 
estável e com o diâmetro de projeto. 
8) Realiza-se, então, a descida da armação confeccionada conforme 
estipulado em projeto estrutural. Deve-se atentar para o cobrimento da 
armação definido no projeto com a utilização de espaçadores. 
9) A concretagem da estaca é realizada com o lançamento do concreto no 
furo no qual está contida a armação. 
10) A concretagem deve ser realizada até uma vez o diâmetro da estaca 
acima da cota de arrasamento da mesma, com posterior demolição do 
concreto até a cota de arrasamento (figura 46). 
11) Concluído o arrasamento da estaca, procede-se a execução do bloco de 
coroamento nos mesmos moldes explicados na execução das sapatas. 
 
 
 
FIG.46 – ARRASAMENTO DA CABEÇA DA ESTACA 
 
 
 
 
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 TÉCNICAS DE CONSTRUÇÃO CIVIL 
 
 FIG.47 – SEQUÊNCIA EXECUTIVA DA ESTACA ESCAVADA 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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 TÉCNICAS DE CONSTRUÇÃO CIVIL 
6. SUPRAESTRUTURA 
 
6.1. Sistemas de Fôrmas para estrutura de concreto armado 
 
A execução das estruturas de concreto armado exige a utilização de fôrmas, já que 
o concreto é lançado no estado fluido. De acordo com a finalidade a que se destinam ou 
de acordo com o elemento estrutural que deve ser executado, podem-se relacionar 
vários tipos de fôrmas, a saber: 
 
 Fôrmas para PILARES 
 Fôrmas para VIGAS 
 Fôrmas para LAJES 
 Fôrmas para SAPATAS/BLOCOS 
 Fôrmas para ESCADAS 
 Fôrmas para CONCRETO APARENTE 
 
A madeira ainda domina o mercado de fôrmas para concreto, no Brasil e no 
exterior. Os compensados resinados e plastificados são os que melhor cumprem o papel 
de molde e têm, por isso, a preferência dos construtores. As fôrmas devem satisfazer 
aos requisitos de ordem geral enumerados a seguir: 
 
1) Devem ser executadas rigorosamente de acordo com as dimensões 
indicadas no projeto estrutural (planta de fôrmas); 
2) Devem resistir aos esforços estáticos a que vão estar submetidas (peso 
do concreto, da armadura e das próprias fôrmas), e também a esforços 
dinâmicos (concretagem, vento, choques, etc.); 
3) Devem apresentar estanqueidade, para que não haja fuga da pasta de 
cimento; 
4) Devem ser construídas de tal forma que possam ser retiradas com 
facilidade; 
5) Devem ser projetadas e executadas de tal forma que permitam o maior 
número possível de reaproveitamentos (grande durabilidade); 
 
 
Fôrmas: Método Executivo 
 
MATERIAIS: peças de madeira (tábua, ripa, ripão, caibros, etc.), prego, parafusos, 
arame recozido, desmoldante, chapa de madeira compensada 
(resinada/plastificada), escoras metálicas. 
 
FERRAMENTAS/EQUIPAMENTOS: martelo, serrote, bancada de serra, furadeira, 
torquês, pincel, trena, lápis, esquadro, prumo, nível. 
 
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 TÉCNICAS DE CONSTRUÇÃO CIVIL 
PROCEDIMENTO: são mostrados a seguir os passos para a confecção de fôrmas 
para as diversas peças de concreto armado: 
 
Fôrmas para PILARES 
 
Os pilares podem apresentar seções variadas, sendo as mais comuns: quadrada, 
retangular e circular. Quando se deseja esconder os pilares dentro das paredes, podem 
ser usadas seções retangulares muito alongadas e as seções em T, L e Z. 
 
As fôrmas dos pilares são formadas por tábuas ou compensados, dispostos na 
posição vertical, constituindo então as faces dos pilares. Esses elementos são ligados por 
gravatas. As gravatas são confeccionadas com a função de reforço para manter a 
conformação do pilar. O material utilizado (ou combinação de materiais) é função dos 
esforços aos quais as paredes da fôrma estão sujeitas. 
 
As gravatas geralmente são formadas por travessas cujas extremidades 
correspondentes são ligadas por meio de pregos. Além das gravatas comuns de madeira, 
existem gravatas metálicas e mistas de vários tipos, todas com o objetivo de facilitar a 
montagem e a retirada da fôrma. Entretanto, na maioria das construções, as gravatas 
ainda são feitas com travessas de caibros ou sarrafos, reforçadas na base da fôrma para 
reduzir os momentos fletores a que estão sujeitas as travessas. Esses reforços podem 
ser feitos através de montantes (caibros) dispostos na posição vertical em faces opostas 
ou nas 4 faces do pilar. 
 
Nos casos mais comuns, as gravatas são formadas por travessas dispostas de várias 
maneiras, como mostra a figura 48. 
 
 
 
 
 
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 TÉCNICAS DE CONSTRUÇÃO CIVIL 
 
 FIG.48 – TIPOS DE REFORÇOS PARA FÔRMA DE PILAR 
 
A ligação dos montantes pode ser feita por barras de ferro que circundam a fôrma 
ou por fixadores (tirantes ou tensores) de ferro ou arame que atravessam a fôrma, 
ficando então imersos dentro, não podendo ser recuperados (figura 49). 
 
 
FIG.49 – LOCAÇÃO DOS MONTANTES PARA FÔRMA DE PILAR 
 
Outra maneira de executar os fixadores á através de hastes rosqueadas (barras de 
aço com bitola 10mm). Para ser possível o reaproveitamento desse material, usam-se 
tubos de PVC que protegem o fixador do concreto (figura 50). Entretanto, esse sistema 
não é recomendado em obras hidráulicas, tendo em vista que, mesmo após o 
tamponamento das cavidades com argamassa, a estanqueidade das mesmas pode não 
estar assegurada. 
 
 
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 TÉCNICAS DE CONSTRUÇÃO CIVIL 
 
FIG.50 – DETALHE DA UTILIZAÇÃO DE HASTE ROSQUEADA EM FÔRMA DE PILAR 
 
As figuras 51 e 52 mostram como deve ser a fôrma de pilares de seção quadrada, 
retangular, em T e circular. Neste último caso, a fôrma é feita com ripas justapostas, 
objetivando a obtenção de uma circunferênciaperfeita. Os reforços são feitos com 
peças denominadas cambotas a cada 35 a 40 centímetros. 
 
 
FIG.51 – FÔRMA DE PILAR COM SEÇÃO QUADRADA, RETANGULAR E “T”. 
 
 
 
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 TÉCNICAS DE CONSTRUÇÃO CIVIL 
 
FIG.52 – FÔRMA DE PILAR COM SEÇÃO CIRCULAR 
 
 
Fôrmas para LAJES 
 
As fôrmas para lajes comuns são formadas por tábuas, guias ou chapas de 
compensado (12 ou 14 mm), deitados e justapostos, e que se apoiam nas peças de 
escoramento. A carga que essas fôrmas devem suportar é constituída pela soma dos 
pesos do concreto, da armadura, da própria madeira e das cargas acidentais (peso dos 
carrinhos, operários, etc.). 
 
A nomenclatura usada para as diversas peças de fôrmas de lajes é ilustrada na 
figura 53. O soalho é o painel contínuo que sustenta diretamente o concreto da laje. Os 
barrotes são as travessas que ligam as peças do soalho através de pregos. Os barrotes 
são executados em caibros ou guias e com afastamento entre 35 e 45 centímetros. As 
madres (ou guias) são elementos colocados abaixo dos barrotes, em direção 
perpendicular a estes. O afastamento entre madres é de aproximadamente 1 metro, e 
são executadas a partir de caibros e guias. 
 
As talas são usadas para a ligação entre as madres e as escoras que as apoiam. As 
escoras, também chamadas pés-direitos, geralmente são de madeira ou de aço, sendo 
usados caibros ou escoras metálicas. O afastamento entre escoras de uma mesma 
madre deve variar entre 60 e 80 centímetros. Os calços são peças com dimensões 
aproximadas de 30 x 30 centímetros que servem de apoio às escoras no chão. Para o 
ajuste, são usadas cunhas. Para cada escora, tem-se um calço. 
 
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 TÉCNICAS DE CONSTRUÇÃO CIVIL 
 
 
FIG.53 – DETALHES DA FÔRMA DE LAJE 
 
As escoras devem ser apoiadas sobre o solo (no caso de pavimento térreo) ou 
sobre lajes já executadas em nível inferior, por intermédio de calços de madeira e 
cunhas, como mostrou a figura 53 anterior. Quando as escoras suportarem muita carga 
e devem ser apoiadas no solo, recomenda-se a utilização de vigas de madeira ou blocos 
de concreto ao invés dos calços. Isso reduz o nível de tensões sobre o solo e evita o 
deslocamento vertical do escoramento. 
 
 
Fôrmas para VIGAS 
 
As fôrmas de lajes são diretamente ligadas às fôrmas das vigas, como ilustra a 
figura 54. Essa ligação pode ser feita de várias maneiras (figura 55), e a mais simples é 
pregar as bordas do soalho da laje sobre a borda superior da face da viga. Apesar de ser 
o mais usado, esse método apresenta a desvantagem de tornar a retirada das fôrmas 
mais difícil e permitir fuga do concreto no caso de empenamento da madeira do soalho. 
 
 
 
 
 
 
 
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 TÉCNICAS DE CONSTRUÇÃO CIVIL 
 
FIG.54 – LIGAÇÃO DA FÔRMA DA LAJE COM A FÔRMA DA VIGA 
 
 
FIG.55 – DETALHE DA LIGAÇÃO DA FÔRMA DA LAJE COM A FÔRMA DA VIGA 
 
As fôrmas das vigas são formadas pelos dois painéis laterais (faces da viga) e pelo 
painel de fundo. Os painéis podem ser confeccionados com tábuas, guias ou chapas de 
compensado. A ligação entre os painéis é feita com gravatas de 3 travessas, como pode 
ser visto na mesma figura 55. Essas travessas podem ser caibros, guias ou sarrafos. Os 
espaçamentos entre as gravatas dependem, dentre outros fatores, do tipo de material 
utilizado na confecção dos painéis: 35 a 45 cm quando o painel for de compensado de 
14 a 17mm; 40 a 50 cm quando for de guias ou tábuas de 2,5 cm. 
 
Nas vigas perimetrais do prédio, as gravatas precisam ser escoradas através de 
mãos-francesas, como mostra a figura 56. Nestes casos, a travessa de fundo da gravata 
servirá tanto de apoio às mãos francesas que reforçam a gravata como para aquelas que 
fazem o contraventamento das escoras, também chamadas pontaletes. 
 
 
 
 
 
 
 
 
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 TÉCNICAS DE CONSTRUÇÃO CIVIL 
 
FIG.56 – FÔRMA PARA VIGA PERIMETRAL 
 
No escoramento das vigas, deve-se evitar o travamento entre as escoras, 
facilitando sua retirada em ocasiões distintas. A distância entre a última escora da viga 
e a sua extremidade não deve exceder a metade do espaçamento empregado entre as 
escoras, que geralmente varia entre 60 e 80 centímetros. Para escoras são utilizados 
caibros, troncos de eucalipto (com diâmetro mínimo de 7 cm) ou escoras metálicas. 
 
 
Fôrmas para ESCADAS 
 
As fôrmas para escadas onde o degrau também é moldado em concreto armado 
são ilustradas na figura 57. O fundo da forma, também chamado soalho, é executado de 
maneira semelhante ao descrito para lajes convencionais, com a diferença da inclinação. 
Usa-se chapas de compensado ou tábuas para sua confecção. 
 
 
 
FIG.57 – FÔRMA PARA ESCADA 
 
O fechamento lateral é feito em ambos os lados com chapas de compensado ou 
tábuas pregadas a cutelo, acompanhando a inclinação da escada. Para os barrotes, usa-
se caibros ou guias sob o soalho, a cada 50 a 70 centímetros. As travessas, afastadas de 
60 a 80 cm entre si, são colocadas sob os barrotes em direção perpendicular a esses, e 
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 TÉCNICAS DE CONSTRUÇÃO CIVIL 
são utilizadas as mesmas peças descritas para os barrotes na sua confecção. Através de 
talas, as escoras são presas às travessas, num espaçamento que pode variar entre 50 e 
70 cm. As escoras podem ser caibros ou escoras metálicas. 
 
Para moldagem dos degraus, são utilizados guias ou compensados presos através 
de talas horizontais a uma travessa central feita de caibro, ou a duas travessas 
igualmente espaçadas. Entretanto, o emprego de uma travessa central é mais 
recomendado, pois é capaz de melhor manter o madeiramento dos degraus na sua 
posição original durante a concretagem. 
 
 
Fôrmas para FUNDAÇÕES 
 
As fôrmas de blocos e sapatas limitam-se aos painéis laterais, feitos com tábuas 
ou compensados. Esses painéis são ligados por travessas, como ilustra a figura 6.22. Para 
que os painéis se mantenham na posição vertical, as extremidades inferiores das 
travessas se apoiam em estacas fincadas no solo ou as próprias travessas são fincadas 
no solo, devendo então ter comprimento apropriado. As extremidades superiores das 
travessas são firmadas por mãos-francesas ou por pequenas escoras apoiadas no solo. 
Os painéis podem ser mantidos na sua posição também por meio de fixadores. As faces 
horizontais das fundações e as de pequena inclinação mantêm-se pelo próprio peso do 
concreto. 
 
 
FIG.58 – FÔRMA PARA ESCADA 
 
 
6.2. Armaduras para estrutura de concreto armado 
 
O aço para concreto armado é encontrado na forma de barras, fios ou telas 
(malhas). 
 
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 TÉCNICAS DE CONSTRUÇÃO CIVIL 
Conforme as características mecânicas, as barras e fios são classificados, 
principalmente, em: CA-25, CA-50 e CA-60, onde o algarismo representa a tensão de 
escoamento (kN/cm2 ou Kg/mm2). 
 
A superfície dos fios ou barras poderá ser lisa ou conter saliências, quando disse 
que são nervurados. 
 
Armadura: Método Executivo 
 
MATERIAIS: arame recozido e barras de aço. 
 
FERRAMENTAS/EQUIPAMENTOS: torquês, arco de serra, trena, serra manual ou 
tesoura. 
 
PROCEDIMENTO: são mostrados a seguir os passos para a confecção das 
armaduras de concreto armado: 
 
1) Retificação ou alinhamento - consiste em tornar as barras retas, antes do 
corte; 
2) Corte - feito de acordo com as plantas de projeto estrutural, com o auxilio 
de serra manual, tesoura ou maquina de corte; 
3) Dobra - feita manualmente com o auxilio de pinos fixados em bancada de 
madeira ou maquina automática; 
4) Emendas - por trespasse (mais comum), por solda ou por luvas; 
5) Pré-montagem – consiste na confecção de peças na central de armação; 
6) Montagem – consiste na colocação da armadura nas formas, de modo a 
permanecerem na posição correta durante a concretagem,garantindo o 
cobrimento mínimo prescrito - são usados espaçadores de plástico para essa 
finalidade. 
 
Retificação ou alinhamento 
As barras de aço são adquiridas geralmente com comprimento de 12 metros e vêm 
dobradas em feixe de 6 metros. Devem, portanto, serem retificadas para permitirem o 
corte das peças conforme definidos no projeto de estruturas. Nesse processo, usa-se 
uma chave como mostrado na figura 59. 
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 TÉCNICAS DE CONSTRUÇÃO CIVIL 
 
 FIG.59 – RETIFICAÇÃO DE BARRA DE AÇO 
Corte 
Antes de efetuar os cortes, deve ser feito um estudo para minimizar as sobras. 
Dessa forma, poderá ser obtida uma economia significativa no serviço. 
 
A escolha dos equipamentos e ferramentas de corte precisa levar em consideração 
os materiais definidos no projeto (aço em barras ou em telas soldadas) e o volume do 
serviço. 
 
A execução do corte está intimamente ligada aos equipamentos de corte que 
serão empregados. Os principais equipamentos e ferramentas e empregados são: 
 
Manuais: arco de serra e tesoura de cortar ferro (tesourão). Utilizado 
quando o serviço é realizado em obras de pequeno porte. 
 
Elétricas: policorte. Em obras de pequeno, médio e grande porte que 
realizam o corte do aço no canteiro. 
 
Hidráulicas: utilizadas em centrais de corte e dobra de aço e em canteiros 
de grandes obras, devido ao seu alto custo. 
Dobra 
Quando a dobra é realizada no canteiro, utiliza-se a chave de dobra e pinos de 
bancada. Possui um baixo custo e a dobra da barra de aço é feita uma de cada vez. 
 
Para realizar a dobra do aço, atenção especial deve ser dada à montagem da 
bancada, para que o diâmetro do pino de dobramento seja compatível com o aço a ser 
dobrado. A falta de cuidado nesse item pode fazer com que as barras de aço, quando 
dobradas, sofram um esforço demasiado, ocorrendo a sua ruptura. 
http://equipedeobra.pini.com.br/construcao-reforma/62/artigo292694-2.aspx
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 TÉCNICAS DE CONSTRUÇÃO CIVIL 
 
 
FIG.60 – PINOS PARA DOBRA DE ARMAÇÃO FIG.61 – BANCADA PARA DOBRA DE ARMAÇÃO 
 
 
 
FIG.62 – DETALHES BANCADA PARA DOBRA DE ARMAÇÃO 
 
O dobramento das barras pode ser executado em bancadas dotadas de pinos ou 
com equipamento específico para tal finalidade. Para cada conjunto de peças idênticas, 
marca-se a primeira barra de modo que suas dimensões, após a dobra, fiquem de acordo 
com o projeto estrutural. Todas as outras barras serão cortadas e dobradas tomando-se 
a primeira como referência. Isso deve ser feito porque a dobra causa um alongamento 
linear, que varia conforme a ferramenta ou o processo utilizado. 
 
 
Pré-montagem 
Consiste na montagem de peças que podem ser confeccionadas na própria central 
de armação. Para isso, considera-se: dimensões das peças, sistema de transporte e 
facilidade de execução. 
http://equipedeobra.pini.com.br/construcao-reforma/62/dobra-de-vergalhao-veja-como-escolher-os-pinos-de-292694-1.aspx
http://www.comunidadedaconstrucao.com.br/sistemas-construtivos/3/armacao-praticas/execucao/56/armacao-praticas.html
http://www.epoxipiso.com.br/2012/11/producao-de-estruturas-de-concreto.html
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 TÉCNICAS DE CONSTRUÇÃO CIVIL 
 
Nesta etapa, as peças são dobradas e unidas formando totalmente as peças ou 
são confeccionadas em partes para serem transportadas e serem finalizadas na fôrma. 
 
De uma maneira geral, as armaduras de vigas e pilares são montadas sobre uma 
bancada ou sobre cavaletes. A sequência de montagem deve ser a seguinte: 
 
1) Posicionar duas barras de aço; 
2) Colocar todos os estribos, fixando-se somente os das extremidades; 
3) Em seguida, posicionar as demais barras e amarrá-las aos estribos das 
extremidades; 
4) Depois de posicionar os demais estribos, conferir espaçamentos e o 
número de barras longitudinais e estribos; 
5) Amarra-se então o conjunto firmemente nas quatro faces (figura 63); 
6) A armadura assim montada é então posicionada dentro das fôrmas. 
 
 
Em pilares grandes, pode ser mais vantajosa a montagem da armadura dentro da 
fôrma, ao invés de fazê-lo sobre a bancada. 
 
 
 
 FIG.63 – AMARRAÇÃO DAS BARRAS DE AÇO NOS ESTRIBOS 
Montagem 
No momento da montagem deve-se atentar para que a armadura esteja na 
posição especificada e no espaçamento correto, de modo a garantir o cobrimento da 
armadura. 
 
No caso da laje, o problema fundamental a ser evitado é o posicionamento 
incorreto da armadura negativa. Devem-se utilizar gabaritos (caranguejos) e respeitar o 
comprimento de ancoragem especificado no projeto, para que não haja 
escorregamento da armadura e, consequentemente, patologias na estrutura. 
 
http://www.comunidadedaconstrucao.com.br/sistemas-construtivos/3/armacao-praticas/execucao/56/armacao-praticas.html
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 TÉCNICAS DE CONSTRUÇÃO CIVIL 
 
FIG.64 – CARANGUEJOS PARA O POSICIONAMENTO DA ARMADURA NEGATIVA EM LAJES 
 
No caso de vigas, devido às dificuldades de execução, como no cruzamento de 
vigas ou no encontro de viga com pilar, pode-se montar a armadura sem as barras 
negativas, que são colocadas posteriormente na sua posição. 
 
No encontro de vigas e pilares, a disposição dos estribos não deve ser 
negligenciada, pois pode resultar em trincas verticais na estrutura quando em serviço. 
Além do esquecimento dos estribos nesses locais, frequentemente se observa o 
deslocamento dos mesmos durante as operações de concretagem devido à amarração 
inadequada. 
 
No posicionamento das armaduras de pilares, sugere-se a elevação dos estribos 
da base que coincidirem com as esperas do pilar provenientes do pavimento inferior. 
Posiciona-se a armadura na fôrma, e, em seguida, retorna-se os estribos à sua posição 
definitiva, quando são então amarrados às esperas. 
 
No posicionamento da armadura já montada dentro das fôrmas, devem-se evitar, 
ao máximo, choques da armadura com os painéis de madeira, de modo a prolongar a 
vida útil destes últimos. O posicionamento das armaduras nas fôrmas deve ser 
fiscalizado cuidadosamente, na busca de possíveis trocas de posição, trocas de 
armaduras entre elementos estruturais semelhantes, ou qualquer engano na 
interpretação do projeto. 
 
Antes de iniciar a montagem das armaduras de uma laje, devem-se fixar as caixas 
de passagem das instalações elétricas e hidráulicas. Para facilitar a colocação desses 
elementos, pode-se pintar sobre a fôrma os locais onde estarão as paredes do 
pavimento inferior. A montagem deve iniciar pelo posicionamento das barras da 
armadura principal, seguindo-se o posicionamento das barras da armadura secundária 
(distribuição). O nós (interseções) podem ser amarrados alternadamente (ferro sim, 
ferro não). As barras de armadura negativa da laje devem ser amarradas à armadura das 
vigas. 
Atualmente, vêm sendo utilizadas também as telas eletrossoldadas pré-montadas, 
que são simplesmente colocadas dentro das fôrmas. 
 
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 TÉCNICAS DE CONSTRUÇÃO CIVIL 
Para garantir que as barras permaneçam na sua posição, realiza-se, na grande 
maioria dos casos, a amarração nos pontos de interseção, através do uso de arame 
recozido nº 16 (φ = 1 mm) ou 18 (φ = 0,75 mm). A amarração pode ser feita por laçada 
simples ou por laçada dupla cruzada (figura 63), sendo essa a mais indicada para barras 
grossas. Quando é utilizado arame recozido nº 18, a laçada deve ser dupla. Para arame 
nº 16 pode ser dupla ou simples. 
 
 
FIG.64 – DETALHE DA AMARRAÇÃO DE BARRAS 
 
 
FIG.65 – TABELA AÇOS CAT. CA-50 PARA CONSTRUÇÃO CIVIL 
 
 
6.3. Produção do Concreto e Concretagemdas Peças 
 
Produção do Concreto 
 
O processo de produção do concreto consiste em fazer com que os materiais 
componentes (cimento, agregados, água e adições/aditivos) entrem em contato íntimo 
de modo a obter-se um recobrimento de pasta de cimento sobre as partículas dos 
agregados, bem como a mistura geral de todos os materiais. 
 
A operação de mistura é fundamental na produção do concreto, pois dela vai 
depender a homogeneidade do material produzido. Quando a mistura não é adequada, 
os agregados graúdos e miúdos não são totalmente revestidos pela pasta de cimento, 
http://www.cicalfer.com.br/produtos.php
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 TÉCNICAS DE CONSTRUÇÃO CIVIL 
comprometendo assim a resistência e a durabilidade da estrutura acabada. A mistura 
dos materiais pode ser manual ou mecânica. 
 
A mistura manual só deve ser empregada em obras de pouca importância, onde 
a qualidade exigida para o concreto e o volume empregado não justificam a utilização 
de equipamento mecânico. 
 
A mistura mecânica é feita em máquinas especiais denominadas betoneiras, que 
consistem em um tambor, fixo ou móvel em torno de um eixo que passa pelo seu centro. 
Dentro desse tambor, por meio de pás fixas ou móveis, produz-se a mistura. 
 
O concreto é definido através de uma DOSAGEM, que consiste no estudo e 
indicação das proporções relativas dos materiais constituintes do concreto, para 
obtenção de propriedades pré-determinadas em projeto. Existem basicamente dois 
procedimentos para dosagem do concreto: a DOSAGEM EMPÍRICA e a DOSAGEM 
RACIONAL. A primeira consiste em determinar a proporcionalidade dos materiais em 
bases arbitrarias, fixadas pela experiência anterior do construtor ou pela tradição, 
muitas vezes com o auxilio de tabelas prontas de traço de concreto. A segunda baseia-
se em resultados de ensaios dos materiais disponíveis e do produto resultante da 
mistura, para obtenção de um traço teórico inicial que e aperfeiçoado em laboratório, 
até ajustar-se as condições exigidas para seu uso. 
 
 
 
Produção do concreto: Método Executivo 
 
MATERIAIS: cimento portland, agregado miúdo, agregado graúdo, água, aditivos. 
 
FERRAMENTAS/EQUIPAMENTOS: betoneira elétrica (capacidade conforme 
produção definida), pá, enxada, padiolas (dimensionadas conforme traço 
definido). 
 
PROCEDIMENTO: são mostrados a seguir os passos para a produção de concreto: 
 
Mistura Manual 
 
Para essa operação, deve-se dispor de um estrado de madeira ou uma superfície 
lisa, impermeável e isenta de partículas soltas. Abaixo a sequência executiva: 
 
1) Inicialmente, é colocada toda a areia sobre a superfície e, após isso, todo 
o cimento; 
2) Ambos são cuidadosamente misturados a seco até que a mistura 
apresente coloração uniforme; 
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 TÉCNICAS DE CONSTRUÇÃO CIVIL 
3) Reúne-se então a mistura no centro da superfície, e sobre ela lança-se 
o agregado graúdo; 
4) Para a adição de água, dispõe-se a mistura num monte em cujo centro 
faz-se uma depressão ou cratera, onde é lançada a quantidade exata de 
água; 
5) Vai-se lançando, então, a mistura seca das bordas para dentro dessa 
cratera, tomando cuidado para que a água não escoe e se perca; 
6) O processo de mistura deve prosseguir até que se obtenha 
homogeneidade. 
 
Não devem ser preparados mais de 350 litros de concreto de cada vez pelo 
processo manual. 
 
Atenção especial deve ser dada à quantidade de água a ser aplicada à mistura, pois 
o excesso de água causa diminuição da resistência do concreto. Na prática, caso não seja 
controlado rigidamente esse processo, há a tendência do operário colocar na mistura 
mais água que o necessário para a melhoria da trabalhabilidade, porém com prejuízo à 
resistência do concreto. A figura 66 ilustra o processo de produção manual. 
 
 
FIG.66 – PROCESSO DE PRODUÇÃO MANUAL DO CONCRETO 
 
Mistura Mecânica 
 
http://www.fazfacil.com.br/reforma-construcao/tracos-concreto-mistura/
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 TÉCNICAS DE CONSTRUÇÃO CIVIL 
A mistura dos materiais na betoneira deve ser adequadamente realizada para não 
afetar a qualidade e a produção do concreto. Isso está diretamente relacionada à 
velocidade de giro do tambor. Uma velocidade de rotação muito baixa prejudica a 
homogeneidade do concreto e o alcance da consistência ideal da mistura. Velocidades 
elevadas geram segregação do concreto, já que, pela ação da força centrífuga, os 
agregados tendem a acumular-se contra a parede interna do tambor. Abaixo a 
sequência executiva: 
 
1) Colocar no tambor 100% do agregado graúdo; 
2) Adicionar no tambor 50% da água de amassamento; 
3) Misturar durante 1 minuto (aproximadamente); 
4) Colocar no tambor 100% do cimento; 
5) Colocar no tambor 100% do agregado miúdo; 
6) Adicionar no tambor 50% da água de amassamento; 
7) Misturar durante 3 minutos (aproximadamente); 
 
A figura 67 ilustra o processo de produção mecânica do concreto. 
 
 
 
FIG.67 – PROCESSO DE PRODUÇÃO MECÂNICA DO CONCRETO 
 
http://www.fazfacil.com.br/reforma-construcao/tracos-concreto-mistura/2/
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 TÉCNICAS DE CONSTRUÇÃO CIVIL 
As etapas 1 e 2 visam remover partículas existentes nas paredes da betoneira 
provenientes de misturas anteriores, e umedecer a superfície do agregado graúdo para 
entrar em contato com o cimento. Assim, o agregado graúdo fica completamente 
envolvido pela nata de cimento, favorecendo a aderência entre ambos. O agregado 
miúdo, quando adicionado por último, não consome cimento e água em demasia. 
 
Na prática, existe na obra uma equipe própria para a produção do concreto que 
prepara o material e procede a mistura. 
 
 
FIG.68 – TIPOS DE BETONEIRAS 
 
Concretagem das Peças 
 
O concreto produzido passa por algumas etapas até seja aplicado na fôrma da 
peça a ser moldada (concretagem propriamente dita). Distinguem-se três etapas 
principais: transporte, lançamento e adensamento. Existe, ainda, outra etapa, posterior 
à concretagem, que se refere às ações que devem ser tomadas para que o concreto 
endureça corretamente e adquira as propriedades do concreto endurecido: Cura. 
 
O transporte do concreto misturado até o local do lançamento deve ser feito o 
mais rapidamente possível, para que mantenha a homogeneidade e consistência 
necessárias. O tempo máximo permitido entre o final da mistura e o lançamento do 
concreto é de aproximadamente 2 horas. Durante esse período, a betoneira deve 
permanecer em agitação para evitar a perda de consistência (enrijecimento) e 
segregação do concreto (exsudação). 
 
O transporte do concreto pode ser feito de várias formas e nas direções horizontal, 
vertical e inclinada. A tabela a seguir sumariza os métodos e equipamentos mais comuns 
de transporte do concreto. 
 
EQUIPAMENTO TIPO E INTERVALO IDEAL DE 
TRABALHO 
VANTAGENS PONTOS DE MAIOR 
ATENÇÃO 
Caminhão 
Betoneira 
Utilizado para misturar e 
transportar concretos ao 
canteiro de obra, próximos 
ou a grande distância. 
Não requer centrais 
misturadoras, 
somente dosadoras, 
pois o concreto é 
misturado na 
caçamba do 
caminhão. A descarga 
é controlada. 
O controle de 
qualidade é tão bom 
quanto do concreto 
de centrais 
misturadoras. Ensaio 
de abatimento é 
necessário na 
descarga. São 
http://www.solucoesindustriais.com.br/empresa/construcao/bilden-tecnologia-em-processos-construtivos-ltda-/produtos/construcao/betoneira-2
http://www.nowak.com.br/loja/main.asp?link=betoneiras
http://www.construindo.com.br/loja/betoneira.html
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 TÉCNICAS DE CONSTRUÇÃO CIVIL 
Há uniformidade e 
homogeneidade do 
concreto 
descarregado 
necessárias 
cuidadosas 
preparações em 
canteiros de obra para 
receber bem o 
concreto. 
Grua Equipamento ideal para 
concretagem em grandes 
alturas. 
Pode manusear o 
concreto, a armadura, 
a fôrma e outros itensem obras de edifícios. 
Tem unicamente um 
problema: há 
necessidade de 
planejar uma correta 
escala de operação 
para manter a grua 
ocupada. 
Carrinho e 
Girica 
Para curtas distâncias e no 
plano. Para todos os tipos de 
construção, especialmente 
onde o acesso à área de 
trabalho é restrito. 
Muito versátil é ideal 
para interiores ou 
obras onde as 
condições de 
concretagem estão 
constantemente 
mudando. 
Concretagens lentas e 
com intensivo uso de 
mão-de-obra. 
Bomba Utilizado para conduzir o 
concreto diretamente do 
ponto central de descarga à 
fôrma ou a um ponto 
secundário de descarga. 
A tubulação ocupa 
pouco espaço e pode 
ser facilmente 
ampliada. Transfere o 
concreto de forma 
contínua. Caminhão 
com lança de 
concretagem pode 
mover o concreto 
vertical e 
horizontalmente. 
É necessário um 
constante 
fornecimento de 
concreto fresco, 
plástico, com certo 
intervalo de 
consistência e sem 
qualquer tendência à 
segregação. 
Cuidados devem ser 
tomados com a 
operação da 
tubulação e com a sua 
limpeza ao final da 
concretagem. Trecho 
vertical, com muitas 
curvas e através de 
tubos e mangotes 
flexíveis poderão 
reduzir 
consideravelmente a 
distância de 
bombeamento. 
 TABELA 02 – MÉTODOS E EQUIPAMENTOS MAIS COMUNS DE TRANSPORTE DO CONCRETO 
 
 
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 TÉCNICAS DE CONSTRUÇÃO CIVIL 
 
 FIG.69 – TIPOS DE TRANSPORTE DE CONCRETO 
 
O lançamento do concreto deve ser o mais próximo possível da sua posição final 
e o mais rápido possível após o amassamento. Não é permitido intervalo superior a 2 
horas entre o final do amassamento e o lançamento, mas sempre se mantendo o 
concreto sob agitação. Se for realizada agitação mecânica, esse intervalo deverá ser 
contado a partir do final da agitação. Se forem utilizados retardadores de pega, o prazo 
poderá ser aumentado de acordo com as características do aditivo. De maneira 
nenhuma o lançamento poderá ser feito após o início da pega do concreto. 
 
Antes do lançamento do concreto é necessário conferir se a consistência da 
mistura está conforme definido no projeto de estruturas. Para tal, realiza-se o ensaio de 
Abatimento do Tronco de Cone, mais conhecido como “Slump Test”. 
 
 FIG.70 – ABATIMENTO DO TRONCO DE CONE “SLUMP” 
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 TÉCNICAS DE CONSTRUÇÃO CIVIL 
 
Na concretagem de peças altas, como pilares e paredes, deve-se tomar cuidado 
para que a altura de queda livre do concreto não ultrapasse 1,5 metros, o que 
ocasionaria a segregação dos agregados e incorporação de ar. 
 
Para alturas superiores a 1,5 metros, o lançamento do concreto deve ser feito em 
etapas através de janelas abertas na parte lateral das formas, usando os chamados 
cachimbos (figura 71). Assim, a velocidade de queda do concreto é reduzida, afastando 
o risco de segregação. 
 
 FIG.71 – DETALHE DO CACHIMBO NA FÔRMA. 
 
Durante o lançamento do concreto em elementos verticais (pilares, paredes), a 
base da forma deve ser observada por um carpinteiro, buscando detectar fuga de nata 
de cimento pelas juntas. Caso isso seja constatado, o operário deve aplicar papel 
molhado (sacos de cimento) para impedir a continuação do vazamento. 
 
O adensamento ou compactação do concreto tem por objetivo a expulsão de 
bolsas de ar retidas no seu interior após o lançamento, favorecendo o preenchimento 
das fôrmas, o contato com a armadura e o rearranjo interno dos agregados. O ar 
aprisionado dentro de um concreto não adensado pode variar de 5 a 20% do volume 
total. Na figura 6.35 observa-se que um volume de 5% de vazios no interior do concreto 
pode acarretar uma redução de 30% na sua resistência à compressão. 
 
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 TÉCNICAS DE CONSTRUÇÃO CIVIL 
 
 FIG.72 – RELAÇÃO ENTRE A PERDA DE RESISTÊNCIA À COMPRESSÃO 
 E O TEOR DE VAZIOS NO CONCRETO 
 
A cura é a operação para evitar a perda de água do concreto necessária à reação 
com o cimento nos primeiros dias de idade e também para evitar excessiva retração por 
secagem. Consiste em manter o concreto úmido por molhagem direta (meio mais 
comum), ou por proteção com tecidos umedecidos, ou por aplicação de emulsões que 
formam uma película impermeável sobre a superfície do concreto. Deve-se promover a 
cura durante, no mínimo, sete dias (NBR 6118, ABNT). 
 
Concretagem das Peças: Método Executivo 
 
MATERIAIS: concreto estrutural. 
 
FERRAMENTAS/EQUIPAMENTOS: para transporte (girica, grua, bomba, caminhão 
betoneira, etc.), régua, conjunto Slump Test, vibrador de imersão. 
 
PROCEDIMENTO: são mostrados a seguir os passos para a concretagem e 
adensamento do concreto: 
 
 
A liberação do lançamento do concreto na obra, por parte do engenheiro 
responsável, só pode ser feita após a verificação das fôrmas e armaduras. Ao iniciar o 
lançamento, as superfícies das fôrmas devem estar devidamente preparadas. Devem ser 
removidos todos os materiais estranhos, como restos de arame provenientes da 
amarração das armaduras, areia ou serragem, utilizados no tamponamento das caixas 
elétricas, tocos de cigarro, etc. 
 
Caso as e as fôrmas não sejam cuidadosamente limpas, esses elementos estranhos 
incorporam-se ao concreto na camada de cobrimento das armaduras, deixando-as 
suscetíveis ao ataque de agentes agressivos presentes no meio ambiente. 
 
 A limpeza das fôrmas pode ser feita com jato de água, removendo os elementos 
estranhos pelas janelas convenientemente espaçadas que devem existir na base das 
fôrmas. A existência de janelas na base de fôrmas de elementos verticais é essencial. No 
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 TÉCNICAS DE CONSTRUÇÃO CIVIL 
momento do lançamento, as fôrmas de madeira absorventes devem estar saturadas 
com água, mas não pode haver acúmulo (água livre), pois haveria prejuízo ao concreto. 
 
Antes da concretagem, o engenheiro responsável pela obra deve conferir a 
ferragem: diâmetro das barras, quantidade e posicionamento conforme o projeto 
estrutural, espaçamentos e cobrimentos (laterais e fundo das fôrmas). 
 
Na concretagem de elementos horizontais (ex.: lajes), deve-se tomar alguns 
cuidados na concretagem. A prática comum de descarga de concreto em pontos 
aleatórios da laje para então ser transferido à posição definitiva é desaconselhável, pois 
ocorre perda de argamassa, que fica aderida às armaduras e formas onde o concreto 
entrou em contato, favorecendo a segregação e a redução da trabalhabilidade. Além 
disso, nesses casos geralmente se observam grandes acúmulos de concreto em apenas 
alguns pontos, o que pode prejudicar as fôrmas, provavelmente não dimensionadas 
para suportar cargas concentradas elevadas. Assim, é importante que o concreto seja 
descarregado o mais próximo possível do local de aplicação. 
 
O adensamento com agulha de imersão tem efeito ate uma determinada distância 
(raio de ação). Deve-se, portanto, trabalhar sempre com o vibrador na posição vertical 
e nunca com a agulha deitada. Evitar, em concretagem de lajes, arrastar a agulha pelo 
concreto lançado. 
 
 
 
 
 
 
 FIG.73 – RELAÇÃO ENTRE DIÂMETRO DA AGULHA E O RAIO DE AÇÃO DO VIBRADOR 
 
Procedimentos de vibração do concreto: 
 
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 TÉCNICAS DE CONSTRUÇÃO CIVIL 
1) A profundidade de adensamento não deve ser maior que o 
comprimento da agulha; 
2) A distância de um ponto a outro de aplicação do vibrador no concreto 
deve ser, no máximo, igual ao raio de ação do equipamento utilizado; 
3) A agulha deve penetrar rapidamente na massa de concretoe sair 
lentamente; 
4) O tempo de imersão da agulha no concreto é controlado até que se 
visualize que não saem mais bolhas de ar do concreto (vibração 
excessiva é prejudicial); 
5) Não se deve vibrar também as armaduras e formas, pois isto pode 
afastar o concreto das superfícies onde, ao contrário, ele deveria aderir, 
como as barras de aço. 
 
 FIG.74 – VIBRAÇÃO DO CONCRETO 
 
 
Estruturas Pré-Moldadas 
 
As estruturas pré-moldadas estão cada vez mais sendo utilizadas na construção 
civil devido sua rapidez de execução, não geração de resíduo e custo viável. 
 
A metodologia permite a execução de, praticamente, todas as peças de uma 
estrutura, tais como sapatas, pilares, vigas, lajes, muros de arrimo, etc. Excetuando-se a 
laje, todas as outras peças são pré-moldadas usando apenas o concreto e aço como 
materiais estruturais, moldados em fôrmas de compensado plastificado ou metálicas. 
No caso de lajes, além dos materiais já citados, empregam-se também lajotas 
cerâmicas, placas de EPS (isopor) e vigotas. 
 
http://www.google.com.br/url?sa=i&rct=j&q=&esrc=s&frm=1&source=images&cd=&docid=sccrF-pP6vebaM&tbnid=irQCgX5wxewyqM:&ved=0CAUQjRw&url=http://www.arq.ufsc.br/arq5661/trabalhos_2004-1/construcao/estrutura.htm&ei=e9utU_f_F8eFqga-aA&bvm=bv.69837884,d.cWc&psig=AFQjCNEisCnWaAXkvviAxzkLZdWxa3Bbsg&ust=1403989186989382
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 TÉCNICAS DE CONSTRUÇÃO CIVIL 
 
 FIG.75 – ELEMENTOS DA LAJE PRÉ-MOLDADA 
 
 
 
6.4. Cura do Concreto 
 
O processo de cura do concreto tem a finalidade de manter a água de 
amassamento no interior do mesmo até que a hidratação do cimento tenha alcançado 
um desenvolvimento satisfatório. Durante esse período, o concreto deve ser protegido 
contra mudanças bruscas de temperatura, secagem rápida, exposição direta ao sol, 
chuvas fortes, agentes químicos, choques e vibrações que possam causar o 
aparecimento de fissuras na massa de concreto ou prejudicar sua aderência à armadura. 
Cabe lembrar que a resistência de um concreto aos 28 dias, curado com cuidados 
especiais, é 40% maior que a de um concreto curado ao ar (sem adoção de nenhum 
método de cura). 
 
Cura do Concreto: Método Executivo 
 
MATERIAIS: argamassa, areia, serragem, sacos de pano, membrana de cura. 
 
FERRAMENTAS/EQUIPAMENTOS: para transporte (girica, carrinho de mão), 
colher de pedreiro, enxada. 
 
PROCEDIMENTO: são mostrados a seguir os passos para cura do concreto: 
 
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 TÉCNICAS DE CONSTRUÇÃO CIVIL 
Os métodos mais empregados em obra para cura do concreto são: lâmina de água, 
camada de areia/serragem saturada, sacos de pano úmidos, aspersão com água, 
membrana de cura e conservação das fôrmas. 
 
Lâmina de Água 
Consiste em manter uma lâmina de água de 3 a 5 centímetros de espessura sobre 
a superfície do concreto. Isso se torna possível pela colocação da argamassa nas bordas 
da laje formando uma espécie de represa. Esse método é geralmente adotado para cura 
de lajes, através de dispositivos que mantenham a água represada sem que ocorram 
vazamentos. É um método eficiente, devendo, porém, ser periodicamente verificado. 
Entretanto, torna impossível a realização de trabalhos sobre a laje durante todo o 
período de cura. 
 
Camada de Areia/Serragem Saturada 
Consiste em depositar sobre a superfície do concreto uma camada de 
areia/serragem com espessura de 2 a 3 centímetros, que deve ser mantida saturada com 
água. É um método adaptável a qualquer formato e dimensões da laje a ser curada, 
permitindo a realização de trabalhos sobre a mesma durante o período de cura. 
Apresenta como inconveniente as operações de transporte (principalmente em prédios 
altos), colocação e retirada da areia/serragem, e a relativa vulnerabilidade à ação de 
ventos. Terminado o período de cura, recomenda-se deixar a areia/serragem secar 
naturalmente para só então removê-la. Dessa forma, o concreto seca lentamente. A 
escolha entre um ou outro material depende da disponibilidade dele no local. 
 
 
Sacos de pano úmidos 
Consiste em dispor sobre a superfície do concreto panos que devem ser mantidos 
permanentemente úmidos. Como desvantagem, apresenta o risco de secar 
rapidamente dependendo do ambiente onde se encontra, exigindo constante 
verificação. Pode também ser deslocado sob a ação de ventos 
 
Aspersão com água 
Consiste em aspergir água sobre a superfície do concreto durante o período de 
cura, deixando-a permanentemente saturada. É um sistema que deve ser evitado, já que 
o intervalo de tempo necessário entre molhagens sucessivas é escasso e muitas vezes 
ocorre a secagem do material. A superfície do concreto, passando por ciclos 
úmido/seco, sofre elevadas tensões superficiais que podem levar à sua fissuração. A 
eficácia desse procedimento requer obrigatoriamente a aspersão ininterrupta de água 
na superfície do concreto, o que pode ser obtido, por exemplo, por meio de bicos 
aspersores. 
 
Membrana de cura 
Consiste em aplicar sobre a superfície do concreto certas emulsões aquosas, 
soluções resinosas ou parafínicas, através de pulverizadores ou rolo de pintura, 
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 TÉCNICAS DE CONSTRUÇÃO CIVIL 
formando uma película impermeável com vida útil de aproximadamente 3 a 4 semanas. 
Como desvantagem, apresenta a necessidade de remoção no caso de posterior 
revestimento da superfície de concreto. 
 
Conservação das fôrmas 
Consiste em manter as fôrmas constantemente saturadas durante todo o período 
de cura. As fôrmas atuam como proteção do concreto contra a evaporação, e podem 
ser consideradas como um sistema efetivo apenas nos casos em que a maior parte do 
concreto esteja coberta, como em pilares e vigas. 
 
O processo de cura deve iniciar tão logo seja possível. No caso de cura úmida, o 
momento de início pode ser avaliado pelo pressionar dos dedos na superfície do 
concreto: se não ficarem marcas, pode-se dar início ao processo de cura. 
 
No caso de aplicação de membrana de cura, esta pode ser feita quando o concreto 
não mais apresentar sinais de água livre na superfície, ou seja, assim que perder o brilho 
superficial característico. Em superfícies verticais (faces laterais de vigas, pilares e 
paredes), obviamente a aplicação da membrana deve iniciar após a retirada das fôrmas. 
 
A duração do período de cura depende da velocidade com que ocorrem as reações 
de hidratação do cimento. Normalmente, adota-se como duração mínima o tempo 
necessário para obter 70% da resistência especificada em projeto. A tabela 6.10 a seguir 
apresenta os tempos mínimo e ideal em função do cimento utilizado no concreto, para 
realizar-se a cura de maneira contínua. 
 
 
 TABELA 03 – PERÍODOS DE CURA DO CONCRETO 
 
 
7. ALVENARIA 
 
7.1. Classificação e Tipos 
 
Alvenaria e um maciço constituído de pedras ou blocos, naturais ou artificiais, 
ligadas entre si de modo estável pela combinação de juntas e interposição de argamassa, 
ou somente pela combinação de juntas. 
 
Classificação das Alvenarias: 
 Alvenaria de pedra natural; 
 Alvenaria de pedra artificial (bloco cerâmico, de concreto, tijolo). 
 
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 TÉCNICAS DE CONSTRUÇÃO CIVIL 
Finalidades da alvenaria: 
 Divisão, vedação e proteção - paredes externas e internas de casas e 
prédios, muros de divisa de propriedade; 
 Elemento Estrutural - Paredes recebem esforços verticais (de lajes e 
coberturas não estruturadas) e horizontais (por exemplo, empuxo de 
terra e vento). 
 
 Há uma enorme variedade de materiais à disposição no mercado. A escolha da 
unidade de alvenaria deve ser feita buscando o atendimento às exigências pré-
estabelecidas. Deve-se levar em consideração: 
 
 A natureza do material 
 Seu peso próprio 
 Dimensões e forma 
 Disposição dos furos 
Textura 
 Propriedades físicas (porosidade, capilaridade, propriedades 
térmicas, propriedades acústicas, etc.) 
 Propriedades mecânicas (resistências, módulo de elasticidade, 
coeficiente de Poisson, tenacidade, etc.) 
 
Segundo a espessura das paredes, considerando-se a disposição das peças na 
execução, a alvenaria se divide em: 
 Alvenaria de ½ vez: os tijolos são posicionados no sentido da espessura 
de forma que a maior dimensão fique no sentido longitudinal (tijolo 
em pé). 
 
 
FIG.76 – ALVENARIA DE ½ VEZ 
 
 Alvenaria de 1vez: os tijolos são posicionados no sentido da maior 
dimensão forma que a menor dimensão se transforme na altura (tijolo 
deitado). 
 
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 TÉCNICAS DE CONSTRUÇÃO CIVIL 
 
FIG.77 – ALVENARIA DE 1 VEZ 
 
 
Tipos de peças utilizadas na alvenaria: 
 
Blocos de concreto estrutural: aplicação em alvenaria estrutural, pois são capazes 
de suportar esforços, principalmente de compressão. Permitem que as instalações 
elétricas e hidráulicas fiquem embutidas já na fase de levantamento da alvenaria. 
Apresentam largura da peça geralmente de 14 e 19 cm. 
 
Blocos de concreto de vedação: para fechamento de vãos em prédios 
estruturados. Devem-se projetar vãos modulados em função das dimensões dos blocos, 
para evitar desperdícios com corte dos blocos na execução da alvenaria. Apresentam 
largura da peça geralmente de 09, 14 e 19 cm. 
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 TÉCNICAS DE CONSTRUÇÃO CIVIL 
 
 FIG.78 – BLOCOS DE CONCRETO PARA ALVENARIA ESTRUTURAL/VEDAÇÃO 
 
Bloco cerâmico estrutural: assim como o bloco de concreto, são capazes de 
suportar esforços, principalmente de compressão. Deve-se sempre procurar a 
modulação dos vãos, apesar de ser mais fácil o corte neste tipo de bloco. 
 
Bloco cerâmico de vedação: assim como o bloco de concreto, são utilizados para 
fechamento de vãos em prédios estruturados. Devem-se projetar vãos modulados em 
função das dimensões dos blocos, para evitar desperdícios com corte dos blocos na 
execução da alvenaria. 
http://www.wmblocos.com/#!projects/c1vw1
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 TÉCNICAS DE CONSTRUÇÃO CIVIL 
 
FIG.79 – BLOCOS CERÂMICOS PARA ALVENARIA ESTRUTURAL/VEDAÇÃO 
 
Tijolo cerâmico maciço: empregado em alvenaria aparente, de vedação ou 
estrutural em casas térreas, e em áreas comuns dos prédios onde sejam necessários 
cuidados especiais contra propagação do fogo (escadas, por exemplo) ou ainda em 
churrasqueiras. Devido as suas dimensões, a produtividade da mão-de-obra na 
execução dos serviços e mais baixa. Dimensões mais comuns (cm): 5 x 10 x 20. 
 
FIG.80 – TIJOLO COMUM MACIÇO 
 
Tijolo cerâmico furado: tijolo furados, de seis a dez furos, de furos redondos ou 
quadrados, que proporcionam paredes mais econômicas, por apresentarem custo 
inferior ao do maciço, bem como, sendo maiores e mais leves, propiciam maior rapidez 
de execução. Os blocos furados têm também um bom comportamento quanto ao 
isolamento térmico e acústico, devido ao ar que permanece aprisionado no interior dos 
seus furos. 
 
 
 
 
http://www.acertar.org.br/site_0619955073421/produtos_blocoestrutural.php
http://www.aldebaraceramica.com.br/produtos/tijolo-comum/tijolo-comum-macico/05x10,5x22
http://www.mavitransceramica.com.br/catalogo/perfil/tijolos_macicos_p_churrasqueira_alvenaria_aparente_e_comuns/24/
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 TÉCNICAS DE CONSTRUÇÃO CIVIL 
 
 
FIG.81 – TIJOLO CERÂMICOS FURADO 
 
7.2. Alvenaria: Método Executivo 
 
MATERIAIS: argamassa, tijolo, linha nylon, barra aço e tela soldada (se for o caso). 
 
FERRAMENTAS/EQUIPAMENTOS: colher de pedreiro, bisnaga, guia 
metálica/madeira, prumo, nível de bolha, esquadro. 
 
PROCEDIMENTO: são mostrados a seguir os passos para cura do concreto: 
 
1) Efetuar a "marcação" das paredes com base na planta baixa (arquitetônica) da 
edificação, executando os cantos com um tijolo/bloco e, logo apos, a primeira 
fiada com argamassa e com o auxilio de linha, esquadro, prumo e nível (Figura 
82). 
 
FIG.82 – MARCAÇÃO DA ALVENARIA 
2) Nas extremidades das paredes, executar "prumadas" que servem de guia, 
controlando sempre o serviço com o prumo e assentando os tijolos em sistema 
“mata-junta” (junta vertical desencontrada). Os cantos retos devem ser 
verificados com o auxílio do esquadro. 
http://www.vtn.com.br/materiais-de-construcao/dicas-de-construcao/bloco-e-tijolo/qualidade-dos-tijolos.php
http://www.selectablocos.com.br/alvenaria_estrutural_detalhes_construtivos_22.html
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 TÉCNICAS DE CONSTRUÇÃO CIVIL 
 
FIG.83 – PRIMADAS NOS CANTOS DA ALVENARIA 
3) Executar todas as fiadas, seguindo uma linha nivelada para cada uma e presa 
entre duas prumadas-guia (figura 84). A espessura da argamassa de 
assentamento deve ser no máximo de 2 cm. 
 
FIG.84 – EXECUÇÃO DAS FIADAS 
4) Durante todo o processo é necessário sempre se conferir se a parede está 
devidamente nivelada (verticalidade) com o auxílio do prumo, conforme figura 
85. A superfície de uma parede de alvenaria bem executada e perfeitamente 
plana, vertical e necessita de pequena espessura de argamassa de 
revestimento. 
 
 
http://construcaociviltips.blogspot.com/2011_07_01_archive.html
http://h1internet.net.br/projeto/elevacao-de-alvenaria-paredes-de-tijolos-macicos/
http://construcaociviltips.blogspot.com/2011/07/elevacao-da-alvenaria-paredes-de.html
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 TÉCNICAS DE CONSTRUÇÃO CIVIL 
 
FIG.85 – VERIFICAÇÃO DO PRUMO DA ALVENARIA 
 
5) Execução do encunhamento: é a região de encontro entre a alvenaria e o 
elemento estrutural do pavimento superior (laje ou viga). Nesta região, podem 
ocorrer fissuras por retração da argamassa de assentamento da alvenaria e 
transmissão de esforços da estrutura à alvenaria. Deve-se esperar o maior 
tempo possível para executar o encunhamento (no mínimo 14 dias após a 
execução da alvenaria). O encunhamento pode ser realizado de duas formas: 
 
a) Tijolos assentados inclinados: os tijolos são dispostos inclinados 
(45°) entre o elemento estrutural e a última fiada da alvenaria.
 
FIG.86 – ENCUNHAMENTO COM TIJOLOS INCLINADOS 
b) Argamassa com aditivo expansor: a argamassa expansiva é uma 
mistura seca comprada pronta em sacos de 50kgs. No canteiro de 
obras é adicionada água, em quantidade definida pelo fabricante (em 
média 7 litros), sendo trabalhada em betoneira ou manualmente, por 
alguns minutos. A folga deixada entre a alvenaria e a estrutura – de 2 
a 3 cm – é preenchida em cada um dos lados com uma colher de 
pedreiro. O excesso é retirado com a própria colher. 
 
http://www.forumdaconstrucao.com.br/conteudo.php?a=7&Cod=119
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 TÉCNICAS DE CONSTRUÇÃO CIVIL 
 
FIG.87 – ENCUNHAMENTO COM ARGAMASSA EXPANSIVA 
 
IMPORTANTE: caso a alvenaria tenha encontros com elementos estruturais 
(pilares e vigas) há a necessidade serviços especiais: 
 
1) Chapisco da superfície de contato entre os elementos estruturais e a 
alvenaria. Pode-se utilizar chapisco convencional, rolado ou argamassa 
colante. 
 
FIG.88 – APLICAÇÃO DE ARGAMASSA COLANTE EM ELEMENTO ESTRUTURAL 
 
2) Fixação de dispositivos de amarração da alvenaria aos pilares, através 
de barras de aço CA-50 ø=5 (ferro cabelo) mm ou tela soldada de arame 
e=1,65 mm com malha 15 x 15 mm. Essas peças devem ser fixadas a 
cada duas fiadas. 
http://www.betonexbrasil.com/conteudos/conteudo/49/MASSA-PARA-ENCUNHAMENTO-E-FIXA%C7%C3O-DE-CAIXILHO-COM-EXPANSOR
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 TÉCNICAS DE CONSTRUÇÃO CIVIL 
 
FIG.89 – FIXADORES PARA ENCONTRO ALVENARIA – PILAR (FERRO CABELO E TELA SOLDADA, RESPECTIVAMENTE) 
 
FIG.90 – FIXAÇÃO DO FERRO CABELO 
 
FIG.91 – FIXAÇÃO DE TELA SOLDADA 
 
 
 
 
Página 85 de 143 
 TÉCNICAS DE CONSTRUÇÃO CIVILVergas e Contravergas: são vigotas executadas sobre o vão das esquadrias (verga) e 
abaixo delas (contraverga) com o objetivo de dissipar tensões na alvenaria. Podem ser 
executadas no próprio local ou pré-moldadas. Devem se estender no mínimo 20 cm 
além do vão. 
 
 TABELA 04 – EXECUÇÃO DE VERGA E CONTRAVERGA 
 
FIG.92 – POSIÇÃO DA VERGA E CONTRAVERGA 
 
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 TÉCNICAS DE CONSTRUÇÃO CIVIL 
 
FIG.93 – PRINCIPAIS POSIÇÕES DOS BLOCOS NA ALVENARIA 
 
 
8. COBERTURA 
 
8.1. Formatos 
 
A cobertura é a etapa da obra cuja finalidade principal e proteger a edificação das 
intempéries. Além disso, uma cobertura (ou telhado) pode compor arquitetonicamente 
o aspecto de uma construção e também proporcionar conforto térmico no seu interior. 
A superfície inclinada que forma um único plano na cobertura é chamada de água. 
 
Os formatos da cobertura podem ser de vários tipos e executados de diversos 
materiais. A abaixo são mostrados os tipos mais utilizados na construção civil: 
 
 
 
 
 
 
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 TÉCNICAS DE CONSTRUÇÃO CIVIL 
Cobertura com duas águas 
 
Cumeeira = linha formada pelos pontos mais altos do telhado 
 
Cobertura com três águas 
 
Tacaniças = águas triangulares 
Espigões = linhas que limitam as tacaniças (divisores de águas pluviais) 
 
Cobertura com quatro águas 
 
 
 
 
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 TÉCNICAS DE CONSTRUÇÃO CIVIL 
 
Cobertura com mais de quatro águas 
 
Rincão = linha reentrante do encontro de águas da cobertura (captor de águas 
pluviais). 
Rufo = proteção do encontro entre o telhado e a parede. 
 
8.2. Tipos de Materiais Empregados 
 
No telhamento em si entre os materiais mais comuns aplicados em coberturas 
estão: cerâmica; fibrocimento e o metal (alumínio, galvalume, etc.). 
 
Qualidades essenciais de uma boa cobertura: 
 
1) Impermeabilidade e estanqueidade; 
2) Resistencia a esforços mecânicos; 
3) Inalterabilidade de forma e dimensões; 
4) Leveza; 
5) Secagem rápida apos as chuvas; 
6) Facilidade de execução e manutenção. 
 
Telhas Cerâmicas 
 
As telhas cerâmicas são largamente utilizadas em função de suas características 
térmicas, estéticas e facilidade de oferta no mercado. Existem vários tipos de telhas 
cerâmicas no mercado, com capa e canal separados ou associados numa única peça, 
porém as mais comuns são: 
 
 
 
 
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 TÉCNICAS DE CONSTRUÇÃO CIVIL 
 
 
Tipo Colonial 
 
FIG.94 – DIMENSÕES TELHA COLONIAL (A) CANAL – (B) CAPA 
 
FIG.95 – TELHA COLONIAL 
Tipo Romana 
 
FIG.96 – DIMENSÕES TELHA ROMANA (A) CANAL – (B) CAPA 
 
 
A B 
A 
B 
http://www.construcaodacasa.com/acessorios/telha-colonial
http://www.brasilit.com.br/produtos/telha-colonial/
http://ceramicatelhassalinas.com/atendimento.php
http://www.madeireirafalsarella.com.br/produtos/cobertura-madeira.html
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 TÉCNICAS DE CONSTRUÇÃO CIVIL 
FIG.97 – TELHA ROMANA 
Tipo Paulista 
 
FIG.98 – DIMENSÕES TELHA PAULISTA (A) CANAL – (B) 
 
FIG.99 – TELHA PAULISTA 
Tipo Francesa 
 
FIG.100 – DIMENSÕES TELHA FRANCESA (A) CANAL – (B) 
 
FIG.101 – TELHA FRANCESA 
A B 
A B 
http://www.aldebaraceramica.com.br/produtos/telha-ceramica-vermelha/telha-paulista-/telha-paulista
http://www.telhao.com/telha-ceramica/telha-ceramica-paulista.php
http://www.aovivonet.com/telha-francesa-quase-esquecida/
http://www.otelheiro.com.br/produtos-detalhes/Telha-Francesa-/70
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 TÉCNICAS DE CONSTRUÇÃO CIVIL 
 
 
TABELA 05 – INCLINAÇÃO DO TELHADO EM FUNÇÃO DO TIPO DE TELHA 
 
Telhas Fibrocimento 
 
São grandes chapas onduladas, nos mais diferentes perfis, alta resistência 
mecânica, peso reduzido, excelente estanqueidade, montagem fácil, grande numero de 
pecas e acessórios complementares de fixação, vedação, etc. É um produto de cimento 
reforçado com fibra sintética a base de PVA. 
 
 
FIG.102 – TELHA ONDULADA 
 
FIG.103 – TELHA KALHETÃO 
 
 
http://www.brasilit.com.br/produtos/telhas-onduladas/ondulada.php
http://www.telhasfibrofiver.com.br/telhas-fibrocimento-sp-zona-oeste-butanta.html
http://www.brasilit.com.br/produtos/telhas-estruturais/kalhetao-90.php
http://catalogodearquitetura.com.br/telha-de-fibrocimento-canalete-90-eternit.html
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 TÉCNICAS DE CONSTRUÇÃO CIVIL 
 
 
FIG.104 – TELHA ONDA 50 
 
FIG.105 – CUMEEIRA FIBROCIMENTO (ARTICULADA E FIXA) 
 
Telhas Metálicas 
 
As telhas metálicas são utilizadas em função de suas características como o peso 
reduzido e a facilidade de execução, entretanto são condutoras de calor o pode causar 
desconforto térmico. Algumas telhas tem dupla camada metálica, com enchimento de 
material isolante térmico (telha sanduiche). Os perfis para as telhas metálicas são, 
geralmente, o ondulado e o trapezoidal. A construção civil atualmente utiliza as telhas 
de alumínio ou de galvalume, podendo apresentar acabamento pré-pintado ou natural. 
 
FIG.106 – TELHA PERFIL TRAPEZOIDAL 
 
 
 
 
 
 
 
http://www.brasilit.com.br/produtos/telhas-estruturais/onda-50.php
http://www.forumdaconstrucao.com.br/conteudo.php?a=8&Cod=448
http://ciadastelhas.com.br/cobertura-cia-das-telha/telhas/telha-de-fibrocimento/telha-crfs-fibrocimento-cumeeira-articulada.html
http://paragominas.com.br/loja/index.php?route=product/product&product_id=289
http://www.metalica.com.br/telha-termoacustica-trapezio-40-x-1020
http://www.nucleofix.com.br/
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 TÉCNICAS DE CONSTRUÇÃO CIVIL 
 
 
FIG.107 – TELHA PERFIL ONDULADO 
 
Nas obras que possuem grandes vãos são utilizadas telhas metálicas estruturais 
autoportantes ou, ainda, as telhas zipadas. As telhas autoportantes necessitam de 
reduzidas estruturas de suporte (estruturas metálicas) ou, em alguns casos, não 
possuem estrutura nenhuma, fazendo a própria telha a função de cobertura e estrutura. 
Essas telhas podem ser fabricadas retas ou serem calandradas (curvas), dependendo do 
projeto da obra. 
 
 
 
 
FIG.108 – TELHA AUTOPORTANTE 
 
 
 
 
 
 
http://www.metalica.com.br/manual-de-coberturas-metalicas
http://www.stalarincotelhas.com.br/Produtos/Catalogo/Produtos_Mostra_2.asp?Id=139
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 TÉCNICAS DE CONSTRUÇÃO CIVIL 
As telhas tipo sanduiche são utilizadas pelas suas características térmicas, 
proporcionando maior conforto nos ambientes. Constituem-se de duas chapas 
metálicas com preenchimento entre elas por material isolante térmico, geralmente o 
poliuretano, podendo ser ainda EPS (isopor). A espessura da telha varia conforme a 
condição térmica que se deseje obter no ambiente coberto. Podem ter acabamento 
natural ou pré-pintado na cor definida em projeto. 
 
 
FIG.109 – TELHA TIPO SANDUICHE 
 
8.3. Elementos Componentes da Estrutura 
 
A cobertura é composta pelo telhamento e pela estrutura de suporte. Essa 
estrutura pode ser constituída por peças de madeira ou por perfis metálicos, 
geralmente. A estrutura de suporte do telhado possui vários componentes, sendo estes 
elementos função do tipo de telha a ser empregada. O elemento principal que sustenta 
a estrutura é a tesoura (figura 110). 
 
 
 
 
 
http://acosecoberturas.byethost13.com/node/9
http://www.pedreirao.com.br/geral/telhados-e-forros/tipos-de-telhas-e-suas-caracteristicas-passo-a-passo-2/
http://www.anandametais.com.br/bra/produtos/coberturas/telha-telha.asp
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 TÉCNICAS DE CONSTRUÇÃO CIVIL 
 
FIG.110 – TESOURA E SEUS COMPONENTES 
 
O telhamento transfere à estrutura seu peso próprio e as cargas provenientes do 
vento. Por sua vez, as ripas e os caibros distribuem essas cargas para as terças que 
redistribuem para as tesouras existentes na estrutura.FIG.111 – ESQUEMA DA COBERTURA DE UMA EDIFICAÇÃO 
 
http://www.metalica.com.br/coberturas-os-diversos-tipos-e-suas-caracteristicas
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 TÉCNICAS DE CONSTRUÇÃO CIVIL 
8.4. Método Executivo 
 
MATERIAIS: peças madeira, perfis metálicos, telhas, elementos de fixação (prego, 
parafuso, etc.), arame. 
 
FERRAMENTAS/EQUIPAMENTOS: (em função do tipo de estrutura). 
 
PROCEDIMENTO: são mostrados a seguir os passos para execução de coberturas: 
 
Estruturas de Madeira 
 Tesoura 
 
 
FIG.112 – DETALHE DA LIGAÇÃO ENTRE PERNA E PENDURAL 
 
 
FIG.112 – DETALHE DA LIGAÇÃO ENTRE PENDURAL E A LINHA 
 
 
 
http://www.fazfacil.com.br/reforma-construcao/telhado-madeiramento-emendas/
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 TÉCNICAS DE CONSTRUÇÃO CIVIL 
 
 
FIG.113 – DETALHE DA LIGAÇÃO ENTRE A PERNA E A ESCORA 
 
 
 
FIG.114 – DETALHE DA LIGAÇÃO ENTRE A LINHA E A PERNA 
 
 
 Terça 
 
 
FIG.115 – DETALHE DA LIGAÇÃO ENTRE A TERÇA E A TESOURA 
 
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 TÉCNICAS DE CONSTRUÇÃO CIVIL 
 
 Caibro 
 
 
FIG.116 – DETALHE DA LIGAÇÃO ENTRE O CAIBRO E A TERÇA 
 
 Ripa 
 
FIG.117 – DETALHE DA FIXAÇÃO ENTRE A RIPA E O CAIBRO 
 
 
 
 
 
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 TÉCNICAS DE CONSTRUÇÃO CIVIL 
 
Estrutura Metálica 
 
 
FIG.118 – TIPOS PERFIS METÁLICOS PARA COBERTURA 
 
 
 
FIG.119 – ELEMENTOS DA TESOURA METÁLICA DA COBERTURA 
 
 
 
http://www.forumdaconstrucao.com.br/conteudo.php?a=19&Cod=104
http://madeiralaminadacolada.com/noticia.php?id=15
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 TÉCNICAS DE CONSTRUÇÃO CIVIL 
 
FIG.120 – TESOURA METÁLICA EM ARCO 
 
 
 
FIG.121 – TIPOS DE TESOURAS METÁLICAS 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
http://trabalhocc2-grupo4.blogspot.com/
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 TÉCNICAS DE CONSTRUÇÃO CIVIL 
Telhamento Cerâmico 
 
1) Procurar projetar o telhado para um número exato de telhas em 
telhados de duas águas (evitando cortes laterais); 
2) Colocação das telhas por fiadas, do beiral para a cumeeira (por causa 
da superposição). Telhas de encaixe: esquerda para direita ou vice-
versa; 
 
FIG.122 – PROCESSO DE COLOCAÇÃO DAS TELHAS CERÂMICAS 
 
3) Colocação dos canais, com a parte mais larga voltada para cima; 
 
FIG.123 – POSIÇÃO CORRETA DOS CANAIS DAS TELHAS CERÂMICAS 
 
4) Máximo espaçamento possível dos canais dentro da largura das capas 
(o apoio das capas é sobre as abas laterais dos canais) 
 
http://www.toptelha.com.br/colocacao_telhas.php
http://www.pedreirao.com.br/geral/telhados-e-forros/telhas-ceramicas-tipos-e-caracteristicas-passo-a-passo/
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 TÉCNICAS DE CONSTRUÇÃO CIVIL 
5) Recobrimento longitudinal mínimo entre fiadas de capas consecutivas: 
60mm. 
 
FIG.124 – RECOBRIMENTO LONGITUDINAL ENTRE TELHAS 
 
6) Fixação das telhas para inclinações entre 45 % e 100 %: as telhas 
devem ser amarradas com arame galvanizado (amarrar 1 e pular 1), 
através de furos realizados com broca diamantada. 
 
 
FIG.125 – AMARRAÇÃO ALTERNADA DAS TELHAS COM ARAME 
 
7) O beiral é executado com duas ripas sobrepostas ou testeiras. Todas 
as telhas do beiral devem ser amarradas com arame. 
 
FIG.126 – RIPAS DO BEIRAL 
 
 
 
http://www.toptelha.com.br/fixacao_telhas.php
http://www.cuiabamadeiras.com.br/telhas.html
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 TÉCNICAS DE CONSTRUÇÃO CIVIL 
8) A cumeeira é executada com peças apropriadas (cumeeira cerâmica 
ou capote) que tem por finalidade dar o acabamento da linha de 
encontro das águas do telhado com maior cota. As peças devem ser 
argamassadas para se fixarem às peças cerâmicas colocadas nas águas 
do telhado. 
 
 
FIG.127 – COLOCAÇÃO DA CUMEEIRA CERÂMICA 
 
 
9. REVESTIMENTOS DE PAREDES E TETOS 
 
9.1. Revestimentos com argamassas 
 
O revestimento é executado na fase de acabamento da obra, tendo as seguintes 
finalidades: 
 
 Ajudar a proteger a edificação contra a penetração da chuva e de outros 
fenômenos atmosféricos; 
 Aumentar a durabilidade e reduzir os gastos de manutenção das 
edificações; 
 Encobrir uma superfície cujo acabamento final não é considerado 
satisfatório, obtendo um efeito estético melhorado. 
 
O revestimento precisa atender aos seguintes requisitos de desempenho: 
 
 Capacidade de absorver deformações (movimento térmico, higroscópico e 
diferencial entre os componentes); 
 Aderência à base �f (capacidade de absorver deformações, rugosidade da 
base, cuidados com a preparação); 
 Resistência ao impacto e desgaste superficial; 
 Baixa permeabilidade ou impermeabilidade à água; 
http://www.argiforte.com.br/dicas.html
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 TÉCNICAS DE CONSTRUÇÃO CIVIL 
 
Os revestimentos com argamassa são os mais antigos e difundidos sistemas de 
acabamentos existentes na construção civil. São constituídos da base e do acabamento 
propriamente dito. 
 
A base do revestimento argamassado é formada tradicionalmente por três 
camadas distintas, aplicadas sobre a alvenaria: 
 
1) CHAPISCO: camada áspera e irregular, com espessura aproximada de 5 mm, 
tendo como finalidade regularizar a absorção da superfície de base e propiciar 
a aderência da camada subsequente; 
 
2) EMBOÇO: camada de regularização da superfície de base, com espessura 
variando de 15 mm à 25 mm (depende das irregularidades da base), tendo 
como finalidades a estanqueidade da parede e propiciar condições de 
aplicação de acabamentos diversos, tais como os cerâmicos; 
 
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 TÉCNICAS DE CONSTRUÇÃO CIVIL 
3) REBOCO: camada com textura superficial suave e regular, com espessura 
variando de 5 mm à 10 mm, tendo como finalidade dar o acabamento final e 
estético à parede; 
 
 
 
 
FIG.128 – CAMADAS DO REVESTIMENTO EM ARGAMASSA 
 
O acabamento, por sua vez, pode ser de vários tipos de materiais, desde a própria 
argamassa até massa corrida ou texturas. 
 
As argamassas já foram objeto de estudo na disciplina de Materiais de Construção 
I, sendo no presente caso tratada a metodologia de praxe para a execução desse tipo de 
revestimento. 
 
 
CHAPISCO 
 
Nem sempre entendido como uma camada pelo fato de não possuir realmente 
espessura definida e não ser homogêneo é a etapa de preparo da base com o objetivo 
de torná-la mais rugosa e homogênea à absorção de água, uma vez que os elementos 
estruturais e a alvenaria possuem capacidade de absorção bastante diferenciadas. 
 
Os três tipos de chapisco mais comuns na execução do revestimento são: 
 
 Tradicional: consiste no lançamento vigoroso de uma argamassa fluida 
sobre a base, utilizando-se uma colher de pedreiro. A textura final deve ser 
a de uma película rugosa, aderente e resistente. Esta argamassa fluida é 
produzida com cimento e areia grossa em proporções que variam de 1:3 a 
1:5, em função das características do agregado utilizado e da superfície a 
ser chapiscada. É comum também a adição de aditivos promotores de 
aderência, cujo uso deve ser muito bem especificado e controlado. O 
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 TÉCNICAS DE CONSTRUÇÃO CIVIL 
chapisco tradicional pode também ser aplicado por projeção sobre toda a 
fachada, inclusive sobre a estrutura. Neste caso, o traço sofre algumas 
modificações, como por exemplo no teor de aditivo. 
 
FIG.129 – CHAPISCO TRADICIONAL 
 
 Industrializado: usualmente aplicado sobre a estrutura de concreto, esse 
tipo de chapisco é feito com uma argamassa industrializada específica para 
este fim, sendo necessário acrescentar somente água. É aplicado com 
desempenadeira dentada. 
 
FIG.130 – CHAPISCO INDUSTRIALIZADO 
 
 Rolado: feito com uma argamassa fluida obtida através da mistura de 
cimento e areia, com adição de água e aditivo, usualmente de base PVA. 
Pode ser aplicada tanto na estrutura como na alvenaria, usando-se rolo 
para texturaacrílica. A parte líquida deve ser misturada aos sólidos até 
obter consistência de “sopa”. Seu uso em fachadas é pouco comum, sendo 
mais usado em revestimentos internos. 
 
 
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 TÉCNICAS DE CONSTRUÇÃO CIVIL 
 
 
FIG.131 – CHAPISCO ROLADO 
 
 
EMBOÇO 
 
É a camada de argamassa aplicada após o chapisco, proporcionando a superfície 
necessária para a aplicação do acabamento final. Caso esta camada requeira espessura 
elevada, algo superior a 40-50 mm, detalhes especiais de reforços precisam ser 
contemplados, sendo que o uso de telas metálicas é bastante comum. 
 
Muito comum é a execução de Massa única ou Emboço Paulista, camada de 
argamassa única aplicada sobre o chapisco, cumprindo as funções de emboço e reboco. 
 
O emboço é geralmente entendido como a camada nivelada e regularizada 
(sarrafeada) que apresenta, porém, aspecto aderente, pois servirá de base para a 
aplicação do acabamento final (cerâmico, laminado melamínico, pastilhas, etc.). 
 
Existem várias técnicas de aplicação da argamassa de emboço ou de emboço 
paulista, sendo as principais: 
 
 Emboço chapado: a argamassa é aplicada diretamente sobre o chapisco 
por “chapeamento” ou lançamento direto sobre a parede com a utilização 
de colher de pedreiro. 
 
 
FIG.132 – EMBOÇO CHAPADO 
 
 
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 TÉCNICAS DE CONSTRUÇÃO CIVIL 
 Emboço projetado: a argamassa é aplicada diretamente sobre o chapisco 
por um equipamento que projetor essa argamassa na parede. 
 
 
 
 
FIG.133 – EMBOÇO PROJETADO 
 
 
 
 
REBOCO 
 
Quando existe, é constituído por uma fina camada de argamassa aplicada sobre o 
emboço, podendo representar o acabamento final ou ainda servir de substrato para a 
aplicação deste. 
 
O reboco, assim, pode assumir diversas formas de acabamento, desde lisos até os 
texturizados, podendo inclusive ser a própria massa corrida PVA ou acrílica ou, ainda, 
gesso corrido. 
 
No mercado, atualmente, existem os revestimentos Monocamada: trata-se de um 
revestimento aplicado em uma única camada e que cumpre, simultaneamente, a função 
do emboço e do acabamento final. A pigmentação da argamassa está presente em todo 
o corpo do produto e não só na face externa visível. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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 TÉCNICAS DE CONSTRUÇÃO CIVIL 
 
9.2. Revestimentos Cerâmicos/Vítreos/Laminados/Rochas 
 
Os revestimentos para paredes hoje disponíveis no mercado apresentam uma 
infinidade de tipos, formas e cores. Porém, os mais utilizados são os cerâmicos, as 
pastilhas, os porcelanatos, os laminados melamínicos e as pedras. 
 
 
CERÂMICAS 
 
Os revestimentos cerâmicos são classificados tecnicamente por um único item: a 
absorção de água. Quanto maior ela for, mais poroso e menos resistente é o material. 
O revestimento poroso, entretanto, possui a mesma qualidade dos demais, mas deve 
ser evitado em locais de grande circulação. NBR 13.818/1997: Placas Cerâmicas para 
Revestimento – Especificação e Métodos de Ensaio (descrição dos parâmetros dos 
ensaios). 
 
Diferenciar placa cerâmica para piso ou parede significa diferenciar resistência à 
abrasão e carga de ruptura. As solicitações da placa cerâmica para parede em geral não 
requisitam maiores cuidados e resistência mínima a ruptura. Dependendo do uso, 
características como absorção de água, expansão por umidade, resistência ao ataque 
químico, resistência a machas, etc., podem ser importantes. 
 
Os principais revestimentos cerâmicos para paredes utilizados nas construções 
são: 
 
 Azulejo: é o revestimento cerâmico de maior absorção de água, por isso, 
menos resistente e indicado para a parede. Os azulejos são leves, mais 
elaborados em termo de estética e de fácil assentamento. Tecnicamente 
são chamados de monoporosa. A dimensão clássica é de 15 x 15 cm. 
 
FIG.134 – AZULEJO 15 x 15 cm 
 
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 TÉCNICAS DE CONSTRUÇÃO CIVIL 
 Placa Cerâmica: apesar de mais compactos e pesados, são usados na 
parede com o uso de argamassas colantes, tanto na parte interna como 
externa das edificações. No meio técnico são conhecidos como semigrês 
ou monoqueima. Possuem dimensões variadas: 20 x 20 cm, 20 x 30 cm, 30 
x 30 cm, dentre outros. Além das placas, existem peças para a composição 
do revestimento de parede, tais como: faixas, filetes e cordões, tozetos, 
listelos, canaletas, etc. 
 
 FILETE TOZETO CORDÃO 
 
 LISTELO CANALETA 
FIG.135 – COMPONENTES DOS REVESTIMENTOS CERÂMICOS DE PAREDE 
Há a necessidade de ser observada a execução de juntas nos revestimentos 
cerâmicos. Durante o processo de assentamento, muitas são as forças e tensões que 
atuam nas camadas da base e na placa cerâmica. As juntas têm a função principal de 
isolar e limitar essas tensões em uma única peça, não transmitindo essas forças de uma 
placa para outra. Portanto, as juntas devem ter a capacidade de acomodar deformações 
sem comprometer a qualidade de revestimento. 
 
PEI (resistência à abrasão): a resistência à abrasão está relacionada ao desgaste 
superficial do material em decorrência do trânsito de pessoas e do contato com objetos. 
A resistência à abrasão pode ser classificada em abrasão superficial, para produtos 
esmaltados; e em abrasão profunda, para produtos não esmaltados. PEI significa a sigla, 
em inglês, Porcelain Enamel Institute, nome do instituto que realizou os testes de 
abrasão pela primeira vez. 
 
TABELA 06 – PEI DOS REVESTIMENTOS CERÂMICOS 
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 TÉCNICAS DE CONSTRUÇÃO CIVIL 
REVESTIMENTOS VÍTREOS 
 
Os revestimentos vítreos são alternativas modernas para os acabamentos de 
edificações por seu aspecto vibrante e de alto requinte. Apresentam uma diversidade 
de cores e tamanhos e podem ser usadas em áreas internas e externas. 
 
As pastilhas de vidro são as maiores representantes desse grupo de revestimento, 
são impermeáveis, resistentes às intempéries, mantem inalteráveis cor o brilho sob a 
ação do tempo. São peças de dimensões reduzidas, sendo as principais 2 x 2 cm, 3 x 3 
cm, 4 x 4 cm, podem ser quadradas, retangulares e até redondas, dependendo do 
modelo. 
 
FIG.136 – PASTILHAS DE VIDRO 
 
 
REVESTIMENTOS LAMINADOS 
 
O Laminado Melamínico é um revestimento de paredes feito com laminado 
decorativo de alta resistência, que garante praticidade, podendo ser aplicado 
diretamente sobre a superfície existente, como em azulejos, concretos, divisórias, gesso 
acartonado (Drywall) ou placa cimenticia sem gerar entulho. Por ter tonalidades que 
seguem as principais tendências e ser altamente resistente, é ideal para qualquer estilo 
de decoração, inclusive combinando com outros revestimentos como couro, pedra e 
metal. As principais características do laminado melamínico são: 
 
 Estabilidade de cores e padrões; 
 Resistência a impactos; 
 Resistência a manchas causadas por produtos químicos comuns, de uso 
doméstico (amoníaco, detergente, tinta, vinagre, mercurocromo etc.) e 
manutenção simples; 
 Antialérgico, pois sua superfície lisa e não porosa não permite a 
proliferação de fungos e bactérias; 
 Seu peso reduzido (1,7 Kg/m2) produz uma carga menor sobre as 
estruturas comparado aos revestimentos tradicionais; 
 Fácil aplicação (sem parafuso, o que elimina o risco de furar tubulações). 
http://www.ideiasedicas.com/ideias-para-aplicar-pastilhas-de-vidro-para-banheiro/pastilhas-de-vidro-pia-de-cozinha/
http://www.ideiasedicas.com/ideias-para-aplicar-pastilhas-de-vidro-para-banheiro/pastilhas-de-vidro-bonitas/
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 TÉCNICASDE CONSTRUÇÃO CIVIL 
 
FIG.137 – TIPOS DE LAMINADOS MELAMÍNICOS 
 
 
REVESTIMENTOS EM ROCHAS ORNAMENTAIS 
 
As rochas ornamentais são revestimentos muito utilizados na construção civil, 
principalmente pelo aspecto de beleza que imprimem aos ambientes. As principais 
rochas ornamentais são: Granito, Mármore, Pedra Mineira (São Tomé), Ardósia, 
Carranca, Miracema, existindo ainda outras com beleza e resistência semelhantes. 
 
Os revestimentos em rochas ornamentais são utilizados, geralmente, em placas, 
filetes e cacos, com acabamento polido ou rústico. Apresentam grande resistência ao 
desgaste superficial, durabilidade e conferem acabamento estético peculiar aos 
ambientes. Entretanto, dependendo do tipo de rocha, podem apresentar absorção 
considerável e manchas em função da porosidade. 
 
 
FIG.138 – REVESTIMENTOS EM GRANITO 
 
 
REVESTIMENTOS EM ALUMÍNIO COMPOSTO 
 
O revestimento em alumínio composto (ACM) tem sido largamente utilizados na 
construção civil, em áreas internas e externas, conferindo ao ambiente modernidade e 
acabamento impecável. 
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 TÉCNICAS DE CONSTRUÇÃO CIVIL 
 
São chapas de alumínio pré-pintadas preenchidas por polímero termoplástico, 
especialmente desenvolvidas para o mercado da construção. O alumínio composto pode 
ser utilizado em construções novas ou reformas, sendo aplicadas em lojas, postos de 
gasolina, shoppings centers, bancos e etc. 
 
As placas de alumínio composto possuem diversas cores e acabamentos: liso, 
imitando madeira, etc. 
 
Os painéis de ACM são encontrados com espessuras de 3mm e 4mm. Os mais 
comuns para revestimento de fachadas são os painéis com 3mm. Os de 4mm possuem 
maior rigidez e costumam ser indicados nas aplicações mais complexas, quando a 
fachada exige peças de longo comprimento ou são instaladas em áreas sujeitas a ventos 
mais intensos. A espessura de 3mm é apropriada para revestir interiores, móveis ou 
elementos de comunicação visual. 
 
 
 
 
FIG.139 – CAMADAS CONSITUÍNTES DO ALUMÍNIO COMPOSTO 
 
FIG.140 – CHAPAS DE ALUMÍNIO COMPOSTO 
 
 
 
 
 
 
 
 
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 TÉCNICAS DE CONSTRUÇÃO CIVIL 
9.3. Método Executivo 
 
CHAPISCO 
MATERIAIS: argamassa para chapisco (usual traço 1:3 – cimento/areia), aditivo de 
adesividade (caso necessário). 
 
FERRAMENTAS/EQUIPAMENTOS: colher de pedreiro ou rolo de aplicação ou 
desempenadeira denteada, masseira ou carro de mão, brocha, andaime ou 
balancim (se for o caso). 
 
PROCEDIMENTO: são mostrados a seguir os passos para execução de chapisco: 
 
Antes da aplicação do chapisco deverá ser verificado se o substrato (superfície da 
alvenaria ou teto) apresenta condições de limpeza adequadas. 
 
 
 
CHAPISCO CONVENCIONAL (mais usual: sobre alvenaria) 
1) Homogeneizar a argamassa para chapisco numa masseira ou carro de 
mão, deixando-a na consistência adequada ao serviço (fluida); 
2) Recolher a argamassa fluida com a colher de pedreiro e lança-la na 
parede ou teto com movimentos de baixo para cima. 
 
 
 
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 TÉCNICAS DE CONSTRUÇÃO CIVIL 
 
FIG.141 – APLICAÇÃO DO CHAPISCO CONVENCIONAL 
 
CHAPISCO INDUSTRIALIZADO (mais usual: sobre superfície concreto) 
1) Homogeneizar a argamassa para chapisco (com aditivo adesivo) 
numa masseira ou carro de mão, deixando-a na consistência 
adequada ao serviço (pastosa); 
2) Recolher a argamassa com uma colher de pedreiro e espalhar sobre 
a desempenadeira denteada; 
3) Aplicar a argamassa sobre a parede pelo lado liso da 
desempenadeira, em camada de no mínimo 3 mm de espessura; 
4) Passar o lado denteado da desempenadeira em ângulo de 60º em 
relação à base sobre a argamassa aplicada, retirando o excesso de 
material e formando sulcos e cordões paralelos; 
5) Para aplicações externas ou locais sujeitos à ação do sol ou do vento, 
umedeça a argamassa aplicada há mais de uma hora, para garantir a 
hidratação do cimento contido no material. 
 
 
 
FIG.142 – APLICAÇÃO DO CHAPISCO INDUSTRIALIZADO 
 
 
CHAPISCO ROLADO (mais usual: paredes e tetos) 
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 TÉCNICAS DE CONSTRUÇÃO CIVIL 
1) Homogeneizar a argamassa para chapisco (com aditivo adesivo) 
numa masseira; 
2) Umedecer a superfície de aplicação para evitar que a argamassa 
resseque prematuramente; 
3) Levar o rolo à argamassa e impregna-lo com a mistura; 
4) Aplicar o rolo de cima para baixo sobre a superfície para 
espalhamento do chapisco. 
 
FIG.143 – APLICAÇÃO DO CHAPISCO ROLADO 
 
 
EMBOÇO/REBOCO PAULISTA 
MATERIAIS: argamassa para emboço (traços usuais 1:2:4 ou 1:2:6 – cimento/cal 
/areia), aditivo plastificante (substituindo a cal). 
 
FERRAMENTAS/EQUIPAMENTOS: colher de pedreiro, desempenadeira de 
madeira ou plástica, masseira ou carro de mão, esponja, andaime ou balancim (se 
for o caso). 
 
PROCEDIMENTO: são mostrados a seguir os passos para execução de emboço: 
 
1) Execução das Taliscas 
 
 As taliscas são pequenos tacos de madeira ou cerâmicos, que 
assentados com a própria argamassa do emboço nos fornecem o 
nível; 
 
 No caso de paredes, quando forem colocadas as taliscas, é preciso 
fixar uma linha na sua parte superior e ao longo de seu 
comprimento. A distância entre a linha e a superfície da parede 
deve ser na espessura do emboço. As taliscas (calços de madeira 
de aproximadamente 1x5x12cm, ou cacos cerâmicos) devem ser 
assentadas com a mesma argamassa do emboço, com a superfície 
superior faceando a linha. 
 
 Sob esta linha, recomenda-se a colocação das taliscas em 
distâncias de 1,5m a 2m entre si, para poder utilizar réguas de até 
2,0m de comprimento, favorecendo a sua aplicação. 
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 TÉCNICAS DE CONSTRUÇÃO CIVIL 
 
FIG.144 – APLICAÇÃO DAS TALISCAS SUPERIORES 
 
 A partir da sua disposição na parte superior da parede, com o 
auxílio de fio de prumo, devem ser assentadas outras na parte 
inferior (a 30cm de piso) e as intermediárias; 
 
 É importante verificar o nível dos batentes, pois os mesmos 
podem regular a espessura do emboço. Devemos ter o cuidado 
para que os batentes não fiquem salientes em relação aos 
revestimentos, e nem tampouco os revestimentos salientes em 
relação aos batentes e sim faceando. 
 
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 TÉCNICAS DE CONSTRUÇÃO CIVIL 
 
FIG.145 – APLICAÇÃO DAS TALISCAS INFERIORES 
 
 No caso dos tetos, é necessário que as taliscas sejam assentadas 
empregando-se régua e nível de bolha ao invés de fio de prumo. 
Ou através do nível referência do piso acabado, acrescentando 
uma medida que complete o pé direito do ambiente. 
 
 
FIG.146 – APLICAÇÃO DAS TALISCAS NO TETO 
 
 
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 TÉCNICAS DE CONSTRUÇÃO CIVIL 
 
 
 
FIG.147 – PAREDE TALISCADA 
 
 
2) Execução das Guias ou Mestras 
 
 São constituídas por faixas de argamassa, em toda a altura da 
parede (ou largura do teto) e são executadas na superfície ao 
longo de cada fila de taliscas já umedecidas. A argamassa, depois 
de lançada, deve ser comprimida com a colher de pedreiro e, em 
seguida, sarrafeada, apoiando-se a régua nas taliscas superiores e 
inferiores ou intermediárias (Figura 148). Em seguida, as taliscas 
devem ser removidas e os vazios preenchidos com argamassa e a 
superfície regularizada (Figura 149). 
 
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 TÉCNICAS DE CONSTRUÇÃO CIVIL 
 
FIG.148 – EXECUÇÃO DAS MESTRAS 
 
 
 
FIG.149 – PAREDE MESTRADA 
 
 
 
 
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 TÉCNICAS DE CONSTRUÇÃO CIVIL 
 
 
3) Execução do Sarrafeamento (Camada de Emboço) 
 
 O sarrafeamento do emboço pode ser efetuado com régua 
apoiada sobre as mestras. A régua deve sempre ser movimentada 
da direita para a esquerda e vice-versa (Figura 150). 
 
 
FIG.150 – SARRAFEAMENTO DA PAREDE 
 
NOTA: o emboço para receber o revestimento de cerâmica ou pastilhaé executado 
até o sarrafeamento, pois a superfície deve ficar áspera. 
 
 
4) Execução do Desempeno 
 
 O desempeno é realizado sobre a argamassa sarrafeada com a 
utilização de desempenadeira de madeira ou plástica sobre a 
superfície da argamassa ainda fresca. Caso necessite de maior 
trabalhabilidade, pode-se umedecer a superfície com aspersão de 
água e passadas em movimentos circulares da desempenadeira, 
conforme figura 151. 
 
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 TÉCNICAS DE CONSTRUÇÃO CIVIL 
 
FIG.151 – EXECUÇÃO DO DESEMPENO 
 
 
NOTA: o emboço para receber o revestimento de gesso é executado até o 
desempeno, pois a superfície deve ficar plana e uniforme. 
 
5) Execução do Acabamento Feltrado (Camada de Reboco Paulista) 
 
 Sobre a superfície desempenada é passada uma esponja úmida 
(feltro) para tornar a superfície lustrada, eliminando-se a aspereza 
do acabamento (Figura 152). 
 
 
 
 
FIG.152 – EXECUÇÃO DO ACABAMENTO FELTRADO 
 
NOTA: o reboco paulista clássico consiste no acabamento feltrado, pois a superfície 
deve ficar lisa e uniforme para receber o processo de pintura. 
 
 
 
 
 
 
 
http://www.pedreirao.com.br/geral/alvenarias-e-reboco/reboco-de-parede-passo-a-passo/attachment/desempenar-reboco/
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 TÉCNICAS DE CONSTRUÇÃO CIVIL 
 
REVESTIMENTO CERÂMICO EM PAREDE 
MATERIAIS: argamassa industrializada para assentamento, placas cerâmicas, 
espaçadores de plástico, argamassa para rejunte. 
 
FERRAMENTAS/EQUIPAMENTOS: colher de pedreiro, serra de disco elétrica, 
masseira ou carro de mão, esponja, esquadro, andaime ou balancim (se for o 
caso). 
 
PROCEDIMENTO: são mostrados a seguir os passos para execução de 
revestimento cerâmico em parede: 
 
1) Tipos de juntas 
 
 As placas cerâmicas podem ser assentadas com juntas em 
diagonal, à prumo ou em amarração (Figura 153): 
 
 
 
FIG.153 – TIPOS DE JUNTAS NO REVESTIMENTO CERÂMICO 
 
 
TABELA 07 – JUNTAS PARA REVESTIMENTOS CERÂMICOS 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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 TÉCNICAS DE CONSTRUÇÃO CIVIL 
2) Marcação 
 
 Definido o tipo de junta, fixar uma régua em nível acima do nível 
de piso acabado. 
 Deixar um espaço entre a régua e o nível do piso acabado, para 
colocação de rodapés ou uma fiada de azulejos. 
 Verificar, para melhor distribuição dos azulejos, se será colocado 
moldura de gesso, deixando neste caso um espaço próximo à laje, 
que já deverá estar revestida. O processo está sintetizado na 
Figura 154. 
 
FIG.154 – MARCAÇÃO DO REVESTIMENTO CERÂMICO 
 
3) Espalhamento da Argamassa Colante 
 
 A argamassa colante deve ser espalhada com desempenadeira 
dentada numa área que permita assentar as cerâmicas 
imediatamente (aproximadamente 2 m²). 
 
 
FIG.155 – ESPALHAMENTO DA ARGAMASSA DE ASSENTAMENTO 
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 TÉCNICAS DE CONSTRUÇÃO CIVIL 
 Os filetes de argamassa devem ser uniformes e contínuos, não 
podendo deixar espaços vazios ou falhas que possibilitem o 
assentamento irregular das peças cerâmicas. 
 
 
4) Assentamento das Peças Cerâmicas 
 
 O assentamento se faz de baixo para cima, de fiada em fiada, 
sobre a argamassa-colante, de uso interno ou externo. 
 
 O ajuste da peça na parede deve ser realizado com o auxílio de um 
martelo de borracha, através de pequenas percussões sobre placa 
cerâmica de modo a amassar os cordões de argamassa, fixando a 
peça (Figura 156). 
 
 
FIG.156 – AJUSTE DA CERÂMICA NA PAREDE 
 
 A execução das juntas deve ser realizada com espaçadores 
plásticos inseridos entres as placas nos cantos das mesmas (Figura 
157), com espessura conforme definido na Tabela 07. 
 
 
 
FIG.157 – COLOCAÇÃO DOS ESPAÇADORES 
 
 
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 TÉCNICAS DE CONSTRUÇÃO CIVIL 
 
 Durante o assentamento das peças deve ser verificado o 
alinhamento das juntas constantemente, horizontal e vertical, 
com uso de nível de bolha e prumo (Figura 158). 
 
 
 
FIG.158 – VERIFICAÇÃO DO ALINHAMENTO DAS PEÇAS 
 
 
 Terminado o assentamento das peças, passar um pano úmido 
sobre as mesmas para retirar os excessos de argamassa 
existentes, preparando as juntas para serem preenchidas com 
argamassa de rejuntamento. 
 
 
FIG.159 – PROCESSOS DURANTE O ASSENTAMENTO DAS CERÂMICAS 
 
 
 
 
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 TÉCNICAS DE CONSTRUÇÃO CIVIL 
5) Rejuntamento 
 
 A argamassa de rejuntamento deve ser preparada conforme 
indicado pelo fabricante na embalagem do produto. 
 
 Com o auxílio de uma espátula plástica espalha-se a argamassa 
pelas juntas até o total preenchimento das mesmas (Figura 159). 
 
 
 
FIG.160 – REJUNTAMENTO 
 
 
 Finalizado o rejuntamento, limpar as placas cerâmicas com auxílio 
de uma esponja ou pano úmido, atentando para não afetar os 
cordões de rejunte realizados (Figura 160). 
 
 
FIG.161 – LIMPEZA DO REJUNTAMENTO 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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 TÉCNICAS DE CONSTRUÇÃO CIVIL 
10. PAVIMENTAÇÃO 
 
10.1. Elementos Constituintes da Base 
 
A base do revestimento de pisos necessita ser bem preparada, pois é o elemento 
de absorção dos esforços provenientes das cargas atuantes sobre os revestimentos. Os 
elementos que constituem a base do revestimento são: 
 
1) Regularização e Compactação do Substrato 
 
A execução de pavimentação interna de ambientes térreos de 
edificações se dá sobre camada de solo do terreno. Esse solo necessita 
ser devidamente compactado e nivelado para permitir a distribuição 
de tensões e proporcionar a execução uniforme do revestimento. 
 
2) Lastro de Concreto 
 
Camada de concreto com espessura entre 8 e 10 cm executada 
diretamente sobre o solo com a finalidade de formar uma base 
resistente e apropriada a execução de outras camadas de acabamento 
para os pisos e evitar penetração de umidade nas edificações por 
capilaridade. 
 
3) Argamassa de Regularização ou Contrapiso 
 
Camada de argamassa de cimento e areia de aproximadamente 3 a 5 
cm, lançada sobre os lastros e/ou lajes. Pode ser a camada anterior ao 
revestimento definitivo do piso (cerâmica, por exemplo) e é chamada, 
neste caso, de CONTRAPISO, ou pode ser o revestimento final – 
CIMENTADO (garagens, calcadas, pátios, etc.). 
 
 FIG.162 – ESTRUTURA DO PAVIMENTO (CAMADAS COMPONENTES) 
10.2. Tipos de acabamentos de piso/rodapé/soleira 
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 TÉCNICAS DE CONSTRUÇÃO CIVIL 
 
No mercado, atualmente, existem vários tipo de acabamentos para pisos desde 
materiais cerâmicos tradicionais ou modernos como o Porcelanato, passando por 
pedras ornamentais, madeiras laminadas, emborrachados, acarpetados e vinílicos. 
 
Os acabamentos cerâmicos são os mais tradicionais materiais utilizados para 
revestimento de pisos. São encontrados em diversos tamanhos e formatos, tipos de 
textura e cores. 
 
FIG.163 – TIPOS PLACAS CERÂMICAS PARA PISOS 
 
O porcelanato é uma cerâmica especial produzida sob alta pressão e apresenta 
acabamento geralmente extremamente uniforme, tendo ainda o corte retificado das 
peças e podendo atingir peças de dimensões maiores (60 cm x 60 cm, 80 cm x 80 cm, 
100 cm x 100 cm, etc.). 
 
 
FIG.164 – PORCELANATO PARA PISO 
 
Os acabamentos de pedra ornamental são utilizados em diversos ambientes, tanto 
internos quanto externos, devido sua durabilidade e estética, apresentando, ainda, 
possibilidade de texturas diversas (polido, apicoado, levigado, etc.). 
 
 
FIG.165 – TIPOS DE PEDRAS ORNAMENTAIS PARA PISOS 
 
 
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 TÉCNICAS DE CONSTRUÇÃO CIVIL 
Os pisos com acabamento em madeira mais utilizados atualmente são pisos 
laminados, que pode ser usados em ambientes internos conferindo uniformidade e 
estética requintada aos locais aplicados.FIG.166 – PISOS DE MADEIRA LAMINADA 
 
Os pisos emborrachados são utilizados em ambientes especiais (como os 
hospitalares ou em rampas, por exemplo) com a finalidade de promover um 
acabamento que absorva impactos e seja ao mesmo tempo antiderrapante, pois os 
“gomos” geralmente encontrados nesse tipo de piso conferem tal característica ao piso. 
 
FIG.167 – PISO EMBORRACHADO 
Em ambientes internos de auditórios, salas de estar, quartos, dentre outros, 
podem ser utilizados carpetes no piso, conferindo maior conforto e leveza ao ambiente. 
 
 
FIG.168 – CARPETES PARA PISOS 
 
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Os pisos vinílicos são amplamente utilizados em ambientes hospitalares, 
shoppings, edificações comercias, dentre outras, por sua uniformidade e resistência ao 
desgaste superficial, apresentando diversos tipos e cores, podendo ser em placa ou em 
manta. 
 
FIG.169 – TIPO DE PISOS VINÍLICOS 
 
O rodapé é o encontro do acabamento do piso com a parede dos ambientes, sendo 
geralmente executado do mesmo material do revestimento utilizado no piso. Em alguns 
casos, o projetista define o rodapé de material distinto do acabamento do piso para 
conferir maior destaque ao detalhe. Os rodapés podem ser confeccionados in locu 
através de corte das peças do revestimento do piso ou adquiridas em peças pré-
fabricadas. 
 
 
FIG.170 – DETALHE DO RODAPÉ 
As soleiras são complementos do piso no encontro com as portas. São geralmente 
de material diferente do acabamento utilizado no piso do ambiente para delimitar a 
esquadria e possibilitar a mudança de tipo de acabamento entre os pisos adjacentes. 
 
 
 FIG.171 – DETALHE DAS SOLEIRAS 
 
 
 
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10.3. Método Executivo 
 
REGULARIZAÇÃO E COMPACTAÇÃO DO SUBSTRATO 
MATERIAIS: solo para aterro interno. 
 
FERRAMENTAS/EQUIPAMENTOS: carro de mão, pá, enxada, soquete (maço) de 8 
a 10 kg ou compactador mecânico (tipo sapo). 
 
PROCEDIMENTO: são mostrados a seguir os passos para execução da 
regularização e compactação: 
 
1) O solo a ser utilizado no aterro interno deverá está livre de resíduos 
orgânicos, plásticos ou elementos que prejudiquem a qualidade do 
material; 
2) Lançar o solo nos locais do aterro com auxílio de carro de mão; 
3) Espalhar o material com auxílio da enxada e pá, distribuindo o solo 
uniformemente pela área; 
4) Umidificar o solo com aspersão de água em pequena quantidade, 
seguindo-se o revolvimento do material para uniformização; 
5) Compactar o solo com o maço (8 a 10 kg) ou com o compactador tipo 
sapo em camadas de no máximo 20 cm até que a superfície seja a mais 
plana possível. 
 
 
FIG.172 – COMPACTAÇÃO DO SOLO COM COMPACTADOR TIPO SAPO 
 
 
 
 
 
 
 
 
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LASTRO DE CONCRETO 
MATERIAIS: concreto não estrutural com aditivo impermeabilizante (usual traço 1:4:8, 
1:3:5 ou 1:3:6. – cimento/areia/brita ou seixo), talisca de madeira. 
 
FERRAMENTAS/EQUIPAMENTOS: colher de pedreiro, carro de mão, régua de alumínio, 
linha de nylon, nível de mangueira. 
 
PROCEDIMENTO: são mostrados a seguir os passos para execução do lastro de concreto. 
 
 
1) Determina-se o nível do piso acabado em vários pontos do ambiente, 
utilizando-se o nível de mangueira; 
 
FIG.173 – PROCEDIMENTO PARA NIVELAMENTO DO PISO 
2) Desconta-se a espessura do revestimento do piso e da argamassa de 
assentamento ou regularização; 
3) Colocam-se as taliscas assentadas sobre pequena quantidade de 
concreto, nivelando-as com o auxílio da linha de nylon; 
1) Para os pisos com necessidade de caimento o procedimento é o 
mesmo, apenas devemos variar as alturas das taliscas, promovendo 
assim os desníveis necessários; 
2) Executadas as taliscas, procede-se a execução das mestras com 
preenchimento de concreto entre elas formando filetes; 
3) Com o auxílio das mestras, passa-se a régua, apoiadas nas guias, 
retirando-se o excesso de concreto. 
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FIG.174 – PROCEDIMENTO EXECUÇÃO DO LASTRO DE CONTRAPISO 
 
ARGAMASSA DE REGULARIZAÇÃO 
MATERIAIS: argamassa (usual traço 1:3 ou 1:4 – cimento/areia), talisca de madeira. 
 
FERRAMENTAS/EQUIPAMENTOS: colher de pedreiro, carro de mão, régua de alumínio, 
linha de nylon, nível de mangueira. 
 
PROCEDIMENTO: são mostrados a seguir os passos para execução da argamassa de 
regularização. 
 
 
1) Nos pavimentos superiores (sobre as lajes), quando as mesmas não 
forem executadas com nível zero, devemos realizar uma argamassa de 
regularização, que em certos casos poderá ser a própria argamassa de 
assentamento, com espessura variando de 2 a 5 cm, dependendo das 
condições do contrapiso. 
2) A argamassa de regularização deve ter uma consistência do tipo 
“farofa” para permitir seu espalhamento e trabalhabilidade 
adequados. 
3) O procedimento de execução é similar ao do lastro de concreto, tendo 
sido aproveitada a marcação do nível já definido no momento da 
execução do contrapiso. 
4) Colocam-se as taliscas assentadas sobre pequena quantidade de 
argamassa, nivelando-as com o auxílio da linha de nylon; 
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5) Para os pisos com necessidade de caimento o procedimento é o 
mesmo, apenas devemos variar as alturas das taliscas, promovendo 
assim os desníveis necessários; 
 
FIG.175 – ESPALHAMENTO DA ARGAMASSA ENTRE 
 
6) Executadas as taliscas, procede-se a execução das mestras com 
preenchimento de argamassa entre elas formando filetes; 
 
 
 FIG.176 – EXECUÇÃO DAS MESTRAS DA ARGAMASSA DE REGULARIZAÇÃO 
 
7) Executadas as mestras, preenchem-se os vãos entre elas com a 
argamassa. 
8) Com o auxílio das mestras, passa-se a régua, apoiadas nas guias, 
sarrafiando-se (movimento de vai-e-vem) a superfície e retirando-se o 
excesso de argamassa. 
 
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FIG.177 – EXECUÇÃO DAS MESTRAS DA ARGAMASSA DE REGULARIZAÇÃO 
 
 
9) Retiram-se as taliscas, preenchendo-se o local com argamassa e por 
último passa-se a desempenadeira para a regularização da superfície. 
 
 
FIG.178 – DESEMPENO DA ARGAMASSA DE REGULARIZAÇÃO 
 
 
 
PISO CERÂMICO/PORCELANATO 
MATERIAIS: argamassa industrializada (para cerâmica comum, ou especial para 
porcelanato), placas cerâmicas, espaçadores plásticos, argamassa de rejunte. 
 
FERRAMENTAS/EQUIPAMENTOS: colher de pedreiro, carro de mão, régua de alumínio, 
linha de nylon, espátula para rejuntar, esponja, martelo de borracha, máquina para 
corte de cerâmica. 
 
PROCEDIMENTO: são mostrados a seguir os passos para execução do piso 
cerâmico/porcelanato. 
 
 
 
 
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1) Limpar bem o contrapiso seco, removendo a poeira. 
2) Preparar a argamassa industrializada apenas com adição de água, na 
proporção indicada pelo fabricante. 
 
 FIG.179 – PREPARO DA ARGAMASSA DE ASSENTAMENTO 
 
3) Espalhar a argamassa no contrapiso em trechos, com desempenadeira 
de aço, formando "cordões" com o lado dentado. 
 
FIG.180 – ESPALHAMENTO DA ARGAMASSA DE ASSENTAMENTO COM DESEMPENADEIRA DENTADA 
 
4) Posicionar as peças cerâmicas sobre a argamassa seguindo o 
alinhamento definido, deixando espaço entre elas (junta). 
 
FIG.181 – POSICIONAMENTO DA PLACA CERÂMICA SOBRE A ARGAMASSA DE ASSENTAMENTO 
 
 
 
 
 
5) Ajustar as cerâmicas com o auxílio do martelo de borracha, deixando-
as na posição final. 
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 FIG.182 – AJUSTE DA PLACA CERÂMICA SOBRE A ARGAMASSA COM MARTELO DE BORRACHA6) Entre as placas colocar os espaçadores plásticos na espessura indicada 
para o piso. 
 
FIG.183 – COLOCAÇÃO DE ESPAÇADOR ENTRE AS PLACAS CERÂMICAS 
 
 
7) Após o endurecimento da argamassa de assentamento, preparar a 
argamassa industrializada para rejunte, com adição de água, na 
proporção indicada pelo fabricante. A argamassa dever ter a 
consistência pastosa. 
8) Aplicar a argamassa sobre as juntas com auxílio da espátula plástica, 
preenchendo-se todos os espaços entre as placas. 
 
 FIG.184 – ESPALHAMENTO DO REJUNTE NAS JUNTAS 
 
 
http://infomegashop.com.br/loja/product_info.php?products_id=95
http://construdeia.com/rejunte-sobre-rejunte/
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9) Finalizado o rejuntamento, limpar a área com auxílio de esponja. 
 
 
FIG.185 – LIMPEZA DAS JUNTAS 
 
 
 
 
 
 
11. ESQUADRIAS 
 
11.1. Materiais Utilizados e Tipos de Esquadrias 
 
Esquadria é a designação genérica para portas e janelas, incluindo os batentes e 
folhas necessárias. Os tipos de aberturas proporcionados pelas esquadrias podem ser 
janelas, portas, telas, brises, grades, cobogós, portões, entre outros. 
 
A escolha do tipo de esquadria a instalar nos vãos de portas e, principalmente, 
janelas recai sobre os seguintes materiais disponíveis no mercado: madeira, alumínio, 
metal, PVC e vidro. 
 
Os principais critérios para optar por um destes materiais são ESTETICA, 
FUNCIONALIDADE, DURABILIDADE, MANUTENCAO E PREÇO. As esquadrias também 
possuem uma sequencia para sua colocação, objetivando uma maior facilidade na hora 
a montagem e cuidados para a prevenção de problemas futuros, como infiltrações. 
 
Esquadrias de madeira: de aspecto nobre e aconchegante, porém exigem 
manutenção permanente com pintura ou verniz. 
Esquadrias de alumínio: são de alta durabilidade e não exigem manutenção. São, 
porém, de preço elevado. 
Esquadrias metálicas: são de aspecto mais tradicional e exigem manutenção com 
pintura para evitar corrosão. 
Esquadrias de PVC: são as mais novas no mercado e oferecem perfis prontos para 
uso de diferentes cores e boa durabilidade. 
Esquadrias de vidro: são de aspecto requintado, fixadas com perfis discretos de 
alumínio. São, porém, de preço elevado. 
 
 
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As esquadrias, segundo seu funcionamento, podem ser: 
 Tipo Abrir: têm movimento de giro da folha da esquadria (portas e janelas), 
realizando abertura total do vão. 
 
FIG.186 – ESQUADRIA TIPO ABRIR 
Suas vantagens são: 
 Abertura completa do vão; 
 Facilidade de limpeza e manutenção; 
 Boa estanqueidade do ar e água; 
 Permite a colocação de grades ou telas exteriores, quando se abre 
para dentro, e internas quando se abre para fora. 
 
As desvantagens são: 
 não é possível regular a ventilação; 
 ocupa espaço interno se as folhas abrirem para dentro; 
 não podem permanecer abertas quando ocorrem chuvas oblíquas 
em relação ao plano da fachada em que se encontram inseridas, 
se não houver algum tipo de proteção. 
 
 Tipo Correr: as folhas das esquadrias (portas e janelas) deslizam 
lateralmente, podendo ficar algumas partes fixas e outras partes móveis, 
impedindo a abertura total do vão. 
 
FIG.187 – ESQUADRIA TIPO CORRER 
Suas vantagens são: 
 Ventilação regulada conforme a abertura das folhas; 
http://blog.casashow.com.br/wp-content/uploads/2012/01/de-correr-590px.jpg
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 As suas folhas não se movimento sob a ação dos ventos (não se 
fecham); 
 São de simples operacionalização; 
 Possibilitam a utilização de folhas de grandes dimensões; 
 Não se projetam para áreas internas ou externas (possibilitando a 
colocação de grades, persianas e cortinas); 
 Exigem pouca manutenção. 
 
Já as desvantagens são: 
 Quando abertas, não liberam a totalidade do vão (normalmente 
50% deste); 
 Apresenta dificuldades de limpeza na parte externa; 
 Exige vedações nos batentes (a fim de evitar infiltrações 
indesejáveis de ar ou água). 
 
 Tipo Pivotante: a folha da esquadria (janela) gira em torno de seu eixo 
vertical (mais comum) ou horizontal, realizando abertura total do vão. 
 
FIG.188 – ESQUADRIA TIPO PIVOTANTE 
 
As suas vantagens podem ser: 
 Possibilitar ventilação das partes inferiores, mesmo nos dias 
chuvosos; 
 Não ocupar espaço interno; 
 Facilidade de limpeza devido à distância que a separa do vão 
superior. 
 
Como desvantagens, citam-se: 
 Liberação parcial do vão para ventilação; 
 Não permite o uso de grades ou telas externas. 
 
 Tipo Basculante: a folha da esquadria (janela) realiza meio giro em torno 
de seu eixo horizontal, ficando, geralmente a parte inferior fixa, realizando 
abertura parcial do vão. 
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FIG.189 – ESQUADRIA TIPO BASCULANTE 
Dentre as suas vantagens, estão: 
 Facilidade de limpeza da face externa; 
 A janela basculante horizontal permite direcionamento do fluxo 
de ar para cima ou para baixo; 
 A basculante vertical permite direcionar o fluxo de ar para a direita 
ou para a esquerda; 
 Ambas ocupam pouco espaço na área de utilização. 
 
 Tipo Máxim-Ar: a folha da esquadria (janela) desliza para fora do requadro, 
realizando abertura parcial do vão. 
 
FIG.190 – ESQUADRIA TIPO MAXIM-AR 
As suas vantagens podem ser: 
 Possibilitar ventilação das partes inferiores, mesmo nos dias 
chuvosos; 
 Não ocupar espaço interno; 
 Facilidade de limpeza devido à distância que a separa do vão 
superior. 
 
Como desvantagens, citam-se: 
 Liberação parcial do vão para ventilação; 
 Não permite o uso de grades ou telas externas. 
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