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BOTÂNICA FANEROGÂMICA 
AULA 4 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Profª Dayane May 
 
 
2 
CONVERSA INICIAL 
Organologia vegetal das angiospermas: os órgãos vegetais 
Organologia ou morfologia vegetal é o ramo da Botânica que trata os 
termos utilizados para as partes dos vegetais, suas definições e variações. Serve 
como base para a identificação taxonômica e inferências de parentescos entre 
táxons (filogenia) para as descrições de plantas, que contribuirão para os 
estudos de sistemática vegetal; à farmacologia e ao uso medicinal de diferentes 
partes e órgãos vegetais; biologia floral e polinização, com diferentes 
características das flores; dispersão das plantas, com formas associadas aos 
frutos e sementes; e especializações biológicas e ecológicas que se refletem nas 
diferenças morfológicas dos órgãos. 
Ainda, a morfologia vegetal é fundamental para as áreas agronômica e 
florestal, as quais reconhecem a estrutura das plantas e os órgãos de valor 
econômico e ambiental. Por fim, é essencial para área da educação, pois permite 
a identificação de processos, associações e da importância dos vegetais e seu 
contexto no meio ambiente. 
Nesta etapa estudaremos os aspectos relacionados aos órgãos vegetais, 
tais como raiz, caule, folha, flor, frutos e sementes. Optou-se por deixar os 
principais termos de nomenclatura botânica em negrito, com o intuito de facilitar 
o entendimento e compreensão do conteúdo. 
Objetivos: 
• Compreender a raiz como um órgão vegetativo de absorção e fixação do 
vegetal e suas variações morfológicas tanto em gimnospermas quanto em 
angiospermas; 
• Compreender o caule como um órgão vegetativo de crescimento 
fototrópico positivo e produtor de ramos, sem deixar de lado os tipos e 
adaptações caulinares de gimnospermas e de angiospermas; 
• Reconhecer a folha como órgão fotossintetizante e suas adaptações aos 
diferentes ambientes, comparando brevemente as folhas de 
gimnospermas com as de angiospermas; 
• Conhecer, diferenciar e compreender as importâncias e os diferentes 
tipos de flores; 
 
 
3 
• Conhecer, diferenciar e compreender as importâncias e diferentes tipos 
de frutos e sementes. 
TEMA 1 – RAIZ 
Raiz é a parte do vegetal desprovida de gemas, folhas ou suas 
modificações. Em geral, as raízes não estão divididas em nós e entrenós, não 
possuem clorofila e seu geotropismo é positivo, ou seja, o crescimento se dá em 
direção ao solo. É especializada em funções de fixação, absorção e transporte 
de água e sais minerais. Pode algumas vezes funcionar como órgão de reserva 
(Raven; Evert; Eichhorn et al., 2016). 
 A raiz pode derivar diretamente da radícula do embrião, a qual forma a 
raiz primária que origina as raízes secundárias, terciárias e assim 
sucessivamente. Desta forma, o eixo principal e suas ramificações recebem o 
nome de raiz principal axial ou pivotante, típico da maioria das angiospermas. 
Também pode ser proveniente de outras partes do vegetal como caule e folhas, 
recebendo, neste caso, o nome de raiz adventícia. As raízes adventícias 
geralmente apresentam-se fasciculadas e ocorrem nas monocotiledôneas 
(Gonçalves; Lorenzi, 2011). A representação esquemática destes dois tipos de 
raízes está apresentada na Figura 1. 
Figura 1 – Esquema mostrando uma raiz axial, típico de eudicotiledôneas, e uma 
do tipo fasciculada, característico de monocotiledôneas 
 
Créditos: Jakinnboaz/ Shutterstock. 
 
 
4 
Uma característica marcante das raízes é a presença de coifa, estrutura 
que recobre o ápice radicular e protege o tecido embrionário (meristema) do 
atrito contra o solo. Acima da coifa, encontra-se uma região sem pelos 
absorventes, chamada zona lisa, de crescimento ou alongamento, onde as 
células estão em constante divisão e rápido processo de crescimento. Mais 
acima, a zona pilífera ou de absorção, com pelos absorventes ou radiculares, a 
partir de células epidérmicas absorvem água e nutrientes. Por último, a zona de 
ramificação, é parte mais tardia da raiz, onde ocorre o espessamento e 
formação das raízes laterais (secundárias) (Souza; Flores; Lorenzi, 2013). 
Os três sistemas de tecidos (dérmico, fundamental e vascular) estão 
presentes e podem ser diferenciados anatomicamente. A epiderme possui pelos 
radiculares (para aumentar a superfície de absorção); a região de córtex (sistema 
fundamental) é por onde passa água e sais minerais. No entanto, estes podem 
ser encaminhados diretamente pela endoderme, estrutura a qual fornece 
caminho imediato para água e sais minerais e restringem o fluxo de água. Em 
monocotiledôneas, a endoderme é visualizada em forma de “U” e em 
eudicotiledôneas são conhecidas como “estrias de Caspary”. Abaixo da 
endoderme aparece o periciclo, o qual promove crescimento da raiz lateral. Por 
último, o sistema vascular (xilema e floema), que atua na condução de nutrientes 
(Raven; Evert; Eichhorn et al., 2016; Evert, 2013). A anatomia da raiz de 
eudicotiledôneas e monocotiledônea pode ser observada na Figura 2. 
Figura 2 – Anatomia da raiz eudicotiledônea e de monocotiledônea 
 
Créditos: Jefferson Schnaider. 
 
 
5 
De acordo com o ambiente, as raízes podem ser classificadas em 
terrestres (quando subterrâneas), aquáticas (quando se desenvolvem na água) 
ou aéreas (expostas ao ar livre). De conformidade com o maior número de 
reservas, as raízes terrestres podem ser classificadas em tuberosas e não 
tuberosas. Em raízes tuberosas, são armazenados compostos orgânicos, 
principalmente amido, nutrientes minerais e água. Muitas são utilizadas na 
alimentação humana, por exemplo: batata doce, beterraba, mandioca, nabo, 
rabanete e cenoura (Souza; Flores; Lorenzi, 2013). 
Entre as raízes aéreas, as do tipo grampiforme, característico de 
trepadeiras, aderem-se aos troncos ou a um suporte, permitindo sua fixação e 
melhor exposição à luz, por exemplo, a hera. Em plantas parasitas, os 
haustórios penetram nos tecidos do caule da planta hospedeira até atingir os 
feixes vasculares, retirando a seiva bruta (hemiparasita, exemplo cipó-chumbo) 
ou elaborada (holoparasita, exemplo erva-de-passarinho) (Pimentel et al., 2017). 
 Em plantas epífitas, como orquídeas, as raízes possuem epiderme 
pluriestratificada (velame), adaptação própria para absorver água da atmosfera, 
uma vez que a planta não fica em contato com o solo. Em algumas bromélias, 
as raízes têm a função apenas de fixação no tronco de outras árvores. A 
absorção de água e nutrientes se dá por escamas dérmicas ou mesmo pela 
disposição espiraladas das folhas (Souza; Flores; Lorenzi, 2013). 
Já as plantas que crescem em áreas alagadas, pobres em oxigênio, como 
os manguezais, podem desenvolver raízes respiratórias ou pneumatóforos. 
Essas têm geotropismo negativo, ou seja, crescem para cima, na direção 
contrária do solo, ficando expostas com o ar, justamente para suprir oxigênio ao 
corpo da planta. Além das espécies típicas de manguezal, algumas 
gimnospermas desenvolveram pneumatóforos para otimizar as trocas gasosas 
(Pimentel et al., 2017). 
Outro tipo de raiz aérea são as estranguladoras, típico de figueiras 
“mata-pau”, que iniciam seu desenvolvimento epífitas, geram raízes aéreas que 
crescem e se desenvolvem até chegar ao solo à medida que circunda a 
hospedeira, a estrangula. Este hábito é uma adaptação para desenvolvimento 
em florestas densas, uma vez que existe intensa competição pela luz solar e 
nutrientes (Souza; Flores; Lorenzi, 2013). 
Muitas árvores da Mata Atlântica e da Amazônia possuem raízes 
tabulares. Estas desenvolvem-se como tábuas junto aos troncos para aumentar 
 
 
6 
a base de suporte, conferindo maior estabilidade. As raízes adventícias do tipo 
escora (raiz suporte) também auxiliam na sustentação, porém em plantas de 
solos instáveis ou alagados, sujeitos à movimentação de marés (Raven; Evert; 
Eichhorn et al., 2016). Alguns exemplos de raízes estão ilustrados na Figura 3.Figura 3 – Diferentes tipos de raízes: tabular, raiz de planta epífita, raiz 
respiratória e raiz escora 
 
Créditos: Wagner Campelo /Shutterstock, Uwe Bergwitz /Shutterstock, Ruslan Gubaidullin/ 
Shutterstock, Bymagz /Shutterstock 
TEMA 2 – CAULE 
O caule é o órgão vegetativo provido de gemas e responsável pela 
condução de água, sais minerais e fotoassimilados; e produção e sustentação 
das partes vegetais aéreas, tais como ramos, folhas, flores e frutos. Podem estar 
adaptados ao desempenho de outras funções tais como armazenamento de 
reservas, propagação vegetativa e fotossíntese. Quando funcionam como órgão 
de reserva são frequentemente utilizados na alimentação (batata-inglesa, 
gengibre, cará). Já os caules de plantas arbóreas representam base para a 
produção de madeira e celulose (eucaliptos e pinheiros) (Raven; Evert; Eichhorn 
et al., 2016). 
 
 
7 
São duas regiões específicas denominadas nó e entrenó. No nó, ocorrem 
as gemas e de onde saem as folhas. A gema é uma área meristemática, ou seja, 
pode originar órgãos vegetativos (ramo ou folha) ou reprodutivos (flor ou 
inflorescência). O entrenó é a região entre dois nós consecutivos (Gonçalves; 
Lorenzi, 2011). 
Em relação ao crescimento e ramificação, os caules podem ser 
classificados em dois tipos: monopodial, o qual o crescimento se dá pela 
atividade contínua da gema apical, evidenciando apenas um eixo principal; e 
simpodial, na qual após a planta já ter crescido em altura, as gemas laterais se 
desenvolvem formando ramificações, a copa da árvore (Pimentel et al., 2017). 
Os caules podem ser aéreos, terrestres e aquáticos. Ainda, podem ser 
considerados quanto ao hábito ou forma de vida em: ervas (hábito herbáceo), 
arbustos (arbustivo), árvores e lianas (cipós e trepadeiras) (Pimentel et al., 2017). 
A morfologia classifica os caules aéreos como: haste, tronco, colmo, 
estipe, estolho, cladódio, pseudobulbo, volúvel e sarmentoso. A haste é um 
caule herbáceo, fotossintetizante e flexível (plantas jovens e herbáceas). Já o 
tronco é um caule robusto, lenhoso, com crescimento secundário, geralmente 
com um eixo principal e ramificações concentradas no ápice (árvores e 
arbustos). O colmo é um caule ereto, cilíndrico, com nós e entrenós marcados 
(bambu e cana-de-açúcar). Os caules tipo estipe são robustos, não ramificados, 
com nós e entrenós evidentes e folhas encerradas no ápice (palmeiras). O 
estolho ou estolão cresce paralelamente à superfície do solo e possui entrenós 
longos, comum em plantas de restinga. O cladódio é achatado, armazena água 
e tem função fotossintética. Não possuem folhas, ou estas são modificadas em 
espinhos para evitar a perda d’água, típico das cactáceas. Os pseudobulbos 
são típicos de plantas epífitas, sendo fotossintetizantes (algumas orquídeas). O 
caule volúvel cresce enrolando-se em um suporte sem auxílio de estruturas de 
fixação, enquanto o caule sarmentoso se apoia com a ajuda de estruturas de 
fixação como gavinhas ou raízes grampiformes (trepadeiras) (Souza; Flores; 
Lorenzi, 2013; Pimentel et al., 2017). Alguns exemplos estão ilustrados na Figura 
4. 
 
 
 
8 
Figura 4 – Diferentes tipos de caules aéreos: estipe, tronco, suculento, haste, 
sarmento 
 
Créditos: Amadeu Blasco/ Shutterstock. 
Entre os caules subterrâneos são importantes, morfologicamente, os 
rizomas, os tuberosos e os bulbos. Os rizomas são comumente espessos e ricos 
em reservas, com nós e entrenós bem definidos, como exemplo, o gengibre. Os 
caules tuberosos formam os tubérculos, estruturas de armazenamento de 
substâncias nutritivas com gemas presentes (batata-inglesa, cará e taioba). Os 
bulbos são caules formados por uma região basal em forma de disco (prato), 
protegido por folhas modificadas e aclorofiladas denominadas catafilos. Podem 
ser tunicado simples (cebola), tunicado composto (alho) ou escamoso (lírio) 
(Souza; Flores; Lorenzi, 2013). 
Figura 5 – Diferentes tipos de caules subterrâneos: bulbo, tuberoso, rizoma 
 
Créditos: Amadeu Blasco /Shutterstock. 
 
 
9 
A morfologia interna do caule é diferenciada entre as monocotiledôneas e 
as eudicotiledôneas. O milho, por exemplo, é uma monocotiledônea, e, portanto, 
possui a estrutura do sistema vascular do tipo astélica, ou seja, os tecidos de 
condução são encontrados dispersos, tanto na periferia como na parte central 
do caule, sem cilindro central. Já no caule das eudicotiledôneas, os feixes 
condutores de seiva estão dispostos de forma organizada, no cilindro central, 
formando um tipo de estrutura eustélica. Sendo que cada feixe contém o floema 
voltado para o lado externo, enquanto o xilema para o lado interno do caule 
(Raven; Evert; Eichhorn et al., 2016; Evert, 2013). As estruturas do sistema 
vascular de monocotiledôneas e eudicotiledôneas estão apresentadas na Figura 
6 
Figura 6 – Morfologia interna do caule com evidência das estruturas do sistema 
vascular de monocotiledônea (astélica) e eudicotiledôneas (eustélica) 
 
Crédito: Jakinnboaz/Shutterstock. 
TEMA 3 – FOLHA 
 A folha é um órgão vegetal de crescimento limitado com funções de 
fotossíntese e respiração. Sua forma achatada e alargada otimiza a captação de 
luz solar, deixando o tecido clorofilado na sua superfície. Também é onde estão 
 
 
10 
localizados os subprodutos do metabolismo secundário, o qual produz diferentes 
substâncias químicas e palatáveis que conferem importância econômica às 
folhas, sendo cultivadas para uso alimentício, industrial, condimentar, medicinal 
e ornamental (Pimentel et al., 2017). 
Na maioria das gimnospermas as folhas são aciculares ou 
escamiformes, geralmente espiraladas e mostram-se adaptadas para 
condições de escassez de água. Apresentam cutícula espessa que reduz a 
evaporação do interior da folha (Raven; Evert; Eichhorn et al., 2016). 
A folha tem sua origem a partir das gemas caulinares (terminal e axilares). 
Numa folha completa, ocorrem quatro partes: limbo (lâmina foliar), pecíolo, 
bainha e estípula (Gonçalves; Lorenzi, 2011). 
 Ao longo da evolução, as folhas passaram por inúmeras adaptações, o 
que ocasionou em uma enorme diversidade morfológica, encontradas 
principalmente em Angiospermas. Existem diversos critérios de caracterização 
de folhas, leva-se em consideração a sua organização e filotaxia. Podem ser 
classificadas em simples, quando apresenta o limbo não dividido, e composta, 
quando o limbo está subdividido em unidades, chamadas folíolos. As folhas 
compostas podem ser pinadas ou palmadas (digitadas). O reconhecimento da 
organização da folha é feito a partir do ponto onde se encontra a gema lateral 
(Pimentel et al., 2017). 
A inserção das folhas ao longo do caule é a filotaxia. Quando existe 
apenas uma folha por nó, a filotaxia é alterna (dística ou espiralada); duas folhas 
por nó, é filotaxia oposta (dísticas ou cruzadas). Por último, na filotaxia 
verticilada surgem três ou mais folhas por nó (Raven; Evert; Eichhorn et al., 
2016). 
Ainda, o limbo pode ser classificado quanto à forma geral, o ápice, a base, 
a margem, sistema de nervação, consistência, coloração, pilosidade e duração. 
Quanto à forma, pode ser elíptica, lanceolada, ovada, obovada, oblonga e linear. 
O ápice e a base também podem ter variadas formas, entre as mais comuns 
para ápice: aguda, acuminada, obtusa ou arredondada; para base: aguda, 
cuneada, obtusa, arredondada ou cordada. Menos comuns, os ápices com forma 
emarginado, truncado e cuspidado; e base truncada e amplexicaule. 
Os tipos de margens mais comuns são: lisa ou inteira, serrada, denteada, 
lobada e crenada (projeções arredondadas) (Gonçalves; Lorenzi, 2011). O 
sistema de nervação (venação) é referente à distribuição das nervuras (onde 
 
 
11 
estão os feixes vasculares) nas folhas. Atuam na distribuição de água e 
nutrientes. Nas angiospermas as nervuras estão dispostas em um padrão 
ramificado (exceto monocotiledôneas), caracterizando a nervaçãoreticulada. Os 
tipos de nervação são: peninérveas (uma nervura principal central e demais 
nervuras secundárias, semelhante a uma pena); palminérveas (duas ou mais 
nervuras se originam na base do limbo sem se encontrar no ápice; curvinérveas 
(nervuras principais têm origem em um ponto na base do limbo e se convergem 
no ápice); paralelinérvea (nervuras paralelas); e peniparalelinérvea (uma 
nervura principal evidente e nervuras secundárias paralelas entre elas) (Souza; 
Flores; Lorenzi, 2013). 
A consistência foliar está relacionada ao ambiente ou condição ambiental 
que a espécie vegetal se encontra: membranácea (fina, resistente e flexível); 
cartácea (quando finas e rígidas e se forem quebradiças); coriácea (espessas, 
consistentes, rígidas, mas flexíveis, como couro); crassa ou suculenta 
(espessas, submoles, ricas em água ou sucos diversos); e papirácea 
(espessura mediana, são mais ou menos moles, como na maioria das folhas) 
(Gonçalves; Lorenzi, 2011). 
Quanto à coloração, as folhas podem ser: concolor (uma única cor); 
discolor (duas cores diferentes) e variegada (três ou mais cores). A pilosidade 
ou indumento é em função dos tricomas dispostos na superfície abaxial ou 
adaxial da lâmina foliar. Quando os pelos estão presentes, a folha é classificada 
como pilosa. Na ausência, a folha é glabra ou lisa (Souza; Flores; Lorenzi, 
2013). 
Quanto à duração, as plantas podem ser caducas, no qual as folhas caem 
em algumas épocas do ano; e persistentes, em que as folhas geralmente 
permanecem na planta o ano todo. 
As folhas podem ter estruturas especializadas e modificações com 
diferentes funções geradas por processos de adaptações evolutivas 
desenvolvidas como resposta a alguma pressão ambiental ou biológica. 
Ocorrem em alguns grupos ou isoladamente: 
• Brácteas: folhas coloridas modificadas para atrair polinizadores (três-
marias); 
• Catáfilos: protegem a gema nos bulbos tunicados (cebola e alho); 
• Escamas: protegem as gemas dos bulbos (lírio); 
• Espata: forma uma proteção para a inflorescência (copo-de-leite); 
 
 
12 
• Espinhos: para a defesa e evitar a perda de água (cactos); 
• Gavinhas: para a sustentação (ervilha). 
Figura 7 – Exemplos de modificações foliares: brácteas, catafilos, espata e 
espinhos 
Créditos: Christiana R/ Shutterstock, Grey_and/ Shutterstock, Dayane May /Shutterstock, AP 
Focus/ Shutterstock. 
A folha, sob o ponto de vista da microscopia, pode ser classificada em 
conformidade com o tipo de mesofilo. Chama-se de mesofilo os tecidos 
localizados entre a epiderme superior (adaxial) e epiderme inferior (abaxial) da 
folha. Assim, o mesofilo pode ser heterogêneo ou homogêneo (Raven; Evert; 
Eichhorn et al., 2016). A representação do mesofilo pode ser observada na 
Figura 8. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
https://www.shutterstock.com/pt/g/AP+focus
https://www.shutterstock.com/pt/g/AP+focus
 
 
13 
Figura 8 – Mesofilo em corte transversal (folha) com evidência das estruturas de 
revestimento (epiderme e anexos epidérmicos – estômato e tricomas), de 
preenchimento (parênquima clorofiliano paliçádico e lacunoso) e condução (feixe 
vascular) 
 
Crédito: Smile Ilustra. 
TEMA 4 – FLOR 
A flor é a principal característica que distingue as Angiospermas de outras 
plantas vasculares. São ramos modificados, com apêndices estéreis, que 
formam verticilos protetores (sépalas e pétalas) e apêndices férteis que 
formam os verticilos reprodutores (estames e carpelos), com função 
reprodutiva. As sépalas surgem abaixo das pétalas, e os estames abaixo dos 
carpelos. O conjunto de sépalas forma o cálice e o conjunto de pétalas forma 
a corola. O cálice e a corola, juntos, formam o perianto (Souza; Flores; Lorenzi, 
2013). 
 Os estames são constituídos pela antera (local de produção de grãos de 
pólen) e filete (eixo de sustentação). Os carpelos são formados pelo estigma 
 
 
14 
(recebe o grão de pólen), estilete (por onde cresce o tubo polínico) e ovário com 
os óvulos, os quais se desenvolverão em sementes após a fecundação, 
enquanto a parede do ovário se desenvolverá no fruto. Coletivamente, o conjunto 
de estames é chamado de androceu, e o conjunto de carpelos é o gineceu 
(Raven; Evert; Eichhorn et al., 2016). 
 As flores podem estar agrupadas formando as inflorescências. O eixo de 
sustentação da flor ou de peças da flor é denominado de pedúnculo. O 
receptáculo é a porção dilatada do extremo do pedúnculo, onde são inseridos 
os verticilos florais (Pimentel et al., 2017). 
Figura 9 – Estrutura básica da flor. Tradução (sentido horário): estame, filete, 
antera, estigma, estilete, gineceu, ovário, óvulo, receptáculo, pedicelo, sépala, 
pétala 
 
Créditos: Valentina Moraru/ Shutterstock. 
 Existem muitas variações na estrutura floral. As que possuem os quatro 
verticilos florais (sépala, pétala, estame e carpelo) são chamadas de completas. 
Na ausência de qualquer um destes elementos, a flor é incompleta. Sendo 
assim, as flores podem apresentar cálice e corola juntos (diclamídias ou 
diperiantada); só cálice ou só corola (monoclamídea ou mono periantada); ou 
não ter elementos do perianto, sem cálice e sem corola (aclamídea ou 
aperiantada). Em algumas flores, o perianto é semelhante entre si, com sépalas 
e pétalas iguais, caracterizando a presença de tépalas (homoclamídea). 
Quando o cálice e a corola são diferentes entre si, as flores são 
heteroclamídeas (Pimentel et al., 2017). 
 A concrescência refere-se à união ou não de peças de um mesmo 
verticilo, como pétala com pétala, sépala com sépala, estame com estame e 
 
 
15 
carpelo com carpelo. O prefixo “diali” usa-se para as peças livres entre si e 
“gamo” para peças unidas. Exemplos: dialissépalo e dialipétalo para estruturas 
livres; e gamossépala e gamopétala para estruturas unidas. Estes termos são 
utilizados para todos os verticilos (sépala, pétala, estame e carpelo) (Pimentel et 
al., 2017). 
 Quanto à simetria, as flores podem ser simétricas ou assimétricas. Se 
tiverem simetria, esta pode ser bilateral ou zigomorfa, com apenas um plano 
de simetria possível. Se tiver dois ou mais planos de simetria, ou seja, mais de 
duas metades iguais, a flor será actinomorfa ou radial (Gonçalves; Lorenzi, 
2011). 
 As flores que contêm androceu e gineceu são chamadas de monoclinas. 
Quando são unissexuadas, são denominadas de díclinas. Estas apresentam 
somente flores estaminadas (masculinas) ou pistiladas (femininas). Quando a 
planta apresenta flores díclinas e ambos os sexos estão presentes no mesmo 
indivíduo, a espécie é monoica. Entretanto, quando os indivíduos produzem 
apenas um ou outro tipo de flor, será considerada dioica (Souza; Flores; Lorenzi, 
2013). 
 Outras características em relação às partes constituintes das flores: será 
pedunculada na presença do pedúnculo ou séssil, se na ausência deste. As 
brácteas são folhas modificadas, no entanto, poderão estar presentes próximas 
aos verticilos florais (Souza; Flores; Lorenzi, 2013). 
A disposição das peças florais será cíclica, quando o cálice ou corola 
estiverem dispostos em ciclos, ou acíclica ou espiralada, com a disposição em 
espiral. O número de peças florais é correspondente entre sépalas e pétalas. 
Existem flores dímeras, trímeras (mais comuns entre as monocotiledôneas), 
tetrâmeras e pentâmeras (Pimentel et al., 2017). 
O número de estames em relação ao número de pétalas pode variar: 
oligostêmone, quando o número de estames é menor do que o número de 
pétalas; isostêmone, quando o número de estames for igual ao número de 
pétalas; diplostêmone, quando o número de estames for duas vezes maior do 
que o número de pétalas; e polistêmone, quando o número de estames for 
muito maior do que o número de pétalas (Gonçalves; Lorenzi, 2011). 
Os verticilos protetores (cálice e corola) são classificados quanto a sua 
presença e forma. A maioria das flores possui os dois verticilos, sendo 
denominadas de diclamídeas.Quando possui apenas um verticilo será 
 
 
16 
monoclamídea. Na ausência dos dois, será aclamídea. Ainda, se o cálice e a 
corola forem diferentes em sua forma, tamanho e cor, a flor será 
heteroclamídea. Se forem iguais, então será homoclamídea. O cálice 
geralmente tem coloração verde. Mas, se for igual à cor da corola, usa-se o termo 
petaloide. O mesmo acontece ao contrário: a corola geralmente tem cor branca 
ou colorida. Se apresentar coloração verde, semelhante às sépalas, denomina-
se sepaloide (Pimentel et al., 2017). 
Os verticilos reprodutores (androceu e gineceu) também são classificados 
quanto às suas características de tamanho, concrescência e posição. Os 
estames podem se apresentar com tamanhos variados (heterodínamo), ou com 
quatro estames, sendo dois maiores e dois menores (didínamos), ou com seis 
estames, sendo quatro maiores e dois menores (tetradínamo). Também podem 
se mostrar separados (dialistêmone) ou unidos (gamostêmone). Em caso de 
união pelos filetes (eixo de sustentação do estame), apresentarão adelfia, com 
a formação de feixes (monoadelfo – 1 feixe, diadelfo - 2 feixes, triadelfo – 3 
feixes, poliadelfo – mais de três feixes). A sinanteria é a união dos estames pela 
antera. Quando estão aderidos às pétalas, são chamados de estames 
epipétalos. Em relação à união do filete com a antera, pode estar preso à base 
da antera (basifixa), ou no dorso (dorsifixa), ou no ápice (apicefixa). A 
deiscência (abertura) da antera pode ser longitudinal (abre-se 
longitudinalmente), valvar (abre-se por meio de valvas) ou poricida (por meio 
de poros apicais) (Gonçalves; Lorenzi, 2011). 
Os carpelos também podem se apresentar livres ou unidos (fusionados). 
Quando livres, utiliza-se o termo dialicarpelar ou apocárpico. Já quando 
unidos, usa-se o termo gamocarpelar ou sincárpico. Uma flor pode ter um 
(monocarpelar), dois (bicarpelar), três (tricarpelar) ou mais que três (policarpelar) 
carpelos. Ainda quanto ao carpelo, pode ter estigma de forma variável (globoso, 
ovoide, entre outros) e ser indiviso ou ramificado. A inserção do estilete no ovário 
pode ser terminal, ou seja, na porção apical do ovário; lateral, na porção 
mediana do ovário, ou ginobásico, a qual se refere próxima à base. A posição 
do gineceu pode se apresentar hipógina, com ovário súpero, não aderente ou 
livre; perígina, com ovário semi-ínfero ou semiaderente e epígina, com ovário 
ínfero ou aderente. Em algumas flores, o receptáculo assume o formato de taça, 
e neste caso é denominado de hipanto. Quando as paredes do hipanto se 
 
 
17 
encontram unidas ao ovário, este é chamado de ovário ínfero, e se a flor não 
possuir hipanto, o ovário será súpero (Gonçalves; Lorenzi, 2011). 
A cavidade interna do ovário, onde contém os óvulos, é chamada de 
lóculo. Geralmente tem correspondência entre o número de carpelos e número 
de lóculos, podendo ser uni, bi, tri ou plurilocular. A disposição dos óvulos no 
ovário é a placentação. A mais comum é a placentação axial, na qual os óvulos 
estão presos ao eixo central, em ovários biloculares e pluriloculares. Outros tipos 
de placentação: central livre, presos na coluna central, em ovários uniloculares; 
marginal, presos na margem de ovários uniloculares; parietal, presos na parede 
de ovários uniloculares; basal, presos na base de ovários uniloculares; e apical, 
presos no ápice de ovários uniloculares (Gonçalves; Lorenzi, 2011). 
TEMA 5 – FRUTO E SEMENTE 
O fruto é o resultado do amadurecimento do ovário que garante a proteção 
e auxilia a dispersão das sementes que surgem após a fecundação. Ocorre 
exclusivamente nas angiospermas. São importantes na classificação botânica 
por possuírem estrutura muito constante. 
5.1 Fruto 
Após a fecundação, inicia-se o desenvolvimento da semente, por meio de 
uma série de transformações no saco embrionário e outros tecidos do óvulo. A 
parede do ovário desenvolve-se em pericarpo, o qual é formado por três 
camadas: exocarpo (epicarpo), mesocarpo e endocarpo, conforme apresenta 
a Figura 10. Alguns frutos, como a banana (Musa sp.) e o abacaxi (Ananas 
comosus), podem formar-se sem fecundação prévia e, portanto, nesse caso, não 
possuem sementes. São chamados frutos partenocárpicos (Souza; Flores; 
Lorenzi, 2013). 
 
 
 
 
 
 
18 
Figura 10 – Formação do fruto. A parede do ovário desenvolve-se em pericarpo, 
o qual é formado por três camadas: exocarpo (epicarpo), mesocarpo e 
endocarpo 
 
Crédito: Smile Ilustra. 
 
Crédito: Elias Dahlke. 
Os frutos podem ser classificados em simples, pseudofrutos, 
agregados ou múltiplos. Os frutos simples são derivados de um único ovário 
de uma flor. Podem ser secos ou carnosos, uni a multicarpelares, deiscentes ou 
indeiscentes (Souza; Flores; Lorenzi, 2013). 
Os frutos simples carnosos possuem pericarpo suculento. Existem dois 
tipos: baga, um ou mais carpelos; uma ou mais sementes, exemplos: tomate, 
uva, laranja, abóbora; e drupa: geralmente um só carpelo, uma só semente 
concrescida com o endocarpo. Exemplos: ameixa, azeitona, pêssego. 
Os frutos simples secos: possuem pericarpo seco. São divididos em 
deiscentes (abrem na maturidade) e indeiscentes (mantêm-se fechados). 
(Gonçalves; Lorenzi, 2011). São variados os tipos de frutos secos deiscentes: 
• Folículo: derivado de ovário monocarpelar, abre por meio de uma fenda 
longitudinal (esporinha; chichá); 
• Legume: derivado de ovário monocarpelar, abre por meio de duas fendas 
longitudinais (leguminosas, como o feijão, ervilha e a vagem); 
• Síliqua: derivado de ovário bicarpelar. Na abertura persiste um septo 
mediano (deiscência septífraga: couve, mostarda, pente-de-macaco); 
 
 
19 
• Esquizocarpo: derivado de gineceu gamocarpelar, cujos carpelos 
separam-se inteiramente na maturidade, formando frutículos geralmente 
deiscentes, livres. Ex.: mamona e cenoura; 
• Lomento: derivado de ovário unicarpelar, fragmenta-se transversalmente 
em segmentos unisseminados. Ex.: carrapicho (Desmodium); 
• Cápsula: derivado de ovário multicarpelar, possui diferentes modos de 
deiscência: 
 septicida: abre pela linha de união dos carpelos (azaléa); 
 loculicida: abre pelo meio de cada carpelo (algodão); 
 pixidiária: abre por uma linha transversal (castanha-do-Pará; 
sapucaia); 
 poricida: abre por meio de poros (papoula, quaresmeira). 
Os frutos indeiscentes não abrem na maturidade, são eles: 
• Aquênio: possui uma semente, ligada à parede do fruto num único ponto. 
Ex.: girassol e dente-de-leão; 
• Cariopse: possui uma semente, ligada à parede do fruto em toda sua 
extensão (gramíneas - trigo, milho, arroz); 
• Sâmara: possui, em geral, uma semente; a parede do ovário apresenta 
expansões aliformes (várias leguminosas, Sapindáceas, Malpiguiáceas); 
• Noz: geralmente monocarpelar, uma só semente livre do endocarpo (noz-
moscada). 
Os pseudofrutos se desenvolvem a partir de outras partes da flor, que 
não seja o ovário. Exemplos: caju (pedúnculo); maçã (receptáculo). 
Os frutos agregados são derivados de muitos ovários de uma única flor 
(gineceu apocárpico multicarpelar), mais ou menos concrescidos. Exemplos: 
morango, fruta-do-conde e framboesa. 
Os frutos múltiplos são formados por muitos ovários amadurecidos, 
pertencentes a uma inflorescência, que crescem juntos, formando uma 
infrutescência. Exemplos: amora, abacaxi e figo. 
 
 
 
 
20 
5.2 Semente 
 O fruto protege o óvulo durante o seu desenvolvimento em semente. A 
semente é a unidade reprodutiva das espermatófitas e o elo de ligação entre 
gerações sucessivas (Raven; Evert; Eichhorn et al., 2016). 
 De um modo geral as sementes contêm o embrião, que é o esporófito 
jovem. A semente contém, assim, uma “plantinha pré-formada” com reservas ao 
seu redor ou em seus próprios tecidos, permitindo que esta sobreviva até que 
suas raízes possam absorver água e sais minerais e suas folhas realizar a 
fotossíntese antes dos nutrientes se esgotarem.Desse modo, as sementes 
representam uma grande vantagem adaptativa. 
 Os frutos e as sementes apresentam grande diversidade, porém são 
constantes na sua estrutura. Nos frutos, a diversidade pode estar associada à 
função de dispersão, facilitando a distribuição das sementes que estão contidas 
neles. Nas sementes as diferenças estruturais podem estar relacionadas com a 
germinação e a sobrevivência do esporófito jovem. 
A semente de angiosperma apresenta a seguinte organização: 
• Tegumento ou casca: formado pela testa ou tégmen, com função de 
proteção e disseminação; 
• Amêndoa: formada por endosperma secundário ou albúmen: tecido de 
reserva utilizado na formação do embrião. As sementes maduras podem 
apresentar ou não o endosperma. Assim, as gramíneas (milho, arroz, trigo 
etc.) e a mamona apresentam o endosperma, mas a semente de feijão, 
ervilha, soja etc. não apresentam este tecido, e a reserva fica contida nos 
cotilédones; 
• Embrião: constituído por um eixo embrionário dividido em duas partes: 
radícula e caulículo. Este divide-se em duas porções: hipocótilo e 
epicótilo, baseando-se na inserção dos cotilédones. No ápice do caulículo 
existe uma gema apical chamada gêmula ou plúmula. Nas 
monocotiledôneas só existe um cotilédone (escutelo) com função na 
digestão e absorção do endosperma. Nas eudicotiledôneas existem 
normalmente dois cotilédones, cheios de reservas. Nas 
monocotiledôneas, o epicótilo é recoberto e protegido por uma espécie de 
capuz chamado coleóptilo, que é considerado uma folha modificada para 
a proteção do caulículo. 
 
 
21 
NA PRÁTICA 
Com base nos conhecimentos estudados, elabore um glossário com pelo 
menos 60 termos técnicos da botânica e duas definições, relacionados à 
morfologia vegetal de raiz, caule, folha, flor, fruto e semente. Você pode usar dez 
palavras para cada tema para fechar o mínimo de termos solicitados. Como 
sugestão de consulta, a bibliografia que contempla o Dicionário Ilustrado na obra 
“Morfologia Vegetal”. 
• GONÇALVES, E. G.; LORENZI, H. Morfologia vegetal. 2. ed. Nova 
Odessa: Instituto Plantarum de Estudos da Flora, 2011. 544 p. 
FINALIZANDO 
• A raiz tem grande importância na conquista da terra pelas plantas. Além 
de promover a busca subterrânea por água e minerais, fixa a planta no 
seu substrato. Raízes e caules podem ter função de armazenamento de 
alimentos ou água; 
• Os caules possuem regiões com nós e entrenós. A partir dos nós saem 
as folhas e as gemas axilares. As gemas apicais promovem o crescimento 
direcionado. Mas quando possuem duas ou mais gemas em atividade 
simultânea, leva à formação de caules ramificados, o que define a 
arquitetura da planta; 
• As folhas apresentam uma variação muito ampla de forma e função. As 
variações na estrutura da folha são em grande parte relacionadas com o 
habitat e refletem sua importância adaptativa; 
• A flor é um dos órgãos mais variáveis nas plantas. São estruturas 
especializadas em usar recursos abióticos para a transferência do pólen, 
sendo providas com uma vasta gama de cores, formas e estruturas; 
• Os frutos desempenham função estratégica nas plantas, sendo exclusivos 
de angiospermas. Após as sementes ficarem maduras, atuam na própria 
dispersão ou atraindo animais para espalhar as sementes e assim garantir 
a propagação da espécie. 
 
 
 
 
 
22 
REFERÊNCIAS 
EVERT, R. F. Anatomia das plantas de Esaú: meristemas, células e tecidos do 
corpo da planta. São Paulo: Blucher, 2013. 726 p. 
GONÇALVES, E. G.; LORENZI, H. Morfologia vegetal. 2. ed. Nova Odessa: 
Instituto Plantarum de Estudos da Flora, 2011. 544 p. 
PIMENTEL, R. G. et al. Morfologia de angiospermas. Rio de Janeiro: Technical 
Books, 2017. 224 p. 
RAVEN, P. H.; EVERT, R. F.; EICHHORN, S. E. Biologia vegetal. 8. ed. Rio de 
Janeiro: Guanabara Koogan, 2016. 856 p. 
SOUZA, V. C.; FLORES, T. B.; LORENZI, H. Introdução à botânica – 
morfologia. São Paulo: Instituto Plantarum de Estudos da Flora, 2013. 224 p.

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