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Sistema de carga e partida – Everton Ribon Matos SISTEMA DE CARGA E PARTIDA Sistema de carga e partida – Everton Ribon Matos 1 BATERIA A bateria é um dispositivo que armazena energia química, essa energia química é convertida em energia elétrica, para assim atender toda demanda de alimentação da máquina. Sistema de carga e partida – Everton Ribon Matos 1.1 As principais funções da bateria são: - Fornecer energia; - Fornecer energia elétrica ao motor de partida e ao S.I; - Alimentar todo o sistema elétrico do veículo quando o motor não estiver em funcionamento; - Estabilizar a tensão do sistema elétrico; - Auxiliar o alternador, na alimentação de todo o sistema elétrico do veículo, por tempo determinado, se por algum motivo, o alternador não conseguir fornecer a totalidade da corrente elétrica. Sistema de carga e partida – Everton Ribon Matos 1.2 Componentes: Sistema de carga e partida – Everton Ribon Matos 1.2 Caixa A caixa de uma bateria é composta por elemento e tem função de acomodar os blocos formados pelas placas. Normalmente uma bateria automotiva é constituída por 6 vasos/elementos e cada um apresenta 2,1 volts, que ligados em série totalizam 12,6 volts (no caso da baterias totalmente carregadas). Sistema de carga e partida – Everton Ribon Matos 1.2 Caixa Obs: A quantidade de placas dentro de cada elemento determinará a quantidade de carga que esse elemento possui, quanto maior for número de placas mais amperes essa bateria irá fornecer. Sistema de carga e partida – Everton Ribon Matos 1.2 Caixa Obs: As placas são ligadas em série e soldadas por meio da fusão de chumbo com chumbo, pois o chumbo resiste ao ácido sulfúrico. Sistema de carga e partida – Everton Ribon Matos 1.3 Tampa A tampa tem a função de manter os elementos selados, impedindo a saída de eletrólito do interior da bateria para o ambiente externo ou a entrada de substâncias estranhas. As tampas podem ser ainda de dois tipos: convencionais ou seladas. Sistema de carga e partida – Everton Ribon Matos 1.3 Tampa Tampas Convencionais: As tampas convencionais apresentam rolhas com orifício para saída de gases gerados no interior da bateria e permitem acesso ao eletrólito. Tampas Seladas: Contêm câmara de condensação com saída de gases direcionada através de respiros canalizados, rolhas estanques não removíveis, pastilhas antichamas e indicador do estado de carga. Fundição por termo fusão e passam por testes com ar comprimido. Sistema de carga e partida – Everton Ribon Matos 1.4 Pastilhas anti chamas A pastilha antichamas permite a saída dos gases produzidos durante o uso, protegendo-a contra a entrada de faíscas que causam danos como a explosão. 1.5 Indicador de carga O indicador de carga fica embutido na tampa, uma esfera que está dentro do indicador irá elevar-se de acordo com a densidade do eletrólito, tornando visível no centro do indicador um tom de cor. Sistema de carga e partida – Everton Ribon Matos 1.6 Bloco de Placas O bloco de placas é formado pelo conjunto de placas positivas, negativas e separadores também conhecidos como envelopes que interligados por conexões fica armazenado dentro dos vasos da bateria. A composição de cada bloco produz 2,1volts em circuito aberto e com plena carga, portanto, numa bateria de 6 vasos estes blocos totalizam em média 12,6 volts. Sistema de carga e partida – Everton Ribon Matos 1.6.1 Grade As grades são feitas de liga de chumbo com adição de cálcio e prata, possuem a função de condução elétrica na bateria e suporte da massa ativa. Possuem características de resistirem altas temperaturas e corrosão. 1.6.2 Massa ativa A massa é o material ativo responsável por armazenar a energia na bateria. Quanto maior a quantidade de massa, maior a quantidade de energia que a bateria pode armazenar. Sistema de carga e partida – Everton Ribon Matos 1.6.3 Massa ativa O material ativo da placa positiva é o dióxido de chumbo (PbO2), e da placa negativa é o chumbo puro esponjoso (Pb). 1.6.4 Placa Chama-se placa o conjunto da grade mais a massa ativa. As placas positivas e negativas têm composições diferentes e estão intercaladas no bloco, separadas através de um material isolante denominado “separador”. Sistema de carga e partida – Everton Ribon Matos 1.6.5 Separadores Os separadores têm a função de isolar as placas positivas das negativas, impedindo o curto-circuito através do contato entre elas. separadores de polietileno de alto desempenho, tipo envelope, que oferecem maior resistência mecânica às vibrações, menor resistência elétrica e maior proteção a ações químicas do ácido. Sistema de carga e partida – Everton Ribon Matos 1.6.6 Conexões As conexões são responsáveis por interligar as placas de mesma polaridade dentro de um mesmo bloco e de interligar cada bloco com seu sub sequente, em série, formando as baterias de 12 volts. Sistema de carga e partida – Everton Ribon Matos 1.6.7 Polos e Terminais Os polos das baterias são responsáveis pela entrada e saída da energia acumulada na bateria, através da carga e descarga. Os polos são de extrema importância, já que fazem o contato final da bateria com o sistema elétrico do veículo. Sistema de carga e partida – Everton Ribon Matos 1.6.8 Eletrólito O eletrólito é uma solução de ácido sulfúrico que é um condutor de íons, fator relevante: Sua densidade varia conforme a sua aplicação. A faixa de variação da massa específica (densidade) do eletrólito de baterias para aplicação em clima tropical deve ser de 1.240 a 1.260 g/l e para aplicação em clima frio deve ser de 1.270 a 1.290 g/l. Sistema de carga e partida – Everton Ribon Matos 2 CCA “ Corrente de Partida a Frio” Em baixas temperaturas, o sistema elétrico como um todo requer maior energia nas partidas, ou seja, uma grande descarga em ampères. O número CCA de uma bateria é a capacidade que ela tem de fornecer uma determinada corrente de partida ao veículo, a uma determinada temperatura, obedecendo a uma tensão final em condição normalizada. Sistema de carga e partida – Everton Ribon Matos 2 CCA “CORRENTE DE PARTIDA A FRIO” A norma SAE mede a descarga em ampères que uma bateria totalmente carregada, esta deverá durante 30 segundos a uma temperatura de –18°C sem que a tensão entre os polos caia abaixo de 7,2 volts. Sistema de carga e partida – Everton Ribon Matos 3 INSTALAÇÃO DA BATERIA DO VEÍCULO • Instalar apenas baterias boas e plenamente carregadas (maior que 12,3 volts). • Aplicar somente o tipo de bateria recomendado para o veículo. • Ao instalar a bateria, conectar primeiro o terminal positivo e depois o negativo. • Verificar se há um bom contato entre os terminais dos cabos e os polos da bateria (não colocar graxa ou outro produto diretamente nos polos da bateria). Sistema de carga e partida – Everton Ribon Matos 3 INSTALAÇÃO DA BATERIA DO VEÍCULO • Verificar se os seguintes itens do sistema elétrico do veículo estão em conformidade com as especificações: Motor de Partida, Alternador, Regulador de Voltagem e Fuga de Corrente. 3.1 Precauções • Antes de retirar ou instalar a bateria no veículo, leia o Manual do Proprietário referente a cuidados e procedimentos específicos para cada aplicação. Sistema de carga e partida – Everton Ribon Matos 3 INSTALAÇÃO DA BATERIA DO VEÍCULO 3.1 Precauções • Ao retirar a bateria usada, desligue todas as cargas possíveis (lanternas, motor, rádio, etc.). A seguir, desconecte primeiro o cabo negativo e depois o positivo. • Ao instalar a bateria nova, verifique se não foram deixados objetos na bandeja do veículo, como porcas, parafusos, etc. Sistema de carga e partida – Everton Ribon Matos 3 INSTALAÇÃO DA BATERIA DO VEÍCULO 3.1 Precauções • Coloque a bateria nova na bandeja e fixe-a corretamente. • Conecte primeiro o cabo positivo ao polo positivo da bateria e depois o terminal negativo ao polo negativo, fixando-os firmemente. • Evite curto-circuito com ferramentas ou cabos entre o terminal positivo da bateria e a lataria do veículo (terra).Sistema de carga e partida – Everton Ribon Matos 4 CHECAGEM DO SISTEMA DE FIXAÇÃO DA BATERIA A fixação deficiente prejudica a vida útil de uma bateria, pois as vibrações impostas são maiores do que o normal. O atrito da caixa da bateria com as superfícies de fixação provoca desgaste do material, podendo ocasionar quebras ou vazamentos e também danos às placas no interior da bateria. Sistema de carga e partida – Everton Ribon Matos 4 ARMAZENAMENTO DAS BATERIAS A bateria deve ser armazenada sobre estrados de madeira, para evitar danos a sua caixa, na posição horizontal (nunca inclinada ou deitada). Deve permanecer em lugar seco, sem incidência de raios solares e temperatura entre 10°C e 35°C. Para melhor conservação da bateria, siga o procedimento chamado FIFO (First in First out), ou seja, a primeira bateria a entrar no estoque deverá ser também a primeira a sair. Sistema de carga e partida – Everton Ribon Matos 4 CUIDADOS NA ARMAZENAGEM DAS BATERIAS O empilhamento máximo permitido deve ser: • Baterias leves (até 90 Ah) .............................5 baterias • Baterias pesadas (acima de 90 Ah) .............................3 baterias Sistema de carga e partida – Everton Ribon Matos 4.1 Mantenimento Verifique as condições de carga periodicamente, medindo a tensão das baterias em estoque, principalmente as de baixa rotatividade. As baterias com tensão menor que 12,3 V para densidade de clima tropical (1250 g/l) e 12,65 V para densidade de clima frio (1280 g/l) devem ser recarregadas Sistema de carga e partida – Everton Ribon Matos 5 NORMAS DE SEGURANÇA Para sua segurança, ao manusear a bateria, certifique- se dos cuidados a serem tomados. Descrição dos símbolos de advertência: Sistema de carga e partida – Everton Ribon Matos 5.1 ÁCIDO SULFÚRICO O ácido sulfúrico é um líquido corrosivo que pode causar queimaduras ou irritações na pele e nos olhos, podendo também danificar roupas. CUIDADOS: • Sempre empilhe as baterias de forma correta para evitar quedas. • Use óculos de segurança ao manusear baterias. • Lave sempre as mãos após manusear baterias. Sistema de carga e partida – Everton Ribon Matos 5.2 AÇÕES DE EMERGÊNCIA • Em contato com a pele ou olhos, lave imediatamente a área afetada com água corrente. • Para todos os casos, procure um médico imediatamente. • Em caso de derramamento de eletrólito (ácido sulfúrico), isole a área e neutralize com uma solução de bicarbonato de sódio 10% (1 litro de água + 100g de bicarbonato). Sistema de carga e partida – Everton Ribon Matos 5.3 RISCOS DE CURTO CIRCUITO Os terminais da bateria podem sofrer curto-circuito provocado por faíscas de objetos de metal ou cabos conectores. • Nunca coloque ferramentas sem isolação sobre a bateria. • Na recarga, nunca conecte o polo positivo ao polo negativo de uma mesma bateria. • Certifique-se de que o carregador esteja desligado para conectar ou desconectar a bateria. • Certifique-se de conectar o cabo positivo do carregador ao polo positivo da bateria, e o cabo negativo ao polo negativo, respectivamente. Sistema de carga e partida – Everton Ribon Matos 5.4 GASES EXPLOSIVOS O gás (hidrogênio) liberado pela bateria quando está em recarga é explosivo. Cigarros, chamas e faíscas próximas à bateria podem causar explosão. • Ao manusear a bateria, proteja os olhos e a face. Utilize óculos de segurança. • Sempre efetue recarga de baterias em local bem ventilado. Sistema de carga e partida – Everton Ribon Matos 6 IMPROCEDÊNCIA NO REQUERIMENTO DE GARANTIA • Polo com sinais de batidas, curto-circuito ou derretido por mau contato. • Bateria simplesmente descarregada. • Caixa ou tampa com sinais de maus tratos (batida, furo, queda), ou se o número gravado na tampa da bateria não coincidir com o número do Certificado de Garantia. • Número do Certificado de Garantia rasurado ou modificado. Sistema de carga e partida – Everton Ribon Matos 6 IMPROCEDÊNCIA NO REQUERIMENTO DE GARANTIA • Certificado não preenchido, incorreto ou incompleto. • Data da venda/substituição rasurada ou modificada. • Bateria danificada por uso incorreto (solta no suporte, aplicação incorreta, etc). • Bateria com sobrecarga (nível baixo de eletrólito). Sistema de carga e partida – Everton Ribon Matos 6 IMPROCEDÊNCIA NO REQUERIMENTO DE GARANTIA Baterias convencionais (com acesso ao eletrólito): • Bateria com eletrólito contaminado. • Se a bateria apresentar, após a recarga, eletrólito com alta densidade devido à adição de ácido ou com baixa densidade devido à substituição do eletrólito por água. • Bateria com placas sulfatadas em um ou mais elementos. • Bateria sem eletrólito ou quando o nível estiver abaixo das placas. Sistema de carga e partida – Everton Ribon Matos 6.1 SOBRECARGAS A sobrecarga é um efeito que ocorre quando se tem uma corrente alta passando por um longo período de tempo pela bateria, seja este período contínuo ou com interrupções. 7.1 Análise prévia da bateria • Analise visualmente as baterias, para detectar se existem danos nas caixas, tampas ou polos. • Baterias danificadas deverão ser separadas e não incluídas no processo de recarga. 7 PROCEDIMENTO DE RECARGA Sistema de carga e partida – Everton Ribon Matos 7 PROCEDIMENTO DE RECARGA 7.1 Preparo do Circuito de Carga • Posicione as baterias com um espaçamento mínimo de 20 mm entre as mesmas. • Coloque no mesmo circuito somente baterias de mesma capacidade e no mesmo estado de carga (Isso evitará que as baterias pouco descarregadas sofram sobrecarga, quando ligadas no mesmo circuito de uma bateria que necessite de maior tempo de recarga). Sistema de carga e partida – Everton Ribon Matos 7 PROCEDIMENTO DE RECARGA 7.1 Preparo do Circuito de Carga • A capacidade de uma bateria é um número expresso em Ah (ampère hora) e está impresso na etiqueta da caixa da bateria. Pode-se também obter esta característica no catálogo de aplicação. Sistema de carga e partida – Everton Ribon Matos 7 PROCEDIMENTO DE RECARGA As baterias podem ser ligadas: Em série Ou seja, o polo positivo de uma bateria deve estar ligado ao polo negativo da bateria vizinha, ficando sempre aberto o polo positivo da primeira e o polo negativo da última bateria. Sistema de carga e partida – Everton Ribon Matos 7 PROCEDIMENTO DE RECARGA As baterias podem ser ligadas: Em Paralelo Todos os polos positivos devem estar interligados entre si, formando um circuito e todos os polos negativos também interligados entre si formando outro circuito. Sistema de carga e partida – Everton Ribon Matos 7 PROCEDIMENTO DE RECARGA Todas as baterias para recarga deverão ter a sua densidade e/ou tensão em abertas checadas, de modo que seja possível classificar as baterias em grupos (estado de carga), para que estas sejam colocadas em um mesmo circuito no processo de recarga. • Nunca conecte o polo positivo ao polo negativo de uma mesma bateria, pois ocasionará curto-circuito. • Verificar se as conexões (cachimbos) estão com bom contato, aplicando uma pequena torção nos mesmos, pressionando-os contra o polo. Sistema de carga e partida – Everton Ribon Matos 7 PROCEDIMENTO DE RECARGA 7.2 Acompanhamento de Carga Durante o processo de recarga, deverão ser acompanhadas: • Densidade (quando aplicada); • Temperatura do eletrólito quando possível; • Corrente / tensão; • Tempo de recarga. Sistema de carga e partida – Everton Ribon Matos 7 PROCEDIMENTO DE RECARGA 7.3 Baterias não seladas Os tempos de recarga variam de acordo com o estado de carga das baterias. O estado de carga pode ser avaliado através da densidade ou da tensão. No caso de medir o estado de carga via tensão, é necessário retirar a tensão de excitação da bateria através de um dos métodos a seguir: aguardar aproximadamente 60 minutos com a bateria sem ser carregada ou dar uma descarga de 200 A por 15 segundos na bateria. Sistema de carga e partida – Everton Ribon Matos 7 PROCEDIMENTO DE RECARGA 7.3 Baterias não seladas A temperatura das baterias durante o processo de recarga deverá ser mantida nomáximo até 50°C. Sempre que a temperatura exceder 50°C, desligue o carregador, voltando a ligá-lo quando todas as baterias do circuito atingirem valor inferior a 45°C. Sistema de carga e partida – Everton Ribon Matos 7 PROCEDIMENTO DE RECARGA 7.4 Carga com tensão Constante Neste método de carga, a corrente imposta à bateria deve ser limitada a 25A e a tensão a 15.5V. Neste tipo de carga com tensão constante, conforme a bateria vai carregando, a corrente irá diminuindo. O tempo de recarga varia de acordo com o estado de carga da bateria, conforme tabela abaixo: Sistema de carga e partida – Everton Ribon Matos 7 PROCEDIMENTO DE RECARGA 7.4 Carga com tensão Constante Sistema de carga e partida – Everton Ribon Matos 7 PROCEDIMENTO DE RECARGA 7.4 Carga com Corrente Constante A bateria deve ser recarregada com uma corrente equivalente a 10% do valor da capacidade nominal da bateria. Exemplo: Bateria de 45 Ah Corrente de Recarga: 45 x 0,1 = 4,5 A (10% da capacidade nominal da bateria) Sistema de carga e partida – Everton Ribon Matos 7 PROCEDIMENTO DE RECARGA 7.4 Carga com Corrente Constante O tempo de recarga varia entre 6 e 15 horas, dependendo do estado de carga da bateria. Bateria levemente descarregada necessita de menor tempo de recarga, enquanto que uma bateria profundamente descarregada necessita de um tempo maior. Sistema de carga e partida – Everton Ribon Matos 7 PROCEDIMENTO DE RECARGA 7.5 Nota • Colocar sempre a quantidade de carga necessária para a bateria. Tempos prolongados de carga, principalmente com corrente constante, podem levar a bateria a um estado de sobrecarga, ocasionando perda de água, desnecessária no processo. • Evitar cargas rápidas sem controle de temperatura, corrente, tensão e tempo. Sistema de carga e partida – Everton Ribon Matos 7 PROCEDIMENTO DE RECARGA 7.5 Nota Normalmente, não é recomendada carga rápida para baterias chumbo- ácido, devendo ser utilizada somente em situações de emergência. Neste caso, recomendamos a recarga com corrente constante de 30% da capacidade nominal, limitando a tensão ao máximo de 15.5 Volts e a temperatura do ácido a 50°C. O tempo de recarga deve ser: Sistema de carga e partida – Everton Ribon Matos 7 PROCEDIMENTO DE RECARGA 7.6 Baterias com indicador de carga • Nunca recarregue baterias com indicador de carga incolor. Isso pode causar explosão. Sistema de carga e partida – Everton Ribon Matos 8 ANÁLISE DO SISTEMA ELÉTRICO 8.1 Equilíbrio elétrico Excesso de acessórios elétricos instalados no veículo prejudica o seu equilíbrio elétrico, descarregando a bateria sem dar chance ao alternador de repor sua carga. Sistema de carga e partida – Everton Ribon Matos 8 ANÁLISE DO SISTEMA ELÉTRICO 8.1 Equilíbrio elétrico Deixe o motor em marcha lenta. Ligue todos os equipamentos elétricos, menos o limpador de pára-brisas, o pisca-pisca e o pisca alerta. Observe o amperímetro do equipamento de análise do sistema elétrico. Nestas condições a corrente deverá ser 0 (zero) ou (+) positiva. Sistema de carga e partida – Everton Ribon Matos 8 ANÁLISE DO SISTEMA ELÉTRICO 8.1 Equilíbrio elétrico Caso a leitura seja negativa, significa que o alternador não está conseguindo suprir os equipamentos nesta condição. Isto pode ocorrer porque o motor está com a marcha lenta muito baixa, ou pelo excesso de acessórios elétricos. Regule a marcha lenta do motor segundo as especificações do veículo. Caso o problema não desapareça, retire o excesso de equipamentos. Sistema de carga e partida – Everton Ribon Matos 8 ANÁLISE DO SISTEMA ELÉTRICO 8.1 Fuga de corrente ou Stand-by No veículo, mesmo quando desligado, existem alguns equipamentos que permanecem em constante funcionamento. É o caso de alarmes, memórias de rádio e injeção eletrônica ou da ignição, computador de bordo, etc. Isto provoca o consumo de energia da bateria. O consumo pode ainda ser provocado por uma falha na parte elétrica do veículo, como a luz do porta-luvas ou porta-malas acesa por problemas no interruptor. Este consumo em excesso, pode descarregar a bateria em pouco tempo. Para evitar descargas na bateria, verifique a fuga de corrente. Sistema de carga e partida – Everton Ribon Matos 8 ANÁLISE DO SISTEMA ELÉTRICO 8.1 Fuga de corrente ou Stand-by Consumo máximo por equipamento: A fuga de corrente máxima para veículos leves são: • até 20 mA para baterias até 45 Ah • até 40 mA para baterias entre de 50 Ah à 70 Ah • até 70 mA para baterias entre de 75 Ah à 90 Ah Sistema de carga e partida – Everton Ribon Matos 8 ANÁLISE DO SISTEMA ELÉTRICO 8.1 Fuga de corrente ou Stand-by A fuga de corrente máxima para caminhões e ônibus é de aproximadamente 280 mA em função dos equipamentos instalados: Consumo máximo por equipamento: Até 280 mA para baterias entre 100 Ah à 200 Ah. Sistema de carga e partida – Everton Ribon Matos 8 ANÁLISE DO SISTEMA ELÉTRICO Para medir a fuga de corrente: • Ligue o amperímetro entre o polo negativo e o cabo de terra do veículo, com todos os consumidores elétricos desligados. • Nunca meça fuga de corrente utilizando uma lâmpada ligada em série no circuito. • Corrente parasita/Fuga de corrente: Feito teste dado acima de 100 mA comprovação de corrente parasita. • Aterramento Sistema de carga e partida – Everton Ribon Matos 8 ANÁLISE DO SISTEMA ELÉTRICO 8.1 Motor de Partida O motor de partida é normalmente o responsável pelo maior consumo de energia no veículo. Ele determina algumas características elétricas importantes da bateria. Em outras palavras, a bateria de cada veículo é dimensionada eletricamente tendo como principal referência o motor de partida. Sistema de carga e partida – Everton Ribon Matos 8 ANÁLISE DO SISTEMA ELÉTRICO 8.2 Teste do motor de Partida Instale o equipamento de análise do sistema elétrico no veículo, conforme indicado na figura abaixo. Zere o amperímetro do equipamento de teste. Em seguida dê a partida no veículo e meça a corrente de partida. Sistema de carga e partida – Everton Ribon Matos 8 ANÁLISE DO SISTEMA ELÉTRICO 8.2 Teste do motor de Partida Caso esteja fora de especificação, procure por buchas ou rolamentos gastos, mau contato na fiação ou na malha de terra e se as escovas não estão desgastadas. Verifique também se a potência é a especificada para o veículo. Caso observe algum destes problemas, corrija-o e continue o teste. Sistema de carga e partida – Everton Ribon Matos 8 ANÁLISE DO SISTEMA ELÉTRICO 8.3 Alternador O alternador é o equipamento que transforma a energia cinética em energia elétrica, através do movimento de rotação do seu eixo. Esta energia é utilizada para suprir a necessidade dos equipamentos elétricos do veículo e recarregar a bateria. Sistema de carga e partida – Everton Ribon Matos 8 ANÁLISE DO SISTEMA ELÉTRICO 8.2 Teste do Alternador Ainda com o equipamento de análise do sistema elétrico instalado, (conforme indicado na figura abaixo), eleve a rotação do motor para uma rotação média (3.000 rpm aproximadamente). Compare a corrente medida com o especificado na carcaça do alternador, cujo valor medido não poderá ser inferior a 90% da corrente gravada no alternador. Sistema de carga e partida – Everton Ribon Matos 8 ANÁLISE DO SISTEMA ELÉTRICO 8.2 Teste do Alternador Se o valor estiver fora desta faixa, verifique: • se a correia que liga o motor ao gerador não está frouxa; • se as escovas não estão gastas; • se os rolamentos ou buchas não estão gastos; • se os diodos de retificação e de excitação estão em bom estado; • se não existe(m) mau(s) contato(s) entre os cabos e o gerador; • se não existe(m) mau(s) contato(s) entre a bateria e os cabos. Sistema de carga e partida – Everton Ribon Matos 8 ANÁLISE DO SISTEMA ELÉTRICO 8.3 Regulador de tensão Com o motor ligado, aguarde até que a corrente esteja abaixo de 5A. Leia então a tensão indicada no aparelho de teste. Esta tensão, deve estar entre 13,5 V e 14,5 V. Se o valor obtido no aparelho de teste estiver fora desta faixa, o regulador deve ser trocado. Sistema de cargae partida – Everton Ribon Matos 8 ANÁLISE DO SISTEMA ELÉTRICO 8.3 Regulador de tensão Nunca troque uma bateria com o veículo em funcionamento, pois ao retirar a bateria do veículo, o alternador poderá enviar uma carga de 180 V à ponte retificadora, podendo queimar os diodos de retificação. Slide 1 Slide 2: Sistema de carga e partida – Everton Ribon Matos Slide 3: Sistema de carga e partida – Everton Ribon Matos Slide 4: Sistema de carga e partida – Everton Ribon Matos Slide 5: Sistema de carga e partida – Everton Ribon Matos Slide 6: Sistema de carga e partida – Everton Ribon Matos Slide 7: Sistema de carga e partida – Everton Ribon Matos Slide 8: Sistema de carga e partida – Everton Ribon Matos Slide 9: Sistema de carga e partida – Everton Ribon Matos Slide 10: Sistema de carga e partida – Everton Ribon Matos Slide 11: Sistema de carga e partida – Everton Ribon Matos Slide 12: Sistema de carga e partida – Everton Ribon Matos Slide 13: Sistema de carga e partida – Everton Ribon Matos Slide 14: Sistema de carga e partida – Everton Ribon Matos Slide 15: Sistema de carga e partida – Everton Ribon Matos Slide 16: Sistema de carga e partida – Everton Ribon Matos Slide 17: Sistema de carga e partida – Everton Ribon Matos Slide 18: Sistema de carga e partida – Everton Ribon Matos Slide 19: Sistema de carga e partida – Everton Ribon Matos Slide 20: Sistema de carga e partida – Everton Ribon Matos Slide 21: Sistema de carga e partida – Everton Ribon Matos Slide 22: Sistema de carga e partida – Everton Ribon Matos Slide 23: Sistema de carga e partida – Everton Ribon Matos Slide 24: Sistema de carga e partida – Everton Ribon Matos Slide 25: Sistema de carga e partida – Everton Ribon Matos Slide 26: Sistema de carga e partida – Everton Ribon Matos Slide 27: Sistema de carga e partida – Everton Ribon Matos Slide 28: Sistema de carga e partida – Everton Ribon Matos Slide 29: Sistema de carga e partida – Everton Ribon Matos Slide 30: Sistema de carga e partida – Everton Ribon Matos Slide 31: Sistema de carga e partida – Everton Ribon Matos Slide 32: Sistema de carga e partida – Everton Ribon Matos Slide 33: Sistema de carga e partida – Everton Ribon Matos Slide 34: Sistema de carga e partida – Everton Ribon Matos Slide 35: Sistema de carga e partida – Everton Ribon Matos Slide 36: Sistema de carga e partida – Everton Ribon Matos Slide 37: Sistema de carga e partida – Everton Ribon Matos Slide 38: Sistema de carga e partida – Everton Ribon Matos Slide 39: Sistema de carga e partida – Everton Ribon Matos Slide 40: Sistema de carga e partida – Everton Ribon Matos Slide 41: Sistema de carga e partida – Everton Ribon Matos Slide 42: Sistema de carga e partida – Everton Ribon Matos Slide 43: Sistema de carga e partida – Everton Ribon Matos Slide 44: Sistema de carga e partida – Everton Ribon Matos Slide 45: Sistema de carga e partida – Everton Ribon Matos Slide 46: Sistema de carga e partida – Everton Ribon Matos Slide 47: Sistema de carga e partida – Everton Ribon Matos Slide 48: Sistema de carga e partida – Everton Ribon Matos Slide 49: Sistema de carga e partida – Everton Ribon Matos Slide 50: Sistema de carga e partida – Everton Ribon Matos Slide 51: Sistema de carga e partida – Everton Ribon Matos Slide 52: Sistema de carga e partida – Everton Ribon Matos Slide 53: Sistema de carga e partida – Everton Ribon Matos Slide 54: Sistema de carga e partida – Everton Ribon Matos Slide 55: Sistema de carga e partida – Everton Ribon Matos Slide 56: Sistema de carga e partida – Everton Ribon Matos Slide 57: Sistema de carga e partida – Everton Ribon Matos Slide 58: Sistema de carga e partida – Everton Ribon Matos Slide 59: Sistema de carga e partida – Everton Ribon Matos Slide 60: Sistema de carga e partida – Everton Ribon Matos Slide 61: Sistema de carga e partida – Everton Ribon Matos Slide 62: Sistema de carga e partida – Everton Ribon Matos Slide 63: Sistema de carga e partida – Everton Ribon Matos Slide 64: Sistema de carga e partida – Everton Ribon Matos Slide 65: Sistema de carga e partida – Everton Ribon Matos Slide 66: Sistema de carga e partida – Everton Ribon Matos