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AVALIAÇÃO ANTROPOMETRICA: 
DA CRIANÇA AO IDOSO
NUTRICIONISTA MSC:
LUANA SILVEIRA CRN7-13569
UNIVERSIDADE DA AMAZÔNIA
CURSO DE NUTRIÇÃO 
SUMÁRIO 
01
02
03
04
AVALIAÇÃO FISICA DE 
NEONATOS E CRIANÇAS
AVALIAÇÃO FISICA DE 
ADOLESCENTES 
AVALIAÇÃO FISICA DE ADULTOS 
AVAILIAÇÃO FISICA 
DE IDOSOS 
As características que a criança apresenta ao nascer,
proporcionam inúmeras informações sobre o período de vida
intrauterino e suas condições favoráveis ou não de crescimento.
AVALIAÇÃO NUTRICIONAL DE 
RECÉM-NASCIDOS- RN
• Ganho ponderal durante a gestação da mãe;
• Sua condição nutricional pré-gestacional;
• Possível ocorrência de infecções durante a gravidez;
• Uso de bebida alcoólica, tabaco ou drogas.
O RN pode ser classificado segundo a Idade Gestacional (IG) de
nascimento e peso ao nascer de acordo com os Quadros 1 e 2 abaixo:
Quadro 2 - Classificação do Recém-Nascido quanto ao peso de
nascimento:
RECÉM-NASCIDO PRÉ -
TERMO - RNPT
são utilizados: 
• os indicadores Perímetro Cefálico para Idade Gestacional 
(PC/IG); 
• Peso para Idade Gestacional (P/IG) ;
• Comprimento para Idade Gestacional (C/IG); 
>Escore-z +2 =PC acima do 
esperado para a idade;
≥Escore-z -2≤ escore-
z+2=PC adequado para a 
idade;
<Escore-z -2= PC baixo para 
a idade; 
>Escore-z +2 =Peso elevado para a 
idade;
≥Escore-z -2≤ escore-z+2=Peso 
adequado para a idade;
≥ Escore-z -3e Escore-z -2= Baixo 
peso para a idade;
<Escore-z -3= Peso muito baixo 
para a idade; 
A avaliação do estado nutricional 
do Recém-Nascido Pré-Termo é
realizada a partir dos gráficos, que 
variam de acordo com o sexo!!!!!
DO PERÍMETRO CEFÁLICO (PC) EM
CRIANÇAS DE AT É 2 ANOS
• O Perímetro Cefálico (PC) é descrito como a circunferência
“frontoccipital”, correspondendo ao perímetro cefálico máximo;
• O PC varia de acordo com a semana gestacional que a criança
nasce.
• O PC considerado normal para crianças brasileiras, segundo
Ministério da Saúde (2015) é acima de 33 até 38,6 cm.
DO PERÍMETRO CEFÁLICO (PC) EM
CRIANÇAS DE AT É 2 ANOS
• Isoladamente, o PC é utilizado para identificar se o crescimento do cérebro da
criança está adequado, sendo indicado o seu uso até os dois anos de idade.
Também é utilizado para o diagnóstico do estado patológico de microcefalia,
macrocefalia e hidrocefalia;
• Para o diagnóstico de microcefalia o ponto de corte do PC utilizado é ≤ 31,9 cm para
meninos e ≤ 31,5 para meninas;
• O Perímetro Cefálico (PC), juntamente com o Perímetro Torácico (PT) forma a
relação PT/PC que avalia desnutrição calórico proteica;
DO PERÍMETRO CEFÁLICO (PC) EM
CRIANÇAS DE AT É 2 ANOS
• A relação PT/PC é utilizada do nascimento até os 5 anos de idade;
• Até o 6º mês de vida, os perímetros cefálico e torácico são aproximadamente
iguais, resultando numa relação PT/PC = 1;
• Após o 6º mês de vida, a relação PT/PC quando maior ou igual a um (≥ 1) é
indicativo de eutrofia e quando menor que um (< 1) é indicativo de desnutrição
calórico-proteica;
Aferição do Perímetro Cefálico: Aferição do Perímetro torácico: 
DO PERÍMETRO CEFÁLICO (PC) EM
CRIANÇAS DE AT É 2 ANOS
PT/PC=1
PT/PC≥1
PERÍMETRO CEFÁLICO (PC) EM 
CRIANÇAS DE ATÉ 2 ANOS
Após o 6º mês de vida, a relação PT/PC
quando maior ou igual a um (≥ 1) é
indicativo de eutrofia e quando menor
que um (< 1) é indicativo de desnutrição
calórico-proteica;
PT/PC< 1
• Comprimento para Idade (C/I) ou Estatura para Idade (E/I);
• Peso para Idade (P/I);
• IMC para Idade (IMC/I), utilizando seus respectivos gráficos;
A avaliação do estado nutricional de crianças de 0 a 10 anos de idade é realizada por meio dos
indicadores recomendados pela Organização Mundial de Saúde (2006; 2007) que são:
AVALIAÇÃO NUTRICIONAL DE 
CRIANÇAS E ADOLESCENTES
INDICADORES ANTROPOMÉTRICOS PARA
CRIANÇAS
O Comprimento para Idade (C/I) ou
Estatura para Idade (E/I) reflete o
crescimento linear alcançado pela
criança para sua idade, demonstrando
possíveis efeitos cumulativos de
situações adversas sobre o
crescimento;
O IMC para Idade (IMC/I) reflete
a distribuição do peso
corporal em relação à
estatura e à idade cronológica
da criança
O Peso para Idade (P/I) reflete a
massa corporal da criança em
relação à idade cronológica, pode
demonstrar comprometimentos
crônicos;
P/I IMC/IC/I-E/I 
INDICADORES ANTROPOMÉTRICOS PARA
CRIANÇAS
P/I IMC/IC/I-E/I 
BALANÇA ANTROPOMETRICA 
MECÂNICA INFANTIL 
TÉCNICAS DE AFERIÇÃO 
• A balança antropométrica mecânica infantil é utilizada 
para pesagem de crianças de 0 a 2 anos de idade ou 
com até 16 kg (Figura 1);
BALANÇA DIGITAL INFANTIL 
TÉCNICAS DE AFERIÇÃO 
• A balança digital infantil é utilizada para pesagem de 
crianças de 0 a 2 anos de idade ou com até 20 a 25 kg);
AFERIÇÃO DO PESO EM CRIANÇAS
MAIORES DE 2 ANOS E ADOLESCENTES 
TÉCNICAS DE AFERIÇÃO 
BALANÇA MECÂNICA BALANÇA DIGITAL 
AFERIÇÃO DO COMPRIMENTO EM
CRIANÇAS MENORES DE 2 ANOS 
TÉCNICAS DE AFERIÇÃO 
ANTROPÔMETRO OU INFANTÔMETRO
AFERIÇÃO DA ESTATURA EM CRIANÇAS
MAIORES DE 2 ANOS 
TÉCNICAS DE AFERIÇÃO 
ESTADIÔMETRO PORTÁTIL /ANTROPÔMETRO VERTICAL ACOPLADO 
NA BALANÇA 
AFERIÇÃO DO COMPRIMENTO EM
CRIANÇAS MENORES DE 2 ANOS 
TÉCNICAS DE AFERIÇÃO 
ANTROPÔMETRO OU INFANTÔMETRO
AVALIAÇÃO NUTRICIONAL
DE ADOLESCENTES
A adolescência consiste no período de transição entre 
a infância e a vida adulta e é caracterizada por 
intensas mudanças somáticas, psicológicas e sociais, 
compreendendo a faixa etária dos 10 aos 19 anos de 
idade. Pode ser classificada em adolescência precoce 
(10 a 14 anos) e adolescência tardia (15 a 19 anos).
AUMENTO DE MASSA MAGRA EM MENINOS 
AUMENTO DE MASSA GORDUROSA EM 
MENINAS 
A AVALIAÇÃO NUTRICIONAL ANTROPOMÉTRICA DEVE SER
REALIZADA JUNTAMENTE com a avaliação do estágio de
maturação sexual, que pode ser realizada pelo próprio
adolescente, utilizando-se a "Escala de Tanner", sendo este
método de autoavaliação validado
ESCALA DE TANNER
INDICADORES ANTROPÔMETRICOS 
PARA ADOLESCENTES
A Estatura para Idade (E/I) reflete o crescimento
linear alcançado pelo adolescente para sua
idade, demonstrando possíveis efeitos
cumulativos de situações adversas sobre o
crescimento;
O IMC para Idade (IMC/I) reflete a distribuição do
peso corporal em relação à estatura e à idade.
Interpretação conjunta de parâmetros
antropométricos, clínicos, bioquímicos e
dietéticos, que possibilitem a obtenção de
um diagnóstico nutricional preciso.
AVALIAÇÃO FISICA DE 
ADULTOS E IDOSOS 
ADULTOS 
IDOSOS 
20-59 ANOS 60 ou mais....
1 2 3
CRONOGRAMA DO MANEJO 
NUTRICIONAL 
Avaliação nutricional: 
vários instrumentos e 
técnicas podem ser 
utilizados.
DIAGNÓSTICO 
NUTRICIONAL
Intervenção
• Expressa se as necessidades fisiológicas por energia e nutrientes estão 
sendo alcançadas com a finalidade de manutenção da composição e das 
funções corporais dentro dos parâmetros de normalidade.
• Isso é resultado do equilíbrio entre ingestão e necessidade de nutrientes e 
energia.
• Alterações do estado nutricional acarretam aumento de morbi-
mortalidade.
• Tanto carências nutricionais quanto excesso de peso são fatores de risco 
para uma série de enfermidades, desde anemia às doenças 
cardiovasculares.
ESTADO NUTRICIONAL 
ROSSI; CARUSO (2015); MUSSOI (2014)
Ingestão abaixo 
da necessidade
ESTADO
NUTRICIONAL
Ingestão supre 
às necessidades
Ingestão excede 
à necessidade
Doenças carenciais: 
- Anemias 
- Hipovitaminose A
- Bócio endêmico 
- Hipovitaminose D e etc.
ROSSI; CARUSO (2015); MUSSOI (2014)
Normalidade/ eutrofia
-Excesso de peso
- Doenças crônicas não 
transmissíveis (DCNT)
ESTADO
NUTRICIONAL
ROSSI; CARUSO (2015); MUSSOI (2014)
OBJETIVO
IDENTIFICAR PACIENTES COM 
RISCO AUMENTADO DE 
APRESENTAR COMPLICAÇÕES 
ASSOCIADAS AO ESTADO 
NUTRICIONAL COM FINALIDADE 
DE EMPREGO DA DIETOTERAPIA 
ADEQUADA;
AVALIAR E MONITORAR A 
EFICÁCIA DA TERAPÊUTICA 
NUTRICIONAL UTILIZADA.
DIAGNÓSTICO – MANUTENÇÃO 
OU ADEQUAÇÃO.
ESTADO
NUTRICIONAL
ROSSI; CARUSO (2015); MUSSOI (2014)
METODOS DE
AVALIAÇÃO• HISTÓRIA CLÍNICA;
• EXAME FÍSICO;
• ANTROPOMETRIA;
• EXAMES LABORATORIAIS;
• ÍNDICES E INDICADORES;
• BIOIMPEDÂNCIA 
BIOELÉTRICA E OUTROS ....
PESO 
• PESO: MEDIDA ANTROPOMÉTRICA QUE REPRESENTA A SOMATÓRIA DE
TODOS OS COMPONENTES CORPORAIS E REFLETE O EQUILÍBRIO PROTEICO
ENERGÉTICO O ESTADO NUTRICIONAL DO INDIVÍDUO.
• PESO ATUAL: valor de massa corporal obtido no momento da avaliação.
PESO USUAL: informado pelo individuo ou por um familiar/responsável o
valor obtido na ultimaaferição de peso, ou o peso em que o individuo
geralmente se mantém.
• PESO ESTIMADO: em situações nas quais o individuo a ser avaliado,
encontra-se impossibilitado da aplicação de técnicas convencionais, são
utilizadas equações especificas para o cálculo do peso estimado.
PESO 
PESO 
PESO 
PESO IDEAL 
PESO 
• É O PESO ADEQUADO EM RELAÇÃO À IDADE, AO BIÓTIPO, AO GÊNERO E À
ESTATURA.
• Usualmente, adotam-se variação de 10 % para mais ou para menos
em relação ao peso ideal.
PESO IDEAL 
CORRIGIDO 
PARA 
AMPUTAÇÃO 
ESTATURA 
• É A MEDIDA QUE EXPRESSA O PROCESSO DE CRESCIMENTO
LINEAR DO CORPO HUMANO.
• A medida da estatura é obtida com auxílio de um
estadiômetro ou antropômetro.
• O indivíduo deve ficar em pé, descalço, com calcanhares
juntos, costas retas e os braços estendidos ao lado do
corpo, com a cabeça ereta e os olhos fixos à frente, na
linha do horizonte.
"Plano de Frankfort"
"Plano de Frankfort" 
ALTURA 
• É A MEDIÇÃO EM PÉ DE CRIANÇAS
MAIORES DE DOIS ANOS ATÉ A
IDADE ADULTA.
• Utiliza-se o estadiômetro ou
antropômetro.
ESTIMATIVA 
DE ALTURA 
ESTIMATIVA 
DE ALTURA 
ESTIMATIVAS DE ALTURA –
EXTENSÃO DOS BRAÇOS / 
ENVERGADURA 
• ESTIMATIVA DA ALTURA: ENVERGADURA PELA
MEDIDA FEITA DA CHANFRADURA DO ESTERNO
ATÉ O DEDO
• médio e o resultado multiplicado por dois.
IMC 
• É A RELAÇÃO ENTRE MASSA CORPORAL E A ESTATURA DO 
INDIVÍDUO.
• VANTAGENS: BAIXO CUSTO E PRATICIDADE NA DETERMINAÇÃO DA CLASSIFICAÇÃO DO ESTADO 
NUTRICIONAL.
• Limitações: não discrimina quanto o corpo tem de tecido adiposo e massa magra; não é 
recomendado como única medida na obtenção do estado nutricional, principalmente em algumas 
situações, p.ex.: atletas, halterofilistas, e outros. Não permite verificar a distribuição corporal de 
tecido adiposo.
IMC 
IMC 
IMC para idosos 
• O CÁLCULO DO IMC SEGUE A MESMA 
ORIENTAÇÃO PARA ADULTOS.
• Estudos sugerem pontos de corte mais 
altos, pois os idosos necessitariam de 
uma reserva maior a fim de prevenir a 
desnutrição.
IMC para idosos 
Altura do joelho (AJ) 
• AFERIDA COM O INDIVÍDUO EM POSIÇÃO SUPINA OU SENTADA, 
COM A PERNA DIREITA FORMANDO UM ÂNGULO DE NOVENTA 
GRAUS COM O JOELHO E O TORNOZELO.
• UTILIZA-SE UM PAQUÍMETRO PARA ESTA AFERIÇÃO, CONSTITUÍDO 
POR UMA PARTE FIXA, QUE DEVE SER POSICIONADA NA 
SUPERFÍCIE PLANTAR DO PÉ (CALCANHAR) E UMA PARTE MÓVEL, 
PRESSIONADA SOBRE A CABEÇA DA PATELA (RÓTULA).
Altura do joelho (AJ) 
Comprimento do braço 
• AFERIDO NO BRAÇO DIREITO, 
ESTANDO O SUJEITO COM O 
ANTEBRAÇO FLETIDO EM NOVENTA 
GRAUS, SENDO FEITA A MEDIDA 
ENTRE A PONTA DO PROCESSO 
ACROMIAL DA ESCÁPULA E O 
PROCESSO OLÉCRANO DA ULNA, 
COM A FITA MÉTRICA NA FACE 
LATERAL DO BRAÇO.
Comprimento do braço 
Circunferências 
• SÃO MEDIDAS ANTROPOMÉTRICAS CORRESPONDENTES AOS CHAMADOS
PERÍMETROS DE SEGMENTOS CORPORAIS, QUANDO MEDIDOS EM ÂNGULOS RETOS
EM RELAÇÃO AO SEU EIXO MAIOR;
• Identifica padrão muscular e de gordura corporal;
• Sugere-se a utilização destas medidas quando o avaliado apresentar
quantidade de gordura corporal muito elevada, tornando inviável a aferição das
dobras cutâneas, e quando o objetivo é identificar o padrão de distribuição da
gordura corporal.
Circunferências 
• AS PRINCIPAIS CIRCUNFERÊNCIAS UTILIZADAS NA
AVALIAÇÃO DE ADULTOS E/OU IDOSOS SÃO:
• Circunferência do Braço (CB)
• Circunferência da Cintura (CC)
• Circunferência Abdominal (CA)
• Circunferência do Quadril (CQ)
• Circunferência do Pescoço (CPesc)
• Circunferência da Panturrilha (CPan)
Circunferências 
• AS PRINCIPAIS CIRCUNFERÊNCIAS UTILIZADAS NA
AVALIAÇÃO DE ADULTOS E/OU IDOSOS SÃO:
• Circunferência do Braço (CB)
• Circunferência da Cintura (CC)
• Circunferência Abdominal (CA)
• Circunferência do Quadril (CQ)
• Circunferência do Pescoço (CPesc)
• Circunferência da Panturrilha (CPan)
Circunferências 
• AS AFERIÇÕES DEVEM SER FEITAS COM O INDIVÍDUO EM POSIÇÃO
ORTOSTÁTICA E NA PORÇÃO DIREITA DO CORPO;
• É importante que no momento da aferição das circunferências
seja empregada tensão adequada à fita métrica, pois a fita não
pode comprimir excessivamente a pele, e ao mesmo tempo não
pode ficar muito frouxa;
• O ideal é que seja mantido o mesmo antropometrista,
principalmente em caso de pesquisa;
• Utilizar fita métrica flexível e inelástica aferições
Circunferência do braço 
• É A MEDIDA OBTIDA, COM A FITA MÉTRICA, NO PONTO MÉDIO DO
COMPRIMENTO DO BRAÇO, ENTRE O PROCESSO ACROMIAL DA
ESCÁPULA (ACRÔMIO) E O OLÉCRANO DA ULNA.
• O indivíduo deve ficar com o braço estendido ao longo do corpo,
com a palma da mão voltada para a coxa, durante a aferição da
circunferência do braço a partir do ponto médio marcado.
• O valor obtido deve ser comparado aos valores de referência de CB
descritos por Frisancho (1990) – percentis, e classificadas de
acordo com os valores de referência a seguir.
Circunferência do braço 
CB por percentis 
CB por percentis 
CB por percentis para 
idosos 
Adequação da 
circunferência do braço 
(ACB%) 
• É OUTRA FORMA DE CLASSIFICAÇÃO DO ESTADO NUTRICIONAL A
PARTIR DA AFERIÇÃO DE CB. A FÓRMULA DE ADEQUAÇÃO (ACB%)
UTILIZA COMO REFERÊNCIA A MÉDIA DOS VALORES DO PERCENTIL 50.
O RESULTADO DEVE SER CLASSIFICADO CONFORME QUADRO A
SEGUIR
Adequação da 
circunferência do braço 
(ACB%) 
CIRCUNFERENCIA MUSCULAR 
DO BRAÇO 
AVALIA A RESERVA DE TECIDO MUSCULAR (SEM CORREÇÃO DA ÁREA 
ÓSSEA).
CMB= CB (CM) – [0,314 X PCT (MM)]
Adequação da CMB (ACMB%) 
É UTILIZADA PARA CLASSIFICAR O ESTADO NUTRICIONAL Á PARTIR DE 
CMB, QUANDO NÃO SE DISPÕE DAS TABELAS DE PERCENTIL PARA 
IDOSOS.
E é obtido á partir do cálculo do percentual de adequação de CMB que 
utiliza como referência a média do percentil 50, que deve ser 
interpretada segundo o quadro a seguir.
CIRCUNFERENCIA 
MUSCULAR DO 
BRAÇO POR 
PERCENTIS 
Adequação da CMB (ACMB%) 
É UTILIZADA PARA CLASSIFICAR O ESTADO NUTRICIONAL Á PARTIR DE 
CMB, QUANDO NÃO SE DISPÕE DAS TABELAS DE PERCENTIL PARA 
ADULTOS.
E é obtido á partir do cálculo do percentual de adequação de CMB que 
utiliza como referência a média do percentil 50, que deve ser 
interpretada segundo o quadro a seguir.
CIRCUNFERENCIA 
MUSCULAR DO 
BRAÇO POR 
PERCENTIS PARA 
IDOSOS 
Adequação da CMB (ACMB%) 
Área Muscular do Braço 
(AMB)
• AVALIA A RESERVA DE TECIDO MUSCULAR (SEM CORREÇÃO DA ÁREA ÓSSEA).
• É OBTIDA A PARTIR DOS VALORES DA CB E DA PREGA CUTÂNEA TRICIPITAL
(PCT).
• O VALOR OBTIDO É COMPARADO AOS DESCRITOS POR FRISANCHO (1981), E
CLASSIFICADOS SEGUNDO O QUADRO A SEGUIR.
Área Muscular do Braço 
corrigida (AMBc)
• AVALIA A RESERVA DE TECIDO MUSCULAR CORRIGINDO A ÁREA ÓSSEA,
DESSA FORMA, REFLETE ADEQUADAMENTE AS MUDANÇAS DO TECIDO
MUSCULAR
Área Muscular do 
Braço corrigida 
(AMBc)
Área Muscular 
do Braço 
corrigida 
(AMBc) para 
idosos 
Área Muscular 
do Braço 
corrigida 
(AMBc) para 
idosos 
Área de Gordura do Braço 
(AGB) 
AVALIA A RESERVA DE TECIDO ADIPOSO SUBCUTÂNEO. É OBTIDA A 
PARTIR DA DIFERENÇA DA ÁREA TOTAL DO BRAÇO (ATB) E DA ÁREA 
MUSCULAR DO BRAÇO (AMB). O RESULTADO DEVE SER COMPARADO 
AOS VALORES DE REFERÊNCIA DESCRITOS POR FRISANCHO, 1990, E 
INTERPRETADOS SEGUNDO O QUADRO A SEGUIR.
𝐴𝐺𝐵(𝑐𝑚2)=𝐴𝑇𝐵 −𝐴𝑀𝐵
𝐴𝑇𝐵 (𝑐𝑚2)=(𝐶𝐵)²/4xπ
circunferência da cintura 
• CIRCUNFERÊNCIA DA CINTURA: PONTO MÉDIO ENTRE A BORDA
INFERIOR DA CAIXA TORÁCICA E A CRISTA ILÍACA (OMS, 2000).
circunferência da cintura 
• AVALIA RISCO CARDIOVASCULAR E METABÓLICO;circunferência do quadril 
• MAIOR PORÇÃO DA REGIÃO GLÚTEA (NÁDEGAS) (ROSSI, CARUSO,
GALANTE, 2011).
SE COMPARADO EM PROPORÇÃO AO PERÍMETRO DA 
CINTURA, SERVE COMO INDICADOR DE GORDURA 
SUBCUTÂNEA E TIPO DE DISTRIBUIÇÃO DE GORDURA. 
TAMBÉM ESTÁ ASSOCIADO AO RISCO DE 
ENFERMIDADES, COMO DIABETES E DOENÇAS 
CARDIOVASCULARES.
RELAÇÃO CINTURA QUADRIL RCQ
Relação cintura-quadril RCQ 
• RAZÃO ENTRE OS VALORES DE CIRCUNFERÊNCIA DA CINTURA E DO
QUADRIL (ROSSI, CARUSO, GALANTE, 2011).
• Permitem verificar a distribuição de gordura corporal.
Circunferência abdominal 
• A FITA DEVE SER POSICIONADA NA ALTURA DA CICATRIZ UMBILICAL AO
• fim de uma expiração normal (ROSSI, CARUSO, GALANTE, 2011).
• Medida muito utilizada para controle de perda de peso
Circunferência do pescoço 
• A CIRCUNFERÊNCIA DO PESCOÇO DEVE SER MEDIDA NA BASE DO
PESCOÇO, NA ALTURA DA CARTILAGEM CRICOTIREOIDEA. EM HOMENS
COM PROEMINÊNCIA, A CP DEVE SER AFERIDA ABAIXO DA
PROEMINÊNCIA.
• Quanto à classificação da circunferência do pescoço: Tem sido
demonstrado que CP >=37 cm em homens e >= 34 cm em mulheres
são os melhores pontos de corte para se determinar pessoas com
obesidade central.
Circunferência do pescoço 
Circunferência da panturrilha 
• Medida antropométrica mais sensível de massa muscular para pessoas
idosas.
• Indica mudanças de massa livre de gordura que ocorrem com a idade e
com a diminuição da atividade.
• Para aferição dessa medida o idoso deve estar em posição supina
(deitado com a face para cima) e calcanhar apoiado na cama ou
sentado com o joelho dobrado em ângulo de 90°.
• Mede-se a área de maior diâmetro da panturrilha da perna direita com
fita métrica inelástica.
• Valores inferiores a 31 cm indicam perda de massa muscular, valores
iguais ou maiores que 31 cm são considerados normais. (GUIGOZ
Circunferência da panturrilha 
DOBRAS CUTANEAS 
• Baseia-se no fato de que aproximadamente metade do conteúdo
corporal total de gordura localizar-se no tecido subcutâneo.
• Essa gordura está diretamente relacionada a gordura corporal
total.
• Existem mais de 90 locais anatômicos onde a medida pode ser
aferida, porém a maioria dos protocolos utiliza de 2 a 9 locais de
medida.
• A medida é realizada por meio de adipômetro
TIPOS DE ADIPOMETROS 
DOBRA CUTÂNEA TRICIPTAL 
• SEMPRE QUE POSSÍVEL COM O PACIENTE EM
PÉ, BRAÇOS RELAXADOS E ESTENDIDOS AO
LONGO DO CORPO;
• Padronizar o lado das medidas: lado direito;
• É medida na face posterior do braço,
paralelamente ao eixo longitudinal, no ponto
que compreende a metade da distância
entre a borda súpero-lateral do acrômio e o
olecrano;
• Braço direito flexionado em direção ao tórax
(90º);
• Marcar ponto médio entre o acrômio e o
olécrano;
• Braço relaxado;
DOBRA CUTÂNEA TRICIPTAL 
• SEGURAR FIRMEMENTE A DOBRA, ENTRE O
POLEGAR E O INDICADOR DA MÃO ESQUERDA,
NO LOCAL A SER MEDIDO;
• Destacar a dobra de modo que o tecido
muscular não tenha sido pinçado;
• Adipômetro perpendicular à dobra;
• Manter dobra pressionada com os dedos
durante a aferição;
• Pinçar a prega com o adipômetro
exatamente no local marcado;
• Fazer leitura até 3 segundos;
• Cuidado com o adipômetro: abrir haste e
fechar p/ evitar descalibrá-lo;
• Repetir a dobra no mínimo 2 vezes - se os
valores diferirem realizar de novo.
DOBRA CUTÂNEA TRICIPTAL PRECENTIL 
DOBRA CUTÂNEA TRICIPTAL PRECENTIL 
PARA IDOSOS 
DOBRA CUTÂNEA TRICIPTAL PRECENTIL 
PARA IDOSOS 
DOBRA CUTÂNEA BICIPTAL 
• É medida no sentido do eixo
longitudinal do braço, na sua
face anterior, no ponto de maior
circunferência aparente do
ventre muscular do bíceps.
• A aferição desta dobra deve ser
feita no mesmo nível da PCT, na
parte anterior do braço.
MUSSOI,2014
DOBRA SUBESCAPULAR SBE
• A medida é executada obliquamente
em relação ao eixo longitudinal,
seguindo a orientação dos arcos
costais, sendo localizada a dois
centímetros abaixo do ângulo
inferior da escápula.
DOBRA SUBESCAPULAR SBESOMATÓRIA 
DOBRAS CUTÂNEAS
• Somatória das DCT e DCSE:
• Há classificação apenas para idades inferiores a 75 anos.
• Acima do percentil 90 é indicativo de excesso de adiposidade.
• Abaixo do percentil 10 é indicativo de baixa adiposidade.
DOBRA SUBESCAPULAR SBESOMATÓRIA DOBRAS CUTÂNEAS POR 
PERCENTIS 
DOBRA SUBESCAPULAR SBESOMATÓRIA DOBRAS CUTÂNEAS POR 
PERCENTIS 
DOBRA CUTÂNEA SUPRAILIACA
• É obtida obliquamente em relação
ao eixo longitudinal, na metade da
distância entre o último arco
costal e a crista ilíaca, sobre a
linha axilar média.
• É necessário que o avaliado afaste
o braço para trás para permitir a
execução da medida.
DOBRA CUTÂNEA SUPRAILIACA
DOBRA CUTÂNEA AXILAR MÉDIA
• A dobra cutânea axilar média é localizada no
ponto de intersecção entre a linha axilar média e
uma linha imaginária transversal na altura do
apêndice xifóide do esterno.
• Deve ser aferida obliquamente ao eixo
longitudinal, com o braço do avaliado para trás,
facilitando a obtenção e a leitura da medida.
DOBRA CUTÂNEA AXILAR MÉDIA
DOBRA CUTÂNEA PEITORAL OU TORÁCICA
• A aferição deve ser realizada obliquamente ao
eixo longitudinal na metade da distância entre a
linha axilar anterior e o mamilo, para homens, e
a um terço da linha axilar média, para mulheres.
DOBRA CUTÂNEA PEITORAL OU TORÁCICA
DOBRA CUTÂNEA DA COXA 
• A aferição deve ser realizada no ponto médio entre
a prega inguinal e a borda superior da patela.
• O avaliado deve estar em pé com a perna a ser
avaliada relaxada.
• A média é realizada na parte anterior da perna
sobre o músculo reto femoral.
DOBRA CUTÂNEA DA COXA 
DOBRA CUTÂNEA ABDOMINAL
• A aferição deve ser realizada, aproximadamente, 2 cm à 
direita da cicatriz umbilical, paralelamente ao eixo 
longitudinal do corpo.
DOBRA CUTÂNEA DA PANTURRILHA 
• Para esta medida o avaliado deve esta sentado com joelhos 
flexionados no ângulo de 90° e tornozelo em posição 
anatômica com os pés descalços;
• A dobra é pinçada no maior perímetro da perna com o polegar 
da mão esquerda apoiado na borda medial da tíbia; 
DOBRA CUTÂNEA DA PANTURRILHA 
MÉTODOS PARA ESTIMATIVA DE PERCENTUAL 
DE GORDURA CORPORAL (%GC) 
• O percentual de gordura corporal representa a quantidade de
massa gorda existente no corpo do indivíduo.
• Estes valores podem ser obtidos através de aferições de
perímetros corporais e pregas cutâneas, que irão mensurar o
aporte de gordura em partes específicas do corpo, ou por meio
de equações preditivas que utilizam o somatório das dobras
cutâneas e dos perímetros corporais.
• Estas equações correspondem ao protocolo utilizado para
avaliar o %GC.
ESTIMATIVA DE GORDURA CORPORAL POR MEIO 
DO SOMATÓRIO DAS QUATRO PREGAS 
CUTÂNEAS (Σ PC).
• O resultado do somatório das pregas tricipital (PCT), bicipital
(PCB), subescapular (PSE) e supra-ilíaca (PSI), deve ser
comparado aos valores de referência descritos por Durnin (1974)
e o diagnóstico do estado nutricional dever ser interpretado
segundo a classificação descrita por Pollock e Wilmore (1993) ou
Lohman et al. (1992).
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REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

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