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SANGRAMENTOS GESTACIONAIS 
SANGRAMENTO NO 1º TRIMESTRE 
• Abortamento/ameaça de abortamento 
• Prenhez ectópica 
• Mola hidatiformes 
ABORTAMENTO 
• Interrupção da gestação antes que o 
produto conceptual tenha alcançado a 
viabilidade 
• OMS: Antes de 20 semanas ou feto < 500g 
• Incidência: 20% 
• Espontâneos (80% até 12 semanas - 
abortamento precoce) 
• abortamento de repetição: 3 ou mais 
 
 
 
 
 
 
 
DEFEITOS DA FASE LUTEA 
 
SINÉQUIAS UTERINAS 
 
 
MIOMAS 
 
Classificação
Intenção
Espontâneo
Provocado
Cronologia
Precoce
Tardio
Abortamento
Alterações 
cromossômicas
Defeitos da fase 
lútea
Infecções
Doenças 
endocrinológica
s
Causas uterinas
Sinéquias
uterinas
Miomas
Malformações 
uterinas
Fatores 
imunológicos
Auto-imunes
Aloimunes
Trombofilias
Drogas e 
agentes nocivos
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Eai? 
 
 
Sinais de mal prognóstico 
• hematoma subcoriônico > 40% 
• anormalidades de vesícula vitelínica 
(menor ou hidrópica) 
• saco gestacional irregular 
• BCF < 100 
 
CLASSIFICAÇÃO 
 
AMEAÇA DE ABORTAMENTO 
• 15 A 20% das gestações 
• Sangramento em pequena quantidade 
acompanhado de dor ou não 
• Exame físico: colo fechado, útero 
compatível com a idade gestacional 
• USG sem alterações 
• Hematoma subcoriônico: 4 a 40% 
• Imunoglobulina anti-D 
 
ABORTAMENTO INEVITÁVEL 
• Sangramento moderado ou intenso 
Formas clínicas 
de abortamento
Ameaça de 
abortamento
Abortamento 
inevitável
Abortamento 
completo
Abortamento 
incompleto
Abortamento 
retido
Abortamento 
habitual
Abortamento 
infectado
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• Quadro clínico: dor abdominal em cólica, 
forte 
• Exame físico: sangramento ativo pelo 
orifício externo do colo (presença 
de restos ovulares), orifício interno 
dilatado ao toque 
• USG: saco gestacional em posição baixa. 
 
ABORTAMENTO INCOMPLETO 
• Eliminação parcial dos produtos de 
concepção 
• Sangramento intermitente 
• Cavidade com conteúdo amorfo e 
heterogêneo 
• Curetagem ou AMIU 
 
ABORTAMENTO COMPLETO 
• Expulsão completa dos produtos da 
concepção 
• Eco endometrial: abaixo de 15mm 
 
ABORTAMENTO RETIDO 
• Morte embrionário ou fetal antes de 20 
semanas associada a retenção do produto 
por período prolongado 
• Parada dos sintomas gestacionais 
• Pode ou não ter sangramento 
• Confirmação 
→ saco gestacional > 8mm sem 
vesícula 
→ saco gestacional > 25mm sem 
embrião 
→ embrião > 7mm sem BCF 
→ alteração no padrão BHCG 
ABORTAMENTO INFECTADO 
• Abortamento provocado 
• 13% morte materna (67 mil mortes 
clandestinas) 
• Bactérias aeróbias e anaeróbias 
• E coli, Bacteroides fragilis, Clostridium 
• Exame físico: sinais de choque séptico, dor 
abdominal, dor a mobilização do colo ao 
exame de toque e saída de material 
purulento ao especular 
TRATAMENTO 
• Ameaça de abortamento – repouso e 
acompanhamento 
• Abortamento em curso – esvaziar 
• Abortamento incompleto/retido - 
expectante ou esvaziar 
• Abortamento infectado – ATB + esvaziar 
• Abortamento completo – nada 
ESVAZIAMENTO 
• Preparação do colo uterino com 
misoprostol 
• AMIU 
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• Curetagem Uterina 
 
CURETAGEM UTERINA 
1. Posição ginecológica 
2. Esvaziamento vesical 
3. Pinçamento do colo anterior do colo 
uterino com pinça de Pozzi 
4. Histerometria inicial 
5. Retirada de restos ovulares (pinça de 
Winter e Cureta fenestrada) 
6. Histerometria final 
7. Retirada de materiais e hemostasia 
 
PRENHEZ ECTÓPICA 
• Desenvolvimento fora da cavidade uterina 
• Fatores de risco: DIP, DIU, cirurgia tubária, 
ectópica prévia, reprodução assistida, 
tabagismo 
• Quadro clínico: dor abdominal 
• Exames: 
→ BHCG em menor progressão 
→ USG TV (BHCG > 1.500) 
• Tratamento: 
→ Expectante: íntegra, embrião até 
4cm, BHCG < 5.000 (decrescente), 
ausência de BCF 
→ Clínico (metotrexato) - embrião até 
4cm, BHCG < 5.000 (crescente), 
ausência de BCF 
→ Cirúrgico: rota, falha de outros 
métodos 
 
 
 
Moléstia trofoblástica gestacional 
MOLA HIDATIFORME 
• Mola completa: degeneração placentária 
(sem feto) - espermatozoide XX - 
malignização 10-20% 
• Mola incompleta (parcial): tecido fetal com 
malformação - 2 espermatozoides (XXX) - 
malignização 5% 
• Quadro clínico: 
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→ Sangramento vaginal com 
eliminação de vesículas 
→ Altura uterina aumentada 
(comparada com idade 
gestacional) 
→ Hiperêmese 
→ Pré eclampsia 
→ Hipertireoidismo (BHCG 
semelhante ao TSH) 
→ Insuficiência respiratória 
• Diagnóstico 
→ USG: vesículas (tempestade de 
neve), cistos tecaluteínicos 
(estímulo ovariano pois BHCG se 
assemelha ao FSH) 
→ BHCG muito elevado 
 
 
• Tratamento 
→ Esvaziamento 
→ Não engravidar por 12 meses 
(avaliar recidivas) 
→ dosagem seriada de BHCG (1º mês 
semanal, até 3º mês quinzenal, 
após mensal) 
→ Coriocarcinoma: elevação ou platô 
do BHCG 
 
 
SANGRAMENTO DE 2° TRIMESTRE 
• Incompetência Istimo Cervical (IIC) 
→ 10 a 20 % dos abortamentos de 
repetição 
→ Conizações, traumáticas (após 
parto), pós curetagens 
 
INCOMPETÊNCIA ISTIMO CERVICAL (IIC) 
• História clínica de perdas tardias (idades 
gestacionais diminuindo) 
• Tratamento: circlagem 13-16 semanas 
(emergência até 24 semanas) 
 
 
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SANGRAMENTO DE 3° TRIMESTRE 
• Descolamento prematuro de placenta 
(DPP) 
• Placenta prévia ou inserção baixa 
• Rotura de vasa prévia 
• Rotura uterina 
DESCOLAMENTO PREMATURO DE PLACENTA 
(DPP) 
• Separação da placenta normalmente 
inserida antes da expulsão do feto em 
gestação de 20 semanas ou mais. 
• Morbidade e mortalidade materna e fetal 
altas 
• Anormalidades vasculares e placentárias, 
traumas 
• Partos prematuros e restrição de 
crescimento 
• Fatores de risco 
→ Síndromes hipertensivas 
→ Amniorrexe prematura (causa ou 
consequência?) 
→ Trombofilias hereditárias (fator V 
de Leiden, MTHFR, protrombina, 
hiper-homocisteinemia) 
→ Uso de cocaína (vasoconstrição) 
→ Tabagismo (2,5x mais risco – 
isquemia e lesão tecidual) 
→ DPP prévio (10x maior risco) 
→ Gemelar ou polidrâmnio (rápida 
descompressão) 
 
• Diagnóstico 
CLÍNICO!!!!!! (urgência obstétrica) 
→ Dor súbita 
→ Sangramento vaginal 
→ Dor a palpação do útero 
→ Hipertonia ou taquissistolia 
→ Estado pré-choque/choque 
→ USG e cardiotocografia podem 
ajudar 
→ Exame retrospectivo da placenta 
• Tratamento: cesárea 
 
PLACENTA PRÉVIA 
• Presença de tecido placentário que 
recobre ou está muito próximo do orifício 
interno do colo uterino após 28 semanas 
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PLACENTA PRÉVIA 
• Fatores de risco: 
→ Idade materna avançada 
→ Multiparidade 
→ Gestações múltiplas 
→ Cesáreas prévias 
→ Tabagismo 
→ Número de curetagens 
• Acretismo 
 
• Sangramento indolor após 24 semanas 
• Tônus uterino normal 
• Especular: sangue coletado 
• Toque não deve ser realizado na suspeita 
de placenta prévia!!! 
• Diagnóstico é ultrassonográfico 
• Tratamento/parto 
 
 
ROTURA DE VASA PRÉVIA 
• Vasos fetais sem proteção das membranas 
ovulares, interpostos entre o orifício 
interno e apresentação fetal 
• Urgência obstétrica 
 
 
ROTURA UTERINA 
• Rotura muscular uterina 
CLASSIFICAÇÃO
Centro total Centro-parcial
Placenta prévia 
marginal
Placenta prévia 
lateral ou 
implantação baixa 
de placenta
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• Fatores de risco 
→ Cicatriz uterina (cesárea, 
miomectomia) 
→ Distensão uterina (polidrâmnio, 
macrossomia fetal, gemelaridade) 
→ Manipulação uterina (inversão 
fetal) 
• Quadro clínico: dor abdominal, diminuição 
da altura uterina abrupta, sangramento, 
ausência de BCF, parada das contraçõesuterinas, choque 
• Tratamento: cesárea (urgência obstétrica) 
 
 
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