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__MACOSX/._Grupo 013 - Tipo U.pdf __MACOSX/._Grupo 014 - Tipo U.pdf Grupo 015 - Tipo U.pdf PROVA APLIC ADA Tipo “U” SECRETARIA DE ESTADO DE SAÚDE DO DISTRITO FEDERAL FUNDAÇÃO DE ENSINO E PESQUISA EM CIÊNCIAS DA SAÚDE EDITAL NORMATIVO Nº 1 – RM/SES-DF/2021, DE 5 DE OUTUBRO DE 2020. P R O G R A M A S – G R U P O 0 1 5 Data e horário da prova: Gastroenterologia Pediátrica (610). Domingo, 29/11/2020, às 8h. I N S T R U Ç Õ E S Você receberá do fiscal: o um caderno da prova objetiva contendo 120 (cento e vinte) itens; cada um deve ser julgado como CERTO ou ERRADO, de acordo com o(s) comando(s) a que se refere; e o uma folha de respostas personalizada. Verifique se a numeração dos itens, a paginação do caderno da prova objetiva e a codificação da folha de respostas estão corretas. Verifique se o programa selecionado por você está explicitamente indicado nesta capa. Quando autorizado pelo fiscal do IADES, no momento da identificação, escreva, no espaço apropriado da folha de respostas, com a sua caligrafia usual, a seguinte frase: Para ganhar é preciso gastar. Você dispõe de 3 (três) horas e 30 (trinta) minutos para fazer a prova objetiva, devendo controlar o tempo, pois não haverá prorrogação desse prazo. Esse tempo inclui a marcação da folha de respostas. Somente 1 (uma) hora após o início da prova, você poderá entregar sua folha de respostas e o caderno da prova e retirar-se da sala. Somente será permitido levar o caderno da prova objetiva 3 (três) horas após o início da prova. Deixe sobre a carteira apenas o documento de identidade e a caneta esferográfica de tinta preta, fabricada com material transparente. Não é permitida a utilização de nenhum tipo de aparelho eletrônico ou de comunicação. Não é permitida a consulta a livros, dicionários, apontamentos e (ou) apostilas. Você somente poderá sair e retornar à sala de aplicação da prova na companhia de um fiscal do IADES. Não será permitida a utilização de lápis em nenhuma etapa da prova. I N S T R U Ç Õ E S P A R A A P R O V A O B J E T I V A Verifique se os seus dados estão corretos na folha de respostas da prova objetiva. Caso haja algum dado incorreto, comunique ao fiscal. Leia atentamente cada item e assinale sua resposta na folha de respostas. A folha de respostas não pode ser dobrada, amassada, rasurada ou manchada e nem podem conter registro fora dos locais destinados às respostas. O candidato deverá transcrever, com caneta esferográfica de tinta preta, fabricada com material transparente, as respostas da prova objetiva para a folha de respostas. A maneira correta de assinalar a alternativa na folha de respostas é cobrir, fortemente, com caneta esferográfica de tinta preta, fabricada com material transparente, o espaço a ela correspondente. Marque as respostas assim: PROVA APLIC ADA PROCESSO SELETIVO – RM/SES-DF/2021 GRUPO 015 – TIPO “U” PÁGINA 2/7 IADES PEDIATRIA Itens de 1 a 60 Um lactente de 3 meses de vida, saudável, é levado pela mãe ao posto de saúde. A mãe tem dúvidas acerca da amamentação, achando que o seu leite não está sendo suficiente, pois ouviu a mãe dela comentar que, na família, ninguém produz leite forte. A vizinha expôs que deve ser o cansaço e a falta de boa alimentação, aconselhando-a a beber água e descansar. Ela não acreditou na vizinha e perguntou ao médico se pode dar outro leite ao lactente. Com base no caso descrito e nos conhecimentos médicos correlatos, julgue os itens a seguir. 1. A mãe não precisaria perguntar, pois o bebê já está na idade de iniciar a alimentação. 2. O cansaço e o estresse podem influenciar o reflexo de ejeção do leite, inibindo-o. 3. A manutenção do volume do leite é influenciado pela hidratação materna. 4. Deve-se averiguar a sucção do bebê durante a mamada, pois a produção do leite aumenta com a sucção eficaz do lactente. 5. A hipogalactia é frequente e não se relaciona com a sucção. 6. Uma vez que o leite final é de maior densidade calórica, recomenda-se esvaziar a mama e depois oferecer a mama contralateral. 7. A vizinha estava certa em aconselhar a mãe a oferecer água para o lactente. 8. Deve-se aconselhar a mãe a oferecer outro leite, já que geralmente é necessário fazer um complemento para os bebês. O pediatra está de plantão em uma maternidade da periferia de uma grande cidade. Na madrugada, uma gestante em período expulsivo dá entrada nessa maternidade. A mãe levou seu cartão de pré-natal com preenchimento adequado e com consultas regulares, mas, para sua surpresa, a idade gestacional é compatível com 33 semanas pela DUM. A respeito desse caso clínico e com base nos conhecimentos médicos correlatos, julgue os itens a seguir. 9. A sobrevida de recém-nascidos prematuros (RNPT), definidos como os nascidos vivos com idade gestacional menor que 37 semanas, reflete a estrutura e a qualidade do cuidado antenatal, e o pediatra deve estar preparado para receber esse recém-nascido (RN) na assistência ao parto. 10. É fundamental, em todo parto prematuro, a presença de dois a três profissionais de saúde, com pelo menos um pediatra apto a intubar e indicar massagem cardíaca e medicações. 11. Quando um RNPT não melhora ou não atinge níveis desejáveis de SatO2, com a ventilação por pressão positiva (VPP) em concentração de O2 a 30%, a primeira medida é aumentar imediatamente a oferta de oxigênio suplementar. 12. No RN abaixo de 34 semanas, indica-se o clampeamento imediato do cordão umbilical, independentemente de sua vitalidade. 13. No atendimento ao RN saudável de mães com suspeita ou infecção pelo Sars-CoV-2, deve-se adiar a amamentação e o contato pele a pele. 14. A oximetria de pulso detecta, de forma contínua, a frequência de pulso, mas demora para detectá-la e subestima a frequência cardíaca (FC), podendo levar a um aumento desnecessário de intervenções para o neonato, na sala de parto. Um lactente de 10 dias de vida é levado à unidade básica de saúde (UBS) em virtude de a mãe notar “olhos amarelados” no filho. Ela relata que ele já saiu um pouco amarelo da maternidade, de onde teve alta com três dias de vida após colher sangue. O grupo sanguíneo da mãe e do bebê é A +. Considerando esse caso clínico e os conhecimentos médicos correlatos, julgue os itens a seguir. 15. A prematuridade, independentemente do peso ao nascer, é considerada um dos fatores de risco mais importantes para hiperbilirrubinemia em razão da capacidade diminuída da conjugação hepática da bilirrubina e da dificuldade na sucção e deglutição para manter uma oferta adequada de leite materno. 16. Deve-se pesquisar, nesse caso, a presença de céfalo-hematoma, porém a icterícia seria de resolução rápida, não durando 10 dias. 17. A icterícia fisiológica apresenta progressão cefalocaudal. A mãe de uma criança de 4 anos de idade levou a filha ao setor de emergência com queixa de que a menina “sacudiu o corpo todo”, pela primeira vez, após ter dado uma medicação para febre. Ela relata que a criança estava com temperatura de 38 ºC, poucos espirros, tosse seca e que a crise foi rápida, não sabendo especificar o tempo. Acerca desse caso clínico e tendo em vista os conhecimentos médicos correlatos, julgue os itens a seguir. 18. A crise convulsiva febril simples pode-se apresentar como tônico-clônica generalizada e tem curta duração, menor que 15 minutos. 19. No caso mencionado, a epilepsia é o mais provável diagnóstico, cujos fatores de risco incluem atraso do desenvolvimento e crise febril complexa. 20. Caso a criança chegasse ao hospital ainda em crise, seria preconizado administração de benzodiazepínicos, como o diazepam, por via intravenosa IV. 21. O estado de mal epiléptico é uma emergência médica, muito frequente na crise convulsiva febril em função da imaturidade da criança. 22. Em lactentes com histórico de insulto neurológico prévio, como uma encefalopatia crônica não progressiva desde o nascimento, isso pode ocasionar uma lesão neurológica estática, sendo causa de crises convulsivas não febris. Área livre PROVA APLIC ADA PROCESSO SELETIVO – RM/SES-DF/2021 GRUPO 015 – TIPO “U” PÁGINA 3/7 IADES Uma criança de 3 anos de idade apresenta tosse produtiva, espirros e febre de 38 ºC há cinco dias. A mãe refere que a filha não quer brincar durante o episódio febril, mas, quando a febre passa, ela melhora; porém notou um “cansaço” nela. Ao exame, a criança encontra-se quieta no colo da mãe, febril (38 ºC), com FR = 50 irpm, FC = 120 bpm e SatO2 = 97%. A respeito desse caso clínico e com base nos conhecimentos médicos correlatos, julgue os itens a seguir. 23. A pneumonia é a principal causa de mortalidade em crianças menores de 5 anos de idade nos países em desenvolvimento. 24. No caso em questão, a mãe poderia observar o “cansaço” da criança por meio da frequência respiratória, que está normal para a idade. 25. Nesse caso, seria preciso esperar sibilos na ausculta pulmonar, pois isso é comum na pneumonia adquirida na comunidade (PAC). 26. Em crianças de 2 meses a 5 anos de idade com PAC, a presença de tiragem subcostal classifica-a como tendo pneumonia grave. 27. A aspiração de corpo estranho é um diagnóstico diferencial importante na criança com sibilância. Os pais levam uma criança de 4 anos de idade à consulta médica. Relatam que a menina não quer mais ir à escola, porque os amigos evitam brincar com ela por estar sempre cheirando a xixi. Na anamnese, a mãe refere que a filha urina muito na cama, durante o dia, não sente vontade de fazer xixi e, quando percebe, já está molhada. Sempre foi assim. A mãe fica preocupada também porque a criança cai muito e notou que o pé dela é torto desde que nasceu. A menina nasceu bem, a termo, com bom peso e bom Apgar, porém foi logo encaminhada à unidade de terapia intensiva (UTI) para aguardar a cirurgia da medula. Tendo em vista esse caso clínico e os conhecimentos médicos correlatos, julgue os itens a seguir. 28. É frequente a deformidade dos pés, podendo-se encontrar pé equinovaro, pé varo, cavo-varo e pé equino. 29. O desfralde antes dos 2 anos de idade pode ser a causa da incontinência urinária. 30. É necessário solicitar um estudo urodinâmico, em que é avaliada a pressão da musculatura detrusora. 31. Os defeitos do fechamento do tubo neural (DFTN) são malformações congênitas frequentes, que ocorrem em virtude de uma falha no fechamento adequado do tubo neural embrionário durante o final da gestação. 32. Quase todos os pacientes são portadores de distúrbios esfíncterianos, vesicais e anais, de difícil controle, que causam predisposição a infecções urinárias. 33. A hidrocefalia está associada a mais de 70% dos casos, o que pode ser uma causa de deterioração neurológica consequente a disfunção do sistema de drenagem. Considere um recém-nascido (RN) do sexo masculino, com 24 horas de vida, nascido de parto vaginal, a termo, com peso ao nascer de 3.335 g, Apgar 9, no 1o minuto e 10, no 5o. Durante o exame físico, o pediatra nota uma musculatura abdominal muito flácida, com a pele dessa região enrugada, aparência de “ameixa seca”, em batráquio. Apresenta aparelho cardiopulmonar normal, genitália masculina com ambos os testículos criptorquídicos. FR = 50 irpm, FC = 120 bpm e SatO2 = 98%. O RN evoluiu com retenção urinária e aumento das escórias renais. Acerca desse caso clínico e com base nos conhecimentos médicos correlatos, julgue os itens a seguir. 34. O diagnóstico deve ser feito precocemente, preferencialmente intraútero, e o tratamento, sobretudo das anormalidades do sistema urinário, não deve ser retardado. 35. A correção da criptorquidia deve ser feita até 1 ano de vida. 36. Embora os rins possam ser normais, a displasia renal e a hidronefrose são comuns, mas a insuficiência renal não é comum. 37. No sexo feminino, há números elevados de ocorrências como as do caso descrito. 38. É necessária a solicitação de ecocardiograma para avaliar anomalias cardíacas que estão presentes em 10% dos casos. Uma criança de 8 anos de idade, portadora de síndrome de Down, ao ser atendida em consulta de seguimento, apresentou as seguintes mensurações: peso = 34 kg (percentil 90-95); altura = 1,18 cm (percentil 25); e IMC = 25 (percentil 95). Ao exame, encontra-se em BEG, corada, hidratada, FC = 80 bpm, FR = 30 irpm e SatO2 = 97% em AA. Quanto ao aparelho cardiovascular, verifica-se RCR, 2T, sem sopros, constatando-se também precórdio calmo, pulmonar e abdome sem alterações. Considerando esse caso clínico e os conhecimentos médicos correlatos, julgue os itens a seguir. 39. Antes de indicar atividade física, tais como natação, ginástica ou futebol, para perda de peso ou manutenção da saúde, recomenda-se radiografia da coluna cervical em posição neutra em perfil, flexão e extensão. 40. O acompanhamento odontológico é importante nos primeiros anos de vida e, durante a idade escolar, é feito quando ocorrem queixas. 41. Em relação ao IMC, observa-se um percentil aumentado, configurando um excesso de peso. Para tal avaliação, podem ser utilizadas as curvas da Caderneta da Criança. 42. A Síndrome do caso clínico descrito é a alteração cromossômica mais comum em humanos e a principal causa de deficiência intelectual na população. 43. O fenótipo na síndrome de Down tem uma expressividade variada, apesar de existirem três possibilidades do ponto de vista citogenético. 44. A comunicação aos pais, na maternidade, não deve ser realizada, mesmo quando sinais e sintomas são característicos. O esclarecimento deve ser feito em serviço especializado. PROVA APLIC ADA PROCESSO SELETIVO – RM/SES-DF/2021 GRUPO 015 – TIPO “U” PÁGINA 4/7 IADES Durante a visita de alojamento conjunto, ao solicitar a caderneta de acompanhamento obstétrico da mãe de um recém-nascido (RN), verificaram-se sorologias para sífilis positivas no primeiro trimestre da gestação. A gestante foi tratada com benzilpenicilina benzatina na dose total de 7,2 milhões UI. O VDRL da mãe após o tratamento reduziu de 1:32 para 1:8. A respeito desse caso clínico e com base nos conhecimentos médicos correlatos, julgue os itens a seguir. 45. Caso o RN seja assintomático ao exame e VDRL 1:8, ainda assim a criança foi exposta à sífilis. 46. Na consulta do 6o mês de vida, o VDRL deverá ser não reagente nos casos em que a criança não tiver sido infectada. 47. O teste treponêmico no bebê deve ser realizado em todas as consultas de puericultura, para acompanhamento juntamente com o da mãe. 48. O intervalo entre doses da benzilpenicilina benzatina pode ser espaçado, para evitar a dor, fazendo-se aplicação de 1,2 milhão a cada mês. 49. No início do acompanhamento pré-natal, é aconselhável pedir o teste treponêmico, que é o primeiro teste a ficar reagente, aguardando o não treponêmico. 50. Mesmo quando houver histórico de tratamento prévio, o lactente que for diagnosticado com sífilis congênita durante o seguimento deverá ser tratado com penicilina. 51. Atraso no desenvolvimento pode ter como causa a sífilis congênita tardia. 52. Nas crianças com alteração inicial do líquor, neurossífilis, a punção liquórica posterior deve ser reservada quando aparecerem sinais e sintomas neurológicos. Os avós levam uma criança de 1 ano de idade ao posto de vacinação para atualização da caderneta. Durante a conversa com o agente comunitário de saúde, os avós relatam preocupação com um exame ao nascimento, apesar de o neto estar bem, sem adoecimento. Contam que o primeiro teste do pezinho deu uma alteração na tireoide e, quando foi repetido, o resultado foi normal. Mesmo assim, eles não se mostraram tranquilos e ficam com medo de dar vacina, principalmente durante a pandemia. A respeito desse caso clínico e tendo em vista os conhecimentos médicos correlatos, julgue os itens a seguir. 53. Caso a criança, no momento da visita ao posto de saúde, apresentasse sinais de doenças do trato respiratório superior, com febre, tosse e (ou) coriza ou ainda diarreias leves, estaria contraindicada a vacinação. 54. Pode ser administrada a vacina de varicela, que é de vírus vivo atenuado. 55. O hipotireoidismo congênito, doença que pode ser diagnosticada pela triagem neonatal, deve ser confirmado após coleta de sangue do recém-nascido. 56. Na idade de 12 meses de vida, deve ser aplicada a primeira dose da vacina tríplice viral, segundo o Ministério da Saúde. Ela não poderá ser aplicada junto com a vacina da febre amarela. 57. O tratamento do hipotireoidismo congênito deve ser expectante, reavaliando, nas consultas de puericultura, o desenvolvimento neuropsicomotor. 58. Não há evidências acerca da interação da Covid-19 e a resposta imune às vacinas. 59. É necessário aproveitar a visita ao posto de saúde para avaliar a marca da vacinação BCG no lactente, pois, caso essa cicatriz vacinal não esteja presente, deve-se revaciná-lo. 60. A vacina BCG e a do sarampo, que devem ser verificadas no cartão vacinal, são vacinas de vírus vivos atenuados. GASTROENTEROLOGIA Itens de 61 a 120 Uma paciente de 30 anos de idade, empregada doméstica, natural do Piauí, procedente de Samambaia (DF), gestante de 12 semanas, é encaminhada ao hepatologista em virtude de exame sorológico positivo para hepatite B. Verificam-se AgHBs (antígeno hepatite B) anti-HBc total – (anticorpo contra antígeno core hepatite B) anti- HBs (anticorpo contra vírus da hepatite B). Considerando esse caso clínico e com base nos conhecimentos médicos correlatos, julgue os itens a seguir. 61. AgHBs positivo, anti-HBc total positivo e anti-HBs negativo – infectada atualmente por hepatite B. 62. AgHBs negativo, anti-HBc total negativo e anti-HBs positivo – vacinada para hepatite B. 63. AgHBs negativo, anti-HBc total positivo e anti-HBs positivo – infecção aguda por hepatite B. 64. AgHBs negativo, anti-HBc total positivo e anti-HBs negativo – contágio prévio por hepatite C. 65. AgHBs negativo, anti-HBc total negativo, anti-HBs negativo – suscetível a contágio por vírus da hepatite B. Um paciente de 35 anos de idade, pedreiro, chega ao pronto- socorro por notar aumento do volume abdominal e edema de membros inferiores há 15 dias. Tem história de ingesta alcoólica intensa desde os 13 anos de idade. Ao exame físico, constatam-se PA = 120 mmHg x 80 mmHg, FC = 80 bpm e SatO2 = 98%, e o paciente mostra-se em bom estado geral, hidratado, ictérico 3+, acianótico e corado. Notam-se aranhas vasculares em tronco, eritema palmar, abdome globoso, tenso, piparote positivo, traube ocupado, sem possibilidade de palpar vísceras em virtude de tensão abdominal e edema de MMII 4+. Com base nesse caso clínico e nos conhecimentos médicos correlatos, julgue os itens a seguir. 66. Nesse caso o diagnóstico provável é de ascite secundária a cirrose hepática. 67. Seria indicada, nesse caso, a realização de paracentese diagnóstica e de alívio. 68. A reposição de albumina humana endovenosa está indicada em paracenteses com volume de até dois litros. 69. Caso o líquido ascítico venha com linfócitos > 250 células por mm3, sugere-se peritonite bacteriana espontânea (PBE). 70. Caso o gradiente albumina soroascite seja < 1,1, sugere-se ascite de causa hepática. Área livre PROVA APLIC ADA PROCESSO SELETIVO – RM/SES-DF/2021 GRUPO 015 – TIPO “U” PÁGINA 5/7 IADES Quanto à hemorragia digestiva alta varicosa, julgue os itens a seguir. 71. Devem-se rastrear varizes de esôfago por endoscopia digestiva alta apenas em cirróticos Child-Pugh C. 72. O manejo do paciente com hemorragia digestiva alta varicosa deve ser conduzido preferencialmente à unidade de terapia intensiva. 73. Se a hemoglobina estiver entre 9 g/dL e 10 g/dL, indica-se hemotransfusão em pacientes com HDA varicosa. 74. A terlipressina deve ser considerada como agente de escolha sem contraindicações. 75. A hemostasia endoscópica com ligadura elástica não deve ser realizada se houver passagem prévia de balão Sengstaken-Blakemore. Um paciente de 37 anos de idade, casado, natural e procedente de Brasília (DF), comerciante, apresentou-se com dor abdominal em moderada intensidade, localizada na fossa ilíaca direita, que aliviava com a defecação e sem fatores desencadeantes. Esse quadro tem caráter intermitente há 10 anos e melhora quando ele usa vermífugos e antibióticos. O próprio paciente notou uma massa palpável de fossa ilíaca direita, que incomoda à palpação. Apresenta também episódios de diarreia com cerca de seis evacuações por dia, com sangue e pus, associadas a tenesmo retal. Acerca desse caso clínico e com base nos conhecimentos médicos correlatos, julgue os itens a seguir. 76. A massa palpável em fossa ilíaca direita pode ser íleo distal com espessamento de parede (doença de Crohn). 77. O quadro intermitente e de longa data poderia estar associado à infecção entérica por Clostridium difficile. 78. O exame de imagem inicial indicado para esse quadro é uma ultrassonografia de abdome. 79. A pesquisa de calprotectina fecal poderia ajudar na avaliação da atividade inflamatória da doença. 80. A colonoscopia com biópsia seriada está indicada, mesmo em casos de abdome agudo por suboclusão intestinal. 81. O tratamento clínico inicial desse caso seria corticoides orais e antibióticos. 82. Nesse caso, o uso de biológicos estaria indicado em fase inicial se houvesse fístulas intestinais. Uma paciente de 14 anos de idade, assintomática, comparece à consulta para avaliar se tem doença celíaca porque a tia materna é portadora da mencionada doença. Com base nesse caso e nos conhecimentos médicos correlatos, julgue os itens a seguir. 83. Pesquisa sérica da antigliadina positivo e endoscopia digestiva alta (EDA) com biópsia duodenal normal confirmam doença celíaca. 84. Pesquisa sérica do antiendomísio positivo e EDA com biópsia duodenal com atrofia das vilosidades e linfocitose confirmam tuberculose intestinal. 85. Se essa paciente apresentar doença celíaca confirmada, deve abster-se de glúten por um ano. 86. Caso a paciente consiga ficar sem glúten, o anticorpo anti-transglutaminase pode ficar negativo no sangue. 87. A histologia duodenal não se altera a despeito da retirada de glúten da dieta dessa paciente. Um paciente de 20 anos de idade queixa-se de distensão abdominal e diarreia quando exagera no consumo de alimentos ricos em leite de vaca ou derivados. Já fez o teste de tolerância à lactose e levou o resultado à consulta médica. Acerca desse caso clínico e considerando os conhecimentos médicos correlatos, julgue os itens a seguir. 88. Caso o teste apresente resultado positivo, o paciente deve evitar produtos à base de leite de vaca. 89. A reposição de lactase oral antes da ingesta de produtos lácteos não evita os sintomas. 90. Caso esse paciente insista em ingerir leite e derivados com lactose, pode desenvolver câncer de cólon. 91. A hipovitaminose por cálcio pode ocorrer caso sejam utilizados produtos lácteos sem lactose. 92. Sintomas extraintestinais, como doença do refluxo gastroesofágico e cefaleia, podem estar associados à intolerância à lactose. Com relação à esofagite eosinofílica, julgue os itens a seguir. 93. Um dos sintomas dessa doença é a disfagia de transmissão. 94. É uma doença de maior prevalência em homens e não há evidências que a caracterizem como uma condição pré-maligna. 95. A eosinofilia da esofagite eosinofílica não é responsiva ao uso de inibidores da bomba de prótons. 96. Corticoides sistêmicos em baixas doses são o tratamento de escolha para essa condição. 97. Pacientes com redução do calibre esofágico podem ser beneficiados pelo procedimento de dilatação, sendo ele seguro na referida patologia, com baixo risco de perfuração. Área livre PROVA APLIC ADA PROCESSO SELETIVO – RM/SES-DF/2021 GRUPO 015 – TIPO “U” PÁGINA 6/7 IADES Certo paciente de 18 anos de idade procura gastroenterologista após a realização de endoscopia digestiva alta, sem pedido médico, em razão de queixas de queimação retroesternal e regurgitação, que se iniciaram há cerca de dois meses. As queixas são geralmente pós-prandiais, principalmente após ingesta de alimentos gordurosos e de bebidas alcoólicas. Nega náuseas, vômitos, disfagia, perda ponderal ou quaisquer outros sintomas. O laudo do exame descreve presença de erosões em esôfago distal, algumas maiores que 5 mm, confluentes, acometendo cerca de 65% da circunferência do órgão. Acerca desse caso clínico e tendo em vista os conhecimentos médicos correlatos, julgue os itens a seguir. 98. O diagnóstico presuntivo de doença do refluxo gastroesofágico (DRGE) pode ser feito na presença dos sintomas típicos de pirose e regurgitação ácida, sendo recomendada a endoscopia digestiva alta nos casos em que há sinais de alarme ou risco de complicações. 99. A biópsia de esôfago distal faz parte da rotina da endoscopia digestiva alta na DRGE. 100. A pesquisa e o tratamento da bactéria H. pylori não fazem parte da rotina propedêutica e terapêutica da DRGE. 101. O tratamento cirúrgico geralmente não é indicado aos pacientes não responsivos à terapia com inibidores da bomba de prótons. 102. O exame de manometria esofágica sempre deve ser realizado antes do tratamento cirúrgico da DRGE. 103. No manejo da DRGE refratária, o primeiro passo é associar um antagonista do receptor H2 ao inibidor da bomba de próton. 104. Pela classificação de Los Angeles, o paciente apresenta uma esofagite erosiva grau C. Quanto ao esôfago de Barrett, uma das possíveis complicações da doença do refluxo gastroesofágico (DRGE), julgue os itens a seguir. 105. Acomete principalmente o esôfago proximal. 106. Definido histologicamente como metaplasia intestinal, o esôfago de Barrett apresenta-se macroscopicamente como uma área de mucosa espessada e esbranquiçada. 107. Pacientes com esôfago de Barrett devem fazer endoscopia a cada seis meses para rastreio de câncer de esôfago. Área livre A pancreatite aguda foi definida, no Simpósio de Atlanta, em 1992, como um processo inflamatório agudo do pâncreas, com envolvimento variável de outros tecidos regionais ou de sistemas orgânicos remotos. A respeito dessa patologia e com base nos conhecimentos médicos correlatos, julgue os itens a seguir. 108. Dor abdominal característica e aumento de enzimas hepáticas mais que três vezes o limite superior da normalidade confirmam o diagnóstico de pancreatite aguda. 109. Tomografia computadorizada ou ressonância magnética devem ser solicitadas em caso de dúvida diagnóstica ou na ausência de melhora clínica após 48 a 72 horas da admissão hospitalar. 110. Todos os pacientes com ecografia de abdome sem colelitíase, sem histórico de abuso de álcool, com triglicerídeos séricos abaixo de 1.000 mg/dL, devem ser submetidos a colangiorressonância ou ecoendoscopia para descartar coledocolitíase como etiologia da pancreatite aguda. 111. O uso de antibióticos apenas é indicado em casos de infecções e para prevenir infecções de necroses estéreis. 112. Na pancreatite aguda de moderada gravidade, a dieta oral deve ser introduzida assim que cessarem a dor, as náuseas e os vômitos. 113. Sonda nasogástrica e nasoentérica mostraram a mesma segurança e eficácia na alimentação enteral dos pacientes com pancreatite aguda. Área livre PROVA APLIC ADA PROCESSO SELETIVO – RM/SES-DF/2021 GRUPO 015 – TIPO “U” PÁGINA 7/7 IADES A Rome Foundation trouxe uma grande contribuição à gastroenterologia ao padronizar a definição de um grupo de doenças cujo diagnóstico é muito comum à especialidade, que é o das doenças funcionais. Acerca das doenças funcionais do trato digestivo, julgue os itens a seguir. 114. A dispepsia funcional pode ser apresentada como plenitude pós-prandial, ou saciedade precoce, ou dor epigástrica, ou queimação epigástrica. 115. Pirose também é interpretado como um dos sintomas definidores de dispepsia funcional. 116. Sintomas que se aliviam com evacuação ou flatulência não se enquadram como dispepsia funcional. 117. Alterações endoscópicas leves, que justifiquem o quadro, não descartam o diagnóstico de dispepsia funcional. 118. Antieméticos e antidepressivos fazem parte do arsenal terapêutico da dispepsia funcional. 119. As desordens de náuseas e vômitos funcionais incluem a síndrome de hiperêmese canabinoide. 120. Vômitos autoinduzidos não se enquadram no diagnóstico das desordens de náuseas e vômitos funcionais. Área livre Área livre __MACOSX/._Grupo 015 - Tipo U.pdf Grupo 016 - Tipo U.pdf PROVA APLIC ADA Tipo “U” SECRETARIA DE ESTADO DE SAÚDE DO DISTRITO FEDERAL FUNDAÇÃO DE ENSINO E PESQUISA EM CIÊNCIAS DA SAÚDE EDITAL NORMATIVO Nº 1 – RM/SES-DF/2021, DE 5 DE OUTUBRO DE 2020. P R O G R A M A S – G R U P O 0 1 6 Data e horário da prova: Infectologia Pediátrica (613). Domingo, 29/11/2020, às 8h. I N S T R U Ç Õ E S Você receberá do fiscal: o um caderno da prova objetiva contendo 120 (cento e vinte) itens; cada um deve ser julgado como CERTO ou ERRADO, de acordo com o(s) comando(s) a que se refere; e o uma folha de respostas personalizada. Verifique se a numeração dos itens, a paginação do caderno da prova objetiva e a codificação da folha de respostas estão corretas. Verifique se o programa selecionado por você está explicitamente indicado nesta capa. Quando autorizado pelo fiscal do IADES, no momento da identificação, escreva, no espaço apropriado da folha de respostas, com a sua caligrafia usual, a seguinte frase: Para ganhar é preciso gastar. Você dispõe de 3 (três) horas e 30 (trinta) minutos para fazer a prova objetiva, devendo controlar o tempo, pois não haverá prorrogação desse prazo. Esse tempo inclui a marcação da folha de respostas. Somente 1 (uma) hora após o início da prova, você poderá entregar sua folha de respostas e o caderno da prova e retirar-se da sala. Somente será permitido levar o caderno da prova objetiva 3 (três) horas após o início da prova. Deixe sobre a carteira apenas o documento de identidade e a caneta esferográfica de tinta preta, fabricada com material transparente. Não é permitida a utilização de nenhum tipo de aparelho eletrônico ou de comunicação. Não é permitida a consulta a livros, dicionários, apontamentos e (ou) apostilas. Você somente poderá sair e retornar à sala de aplicação da prova na companhia de um fiscal do IADES. Não será permitida a utilização de lápis em nenhuma etapa da prova. I N S T R U Ç Õ E S P A R A A P R O V A O B J E T I V A Verifique se os seus dados estão corretos na folha de respostas da prova objetiva. Caso haja algum dado incorreto, comunique ao fiscal. Leia atentamente cada item e assinale sua resposta na folha de respostas. A folha de respostas não pode ser dobrada, amassada, rasurada ou manchada e nem podem conter registro fora dos locais destinados às respostas. O candidato deverá transcrever, com caneta esferográfica de tinta preta, fabricada com material transparente, as respostas da prova objetiva para a folha de respostas. A maneira correta de assinalar a alternativa na folha de respostas é cobrir, fortemente, com caneta esferográfica de tinta preta, fabricada com material transparente, o espaço a ela correspondente. Marque as respostas assim: PROVA APLIC ADA PROCESSO SELETIVO – RM/SES-DF/2021 GRUPO 016 – TIPO “U” PÁGINA 2/9 IADES PEDIATRIA Itens de 1 a 60 Um lactente de 3 meses de vida, saudável, é levado pela mãe ao posto de saúde. A mãe tem dúvidas acerca da amamentação, achando que o seu leite não está sendo suficiente, pois ouviu a mãe dela comentar que, na família, ninguém produz leite forte. A vizinha expôs que deve ser o cansaço e a falta de boa alimentação, aconselhando-a a beber água e descansar. Ela não acreditou na vizinha e perguntou ao médico se pode dar outro leite ao lactente. Com base no caso descrito e nos conhecimentos médicos correlatos, julgue os itens a seguir. 1. A mãe não precisaria perguntar, pois o bebê já está na idade de iniciar a alimentação. 2. O cansaço e o estresse podem influenciar o reflexo de ejeção do leite, inibindo-o. 3. A manutenção do volume do leite é influenciado pela hidratação materna. 4. Deve-se averiguar a sucção do bebê durante a mamada, pois a produção do leite aumenta com a sucção eficaz do lactente. 5. A hipogalactia é frequente e não se relaciona com a sucção. 6. Uma vez que o leite final é de maior densidade calórica, recomenda-se esvaziar a mama e depois oferecer a mama contralateral. 7. A vizinha estava certa em aconselhar a mãe a oferecer água para o lactente. 8. Deve-se aconselhar a mãe a oferecer outro leite, já que geralmente é necessário fazer um complemento para os bebês. O pediatra está de plantão em uma maternidade da periferia de uma grande cidade. Na madrugada, uma gestante em período expulsivo dá entrada nessa maternidade. A mãe levou seu cartão de pré-natal com preenchimento adequado e com consultas regulares, mas, para sua surpresa, a idade gestacional é compatível com 33 semanas pela DUM. A respeito desse caso clínico e com base nos conhecimentos médicos correlatos, julgue os itens a seguir. 9. A sobrevida de recém-nascidos prematuros (RNPT), definidos como os nascidos vivos com idade gestacional menor que 37 semanas, reflete a estrutura e a qualidade do cuidado antenatal, e o pediatra deve estar preparado para receber esse recém-nascido (RN) na assistência ao parto. 10. É fundamental, em todo parto prematuro, a presença de dois a três profissionais de saúde, com pelo menos um pediatra apto a intubar e indicar massagem cardíaca e medicações. 11. Quando um RNPT não melhora ou não atinge níveis desejáveis de SatO2, com a ventilação por pressão positiva (VPP) em concentração de O2 a 30%, a primeira medida é aumentar imediatamente a oferta de oxigênio suplementar. 12. No RN abaixo de 34 semanas, indica-se o clampeamento imediato do cordão umbilical, independentemente de sua vitalidade. 13. No atendimento ao RN saudável de mães com suspeita ou infecção pelo Sars-CoV-2, deve-se adiar a amamentação e o contato pele a pele. 14. A oximetria de pulso detecta, de forma contínua, a frequência de pulso, mas demora para detectá-la e subestima a frequência cardíaca (FC), podendo levar a um aumento desnecessário de intervenções para o neonato, na sala de parto. Um lactente de 10 dias de vida é levado à unidade básica de saúde (UBS) em virtude de a mãe notar “olhos amarelados” no filho. Ela relata que ele já saiu um pouco amarelo da maternidade, de onde teve alta com três dias de vida após colher sangue. O grupo sanguíneo da mãe e do bebê é A +. Considerando esse caso clínico e os conhecimentos médicos correlatos, julgue os itens a seguir. 15. A prematuridade, independentemente do peso ao nascer, é considerada um dos fatores de risco mais importantes para hiperbilirrubinemia em razão da capacidade diminuída da conjugação hepática da bilirrubina e da dificuldade na sucção e deglutição para manter uma oferta adequada de leite materno. 16. Deve-se pesquisar, nesse caso, a presença de céfalo-hematoma, porém a icterícia seria de resolução rápida, não durando 10 dias. 17. A icterícia fisiológica apresenta progressão cefalocaudal. A mãe de uma criança de 4 anos de idade levou a filha ao setor de emergência com queixa de que a menina “sacudiu o corpo todo”, pela primeira vez, após ter dado uma medicação para febre. Ela relata que a criança estava com temperatura de 38 ºC, poucos espirros, tosse seca e que a crise foi rápida, não sabendo especificar o tempo. Acerca desse caso clínico e tendo em vista os conhecimentos médicos correlatos, julgue os itens a seguir. 18. A crise convulsiva febril simples pode-se apresentar como tônico-clônica generalizada e tem curta duração, menor que 15 minutos. 19. No caso mencionado, a epilepsia é o mais provável diagnóstico, cujos fatores de risco incluem atraso do desenvolvimento e crise febril complexa. 20. Caso a criança chegasse ao hospital ainda em crise, seria preconizado administração de benzodiazepínicos, como o diazepam, por via intravenosa IV. 21. O estado de mal epiléptico é uma emergência médica, muito frequente na crise convulsiva febril em função da imaturidade da criança. 22. Em lactentes com histórico de insulto neurológico prévio, como uma encefalopatia crônica não progressiva desde o nascimento, isso pode ocasionar uma lesão neurológica estática, sendo causa de crises convulsivas não febris. Área livre PROVA APLIC ADA PROCESSO SELETIVO – RM/SES-DF/2021 GRUPO 016 – TIPO “U” PÁGINA 3/9 IADES Uma criança de 3 anos de idade apresenta tosse produtiva, espirros e febre de 38 ºC há cinco dias. A mãe refere que a filha não quer brincar durante o episódio febril, mas, quando a febre passa, ela melhora; porém notou um “cansaço” nela. Ao exame, a criança encontra-se quieta no colo da mãe, febril (38 ºC), com FR = 50 irpm, FC = 120 bpm e SatO2 = 97%. A respeito desse caso clínico e com base nos conhecimentos médicos correlatos, julgue os itens a seguir. 23. A pneumonia é a principal causa de mortalidade em crianças menores de 5 anos de idade nos países em desenvolvimento. 24. No caso em questão, a mãe poderia observar o “cansaço” da criança por meio da frequência respiratória, que está normal para a idade. 25. Nesse caso, seria preciso esperar sibilos na ausculta pulmonar, pois isso é comum na pneumonia adquirida na comunidade (PAC). 26. Em crianças de 2 meses a 5 anos de idade com PAC, a presença de tiragem subcostal classifica-a como tendo pneumonia grave. 27. A aspiração de corpo estranho é um diagnóstico diferencial importante na criança com sibilância. Os pais levam uma criança de 4 anos de idade à consulta médica. Relatam que a menina não quer mais ir à escola, porque os amigos evitam brincar com ela por estar sempre cheirando a xixi. Na anamnese, a mãe refere que a filha urina muito na cama, durante o dia, não sente vontade de fazer xixi e, quando percebe, já está molhada. Sempre foi assim. A mãe fica preocupada também porque a criança cai muito e notou que o pé dela é torto desde que nasceu. A menina nasceu bem, a termo, com bom peso e bom Apgar, porém foi logo encaminhada à unidade de terapia intensiva (UTI) para aguardar a cirurgia da medula. Tendo em vista esse caso clínico e os conhecimentos médicos correlatos, julgue os itens a seguir. 28. É frequente a deformidade dos pés, podendo-se encontrar pé equinovaro, pé varo, cavo-varo e pé equino. 29. O desfralde antes dos 2 anos de idade pode ser a causa da incontinência urinária. 30. É necessário solicitar um estudo urodinâmico, em que é avaliada a pressão da musculatura detrusora. 31. Os defeitos do fechamento do tubo neural (DFTN) são malformações congênitas frequentes, que ocorrem em virtude de uma falha no fechamento adequado do tubo neural embrionário durante o final da gestação. 32. Quase todos os pacientes são portadores de distúrbios esfíncterianos, vesicais e anais, de difícil controle, que causam predisposição a infecções urinárias. 33. A hidrocefalia está associada a mais de 70% dos casos, o que pode ser uma causa de deterioração neurológica consequente a disfunção do sistema de drenagem. Considere um recém-nascido (RN) do sexo masculino, com 24 horas de vida, nascido de parto vaginal, a termo, com peso ao nascer de 3.335 g, Apgar 9, no 1o minuto e 10, no 5o. Durante o exame físico, o pediatra nota uma musculatura abdominal muito flácida, com a pele dessa região enrugada, aparência de “ameixa seca”, em batráquio. Apresenta aparelho cardiopulmonar normal, genitália masculina com ambos os testículos criptorquídicos. FR = 50 irpm, FC = 120 bpm e SatO2 = 98%. O RN evoluiu com retenção urinária e aumento das escórias renais. Acerca desse caso clínico e com base nos conhecimentos médicos correlatos, julgue os itens a seguir. 34. O diagnóstico deve ser feito precocemente, preferencialmente intraútero, e o tratamento, sobretudo das anormalidades do sistema urinário, não deve ser retardado. 35. A correção da criptorquidia deve ser feita até 1 ano de vida. 36. Embora os rins possam ser normais, a displasia renal e a hidronefrose são comuns, mas a insuficiência renal não é comum. 37. No sexo feminino, há números elevados de ocorrências como as do caso descrito. 38. É necessária a solicitação de ecocardiograma para avaliar anomalias cardíacas que estão presentes em 10% dos casos. Uma criança de 8 anos de idade, portadora de síndrome de Down, ao ser atendida em consulta de seguimento, apresentou as seguintes mensurações: peso = 34 kg (percentil 90-95); altura = 1,18 cm (percentil 25); e IMC = 25 (percentil 95). Ao exame, encontra-se em BEG, corada, hidratada, FC = 80 bpm, FR = 30 irpm e SatO2 = 97% em AA. Quanto ao aparelho cardiovascular, verifica-se RCR, 2T, sem sopros, constatando-se também precórdio calmo, pulmonar e abdome sem alterações. Considerando esse caso clínico e os conhecimentos médicos correlatos, julgue os itens a seguir. 39. Antes de indicar atividade física, tais como natação, ginástica ou futebol, para perda de peso ou manutenção da saúde, recomenda-se radiografia da coluna cervical em posição neutra em perfil, flexão e extensão. 40. O acompanhamento odontológico é importante nos primeiros anos de vida e, durante a idade escolar, é feito quando ocorrem queixas. 41. Em relação ao IMC, observa-se um percentil aumentado, configurando um excesso de peso. Para tal avaliação, podem ser utilizadas as curvas da Caderneta da Criança. 42. A Síndrome do caso clínico descrito é a alteração cromossômica mais comum em humanos e a principal causa de deficiência intelectual na população. 43. O fenótipo na síndrome de Down tem uma expressividade variada, apesar de existirem três possibilidades do ponto de vista citogenético. 44. A comunicação aos pais, na maternidade, não deve ser realizada, mesmo quando sinais e sintomas são característicos. O esclarecimento deve ser feito em serviço especializado. PROVA APLIC ADA PROCESSO SELETIVO – RM/SES-DF/2021 GRUPO 016 – TIPO “U” PÁGINA 4/9 IADES Durante a visita de alojamento conjunto, ao solicitar a caderneta de acompanhamento obstétrico da mãe de um recém-nascido (RN), verificaram-se sorologias para sífilis positivas no primeiro trimestre da gestação. A gestante foi tratada com benzilpenicilina benzatina na dose total de 7,2 milhões UI. O VDRL da mãe após o tratamento reduziu de 1:32 para 1:8. A respeito desse caso clínico e com base nos conhecimentos médicos correlatos, julgue os itens a seguir. 45. Caso o RN seja assintomático ao exame e VDRL 1:8, ainda assim a criança foi exposta à sífilis. 46. Na consulta do 6o mês de vida, o VDRL deverá ser não reagente nos casos em que a criança não tiver sido infectada. 47. O teste treponêmico no bebê deve ser realizado em todas as consultas de puericultura, para acompanhamento juntamente com o da mãe. 48. O intervalo entre doses da benzilpenicilina benzatina pode ser espaçado, para evitar a dor, fazendo-se aplicação de 1,2 milhão a cada mês. 49. No início do acompanhamento pré-natal, é aconselhável pedir o teste treponêmico, que é o primeiro teste a ficar reagente, aguardando o não treponêmico. 50. Mesmo quando houver histórico de tratamento prévio, o lactente que for diagnosticado com sífilis congênita durante o seguimento deverá ser tratado com penicilina. 51. Atraso no desenvolvimento pode ter como causa a sífilis congênita tardia. 52. Nas crianças com alteração inicial do líquor, neurossífilis, a punção liquórica posterior deve ser reservada quando aparecerem sinais e sintomas neurológicos. Os avós levam uma criança de 1 ano de idade ao posto de vacinação para atualização da caderneta. Durante a conversa com o agente comunitário de saúde, os avós relatam preocupação com um exame ao nascimento, apesar de o neto estar bem, sem adoecimento. Contam que o primeiro teste do pezinho deu uma alteração na tireoide e, quando foi repetido, o resultado foi normal. Mesmo assim, eles não se mostraram tranquilos e ficam com medo de dar vacina, principalmente durante a pandemia. A respeito desse caso clínico e tendo em vista os conhecimentos médicos correlatos, julgue os itens a seguir. 53. Caso a criança, no momento da visita ao posto de saúde, apresentasse sinais de doenças do trato respiratório superior, com febre, tosse e (ou) coriza ou ainda diarreias leves, estaria contraindicada a vacinação. 54. Pode ser administrada a vacina de varicela, que é de vírus vivo atenuado. 55. O hipotireoidismo congênito, doença que pode ser diagnosticada pela triagem neonatal, deve ser confirmado após coleta de sangue do recém-nascido. 56. Na idade de 12 meses de vida, deve ser aplicada a primeira dose da vacina tríplice viral, segundo o Ministério da Saúde. Ela não poderá ser aplicada junto com a vacina da febre amarela. 57. O tratamento do hipotireoidismo congênito deve ser expectante, reavaliando, nas consultas de puericultura, o desenvolvimento neuropsicomotor. 58. Não há evidências acerca da interação da Covid-19 e a resposta imune às vacinas. 59. É necessário aproveitar a visita ao posto de saúde para avaliar a marca da vacinação BCG no lactente, pois, caso essa cicatriz vacinal não esteja presente, deve-se revaciná-lo. 60. A vacina BCG e a do sarampo, que devem ser verificadas no cartão vacinal, são vacinas de vírus vivos atenuados. INFECTOLOGIA Itens de 61 a 120 Determinado senhor de 61 anos de idade, morador de Manaus (AM), marcou consulta médica por quadro clínico de mal-estar, cefaleia, astenia, icterícia, náuseas e vômito há uma semana. O médico, após anamnese e exame físico, solicitou exames laboratoriais, incluindo sorologias para hepatites virais, receitou sintomáticos e agendou o retorno. No retorno, os exames apresentaram anti-HAV IgG reagente, anti-HAV IgM não reagente, HBsAg reagente, anti-HBs Ag não reagente, anti-HBc total reagente, anti-HBc IgM reagente, HBeAg reagente, anti-HBe não reagente e anti- HCV não reagente. Com base nesse caso clínico e nos conhecimentos médicos correlatos, julgue os itens a seguir. 61. O paciente já teve infecção pelo vírus da hepatite A ou foi vacinado de hepatite A. Segundo a Sociedade Brasileira de Imunizações, são indicadas duas doses da vacina, com intervalo de seis meses entre as doses. 62. Para tratamento desse paciente que tem hepatite B com HBeAg reagente, a alfapeginterferona está indicada pelo protocolo do Ministério da Saúde do Brasil, com aplicação subcutânea semanal, por 48 semanas. 63. O diagnóstico sorológico da hepatite Delta baseia-se na detecção de anticorpos anti-HDV IgG em paciente com suspeita de exposição recente para o agente infeccioso. Pacientes portadores de hepatite B, residentes em áreas endêmicas (como é o caso do paciente descrito) ou com antecedente epidemiológico correspondente, são candidatos a investigaçaõ. 64. O médico, após análise dos exames sorológicos, faz diagnóstico de que o paciente tem hepatite B aguda. 65. A hepatite B crônica pode evoluir com cirrose hepática. O estadiamento da cirrose hepática deve ser feito por meio de biópsia hepática ou elastografia, que é imprescindível para o monitoramento clínico e a definição da modalidade de tratamento. 66. O esquema de vacina da hepatite B para pessoas que vivem com HIV (PVHIV) são oito doses nos intervalos de 0, 30, 60 e 180 dias. 67. O paciente deve ser orientado quanto à prevenção das hepatites virais, acerca de seus contatos domiciliares e parceiros sexuais, e com relação ao uso adequado de preservativo e do não compartilhamento de instrumentos perfurocortantes e de objetos de higiene pessoal, como escovas de dente, alicates de unha e lâminas de barbear ou de depilação. 68. Na hepatite B crônica, o rastreio do câncer hepático deve ser feito com ultrassom de abdome a cada seis meses. O marcador alfafetoproteína não é mais recomendado por sua baixa sensibilidade. Área livre PROVA APLIC ADA PROCESSO SELETIVO – RM/SES-DF/2021 GRUPO 016 – TIPO “U” PÁGINA 5/9 IADES Uma jovem de 22 anos de idade recebeu resultado de exame reagente para HIV por meio do banco de sangue no qual ela era doadora. Em consulta com infectologista, relata que, há três anos, fez doação de sangue e tinha exame negativo para HIV. Também conta que, há um ano e meio, teve um quadro de febre, cefaleia, astenia, adenopatia cervical, dor de garganta, exantema e mialgia, que se resolveram em 12 dias, sem uso de nenhuma medicação específica. Na época, procurou um clínico geral que a diagnosticou com dengue, mas não foi solicitada nenhuma sorologia, apenas um hemograma com plaquetopenia de 90.000/mm3, sem nenhuma outra alteração. A paciente não teve nenhuma doença desde então, é solteira, heterossexual e não usa drogas e nem preservativo em todas as relações sexuais. Considerando esse caso clínico e os conhecimentos médicos correlatos, julgue os itens a seguir. 69. É muito importante que o médico, diante de um quadro viral agudo, considere a infecção aguda pelo HIV entre os diagnósticos possíveis e investigue potenciais fontes de exposição ao vírus. O diagnóstico da infecçaõ aguda pelo HIV pode ser realizado mediante a detecçaõ da carga viral do vírus. 70. Tratar-se essa paciente com antirretrovirais, testar outras infecções sexualmente transmissíveis (IST) e realizar profilaxia pré e pós-exposição fazem parte das estratégias de prevenção do HIV. 71. Entre os exames complementares iniciais para a abordagem inicial dessa paciente, os exames específicos necessários são contagem de linfócitos CD4+ (LT-CD4+), carga viral para HIV e genotipagem. 72. A falha virológica em um paciente com HIV/Aids é caracterizada por um exame de carga viral detectável, após o paciente já ter indetectado a carga viral em vários exames anteriores consecutivos. 73. O Programa Nacional de Imunizações (PNI) indica, para essa paciente, caso ela tenha contagem de linfócitos CD4+ maior ou igual a 350 células/mm3, as seguintes vacinas: Haemophilus influenzae tipo B (Hib), tríplice viral e vacina do HPV (a depender da idade), varicela, hepatite A e B (se paciente suscetível), influenza anual e a vacina pneumo 23. 13 e meningo. 74. Se a paciente estiver gestante, a terapia antirretroviral poderá ser iniciada a partir da 14a semana de gestação, logo após a coleta de exames e antes mesmo de se obterem os resultados de LT-CD4+ e de carga viral para HIV, principalmente nos casos de gestantes que iniciam tardiamente o acompanhamento pré-natal, com o objetivo de alcançar a supressão viral, que é fator determinante na redução da transmissão vertical, o mais rapidamente possı́vel. 75. Se essa paciente infectada pelo HIV mantiver LT-CD4+ acima de 350 células/mL durante anos, sem uso de antirretrovirais, ela pode ser chamada de “controladora de elite”. 76. Se a paciente for candidata a usar, para o tratamento com antirretrovirais, a combinação abacavir com lamivudina (ABC/3TC), que é uma alternativa para os pacientes com contraindicaçaõ aos esquemas com tenofovir e lamivudina (TDF/3TC), o teste HLA-B*5701 deve preceder o uso do abacavir para avaliar o risco de reação de hipersensibilidade pelo fármaco. O abacavir não deve ser administrado a pacientes que apresentem um resultado negativo para HLA-B*5701. Certa paciente de 18 anos de idade, acompanhada pela irmã, deu entrada no ambulatório para consulta médica com queixa de disúria, polaciúria e nictúria. Nega febre e dor lombar. Nega episódios anteriores e corrimento vaginal. Tem vida sexual ativa e usa DIU de cobre. Ao exame físico, mostrou-se em BEG, corada, hidratada, anictérica, acianótica e orientada, com abdome plano, flácido, mas doroloso na região suprapúbica e com ruídos hidroaéreos (RHA) presentes. Observaram-se AR = MVF sem ruídos adventícios; ACV = RCR 2T BNF sem sopros; PA = 120 mmHg x 80 mmHg; FC = 90 bpm; FR = 18 irpm; e T = 37,1 ºC. A irmã da paciente, então, aproveitou a consulta para mostrar ao médico alguns exames de rotina que ela tinha feito, pois estava preocupada por estar com infecção na urina. Apresentava-se totalmente assintomática, e o exame físico dela era normal. Ela não estava gestante e já teve infecção de urina há seis meses, quando foi tratada com antimicrobianos. O exame alterado era uma urocultura com Escherichia coli resistente a sulfas, ciprofloxacino, cefalosporina de primeira, segunda e quarta geração e sensível a nitrofurantoína, cefaloporina de terceira geração, carbapenêmicos e aminoglicosídeos. Acerca desse caso clínico e tendo em vista os conhecimentos médicos correlatos, julgue os itens a seguir. 77. O diagnóstico da paciente é cistite não complicada, e os antibióticos recomendados para cistite não complicada em mulheres são fosfomicina trometamol (3 g por via oral, em dose única) e nitrofurantoína (100 mg por via oral, a cada seis horas, por cinco dias). Essas drogas têm mecanismos de ação únicos e baixas taxas de resistência. Também apresentam altas concentrações urinárias e são ativos contra bactérias produtoras de betalacmase de espectro estendido (ESBL). 78. O padrão-ouro para o diagnóstico de infecção do trato urinário (ITU) é uma cultura de urina positiva, apesar de, no caso da paciente, não ser indicado coleta de material para cultura. A cultura de urina e o teste de sensibilidade aos antimicrobianos devem ser realizados em gestantes, mulheres com suspeita de pielonefrite aguda e em infecções recorrentes, em razão do maior risco de resistência bacteriana. 79. A ITU recorrente é definida como a repetição de pelo menos três ITUs em seis meses. Em cada episódio, o paciente deve apresentar sintomas agudos de início e bacteriúria ≥ 10 2 UFC/mL no exame de urina (EAS). 80. O diagnóstico da irmã da paciente é de bacteriúria assintomática e não deve ser indicado tratamento antimicrobiano para ela. Atualmente, a indicação de tratamento de bacteriúria assintomática é consenso apenas em duas situações: no caso de gestantes e antes de procedimento urológico invasivo. 81. A E. coli da urocultura relatada no caso clínico deve ser classificada como multirresistente, provável produtora de ESBL. O antibiótico de escolha para tratamento dessa bactéria é da classe dos carbapenêmicos. 82. Para pacientes com infecção urinária de repetição, existem profilaxias sem uso de antimicrobianos, fortemente recomendadas, como cranberry, estrógeno vaginal e imunoprofilaxia. PROVA APLIC ADA PROCESSO SELETIVO – RM/SES-DF/2021 GRUPO 016 – TIPO “U” PÁGINA 6/9 IADES Um homem de 35 anos de idade foi levado ao pronto-socorro com febre, queda do estado geral, prostração e rigidez de nuca de início há 24 horas. Não se verificaram outras alterações aos exames clínico geral e neurológico. O médico optou por realizar a punção liquórica. Os exames do paciente indicaram os resultados descritos na tabela a seguir. Exame Resultado do paciente Referência Aspecto e cor Turvo e xantocromático Límpido e incolor Celularidade 650 leucócitos/mm3 0 a 5 leucócitos/mm3 Neutrófilos 67% 0 Linfócitos 22% 0 Monócitos 11% 0 Glicose 28 mg/dL 45 mg/dL a 100 mg/dL Proteı́nas 96 mg/dL 15 mg/dL a 50 mg/dL Cloretos 610 mEq/L 680 mEq/L – 750 mEq/L Gram Diplococos gram positivos Negativo Pesquisa fungos Negativo Negativo A respeito desse caso clínico e com base nos conhecimentos médicos correlatos, julgue os itens a seguir. 83. A ceftriaxona segue como a droga de escolha para o tratamento empírico das meningites bacterianas no Brasil. No caso das meningites bacterianas comunitárias, os três principais patógenos envolvidos (pneumococo, meningococo e hemófilo) são tratados com ceftriaxona em monoterapia, conduta a ser iniciada imediatamente para esse paciente. 84. O antibiótico de escolha para a quimioprofilaxia dos contactantes próximos desse paciente é a rifampicina, que deve ser administrada preferencialmente em até 48 horas da exposição ao doente, considerando o prazo de transmissibilidade e o período de incubação da doença. 85. O médico reclamou ao laboratório porque não fizeram a pesquisa de BAAR no líquor. Em resposta, informou-se que não há pessoa treinada para realizar esse exame, pois as duas microbiologistas estão afastadas por Covid-19. Então, o médico solicita parecer do infectologista, com receio de o paciente ter meningite tuberculosa pelas alterações liquóricas e pelo quadro clínico dele. 86. Se o paciente tivesse uma meningite viral, as alterações do líquor seriam incolores ou opalescentes, celularidade de 5 a 500 linfócitos/mm3, glicose e cloreto normais, proteína levemente aumentada e a pesquisa de gram seria negativa. 87. Como as meningites bacterianas não induzem imunidade permanente após a doença, é indicado para o paciente, na sua alta, orientar as vacinas contra meningite. As meningites por pneumococo, meningococo e hemófilo podem ser evitadas por meio de vacinação com as respectivas vacinas: vacina polissacarídica 23-valente e vacina pneumocócica 10 ou 13-valente, vacina meningo C ou ACWY e vacina meningo B, e, por fim, vacina Hib ou penta ou hexavalente. 88. O paciente, após três dias de tratamento com cefalosporina de terceira geração, manteve febre e prostração. O infectologista suspeita de resistência ao antibiótico e, como a cultura ainda não está disponível, ele suspende esse medicamento e inicia a vancomicina. 89. Após internar o paciente, o médico indica precaução para gotículas, a fim de evitar a disseminação da meningite no ambiente hospitalar. Um caminhoneiro de 41 anos de idade, que viaja frequentemente para as regiões Norte (Rondônia), Nordeste e Sudeste (São Paulo), tabagista, procura atendimento médico por febre diária há 15 dias, associada a episódios de tremedeira, cefaleia e mialgia, além de estar astênico e indisposto. Não consegue trabalhar. Exames de sangue demonstraram anemia e trombocitopenia. O médico solicita um exame de gota espessa com alta parasitemia por Plasmodium vivax. Com base nesse caso clínico e nos conhecimentos médicos correlatos, julgue os itens a seguir. 90. Os medicamentos antimaláricos são disponibilizados gratuitamente em todo o território nacional, em unidades do Sistema Único de Saúde (SUS). Para esse caso, o médico prescreveu corretamente cloroquina, em associação com primaquina, por sete dias. 91. O paciente melhorou, tendo remissão completa dos sintomas após três dias de tratamento correto para malária por vivax. Entretanto, voltou a apresentar febre diária após quatro dias do término do tratamento e retornou ao médico que optou por repetir o exame da gota espessa, que se mostrou positivo para o Plasmodium vivax (1 parasita/campo). Assim, ele decidiu repetir o tratamento com cloroquina e primaquina, porém estendendo a primaquina por 14 dias. Nas infecções por Plasmodium vivax, alguns esporozoítos originam formas evolutivas do parasito, denominadas hipnozoítos, que são os responsáveis pelas recaídas da doença. 92. O diagnóstico diferencial é feito com febre tifoide, febre amarela, leptospirose, hepatite infecciosa, leishmaniose visceral, doença de Chagas aguda, salmoneloses septicêmicas e endocardites. 93. Se o paciente não receber terapêutica específica, adequada e oportuna, os sinais e sintomas podem evoluir para formas graves e complicadas, dependendo da resposta imunológica do organismo, do aumento da parasitemia e da espécie de plasmódio. As formas graves estão relacionadas à parasitemia elevada, acima de 2% das hemácias parasitadas, podendo atingir até 30% dos eritrócitos. Área livre PROVA APLIC ADA PROCESSO SELETIVO – RM/SES-DF/2021 GRUPO 016 – TIPO “U” PÁGINA 7/9 IADES Um paciente de 35 anos de idade refere-se a início de tosse produtiva, febre baixa, sudorese (principalmente à noite) e perda ponderal não mensurada há um mês. Relata também episódios de vômitos após ingesta alimentar há aproximadamente duas semanas e nega dor torácica, hemoptise e diarreia. Ao exame físico, constatam-se os seguintes resultados: RER; FR = 24 ipm; FC = 90 bpm; e PA = 120 mmHg × 70 mmHg. Quanto ao aparelho respiratório, nota-se MV rude e diminuído em base direita e abolido em base esquerda, observando-se creptos, roncos e sibilos bilaterais. Acerca do aparelho cardiovascular, percebe-se BNFT em 2T sem sopros ou desdobramentos. Verificaram-se abdome plano, flácido, indolor, sem visceromegalias, RHA +; sem rigidez de nuca; Glasgow 15; extremidades frias; e edema +/4+ em MMII. Considerando esse caso clínico e os conhecimentos médicos correlatos, julgue os itens a seguir. 94. Para esse caso, as hipóteses diagnósticas podem ser neoplasias, infecções fúngicas, pneumonia nocardiose, abscesso pulmonar, tuberculose, outras micobacterioses, doenças autoimunes ou silicose. 95. Como o paciente tem tosse há mais de três semanas, necessita-se pesquisar tuberculose pulmonar. Para isso, o diagnóstico bacteriológico de melhor qualidade de que se dispõe é a pesquisa de bacilo álcool-ácido (BAAR) no escarro. 96. A coleta de escarro para a pesquisa de BAAR deve ser de, no mínimo, três amostras para o diagnóstico de tuberculose do paciente, mas podem ser solicitadas amostras adicionais. 97. Nesse caso em que o paciente tem tosse seca, pode-se utilizar a técnica do escarro induzido, usando nebulizador ultrassônico e solução salina hipertônica (5 mL de NaCl 3% a 5%), que deve sempre ser realizada em condições adequadas de biossegurança e acompanhada por profissional capacitado. 98. Outra possibilidade de fazer o diagnóstico da tuberculose nesse paciente seria o teste rápido molecular para tuberculose (TRM-TB) em amostras de escarro de adultos. Ele também detecta a resistência à rifampicina, com uma sensibilidade de 95%, além de o resultado sair em duas horas; porém, o TRM-TB não está disponível em nenhuma unidade da rede pública no País. 99. Se o paciente confirmar, com a bacterioscopia, o diagnóstico de tuberculose pulmonar, o exame radiológico (raios X ou tomografia computadorizada de tórax) deve ser dispensado. 100. O paciente informou que foi vacinado, na infância, com a vacina BCG e mostrou a marca no braço direito. Por isso, questionou a hipótese de tuberculose pulmonar. O profissional explicou que a vacina protegia apenas contra as formas graves da tuberculose, por exemplo, a tuberculose meníngea, e, por causa disso, todos os adultos estão suscetíveis à doença. 101. Se o paciente confirmar o diagnóstico de tuberculose, ele deverá fazer um teste rápido para HIV, pois todo paciente com diagnóstico de tuberculose deve ser testado para HIV. De acordo com os fluxogramas de diagnóstico da infecção pelo HIV que envolvem o teste rápido, o diagnóstico somente pode ser estabelecido após a realização de um teste rápido, e o laudo deverá ser emitido por um profissional de saúde habilitado. Em julho de 2020, um estudante de medicina veterinária do Distrito Federal teve um acidente ofídico com uma cobra naja. O estudante ficou em coma na unidade de terapia intensiva e recuperou-se após receber o soro antiofídico. A cobra é originária de países da África e da Ásia, e é considerada uma das mais venenosas do mundo. Até então, não se tinha conhecimento da espécie no Brasil. No que se refere aos acidentes com animais peçonhentos e considerando os conhecimentos médicos correlatos, julgue os itens a seguir. 102. No Brasil, o acidente ofídico mais comum é o botrópico que tem como manifestações locais dor, edema, equimose e bolhas na região da picada, bem como manifestações sistêmicas. As complicações locais mais comuns são síndrome compartimental, abscesso e necrose, e as sistêmicas são choque e insuficiência renal aguda. 103. Nos acidentes crotálicos, as manifestações locais são discretas, às vezes com parestesia e eritema. Já as manifestações sistêmicas são mais evidentes e neurotóxicas, como ptose palpebral, turvação visual e oftalmoplegia. A insuficiência renal aguda é a principal complicação e causa de óbito. 104. Nos acidentes com escorpião, o tratamento específico (administração do soro antiescorpiônico) é indicado para todos os casos, pois o tempo entre o acidente e o início das manifestações sistêmicas graves é relativamente mais curto do que nos acidentes ofídicos. 105. Nos acidentes com aracnídeos, o envenenamento é causado pela inoculação de toxinas por intermédio do aparelho inoculador (quelíceras) de aranhas, podendo determinar alterações locais e sistêmicas. O tratamento soroterápico é indicado para pacientes classificados clinicamente como moderados ou graves nos acidentes com aranha marrom (Loxosceles) ou armadeira (Phoneutria). Em acidente com aranha viúva-negra (Latrodectismo), o tratamento é sintomático e de suporte. Área livre PROVA APLIC ADA PROCESSO SELETIVO – RM/SES-DF/2021 GRUPO 016 – TIPO “U” PÁGINA 8/9 IADES Em 2016, o Departamento de Vigilância, Prevenção e Controle das IST, do HIV/Aids e das Hepatites Virais passou a usar a nomenclatura infecções sexualmente transmissíveis (IST) no lugar de doenças sexualmente transmissíveis (DST). O termo IST é mais adequado e já era utilizado pela Organização Mundial da Saúde (OMS). A denominação “D”, de “DST”, vem de doença, que significa ter sintomas e sinais visíveis no organismo do indivíduo. Já as infecções podem ter períodos assintomáticas (sífilis, herpes genital, condiloma acuminado, por exemplo) ou se mantêm assintomáticas durante toda a vida do indivíduo (casos da infecção pelo HPV e vírus do herpes) e são somente detectadas por meio de exames laboratoriais. A respeito das ISTs e com base nos conhecimentos médicos correlatos, julgue os itens a seguir. 106. O diagnóstico de sífilis deve ser feito primeiramente com um teste não treponêmico. Em caso de dúvidas, deve-se solicitar um teste treponêmico para confirmar o diagnóstico. O monitoramento da sífilis deve ser realizado com um teste não treponêmico. 107. O tratamento da sífilis primária, secundária e latente recente é feito com uma dose de penicilina benzatina 2,4 milhões UI, IM, em dose única. 108. Nas uretrites sem identicação do agente etiológico, indicam-se ceftriaxone IM e ciprofloxacina VO. 109. O objetivo do tratamento das verrugas anogenitais por HPV é a destruição das lesões identificáveis para modificar a história natural da infecção pelo HPV, evitando as recidivas das verrugas. As opções de tratamento são ácido tricloroacético (ATA) 80%-90%, podofilina 10%-25%, eletrocauterização, exérese cirúrgica, crioterapia, para tratamento domiciliar, imiquimode ou podofilotoxina. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), as doenças virais continuam surgindo e representam um sério problema de saúde pública. Nos últimos 20 anos, várias epidemias virais, como a síndrome respiratória aguda grave coronavírus (Sars-CoV), de 2002 a 2003, e a influenza H1N1, em 2009, foram registradas. Mais recentemente, o Coronavírus da síndrome respiratória do Oriente Médio (Mers-CoV) foi identificado pela primeira vez na Arábia Saudita em 2012. Em uma linha do tempo que chega aos dias atuais, uma epidemia de casos com infecções respiratórias baixas, inexplicáveis, detectadas em Wuhan, a maior área metropolitana na província de Hubei da China, foi relatada, pela primeira vez, à OMS na China, em 31 de dezembro de 2019. Em 11 de fevereiro de 2020, o Diretor-Geral da OMS anunciou que a doença causada por esse novo CoV era um “Covid-19”, que é a sigla para “doença coronavírus 2019”. CASCELLA, M.; RAJNIK, M.; CUOMO, A.; DULEBOHN, S.C.; DI NAPOLI, R. (2020). Features, Evaluation and Treatment Coronavirus. Disponível em: <ncbi.nlm.nih.gov>. Acesso em: 20 out. 2020, com adaptações. Com base nas informações do texto apresentado e nos conhecimentos médicos correlatos, julgue os itens a seguir. 110. A doença pelo Sars-CoV-2 (Covid-19) é uma emergência de saúde pública de importância internacional, portanto deveria ter notificação imediata, mas, como é uma pandemia e os profissionais de saúde não teriam tempo hábil para notificar todos os casos, é necessário notificar apenas os casos graves, que evoluem para síndrome respiratória aguda grave (SGRAG). 111. Na tomografia computadorizada de alta resolução (TCAR), achados de opacidade em vidro fosco periférico, bilateral, com ou sem consolidação ou linhas intralobulares visíveis, são achados sugestivos de pneumonia viral por Sars-CoV-2. 112. Para o diagnóstico de Sars-CoV-2, dispõe-se de testes imunológicos, por imunocromatografia, teste rápido para detecção de anticorpo IgM e (ou) anticorpo IgG, teste enzimaimunoensaio – ELISA IgM – ou imunoensaio por eletroquimioluminescência – ECLIA IgG. A principal limitação desses testes é a necessidade de realização, de forma geral, a partir do oitavo dia do início dos sintomas. 113. Segundo a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), os hospitais brasileiros devem notificar os casos de transmissão intra-hospitalar de Covid-19, definido como paciente internado por mais de 14 dias e com infecção pelo Sars-CoV-2, confirmada por RT-PCR em tempo real, em amostra coletada após o 14o dia de internaçaõ hospitalar. Um paciente de 65 anos de idade, assintomático, ao realizar testes sorológicos de triagem, oferecidos por um mutirão da saúde no seu bairro, descobriu um resultado de Anti-HCV reagente. Foi encaminhado ao médico infectologista que solicitou exames laboratoriais e de imagem para o paciente. Considerando esse caso clínico e os conhecimentos médicos correlatos, julgue os itens a seguir. 114. O infectologista não precisa solicitar nenhum exame para confirmar o diagnóstico de hepatite C, uma vez que o anti-HCV reagente é suficiente para confirmação do diagnóstico de hepatite C crônica. 115. O médico solicitou genotipagem para hepatite C e confirmou genótipo tipo três. Para esse genótipo, o infectologista prescreveu sofosbuvir e daclatasvir. 116. Para prescrever o tratamento da hepatite C crônica, o médico deve pedir biópsia hepática ou elastografia hepática para avaliar o grau de fibrose hepática, já que a indicação do tratamento é para fibrose maior ou igual a três. Área livre PROVA APLIC ADA PROCESSO SELETIVO – RM/SES-DF/2021 GRUPO 016 – TIPO “U” PÁGINA 9/9 IADES Um paciente etilista foi internado em hospital em razão de quadro de pneumonia comunitária com tomografia de tórax com consolidação em ápice esquerdo. No oitavo dia de internação, o paciente evoluiu com insuficiência respiratória com necessidade de ventilação mecânica e acesso central. Então, ele foi encaminhado à unidade de terapia intensiva. No dia da intubação, foram coletados cultura do aspirado traqueal e hemoculturas em duas amostras em sítios diferentes. Realizou-se tomografia de tórax com nova imagem, por meio da qual se percebeu consolidação em base direita. No aspirado traqueal, cresceu Klebsiella pneumoniae, com sensibilidade apenas para aminoglicosídeos e colistina. As hemoculturas mostraram-se negativas. Tendo em vista esse caso clínico e os conhecimentos médicos correlatos, julgue os itens a seguir. 117. O diagnóstico do paciente é de uma nova pneumonia classificada, portanto, em pneumonia associada à ventilação mecânica. 118. O provável mecanismo de resistência dessa Klebsiella pneumonia é a produção de carbapenemase. 119. O infectologista solicitou instituir precaução de contato para esse paciente, uma vez que a bactéria isolada é multirresistente e, pelo protocolo institucional, esse perfil de bactéria deve ser isolado. 120. Caso as duas hemoculturas viessem positivas, com crescimento de Staphylococcus aureus meticilina resistente (MRSA), o antibiótico de escolha seria oxacilina para o tratamento dessa infecção. Área livre Área livre __MACOSX/._Grupo 016 - Tipo U.pdf Grupo 017 - Tipo U.pdf PROVA APLIC ADA Tipo “U” SECRETARIA DE ESTADO DE SAÚDE DO DISTRITO FEDERAL FUNDAÇÃO DE ENSINO E PESQUISA EM CIÊNCIAS DA SAÚDE EDITAL NORMATIVO Nº 1 – RM/SES-DF/2021, DE 5 DE OUTUBRO DE 2020. P R O G R A M A S – G R U P O 0 1 7 Data e horário da prova: Medicina Intensiva Pediátrica (616). Domingo, 29/11/2020, às 8h. I N S T R U Ç Õ E S Você receberá do fiscal: o um caderno da prova objetiva contendo 120 (cento e vinte) itens; cada um deve ser julgado como CERTO ou ERRADO, de acordo com o(s) comando(s) a que se refere; e o uma folha de respostas personalizada. Verifique se a numeração dos itens, a paginação do caderno da prova objetiva e a codificação da folha de respostas estão corretas. Verifique se o programa selecionado por você está explicitamente indicado nesta capa. Quando autorizado pelo fiscal do IADES, no momento da identificação, escreva, no espaço apropriado da folha de respostas, com a sua caligrafia usual, a seguinte frase: Para ganhar é preciso gastar. Você dispõe de 3 (três) horas e 30 (trinta) minutos para fazer a prova objetiva, devendo controlar o tempo, pois não haverá prorrogação desse prazo. Esse tempo inclui a marcação da folha de respostas. Somente 1 (uma) hora após o início da prova, você poderá entregar sua folha de respostas e o caderno da prova e retirar-se da sala. Somente será permitido levar o caderno da prova objetiva 3 (três) horas após o início da prova. Deixe sobre a carteira apenas o documento de identidade e a caneta esferográfica de tinta preta, fabricada com material transparente. Não é permitida a utilização de nenhum tipo de aparelho eletrônico ou de comunicação. Não é permitida a consulta a livros, dicionários, apontamentos e (ou) apostilas. Você somente poderá sair e retornar à sala de aplicação da prova na companhia de um fiscal do IADES. Não será permitida a utilização de lápis em nenhuma etapa da prova. I N S T R U Ç Õ E S P A R A A P R O V A O B J E T I V A Verifique se os seus dados estão corretos na folha de respostas da prova objetiva. Caso haja algum dado incorreto, comunique ao fiscal. Leia atentamente cada item e assinale sua resposta na folha de respostas. A folha de respostas não pode ser dobrada, amassada, rasurada ou manchada e nem podem conter registro fora dos locais destinados às respostas. O candidato deverá transcrever, com caneta esferográfica de tinta preta, fabricada com material transparente, as respostas da prova objetiva para a folha de respostas. A maneira correta de assinalar a alternativa na folha de respostas é cobrir, fortemente, com caneta esferográfica de tinta preta, fabricada com material transparente, o espaço a ela correspondente. Marque as respostas assim: PROVA APLIC ADA PROCESSO SELETIVO – RM/SES-DF/2021 GRUPO 017 – TIPO “U” PÁGINA 2/7 IADES PEDIATRIA Itens de 1 a 60 Um lactente de 3 meses de vida, saudável, é levado pela mãe ao posto de saúde. A mãe tem dúvidas acerca da amamentação, achando que o seu leite não está sendo suficiente, pois ouviu a mãe dela comentar que, na família, ninguém produz leite forte. A vizinha expôs que deve ser o cansaço e a falta de boa alimentação, aconselhando-a a beber água e descansar. Ela não acreditou na vizinha e perguntou ao médico se pode dar outro leite ao lactente. Com base no caso descrito e nos conhecimentos médicos correlatos, julgue os itens a seguir. 1. A mãe não precisaria perguntar, pois o bebê já está na idade de iniciar a alimentação. 2. O cansaço e o estresse podem influenciar o reflexo de ejeção do leite, inibindo-o. 3. A manutenção do volume do leite é influenciado pela hidratação materna. 4. Deve-se averiguar a sucção do bebê durante a mamada, pois a produção do leite aumenta com a sucção eficaz do lactente. 5. A hipogalactia é frequente e não se relaciona com a sucção. 6. Uma vez que o leite final é de maior densidade calórica, recomenda-se esvaziar a mama e depois oferecer a mama contralateral. 7. A vizinha estava certa em aconselhar a mãe a oferecer água para o lactente. 8. Deve-se aconselhar a mãe a oferecer outro leite, já que geralmente é necessário fazer um complemento para os bebês. O pediatra está de plantão em uma maternidade da periferia de uma grande cidade. Na madrugada, uma gestante em período expulsivo dá entrada nessa maternidade. A mãe levou seu cartão de pré-natal com preenchimento adequado e com consultas regulares, mas, para sua surpresa, a idade gestacional é compatível com 33 semanas pela DUM. A respeito desse caso clínico e com base nos conhecimentos médicos correlatos, julgue os itens a seguir. 9. A sobrevida de recém-nascidos prematuros (RNPT), definidos como os nascidos vivos com idade gestacional menor que 37 semanas, reflete a estrutura e a qualidade do cuidado antenatal, e o pediatra deve estar preparado para receber esse recém-nascido (RN) na assistência ao parto. 10. É fundamental, em todo parto prematuro, a presença de dois a três profissionais de saúde, com pelo menos um pediatra apto a intubar e indicar massagem cardíaca e medicações. 11. Quando um RNPT não melhora ou não atinge níveis desejáveis de SatO2, com a ventilação por pressão positiva (VPP) em concentração de O2 a 30%, a primeira medida é aumentar imediatamente a oferta de oxigênio suplementar. 12. No RN abaixo de 34 semanas, indica-se o clampeamento imediato do cordão umbilical, independentemente de sua vitalidade. 13. No atendimento ao RN saudável de mães com suspeita ou infecção pelo Sars-CoV-2, deve-se adiar a amamentação e o contato pele a pele. 14. A oximetria de pulso detecta, de forma contínua, a frequência de pulso, mas demora para detectá-la e subestima a frequência cardíaca (FC), podendo levar a um aumento desnecessário de intervenções para o neonato, na sala de parto. Um lactente de 10 dias de vida é levado à unidade básica de saúde (UBS) em virtude de a mãe notar “olhos amarelados” no filho. Ela relata que ele já saiu um pouco amarelo da maternidade, de onde teve alta com três dias de vida após colher sangue. O grupo sanguíneo da mãe e do bebê é A +. Considerando esse caso clínico e os conhecimentos médicos correlatos, julgue os itens a seguir. 15. A prematuridade, independentemente do peso ao nascer, é considerada um dos fatores de risco mais importantes para hiperbilirrubinemia em razão da capacidade diminuída da conjugação hepática da bilirrubina e da dificuldade na sucção e deglutição para manter uma oferta adequada de leite materno. 16. Deve-se pesquisar, nesse caso, a presença de céfalo-hematoma, porém a icterícia seria de resolução rápida, não durando 10 dias. 17. A icterícia fisiológica apresenta progressão cefalocaudal. A mãe de uma criança de 4 anos de idade levou a filha ao setor de emergência com queixa de que a menina “sacudiu o corpo todo”, pela primeira vez, após ter dado uma medicação para febre. Ela relata que a criança estava com temperatura de 38 ºC, poucos espirros, tosse seca e que a crise foi rápida, não sabendo especificar o tempo. Acerca desse caso clínico e tendo em vista os conhecimentos médicos correlatos, julgue os itens a seguir. 18. A crise convulsiva febril simples pode-se apresentar como tônico-clônica generalizada e tem curta duração, menor que 15 minutos. 19. No caso mencionado, a epilepsia é o mais provável diagnóstico, cujos fatores de risco incluem atraso do desenvolvimento e crise febril complexa. 20. Caso a criança chegasse ao hospital ainda em crise, seria preconizado administração de benzodiazepínicos, como o diazepam, por via intravenosa IV. 21. O estado de mal epiléptico é uma emergência médica, muito frequente na crise convulsiva febril em função da imaturidade da criança. 22. Em lactentes com histórico de insulto neurológico prévio, como uma encefalopatia crônica não progressiva desde o nascimento, isso pode ocasionar uma lesão neurológica estática, sendo causa de crises convulsivas não febris. Área livre PROVA APLIC ADA PROCESSO SELETIVO – RM/SES-DF/2021 GRUPO 017 – TIPO “U” PÁGINA 3/7 IADES Uma criança de 3 anos de idade apresenta tosse produtiva, espirros e febre de 38 ºC há cinco dias. A mãe refere que a filha não quer brincar durante o episódio febril, mas, quando a febre passa, ela melhora; porém notou um “cansaço” nela. Ao exame, a criança encontra-se quieta no colo da mãe, febril (38 ºC), com FR = 50 irpm, FC = 120 bpm e SatO2 = 97%. A respeito desse caso clínico e com base nos conhecimentos médicos correlatos, julgue os itens a seguir. 23. A pneumonia é a principal causa de mortalidade em crianças menores de 5 anos de idade nos países em desenvolvimento. 24. No caso em questão, a mãe poderia observar o “cansaço” da criança por meio da frequência respiratória, que está normal para a idade. 25. Nesse caso, seria preciso esperar sibilos na ausculta pulmonar, pois isso é comum na pneumonia adquirida na comunidade (PAC). 26. Em crianças de 2 meses a 5 anos de idade com PAC, a presença de tiragem subcostal classifica-a como tendo pneumonia grave. 27. A aspiração de corpo estranho é um diagnóstico diferencial importante na criança com sibilância. Os pais levam uma criança de 4 anos de idade à consulta médica. Relatam que a menina não quer mais ir à escola, porque os amigos evitam brincar com ela por estar sempre cheirando a xixi. Na anamnese, a mãe refere que a filha urina muito na cama, durante o dia, não sente vontade de fazer xixi e, quando percebe, já está molhada. Sempre foi assim. A mãe fica preocupada também porque a criança cai muito e notou que o pé dela é torto desde que nasceu. A menina nasceu bem, a termo, com bom peso e bom Apgar, porém foi logo encaminhada à unidade de terapia intensiva (UTI) para aguardar a cirurgia da medula. Tendo em vista esse caso clínico e os conhecimentos médicos correlatos, julgue os itens a seguir. 28. É frequente a deformidade dos pés, podendo-se encontrar pé equinovaro, pé varo, cavo-varo e pé equino. 29. O desfralde antes dos 2 anos de idade pode ser a causa da incontinência urinária. 30. É necessário solicitar um estudo urodinâmico, em que é avaliada a pressão da musculatura detrusora. 31. Os defeitos do fechamento do tubo neural (DFTN) são malformações congênitas frequentes, que ocorrem em virtude de uma falha no fechamento adequado do tubo neural embrionário durante o final da gestação. 32. Quase todos os pacientes são portadores de distúrbios esfíncterianos, vesicais e anais, de difícil controle, que causam predisposição a infecções urinárias. 33. A hidrocefalia está associada a mais de 70% dos casos, o que pode ser uma causa de deterioração neurológica consequente a disfunção do sistema de drenagem. Considere um recém-nascido (RN) do sexo masculino, com 24 horas de vida, nascido de parto vaginal, a termo, com peso ao nascer de 3.335 g, Apgar 9, no 1o minuto e 10, no 5o. Durante o exame físico, o pediatra nota uma musculatura abdominal muito flácida, com a pele dessa região enrugada, aparência de “ameixa seca”, em batráquio. Apresenta aparelho cardiopulmonar normal, genitália masculina com ambos os testículos criptorquídicos. FR = 50 irpm, FC = 120 bpm e SatO2 = 98%. O RN evoluiu com retenção urinária e aumento das escórias renais. Acerca desse caso clínico e com base nos conhecimentos médicos correlatos, julgue os itens a seguir. 34. O diagnóstico deve ser feito precocemente, preferencialmente intraútero, e o tratamento, sobretudo das anormalidades do sistema urinário, não deve ser retardado. 35. A correção da criptorquidia deve ser feita até 1 ano de vida. 36. Embora os rins possam ser normais, a displasia renal e a hidronefrose são comuns, mas a insuficiência renal não é comum. 37. No sexo feminino, há números elevados de ocorrências como as do caso descrito. 38. É necessária a solicitação de ecocardiograma para avaliar anomalias cardíacas que estão presentes em 10% dos casos. Uma criança de 8 anos de idade, portadora de síndrome de Down, ao ser atendida em consulta de seguimento, apresentou as seguintes mensurações: peso = 34 kg (percentil 90-95); altura = 1,18 cm (percentil 25); e IMC = 25 (percentil 95). Ao exame, encontra-se em BEG, corada, hidratada, FC = 80 bpm, FR = 30 irpm e SatO2 = 97% em AA. Quanto ao aparelho cardiovascular, verifica-se RCR, 2T, sem sopros, constatando-se também precórdio calmo, pulmonar e abdome sem alterações. Considerando esse caso clínico e os conhecimentos médicos correlatos, julgue os itens a seguir. 39. Antes de indicar atividade física, tais como natação, ginástica ou futebol, para perda de peso ou manutenção da saúde, recomenda-se radiografia da coluna cervical em posição neutra em perfil, flexão e extensão. 40. O acompanhamento odontológico é importante nos primeiros anos de vida e, durante a idade escolar, é feito quando ocorrem queixas. 41. Em relação ao IMC, observa-se um percentil aumentado, configurando um excesso de peso. Para tal avaliação, podem ser utilizadas as curvas da Caderneta da Criança. 42. A Síndrome do caso clínico descrito é a alteração cromossômica mais comum em humanos e a principal causa de deficiência intelectual na população. 43. O fenótipo na síndrome de Down tem uma expressividade variada, apesar de existirem três possibilidades do ponto de vista citogenético. 44. A comunicação aos pais, na maternidade, não deve ser realizada, mesmo quando sinais e sintomas são característicos. O esclarecimento deve ser feito em serviço especializado. PROVA APLIC ADA PROCESSO SELETIVO – RM/SES-DF/2021 GRUPO 017 – TIPO “U” PÁGINA 4/7 IADES Durante a visita de alojamento conjunto, ao solicitar a caderneta de acompanhamento obstétrico da mãe de um recém-nascido (RN), verificaram-se sorologias para sífilis positivas no primeiro trimestre da gestação. A gestante foi tratada com benzilpenicilina benzatina na dose total de 7,2 milhões UI. O VDRL da mãe após o tratamento reduziu de 1:32 para 1:8. A respeito desse caso clínico e com base nos conhecimentos médicos correlatos, julgue os itens a seguir. 45. Caso o RN seja assintomático ao exame e VDRL 1:8, ainda assim a criança foi exposta à sífilis. 46. Na consulta do 6o mês de vida, o VDRL deverá ser não reagente nos casos em que a criança não tiver sido infectada. 47. O teste treponêmico no bebê deve ser realizado em todas as consultas de puericultura, para acompanhamento juntamente com o da mãe. 48. O intervalo entre doses da benzilpenicilina benzatina pode ser espaçado, para evitar a dor, fazendo-se aplicação de 1,2 milhão a cada mês. 49. No início do acompanhamento pré-natal, é aconselhável pedir o teste treponêmico, que é o primeiro teste a ficar reagente, aguardando o não treponêmico. 50. Mesmo quando houver histórico de tratamento prévio, o lactente que for diagnosticado com sífilis congênita durante o seguimento deverá ser tratado com penicilina. 51. Atraso no desenvolvimento pode ter como causa a sífilis congênita tardia. 52. Nas crianças com alteração inicial do líquor, neurossífilis, a punção liquórica posterior deve ser reservada quando aparecerem sinais e sintomas neurológicos. Os avós levam uma criança de 1 ano de idade ao posto de vacinação para atualização da caderneta. Durante a conversa com o agente comunitário de saúde, os avós relatam preocupação com um exame ao nascimento, apesar de o neto estar bem, sem adoecimento. Contam que o primeiro teste do pezinho deu uma alteração na tireoide e, quando foi repetido, o resultado foi normal. Mesmo assim, eles não se mostraram tranquilos e ficam com medo de dar vacina, principalmente durante a pandemia. A respeito desse caso clínico e tendo em vista os conhecimentos médicos correlatos, julgue os itens a seguir. 53. Caso a criança, no momento da visita ao posto de saúde, apresentasse sinais de doenças do trato respiratório superior, com febre, tosse e (ou) coriza ou ainda diarreias leves, estaria contraindicada a vacinação. 54. Pode ser administrada a vacina de varicela, que é de vírus vivo atenuado. 55. O hipotireoidismo congênito, doença que pode ser diagnosticada pela triagem neonatal, deve ser confirmado após coleta de sangue do recém-nascido. 56. Na idade de 12 meses de vida, deve ser aplicada a primeira dose da vacina tríplice viral, segundo o Ministério da Saúde. Ela não poderá ser aplicada junto com a vacina da febre amarela. 57. O tratamento do hipotireoidismo congênito deve ser expectante, reavaliando, nas consultas de puericultura, o desenvolvimento neuropsicomotor. 58. Não há evidências acerca da interação da Covid-19 e a resposta imune às vacinas. 59. É necessário aproveitar a visita ao posto de saúde para avaliar a marca da vacinação BCG no lactente, pois, caso essa cicatriz vacinal não esteja presente, deve-se revaciná-lo. 60. A vacina BCG e a do sarampo, que devem ser verificadas no cartão vacinal, são vacinas de vírus vivos atenuados. MEDICINA INTENSIVA Itens de 61 a 120 Uma paciente G2A0P1, em trabalho de parto, apresenta sintomas compatíveis com síndrome gripal, RT-PCR, Covid-19 positivo com data de ontem, 38 semanas de idade gestacional, e pré-natal completo, sem outros dados dignos de nota. Amamentou exclusivamente o filho mais velho até os 6 meses de vida e doava leite para o banco de leite regularmente. A respeito desse caso clínico, com base nas condutas de sala de parto e nos cuidados com o recém-nascido (RN), e considerando as recomendações da Sociedade Brasileira de Pediatria e do Ministério da Saúde e os conhecimentos médicos correlatos, julgue os itens a seguir. 61. O aleitamento materno pode ser mantido, porém, se a mãe não tiver condições de estabilidade clínica, o banco de leite deve ser avisado e a fórmula infantil deve ser prescrita em mamadeira na sala de parto. 62. O RN deve ser separado da mãe, não devendo permanecer em alojamento conjunto. 63. Tendo em vista que a mãe está sintomática, a recomendação prevê o clampeamento oportuno do cordão, mas o contato pele a pele deve ser suspenso. 64. É contraindicada a doação de leite humano enquanto a mulher estiver sintomática. 65. O aleitamento materno deve ser encorajado e medidas de precaução de contágio devem ser orientadas, tais como o uso de máscara pela mãe durante a mamada e a higiene das mãos antes de pegar o RN. 66. Caso o RN tenha dificuldade de iniciar a respiração, há a indicação de intubação sem proceder a ventilação com pressão positiva anteriormente, para reduzir a formação de aerossol. 67. Não há necessidade de orientações para o domicílio referentes aos cuidados com o bebê. A mãe deve ser a pessoa a realizar todos os cuidados, incluindo dar banho e colocar a criança para dormir, independentemente da presença de sintomas gripais. 68. Caso o RN comece a exibir sintomas infecciosos com 49 horas de vida, considera-se infecção relacionada à assistência de saúde de origem hospitalar. 69. Caso a mãe opte por não levar o bebê ao seio enquanto estiver sintomática, mas ainda queira oferecer o leite materno, deve ser orientada a ordenha com as devidas precauções. O leite ordenhado deve ser fervido e oferecido por outra pessoa. 70. A mãe deve ser orientada a usar máscara facial de pano durante a amamentação, evitar falar, tossir e espirrar. Não há necessidade de trocar a máscara a cada mamada. Área livre PROVA APLIC ADA PROCESSO SELETIVO – RM/SES-DF/2021 GRUPO 017 – TIPO “U” PÁGINA 5/7 IADES Um adolescente de 13 anos de idade apresenta febre persistente (> 38 °C) há três dias, diarreia, vômitos, conjuntivite não purulenta e exantema polimórfico. Verificam-se os seguintes sinais vitais: FC = 120 bpm; FR = 23 irpm; SatO2 = 90%; e PA = 88 mmHg x 65 mmHg. A avó dele, internada por Covid-19 há uma semana, mora no mesmo domicílio. Com base nesse caso clínico e nos conhecimentos médicos correlatos, julgue os itens a seguir. 71. O adolescente apresenta dois critérios diagnósticos para Kawasaki, incluindo o critério obrigatório. 72. O diagnóstico de síndrome inflamatória multissistêmica pediátrica potencialmente relacionada à Covid-19 pode ser confirmado caso os marcadores de inflamação estejam elevados e sejam afastadas outras causas infecciosas e inflamatórias. 73. O adolescente possui quadro benigno e autolimitado, não necessitando do recebimento de fluidos ou de drogas vasoativas nesse momento. 74. O diagnóstico de Kawasaki parcial afastaria a possibilidade de síndrome inflamatória multissistêmica. 75. Caso as sorologias para Sars-CoV2 e para RT-PCR estejam negativas, o diagnóstico de síndrome inflamatória multissistêmica pediátrica potencialmente relacionada à Covid-19 não é afastado. 76. A faixa etária do paciente e os sintomas de vômitos e diarreia são frequentemente observados na síndrome de Kawasaki. 77. O adolescente deve receber antibiótico empiricamente enquanto aguarda o resultado das culturas. 78. Caso sejam observados sinais de baixo débito ou disfunção ventricular, é indicado prescrever inotrópicos de escolha, como a dobutamina ou milrinona. 79. Não há necessidade de acompanhamento após a alta hospitalar. 80. A investigação deve incluir marcadores de lesão hepática, renal e coagulopatia. Um pré-escolar de 3 anos de idade é encaminhado ao pronto atendimento com história de queimadura por ter permanecido muito próximo a uma fogueira quando o irmão mais velho tentou aumentar as chamas com óleo de cozinha. A criança apresenta queimaduras em toda a extensão da face anterior do tórax, no abdome, na genitália e no terço superior das coxas. A maior parte da queimadura é constituída por exulcerações cruentas e bolhas, e a região do hipogástrio tem coloração perlácea. A família transportou a criança envolta em um cobertor molhado e com diversas bolsas plásticas com gelo ao redor para amenizar a dor. Está torporosa e fria ao toque. Considerando esse caso clínico e com base nos conhecimentos médicos correlatos, julgue os itens as seguir. 81. Levando-se em conta a descrição das lesões, a criança é considerada um grande queimado e deve ser internada em serviço especializado em tratamento de queimados. 82. A hidratação de manutenção a ser prescrita deve seguir a regra de Holliday, não sendo necessário incluir a superfície corporal da criança nos cálculos. 83. A criança tem grandes chances de estar hipotérmica nesse momento, havendo risco de arritmias cardíacas. 84. A família agiu corretamente ao colocar bolsas de gelo para amenizar a dor da criança. 85. No momento, o paciente está na fase de permeabilidade vascular exacerbada, que é caracterizada por perda maciça de volume intravascular para o interstício. Nessa fase, podem ocorrer edemas, hipovolemia, hipotensão e choque. 86. A ressuscitação hídrica com cristaloides é fundamental nessa fase. Como não houve comprometimento das vias aéreas, não há necessidade de se preocupar com o equilíbrio ácido básico e metabólico nesse momento. 87. Desbridamento de tecidos necróticos e enxertia de pele devem ser feitos o mais precocemente possível, sendo fundamentais para a redução de endotoxinas circulantes e, consequentemente, reduzindo o tempo de internação e de mortalidade. 88. A região descrita como perlácea em hipogástrio corresponde a uma queimadura de segundo grau profunda e é indolor, pois as terminações nervosas foram destruídas. 89. A criança está em um estado hipermetabólico e sua alimentação deve ser restabelecida o quanto antes. Ao discutir a dieta com o nutricionista, deve-se levar em conta o aumento das necessidades proteicocalóricas. 90. O risco de sepse existe somente nas primeiras 48 horas após o acidente, independentemente da existência de áreas cruentas após esse período. Área livre PROVA APLIC ADA PROCESSO SELETIVO – RM/SES-DF/2021 GRUPO 017 – TIPO “U” PÁGINA 6/7 IADES Uma criança de 10 anos de idade, com diagnóstico de síndrome inflamatória multissistêmica pediátrica (SIM-P) potencialmente relacionada à Covid-19, será transferida para a unidade de terapia intensiva (UTI). O relato da regulação é de que a criança está intubada, usando epinefrina, sedanalgesia com midazolam e fentanil, e não urina na fralda há 12 horas. Constatam-se IgG para Covid-19 positivo e presença de plaquetose no hemograma (450.000/uL). Considerando esse caso clínico e com base nas orientações da Sociedade Brasileira de Pediatria a respeito do tema e nos conhecimentos médicos correlatos, julgue os itens a seguir. 91. O isolamento não é necessário, pois é uma condição pós-viral, não havendo indicação de realização do RT-PCR para Sars-CoV2. 92. A imunoglobulina endovenosa só seria indicada caso a criança possuísse critérios diagnósticos para síndrome do choque tóxico. 93. Deve-se palpar o abdome da criança, visando a detectar se há bexigoma secundário ao uso de sedanalgesia. 94. A hidrocortisona é o corticoide de escolha para crianças com SIM-P. 95. O ácido acetilsalicílico deve ser prescrito na dose de 30 mg/kg/dia a 50 mg/kg/dia, na dose máxima 80 mg/dia. 96. A enoxaparina deve ser prescrita apenas se houver evidência de trombose. 97. Tendo em vista que a criança tem um quadro agudo, não há nenhuma indicação para oferta de cuidados paliativos na unidade de terapia intensiva pediátrica (UTIP). 98. Devem ser pesquisados em laboratório lesão renal, lesão hepática, marcadores de lesão miocárdica e distúrbios da coagulação. 99. Essa criança provavelmente apresentava hipotensão, pois a epinefrina é inotrópico de escolha inicial para pacientes com hipotensão. 100. Em caso de parada cardiorrespiratória, a criança não deve ser reanimada, pois seria fútil por causa de a chance de retorno da circulação ser baixa. Um lactente de 1 ano de idade encontra-se em crise convulsiva generalizada há 15 min e febre > 38 °C. Apresenta histórico anterior de crise convulsiva febril aos 8 meses de vida e relato, em prontuário, de uma crise no segundo dia de vida, enquanto estava internado em unidade de terapia intensiva neonatal (UTIN) por hipoglicemia. Não usa medicamentos, e faz acompanhamento com médico da família no posto de saúde. A vacinação está em dia. A enfermeira do pronto-socorro não conseguiu aferir a pressão e obter a saturação em virtude da crise. Observam-se FC = 110 bpm, bom enchimento capilar periférico, extremidades rosadas e presença de petéquias em todo o corpo, iniciadas hoje. Com base nesse caso clínico e nos conhecimentos médicos correlatos, julgue os itens a seguir. 101. A droga de escolha para iniciar o tratamento da crise convulsiva atual é o fenobarbital. 102. Considerando que o paciente está com febre e tem histórico anterior de crise febril, recomenda-se que seja administrado antipirético IV ou IM. 103. Tendo em vista que a vacinação está em dia, é improvável que essa crise seja secundária a quadro de meningite bacteriana. 104. Em decorrência da duração da crise, é fundamental que seja iniciado o midazolam venoso contínuo imediatamente. 105. Não há indicação de coletar líquor ou de iniciar antibióticos antes do resultado das culturas sanguíneas. 106. Considerando que a criança já teve outras duas crises convulsivas, o diagnóstico de epilepsia é firmado e ácido valproico deve ser prescrito na alta hospitalar. 107. O acompanhamento após as crises anteriores foi feito corretamente do ponto de vista medicamentoso, não havendo indicação da prescrição de anticonvulsivantes de uso crônico anteriormente. 108. Levando-se em consideração as recomendações do Suporte Avançado de Vida em Pediatria (PALS), a primeira conduta a ser feita deve ser assegurar a via aérea da criança. Portanto, deve-se iniciar a oxigenação suplementar e preparar a sequência rápida de intubação. 109. Visto que a convulsão febril é uma condição benigna e autolimitada, não há necessidade de se preocupar com a possibilidade de evolução da infecção para um quadro séptico. A respeito do manejo de crianças com doenças ameaçadoras à vida e tendo em vista os conhecimentos médicos correlatos, julgue os itens a seguir. 110. Em caso de desconforto respiratório em menores de 1 ano de idade em cuidados paliativos, sempre há a indicação de uso de CPAP. 111. Opioides não devem ser prescritos para crianças em final de vida, pois podem acelerar o processo em virtude da depressão respiratória induzida em um sistema nervoso imaturo. 112. Cuidados paliativos para anomalias de mau prognóstico, identificadas durante o pré-natal, devem ser iniciados ao nascimento. 113. Condições onco-hematológicas correspondem à maior causa de necessidade de cuidados paliativos na faixa etária pediátrica. 114. Diretivas antecipadas de vontade não podem ser utilizadas por menores de 18 anos de idade. 115. O cuidado paliativo deve incluir não só a criança enferma, mas toda a família dela, inclusive outras crianças. Área livre PROVA APLIC ADA PROCESSO SELETIVO – RM/SES-DF/2021 GRUPO 017 – TIPO “U” PÁGINA 7/7 IADES No que se refere ao momento de oferta e de indicações de cuidados paliativos em pediatria e com base nos conhecimentos médicos correlatos, julgue os itens a seguir. 116. Não há necessidade de incluir o aspecto espiritualidade nos cuidados paliativos prestados a crianças com idade inferior a 6 anos. 117. Cuidados paliativos devem ser oferecidos somente na esfera hospitalar para crianças terminais. 118. Recém-nascidos internados em UTIN podem receber cuidados paliativos, mesmo que estejam recebendo terapêutica curativa. 119. Meningite, por ser uma condição ameaçadora à vida, é uma indicação de cuidados paliativos na faixa etária pediátrica. 120. Considerando a natureza aguda e reversível da prematuridade, não há indicação para oferta de cuidados paliativos no contexto das UTIN, para não tirar a esperança da família. Área livre Área livre __MACOSX/._Grupo 017 - Tipo U.pdf Grupo 018 - Tipo U.pdf PROVA APLIC ADA Tipo “U” SECRETARIA DE ESTADO DE SAÚDE DO DISTRITO FEDERAL FUNDAÇÃO DE ENSINO E PESQUISA EM CIÊNCIAS DA SAÚDE EDITAL NORMATIVO Nº 1 – RM/SES-DF/2021, DE 5 DE OUTUBRO DE 2020. P R O G R A M A S – G R U P O 0 1 8 Data e horário da prova: Medicina Paliativa (617). Domingo, 29/11/2020, às 8h. I N S T R U Ç Õ E S Você receberá do fiscal: o um caderno da prova objetiva contendo 120 (cento e vinte) itens; cada um deve ser julgado como CERTO ou ERRADO, de acordo com o(s) comando(s) a que se refere; e o uma folha de respostas personalizada. Verifique se a numeração dos itens, a paginação do caderno da prova objetiva e a codificação da folha de respostas estão corretas. Verifique se o programa selecionado por você está explicitamente indicado nesta capa. Quando autorizado pelo fiscal do IADES, no momento da identificação, escreva, no espaço apropriado da folha de respostas, com a sua caligrafia usual, a seguinte frase: Para ganhar é preciso gastar. Você dispõe de 3 (três) horas e 30 (trinta) minutos para fazer a prova objetiva, devendo controlar o tempo, pois não haverá prorrogação desse prazo. Esse tempo inclui a marcação da folha de respostas. Somente 1 (uma) hora após o início da prova, você poderá entregar sua folha de respostas e o caderno da prova e retirar-se da sala. Somente será permitido levar o caderno da prova objetiva 3 (três) horas após o início da prova. Deixe sobre a carteira apenas o documento de identidade e a caneta esferográfica de tinta preta, fabricada com material transparente. Não é permitida a utilização de nenhum tipo de aparelho eletrônico ou de comunicação. Não é permitida a consulta a livros, dicionários, apontamentos e (ou) apostilas. Você somente poderá sair e retornar à sala de aplicação da prova na companhia de um fiscal do IADES. Não será permitida a utilização de lápis em nenhuma etapa da prova. I N S T R U Ç Õ E S P A R A A P R O V A O B J E T I V A Verifique se os seus dados estão corretos na folha de respostas da prova objetiva. Caso haja algum dado incorreto, comunique ao fiscal. Leia atentamente cada item e assinale sua resposta na folha de respostas. A folha de respostas não pode ser dobrada, amassada, rasurada ou manchada e nem podem conter registro fora dos locais destinados às respostas. O candidato deverá transcrever, com caneta esferográfica de tinta preta, fabricada com material transparente, as respostas da prova objetiva para a folha de respostas. A maneira correta de assinalar a alternativa na folha de respostas é cobrir, fortemente, com caneta esferográfica de tinta preta, fabricada com material transparente, o espaço a ela correspondente. Marque as respostas assim: PROVA APLIC ADA PROCESSO SELETIVO – RM/SES-DF/2021 GRUPO 018 – TIPO “U” PÁGINA 2/9 IADES ANESTESIOLOGIA Itens de 1 a 10 Um paciente com neoplasia gástrica avançada, emagrecido, que passou por mais de 10 tentativas de punção venosa antes da obtenção do acesso venoso, é recebido para realização de endoscopia digestiva alta. A anestesia foi realizada com propofol, e o paciente apresentou PA = 100 mmHg x 70 mmHg; SpO2 = 99%; FR = 89 bpm; e FR = 13 irpm. Durante o exame, a equipe percebeu grande quantidade de resíduos gástricos e interrompeu o procedimento. Após debate, decidiu-se pela mudança de sedação para anestesia geral. Quanto a esse caso clínico e com base nos conhecimentos médicos correlatos, julgue os itens a seguir. 1. A anestesia geral com intubação traqueal é uma escolha inadequada para esse paciente, pois há menor risco de aspiração, caso ele esteja apenas sedado. 2. Em vez de intubação traqueal, é possível realizar o exame com a alocação de máscara laríngea. 3. Um exame de ecografia de antro gástrico em decúbito semisentado lateral direito poderia ter detectado antecipadamente o problema. 4. As características farmacocinéticas do propofol tornam esse medicamento inadequado para procedimentos ambulatoriais como endoscopias. O paciente com neoplasia avançada, emagrecido, que passou por mais de 10 tentativas de punção venosa antes da obtenção do acesso venoso foi, então, pré-oxigenado e, durante a infusão em sequência rápida de propofol 150 mg, fentanil 100 mcg e rocurônio 100 mg, ele queixou-se de dor intensa em membro superior, sendo diagnosticadas a perda do acesso venoso e a infusão extravascular das medicações. Um novo acesso venoso foi rapidamente obtido e os mesmos fármacos foram infundidos. O paciente perdeu a consciência e foi intubado em sequência rápida. O exame foi realizado sem dificuldades, e o paciente foi encaminhado à sala de recuperação. Após 40 minutos na sala de recuperação, o paciente sentou e se queixou de uma sensação de morte iminente, seguida de perda gradual do tônus muscular. No momento, apresentou FC = 160 bpm; SpO2 = 89%; PA = 150 mmHg x 90 mmHg; e não manifestou movimentos respiratórios e nem movimentação à dor. As pupilas estavam dilatadas e simétricas. A cardioscopia mostrou taquicardia sinusal com ST de zero. Considerando o histórico e o atual quadro clínico do paciente e os conhecimentos médicos correlatos, julgue os itens a seguir. 5. Trata-se de uma provável intoxicação por opioides, e o naloxone é o antídoto para essa situação. 6. Trata-se de um provável infarto do miocárdio e deverá ser iniciada a RCP. 7. Está indicada a infusão imediata de sugammadex. 8. O mais provável é que se trate de uma síndrome conversiva. 9. Suporte ventilatório e dose de benzodiazepínico venoso são boas opções nesse momento. 10. O diagnóstico mais provável é de acidente vascular encefálico com hipertensão intracraniana. CIRURGIA DE CABEÇA E PESCOÇO Itens de 11 a 20 Um paciente de 28 anos de idade, melanoderma, comparece ao serviço médico apresentando aumento de volume indolor, com expansão dos ossos gnáticos, causando assimetria facial à direita. Em radiografia, é detectada uma lesão multilocular em ângulo mandibular, associada à coroa de um terceiro molar inferior incluso, estendendo-se até a região do ramo mandibular homolateral. Ao exame físico, verificaram-se FC = 72 bpm; FR = 21 irpm; e SpO2 = 97%. Após biópsia incisional, a lesão é diagnosticada como ameloblastoma, intraósseo sólido convencional. Com base nesse caso clínico, nos tratamentos reconstrutivos das lesões patológicas da boca e da face e nos conhecimentos médicos correlatos, julgue os itens a seguir. 11. Uma das modalidades indicadas para o tratamento dessa patologia é a ressecção parcial, em que o tumor é tratado por meio da remoção de uma porção de espessura total do osso envolvido. Na mandíbula, essa ressecção pode variar de um pequeno defeito de continuidade até uma hemimandibulectomia, em que a continuidade do osso gnático é interrompida. 12. Entre os diversos objetivos primordiais para a reconstrução de defeitos mandibulares, a restauração da continuidade (caso a mesma tenha sido rompida) é a mais alta prioridade, pois sendo a mandíbula um osso com duas articulações em que atuam músculos com forças opostas, a obtenção desse objetivo dará ao paciente melhor movimentação funcional e estética mais favorável pelo realinhamento dos segmentos mandibulares desviados. 13. Em geral, os defeitos originados pela remoção dos tumores benignos dos ossos gnáticos são reconstruídos em dois estágios, enquanto as neoplasias malignas são reconstruídas imediatamente, uma vez que geram defeitos severos e mais extensos, causando mutilações importantes na face do paciente, que são minimizadas pela reconstrução imediata. 14. Caso o cirurgião opte pela reconstrução do defeito resultante da ressecção do tumor com um enxerto ósseo autógeno, no que tange à manutenção do ambiente asséptico, uma importante medida a ser tomada, visando ao aumento do índice de sucesso desse procedimento, é a adoção, sempre que possível, de um acesso cirúrgico extraoral, tendo em vista que a pele é mais limpa e mais fácil de ser desinfetada do que a cavidade oral. 15. Além dos cistos, as lesões dos ossos gnáticos mais comumente encontradas são as inflamatórias e as neoplasias benignas. Contudo, lesões mais agressivas podem ser localizadas, e diversos fatores devem ser usados para determinar o tipo mais apropriado de terapia. Os mais importantes desses fatores são a extensão e o localização anatômica da lesão. Área livre PROVA APLIC ADA PROCESSO SELETIVO – RM/SES-DF/2021 GRUPO 018 – TIPO “U” PÁGINA 3/9 IADES Um homem branco de 73 anos de idade procura atendimento de urgência com queixa de dor em hemiface direita, aumento de volume súbito e disfagia. O paciente relata exodontia de dois molares inferiores homolaterais há aproximadamente 30 dias. Ao exame físico, observa-se aumento de volume difuso, eritematoso, quente e endurado, envolvendo os espaços submandibular, submentoniano e sublingual do lado direito. Nota-se, ainda, trismo mandibular. A oroscopia revela área de exposição óssea no rebordo alveolar inferior edêntulo à direita, com saída de secreção purulenta. O paciente apresenta FC = 72 bpm; FR = 21 irpm; e SpO2 = 97%. Considerando esse caso clínico e os conhecimentos médicos correlatos, julgue os itens a seguir. 16. O envolvimento dos espaços submandibular, submentoniano e sublingual do lado direito configura o quadro descrito como angina de Ludwig. O tratamento dessa infecção deve ser agressivo e realizado o mais breve possível. 17. Se, na tomografia computadorizada desse paciente, for observada uma imagem hipodensa irregular no corpo mandibular com descontinuidade das corticais e presença de sequestros, o quadro clínico descrito pode corresponder a uma osteomielite supurativa crônica de origem odontogênica. A coleta de material para exame histopatológico, cultura e antibiograma estaria, portanto, bem indicada. 18. Uma complicação potencial de exodontias, quando o paciente fez uso de medicamentos como o zolendronato ou outros membros do mesmo grupo farmacológico, especialmente por mais de 25 meses, é a necrose óssea com formação de sequestros nos maxilares. Podem ocorrer infecção secundária e supuração nesses casos. 19. O espaço faríngeo lateral estende-se da base do crânio até o osso hioide medialmente ao músculo constrictor superior da faringe e lateralmente ao músculo pterigóideo medial. Ele pode ser envolvido por um processo infeccioso oriundo do espaço submandibular, que, por sua vez, tenha se originado em um dente inferior. 20. Os abscessos odontogênicos são, em geral, causados por cocos aeróbios Gram-positivos, cocos anaeróbios Gram-positivos e bastonetes anaeróbios Gram-negativos. As penicilinas são as drogas de primeira escolha e devem ser usadas de forma empírica antes de outras medidas, como a extração do dente e a drenagem, a não ser que o paciente seja alérgico. Área livre CIRURGIA ONCOLÓGICA Itens de 21 a 30 Um paciente de 78 anos de idade, pardo, lavrador aposentado, em bom estado geral, mas algo emagrecido, com história prévia de etilismo e tabagismo, procura auxílio médico com queixa de disfagia progressiva, emagrecimento e astenia. É submetido a uma endoscopia digestiva alta, que demonstra presença de um carcinoma espinocelular de esôfago moderadamente diferenciado, de epicentro entre a borda inferior da veia ázigos e a borda inferior da veia pulmonar inferior, com cerca de 5 cm de extensão. O estadiamento demonstra extensão da doença até a adventícia do órgão e presença de três linfonodos regionais aumentados, sem metástases a distância. Acerca desse caso clínico e com base nos conhecimentos médicos correlatos, julgue os itens a seguir. 21. O tratamento padrão para esse paciente deve ser uma esofagectomia total, com reconstrução com tubo gástrico e quimiorradioterapia adjuvante. 22. A esofagectomia por toracoscopia ou cirurgia robótica, embora tenha resultados oncológicos equivalentes à cirurgia aberta, é preferível, pois apresenta grau de morbidade inferior ao procedimento aberto. 23. A esofagectomia a McKeown é a técnica de esofagectomia que utiliza duas incisões (uma no tórax e outra no abdome) com anastomose intratorácica, enquanto a esofagectomia a Ivor-Lewis é uma esofagectomia em três campos (cervical, torácico e abdominal) com incisão cervical. Um paciente de 55 anos de idade, branco, lavrador, foi diagnosticado recentemente com melanoma maligno de 1,5 cm em antebraço esquerdo Clark IV, Breslow 0,8 mm sem regressão ou ulceração e longe de quaisquer estruturas nobres. É submetido a tratamento cirúrgico por meio de ressecção ampla com margens e pesquisa de linfonodo sentinela. Considerando esse caso clínico, o tratamento cirúrgico do melanoma maligno e os conhecimentos médicos correlatos, julgue os itens a seguir. 24. Quando se realiza a biópsia cirúrgica para diagnosticar corretamente o melanoma maligno, deve-se realizar, sempre que possível, a biópsia incisional, uma vez que essa consegue avaliar adequadamente a espessura do melanoma e não provoca maior reação inflamatória no sítio cirúrgico na ocasião do tratamento definitivo. 25. No tratamento cirúrgico do melanoma maligno, a incisão deve ser realizada no sentido longitudinal, pois essa permite uma abordagem extensa da lesão, além de um excelente efeito cosmético no momento do fechamento. 26. O conceito do linfonodo sentinela baseia-se no fato de que a disseminação do melanoma cutâneo ocorre de maneira ordenada e sequencial ao sistema linfático. O linfonodo sentinela seria o primeiro a receber a drenagem da região do tumor e, por conseguinte, seria o primeiro a receber a doença metastática linfonodal. 27. Na linfadenectomia axilar clássica para melanoma, as três estruturas mais importantes a que o cirurgião deve se atentar na ocasião do ato cirúrgico são: nervo torácico longo, veia axilar e pedículo vasculonervoso do músculo grande dorsal. PROVA APLIC ADA PROCESSO SELETIVO – RM/SES-DF/2021 GRUPO 018 – TIPO “U” PÁGINA 4/9 IADES Pacientes diagnosticadas com neoplasias ginecológicas frequentemente precisam ser submetidas a algum tipo de tratamento cirúrgico para a tentativa da cura dessas doenças. Com base nessa informação e nos conhecimentos médicos correlatos, julgue os itens a seguir. 28. Na histerectomia tipo II de Ruthledge-Piver para o tratamento de neoplasia de colo uterino, a artéria uterina é ligada em sua emergência junto aos vasos ilíacos internos, e o paramétrio é ligado em sua extensão total. 29. Em pacientes com adenocarcinoma usual de endométrio bem diferenciado com menos de 50% de invasão do miométrio, a cirurgia indicada para essas pacientes é a histerectomia total tipo I, com salpingooforectomia bilateral, linfadenectomia pélvica, ilíaca bilateral e retroperitoneal. 30. Em pacientes submetidas a cirurgias para a citorredução em neoplasias de ovário, após a cirurgia, se ela ficar com doença macroscópica com menos de 1 cm, pode-se afirmar que a citorredução foi completa. CLÍNICA MÉDICA Itens de 31 a 40 Uma mulher de 48 anos de idade comparece a consulta médica em unidade básica de saúde para tratamento de hipertensão arterial sistêmica (HAS). Nega outras comorbidades. Sedentária, nega tabagismo e etilismo. Assintomática, faz uso de captopril 25 mg, dois comprimidos de 12 horas em 12 horas, indapamida 1,5 mg ao dia e anlodipina 10 mg à noite. Ao exame físico, constatam-se PA = 150 mmHg x 95 mmHg, FC = 95 bpm, SatO2 = 96% em ar ambiente, FR =19 ipm e IMC = 37 kg/m². Apresenta resultado da monitorização ambulatorial da pressão arterial, que mostra média da pressão arterial, (PA) nas 24 horas = 158 mmHg x 102 mmHg; média na vigília = 164 mmHg x 100 mmHg e média no sono = 150 mmHg x 103 mmHg. A médica de família e comunidade, ao ver o resultado do exame, pergunta a respeito da qualidade do sono durante a realização da monitorização ambulatorial de pressão arterial (MAPA 24h), e a paciente reportou boa qualidade de sono. Seu esposo, que a acompanha na consulta, interrompe para dizer que a paciente não tem dormido bem em casa, que ela tem roncado bastante e afirma perceber que ela está mais sonolenta durante o dia. Considerando esse caso clínico e os conhecimentos médicos correlatos, julgue os itens a seguir. 31. Um exame que pode contribuir bastante com o diagnóstico é a polissonografia. 32. O padrão da MAPA 24 horas mostra uma redução da pressão arterial sistólica (PAS) atenuada durante o sono e um padrão reverso da pressão arterial diastólica (PAD). Esse padrão reverso da PAD é um preditor de apneia obstrutiva do sono, independentemente dos sintomas referidos pela paciente. 33. A paciente está com a pressão descontrolada, mesmo usando corretamente três medicamentos em dose otimizada, incluindo um diurético. Esse dado desperta a atenção e sugere que a hipertensão resistente possivelmente tem causas secundárias. 34. Após realizar polissonografia, foi diagnosticada uma apneia obstrutiva do sono importante e com significativa hipoxemia durante o sono. A partir dessa informação, o médico poderá indicar, além de mudanças no estilo de vida, a cirurgia bariátrica. 35. Para esse paciente, o tratamento com CPAP pode reduzir a pressão arterial (PA) apenas durante o sono (período de uso da CPAP). Para que se consiga reduzir a PA durante o período de vigília, serão necessárias outras medidas terapêuticas associadas. 36. O uso de CPAP pode reduzir a pressão arterial em pacientes com AOS e também reduzir recidiva de arritmias, como fibrilação atrial, e diminuir eventos cardiovasculares fatais e não fatais em pacientes com doença cardiovascular estabelecida. Um paciente com diagnóstico de linfoma não-Hodgkin (LNH) comparece ao hospital, encaminhado por seu oncologista, para que sejam realizados alguns cuidados preventivos. A enfermeira chefe do plantão informa que a primeira sessão de quimioterapia está agendada para o próximo dia. O paciente apresenta exames laboratoriais recentes que mostram normalidade em função renal e hepática. Com base nesse caso clínico e nos conhecimentos médicos correlatos, julgue os itens a seguir. 37. O médico que o atende no hospital prescreve hidratação vigorosa. Antes de prescrever a hidratação, o médico avalia se o paciente apresenta alguma contraindicação. A hidratação foi realizada, respeitando-se a capacidade cardiovascular do paciente. 38. O médico prescreve alopurinol por via oral e orienta o paciente a iniciar o uso imediatamente. 39. O tratamento com quimioterapia para esses tumores pode causar uma síndrome. Uma das alterações observadas é a presença de anemia; portanto, o médico que atende o paciente precisa prescrever o uso de sulfato ferroso. 40. Outra medida que deve ser realizada é a alcalinização preventiva da urina com bicarbonato de sódio. Área livre PROVA APLIC ADA PROCESSO SELETIVO – RM/SES-DF/2021 GRUPO 018 – TIPO “U” PÁGINA 5/9 IADES GERIATRIA Itens de 41 a 50 Um paciente, engenheiro por profissão, aposentou-se aos 65 anos de idade. À época, já apresentava algumas atitudes que fugiam de seu comportamento habitual: jocosidades inapropriadas, hipersexualismo, agressividade frequente, gasto excessivo de dinheiro e alteração da linguagem com perseverações de frases e ideias. Nos últimos dois anos, evoluiu com progressiva dificuldade para falar, com redução da produção verbal e dificuldade para realização de tarefas diárias, tais como: esquecimento de torneiras abertas e chama de fogão acesa, perda da habilidade de lidar com as próprias finanças e dificuldade para fazer compras adequadas. Foi ao geriatra que fez uma série de testes e pediu alguns exames. No miniexame do Estado Mental (MEEM), ele obteve 13 de 30 pontos. Os exames laboratoriais foram normais e a imagem cerebral demonstrou atrofia dos lobos frontais e das porções anteriores dos lobos temporais. Foram iniciados tratamentos medicamentoso e não medicamentoso. Passados alguns meses, o paciente apresentou um quadro de confusão mental, inversão do ciclo sono-vigília, agressividade, incontinência urinária, não reconhecimento de familiares e alucinações visuais. Foi levado ao pronto-socorro. Administraram diazepan endovenoso e realizaram uma série de exames. Ele recebeu alta para casa com receita de diazepan e um antibiótico. Por três dias seguidos, ele caiu, com apresentação apenas de equimose e escoriações; entretanto, no quarto dia, caiu à noite e foi encontrado no chão. Ele teve fratura do fêmur esquerdo. Considerando esse caso clínico e os conhecimentos médicos correlatos, julgue os itens a seguir. 41. No início do quadro, o geriatra realizou alguns testes. A avaliação da capacidade de cuidar das finanças faz parte da escala de Katz. 42. O diagnóstico clínico mais provável para a síndrome demencial do paciente é demência por corpos de Lewy. 43. A melhor droga para retardar a progressão do quadro demencial do paciente é um anticolinesterásico. 44. A causa motivadora da busca pelo pronto-socorro foi diagnosticada como piora evolutiva da demência. 45. O diazepan está na lista de medicações inapropriadas para idosos, segundo Beers. Associado à alteração do envelhecimento em que há aumento proporcional da gordura corporal, espera-se alteração na distribuição da droga. 46. A última queda do paciente pode ser classificada como queda prolongada. Depois de um 1 ano do tratamento cirúrgico da fratura de fêmur, o paciente retorna ao acompanhamento com o geriatra em consulta domiciliar, porque ele não conseguia mais deambular. Faz uso contínuo de fraldas geriátricas em razão da dupla incontinência. Ao exame físico, ele apresenta micose em virilha e axila, uma área de pele intacta com eritema não branqueável à digitopressão em região sacral. Os joelhos e cotovelos estão rígidos, impedindo-o, respectivamente, de esticar as pernas e os braços. O geriatra chama outro profissional da equipe para orientar o cuidador recém-contratado acerca dos cuidados de higiene para o acamado e para auxiliar com o curativo na região sacral. É prescrito tratamento para a micose. O quadro evolui com o tempo. O paciente, com disfagia progressiva, fez um episódio de pneumonia broncoaspirativa e foi a óbito. Tendo em vista o histórico e a evolução do quadro clínico do paciente e com base nos conhecimentos médicos correlatos, julgue os itens a seguir. 47. A incontinência urinária do paciente, após o tratamento da fratura de fêmur, é melhor classificada em crônica por transbordamento. 48. A lesão na região sacral trata-se de úlcera por pressão categoria/grau II. 49. O melhor tratamento para a lesão sacral é carvão ativado. 50. O paciente evoluiu com síndrome de imobilidade no final de vida. MASTOLOGIA Itens de 51 a 60 Um homem de 72 anos de idade, pardo, aposentado da profissão de engenheiro, com história prévia de hipertensão arterial sistêmica, tratada com hidroclorotiazida e espironolactona, faz uso de finasterida para queda de cabelos, apresenta massa endurecida na mama esquerda, com cerca de 2 cm x 1,8 cm, com retração mamilar e sem aderência ao músculo grande peitoral. A palpação da axila não indica linfadenopatias. O médico assistente solicitou mamografia que demostrou presença de nódulo irregular, com margens espiculadas, de alta densidade associada à retração papilar categoria BIRADS V. O paciente é submetido a uma core biópsia da lesão, sendo diagnosticado carcinoma mamário invasor ductal do tipo habitual grau II. Considerando esse caso clínico e com base nos conhecimentos médicos correlatos, julgue os itens a seguir. 51. Como os homens praticamente não apresentam produção de estrógeno e progesterona, os carcinomas de mama masculinos raramente são positivos para receptor de estrógeno e progesterona, tornando o uso do tamoxifeno de pouquíssima utilidade no tratamento adjuvante desses pacientes. 52. Alguns dos fatores de risco mais importantes para o desenvolvimento do câncer de mama em homens são a síndrome de Klinefelter, cirrose hepática, ginecomastia, mutações no gene BRCA-2 e obesidade. 53. O tipo histológico carcinoma ductal infiltrante é uma variante pouco frequente do câncer de mama masculino, uma vez que não há desenvolvimento ductal em homens em virtude da não possibilidade de lactação. 54. Nesse caso, o tratamento cirúrgico de escolha é uma mastectomia simples com pesquisa de linfonodo sentinela. 55. Entre os três tipos mais comuns de mastectomia radical, têm-se a mastectomia a Halstead, que contempla a ressecção da mama, o conteúdo axilar, o músculo peitoral maior e o músculo peitoral menor; a mastectomia a Madden, que contempla a ressecção da mama, o conteúdo axilar e o músculo peitoral menor; e a mastectomia a Pattey, que contempla a ressecção total da mama e o conteúdo axilar. PROVA APLIC ADA PROCESSO SELETIVO – RM/SES-DF/2021 GRUPO 018 – TIPO “U” PÁGINA 6/9 IADES Uma mulher branca de 25 anos de idade, professora, procura auxílio médico com queixa de lesão palpável em mama direita com aproximadamente 5,0 cm de crescimento insidioso. Apresenta como antecedentes patológicos o uso crônico de anticoncepcionais orais para tratamento da síndrome de ovários policísticos. Ao exame clínico, apresenta lesão nodular com 4,8 cm x 3,2 cm, móvel, sem sinais de aderências a planos profundos no quadrante superior externo. As axilas apresentam-se normais. Submetida à ultrassonografia mamária, constata-se presença de lesão sólida hipoecoica no QSE de mama direita, com 4,9 cm x 3,4 cm, com reforço acústico posterior, margens lobuladas, com interface bem delimitada com relação ao tecido mamário adjacente, categoria BIRADS III. Submetida a uma punção aspirativa guiada por ultrassonografia, demonstraram-se, no esfregaço, grupos celulares epiteliais em dedo de luva, formando agrupamentos arborescentes e numerosos núcleos desnudos, muitas células ductais coesas em monocamadas e fragmentos de células estromais. Quanto ao caso clínico apresentado e tendo em vista os conhecimentos médicos correlatos, julgue os itens a seguir. 56. Trata-se do diagnóstico de um hamartoma mamário típico, doença de baixo grau de malignidade e baixo risco de metastatização. 57. O tratamento cirúrgico dessa doença, embora tenha baixo risco de metastatização, deve contemplar ressecção cirúrgica com margens amplas (2 cm), pois a chance de recidiva local é elevada, sendo comum a necessidade de mastectomia simples com reconstrução imediata. 58. A utilização da punção aspirativa por agulha fina (PAAF), na propedêutica de nódulos mamários, apresenta uma série de vantagens: tem sensibilidade e especificidade elevadas; pode acuradamente predizer o grau de invasão em casos de carcinomas infiltrantes de mama; e pode até mesmo facilmente avaliar a presença de receptores hormonais ou HER2/neu na amostra. 59. Durante o período embrionário, a formação das mamas acontece em uma “linha do leite” que se estende desde as axilas até a raiz das coxas. Além do tecido mamário habitual, é possível que se formem tecidos mamários ectópicos em qualquer parte dessa linha do leite. 60. As bandas de Holmes são lâminas fibrosas de tecido conjuntivo que se estendem da camada da fáscia profunda dos músculos da parede anterior do tórax até a derme. Tais estruturas costumam ser mais desenvolvidas na parte superior da mama, o que confere sustentação aos lobos da glândula mamária, mantendo seu formato. Área livre MEDICINA DE FAMÍLIA E COMUNIDADE Itens de 61 a 70 Determinada família extensiva é composta por sete membros, que são: a esposa de 73 anos de idade (alfabetizada, hipertensa, obesa e aposentada); o esposo de 75 anos de idade (pedreiro aposentado, alfabetizado, hipertenso e diabético); o filho mais velho de 25 anos de idade (empregado, saudável, responsável pela manutenção da casa e pelos cuidados cotidianos com os pais); o filho do meio de 22 anos de idade (usuário de drogas, desempregado, que possui relação conflituosa com o irmão, é violento com os pais e manipula o avô para conseguir dinheiro para a manutenção do vício); a filha caçula de 19 anos de idade (desempregada, mãe solteira de uma bebê de 6 meses de vida, que está matriculada na creche do bairro, o que possibilita a continuidade dos estudos da mãe que está cursando pedagogia e contribui com a manutenção dos afazeres domésticos e com os cuidados com o avô); e um senhor de 92 anos de idade, pai da esposa de 73 anos, o qual, após amputação de um membro inferior, necessitou morar com os filhos e netos, pois tornou-se dependente para algumas AVDs e totalmente para as AIVDs. A casa possui três quartos, um banheiro, uma sala, uma cozinha e tem água encanada. No bairro, há coleta de lixo e rede de esgoto. Diante desse contexto, o médico de Família e Comunidade analisa, junto com o agente comunitário de saúde, os riscos da família. Com base nas informações apresentadas e nos conhecimentos médicos correlatos, julgue os itens a seguir. 61. Publicada em 2002, no 10o Congresso Mineiro de Medicina de Família e Comunidade, a Escala de Risco Familiar de Coelho-Savassi tem como objetivo determinar o risco social e de saúde das famílias adscritas a uma equipe de saúde, refletindo o potencial de adoecimento de cada núcleo familiar. 62. Drogadição, analfabetismo, depressão e desnutrição grave são sentinelas de risco a serem observadas para a Escala de Risco Familiar de Coelho-Savassi. 63. Uma das vantagens da Escala de Risco Familiar de Coelho-Savassi é a ampliação do acesso, na medida em que prioriza a atenção no domicílio e favorece a integralidade e a equidade das ações desenvolvidas pela equipe de Saúde da Família. 64. O planejamento do cuidado deve ser centrado nas necessidades da comunidade residente no território, uma vez que as demandas de pessoas e grupos vulneráveis vinculados às equipes de saúde e às suas formas de organização influenciam o acesso aos serviços de saúde e seus modos de organização. 65. As visitas domiciliares proporcionam às equipes de saúde o melhor conhecimento das condições de vida e de saúde da comunidade, bem como dos recursos de sobrevivência disponíveis, minando a corresponsabilidade do indivíduo ou da família. Área livre PROVA APLIC ADA PROCESSO SELETIVO – RM/SES-DF/2021 GRUPO 018 – TIPO “U” PÁGINA 7/9 IADES Considere que o médico de Família e Comunidade realize uma visita à família extensiva anteriormente descrita. Tendo em vista que a abordagem familiar apresenta diversos aspectos a serem contemplados por esse médico, julgue os itens a seguir. 66. Como instrumento de informação a respeito da família e da respectiva dinâmica de relacionamento, a construção do ecomapa deve ser composta por, no mínimo, três gerações de componentes familiares. O desenho provê um resumo de grande quantidade de informações, que pode ser explorado na busca de conflitos e de recursos familiares. 67. Na abordagem familiar e na utilização do método orientado na família pelo médico de Família e Comunidade, é ele quem detecta o problema ou os problemas que podem ser o motivo da disfunção ou da dificuldade para a recuperação. 68. A abordagem familiar realizada pelo médico de Família e Comunidade e a terapia familiar são ações sinônimas entre as quais não há diferenças; existem somente benefícios aos familiares. 69. O médico e a equipe devem ter clareza de que, diante de doenças incapacitantes, graves ou terminais, as pessoas afetadas, como o cuidador e os integrantes da família, por exemplo, reagem de forma individual às fases de aceitação da doença, que não são rígidas e podem sobrepor-se. 70. Para o estabelecimento do plano terapêutico, o médico de Família e Comunidade deve contribuir, quando necessário, com informações médicas e conselhos, enfatizar as questões em comum e realizar combinações. Deve, ainda, lembrar os objetivos propostos, questionar por eventuais dúvidas e, caso seja necessário, remarcar novo encontro. Área livre MEDICINA INTENSIVA Itens de 71 a 80 Um adolescente de 13 anos de idade apresenta febre persistente (> 38 °C) há três dias, diarreia, vômitos, conjuntivite não purulenta e exantema polimórfico. Verificam-se os seguintes sinais vitais: FC = 120 bpm; FR = 23 irpm; SatO2 = 90%; e PA = 88 mmHg x 65 mmHg. A avó dele, internada por Covid-19 há uma semana, mora no mesmo domicílio. Com base nesse caso clínico e nos conhecimentos médicos correlatos, julgue os itens a seguir. 71. O adolescente apresenta dois critérios diagnósticos para Kawasaki, incluindo o critério obrigatório. 72. O diagnóstico de síndrome inflamatória multissistêmica pediátrica potencialmente relacionada à Covid-19 pode ser confirmado caso os marcadores de inflamação estejam elevados e sejam afastadas outras causas infecciosas e inflamatórias. 73. O adolescente possui quadro benigno e autolimitado, não necessitando do recebimento de fluidos ou de drogas vasoativas nesse momento. 74. O diagnóstico de Kawasaki parcial afastaria a possibilidade de síndrome inflamatória multissistêmica. 75. Caso as sorologias para Sars-CoV2 e para RT-PCR estejam negativas, o diagnóstico de síndrome inflamatória multissistêmica pediátrica potencialmente relacionada à Covid-19 não é afastado. A respeito do manejo de crianças com doenças ameaçadoras à vida e tendo em vista os conhecimentos médicos correlatos, julgue os itens a seguir. 76. Em caso de desconforto respiratório em menores de 1 ano de idade em cuidados paliativos, sempre há a indicação de uso de CPAP. 77. Opioides não devem ser prescritos para crianças em final de vida, pois podem acelerar o processo em virtude da depressão respiratória induzida em um sistema nervoso imaturo. 78. Cuidados paliativos para anomalias de mau prognóstico, identificadas durante o pré-natal, devem ser iniciados ao nascimento. 79. Condições onco-hematológicas correspondem à maior causa de necessidade de cuidados paliativos na faixa etária pediátrica. 80. Diretivas antecipadas de vontade não podem ser utilizadas por menores de 18 anos de idade. Área livre PROVA APLIC ADA PROCESSO SELETIVO – RM/SES-DF/2021 GRUPO 018 – TIPO “U” PÁGINA 8/9 IADES NEUROLOGIA Itens de 81 a 90 Um paciente de 45 anos de idade, vítima de TCE grave, há uma semana encontra-se internado na unidade de terapia intensiva, sendo solicitado avaliação neurológica pelo fato de o paciente ter sido extubado há cinco dias e permanecer comatoso. Encontrava-se sem uso de sedação há cinco dias. Tomografia computadorizada do crânio, realizada na admissão, apresentou diversas contusões hemorrágicas frontais e troncoencefálicas, mas sem sinais de herniação. Exame controle realizado há 24 horas mostrou lesões em reabsorção. Ao exame neurológico, verificaram-se ECG = 3 pontos; pupilas puntiformes; padrão respiratório com hiperventilação rápida e sustentada; presença de desvio skew; AC = RC2T com BNF; e AP = MVF sem RA. Com base nesse caso clínico e nos conhecimentos médicos correlatos, julgue os itens a seguir. 81. O ritmo respiratório apresentado pelo paciente seria de Cheyne-Stokes. 82. O reflexo fotomotor estará abolido nesse paciente. 83. Provavelmente há lesão estrutural na ponte. 84. A presença de desvio skew significa desvio horizontal dos olhos e sugere lesão diencefálica. 85. A realização de estímulo doloroso nesse paciente provocará retirada inespecífica como resposta motora. Determinado paciente de 35 anos de idade esteve internado na unidade de terapia intensiva (UTI) por cerca de um mês em razão de complicações da pneumonia viral, sendo que, nos primeiros 15 dias, esteve entubado em ventilação mecânica e, atualmente, encontra-se na enfermaria e foi solicitado avaliação neurológica por causa de fraqueza global. Nega patologias prévias à internação. O exame neurológico apresentava tetraparesia grave (MRC 2), hiporreflexia tetrassegmentar, atrofia muscular em membros, hipoestesia térmica, dolorosa e vibratória distais. Mostrava- se consciente, alerta, eupneico em ar ambiente e afebril. Verificaram-se AC = RC2T com BNF e AP = MVF sem RA. Quanto a esse caso clínico e tendo em vista os conhecimentos médicos correlatos, julgue os itens a seguir. 86. O quadro neurológico é compatível com polineuromiopatia do doente crítico. 87. O paciente é incapaz de realizar movimentos ativos contra a gravidade. 88. Espera-se encontrar níveis elevados de creatinofosfoquinase (CPK) nesse paciente. 89. Mialgia é considerada uma manifestação clínica incomum nesse quadro. 90. A presença de neuropatia compressiva é comum em pacientes com internação prolongada em UTI. Área livre NEFROLOGIA Itens de 91 a 100 Um paciente de 32 anos de idade, sem comorbidades prévias, chega ao pronto-socorro com quadro de náuseas e vômitos há seis horas e refere estar apresentando borramento visual. Ao exame físico, o paciente encontra-se com fala arrastada, Glasgow 15, corado, hidratado, anictérico, acianótico e afebril (36 ºC). Verificam-se AR = sem alterações; FR = 16 irpm; saturando 97% em ar ambiente; ACV= sem alterações; PA = 100 mmHg × 60 mmHg; FC = 105 bpm; e glicemia ocasional de 98 mg/dL. Apresenta-se ainda normosecretivo. Os exames laboratoriais revelam hemograma normal; albumina normal; ureia = 134 mg/dL; creatinina = 3,4 mg/dL; Na+ = 140 mmol/L; K+ = 5,0 mmol/L; Cl- = 101 mmol/L; pH = 7,21, [HCO3-] = 12 mmol/L; pO2 = 96 mmHg; pCO2 = 26 mmHg; e BE= -17. Refere que esteve em uma festa há três dias, ocasião na qual um colega ofertou-lhe um líquido incolor, adocicado. Com relação a esse caso clínico e com base nos conhecimentos médicos correlatos, julgue os itens a seguir. 91. Trata-se de um caso de acidose metabólica com anion gap normal. 92. Avaliando-se a história clínica do paciente, a maior probabilidade diagnóstica é a de intoxicação por dietilenoglicol (DEG), e o exame padrão-ouro seria a dosagem do DEG. 93. Em casos como o do paciente, a hipercalcemia pode estar presente como ação de toxicidade do metabólito álcool desidrogenase. 94. Em casos como o desse paciente, a maioria dos quadros neuropáticos são precedidos por injúria renal aguda (IRA). 95. O uso de etanol é indicado para o paciente em questão, com o propósito de se evitar a hemodiálise. Sabe-se que a hipertensão arterial está entre as principais causas de doença renal crônica (DRC) no mundo. Tendo em vista essa informação e os conhecimentos médicos correlatos, julgue os itens a seguir. 96. Hipertensão mascarada é definida como pressão arterial (PA) normal no consultório, comparada com a elevação da PA nas medidas domiciliares. 97. A manobra de Osler positiva indica que a pressão intra-arterial seja menor que a pressão do manguito, Em razão de ateromatose excessiva ou hipertrofia da camada média das artérias. 98. Síndrome da apneia obstrutiva do sono e obesidade estão entre os principais fatores de risco para hipertensão essencial. 99. A avaliação da eficácia do controle da pressão arterial em pacientes recebendo medicação uma vez ao dia é indicação para a realização da monitorização da pressão arterial ambulatorial (MAPA). 100. O achado histopatológico típico de hipertensão arterial primária é a arteriosclerose com hialinose subintimal. PROVA APLIC ADA PROCESSO SELETIVO – RM/SES-DF/2021 GRUPO 018 – TIPO “U” PÁGINA 9/9 IADES ONCOLOGIA CLÍNICA Itens de 101 a 110 Uma paciente de 43 anos de idade apresenta histórico de nodulação mamária esquerda de crescimento rápido nos últimos quatro meses, associado a vermelhidão da pele mais retração areolar, além de um edema cutâneo com linfadenopatia axilar semifixa ipsilateral. Foi tratada com antibióticos anteriormente, sem nenhuma resposta clínica significativa. Quanto a esse caso clínico, considerando a hipótese diagnóstica de carcinoma inflamatório da mama e com base nos conhecimentos médicos correlatos, julgue os itens a seguir. 101. Para obtenção do diagnóstico, deve-se tentar uma core biopsy da mama afetada, além de uma biópsia excisional de um fragmento da pele acometida pela doença, para tentar obter evidências de invasão linfática da pele pela neoplasia. 102. Assim como a maioria das neoplasias malignas de mama, deve ser testada para receptores hormonais e HER2 para um adequado planejamento do esquema de drogas a serem empregadas. 103. Como o estádio dessas pacientes é pelo menos IIIB e cerca de um terço delas já se apresenta com doença metastática, trata-se de uma doença com um prognóstico bem ruim. 104. Quando não há evidência de doença metastática, o tratamento deve ser iniciado por meio de cirurgia (mastectomia radical), seguido por quimioterapia, radioterapia, hormônio e imunoterapia (essas duas últimas, quando aplicáveis). 105. O trastuzumabe é um anticorpo monoclonal que atinge seletivamente o domínio extracelular da proteína do receptor 2 do fator de crescimento epidérmico humano (HER2) e é utilizado em cerca de 30% das pacientes com neoplasia mamária. Um paciente de 78 anos de idade, empresário, procurou auxílio médico em virtude de esvaziar completamente a bexiga ao urinar e pela necessidade de acordar à noite diversas vezes para urinar. Refere que procurou urologista e que realizou exame clínico, o qual demonstrava endurecimento da próstata em sua zona central. Em seguida, o profissional solicitou ressonância magnética da pelve e PSA. O PSA veio com valor de 7,8 ng/mL, e a ressonância magnética da pelve demonstrou um aumento da próstata em sua zona central em consonância com o achado clínico PI-RADS IV. Considerando a suspeita diagnóstica de neoplasia da próstata nesse caso clínico e com base nos conhecimentos médicos correlatos, julgue os itens a seguir. 106. A ressonância com laudo PI-RADS IV indica que a lesão prostática é provavelmente benigna e não sugere a necessidade de biópsia que seria guiada por exame clínico e valor sérico do PSA. 107. O próximo passo, para esse paciente, seria uma biópsia de próstata guiada por exames de imagem. 108. Pacientes com uma biópsia prostática com escore de Gleason 7 têm prognóstico quase idêntico a pacientes com escore de Gleason 6. 109. Para pacientes nessa faixa etária, prefere-se o tratamento radioterápico ao tratamento cirúrgico em razão da elevada morbidade perioperatória acarretada pela prostatectomia radical. 110. Caso não haja redução satisfatória do nível de PSA após tratamento radioterápico, na ausência de doença metastática, uma boa opção terapêutica para os pacientes pode ser a castração farmacológica. PEDIATRIA Itens de 110 a 120 O pediatra está de plantão em uma maternidade da periferia de uma grande cidade. Na madrugada, uma gestante em período expulsivo dá entrada nessa maternidade. A mãe levou seu cartão de pré-natal com preenchimento adequado e com consultas regulares, mas, para sua surpresa, a idade gestacional é compatível com 33 semanas pela DUM. A respeito desse caso clínico e com base nos conhecimentos médicos correlatos, julgue os itens a seguir. 111. A sobrevida de recém-nascidos prematuros (RNPT), definidos como os nascidos vivos com idade gestacional menor que 37 semanas, reflete a estrutura e a qualidade do cuidado antenatal, e o pediatra deve estar preparado para receber esse recém-nascido (RN) na assistência ao parto. 112. É fundamental, em todo parto prematuro, a presença de dois a três profissionais de saúde, com pelo menos um pediatra apto a intubar e indicar massagem cardíaca e medicações. 113. Quando um RNPT não melhora ou não atinge níveis desejáveis de SatO2, com a ventilação por pressão positiva (VPP) em concentração de O2 a 30%, a primeira medida é aumentar imediatamente a oferta de oxigênio suplementar. 114. No RN abaixo de 34 semanas, indica-se o clampeamento imediato do cordão umbilical, independentemente de sua vitalidade. 115. No atendimento ao RN saudável de mães com suspeita ou infecção pelo Sars-CoV-2, deve-se adiar a amamentação e o contato pele a pele. 116. A oximetria de pulso detecta, de forma contínua, a frequência de pulso, mas demora para detectá-la e subestima a frequência cardíaca (FC), podendo levar a um aumento desnecessário de intervenções para o neonato, na sala de parto. Uma criança de 11 anos de idade foi encaminhada à unidade de pronto atendimento no bairro onde mora, em virtude de uma crise de asma. Utiliza formoterol/budesonid diariamente, porém tem crises que a levam à emergência pelo menos quatro vezes ao ano. Há 20 dias, esteve no mesmo pronto atendimento com sintomas de exacerbação da asma e recebeu inalações com fenoterol, apresentando melhora parcial. Manteve tosse noturna produtiva e alguma dificuldade para realizar exercícios físicos e frequentar a escola. Na última noite, evoluiu com piora da dispneia, precisando despertar para fazer inalação durante a madrugada. Quanto a esse caso clínico e tendo em vista os conhecimentos médicos correlatos, julgue os itens a seguir. 117. Seria importante realizar gasometria arterial por causa do retorno ao pronto atendimento em tão curto período de tempo. 118. Uma boa opção é manter o medicamento beta2-agonista de longa duração e suspender o uso associado do corticoide inalatório. 119. A maioria das crianças com asma atinge o controle dos sintomas com doses baixas a médias de corticoide inalatório. 120. Pode-se dizer que os sintomas não estão controlados, pois a criança vem apresentando sintomas noturnos e comprometimento de atividades rotineiras. __MACOSX/._Grupo 018 - Tipo U.pdf Grupo 019 - Tipo U.pdf PROVA APLIC ADA Tipo “U” SECRETARIA DE ESTADO DE SAÚDE DO DISTRITO FEDERAL FUNDAÇÃO DE ENSINO E PESQUISA EM CIÊNCIAS DA SAÚDE EDITAL NORMATIVO Nº 1 – RM/SES-DF/2021, DE 5 DE OUTUBRO DE 2020. P R O G R A M A S – G R U P O 0 1 9 Data e horário da prova: Neurologia Pediátrica (621). Domingo, 29/11/2020, às 8h. I N S T R U Ç Õ E S Você receberá do fiscal: o um caderno da prova objetiva contendo 120 (cento e vinte) itens; cada um deve ser julgado como CERTO ou ERRADO, de acordo com o(s) comando(s) a que se refere; e o uma folha de respostas personalizada. Verifique se a numeração dos itens, a paginação do caderno da prova objetiva e a codificação da folha de respostas estão corretas. Verifique se o programa selecionado por você está explicitamente indicado nesta capa. Quando autorizado pelo fiscal do IADES, no momento da identificação, escreva, no espaço apropriado da folha de respostas, com a sua caligrafia usual, a seguinte frase: Para ganhar é preciso gastar. Você dispõe de 3 (três) horas e 30 (trinta) minutos para fazer a prova objetiva, devendo controlar o tempo, pois não haverá prorrogação desse prazo. Esse tempo inclui a marcação da folha de respostas. Somente 1 (uma) hora após o início da prova, você poderá entregar sua folha de respostas e o caderno da prova e retirar-se da sala. Somente será permitido levar o caderno da prova objetiva 3 (três) horas após o início da prova. Deixe sobre a carteira apenas o documento de identidade e a caneta esferográfica de tinta preta, fabricada com material transparente. Não é permitida a utilização de nenhum tipo de aparelho eletrônico ou de comunicação. Não é permitida a consulta a livros, dicionários, apontamentos e (ou) apostilas. Você somente poderá sair e retornar à sala de aplicação da prova na companhia de um fiscal do IADES. Não será permitida a utilização de lápis em nenhuma etapa da prova. I N S T R U Ç Õ E S P A R A A P R O V A O B J E T I V A Verifique se os seus dados estão corretos na folha de respostas da prova objetiva. Caso haja algum dado incorreto, comunique ao fiscal. Leia atentamente cada item e assinale sua resposta na folha de respostas. A folha de respostas não pode ser dobrada, amassada, rasurada ou manchada e nem podem conter registro fora dos locais destinados às respostas. O candidato deverá transcrever, com caneta esferográfica de tinta preta, fabricada com material transparente, as respostas da prova objetiva para a folha de respostas. A maneira correta de assinalar a alternativa na folha de respostas é cobrir, fortemente, com caneta esferográfica de tinta preta, fabricada com material transparente, o espaço a ela correspondente. Marque as respostas assim: PROVA APLIC ADA PROCESSO SELETIVO – RM/SES-DF/2021 GRUPO 019 – TIPO “U” PÁGINA 2/7 IADES PEDIATRIA Itens de 1 a 60 Um lactente de 3 meses de vida, saudável, é levado pela mãe ao posto de saúde. A mãe tem dúvidas acerca da amamentação, achando que o seu leite não está sendo suficiente, pois ouviu a mãe dela comentar que, na família, ninguém produz leite forte. A vizinha expôs que deve ser o cansaço e a falta de boa alimentação, aconselhando-a a beber água e descansar. Ela não acreditou na vizinha e perguntou ao médico se pode dar outro leite ao lactente. Com base no caso descrito e nos conhecimentos médicos correlatos, julgue os itens a seguir. 1. A mãe não precisaria perguntar, pois o bebê já está na idade de iniciar a alimentação. 2. O cansaço e o estresse podem influenciar o reflexo de ejeção do leite, inibindo-o. 3. A manutenção do volume do leite é influenciado pela hidratação materna. 4. Deve-se averiguar a sucção do bebê durante a mamada, pois a produção do leite aumenta com a sucção eficaz do lactente. 5. A hipogalactia é frequente e não se relaciona com a sucção. 6. Uma vez que o leite final é de maior densidade calórica, recomenda-se esvaziar a mama e depois oferecer a mama contralateral. 7. A vizinha estava certa em aconselhar a mãe a oferecer água para o lactente. 8. Deve-se aconselhar a mãe a oferecer outro leite, já que geralmente é necessário fazer um complemento para os bebês. O pediatra está de plantão em uma maternidade da periferia de uma grande cidade. Na madrugada, uma gestante em período expulsivo dá entrada nessa maternidade. A mãe levou seu cartão de pré-natal com preenchimento adequado e com consultas regulares, mas, para sua surpresa, a idade gestacional é compatível com 33 semanas pela DUM. A respeito desse caso clínico e com base nos conhecimentos médicos correlatos, julgue os itens a seguir. 9. A sobrevida de recém-nascidos prematuros (RNPT), definidos como os nascidos vivos com idade gestacional menor que 37 semanas, reflete a estrutura e a qualidade do cuidado antenatal, e o pediatra deve estar preparado para receber esse recém-nascido (RN) na assistência ao parto. 10. É fundamental, em todo parto prematuro, a presença de dois a três profissionais de saúde, com pelo menos um pediatra apto a intubar e indicar massagem cardíaca e medicações. 11. Quando um RNPT não melhora ou não atinge níveis desejáveis de SatO2, com a ventilação por pressão positiva (VPP) em concentração de O2 a 30%, a primeira medida é aumentar imediatamente a oferta de oxigênio suplementar. 12. No RN abaixo de 34 semanas, indica-se o clampeamento imediato do cordão umbilical, independentemente de sua vitalidade. 13. No atendimento ao RN saudável de mães com suspeita ou infecção pelo Sars-CoV-2, deve-se adiar a amamentação e o contato pele a pele. 14. A oximetria de pulso detecta, de forma contínua, a frequência de pulso, mas demora para detectá-la e subestima a frequência cardíaca (FC), podendo levar a um aumento desnecessário de intervenções para o neonato, na sala de parto. Um lactente de 10 dias de vida é levado à unidade básica de saúde (UBS) em virtude de a mãe notar “olhos amarelados” no filho. Ela relata que ele já saiu um pouco amarelo da maternidade, de onde teve alta com três dias de vida após colher sangue. O grupo sanguíneo da mãe e do bebê é A +. Considerando esse caso clínico e os conhecimentos médicos correlatos, julgue os itens a seguir. 15. A prematuridade, independentemente do peso ao nascer, é considerada um dos fatores de risco mais importantes para hiperbilirrubinemia em razão da capacidade diminuída da conjugação hepática da bilirrubina e da dificuldade na sucção e deglutição para manter uma oferta adequada de leite materno. 16. Deve-se pesquisar, nesse caso, a presença de céfalo-hematoma, porém a icterícia seria de resolução rápida, não durando 10 dias. 17. A icterícia fisiológica apresenta progressão cefalocaudal. A mãe de uma criança de 4 anos de idade levou a filha ao setor de emergência com queixa de que a menina “sacudiu o corpo todo”, pela primeira vez, após ter dado uma medicação para febre. Ela relata que a criança estava com temperatura de 38 ºC, poucos espirros, tosse seca e que a crise foi rápida, não sabendo especificar o tempo. Acerca desse caso clínico e tendo em vista os conhecimentos médicos correlatos, julgue os itens a seguir. 18. A crise convulsiva febril simples pode-se apresentar como tônico-clônica generalizada e tem curta duração, menor que 15 minutos. 19. No caso mencionado, a epilepsia é o mais provável diagnóstico, cujos fatores de risco incluem atraso do desenvolvimento e crise febril complexa. 20. Caso a criança chegasse ao hospital ainda em crise, seria preconizado administração de benzodiazepínicos, como o diazepam, por via intravenosa IV. 21. O estado de mal epiléptico é uma emergência médica, muito frequente na crise convulsiva febril em função da imaturidade da criança. 22. Em lactentes com histórico de insulto neurológico prévio, como uma encefalopatia crônica não progressiva desde o nascimento, isso pode ocasionar uma lesão neurológica estática, sendo causa de crises convulsivas não febris. Área livre PROVA APLIC ADA PROCESSO SELETIVO – RM/SES-DF/2021 GRUPO 019 – TIPO “U” PÁGINA 3/7 IADES Uma criança de 3 anos de idade apresenta tosse produtiva, espirros e febre de 38 ºC há cinco dias. A mãe refere que a filha não quer brincar durante o episódio febril, mas, quando a febre passa, ela melhora; porém notou um “cansaço” nela. Ao exame, a criança encontra-se quieta no colo da mãe, febril (38 ºC), com FR = 50 irpm, FC = 120 bpm e SatO2 = 97%. A respeito desse caso clínico e com base nos conhecimentos médicos correlatos, julgue os itens a seguir. 23. A pneumonia é a principal causa de mortalidade em crianças menores de 5 anos de idade nos países em desenvolvimento. 24. No caso em questão, a mãe poderia observar o “cansaço” da criança por meio da frequência respiratória, que está normal para a idade. 25. Nesse caso, seria preciso esperar sibilos na ausculta pulmonar, pois isso é comum na pneumonia adquirida na comunidade (PAC). 26. Em crianças de 2 meses a 5 anos de idade com PAC, a presença de tiragem subcostal classifica-a como tendo pneumonia grave. 27. A aspiração de corpo estranho é um diagnóstico diferencial importante na criança com sibilância. Os pais levam uma criança de 4 anos de idade à consulta médica. Relatam que a menina não quer mais ir à escola, porque os amigos evitam brincar com ela por estar sempre cheirando a xixi. Na anamnese, a mãe refere que a filha urina muito na cama, durante o dia, não sente vontade de fazer xixi e, quando percebe, já está molhada. Sempre foi assim. A mãe fica preocupada também porque a criança cai muito e notou que o pé dela é torto desde que nasceu. A menina nasceu bem, a termo, com bom peso e bom Apgar, porém foi logo encaminhada à unidade de terapia intensiva (UTI) para aguardar a cirurgia da medula. Tendo em vista esse caso clínico e os conhecimentos médicos correlatos, julgue os itens a seguir. 28. É frequente a deformidade dos pés, podendo-se encontrar pé equinovaro, pé varo, cavo-varo e pé equino. 29. O desfralde antes dos 2 anos de idade pode ser a causa da incontinência urinária. 30. É necessário solicitar um estudo urodinâmico, em que é avaliada a pressão da musculatura detrusora. 31. Os defeitos do fechamento do tubo neural (DFTN) são malformações congênitas frequentes, que ocorrem em virtude de uma falha no fechamento adequado do tubo neural embrionário durante o final da gestação. 32. Quase todos os pacientes são portadores de distúrbios esfíncterianos, vesicais e anais, de difícil controle, que causam predisposição a infecções urinárias. 33. A hidrocefalia está associada a mais de 70% dos casos, o que pode ser uma causa de deterioração neurológica consequente a disfunção do sistema de drenagem. Considere um recém-nascido (RN) do sexo masculino, com 24 horas de vida, nascido de parto vaginal, a termo, com peso ao nascer de 3.335 g, Apgar 9, no 1o minuto e 10, no 5o. Durante o exame físico, o pediatra nota uma musculatura abdominal muito flácida, com a pele dessa região enrugada, aparência de “ameixa seca”, em batráquio. Apresenta aparelho cardiopulmonar normal, genitália masculina com ambos os testículos criptorquídicos. FR = 50 irpm, FC = 120 bpm e SatO2 = 98%. O RN evoluiu com retenção urinária e aumento das escórias renais. Acerca desse caso clínico e com base nos conhecimentos médicos correlatos, julgue os itens a seguir. 34. O diagnóstico deve ser feito precocemente, preferencialmente intraútero, e o tratamento, sobretudo das anormalidades do sistema urinário, não deve ser retardado. 35. A correção da criptorquidia deve ser feita até 1 ano de vida. 36. Embora os rins possam ser normais, a displasia renal e a hidronefrose são comuns, mas a insuficiência renal não é comum. 37. No sexo feminino, há números elevados de ocorrências como as do caso descrito. 38. É necessária a solicitação de ecocardiograma para avaliar anomalias cardíacas que estão presentes em 10% dos casos. Uma criança de 8 anos de idade, portadora de síndrome de Down, ao ser atendida em consulta de seguimento, apresentou as seguintes mensurações: peso = 34 kg (percentil 90-95); altura = 1,18 cm (percentil 25); e IMC = 25 (percentil 95). Ao exame, encontra-se em BEG, corada, hidratada, FC = 80 bpm, FR = 30 irpm e SatO2 = 97% em AA. Quanto ao aparelho cardiovascular, verifica-se RCR, 2T, sem sopros, constatando-se também precórdio calmo, pulmonar e abdome sem alterações. Considerando esse caso clínico e os conhecimentos médicos correlatos, julgue os itens a seguir. 39. Antes de indicar atividade física, tais como natação, ginástica ou futebol, para perda de peso ou manutenção da saúde, recomenda-se radiografia da coluna cervical em posição neutra em perfil, flexão e extensão. 40. O acompanhamento odontológico é importante nos primeiros anos de vida e, durante a idade escolar, é feito quando ocorrem queixas. 41. Em relação ao IMC, observa-se um percentil aumentado, configurando um excesso de peso. Para tal avaliação, podem ser utilizadas as curvas da Caderneta da Criança. 42. A Síndrome do caso clínico descrito é a alteração cromossômica mais comum em humanos e a principal causa de deficiência intelectual na população. 43. O fenótipo na síndrome de Down tem uma expressividade variada, apesar de existirem três possibilidades do ponto de vista citogenético. 44. A comunicação aos pais, na maternidade, não deve ser realizada, mesmo quando sinais e sintomas são característicos. O esclarecimento deve ser feito em serviço especializado. PROVA APLIC ADA PROCESSO SELETIVO – RM/SES-DF/2021 GRUPO 019 – TIPO “U” PÁGINA 4/7 IADES Durante a visita de alojamento conjunto, ao solicitar a caderneta de acompanhamento obstétrico da mãe de um recém-nascido (RN), verificaram-se sorologias para sífilis positivas no primeiro trimestre da gestação. A gestante foi tratada com benzilpenicilina benzatina na dose total de 7,2 milhões UI. O VDRL da mãe após o tratamento reduziu de 1:32 para 1:8. A respeito desse caso clínico e com base nos conhecimentos médicos correlatos, julgue os itens a seguir. 45. Caso o RN seja assintomático ao exame e VDRL 1:8, ainda assim a criança foi exposta à sífilis. 46. Na consulta do 6o mês de vida, o VDRL deverá ser não reagente nos casos em que a criança não tiver sido infectada. 47. O teste treponêmico no bebê deve ser realizado em todas as consultas de puericultura, para acompanhamento juntamente com o da mãe. 48. O intervalo entre doses da benzilpenicilina benzatina pode ser espaçado, para evitar a dor, fazendo-se aplicação de 1,2 milhão a cada mês. 49. No início do acompanhamento pré-natal, é aconselhável pedir o teste treponêmico, que é o primeiro teste a ficar reagente, aguardando o não treponêmico. 50. Mesmo quando houver histórico de tratamento prévio, o lactente que for diagnosticado com sífilis congênita durante o seguimento deverá ser tratado com penicilina. 51. Atraso no desenvolvimento pode ter como causa a sífilis congênita tardia. 52. Nas crianças com alteração inicial do líquor, neurossífilis, a punção liquórica posterior deve ser reservada quando aparecerem sinais e sintomas neurológicos. Os avós levam uma criança de 1 ano de idade ao posto de vacinação para atualização da caderneta. Durante a conversa com o agente comunitário de saúde, os avós relatam preocupação com um exame ao nascimento, apesar de o neto estar bem, sem adoecimento. Contam que o primeiro teste do pezinho deu uma alteração na tireoide e, quando foi repetido, o resultado foi normal. Mesmo assim, eles não se mostraram tranquilos e ficam com medo de dar vacina, principalmente durante a pandemia. A respeito desse caso clínico e tendo em vista os conhecimentos médicos correlatos, julgue os itens a seguir. 53. Caso a criança, no momento da visita ao posto de saúde, apresentasse sinais de doenças do trato respiratório superior, com febre, tosse e (ou) coriza ou ainda diarreias leves, estaria contraindicada a vacinação. 54. Pode ser administrada a vacina de varicela, que é de vírus vivo atenuado. 55. O hipotireoidismo congênito, doença que pode ser diagnosticada pela triagem neonatal, deve ser confirmado após coleta de sangue do recém-nascido. 56. Na idade de 12 meses de vida, deve ser aplicada a primeira dose da vacina tríplice viral, segundo o Ministério da Saúde. Ela não poderá ser aplicada junto com a vacina da febre amarela. 57. O tratamento do hipotireoidismo congênito deve ser expectante, reavaliando, nas consultas de puericultura, o desenvolvimento neuropsicomotor. 58. Não há evidências acerca da interação da Covid-19 e a resposta imune às vacinas. 59. É necessário aproveitar a visita ao posto de saúde para avaliar a marca da vacinação BCG no lactente, pois, caso essa cicatriz vacinal não esteja presente, deve-se revaciná-lo. 60. A vacina BCG e a do sarampo, que devem ser verificadas no cartão vacinal, são vacinas de vírus vivos atenuados. NEUROLOGIA Itens de 61 a 120 A respeito de exames complementares em neurologia e considerando os conhecimentos médicos correlatos, julgue os itens a seguir. 61. Na avaliação das ondas do EEG, o ritmo alfa é mais encontrado nas regiões cerebrais posteriores, sendo que a abertura ocular pode bloquear ou atenuar a sua atividade. 62. O sono e a privação do sono podem revelar anormalidades ausentes no traçado do EEG obtido exclusivamente em vigília, além de poderem ativar o aparecimento de atividade epileptiforme em 80% dos pacientes com epilepsia. 63. O EEG pode ser utilizado no diagnóstico da doença de Creutzfeldt-Jakob, em que documenta um padrão gráfico sugestivo com a presença de ondas periódicas, bi ou trifásicas, máximas nas regiões anteriores. 64. Presença de proteína 14-3-3 no líquor é considerado um biomarcador para doença priônica, como a síndrome de Gerstmann-Straussler-Scheinker. 65. O potencial evocado somatosensitivo (PESS) pode ser utilizado na investigação de idosos com suspeita de quadros demenciais e em crianças com TDAH. 66. Na avaliação eletroneuromiográfica da paralisia facial periférica, a presença, na primeira semana, de reflexo do piscamento e uma redução do PAMC menor que 90% são indicativos de melhor prognóstico. 67. A eletroneuromiografia de fibra única é muito útil na avaliação de miopatias. 68. No Doppler transcraniano, é possível avaliar o sifão carotídeo e a artéria oftálmica por meio da janela oftálmica. No que se refere à semiologia do sistema nervoso e com base nos conhecimentos médicos correlatos, julgue os itens a seguir. 69. Na paresia do músculo oblíquo superior (inervado oculomotor), ocorre desvio da cabeça para o lado contralateral ao músculo lesado e abaixamento do queixo (sinal de Bielschowsky). 70. A síndrome do seio cavernoso por lesão localizada no seio cavernoso pode levar a comprometimento dos seguintes nervos cranianos: II, III, IV, V e VI. 71. A presença de pupilas médio-fixas que não respondem à luz ocorre nas lesões da porção ventral do mesencéfalo (pré-tectal), com comprometimento das vias simpáticas e parassimpáticas. 72. Na parafasia semântica, há erro fonético, e a palavra pronunciada é semelhante à correta. Área livre PROVA APLIC ADA PROCESSO SELETIVO – RM/SES-DF/2021 GRUPO 019 – TIPO “U” PÁGINA 5/7 IADES Certo paciente de 58 anos de idade, vítima de AVC isquêmico troncoencefálico, encontra-se entubado há duas semanas e sem uso de sedação há 10 dias. Após avaliação neurológica, houve orientação para dar início a protocolo de morte encefálica (ME). Ao exame neurológico, ele encontra-se comatoso (Glasgow 3T), com tetraplegia; pupilas médio-fixas sem resposta fotomotora; reflexos corneopalpebral e de tosse ausentes; afebril; PA = 110 mmHg x 80 mmHg; TAX retal = 35,5 oC; AC = RC2T com BNF; AP = MVF sem RA; e SatO2 = 100%. Exames laboratoriais sem alterações. Acerca desse caso clínico e tendo em vista os conhecimentos médicos correlatos, julgue os itens a seguir. 73. No protocolo de ME, serão realizados dois exames clínicos, sendo um dos médicos responsável pelo exame clínico necessariamente da especialidade neurologia, neuropediatria ou neurocirurgia. 74. Quando a causa primária do quadro de ME for encefalopatia hipoxicoisquêmica, o período entre o tratamento e a observação hospitalar deverá ser de, no mínimo, 24 horas. 75. No protocolo de ME, está indicada a manutenção da pressão arterial sistólica maior ou igual a 100 mmHg ou da pressão arterial média maior ou igual a 65 mmHg. 76. O protocolo de ME somente poderá ser aberto após aquecimento do paciente com TAX retal > 36 oC. 77. A presença de atitude de descerebração ou decorticação invalida o diagnóstico de ME. 78. Na presença do uso de drogas depressoras do sistema nervoso central ou de distúrbios metabólicos, exames que detectam a presença de perfusão cerebral, como angiografia cerebral e Doppler transcraniano, são os mais indicados no protocolo de ME. 79. O teste de apneia é considerado inconclusivo quando a PaCO2 final for menor que 56 mmHg na ausência de movimentos respiratórios. 80. A presença de hipernatremia grave refratária ao tratamento sempre inviabiliza a determinação de ME. Um paciente de 45 anos de idade, vítima de TCE grave, há uma semana encontra-se internado na unidade de terapia intensiva, sendo solicitado avaliação neurológica pelo fato de o paciente ter sido extubado há cinco dias e permanecer comatoso. Encontrava-se sem uso de sedação há cinco dias. Tomografia computadorizada do crânio, realizada na admissão, apresentou diversas contusões hemorrágicas frontais e troncoencefálicas, mas sem sinais de herniação. Exame controle realizado há 24 horas mostrou lesões em reabsorção. Ao exame neurológico, verificaram-se ECG = 3 pontos; pupilas puntiformes; padrão respiratório com hiperventilação rápida e sustentada; presença de desvio skew; AC = RC2T com BNF; e AP = MVF sem RA. Com base nesse caso clínico e nos conhecimentos médicos correlatos, julgue os itens a seguir. 81. O ritmo respiratório apresentado pelo paciente seria de Cheyne-Stokes. 82. O reflexo fotomotor estará abolido nesse paciente. 83. Provavelmente há lesão estrutural na ponte. 84. A presença de desvio skew significa desvio horizontal dos olhos e sugere lesão diencefálica. 85. A realização de estímulo doloroso nesse paciente provocará retirada inespecífica como resposta motora. 86. A manobra de Raimiste pode ser utilizada para avaliar a presença de deficit sensitivo. 87. O quadro comatoso pode ocorrer por comprometimento bilateral dos hemisférios cerebrais e (ou) da substância ativadora reticular ascendente na junção mesencefalodiencefálica. 88. A escala FOUR (Full Outline of Unresponsiveness), por não utilizar a resposta verbal, é útil principalmente em pacientes em intubação orotraqueal. Determinado paciente de 35 anos de idade esteve internado na unidade de terapia intensiva (UTI) por cerca de um mês em razão de complicações da pneumonia viral, sendo que, nos primeiros 15 dias, esteve entubado em ventilação mecânica e, atualmente, encontra-se na enfermaria e foi solicitado avaliação neurológica por causa de fraqueza global. Nega patologias prévias à internação. O exame neurológico apresentava tetraparesia grave (MRC 2), hiporreflexia tetrassegmentar, atrofia muscular em membros, hipoestesia térmica, dolorosa e vibratória distais. Mostrava- se consciente, alerta, eupneico em ar ambiente e afebril. Verificaram-se AC = RC2T com BNF e AP = MVF sem RA. Quanto a esse caso clínico e tendo em vista os conhecimentos médicos correlatos, julgue os itens a seguir. 89. O quadro neurológico é compatível com polineuromiopatia do doente crítico. 90. O paciente é incapaz de realizar movimentos ativos contra a gravidade. 91. Espera-se encontrar níveis elevados de creatinofosfoquinase (CPK) nesse paciente. 92. Mialgia é considerada uma manifestação clínica incomum nesse quadro. 93. A presença de neuropatia compressiva é comum em pacientes com internação prolongada em UTI. 94. Para esse paciente, está indicado o tratamento com imunoglobulina humana. 95. A eletroneuromiografia provavelmente demonstrará alteração na condução nervosa, com redução da amplitude dos potenciais motores com potencial sensitivo normal. 96. Caso o paciente apresentasse quadro de oftalmoparesia, o diagnóstico diferencial com síndrome de Guillain-Barré deveria ser investigado. Área livre PROVA APLIC ADA PROCESSO SELETIVO – RM/SES-DF/2021 GRUPO 019 – TIPO “U” PÁGINA 6/7 IADES Um paciente de 25 anos de idade é encaminhado pelo psiquiatra para avaliação neurológica em razão de estar apresentando, há cerca de um mês, movimentos involuntários de protrusão da língua e movimentos mastigatórios sem finalidade. Segundo o acompanhante, estava em tratamento psiquiátrico para esquizofrenia há um ano quando iniciou haloperidol e estava com bom controle dos sintomas. O exame neurológico mostrou-se dentro da normalidade. Apresentava-se consciente, alerta, eupneico em ar ambiente a afebril. Observaram-se AC = RC2T com BNF e AP = MVF sem RA. Considerando esse caso clínico e os conhecimentos médicos correlatos, julgue os itens a seguir. 97. Trata-se provavelmente de um quadro de acatisia. 98. Os antipsicóticos de primeira geração ou típicos apresentam menor risco de desenvolvimento do quadro neurológico apresentado pelo paciente, quando comparados com os antipsicóticos de segunda geração ou atípicos. 99. Está indicada a redução da dose de haloperidol e sua associação com flunarizina como forma de tratamento do quadro. 100. O haloperidol atua como antagonista dos receptores dopaminérgicos D2. Um paciente de 4 anos de idade é levado à emergência pela mãe, a qual informa que ele apresenta dificuldade de andar sozinho desde que acordou. Há cerca de três semanas, teve varicela, mas com recuperação completa do quadro. Não há relato do uso de medicações prévias ou recentes. O exame neurológico apresentava ataxia marcha, dismetria bilateral e nistagmo. O paciente mostrava-se consciente, alerta, eupneico em ar ambiente e afebril. Verificaram-se AC = RC2T com BNF e AP = MVF sem RA. Com base nesse caso clínico e nos conhecimentos médicos correlatos, julgue os itens a seguir. 101. O quadro clínico apresentado trata-se provavelmente de uma ataxia cerebelar aguda. 102. Devem ser investigados medicamentos em uso para descartar intoxicação medicamentosa. 103. Caso o paciente apresentasse quadro de mioclonias e opsoclônus, provavelmente a etiologia do quadro neurológico seria decorrente da infecção pela varicela. 104. A realização de exame de imagem, como a ressonância, justifica-se para afastar outras causas de ataxia aguda, como tumor de fossa posterior. 105. Está indicado o tratamento com antivirais e corticoide para melhora sintomática. Área livre Uma paciente de 7 anos de idade foi admitida no pronto-socorro pediátrico por apresentar, há cerca de três dias, fraqueza progressiva nas pernas e dificuldade para urinar. O exame neurológico indicou grau de força 3 (escala MRC) em membros inferiores, nível sensitivo em umbigo e ausência de reflexos patelares/aquileu. Identificou-se relato de gastroenterite viral autolimitada na semana anterior, e a paciente mostrava-se consciente, alerta, eupneica em ar ambiente e afebril. Verificaram-se AC = RC2T com BNF e AP = MVF sem RA. Com relação a esse caso clínico e tendo em vista os conhecimentos médicos correlatos, julgue os itens a seguir. 106. O quadro neurológico dessa paciente sugere mielite transversa. 107. O nível sensitivo apresentado encontra-se em T2. 108. A paciente consegue realizar movimento dos membros inferiores contra a gravidade e resistência adicional. 109. Está indicada a ressonância nuclear magnética da coluna para investigação de quadro neurológico. 110. A realização de imunoglobulina intravenosa é indicada como tratamento de escolha nesse caso. 111. O antecedente gastroenterite viral prévia sugere etiologia vascular para o quadro neurológico apresentado pela paciente. Certo paciente de 8 anos de idade é encaminhado à consulta com neuropediatra com queixa de cefaleia há dois anos. Segundo o paciente, apresentava crises semanais em região temporal esquerda, tipo “coração batendo na cabeça”, que duravam horas e, quando muito intensas, causavam até vômito. O exame neurológico encontrava-se dentro da normalidade. Apresentava-se consciente, alerta, eupneico em ar ambiente e afebril. Constataram-se AC = RC2T com BNF e AP = MVF sem RA. Acerca desse caso clínico e considerando os conhecimentos médicos correlatos, julgue os itens a seguir. 112. Provavelmente trata-se de um quadro de cefaleia em salvas da infância. 113. A realização de exame de neuroimagem é mandatória nesse caso, para descartar patologia intracraniana. 114. Síndromes clínicas de ocorrência episódica, como vômitos cíclicos e vertigem paroxística benigna da infância, devem ser investigadas nesse paciente. 115. A utilização de agentes profiláticos de uso diário, para evitar os ataques de cefaleia, está indicada para esse paciente. 116. A presença de vômitos em algumas crises de cefaleia não está associada a patologias do trato gastrointestinal, como a doença dispéptica ou a doença do refluxo gastrointestinal. 117. Está indicada a inalação de oxigênio a 100% nas crises agudas de cefaleia. Área livre PROVA APLIC ADA PROCESSO SELETIVO – RM/SES-DF/2021 GRUPO 019 – TIPO “U” PÁGINA 7/7 IADES Um paciente de 10 meses de vida encontrava-se em tratamento para doença do refluxo gastroesofágico há três meses, quando iniciou movimentos de hiperextensão cervical e extensão de tronco, com duração de segundos, que ocorriam após a alimentação. O exame neurológico mostrou-se dentro da normalidade, e o paciente apresentava-se consciente, alerta, eupneico em ar ambiente e afebril. Observaram-se AC = RC2T com BNF e AP = MVF sem RA. Com base nesse caso clínico e nos conhecimentos médicos correlatos, julgue os itens a seguir. 118. O lactente apresenta quadro sugestivo de síndrome de Sandifer, desencadeada pela doença do refluxo gastroesofágico. 119. Há correlação direta entre o grau da doença do refluxo e a gravidade dos sintomas. 120. Está indicado o início de anticolinérgicos para controle dos sintomas. Área livre Área livre __MACOSX/._Grupo 019 - Tipo U.pdf Grupo 020 - Tipo U.pdf PROVA APLIC ADA Tipo “U” SECRETARIA DE ESTADO DE SAÚDE DO DISTRITO FEDERAL FUNDAÇÃO DE ENSINO E PESQUISA EM CIÊNCIAS DA SAÚDE EDITAL NORMATIVO Nº 1 – RM/SES-DF/2021, DE 5 DE OUTUBRO DE 2020. P R O G R A M A S – G R U P O 0 2 0 Data e horário da prova: Pneumologia Pediátrica (623). Domingo, 29/11/2020, às 8h. I N S T R U Ç Õ E S Você receberá do fiscal: o um caderno da prova objetiva contendo 120 (cento e vinte) itens; cada um deve ser julgado como CERTO ou ERRADO, de acordo com o(s) comando(s) a que se refere; e o uma folha de respostas personalizada. Verifique se a numeração dos itens, a paginação do caderno da prova objetiva e a codificação da folha de respostas estão corretas. Verifique se o programa selecionado por você está explicitamente indicado nesta capa. Quando autorizado pelo fiscal do IADES, no momento da identificação, escreva, no espaço apropriado da folha de respostas, com a sua caligrafia usual, a seguinte frase: Para ganhar é preciso gastar. Você dispõe de 3 (três) horas e 30 (trinta) minutos para fazer a prova objetiva, devendo controlar o tempo, pois não haverá prorrogação desse prazo. Esse tempo inclui a marcação da folha de respostas. Somente 1 (uma) hora após o início da prova, você poderá entregar sua folha de respostas e o caderno da prova e retirar-se da sala. Somente será permitido levar o caderno da prova objetiva 3 (três) horas após o início da prova. Deixe sobre a carteira apenas o documento de identidade e a caneta esferográfica de tinta preta, fabricada com material transparente. Não é permitida a utilização de nenhum tipo de aparelho eletrônico ou de comunicação. Não é permitida a consulta a livros, dicionários, apontamentos e (ou) apostilas. Você somente poderá sair e retornar à sala de aplicação da prova na companhia de um fiscal do IADES. Não será permitida a utilização de lápis em nenhuma etapa da prova. I N S T R U Ç Õ E S P A R A A P R O V A O B J E T I V A Verifique se os seus dados estão corretos na folha de respostas da prova objetiva. Caso haja algum dado incorreto, comunique ao fiscal. Leia atentamente cada item e assinale sua resposta na folha de respostas. A folha de respostas não pode ser dobrada, amassada, rasurada ou manchada e nem podem conter registro fora dos locais destinados às respostas. O candidato deverá transcrever, com caneta esferográfica de tinta preta, fabricada com material transparente, as respostas da prova objetiva para a folha de respostas. A maneira correta de assinalar a alternativa na folha de respostas é cobrir, fortemente, com caneta esferográfica de tinta preta, fabricada com material transparente, o espaço a ela correspondente. Marque as respostas assim: PROVA APLIC ADA PROCESSO SELETIVO – RM/SES-DF/2021 GRUPO 020 – TIPO “U” PÁGINA 2/7 IADES PEDIATRIA Itens de 1 a 60 Um lactente de 3 meses de vida, saudável, é levado pela mãe ao posto de saúde. A mãe tem dúvidas acerca da amamentação, achando que o seu leite não está sendo suficiente, pois ouviu a mãe dela comentar que, na família, ninguém produz leite forte. A vizinha expôs que deve ser o cansaço e a falta de boa alimentação, aconselhando-a a beber água e descansar. Ela não acreditou na vizinha e perguntou ao médico se pode dar outro leite ao lactente. Com base no caso descrito e nos conhecimentos médicos correlatos, julgue os itens a seguir. 1. A mãe não precisaria perguntar, pois o bebê já está na idade de iniciar a alimentação. 2. O cansaço e o estresse podem influenciar o reflexo de ejeção do leite, inibindo-o. 3. A manutenção do volume do leite é influenciado pela hidratação materna. 4. Deve-se averiguar a sucção do bebê durante a mamada, pois a produção do leite aumenta com a sucção eficaz do lactente. 5. A hipogalactia é frequente e não se relaciona com a sucção. 6. Uma vez que o leite final é de maior densidade calórica, recomenda-se esvaziar a mama e depois oferecer a mama contralateral. 7. A vizinha estava certa em aconselhar a mãe a oferecer água para o lactente. 8. Deve-se aconselhar a mãe a oferecer outro leite, já que geralmente é necessário fazer um complemento para os bebês. O pediatra está de plantão em uma maternidade da periferia de uma grande cidade. Na madrugada, uma gestante em período expulsivo dá entrada nessa maternidade. A mãe levou seu cartão de pré-natal com preenchimento adequado e com consultas regulares, mas, para sua surpresa, a idade gestacional é compatível com 33 semanas pela DUM. A respeito desse caso clínico e com base nos conhecimentos médicos correlatos, julgue os itens a seguir. 9. A sobrevida de recém-nascidos prematuros (RNPT), definidos como os nascidos vivos com idade gestacional menor que 37 semanas, reflete a estrutura e a qualidade do cuidado antenatal, e o pediatra deve estar preparado para receber esse recém-nascido (RN) na assistência ao parto. 10. É fundamental, em todo parto prematuro, a presença de dois a três profissionais de saúde, com pelo menos um pediatra apto a intubar e indicar massagem cardíaca e medicações. 11. Quando um RNPT não melhora ou não atinge níveis desejáveis de SatO2, com a ventilação por pressão positiva (VPP) em concentração de O2 a 30%, a primeira medida é aumentar imediatamente a oferta de oxigênio suplementar. 12. No RN abaixo de 34 semanas, indica-se o clampeamento imediato do cordão umbilical, independentemente de sua vitalidade. 13. No atendimento ao RN saudável de mães com suspeita ou infecção pelo Sars-CoV-2, deve-se adiar a amamentação e o contato pele a pele. 14. A oximetria de pulso detecta, de forma contínua, a frequência de pulso, mas demora para detectá-la e subestima a frequência cardíaca (FC), podendo levar a um aumento desnecessário de intervenções para o neonato, na sala de parto. Um lactente de 10 dias de vida é levado à unidade básica de saúde (UBS) em virtude de a mãe notar “olhos amarelados” no filho. Ela relata que ele já saiu um pouco amarelo da maternidade, de onde teve alta com três dias de vida após colher sangue. O grupo sanguíneo da mãe e do bebê é A +. Considerando esse caso clínico e os conhecimentos médicos correlatos, julgue os itens a seguir. 15. A prematuridade, independentemente do peso ao nascer, é considerada um dos fatores de risco mais importantes para hiperbilirrubinemia em razão da capacidade diminuída da conjugação hepática da bilirrubina e da dificuldade na sucção e deglutição para manter uma oferta adequada de leite materno. 16. Deve-se pesquisar, nesse caso, a presença de céfalo-hematoma, porém a icterícia seria de resolução rápida, não durando 10 dias. 17. A icterícia fisiológica apresenta progressão cefalocaudal. A mãe de uma criança de 4 anos de idade levou a filha ao setor de emergência com queixa de que a menina “sacudiu o corpo todo”, pela primeira vez, após ter dado uma medicação para febre. Ela relata que a criança estava com temperatura de 38 ºC, poucos espirros, tosse seca e que a crise foi rápida, não sabendo especificar o tempo. Acerca desse caso clínico e tendo em vista os conhecimentos médicos correlatos, julgue os itens a seguir. 18. A crise convulsiva febril simples pode-se apresentar como tônico-clônica generalizada e tem curta duração, menor que 15 minutos. 19. No caso mencionado, a epilepsia é o mais provável diagnóstico, cujos fatores de risco incluem atraso do desenvolvimento e crise febril complexa. 20. Caso a criança chegasse ao hospital ainda em crise, seria preconizado administração de benzodiazepínicos, como o diazepam, por via intravenosa IV. 21. O estado de mal epiléptico é uma emergência médica, muito frequente na crise convulsiva febril em função da imaturidade da criança. 22. Em lactentes com histórico de insulto neurológico prévio, como uma encefalopatia crônica não progressiva desde o nascimento, isso pode ocasionar uma lesão neurológica estática, sendo causa de crises convulsivas não febris. Área livre PROVA APLIC ADA PROCESSO SELETIVO – RM/SES-DF/2021 GRUPO 020 – TIPO “U” PÁGINA 3/7 IADES Uma criança de 3 anos de idade apresenta tosse produtiva, espirros e febre de 38 ºC há cinco dias. A mãe refere que a filha não quer brincar durante o episódio febril, mas, quando a febre passa, ela melhora; porém notou um “cansaço” nela. Ao exame, a criança encontra-se quieta no colo da mãe, febril (38 ºC), com FR = 50 irpm, FC = 120 bpm e SatO2 = 97%. A respeito desse caso clínico e com base nos conhecimentos médicos correlatos, julgue os itens a seguir. 23. A pneumonia é a principal causa de mortalidade em crianças menores de 5 anos de idade nos países em desenvolvimento. 24. No caso em questão, a mãe poderia observar o “cansaço” da criança por meio da frequência respiratória, que está normal para a idade. 25. Nesse caso, seria preciso esperar sibilos na ausculta pulmonar, pois isso é comum na pneumonia adquirida na comunidade (PAC). 26. Em crianças de 2 meses a 5 anos de idade com PAC, a presença de tiragem subcostal classifica-a como tendo pneumonia grave. 27. A aspiração de corpo estranho é um diagnóstico diferencial importante na criança com sibilância. Os pais levam uma criança de 4 anos de idade à consulta médica. Relatam que a menina não quer mais ir à escola, porque os amigos evitam brincar com ela por estar sempre cheirando a xixi. Na anamnese, a mãe refere que a filha urina muito na cama, durante o dia, não sente vontade de fazer xixi e, quando percebe, já está molhada. Sempre foi assim. A mãe fica preocupada também porque a criança cai muito e notou que o pé dela é torto desde que nasceu. A menina nasceu bem, a termo, com bom peso e bom Apgar, porém foi logo encaminhada à unidade de terapia intensiva (UTI) para aguardar a cirurgia da medula. Tendo em vista esse caso clínico e os conhecimentos médicos correlatos, julgue os itens a seguir. 28. É frequente a deformidade dos pés, podendo-se encontrar pé equinovaro, pé varo, cavo-varo e pé equino. 29. O desfralde antes dos 2 anos de idade pode ser a causa da incontinência urinária. 30. É necessário solicitar um estudo urodinâmico, em que é avaliada a pressão da musculatura detrusora. 31. Os defeitos do fechamento do tubo neural (DFTN) são malformações congênitas frequentes, que ocorrem em virtude de uma falha no fechamento adequado do tubo neural embrionário durante o final da gestação. 32. Quase todos os pacientes são portadores de distúrbios esfíncterianos, vesicais e anais, de difícil controle, que causam predisposição a infecções urinárias. 33. A hidrocefalia está associada a mais de 70% dos casos, o que pode ser uma causa de deterioração neurológica consequente a disfunção do sistema de drenagem. Considere um recém-nascido (RN) do sexo masculino, com 24 horas de vida, nascido de parto vaginal, a termo, com peso ao nascer de 3.335 g, Apgar 9, no 1o minuto e 10, no 5o. Durante o exame físico, o pediatra nota uma musculatura abdominal muito flácida, com a pele dessa região enrugada, aparência de “ameixa seca”, em batráquio. Apresenta aparelho cardiopulmonar normal, genitália masculina com ambos os testículos criptorquídicos. FR = 50 irpm, FC = 120 bpm e SatO2 = 98%. O RN evoluiu com retenção urinária e aumento das escórias renais. Acerca desse caso clínico e com base nos conhecimentos médicos correlatos, julgue os itens a seguir. 34. O diagnóstico deve ser feito precocemente, preferencialmente intraútero, e o tratamento, sobretudo das anormalidades do sistema urinário, não deve ser retardado. 35. A correção da criptorquidia deve ser feita até 1 ano de vida. 36. Embora os rins possam ser normais, a displasia renal e a hidronefrose são comuns, mas a insuficiência renal não é comum. 37. No sexo feminino, há números elevados de ocorrências como as do caso descrito. 38. É necessária a solicitação de ecocardiograma para avaliar anomalias cardíacas que estão presentes em 10% dos casos. Uma criança de 8 anos de idade, portadora de síndrome de Down, ao ser atendida em consulta de seguimento, apresentou as seguintes mensurações: peso = 34 kg (percentil 90-95); altura = 1,18 cm (percentil 25); e IMC = 25 (percentil 95). Ao exame, encontra-se em BEG, corada, hidratada, FC = 80 bpm, FR = 30 irpm e SatO2 = 97% em AA. Quanto ao aparelho cardiovascular, verifica-se RCR, 2T, sem sopros, constatando-se também precórdio calmo, pulmonar e abdome sem alterações. Considerando esse caso clínico e os conhecimentos médicos correlatos, julgue os itens a seguir. 39. Antes de indicar atividade física, tais como natação, ginástica ou futebol, para perda de peso ou manutenção da saúde, recomenda-se radiografia da coluna cervical em posição neutra em perfil, flexão e extensão. 40. O acompanhamento odontológico é importante nos primeiros anos de vida e, durante a idade escolar, é feito quando ocorrem queixas. 41. Em relação ao IMC, observa-se um percentil aumentado, configurando um excesso de peso. Para tal avaliação, podem ser utilizadas as curvas da Caderneta da Criança. 42. A Síndrome do caso clínico descrito é a alteração cromossômica mais comum em humanos e a principal causa de deficiência intelectual na população. 43. O fenótipo na síndrome de Down tem uma expressividade variada, apesar de existirem três possibilidades do ponto de vista citogenético. 44. A comunicação aos pais, na maternidade, não deve ser realizada, mesmo quando sinais e sintomas são característicos. O esclarecimento deve ser feito em serviço especializado. PROVA APLIC ADA PROCESSO SELETIVO – RM/SES-DF/2021 GRUPO 020 – TIPO “U” PÁGINA 4/7 IADES Durante a visita de alojamento conjunto, ao solicitar a caderneta de acompanhamento obstétrico da mãe de um recém-nascido (RN), verificaram-se sorologias para sífilis positivas no primeiro trimestre da gestação. A gestante foi tratada com benzilpenicilina benzatina na dose total de 7,2 milhões UI. O VDRL da mãe após o tratamento reduziu de 1:32 para 1:8. A respeito desse caso clínico e com base nos conhecimentos médicos correlatos, julgue os itens a seguir. 45. Caso o RN seja assintomático ao exame e VDRL 1:8, ainda assim a criança foi exposta à sífilis. 46. Na consulta do 6o mês de vida, o VDRL deverá ser não reagente nos casos em que a criança não tiver sido infectada. 47. O teste treponêmico no bebê deve ser realizado em todas as consultas de puericultura, para acompanhamento juntamente com o da mãe. 48. O intervalo entre doses da benzilpenicilina benzatina pode ser espaçado, para evitar a dor, fazendo-se aplicação de 1,2 milhão a cada mês. 49. No início do acompanhamento pré-natal, é aconselhável pedir o teste treponêmico, que é o primeiro teste a ficar reagente, aguardando o não treponêmico. 50. Mesmo quando houver histórico de tratamento prévio, o lactente que for diagnosticado com sífilis congênita durante o seguimento deverá ser tratado com penicilina. 51. Atraso no desenvolvimento pode ter como causa a sífilis congênita tardia. 52. Nas crianças com alteração inicial do líquor, neurossífilis, a punção liquórica posterior deve ser reservada quando aparecerem sinais e sintomas neurológicos. Os avós levam uma criança de 1 ano de idade ao posto de vacinação para atualização da caderneta. Durante a conversa com o agente comunitário de saúde, os avós relatam preocupação com um exame ao nascimento, apesar de o neto estar bem, sem adoecimento. Contam que o primeiro teste do pezinho deu uma alteração na tireoide e, quando foi repetido, o resultado foi normal. Mesmo assim, eles não se mostraram tranquilos e ficam com medo de dar vacina, principalmente durante a pandemia. A respeito desse caso clínico e tendo em vista os conhecimentos médicos correlatos, julgue os itens a seguir. 53. Caso a criança, no momento da visita ao posto de saúde, apresentasse sinais de doenças do trato respiratório superior, com febre, tosse e (ou) coriza ou ainda diarreias leves, estaria contraindicada a vacinação. 54. Pode ser administrada a vacina de varicela, que é de vírus vivo atenuado. 55. O hipotireoidismo congênito, doença que pode ser diagnosticada pela triagem neonatal, deve ser confirmado após coleta de sangue do recém-nascido. 56. Na idade de 12 meses de vida, deve ser aplicada a primeira dose da vacina tríplice viral, segundo o Ministério da Saúde. Ela não poderá ser aplicada junto com a vacina da febre amarela. 57. O tratamento do hipotireoidismo congênito deve ser expectante, reavaliando, nas consultas de puericultura, o desenvolvimento neuropsicomotor. 58. Não há evidências acerca da interação da Covid-19 e a resposta imune às vacinas. 59. É necessário aproveitar a visita ao posto de saúde para avaliar a marca da vacinação BCG no lactente, pois, caso essa cicatriz vacinal não esteja presente, deve-se revaciná-lo. 60. A vacina BCG e a do sarampo, que devem ser verificadas no cartão vacinal, são vacinas de vírus vivos atenuados. PNEUMOLOGIA Itens de 61 a 120 Uma paciente de 22 anos de idade, branca, natural e procedente de Brasília (DF), foi admitida no pronto-socorro com quadro de dispneia aos mínimos esforços, iniciada há cinco horas, associada a dor torácica ventilatório-dependente a localizada em região axilar e infraescapular direita. Queixava-se de dor em membros inferiores, cuja instalação se deu há uma semana. Informou ter se submetido a parto cirúrgico há um mês. Ao exame físico, apresentava PA = 110 mmHg x 74 mmHg, FC = 145 bpm, FR = 36 irpm, SatO2 = 88% e temperatura axilar = 36 °C. A ausculta cardíaca mostrava ritmo regular em 2T, com hiperfonese de B2 em foco pulmonar, sem sopros. No exame pulmonar, foram identificados macicez com expansibilidade, além do frêmito toracovocal e murmúrio vesicular diminuídos em região infraescapular direita. Observou-se abdome sem alterações. Apresentava edema em membro inferior direito (+++/IV), mole e indolor, sem dor à dorso-flexão, e presença de varizes nos membros inferiores. Com base nesse caso clínico e nos conhecimentos médicos correlatos, julgue os itens a seguir. 61. As manifestações respiratórias observadas têm, como causas, a diminuição do espaço morto alveolar e a redução do volume pulmonar. 62. A confirmação diagnóstica requer a feitura de exame que identifique objetivamente a causa do evento. 63. Diante da apresentação clínica descrita, a doença pode ser classificada como maciça. 64. O tratamento dessa enfermidade deve ser realizado imediatamente, mesmo que ainda não haja confirmação diagnóstica. Uma paciente de 36 anos de idade, casada e mãe de dois filhos, procura o ambulatório de um hospital informando apresentar-se sem problemas de saúde até o período de dois anos. A partir de então, notou o surgimento de dispneia progressiva aos esforços. Há um mês, apresenta tal sintoma, de forma intensa, ao caminhar uma distância menor do que 100 metros em superfície plana. Nega tosse, chiados no peito, dor torácica, hemoptise, febre, sudorese, calafrios e perda de peso. O exame físico mostra PA = 120 mmHg x 80 mmHg, FC = 85 bpm, FR = 20 irpm e SatO2 = 98%. A ausculta cardíaca mostra hiperfonese de segunda bulha em foco pulmonar. O exame do abdome revela fígado palpável a 8 cm do rebordo costal direito e hepatimetria de 16 cm. Observa-se edema de membros inferiores mole, frio e indolor, atingindo ambos os maléolos. Acerca desse caso clínico e considerando os conhecimentos médicos correlatos, julgue os itens a seguir. 65. Os achados de história clínica e do exame físico mostram que a paciente apresenta uma insuficiência cardíaca esquerda. 66. O comprometimento clínico da paciente pode estar associado a colagenose, infecção pelo vírus HIV-1 e hepatite viral B ou C. 67. A dispneia pode ser classificada como MRC 4, em uma escala de 1 a 5. 68. Deve-se solicitar uma cintilografia pulmonar ventilação x perfusão, pois tal exame trata-se de um importante passo para o rastreio diagnóstico. PROVA APLIC ADA PROCESSO SELETIVO – RM/SES-DF/2021 GRUPO 020 – TIPO “U” PÁGINA 5/7 IADES Um paciente de 40 anos de idade, casado, auxiliar de escritório, procurou um ambulatório de clínica médica informando ser previamente hígido até apresentar, há seis dias, quadro de febre, mialgia, tosse seca e dispneia. Foi submetido a radiografia de tórax que indicou infiltrado alveolar em lobos inferiores. Optou-se pela internação do paciente. O exame físico mostrava PA = 120 mmHg x 80 mmHg, FC = 100 bpm, FR = 26 irpm, SatO2 = 89% e temperatura axilar = 38 °C. A ausculta pulmonar revelava crepitações inspiratórias em regiões infraescapulares. Decidiu-se pela prescrição de levofloxacina 500 mg ao dia. Passados dois dias da internação, verificou-se piora da dispneia, com gasometria feita em ar ambiente demonstrando pH = 7,5; PaO2 = 55 mmHg; PaCO2 = 33 mmHg; bicarbonato = 20 Meq/L; e BE = +1. Realizada broncoscopia, identificaram-se 50% de eosinófilos. Hemograma completo e EPF apresentaram-se sem alterações. A respeito desse caso clínico e tendo em vista os conhecimentos médicos correlatos, julgue os itens a seguir. 69. O paciente precisa ser submetido a uma investigação minuciosa que afaste as possibilidades de doença sistêmica e uso de drogas. 70. A gasometria arterial evidencia grave hipoxemia e alcalose metabólica. 71. A ausência de eosinofilia sanguínea exclui a possibilidade de eosinofilia pulmonar. 72. A prescrição de corticosteroides é uma boa opção terapêutica para esse paciente. Acerca da segmentação pulmonar, julgue os itens a seguir. 73. Segmentos pulmonares funcionam autonomamente, cada um possuindo um brônquio e um ramo arterial pulmonar, não havendo ventilação entre eles. 74. O pulmão direito possui 11 segmentos, e o lobo superior é dividido em segmentos apicoposterior, medial, inferior e anterior. 75. O pulmão esquerdo possui nove segmentos, sendo o lobo inferior dividido em segmentos superior, basilar medial, basilar anterior, basilar lateral e basilar posterior. 76. A língula divide-se em dois segmentos (inferior e superior), localiza-se no pulmão esquerdo e é o sítio preferido para biópsias pulmonares a céu aberto. Uma paciente de 17 anos de idade procura o ambulatório informando apresentar tosse com expectoração desde a infância. As exacerbações passaram a ser mais constantes após os 12 anos de idade. Tem histórico de quatro pneumonias, a última das quais ocorreu há um mês, ocasião na qual foi isolado, no escarro da paciente, Pseudomonas aeruginosa. Os pais e as duas irmãs são saudáveis. O exame físico mostra PA = 100 mmHg x 60 mmHg, FC = 85 bpm, FR = 20 irpm, SatO2 = 98% e temperatura axilar = 36,5 °C. Observam-se crepitações expiratórias no terço superior de ambos os pulmões. A tomografia computadorizada de tórax mostra a presença de bronquiectasias nos lobos superiores. O teste do suor revela sódio = 100 mEq/L e cloretos = 90 Meq/L. Encontra-se mutação delta positiva em um dos alelos. Com relação a esse caso clínico e tendo em vista os conhecimentos médicos correlatos, julgue os itens a seguir. 77. O resultado da concentração de sódio no teste do suor define o diagnóstico de fibrose cística. 78. Medidas mecânicas para o aumento do clearence mucociliar são um dos pilares no tratamento da fibrose cística. 79. O prognóstico da doença da paciente tem melhorado significativamente com os avanços no diagnóstico e no tratamento. 80. A mutação encontrada, reconhecida como causadora da fibrose cística, é critério isolado para o diagnóstico dessa doença. A respeito da avaliação pré-operatória pulmonar, julgue os itens a seguir. 81. Paciente de 80 anos de idade, fumante de 10 maços-ano, sem sinais de doença pulmonar e com cirurgia indicada para implante de prótese de quadril deve submeter-se a espirometria pré-operatória. 82. Paciente de 70 anos de idade, fumante de 15 maços-ano, sem sinais de doença pulmonar e com indicação de hernioplastia deve ser orientado a cessar o tabagismo como forma de redução do risco de complicações pós-operatórias. 83. Paciente de 60 anos de idade, fumante de 20 maços-ano, assintomático e com indicação de lobectomia superior direita deve ser liberado para o ato cirúrgico se apresentar CVF normal e VEF1 acima de 80% do predito. 84. Paciente de 65 anos de idade, fumante de 20 maços-ano, com indicação de realizar pneumonectomia à esquerda deve submeter-se a ergoespirometria e ser liberado para o ato cirúrgico se a VO2 máxima apresentar-se em valores menores que 15 mL/kg/min. Um paciente de 25 anos de idade procura o ambulatório para submeter-se a uma avaliação periódica de saúde. Está assintomático e não possui histórico de doenças prévias. O exame físico mostra PA = 110 mmHg x 70 mmHg, FC = 65 bpm, FR = 18 irpm, SatO2 = 98% e temperatura axilar = 36 °C. Realizou-se radiografia de tórax, por meio da qual se verificou a presença de massa em mediastino anterior, posteriormente comprovada por tomografia computadorizada de tórax. Em relação a esse caso clínico e com base nos conhecimentos médicos correlatos, julgue os itens a seguir. 85. As principais possibilidades diagnósticas são os tumores e cistos do coração, da traqueia e do esôfago. 86. Deve-se pesquisar a possibilidade de Myasthenia gravis, hipogamaglobulinemia e aplasia da série vermelha hemática. 87. O melhor método para o diagnóstico é a realização de uma biópsia da lesão. 88. A maioria das massas em mediastino anterior é maligna. Área livre PROVA APLIC ADA PROCESSO SELETIVO – RM/SES-DF/2021 GRUPO 020 – TIPO “U” PÁGINA 6/7 IADES Acerca da história clínica realizada em pacientes que buscam avaliar a respectiva condição de saúde, julgue os itens a seguir. 89. Deve-se suspeitar de pneumoconiose no caso de um paciente de 40 anos de idade, que manifesta dispneia progressiva e tem antecedente de ter trabalhado em uma olaria. 90. Mulher de 60 anos de idade com história de ganho de peso e sonolência diurna tem como um dos diagnósticos possíveis a síndrome da apneia e hipopneia do sono. 91. Homem de 55 anos de idade, em uso de amiodarona para tratamento de arritmia cardíaca, que se queixa de dispneia deve ser submetido à pesquisa de asma. 92. Mulher de 60 anos de idade com diagnóstico de artrite reumatoide e que apresenta tosse produtiva crônica tem grande possibilidade de estar acometida de sarcoidose pulmonar. Uma paciente de 30 anos de idade procura um serviço de atendimento médico e informa que desde a infância, manifesta episódios de chiado no peito, tosse seca e dispneia, os quais remitem espontaneamente ou com o uso de beta-2 agonista de curta duração. Percebeu um aumento na frequência dos sintomas no último mês, agravados pelo fato de, por três vezes, ter apresentado sintomas noturnos. Nega tabagismo ou uso de drogas ilícitas. Mora em casa com boas condições sanitárias e faz trabalhos de freelancer como publicitária. O tratamento tem base no uso de beta-2 agonista de curta duração, quando das exacerbações. O exame físico mostra PA = 120 mmHg x 80 mmHg, FC = 65 bpm, FR = 16 irpm, SatO2 = 98% e temperatura axilar = 36 °C. A ausculta pulmonar é normal. Quanto a esse caso clínico e tendo em vista os conhecimentos médicos correlatos, julgue os itens a seguir. 93. O tratamento realizado está correto, levando em conta que se trata de um caso de asma intermitente. 94. A realização de uma prova espirométrica é necessária para melhor avaliar-se o funcionamento da estrutura funcional respiratória da paciente. 95. No ambiente em que a paciente mora ou trabalha, deve- se erradicar a concentração de ácaros por meio de métodos físicos ou químicos. 96. Um plano de educação quanto à doença deve ser individualizado e entregue à paciente para que ela possa melhor monitorar a própria condição clínica. No que se refere a temas pertinentes à fisiologia respiratória, julgue os itens a seguir. 97. A hipoxemia de um paciente com pneumopatia intersticial usual piora com o exercício. 98. A embolia pulmonar geralmente causa aumento do espaço morto fisiológico. 99. O ponto de igual pressão ocorre quando a pressão pleural supera a pressão arterial diastólica. 100. O termo hipoventilação é entendido como a diminuição da amplitude de ventilação. Um paciente de 20 anos de idade procura uma unidade de pronto atendimento com queixa de apresentar, há seis horas, dor torácica do tipo pleurítica em hemitórax esquerdo, associada a dispneia MRC 2. O exame físico mostra PA = 120 mmHg x 80 mmHg, FC = 75 bpm, FR = 20 irpm, SatO2 = 95% e temperatura axilar = 36 °C. O exame físico pulmonar revela ausência de frêmito toracovocal, hipersonoridade e ausência de murmúrio vesicular fisiológico em região infraescapular esquerda. O paciente nega antecedentes mórbidos patológicos, tabagismo, uso de drogas ilícitas e etilismo. A radiografia de tórax identifica a presença de ar em hemitórax esquerdo deslocando o mediastino para a direita. Acerca desse caso clínico e com base nos conhecimentos médicos correlatos, julgue os itens a seguir. 101. É correto concluir que o paciente apresenta uma pneumopatia prévia, considerando a extensão do processo pulmonar descrito. 102. O procedimento inicial é submeter o paciente a uma punção aspirativa. 103. No exame físico desse paciente, devem-se pesquisar enfisema subcutâneo e pneumomediastino. 104. O procedimento preventivo de escolha é a realização de uma pleurodese à esquerda. Um paciente procura o ambulatório queixando-se de manifestar roncos durante o sono há 10 anos. Nos últimos três anos, tem notado sonolência diurna excessiva, irritabilidade, diaforese noturna e cefaleia matinal. A esposa do paciente relata que ele apresenta sono agitado, com roncos intensos, principalmente quando assume a posição de decúbito dorsal. O paciente nega etilismo, tabagismo e uso de drogas ilícitas. Toma uma xícara de café pela manhã. O exame físico mostra peso = 100 kg, altura = 1,67 m, PA = 150 mmHg x 100 mmHg, FC = 85 bpm, FR = 21 irpm, SatO2 = 96% e temperatura axilar = 36 °C. Observa-se uma circunferência cervical de 49 cm e classificação de Mallampati igual a IV. O restante do exame físico mostra-se sem alterações. A respeito desse caso clínico e considerando os conhecimentos médicos correlatos, julgue os itens a seguir. 105. A classificação IV de Mallampati indica que, quando o paciente abre a boca, o examinador identifica somente a parede posterior da orofaringe. 106. Ronco de forte intensidade tem alto valor preditivo para o diagnóstico da síndrome da apneia e hipopneia do sono. 107. O diagnóstico de certeza somente é obtido por meio da polissonografia. 108. A gravidade da sonolência diurna pode ser quantificada pela aplicação da escala de Epworth. Área livre PROVA APLIC ADA PROCESSO SELETIVO – RM/SES-DF/2021 GRUPO 020 – TIPO “U” PÁGINA 7/7 IADES A respeito da circulação pulmonar, julgue os itens a seguir. 109. É sede de produção, liberação e processamento de mediadores humorais. 110. O volume sanguíneo do pulmão expressa em torno de 100% do volume total de sangue. 111. Atua como barreira para a troca de fluidos e solutos e mantém o equilíbrio de fluidos do pulmão. 112. Os vasos sanguíneos nos septos alveolares são regidos pela pressão alveolar e pela pressão pleural. Acerca do papel da broncoscopia para o diagnóstico e o tratamento de doenças respiratórias, julgue os itens a seguir. 113. A broncoscopia está indicada para a remoção de secreções eliminadas por um paciente com exacerbação de DPOC. 114. A broncoscopia deve ser evitada em pacientes que fazem uso diário de aspirina. 115. A broncoscopia tem se mostrado um bom exame para o rastreio de câncer de pulmão em pacientes tabagistas. 116. A termoplastia brônquica é útil para reduzir idas de pacientes com asma grave ao pronto-socorro. 117. A broncoscopia flexível pode ser utilizada para colocar válvulas intrabrônquicas, visando a estabelecer redução do volume pulmonar. Um paciente de 35 anos de idade procura a emergência de um hospital informando apresentar, há três dias, dispneia progressiva, que chegou à classificação MRC 5, associada a tosse seca e febre de 38 ºC. Relata ter se submetido recentemente a tratamento para infecção urinária com nitrofurantoína. O exame físico mostra peso = 75 kg, altura = 1,80 m, PA = 130 mmHg x 80 mmHg, FC = 125 bpm, FR = 28 irpm, SatO2 = 88% e temperatura axilar = 38 °C. Observa-se murmúrio vesicular globalmente diminuído em ambos os pulmões. A tomografia computadorizada do tórax mostra opacidades alveolares difusas. Opta-se pela internação na unidade de terapia intensiva. Com relação a esse caso clínico e com base nos conhecimentos médicos correlatos, julgue os itens a seguir. 118. A nitrofurantoína pode ser o agente causal dos achados respiratórios. 119. O diagnóstico definitivo deve ser obtido imediatamente por meio de biópsia. 120. Um diagnóstico diferencial pode ser feito com infecção respiratória e pneumonite de hipersensibilidade. Área livre Área livre __MACOSX/._Grupo 020 - Tipo U.pdf Grupo 021 - Tipo U.pdf PROVA APLIC ADA Tipo “U” SECRETARIA DE ESTADO DE SAÚDE DO DISTRITO FEDERAL FUNDAÇÃO DE ENSINO E PESQUISA EM CIÊNCIAS DA SAÚDE EDITAL NORMATIVO Nº 1 – RM/SES-DF/2021, DE 5 DE OUTUBRO DE 2020. P R O G R A M A S – G R U P O 0 2 1 Data e horário da prova: Neonatologia (619). Domingo, 29/11/2020, às 8h. I N S T R U Ç Õ E S Você receberá do fiscal: o um caderno da prova objetiva contendo 120 (cento e vinte) itens; cada um deve ser julgado como CERTO ou ERRADO, de acordo com o(s) comando(s) a que se refere; e o uma folha de respostas personalizada. Verifique se a numeração dos itens, a paginação do caderno da prova objetiva e a codificação da folha de respostas estão corretas. Verifique se o programa selecionado por você está explicitamente indicado nesta capa. Quando autorizado pelo fiscal do IADES, no momento da identificação, escreva, no espaço apropriado da folha de respostas, com a sua caligrafia usual, a seguinte frase: Para ganhar é preciso gastar. Você dispõe de 3 (três) horas e 30 (trinta) minutos para fazer a prova objetiva, devendo controlar o tempo, pois não haverá prorrogação desse prazo. Esse tempo inclui a marcação da folha de respostas. Somente 1 (uma) hora após o início da prova, você poderá entregar sua folha de respostas e o caderno da prova e retirar-se da sala. Somente será permitido levar o caderno da prova objetiva 3 (três) horas após o início da prova. Deixe sobre a carteira apenas o documento de identidade e a caneta esferográfica de tinta preta, fabricada com material transparente. Não é permitida a utilização de nenhum tipo de aparelho eletrônico ou de comunicação. Não é permitida a consulta a livros, dicionários, apontamentos e (ou) apostilas. Você somente poderá sair e retornar à sala de aplicação da prova na companhia de um fiscal do IADES. Não será permitida a utilização de lápis em nenhuma etapa da prova. I N S T R U Ç Õ E S P A R A A P R O V A O B J E T I V A Verifique se os seus dados estão corretos na folha de respostas da prova objetiva. Caso haja algum dado incorreto, comunique ao fiscal. Leia atentamente cada item e assinale sua resposta na folha de respostas. A folha de respostas não pode ser dobrada, amassada, rasurada ou manchada e nem podem conter registro fora dos locais destinados às respostas. O candidato deverá transcrever, com caneta esferográfica de tinta preta, fabricada com material transparente, as respostas da prova objetiva para a folha de respostas. A maneira correta de assinalar a alternativa na folha de respostas é cobrir, fortemente, com caneta esferográfica de tinta preta, fabricada com material transparente, o espaço a ela correspondente. Marque as respostas assim: PROVA APLIC ADA PROCESSO SELETIVO – RM/SES-DF/2021 GRUPO 021 – TIPO “U” PÁGINA 2/7 IADES PEDIATRIA Itens de 1 a 120 Um lactente de 3 meses de vida, saudável, é levado pela mãe ao posto de saúde. A mãe tem dúvidas acerca da amamentação, achando que o seu leite não está sendo suficiente, pois ouviu a mãe dela comentar que, na família, ninguém produz leite forte. A vizinha expôs que deve ser o cansaço e a falta de boa alimentação, aconselhando-a a beber água e descansar. Ela não acreditou na vizinha e perguntou ao médico se pode dar outro leite ao lactente. Com base no caso descrito e nos conhecimentos médicos correlatos, julgue os itens a seguir. 1. A mãe não precisaria perguntar, pois o bebê já está na idade de iniciar a alimentação. 2. O cansaço e o estresse podem influenciar o reflexo de ejeção do leite, inibindo-o. 3. A manutenção do volume do leite é influenciado pela hidratação materna. 4. Deve-se averiguar a sucção do bebê durante a mamada, pois a produção do leite aumenta com a sucção eficaz do lactente. 5. A hipogalactia é frequente e não se relaciona com a sucção. 6. Uma vez que o leite final é de maior densidade calórica, recomenda-se esvaziar a mama e depois oferecer a mama contralateral. 7. A vizinha estava certa em aconselhar a mãe a oferecer água para o lactente. 8. Deve-se aconselhar a mãe a oferecer outro leite, já que geralmente é necessário fazer um complemento para os bebês. O pediatra está de plantão em uma maternidade da periferia de uma grande cidade. Na madrugada, uma gestante em período expulsivo dá entrada nessa maternidade. A mãe levou seu cartão de pré-natal com preenchimento adequado e com consultas regulares, mas, para sua surpresa, a idade gestacional é compatível com 33 semanas pela DUM. A respeito desse caso clínico e com base nos conhecimentos médicos correlatos, julgue os itens a seguir. 9. A sobrevida de recém-nascidos prematuros (RNPT), definidos como os nascidos vivos com idade gestacional menor que 37 semanas, reflete a estrutura e a qualidade do cuidado antenatal, e o pediatra deve estar preparado para receber esse recém-nascido (RN) na assistência ao parto. 10. É fundamental, em todo parto prematuro, a presença de dois a três profissionais de saúde, com pelo menos um pediatra apto a intubar e indicar massagem cardíaca e medicações. 11. Quando um RNPT não melhora ou não atinge níveis desejáveis de SatO2, com a ventilação por pressão positiva (VPP) em concentração de O2 a 30%, a primeira medida é aumentar imediatamente a oferta de oxigênio suplementar. 12. No RN abaixo de 34 semanas, indica-se o clampeamento imediato do cordão umbilical, independentemente de sua vitalidade. 13. No atendimento ao RN saudável de mães com suspeita ou infecção pelo Sars-CoV-2, deve-se adiar a amamentação e o contato pele a pele. 14. A oximetria de pulso detecta, de forma contínua, a frequência de pulso, mas demora para detectá-la e subestima a frequência cardíaca (FC), podendo levar a um aumento desnecessário de intervenções para o neonato, na sala de parto. Um lactente de 10 dias de vida é levado à unidade básica de saúde (UBS) em virtude de a mãe notar “olhos amarelados” no filho. Ela relata que ele já saiu um pouco amarelo da maternidade, de onde teve alta com três dias de vida após colher sangue. O grupo sanguíneo da mãe e do bebê é A +. Considerando esse caso clínico e os conhecimentos médicos correlatos, julgue os itens a seguir. 15. A prematuridade, independentemente do peso ao nascer, é considerada um dos fatores de risco mais importantes para hiperbilirrubinemia em razão da capacidade diminuída da conjugação hepática da bilirrubina e da dificuldade na sucção e deglutição para manter uma oferta adequada de leite materno. 16. Deve-se pesquisar, nesse caso, a presença de céfalo-hematoma, porém a icterícia seria de resolução rápida, não durando 10 dias. 17. A icterícia fisiológica apresenta progressão cefalocaudal. 18. No caso descrito, pode-se classificar em icterícia patológica por uma provável incompatibilidade sanguínea. 19. Recém-nascidos com níveis elevados de bilirrubina indireta podem desenvolver encefalopatia bilirrubínica. A mãe de uma criança de 4 anos de idade levou a filha ao setor de emergência com queixa de que a menina “sacudiu o corpo todo”, pela primeira vez, após ter dado uma medicação para febre. Ela relata que a criança estava com temperatura de 38 ºC, poucos espirros, tosse seca e que a crise foi rápida, não sabendo especificar o tempo. Acerca desse caso clínico e tendo em vista os conhecimentos médicos correlatos, julgue os itens a seguir. 20. A crise convulsiva febril simples pode-se apresentar como tônico-clônica generalizada e tem curta duração, menor que 15 minutos. 21. No caso mencionado, a epilepsia é o mais provável diagnóstico, cujos fatores de risco incluem atraso do desenvolvimento e crise febril complexa. 22. Caso a criança chegasse ao hospital ainda em crise, seria preconizado administração de benzodiazepínicos, como o diazepam, por via intravenosa IV. 23. O estado de mal epiléptico é uma emergência médica, muito frequente na crise convulsiva febril em função da imaturidade da criança. 24. Em lactentes com histórico de insulto neurológico prévio, como uma encefalopatia crônica não progressiva desde o nascimento, isso pode ocasionar uma lesão neurológica estática, sendo causa de crises convulsivas não febris. PROVA APLIC ADA PROCESSO SELETIVO – RM/SES-DF/2021 GRUPO 021 – TIPO “U” PÁGINA 3/7 IADES Uma criança de 3 anos de idade apresenta tosse produtiva, espirros e febre de 38 ºC há cinco dias. A mãe refere que a filha não quer brincar durante o episódio febril, mas, quando a febre passa, ela melhora; porém notou um “cansaço” nela. Ao exame, a criança encontra-se quieta no colo da mãe, febril (38 ºC), com FR = 50 irpm, FC = 120 bpm e SatO2 = 97%. A respeito desse caso clínico e com base nos conhecimentos médicos correlatos, julgue os itens a seguir. 25. A pneumonia é a principal causa de mortalidade em crianças menores de 5 anos de idade nos países em desenvolvimento. 26. No caso em questão, a mãe poderia observar o “cansaço” da criança por meio da frequência respiratória, que está normal para a idade. 27. Nesse caso, seria preciso esperar sibilos na ausculta pulmonar, pois isso é comum na pneumonia adquirida na comunidade (PAC). 28. Em crianças de 2 meses a 5 anos de idade com PAC, a presença de tiragem subcostal classifica-a como tendo pneumonia grave. 29. A aspiração de corpo estranho é um diagnóstico diferencial importante na criança com sibilância. O pai de uma criança de 6 anos de idade leva-a à unidade de pronto atendimento de um hospital universitário, em virtude das queixas de dor de garganta e “manchas na pele”. Refere um “mal-estar” anterior com febre baixa. Ao exame físico, ela encontra-se em BEG, corada, hidratada, afebril; cardio e pulmonar sem alterações; cavidade oral com palato hiperemiado, com petéquias, amígdalas com exsudato branco acinzentado; linfoadenomegalia cervical anterior e posterior (“conglomerados de linfonodos”); abdome sem distensão, algo doloroso em região de hipocôndrio direito; fígado a 3,5 cm do rebordo costal direito; e baço palpável no rebordo costal esquerdo. Verificam-se neurológico preservado, sem sinais meníngeos, e pele com exantema maculopapular de lixa fina. Quanto aos sinais vitais, constatam-se FC = 106 bpm, FR = 29 irpm e SatO2 = 98% em ar ambiente. Com base nesse caso clínico e considerando os conhecimentos médicos correlatos, julgue os itens a seguir. 30. O vírus pertence ao gênero Morbillivirus, da família Paramyxoviridae. 31. Observa-se dor de garganta em 80% a 85% dos casos, com alargamento dos linfonodos e hiperplasia linfática da faringe. 32. O exantema pode se manifestar em 70% a 100% dos casos, quando inadvertidamente se utiliza ampicilina. 33. A descamação geralmente ocorre após cinco a sete dias do início do quadro. Estende-se para as extremidades onde se torna mais intensa, ocorrendo a chamada descamação em “dedos de luva”. 34. As manchas de Koplik (pequenos pontos brancos que aparecem na mucosa bucal, antecedendo o exantema) podem estar presentes e são patognomônicas do quadro. Considere a consulta de puericultura de um lactente de 5 meses de vida. A mãe refere que o bebê está bem “espertinho”. Relata que ele pega com a mão inteira e leva à boca alguns alimentos, como amendoim e castanhas. Inclusive o irmão de 7 anos de idade queria dar-lhe pipoca. A mãe informa que está colocando o lactente sentado no sofá, amparado com almofadas, enquanto faz a comida. Muitas vezes, o irmão ajuda a olhar o bebê. A mãe disse que está sempre de olho neles, apesar de fazer as tarefas da casa. Acerca do caso descrito e com base nos conhecimentos médicos correlatos, julgue os itens a seguir. 35. Em relação às etapas do desenvolvimento, o lactente deve ser considerado com atraso dos marcos, por precisar de amparo para sentar e não pegar o amendoim com pinça. 36. Faz parte da orientação na consulta que, nessa idade, mesmo com uma pequena quantidade de água, de 2,5 cm de altura, em um balde ou uma bacia, pode ocorrer o afogamento do lactente. 37. Acidentes são quase (ou pelo menos na maioria das vezes) “inevitáveis”, são “fatalidades” e, por mais que se tenha cuidados e medidas preventivas, a criança não está livre deles. 38. A atitude da mãe de colocar o lactente sentado com almofadas na sua cama dela deixaria o bebê seguro. 39. É importante que a criança maior, de 7 anos de idade, ajude a mãe a cuidar do bebê, como no caso descrito, ajudando a darpipoca para ele. 40. Os marcos do desenvolvimento esperados para essa idade são os seguintes: intelectual – sucção, segue com os olhos e leva objetos à boca; social – cessa o choro à chegada da mãe e ao escutá-la, reconhece os pais e balbucia espontaneamente. 41. Esse lactente corre o risco de aspiração de corpo estranho, e a mãe deve ser ensinada a respeito da manobra de Heimlich. Os pais levam uma criança de 4 anos de idade à consulta médica. Relatam que a menina não quer mais ir à escola, porque os amigos evitam brincar com ela por estar sempre cheirando a xixi. Na anamnese, a mãe refere que a filha urina muito na cama, durante o dia, não sente vontade de fazer xixi e, quando percebe, já está molhada. Sempre foi assim. A mãe fica preocupada também porque a criança cai muito e notou que o pé dela é torto desde que nasceu. A menina nasceu bem, a termo, com bom peso e bom Apgar, porém foi logo encaminhada à unidade de terapia intensiva (UTI) para aguardar a cirurgia da medula. Tendo em vista esse caso clínico e os conhecimentos médicos correlatos, julgue os itens a seguir. 42. É frequente a deformidade dos pés, podendo-se encontrar pé equinovaro, pé varo, cavo-varo e pé equino. 43. O desfralde antes dos 2 anos de idade pode ser a causa da incontinência urinária. 44. É necessário solicitar um estudo urodinâmico, em que é avaliada a pressão da musculatura detrusora. 45. Os defeitos do fechamento do tubo neural (DFTN) são malformações congênitas frequentes, que ocorrem em virtude de uma falha no fechamento adequado do tubo neural embrionário durante o final da gestação. PROVA APLIC ADA PROCESSO SELETIVO – RM/SES-DF/2021 GRUPO 021 – TIPO “U” PÁGINA 4/7 IADES 46. Quase todos os pacientes são portadores de distúrbios esfíncterianos, vesicais e anais, de difícil controle, que causam predisposição a infecções urinárias. 47. A hidrocefalia está associada a mais de 70% dos casos, o que pode ser uma causa de deterioração neurológica consequente a disfunção do sistema de drenagem. Um paciente de 2 anos de idade é levado à emergência de um grande hospital pediátrico durante a madrugada. O pai refere que a criança estava bem, somente com uma tosse durante o dia, mas sem febre. Na madrugada, acordou com tosse muito rouca, tipo um latido, e muito “sufocado”, com dificuldade de respirar, bastante agitado (fácies de angústia) e com um barulho muito alto na respiração. Porém, ao longo do trajeto até o hospital, foi melhorando rapidamente durante a exposição ao ar frio da madrugada. Quando chegou ao hospital, só apresentava a tosse rouca. Ao exame, a criança encontra-se com taquicardia leve, FC = 130 bpm, sem taquipneia, FR = 35 irpm, afebril, SatO2 entre 92% e 95% em ar ambiente, estridor inspiratório leve e tiragem intercostal leve. Aparelho respiratório e demais sem alterações. A respeito desse caso clínico e tendo em vista os conhecimentos médicos correlatos, julgue os itens a seguir. 48. A laringotraqueobronquite é a causa mais comum da obstrução das vias respiratórias superiores em crianças e é responsável por 90% dos casos de estridor. A etiologia viral é a mais comum. 49. O estridor é um som respiratório áspero produzido pela passagem de ar em uma via respiratória estreitada. 50. A causa da obstrução laríngea, do estridor e da tosse é em razão da formação da pseudomembrana. 51. É uma emergência médica e necessita de tratamento imediato, de modo que uma via respiratória seja instalada sob condições adequadas. Deve-se também iniciar a antibioticoterapia. 52. Ocorre geralmente flacidez da cartilagem da laringe, que resulta em colapso das pregas ariepiglóticas sobre a epiglote durante a inspiração. Dessa forma, o estridor é do tipo inspiratório. 53. A laringite estridulosa, ou crupe espasmódico, tem uma característica benigna, mas podem ocorrer recidivas frequentes. Considere um recém-nascido (RN) do sexo masculino, com 24 horas de vida, nascido de parto vaginal, a termo, com peso ao nascer de 3.335 g, Apgar 9, no 1o minuto e 10, no 5o. Durante o exame físico, o pediatra nota uma musculatura abdominal muito flácida, com a pele dessa região enrugada, aparência de “ameixa seca”, em batráquio. Apresenta aparelho cardiopulmonar normal, genitália masculina com ambos os testículos criptorquídicos. FR = 50 irpm, FC = 120 bpm e SatO2 = 98%. O RN evoluiu com retenção urinária e aumento das escórias renais. Acerca desse caso clínico e com base nos conhecimentos médicos correlatos, julgue os itens a seguir. 54. O diagnóstico deve ser feito precocemente, preferencialmente intraútero, e o tratamento, sobretudo das anormalidades do sistema urinário, não deve ser retardado. 55. A correção da criptorquidia deve ser feita até 1 ano de vida. 56. Embora os rins possam ser normais, a displasia renal e a hidronefrose são comuns, mas a insuficiência renal não é comum. 57. No sexo feminino, há números elevados de ocorrências como as do caso descrito. 58. É necessária a solicitação de ecocardiograma para avaliar anomalias cardíacas que estão presentes em 10% dos casos. Uma criança de 8 anos de idade, portadora de síndrome de Down, ao ser atendida em consulta de seguimento, apresentou as seguintes mensurações: peso = 34 kg (percentil 90-95); altura = 1,18 cm (percentil 25); e IMC = 25 (percentil 95). Ao exame, encontra-se em BEG, corada, hidratada, FC = 80 bpm, FR = 30 irpm e SatO2 = 97% em AA. Quanto ao aparelho cardiovascular, verifica-se RCR, 2T, sem sopros, constatando-se também precórdio calmo, pulmonar e abdome sem alterações. Considerando esse caso clínico e os conhecimentos médicos correlatos, julgue os itens a seguir. 59. Antes de indicar atividade física, tais como natação, ginástica ou futebol, para perda de peso ou manutenção da saúde, recomenda-se radiografia da coluna cervical em posição neutra em perfil, flexão e extensão. 60. O acompanhamento odontológico é importante nos primeiros anos de vida e, durante a idade escolar, é feito quando ocorrem queixas. 61. Em relação ao IMC, observa-se um percentil aumentado, configurando um excesso de peso. Para tal avaliação, podem ser utilizadas as curvas da Caderneta da Criança. 62. A Síndrome do caso clínico descrito é a alteração cromossômica mais comum em humanos e a principal causa de deficiência intelectual na população. 63. O fenótipo na síndrome de Down tem uma expressividade variada, apesar de existirem três possibilidades do ponto de vista citogenético. 64. A comunicação aos pais, na maternidade, não deve ser realizada, mesmo quando sinais e sintomas são característicos. O esclarecimento deve ser feito em serviço especializado. Área livre PROVA APLIC ADA PROCESSO SELETIVO – RM/SES-DF/2021 GRUPO 021 – TIPO “U” PÁGINA 5/7 IADES Uma criança de 11 anos de idade foi encaminhada à unidade de pronto atendimento no bairro onde mora, em virtude de uma crise de asma. Utiliza formoterol/budesonid diariamente, porém tem crises que a levam à emergência pelo menos quatro vezes ao ano. Há 20 dias, esteve no mesmo pronto atendimento com sintomas de exacerbação da asma e recebeu inalações com fenoterol, apresentando melhora parcial. Manteve tosse noturna produtiva e alguma dificuldade para realizar exercícios físicos e frequentar a escola. Na última noite, evoluiu com piora da dispneia, precisando despertar para fazer inalação durante a madrugada. Quanto a esse caso clínico e tendo em vista os conhecimentos médicos correlatos, julgue os itens a seguir. 65. Seria importante realizar gasometria arterial por causa do retorno ao pronto atendimento em tão curto período de tempo. 66. Uma boa opção é manter o medicamento beta2-agonista de longa duração e suspender o uso associado do corticoide inalatório. 67. A maioria das crianças com asma atinge o controle dos sintomas com doses baixas a médias de corticoide inalatório. 68. Pode-se dizer que os sintomas não estão controlados, pois a criança vem apresentando sintomas noturnos e comprometimento de atividades rotineiras. 69. Os esteroides sistêmicos administrados por via oral, quando são usados por menos de três semanas, independentemente da dose utilizada, podem ser suspensos sem necessidade de desmame gradual. 70. É necessário pedir o cartão de vacina da criança, pois, se ela não foi vacinada para Haemophilus influenza tipo b (Hib), deve-se fazer todo o esquema de três doses. 71. As exacerbações noturnas têm uma relação direta com o uso incorreto dos dispositivos inalatórios de aerocâmaras ou espaçadores. 72. Um dos efeitos adversos locais dos corticosteroides inalatórios é a candidíase oral, que pode ser prevenida usando-se a aerocâmara e lavando-se a boca. Durante a visita de alojamento conjunto, ao solicitar a caderneta de acompanhamento obstétrico da mãe de um recém-nascido (RN), verificaram-se sorologias para sífilis positivas no primeiro trimestre da gestação. A gestante foi tratada com benzilpenicilina benzatina na dose total de 7,2 milhões UI. O VDRL da mãe após o tratamento reduziu de 1:32 para 1:8. A respeito desse caso clínico e com base nos conhecimentos médicos correlatos, julgue os itens a seguir. 73. Caso o RN seja assintomático ao exame e VDRL 1:8, ainda assim a criança foi exposta à sífilis. 74. Na consulta do 6o mês de vida, o VDRL deverá ser não reagente nos casos em que a criança não tiver sido infectada. 75. O teste treponêmico no bebê deve ser realizado em todas as consultas de puericultura, para acompanhamento juntamente com o da mãe. 76. O intervalo entre doses da benzilpenicilina benzatina pode ser espaçado, para evitar a dor, fazendo-se aplicação de 1,2 milhão a cada mês. 77. No início do acompanhamento pré-natal, é aconselhável pedir o teste treponêmico, que é o primeiro teste a ficar reagente, aguardando o não treponêmico. 78. Mesmo quando houver histórico de tratamento prévio, o lactente que for diagnosticado com sífilis congênita durante o seguimento deverá ser tratado com penicilina. 79. Atraso no desenvolvimento pode ter como causa a sífilis congênita tardia. 80. Nas crianças com alteração inicial do líquor, neurossífilis, a punção liquórica posterior deve ser reservada quando aparecerem sinais e sintomas neurológicos. Os avós levam uma criança de 1 ano de idade ao posto de vacinação para atualização da caderneta. Durante a conversa com o agente comunitário de saúde, os avós relatam preocupação com um exame ao nascimento, apesar de o neto estar bem, sem adoecimento. Contam que o primeiro teste do pezinho deu uma alteração na tireoide e, quando foi repetido, o resultado foi normal. Mesmo assim, eles não se mostraram tranquilos e ficam com medo de dar vacina, principalmente durante a pandemia. A respeito desse caso clínico e tendo em vista os conhecimentos médicos correlatos, julgue os itens a seguir. 81. Caso a criança, no momento da visita ao posto de saúde, apresentasse sinais de doenças do trato respiratório superior, com febre, tosse e (ou) coriza ou ainda diarreias leves, estaria contraindicada a vacinação. 82. Pode ser administrada a vacina de varicela, que é de vírus vivo atenuado. 83. O hipotireoidismo congênito, doença que pode ser diagnosticada pela triagem neonatal, deve ser confirmado após coleta de sangue do recém-nascido. 84. Na idade de 12 meses de vida, deve ser aplicada a primeira dose da vacina tríplice viral, segundo o Ministério da Saúde. Ela não poderá ser aplicada junto com a vacina da febre amarela. 85. O tratamento do hipotireoidismo congênito deve ser expectante, reavaliando, nas consultas de puericultura, o desenvolvimento neuropsicomotor. 86. Não há evidências acerca da interação da Covid-19 e a resposta imune às vacinas. 87. É necessário aproveitar a visita ao posto de saúde para avaliar a marca da vacinação BCG no lactente, pois, caso essa cicatriz vacinal não esteja presente, deve-se revaciná-lo. 88. A vacina BCG e a do sarampo, que devem ser verificadas no cartão vacinal, são vacinas de vírus vivos atenuados. Área livre PROVA APLIC ADA PROCESSO SELETIVO – RM/SES-DF/2021 GRUPO 021 – TIPO “U” PÁGINA 6/7 IADES Determinada adolescente de 16 anos de idade chega ao ambulatório de pediatria para realizar a consulta de sua filha de 3 meses de vida. A adolescente vai acompanhada da respectiva mãe, que segura a bebê. Durante a anamnese, a avó responde às indagações mais ativamente do que a mãe da criança, que parece um pouco assustada e desanimada. A avó relata que a mãe da bebê parou de estudar há dois anos. Ao exame, a lactente encontra-se chorosa, porém se acalma no colo da mãe. O aparelho cardiopulmonar e o abdome encontram-se sem alterações, algo ictérico, zona 2 de Kramer, sem incompatibilidade sanguínea. A criança nasceu de parto vaginal, prematura de 36 semanas, sem intercorrências. Constatam-se FC = 130 bpm, FR = 50 irpm, SatO2 = 97% em ar ambiente e testes de triagem normais. Com base nesse caso clínico e nos conhecimentos médicos correlatos, julgue os itens a seguir. 89. As complicações relacionadas à gravidez e ao parto estão entre as principais causas de morte de adolescentes no período de 15 a 19 anos de idade somente no Brasil. 90. O parto pré-termo é intercorrência obstétrica com maior frequência entre adolescentes em comparação com gestantes de outras faixas etárias. 91. A zona 2 de Kramer (zonas dérmicas), em que se verifica a icterícia até as pernas, indica um aumento de bilirrubina direta. 92. A adolescente pode estar em um quadro de depressão, sendo importante avaliá-la em função do risco aos cuidados da lactente. 93. Durante a anamnese, é importante reservar um tempo para a consulta com a mãe, conhecer o contexto de suas relações interpessoais e seu comportamento emocional frente à nova situação, a fim de identificar algum risco para a criança. 94. Durante a anamnese, deve-se focar na prevenção terciária, com o objetivo de eliminação ou redução dos fatores sociais, culturais e ambientais que favoreçam maus-tratos ao lactente. 95. Na Caderneta de Saúde da Criança, ao transferir as medidas antropométricas do lactente, é necessário fazer a correção da idade gestacional para 38 semanas. No que se refere às novas curvas da Organização Mundial da Saúde (OMS) e ao acompanhamento do crescimento, julgue os itens a seguir. 96. As novas curvas da OMS foram construídas com delineamento longitudinal do nascimento até os 2 anos de idade. 97. A antropometria é um dos componentes da avaliação clínica, não devendo ser usada de maneira isolada para diagnóstico e (ou) para acompanhamento de puericultura. 98. Foram critérios de elegibilidade na construção das novas curvas da OMS: parto único, ausência de patologia perinatal importante, nascimento a termo ≥ 37 semanas completas e < 42 semanas completas, mãe não fumante antes e após o parto, desejo de seguir as recomendações alimentares. 99. O recém-nascido que nasce com peso abaixo de 1.500 g é considerado baixo peso. Em relação às doenças reemergentes e às doenças infectocontagiosas, julgue os itens a seguir. 100. O agente etiológico da escarlatina é o estreptococo beta hemolítico do grupo A, sendo rara no lactente. 101. São doenças de notificação compulsória a doença de Chagas, a doença meningocócica, a doença pelo vírus da Zika e leptospirose. 102. O reaparecimento de surtos de Bordetella pertussis é preocupante, porém a doença não é imunoprevenível. 103. Em uma criança suscetível, que teve contato com varicela, a vacina é efetiva quando aplicada até 72 horas após o contágio. 104. A vacina tríplice viral deve ser administrada aos 12 meses de vida, sem reforço. A respeito da consulta do adolescente e das respectivas patologias, julgue os itens a seguir. 105. O comportamento suicida na infância e na adolescência deve ser considerado prioridade nas políticas públicas de atenção à saúde. 106. Nas intoxicações por organofosforados, utiliza-se atropina como antídoto da síndrome colinérgica. 107. Nos adolescentes, as doenças sexualmente transmissíveis podem complicar com doença renal. 108. A entrevista clínica centrada na pessoa ajuda no entendimento da patologia pelo adolescente e sua família e propicia sua participação no tratamento. 109. A doença de Kawasaki é uma vasculite que acomete preferencialmente adolescentes. 110. As confidências feitas ao médico pelo adolescente, durante sua consulta, podem ser reveladas se colocarem em risco a sua integridade. Quanto ao acompanhamento do recém-nascido (RN), julgue os itens a seguir. 111. O esquema de tratamento da toxoplasmose congênita inclui pirimetamina, sulfadiazina e ácido folínico por quatro meses. 112. A deficiência quantitativa e qualitativa do surfactante alveolar é a principal causa da síndrome de desconforto respiratório no RN pré-termo. 113. Existem erros inatos do metabolismo que não são diagnosticados pelo teste do pezinho. Área livre PROVA APLIC ADA PROCESSO SELETIVO – RM/SES-DF/2021 GRUPO 021 – TIPO “U” PÁGINA 7/7 IADES Acerca das doenças hematológicas, julgue os itens a seguir. 114. A púrpura de Henoch-Schönlein é uma doença benigna, precedida por infecção viral. 115. Além da anemia ferropriva, a talassemia e as infecções agudas podem apresentar-se com anemia microcítica e hipocrômica. 116. A púrpura trombocitopênica idiopática (PTI) é a causa mais comum de trombocitopenia na infância. 117. Na incompatibilidade de Rh, a doença hemolítica do recém-nascido é mais grave na primeira gestação. 118. A crise vasoclusiva dolorosa é a manifestação clínica mais comum na anemia falciforme. 119. A avaliação clínica é suficiente para detecção de casos de anemia ferropriva precocemente. 120. A doença infecciosa é a causa mais comum de morte em crianças com anemia falciforme. Área livre Área livre __MACOSX/._Grupo 021 - Tipo U.pdf Grupo 022 - Tipo U.pdf PROVA APLIC ADA Tipo “U” SECRETARIA DE ESTADO DE SAÚDE DO DISTRITO FEDERAL FUNDAÇÃO DE ENSINO E PESQUISA EM CIÊNCIAS DA SAÚDE EDITAL NORMATIVO Nº 1 – RM/SES-DF/2021, DE 5 DE OUTUBRO DE 2020. P R O G R A M A S – G R U P O 0 2 2 Data e horário da prova: Neurofisiologia Clínica (620). Domingo, 29/11/2020, às 8h. I N S T R U Ç Õ E S Você receberá do fiscal: o um caderno da prova objetiva contendo 120 (cento e vinte) itens; cada um deve ser julgado como CERTO ou ERRADO, de acordo com o(s) comando(s) a que se refere; e o uma folha de respostas personalizada. Verifique se a numeração dos itens, a paginação do caderno da prova objetiva e a codificação da folha de respostas estão corretas. Verifique se o programa selecionado por você está explicitamente indicado nesta capa. Quando autorizado pelo fiscal do IADES, no momento da identificação, escreva, no espaço apropriado da folha de respostas, com a sua caligrafia usual, a seguinte frase: Para ganhar é preciso gastar. Você dispõe de 3 (três) horas e 30 (trinta) minutos para fazer a prova objetiva, devendo controlar o tempo, pois não haverá prorrogação desse prazo. Esse tempo inclui a marcação da folha de respostas. Somente 1 (uma) hora após o início da prova, você poderá entregar sua folha de respostas e o caderno da prova e retirar-se da sala. Somente será permitido levar o caderno da prova objetiva 3 (três) horas após o início da prova. Deixe sobre a carteira apenas o documento de identidade e a caneta esferográfica de tinta preta, fabricada com material transparente. Não é permitida a utilização de nenhum tipo de aparelho eletrônico ou de comunicação. Não é permitida a consulta a livros, dicionários, apontamentos e (ou) apostilas. Você somente poderá sair e retornar à sala de aplicação da prova na companhia de um fiscal do IADES. Não será permitida a utilização de lápis em nenhuma etapa da prova. I N S T R U Ç Õ E S P A R A A P R O V A O B J E T I V A Verifique se os seus dados estão corretos na folha de respostas da prova objetiva. Caso haja algum dado incorreto, comunique ao fiscal. Leia atentamente cada item e assinale sua resposta na folha de respostas. A folha de respostas não pode ser dobrada, amassada, rasurada ou manchada e nem podem conter registro fora dos locais destinados às respostas. O candidato deverá transcrever, com caneta esferográfica de tinta preta, fabricada com material transparente, as respostas da prova objetiva para a folha de respostas. A maneira correta de assinalar a alternativa na folha de respostas é cobrir, fortemente, com caneta esferográfica de tinta preta, fabricada com material transparente, o espaço a ela correspondente. Marque as respostas assim: PROVA APLIC ADA PROCESSO SELETIVO – RM/SES-DF/2021 GRUPO 022 – TIPO “U” PÁGINA 2/9 IADES NEUROLOGIA Itens de 1 a 40 A respeito de exames complementares em neurologia e considerando os conhecimentos médicos correlatos, julgue os itens a seguir. 1. Na avaliação das ondas do EEG, o ritmo alfa é mais encontrado nas regiões cerebrais posteriores, sendo que a abertura ocular pode bloquear ou atenuar a sua atividade. 2. O sono e a privação do sono podem revelar anormalidades ausentes no traçado do EEG obtido exclusivamente em vigília, além de poderem ativar o aparecimento de atividade epileptiforme em 80% dos pacientes com epilepsia. 3. O EEG pode ser utilizado no diagnóstico da doença de Creutzfeldt-Jakob, em que documenta um padrão gráfico sugestivo com a presença de ondas periódicas, bi ou trifásicas, máximas nas regiões anteriores. 4. Presença de proteína 14-3-3 no líquor é considerado um biomarcador para doença priônica, como a síndrome de Gerstmann-Straussler-Scheinker. 5. O potencial evocado somatosensitivo (PESS) pode ser utilizado na investigação de idosos com suspeita de quadros demenciais e em crianças com TDAH. 6. Na avaliação eletroneuromiográfica da paralisia facial periférica, a presença, na primeira semana, de reflexo do piscamento e uma redução do PAMC menor que 90% são indicativos de melhor prognóstico. 7. A eletroneuromiografia de fibra única é muito útil na avaliação de miopatias. 8. No Doppler transcraniano, é possível avaliar o sifão carotídeo e a artéria oftálmica por meio da janela oftálmica. No que se refere à semiologia do sistema nervoso e com base nos conhecimentos médicos correlatos, julgue os itens a seguir. 9. Na paresia do músculo oblíquo superior (inervado oculomotor), ocorre desvio da cabeça para o lado contralateral ao músculo lesado e abaixamento do queixo (sinal de Bielschowsky). 10. A síndrome do seio cavernoso por lesão localizada no seio cavernoso pode levar a comprometimento dos seguintes nervos cranianos: II, III, IV, V e VI. 11. A presença de pupilas médio-fixas que não respondem à luz ocorre nas lesões da porção ventral do mesencéfalo (pré-tectal), com comprometimento das vias simpáticas e parassimpáticas. 12. Na parafasia semântica, há erro fonético, e a palavra pronunciada é semelhante à correta. Certo paciente de 58 anos de idade, vítima de AVC isquêmico troncoencefálico, encontra-se entubado há duas semanas e sem uso de sedação há 10 dias. Após avaliação neurológica, houve orientação para dar início a protocolo de morte encefálica (ME). Ao exame neurológico, ele encontra-se comatoso (Glasgow 3T), com tetraplegia; pupilas médio-fixas sem resposta fotomotora; reflexos corneopalpebral e de tosse ausentes; afebril; PA = 110 mmHg x 80 mmHg; TAX retal = 35,5 oC; AC = RC2T com BNF; AP = MVF sem RA; e SatO2 = 100%. Exames laboratoriais sem alterações. Acerca desse caso clínico e tendo em vista os conhecimentos médicos correlatos, julgue os itens a seguir. 13. No protocolo de ME, serão realizados dois exames clínicos, sendo um dos médicos responsável pelo exame clínico necessariamente da especialidade neurologia, neuropediatria ou neurocirurgia. 14. Quando a causa primária do quadro de ME for encefalopatia hipoxicoisquêmica, o período entre o tratamento e a observação hospitalar deverá ser de, no mínimo, 24 horas. 15. No protocolo de ME, está indicada a manutenção da pressão arterial sistólica maior ou igual a 100 mmHg ou da pressão arterial média maior ou igual a 65 mmHg. 16. O protocolo de ME somente poderá ser aberto após aquecimento do paciente com TAX retal > 36 oC. 17. A presença de atitude de descerebração ou decorticação invalida o diagnóstico de ME. 18. Na presença do uso de drogas depressoras do sistema nervoso central ou de distúrbios metabólicos, exames que detectam a presença de perfusão cerebral, como angiografia cerebral e Doppler transcraniano, são os mais indicados no protocolo de ME. 19. O teste de apneia é considerado inconclusivo quando a PaCO2 final for menor que 56 mmHg na ausência de movimentos respiratórios. 20. A presença de hipernatremia grave refratária ao tratamento sempre inviabiliza a determinação de ME. Determinado paciente de 35 anos de idade esteve internado na unidade de terapia intensiva (UTI) por cerca de um mês em razão de complicações da pneumonia viral, sendo que, nos primeiros 15 dias, esteve entubado em ventilação mecânica e, atualmente, encontra-se na enfermaria e foi solicitado avaliação neurológica por causa de fraqueza global. Nega patologias prévias à internação. O exame neurológico apresentava tetraparesia grave (MRC 2), hiporreflexia tetrassegmentar, atrofia muscular em membros, hipoestesia térmica, dolorosa e vibratória distais. Mostrava- se consciente, alerta, eupneico em ar ambiente e afebril. Verificaram-se AC = RC2T com BNF e AP = MVF sem RA. Quanto a esse caso clínico e tendo em vista os conhecimentos médicos correlatos, julgue os itens a seguir. 21. O quadro neurológico é compatível com polineuromiopatia do doente crítico. 22. O paciente é incapaz de realizar movimentos ativos contra a gravidade. 23. Espera-se encontrar níveis elevados de creatinofosfoquinase (CPK) nesse paciente. 24. Mialgia é considerada uma manifestação clínica incomum nesse quadro. 25. A presença de neuropatia compressiva é comum em pacientes com internação prolongada em UTI. 26. Para esse paciente, está indicado o tratamento com imunoglobulina humana. 27. A eletroneuromiografia provavelmente demonstrará alteração na condução nervosa, com redução da amplitude dos potenciais motores com potencial sensitivo normal. 28. Caso o paciente apresentasse quadro de oftalmoparesia, o diagnóstico diferencial com síndrome de Guillain-Barré deveria ser investigado. PROVA APLIC ADA PROCESSO SELETIVO – RM/SES-DF/2021 GRUPO 022 – TIPO “U” PÁGINA 3/9 IADES Um paciente de 25 anos de idade é encaminhado pelo psiquiatra para avaliação neurológica em razão de estar apresentando, há cerca de um mês, movimentos involuntários de protrusão da língua e movimentos mastigatórios sem finalidade. Segundo o acompanhante, estava em tratamento psiquiátrico para esquizofrenia há um ano quando iniciou haloperidol e estava com bom controle dos sintomas. O exame neurológico mostrou-se dentro da normalidade. Apresentava-se consciente, alerta, eupneico em ar ambiente a afebril. Observaram-se AC = RC2T com BNF e AP = MVF sem RA. Considerando esse caso clínico e os conhecimentos médicos correlatos, julgue os itens a seguir. 29. Trata-se provavelmente de um quadro de acatisia. 30. Os antipsicóticos de primeira geração ou típicos apresentam menor risco de desenvolvimento do quadro neurológico apresentado pelo paciente, quando comparados com os antipsicóticos de segunda geração ou atípicos. 31. Está indicada a redução da dose de haloperidol e sua associação com flunarizina como forma de tratamento do quadro. 32. O haloperidol atua como antagonista dos receptores dopaminérgicos D2. Um paciente de 4 anos de idade é levado à emergência pela mãe, a qual informa que ele apresenta dificuldade de andar sozinho desde que acordou. Há cerca de três semanas, teve varicela, mas com recuperação completa do quadro. Não há relato do uso de medicações prévias ou recentes. O exame neurológico apresentava ataxia marcha, dismetria bilateral e nistagmo. O paciente mostrava-se consciente, alerta, eupneico em ar ambiente e afebril. Verificaram-se AC = RC2T com BNF e AP = MVF sem RA. Com base nesse caso clínico e nos conhecimentos médicos correlatos, julgue os itens a seguir. 33. O quadro clínico apresentado trata-se provavelmente de uma ataxia cerebelar aguda. 34. Devem ser investigados medicamentos em uso para descartar intoxicação medicamentosa. 35. Caso o paciente apresentasse quadro de mioclonias e opsoclônus, provavelmente a etiologia do quadro neurológico seria decorrente da infecção pela varicela. 36. A realização de exame de imagem, como a ressonância, justifica-se para afastar outras causas de ataxia aguda, como tumor de fossa posterior. 37. Está indicado o tratamento com antivirais e corticoide para melhora sintomática. Um paciente de 10 meses de vida encontrava-se em tratamento para doença do refluxo gastroesofágico há três meses, quando iniciou movimentos de hiperextensão cervical e extensão de tronco, com duração de segundos, que ocorriam após a alimentação. O exame neurológico mostrou-se dentro da normalidade, e o paciente apresentava-se consciente, alerta, eupneico em ar ambiente e afebril. Observaram-se AC = RC2T com BNF e AP = MVF sem RA. Com base nesse caso clínico e nos conhecimentos médicos correlatos, julgue os itens a seguir. 38. O lactente apresenta quadro sugestivo de síndrome de Sandifer, desencadeada pela doença do refluxo gastroesofágico. 39. Há correlação direta entre o grau da doença do refluxo e a gravidade dos sintomas. 40. Está indicado o início de anticolinérgicos para controle dos sintomas. Área livre PROVA APLIC ADA PROCESSO SELETIVO – RM/SES-DF/2021 GRUPO 022 – TIPO “U” PÁGINA 4/9 IADES NEUROCIRURGIA Itens de 41 a 80 Uma paciente de 32 anos de idade, com 68 kg, previamente hígida e em uso regular de contraceptivo oral combinado, procura atendimento no pronto-socorro com quadro de cefaleia não localizada, iniciada há quatro dias, contínua, progressiva e sem fotofonofobia associadas. No momento, relata dor de intensidade 8 (escala visual da dor), refratária ao paracetamol e dipirona. Nega outras queixas e alergias. Ao exame físico, observaram-se AC = RC2T com BNF; FC = 96 bpm; AP = MVF sem RA; FR = 16 irpm; PA = 160 mmHg x 80 mmHg; e SatO2 = 98%. O exame neurológico mostra-se normal. É realizada tomográfica computadorizada (TC) de crânio (sem contraste) com urgência, que evidencia uma hiperdensidade espontânea em topografia do seio sagital superior, que se encontra um pouco aumentado de tamanho, e em veia cortical adjacente a ele, à esquerda. Com relação a esse caso clínico e considerando os conhecimentos médicos correlatos, julgue os itens a seguir. 41. Trata-se de um quadro de provável trombose venosa do seio sagital superior. 42. Como a paciente está estável e o início dos sintomas já tem mais de 48 horas, é correto optar-se por iniciar anticoagulação oral, corticoide e acompanhamento ambulatorial. 43. O início da anticoagulação plena não deve ser postergado para a realização de exames complementares de imagem. 44. O atraso no diagnóstico e no início do tratamento pode fazer com que a paciente evolua para algum grau de paresia em hemicorpo esquerdo, alteração visual, coma ou, até mesmo, óbito. 45. A trombectomia mecânica por via endovascular, se disponível, é indicada como primeira linha de tratamento nesse caso. 46. Se a ressonância evidenciar uma hipointensidade no T2/FLAIR no parênquima e junto aos giros, esse pode ser um achado sugestivo de congestão venosa e edema secundário ao fluxo interrompido. 47. Espera-se que, em caso de realização de ressonância nessa paciente, seja apresentada uma hipointensidade do seio em relação ao córtex em T2WI e FLAIR. Acervo pessoal. Um paciente de 46 anos de idade, com 82 kg, procura atendimento de urgência por causa de lombociatalgia à esquerda, iniciada pela manhã após esforço físico (o paciente é trabalhador braçal). Relata dificuldade para deambular desde então, principalmente em razão de dor em perna e calcâneo esquerdos. Nega alteração de sensibilidade ou de controle de esfíncteres. Relata lombalgia crônica, porém nega episódios de crises como o atual. Nega outras queixas e alergias. Ao exame neurológico, verificaram-se motricidade, sensibilidade e reflexos aparentemente preservados – limitação da mobilização em MIE pelo quadro álgico, Lasegue positivo a 15 graus à esquerda. O paciente refere dor discreta à palpação da musculatura paravertebral e realizou a ressonância magnética (RM) da coluna lombossacra, conforme se observa na imagem. Acerca desse caso clínico e tendo em vista os conhecimentos médicos correlatos, julgue os itens a seguir. 48. Trata-se de uma urgência neurocirúrgica em razão do quadro clínico agudo. O tratamento cirúrgico é mandatório nesses casos, com risco de sequela neurológica. 49. O paciente apresenta, a nível de L5-S1, uma volumosa hérnia de disco, predominantemente foraminal à esquerda. 50. O tratamento conservador pode ser uma opção, visto que o paciente não possui sinais de alarme, e a patologia em si tende a evoluir, em longo prazo, de forma semelhante, independentemente do tratamento escolhido. 51. Uma radiografia funcional/dinâmica da coluna lombossacra pode ajudar a decidir o plano cirúrgico desse paciente, caso seja indicado cirurgia. Área livre PROVA APLIC ADA PROCESSO SELETIVO – RM/SES-DF/2021 GRUPO 022 – TIPO “U” PÁGINA 5/9 IADES Acervo pessoal. Uma paciente de 27 anos de idade, com 63 kg, previamente hígida, é levada ao hospital pelos bombeiros, em imobilização padrão, após colisão do próprio carro em uma árvore. Queixa-se de cefaleia, cervicalgia e desconforto em ombros/membros superiores. Ao exame inicial, constatam-se AC = RC2T com BNF; FC = 110 bpm; AP = MVF sem RA; FR = 18 irpm; PA = 140 mmHg x 90 mmHg; e SatO2 = 99%. Na avaliação inicial, apresenta abertura ocular espontânea, pupilas isofotorreagentes, com colar cervical, fala confusa, amnésia lacunar e dor à palpação da coluna cervical, obedecendo a comandos, porém com dificuldade de mobilizar braços (força distal 1 e força proximal 4, em ombro e braço direito, e grau 3 à esquerda), com força aparentemente preservada em pernas. É realizada a tomografia computadorizada (TC) de crânio e coluna cervical, segundo as imagens apresentadas. A respeito desse caso clínico e com base nos conhecimentos médicos correlatos, julgue os itens a seguir. 52. A paciente encontra-se em Glasgow 14 e Frankel B. 53. A paciente possui indicação de neurocirurgia de urgência para drenagem do hematoma temporal e colocação de tração cervical. 54. A TC de coluna cervical evidencia uma fratura-luxação C6-C7 classificada como tipo B2-F2, de acordo com a AOSpine. 55. Durante o procedimento cirúrgico craniano, é provável que se observe a artéria meníngea média como causadora do hematoma. 56. A colocação de peso na tração cervical deve ser realizada de forma paulatina e controlada, a fim de se evitarem distração excessiva, instabilidade occipitocervical e (ou) piora do deficit neurológico. 57. A TC de controle pós-operatório deverá ser classificada como Marshall V. 58. Após redução facetária e (ou) fixação 360°, espera-se que a paciente tenha alívio parcial da cervicobraquialgia, porém sem apresentar melhora motora, já que o deficit neurológico já está estabelecido. Uma paciente de 60 anos de idade, tabagista, previamente hígida, relata que, há aproximadamente oito horas, apresentou cefaleia súbita de severa intensidade enquanto evacuava. Relata cervicalgia associada nas últimas quatro horas e nega outras queixas. Ao exame físico, observaram-se AC = RR2T com BNF; FC = 92 bpm; AP = MVF sem RA; FR = 14 irpm; PA = 162 mmHg x 87 mmHg; SatO2 (ar ambiente) = 96%; Glasgow 15; pupilas isofotorreagentes; sem deficits focais; e meningismo associado. A tomografia computadorizada (TC) evidencia hiperdensidade < 1 mm em cisternas da base, com inundação da fissura sylviana à direita. Sem evidência de hidrocefalia. Quanto a esse caso clínico e considerando os conhecimentos médicos correlatos, julgue os itens a seguir. 59. Segundo a classificação da World Federation of Neurological Societies (WFNS), a paciente seria classificada como grau 2. 60. Do ponto de vista tomográfico, classifica-se o caso como Fisher 2. 61. Independentemente do Fisher ou dos níveis pressóricos da paciente, está indicado o uso de nimodipina 60 mg, de quatro em quatro horas, devendo ser iniciado preferencialmente em até 96 horas do ictus. 62. Nessa paciente, o uso de corticoide está indicado para ajudar a diminuir o edema e prevenir vasoespasmo. 63. É provável que a arteriografia evidencie um aneurisma fusiforme na artéria cerebral média direita. 64. O tratamento deve ser realizado, preferencialmente, nas primeiras 96 horas após o ictus, com vistas a diminuir o risco de ressangramento e de complicações referentes ao período do vasoespasmo. Área livre PROVA APLIC ADA PROCESSO SELETIVO – RM/SES-DF/2021 GRUPO 022 – TIPO “U” PÁGINA 6/9 IADES Acervo pessoal. Considere um paciente de 59 anos de idade, com 90 kg, hipertenso e tabagista. Ele é levado ao hospital por familiares em razão de cefaleia persistente e progressiva. Os familiares relatam, ainda, alteração de comportamento há aproximadamente dois meses, associada à diminuição global de força. Ao exame, o paciente está pouco colaborativo, irritado, com fala inapropriada e hiposmia, sem deficits focais ao exame. Constatam-se AC = RC2T com BNF; FC = 82 bpm; AP = MVF sem RA; FR = 18 irpm; PA = 150 mmHg x 85 mmHg; e SatO2 = 97%. É realizada a tomografia computadorizada (TC) de crânio, conforme a imagem apresentada. Com base nesse caso clínico e nos conhecimentos médicos correlatos, julgue os itens a seguir. 65. O achado tomográfico evidencia uma lesão sugestiva de meningioma na fossa anterior, lesão cuja localização justifica a alteração comportamental do paciente. 66. A angiografia pré-operatória pode ser útil para identificar a localização da artéria cerebral anterior em relação ao tumor. Cerca de 70% a 80% do suprimento sanguíneo desse tipo de lesão ocorre por meio da artéria etmoidal anterior, que, ao ser identificada, deve ser sempre embolizada por não apresentar risco adicional ao paciente. 67. No estudo de RM, fase pré-contraste, a lesão provavelmente se apresentará isointensa em T1WI e hipointensa em T2WI. 68. Deleções no braço curto do cromossomo 1 consistem na principal mutação associada aos meningiomas. 69. A tomografia evidencia importante edema citotóxico adjacente à lesão, motivo pelo qual se deve iniciar com altas doses de corticoide. 70. Lesões com o volume semelhante ao da lesão do caso clínico tendem a evoluir com maior morbimortalidade e dificuldade cirúrgica de ressecção completa. Uma paciente de 19 anos de idade procura atendimento em razão de febre, cefaleia e cervicalgia. Relata estar em tratamento para otite com Clavulin® bd há cinco dias. Ao exame físico, observam-se Glasgow 15; prostração; sem deficits focais; meningismo; temperatura axilar = 38,5 °C; AC = RC2T com BNF; FC = 100 bpm; AP = MVF; roncos de transmissão; FR = 18 irpm; SatO2 = 98%; e hipoacusia à direita. Realizou-se tomografia cumputadorizada (TC) de crânio (com contraste) com urgência, que evidenciou velamento das células aéreas da mastoide à direita e um leve realce pelo contraste na região temporal direita. Com relação a esse caso clínico e tendo em vistas conhecimentos médicos correlatos, julgue os itens a seguir. 71. A coleta de líquor para análises de rotina e culturais não está indicada, visto que se trata de uma mastoidite complicada. 72. Após a coleta dos exames culturais, deve-se realizar o escalonamento da antibioticoterapia em uso, em razão do comprometimento do sistema nervoso central. 73. Em uma fase mais tardia, a paciente pode evoluir para abscesso cerebral ou trombose venosa cerebral por causa da progressão da infecção. A respeito dos temas relacionados a epilepsia, facomatoses, protocolo de morte encefálica, craniossinostose, nervos cranianos e neurofisiologia, julgue os itens a seguir. 74. Pacientes epilépticos cujas crises possuem origem temporal não possuem indicação de tratamento cirúrgico em caso de refratariedade ao tratamento medicamentoso. 75. O espasmo hemifacial e o mioclônus palatal são os únicos distúrbios motores involuntários que persistem durante o sono. 76. A neuralgia do trigêmeo é a síndrome de compressão neurovascular mais comum. 77. A prova calórica realizada durante o protocolo de morte encefálica consiste em instilar 60 mL - 100 mL de água gelada no ouvido, desde que não se apresente lesão da membrana timpânica. Deve-se esperar pelo menos um minuto pela resposta e aproximadamente cinco minutos antes de se testar o lado oposto. 78. A sinostose metópica, também conhecida como trigonocefalia, pode estar relacionada com uma anomalia no cromossomo 19. 79. A hiperreflexia do detrusor refere-se a uma dificuldade de se iniciar a micção, com a interrupção do fluxo e a presença de urina residual significativa, podendo evoluir para a incontinência por transbordamento. 80. A esclerose tuberosa é uma facomatose autossômica recessiva que possui, como achado típico do sistema nervoso central, os nódulos subependimários. Área livre PROVA APLIC ADA PROCESSO SELETIVO – RM/SES-DF/2021 GRUPO 022 – TIPO “U” PÁGINA 7/9 IADES MEDICINA FÍSICA E REABILITAÇÃO Itens de 81 a 120 Um homem de 55 anos de idade, natural e procedente do estado do Pará, com paraplegia espástica C5 AIS C por queda de dois metros do telhado, em 7 de janeiro de 2020, comparece ao consultório com queixa de dor em choque e queimação em membros inferiores, com sensação de frio e dolorosa, às vezes constante, mas de intensidade variável, com piora quando tem frio e melhora quando não passa por períodos de estresse, com pouca melhora com AINH ou dipirona. Também se queixa de edema e prurido em membros inferiores. Refere algumas perdas urinárias, atualmente esporádicas, até que foi orientado, em sua cidade, a passar sondagem vesical de alívio por pelo menos quatro vezes ao dia. Apresenta-se com PA = 150 mmHg x90 mmHg, FC = 115 bpm, FR = 16 irpm, SatO2 = 99% e rubor facial. Verificam-se panturrilhas sem sinais de empastamento e pulsos pediosos presentes e simétricos. Com base nesse caso clínico e nos conhecimentos médicos correlatos, julgue os itens a seguir. 81. O paciente apresenta-se provavelmente em episódio de disreflexia autonômica, tendo a indicação de nifedipina VO imediatamente. 82. O paciente pode cursar com comprometimento ventilatório, tendo em vista que o nervo diafragma é composto pelas raízes de C3, C4 e C5. 83. O diagnóstico de depressão é hiperestimada nessa população, apresentando ainda menores resultados com a introdução de inibidores de receptação de serotonina. 84. A abordagem da disfunção erétil deve estar entre as prioridades no tratamento da lesão medular, considerando sua natureza biopsicossocial e o impacto na qualidade de vida desses pacientes. 85. A ossificação heterotópica tem uma incidência maior no primeiro ano após a lesão medular, sendo a articulação do quadril mais comumente afetada, e o diagnóstico precoce é um modificador de prognóstico quanto à mobilidade. 86. O DN-4 apresenta-se como importante ferramenta de rastreio da dor neuropática nessa população, sendo de fácil aplicação, diferentemente da Escala Lans que envolve caracterização dos sintomas e exame de sensibilidade, e a gabapentina apresenta-se como boa opção terapêutica nesse caso. 87. A escala de medida de independência funcional tem utilidade limitada na evolução desses pacientes, por não haver comprometimento cognitivo na fisiopatologia da lesão medular. 88. Em pacientes com lesão medular alta e pouco ganho motor em terapias físicas, a cirurgia de transposição de tendão permite ganho de função por meio de mobilidade do punho, e a cirurgia de neurotização pode ser utilizada de forma complementar, com ganho de destreza. Uma paciente de 6 anos de idade, com paralisia cerebral, demonstrou controle cervical aos 6 meses de vida, sentou-se com 1 ano e 3 meses, engatinhou com 1 ano e 7 meses e adquiriu marcha com 2 anos e 3 meses. Apresenta-se deambulando, com marcha, apoiando-se nos antepés, flexão de quadris e joelhos, adução de MMII, hiperextensão de tronco, alargamento da base e instabilidade em todas as fases da marcha, com dissociação de cinturas escapular e pélvica. Ao exame físico estático, evidencia-se encurtamento de musculatura posterior de MMII e adutores de quadris. Constatam-se FC = 102 bpm; FR = 18 irpm; e SatO2 = 98%. Considerando esse caso clínico e os conhecimentos médicos correlatos, julgue os itens a seguir. 89. O desenvolvimento motor se dá craniocaudalmente, sendo o sustento cefálico por volta de 4 meses, o sentar sem apoio aos 7 meses e o andar sem apoio por volta dos 15 meses de vida. 90. A paciente apresenta diparesia espástica e GMFCS 2, demonstrando baixa habilidade para correr e pular. 91. A toxina botulínica compreende possível abordagem terapêutica para os encurtamentos, apresentando efeito inicial entre o terceiro e o décimo dia de aplicação. 92. A flexão do joelho no início da fase de apoio, o contato inicial com o retropé, a flexão plantar adequada no pré-balanço, a adução dos quadris e o valgo adequado dos joelhos no duplo apoio constituem os principais fatores determinantes da marcha. Um paciente de 73 anos de idade apresenta-se com queixa de fraqueza após internação. Refere, ainda, alterações “emocionais” desde a internação, e a esposa conta que ele demonstra redução de memória. Ele tem antecedente de internação prolongada por insuficiência respiratória, e foi descartado Covid-19 não confirmada em PCR como agente causal. Permaneceu internado por um mês em unidade de terapia intensiva e um mês em enfermaria. Ao exame, mostra-se em BEG, com PA = 130 mmHg x 80 mmHg, FC = 76 bpm, FR = 14 irpm e SatO2 = 97%. Constatam-se força muscular grau 4 em membros, exceto para flexão de coxa, extensão de joelho e dorsiflexão de tornozelo esquerdo apresentando grau 3, trofismo muscular de membros superiores sem evidência de assimetrias, trofismo muscular reduzido em membro inferior direito, reflexos patelar e aquileu reduzidos à direita e sem alterações à esquerda e marcha claudicante, apoiando-se objetivos. Quanto esse caso clínico e com base nos conhecimentos médicos correlatos, julgue os itens a seguir. 93. A possibilidade de neuropatia periférica do nervo femoral esquerdo deve ser considerada. 94. Ao longo do tratamento do paciente, dois aspectos devem ser levados em consideração: o impacto do envelhecimento na disfunção e o impacto da disfunção no envelhecimento, estando a sarcopenia relacionada, tendo em vista os dois momentos de maior declínio de perda de massa muscular, aos 40 anos de idade e aos 70 anos de idade. 95. A fraqueza distal corrobora em um acometimento de predomínio miopático da fraqueza induzida no paciente crítico. PROVA APLIC ADA PROCESSO SELETIVO – RM/SES-DF/2021 GRUPO 022 – TIPO “U” PÁGINA 8/9 IADES 96. A realização de biópsia de músculo para esse paciente é mandatória, considerando a principal hipótese diagnóstica nesse caso. 97. A Classificação Internacional de Funcionalidade é utilizada como instrumento de registro e organização de informações, possibilitando avaliar os resultados das intervenções de reabilitação, não sendo aplicável em terapia intensiva, uma vez que a participação social não poderá ser avaliada. Uma paciente de 42 anos de idade, diabética, apresenta-se com escoliose idiopática e lombalgia, com piora há duas semanas, sem irradiação, em opressão, VAS 8/10, que piora durante expediente de trabalho de secretária e melhora durante aula de pilates. Ao exame físico, mostra-se em BEG, CH, AAA, com FC = 15 bpm, FR = 16 irpm, e SatO2 = 97%. Aos exames motor e sensitivo, verificam-se membros sem alterações, reflexos patelar e aquileu sem alterações, Lasègue negativo e marcha claudicante. Mostra raios X de coluna, no qual se observam ângulo de Cobb 25 graus e lesão de continuidade em região plantar esquerda. A respeito desse caso clínico e com base nos conhecimentos médicos correlatos, julgue os itens a seguir. 98. O calçado de Baruk está indicado para membro inferior esquerdo. 99. A paciente tem indicação cirúrgica, tendo em vista o possível comprometimento cardiorrespiratório. 100. A paciente apresenta Red Flags, sendo mandatório exame complementar de imagem. Um paciente de 58 anos de idade apresenta hemiparesia completa desproporcionada de predomínio braquial à esquerda pós-AVCi de ACM direita, em setembro de 2020 (trombolisado), e ombro doloroso. Familiares relatam redução da acuidade visual do paciente. Ao exame físico, ele está em BEG, com PA = 126 mmHg x 79 mmHg, FC = 77 bpm, FR = 15 irpm e SatO2 = 97%. Constatam-se sinal do sulco em ombro direito, redução de ADM de ombro, com dor à mobilização passiva, espasticidade ASH 2 em flexores de cotovelo, punho, rotadores internos e flexores dos dedos à esquerda, ASH 1 em quadríceps e ASH 2 para isquiotibiais e tríceps sural à esquerda. Com base nesse caso clínico e nos conhecimentos médicos correlatos, julgue os itens a seguir. 101. A alteração em questão é decorrente de heminegligência, uma vez que deficits visoespaciais não são encontrados em pacientes pós-AVC. 102. O baclofeno mostra-se como boa opção terapêutica, independentemente dos níveis de creatinina, uma vez que a droga apresenta metabolismo hepático. 103. Nesse paciente, a órtese suropodálica articulada é preferível à fixa, considerando sua função durante a marcha, por proporcionar melhor amplitude de movimento durante a fase de apoio. 104. Orientações acerca do posicionamento do membro direito em rotação externa e minimização da ação da gravidade sobre o membro, especialmente hipotônico, além da prescrição do uso de suportes de ombro e espadeiros com tração, devem ser consideradas no tratamento do ombro hemiplégico. 105. Síndrome do manguito rotador é a primeira causa de ombralgia nessa população, com grande impacto em AVDs e AIVDs, decorrente de disfunção por inflamação dos músculos supraespinhoso, infraespinhoso, redondo menor e subescapular. 106. A infiltração anestésica do nervo supraescapular D apresenta-se como opção terapêutica favorável para o controle de dor local e o uso de eletroestimulação funcional (FES) como opção terapêutica para recrutamento da musculatura estabilizadora de ombro direito. 107. A escala Rancho Los Amigos avalia o nível de consciência e a função cognitiva de pacientes com lesão encefálica de origem traumática, tendo importante valor prognóstico, além do valor terapêutico. 108. Tosse, dispneia e voz molhada são considerados fatores de risco para disfagia, aumentando a chance de broncoaspiração. Uma paciente de 39 anos de idade apresentou entorse em inversão do tornozelo direito enquanto corria, no interior do estado de Goiás, há três dias. Refere ter pisado em uma tábua solta, não conseguindo firmar o pé no chão após o incidente. Realizou raios X de pé, tornozelo e perna direita, sem evidência de fraturas. Como a paciente é médica, optou por também realizar uma ressonância nuclear magnética de tornozelo direito, evidenciando contusão de talus, lesão parcial do ligamento tibiofibular anterior, rotura completa do ligamento fibulocalcâneo, distensão de fibras profundas do deltoide e sinais inflamatórios do músculo tibial posterior. Observou-se navicular acessório. Ao exame físico, paciente mostra-se ansiosa, com PA = 120 mmHg x 80 mmHg, FC = 83 bpm, FR = 12 irpm e SatO2 = 98%. Verifica-se pé direito com hematoma em face medial e lateral, gaveta anterior positivo e propriocepção reduzida, com dificuldade para apoio plantar. Acerca desse caso clínico e com base nos conhecimentos médicos correlatos, julgue os itens a seguir. 109. A paciente deve beneficiar-se de par de muletas, objetivando redução da descarga de peso no membro lesado, não sendo indicada a imobilização, tendo em vista os efeitos deletérios do imobilismo, potencializados com a inflamação. 110. A infiltração intra-articular de ácido hialurônico está indicada. 111. A cirurgia de tornozelo com ligadura ligamentar pode ser indicada caso a paciente evolua com entorses de repetição ou instabilidade após programa de reabilitação. Área livre PROVA APLIC ADA PROCESSO SELETIVO – RM/SES-DF/2021 GRUPO 022 – TIPO “U” PÁGINA 9/9 IADES Um paciente de 57 anos de idade, com amputação transfemoral direita, em terço médio, há seis meses, por insuficiência arterial aguda, comparece ao consultório para protetização. Nega outras comorbidades. Verifica-se locomoção com par de muletas canadenses, amplitude de movimento preservada e cicatriz em coto de bom aspecto, sem invaginações. Ao exame, constatam-se PA = 120 mmHg x 80 mmHg; FC = 78 bpm; FR = 16 irpm; e SatO2 = 96%. Considerando esse caso clínico e os conhecimentos médicos correlatos à reabilitação de pacientes amputados, julgue os itens a seguir. 112. A protetização de um paciente com amputação transfemoral está condicionada ao nível de amputação, às condições clínicas do coto, ao membro contralateral e ao nível funcional previsto para esse paciente, conforme suas atividades diárias, exclusivamente. 113. O encaixe KMB é preferível ao PTS para esse paciente. 114. Tendo em vista os pré-requisitos para protetização, um joelho pneumático associado a pé articulado constitui indicação favorável a esse paciente. 115. O enfaixamento elástico deve ser iniciado na fase pré-protética para estímulo tátil e controle do edema. É realizado em forma de “8”, de distal para proximal, podendo ser ancorado em estruturas ósseas proximais. 116. A dor em membro fantasma deve ser abordada quando interferir nas atividades diárias ou no sono, sendo indicações farmacológicas os antidepressivos tricíclicos, os inibidores do GABA, as medicações antiepilépticas e até mesmo os antiarrítmicos. 117. A dor persistente no membro residual bem cicatrizado pode indicar neuroma ou irritação nervosa. Se o neuroma for identificado pelo exame clínico ou de imagem, a infiltração com lidocaína ou bupivacaína pode ser benéfica quando o nervo for superficial. Uma paciente de 62 anos de idade, hipertensa, com dor e edema em membro superior direito após mastectomia direita, refere impressão de membro “ïnchado”, com sensação de peso, aperto em região distal do membro e diminuição da flexibilidade das articulações do segmento acometido, há três meses, com piora progressiva, e limitações nas atividades domésticas diárias. Ao exame físico, demonstra redução leve de amplitude de movimento nas articulações de ombro e dedos. Verificam-se edema de membro superior direito (++/4), pulsos radiais presentes e simétricos, FC = 94 bpm, FR = 12 irpm e SatO2 = 99%. Tendo em vista esse caso clínico e os conhecimentos médicos correlatos, julgue os itens a seguir: 118. É comum a incidência de fenômenos tromboembólicos nessa população, com comprometimento de membro superior ipsilateral, sendo mandatória a realização de exames complementares. 119. A medida de perimetria do membro envolvido e contralateral (o acometimento do membro superior unilateral é mais frequente) faz parte do seguimento ambulatorial em reabilitação dessa paciente. 120. A fadiga relacionada ao câncer é uma disfunção decorrente principalmente do metabolismo energético muscular, do sono, do ritmo circadiano, dos mediadores inflamatórios, do estresse e do efeito do câncer e seu tratamento sobre o sistema nervoso central, sendo reportada em até 90% dos casos, impactando em redução da qualidade de vida e reduzindo a capacidade funcional dessa população. Área livre __MACOSX/._Grupo 022 - Tipo U.pdf Grupo 023 - Tipo U.pdf PROVA APLIC ADA Tipo “U” SECRETARIA DE ESTADO DE SAÚDE DO DISTRITO FEDERAL FUNDAÇÃO DE ENSINO E PESQUISA EM CIÊNCIAS DA SAÚDE EDITAL NORMATIVO Nº 1 – RM/SES-DF/2021, DE 5 DE OUTUBRO DE 2020. P R O G R A M A S – G R U P O 0 2 3 Data e horário da prova: Endoscopia Respiratória II (609). Domingo, 29/11/2020, às 8h. I N S T R U Ç Õ E S Você receberá do fiscal: o um caderno da prova objetiva contendo 120 (cento e vinte) itens; cada um deve ser julgado como CERTO ou ERRADO, de acordo com o(s) comando(s) a que se refere; e o uma folha de respostas personalizada. Verifique se a numeração dos itens, a paginação do caderno da prova objetiva e a codificação da folha de respostas estão corretas. Verifique se o programa selecionado por você está explicitamente indicado nesta capa. Quando autorizado pelo fiscal do IADES, no momento da identificação, escreva, no espaço apropriado da folha de respostas, com a sua caligrafia usual, a seguinte frase: Para ganhar é preciso gastar. Você dispõe de 3 (três) horas e 30 (trinta) minutos para fazer a prova objetiva, devendo controlar o tempo, pois não haverá prorrogação desse prazo. Esse tempo inclui a marcação da folha de respostas. Somente 1 (uma) hora após o início da prova, você poderá entregar sua folha de respostas e o caderno da prova e retirar-se da sala. Somente será permitido levar o caderno da prova objetiva 3 (três) horas após o início da prova. Deixe sobre a carteira apenas o documento de identidade e a caneta esferográfica de tinta preta, fabricada com material transparente. Não é permitida a utilização de nenhum tipo de aparelho eletrônico ou de comunicação. Não é permitida a consulta a livros, dicionários, apontamentos e (ou) apostilas. Você somente poderá sair e retornar à sala de aplicação da prova na companhia de um fiscal do IADES. Não será permitida a utilização de lápis em nenhuma etapa da prova. I N S T R U Ç Õ E S P A R A A P R O V A O B J E T I V A Verifique se os seus dados estão corretos na folha de respostas da prova objetiva. Caso haja algum dado incorreto, comunique ao fiscal. Leia atentamente cada item e assinale sua resposta na folha de respostas. A folha de respostas não pode ser dobrada, amassada, rasurada ou manchada e nem podem conter registro fora dos locais destinados às respostas. O candidato deverá transcrever, com caneta esferográfica de tinta preta, fabricada com material transparente, as respostas da prova objetiva para a folha de respostas. A maneira correta de assinalar a alternativa na folha de respostas é cobrir, fortemente, com caneta esferográfica de tinta preta, fabricada com material transparente, o espaço a ela correspondente. Marque as respostas assim: PROVA APLIC ADA PROCESSO SELETIVO – RM/SES-DF/2021 GRUPO 023 – TIPO “U” PÁGINA 2/9 IADES CIRURGIA TORÁCICA Itens de 1 a 120 Uma paciente de 64 anos de idade apresentou síndrome gripal aguda. Foi submetida a exames de imagem do tórax e pesquisa de PCR para Covid-19. O resultado do PCR foi negativo e os sintomas cessaram espontaneamente. No entanto, a tomografia de tórax realizada nessa ocasião acusou uma massa de 3,2 cm, sólida, bordos irregulares e espiculada em topografia de lobo superior do pulmão direito. Os linfonodos mediastinais estavam aumentados em cadeia paratraqueal direita e subcarinal (1,5 cm e 1,7 cm, respectivamente). As tomografias computadorizadas de crânio e abdome eram normais. A biópsia transtorácica da lesão pulmonar, guiada por tomografia de tórax, comprovou tratar-se de uma neoplasia pulmonar primária. A paciente nunca foi tabagista e refere histórico familiar de câncer de pulmão. Considerando esse caso clínico e os conhecimentos médicos correlatos, julgue os itens a seguir. 1. O subtipo histológico mais provável é o adenocarcinoma de pulmão. 2. O próximo passo para investigação dessa paciente é o E-BUS (ultrassom endobrônquico do mediastino com punção). 3. Espera-se encontrar, na análise imuno-histoquímica dessa paciente, a presença principalmente de cromogranina e sinaptofisina. 4. A paciente tem indicação de lobectomia superior direita com linfadenectomia mediastinal. 5. Asbesto e poluição ambiental são possíveis fatores de risco aos quais a paciente pode ter se exposto e estão relacionados ao desenvolvimento de neoplasia pulmonar. 6. Espera-se encontrar mutação de EGFR e ALK no painel genético da paciente. 7. Quanto à terapia alvo, os resultados são mais favoráveis em não fumantes e podem estar relacionados à ocorrência de certos subtipos moleculares (câncer de pulmão dependente de oncogene), permitindo o uso de tratamento mais específico, com inibidores do receptor tirosina-quinase do fator de crescimento epidérmico (EGFR-TKIs). 8. A imunoterapia age com base no sistema imunológico do paciente e se utiliza de outras informações do tumor, como a carga mutacional tumoral e a prevalência do receptor de PD1 (PDL-1), para estimar o potencial de benefício da medicação. Área livre Um paciente de 45 anos de idade é vítima de múltiplos ferimentos por arma de fogo durante assalto. Chega à emergência conversando, porém gemente, referindo dor em hemitórax direito e no abdome. Durante exame físico, constatam-se via aérea pérvia, respiração com taquipneia (FR = 32 irpm), SatO2 = 88% com oxigênio por máscara com reservatório a 7 L/min, ausculta abolida à direita, múltiplos orifícios de entrada e saída no hemitórax à direita e murmúrio audível no hemitórax esquerdo. Verificam-se, também, abdome flácido e indolor, taquicardia (FC = 132 bpm) e PA = 80 mmHg x 40 mmHg. Acerca desse caso clínico, considerando a hipótese de pneumotórax hipertensivo e com base na última edição do ATLS e nos conhecimentos médicos correlatos, julgue os itens a seguir. 9. Deve-se realizar toracocentese de alívio em altura de segundo espaço intercostal à direita, seguida de drenagem definitiva torácica. 10. Após a drenagem de tórax, em caso de escape aéreo importante e persistente, a via aérea central deve ser investigada com fibrobroncoscopia, com vistas à investigação de lesão de via aérea proximal. 11. A videotoracoscopia está contraindicada em pacientes vítimas de trauma torácico com complicações torácicas tardias. Um paciente de 21 anos de idade, com perda de peso, tosse, febre vespertina e mal-estar, procura atendimento médico para investigação de tuberculose. Após investigação inicial, foi afastada a hipótese de tuberculose, mas houve alteração nos exames de imagens torácicos. A tomografia computadorizada de tórax contrastada evidenciou uma massa com densidade de partes moles, heterogênea, localizada em mediastino anterossuperior, de aproximadamente 5,7 cm x 4,1 cm x 5,5 cm. Não havia outros linfonodos, na cadeia mediastinal, aumentados de tamanho. Ao exame físico do paciente, verificaram-se linfonodomegalias axilares e em cadeia inguinais, e a tomografia de abdome evidenciou linfonodos aumentados em cadeias retroperitoneais. Nenhuma outra alteração foi percebida no exame físico. A biópsia dos linfonodos foi compatível com linfoma de Burkitt. A respeito desse caso clínico e tendo em vista os conhecimentos médicos correlatos, julgue os itens a seguir. 12. Beta-HGC, alfafetoproteína e HCG devem estar aumentados nos exames laboratoriais desse paciente. 13. Espera-se a presença de fatores de transcrição de células B, como PAX e PAX 5, no painel imuno-histoquímico desse paciente. 14. O paciente tem indicação de ressecção de tumor de mediastino por VATS. 15. Teratoma, timoma e schwannoma são diagnósticos diferenciais dos tumores de mediastino anterior. Área livre PROVA APLIC ADA PROCESSO SELETIVO – RM/SES-DF/2021 GRUPO 023 – TIPO “U” PÁGINA 3/9 IADES Considere um paciente de 75 anos de idade, tabagista ativo, cerca de 100 anos-maço, com achado ocasional de nódulo pulmonar. Esse paciente é previamente hígido e apresenta boa capacidade funcional para a realização de atividades físicas moderadas (academia duas vezes por semana e caminhadas duas vezes por semana). A tomografia computadorizada de tórax evidenciou uma lesão de 1,9 cm em topografia de lobo inferior do pulmão esquerdo. O PET-CT demonstrou que a lesão é hipercaptante, com SUV = 14,5. Não houve captação do radiofármaco nos linfonodos mediastinais, que se encontram de tamanho normal, e nem em demais órgãos a distância. A avaliação clínica pré- operatória desse paciente e a espirometria permitem ressecção pulmonar. A biópsia pré-operatória confirmou tratar-se de um adenocarcinoma primário pulmonar. Tendo em vista esse caso clínico e os conhecimentos médicos correlatos, julgue os itens a seguir. 16. Lesões pulmonares neoplásicas maiores que 3 cm, mesmo sem a identificação de linfonodos mediastinais aumentados na tomografia de tórax, têm indicação de estadiamento invasivo do mediastino (E-BUS ou mediastinoscopia). 17. O PET-CT utilizado para estadiamento pré-operatório do câncer de pulmão tem maior sensibilidade, quando comparado ao uso da tomografia computadorizada, na identificação de metástases a distância. 18. O paciente do caso clínico apresenta capacidade funcional < 4 METS (equivalentes metabólicos). 19. Terapia combinada com crizotinib e ceritinib está indicada como tratamento para o paciente nesse momento. 20. Os três sítios mais comuns de metástases a distância da neoplasia que o paciente apresenta são fígado, adrenal e ossos. Um paciente do sexo masculino, jovem de 21 anos de idade, com diagnóstico prévio de esquizofrenia, foi internado para investigação de alteração na tomografia de tórax, conforme a imagem a seguir. A clínica apresentada era perda de peso, febre vespertina, tosse e um episódio de hemoptise. É familiar contactante de paciente com tuberculose ativa. Acervo Pessoal. Com base nesse caso clínico e nos conhecimentos médicos correlatos, julgue os itens a seguir. 21. Espera-se, na análise do líquido pleural desse paciente, um exsudato com predomínio linfocítico e ADA elevado. 22. O paciente tem indicação de pleuroscopia para descorticação pulmonar e biópsia de pleura. 23. Mesotelioma de pleura é o principal diagnóstico provável. 24. Pleurodese está indicado como tratamento definitivo desse caso. 25. O mais provável fator de risco para a condição que o paciente apresenta é exposição ao asbesto e ao tabaco. 26. O principal diagnóstico diferencial da condição apresentada pelo paciente é a sarcoidose. Uma criança de 12 anos de idade está em lista de espera para transplante pulmonar. Apresenta como diagnóstico fibrose cística. Está atualmente usando oxigenioterapia domiciliar em virtude de hipoxemia crônica. Na espirometria, o valor do VeF1 (volume total expirado no primeiro segundo) é < 15%. No que se refere a esse caso clínico e com base nos conhecimentos médicos correlatos, julgue os itens a seguir. 27. Transplante cardiopulmonar está indicado. 28. A fibrose cística é a causa mais comum de indicação de transplante pediátrico. 29. O paciente tem indicação de oxigenação por membrana extracorpórea (ECMO) venoarterial. 30. Uma das indicações de ECMO é a ponte para transplante pulmonar. 31. O circuito padrão da ECMO é composto por bomba de propulsão de sangue, oxigenador, cânulas de drenagem e retorno do sangue, sensores de fluxo e pressão, sistema de controle de temperatura para resfriamento ou aquecimento do sangue e pontos de acesso arterial e venoso para coleta de sangue no circuito. 32. O circuito da ECMO pode ser configurado como ECMO-VV (venovenoso) ou como ECMO-VA (venoarterial). Em todas as modalidades de ECMO, saõ necessárias uma via de acesso para drenagem e uma de acesso para retorno do sangue ao paciente. 33. As indicações de ECMO venoarterial são insuficiência respiratória hipoxêmica, insuficiência respiratória hipercápnica, choque cardiogênico e parada cardı́aca. 34. Se essa paciente for usuária crônica de corticoide na dose > 0,5 mg/kg/dia de prednisona, ela tem contraindicação relativa para realização de transplante pulmonar em virtude da dificuldade de cicatrização brônquica. Área livre PROVA APLIC ADA PROCESSO SELETIVO – RM/SES-DF/2021 GRUPO 023 – TIPO “U” PÁGINA 4/9 IADES Certa paciente de 12 anos de idade, com fibrose pulmonar idiopática desde os 8 anos de idade, usuária de oxigênio domiciliar, realizou cintilografia pulmonar perfusional, a qual constatou que o pulmão direito contribui com apenas 12% da capacidade pulmonar total e o esquerdo, com 88%. Considerando esse caso clínico e os conhecimentos médicos correlatos, julgue os itens a seguir. 35. A paciente é candidata a transplante lobar à direita, denominado transplante pulmonar intervivos. 36. O doador preferencial deve ser alguém da família, visando usar benefícios da similitude imunológica. 37. Para escolha do doador dessa paciente, em relação ao sistema ABO, permitem-se os mesmos critérios utilizados nas transfusões sanguíneas das urgências, ainda que o ideal é que haja compatibilização perfeita entre o receptor e cada um dos doadores. 38. O doador candidato dessa paciente deverá fazer avaliação sorológica para herpes, citomegalovírus, toxoplasmose, doença de Chagas, anti-HIV e outras sorologias, além de realizar fibrobroncoscopia. 39. O transplante pulmonar intervivos ainda não é uma realidade no Brasil e foi realizado apenas em grandes centros americanos e canadenses de cirurgia torácica. 40. As complicações infecciosas saõ as mais frequentes em transplante pediátrico, à semelhança do que ocorre em adultos, sendo mais comuns no pós-operatório de transplante pulmonar do que em qualquer outro transplante de órgaõ sólido. Um paciente de 62 anos de idade, tabagista ativo, cerca de 180 anos-maço, queixa-se de cansaço, tosse seca e perda de peso; por isso, procurou atendimento médico. O paciente referiu que pesava 100 kg e perdeu 10 kg. Realizou-se tomografia computadorizada de tórax, com evidência de lesão sólida de 2,1 cm em topografia de lobo inferior à direita, sólida, espiculada, com margens bem definidas e densidade de partes moles, assim como linfonodomegalia paratraqueal direita de 1,5 cm, paratraqueal esquerda de 1,2 cm e subcarinal de 2 cm. O paciente foi submetido a PET-CT de corpo inteiro, com evidência de hipercaptação de radiofármaco pela lesão (SUV 12) e pelo linfonodo representado na figura 2 a seguir. Figura 1: TC de tórax sem contraste Acervo Pessoal. Figura 2: PET-CT do tórax. Acervo Pessoal. Com base nesse caso clínico, nas imagens apresentadas e nos conhecimentos médicos correlatos, julgue os itens a seguir. 41. O linfonodo hipercaptante no PET desse paciente, representado na figura 2, trata-se do paratraqueal direito. 42. O paciente tem indicação, nesse momento, de lobectomia superior direita por VATS, com linfadenectomia mediastinal. 43. O ultrassom endobrônquico (EBUS) ou a mediastinoscopia para estadiamento invasivo do mediastino não estão indicados, visto que o paciente tem metástase mediastinal. 44. Trata-se de um estadiamento clínico T1cN3. 45. Tomografia computadorizada, ou ressonância magnética de crânio, pode acrescentar informações clínicas em relação ao estadiamento não invasivo nesse caso. 46. O EBUS traz a possibilidade de biopsiar todos os linfonodos das cadeias mediastinais. 47. O dado emagrecimento é um marcador de mau prognóstico nesse caso. Área livre PROVA APLIC ADA PROCESSO SELETIVO – RM/SES-DF/2021 GRUPO 023 – TIPO “U” PÁGINA 5/9 IADES Determinado paciente de 18 anos de idade apresenta dor torácica ventilatório-dependente à direita, associado à febre vespertina, perda de peso e tosse. É militar em atividade e refere ter mantido contato com pacientes com tuberculose no alojamento. Realizou raios X de tórax com evidência de derrame pleural livre à direita, de moderado volume. O paciente relata ter realizado a vacina BCG na infância. Tendo em vista esse caso clínico e os conhecimentos médicos correlatos, julgue os itens a seguir. 48. Espera-se encontrar transudato com predomínio de polimorfonucleares na toracocentese desse paciente. 49. Espera-se encontrar granuloma com necrose na biópsia de pleura desse paciente. 50. Talcagem por toracoscopia está indicada. 51. Pelo fato de o paciente ter realizado a vacina BCG (contra tuberculose), a tuberculose pleural está afastada das possibilidades diagnósticas. 52. O tratamento dessa condição é cirúrgico, envolvendo resseção pulmonar e pleurectomia. Um paciente de 18 anos de idade tem diagnóstico de hiperidrose palmar. Refere que os sintomas se iniciaram desde a infância e trazem prejuízo social importante. Relata ter dificuldade de tocar instrumentos musicais em razão da quantidade de suor, além do desconforto social por esse motivo. É previamente hígido, seu IMC atualmente é = 21 e nega outras comorbidades. Com relação a esse caso clínico e considerando os conhecimentos médicos correlatos, julgue os itens a seguir. 53. O paciente tem indicação de simpatectomia torácica bilateral por VATS. 54. Hiperidrose compensatória é uma complicação possível da simpatectomia torácica. 55. Bromidrose axilar é complicação frequente do pós-operatório de simpatectomia. 56. Pneumotórax é complicação possível da simpatectomia torácica. Área livre Uma paciente de 47 anos de idade, não tabagista, apresenta episódio de tosse e hemoptise. A tomografia computadorizada de tórax, realizada para investigação, evidenciou um nódulo pulmonar, com densidade de partes moles, de 2,1 cm, com obstrução do brônquio lobar superior direito, demonstrada nas imagens a seguir. Não há linfonodos mediastinais aumentados. A fibrobroncoscopia para investigação evidenciou uma lesão sólida em brônquio lobar superior direito, com obstrução total do brônquio, e aspecto em “dedo de luva”. As tomografias computadorizadas de abdome e de crânio não identificaram lesões metastáticas a distância. A biópsia endobrônquica demonstrou ser um carcinoide típico. A espirometria permite ressecção pulmonar (lobectomia e pneumonectomia), e a avaliação clínica pré-operatória permite cirurgia de grande porte. Acervo Pessoal. Em relação a esse caso clínico e com base nos conhecimentos médicos correlatos, julgue os itens a seguir. 57. Espera-se encontrar, no painel imuno-histoquímico dessa paciente, hMLH1, hMSH2 e Cox-2. 58. A paciente tem indicação de lobectomia superior direita com linfadenectomia mediastinal por VATS. 59. Dos tipos de tumores carcinoides, a paciente apresenta o menos agressivo. Os carcinoides de pulmão são classificados em típicos e atípicos, sendo os atípicos considerados mais agressivos. 60. Os tumores carcinoides típicos apresentam células com cromatina pontilhada e uma quantidade moderada de citoplasma. Têm menos mitoses e uma baixa necrose (maiores do que 4 mm em sua maior dimensão). 61. A paciente tem indicação de terapia alvo adjuvante. 62. Trata-se de um estadiamento clínico IA3: T1cN0M0. 63. Os tumores carcinoides pulmonares são tumores bem diferenciados, com origem nas células neuroendócrinas do pulmaõ. 64. De acordo com a classificação da Organização Mundial da Saúde (OMS), as principais categorias dos tumores neuroendócrinos incluem carcinoma de pequenas células, carcinoma neuroendócrino de grandes células (CNEGC), carcinoide típico e carcinoide atípico. Área livre PROVA APLIC ADA PROCESSO SELETIVO – RM/SES-DF/2021 GRUPO 023 – TIPO “U” PÁGINA 6/9 IADES Um paciente de 65 anos de idade, com boa reserva funcional avaliada pela espirometria (VeF1 > 2 L), é candidato a pneumonectomia. Apresenta um carcinoma epidermoide de pulmão justa-hilar à esquerda, de 3,2 cm, que invade a carena interlobar. Constatam-se estadiamentos a distância negativos para metástase e mediastinoscopia pré-operatória com linfonodos normais. Com base nesse caso clínico e nos conhecimentos médicos correlatos, julgue os itens a seguir. 65. Durante o período pós-operatório da cirurgia proposta, o paciente deve começar com fisioterapia motora e respiratória precocemente, visando diminuir o risco de complicações pós-operatórias. 66. Em relação aos cuidados no pós-operatório imediato desse caso, deve-se colocar o dreno em aspiração contínua. 67. O sistema de drenagem balanceada pós-pneumonectomia foi desenvolvido com o objetivo de manter o mediastino permanentemente em posição ideal mediante o controle contínuo das pressões nos frascos. 68. Trata-se de um tumor classificado como T2 por invadir o brônquio, mas não a carena traqueal. 69. De acordo com a oitava edição TNM para câncer de pulmão, classificam-se como N2 os tumores que apresentem metástases em linfonodos ipsilaterais mediastinais ou subcarinais. 70. Em pacientes candidatos a pneumonectomia como o do caso clínico, empiema e fístula brônquica é uma complicação possível e de alta mortalidade. Uma paciente de 31 anos de idade refere perda de força inicialmente em face e nos movimentos mastigatórios, com progressão dos sintomas nos últimos três meses. Queixa-se atualmente de fraqueza muscular generalizada e alega ter manifestado, no passado, algumas crises de dispneia intensas, associadas a fraqueza muscular generalizada. Durante exame físico, identificaram-se ptose e diplopia. Na análise laboratorial, constatou-se redução significativa dos anticorpos contra os receptores de acetilcolina (AChR). Considerando esse caso clínico e com base nos conhecimentos médicos correlatos, julgue os itens a seguir. 71. O diagnóstico provável é miastenia gravis (MG). 72. Timoma é condição que pode estar associada nessa paciente. 73. A paciente tem indicação de timectomia se o timoma for maior que 3 cm. 74. Devem ser evitados bloqueadores neuromusculares durante indução anestésica para qualquer tipo de cirurgia nessa paciente. 75. Melanoma metastático é diagnóstico diferencial. 76. A MG é uma doença autoimune que afeta a porção pós- sináptica da junção neuromuscular. 77. Espera-se encontrar, na eletroneuromiografia dessa paciente, um decremento do potencial de ação muscular composto evocado > 10%, quando comparados o primeiro e o quarto ou quinto estímulo. Neuroconduções sensitiva e motora são normais, e eventualmente a eletromiografia pode demonstrar um padraõ miopático concomitante. Um adolescente de 17 anos de idade apresenta assimetria na caixa torácica, na parte anterior. Refere prejuízo social importante, haja vista que tem vergonha de realizar atividades físicas com os colegas, as quais requerem tirar a camisa, como jogar futebol, além de demonstrar extrema incapacidade de manter relacionamentos afetivos por ter vergonha. Durante a consulta, foi diagnosticado com pectus excavatum. Acerca desse caso clínico e tendo em vista os conhecimentos médicos correlatos, julgue os itens a seguir. 78. A patologia apresentada pelo paciente representa cerca de 90% das deformidades congênitas da parede torácica. 79. A condição clínica do paciente trata-se de uma depressão anterior do tórax, que pode ser simétrica ou assimétrica, associada a um desvio dorsal do esterno e da terceira à sétima costela ou cartilagem costocondral. 80. Durante investigação para fins pré-operatórios, devem ser descartadas doenças cardíacas congênitas que podem estar associadas. 81. O paciente tem indicação de correção cirúrgica, principalmente para fins estéticos, melhorando assim a aceitação e, consequentemente, causando menos transtornos emocionais. 82. Em relação à técnica de Ravitch para correção, a técnica de Nuss apresentou-se significativamente melhor no que se refere a menos riscos e complicações pós-operatórias. PROVA APLIC ADA PROCESSO SELETIVO – RM/SES-DF/2021 GRUPO 023 – TIPO “U” PÁGINA 7/9 IADES Um Paciente de 25 anos de idade, com tosse e febre de início súbitos 60 dias após transplante de medula óssea, realizou RT-PCR para Covid-19, cujo resultado foi negativo. Constataram-se exame de BAAR negativo, teste de Mantoux negativo e fibrobroncoscopia com cultura e BAAR negativos. A tomografia de tórax apresenta opacidades com atenuação em vidro fosco e pequenos nódulos pulmonares bilaterais, conforme as imagens a seguir. Acervo Pessoal. Considerando esse caso clínico, as imagens apresentadas e os conhecimentos médicos correlatos, julgue os itens a seguir. 83. Citomegalovírus em paciente imunocomprometido é uma das possibilidades diagnósticas. 84. Nova fibrobroncoscopia está indicada com pesquisa de DNA viral pela reação em cadeia da polimerase (PCR). 85. Está indicado tratamento com RHZE. 86. O paciente apresenta fibrose pulmonar e deve ser listado para transplante bilateral. 87. O paciente tem indicação de ganciclovir. Uma paciente de 57 anos de idade, que nunca fumou, é encaminhada a consulta médica em função de achado ocasional de alteração em exame de imagem do tórax. A paciente está assintomática e previamente hígida. A tomografia de tórax demonstrou uma massa de 3,6 cm em topografia de lobo superior direito, sólida e espiculada. Há linfonodos mediastinais de 2,1 cm em cadeia paratraqueal direita e de 1,8 cm em cadeia subcarinal. O PET-CT mostrou hipercaptação do radiofármaco na lesão (SUV 22) e nos linfonodos (SUV 16 e 14, respectivamente). Há uma lesão hipercaptante em adrenal à direita, muito sugestiva de neoplasia, que foi biopsiada. A biópsia apresentou um adenocarcinoma de pulmão metastático. EGFR e ALK foram positivos na amostra analisada. A RNM de encéfalo não indicou alterações neoplásicas. Com base nesse caso clínico e nos conhecimentos médicos correlatos, julgue os itens a seguir. 88. A paciente pode ter benefício com imunoterapia. 89. Lobectomia pulmonar superior direita paliativa está indicada. 90. O EBUS é superior à mediastinoscopia em relação à qualidade de linfonodos biopsiados. 91. A paciente apresenta estadiamento clínico T2aN2M1c. 92. Quanto ao componente M da classificação TNM, atualmente as metástases são divididas em M0 e M1, sendo o M1 subdividido em M1a, M1b e M1c. Uma mulher de 45 anos de idade, previamente hígida, foi admitida no hospital em virtude do diagnóstico de massa mediastinal a esclarecer, observado na radiografia de tórax. Referia queixa de tosse seca, do tipo irritativa, com início há oito meses, principalmente durante o dia. Não apresenta antecedentes de doenças crônicas, e o exame físico mostrou-se normal. A tomografia computadorizada de tórax revelou processo expansivo no mediastino posterior à direita, medindo 3,9 cm x 3,5 cm, com plano de clivagem com as estruturas mediastinais A ressonância nuclear magnética demonstrou formação expansiva heterogênea, ovalada, de situação mediastinal posterior direita, com comprometimento do canal medular. Tendo em vista esse caso clínico e os conhecimentos médicos correlatos, julgue os itens a seguir. 93. Abordagem cirúrgica em conjunto com equipes da neurocirurgia e da cirurgia torácica está indicada. 94. A ressecção cirúrgica é realizada em dois tempos: no primeiro momento, a equipe da neurocirurgia inicialmente solta o tumor do canal medular e, posteriormente, a equipe da torácica solta o tumor da pleura. 95. Schwannoma é diagnóstico provável. 96. Biópsia pré-operatória com agulha de COPE está indicada. Área livre PROVA APLIC ADA PROCESSO SELETIVO – RM/SES-DF/2021 GRUPO 023 – TIPO “U” PÁGINA 8/9 IADES Um paciente de 25 anos de idade procura atendimento médico por causa de dor torácica ventilatório-dependente unilateral à direita, de forte intensidade, e com piora progressiva. Refere que atualmente a dor é incapacitante. Relata, ainda, perda de 8% do total do seu peso nos últimos cinco meses, associado a mal-estar e fraqueza. A tomografia de tórax evidenciou uma massa pleural à direita com provável invasão do pulmão, sem linfonodos mediastinais aumentados. A biópsia pré-operatória com agulha de COPE comprovou tratar-se de um mesotelioma maligno de pleura. A mediastinoscopia pré-operatória foi negativa para neoplasia. O estadiamento a distância evidenciou ausência de metástases. Considerando esse caso clínico e os conhecimentos médicos correlatos, julgue os itens a seguir. 97. O mesotelioma pleural maligno, apesar de raro, é a principal neoplasia maligna primária da pleura, a qual ganha progressivamente destaque e importância em razão da incidência crescente observada nas últimas décadas. 98. Mesmo com tratamento adequado, o paciente apresenta um tumor de péssimo prognóstico, pois sabe-se que a quimioterapia sistêmica produz resposta parcial em apenas 15% a 20% dos pacientes. 99. O paciente tem indicação de tratamento multimodal: pleuropneumonectomia associado a quimioterapia e a radioterapia. 100. Um provável fator de risco a que esse paciente se submeteu é o asbesto. Uma paciente de 55 anos de idade realizou exames de imagem de rotina. É ex-tabagista e fez, a pedido, tomografia computadorizada de tórax. É assintomática e previamente hígida. Nega cirurgias prévias. A tomografia de tórax evidenciou uma lesão sólida com halo de vidro fosco periférico, medindo 0,9 cm em topografia de lobo inferior direito, além de linfonodos de 1,2 cm e de 1,4 cm, respectivamente, em cadeias paratraqueal direita e subcarinal. O EBUS demonstrou células malignas atípicas. A mediastinoscopia relevou tratar-se de um tumor de pequenas células metastático. O PET-CT e a RNM de crânio não mostraram metástases a distância. As lesões eram hipercaptantes, apresentando SUV 16, 12,5 e 8,7, respectivamente. Sem metástases a distância. Acerca desse caso clínico e com base nos conhecimentos médicos correlatos, julgue os itens a seguir. 101. Trata-se de um tumor primário de pulmão tipo pequenas células, estadiamento clínico T1aN2M0. 102. EGFR, ALK e PDL-1 devem ser testados no anatomopatológico dessa paciente. 103. Como na maioria dos países, o câncer de pulmaõ é a principal causa de mortalidade por câncer no Brasil. 104. O tipo histológico apresentado pela paciente é o tipo mais comum de câncer de pulmão no mundo. 105. Em relação aos demais tipos histológicos, o tumor de pulmão dessa paciente apresenta comportamento menos agressivo e com melhor prognóstico. 106. Lobectomia inferior direita seguida de linfadenectomia mediastinal está indicada. 107. Adjuvância com bevacizumabe está indicada. 108. A paciente não deveria ter realizado EBUS e, sim, mediastinoscopia cervical. Um adolescente de 17 anos de idade procura atendimento em função de tosse vespertina, febre e hemoptise em pequena quantidade. Refere sudorese noturna e perda de peso. A tomografia de tórax apresenta nódulos centrolobulares com padrão de árvore em brotamento, além de pequenas cavitações espessas e de paredes irregulares, bem como brônquios espessados em segmento posterior do lobo inferior direito, conforme a imagem a seguir. Acervo Pessoal. Tendo em vista esse caso clínico, a imagem apresentada e os conhecimentos médicos correlatos, julgue os itens a seguir. 109. Tuberculose pulmonar é o diagnóstico provável. 110. Está indicada a coleta de BAAR e PCR para Mycobacterium tuberculosis no escarro. Caso dê negativo, pode ser realizada a coleta de lavado brônquico para diagnóstico. 111. O paciente é forte candidato a tratamento com RHZE. 112. O paciente tem como principais complicações possíveis da doença hemoptise, atelectasia, empiema e formação de bronquiectasias. 113. A doença que o paciente apresenta é um problema de saúde pública do Brasil e acomete principalmente mulheres idosas. Área livre PROVA APLIC ADA PROCESSO SELETIVO – RM/SES-DF/2021 GRUPO 023 – TIPO “U” PÁGINA 9/9 IADES Uma paciente de 71 anos de idade mostra-se em bom estado geral, com capacidade funcional > 7 mEts e dor torácica ventilatório-dependente unilateral à direita, sem histórico de febre. Foi submetida a toracocentese com biópsia de pleura, cujo resultado foi compatível com adenocarcinoma metastático na pleura, sendo o tumor primário o pulmão. Após toracocentese de alívio, a paciente realizou PET-CT de corpo inteiro e RNM de encéfalo. A RNM de encéfalo não demonstrou lesões metastáticas. O PET-CT apresentou lesão nodular com hipercaptação em lobo médio de 3,5 cm, além de linfonodos ipsilaterais aumentados e hipercaptantes, e captação difusa na pleura à direita. Com base nesse caso clínico e nos conhecimentos médicos correlatos, julgue os itens a seguir. 114. Trata-se de um tumor de pulmão estadiamento T2aN2M1a. 115. A paciente tem indicação de pleuroscopia e pleurodese. 116. A pleurodese por VATS é superior à pleurodese com talcagem, realizada pelo dreno de tórax. 117. A paciente tem indicação de pesquisa de painel genético do seu tumor. 118. PDL-1, ALK e EGFR devem ser pesquisados no anatomopatológico. Caso sejam positivos, o prognóstico torna-se melhor. 119. A paciente tem previsão de boa sobrevida em longo prazo. 120. Lobectomia média com pleurectomia total paliativa estão indicadas. Área livre Área livre __MACOSX/._Grupo 023 - Tipo U.pdf