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__MACOSX/._Grupo 013 - Tipo U.pdf
__MACOSX/._Grupo 014 - Tipo U.pdf
Grupo 015 - Tipo U.pdf
PROVA APLIC
ADA
 
Tipo “U” 
 
 
 
SECRETARIA DE ESTADO DE SAÚDE DO DISTRITO FEDERAL 
FUNDAÇÃO DE ENSINO E PESQUISA EM CIÊNCIAS DA SAÚDE 
EDITAL NORMATIVO Nº 1 – RM/SES-DF/2021, DE 5 DE OUTUBRO DE 2020. 
 
 
P R O G R A M A S – G R U P O 0 1 5 Data e horário da prova:
 
Gastroenterologia Pediátrica (610). 
 
 
Domingo, 
29/11/2020, às 8h. 
 
I N S T R U Ç Õ E S 
 
 Você receberá do fiscal: 
o um caderno da prova objetiva contendo 120 (cento e vinte) itens; cada um deve ser julgado como CERTO ou ERRADO, 
de acordo com o(s) comando(s) a que se refere; e 
o uma folha de respostas personalizada. 
 Verifique se a numeração dos itens, a paginação do caderno da prova objetiva e a codificação da folha de respostas estão corretas. 
 Verifique se o programa selecionado por você está explicitamente indicado nesta capa. 
 Quando autorizado pelo fiscal do IADES, no momento da identificação, escreva, no espaço apropriado da folha de respostas, 
com a sua caligrafia usual, a seguinte frase: 
 
Para ganhar é preciso gastar. 
 
 Você dispõe de 3 (três) horas e 30 (trinta) minutos para fazer a prova objetiva, devendo controlar o tempo, pois não haverá 
prorrogação desse prazo. Esse tempo inclui a marcação da folha de respostas. 
 Somente 1 (uma) hora após o início da prova, você poderá entregar sua folha de respostas e o caderno da prova e retirar-se da sala. 
 Somente será permitido levar o caderno da prova objetiva 3 (três) horas após o início da prova. 
 Deixe sobre a carteira apenas o documento de identidade e a caneta esferográfica de tinta preta, fabricada com material transparente. 
 Não é permitida a utilização de nenhum tipo de aparelho eletrônico ou de comunicação. 
 Não é permitida a consulta a livros, dicionários, apontamentos e (ou) apostilas. 
 Você somente poderá sair e retornar à sala de aplicação da prova na companhia de um fiscal do IADES. 
 Não será permitida a utilização de lápis em nenhuma etapa da prova. 
 
I N S T R U Ç Õ E S P A R A A P R O V A O B J E T I V A 
 
 Verifique se os seus dados estão corretos na folha de respostas da prova objetiva. Caso haja algum dado incorreto, comunique ao fiscal. 
 Leia atentamente cada item e assinale sua resposta na folha de respostas. 
 A folha de respostas não pode ser dobrada, amassada, rasurada ou manchada e nem podem conter registro fora dos locais 
destinados às respostas. 
 O candidato deverá transcrever, com caneta esferográfica de tinta preta, fabricada com material transparente, as respostas da 
prova objetiva para a folha de respostas. 
 A maneira correta de assinalar a alternativa na folha de respostas é cobrir, fortemente, com caneta esferográfica de tinta preta, 
fabricada com material transparente, o espaço a ela correspondente. 
 Marque as respostas assim: 
 
PROVA APLIC
ADA
 
PROCESSO SELETIVO – RM/SES-DF/2021 GRUPO 015 – TIPO “U” PÁGINA 2/7 
 
IADES
PEDIATRIA 
Itens de 1 a 60 
 
Um lactente de 3 meses de vida, saudável, é levado pela mãe 
ao posto de saúde. A mãe tem dúvidas acerca da 
amamentação, achando que o seu leite não está sendo 
suficiente, pois ouviu a mãe dela comentar que, na família, 
ninguém produz leite forte. A vizinha expôs que deve ser o 
cansaço e a falta de boa alimentação, aconselhando-a a beber 
água e descansar. Ela não acreditou na vizinha e perguntou 
ao médico se pode dar outro leite ao lactente. 
 
Com base no caso descrito e nos conhecimentos médicos 
correlatos, julgue os itens a seguir. 
 
1. A mãe não precisaria perguntar, pois o bebê já está na 
idade de iniciar a alimentação. 
2. O cansaço e o estresse podem influenciar o reflexo de 
ejeção do leite, inibindo-o. 
3. A manutenção do volume do leite é influenciado pela 
hidratação materna. 
4. Deve-se averiguar a sucção do bebê durante a mamada, 
pois a produção do leite aumenta com a sucção eficaz 
do lactente. 
5. A hipogalactia é frequente e não se relaciona com a 
sucção. 
6. Uma vez que o leite final é de maior densidade calórica, 
recomenda-se esvaziar a mama e depois oferecer a 
mama contralateral. 
7. A vizinha estava certa em aconselhar a mãe a oferecer 
água para o lactente. 
8. Deve-se aconselhar a mãe a oferecer outro leite, já que 
geralmente é necessário fazer um complemento para os 
bebês. 
 
 
O pediatra está de plantão em uma maternidade da periferia 
de uma grande cidade. Na madrugada, uma gestante em 
período expulsivo dá entrada nessa maternidade. A mãe 
levou seu cartão de pré-natal com preenchimento adequado e 
com consultas regulares, mas, para sua surpresa, a idade 
gestacional é compatível com 33 semanas pela DUM. 
 
A respeito desse caso clínico e com base nos conhecimentos 
médicos correlatos, julgue os itens a seguir. 
 
9. A sobrevida de recém-nascidos prematuros (RNPT), 
definidos como os nascidos vivos com idade 
gestacional menor que 37 semanas, reflete a estrutura e 
a qualidade do cuidado antenatal, e o pediatra deve 
estar preparado para receber esse recém-nascido (RN) 
na assistência ao parto. 
10. É fundamental, em todo parto prematuro, a presença de 
dois a três profissionais de saúde, com pelo menos um 
pediatra apto a intubar e indicar massagem cardíaca e 
medicações. 
11. Quando um RNPT não melhora ou não atinge níveis 
desejáveis de SatO2, com a ventilação por pressão 
positiva (VPP) em concentração de O2 a 30%, a 
primeira medida é aumentar imediatamente a oferta de 
oxigênio suplementar. 
12. No RN abaixo de 34 semanas, indica-se o 
clampeamento imediato do cordão umbilical, 
independentemente de sua vitalidade. 
13. No atendimento ao RN saudável de mães com suspeita 
ou infecção pelo Sars-CoV-2, deve-se adiar a 
amamentação e o contato pele a pele. 
14. A oximetria de pulso detecta, de forma contínua, a 
frequência de pulso, mas demora para detectá-la e 
subestima a frequência cardíaca (FC), podendo levar a 
um aumento desnecessário de intervenções para o 
neonato, na sala de parto. 
 
 
Um lactente de 10 dias de vida é levado à unidade básica de 
saúde (UBS) em virtude de a mãe notar “olhos amarelados” 
no filho. Ela relata que ele já saiu um pouco amarelo da 
maternidade, de onde teve alta com três dias de vida após 
colher sangue. O grupo sanguíneo da mãe e do bebê é A +. 
 
Considerando esse caso clínico e os conhecimentos médicos 
correlatos, julgue os itens a seguir. 
 
15. A prematuridade, independentemente do peso ao nascer, 
é considerada um dos fatores de risco mais importantes 
para hiperbilirrubinemia em razão da capacidade 
diminuída da conjugação hepática da bilirrubina e da 
dificuldade na sucção e deglutição para manter uma 
oferta adequada de leite materno. 
16. Deve-se pesquisar, nesse caso, a presença de 
céfalo-hematoma, porém a icterícia seria de resolução 
rápida, não durando 10 dias. 
17. A icterícia fisiológica apresenta progressão 
cefalocaudal. 
 
 
A mãe de uma criança de 4 anos de idade levou a filha ao 
setor de emergência com queixa de que a menina “sacudiu o 
corpo todo”, pela primeira vez, após ter dado uma medicação 
para febre. Ela relata que a criança estava com temperatura 
de 38 ºC, poucos espirros, tosse seca e que a crise foi rápida, 
não sabendo especificar o tempo. 
 
Acerca desse caso clínico e tendo em vista os conhecimentos 
médicos correlatos, julgue os itens a seguir. 
 
18. A crise convulsiva febril simples pode-se apresentar 
como tônico-clônica generalizada e tem curta duração, 
menor que 15 minutos. 
19. No caso mencionado, a epilepsia é o mais provável 
diagnóstico, cujos fatores de risco incluem atraso do 
desenvolvimento e crise febril complexa. 
20. Caso a criança chegasse ao hospital ainda em crise, 
seria preconizado administração de benzodiazepínicos, 
como o diazepam, por via intravenosa IV. 
21. O estado de mal epiléptico é uma emergência médica, 
muito frequente na crise convulsiva febril em função da
imaturidade da criança. 
22. Em lactentes com histórico de insulto neurológico 
prévio, como uma encefalopatia crônica não 
progressiva desde o nascimento, isso pode ocasionar 
uma lesão neurológica estática, sendo causa de crises 
convulsivas não febris. 
 
Área livre 
 
 
 
PROVA APLIC
ADA
 
PROCESSO SELETIVO – RM/SES-DF/2021 GRUPO 015 – TIPO “U” PÁGINA 3/7 
 
IADES
Uma criança de 3 anos de idade apresenta tosse produtiva, 
espirros e febre de 38 ºC há cinco dias. A mãe refere que a 
filha não quer brincar durante o episódio febril, mas, quando 
a febre passa, ela melhora; porém notou um “cansaço” nela. 
Ao exame, a criança encontra-se quieta no colo da mãe, 
febril (38 ºC), com FR = 50 irpm, FC = 120 bpm e 
SatO2 = 97%. 
 
A respeito desse caso clínico e com base nos conhecimentos 
médicos correlatos, julgue os itens a seguir. 
 
23. A pneumonia é a principal causa de mortalidade em 
crianças menores de 5 anos de idade nos países em 
desenvolvimento. 
24. No caso em questão, a mãe poderia observar o 
“cansaço” da criança por meio da frequência 
respiratória, que está normal para a idade. 
25. Nesse caso, seria preciso esperar sibilos na ausculta 
pulmonar, pois isso é comum na pneumonia adquirida 
na comunidade (PAC). 
26. Em crianças de 2 meses a 5 anos de idade com PAC, a 
presença de tiragem subcostal classifica-a como tendo 
pneumonia grave. 
27. A aspiração de corpo estranho é um diagnóstico 
diferencial importante na criança com sibilância. 
 
 
Os pais levam uma criança de 4 anos de idade à consulta 
médica. Relatam que a menina não quer mais ir à escola, 
porque os amigos evitam brincar com ela por estar sempre 
cheirando a xixi. Na anamnese, a mãe refere que a filha urina 
muito na cama, durante o dia, não sente vontade de fazer xixi 
e, quando percebe, já está molhada. Sempre foi assim. A mãe 
fica preocupada também porque a criança cai muito e notou 
que o pé dela é torto desde que nasceu. A menina nasceu 
bem, a termo, com bom peso e bom Apgar, porém foi logo 
encaminhada à unidade de terapia intensiva (UTI) para 
aguardar a cirurgia da medula. 
 
Tendo em vista esse caso clínico e os conhecimentos 
médicos correlatos, julgue os itens a seguir. 
 
28. É frequente a deformidade dos pés, podendo-se 
encontrar pé equinovaro, pé varo, cavo-varo e pé 
equino. 
29. O desfralde antes dos 2 anos de idade pode ser a causa 
da incontinência urinária. 
30. É necessário solicitar um estudo urodinâmico, em que é 
avaliada a pressão da musculatura detrusora. 
31. Os defeitos do fechamento do tubo neural (DFTN) são 
malformações congênitas frequentes, que ocorrem em 
virtude de uma falha no fechamento adequado do tubo 
neural embrionário durante o final da gestação. 
32. Quase todos os pacientes são portadores de distúrbios 
esfíncterianos, vesicais e anais, de difícil controle, que 
causam predisposição a infecções urinárias. 
33. A hidrocefalia está associada a mais de 70% dos casos, 
o que pode ser uma causa de deterioração neurológica 
consequente a disfunção do sistema de drenagem. 
 
 
 
 
Considere um recém-nascido (RN) do sexo masculino, com 
24 horas de vida, nascido de parto vaginal, a termo, com peso 
ao nascer de 3.335 g, Apgar 9, no 1o minuto e 10, no 5o. 
Durante o exame físico, o pediatra nota uma musculatura 
abdominal muito flácida, com a pele dessa região enrugada, 
aparência de “ameixa seca”, em batráquio. Apresenta 
aparelho cardiopulmonar normal, genitália masculina com 
ambos os testículos criptorquídicos. FR = 50 irpm, 
FC = 120 bpm e SatO2 = 98%. O RN evoluiu com retenção 
urinária e aumento das escórias renais. 
 
Acerca desse caso clínico e com base nos conhecimentos 
médicos correlatos, julgue os itens a seguir. 
 
34. O diagnóstico deve ser feito precocemente, 
preferencialmente intraútero, e o tratamento, sobretudo 
das anormalidades do sistema urinário, não deve ser 
retardado. 
35. A correção da criptorquidia deve ser feita até 1 ano de 
vida. 
36. Embora os rins possam ser normais, a displasia renal e a 
hidronefrose são comuns, mas a insuficiência renal não 
é comum. 
37. No sexo feminino, há números elevados de ocorrências 
como as do caso descrito. 
38. É necessária a solicitação de ecocardiograma para 
avaliar anomalias cardíacas que estão presentes em 10% 
dos casos. 
 
 
Uma criança de 8 anos de idade, portadora de síndrome de 
Down, ao ser atendida em consulta de seguimento, apresentou 
as seguintes mensurações: peso = 34 kg (percentil 90-95); 
altura = 1,18 cm (percentil 25); e IMC = 25 (percentil 95). Ao 
exame, encontra-se em BEG, corada, hidratada, FC = 80 bpm, 
FR = 30 irpm e SatO2 = 97% em AA. Quanto ao aparelho 
cardiovascular, verifica-se RCR, 2T, sem sopros, constatando-se 
também precórdio calmo, pulmonar e abdome sem alterações. 
 
Considerando esse caso clínico e os conhecimentos médicos 
correlatos, julgue os itens a seguir. 
 
39. Antes de indicar atividade física, tais como natação, 
ginástica ou futebol, para perda de peso ou manutenção 
da saúde, recomenda-se radiografia da coluna cervical 
em posição neutra em perfil, flexão e extensão. 
40. O acompanhamento odontológico é importante nos 
primeiros anos de vida e, durante a idade escolar, é feito 
quando ocorrem queixas. 
41. Em relação ao IMC, observa-se um percentil 
aumentado, configurando um excesso de peso. Para tal 
avaliação, podem ser utilizadas as curvas da Caderneta 
da Criança. 
42. A Síndrome do caso clínico descrito é a alteração 
cromossômica mais comum em humanos e a principal 
causa de deficiência intelectual na população. 
43. O fenótipo na síndrome de Down tem uma 
expressividade variada, apesar de existirem três 
possibilidades do ponto de vista citogenético. 
44. A comunicação aos pais, na maternidade, não deve ser 
realizada, mesmo quando sinais e sintomas são 
característicos. O esclarecimento deve ser feito em 
serviço especializado. 
 
 
PROVA APLIC
ADA
 
PROCESSO SELETIVO – RM/SES-DF/2021 GRUPO 015 – TIPO “U” PÁGINA 4/7 
 
IADES
Durante a visita de alojamento conjunto, ao solicitar a caderneta 
de acompanhamento obstétrico da mãe de um recém-nascido 
(RN), verificaram-se sorologias para sífilis positivas no primeiro 
trimestre da gestação. A gestante foi tratada com benzilpenicilina 
benzatina na dose total de 7,2 milhões UI. O VDRL da mãe após 
o tratamento reduziu de 1:32 para 1:8. 
 
A respeito desse caso clínico e com base nos conhecimentos 
médicos correlatos, julgue os itens a seguir. 
 
45. Caso o RN seja assintomático ao exame e VDRL 1:8, 
ainda assim a criança foi exposta à sífilis. 
46. Na consulta do 6o mês de vida, o VDRL deverá ser não 
reagente nos casos em que a criança não tiver sido infectada. 
47. O teste treponêmico no bebê deve ser realizado em 
todas as consultas de puericultura, para 
acompanhamento juntamente com o da mãe. 
48. O intervalo entre doses da benzilpenicilina benzatina 
pode ser espaçado, para evitar a dor, fazendo-se 
aplicação de 1,2 milhão a cada mês. 
49. No início do acompanhamento pré-natal, é aconselhável 
pedir o teste treponêmico, que é o primeiro teste a ficar 
reagente, aguardando o não treponêmico. 
50. Mesmo quando houver histórico de tratamento prévio, o 
lactente que for diagnosticado com sífilis congênita 
durante o seguimento deverá ser tratado com penicilina. 
51. Atraso no desenvolvimento pode ter como causa a 
sífilis congênita tardia. 
52. Nas crianças com alteração inicial do líquor, neurossífilis, a 
punção liquórica posterior deve ser reservada quando 
aparecerem sinais e sintomas neurológicos. 
 
 
Os avós levam uma criança de 1 ano de idade ao posto de 
vacinação para atualização da caderneta. Durante a conversa com 
o agente comunitário de saúde, os avós relatam preocupação com 
um exame ao nascimento, apesar de o neto estar bem, sem 
adoecimento. Contam que o primeiro teste do pezinho deu uma 
alteração na tireoide e, quando foi repetido, o resultado foi 
normal. Mesmo assim, eles
não se mostraram tranquilos e ficam 
com medo de dar vacina, principalmente durante a pandemia. 
 
A respeito desse caso clínico e tendo em vista os 
conhecimentos médicos correlatos, julgue os itens a seguir. 
 
53. Caso a criança, no momento da visita ao posto de saúde, 
apresentasse sinais de doenças do trato respiratório 
superior, com febre, tosse e (ou) coriza ou ainda diarreias 
leves, estaria contraindicada a vacinação. 
54. Pode ser administrada a vacina de varicela, que é de 
vírus vivo atenuado. 
55. O hipotireoidismo congênito, doença que pode ser 
diagnosticada pela triagem neonatal, deve ser 
confirmado após coleta de sangue do recém-nascido. 
56. Na idade de 12 meses de vida, deve ser aplicada a primeira dose 
da vacina tríplice viral, segundo o Ministério da Saúde. Ela não 
poderá ser aplicada junto com a vacina da febre amarela. 
57. O tratamento do hipotireoidismo congênito deve ser 
expectante, reavaliando, nas consultas de puericultura, o 
desenvolvimento neuropsicomotor. 
58. Não há evidências acerca da interação da Covid-19 e a 
resposta imune às vacinas. 
59. É necessário aproveitar a visita ao posto de saúde para 
avaliar a marca da vacinação BCG no lactente, pois, caso 
essa cicatriz vacinal não esteja presente, deve-se revaciná-lo. 
60. A vacina BCG e a do sarampo, que devem ser verificadas 
no cartão vacinal, são vacinas de vírus vivos atenuados. 
 
 
GASTROENTEROLOGIA 
Itens de 61 a 120 
 
Uma paciente de 30 anos de idade, empregada doméstica, 
natural do Piauí, procedente de Samambaia (DF), gestante de 
12 semanas, é encaminhada ao hepatologista em virtude de 
exame sorológico positivo para hepatite B. Verificam-se 
AgHBs (antígeno hepatite B) anti-HBc total – (anticorpo 
contra antígeno core hepatite B) anti- HBs (anticorpo contra 
vírus da hepatite B). 
 
Considerando esse caso clínico e com base nos 
conhecimentos médicos correlatos, julgue os itens a seguir. 
 
61. AgHBs positivo, anti-HBc total positivo e anti-HBs 
negativo – infectada atualmente por hepatite B. 
62. AgHBs negativo, anti-HBc total negativo e anti-HBs 
positivo – vacinada para hepatite B. 
63. AgHBs negativo, anti-HBc total positivo e anti-HBs 
positivo – infecção aguda por hepatite B. 
64. AgHBs negativo, anti-HBc total positivo e anti-HBs 
negativo – contágio prévio por hepatite C. 
65. AgHBs negativo, anti-HBc total negativo, anti-HBs 
negativo – suscetível a contágio por vírus da hepatite B. 
 
 
Um paciente de 35 anos de idade, pedreiro, chega ao pronto-
socorro por notar aumento do volume abdominal e edema de 
membros inferiores há 15 dias. Tem história de ingesta 
alcoólica intensa desde os 13 anos de idade. Ao exame físico, 
constatam-se PA = 120 mmHg x 80 mmHg, FC = 80 bpm e 
SatO2 = 98%, e o paciente mostra-se em bom estado geral, 
hidratado, ictérico 3+, acianótico e corado. Notam-se aranhas 
vasculares em tronco, eritema palmar, abdome globoso, 
tenso, piparote positivo, traube ocupado, sem possibilidade 
de palpar vísceras em virtude de tensão abdominal e edema 
de MMII 4+. 
 
Com base nesse caso clínico e nos conhecimentos médicos 
correlatos, julgue os itens a seguir. 
 
66. Nesse caso o diagnóstico provável é de ascite 
secundária a cirrose hepática. 
67. Seria indicada, nesse caso, a realização de paracentese 
diagnóstica e de alívio. 
68. A reposição de albumina humana endovenosa está 
indicada em paracenteses com volume de até dois litros. 
69. Caso o líquido ascítico venha com linfócitos > 250 
células por mm3, sugere-se peritonite bacteriana 
espontânea (PBE). 
70. Caso o gradiente albumina soroascite seja < 1,1, 
sugere-se ascite de causa hepática. 
 
Área livre 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
PROVA APLIC
ADA
 
PROCESSO SELETIVO – RM/SES-DF/2021 GRUPO 015 – TIPO “U” PÁGINA 5/7 
 
IADES
Quanto à hemorragia digestiva alta varicosa, julgue os itens a 
seguir. 
 
71. Devem-se rastrear varizes de esôfago por endoscopia 
digestiva alta apenas em cirróticos Child-Pugh C. 
72. O manejo do paciente com hemorragia digestiva alta 
varicosa deve ser conduzido preferencialmente à 
unidade de terapia intensiva. 
73. Se a hemoglobina estiver entre 9 g/dL e 10 g/dL, 
indica-se hemotransfusão em pacientes com HDA 
varicosa. 
74. A terlipressina deve ser considerada como agente de 
escolha sem contraindicações. 
75. A hemostasia endoscópica com ligadura elástica não 
deve ser realizada se houver passagem prévia de balão 
Sengstaken-Blakemore. 
 
 
Um paciente de 37 anos de idade, casado, natural e 
procedente de Brasília (DF), comerciante, apresentou-se com 
dor abdominal em moderada intensidade, localizada na fossa 
ilíaca direita, que aliviava com a defecação e sem fatores 
desencadeantes. Esse quadro tem caráter intermitente há 10 
anos e melhora quando ele usa vermífugos e antibióticos. O 
próprio paciente notou uma massa palpável de fossa ilíaca 
direita, que incomoda à palpação. Apresenta também 
episódios de diarreia com cerca de seis evacuações por dia, 
com sangue e pus, associadas a tenesmo retal. 
 
Acerca desse caso clínico e com base nos conhecimentos 
médicos correlatos, julgue os itens a seguir. 
 
76. A massa palpável em fossa ilíaca direita pode ser íleo 
distal com espessamento de parede (doença de Crohn). 
77. O quadro intermitente e de longa data poderia estar 
associado à infecção entérica por Clostridium difficile. 
78. O exame de imagem inicial indicado para esse quadro é 
uma ultrassonografia de abdome. 
79. A pesquisa de calprotectina fecal poderia ajudar na 
avaliação da atividade inflamatória da doença. 
80. A colonoscopia com biópsia seriada está indicada, 
mesmo em casos de abdome agudo por suboclusão 
intestinal. 
81. O tratamento clínico inicial desse caso seria corticoides 
orais e antibióticos. 
82. Nesse caso, o uso de biológicos estaria indicado em 
fase inicial se houvesse fístulas intestinais. 
 
 
Uma paciente de 14 anos de idade, assintomática, comparece 
à consulta para avaliar se tem doença celíaca porque a tia 
materna é portadora da mencionada doença. 
 
Com base nesse caso e nos conhecimentos médicos 
correlatos, julgue os itens a seguir. 
 
83. Pesquisa sérica da antigliadina positivo e endoscopia 
digestiva alta (EDA) com biópsia duodenal normal 
confirmam doença celíaca. 
84. Pesquisa sérica do antiendomísio positivo e EDA com 
biópsia duodenal com atrofia das vilosidades e 
linfocitose confirmam tuberculose intestinal. 
85. Se essa paciente apresentar doença celíaca confirmada, 
deve abster-se de glúten por um ano. 
86. Caso a paciente consiga ficar sem glúten, o anticorpo 
anti-transglutaminase pode ficar negativo no sangue. 
87. A histologia duodenal não se altera a despeito da 
retirada de glúten da dieta dessa paciente. 
 
 
Um paciente de 20 anos de idade queixa-se de distensão 
abdominal e diarreia quando exagera no consumo de 
alimentos ricos em leite de vaca ou derivados. Já fez o teste 
de tolerância à lactose e levou o resultado à consulta médica. 
 
Acerca desse caso clínico e considerando os conhecimentos 
médicos correlatos, julgue os itens a seguir. 
 
88. Caso o teste apresente resultado positivo, o paciente 
deve evitar produtos à base de leite de vaca. 
89. A reposição de lactase oral antes da ingesta de produtos 
lácteos não evita os sintomas. 
90. Caso esse paciente insista em ingerir leite e derivados 
com lactose, pode desenvolver câncer de cólon. 
91. A hipovitaminose por cálcio pode ocorrer caso sejam 
utilizados produtos lácteos sem lactose. 
92. Sintomas extraintestinais, como doença do refluxo 
gastroesofágico e cefaleia, podem estar associados à 
intolerância à lactose. 
 
 
Com relação à esofagite eosinofílica, julgue os itens a seguir. 
 
93. Um dos sintomas dessa doença é a disfagia de 
transmissão. 
94. É uma doença de maior prevalência em homens e não 
há evidências que a caracterizem como uma condição 
pré-maligna. 
95. A eosinofilia da esofagite eosinofílica não é responsiva 
ao
uso de inibidores da bomba de prótons. 
96. Corticoides sistêmicos em baixas doses são o 
tratamento de escolha para essa condição. 
97. Pacientes com redução do calibre esofágico podem ser 
beneficiados pelo procedimento de dilatação, sendo ele 
seguro na referida patologia, com baixo risco de 
perfuração. 
 
Área livre 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
PROVA APLIC
ADA
 
PROCESSO SELETIVO – RM/SES-DF/2021 GRUPO 015 – TIPO “U” PÁGINA 6/7 
 
IADES
Certo paciente de 18 anos de idade procura 
gastroenterologista após a realização de endoscopia digestiva 
alta, sem pedido médico, em razão de queixas de queimação 
retroesternal e regurgitação, que se iniciaram há cerca de dois 
meses. As queixas são geralmente pós-prandiais, 
principalmente após ingesta de alimentos gordurosos e de 
bebidas alcoólicas. Nega náuseas, vômitos, disfagia, perda 
ponderal ou quaisquer outros sintomas. O laudo do exame 
descreve presença de erosões em esôfago distal, algumas 
maiores que 5 mm, confluentes, acometendo cerca de 65% 
da circunferência do órgão. 
 
Acerca desse caso clínico e tendo em vista os conhecimentos 
médicos correlatos, julgue os itens a seguir. 
 
98. O diagnóstico presuntivo de doença do refluxo 
gastroesofágico (DRGE) pode ser feito na presença dos 
sintomas típicos de pirose e regurgitação ácida, sendo 
recomendada a endoscopia digestiva alta nos casos em 
que há sinais de alarme ou risco de complicações. 
99. A biópsia de esôfago distal faz parte da rotina da 
endoscopia digestiva alta na DRGE. 
100. A pesquisa e o tratamento da bactéria H. pylori não 
fazem parte da rotina propedêutica e terapêutica da 
DRGE. 
101. O tratamento cirúrgico geralmente não é indicado aos 
pacientes não responsivos à terapia com inibidores da 
bomba de prótons. 
102. O exame de manometria esofágica sempre deve ser 
realizado antes do tratamento cirúrgico da DRGE. 
103. No manejo da DRGE refratária, o primeiro passo é 
associar um antagonista do receptor H2 ao inibidor da 
bomba de próton. 
104. Pela classificação de Los Angeles, o paciente apresenta 
uma esofagite erosiva grau C. 
 
 
Quanto ao esôfago de Barrett, uma das possíveis 
complicações da doença do refluxo gastroesofágico (DRGE), 
julgue os itens a seguir. 
 
105. Acomete principalmente o esôfago proximal. 
106. Definido histologicamente como metaplasia intestinal, 
o esôfago de Barrett apresenta-se macroscopicamente 
como uma área de mucosa espessada e esbranquiçada. 
107. Pacientes com esôfago de Barrett devem fazer 
endoscopia a cada seis meses para rastreio de câncer de 
esôfago. 
 
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A pancreatite aguda foi definida, no Simpósio de Atlanta, em 
1992, como um processo inflamatório agudo do pâncreas, 
com envolvimento variável de outros tecidos regionais ou de 
sistemas orgânicos remotos. A respeito dessa patologia e 
com base nos conhecimentos médicos correlatos, julgue os 
itens a seguir. 
 
108. Dor abdominal característica e aumento de enzimas 
hepáticas mais que três vezes o limite superior da 
normalidade confirmam o diagnóstico de pancreatite aguda. 
109. Tomografia computadorizada ou ressonância magnética 
devem ser solicitadas em caso de dúvida diagnóstica ou 
na ausência de melhora clínica após 48 a 72 horas da 
admissão hospitalar. 
110. Todos os pacientes com ecografia de abdome sem 
colelitíase, sem histórico de abuso de álcool, com 
triglicerídeos séricos abaixo de 1.000 mg/dL, devem ser 
submetidos a colangiorressonância ou ecoendoscopia 
para descartar coledocolitíase como etiologia da 
pancreatite aguda. 
111. O uso de antibióticos apenas é indicado em casos de 
infecções e para prevenir infecções de necroses estéreis. 
112. Na pancreatite aguda de moderada gravidade, a dieta 
oral deve ser introduzida assim que cessarem a dor, as 
náuseas e os vômitos. 
113. Sonda nasogástrica e nasoentérica mostraram a mesma 
segurança e eficácia na alimentação enteral dos 
pacientes com pancreatite aguda. 
 
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PROVA APLIC
ADA
 
PROCESSO SELETIVO – RM/SES-DF/2021 GRUPO 015 – TIPO “U” PÁGINA 7/7 
 
IADES
A Rome Foundation trouxe uma grande contribuição à 
gastroenterologia ao padronizar a definição de um grupo de 
doenças cujo diagnóstico é muito comum à especialidade, 
que é o das doenças funcionais. 
 
Acerca das doenças funcionais do trato digestivo, julgue os 
itens a seguir. 
 
114. A dispepsia funcional pode ser apresentada como 
plenitude pós-prandial, ou saciedade precoce, ou dor 
epigástrica, ou queimação epigástrica. 
115. Pirose também é interpretado como um dos sintomas 
definidores de dispepsia funcional. 
116. Sintomas que se aliviam com evacuação ou flatulência 
não se enquadram como dispepsia funcional. 
117. Alterações endoscópicas leves, que justifiquem o 
quadro, não descartam o diagnóstico de dispepsia 
funcional. 
118. Antieméticos e antidepressivos fazem parte do arsenal 
terapêutico da dispepsia funcional. 
119. As desordens de náuseas e vômitos funcionais incluem 
a síndrome de hiperêmese canabinoide. 
120. Vômitos autoinduzidos não se enquadram no 
diagnóstico das desordens de náuseas e vômitos 
funcionais. 
 
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__MACOSX/._Grupo 015 - Tipo U.pdf
Grupo 016 - Tipo U.pdf
PROVA APLIC
ADA
 
Tipo “U” 
 
 
 
SECRETARIA DE ESTADO DE SAÚDE DO DISTRITO FEDERAL 
FUNDAÇÃO DE ENSINO E PESQUISA EM CIÊNCIAS DA SAÚDE 
EDITAL NORMATIVO Nº 1 – RM/SES-DF/2021, DE 5 DE OUTUBRO DE 2020. 
 
 
P R O G R A M A S – G R U P O 0 1 6 Data e horário da prova:
 
Infectologia Pediátrica (613). 
 
 
Domingo, 
29/11/2020, às 8h. 
 
I N S T R U Ç Õ E S 
 
 Você receberá do fiscal: 
o um caderno da prova objetiva contendo 120 (cento e vinte) itens; cada um deve ser julgado como CERTO ou ERRADO, 
de acordo com o(s) comando(s) a que se refere; e 
o uma folha de respostas personalizada. 
 Verifique se a numeração dos itens, a paginação do caderno da prova objetiva e a codificação da folha de respostas estão corretas. 
 Verifique se o programa selecionado por você está explicitamente indicado nesta capa. 
 Quando autorizado pelo fiscal do IADES, no momento da identificação, escreva, no espaço apropriado da folha de respostas, 
com a sua caligrafia usual, a seguinte frase: 
 
Para ganhar é preciso gastar. 
 
 Você dispõe de 3 (três) horas e 30 (trinta) minutos para fazer a prova objetiva, devendo controlar o tempo, pois não haverá 
prorrogação desse prazo. Esse tempo inclui a marcação da folha de respostas. 
 Somente 1 (uma) hora após o início da prova, você poderá entregar sua folha de respostas e o caderno da prova e retirar-se da sala. 
 Somente será permitido levar o caderno da prova objetiva 3 (três) horas após o início da prova. 
 Deixe sobre a carteira apenas o documento de identidade e a caneta esferográfica de tinta preta, fabricada com material transparente. 
 Não é permitida a utilização de nenhum tipo de aparelho eletrônico ou de comunicação. 
 Não é permitida a consulta a livros, dicionários, apontamentos e (ou) apostilas. 
 Você somente poderá sair e retornar à sala de aplicação da prova na companhia de um fiscal do IADES. 
 Não será permitida a utilização de lápis em nenhuma etapa da prova. 
 
I N S T R U Ç Õ E S P A R A A P R O V A O B J E T I V A 
 
 Verifique se os seus dados estão corretos na folha de respostas da prova objetiva. Caso haja algum dado incorreto, comunique ao fiscal. 
 Leia atentamente cada item e assinale sua resposta na folha de respostas. 
 A folha de respostas não pode ser dobrada, amassada, rasurada ou manchada e nem podem conter registro fora dos locais 
destinados às respostas. 
 O candidato deverá transcrever, com caneta esferográfica de tinta preta, fabricada com material transparente, as respostas da 
prova objetiva
para a folha de respostas. 
 A maneira correta de assinalar a alternativa na folha de respostas é cobrir, fortemente, com caneta esferográfica de tinta preta, 
fabricada com material transparente, o espaço a ela correspondente. 
 Marque as respostas assim: 
 
PROVA APLIC
ADA
 
PROCESSO SELETIVO – RM/SES-DF/2021 GRUPO 016 – TIPO “U” PÁGINA 2/9 
 
IADES
PEDIATRIA 
Itens de 1 a 60 
 
Um lactente de 3 meses de vida, saudável, é levado pela mãe 
ao posto de saúde. A mãe tem dúvidas acerca da 
amamentação, achando que o seu leite não está sendo 
suficiente, pois ouviu a mãe dela comentar que, na família, 
ninguém produz leite forte. A vizinha expôs que deve ser o 
cansaço e a falta de boa alimentação, aconselhando-a a beber 
água e descansar. Ela não acreditou na vizinha e perguntou 
ao médico se pode dar outro leite ao lactente. 
 
Com base no caso descrito e nos conhecimentos médicos 
correlatos, julgue os itens a seguir. 
 
1. A mãe não precisaria perguntar, pois o bebê já está na 
idade de iniciar a alimentação. 
2. O cansaço e o estresse podem influenciar o reflexo de 
ejeção do leite, inibindo-o. 
3. A manutenção do volume do leite é influenciado pela 
hidratação materna. 
4. Deve-se averiguar a sucção do bebê durante a mamada, 
pois a produção do leite aumenta com a sucção eficaz 
do lactente. 
5. A hipogalactia é frequente e não se relaciona com a 
sucção. 
6. Uma vez que o leite final é de maior densidade calórica, 
recomenda-se esvaziar a mama e depois oferecer a 
mama contralateral. 
7. A vizinha estava certa em aconselhar a mãe a oferecer 
água para o lactente. 
8. Deve-se aconselhar a mãe a oferecer outro leite, já que 
geralmente é necessário fazer um complemento para os 
bebês. 
 
 
O pediatra está de plantão em uma maternidade da periferia 
de uma grande cidade. Na madrugada, uma gestante em 
período expulsivo dá entrada nessa maternidade. A mãe 
levou seu cartão de pré-natal com preenchimento adequado e 
com consultas regulares, mas, para sua surpresa, a idade 
gestacional é compatível com 33 semanas pela DUM. 
 
A respeito desse caso clínico e com base nos conhecimentos 
médicos correlatos, julgue os itens a seguir. 
 
9. A sobrevida de recém-nascidos prematuros (RNPT), 
definidos como os nascidos vivos com idade 
gestacional menor que 37 semanas, reflete a estrutura e 
a qualidade do cuidado antenatal, e o pediatra deve 
estar preparado para receber esse recém-nascido (RN) 
na assistência ao parto. 
10. É fundamental, em todo parto prematuro, a presença de 
dois a três profissionais de saúde, com pelo menos um 
pediatra apto a intubar e indicar massagem cardíaca e 
medicações. 
11. Quando um RNPT não melhora ou não atinge níveis 
desejáveis de SatO2, com a ventilação por pressão 
positiva (VPP) em concentração de O2 a 30%, a 
primeira medida é aumentar imediatamente a oferta de 
oxigênio suplementar. 
12. No RN abaixo de 34 semanas, indica-se o 
clampeamento imediato do cordão umbilical, 
independentemente de sua vitalidade. 
13. No atendimento ao RN saudável de mães com suspeita 
ou infecção pelo Sars-CoV-2, deve-se adiar a 
amamentação e o contato pele a pele. 
14. A oximetria de pulso detecta, de forma contínua, a 
frequência de pulso, mas demora para detectá-la e 
subestima a frequência cardíaca (FC), podendo levar a 
um aumento desnecessário de intervenções para o 
neonato, na sala de parto. 
 
 
Um lactente de 10 dias de vida é levado à unidade básica de 
saúde (UBS) em virtude de a mãe notar “olhos amarelados” 
no filho. Ela relata que ele já saiu um pouco amarelo da 
maternidade, de onde teve alta com três dias de vida após 
colher sangue. O grupo sanguíneo da mãe e do bebê é A +. 
 
Considerando esse caso clínico e os conhecimentos médicos 
correlatos, julgue os itens a seguir. 
 
15. A prematuridade, independentemente do peso ao nascer, 
é considerada um dos fatores de risco mais importantes 
para hiperbilirrubinemia em razão da capacidade 
diminuída da conjugação hepática da bilirrubina e da 
dificuldade na sucção e deglutição para manter uma 
oferta adequada de leite materno. 
16. Deve-se pesquisar, nesse caso, a presença de 
céfalo-hematoma, porém a icterícia seria de resolução 
rápida, não durando 10 dias. 
17. A icterícia fisiológica apresenta progressão 
cefalocaudal. 
 
 
A mãe de uma criança de 4 anos de idade levou a filha ao 
setor de emergência com queixa de que a menina “sacudiu o 
corpo todo”, pela primeira vez, após ter dado uma medicação 
para febre. Ela relata que a criança estava com temperatura 
de 38 ºC, poucos espirros, tosse seca e que a crise foi rápida, 
não sabendo especificar o tempo. 
 
Acerca desse caso clínico e tendo em vista os conhecimentos 
médicos correlatos, julgue os itens a seguir. 
 
18. A crise convulsiva febril simples pode-se apresentar 
como tônico-clônica generalizada e tem curta duração, 
menor que 15 minutos. 
19. No caso mencionado, a epilepsia é o mais provável 
diagnóstico, cujos fatores de risco incluem atraso do 
desenvolvimento e crise febril complexa. 
20. Caso a criança chegasse ao hospital ainda em crise, 
seria preconizado administração de benzodiazepínicos, 
como o diazepam, por via intravenosa IV. 
21. O estado de mal epiléptico é uma emergência médica, 
muito frequente na crise convulsiva febril em função da 
imaturidade da criança. 
22. Em lactentes com histórico de insulto neurológico 
prévio, como uma encefalopatia crônica não 
progressiva desde o nascimento, isso pode ocasionar 
uma lesão neurológica estática, sendo causa de crises 
convulsivas não febris. 
 
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PROVA APLIC
ADA
 
PROCESSO SELETIVO – RM/SES-DF/2021 GRUPO 016 – TIPO “U” PÁGINA 3/9 
 
IADES
Uma criança de 3 anos de idade apresenta tosse produtiva, 
espirros e febre de 38 ºC há cinco dias. A mãe refere que a 
filha não quer brincar durante o episódio febril, mas, quando 
a febre passa, ela melhora; porém notou um “cansaço” nela. 
Ao exame, a criança encontra-se quieta no colo da mãe, 
febril (38 ºC), com FR = 50 irpm, FC = 120 bpm e 
SatO2 = 97%. 
 
A respeito desse caso clínico e com base nos conhecimentos 
médicos correlatos, julgue os itens a seguir. 
 
23. A pneumonia é a principal causa de mortalidade em 
crianças menores de 5 anos de idade nos países em 
desenvolvimento. 
24. No caso em questão, a mãe poderia observar o 
“cansaço” da criança por meio da frequência 
respiratória, que está normal para a idade. 
25. Nesse caso, seria preciso esperar sibilos na ausculta 
pulmonar, pois isso é comum na pneumonia adquirida 
na comunidade (PAC). 
26. Em crianças de 2 meses a 5 anos de idade com PAC, a 
presença de tiragem subcostal classifica-a como tendo 
pneumonia grave. 
27. A aspiração de corpo estranho é um diagnóstico 
diferencial importante na criança com sibilância. 
 
 
Os pais levam uma criança de 4 anos de idade à consulta 
médica. Relatam que a menina não quer mais ir à escola, 
porque os amigos evitam brincar com ela por estar sempre 
cheirando a xixi. Na anamnese, a mãe refere que a filha urina 
muito na cama, durante o dia, não sente vontade de fazer xixi 
e, quando percebe, já está molhada. Sempre foi assim. A mãe 
fica preocupada também porque a criança cai muito e notou 
que o pé dela é torto desde que nasceu. A menina nasceu 
bem, a termo, com bom peso e bom Apgar, porém foi logo 
encaminhada à unidade de terapia intensiva (UTI) para 
aguardar a cirurgia da medula. 
 
Tendo em vista esse caso clínico e os conhecimentos 
médicos correlatos, julgue os itens a seguir. 
 
28. É frequente a deformidade dos pés, podendo-se 
encontrar pé equinovaro, pé varo, cavo-varo e pé 
equino. 
29. O desfralde antes dos 2 anos de idade pode ser a causa 
da incontinência urinária. 
30. É necessário solicitar um estudo urodinâmico, em que é 
avaliada a pressão da musculatura detrusora. 
31. Os defeitos do fechamento do tubo neural (DFTN) são 
malformações congênitas frequentes, que ocorrem em 
virtude de uma falha
no fechamento adequado do tubo 
neural embrionário durante o final da gestação. 
32. Quase todos os pacientes são portadores de distúrbios 
esfíncterianos, vesicais e anais, de difícil controle, que 
causam predisposição a infecções urinárias. 
33. A hidrocefalia está associada a mais de 70% dos casos, 
o que pode ser uma causa de deterioração neurológica 
consequente a disfunção do sistema de drenagem. 
 
 
 
 
Considere um recém-nascido (RN) do sexo masculino, com 
24 horas de vida, nascido de parto vaginal, a termo, com peso 
ao nascer de 3.335 g, Apgar 9, no 1o minuto e 10, no 5o. 
Durante o exame físico, o pediatra nota uma musculatura 
abdominal muito flácida, com a pele dessa região enrugada, 
aparência de “ameixa seca”, em batráquio. Apresenta 
aparelho cardiopulmonar normal, genitália masculina com 
ambos os testículos criptorquídicos. FR = 50 irpm, 
FC = 120 bpm e SatO2 = 98%. O RN evoluiu com retenção 
urinária e aumento das escórias renais. 
 
Acerca desse caso clínico e com base nos conhecimentos 
médicos correlatos, julgue os itens a seguir. 
 
34. O diagnóstico deve ser feito precocemente, 
preferencialmente intraútero, e o tratamento, sobretudo 
das anormalidades do sistema urinário, não deve ser 
retardado. 
35. A correção da criptorquidia deve ser feita até 1 ano de 
vida. 
36. Embora os rins possam ser normais, a displasia renal e a 
hidronefrose são comuns, mas a insuficiência renal não 
é comum. 
37. No sexo feminino, há números elevados de ocorrências 
como as do caso descrito. 
38. É necessária a solicitação de ecocardiograma para 
avaliar anomalias cardíacas que estão presentes em 10% 
dos casos. 
 
 
Uma criança de 8 anos de idade, portadora de síndrome de 
Down, ao ser atendida em consulta de seguimento, apresentou 
as seguintes mensurações: peso = 34 kg (percentil 90-95); 
altura = 1,18 cm (percentil 25); e IMC = 25 (percentil 95). Ao 
exame, encontra-se em BEG, corada, hidratada, FC = 80 bpm, 
FR = 30 irpm e SatO2 = 97% em AA. Quanto ao aparelho 
cardiovascular, verifica-se RCR, 2T, sem sopros, constatando-se 
também precórdio calmo, pulmonar e abdome sem alterações. 
 
Considerando esse caso clínico e os conhecimentos médicos 
correlatos, julgue os itens a seguir. 
 
39. Antes de indicar atividade física, tais como natação, 
ginástica ou futebol, para perda de peso ou manutenção 
da saúde, recomenda-se radiografia da coluna cervical 
em posição neutra em perfil, flexão e extensão. 
40. O acompanhamento odontológico é importante nos 
primeiros anos de vida e, durante a idade escolar, é feito 
quando ocorrem queixas. 
41. Em relação ao IMC, observa-se um percentil 
aumentado, configurando um excesso de peso. Para tal 
avaliação, podem ser utilizadas as curvas da Caderneta 
da Criança. 
42. A Síndrome do caso clínico descrito é a alteração 
cromossômica mais comum em humanos e a principal 
causa de deficiência intelectual na população. 
43. O fenótipo na síndrome de Down tem uma 
expressividade variada, apesar de existirem três 
possibilidades do ponto de vista citogenético. 
44. A comunicação aos pais, na maternidade, não deve ser 
realizada, mesmo quando sinais e sintomas são 
característicos. O esclarecimento deve ser feito em 
serviço especializado. 
 
 
PROVA APLIC
ADA
 
PROCESSO SELETIVO – RM/SES-DF/2021 GRUPO 016 – TIPO “U” PÁGINA 4/9 
 
IADES
Durante a visita de alojamento conjunto, ao solicitar a caderneta 
de acompanhamento obstétrico da mãe de um recém-nascido 
(RN), verificaram-se sorologias para sífilis positivas no primeiro 
trimestre da gestação. A gestante foi tratada com benzilpenicilina 
benzatina na dose total de 7,2 milhões UI. O VDRL da mãe após 
o tratamento reduziu de 1:32 para 1:8. 
 
A respeito desse caso clínico e com base nos conhecimentos 
médicos correlatos, julgue os itens a seguir. 
 
45. Caso o RN seja assintomático ao exame e VDRL 1:8, 
ainda assim a criança foi exposta à sífilis. 
46. Na consulta do 6o mês de vida, o VDRL deverá ser não 
reagente nos casos em que a criança não tiver sido infectada. 
47. O teste treponêmico no bebê deve ser realizado em 
todas as consultas de puericultura, para 
acompanhamento juntamente com o da mãe. 
48. O intervalo entre doses da benzilpenicilina benzatina 
pode ser espaçado, para evitar a dor, fazendo-se 
aplicação de 1,2 milhão a cada mês. 
49. No início do acompanhamento pré-natal, é aconselhável 
pedir o teste treponêmico, que é o primeiro teste a ficar 
reagente, aguardando o não treponêmico. 
50. Mesmo quando houver histórico de tratamento prévio, o 
lactente que for diagnosticado com sífilis congênita 
durante o seguimento deverá ser tratado com penicilina. 
51. Atraso no desenvolvimento pode ter como causa a 
sífilis congênita tardia. 
52. Nas crianças com alteração inicial do líquor, neurossífilis, a 
punção liquórica posterior deve ser reservada quando 
aparecerem sinais e sintomas neurológicos. 
 
 
Os avós levam uma criança de 1 ano de idade ao posto de 
vacinação para atualização da caderneta. Durante a conversa com 
o agente comunitário de saúde, os avós relatam preocupação com 
um exame ao nascimento, apesar de o neto estar bem, sem 
adoecimento. Contam que o primeiro teste do pezinho deu uma 
alteração na tireoide e, quando foi repetido, o resultado foi 
normal. Mesmo assim, eles não se mostraram tranquilos e ficam 
com medo de dar vacina, principalmente durante a pandemia. 
 
A respeito desse caso clínico e tendo em vista os 
conhecimentos médicos correlatos, julgue os itens a seguir. 
 
53. Caso a criança, no momento da visita ao posto de saúde, 
apresentasse sinais de doenças do trato respiratório 
superior, com febre, tosse e (ou) coriza ou ainda diarreias 
leves, estaria contraindicada a vacinação. 
54. Pode ser administrada a vacina de varicela, que é de 
vírus vivo atenuado. 
55. O hipotireoidismo congênito, doença que pode ser 
diagnosticada pela triagem neonatal, deve ser 
confirmado após coleta de sangue do recém-nascido. 
56. Na idade de 12 meses de vida, deve ser aplicada a primeira dose 
da vacina tríplice viral, segundo o Ministério da Saúde. Ela não 
poderá ser aplicada junto com a vacina da febre amarela. 
57. O tratamento do hipotireoidismo congênito deve ser 
expectante, reavaliando, nas consultas de puericultura, o 
desenvolvimento neuropsicomotor. 
58. Não há evidências acerca da interação da Covid-19 e a 
resposta imune às vacinas. 
59. É necessário aproveitar a visita ao posto de saúde para 
avaliar a marca da vacinação BCG no lactente, pois, caso 
essa cicatriz vacinal não esteja presente, deve-se revaciná-lo. 
60. A vacina BCG e a do sarampo, que devem ser verificadas 
no cartão vacinal, são vacinas de vírus vivos atenuados. 
 
 
INFECTOLOGIA 
Itens de 61 a 120 
 
Determinado senhor de 61 anos de idade, morador de 
Manaus (AM), marcou consulta médica por quadro clínico 
de mal-estar, cefaleia, astenia, icterícia, náuseas e vômito há 
uma semana. O médico, após anamnese e exame físico, 
solicitou exames laboratoriais, incluindo sorologias para 
hepatites virais, receitou sintomáticos e agendou o retorno. 
No retorno, os exames apresentaram anti-HAV IgG reagente, 
anti-HAV IgM não reagente, HBsAg reagente, anti-HBs Ag 
não reagente, anti-HBc total reagente, anti-HBc IgM 
reagente, HBeAg reagente, anti-HBe não reagente e anti-
HCV não reagente. 
 
Com base nesse caso clínico e nos conhecimentos médicos 
correlatos, julgue os itens a seguir. 
 
61. O paciente já teve infecção pelo vírus da hepatite A ou 
foi vacinado de hepatite A. Segundo a Sociedade 
Brasileira de Imunizações, são indicadas duas doses da 
vacina, com intervalo de seis meses entre as doses. 
62. Para tratamento desse paciente que tem hepatite B com 
HBeAg reagente, a alfapeginterferona está indicada 
pelo protocolo do Ministério da Saúde do Brasil, com 
aplicação subcutânea semanal, por 48 semanas. 
63. O diagnóstico sorológico da hepatite Delta baseia-se na 
detecção de anticorpos anti-HDV
IgG em paciente com 
suspeita de exposição recente para o agente infeccioso. 
Pacientes portadores de hepatite B, residentes em áreas 
endêmicas (como é o caso do paciente descrito) ou com 
antecedente epidemiológico correspondente, são 
candidatos a investigaçaõ. 
64. O médico, após análise dos exames sorológicos, faz 
diagnóstico de que o paciente tem hepatite B aguda. 
65. A hepatite B crônica pode evoluir com cirrose hepática. 
O estadiamento da cirrose hepática deve ser feito por 
meio de biópsia hepática ou elastografia, que é 
imprescindível para o monitoramento clínico e a 
definição da modalidade de tratamento. 
66. O esquema de vacina da hepatite B para pessoas que 
vivem com HIV (PVHIV) são oito doses nos intervalos 
de 0, 30, 60 e 180 dias. 
67. O paciente deve ser orientado quanto à prevenção das 
hepatites virais, acerca de seus contatos domiciliares e 
parceiros sexuais, e com relação ao uso adequado de 
preservativo e do não compartilhamento de 
instrumentos perfurocortantes e de objetos de higiene 
pessoal, como escovas de dente, alicates de unha e 
lâminas de barbear ou de depilação. 
68. Na hepatite B crônica, o rastreio do câncer hepático 
deve ser feito com ultrassom de abdome a cada seis 
meses. O marcador alfafetoproteína não é mais 
recomendado por sua baixa sensibilidade. 
 
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PROVA APLIC
ADA
 
PROCESSO SELETIVO – RM/SES-DF/2021 GRUPO 016 – TIPO “U” PÁGINA 5/9 
 
IADES
Uma jovem de 22 anos de idade recebeu resultado de exame 
reagente para HIV por meio do banco de sangue no qual ela 
era doadora. Em consulta com infectologista, relata que, há 
três anos, fez doação de sangue e tinha exame negativo para 
HIV. Também conta que, há um ano e meio, teve um quadro 
de febre, cefaleia, astenia, adenopatia cervical, dor de 
garganta, exantema e mialgia, que se resolveram em 12 dias, 
sem uso de nenhuma medicação específica. Na época, 
procurou um clínico geral que a diagnosticou com dengue, 
mas não foi solicitada nenhuma sorologia, apenas um 
hemograma com plaquetopenia de 90.000/mm3, sem 
nenhuma outra alteração. A paciente não teve nenhuma 
doença desde então, é solteira, heterossexual e não usa 
drogas e nem preservativo em todas as relações sexuais. 
 
Considerando esse caso clínico e os conhecimentos médicos 
correlatos, julgue os itens a seguir. 
 
69. É muito importante que o médico, diante de um quadro 
viral agudo, considere a infecção aguda pelo HIV entre 
os diagnósticos possíveis e investigue potenciais fontes 
de exposição ao vírus. O diagnóstico da infecçaõ aguda 
pelo HIV pode ser realizado mediante a detecçaõ da 
carga viral do vírus. 
70. Tratar-se essa paciente com antirretrovirais, testar 
outras infecções sexualmente transmissíveis (IST) e 
realizar profilaxia pré e pós-exposição fazem parte das 
estratégias de prevenção do HIV. 
71. Entre os exames complementares iniciais para a 
abordagem inicial dessa paciente, os exames específicos 
necessários são contagem de linfócitos CD4+ 
(LT-CD4+), carga viral para HIV e genotipagem. 
72. A falha virológica em um paciente com HIV/Aids é 
caracterizada por um exame de carga viral detectável, 
após o paciente já ter indetectado a carga viral em 
vários exames anteriores consecutivos. 
73. O Programa Nacional de Imunizações (PNI) indica, 
para essa paciente, caso ela tenha contagem de 
linfócitos CD4+ maior ou igual a 350 células/mm3, as 
seguintes vacinas: Haemophilus influenzae tipo B 
(Hib), tríplice viral e vacina do HPV (a depender da 
idade), varicela, hepatite A e B (se paciente suscetível), 
influenza anual e a vacina pneumo 23. 13 e meningo. 
74. Se a paciente estiver gestante, a terapia antirretroviral 
poderá ser iniciada a partir da 14a semana de gestação, 
logo após a coleta de exames e antes mesmo de se 
obterem os resultados de LT-CD4+ e de carga viral para 
HIV, principalmente nos casos de gestantes que iniciam 
tardiamente o acompanhamento pré-natal, com o 
objetivo de alcançar a supressão viral, que é fator 
determinante na redução da transmissão vertical, o mais 
rapidamente possı́vel. 
75. Se essa paciente infectada pelo HIV mantiver LT-CD4+ acima 
de 350 células/mL durante anos, sem uso de antirretrovirais, ela 
pode ser chamada de “controladora de elite”. 
76. Se a paciente for candidata a usar, para o tratamento 
com antirretrovirais, a combinação abacavir com 
lamivudina (ABC/3TC), que é uma alternativa para os 
pacientes com contraindicaçaõ aos esquemas com 
tenofovir e lamivudina (TDF/3TC), o teste 
HLA-B*5701 deve preceder o uso do abacavir para 
avaliar o risco de reação de hipersensibilidade pelo 
fármaco. O abacavir não deve ser administrado a 
pacientes que apresentem um resultado negativo para 
HLA-B*5701. 
 
 
Certa paciente de 18 anos de idade, acompanhada pela irmã, deu 
entrada no ambulatório para consulta médica com queixa de 
disúria, polaciúria e nictúria. Nega febre e dor lombar. Nega 
episódios anteriores e corrimento vaginal. Tem vida sexual ativa 
e usa DIU de cobre. Ao exame físico, mostrou-se em BEG, 
corada, hidratada, anictérica, acianótica e orientada, com 
abdome plano, flácido, mas doroloso na região suprapúbica e 
com ruídos hidroaéreos (RHA) presentes. Observaram-se 
AR = MVF sem ruídos adventícios; ACV = RCR 2T BNF sem 
sopros; PA = 120 mmHg x 80 mmHg; FC = 90 bpm; 
FR = 18 irpm; e T = 37,1 ºC. A irmã da paciente, então, 
aproveitou a consulta para mostrar ao médico alguns exames 
de rotina que ela tinha feito, pois estava preocupada por estar 
com infecção na urina. Apresentava-se totalmente 
assintomática, e o exame físico dela era normal. Ela não 
estava gestante e já teve infecção de urina há seis meses, 
quando foi tratada com antimicrobianos. O exame alterado 
era uma urocultura com Escherichia coli resistente a sulfas, 
ciprofloxacino, cefalosporina de primeira, segunda e quarta 
geração e sensível a nitrofurantoína, cefaloporina de terceira 
geração, carbapenêmicos e aminoglicosídeos. 
 
Acerca desse caso clínico e tendo em vista os conhecimentos 
médicos correlatos, julgue os itens a seguir. 
 
77. O diagnóstico da paciente é cistite não complicada, e os 
antibióticos recomendados para cistite não complicada 
em mulheres são fosfomicina trometamol (3 g por via 
oral, em dose única) e nitrofurantoína (100 mg por via 
oral, a cada seis horas, por cinco dias). Essas drogas 
têm mecanismos de ação únicos e baixas taxas de 
resistência. Também apresentam altas concentrações 
urinárias e são ativos contra bactérias produtoras de 
betalacmase de espectro estendido (ESBL). 
78. O padrão-ouro para o diagnóstico de infecção do trato 
urinário (ITU) é uma cultura de urina positiva, apesar 
de, no caso da paciente, não ser indicado coleta de 
material para cultura. A cultura de urina e o teste de 
sensibilidade aos antimicrobianos devem ser realizados 
em gestantes, mulheres com suspeita de pielonefrite 
aguda e em infecções recorrentes, em razão do maior 
risco de resistência bacteriana. 
79. A ITU recorrente é definida como a repetição de pelo 
menos três ITUs em seis meses. Em cada episódio, o 
paciente deve apresentar sintomas agudos de início e 
bacteriúria ≥ 10 2 UFC/mL no exame de urina (EAS). 
80. O diagnóstico da irmã da paciente é de bacteriúria 
assintomática e não deve ser indicado tratamento 
antimicrobiano para ela. Atualmente, a indicação de 
tratamento de bacteriúria assintomática é consenso 
apenas em duas situações: no caso de gestantes e antes 
de procedimento urológico invasivo. 
81. A E. coli da urocultura relatada no caso clínico deve ser 
classificada como multirresistente, provável produtora 
de ESBL. O antibiótico de escolha para tratamento 
dessa bactéria é da classe dos carbapenêmicos. 
82. Para pacientes com infecção urinária de repetição, 
existem profilaxias sem uso de antimicrobianos, 
fortemente recomendadas, como cranberry, estrógeno 
vaginal e imunoprofilaxia. 
 
 
 
 
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PROCESSO SELETIVO –
RM/SES-DF/2021 GRUPO 016 – TIPO “U” PÁGINA 6/9 
 
IADES
Um homem de 35 anos de idade foi levado ao pronto-socorro 
com febre, queda do estado geral, prostração e rigidez de 
nuca de início há 24 horas. Não se verificaram outras 
alterações aos exames clínico geral e neurológico. O médico 
optou por realizar a punção liquórica. Os exames do paciente 
indicaram os resultados descritos na tabela a seguir. 
 
Exame Resultado do paciente Referência 
Aspecto e cor Turvo e xantocromático Límpido e incolor 
Celularidade 650 leucócitos/mm3 0 a 5 leucócitos/mm3 
Neutrófilos 67% 0 
Linfócitos 22% 0 
Monócitos 11% 0 
Glicose 28 mg/dL 45 mg/dL a 100 mg/dL
Proteı́nas 96 mg/dL 15 mg/dL a 50 mg/dL 
Cloretos 610 mEq/L 680 mEq/L – 750 mEq/L
Gram Diplococos gram positivos Negativo 
Pesquisa 
fungos 
Negativo Negativo 
 
A respeito desse caso clínico e com base nos conhecimentos 
médicos correlatos, julgue os itens a seguir. 
 
83. A ceftriaxona segue como a droga de escolha para o 
tratamento empírico das meningites bacterianas no 
Brasil. No caso das meningites bacterianas 
comunitárias, os três principais patógenos envolvidos 
(pneumococo, meningococo e hemófilo) são tratados 
com ceftriaxona em monoterapia, conduta a ser iniciada 
imediatamente para esse paciente. 
84. O antibiótico de escolha para a quimioprofilaxia dos 
contactantes próximos desse paciente é a rifampicina, que 
deve ser administrada preferencialmente em até 48 horas 
da exposição ao doente, considerando o prazo de 
transmissibilidade e o período de incubação da doença. 
85. O médico reclamou ao laboratório porque não fizeram a 
pesquisa de BAAR no líquor. Em resposta, informou-se 
que não há pessoa treinada para realizar esse exame, 
pois as duas microbiologistas estão afastadas por 
Covid-19. Então, o médico solicita parecer do 
infectologista, com receio de o paciente ter meningite 
tuberculosa pelas alterações liquóricas e pelo quadro 
clínico dele. 
86. Se o paciente tivesse uma meningite viral, as alterações 
do líquor seriam incolores ou opalescentes, celularidade 
de 5 a 500 linfócitos/mm3, glicose e cloreto normais, 
proteína levemente aumentada e a pesquisa de gram 
seria negativa. 
87. Como as meningites bacterianas não induzem 
imunidade permanente após a doença, é indicado para o 
paciente, na sua alta, orientar as vacinas contra 
meningite. As meningites por pneumococo, 
meningococo e hemófilo podem ser evitadas por meio 
de vacinação com as respectivas vacinas: vacina 
polissacarídica 23-valente e vacina pneumocócica 10 ou 
13-valente, vacina meningo C ou ACWY e vacina 
meningo B, e, por fim, vacina Hib ou penta ou 
hexavalente. 
88. O paciente, após três dias de tratamento com 
cefalosporina de terceira geração, manteve febre e 
prostração. O infectologista suspeita de resistência ao 
antibiótico e, como a cultura ainda não está disponível, 
ele suspende esse medicamento e inicia a vancomicina. 
89. Após internar o paciente, o médico indica precaução 
para gotículas, a fim de evitar a disseminação da 
meningite no ambiente hospitalar. 
 
 
Um caminhoneiro de 41 anos de idade, que viaja 
frequentemente para as regiões Norte (Rondônia), Nordeste e 
Sudeste (São Paulo), tabagista, procura atendimento médico 
por febre diária há 15 dias, associada a episódios de 
tremedeira, cefaleia e mialgia, além de estar astênico e 
indisposto. Não consegue trabalhar. Exames de sangue 
demonstraram anemia e trombocitopenia. O médico solicita 
um exame de gota espessa com alta parasitemia por 
Plasmodium vivax. 
 
Com base nesse caso clínico e nos conhecimentos médicos 
correlatos, julgue os itens a seguir. 
 
90. Os medicamentos antimaláricos são disponibilizados 
gratuitamente em todo o território nacional, em 
unidades do Sistema Único de Saúde (SUS). Para esse 
caso, o médico prescreveu corretamente cloroquina, em 
associação com primaquina, por sete dias. 
91. O paciente melhorou, tendo remissão completa dos 
sintomas após três dias de tratamento correto para 
malária por vivax. Entretanto, voltou a apresentar febre 
diária após quatro dias do término do tratamento e 
retornou ao médico que optou por repetir o exame da 
gota espessa, que se mostrou positivo para o 
Plasmodium vivax (1 parasita/campo). Assim, ele 
decidiu repetir o tratamento com cloroquina e 
primaquina, porém estendendo a primaquina por 14 
dias. Nas infecções por Plasmodium vivax, alguns 
esporozoítos originam formas evolutivas do parasito, 
denominadas hipnozoítos, que são os responsáveis pelas 
recaídas da doença. 
92. O diagnóstico diferencial é feito com febre tifoide, 
febre amarela, leptospirose, hepatite infecciosa, 
leishmaniose visceral, doença de Chagas aguda, 
salmoneloses septicêmicas e endocardites. 
93. Se o paciente não receber terapêutica específica, 
adequada e oportuna, os sinais e sintomas podem 
evoluir para formas graves e complicadas, dependendo 
da resposta imunológica do organismo, do aumento da 
parasitemia e da espécie de plasmódio. As formas 
graves estão relacionadas à parasitemia elevada, acima 
de 2% das hemácias parasitadas, podendo atingir até 
30% dos eritrócitos. 
 
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IADES
Um paciente de 35 anos de idade refere-se a início de tosse 
produtiva, febre baixa, sudorese (principalmente à noite) e 
perda ponderal não mensurada há um mês. Relata também 
episódios de vômitos após ingesta alimentar há 
aproximadamente duas semanas e nega dor torácica, 
hemoptise e diarreia. Ao exame físico, constatam-se os 
seguintes resultados: RER; FR = 24 ipm; FC = 90 bpm; e 
PA = 120 mmHg × 70 mmHg. Quanto ao aparelho 
respiratório, nota-se MV rude e diminuído em base direita e 
abolido em base esquerda, observando-se creptos, roncos e 
sibilos bilaterais. Acerca do aparelho cardiovascular, 
percebe-se BNFT em 2T sem sopros ou desdobramentos. 
Verificaram-se abdome plano, flácido, indolor, sem 
visceromegalias, RHA +; sem rigidez de nuca; Glasgow 15; 
extremidades frias; e edema +/4+ em MMII. 
 
Considerando esse caso clínico e os conhecimentos médicos 
correlatos, julgue os itens a seguir. 
 
94. Para esse caso, as hipóteses diagnósticas podem ser 
neoplasias, infecções fúngicas, pneumonia nocardiose, 
abscesso pulmonar, tuberculose, outras micobacterioses, 
doenças autoimunes ou silicose. 
95. Como o paciente tem tosse há mais de três semanas, 
necessita-se pesquisar tuberculose pulmonar. Para isso, 
o diagnóstico bacteriológico de melhor qualidade de 
que se dispõe é a pesquisa de bacilo álcool-ácido 
(BAAR) no escarro. 
96. A coleta de escarro para a pesquisa de BAAR deve ser 
de, no mínimo, três amostras para o diagnóstico de 
tuberculose do paciente, mas podem ser solicitadas 
amostras adicionais. 
97. Nesse caso em que o paciente tem tosse seca, pode-se 
utilizar a técnica do escarro induzido, usando 
nebulizador ultrassônico e solução salina hipertônica 
(5 mL de NaCl 3% a 5%), que deve sempre ser 
realizada em condições adequadas de biossegurança e 
acompanhada por profissional capacitado. 
98. Outra possibilidade de fazer o diagnóstico da tuberculose 
nesse paciente seria o teste rápido molecular para 
tuberculose (TRM-TB) em amostras de escarro de adultos. 
Ele também detecta a resistência à rifampicina, com uma 
sensibilidade de 95%, além de o resultado sair em duas 
horas; porém, o TRM-TB não está disponível em nenhuma 
unidade da rede pública no País. 
99. Se o paciente confirmar, com a bacterioscopia, o 
diagnóstico de tuberculose pulmonar, o exame 
radiológico (raios X ou tomografia computadorizada de 
tórax) deve ser dispensado. 
100. O paciente informou que foi vacinado, na infância, com 
a vacina BCG e mostrou a marca no braço direito. Por 
isso, questionou a hipótese de tuberculose pulmonar. O 
profissional explicou que a vacina protegia apenas 
contra as formas graves da tuberculose, por exemplo, a 
tuberculose meníngea, e, por causa
disso, todos os 
adultos estão suscetíveis à doença. 
101. Se o paciente confirmar o diagnóstico de tuberculose, 
ele deverá fazer um teste rápido para HIV, pois todo 
paciente com diagnóstico de tuberculose deve ser 
testado para HIV. De acordo com os fluxogramas de 
diagnóstico da infecção pelo HIV que envolvem o teste 
rápido, o diagnóstico somente pode ser estabelecido 
após a realização de um teste rápido, e o laudo deverá 
ser emitido por um profissional de saúde habilitado. 
 
 
Em julho de 2020, um estudante de medicina veterinária do 
Distrito Federal teve um acidente ofídico com uma cobra 
naja. O estudante ficou em coma na unidade de terapia 
intensiva e recuperou-se após receber o soro antiofídico. A 
cobra é originária de países da África e da Ásia, e é 
considerada uma das mais venenosas do mundo. Até então, 
não se tinha conhecimento da espécie no Brasil. 
 
No que se refere aos acidentes com animais peçonhentos e 
considerando os conhecimentos médicos correlatos, julgue os 
itens a seguir. 
 
102. No Brasil, o acidente ofídico mais comum é o botrópico 
que tem como manifestações locais dor, edema, 
equimose e bolhas na região da picada, bem como 
manifestações sistêmicas. As complicações locais mais 
comuns são síndrome compartimental, abscesso e 
necrose, e as sistêmicas são choque e insuficiência renal 
aguda. 
103. Nos acidentes crotálicos, as manifestações locais são 
discretas, às vezes com parestesia e eritema. Já as 
manifestações sistêmicas são mais evidentes e 
neurotóxicas, como ptose palpebral, turvação visual e 
oftalmoplegia. A insuficiência renal aguda é a principal 
complicação e causa de óbito. 
104. Nos acidentes com escorpião, o tratamento específico 
(administração do soro antiescorpiônico) é indicado 
para todos os casos, pois o tempo entre o acidente e o 
início das manifestações sistêmicas graves é 
relativamente mais curto do que nos acidentes ofídicos. 
105. Nos acidentes com aracnídeos, o envenenamento é 
causado pela inoculação de toxinas por intermédio do 
aparelho inoculador (quelíceras) de aranhas, podendo 
determinar alterações locais e sistêmicas. O tratamento 
soroterápico é indicado para pacientes classificados 
clinicamente como moderados ou graves nos acidentes 
com aranha marrom (Loxosceles) ou armadeira 
(Phoneutria). Em acidente com aranha viúva-negra 
(Latrodectismo), o tratamento é sintomático e de 
suporte. 
 
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IADES
Em 2016, o Departamento de Vigilância, Prevenção e Controle 
das IST, do HIV/Aids e das Hepatites Virais passou a usar a 
nomenclatura infecções sexualmente transmissíveis (IST) no 
lugar de doenças sexualmente transmissíveis (DST). O termo 
IST é mais adequado e já era utilizado pela Organização 
Mundial da Saúde (OMS). A denominação “D”, de “DST”, vem 
de doença, que significa ter sintomas e sinais visíveis no 
organismo do indivíduo. Já as infecções podem ter períodos 
assintomáticas (sífilis, herpes genital, condiloma acuminado, por 
exemplo) ou se mantêm assintomáticas durante toda a vida do 
indivíduo (casos da infecção pelo HPV e vírus do herpes) e são 
somente detectadas por meio de exames laboratoriais. 
 
A respeito das ISTs e com base nos conhecimentos médicos 
correlatos, julgue os itens a seguir. 
 
106. O diagnóstico de sífilis deve ser feito primeiramente 
com um teste não treponêmico. Em caso de dúvidas, 
deve-se solicitar um teste treponêmico para confirmar o 
diagnóstico. O monitoramento da sífilis deve ser 
realizado com um teste não treponêmico. 
107. O tratamento da sífilis primária, secundária e latente 
recente é feito com uma dose de penicilina benzatina 
2,4 milhões UI, IM, em dose única. 
108. Nas uretrites sem identicação do agente etiológico, 
indicam-se ceftriaxone IM e ciprofloxacina VO. 
109. O objetivo do tratamento das verrugas anogenitais por 
HPV é a destruição das lesões identificáveis para 
modificar a história natural da infecção pelo HPV, 
evitando as recidivas das verrugas. As opções de 
tratamento são ácido tricloroacético (ATA) 80%-90%, 
podofilina 10%-25%, eletrocauterização, exérese 
cirúrgica, crioterapia, para tratamento domiciliar, 
imiquimode ou podofilotoxina. 
 
 
Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), as 
doenças virais continuam surgindo e representam um sério 
problema de saúde pública. Nos últimos 20 anos, várias 
epidemias virais, como a síndrome respiratória aguda grave 
coronavírus (Sars-CoV), de 2002 a 2003, e a influenza 
H1N1, em 2009, foram registradas. Mais recentemente, o 
Coronavírus da síndrome respiratória do Oriente Médio 
(Mers-CoV) foi identificado pela primeira vez na Arábia 
Saudita em 2012. Em uma linha do tempo que chega aos dias 
atuais, uma epidemia de casos com infecções respiratórias 
baixas, inexplicáveis, detectadas em Wuhan, a maior área 
metropolitana na província de Hubei da China, foi relatada, 
pela primeira vez, à OMS na China, em 31 de dezembro de 
2019. Em 11 de fevereiro de 2020, o Diretor-Geral da OMS 
anunciou que a doença causada por esse novo CoV era um 
“Covid-19”, que é a sigla para “doença coronavírus 2019”. 
 
CASCELLA, M.; RAJNIK, M.; CUOMO, A.; DULEBOHN, S.C.; 
DI NAPOLI, R. (2020). Features, Evaluation and Treatment Coronavirus. 
Disponível em: <ncbi.nlm.nih.gov>. Acesso em: 20 out. 2020, com adaptações. 
 
Com base nas informações do texto apresentado e nos 
conhecimentos médicos correlatos, julgue os itens a seguir. 
 
110. A doença pelo Sars-CoV-2 (Covid-19) é uma emergência 
de saúde pública de importância internacional, portanto 
deveria ter notificação imediata, mas, como é uma 
pandemia e os profissionais de saúde não teriam tempo 
hábil para notificar todos os casos, é necessário notificar 
apenas os casos graves, que evoluem para síndrome 
respiratória aguda grave (SGRAG). 
111. Na tomografia computadorizada de alta resolução 
(TCAR), achados de opacidade em vidro fosco 
periférico, bilateral, com ou sem consolidação ou linhas 
intralobulares visíveis, são achados sugestivos de 
pneumonia viral por Sars-CoV-2. 
112. Para o diagnóstico de Sars-CoV-2, dispõe-se de testes 
imunológicos, por imunocromatografia, teste rápido 
para detecção de anticorpo IgM e (ou) anticorpo IgG, 
teste enzimaimunoensaio – ELISA IgM – ou 
imunoensaio por eletroquimioluminescência – ECLIA 
IgG. A principal limitação desses testes é a necessidade 
de realização, de forma geral, a partir do oitavo dia do 
início dos sintomas. 
113. Segundo a Agência Nacional de Vigilância Sanitária 
(Anvisa), os hospitais brasileiros devem notificar os 
casos de transmissão intra-hospitalar de Covid-19, 
definido como paciente internado por mais de 14 dias e 
com infecção pelo Sars-CoV-2, confirmada por RT-PCR 
em tempo real, em amostra coletada após o 14o dia de 
internaçaõ hospitalar. 
 
 
Um paciente de 65 anos de idade, assintomático, ao realizar 
testes sorológicos de triagem, oferecidos por um mutirão da 
saúde no seu bairro, descobriu um resultado de Anti-HCV 
reagente. Foi encaminhado ao médico infectologista que 
solicitou exames laboratoriais e de imagem para o paciente. 
 
Considerando esse caso clínico e os conhecimentos médicos 
correlatos, julgue os itens a seguir. 
 
114. O infectologista não precisa solicitar nenhum exame 
para confirmar o diagnóstico de hepatite C, uma vez 
que o anti-HCV reagente é suficiente para confirmação 
do diagnóstico de hepatite C crônica. 
115. O médico solicitou genotipagem para hepatite C e 
confirmou genótipo tipo três. Para esse genótipo, o 
infectologista prescreveu sofosbuvir e daclatasvir. 
116. Para prescrever o tratamento da hepatite C crônica, o 
médico deve pedir biópsia hepática ou elastografia hepática 
para avaliar o grau de fibrose hepática, já que a indicação do 
tratamento é para fibrose maior ou igual a três. 
 
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IADES
Um paciente etilista foi internado em hospital em razão de 
quadro de pneumonia comunitária com tomografia de tórax 
com consolidação em ápice esquerdo. No oitavo dia de 
internação, o paciente evoluiu com insuficiência respiratória 
com necessidade de ventilação mecânica e acesso central. 
Então, ele foi encaminhado à unidade de terapia intensiva. 
No dia da intubação, foram coletados cultura do aspirado 
traqueal e hemoculturas em duas amostras em sítios 
diferentes. Realizou-se tomografia de tórax com nova 
imagem, por meio da qual se percebeu consolidação em base 
direita. No aspirado traqueal, cresceu Klebsiella pneumoniae, 
com sensibilidade apenas para aminoglicosídeos e colistina. 
As hemoculturas mostraram-se negativas. 
 
Tendo em vista esse caso clínico e os conhecimentos 
médicos correlatos, julgue os itens a seguir. 
 
117. O diagnóstico do paciente é de uma nova pneumonia 
classificada, portanto, em pneumonia associada à 
ventilação mecânica. 
118. O provável mecanismo de resistência dessa Klebsiella 
pneumonia é a produção de carbapenemase. 
119. O infectologista solicitou instituir precaução de contato 
para esse paciente, uma vez que a bactéria isolada é 
multirresistente e, pelo protocolo institucional, esse 
perfil de bactéria deve ser isolado. 
120. Caso as duas hemoculturas viessem positivas, com 
crescimento de Staphylococcus aureus meticilina 
resistente (MRSA), o antibiótico de escolha seria 
oxacilina para o tratamento dessa infecção. 
 
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__MACOSX/._Grupo 016 - Tipo U.pdf
Grupo 017 - Tipo U.pdf
PROVA APLIC
ADA
 
Tipo “U” 
 
 
 
SECRETARIA DE ESTADO DE SAÚDE DO DISTRITO FEDERAL 
FUNDAÇÃO DE ENSINO E PESQUISA EM CIÊNCIAS DA SAÚDE 
EDITAL NORMATIVO Nº 1 – RM/SES-DF/2021, DE 5 DE OUTUBRO DE 2020. 
 
 
P R O G R A M A S – G R U P O 0 1 7 Data e horário da prova:
 
Medicina Intensiva Pediátrica (616). 
 
 
Domingo, 
29/11/2020, às 8h. 
 
I N S T R U Ç Õ E S 
 
 Você receberá do fiscal: 
o um caderno da prova objetiva contendo 120 (cento e vinte) itens; cada um deve ser julgado como CERTO ou ERRADO, 
de acordo com o(s) comando(s) a que se refere; e 
o uma folha de respostas personalizada. 
 Verifique se a numeração dos itens, a paginação do caderno da prova objetiva e a codificação da folha de respostas estão corretas. 
 Verifique se o programa selecionado por você está explicitamente indicado nesta capa. 
 Quando autorizado pelo fiscal do IADES, no momento da identificação, escreva, no espaço apropriado da folha de respostas, 
com a sua caligrafia usual, a seguinte frase: 
 
Para ganhar é preciso gastar. 
 
 Você dispõe de 3 (três) horas e 30 (trinta) minutos para fazer a prova objetiva, devendo controlar o tempo, pois não haverá 
prorrogação desse prazo. Esse tempo inclui a marcação da folha de respostas. 
 Somente 1 (uma) hora após o início da prova, você poderá entregar sua folha de respostas e o caderno da prova e retirar-se da sala. 
 Somente será permitido levar o caderno da prova objetiva 3 (três) horas após o início da prova. 
 Deixe sobre a carteira apenas o documento de identidade e a caneta esferográfica de tinta preta, fabricada com material transparente. 
 Não é permitida a utilização de nenhum tipo de aparelho eletrônico ou de comunicação. 
 Não é permitida a consulta a livros, dicionários, apontamentos e (ou) apostilas. 
 Você somente poderá sair e retornar à sala de aplicação da prova na companhia de um fiscal do IADES. 
 Não será permitida a utilização de lápis em nenhuma etapa da prova. 
 
I N S T R U Ç Õ E S P A R A A P R O V A O B J E T I V A 
 
 Verifique se os seus dados estão corretos na folha de respostas da prova objetiva. Caso haja algum dado incorreto, comunique ao fiscal. 
 Leia atentamente cada item e assinale sua resposta na folha de respostas. 
 A folha de respostas não pode ser dobrada, amassada, rasurada ou manchada e nem podem conter registro fora dos locais 
destinados às respostas. 
 O candidato deverá transcrever, com caneta esferográfica de tinta preta, fabricada com material transparente, as respostas da 
prova objetiva para a folha de respostas. 
 A maneira correta de assinalar a alternativa na folha de respostas é cobrir, fortemente, com caneta esferográfica de tinta preta, 
fabricada com material transparente, o espaço a ela correspondente. 
 Marque as respostas assim: 
 
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IADES
PEDIATRIA 
Itens de 1 a 60 
 
Um lactente de 3 meses de vida, saudável, é levado pela mãe 
ao posto de saúde. A mãe tem dúvidas acerca da 
amamentação, achando que o seu leite não está sendo 
suficiente, pois ouviu a mãe dela comentar que, na família, 
ninguém produz leite forte. A vizinha expôs que deve ser o 
cansaço e a falta de boa alimentação, aconselhando-a a beber 
água e descansar. Ela não acreditou na vizinha e perguntou 
ao médico se pode dar outro leite ao lactente. 
 
Com base no caso descrito e nos conhecimentos médicos 
correlatos, julgue os itens a seguir. 
 
1. A mãe não precisaria perguntar, pois o bebê já está na 
idade de iniciar a alimentação. 
2. O cansaço e o estresse podem influenciar o reflexo de 
ejeção do leite, inibindo-o. 
3. A manutenção do volume do leite é influenciado pela 
hidratação materna. 
4. Deve-se averiguar a sucção do bebê durante a mamada, 
pois a produção do leite aumenta com a sucção eficaz 
do lactente. 
5. A hipogalactia é frequente e não se relaciona com a 
sucção. 
6. Uma vez que o leite final é de maior densidade calórica, 
recomenda-se esvaziar a mama e depois oferecer a 
mama contralateral. 
7. A vizinha estava certa em aconselhar a mãe a oferecer 
água para o lactente. 
8. Deve-se aconselhar a mãe a oferecer outro leite, já que 
geralmente é necessário fazer um complemento para os 
bebês. 
 
 
O pediatra está de plantão em uma maternidade da periferia 
de uma grande cidade. Na madrugada, uma gestante em 
período expulsivo dá entrada nessa maternidade. A mãe 
levou seu cartão de pré-natal com preenchimento adequado e 
com consultas regulares, mas, para sua surpresa, a idade 
gestacional é compatível com 33 semanas pela DUM. 
 
A respeito desse caso clínico e com base nos conhecimentos 
médicos correlatos, julgue os itens a seguir. 
 
9. A sobrevida de recém-nascidos prematuros (RNPT), 
definidos como os nascidos vivos com idade 
gestacional menor que 37 semanas, reflete a estrutura e 
a qualidade do cuidado antenatal, e o pediatra deve 
estar preparado para receber esse recém-nascido (RN) 
na assistência ao parto. 
10. É fundamental, em todo parto prematuro, a presença de 
dois a três profissionais de saúde, com pelo menos um 
pediatra apto a intubar e indicar massagem cardíaca e 
medicações. 
11. Quando um RNPT não melhora ou não atinge níveis 
desejáveis de SatO2, com a ventilação por pressão 
positiva (VPP) em concentração de O2 a 30%, a 
primeira medida é aumentar imediatamente a oferta de 
oxigênio suplementar. 
12. No RN abaixo de 34 semanas, indica-se o 
clampeamento imediato do cordão umbilical, 
independentemente de sua vitalidade. 
13. No atendimento ao RN saudável de mães com suspeita 
ou infecção pelo Sars-CoV-2, deve-se adiar a 
amamentação e o contato pele a pele. 
14. A oximetria de pulso detecta, de forma contínua, a 
frequência de pulso, mas demora para detectá-la e 
subestima a frequência cardíaca (FC), podendo levar a 
um aumento desnecessário de intervenções para o 
neonato, na sala de parto. 
 
 
Um lactente de 10 dias de vida é levado à unidade básica de 
saúde (UBS) em virtude de a mãe notar “olhos amarelados” 
no filho. Ela relata que ele já saiu um pouco amarelo da 
maternidade, de onde teve alta com três dias de vida após 
colher sangue.
O grupo sanguíneo da mãe e do bebê é A +. 
 
Considerando esse caso clínico e os conhecimentos médicos 
correlatos, julgue os itens a seguir. 
 
15. A prematuridade, independentemente do peso ao nascer, 
é considerada um dos fatores de risco mais importantes 
para hiperbilirrubinemia em razão da capacidade 
diminuída da conjugação hepática da bilirrubina e da 
dificuldade na sucção e deglutição para manter uma 
oferta adequada de leite materno. 
16. Deve-se pesquisar, nesse caso, a presença de 
céfalo-hematoma, porém a icterícia seria de resolução 
rápida, não durando 10 dias. 
17. A icterícia fisiológica apresenta progressão 
cefalocaudal. 
 
 
A mãe de uma criança de 4 anos de idade levou a filha ao 
setor de emergência com queixa de que a menina “sacudiu o 
corpo todo”, pela primeira vez, após ter dado uma medicação 
para febre. Ela relata que a criança estava com temperatura 
de 38 ºC, poucos espirros, tosse seca e que a crise foi rápida, 
não sabendo especificar o tempo. 
 
Acerca desse caso clínico e tendo em vista os conhecimentos 
médicos correlatos, julgue os itens a seguir. 
 
18. A crise convulsiva febril simples pode-se apresentar 
como tônico-clônica generalizada e tem curta duração, 
menor que 15 minutos. 
19. No caso mencionado, a epilepsia é o mais provável 
diagnóstico, cujos fatores de risco incluem atraso do 
desenvolvimento e crise febril complexa. 
20. Caso a criança chegasse ao hospital ainda em crise, 
seria preconizado administração de benzodiazepínicos, 
como o diazepam, por via intravenosa IV. 
21. O estado de mal epiléptico é uma emergência médica, 
muito frequente na crise convulsiva febril em função da 
imaturidade da criança. 
22. Em lactentes com histórico de insulto neurológico 
prévio, como uma encefalopatia crônica não 
progressiva desde o nascimento, isso pode ocasionar 
uma lesão neurológica estática, sendo causa de crises 
convulsivas não febris. 
 
Área livre 
 
 
 
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IADES
Uma criança de 3 anos de idade apresenta tosse produtiva, 
espirros e febre de 38 ºC há cinco dias. A mãe refere que a 
filha não quer brincar durante o episódio febril, mas, quando 
a febre passa, ela melhora; porém notou um “cansaço” nela. 
Ao exame, a criança encontra-se quieta no colo da mãe, 
febril (38 ºC), com FR = 50 irpm, FC = 120 bpm e 
SatO2 = 97%. 
 
A respeito desse caso clínico e com base nos conhecimentos 
médicos correlatos, julgue os itens a seguir. 
 
23. A pneumonia é a principal causa de mortalidade em 
crianças menores de 5 anos de idade nos países em 
desenvolvimento. 
24. No caso em questão, a mãe poderia observar o 
“cansaço” da criança por meio da frequência 
respiratória, que está normal para a idade. 
25. Nesse caso, seria preciso esperar sibilos na ausculta 
pulmonar, pois isso é comum na pneumonia adquirida 
na comunidade (PAC). 
26. Em crianças de 2 meses a 5 anos de idade com PAC, a 
presença de tiragem subcostal classifica-a como tendo 
pneumonia grave. 
27. A aspiração de corpo estranho é um diagnóstico 
diferencial importante na criança com sibilância. 
 
 
Os pais levam uma criança de 4 anos de idade à consulta 
médica. Relatam que a menina não quer mais ir à escola, 
porque os amigos evitam brincar com ela por estar sempre 
cheirando a xixi. Na anamnese, a mãe refere que a filha urina 
muito na cama, durante o dia, não sente vontade de fazer xixi 
e, quando percebe, já está molhada. Sempre foi assim. A mãe 
fica preocupada também porque a criança cai muito e notou 
que o pé dela é torto desde que nasceu. A menina nasceu 
bem, a termo, com bom peso e bom Apgar, porém foi logo 
encaminhada à unidade de terapia intensiva (UTI) para 
aguardar a cirurgia da medula. 
 
Tendo em vista esse caso clínico e os conhecimentos 
médicos correlatos, julgue os itens a seguir. 
 
28. É frequente a deformidade dos pés, podendo-se 
encontrar pé equinovaro, pé varo, cavo-varo e pé 
equino. 
29. O desfralde antes dos 2 anos de idade pode ser a causa 
da incontinência urinária. 
30. É necessário solicitar um estudo urodinâmico, em que é 
avaliada a pressão da musculatura detrusora. 
31. Os defeitos do fechamento do tubo neural (DFTN) são 
malformações congênitas frequentes, que ocorrem em 
virtude de uma falha no fechamento adequado do tubo 
neural embrionário durante o final da gestação. 
32. Quase todos os pacientes são portadores de distúrbios 
esfíncterianos, vesicais e anais, de difícil controle, que 
causam predisposição a infecções urinárias. 
33. A hidrocefalia está associada a mais de 70% dos casos, 
o que pode ser uma causa de deterioração neurológica 
consequente a disfunção do sistema de drenagem. 
 
 
 
 
Considere um recém-nascido (RN) do sexo masculino, com 
24 horas de vida, nascido de parto vaginal, a termo, com peso 
ao nascer de 3.335 g, Apgar 9, no 1o minuto e 10, no 5o. 
Durante o exame físico, o pediatra nota uma musculatura 
abdominal muito flácida, com a pele dessa região enrugada, 
aparência de “ameixa seca”, em batráquio. Apresenta 
aparelho cardiopulmonar normal, genitália masculina com 
ambos os testículos criptorquídicos. FR = 50 irpm, 
FC = 120 bpm e SatO2 = 98%. O RN evoluiu com retenção 
urinária e aumento das escórias renais. 
 
Acerca desse caso clínico e com base nos conhecimentos 
médicos correlatos, julgue os itens a seguir. 
 
34. O diagnóstico deve ser feito precocemente, 
preferencialmente intraútero, e o tratamento, sobretudo 
das anormalidades do sistema urinário, não deve ser 
retardado. 
35. A correção da criptorquidia deve ser feita até 1 ano de 
vida. 
36. Embora os rins possam ser normais, a displasia renal e a 
hidronefrose são comuns, mas a insuficiência renal não 
é comum. 
37. No sexo feminino, há números elevados de ocorrências 
como as do caso descrito. 
38. É necessária a solicitação de ecocardiograma para 
avaliar anomalias cardíacas que estão presentes em 10% 
dos casos. 
 
 
Uma criança de 8 anos de idade, portadora de síndrome de 
Down, ao ser atendida em consulta de seguimento, apresentou 
as seguintes mensurações: peso = 34 kg (percentil 90-95); 
altura = 1,18 cm (percentil 25); e IMC = 25 (percentil 95). Ao 
exame, encontra-se em BEG, corada, hidratada, FC = 80 bpm, 
FR = 30 irpm e SatO2 = 97% em AA. Quanto ao aparelho 
cardiovascular, verifica-se RCR, 2T, sem sopros, constatando-se 
também precórdio calmo, pulmonar e abdome sem alterações. 
 
Considerando esse caso clínico e os conhecimentos médicos 
correlatos, julgue os itens a seguir. 
 
39. Antes de indicar atividade física, tais como natação, 
ginástica ou futebol, para perda de peso ou manutenção 
da saúde, recomenda-se radiografia da coluna cervical 
em posição neutra em perfil, flexão e extensão. 
40. O acompanhamento odontológico é importante nos 
primeiros anos de vida e, durante a idade escolar, é feito 
quando ocorrem queixas. 
41. Em relação ao IMC, observa-se um percentil 
aumentado, configurando um excesso de peso. Para tal 
avaliação, podem ser utilizadas as curvas da Caderneta 
da Criança. 
42. A Síndrome do caso clínico descrito é a alteração 
cromossômica mais comum em humanos e a principal 
causa de deficiência intelectual na população. 
43. O fenótipo na síndrome de Down tem uma 
expressividade variada, apesar de existirem três 
possibilidades do ponto de vista citogenético. 
44. A comunicação aos pais, na maternidade, não deve ser 
realizada, mesmo quando sinais e sintomas são 
característicos. O esclarecimento deve ser feito em 
serviço especializado. 
 
 
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IADES
Durante a visita de alojamento conjunto, ao solicitar a caderneta 
de acompanhamento obstétrico da mãe de um recém-nascido 
(RN), verificaram-se sorologias para sífilis positivas no primeiro 
trimestre da gestação. A gestante foi tratada com benzilpenicilina 
benzatina na dose total de 7,2 milhões
UI. O VDRL da mãe após 
o tratamento reduziu de 1:32 para 1:8. 
 
A respeito desse caso clínico e com base nos conhecimentos 
médicos correlatos, julgue os itens a seguir. 
 
45. Caso o RN seja assintomático ao exame e VDRL 1:8, 
ainda assim a criança foi exposta à sífilis. 
46. Na consulta do 6o mês de vida, o VDRL deverá ser não 
reagente nos casos em que a criança não tiver sido infectada. 
47. O teste treponêmico no bebê deve ser realizado em 
todas as consultas de puericultura, para 
acompanhamento juntamente com o da mãe. 
48. O intervalo entre doses da benzilpenicilina benzatina 
pode ser espaçado, para evitar a dor, fazendo-se 
aplicação de 1,2 milhão a cada mês. 
49. No início do acompanhamento pré-natal, é aconselhável 
pedir o teste treponêmico, que é o primeiro teste a ficar 
reagente, aguardando o não treponêmico. 
50. Mesmo quando houver histórico de tratamento prévio, o 
lactente que for diagnosticado com sífilis congênita 
durante o seguimento deverá ser tratado com penicilina. 
51. Atraso no desenvolvimento pode ter como causa a 
sífilis congênita tardia. 
52. Nas crianças com alteração inicial do líquor, neurossífilis, a 
punção liquórica posterior deve ser reservada quando 
aparecerem sinais e sintomas neurológicos. 
 
 
Os avós levam uma criança de 1 ano de idade ao posto de 
vacinação para atualização da caderneta. Durante a conversa com 
o agente comunitário de saúde, os avós relatam preocupação com 
um exame ao nascimento, apesar de o neto estar bem, sem 
adoecimento. Contam que o primeiro teste do pezinho deu uma 
alteração na tireoide e, quando foi repetido, o resultado foi 
normal. Mesmo assim, eles não se mostraram tranquilos e ficam 
com medo de dar vacina, principalmente durante a pandemia. 
 
A respeito desse caso clínico e tendo em vista os 
conhecimentos médicos correlatos, julgue os itens a seguir. 
 
53. Caso a criança, no momento da visita ao posto de saúde, 
apresentasse sinais de doenças do trato respiratório 
superior, com febre, tosse e (ou) coriza ou ainda diarreias 
leves, estaria contraindicada a vacinação. 
54. Pode ser administrada a vacina de varicela, que é de 
vírus vivo atenuado. 
55. O hipotireoidismo congênito, doença que pode ser 
diagnosticada pela triagem neonatal, deve ser 
confirmado após coleta de sangue do recém-nascido. 
56. Na idade de 12 meses de vida, deve ser aplicada a primeira dose 
da vacina tríplice viral, segundo o Ministério da Saúde. Ela não 
poderá ser aplicada junto com a vacina da febre amarela. 
57. O tratamento do hipotireoidismo congênito deve ser 
expectante, reavaliando, nas consultas de puericultura, o 
desenvolvimento neuropsicomotor. 
58. Não há evidências acerca da interação da Covid-19 e a 
resposta imune às vacinas. 
59. É necessário aproveitar a visita ao posto de saúde para 
avaliar a marca da vacinação BCG no lactente, pois, caso 
essa cicatriz vacinal não esteja presente, deve-se revaciná-lo. 
60. A vacina BCG e a do sarampo, que devem ser verificadas 
no cartão vacinal, são vacinas de vírus vivos atenuados. 
 
 
MEDICINA INTENSIVA 
Itens de 61 a 120 
 
Uma paciente G2A0P1, em trabalho de parto, apresenta sintomas 
compatíveis com síndrome gripal, RT-PCR, Covid-19 positivo 
com data de ontem, 38 semanas de idade gestacional, e pré-natal 
completo, sem outros dados dignos de nota. Amamentou 
exclusivamente o filho mais velho até os 6 meses de vida e doava 
leite para o banco de leite regularmente. A respeito desse caso 
clínico, com base nas condutas de sala de parto e nos cuidados 
com o recém-nascido (RN), e considerando as recomendações da 
Sociedade Brasileira de Pediatria e do Ministério da Saúde e os 
conhecimentos médicos correlatos, julgue os itens a seguir. 
 
61. O aleitamento materno pode ser mantido, porém, se a 
mãe não tiver condições de estabilidade clínica, o banco 
de leite deve ser avisado e a fórmula infantil deve ser 
prescrita em mamadeira na sala de parto. 
62. O RN deve ser separado da mãe, não devendo 
permanecer em alojamento conjunto. 
63. Tendo em vista que a mãe está sintomática, a 
recomendação prevê o clampeamento oportuno do 
cordão, mas o contato pele a pele deve ser suspenso. 
64. É contraindicada a doação de leite humano enquanto a 
mulher estiver sintomática. 
65. O aleitamento materno deve ser encorajado e medidas 
de precaução de contágio devem ser orientadas, tais 
como o uso de máscara pela mãe durante a mamada e a 
higiene das mãos antes de pegar o RN. 
66. Caso o RN tenha dificuldade de iniciar a respiração, há 
a indicação de intubação sem proceder a ventilação com 
pressão positiva anteriormente, para reduzir a formação 
de aerossol. 
67. Não há necessidade de orientações para o domicílio 
referentes aos cuidados com o bebê. A mãe deve ser a 
pessoa a realizar todos os cuidados, incluindo dar banho 
e colocar a criança para dormir, independentemente da 
presença de sintomas gripais. 
68. Caso o RN comece a exibir sintomas infecciosos com 
49 horas de vida, considera-se infecção relacionada à 
assistência de saúde de origem hospitalar. 
69. Caso a mãe opte por não levar o bebê ao seio enquanto 
estiver sintomática, mas ainda queira oferecer o leite 
materno, deve ser orientada a ordenha com as devidas 
precauções. O leite ordenhado deve ser fervido e 
oferecido por outra pessoa. 
70. A mãe deve ser orientada a usar máscara facial de pano 
durante a amamentação, evitar falar, tossir e espirrar. 
Não há necessidade de trocar a máscara a cada 
mamada. 
 
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PROCESSO SELETIVO – RM/SES-DF/2021 GRUPO 017 – TIPO “U” PÁGINA 5/7 
 
IADES
Um adolescente de 13 anos de idade apresenta febre 
persistente (> 38 °C) há três dias, diarreia, vômitos, 
conjuntivite não purulenta e exantema polimórfico. 
Verificam-se os seguintes sinais vitais: FC = 120 bpm; FR = 
23 irpm; SatO2 = 90%; e PA = 88 mmHg x 65 mmHg. A avó 
dele, internada por Covid-19 há uma semana, mora no 
mesmo domicílio. 
 
Com base nesse caso clínico e nos conhecimentos médicos 
correlatos, julgue os itens a seguir. 
 
71. O adolescente apresenta dois critérios diagnósticos para 
Kawasaki, incluindo o critério obrigatório. 
72. O diagnóstico de síndrome inflamatória multissistêmica 
pediátrica potencialmente relacionada à Covid-19 pode 
ser confirmado caso os marcadores de inflamação 
estejam elevados e sejam afastadas outras causas 
infecciosas e inflamatórias. 
73. O adolescente possui quadro benigno e autolimitado, 
não necessitando do recebimento de fluidos ou de 
drogas vasoativas nesse momento. 
74. O diagnóstico de Kawasaki parcial afastaria a 
possibilidade de síndrome inflamatória multissistêmica. 
75. Caso as sorologias para Sars-CoV2 e para RT-PCR 
estejam negativas, o diagnóstico de síndrome 
inflamatória multissistêmica pediátrica potencialmente 
relacionada à Covid-19 não é afastado. 
76. A faixa etária do paciente e os sintomas de vômitos e 
diarreia são frequentemente observados na síndrome de 
Kawasaki. 
77. O adolescente deve receber antibiótico empiricamente 
enquanto aguarda o resultado das culturas. 
78. Caso sejam observados sinais de baixo débito ou 
disfunção ventricular, é indicado prescrever inotrópicos 
de escolha, como a dobutamina ou milrinona. 
79. Não há necessidade de acompanhamento após a alta 
hospitalar. 
80. A investigação deve incluir marcadores de lesão 
hepática, renal e coagulopatia. 
 
 
Um pré-escolar de 3 anos de idade é encaminhado ao pronto 
atendimento com história de queimadura por ter permanecido 
muito próximo a uma fogueira quando o irmão mais velho 
tentou aumentar as chamas com óleo de cozinha. A criança 
apresenta queimaduras em toda a extensão da face anterior 
do tórax, no abdome, na genitália e no terço superior das 
coxas. A maior parte da queimadura é constituída por 
exulcerações cruentas e bolhas, e a região do hipogástrio tem 
coloração perlácea. A família transportou a criança envolta 
em um cobertor molhado
e com diversas bolsas plásticas 
com gelo ao redor para amenizar a dor. Está torporosa e fria 
ao toque. 
 
Considerando esse caso clínico e com base nos 
conhecimentos médicos correlatos, julgue os itens as seguir. 
 
81. Levando-se em conta a descrição das lesões, a criança é 
considerada um grande queimado e deve ser internada 
em serviço especializado em tratamento de queimados. 
82. A hidratação de manutenção a ser prescrita deve seguir 
a regra de Holliday, não sendo necessário incluir a 
superfície corporal da criança nos cálculos. 
83. A criança tem grandes chances de estar hipotérmica 
nesse momento, havendo risco de arritmias cardíacas. 
84. A família agiu corretamente ao colocar bolsas de gelo 
para amenizar a dor da criança. 
85. No momento, o paciente está na fase de permeabilidade 
vascular exacerbada, que é caracterizada por perda 
maciça de volume intravascular para o interstício. 
Nessa fase, podem ocorrer edemas, hipovolemia, 
hipotensão e choque. 
86. A ressuscitação hídrica com cristaloides é fundamental 
nessa fase. Como não houve comprometimento das vias 
aéreas, não há necessidade de se preocupar com o 
equilíbrio ácido básico e metabólico nesse momento. 
87. Desbridamento de tecidos necróticos e enxertia de pele 
devem ser feitos o mais precocemente possível, sendo 
fundamentais para a redução de endotoxinas circulantes 
e, consequentemente, reduzindo o tempo de internação 
e de mortalidade. 
88. A região descrita como perlácea em hipogástrio 
corresponde a uma queimadura de segundo grau 
profunda e é indolor, pois as terminações nervosas 
foram destruídas. 
89. A criança está em um estado hipermetabólico e sua 
alimentação deve ser restabelecida o quanto antes. Ao 
discutir a dieta com o nutricionista, deve-se levar em 
conta o aumento das necessidades proteicocalóricas. 
90. O risco de sepse existe somente nas primeiras 48 horas 
após o acidente, independentemente da existência de 
áreas cruentas após esse período. 
 
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PROVA APLIC
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PROCESSO SELETIVO – RM/SES-DF/2021 GRUPO 017 – TIPO “U” PÁGINA 6/7 
 
IADES
Uma criança de 10 anos de idade, com diagnóstico de 
síndrome inflamatória multissistêmica pediátrica (SIM-P) 
potencialmente relacionada à Covid-19, será transferida para 
a unidade de terapia intensiva (UTI). O relato da regulação é 
de que a criança está intubada, usando epinefrina, 
sedanalgesia com midazolam e fentanil, e não urina na fralda 
há 12 horas. Constatam-se IgG para Covid-19 positivo e 
presença de plaquetose no hemograma (450.000/uL). 
 
Considerando esse caso clínico e com base nas orientações 
da Sociedade Brasileira de Pediatria a respeito do tema e nos 
conhecimentos médicos correlatos, julgue os itens a seguir. 
 
91. O isolamento não é necessário, pois é uma condição 
pós-viral, não havendo indicação de realização do 
RT-PCR para Sars-CoV2. 
92. A imunoglobulina endovenosa só seria indicada caso a 
criança possuísse critérios diagnósticos para síndrome 
do choque tóxico. 
93. Deve-se palpar o abdome da criança, visando a detectar 
se há bexigoma secundário ao uso de sedanalgesia. 
94. A hidrocortisona é o corticoide de escolha para crianças 
com SIM-P. 
95. O ácido acetilsalicílico deve ser prescrito na dose de 
30 mg/kg/dia a 50 mg/kg/dia, na dose máxima 
80 mg/dia. 
96. A enoxaparina deve ser prescrita apenas se houver 
evidência de trombose. 
97. Tendo em vista que a criança tem um quadro agudo, 
não há nenhuma indicação para oferta de cuidados 
paliativos na unidade de terapia intensiva pediátrica 
(UTIP). 
98. Devem ser pesquisados em laboratório lesão renal, 
lesão hepática, marcadores de lesão miocárdica e 
distúrbios da coagulação. 
99. Essa criança provavelmente apresentava hipotensão, 
pois a epinefrina é inotrópico de escolha inicial para 
pacientes com hipotensão. 
100. Em caso de parada cardiorrespiratória, a criança não 
deve ser reanimada, pois seria fútil por causa de a 
chance de retorno da circulação ser baixa. 
 
 
Um lactente de 1 ano de idade encontra-se em crise 
convulsiva generalizada há 15 min e febre > 38 °C. 
Apresenta histórico anterior de crise convulsiva febril aos 8 
meses de vida e relato, em prontuário, de uma crise no 
segundo dia de vida, enquanto estava internado em unidade 
de terapia intensiva neonatal (UTIN) por hipoglicemia. Não 
usa medicamentos, e faz acompanhamento com médico da 
família no posto de saúde. A vacinação está em dia. A 
enfermeira do pronto-socorro não conseguiu aferir a pressão 
e obter a saturação em virtude da crise. Observam-se 
FC = 110 bpm, bom enchimento capilar periférico, 
extremidades rosadas e presença de petéquias em todo o 
corpo, iniciadas hoje. 
 
Com base nesse caso clínico e nos conhecimentos médicos 
correlatos, julgue os itens a seguir. 
 
101. A droga de escolha para iniciar o tratamento da crise 
convulsiva atual é o fenobarbital. 
102. Considerando que o paciente está com febre e tem 
histórico anterior de crise febril, recomenda-se que seja 
administrado antipirético IV ou IM. 
103. Tendo em vista que a vacinação está em dia, é 
improvável que essa crise seja secundária a quadro de 
meningite bacteriana. 
104. Em decorrência da duração da crise, é fundamental que 
seja iniciado o midazolam venoso contínuo 
imediatamente. 
105. Não há indicação de coletar líquor ou de iniciar 
antibióticos antes do resultado das culturas sanguíneas. 
106. Considerando que a criança já teve outras duas crises 
convulsivas, o diagnóstico de epilepsia é firmado e 
ácido valproico deve ser prescrito na alta hospitalar. 
107. O acompanhamento após as crises anteriores foi feito 
corretamente do ponto de vista medicamentoso, não 
havendo indicação da prescrição de anticonvulsivantes 
de uso crônico anteriormente. 
108. Levando-se em consideração as recomendações do 
Suporte Avançado de Vida em Pediatria (PALS), a 
primeira conduta a ser feita deve ser assegurar a via 
aérea da criança. Portanto, deve-se iniciar a oxigenação 
suplementar e preparar a sequência rápida de intubação. 
109. Visto que a convulsão febril é uma condição benigna e 
autolimitada, não há necessidade de se preocupar com a 
possibilidade de evolução da infecção para um quadro 
séptico. 
 
 
A respeito do manejo de crianças com doenças ameaçadoras 
à vida e tendo em vista os conhecimentos médicos correlatos, 
julgue os itens a seguir. 
 
110. Em caso de desconforto respiratório em menores de 1 
ano de idade em cuidados paliativos, sempre há a 
indicação de uso de CPAP. 
111. Opioides não devem ser prescritos para crianças em 
final de vida, pois podem acelerar o processo em 
virtude da depressão respiratória induzida em um 
sistema nervoso imaturo. 
112. Cuidados paliativos para anomalias de mau 
prognóstico, identificadas durante o pré-natal, devem 
ser iniciados ao nascimento. 
113. Condições onco-hematológicas correspondem à maior 
causa de necessidade de cuidados paliativos na faixa 
etária pediátrica. 
114. Diretivas antecipadas de vontade não podem ser 
utilizadas por menores de 18 anos de idade. 
115. O cuidado paliativo deve incluir não só a criança 
enferma, mas toda a família dela, inclusive outras 
crianças. 
 
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PROVA APLIC
ADA
 
PROCESSO SELETIVO – RM/SES-DF/2021 GRUPO 017 – TIPO “U” PÁGINA 7/7 
 
IADES
No que se refere ao momento de oferta e de indicações de 
cuidados paliativos em pediatria e com base nos 
conhecimentos médicos correlatos, julgue os itens a seguir. 
 
116. Não há necessidade de incluir o aspecto espiritualidade 
nos cuidados paliativos prestados a crianças com idade 
inferior a 6 anos. 
117. Cuidados paliativos devem ser oferecidos somente na 
esfera hospitalar para crianças terminais. 
118. Recém-nascidos internados em UTIN podem receber 
cuidados paliativos, mesmo que estejam recebendo 
terapêutica curativa. 
119. Meningite, por ser uma condição
ameaçadora à vida, é 
uma indicação de cuidados paliativos na faixa etária 
pediátrica. 
120. Considerando a natureza aguda e reversível da 
prematuridade, não há indicação para oferta de 
cuidados paliativos no contexto das UTIN, para não 
tirar a esperança da família. 
 
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__MACOSX/._Grupo 017 - Tipo U.pdf
Grupo 018 - Tipo U.pdf
PROVA APLIC
ADA
 
Tipo “U” 
 
 
 
SECRETARIA DE ESTADO DE SAÚDE DO DISTRITO FEDERAL 
FUNDAÇÃO DE ENSINO E PESQUISA EM CIÊNCIAS DA SAÚDE 
EDITAL NORMATIVO Nº 1 – RM/SES-DF/2021, DE 5 DE OUTUBRO DE 2020. 
 
 
P R O G R A M A S – G R U P O 0 1 8 Data e horário da prova:
Medicina Paliativa (617). 
 
 
Domingo, 
29/11/2020, às 8h. 
 
I N S T R U Ç Õ E S 
 
 Você receberá do fiscal: 
o um caderno da prova objetiva contendo 120 (cento e vinte) itens; cada um deve ser julgado como CERTO ou ERRADO, 
de acordo com o(s) comando(s) a que se refere; e 
o uma folha de respostas personalizada. 
 Verifique se a numeração dos itens, a paginação do caderno da prova objetiva e a codificação da folha de respostas estão corretas. 
 Verifique se o programa selecionado por você está explicitamente indicado nesta capa. 
 Quando autorizado pelo fiscal do IADES, no momento da identificação, escreva, no espaço apropriado da folha de respostas, 
com a sua caligrafia usual, a seguinte frase: 
 
Para ganhar é preciso gastar. 
 
 Você dispõe de 3 (três) horas e 30 (trinta) minutos para fazer a prova objetiva, devendo controlar o tempo, pois não haverá 
prorrogação desse prazo. Esse tempo inclui a marcação da folha de respostas. 
 Somente 1 (uma) hora após o início da prova, você poderá entregar sua folha de respostas e o caderno da prova e retirar-se da sala. 
 Somente será permitido levar o caderno da prova objetiva 3 (três) horas após o início da prova. 
 Deixe sobre a carteira apenas o documento de identidade e a caneta esferográfica de tinta preta, fabricada com material transparente. 
 Não é permitida a utilização de nenhum tipo de aparelho eletrônico ou de comunicação. 
 Não é permitida a consulta a livros, dicionários, apontamentos e (ou) apostilas. 
 Você somente poderá sair e retornar à sala de aplicação da prova na companhia de um fiscal do IADES. 
 Não será permitida a utilização de lápis em nenhuma etapa da prova. 
 
I N S T R U Ç Õ E S P A R A A P R O V A O B J E T I V A 
 
 Verifique se os seus dados estão corretos na folha de respostas da prova objetiva. Caso haja algum dado incorreto, comunique ao fiscal. 
 Leia atentamente cada item e assinale sua resposta na folha de respostas. 
 A folha de respostas não pode ser dobrada, amassada, rasurada ou manchada e nem podem conter registro fora dos locais 
destinados às respostas. 
 O candidato deverá transcrever, com caneta esferográfica de tinta preta, fabricada com material transparente, as respostas da 
prova objetiva para a folha de respostas. 
 A maneira correta de assinalar a alternativa na folha de respostas é cobrir, fortemente, com caneta esferográfica de tinta preta, 
fabricada com material transparente, o espaço a ela correspondente. 
 Marque as respostas assim: 
 
PROVA APLIC
ADA
 
PROCESSO SELETIVO – RM/SES-DF/2021 GRUPO 018 – TIPO “U” PÁGINA 2/9 
 
IADES
ANESTESIOLOGIA 
Itens de 1 a 10 
 
Um paciente com neoplasia gástrica avançada, emagrecido, 
que passou por mais de 10 tentativas de punção venosa antes 
da obtenção do acesso venoso, é recebido para realização de 
endoscopia digestiva alta. A anestesia foi realizada com 
propofol, e o paciente apresentou PA = 100 mmHg x 70 
mmHg; SpO2 = 99%; FR = 89 bpm; e FR = 13 irpm. 
Durante o exame, a equipe percebeu grande quantidade de 
resíduos gástricos e interrompeu o procedimento. Após 
debate, decidiu-se pela mudança de sedação para anestesia 
geral. 
 
Quanto a esse caso clínico e com base nos conhecimentos 
médicos correlatos, julgue os itens a seguir. 
 
1. A anestesia geral com intubação traqueal é uma escolha 
inadequada para esse paciente, pois há menor risco de 
aspiração, caso ele esteja apenas sedado. 
2. Em vez de intubação traqueal, é possível realizar o 
exame com a alocação de máscara laríngea. 
3. Um exame de ecografia de antro gástrico em decúbito 
semisentado lateral direito poderia ter detectado 
antecipadamente o problema. 
4. As características farmacocinéticas do propofol tornam 
esse medicamento inadequado para procedimentos 
ambulatoriais como endoscopias. 
 
 
O paciente com neoplasia avançada, emagrecido, que passou 
por mais de 10 tentativas de punção venosa antes da 
obtenção do acesso venoso foi, então, pré-oxigenado e, 
durante a infusão em sequência rápida de propofol 150 mg, 
fentanil 100 mcg e rocurônio 100 mg, ele queixou-se de dor 
intensa em membro superior, sendo diagnosticadas a perda 
do acesso venoso e a infusão extravascular das medicações. 
Um novo acesso venoso foi rapidamente obtido e os mesmos 
fármacos foram infundidos. O paciente perdeu a consciência 
e foi intubado em sequência rápida. O exame foi realizado 
sem dificuldades, e o paciente foi encaminhado à sala de 
recuperação. Após 40 minutos na sala de recuperação, o 
paciente sentou e se queixou de uma sensação de morte 
iminente, seguida de perda gradual do tônus muscular. No 
momento, apresentou FC = 160 bpm; SpO2 = 89%; 
PA = 150 mmHg x 90 mmHg; e não manifestou movimentos 
respiratórios e nem movimentação à dor. As pupilas estavam 
dilatadas e simétricas. A cardioscopia mostrou taquicardia 
sinusal com ST de zero. 
 
Considerando o histórico e o atual quadro clínico do paciente 
e os conhecimentos médicos correlatos, julgue os itens a 
seguir. 
 
5. Trata-se de uma provável intoxicação por opioides, e o 
naloxone é o antídoto para essa situação. 
6. Trata-se de um provável infarto do miocárdio e deverá 
ser iniciada a RCP. 
7. Está indicada a infusão imediata de sugammadex. 
8. O mais provável é que se trate de uma síndrome 
conversiva. 
9. Suporte ventilatório e dose de benzodiazepínico venoso 
são boas opções nesse momento. 
10. O diagnóstico mais provável é de acidente vascular 
encefálico com hipertensão intracraniana. 
 
 
CIRURGIA DE CABEÇA E PESCOÇO 
Itens de 11 a 20 
 
Um paciente de 28 anos de idade, melanoderma, comparece 
ao serviço médico apresentando aumento de volume indolor, 
com expansão dos ossos gnáticos, causando assimetria facial 
à direita. Em radiografia, é detectada uma lesão multilocular 
em ângulo mandibular, associada à coroa de um terceiro 
molar inferior incluso, estendendo-se até a região do ramo 
mandibular homolateral. Ao exame físico, verificaram-se 
FC = 72 bpm; FR = 21 irpm; e SpO2 = 97%. Após biópsia 
incisional, a lesão é diagnosticada como ameloblastoma, 
intraósseo sólido convencional. 
 
Com base nesse caso clínico, nos tratamentos reconstrutivos 
das lesões patológicas da boca e da face e nos conhecimentos 
médicos correlatos, julgue os itens a seguir. 
 
11. Uma das modalidades indicadas para o tratamento dessa 
patologia é a ressecção parcial, em que o tumor é 
tratado por meio da remoção de uma porção de 
espessura total do osso envolvido. Na mandíbula, essa 
ressecção pode variar de um pequeno defeito de 
continuidade até uma hemimandibulectomia, em que a 
continuidade do osso gnático é interrompida. 
12. Entre os diversos objetivos primordiais para a 
reconstrução de defeitos mandibulares, a restauração da 
continuidade (caso a mesma tenha sido rompida) é a 
mais alta prioridade, pois sendo a mandíbula um osso 
com duas articulações em que atuam músculos com 
forças opostas, a obtenção desse objetivo dará ao 
paciente melhor movimentação funcional e estética 
mais favorável pelo realinhamento dos segmentos 
mandibulares desviados. 
13. Em geral, os defeitos originados pela remoção dos 
tumores benignos dos ossos gnáticos são reconstruídos 
em dois estágios,
enquanto as neoplasias malignas são 
reconstruídas imediatamente, uma vez que geram 
defeitos severos e mais extensos, causando mutilações 
importantes na face do paciente, que são minimizadas 
pela reconstrução imediata. 
14. Caso o cirurgião opte pela reconstrução do defeito 
resultante da ressecção do tumor com um enxerto ósseo 
autógeno, no que tange à manutenção do ambiente 
asséptico, uma importante medida a ser tomada, 
visando ao aumento do índice de sucesso desse 
procedimento, é a adoção, sempre que possível, de um 
acesso cirúrgico extraoral, tendo em vista que a pele é 
mais limpa e mais fácil de ser desinfetada do que a 
cavidade oral. 
15. Além dos cistos, as lesões dos ossos gnáticos mais 
comumente encontradas são as inflamatórias e as 
neoplasias benignas. Contudo, lesões mais agressivas 
podem ser localizadas, e diversos fatores devem ser 
usados para determinar o tipo mais apropriado de 
terapia. Os mais importantes desses fatores são a 
extensão e o localização anatômica da lesão. 
 
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PROVA APLIC
ADA
 
PROCESSO SELETIVO – RM/SES-DF/2021 GRUPO 018 – TIPO “U” PÁGINA 3/9 
 
IADES
Um homem branco de 73 anos de idade procura atendimento 
de urgência com queixa de dor em hemiface direita, aumento 
de volume súbito e disfagia. O paciente relata exodontia de 
dois molares inferiores homolaterais há aproximadamente 30 
dias. Ao exame físico, observa-se aumento de volume difuso, 
eritematoso, quente e endurado, envolvendo os espaços 
submandibular, submentoniano e sublingual do lado direito. 
Nota-se, ainda, trismo mandibular. A oroscopia revela área 
de exposição óssea no rebordo alveolar inferior edêntulo à 
direita, com saída de secreção purulenta. O paciente 
apresenta FC = 72 bpm; FR = 21 irpm; e SpO2 = 97%. 
 
Considerando esse caso clínico e os conhecimentos médicos 
correlatos, julgue os itens a seguir. 
 
16. O envolvimento dos espaços submandibular, 
submentoniano e sublingual do lado direito configura o 
quadro descrito como angina de Ludwig. O tratamento 
dessa infecção deve ser agressivo e realizado o mais 
breve possível. 
17. Se, na tomografia computadorizada desse paciente, for 
observada uma imagem hipodensa irregular no corpo 
mandibular com descontinuidade das corticais e 
presença de sequestros, o quadro clínico descrito pode 
corresponder a uma osteomielite supurativa crônica de 
origem odontogênica. A coleta de material para exame 
histopatológico, cultura e antibiograma estaria, 
portanto, bem indicada. 
18. Uma complicação potencial de exodontias, quando o 
paciente fez uso de medicamentos como o zolendronato 
ou outros membros do mesmo grupo farmacológico, 
especialmente por mais de 25 meses, é a necrose óssea 
com formação de sequestros nos maxilares. Podem 
ocorrer infecção secundária e supuração nesses casos. 
19. O espaço faríngeo lateral estende-se da base do crânio 
até o osso hioide medialmente ao músculo constrictor 
superior da faringe e lateralmente ao músculo 
pterigóideo medial. Ele pode ser envolvido por um 
processo infeccioso oriundo do espaço submandibular, 
que, por sua vez, tenha se originado em um dente 
inferior. 
20. Os abscessos odontogênicos são, em geral, causados por 
cocos aeróbios Gram-positivos, cocos anaeróbios 
Gram-positivos e bastonetes anaeróbios Gram-negativos. 
As penicilinas são as drogas de primeira escolha e devem 
ser usadas de forma empírica antes de outras medidas, 
como a extração do dente e a drenagem, a não ser que o 
paciente seja alérgico. 
 
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CIRURGIA ONCOLÓGICA 
Itens de 21 a 30 
 
Um paciente de 78 anos de idade, pardo, lavrador 
aposentado, em bom estado geral, mas algo emagrecido, com 
história prévia de etilismo e tabagismo, procura auxílio 
médico com queixa de disfagia progressiva, emagrecimento e 
astenia. É submetido a uma endoscopia digestiva alta, que 
demonstra presença de um carcinoma espinocelular de 
esôfago moderadamente diferenciado, de epicentro entre a 
borda inferior da veia ázigos e a borda inferior da veia 
pulmonar inferior, com cerca de 5 cm de extensão. O 
estadiamento demonstra extensão da doença até a adventícia 
do órgão e presença de três linfonodos regionais aumentados, 
sem metástases a distância. 
 
Acerca desse caso clínico e com base nos conhecimentos 
médicos correlatos, julgue os itens a seguir. 
 
21. O tratamento padrão para esse paciente deve ser uma 
esofagectomia total, com reconstrução com tubo 
gástrico e quimiorradioterapia adjuvante. 
22. A esofagectomia por toracoscopia ou cirurgia robótica, 
embora tenha resultados oncológicos equivalentes à 
cirurgia aberta, é preferível, pois apresenta grau de 
morbidade inferior ao procedimento aberto. 
23. A esofagectomia a McKeown é a técnica de 
esofagectomia que utiliza duas incisões (uma no tórax e 
outra no abdome) com anastomose intratorácica, 
enquanto a esofagectomia a Ivor-Lewis é uma 
esofagectomia em três campos (cervical, torácico e 
abdominal) com incisão cervical. 
 
 
Um paciente de 55 anos de idade, branco, lavrador, foi 
diagnosticado recentemente com melanoma maligno de 1,5 cm 
em antebraço esquerdo Clark IV, Breslow 0,8 mm sem 
regressão ou ulceração e longe de quaisquer estruturas nobres. É 
submetido a tratamento cirúrgico por meio de ressecção ampla 
com margens e pesquisa de linfonodo sentinela. 
 
Considerando esse caso clínico, o tratamento cirúrgico do 
melanoma maligno e os conhecimentos médicos correlatos, 
julgue os itens a seguir. 
 
24. Quando se realiza a biópsia cirúrgica para diagnosticar 
corretamente o melanoma maligno, deve-se realizar, 
sempre que possível, a biópsia incisional, uma vez que 
essa consegue avaliar adequadamente a espessura do 
melanoma e não provoca maior reação inflamatória no 
sítio cirúrgico na ocasião do tratamento definitivo. 
25. No tratamento cirúrgico do melanoma maligno, a incisão 
deve ser realizada no sentido longitudinal, pois essa 
permite uma abordagem extensa da lesão, além de um 
excelente efeito cosmético no momento do fechamento. 
26. O conceito do linfonodo sentinela baseia-se no fato de 
que a disseminação do melanoma cutâneo ocorre de 
maneira ordenada e sequencial ao sistema linfático. O 
linfonodo sentinela seria o primeiro a receber a 
drenagem da região do tumor e, por conseguinte, seria o 
primeiro a receber a doença metastática linfonodal. 
27. Na linfadenectomia axilar clássica para melanoma, as 
três estruturas mais importantes a que o cirurgião deve 
se atentar na ocasião do ato cirúrgico são: nervo 
torácico longo, veia axilar e pedículo vasculonervoso 
do músculo grande dorsal. 
 
 
PROVA APLIC
ADA
 
PROCESSO SELETIVO – RM/SES-DF/2021 GRUPO 018 – TIPO “U” PÁGINA 4/9 
 
IADES
Pacientes diagnosticadas com neoplasias ginecológicas 
frequentemente precisam ser submetidas a algum tipo de 
tratamento cirúrgico para a tentativa da cura dessas doenças. 
 
Com base nessa informação e nos conhecimentos médicos 
correlatos, julgue os itens a seguir. 
 
28. Na histerectomia tipo II de Ruthledge-Piver para o 
tratamento de neoplasia de colo uterino, a artéria uterina 
é ligada em sua emergência junto aos vasos ilíacos 
internos, e o paramétrio é ligado em sua extensão total. 
29. Em pacientes com adenocarcinoma usual de endométrio 
bem diferenciado com menos de 50% de invasão do 
miométrio, a cirurgia indicada para essas pacientes é a 
histerectomia total tipo I, com salpingooforectomia 
bilateral, linfadenectomia pélvica, ilíaca bilateral e 
retroperitoneal. 
30. Em pacientes submetidas a cirurgias para a citorredução 
em neoplasias de ovário, após a cirurgia, se ela ficar 
com doença macroscópica com menos de 1 cm, pode-se 
afirmar que a citorredução foi completa. 
 
CLÍNICA MÉDICA 
Itens de 31 a 40 
 
Uma mulher de 48 anos de idade comparece a consulta 
médica em unidade básica de saúde para tratamento de 
hipertensão arterial sistêmica (HAS). Nega outras 
comorbidades. Sedentária, nega tabagismo e etilismo.
Assintomática, faz uso de captopril 25 mg, dois comprimidos 
de 12 horas em 12 horas, indapamida 1,5 mg ao dia e 
anlodipina 10 mg à noite. Ao exame físico, constatam-se 
PA = 150 mmHg x 95 mmHg, FC = 95 bpm, SatO2 = 96% 
em ar ambiente, FR =19 ipm e IMC = 37 kg/m². 
Apresenta resultado da monitorização ambulatorial da 
pressão arterial, que mostra média da pressão arterial, 
(PA) nas 24 horas = 158 mmHg x 102 mmHg; média 
na vigília = 164 mmHg x 100 mmHg e média no 
sono = 150 mmHg x 103 mmHg. A médica de família e 
comunidade, ao ver o resultado do exame, pergunta a 
respeito da qualidade do sono durante a realização da 
monitorização ambulatorial de pressão arterial (MAPA 24h), 
e a paciente reportou boa qualidade de sono. Seu esposo, que 
a acompanha na consulta, interrompe para dizer que a 
paciente não tem dormido bem em casa, que ela tem roncado 
bastante e afirma perceber que ela está mais sonolenta 
durante o dia. 
 
Considerando esse caso clínico e os conhecimentos médicos 
correlatos, julgue os itens a seguir. 
 
31. Um exame que pode contribuir bastante com o 
diagnóstico é a polissonografia. 
32. O padrão da MAPA 24 horas mostra uma redução da 
pressão arterial sistólica (PAS) atenuada durante o sono 
e um padrão reverso da pressão arterial diastólica 
(PAD). Esse padrão reverso da PAD é um preditor de 
apneia obstrutiva do sono, independentemente dos 
sintomas referidos pela paciente. 
33. A paciente está com a pressão descontrolada, mesmo 
usando corretamente três medicamentos em dose 
otimizada, incluindo um diurético. Esse dado desperta a 
atenção e sugere que a hipertensão resistente 
possivelmente tem causas secundárias. 
34. Após realizar polissonografia, foi diagnosticada uma 
apneia obstrutiva do sono importante e com 
significativa hipoxemia durante o sono. A partir dessa 
informação, o médico poderá indicar, além de 
mudanças no estilo de vida, a cirurgia bariátrica. 
35. Para esse paciente, o tratamento com CPAP pode 
reduzir a pressão arterial (PA) apenas durante o sono 
(período de uso da CPAP). Para que se consiga reduzir 
a PA durante o período de vigília, serão necessárias 
outras medidas terapêuticas associadas. 
36. O uso de CPAP pode reduzir a pressão arterial em 
pacientes com AOS e também reduzir recidiva de 
arritmias, como fibrilação atrial, e diminuir eventos 
cardiovasculares fatais e não fatais em pacientes com 
doença cardiovascular estabelecida. 
 
 
Um paciente com diagnóstico de linfoma não-Hodgkin 
(LNH) comparece ao hospital, encaminhado por seu 
oncologista, para que sejam realizados alguns cuidados 
preventivos. A enfermeira chefe do plantão informa que a 
primeira sessão de quimioterapia está agendada para o 
próximo dia. O paciente apresenta exames laboratoriais 
recentes que mostram normalidade em função renal e 
hepática. 
 
Com base nesse caso clínico e nos conhecimentos médicos 
correlatos, julgue os itens a seguir. 
 
37. O médico que o atende no hospital prescreve hidratação 
vigorosa. Antes de prescrever a hidratação, o médico 
avalia se o paciente apresenta alguma contraindicação. 
A hidratação foi realizada, respeitando-se a capacidade 
cardiovascular do paciente. 
38. O médico prescreve alopurinol por via oral e orienta o 
paciente a iniciar o uso imediatamente. 
39. O tratamento com quimioterapia para esses tumores 
pode causar uma síndrome. Uma das alterações 
observadas é a presença de anemia; portanto, o médico 
que atende o paciente precisa prescrever o uso de 
sulfato ferroso. 
40. Outra medida que deve ser realizada é a alcalinização 
preventiva da urina com bicarbonato de sódio. 
 
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PROVA APLIC
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PROCESSO SELETIVO – RM/SES-DF/2021 GRUPO 018 – TIPO “U” PÁGINA 5/9 
 
IADES
GERIATRIA 
Itens de 41 a 50 
 
Um paciente, engenheiro por profissão, aposentou-se aos 
65 anos de idade. À época, já apresentava algumas atitudes que 
fugiam de seu comportamento habitual: jocosidades 
inapropriadas, hipersexualismo, agressividade frequente, gasto 
excessivo de dinheiro e alteração da linguagem com 
perseverações de frases e ideias. Nos últimos dois anos, evoluiu 
com progressiva dificuldade para falar, com redução da 
produção verbal e dificuldade para realização de tarefas diárias, 
tais como: esquecimento de torneiras abertas e chama de fogão 
acesa, perda da habilidade de lidar com as próprias finanças e 
dificuldade para fazer compras adequadas. Foi ao geriatra que 
fez uma série de testes e pediu alguns exames. No miniexame 
do Estado Mental (MEEM), ele obteve 13 de 30 pontos. Os 
exames laboratoriais foram normais e a imagem cerebral 
demonstrou atrofia dos lobos frontais e das porções anteriores 
dos lobos temporais. Foram iniciados tratamentos 
medicamentoso e não medicamentoso. Passados alguns meses, 
o paciente apresentou um quadro de confusão mental, inversão 
do ciclo sono-vigília, agressividade, incontinência urinária, não 
reconhecimento de familiares e alucinações visuais. Foi levado 
ao pronto-socorro. Administraram diazepan endovenoso e 
realizaram uma série de exames. Ele recebeu alta para casa com 
receita de diazepan e um antibiótico. Por três dias seguidos, ele 
caiu, com apresentação apenas de equimose e escoriações; 
entretanto, no quarto dia, caiu à noite e foi encontrado no chão. 
Ele teve fratura do fêmur esquerdo. 
 
Considerando esse caso clínico e os conhecimentos médicos 
correlatos, julgue os itens a seguir. 
 
41. No início do quadro, o geriatra realizou alguns testes. A 
avaliação da capacidade de cuidar das finanças faz parte 
da escala de Katz. 
42. O diagnóstico clínico mais provável para a síndrome 
demencial do paciente é demência por corpos de Lewy. 
43. A melhor droga para retardar a progressão do quadro 
demencial do paciente é um anticolinesterásico. 
44. A causa motivadora da busca pelo pronto-socorro foi 
diagnosticada como piora evolutiva da demência. 
45. O diazepan está na lista de medicações inapropriadas 
para idosos, segundo Beers. Associado à alteração do 
envelhecimento em que há aumento proporcional da 
gordura corporal, espera-se alteração na distribuição da 
droga. 
46. A última queda do paciente pode ser classificada como 
queda prolongada. 
 
 
Depois de um 1 ano do tratamento cirúrgico da fratura de 
fêmur, o paciente retorna ao acompanhamento com o geriatra 
em consulta domiciliar, porque ele não conseguia mais 
deambular. Faz uso contínuo de fraldas geriátricas em razão 
da dupla incontinência. Ao exame físico, ele apresenta 
micose em virilha e axila, uma área de pele intacta com 
eritema não branqueável à digitopressão em região sacral. Os 
joelhos e cotovelos estão rígidos, impedindo-o, 
respectivamente, de esticar as pernas e os braços. O geriatra 
chama outro profissional da equipe para orientar o cuidador 
recém-contratado acerca dos cuidados de higiene para o 
acamado e para auxiliar com o curativo na região sacral. É 
prescrito tratamento para a micose. O quadro evolui com o 
tempo. O paciente, com disfagia progressiva, fez um 
episódio de pneumonia broncoaspirativa e foi a óbito. 
 
Tendo em vista o histórico e a evolução do quadro clínico do 
paciente e com base nos conhecimentos médicos correlatos, 
julgue os itens a seguir. 
 
47. A incontinência urinária do paciente, após o tratamento 
da fratura de fêmur, é melhor classificada em crônica 
por transbordamento. 
48. A lesão na região sacral trata-se de úlcera por pressão 
categoria/grau II. 
49. O melhor tratamento para a lesão sacral é carvão 
ativado. 
50. O paciente evoluiu com síndrome de imobilidade no 
final de vida. 
 
MASTOLOGIA 
Itens de 51 a 60 
 
Um homem de 72 anos de idade, pardo, aposentado da 
profissão de engenheiro, com história prévia de hipertensão 
arterial sistêmica, tratada com hidroclorotiazida e 
espironolactona, faz uso de finasterida para queda de cabelos, 
apresenta massa endurecida na mama esquerda, com cerca de 
2 cm x 1,8 cm, com retração mamilar e sem aderência
ao 
músculo grande peitoral. A palpação da axila não indica 
linfadenopatias. O médico assistente solicitou mamografia 
que demostrou presença de nódulo irregular, com margens 
espiculadas, de alta densidade associada à retração papilar 
categoria BIRADS V. O paciente é submetido a uma core 
biópsia da lesão, sendo diagnosticado carcinoma mamário 
invasor ductal do tipo habitual grau II. 
 
Considerando esse caso clínico e com base nos 
conhecimentos médicos correlatos, julgue os itens a seguir. 
 
51. Como os homens praticamente não apresentam 
produção de estrógeno e progesterona, os carcinomas 
de mama masculinos raramente são positivos para 
receptor de estrógeno e progesterona, tornando o uso do 
tamoxifeno de pouquíssima utilidade no tratamento 
adjuvante desses pacientes. 
52. Alguns dos fatores de risco mais importantes para o 
desenvolvimento do câncer de mama em homens são a 
síndrome de Klinefelter, cirrose hepática, ginecomastia, 
mutações no gene BRCA-2 e obesidade. 
53. O tipo histológico carcinoma ductal infiltrante é uma 
variante pouco frequente do câncer de mama 
masculino, uma vez que não há desenvolvimento ductal 
em homens em virtude da não possibilidade de lactação. 
54. Nesse caso, o tratamento cirúrgico de escolha é uma 
mastectomia simples com pesquisa de linfonodo 
sentinela. 
55. Entre os três tipos mais comuns de mastectomia radical, 
têm-se a mastectomia a Halstead, que contempla a 
ressecção da mama, o conteúdo axilar, o músculo 
peitoral maior e o músculo peitoral menor; a 
mastectomia a Madden, que contempla a ressecção da 
mama, o conteúdo axilar e o músculo peitoral menor; e 
a mastectomia a Pattey, que contempla a ressecção total 
da mama e o conteúdo axilar. 
 
 
PROVA APLIC
ADA
 
PROCESSO SELETIVO – RM/SES-DF/2021 GRUPO 018 – TIPO “U” PÁGINA 6/9 
 
IADES
Uma mulher branca de 25 anos de idade, professora, procura 
auxílio médico com queixa de lesão palpável em mama 
direita com aproximadamente 5,0 cm de crescimento 
insidioso. Apresenta como antecedentes patológicos o uso 
crônico de anticoncepcionais orais para tratamento da 
síndrome de ovários policísticos. Ao exame clínico, 
apresenta lesão nodular com 4,8 cm x 3,2 cm, móvel, sem 
sinais de aderências a planos profundos no quadrante 
superior externo. As axilas apresentam-se normais. 
Submetida à ultrassonografia mamária, constata-se presença 
de lesão sólida hipoecoica no QSE de mama direita, com 
4,9 cm x 3,4 cm, com reforço acústico posterior, margens 
lobuladas, com interface bem delimitada com relação ao 
tecido mamário adjacente, categoria BIRADS III. Submetida 
a uma punção aspirativa guiada por ultrassonografia, 
demonstraram-se, no esfregaço, grupos celulares epiteliais 
em dedo de luva, formando agrupamentos arborescentes e 
numerosos núcleos desnudos, muitas células ductais coesas 
em monocamadas e fragmentos de células estromais. 
 
Quanto ao caso clínico apresentado e tendo em vista os 
conhecimentos médicos correlatos, julgue os itens a seguir. 
 
56. Trata-se do diagnóstico de um hamartoma mamário 
típico, doença de baixo grau de malignidade e baixo 
risco de metastatização. 
57. O tratamento cirúrgico dessa doença, embora tenha 
baixo risco de metastatização, deve contemplar 
ressecção cirúrgica com margens amplas (2 cm), pois a 
chance de recidiva local é elevada, sendo comum a 
necessidade de mastectomia simples com reconstrução 
imediata. 
58. A utilização da punção aspirativa por agulha fina 
(PAAF), na propedêutica de nódulos mamários, 
apresenta uma série de vantagens: tem sensibilidade e 
especificidade elevadas; pode acuradamente predizer o 
grau de invasão em casos de carcinomas infiltrantes de 
mama; e pode até mesmo facilmente avaliar a presença 
de receptores hormonais ou HER2/neu na amostra. 
59. Durante o período embrionário, a formação das mamas 
acontece em uma “linha do leite” que se estende desde 
as axilas até a raiz das coxas. Além do tecido mamário 
habitual, é possível que se formem tecidos mamários 
ectópicos em qualquer parte dessa linha do leite. 
60. As bandas de Holmes são lâminas fibrosas de tecido 
conjuntivo que se estendem da camada da fáscia 
profunda dos músculos da parede anterior do tórax até a 
derme. Tais estruturas costumam ser mais 
desenvolvidas na parte superior da mama, o que confere 
sustentação aos lobos da glândula mamária, mantendo 
seu formato. 
 
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MEDICINA DE FAMÍLIA E COMUNIDADE 
Itens de 61 a 70 
 
Determinada família extensiva é composta por sete membros, 
que são: a esposa de 73 anos de idade (alfabetizada, 
hipertensa, obesa e aposentada); o esposo de 75 anos de 
idade (pedreiro aposentado, alfabetizado, hipertenso e 
diabético); o filho mais velho de 25 anos de idade 
(empregado, saudável, responsável pela manutenção da casa 
e pelos cuidados cotidianos com os pais); o filho do meio de 
22 anos de idade (usuário de drogas, desempregado, que 
possui relação conflituosa com o irmão, é violento com os 
pais e manipula o avô para conseguir dinheiro para a 
manutenção do vício); a filha caçula de 19 anos de idade 
(desempregada, mãe solteira de uma bebê de 6 meses de 
vida, que está matriculada na creche do bairro, o que 
possibilita a continuidade dos estudos da mãe que está 
cursando pedagogia e contribui com a manutenção dos 
afazeres domésticos e com os cuidados com o avô); e um 
senhor de 92 anos de idade, pai da esposa de 73 anos, o qual, 
após amputação de um membro inferior, necessitou morar 
com os filhos e netos, pois tornou-se dependente para 
algumas AVDs e totalmente para as AIVDs. A casa possui 
três quartos, um banheiro, uma sala, uma cozinha e tem água 
encanada. No bairro, há coleta de lixo e rede de esgoto. 
Diante desse contexto, o médico de Família e Comunidade 
analisa, junto com o agente comunitário de saúde, os riscos 
da família. 
 
Com base nas informações apresentadas e nos 
conhecimentos médicos correlatos, julgue os itens a seguir. 
 
61. Publicada em 2002, no 10o Congresso Mineiro de 
Medicina de Família e Comunidade, a Escala de Risco 
Familiar de Coelho-Savassi tem como objetivo 
determinar o risco social e de saúde das famílias 
adscritas a uma equipe de saúde, refletindo o potencial 
de adoecimento de cada núcleo familiar. 
62. Drogadição, analfabetismo, depressão e desnutrição 
grave são sentinelas de risco a serem observadas para a 
Escala de Risco Familiar de Coelho-Savassi. 
63. Uma das vantagens da Escala de Risco Familiar de 
Coelho-Savassi é a ampliação do acesso, na medida em 
que prioriza a atenção no domicílio e favorece a 
integralidade e a equidade das ações desenvolvidas pela 
equipe de Saúde da Família. 
64. O planejamento do cuidado deve ser centrado nas 
necessidades da comunidade residente no território, 
uma vez que as demandas de pessoas e grupos 
vulneráveis vinculados às equipes de saúde e às suas 
formas de organização influenciam o acesso aos 
serviços de saúde e seus modos de organização. 
65. As visitas domiciliares proporcionam às equipes de 
saúde o melhor conhecimento das condições de vida e 
de saúde da comunidade, bem como dos recursos de 
sobrevivência disponíveis, minando a 
corresponsabilidade do indivíduo ou da família. 
 
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PROVA APLIC
ADA
 
PROCESSO SELETIVO – RM/SES-DF/2021 GRUPO 018 – TIPO “U” PÁGINA 7/9 
 
IADES
Considere que o médico de Família e Comunidade realize 
uma visita à família extensiva anteriormente descrita. 
 
Tendo em vista que a abordagem familiar apresenta diversos 
aspectos a serem contemplados por esse médico, julgue os 
itens a seguir. 
 
66. Como instrumento de informação a respeito da família 
e da respectiva dinâmica de relacionamento, a 
construção do ecomapa deve ser composta por, no 
mínimo, três gerações de componentes familiares. O 
desenho provê um resumo de grande quantidade de 
informações, que pode ser explorado na busca de 
conflitos e de recursos familiares. 
67. Na abordagem familiar e na utilização do
método 
orientado na família pelo médico de Família e 
Comunidade, é ele quem detecta o problema ou os 
problemas que podem ser o motivo da disfunção ou da 
dificuldade para a recuperação. 
68. A abordagem familiar realizada pelo médico de Família 
e Comunidade e a terapia familiar são ações sinônimas 
entre as quais não há diferenças; existem somente 
benefícios aos familiares. 
69. O médico e a equipe devem ter clareza de que, diante 
de doenças incapacitantes, graves ou terminais, as 
pessoas afetadas, como o cuidador e os integrantes da 
família, por exemplo, reagem de forma individual às 
fases de aceitação da doença, que não são rígidas e 
podem sobrepor-se. 
70. Para o estabelecimento do plano terapêutico, o médico 
de Família e Comunidade deve contribuir, quando 
necessário, com informações médicas e conselhos, 
enfatizar as questões em comum e realizar 
combinações. Deve, ainda, lembrar os objetivos 
propostos, questionar por eventuais dúvidas e, caso seja 
necessário, remarcar novo encontro. 
 
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MEDICINA INTENSIVA 
Itens de 71 a 80 
 
Um adolescente de 13 anos de idade apresenta febre 
persistente (> 38 °C) há três dias, diarreia, vômitos, 
conjuntivite não purulenta e exantema polimórfico. 
Verificam-se os seguintes sinais vitais: FC = 120 bpm; FR = 
23 irpm; SatO2 = 90%; e PA = 88 mmHg x 65 mmHg. A avó 
dele, internada por Covid-19 há uma semana, mora no 
mesmo domicílio. 
 
Com base nesse caso clínico e nos conhecimentos médicos 
correlatos, julgue os itens a seguir. 
 
71. O adolescente apresenta dois critérios diagnósticos para 
Kawasaki, incluindo o critério obrigatório. 
72. O diagnóstico de síndrome inflamatória multissistêmica 
pediátrica potencialmente relacionada à Covid-19 pode 
ser confirmado caso os marcadores de inflamação 
estejam elevados e sejam afastadas outras causas 
infecciosas e inflamatórias. 
73. O adolescente possui quadro benigno e autolimitado, 
não necessitando do recebimento de fluidos ou de 
drogas vasoativas nesse momento. 
74. O diagnóstico de Kawasaki parcial afastaria a 
possibilidade de síndrome inflamatória multissistêmica. 
75. Caso as sorologias para Sars-CoV2 e para RT-PCR 
estejam negativas, o diagnóstico de síndrome 
inflamatória multissistêmica pediátrica potencialmente 
relacionada à Covid-19 não é afastado. 
 
 
A respeito do manejo de crianças com doenças ameaçadoras 
à vida e tendo em vista os conhecimentos médicos correlatos, 
julgue os itens a seguir. 
 
76. Em caso de desconforto respiratório em menores de 1 
ano de idade em cuidados paliativos, sempre há a 
indicação de uso de CPAP. 
77. Opioides não devem ser prescritos para crianças em 
final de vida, pois podem acelerar o processo em 
virtude da depressão respiratória induzida em um 
sistema nervoso imaturo. 
78. Cuidados paliativos para anomalias de mau 
prognóstico, identificadas durante o pré-natal, devem 
ser iniciados ao nascimento. 
79. Condições onco-hematológicas correspondem à maior 
causa de necessidade de cuidados paliativos na faixa 
etária pediátrica. 
80. Diretivas antecipadas de vontade não podem ser 
utilizadas por menores de 18 anos de idade. 
 
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PROVA APLIC
ADA
 
PROCESSO SELETIVO – RM/SES-DF/2021 GRUPO 018 – TIPO “U” PÁGINA 8/9 
 
IADES
NEUROLOGIA 
Itens de 81 a 90 
 
Um paciente de 45 anos de idade, vítima de TCE grave, há 
uma semana encontra-se internado na unidade de terapia 
intensiva, sendo solicitado avaliação neurológica pelo fato de 
o paciente ter sido extubado há cinco dias e permanecer 
comatoso. Encontrava-se sem uso de sedação há cinco dias. 
Tomografia computadorizada do crânio, realizada na 
admissão, apresentou diversas contusões hemorrágicas 
frontais e troncoencefálicas, mas sem sinais de herniação. 
Exame controle realizado há 24 horas mostrou lesões em 
reabsorção. Ao exame neurológico, verificaram-se ECG = 
3 pontos; pupilas puntiformes; padrão respiratório com 
hiperventilação rápida e sustentada; presença de desvio skew; 
AC = RC2T com BNF; e AP = MVF sem RA. 
 
Com base nesse caso clínico e nos conhecimentos médicos 
correlatos, julgue os itens a seguir. 
 
81. O ritmo respiratório apresentado pelo paciente seria de 
Cheyne-Stokes. 
82. O reflexo fotomotor estará abolido nesse paciente. 
83. Provavelmente há lesão estrutural na ponte. 
84. A presença de desvio skew significa desvio horizontal 
dos olhos e sugere lesão diencefálica. 
85. A realização de estímulo doloroso nesse paciente 
provocará retirada inespecífica como resposta motora. 
 
 
Determinado paciente de 35 anos de idade esteve internado 
na unidade de terapia intensiva (UTI) por cerca de um mês 
em razão de complicações da pneumonia viral, sendo que, 
nos primeiros 15 dias, esteve entubado em ventilação 
mecânica e, atualmente, encontra-se na enfermaria e foi 
solicitado avaliação neurológica por causa de fraqueza 
global. Nega patologias prévias à internação. O exame 
neurológico apresentava tetraparesia grave (MRC 2), 
hiporreflexia tetrassegmentar, atrofia muscular em membros, 
hipoestesia térmica, dolorosa e vibratória distais. Mostrava-
se consciente, alerta, eupneico em ar ambiente e afebril. 
Verificaram-se AC = RC2T com BNF e AP = MVF sem RA. 
 
Quanto a esse caso clínico e tendo em vista os 
conhecimentos médicos correlatos, julgue os itens a seguir. 
 
86. O quadro neurológico é compatível com 
polineuromiopatia do doente crítico. 
87. O paciente é incapaz de realizar movimentos ativos 
contra a gravidade. 
88. Espera-se encontrar níveis elevados de 
creatinofosfoquinase (CPK) nesse paciente. 
89. Mialgia é considerada uma manifestação clínica 
incomum nesse quadro. 
90. A presença de neuropatia compressiva é comum em 
pacientes com internação prolongada em UTI. 
 
Área livre 
 
 
 
 
 
 
NEFROLOGIA 
Itens de 91 a 100 
 
Um paciente de 32 anos de idade, sem comorbidades prévias, 
chega ao pronto-socorro com quadro de náuseas e vômitos há 
seis horas e refere estar apresentando borramento visual. Ao 
exame físico, o paciente encontra-se com fala arrastada, 
Glasgow 15, corado, hidratado, anictérico, acianótico e 
afebril (36 ºC). Verificam-se AR = sem alterações; 
 FR = 16 irpm; saturando 97% em ar ambiente; ACV= sem 
alterações; PA = 100 mmHg × 60 mmHg; FC = 105 bpm; e 
glicemia ocasional de 98 mg/dL. Apresenta-se ainda 
normosecretivo. Os exames laboratoriais revelam 
hemograma normal; albumina normal; ureia = 134 mg/dL; 
creatinina = 3,4 mg/dL; Na+ = 140 mmol/L; 
K+ = 5,0 mmol/L; Cl- = 101 mmol/L; pH = 7,21, 
[HCO3-] = 12 mmol/L; pO2 = 96 mmHg; 
pCO2 = 26 mmHg; e BE= -17. Refere que esteve em uma 
festa há três dias, ocasião na qual um colega ofertou-lhe um 
líquido incolor, adocicado. 
 
Com relação a esse caso clínico e com base nos 
conhecimentos médicos correlatos, julgue os itens a seguir. 
 
91. Trata-se de um caso de acidose metabólica com anion 
gap normal. 
92. Avaliando-se a história clínica do paciente, a maior 
probabilidade diagnóstica é a de intoxicação por 
dietilenoglicol (DEG), e o exame padrão-ouro seria a 
dosagem do DEG. 
93. Em casos como o do paciente, a hipercalcemia pode 
estar presente como ação de toxicidade do metabólito 
álcool desidrogenase. 
94. Em casos como o desse paciente, a maioria dos quadros 
neuropáticos são precedidos por injúria renal aguda 
(IRA). 
95. O uso de etanol é indicado para o paciente em questão, 
com o propósito de se evitar a hemodiálise. 
 
 
Sabe-se que a hipertensão arterial está entre as principais 
causas de doença renal crônica (DRC) no mundo. 
 
Tendo em vista essa informação e os conhecimentos médicos 
correlatos, julgue os itens a seguir. 
 
96. Hipertensão mascarada é definida como pressão arterial 
(PA) normal no consultório, comparada com a elevação 
da PA nas medidas domiciliares. 
97. A manobra de Osler positiva indica que a pressão 
intra-arterial seja menor que a pressão do manguito, Em 
razão
de ateromatose excessiva ou hipertrofia da 
camada média das artérias. 
98. Síndrome da apneia obstrutiva do sono e obesidade 
estão entre os principais fatores de risco para 
hipertensão essencial. 
99. A avaliação da eficácia do controle da pressão arterial 
em pacientes recebendo medicação uma vez ao dia é 
indicação para a realização da monitorização da pressão 
arterial ambulatorial (MAPA). 
100. O achado histopatológico típico de hipertensão arterial 
primária é a arteriosclerose com hialinose subintimal. 
 
 
PROVA APLIC
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PROCESSO SELETIVO – RM/SES-DF/2021 GRUPO 018 – TIPO “U” PÁGINA 9/9 
 
IADES
ONCOLOGIA CLÍNICA 
Itens de 101 a 110 
 
Uma paciente de 43 anos de idade apresenta histórico de 
nodulação mamária esquerda de crescimento rápido nos últimos 
quatro meses, associado a vermelhidão da pele mais retração 
areolar, além de um edema cutâneo com linfadenopatia axilar 
semifixa ipsilateral. Foi tratada com antibióticos anteriormente, 
sem nenhuma resposta clínica significativa. 
 
Quanto a esse caso clínico, considerando a hipótese diagnóstica 
de carcinoma inflamatório da mama e com base nos 
conhecimentos médicos correlatos, julgue os itens a seguir. 
 
101. Para obtenção do diagnóstico, deve-se tentar uma core 
biopsy da mama afetada, além de uma biópsia excisional de 
um fragmento da pele acometida pela doença, para tentar 
obter evidências de invasão linfática da pele pela neoplasia. 
102. Assim como a maioria das neoplasias malignas de 
mama, deve ser testada para receptores hormonais e 
HER2 para um adequado planejamento do esquema de 
drogas a serem empregadas. 
103. Como o estádio dessas pacientes é pelo menos IIIB e cerca 
de um terço delas já se apresenta com doença metastática, 
trata-se de uma doença com um prognóstico bem ruim. 
104. Quando não há evidência de doença metastática, o 
tratamento deve ser iniciado por meio de cirurgia 
(mastectomia radical), seguido por quimioterapia, 
radioterapia, hormônio e imunoterapia (essas duas 
últimas, quando aplicáveis). 
105. O trastuzumabe é um anticorpo monoclonal que atinge 
seletivamente o domínio extracelular da proteína do 
receptor 2 do fator de crescimento epidérmico humano 
(HER2) e é utilizado em cerca de 30% das pacientes 
com neoplasia mamária. 
 
 
Um paciente de 78 anos de idade, empresário, procurou auxílio 
médico em virtude de esvaziar completamente a bexiga ao urinar 
e pela necessidade de acordar à noite diversas vezes para urinar. 
Refere que procurou urologista e que realizou exame clínico, o 
qual demonstrava endurecimento da próstata em sua zona central. 
Em seguida, o profissional solicitou ressonância magnética da 
pelve e PSA. O PSA veio com valor de 7,8 ng/mL, e a 
ressonância magnética da pelve demonstrou um aumento da 
próstata em sua zona central em consonância com o achado 
clínico PI-RADS IV. 
 
Considerando a suspeita diagnóstica de neoplasia da próstata 
nesse caso clínico e com base nos conhecimentos médicos 
correlatos, julgue os itens a seguir. 
 
106. A ressonância com laudo PI-RADS IV indica que a 
lesão prostática é provavelmente benigna e não sugere a 
necessidade de biópsia que seria guiada por exame 
clínico e valor sérico do PSA. 
107. O próximo passo, para esse paciente, seria uma biópsia 
de próstata guiada por exames de imagem. 
108. Pacientes com uma biópsia prostática com escore de 
Gleason 7 têm prognóstico quase idêntico a pacientes 
com escore de Gleason 6. 
109. Para pacientes nessa faixa etária, prefere-se o 
tratamento radioterápico ao tratamento cirúrgico em 
razão da elevada morbidade perioperatória acarretada 
pela prostatectomia radical. 
110. Caso não haja redução satisfatória do nível de PSA após 
tratamento radioterápico, na ausência de doença 
metastática, uma boa opção terapêutica para os 
pacientes pode ser a castração farmacológica. 
 
PEDIATRIA 
Itens de 110 a 120 
 
O pediatra está de plantão em uma maternidade da periferia 
de uma grande cidade. Na madrugada, uma gestante em 
período expulsivo dá entrada nessa maternidade. A mãe 
levou seu cartão de pré-natal com preenchimento adequado e 
com consultas regulares, mas, para sua surpresa, a idade 
gestacional é compatível com 33 semanas pela DUM. 
 
A respeito desse caso clínico e com base nos conhecimentos 
médicos correlatos, julgue os itens a seguir. 
 
111. A sobrevida de recém-nascidos prematuros (RNPT), 
definidos como os nascidos vivos com idade gestacional 
menor que 37 semanas, reflete a estrutura e a qualidade do 
cuidado antenatal, e o pediatra deve estar preparado para 
receber esse recém-nascido (RN) na assistência ao parto. 
112. É fundamental, em todo parto prematuro, a presença de dois 
a três profissionais de saúde, com pelo menos um pediatra 
apto a intubar e indicar massagem cardíaca e medicações. 
113. Quando um RNPT não melhora ou não atinge níveis 
desejáveis de SatO2, com a ventilação por pressão positiva 
(VPP) em concentração de O2 a 30%, a primeira medida é 
aumentar imediatamente a oferta de oxigênio suplementar. 
114. No RN abaixo de 34 semanas, indica-se o 
clampeamento imediato do cordão umbilical, 
independentemente de sua vitalidade. 
115. No atendimento ao RN saudável de mães com suspeita 
ou infecção pelo Sars-CoV-2, deve-se adiar a 
amamentação e o contato pele a pele. 
116. A oximetria de pulso detecta, de forma contínua, a frequência 
de pulso, mas demora para detectá-la e subestima a frequência 
cardíaca (FC), podendo levar a um aumento desnecessário de 
intervenções para o neonato, na sala de parto. 
 
 
Uma criança de 11 anos de idade foi encaminhada à unidade de 
pronto atendimento no bairro onde mora, em virtude de uma crise 
de asma. Utiliza formoterol/budesonid diariamente, porém tem 
crises que a levam à emergência pelo menos quatro vezes ao ano. 
Há 20 dias, esteve no mesmo pronto atendimento com sintomas 
de exacerbação da asma e recebeu inalações com fenoterol, 
apresentando melhora parcial. Manteve tosse noturna produtiva e 
alguma dificuldade para realizar exercícios físicos e frequentar a 
escola. Na última noite, evoluiu com piora da dispneia, precisando 
despertar para fazer inalação durante a madrugada. 
 
Quanto a esse caso clínico e tendo em vista os 
conhecimentos médicos correlatos, julgue os itens a seguir. 
 
117. Seria importante realizar gasometria arterial por causa do 
retorno ao pronto atendimento em tão curto período de tempo. 
118. Uma boa opção é manter o medicamento beta2-agonista 
de longa duração e suspender o uso associado do 
corticoide inalatório. 
119. A maioria das crianças com asma atinge o controle dos 
sintomas com doses baixas a médias de corticoide inalatório. 
120. Pode-se dizer que os sintomas não estão controlados, 
pois a criança vem apresentando sintomas noturnos e 
comprometimento de atividades rotineiras. 
__MACOSX/._Grupo 018 - Tipo U.pdf
Grupo 019 - Tipo U.pdf
PROVA APLIC
ADA
 
Tipo “U” 
 
 
 
SECRETARIA DE ESTADO DE SAÚDE DO DISTRITO FEDERAL 
FUNDAÇÃO DE ENSINO E PESQUISA EM CIÊNCIAS DA SAÚDE 
EDITAL NORMATIVO Nº 1 – RM/SES-DF/2021, DE 5 DE OUTUBRO DE 2020. 
 
 
P R O G R A M A S – G R U P O 0 1 9 Data e horário da prova:
 
Neurologia Pediátrica (621). 
 
 
Domingo, 
29/11/2020, às 8h. 
 
I N S T R U Ç Õ E S 
 
 Você receberá do fiscal: 
o um caderno da prova objetiva contendo 120 (cento e vinte) itens; cada um deve ser julgado como CERTO ou ERRADO, 
de acordo com o(s) comando(s) a que se refere; e 
o uma folha de respostas personalizada. 
 Verifique se a numeração dos itens, a paginação do caderno da prova objetiva e a codificação da folha de respostas estão corretas. 
 Verifique se o programa selecionado por você está explicitamente indicado nesta capa. 
 Quando autorizado pelo fiscal do IADES, no momento da identificação, escreva, no espaço apropriado da folha de respostas, 
com a sua caligrafia usual, a seguinte frase: 
 
Para ganhar é preciso gastar. 
 
 Você dispõe
de 3 (três) horas e 30 (trinta) minutos para fazer a prova objetiva, devendo controlar o tempo, pois não haverá 
prorrogação desse prazo. Esse tempo inclui a marcação da folha de respostas. 
 Somente 1 (uma) hora após o início da prova, você poderá entregar sua folha de respostas e o caderno da prova e retirar-se da sala. 
 Somente será permitido levar o caderno da prova objetiva 3 (três) horas após o início da prova. 
 Deixe sobre a carteira apenas o documento de identidade e a caneta esferográfica de tinta preta, fabricada com material transparente. 
 Não é permitida a utilização de nenhum tipo de aparelho eletrônico ou de comunicação. 
 Não é permitida a consulta a livros, dicionários, apontamentos e (ou) apostilas. 
 Você somente poderá sair e retornar à sala de aplicação da prova na companhia de um fiscal do IADES. 
 Não será permitida a utilização de lápis em nenhuma etapa da prova. 
 
I N S T R U Ç Õ E S P A R A A P R O V A O B J E T I V A 
 
 Verifique se os seus dados estão corretos na folha de respostas da prova objetiva. Caso haja algum dado incorreto, comunique ao fiscal. 
 Leia atentamente cada item e assinale sua resposta na folha de respostas. 
 A folha de respostas não pode ser dobrada, amassada, rasurada ou manchada e nem podem conter registro fora dos locais 
destinados às respostas. 
 O candidato deverá transcrever, com caneta esferográfica de tinta preta, fabricada com material transparente, as respostas da 
prova objetiva para a folha de respostas. 
 A maneira correta de assinalar a alternativa na folha de respostas é cobrir, fortemente, com caneta esferográfica de tinta preta, 
fabricada com material transparente, o espaço a ela correspondente. 
 Marque as respostas assim: 
 
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IADES
PEDIATRIA 
Itens de 1 a 60 
 
Um lactente de 3 meses de vida, saudável, é levado pela mãe 
ao posto de saúde. A mãe tem dúvidas acerca da 
amamentação, achando que o seu leite não está sendo 
suficiente, pois ouviu a mãe dela comentar que, na família, 
ninguém produz leite forte. A vizinha expôs que deve ser o 
cansaço e a falta de boa alimentação, aconselhando-a a beber 
água e descansar. Ela não acreditou na vizinha e perguntou 
ao médico se pode dar outro leite ao lactente. 
 
Com base no caso descrito e nos conhecimentos médicos 
correlatos, julgue os itens a seguir. 
 
1. A mãe não precisaria perguntar, pois o bebê já está na 
idade de iniciar a alimentação. 
2. O cansaço e o estresse podem influenciar o reflexo de 
ejeção do leite, inibindo-o. 
3. A manutenção do volume do leite é influenciado pela 
hidratação materna. 
4. Deve-se averiguar a sucção do bebê durante a mamada, 
pois a produção do leite aumenta com a sucção eficaz 
do lactente. 
5. A hipogalactia é frequente e não se relaciona com a 
sucção. 
6. Uma vez que o leite final é de maior densidade calórica, 
recomenda-se esvaziar a mama e depois oferecer a 
mama contralateral. 
7. A vizinha estava certa em aconselhar a mãe a oferecer 
água para o lactente. 
8. Deve-se aconselhar a mãe a oferecer outro leite, já que 
geralmente é necessário fazer um complemento para os 
bebês. 
 
 
O pediatra está de plantão em uma maternidade da periferia 
de uma grande cidade. Na madrugada, uma gestante em 
período expulsivo dá entrada nessa maternidade. A mãe 
levou seu cartão de pré-natal com preenchimento adequado e 
com consultas regulares, mas, para sua surpresa, a idade 
gestacional é compatível com 33 semanas pela DUM. 
 
A respeito desse caso clínico e com base nos conhecimentos 
médicos correlatos, julgue os itens a seguir. 
 
9. A sobrevida de recém-nascidos prematuros (RNPT), 
definidos como os nascidos vivos com idade 
gestacional menor que 37 semanas, reflete a estrutura e 
a qualidade do cuidado antenatal, e o pediatra deve 
estar preparado para receber esse recém-nascido (RN) 
na assistência ao parto. 
10. É fundamental, em todo parto prematuro, a presença de 
dois a três profissionais de saúde, com pelo menos um 
pediatra apto a intubar e indicar massagem cardíaca e 
medicações. 
11. Quando um RNPT não melhora ou não atinge níveis 
desejáveis de SatO2, com a ventilação por pressão 
positiva (VPP) em concentração de O2 a 30%, a 
primeira medida é aumentar imediatamente a oferta de 
oxigênio suplementar. 
12. No RN abaixo de 34 semanas, indica-se o 
clampeamento imediato do cordão umbilical, 
independentemente de sua vitalidade. 
13. No atendimento ao RN saudável de mães com suspeita 
ou infecção pelo Sars-CoV-2, deve-se adiar a 
amamentação e o contato pele a pele. 
14. A oximetria de pulso detecta, de forma contínua, a 
frequência de pulso, mas demora para detectá-la e 
subestima a frequência cardíaca (FC), podendo levar a 
um aumento desnecessário de intervenções para o 
neonato, na sala de parto. 
 
 
Um lactente de 10 dias de vida é levado à unidade básica de 
saúde (UBS) em virtude de a mãe notar “olhos amarelados” 
no filho. Ela relata que ele já saiu um pouco amarelo da 
maternidade, de onde teve alta com três dias de vida após 
colher sangue. O grupo sanguíneo da mãe e do bebê é A +. 
 
Considerando esse caso clínico e os conhecimentos médicos 
correlatos, julgue os itens a seguir. 
 
15. A prematuridade, independentemente do peso ao nascer, 
é considerada um dos fatores de risco mais importantes 
para hiperbilirrubinemia em razão da capacidade 
diminuída da conjugação hepática da bilirrubina e da 
dificuldade na sucção e deglutição para manter uma 
oferta adequada de leite materno. 
16. Deve-se pesquisar, nesse caso, a presença de 
céfalo-hematoma, porém a icterícia seria de resolução 
rápida, não durando 10 dias. 
17. A icterícia fisiológica apresenta progressão 
cefalocaudal. 
 
 
A mãe de uma criança de 4 anos de idade levou a filha ao 
setor de emergência com queixa de que a menina “sacudiu o 
corpo todo”, pela primeira vez, após ter dado uma medicação 
para febre. Ela relata que a criança estava com temperatura 
de 38 ºC, poucos espirros, tosse seca e que a crise foi rápida, 
não sabendo especificar o tempo. 
 
Acerca desse caso clínico e tendo em vista os conhecimentos 
médicos correlatos, julgue os itens a seguir. 
 
18. A crise convulsiva febril simples pode-se apresentar 
como tônico-clônica generalizada e tem curta duração, 
menor que 15 minutos. 
19. No caso mencionado, a epilepsia é o mais provável 
diagnóstico, cujos fatores de risco incluem atraso do 
desenvolvimento e crise febril complexa. 
20. Caso a criança chegasse ao hospital ainda em crise, 
seria preconizado administração de benzodiazepínicos, 
como o diazepam, por via intravenosa IV. 
21. O estado de mal epiléptico é uma emergência médica, 
muito frequente na crise convulsiva febril em função da 
imaturidade da criança. 
22. Em lactentes com histórico de insulto neurológico 
prévio, como uma encefalopatia crônica não 
progressiva desde o nascimento, isso pode ocasionar 
uma lesão neurológica estática, sendo causa de crises 
convulsivas não febris. 
 
Área livre 
 
 
 
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IADES
Uma criança de 3 anos de idade apresenta tosse produtiva, 
espirros e febre de 38 ºC há cinco dias. A mãe refere que a 
filha não quer brincar durante o episódio febril, mas, quando 
a febre passa, ela melhora; porém notou um “cansaço” nela. 
Ao exame, a criança encontra-se quieta no colo da mãe, 
febril (38 ºC), com FR = 50 irpm, FC = 120 bpm e 
SatO2 = 97%. 
 
A respeito desse caso clínico e com base nos conhecimentos 
médicos correlatos, julgue os itens a seguir. 
 
23. A pneumonia é a principal causa de mortalidade em 
crianças menores de 5 anos de idade nos países em 
desenvolvimento. 
24. No caso em questão, a mãe poderia observar o 
“cansaço” da criança por meio da frequência 
respiratória, que está normal para a idade. 
25. Nesse caso, seria preciso esperar sibilos na
ausculta 
pulmonar, pois isso é comum na pneumonia adquirida 
na comunidade (PAC). 
26. Em crianças de 2 meses a 5 anos de idade com PAC, a 
presença de tiragem subcostal classifica-a como tendo 
pneumonia grave. 
27. A aspiração de corpo estranho é um diagnóstico 
diferencial importante na criança com sibilância. 
 
 
Os pais levam uma criança de 4 anos de idade à consulta 
médica. Relatam que a menina não quer mais ir à escola, 
porque os amigos evitam brincar com ela por estar sempre 
cheirando a xixi. Na anamnese, a mãe refere que a filha urina 
muito na cama, durante o dia, não sente vontade de fazer xixi 
e, quando percebe, já está molhada. Sempre foi assim. A mãe 
fica preocupada também porque a criança cai muito e notou 
que o pé dela é torto desde que nasceu. A menina nasceu 
bem, a termo, com bom peso e bom Apgar, porém foi logo 
encaminhada à unidade de terapia intensiva (UTI) para 
aguardar a cirurgia da medula. 
 
Tendo em vista esse caso clínico e os conhecimentos 
médicos correlatos, julgue os itens a seguir. 
 
28. É frequente a deformidade dos pés, podendo-se 
encontrar pé equinovaro, pé varo, cavo-varo e pé 
equino. 
29. O desfralde antes dos 2 anos de idade pode ser a causa 
da incontinência urinária. 
30. É necessário solicitar um estudo urodinâmico, em que é 
avaliada a pressão da musculatura detrusora. 
31. Os defeitos do fechamento do tubo neural (DFTN) são 
malformações congênitas frequentes, que ocorrem em 
virtude de uma falha no fechamento adequado do tubo 
neural embrionário durante o final da gestação. 
32. Quase todos os pacientes são portadores de distúrbios 
esfíncterianos, vesicais e anais, de difícil controle, que 
causam predisposição a infecções urinárias. 
33. A hidrocefalia está associada a mais de 70% dos casos, 
o que pode ser uma causa de deterioração neurológica 
consequente a disfunção do sistema de drenagem. 
 
 
 
 
Considere um recém-nascido (RN) do sexo masculino, com 
24 horas de vida, nascido de parto vaginal, a termo, com peso 
ao nascer de 3.335 g, Apgar 9, no 1o minuto e 10, no 5o. 
Durante o exame físico, o pediatra nota uma musculatura 
abdominal muito flácida, com a pele dessa região enrugada, 
aparência de “ameixa seca”, em batráquio. Apresenta 
aparelho cardiopulmonar normal, genitália masculina com 
ambos os testículos criptorquídicos. FR = 50 irpm, 
FC = 120 bpm e SatO2 = 98%. O RN evoluiu com retenção 
urinária e aumento das escórias renais. 
 
Acerca desse caso clínico e com base nos conhecimentos 
médicos correlatos, julgue os itens a seguir. 
 
34. O diagnóstico deve ser feito precocemente, 
preferencialmente intraútero, e o tratamento, sobretudo 
das anormalidades do sistema urinário, não deve ser 
retardado. 
35. A correção da criptorquidia deve ser feita até 1 ano de 
vida. 
36. Embora os rins possam ser normais, a displasia renal e a 
hidronefrose são comuns, mas a insuficiência renal não 
é comum. 
37. No sexo feminino, há números elevados de ocorrências 
como as do caso descrito. 
38. É necessária a solicitação de ecocardiograma para 
avaliar anomalias cardíacas que estão presentes em 10% 
dos casos. 
 
 
Uma criança de 8 anos de idade, portadora de síndrome de 
Down, ao ser atendida em consulta de seguimento, apresentou 
as seguintes mensurações: peso = 34 kg (percentil 90-95); 
altura = 1,18 cm (percentil 25); e IMC = 25 (percentil 95). Ao 
exame, encontra-se em BEG, corada, hidratada, FC = 80 bpm, 
FR = 30 irpm e SatO2 = 97% em AA. Quanto ao aparelho 
cardiovascular, verifica-se RCR, 2T, sem sopros, constatando-se 
também precórdio calmo, pulmonar e abdome sem alterações. 
 
Considerando esse caso clínico e os conhecimentos médicos 
correlatos, julgue os itens a seguir. 
 
39. Antes de indicar atividade física, tais como natação, 
ginástica ou futebol, para perda de peso ou manutenção 
da saúde, recomenda-se radiografia da coluna cervical 
em posição neutra em perfil, flexão e extensão. 
40. O acompanhamento odontológico é importante nos 
primeiros anos de vida e, durante a idade escolar, é feito 
quando ocorrem queixas. 
41. Em relação ao IMC, observa-se um percentil 
aumentado, configurando um excesso de peso. Para tal 
avaliação, podem ser utilizadas as curvas da Caderneta 
da Criança. 
42. A Síndrome do caso clínico descrito é a alteração 
cromossômica mais comum em humanos e a principal 
causa de deficiência intelectual na população. 
43. O fenótipo na síndrome de Down tem uma 
expressividade variada, apesar de existirem três 
possibilidades do ponto de vista citogenético. 
44. A comunicação aos pais, na maternidade, não deve ser 
realizada, mesmo quando sinais e sintomas são 
característicos. O esclarecimento deve ser feito em 
serviço especializado. 
 
 
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IADES
Durante a visita de alojamento conjunto, ao solicitar a caderneta 
de acompanhamento obstétrico da mãe de um recém-nascido 
(RN), verificaram-se sorologias para sífilis positivas no primeiro 
trimestre da gestação. A gestante foi tratada com benzilpenicilina 
benzatina na dose total de 7,2 milhões UI. O VDRL da mãe após 
o tratamento reduziu de 1:32 para 1:8. 
 
A respeito desse caso clínico e com base nos conhecimentos 
médicos correlatos, julgue os itens a seguir. 
 
45. Caso o RN seja assintomático ao exame e VDRL 1:8, 
ainda assim a criança foi exposta à sífilis. 
46. Na consulta do 6o mês de vida, o VDRL deverá ser não 
reagente nos casos em que a criança não tiver sido infectada. 
47. O teste treponêmico no bebê deve ser realizado em 
todas as consultas de puericultura, para 
acompanhamento juntamente com o da mãe. 
48. O intervalo entre doses da benzilpenicilina benzatina 
pode ser espaçado, para evitar a dor, fazendo-se 
aplicação de 1,2 milhão a cada mês. 
49. No início do acompanhamento pré-natal, é aconselhável 
pedir o teste treponêmico, que é o primeiro teste a ficar 
reagente, aguardando o não treponêmico. 
50. Mesmo quando houver histórico de tratamento prévio, o 
lactente que for diagnosticado com sífilis congênita 
durante o seguimento deverá ser tratado com penicilina. 
51. Atraso no desenvolvimento pode ter como causa a 
sífilis congênita tardia. 
52. Nas crianças com alteração inicial do líquor, neurossífilis, a 
punção liquórica posterior deve ser reservada quando 
aparecerem sinais e sintomas neurológicos. 
 
 
Os avós levam uma criança de 1 ano de idade ao posto de 
vacinação para atualização da caderneta. Durante a conversa com 
o agente comunitário de saúde, os avós relatam preocupação com 
um exame ao nascimento, apesar de o neto estar bem, sem 
adoecimento. Contam que o primeiro teste do pezinho deu uma 
alteração na tireoide e, quando foi repetido, o resultado foi 
normal. Mesmo assim, eles não se mostraram tranquilos e ficam 
com medo de dar vacina, principalmente durante a pandemia. 
 
A respeito desse caso clínico e tendo em vista os 
conhecimentos médicos correlatos, julgue os itens a seguir. 
 
53. Caso a criança, no momento da visita ao posto de saúde, 
apresentasse sinais de doenças do trato respiratório 
superior, com febre, tosse e (ou) coriza ou ainda diarreias 
leves, estaria contraindicada a vacinação. 
54. Pode ser administrada a vacina de varicela, que é de 
vírus vivo atenuado. 
55. O hipotireoidismo congênito, doença que pode ser 
diagnosticada pela triagem neonatal, deve ser 
confirmado após coleta de sangue do recém-nascido. 
56. Na idade de 12 meses de vida, deve ser aplicada a primeira dose 
da vacina tríplice viral, segundo o Ministério da Saúde. Ela não 
poderá ser aplicada junto com a vacina da febre amarela. 
57. O tratamento do hipotireoidismo congênito deve ser 
expectante, reavaliando, nas consultas de puericultura, o 
desenvolvimento neuropsicomotor. 
58. Não há evidências acerca da interação da Covid-19 e a 
resposta imune às vacinas. 
59. É necessário aproveitar a visita ao posto de saúde para 
avaliar a marca
da vacinação BCG no lactente, pois, caso 
essa cicatriz vacinal não esteja presente, deve-se revaciná-lo. 
60. A vacina BCG e a do sarampo, que devem ser verificadas 
no cartão vacinal, são vacinas de vírus vivos atenuados. 
 
 
NEUROLOGIA 
Itens de 61 a 120 
 
A respeito de exames complementares em neurologia e 
considerando os conhecimentos médicos correlatos, julgue os 
itens a seguir. 
 
61. Na avaliação das ondas do EEG, o ritmo alfa é mais 
encontrado nas regiões cerebrais posteriores, sendo que 
a abertura ocular pode bloquear ou atenuar a sua 
atividade. 
62. O sono e a privação do sono podem revelar 
anormalidades ausentes no traçado do EEG obtido 
exclusivamente em vigília, além de poderem ativar o 
aparecimento de atividade epileptiforme em 80% dos 
pacientes com epilepsia. 
63. O EEG pode ser utilizado no diagnóstico da doença de 
Creutzfeldt-Jakob, em que documenta um padrão 
gráfico sugestivo com a presença de ondas periódicas, 
bi ou trifásicas, máximas nas regiões anteriores. 
64. Presença de proteína 14-3-3 no líquor é considerado um 
biomarcador para doença priônica, como a síndrome de 
Gerstmann-Straussler-Scheinker. 
65. O potencial evocado somatosensitivo (PESS) pode ser 
utilizado na investigação de idosos com suspeita de 
quadros demenciais e em crianças com TDAH. 
66. Na avaliação eletroneuromiográfica da paralisia facial 
periférica, a presença, na primeira semana, de reflexo 
do piscamento e uma redução do PAMC menor que 
90% são indicativos de melhor prognóstico. 
67. A eletroneuromiografia de fibra única é muito útil na 
avaliação de miopatias. 
68. No Doppler transcraniano, é possível avaliar o sifão 
carotídeo e a artéria oftálmica por meio da janela 
oftálmica. 
 
 
No que se refere à semiologia do sistema nervoso e com base 
nos conhecimentos médicos correlatos, julgue os itens a 
seguir. 
 
69. Na paresia do músculo oblíquo superior (inervado 
oculomotor), ocorre desvio da cabeça para o lado 
contralateral ao músculo lesado e abaixamento do 
queixo (sinal de Bielschowsky). 
70. A síndrome do seio cavernoso por lesão localizada no 
seio cavernoso pode levar a comprometimento dos 
seguintes nervos cranianos: II, III, IV, V e VI. 
71. A presença de pupilas médio-fixas que não respondem à 
luz ocorre nas lesões da porção ventral do mesencéfalo 
(pré-tectal), com comprometimento das vias simpáticas 
e parassimpáticas. 
72. Na parafasia semântica, há erro fonético, e a palavra 
pronunciada é semelhante à correta. 
 
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IADES
Certo paciente de 58 anos de idade, vítima de AVC isquêmico 
troncoencefálico, encontra-se entubado há duas semanas e sem 
uso de sedação há 10 dias. Após avaliação neurológica, houve 
orientação para dar início a protocolo de morte encefálica (ME). 
Ao exame neurológico, ele encontra-se comatoso (Glasgow 3T), 
com tetraplegia; pupilas médio-fixas sem resposta 
fotomotora; reflexos corneopalpebral e de tosse ausentes; 
afebril; PA = 110 mmHg x 80 mmHg; TAX retal = 35,5 oC; 
AC = RC2T com BNF; AP = MVF sem RA; e SatO2 = 100%. 
Exames laboratoriais sem alterações. 
 
Acerca desse caso clínico e tendo em vista os conhecimentos 
médicos correlatos, julgue os itens a seguir. 
 
73. No protocolo de ME, serão realizados dois exames 
clínicos, sendo um dos médicos responsável pelo exame 
clínico necessariamente da especialidade neurologia, 
neuropediatria ou neurocirurgia. 
74. Quando a causa primária do quadro de ME for 
encefalopatia hipoxicoisquêmica, o período entre o 
tratamento e a observação hospitalar deverá ser de, no 
mínimo, 24 horas. 
75. No protocolo de ME, está indicada a manutenção da 
pressão arterial sistólica maior ou igual a 100 mmHg ou 
da pressão arterial média maior ou igual a 65 mmHg. 
76. O protocolo de ME somente poderá ser aberto após 
aquecimento do paciente com TAX retal > 36 oC. 
77. A presença de atitude de descerebração ou decorticação 
invalida o diagnóstico de ME. 
78. Na presença do uso de drogas depressoras do sistema 
nervoso central ou de distúrbios metabólicos, exames 
que detectam a presença de perfusão cerebral, como 
angiografia cerebral e Doppler transcraniano, são os 
mais indicados no protocolo de ME. 
79. O teste de apneia é considerado inconclusivo quando a 
PaCO2 final for menor que 56 mmHg na ausência de 
movimentos respiratórios. 
80. A presença de hipernatremia grave refratária ao 
tratamento sempre inviabiliza a determinação de ME. 
 
 
Um paciente de 45 anos de idade, vítima de TCE grave, há 
uma semana encontra-se internado na unidade de terapia 
intensiva, sendo solicitado avaliação neurológica pelo fato de 
o paciente ter sido extubado há cinco dias e permanecer 
comatoso. Encontrava-se sem uso de sedação há cinco dias. 
Tomografia computadorizada do crânio, realizada na 
admissão, apresentou diversas contusões hemorrágicas 
frontais e troncoencefálicas, mas sem sinais de herniação. 
Exame controle realizado há 24 horas mostrou lesões em 
reabsorção. Ao exame neurológico, verificaram-se ECG = 
3 pontos; pupilas puntiformes; padrão respiratório com 
hiperventilação rápida e sustentada; presença de desvio skew; 
AC = RC2T com BNF; e AP = MVF sem RA. 
 
Com base nesse caso clínico e nos conhecimentos médicos 
correlatos, julgue os itens a seguir. 
 
81. O ritmo respiratório apresentado pelo paciente seria de 
Cheyne-Stokes. 
82. O reflexo fotomotor estará abolido nesse paciente. 
83. Provavelmente há lesão estrutural na ponte. 
84. A presença de desvio skew significa desvio horizontal 
dos olhos e sugere lesão diencefálica. 
85. A realização de estímulo doloroso nesse paciente 
provocará retirada inespecífica como resposta motora. 
86. A manobra de Raimiste pode ser utilizada para avaliar a 
presença de deficit sensitivo. 
87. O quadro comatoso pode ocorrer por comprometimento 
bilateral dos hemisférios cerebrais e (ou) da substância 
ativadora reticular ascendente na junção 
mesencefalodiencefálica. 
88. A escala FOUR (Full Outline of Unresponsiveness), por 
não utilizar a resposta verbal, é útil principalmente em 
pacientes em intubação orotraqueal. 
 
 
Determinado paciente de 35 anos de idade esteve internado 
na unidade de terapia intensiva (UTI) por cerca de um mês 
em razão de complicações da pneumonia viral, sendo que, 
nos primeiros 15 dias, esteve entubado em ventilação 
mecânica e, atualmente, encontra-se na enfermaria e foi 
solicitado avaliação neurológica por causa de fraqueza 
global. Nega patologias prévias à internação. O exame 
neurológico apresentava tetraparesia grave (MRC 2), 
hiporreflexia tetrassegmentar, atrofia muscular em membros, 
hipoestesia térmica, dolorosa e vibratória distais. Mostrava-
se consciente, alerta, eupneico em ar ambiente e afebril. 
Verificaram-se AC = RC2T com BNF e AP = MVF sem RA. 
 
Quanto a esse caso clínico e tendo em vista os 
conhecimentos médicos correlatos, julgue os itens a seguir. 
 
89. O quadro neurológico é compatível com 
polineuromiopatia do doente crítico. 
90. O paciente é incapaz de realizar movimentos ativos 
contra a gravidade. 
91. Espera-se encontrar níveis elevados de 
creatinofosfoquinase (CPK) nesse paciente. 
92. Mialgia é considerada uma manifestação clínica 
incomum nesse quadro. 
93. A presença de neuropatia compressiva é comum em 
pacientes com internação prolongada em UTI. 
94. Para esse paciente, está indicado o tratamento com 
imunoglobulina humana. 
95. A eletroneuromiografia provavelmente demonstrará 
alteração na condução nervosa, com redução da 
amplitude dos potenciais motores com potencial 
sensitivo normal. 
96. Caso o paciente apresentasse quadro de oftalmoparesia, 
o diagnóstico diferencial com síndrome de 
Guillain-Barré deveria ser investigado. 
 
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IADES
Um paciente de 25 anos de idade é encaminhado pelo 
psiquiatra para avaliação neurológica em razão de estar 
apresentando, há cerca de um mês, movimentos involuntários 
de protrusão da língua e movimentos mastigatórios sem 
finalidade. Segundo o acompanhante, estava em tratamento 
psiquiátrico para esquizofrenia há um ano quando iniciou 
haloperidol e estava com bom controle dos sintomas. O 
exame neurológico mostrou-se dentro da normalidade. 
Apresentava-se consciente, alerta, eupneico em ar ambiente a 
afebril. Observaram-se AC = RC2T com BNF e AP = MVF 
sem RA. 
 
Considerando esse caso clínico e os conhecimentos médicos 
correlatos, julgue os itens a seguir. 
 
97. Trata-se provavelmente de um quadro de acatisia. 
98. Os antipsicóticos de primeira geração ou típicos 
apresentam menor risco de desenvolvimento do quadro 
neurológico apresentado pelo paciente, quando 
comparados com os antipsicóticos de segunda geração 
ou atípicos. 
99. Está indicada a redução da dose de haloperidol e sua 
associação com flunarizina como forma de tratamento 
do quadro. 
100. O haloperidol atua como antagonista dos receptores 
dopaminérgicos D2. 
 
 
Um paciente de 4 anos de idade é levado à emergência pela 
mãe, a qual informa que ele apresenta dificuldade de andar 
sozinho desde que acordou. Há cerca de três semanas, teve 
varicela, mas com recuperação completa do quadro. Não há 
relato do uso de medicações prévias ou recentes. O exame 
neurológico apresentava ataxia marcha, dismetria bilateral e 
nistagmo. O paciente mostrava-se consciente, alerta, 
eupneico em ar ambiente e afebril. Verificaram-se AC = 
RC2T com BNF e AP = MVF sem RA. 
 
Com base nesse caso clínico e nos conhecimentos médicos 
correlatos, julgue os itens a seguir. 
 
101. O quadro clínico apresentado trata-se provavelmente de 
uma ataxia cerebelar aguda. 
102. Devem ser investigados medicamentos em uso para 
descartar intoxicação medicamentosa. 
103. Caso o paciente apresentasse quadro de mioclonias e 
opsoclônus, provavelmente a etiologia do quadro 
neurológico seria decorrente da infecção pela varicela. 
104. A realização de exame de imagem, como a ressonância, 
justifica-se para afastar outras causas de ataxia aguda, 
como tumor de fossa posterior. 
105. Está indicado o tratamento com antivirais e corticoide 
para melhora sintomática. 
 
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Uma paciente de 7 anos de idade foi admitida no 
pronto-socorro pediátrico por apresentar, há cerca de três 
dias, fraqueza progressiva nas pernas e dificuldade para 
urinar. O exame neurológico indicou grau de força 3 (escala 
MRC) em membros inferiores, nível sensitivo em umbigo e 
ausência de reflexos patelares/aquileu. Identificou-se relato 
de gastroenterite viral autolimitada na semana anterior, e a 
paciente mostrava-se consciente, alerta, eupneica em ar 
ambiente e afebril. Verificaram-se AC = RC2T com BNF e 
AP = MVF sem RA. 
 
Com relação a esse caso clínico e tendo em vista os 
conhecimentos médicos correlatos, julgue os itens a seguir. 
 
106. O quadro neurológico dessa paciente sugere mielite 
transversa. 
107. O nível sensitivo apresentado encontra-se em T2. 
108. A paciente consegue realizar movimento dos membros 
inferiores contra a gravidade e resistência adicional. 
109. Está indicada a ressonância nuclear magnética da 
coluna para investigação de quadro neurológico. 
110. A realização de imunoglobulina intravenosa é indicada 
como tratamento de escolha nesse caso. 
111. O antecedente gastroenterite viral prévia sugere 
etiologia vascular para o quadro neurológico 
apresentado pela paciente. 
 
 
Certo paciente de 8 anos de idade é encaminhado à consulta 
com neuropediatra com queixa de cefaleia há dois anos. 
Segundo o paciente, apresentava crises semanais em região 
temporal esquerda, tipo “coração batendo na cabeça”, que 
duravam horas e, quando muito intensas, causavam até 
vômito. O exame neurológico encontrava-se dentro da 
normalidade. Apresentava-se consciente, alerta, eupneico em 
ar ambiente e afebril. Constataram-se AC = RC2T com BNF 
e AP = MVF sem RA. 
 
Acerca desse caso clínico e considerando os conhecimentos 
médicos correlatos, julgue os itens a seguir. 
 
112. Provavelmente trata-se de um quadro de cefaleia em 
salvas da infância. 
113. A realização de exame de neuroimagem é mandatória 
nesse caso, para descartar patologia intracraniana. 
114. Síndromes clínicas de ocorrência episódica, como 
vômitos cíclicos e vertigem paroxística benigna da 
infância, devem ser investigadas nesse paciente. 
115. A utilização de agentes profiláticos de uso diário, para 
evitar os ataques de cefaleia, está indicada para esse 
paciente. 
116. A presença de vômitos em algumas crises de cefaleia 
não está associada a patologias do trato gastrointestinal, 
como a doença dispéptica ou a doença do refluxo 
gastrointestinal. 
117. Está indicada a inalação de oxigênio a 100% nas crises 
agudas de cefaleia. 
 
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PROVA APLIC
ADA
 
PROCESSO SELETIVO – RM/SES-DF/2021 GRUPO 019 – TIPO “U” PÁGINA 7/7 
 
IADES
Um paciente de 10 meses de vida encontrava-se em tratamento 
para doença do refluxo gastroesofágico há três meses, quando 
iniciou movimentos de hiperextensão cervical e extensão de 
tronco, com duração de segundos, que ocorriam após a 
alimentação. O exame neurológico mostrou-se dentro da 
normalidade, e o paciente apresentava-se consciente, alerta, 
eupneico em ar ambiente e afebril. Observaram-se AC = RC2T 
com BNF e AP = MVF sem RA. 
 
Com base nesse caso clínico e nos conhecimentos médicos 
correlatos, julgue os itens a seguir. 
 
118. O lactente apresenta quadro sugestivo de síndrome de 
Sandifer, desencadeada pela doença do refluxo 
gastroesofágico. 
119. Há correlação direta entre o grau da doença do refluxo e 
a gravidade dos sintomas. 
120. Está indicado o início de anticolinérgicos para controle 
dos sintomas. 
 
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__MACOSX/._Grupo 019 - Tipo U.pdf
Grupo 020 - Tipo U.pdf
PROVA APLIC
ADA
 
Tipo “U” 
 
 
 
SECRETARIA DE ESTADO DE SAÚDE DO DISTRITO FEDERAL 
FUNDAÇÃO DE ENSINO E PESQUISA EM CIÊNCIAS DA SAÚDE 
EDITAL NORMATIVO Nº 1 – RM/SES-DF/2021, DE 5 DE OUTUBRO DE 2020. 
 
 
P R O G R A M A S – G R U P O 0 2 0 Data e horário da prova:
 
 
Pneumologia Pediátrica (623). 
 
 
Domingo, 
29/11/2020, às 8h. 
 
I N S T R U Ç Õ E S 
 
 Você receberá do fiscal: 
o um caderno da prova objetiva contendo 120 (cento e vinte) itens; cada um deve ser julgado como CERTO ou ERRADO, 
de acordo com o(s) comando(s) a que se refere; e 
o uma folha de respostas personalizada. 
 Verifique se a numeração dos itens, a paginação do caderno da prova objetiva e a codificação da folha de respostas estão corretas. 
 Verifique se o programa selecionado por você está explicitamente indicado nesta capa. 
 Quando autorizado pelo fiscal do IADES, no momento da identificação, escreva, no espaço apropriado da folha de respostas, 
com a sua caligrafia usual, a seguinte frase: 
 
Para ganhar é preciso gastar. 
 
 Você dispõe de 3 (três) horas e 30 (trinta) minutos para fazer a prova objetiva, devendo controlar o tempo, pois não haverá 
prorrogação desse prazo. Esse tempo inclui a marcação da folha de respostas. 
 Somente 1 (uma) hora após o início da prova, você poderá entregar sua folha de respostas e o caderno da prova e retirar-se da sala. 
 Somente será permitido levar o caderno da prova objetiva 3 (três) horas após o início da prova. 
 Deixe sobre a carteira apenas o documento de identidade e a caneta esferográfica de tinta preta, fabricada com material transparente. 
 Não é permitida a utilização de nenhum tipo de aparelho eletrônico ou de comunicação. 
 Não é permitida a consulta a livros, dicionários, apontamentos e (ou) apostilas. 
 Você somente poderá sair e retornar à sala de aplicação da
prova na companhia de um fiscal do IADES. 
 Não será permitida a utilização de lápis em nenhuma etapa da prova. 
 
I N S T R U Ç Õ E S P A R A A P R O V A O B J E T I V A 
 
 Verifique se os seus dados estão corretos na folha de respostas da prova objetiva. Caso haja algum dado incorreto, comunique ao fiscal. 
 Leia atentamente cada item e assinale sua resposta na folha de respostas. 
 A folha de respostas não pode ser dobrada, amassada, rasurada ou manchada e nem podem conter registro fora dos locais 
destinados às respostas. 
 O candidato deverá transcrever, com caneta esferográfica de tinta preta, fabricada com material transparente, as respostas da 
prova objetiva para a folha de respostas. 
 A maneira correta de assinalar a alternativa na folha de respostas é cobrir, fortemente, com caneta esferográfica de tinta preta, 
fabricada com material transparente, o espaço a ela correspondente. 
 Marque as respostas assim: 
 
PROVA APLIC
ADA
 
PROCESSO SELETIVO – RM/SES-DF/2021 GRUPO 020 – TIPO “U” PÁGINA 2/7 
 
IADES
PEDIATRIA 
Itens de 1 a 60 
 
Um lactente de 3 meses de vida, saudável, é levado pela mãe 
ao posto de saúde. A mãe tem dúvidas acerca da 
amamentação, achando que o seu leite não está sendo 
suficiente, pois ouviu a mãe dela comentar que, na família, 
ninguém produz leite forte. A vizinha expôs que deve ser o 
cansaço e a falta de boa alimentação, aconselhando-a a beber 
água e descansar. Ela não acreditou na vizinha e perguntou 
ao médico se pode dar outro leite ao lactente. 
 
Com base no caso descrito e nos conhecimentos médicos 
correlatos, julgue os itens a seguir. 
 
1. A mãe não precisaria perguntar, pois o bebê já está na 
idade de iniciar a alimentação. 
2. O cansaço e o estresse podem influenciar o reflexo de 
ejeção do leite, inibindo-o. 
3. A manutenção do volume do leite é influenciado pela 
hidratação materna. 
4. Deve-se averiguar a sucção do bebê durante a mamada, 
pois a produção do leite aumenta com a sucção eficaz 
do lactente. 
5. A hipogalactia é frequente e não se relaciona com a 
sucção. 
6. Uma vez que o leite final é de maior densidade calórica, 
recomenda-se esvaziar a mama e depois oferecer a 
mama contralateral. 
7. A vizinha estava certa em aconselhar a mãe a oferecer 
água para o lactente. 
8. Deve-se aconselhar a mãe a oferecer outro leite, já que 
geralmente é necessário fazer um complemento para os 
bebês. 
 
 
O pediatra está de plantão em uma maternidade da periferia 
de uma grande cidade. Na madrugada, uma gestante em 
período expulsivo dá entrada nessa maternidade. A mãe 
levou seu cartão de pré-natal com preenchimento adequado e 
com consultas regulares, mas, para sua surpresa, a idade 
gestacional é compatível com 33 semanas pela DUM. 
 
A respeito desse caso clínico e com base nos conhecimentos 
médicos correlatos, julgue os itens a seguir. 
 
9. A sobrevida de recém-nascidos prematuros (RNPT), 
definidos como os nascidos vivos com idade 
gestacional menor que 37 semanas, reflete a estrutura e 
a qualidade do cuidado antenatal, e o pediatra deve 
estar preparado para receber esse recém-nascido (RN) 
na assistência ao parto. 
10. É fundamental, em todo parto prematuro, a presença de 
dois a três profissionais de saúde, com pelo menos um 
pediatra apto a intubar e indicar massagem cardíaca e 
medicações. 
11. Quando um RNPT não melhora ou não atinge níveis 
desejáveis de SatO2, com a ventilação por pressão 
positiva (VPP) em concentração de O2 a 30%, a 
primeira medida é aumentar imediatamente a oferta de 
oxigênio suplementar. 
12. No RN abaixo de 34 semanas, indica-se o 
clampeamento imediato do cordão umbilical, 
independentemente de sua vitalidade. 
13. No atendimento ao RN saudável de mães com suspeita 
ou infecção pelo Sars-CoV-2, deve-se adiar a 
amamentação e o contato pele a pele. 
14. A oximetria de pulso detecta, de forma contínua, a 
frequência de pulso, mas demora para detectá-la e 
subestima a frequência cardíaca (FC), podendo levar a 
um aumento desnecessário de intervenções para o 
neonato, na sala de parto. 
 
 
Um lactente de 10 dias de vida é levado à unidade básica de 
saúde (UBS) em virtude de a mãe notar “olhos amarelados” 
no filho. Ela relata que ele já saiu um pouco amarelo da 
maternidade, de onde teve alta com três dias de vida após 
colher sangue. O grupo sanguíneo da mãe e do bebê é A +. 
 
Considerando esse caso clínico e os conhecimentos médicos 
correlatos, julgue os itens a seguir. 
 
15. A prematuridade, independentemente do peso ao nascer, 
é considerada um dos fatores de risco mais importantes 
para hiperbilirrubinemia em razão da capacidade 
diminuída da conjugação hepática da bilirrubina e da 
dificuldade na sucção e deglutição para manter uma 
oferta adequada de leite materno. 
16. Deve-se pesquisar, nesse caso, a presença de 
céfalo-hematoma, porém a icterícia seria de resolução 
rápida, não durando 10 dias. 
17. A icterícia fisiológica apresenta progressão 
cefalocaudal. 
 
 
A mãe de uma criança de 4 anos de idade levou a filha ao 
setor de emergência com queixa de que a menina “sacudiu o 
corpo todo”, pela primeira vez, após ter dado uma medicação 
para febre. Ela relata que a criança estava com temperatura 
de 38 ºC, poucos espirros, tosse seca e que a crise foi rápida, 
não sabendo especificar o tempo. 
 
Acerca desse caso clínico e tendo em vista os conhecimentos 
médicos correlatos, julgue os itens a seguir. 
 
18. A crise convulsiva febril simples pode-se apresentar 
como tônico-clônica generalizada e tem curta duração, 
menor que 15 minutos. 
19. No caso mencionado, a epilepsia é o mais provável 
diagnóstico, cujos fatores de risco incluem atraso do 
desenvolvimento e crise febril complexa. 
20. Caso a criança chegasse ao hospital ainda em crise, 
seria preconizado administração de benzodiazepínicos, 
como o diazepam, por via intravenosa IV. 
21. O estado de mal epiléptico é uma emergência médica, 
muito frequente na crise convulsiva febril em função da 
imaturidade da criança. 
22. Em lactentes com histórico de insulto neurológico 
prévio, como uma encefalopatia crônica não 
progressiva desde o nascimento, isso pode ocasionar 
uma lesão neurológica estática, sendo causa de crises 
convulsivas não febris. 
 
Área livre 
 
 
 
PROVA APLIC
ADA
 
PROCESSO SELETIVO – RM/SES-DF/2021 GRUPO 020 – TIPO “U” PÁGINA 3/7 
 
IADES
Uma criança de 3 anos de idade apresenta tosse produtiva, 
espirros e febre de 38 ºC há cinco dias. A mãe refere que a 
filha não quer brincar durante o episódio febril, mas, quando 
a febre passa, ela melhora; porém notou um “cansaço” nela. 
Ao exame, a criança encontra-se quieta no colo da mãe, 
febril (38 ºC), com FR = 50 irpm, FC = 120 bpm e 
SatO2 = 97%. 
 
A respeito desse caso clínico e com base nos conhecimentos 
médicos correlatos, julgue os itens a seguir. 
 
23. A pneumonia é a principal causa de mortalidade em 
crianças menores de 5 anos de idade nos países em 
desenvolvimento. 
24. No caso em questão, a mãe poderia observar o 
“cansaço” da criança por meio da frequência 
respiratória, que está normal para a idade. 
25. Nesse caso, seria preciso esperar sibilos na ausculta 
pulmonar, pois isso é comum na pneumonia adquirida 
na comunidade (PAC). 
26. Em crianças de 2 meses a 5 anos de idade com PAC, a 
presença de tiragem subcostal classifica-a como tendo 
pneumonia grave. 
27. A aspiração de corpo estranho é um diagnóstico 
diferencial importante na criança com sibilância. 
 
 
Os pais levam uma criança de 4 anos de idade à consulta 
médica. Relatam que a menina não quer mais ir à escola, 
porque os amigos evitam brincar com ela por estar sempre 
cheirando a xixi. Na anamnese, a mãe refere que a filha urina 
muito na cama, durante o dia, não sente vontade de fazer xixi 
e, quando percebe, já está molhada. Sempre foi assim. A mãe 
fica preocupada também porque a criança cai muito e notou 
que o pé dela é torto desde que nasceu. A menina
nasceu 
bem, a termo, com bom peso e bom Apgar, porém foi logo 
encaminhada à unidade de terapia intensiva (UTI) para 
aguardar a cirurgia da medula. 
 
Tendo em vista esse caso clínico e os conhecimentos 
médicos correlatos, julgue os itens a seguir. 
 
28. É frequente a deformidade dos pés, podendo-se 
encontrar pé equinovaro, pé varo, cavo-varo e pé 
equino. 
29. O desfralde antes dos 2 anos de idade pode ser a causa 
da incontinência urinária. 
30. É necessário solicitar um estudo urodinâmico, em que é 
avaliada a pressão da musculatura detrusora. 
31. Os defeitos do fechamento do tubo neural (DFTN) são 
malformações congênitas frequentes, que ocorrem em 
virtude de uma falha no fechamento adequado do tubo 
neural embrionário durante o final da gestação. 
32. Quase todos os pacientes são portadores de distúrbios 
esfíncterianos, vesicais e anais, de difícil controle, que 
causam predisposição a infecções urinárias. 
33. A hidrocefalia está associada a mais de 70% dos casos, 
o que pode ser uma causa de deterioração neurológica 
consequente a disfunção do sistema de drenagem. 
 
 
 
 
Considere um recém-nascido (RN) do sexo masculino, com 
24 horas de vida, nascido de parto vaginal, a termo, com peso 
ao nascer de 3.335 g, Apgar 9, no 1o minuto e 10, no 5o. 
Durante o exame físico, o pediatra nota uma musculatura 
abdominal muito flácida, com a pele dessa região enrugada, 
aparência de “ameixa seca”, em batráquio. Apresenta 
aparelho cardiopulmonar normal, genitália masculina com 
ambos os testículos criptorquídicos. FR = 50 irpm, 
FC = 120 bpm e SatO2 = 98%. O RN evoluiu com retenção 
urinária e aumento das escórias renais. 
 
Acerca desse caso clínico e com base nos conhecimentos 
médicos correlatos, julgue os itens a seguir. 
 
34. O diagnóstico deve ser feito precocemente, 
preferencialmente intraútero, e o tratamento, sobretudo 
das anormalidades do sistema urinário, não deve ser 
retardado. 
35. A correção da criptorquidia deve ser feita até 1 ano de 
vida. 
36. Embora os rins possam ser normais, a displasia renal e a 
hidronefrose são comuns, mas a insuficiência renal não 
é comum. 
37. No sexo feminino, há números elevados de ocorrências 
como as do caso descrito. 
38. É necessária a solicitação de ecocardiograma para 
avaliar anomalias cardíacas que estão presentes em 10% 
dos casos. 
 
 
Uma criança de 8 anos de idade, portadora de síndrome de 
Down, ao ser atendida em consulta de seguimento, apresentou 
as seguintes mensurações: peso = 34 kg (percentil 90-95); 
altura = 1,18 cm (percentil 25); e IMC = 25 (percentil 95). Ao 
exame, encontra-se em BEG, corada, hidratada, FC = 80 bpm, 
FR = 30 irpm e SatO2 = 97% em AA. Quanto ao aparelho 
cardiovascular, verifica-se RCR, 2T, sem sopros, constatando-se 
também precórdio calmo, pulmonar e abdome sem alterações. 
 
Considerando esse caso clínico e os conhecimentos médicos 
correlatos, julgue os itens a seguir. 
 
39. Antes de indicar atividade física, tais como natação, 
ginástica ou futebol, para perda de peso ou manutenção 
da saúde, recomenda-se radiografia da coluna cervical 
em posição neutra em perfil, flexão e extensão. 
40. O acompanhamento odontológico é importante nos 
primeiros anos de vida e, durante a idade escolar, é feito 
quando ocorrem queixas. 
41. Em relação ao IMC, observa-se um percentil 
aumentado, configurando um excesso de peso. Para tal 
avaliação, podem ser utilizadas as curvas da Caderneta 
da Criança. 
42. A Síndrome do caso clínico descrito é a alteração 
cromossômica mais comum em humanos e a principal 
causa de deficiência intelectual na população. 
43. O fenótipo na síndrome de Down tem uma 
expressividade variada, apesar de existirem três 
possibilidades do ponto de vista citogenético. 
44. A comunicação aos pais, na maternidade, não deve ser 
realizada, mesmo quando sinais e sintomas são 
característicos. O esclarecimento deve ser feito em 
serviço especializado. 
 
 
PROVA APLIC
ADA
 
PROCESSO SELETIVO – RM/SES-DF/2021 GRUPO 020 – TIPO “U” PÁGINA 4/7 
 
IADES
Durante a visita de alojamento conjunto, ao solicitar a caderneta 
de acompanhamento obstétrico da mãe de um recém-nascido 
(RN), verificaram-se sorologias para sífilis positivas no primeiro 
trimestre da gestação. A gestante foi tratada com benzilpenicilina 
benzatina na dose total de 7,2 milhões UI. O VDRL da mãe após 
o tratamento reduziu de 1:32 para 1:8. 
 
A respeito desse caso clínico e com base nos conhecimentos 
médicos correlatos, julgue os itens a seguir. 
 
45. Caso o RN seja assintomático ao exame e VDRL 1:8, 
ainda assim a criança foi exposta à sífilis. 
46. Na consulta do 6o mês de vida, o VDRL deverá ser não 
reagente nos casos em que a criança não tiver sido infectada. 
47. O teste treponêmico no bebê deve ser realizado em 
todas as consultas de puericultura, para 
acompanhamento juntamente com o da mãe. 
48. O intervalo entre doses da benzilpenicilina benzatina 
pode ser espaçado, para evitar a dor, fazendo-se 
aplicação de 1,2 milhão a cada mês. 
49. No início do acompanhamento pré-natal, é aconselhável 
pedir o teste treponêmico, que é o primeiro teste a ficar 
reagente, aguardando o não treponêmico. 
50. Mesmo quando houver histórico de tratamento prévio, o 
lactente que for diagnosticado com sífilis congênita 
durante o seguimento deverá ser tratado com penicilina. 
51. Atraso no desenvolvimento pode ter como causa a 
sífilis congênita tardia. 
52. Nas crianças com alteração inicial do líquor, neurossífilis, a 
punção liquórica posterior deve ser reservada quando 
aparecerem sinais e sintomas neurológicos. 
 
 
Os avós levam uma criança de 1 ano de idade ao posto de 
vacinação para atualização da caderneta. Durante a conversa com 
o agente comunitário de saúde, os avós relatam preocupação com 
um exame ao nascimento, apesar de o neto estar bem, sem 
adoecimento. Contam que o primeiro teste do pezinho deu uma 
alteração na tireoide e, quando foi repetido, o resultado foi 
normal. Mesmo assim, eles não se mostraram tranquilos e ficam 
com medo de dar vacina, principalmente durante a pandemia. 
 
A respeito desse caso clínico e tendo em vista os 
conhecimentos médicos correlatos, julgue os itens a seguir. 
 
53. Caso a criança, no momento da visita ao posto de saúde, 
apresentasse sinais de doenças do trato respiratório 
superior, com febre, tosse e (ou) coriza ou ainda diarreias 
leves, estaria contraindicada a vacinação. 
54. Pode ser administrada a vacina de varicela, que é de 
vírus vivo atenuado. 
55. O hipotireoidismo congênito, doença que pode ser 
diagnosticada pela triagem neonatal, deve ser 
confirmado após coleta de sangue do recém-nascido. 
56. Na idade de 12 meses de vida, deve ser aplicada a primeira dose 
da vacina tríplice viral, segundo o Ministério da Saúde. Ela não 
poderá ser aplicada junto com a vacina da febre amarela. 
57. O tratamento do hipotireoidismo congênito deve ser 
expectante, reavaliando, nas consultas de puericultura, o 
desenvolvimento neuropsicomotor. 
58. Não há evidências acerca da interação da Covid-19 e a 
resposta imune às vacinas. 
59. É necessário aproveitar a visita ao posto de saúde para 
avaliar a marca da vacinação BCG no lactente, pois, caso 
essa cicatriz vacinal não esteja presente, deve-se revaciná-lo. 
60. A vacina BCG e a do sarampo, que devem ser verificadas 
no cartão vacinal, são vacinas de vírus vivos atenuados. 
 
 
PNEUMOLOGIA 
Itens de 61 a 120 
 
Uma paciente de 22 anos de idade, branca, natural e 
procedente de Brasília (DF), foi admitida no pronto-socorro 
com quadro de dispneia aos mínimos esforços, iniciada há 
cinco horas, associada a dor torácica ventilatório-dependente 
a localizada em região axilar e infraescapular direita. 
Queixava-se de dor em membros inferiores, cuja instalação 
se deu há uma semana. Informou ter se submetido a parto 
cirúrgico há um mês. Ao exame físico, apresentava 
PA = 110 mmHg x 74 mmHg, FC = 145 bpm, FR = 36 irpm, 
SatO2
= 88% e temperatura axilar = 36 °C. A ausculta 
cardíaca mostrava ritmo regular em 2T, com hiperfonese de 
B2 em foco pulmonar, sem sopros. No exame pulmonar, 
foram identificados macicez com expansibilidade, além do 
frêmito toracovocal e murmúrio vesicular diminuídos em 
região infraescapular direita. Observou-se abdome sem 
alterações. Apresentava edema em membro inferior direito 
(+++/IV), mole e indolor, sem dor à dorso-flexão, e presença 
de varizes nos membros inferiores. 
 
Com base nesse caso clínico e nos conhecimentos médicos 
correlatos, julgue os itens a seguir. 
 
61. As manifestações respiratórias observadas têm, como 
causas, a diminuição do espaço morto alveolar e a 
redução do volume pulmonar. 
62. A confirmação diagnóstica requer a feitura de exame 
que identifique objetivamente a causa do evento. 
63. Diante da apresentação clínica descrita, a doença pode 
ser classificada como maciça. 
64. O tratamento dessa enfermidade deve ser realizado 
imediatamente, mesmo que ainda não haja confirmação 
diagnóstica. 
 
 
Uma paciente de 36 anos de idade, casada e mãe de dois 
filhos, procura o ambulatório de um hospital informando 
apresentar-se sem problemas de saúde até o período de dois 
anos. A partir de então, notou o surgimento de dispneia 
progressiva aos esforços. Há um mês, apresenta tal sintoma, 
de forma intensa, ao caminhar uma distância menor do que 
100 metros em superfície plana. Nega tosse, chiados no 
peito, dor torácica, hemoptise, febre, sudorese, calafrios e 
perda de peso. O exame físico mostra PA = 120 mmHg x 80 
mmHg, FC = 85 bpm, FR = 20 irpm e SatO2 = 98%. A 
ausculta cardíaca mostra hiperfonese de segunda bulha em 
foco pulmonar. O exame do abdome revela fígado palpável a 
8 cm do rebordo costal direito e hepatimetria de 16 cm. 
Observa-se edema de membros inferiores mole, frio e 
indolor, atingindo ambos os maléolos. 
 
Acerca desse caso clínico e considerando os conhecimentos 
médicos correlatos, julgue os itens a seguir. 
 
65. Os achados de história clínica e do exame físico 
mostram que a paciente apresenta uma insuficiência 
cardíaca esquerda. 
66. O comprometimento clínico da paciente pode estar 
associado a colagenose, infecção pelo vírus HIV-1 e 
hepatite viral B ou C. 
67. A dispneia pode ser classificada como MRC 4, em uma 
escala de 1 a 5. 
68. Deve-se solicitar uma cintilografia pulmonar ventilação 
x perfusão, pois tal exame trata-se de um importante 
passo para o rastreio diagnóstico. 
 
 
PROVA APLIC
ADA
 
PROCESSO SELETIVO – RM/SES-DF/2021 GRUPO 020 – TIPO “U” PÁGINA 5/7 
 
IADES
Um paciente de 40 anos de idade, casado, auxiliar de 
escritório, procurou um ambulatório de clínica médica 
informando ser previamente hígido até apresentar, há seis 
dias, quadro de febre, mialgia, tosse seca e dispneia. 
Foi submetido a radiografia de tórax que indicou 
infiltrado alveolar em lobos inferiores. Optou-se 
pela internação do paciente. O exame físico mostrava 
PA = 120 mmHg x 80 mmHg, FC = 100 bpm, FR = 26 irpm, 
SatO2 = 89% e temperatura axilar = 38 °C. A ausculta 
pulmonar revelava crepitações inspiratórias em regiões 
infraescapulares. Decidiu-se pela prescrição de levofloxacina 
500 mg ao dia. Passados dois dias da internação, verificou-se 
piora da dispneia, com gasometria feita em ar ambiente 
demonstrando pH = 7,5; PaO2 = 55 mmHg; 
PaCO2 = 33 mmHg; bicarbonato = 20 Meq/L; e BE = +1. 
Realizada broncoscopia, identificaram-se 50% de 
eosinófilos. Hemograma completo e EPF apresentaram-se 
sem alterações. 
 
A respeito desse caso clínico e tendo em vista os 
conhecimentos médicos correlatos, julgue os itens a seguir. 
 
69. O paciente precisa ser submetido a uma investigação 
minuciosa que afaste as possibilidades de doença 
sistêmica e uso de drogas. 
70. A gasometria arterial evidencia grave hipoxemia e 
alcalose metabólica. 
71. A ausência de eosinofilia sanguínea exclui a 
possibilidade de eosinofilia pulmonar. 
72. A prescrição de corticosteroides é uma boa opção 
terapêutica para esse paciente. 
 
 
Acerca da segmentação pulmonar, julgue os itens a seguir. 
 
73. Segmentos pulmonares funcionam autonomamente, 
cada um possuindo um brônquio e um ramo arterial 
pulmonar, não havendo ventilação entre eles. 
74. O pulmão direito possui 11 segmentos, e o lobo 
superior é dividido em segmentos apicoposterior, 
medial, inferior e anterior. 
75. O pulmão esquerdo possui nove segmentos, sendo o 
lobo inferior dividido em segmentos superior, basilar 
medial, basilar anterior, basilar lateral e basilar 
posterior. 
76. A língula divide-se em dois segmentos (inferior e 
superior), localiza-se no pulmão esquerdo e é o sítio 
preferido para biópsias pulmonares a céu aberto. 
 
 
Uma paciente de 17 anos de idade procura o ambulatório 
informando apresentar tosse com expectoração desde a 
infância. As exacerbações passaram a ser mais constantes 
após os 12 anos de idade. Tem histórico de quatro 
pneumonias, a última das quais ocorreu há um mês, ocasião 
na qual foi isolado, no escarro da paciente, Pseudomonas 
aeruginosa. Os pais e as duas irmãs são saudáveis. O exame 
físico mostra PA = 100 mmHg x 60 mmHg, FC = 85 bpm, 
FR = 20 irpm, SatO2 = 98% e temperatura axilar = 36,5 °C. 
Observam-se crepitações expiratórias no terço superior de 
ambos os pulmões. A tomografia computadorizada de tórax 
mostra a presença de bronquiectasias nos lobos superiores. O 
teste do suor revela sódio = 100 mEq/L e cloretos = 90 Meq/L. 
Encontra-se mutação delta positiva em um dos alelos. 
Com relação a esse caso clínico e tendo em vista os 
conhecimentos médicos correlatos, julgue os itens a seguir. 
 
77. O resultado da concentração de sódio no teste do suor 
define o diagnóstico de fibrose cística. 
78. Medidas mecânicas para o aumento do clearence mucociliar 
são um dos pilares no tratamento da fibrose cística. 
79. O prognóstico da doença da paciente tem melhorado 
significativamente com os avanços no diagnóstico e no 
tratamento. 
80. A mutação encontrada, reconhecida como causadora da 
fibrose cística, é critério isolado para o diagnóstico 
dessa doença. 
 
 
A respeito da avaliação pré-operatória pulmonar, julgue os 
itens a seguir. 
 
81. Paciente de 80 anos de idade, fumante de 10 
maços-ano, sem sinais de doença pulmonar e com 
cirurgia indicada para implante de prótese de quadril 
deve submeter-se a espirometria pré-operatória. 
82. Paciente de 70 anos de idade, fumante de 15 
maços-ano, sem sinais de doença pulmonar e com 
indicação de hernioplastia deve ser orientado a cessar o 
tabagismo como forma de redução do risco de 
complicações pós-operatórias. 
83. Paciente de 60 anos de idade, fumante de 20 
maços-ano, assintomático e com indicação de 
lobectomia superior direita deve ser liberado para o ato 
cirúrgico se apresentar CVF normal e VEF1 acima de 
80% do predito. 
84. Paciente de 65 anos de idade, fumante de 20 
maços-ano, com indicação de realizar pneumonectomia 
à esquerda deve submeter-se a ergoespirometria e ser 
liberado para o ato cirúrgico se a VO2 máxima 
apresentar-se em valores menores que 15 mL/kg/min. 
 
 
Um paciente de 25 anos de idade procura o ambulatório para 
submeter-se a uma avaliação periódica de saúde. Está 
assintomático e não possui histórico de doenças prévias. O 
exame físico mostra PA = 110 mmHg x 70 mmHg, 
FC = 65 bpm, FR = 18 irpm, SatO2 = 98% e temperatura 
axilar = 36 °C. Realizou-se radiografia de tórax, por meio da 
qual se verificou a presença de massa em mediastino 
anterior, posteriormente comprovada por tomografia 
computadorizada de tórax. 
 
Em relação a esse caso clínico e com base nos 
conhecimentos médicos correlatos, julgue os itens a seguir. 
 
85. As principais possibilidades diagnósticas são os 
tumores e cistos do coração, da traqueia e do esôfago. 
86. Deve-se pesquisar a possibilidade de Myasthenia 
gravis, hipogamaglobulinemia e aplasia da série 
vermelha hemática. 
87. O melhor método para o diagnóstico
é a realização de 
uma biópsia da lesão. 
88. A maioria das massas em mediastino anterior é maligna. 
 
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PROVA APLIC
ADA
 
PROCESSO SELETIVO – RM/SES-DF/2021 GRUPO 020 – TIPO “U” PÁGINA 6/7 
 
IADES
Acerca da história clínica realizada em pacientes que buscam 
avaliar a respectiva condição de saúde, julgue os itens a 
seguir. 
 
89. Deve-se suspeitar de pneumoconiose no caso de um 
paciente de 40 anos de idade, que manifesta dispneia 
progressiva e tem antecedente de ter trabalhado em uma 
olaria. 
90. Mulher de 60 anos de idade com história de ganho de 
peso e sonolência diurna tem como um dos diagnósticos 
possíveis a síndrome da apneia e hipopneia do sono. 
91. Homem de 55 anos de idade, em uso de amiodarona 
para tratamento de arritmia cardíaca, que se queixa de 
dispneia deve ser submetido à pesquisa de asma. 
92. Mulher de 60 anos de idade com diagnóstico de artrite 
reumatoide e que apresenta tosse produtiva crônica tem 
grande possibilidade de estar acometida de sarcoidose 
pulmonar. 
 
 
Uma paciente de 30 anos de idade procura um serviço de 
atendimento médico e informa que desde a infância, 
manifesta episódios de chiado no peito, tosse seca e dispneia, 
os quais remitem espontaneamente ou com o uso de beta-2 
agonista de curta duração. Percebeu um aumento na 
frequência dos sintomas no último mês, agravados pelo fato 
de, por três vezes, ter apresentado sintomas noturnos. Nega 
tabagismo ou uso de drogas ilícitas. Mora em casa com boas 
condições sanitárias e faz trabalhos de freelancer como 
publicitária. O tratamento tem base no uso de beta-2 agonista 
de curta duração, quando das exacerbações. O exame físico 
mostra PA = 120 mmHg x 80 mmHg, FC = 65 bpm, 
FR = 16 irpm, SatO2 = 98% e temperatura axilar = 36 °C. A 
ausculta pulmonar é normal. 
 
Quanto a esse caso clínico e tendo em vista os 
conhecimentos médicos correlatos, julgue os itens a seguir. 
 
93. O tratamento realizado está correto, levando em conta 
que se trata de um caso de asma intermitente. 
94. A realização de uma prova espirométrica é necessária 
para melhor avaliar-se o funcionamento da estrutura 
funcional respiratória da paciente. 
95. No ambiente em que a paciente mora ou trabalha, deve-
se erradicar a concentração de ácaros por meio de 
métodos físicos ou químicos. 
96. Um plano de educação quanto à doença deve ser 
individualizado e entregue à paciente para que ela possa 
melhor monitorar a própria condição clínica. 
 
 
No que se refere a temas pertinentes à fisiologia respiratória, 
julgue os itens a seguir. 
 
97. A hipoxemia de um paciente com pneumopatia 
intersticial usual piora com o exercício. 
98. A embolia pulmonar geralmente causa aumento do 
espaço morto fisiológico. 
99. O ponto de igual pressão ocorre quando a pressão 
pleural supera a pressão arterial diastólica. 
100. O termo hipoventilação é entendido como a diminuição 
da amplitude de ventilação. 
 
 
Um paciente de 20 anos de idade procura uma unidade de 
pronto atendimento com queixa de apresentar, há seis horas, 
dor torácica do tipo pleurítica em hemitórax esquerdo, 
associada a dispneia MRC 2. O exame físico mostra 
PA = 120 mmHg x 80 mmHg, FC = 75 bpm, FR = 20 irpm, 
SatO2 = 95% e temperatura axilar = 36 °C. O exame físico 
pulmonar revela ausência de frêmito toracovocal, 
hipersonoridade e ausência de murmúrio vesicular fisiológico 
em região infraescapular esquerda. O paciente nega 
antecedentes mórbidos patológicos, tabagismo, uso de drogas 
ilícitas e etilismo. A radiografia de tórax identifica a presença de 
ar em hemitórax esquerdo deslocando o mediastino para a 
direita. 
 
Acerca desse caso clínico e com base nos conhecimentos 
médicos correlatos, julgue os itens a seguir. 
 
101. É correto concluir que o paciente apresenta uma 
pneumopatia prévia, considerando a extensão do 
processo pulmonar descrito. 
102. O procedimento inicial é submeter o paciente a uma 
punção aspirativa. 
103. No exame físico desse paciente, devem-se pesquisar 
enfisema subcutâneo e pneumomediastino. 
104. O procedimento preventivo de escolha é a realização de 
uma pleurodese à esquerda. 
 
 
Um paciente procura o ambulatório queixando-se de 
manifestar roncos durante o sono há 10 anos. Nos últimos 
três anos, tem notado sonolência diurna excessiva, 
irritabilidade, diaforese noturna e cefaleia matinal. A esposa 
do paciente relata que ele apresenta sono agitado, com roncos 
intensos, principalmente quando assume a posição de 
decúbito dorsal. O paciente nega etilismo, tabagismo e uso 
de drogas ilícitas. Toma uma xícara de café pela manhã. O 
exame físico mostra peso = 100 kg, altura = 1,67 m, 
PA = 150 mmHg x 100 mmHg, FC = 85 bpm, FR = 21 irpm, 
SatO2 = 96% e temperatura axilar = 36 °C. Observa-se uma 
circunferência cervical de 49 cm e classificação de 
Mallampati igual a IV. O restante do exame físico mostra-se 
sem alterações. 
 
A respeito desse caso clínico e considerando os 
conhecimentos médicos correlatos, julgue os itens a seguir. 
 
105. A classificação IV de Mallampati indica que, quando o 
paciente abre a boca, o examinador identifica somente a 
parede posterior da orofaringe. 
106. Ronco de forte intensidade tem alto valor preditivo para 
o diagnóstico da síndrome da apneia e hipopneia do 
sono. 
107. O diagnóstico de certeza somente é obtido por meio da 
polissonografia. 
108. A gravidade da sonolência diurna pode ser quantificada 
pela aplicação da escala de Epworth. 
 
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ADA
 
PROCESSO SELETIVO – RM/SES-DF/2021 GRUPO 020 – TIPO “U” PÁGINA 7/7 
 
IADES
A respeito da circulação pulmonar, julgue os itens a seguir. 
 
109. É sede de produção, liberação e processamento de 
mediadores humorais. 
110. O volume sanguíneo do pulmão expressa em torno de 
100% do volume total de sangue. 
111. Atua como barreira para a troca de fluidos e solutos e 
mantém o equilíbrio de fluidos do pulmão. 
112. Os vasos sanguíneos nos septos alveolares são regidos 
pela pressão alveolar e pela pressão pleural. 
 
 
Acerca do papel da broncoscopia para o diagnóstico e o 
tratamento de doenças respiratórias, julgue os itens a seguir. 
 
113. A broncoscopia está indicada para a remoção de 
secreções eliminadas por um paciente com exacerbação 
de DPOC. 
114. A broncoscopia deve ser evitada em pacientes que 
fazem uso diário de aspirina. 
115. A broncoscopia tem se mostrado um bom exame para o 
rastreio de câncer de pulmão em pacientes tabagistas. 
116. A termoplastia brônquica é útil para reduzir idas de 
pacientes com asma grave ao pronto-socorro. 
117. A broncoscopia flexível pode ser utilizada para colocar 
válvulas intrabrônquicas, visando a estabelecer redução 
do volume pulmonar. 
 
 
Um paciente de 35 anos de idade procura a emergência de 
um hospital informando apresentar, há três dias, dispneia 
progressiva, que chegou à classificação MRC 5, associada a 
tosse seca e febre de 38 ºC. Relata ter se submetido 
recentemente a tratamento para infecção urinária com 
nitrofurantoína. O exame físico mostra peso = 75 kg, 
altura = 1,80 m, PA = 130 mmHg x 80 mmHg, 
FC = 125 bpm, FR = 28 irpm, SatO2 = 88% e temperatura 
axilar = 38 °C. Observa-se murmúrio vesicular globalmente 
diminuído em ambos os pulmões. A tomografia 
computadorizada do tórax mostra opacidades alveolares 
difusas. Opta-se pela internação na unidade de terapia 
intensiva. 
 
Com relação a esse caso clínico e com base nos 
conhecimentos médicos correlatos, julgue os itens a seguir. 
 
118. A nitrofurantoína pode ser o agente causal dos achados 
respiratórios. 
119. O diagnóstico definitivo deve ser obtido imediatamente 
por meio de biópsia. 
120. Um diagnóstico diferencial pode ser feito com infecção 
respiratória e pneumonite de hipersensibilidade. 
 
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__MACOSX/._Grupo 020 - Tipo U.pdf
Grupo 021 - Tipo U.pdf
PROVA APLIC
ADA
 
Tipo “U”
SECRETARIA DE ESTADO DE SAÚDE DO DISTRITO FEDERAL 
FUNDAÇÃO DE ENSINO E PESQUISA EM CIÊNCIAS DA SAÚDE 
EDITAL NORMATIVO Nº 1 – RM/SES-DF/2021, DE 5 DE OUTUBRO DE 2020. 
 
 
P R O G R A M A S – G R U P O 0 2 1 Data e horário da prova:
 
 
Neonatologia (619). 
 
 
Domingo, 
29/11/2020, às 8h. 
 
I N S T R U Ç Õ E S 
 
 Você receberá do fiscal: 
o um caderno da prova objetiva contendo 120 (cento e vinte) itens; cada um deve ser julgado como CERTO ou ERRADO, 
de acordo com o(s) comando(s) a que se refere; e 
o uma folha de respostas personalizada. 
 Verifique se a numeração dos itens, a paginação do caderno da prova objetiva e a codificação da folha de respostas estão corretas. 
 Verifique se o programa selecionado por você está explicitamente indicado nesta capa. 
 Quando autorizado pelo fiscal do IADES, no momento da identificação, escreva, no espaço apropriado da folha de respostas, 
com a sua caligrafia usual, a seguinte frase: 
 
Para ganhar é preciso gastar. 
 
 Você dispõe de 3 (três) horas e 30 (trinta) minutos para fazer a prova objetiva, devendo controlar o tempo, pois não haverá 
prorrogação desse prazo. Esse tempo inclui a marcação da folha de respostas. 
 Somente 1 (uma) hora após o início da prova, você poderá entregar sua folha de respostas e o caderno da prova e retirar-se da sala. 
 Somente será permitido levar o caderno da prova objetiva 3 (três) horas após o início da prova. 
 Deixe sobre a carteira apenas o documento de identidade e a caneta esferográfica de tinta preta, fabricada com material transparente. 
 Não é permitida a utilização de nenhum tipo de aparelho eletrônico ou de comunicação. 
 Não é permitida a consulta a livros, dicionários, apontamentos e (ou) apostilas. 
 Você somente poderá sair e retornar à sala de aplicação da prova na companhia de um fiscal do IADES. 
 Não será permitida a utilização de lápis em nenhuma etapa da prova. 
 
I N S T R U Ç Õ E S P A R A A P R O V A O B J E T I V A 
 
 Verifique se os seus dados estão corretos na folha de respostas da prova objetiva. Caso haja algum dado incorreto, comunique ao fiscal. 
 Leia atentamente cada item e assinale sua resposta na folha de respostas. 
 A folha de respostas não pode ser dobrada, amassada, rasurada ou manchada e nem podem conter registro fora dos locais 
destinados às respostas. 
 O candidato deverá transcrever, com caneta esferográfica de tinta preta, fabricada com material transparente, as respostas da 
prova objetiva para a folha de respostas. 
 A maneira correta de assinalar a alternativa na folha de respostas é cobrir, fortemente, com caneta esferográfica de tinta preta, 
fabricada com material transparente, o espaço a ela correspondente. 
 Marque as respostas assim: 
 
PROVA APLIC
ADA
 
PROCESSO SELETIVO – RM/SES-DF/2021 GRUPO 021 – TIPO “U” PÁGINA 2/7 
 
IADES
PEDIATRIA 
Itens de 1 a 120 
 
Um lactente de 3 meses de vida, saudável, é levado pela mãe 
ao posto de saúde. A mãe tem dúvidas acerca da 
amamentação, achando que o seu leite não está sendo 
suficiente, pois ouviu a mãe dela comentar que, na família, 
ninguém produz leite forte. A vizinha expôs que deve ser o 
cansaço e a falta de boa alimentação, aconselhando-a a beber 
água e descansar. Ela não acreditou na vizinha e perguntou 
ao médico se pode dar outro leite ao lactente. 
 
Com base no caso descrito e nos conhecimentos médicos 
correlatos, julgue os itens a seguir. 
 
1. A mãe não precisaria perguntar, pois o bebê já está na 
idade de iniciar a alimentação. 
2. O cansaço e o estresse podem influenciar o reflexo de 
ejeção do leite, inibindo-o. 
3. A manutenção do volume do leite é influenciado pela 
hidratação materna. 
4. Deve-se averiguar a sucção do bebê durante a mamada, 
pois a produção do leite aumenta com a sucção eficaz 
do lactente. 
5. A hipogalactia é frequente e não se relaciona com a 
sucção. 
6. Uma vez que o leite final é de maior densidade calórica, 
recomenda-se esvaziar a mama e depois oferecer a 
mama contralateral. 
7. A vizinha estava certa em aconselhar a mãe a oferecer 
água para o lactente. 
8. Deve-se aconselhar a mãe a oferecer outro leite, já que 
geralmente é necessário fazer um complemento para os 
bebês. 
 
 
O pediatra está de plantão em uma maternidade da periferia 
de uma grande cidade. Na madrugada, uma gestante em 
período expulsivo dá entrada nessa maternidade. A mãe 
levou seu cartão de pré-natal com preenchimento adequado e 
com consultas regulares, mas, para sua surpresa, a idade 
gestacional é compatível com 33 semanas pela DUM. 
 
A respeito desse caso clínico e com base nos conhecimentos 
médicos correlatos, julgue os itens a seguir. 
 
9. A sobrevida de recém-nascidos prematuros (RNPT), 
definidos como os nascidos vivos com idade 
gestacional menor que 37 semanas, reflete a estrutura e 
a qualidade do cuidado antenatal, e o pediatra deve 
estar preparado para receber esse recém-nascido (RN) 
na assistência ao parto. 
10. É fundamental, em todo parto prematuro, a presença de 
dois a três profissionais de saúde, com pelo menos um 
pediatra apto a intubar e indicar massagem cardíaca e 
medicações. 
11. Quando um RNPT não melhora ou não atinge níveis 
desejáveis de SatO2, com a ventilação por pressão 
positiva (VPP) em concentração de O2 a 30%, a 
primeira medida é aumentar imediatamente a oferta de 
oxigênio suplementar. 
12. No RN abaixo de 34 semanas, indica-se o 
clampeamento imediato do cordão umbilical, 
independentemente de sua vitalidade. 
13. No atendimento ao RN saudável de mães com suspeita 
ou infecção pelo Sars-CoV-2, deve-se adiar a 
amamentação e o contato pele a pele. 
14. A oximetria de pulso detecta, de forma contínua, a 
frequência de pulso, mas demora para detectá-la e 
subestima a frequência cardíaca (FC), podendo levar a 
um aumento desnecessário de intervenções para o 
neonato, na sala de parto. 
 
 
Um lactente de 10 dias de vida é levado à unidade básica de 
saúde (UBS) em virtude de a mãe notar “olhos amarelados” 
no filho. Ela relata que ele já saiu um pouco amarelo da 
maternidade, de onde teve alta com três dias de vida após 
colher sangue. O grupo sanguíneo da mãe e do bebê é A +. 
 
Considerando esse caso clínico e os conhecimentos médicos 
correlatos, julgue os itens a seguir. 
 
15. A prematuridade, independentemente do peso ao nascer, 
é considerada um dos fatores de risco mais importantes 
para hiperbilirrubinemia em razão da capacidade 
diminuída da conjugação hepática da bilirrubina e da 
dificuldade na sucção e deglutição para manter uma 
oferta adequada de leite materno. 
16. Deve-se pesquisar, nesse caso, a presença de 
céfalo-hematoma, porém a icterícia seria de resolução 
rápida, não durando 10 dias. 
17. A icterícia fisiológica apresenta progressão 
cefalocaudal. 
18. No caso descrito, pode-se classificar em icterícia 
patológica por uma provável incompatibilidade 
sanguínea. 
19. Recém-nascidos com níveis elevados de bilirrubina 
indireta podem desenvolver encefalopatia bilirrubínica. 
 
 
A mãe de uma criança de 4 anos de idade levou a filha ao 
setor de emergência com queixa de que a menina “sacudiu o 
corpo todo”, pela primeira vez, após ter dado uma medicação 
para febre. Ela relata que a criança estava com temperatura 
de 38 ºC, poucos espirros, tosse seca e que a crise foi rápida, 
não sabendo especificar o tempo. 
 
Acerca desse caso clínico e tendo em vista os conhecimentos 
médicos correlatos, julgue os itens a seguir. 
 
20. A crise convulsiva febril simples pode-se apresentar 
como tônico-clônica generalizada e tem curta duração, 
menor que 15 minutos. 
21. No caso mencionado, a epilepsia é o mais provável 
diagnóstico, cujos fatores de risco incluem atraso do 
desenvolvimento e crise febril complexa. 
22. Caso a criança chegasse ao hospital ainda em crise, 
seria preconizado administração de benzodiazepínicos, 
como o diazepam, por via intravenosa IV. 
23. O estado de mal epiléptico é uma
emergência médica, 
muito frequente na crise convulsiva febril em função da 
imaturidade da criança. 
24. Em lactentes com histórico de insulto neurológico 
prévio, como uma encefalopatia crônica não 
progressiva desde o nascimento, isso pode ocasionar 
uma lesão neurológica estática, sendo causa de crises 
convulsivas não febris. 
 
 
PROVA APLIC
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PROCESSO SELETIVO – RM/SES-DF/2021 GRUPO 021 – TIPO “U” PÁGINA 3/7 
 
IADES
Uma criança de 3 anos de idade apresenta tosse produtiva, 
espirros e febre de 38 ºC há cinco dias. A mãe refere que a 
filha não quer brincar durante o episódio febril, mas, quando 
a febre passa, ela melhora; porém notou um “cansaço” nela. 
Ao exame, a criança encontra-se quieta no colo da mãe, 
febril (38 ºC), com FR = 50 irpm, FC = 120 bpm e 
SatO2 = 97%. 
 
A respeito desse caso clínico e com base nos conhecimentos 
médicos correlatos, julgue os itens a seguir. 
 
25. A pneumonia é a principal causa de mortalidade em 
crianças menores de 5 anos de idade nos países em 
desenvolvimento. 
26. No caso em questão, a mãe poderia observar o 
“cansaço” da criança por meio da frequência 
respiratória, que está normal para a idade. 
27. Nesse caso, seria preciso esperar sibilos na ausculta 
pulmonar, pois isso é comum na pneumonia adquirida 
na comunidade (PAC). 
28. Em crianças de 2 meses a 5 anos de idade com PAC, a 
presença de tiragem subcostal classifica-a como tendo 
pneumonia grave. 
29. A aspiração de corpo estranho é um diagnóstico 
diferencial importante na criança com sibilância. 
 
 
O pai de uma criança de 6 anos de idade leva-a à unidade de 
pronto atendimento de um hospital universitário, em virtude 
das queixas de dor de garganta e “manchas na pele”. Refere 
um “mal-estar” anterior com febre baixa. Ao exame físico, 
ela encontra-se em BEG, corada, hidratada, afebril; cardio e 
pulmonar sem alterações; cavidade oral com palato 
hiperemiado, com petéquias, amígdalas com exsudato branco 
acinzentado; linfoadenomegalia cervical anterior e posterior 
(“conglomerados de linfonodos”); abdome sem distensão, 
algo doloroso em região de hipocôndrio direito; fígado a 
3,5 cm do rebordo costal direito; e baço palpável no rebordo 
costal esquerdo. Verificam-se neurológico preservado, sem 
sinais meníngeos, e pele com exantema maculopapular de 
lixa fina. Quanto aos sinais vitais, constatam-se 
FC = 106 bpm, FR = 29 irpm e SatO2 = 98% em ar ambiente. 
 
Com base nesse caso clínico e considerando os 
conhecimentos médicos correlatos, julgue os itens a seguir. 
 
30. O vírus pertence ao gênero Morbillivirus, da família 
Paramyxoviridae. 
31. Observa-se dor de garganta em 80% a 85% dos casos, 
com alargamento dos linfonodos e hiperplasia linfática 
da faringe. 
32. O exantema pode se manifestar em 70% a 100% dos 
casos, quando inadvertidamente se utiliza ampicilina. 
33. A descamação geralmente ocorre após cinco a sete dias 
do início do quadro. Estende-se para as extremidades 
onde se torna mais intensa, ocorrendo a chamada 
descamação em “dedos de luva”. 
34. As manchas de Koplik (pequenos pontos brancos que 
aparecem na mucosa bucal, antecedendo o exantema) 
podem estar presentes e são patognomônicas do quadro. 
 
 
 
Considere a consulta de puericultura de um lactente de 5 
meses de vida. A mãe refere que o bebê está bem 
“espertinho”. Relata que ele pega com a mão inteira e leva à 
boca alguns alimentos, como amendoim e castanhas. 
Inclusive o irmão de 7 anos de idade queria dar-lhe pipoca. A 
mãe informa que está colocando o lactente sentado no sofá, 
amparado com almofadas, enquanto faz a comida. Muitas 
vezes, o irmão ajuda a olhar o bebê. A mãe disse que está 
sempre de olho neles, apesar de fazer as tarefas da casa. 
 
Acerca do caso descrito e com base nos conhecimentos 
médicos correlatos, julgue os itens a seguir. 
 
35. Em relação às etapas do desenvolvimento, o lactente 
deve ser considerado com atraso dos marcos, por 
precisar de amparo para sentar e não pegar o amendoim 
com pinça. 
36. Faz parte da orientação na consulta que, nessa idade, 
mesmo com uma pequena quantidade de água, de 2,5 
cm de altura, em um balde ou uma bacia, pode ocorrer o 
afogamento do lactente. 
37. Acidentes são quase (ou pelo menos na maioria das 
vezes) “inevitáveis”, são “fatalidades” e, por mais que 
se tenha cuidados e medidas preventivas, a criança não 
está livre deles. 
38. A atitude da mãe de colocar o lactente sentado com 
almofadas na sua cama dela deixaria o bebê seguro. 
39. É importante que a criança maior, de 7 anos de idade, 
ajude a mãe a cuidar do bebê, como no caso descrito, 
ajudando a darpipoca para ele. 
40. Os marcos do desenvolvimento esperados para essa 
idade são os seguintes: intelectual – sucção, segue com 
os olhos e leva objetos à boca; social – cessa o choro à 
chegada da mãe e ao escutá-la, reconhece os pais e 
balbucia espontaneamente. 
41. Esse lactente corre o risco de aspiração de corpo 
estranho, e a mãe deve ser ensinada a respeito da 
manobra de Heimlich. 
 
 
Os pais levam uma criança de 4 anos de idade à consulta 
médica. Relatam que a menina não quer mais ir à escola, 
porque os amigos evitam brincar com ela por estar sempre 
cheirando a xixi. Na anamnese, a mãe refere que a filha urina 
muito na cama, durante o dia, não sente vontade de fazer xixi 
e, quando percebe, já está molhada. Sempre foi assim. A mãe 
fica preocupada também porque a criança cai muito e notou 
que o pé dela é torto desde que nasceu. A menina nasceu 
bem, a termo, com bom peso e bom Apgar, porém foi logo 
encaminhada à unidade de terapia intensiva (UTI) para 
aguardar a cirurgia da medula. 
 
Tendo em vista esse caso clínico e os conhecimentos 
médicos correlatos, julgue os itens a seguir. 
 
42. É frequente a deformidade dos pés, podendo-se 
encontrar pé equinovaro, pé varo, cavo-varo e pé 
equino. 
43. O desfralde antes dos 2 anos de idade pode ser a causa 
da incontinência urinária. 
44. É necessário solicitar um estudo urodinâmico, em que é 
avaliada a pressão da musculatura detrusora. 
45. Os defeitos do fechamento do tubo neural (DFTN) são 
malformações congênitas frequentes, que ocorrem em 
virtude de uma falha no fechamento adequado do tubo 
neural embrionário durante o final da gestação. 
PROVA APLIC
ADA
 
PROCESSO SELETIVO – RM/SES-DF/2021 GRUPO 021 – TIPO “U” PÁGINA 4/7 
 
IADES
46. Quase todos os pacientes são portadores de distúrbios 
esfíncterianos, vesicais e anais, de difícil controle, que 
causam predisposição a infecções urinárias. 
47. A hidrocefalia está associada a mais de 70% dos casos, 
o que pode ser uma causa de deterioração neurológica 
consequente a disfunção do sistema de drenagem. 
 
 
Um paciente de 2 anos de idade é levado à emergência de um 
grande hospital pediátrico durante a madrugada. O pai refere 
que a criança estava bem, somente com uma tosse durante o 
dia, mas sem febre. Na madrugada, acordou com tosse muito 
rouca, tipo um latido, e muito “sufocado”, com dificuldade 
de respirar, bastante agitado (fácies de angústia) e com um 
barulho muito alto na respiração. Porém, ao longo do trajeto 
até o hospital, foi melhorando rapidamente durante a 
exposição ao ar frio da madrugada. Quando chegou ao 
hospital, só apresentava a tosse rouca. Ao exame, a criança 
encontra-se com taquicardia leve, FC = 130 bpm, sem 
taquipneia, FR = 35 irpm, afebril, SatO2 entre 92% e 95% 
em ar ambiente, estridor inspiratório leve e tiragem 
intercostal leve. Aparelho respiratório e demais sem 
alterações. 
 
A respeito desse caso clínico e tendo em vista os 
conhecimentos médicos correlatos, julgue os itens a seguir. 
 
48. A laringotraqueobronquite é a causa mais comum da 
obstrução das vias respiratórias superiores em crianças 
e é responsável por 90% dos casos de estridor. A 
etiologia viral é a mais comum. 
49. O estridor é um som respiratório áspero produzido pela 
passagem de ar em uma via respiratória estreitada. 
50. A causa da obstrução
laríngea, do estridor e da tosse é 
em razão da formação da pseudomembrana. 
51. É uma emergência médica e necessita de tratamento 
imediato, de modo que uma via respiratória seja 
instalada sob condições adequadas. Deve-se também 
iniciar a antibioticoterapia. 
52. Ocorre geralmente flacidez da cartilagem da laringe, 
que resulta em colapso das pregas ariepiglóticas sobre a 
epiglote durante a inspiração. Dessa forma, o estridor é 
do tipo inspiratório. 
53. A laringite estridulosa, ou crupe espasmódico, tem uma 
característica benigna, mas podem ocorrer recidivas 
frequentes. 
 
 
Considere um recém-nascido (RN) do sexo masculino, com 
24 horas de vida, nascido de parto vaginal, a termo, com peso 
ao nascer de 3.335 g, Apgar 9, no 1o minuto e 10, no 5o. 
Durante o exame físico, o pediatra nota uma musculatura 
abdominal muito flácida, com a pele dessa região enrugada, 
aparência de “ameixa seca”, em batráquio. Apresenta 
aparelho cardiopulmonar normal, genitália masculina com 
ambos os testículos criptorquídicos. FR = 50 irpm, 
FC = 120 bpm e SatO2 = 98%. O RN evoluiu com retenção 
urinária e aumento das escórias renais. 
 
Acerca desse caso clínico e com base nos conhecimentos 
médicos correlatos, julgue os itens a seguir. 
 
54. O diagnóstico deve ser feito precocemente, 
preferencialmente intraútero, e o tratamento, sobretudo 
das anormalidades do sistema urinário, não deve ser 
retardado. 
55. A correção da criptorquidia deve ser feita até 1 ano de 
vida. 
56. Embora os rins possam ser normais, a displasia renal e a 
hidronefrose são comuns, mas a insuficiência renal não 
é comum. 
57. No sexo feminino, há números elevados de ocorrências 
como as do caso descrito. 
58. É necessária a solicitação de ecocardiograma para 
avaliar anomalias cardíacas que estão presentes em 10% 
dos casos. 
 
 
Uma criança de 8 anos de idade, portadora de síndrome de 
Down, ao ser atendida em consulta de seguimento, 
apresentou as seguintes mensurações: peso = 34 kg (percentil 
90-95); altura = 1,18 cm (percentil 25); e IMC = 25 
(percentil 95). Ao exame, encontra-se em BEG, corada, 
hidratada, FC = 80 bpm, FR = 30 irpm e SatO2 = 97% em 
AA. Quanto ao aparelho cardiovascular, verifica-se RCR, 
2T, sem sopros, constatando-se também precórdio calmo, 
pulmonar e abdome sem alterações. 
 
Considerando esse caso clínico e os conhecimentos médicos 
correlatos, julgue os itens a seguir. 
 
59. Antes de indicar atividade física, tais como natação, 
ginástica ou futebol, para perda de peso ou manutenção 
da saúde, recomenda-se radiografia da coluna cervical 
em posição neutra em perfil, flexão e extensão. 
60. O acompanhamento odontológico é importante nos 
primeiros anos de vida e, durante a idade escolar, é feito 
quando ocorrem queixas. 
61. Em relação ao IMC, observa-se um percentil 
aumentado, configurando um excesso de peso. Para tal 
avaliação, podem ser utilizadas as curvas da Caderneta 
da Criança. 
62. A Síndrome do caso clínico descrito é a alteração 
cromossômica mais comum em humanos e a principal 
causa de deficiência intelectual na população. 
63. O fenótipo na síndrome de Down tem uma 
expressividade variada, apesar de existirem três 
possibilidades do ponto de vista citogenético. 
64. A comunicação aos pais, na maternidade, não deve ser 
realizada, mesmo quando sinais e sintomas são 
característicos. O esclarecimento deve ser feito em 
serviço especializado. 
 
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PROCESSO SELETIVO – RM/SES-DF/2021 GRUPO 021 – TIPO “U” PÁGINA 5/7 
 
IADES
Uma criança de 11 anos de idade foi encaminhada à unidade 
de pronto atendimento no bairro onde mora, em virtude de 
uma crise de asma. Utiliza formoterol/budesonid 
diariamente, porém tem crises que a levam à emergência pelo 
menos quatro vezes ao ano. Há 20 dias, esteve no mesmo 
pronto atendimento com sintomas de exacerbação da asma e 
recebeu inalações com fenoterol, apresentando melhora 
parcial. Manteve tosse noturna produtiva e alguma 
dificuldade para realizar exercícios físicos e frequentar a 
escola. Na última noite, evoluiu com piora da dispneia, 
precisando despertar para fazer inalação durante a 
madrugada. 
 
Quanto a esse caso clínico e tendo em vista os 
conhecimentos médicos correlatos, julgue os itens a seguir. 
 
65. Seria importante realizar gasometria arterial por causa 
do retorno ao pronto atendimento em tão curto período 
de tempo. 
66. Uma boa opção é manter o medicamento beta2-agonista 
de longa duração e suspender o uso associado do 
corticoide inalatório. 
67. A maioria das crianças com asma atinge o controle dos 
sintomas com doses baixas a médias de corticoide 
inalatório. 
68. Pode-se dizer que os sintomas não estão controlados, 
pois a criança vem apresentando sintomas noturnos e 
comprometimento de atividades rotineiras. 
69. Os esteroides sistêmicos administrados por via oral, 
quando são usados por menos de três semanas, 
independentemente da dose utilizada, podem ser 
suspensos sem necessidade de desmame gradual. 
70. É necessário pedir o cartão de vacina da criança, pois, 
se ela não foi vacinada para Haemophilus influenza tipo 
b (Hib), deve-se fazer todo o esquema de três doses. 
71. As exacerbações noturnas têm uma relação direta com o 
uso incorreto dos dispositivos inalatórios de 
aerocâmaras ou espaçadores. 
72. Um dos efeitos adversos locais dos corticosteroides 
inalatórios é a candidíase oral, que pode ser prevenida 
usando-se a aerocâmara e lavando-se a boca. 
 
 
Durante a visita de alojamento conjunto, ao solicitar a 
caderneta de acompanhamento obstétrico da mãe de um 
recém-nascido (RN), verificaram-se sorologias para sífilis 
positivas no primeiro trimestre da gestação. A gestante foi 
tratada com benzilpenicilina benzatina na dose total de 
7,2 milhões UI. O VDRL da mãe após o tratamento reduziu 
de 1:32 para 1:8. 
 
A respeito desse caso clínico e com base nos conhecimentos 
médicos correlatos, julgue os itens a seguir. 
 
73. Caso o RN seja assintomático ao exame e VDRL 1:8, 
ainda assim a criança foi exposta à sífilis. 
74. Na consulta do 6o mês de vida, o VDRL deverá ser não 
reagente nos casos em que a criança não tiver sido 
infectada. 
75. O teste treponêmico no bebê deve ser realizado em 
todas as consultas de puericultura, para 
acompanhamento juntamente com o da mãe. 
76. O intervalo entre doses da benzilpenicilina benzatina 
pode ser espaçado, para evitar a dor, fazendo-se 
aplicação de 1,2 milhão a cada mês. 
77. No início do acompanhamento pré-natal, é aconselhável 
pedir o teste treponêmico, que é o primeiro teste a ficar 
reagente, aguardando o não treponêmico. 
78. Mesmo quando houver histórico de tratamento prévio, o 
lactente que for diagnosticado com sífilis congênita 
durante o seguimento deverá ser tratado com penicilina. 
79. Atraso no desenvolvimento pode ter como causa a 
sífilis congênita tardia. 
80. Nas crianças com alteração inicial do líquor, 
neurossífilis, a punção liquórica posterior deve ser 
reservada quando aparecerem sinais e sintomas 
neurológicos. 
 
 
Os avós levam uma criança de 1 ano de idade ao posto de 
vacinação para atualização da caderneta. Durante a conversa 
com o agente comunitário de saúde, os avós relatam 
preocupação com um exame ao nascimento, apesar de o neto 
estar bem, sem adoecimento. Contam que o primeiro teste do 
pezinho deu uma alteração na tireoide e, quando foi repetido, 
o resultado foi normal. Mesmo assim, eles não se mostraram 
tranquilos e ficam com medo de dar vacina, principalmente 
durante a pandemia. 
 
A respeito desse caso clínico e tendo em vista os 
conhecimentos médicos correlatos, julgue os itens a seguir. 
 
81. Caso a criança, no momento da visita ao posto de 
saúde, apresentasse sinais de doenças do trato 
respiratório superior, com febre, tosse e (ou) coriza ou 
ainda diarreias leves, estaria contraindicada a 
vacinação. 
82. Pode ser administrada a vacina de varicela, que é de 
vírus
vivo atenuado. 
83. O hipotireoidismo congênito, doença que pode ser 
diagnosticada pela triagem neonatal, deve ser 
confirmado após coleta de sangue do recém-nascido. 
84. Na idade de 12 meses de vida, deve ser aplicada a 
primeira dose da vacina tríplice viral, segundo o 
Ministério da Saúde. Ela não poderá ser aplicada junto 
com a vacina da febre amarela. 
85. O tratamento do hipotireoidismo congênito deve ser 
expectante, reavaliando, nas consultas de puericultura, o 
desenvolvimento neuropsicomotor. 
86. Não há evidências acerca da interação da Covid-19 e a 
resposta imune às vacinas. 
87. É necessário aproveitar a visita ao posto de saúde para 
avaliar a marca da vacinação BCG no lactente, pois, 
caso essa cicatriz vacinal não esteja presente, deve-se 
revaciná-lo. 
88. A vacina BCG e a do sarampo, que devem ser 
verificadas no cartão vacinal, são vacinas de vírus vivos 
atenuados. 
 
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IADES
Determinada adolescente de 16 anos de idade chega ao 
ambulatório de pediatria para realizar a consulta de sua filha 
de 3 meses de vida. A adolescente vai acompanhada da 
respectiva mãe, que segura a bebê. Durante a anamnese, a 
avó responde às indagações mais ativamente do que a mãe da 
criança, que parece um pouco assustada e desanimada. A avó 
relata que a mãe da bebê parou de estudar há dois anos. Ao 
exame, a lactente encontra-se chorosa, porém se acalma no 
colo da mãe. O aparelho cardiopulmonar e o abdome 
encontram-se sem alterações, algo ictérico, zona 2 de 
Kramer, sem incompatibilidade sanguínea. A criança nasceu 
de parto vaginal, prematura de 36 semanas, sem 
intercorrências. Constatam-se FC = 130 bpm, FR = 50 irpm, 
SatO2 = 97% em ar ambiente e testes de triagem normais. 
 
Com base nesse caso clínico e nos conhecimentos médicos 
correlatos, julgue os itens a seguir. 
 
89. As complicações relacionadas à gravidez e ao parto 
estão entre as principais causas de morte de 
adolescentes no período de 15 a 19 anos de idade 
somente no Brasil. 
90. O parto pré-termo é intercorrência obstétrica com maior 
frequência entre adolescentes em comparação com 
gestantes de outras faixas etárias. 
91. A zona 2 de Kramer (zonas dérmicas), em que se 
verifica a icterícia até as pernas, indica um aumento de 
bilirrubina direta. 
92. A adolescente pode estar em um quadro de depressão, 
sendo importante avaliá-la em função do risco aos 
cuidados da lactente. 
93. Durante a anamnese, é importante reservar um tempo 
para a consulta com a mãe, conhecer o contexto de suas 
relações interpessoais e seu comportamento emocional 
frente à nova situação, a fim de identificar algum risco 
para a criança. 
94. Durante a anamnese, deve-se focar na prevenção 
terciária, com o objetivo de eliminação ou redução dos 
fatores sociais, culturais e ambientais que favoreçam 
maus-tratos ao lactente. 
95. Na Caderneta de Saúde da Criança, ao transferir as 
medidas antropométricas do lactente, é necessário fazer 
a correção da idade gestacional para 38 semanas. 
 
 
No que se refere às novas curvas da Organização Mundial da 
Saúde (OMS) e ao acompanhamento do crescimento, julgue 
os itens a seguir. 
 
96. As novas curvas da OMS foram construídas com 
delineamento longitudinal do nascimento até os 2 anos 
de idade. 
97. A antropometria é um dos componentes da avaliação 
clínica, não devendo ser usada de maneira isolada para 
diagnóstico e (ou) para acompanhamento de 
puericultura. 
98. Foram critérios de elegibilidade na construção das 
novas curvas da OMS: parto único, ausência de 
patologia perinatal importante, nascimento a termo ≥ 37 
semanas completas e < 42 semanas completas, mãe não 
fumante antes e após o parto, desejo de seguir as 
recomendações alimentares. 
99. O recém-nascido que nasce com peso abaixo de 1.500 g 
é considerado baixo peso. 
 
 
Em relação às doenças reemergentes e às doenças 
infectocontagiosas, julgue os itens a seguir. 
 
100. O agente etiológico da escarlatina é o estreptococo beta 
hemolítico do grupo A, sendo rara no lactente. 
101. São doenças de notificação compulsória a doença de 
Chagas, a doença meningocócica, a doença pelo vírus 
da Zika e leptospirose. 
102. O reaparecimento de surtos de Bordetella pertussis é 
preocupante, porém a doença não é imunoprevenível. 
103. Em uma criança suscetível, que teve contato com 
varicela, a vacina é efetiva quando aplicada até 72 horas 
após o contágio. 
104. A vacina tríplice viral deve ser administrada aos 12 
meses de vida, sem reforço. 
 
 
A respeito da consulta do adolescente e das respectivas 
patologias, julgue os itens a seguir. 
 
105. O comportamento suicida na infância e na adolescência 
deve ser considerado prioridade nas políticas públicas 
de atenção à saúde. 
106. Nas intoxicações por organofosforados, utiliza-se 
atropina como antídoto da síndrome colinérgica. 
107. Nos adolescentes, as doenças sexualmente 
transmissíveis podem complicar com doença renal. 
108. A entrevista clínica centrada na pessoa ajuda no 
entendimento da patologia pelo adolescente e sua 
família e propicia sua participação no tratamento. 
109. A doença de Kawasaki é uma vasculite que acomete 
preferencialmente adolescentes. 
110. As confidências feitas ao médico pelo adolescente, 
durante sua consulta, podem ser reveladas se colocarem 
em risco a sua integridade. 
 
 
Quanto ao acompanhamento do recém-nascido (RN), julgue 
os itens a seguir. 
 
111. O esquema de tratamento da toxoplasmose congênita 
inclui pirimetamina, sulfadiazina e ácido folínico por 
quatro meses. 
112. A deficiência quantitativa e qualitativa do surfactante 
alveolar é a principal causa da síndrome de desconforto 
respiratório no RN pré-termo. 
113. Existem erros inatos do metabolismo que não são 
diagnosticados pelo teste do pezinho. 
 
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PROVA APLIC
ADA
 
PROCESSO SELETIVO – RM/SES-DF/2021 GRUPO 021 – TIPO “U” PÁGINA 7/7 
 
IADES
Acerca das doenças hematológicas, julgue os itens a seguir. 
 
114. A púrpura de Henoch-Schönlein é uma doença benigna, 
precedida por infecção viral. 
115. Além da anemia ferropriva, a talassemia e as infecções 
agudas podem apresentar-se com anemia microcítica e 
hipocrômica. 
116. A púrpura trombocitopênica idiopática (PTI) é a causa 
mais comum de trombocitopenia na infância. 
117. Na incompatibilidade de Rh, a doença hemolítica do 
recém-nascido é mais grave na primeira gestação. 
118. A crise vasoclusiva dolorosa é a manifestação clínica 
mais comum na anemia falciforme. 
119. A avaliação clínica é suficiente para detecção de casos 
de anemia ferropriva precocemente. 
120. A doença infecciosa é a causa mais comum de morte 
em crianças com anemia falciforme. 
 
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__MACOSX/._Grupo 021 - Tipo U.pdf
Grupo 022 - Tipo U.pdf
PROVA APLIC
ADA
 
Tipo “U” 
 
 
 
SECRETARIA DE ESTADO DE SAÚDE DO DISTRITO FEDERAL 
FUNDAÇÃO DE ENSINO E PESQUISA EM CIÊNCIAS DA SAÚDE 
EDITAL NORMATIVO Nº 1 – RM/SES-DF/2021, DE 5 DE OUTUBRO DE 2020. 
 
 
P R O G R A M A S – G R U P O 0 2 2 Data e horário da prova:
 
Neurofisiologia Clínica (620). 
 
 
Domingo, 
29/11/2020, às 8h. 
 
I N S T R U Ç Õ E S 
 
 Você receberá do fiscal: 
o um caderno da prova objetiva contendo 120 (cento e vinte) itens; cada um deve ser julgado como CERTO ou ERRADO, 
de acordo com o(s) comando(s) a que se refere; e 
o uma folha de respostas personalizada. 
 Verifique se a numeração dos itens, a paginação do caderno da prova objetiva e a codificação da folha de respostas estão corretas. 
 Verifique se o programa selecionado por você está explicitamente indicado nesta capa. 
 Quando autorizado pelo fiscal do IADES, no momento da identificação,
escreva, no espaço apropriado da folha de respostas, 
com a sua caligrafia usual, a seguinte frase: 
 
Para ganhar é preciso gastar. 
 
 Você dispõe de 3 (três) horas e 30 (trinta) minutos para fazer a prova objetiva, devendo controlar o tempo, pois não haverá 
prorrogação desse prazo. Esse tempo inclui a marcação da folha de respostas. 
 Somente 1 (uma) hora após o início da prova, você poderá entregar sua folha de respostas e o caderno da prova e retirar-se da sala. 
 Somente será permitido levar o caderno da prova objetiva 3 (três) horas após o início da prova. 
 Deixe sobre a carteira apenas o documento de identidade e a caneta esferográfica de tinta preta, fabricada com material transparente. 
 Não é permitida a utilização de nenhum tipo de aparelho eletrônico ou de comunicação. 
 Não é permitida a consulta a livros, dicionários, apontamentos e (ou) apostilas. 
 Você somente poderá sair e retornar à sala de aplicação da prova na companhia de um fiscal do IADES. 
 Não será permitida a utilização de lápis em nenhuma etapa da prova. 
 
I N S T R U Ç Õ E S P A R A A P R O V A O B J E T I V A 
 
 Verifique se os seus dados estão corretos na folha de respostas da prova objetiva. Caso haja algum dado incorreto, comunique ao fiscal. 
 Leia atentamente cada item e assinale sua resposta na folha de respostas. 
 A folha de respostas não pode ser dobrada, amassada, rasurada ou manchada e nem podem conter registro fora dos locais 
destinados às respostas. 
 O candidato deverá transcrever, com caneta esferográfica de tinta preta, fabricada com material transparente, as respostas da 
prova objetiva para a folha de respostas. 
 A maneira correta de assinalar a alternativa na folha de respostas é cobrir, fortemente, com caneta esferográfica de tinta preta, 
fabricada com material transparente, o espaço a ela correspondente. 
 Marque as respostas assim: 
 
PROVA APLIC
ADA
 
PROCESSO SELETIVO – RM/SES-DF/2021 GRUPO 022 – TIPO “U” PÁGINA 2/9 
 
IADES
NEUROLOGIA 
Itens de 1 a 40 
 
A respeito de exames complementares em neurologia e 
considerando os conhecimentos médicos correlatos, julgue os 
itens a seguir. 
 
1. Na avaliação das ondas do EEG, o ritmo alfa é mais 
encontrado nas regiões cerebrais posteriores, sendo que 
a abertura ocular pode bloquear ou atenuar a sua 
atividade. 
2. O sono e a privação do sono podem revelar 
anormalidades ausentes no traçado do EEG obtido 
exclusivamente em vigília, além de poderem ativar o 
aparecimento de atividade epileptiforme em 80% dos 
pacientes com epilepsia. 
3. O EEG pode ser utilizado no diagnóstico da doença de 
Creutzfeldt-Jakob, em que documenta um padrão 
gráfico sugestivo com a presença de ondas periódicas, 
bi ou trifásicas, máximas nas regiões anteriores. 
4. Presença de proteína 14-3-3 no líquor é considerado um 
biomarcador para doença priônica, como a síndrome de 
Gerstmann-Straussler-Scheinker. 
5. O potencial evocado somatosensitivo (PESS) pode ser 
utilizado na investigação de idosos com suspeita de 
quadros demenciais e em crianças com TDAH. 
6. Na avaliação eletroneuromiográfica da paralisia facial 
periférica, a presença, na primeira semana, de reflexo 
do piscamento e uma redução do PAMC menor que 
90% são indicativos de melhor prognóstico. 
7. A eletroneuromiografia de fibra única é muito útil na 
avaliação de miopatias. 
8. No Doppler transcraniano, é possível avaliar o sifão 
carotídeo e a artéria oftálmica por meio da janela 
oftálmica. 
 
 
No que se refere à semiologia do sistema nervoso e com base 
nos conhecimentos médicos correlatos, julgue os itens a 
seguir. 
 
9. Na paresia do músculo oblíquo superior (inervado 
oculomotor), ocorre desvio da cabeça para o lado 
contralateral ao músculo lesado e abaixamento do 
queixo (sinal de Bielschowsky). 
10. A síndrome do seio cavernoso por lesão localizada no 
seio cavernoso pode levar a comprometimento dos 
seguintes nervos cranianos: II, III, IV, V e VI. 
11. A presença de pupilas médio-fixas que não respondem à 
luz ocorre nas lesões da porção ventral do mesencéfalo 
(pré-tectal), com comprometimento das vias simpáticas 
e parassimpáticas. 
12. Na parafasia semântica, há erro fonético, e a palavra 
pronunciada é semelhante à correta. 
 
 
Certo paciente de 58 anos de idade, vítima de AVC isquêmico 
troncoencefálico, encontra-se entubado há duas semanas e sem 
uso de sedação há 10 dias. Após avaliação neurológica, houve 
orientação para dar início a protocolo de morte encefálica (ME). 
Ao exame neurológico, ele encontra-se comatoso (Glasgow 3T), 
com tetraplegia; pupilas médio-fixas sem resposta fotomotora; 
reflexos corneopalpebral e de tosse ausentes; afebril; PA = 
110 mmHg x 80 mmHg; TAX retal = 35,5 oC; AC = RC2T com 
BNF; AP = MVF sem RA; e SatO2 = 100%. Exames 
laboratoriais sem alterações. 
Acerca desse caso clínico e tendo em vista os conhecimentos 
médicos correlatos, julgue os itens a seguir. 
 
13. No protocolo de ME, serão realizados dois exames 
clínicos, sendo um dos médicos responsável pelo exame 
clínico necessariamente da especialidade neurologia, 
neuropediatria ou neurocirurgia. 
14. Quando a causa primária do quadro de ME for 
encefalopatia hipoxicoisquêmica, o período entre o 
tratamento e a observação hospitalar deverá ser de, no 
mínimo, 24 horas. 
15. No protocolo de ME, está indicada a manutenção da 
pressão arterial sistólica maior ou igual a 100 mmHg ou 
da pressão arterial média maior ou igual a 65 mmHg. 
16. O protocolo de ME somente poderá ser aberto após 
aquecimento do paciente com TAX retal > 36 oC. 
17. A presença de atitude de descerebração ou decorticação 
invalida o diagnóstico de ME. 
18. Na presença do uso de drogas depressoras do sistema 
nervoso central ou de distúrbios metabólicos, exames 
que detectam a presença de perfusão cerebral, como 
angiografia cerebral e Doppler transcraniano, são os 
mais indicados no protocolo de ME. 
19. O teste de apneia é considerado inconclusivo quando a 
PaCO2 final for menor que 56 mmHg na ausência de 
movimentos respiratórios. 
20. A presença de hipernatremia grave refratária ao 
tratamento sempre inviabiliza a determinação de ME. 
 
 
Determinado paciente de 35 anos de idade esteve internado 
na unidade de terapia intensiva (UTI) por cerca de um mês 
em razão de complicações da pneumonia viral, sendo que, 
nos primeiros 15 dias, esteve entubado em ventilação 
mecânica e, atualmente, encontra-se na enfermaria e foi 
solicitado avaliação neurológica por causa de fraqueza 
global. Nega patologias prévias à internação. O exame 
neurológico apresentava tetraparesia grave (MRC 2), 
hiporreflexia tetrassegmentar, atrofia muscular em membros, 
hipoestesia térmica, dolorosa e vibratória distais. Mostrava-
se consciente, alerta, eupneico em ar ambiente e afebril. 
Verificaram-se AC = RC2T com BNF e AP = MVF sem RA. 
 
Quanto a esse caso clínico e tendo em vista os 
conhecimentos médicos correlatos, julgue os itens a seguir. 
 
21. O quadro neurológico é compatível com 
polineuromiopatia do doente crítico. 
22. O paciente é incapaz de realizar movimentos ativos 
contra a gravidade. 
23. Espera-se encontrar níveis elevados de 
creatinofosfoquinase (CPK) nesse paciente. 
24. Mialgia é considerada uma manifestação clínica 
incomum nesse quadro. 
25. A presença de neuropatia compressiva é comum em 
pacientes com internação prolongada em UTI. 
26. Para esse paciente, está indicado o tratamento com 
imunoglobulina humana. 
27. A eletroneuromiografia provavelmente demonstrará 
alteração na condução nervosa, com redução da 
amplitude dos potenciais motores com potencial 
sensitivo normal. 
28. Caso o paciente apresentasse quadro de oftalmoparesia, 
o diagnóstico diferencial com síndrome de 
Guillain-Barré deveria ser investigado. 
 
PROVA APLIC
ADA
 
PROCESSO SELETIVO – RM/SES-DF/2021 GRUPO 022 – TIPO “U” PÁGINA 3/9 
 
IADES
Um paciente de 25 anos de idade é encaminhado pelo 
psiquiatra
para avaliação neurológica em razão de estar 
apresentando, há cerca de um mês, movimentos involuntários 
de protrusão da língua e movimentos mastigatórios sem 
finalidade. Segundo o acompanhante, estava em tratamento 
psiquiátrico para esquizofrenia há um ano quando iniciou 
haloperidol e estava com bom controle dos sintomas. O 
exame neurológico mostrou-se dentro da normalidade. 
Apresentava-se consciente, alerta, eupneico em ar ambiente a 
afebril. Observaram-se AC = RC2T com BNF e AP = MVF 
sem RA. 
 
Considerando esse caso clínico e os conhecimentos médicos 
correlatos, julgue os itens a seguir. 
 
29. Trata-se provavelmente de um quadro de acatisia. 
30. Os antipsicóticos de primeira geração ou típicos 
apresentam menor risco de desenvolvimento do quadro 
neurológico apresentado pelo paciente, quando 
comparados com os antipsicóticos de segunda geração 
ou atípicos. 
31. Está indicada a redução da dose de haloperidol e sua 
associação com flunarizina como forma de tratamento 
do quadro. 
32. O haloperidol atua como antagonista dos receptores 
dopaminérgicos D2. 
 
 
Um paciente de 4 anos de idade é levado à emergência pela 
mãe, a qual informa que ele apresenta dificuldade de andar 
sozinho desde que acordou. Há cerca de três semanas, teve 
varicela, mas com recuperação completa do quadro. Não há 
relato do uso de medicações prévias ou recentes. O exame 
neurológico apresentava ataxia marcha, dismetria bilateral e 
nistagmo. O paciente mostrava-se consciente, alerta, 
eupneico em ar ambiente e afebril. Verificaram-se AC = 
RC2T com BNF e AP = MVF sem RA. 
 
Com base nesse caso clínico e nos conhecimentos médicos 
correlatos, julgue os itens a seguir. 
 
33. O quadro clínico apresentado trata-se provavelmente de 
uma ataxia cerebelar aguda. 
34. Devem ser investigados medicamentos em uso para 
descartar intoxicação medicamentosa. 
35. Caso o paciente apresentasse quadro de mioclonias e 
opsoclônus, provavelmente a etiologia do quadro 
neurológico seria decorrente da infecção pela varicela. 
36. A realização de exame de imagem, como a ressonância, 
justifica-se para afastar outras causas de ataxia aguda, 
como tumor de fossa posterior. 
37. Está indicado o tratamento com antivirais e corticoide 
para melhora sintomática. 
 
 
Um paciente de 10 meses de vida encontrava-se em tratamento 
para doença do refluxo gastroesofágico há três meses, quando 
iniciou movimentos de hiperextensão cervical e extensão de 
tronco, com duração de segundos, que ocorriam após a 
alimentação. O exame neurológico mostrou-se dentro da 
normalidade, e o paciente apresentava-se consciente, alerta, 
eupneico em ar ambiente e afebril. Observaram-se AC = RC2T 
com BNF e AP = MVF sem RA. 
 
Com base nesse caso clínico e nos conhecimentos médicos 
correlatos, julgue os itens a seguir. 
 
38. O lactente apresenta quadro sugestivo de síndrome de 
Sandifer, desencadeada pela doença do refluxo 
gastroesofágico. 
39. Há correlação direta entre o grau da doença do refluxo e 
a gravidade dos sintomas. 
40. Está indicado o início de anticolinérgicos para controle 
dos sintomas. 
 
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IADES
NEUROCIRURGIA 
Itens de 41 a 80 
 
Uma paciente de 32 anos de idade, com 68 kg, previamente 
hígida e em uso regular de contraceptivo oral combinado, 
procura atendimento no pronto-socorro com quadro de 
cefaleia não localizada, iniciada há quatro dias, contínua, 
progressiva e sem fotofonofobia associadas. No momento, 
relata dor de intensidade 8 (escala visual da dor), refratária 
ao paracetamol e dipirona. Nega outras queixas e alergias. 
Ao exame físico, observaram-se AC = RC2T com BNF; 
FC = 96 bpm; AP = MVF sem RA; FR = 16 irpm; PA = 160 
mmHg x 80 mmHg; e SatO2 = 98%. O exame neurológico 
mostra-se normal. É realizada tomográfica computadorizada 
(TC) de crânio (sem contraste) com urgência, que evidencia 
uma hiperdensidade espontânea em topografia do seio sagital 
superior, que se encontra um pouco aumentado de tamanho, 
e em veia cortical adjacente a ele, à esquerda. 
 
Com relação a esse caso clínico e considerando os 
conhecimentos médicos correlatos, julgue os itens a seguir. 
 
41. Trata-se de um quadro de provável trombose venosa do 
seio sagital superior. 
42. Como a paciente está estável e o início dos sintomas já 
tem mais de 48 horas, é correto optar-se por iniciar 
anticoagulação oral, corticoide e acompanhamento 
ambulatorial. 
43. O início da anticoagulação plena não deve ser 
postergado para a realização de exames 
complementares de imagem. 
44. O atraso no diagnóstico e no início do tratamento pode 
fazer com que a paciente evolua para algum grau de 
paresia em hemicorpo esquerdo, alteração visual, coma 
ou, até mesmo, óbito. 
45. A trombectomia mecânica por via endovascular, se 
disponível, é indicada como primeira linha de 
tratamento nesse caso. 
46. Se a ressonância evidenciar uma hipointensidade no 
T2/FLAIR no parênquima e junto aos giros, esse pode 
ser um achado sugestivo de congestão venosa e edema 
secundário ao fluxo interrompido. 
47. Espera-se que, em caso de realização de ressonância 
nessa paciente, seja apresentada uma hipointensidade 
do seio em relação ao córtex em T2WI e FLAIR. 
 
 
 
Acervo pessoal. 
 
Um paciente de 46 anos de idade, com 82 kg, procura 
atendimento de urgência por causa de lombociatalgia à 
esquerda, iniciada pela manhã após esforço físico (o paciente 
é trabalhador braçal). Relata dificuldade para deambular 
desde então, principalmente em razão de dor em perna e 
calcâneo esquerdos. Nega alteração de sensibilidade ou de 
controle de esfíncteres. Relata lombalgia crônica, porém 
nega episódios de crises como o atual. Nega outras queixas e 
alergias. Ao exame neurológico, verificaram-se motricidade, 
sensibilidade e reflexos aparentemente preservados – 
limitação da mobilização em MIE pelo quadro álgico, 
Lasegue positivo a 15 graus à esquerda. O paciente refere dor 
discreta à palpação da musculatura paravertebral e realizou a 
ressonância magnética (RM) da coluna lombossacra, 
conforme se observa na imagem. 
 
Acerca desse caso clínico e tendo em vista os conhecimentos 
médicos correlatos, julgue os itens a seguir. 
 
48. Trata-se de uma urgência neurocirúrgica em razão do 
quadro clínico agudo. O tratamento cirúrgico é 
mandatório nesses casos, com risco de sequela 
neurológica. 
49. O paciente apresenta, a nível de L5-S1, uma volumosa 
hérnia de disco, predominantemente foraminal à 
esquerda. 
50. O tratamento conservador pode ser uma opção, visto 
que o paciente não possui sinais de alarme, e a 
patologia em si tende a evoluir, em longo prazo, de 
forma semelhante, independentemente do tratamento 
escolhido. 
51. Uma radiografia funcional/dinâmica da coluna 
lombossacra pode ajudar a decidir o plano cirúrgico 
desse paciente, caso seja indicado cirurgia. 
 
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PROVA APLIC
ADA
 
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IADES
 
 
 
Acervo pessoal. 
 
Uma paciente de 27 anos de idade, com 63 kg, previamente 
hígida, é levada ao hospital pelos bombeiros, em 
imobilização padrão, após colisão do próprio carro em uma 
árvore. Queixa-se de cefaleia, cervicalgia e desconforto em 
ombros/membros superiores. Ao exame inicial, constatam-se 
AC = RC2T com BNF; FC = 110 bpm; AP = MVF sem RA; 
FR = 18 irpm; PA = 140 mmHg x 90 mmHg; e SatO2 = 
99%. Na avaliação inicial, apresenta abertura ocular 
espontânea, pupilas isofotorreagentes, com colar cervical, 
fala confusa, amnésia lacunar e dor à palpação da coluna 
cervical, obedecendo a comandos, porém com dificuldade de 
mobilizar braços (força distal 1 e força proximal 4, em 
ombro e braço direito, e grau 3 à esquerda), com força 
aparentemente
preservada em pernas. É realizada a 
tomografia computadorizada (TC) de crânio e coluna 
cervical, segundo as imagens apresentadas. 
 
A respeito desse caso clínico e com base nos conhecimentos 
médicos correlatos, julgue os itens a seguir. 
 
52. A paciente encontra-se em Glasgow 14 e Frankel B. 
53. A paciente possui indicação de neurocirurgia de 
urgência para drenagem do hematoma temporal e 
colocação de tração cervical. 
54. A TC de coluna cervical evidencia uma fratura-luxação 
C6-C7 classificada como tipo B2-F2, de acordo com a 
AOSpine. 
55. Durante o procedimento cirúrgico craniano, é provável 
que se observe a artéria meníngea média como 
causadora do hematoma. 
56. A colocação de peso na tração cervical deve ser 
realizada de forma paulatina e controlada, a fim de se 
evitarem distração excessiva, instabilidade 
occipitocervical e (ou) piora do deficit neurológico. 
57. A TC de controle pós-operatório deverá ser classificada 
como Marshall V. 
58. Após redução facetária e (ou) fixação 360°, espera-se 
que a paciente tenha alívio parcial da 
cervicobraquialgia, porém sem apresentar melhora 
motora, já que o deficit neurológico já está estabelecido. 
 
 
Uma paciente de 60 anos de idade, tabagista, previamente 
hígida, relata que, há aproximadamente oito horas, 
apresentou cefaleia súbita de severa intensidade enquanto 
evacuava. Relata cervicalgia associada nas últimas quatro 
horas e nega outras queixas. Ao exame físico, observaram-se 
AC = RR2T com BNF; FC = 92 bpm; AP = MVF sem RA; 
FR = 14 irpm; PA = 162 mmHg x 87 mmHg; SatO2 (ar 
ambiente) = 96%; Glasgow 15; pupilas isofotorreagentes; 
sem deficits focais; e meningismo associado. A tomografia 
computadorizada (TC) evidencia hiperdensidade < 1 mm em 
cisternas da base, com inundação da fissura sylviana à 
direita. Sem evidência de hidrocefalia. 
 
Quanto a esse caso clínico e considerando os conhecimentos 
médicos correlatos, julgue os itens a seguir. 
 
59. Segundo a classificação da World Federation of 
Neurological Societies (WFNS), a paciente seria 
classificada como grau 2. 
60. Do ponto de vista tomográfico, classifica-se o caso 
como Fisher 2. 
61. Independentemente do Fisher ou dos níveis pressóricos 
da paciente, está indicado o uso de nimodipina 60 mg, 
de quatro em quatro horas, devendo ser iniciado 
preferencialmente em até 96 horas do ictus. 
62. Nessa paciente, o uso de corticoide está indicado para 
ajudar a diminuir o edema e prevenir vasoespasmo. 
63. É provável que a arteriografia evidencie um aneurisma 
fusiforme na artéria cerebral média direita. 
64. O tratamento deve ser realizado, preferencialmente, nas 
primeiras 96 horas após o ictus, com vistas a diminuir o 
risco de ressangramento e de complicações referentes 
ao período do vasoespasmo. 
 
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PROVA APLIC
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PROCESSO SELETIVO – RM/SES-DF/2021 GRUPO 022 – TIPO “U” PÁGINA 6/9 
 
IADES
 
Acervo pessoal. 
 
Considere um paciente de 59 anos de idade, com 90 kg, 
hipertenso e tabagista. Ele é levado ao hospital por familiares 
em razão de cefaleia persistente e progressiva. Os familiares 
relatam, ainda, alteração de comportamento há 
aproximadamente dois meses, associada à diminuição global 
de força. Ao exame, o paciente está pouco colaborativo, 
irritado, com fala inapropriada e hiposmia, sem deficits 
focais ao exame. Constatam-se AC = RC2T com BNF; 
FC = 82 bpm; AP = MVF sem RA; FR = 18 irpm; 
PA = 150 mmHg x 85 mmHg; e SatO2 = 97%. É realizada a 
tomografia computadorizada (TC) de crânio, conforme a 
imagem apresentada. 
 
Com base nesse caso clínico e nos conhecimentos médicos 
correlatos, julgue os itens a seguir. 
 
65. O achado tomográfico evidencia uma lesão sugestiva de 
meningioma na fossa anterior, lesão cuja localização 
justifica a alteração comportamental do paciente. 
66. A angiografia pré-operatória pode ser útil para 
identificar a localização da artéria cerebral anterior em 
relação ao tumor. Cerca de 70% a 80% do suprimento 
sanguíneo desse tipo de lesão ocorre por meio da artéria 
etmoidal anterior, que, ao ser identificada, deve ser 
sempre embolizada por não apresentar risco adicional 
ao paciente. 
67. No estudo de RM, fase pré-contraste, a lesão 
provavelmente se apresentará isointensa em T1WI e 
hipointensa em T2WI. 
68. Deleções no braço curto do cromossomo 1 consistem na 
principal mutação associada aos meningiomas. 
69. A tomografia evidencia importante edema citotóxico 
adjacente à lesão, motivo pelo qual se deve iniciar com 
altas doses de corticoide. 
70. Lesões com o volume semelhante ao da lesão do caso 
clínico tendem a evoluir com maior morbimortalidade e 
dificuldade cirúrgica de ressecção completa. 
 
 
Uma paciente de 19 anos de idade procura atendimento em 
razão de febre, cefaleia e cervicalgia. Relata estar em 
tratamento para otite com Clavulin® bd há cinco dias. Ao 
exame físico, observam-se Glasgow 15; prostração; sem 
deficits focais; meningismo; temperatura axilar = 38,5 °C; 
AC = RC2T com BNF; FC = 100 bpm; AP = MVF; roncos 
de transmissão; FR = 18 irpm; SatO2 = 98%; e hipoacusia à 
direita. Realizou-se tomografia cumputadorizada (TC) de 
crânio (com contraste) com urgência, que evidenciou 
velamento das células aéreas da mastoide à direita e um leve 
realce pelo contraste na região temporal direita. 
 
Com relação a esse caso clínico e tendo em vistas 
conhecimentos médicos correlatos, julgue os itens a seguir. 
 
71. A coleta de líquor para análises de rotina e culturais não 
está indicada, visto que se trata de uma mastoidite 
complicada. 
72. Após a coleta dos exames culturais, deve-se realizar o 
escalonamento da antibioticoterapia em uso, em razão 
do comprometimento do sistema nervoso central. 
73. Em uma fase mais tardia, a paciente pode evoluir para 
abscesso cerebral ou trombose venosa cerebral por 
causa da progressão da infecção. 
 
 
A respeito dos temas relacionados a epilepsia, facomatoses, 
protocolo de morte encefálica, craniossinostose, nervos 
cranianos e neurofisiologia, julgue os itens a seguir. 
 
74. Pacientes epilépticos cujas crises possuem origem 
temporal não possuem indicação de tratamento 
cirúrgico em caso de refratariedade ao tratamento 
medicamentoso. 
75. O espasmo hemifacial e o mioclônus palatal são os 
únicos distúrbios motores involuntários que persistem 
durante o sono. 
76. A neuralgia do trigêmeo é a síndrome de compressão 
neurovascular mais comum. 
77. A prova calórica realizada durante o protocolo de morte 
encefálica consiste em instilar 60 mL - 100 mL de água 
gelada no ouvido, desde que não se apresente lesão da 
membrana timpânica. Deve-se esperar pelo menos um 
minuto pela resposta e aproximadamente cinco minutos 
antes de se testar o lado oposto. 
78. A sinostose metópica, também conhecida como 
trigonocefalia, pode estar relacionada com uma 
anomalia no cromossomo 19. 
79. A hiperreflexia do detrusor refere-se a uma dificuldade 
de se iniciar a micção, com a interrupção do fluxo e a 
presença de urina residual significativa, podendo 
evoluir para a incontinência por transbordamento. 
80. A esclerose tuberosa é uma facomatose autossômica 
recessiva que possui, como achado típico do sistema 
nervoso central, os nódulos subependimários. 
 
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PROVA APLIC
ADA
 
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IADES
MEDICINA FÍSICA E REABILITAÇÃO 
Itens de 81 a 120 
 
Um homem de 55 anos de idade, natural e procedente do 
estado do Pará, com paraplegia espástica C5 AIS C por 
queda de dois metros do telhado, em 7 de janeiro de 2020, 
comparece ao consultório com queixa de dor em choque e 
queimação em membros inferiores, com sensação de frio e 
dolorosa, às vezes constante, mas de intensidade variável, 
com piora quando tem frio e melhora quando não passa por 
períodos de estresse, com pouca melhora com AINH ou 
dipirona. Também se queixa de edema e
prurido em 
membros inferiores. Refere algumas perdas urinárias, 
atualmente esporádicas, até que foi orientado, em sua cidade, 
a passar sondagem vesical de alívio por pelo menos quatro 
vezes ao dia. Apresenta-se com 
PA = 150 mmHg x90 mmHg, FC = 115 bpm, FR = 16 irpm, 
SatO2 = 99% e rubor facial. Verificam-se panturrilhas sem 
sinais de empastamento e pulsos pediosos presentes e 
simétricos. 
 
Com base nesse caso clínico e nos conhecimentos médicos 
correlatos, julgue os itens a seguir. 
 
81. O paciente apresenta-se provavelmente em episódio de 
disreflexia autonômica, tendo a indicação de nifedipina 
VO imediatamente. 
82. O paciente pode cursar com comprometimento 
ventilatório, tendo em vista que o nervo diafragma é 
composto pelas raízes de C3, C4 e C5. 
83. O diagnóstico de depressão é hiperestimada nessa 
população, apresentando ainda menores resultados com 
a introdução de inibidores de receptação de serotonina. 
84. A abordagem da disfunção erétil deve estar entre as 
prioridades no tratamento da lesão medular, 
considerando sua natureza biopsicossocial e o impacto 
na qualidade de vida desses pacientes. 
85. A ossificação heterotópica tem uma incidência maior no 
primeiro ano após a lesão medular, sendo a articulação 
do quadril mais comumente afetada, e o diagnóstico 
precoce é um modificador de prognóstico quanto à 
mobilidade. 
86. O DN-4 apresenta-se como importante ferramenta de 
rastreio da dor neuropática nessa população, sendo de 
fácil aplicação, diferentemente da Escala Lans que 
envolve caracterização dos sintomas e exame de 
sensibilidade, e a gabapentina apresenta-se como boa 
opção terapêutica nesse caso. 
87. A escala de medida de independência funcional tem 
utilidade limitada na evolução desses pacientes, por não 
haver comprometimento cognitivo na fisiopatologia da 
lesão medular. 
88. Em pacientes com lesão medular alta e pouco ganho 
motor em terapias físicas, a cirurgia de transposição de 
tendão permite ganho de função por meio de 
mobilidade do punho, e a cirurgia de neurotização pode 
ser utilizada de forma complementar, com ganho de 
destreza. 
 
 
 
 
 
 
Uma paciente de 6 anos de idade, com paralisia cerebral, 
demonstrou controle cervical aos 6 meses de vida, sentou-se 
com 1 ano e 3 meses, engatinhou com 1 ano e 7 meses e 
adquiriu marcha com 2 anos e 3 meses. Apresenta-se 
deambulando, com marcha, apoiando-se nos antepés, flexão 
de quadris e joelhos, adução de MMII, hiperextensão de 
tronco, alargamento da base e instabilidade em todas as fases 
da marcha, com dissociação de cinturas escapular e pélvica. 
Ao exame físico estático, evidencia-se encurtamento de 
musculatura posterior de MMII e adutores de quadris. 
Constatam-se FC = 102 bpm; FR = 18 irpm; e SatO2 = 98%. 
 
Considerando esse caso clínico e os conhecimentos médicos 
correlatos, julgue os itens a seguir. 
 
89. O desenvolvimento motor se dá craniocaudalmente, 
sendo o sustento cefálico por volta de 4 meses, o sentar 
sem apoio aos 7 meses e o andar sem apoio por volta 
dos 15 meses de vida. 
90. A paciente apresenta diparesia espástica e GMFCS 2, 
demonstrando baixa habilidade para correr e pular. 
91. A toxina botulínica compreende possível abordagem 
terapêutica para os encurtamentos, apresentando efeito 
inicial entre o terceiro e o décimo dia de aplicação. 
92. A flexão do joelho no início da fase de apoio, o contato 
inicial com o retropé, a flexão plantar adequada no 
pré-balanço, a adução dos quadris e o valgo adequado 
dos joelhos no duplo apoio constituem os principais 
fatores determinantes da marcha. 
 
 
Um paciente de 73 anos de idade apresenta-se com queixa de 
fraqueza após internação. Refere, ainda, alterações 
“emocionais” desde a internação, e a esposa conta que ele 
demonstra redução de memória. Ele tem antecedente de 
internação prolongada por insuficiência respiratória, e foi 
descartado Covid-19 não confirmada em PCR como agente 
causal. Permaneceu internado por um mês em unidade de 
terapia intensiva e um mês em enfermaria. Ao exame, 
mostra-se em BEG, com PA = 130 mmHg x 80 mmHg, 
FC = 76 bpm, FR = 14 irpm e SatO2 = 97%. Constatam-se 
força muscular grau 4 em membros, exceto para flexão de 
coxa, extensão de joelho e dorsiflexão de tornozelo esquerdo 
apresentando grau 3, trofismo muscular de membros 
superiores sem evidência de assimetrias, trofismo muscular 
reduzido em membro inferior direito, reflexos patelar e 
aquileu reduzidos à direita e sem alterações à esquerda e 
marcha claudicante, apoiando-se objetivos. 
 
Quanto esse caso clínico e com base nos conhecimentos 
médicos correlatos, julgue os itens a seguir. 
 
93. A possibilidade de neuropatia periférica do nervo 
femoral esquerdo deve ser considerada. 
94. Ao longo do tratamento do paciente, dois aspectos 
devem ser levados em consideração: o impacto do 
envelhecimento na disfunção e o impacto da disfunção 
no envelhecimento, estando a sarcopenia relacionada, 
tendo em vista os dois momentos de maior declínio de 
perda de massa muscular, aos 40 anos de idade e aos 70 
anos de idade. 
95. A fraqueza distal corrobora em um acometimento de 
predomínio miopático da fraqueza induzida no paciente 
crítico. 
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PROCESSO SELETIVO – RM/SES-DF/2021 GRUPO 022 – TIPO “U” PÁGINA 8/9 
 
IADES
96. A realização de biópsia de músculo para esse paciente é 
mandatória, considerando a principal hipótese 
diagnóstica nesse caso. 
97. A Classificação Internacional de Funcionalidade é 
utilizada como instrumento de registro e organização de 
informações, possibilitando avaliar os resultados das 
intervenções de reabilitação, não sendo aplicável em 
terapia intensiva, uma vez que a participação social não 
poderá ser avaliada. 
 
 
Uma paciente de 42 anos de idade, diabética, apresenta-se 
com escoliose idiopática e lombalgia, com piora há duas 
semanas, sem irradiação, em opressão, VAS 8/10, que piora 
durante expediente de trabalho de secretária e melhora 
durante aula de pilates. Ao exame físico, mostra-se em BEG, 
CH, AAA, com FC = 15 bpm, FR = 16 irpm, e SatO2 = 97%. 
Aos exames motor e sensitivo, verificam-se membros sem 
alterações, reflexos patelar e aquileu sem alterações, Lasègue 
negativo e marcha claudicante. Mostra raios X de coluna, no 
qual se observam ângulo de Cobb 25 graus e lesão de 
continuidade em região plantar esquerda. 
 
A respeito desse caso clínico e com base nos conhecimentos 
médicos correlatos, julgue os itens a seguir. 
 
98. O calçado de Baruk está indicado para membro inferior 
esquerdo. 
99. A paciente tem indicação cirúrgica, tendo em vista o 
possível comprometimento cardiorrespiratório. 
100. A paciente apresenta Red Flags, sendo mandatório 
exame complementar de imagem. 
 
 
Um paciente de 58 anos de idade apresenta hemiparesia 
completa desproporcionada de predomínio braquial à 
esquerda pós-AVCi de ACM direita, em setembro de 2020 
(trombolisado), e ombro doloroso. Familiares relatam 
redução da acuidade visual do paciente. Ao exame físico, ele 
está em BEG, com PA = 126 mmHg x 79 mmHg, 
FC = 77 bpm, FR = 15 irpm e SatO2 = 97%. Constatam-se 
sinal do sulco em ombro direito, redução de ADM de ombro, 
com dor à mobilização passiva, espasticidade ASH 2 em 
flexores de cotovelo, punho, rotadores internos e flexores dos 
dedos à esquerda, ASH 1 em quadríceps e ASH 2 para 
isquiotibiais e tríceps sural à esquerda. 
 
Com base nesse caso clínico e nos conhecimentos médicos 
correlatos, julgue os itens a seguir. 
 
101. A alteração em questão é decorrente de 
heminegligência, uma vez que deficits visoespaciais não 
são encontrados em pacientes pós-AVC. 
102. O baclofeno mostra-se como boa opção terapêutica, 
independentemente dos níveis de creatinina, uma vez 
que a droga apresenta metabolismo hepático. 
103. Nesse paciente, a órtese suropodálica articulada é 
preferível à fixa, considerando sua função durante a 
marcha, por proporcionar melhor amplitude de 
movimento durante a fase de apoio.
104. Orientações acerca do posicionamento do membro 
direito em rotação externa e minimização da ação da 
gravidade sobre o membro, especialmente hipotônico, 
além da prescrição do uso de suportes de ombro e 
espadeiros com tração, devem ser consideradas no 
tratamento do ombro hemiplégico. 
105. Síndrome do manguito rotador é a primeira causa de 
ombralgia nessa população, com grande impacto em 
AVDs e AIVDs, decorrente de disfunção por inflamação 
dos músculos supraespinhoso, infraespinhoso, redondo 
menor e subescapular. 
106. A infiltração anestésica do nervo supraescapular D 
apresenta-se como opção terapêutica favorável para o 
controle de dor local e o uso de eletroestimulação 
funcional (FES) como opção terapêutica para 
recrutamento da musculatura estabilizadora de ombro 
direito. 
107. A escala Rancho Los Amigos avalia o nível de 
consciência e a função cognitiva de pacientes com lesão 
encefálica de origem traumática, tendo importante valor 
prognóstico, além do valor terapêutico. 
108. Tosse, dispneia e voz molhada são considerados fatores 
de risco para disfagia, aumentando a chance de 
broncoaspiração. 
 
 
Uma paciente de 39 anos de idade apresentou entorse em 
inversão do tornozelo direito enquanto corria, no interior do 
estado de Goiás, há três dias. Refere ter pisado em uma tábua 
solta, não conseguindo firmar o pé no chão após o incidente. 
Realizou raios X de pé, tornozelo e perna direita, sem 
evidência de fraturas. Como a paciente é médica, optou por 
também realizar uma ressonância nuclear magnética de 
tornozelo direito, evidenciando contusão de talus, lesão 
parcial do ligamento tibiofibular anterior, rotura completa do 
ligamento fibulocalcâneo, distensão de fibras profundas do 
deltoide e sinais inflamatórios do músculo tibial posterior. 
Observou-se navicular acessório. Ao exame físico, paciente 
mostra-se ansiosa, com PA = 120 mmHg x 80 mmHg, 
FC = 83 bpm, FR = 12 irpm e SatO2 = 98%. Verifica-se pé 
direito com hematoma em face medial e lateral, gaveta 
anterior positivo e propriocepção reduzida, com dificuldade 
para apoio plantar. 
 
Acerca desse caso clínico e com base nos conhecimentos 
médicos correlatos, julgue os itens a seguir. 
 
109. A paciente deve beneficiar-se de par de muletas, 
objetivando redução da descarga de peso no membro 
lesado, não sendo indicada a imobilização, tendo em 
vista os efeitos deletérios do imobilismo, 
potencializados com a inflamação. 
110. A infiltração intra-articular de ácido hialurônico está 
indicada. 
111. A cirurgia de tornozelo com ligadura ligamentar pode 
ser indicada caso a paciente evolua com entorses de 
repetição ou instabilidade após programa de 
reabilitação. 
 
Área livre 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
PROVA APLIC
ADA
 
PROCESSO SELETIVO – RM/SES-DF/2021 GRUPO 022 – TIPO “U” PÁGINA 9/9 
 
IADES
Um paciente de 57 anos de idade, com amputação transfemoral 
direita, em terço médio, há seis meses, por insuficiência arterial 
aguda, comparece ao consultório para protetização. Nega outras 
comorbidades. Verifica-se locomoção com par de muletas 
canadenses, amplitude de movimento preservada e cicatriz em 
coto de bom aspecto, sem invaginações. Ao exame, 
constatam-se PA = 120 mmHg x 80 mmHg; FC = 78 bpm; 
FR = 16 irpm; e SatO2 = 96%. 
 
Considerando esse caso clínico e os conhecimentos médicos 
correlatos à reabilitação de pacientes amputados, julgue os 
itens a seguir. 
 
112. A protetização de um paciente com amputação 
transfemoral está condicionada ao nível de amputação, 
às condições clínicas do coto, ao membro contralateral 
e ao nível funcional previsto para esse paciente, 
conforme suas atividades diárias, exclusivamente. 
113. O encaixe KMB é preferível ao PTS para esse paciente. 
114. Tendo em vista os pré-requisitos para protetização, um 
joelho pneumático associado a pé articulado constitui 
indicação favorável a esse paciente. 
115. O enfaixamento elástico deve ser iniciado na fase 
pré-protética para estímulo tátil e controle do edema. É 
realizado em forma de “8”, de distal para proximal, 
podendo ser ancorado em estruturas ósseas proximais. 
116. A dor em membro fantasma deve ser abordada quando 
interferir nas atividades diárias ou no sono, sendo 
indicações farmacológicas os antidepressivos 
tricíclicos, os inibidores do GABA, as medicações 
antiepilépticas e até mesmo os antiarrítmicos. 
117. A dor persistente no membro residual bem cicatrizado 
pode indicar neuroma ou irritação nervosa. Se o 
neuroma for identificado pelo exame clínico ou de 
imagem, a infiltração com lidocaína ou bupivacaína 
pode ser benéfica quando o nervo for superficial. 
 
 
Uma paciente de 62 anos de idade, hipertensa, com dor e 
edema em membro superior direito após mastectomia direita, 
refere impressão de membro “ïnchado”, com sensação de 
peso, aperto em região distal do membro e diminuição da 
flexibilidade das articulações do segmento acometido, há três 
meses, com piora progressiva, e limitações nas atividades 
domésticas diárias. Ao exame físico, demonstra redução leve 
de amplitude de movimento nas articulações de ombro e 
dedos. Verificam-se edema de membro superior direito 
(++/4), pulsos radiais presentes e simétricos, FC = 94 bpm, 
FR = 12 irpm e SatO2 = 99%. 
 
Tendo em vista esse caso clínico e os conhecimentos 
médicos correlatos, julgue os itens a seguir: 
 
118. É comum a incidência de fenômenos tromboembólicos 
nessa população, com comprometimento de membro 
superior ipsilateral, sendo mandatória a realização de 
exames complementares. 
119. A medida de perimetria do membro envolvido e 
contralateral (o acometimento do membro superior 
unilateral é mais frequente) faz parte do seguimento 
ambulatorial em reabilitação dessa paciente. 
 
 
120. A fadiga relacionada ao câncer é uma disfunção 
decorrente principalmente do metabolismo energético 
muscular, do sono, do ritmo circadiano, dos mediadores 
inflamatórios, do estresse e do efeito do câncer e seu 
tratamento sobre o sistema nervoso central, sendo 
reportada em até 90% dos casos, impactando em 
redução da qualidade de vida e reduzindo a capacidade 
funcional dessa população. 
 
Área livre 
 
 
__MACOSX/._Grupo 022 - Tipo U.pdf
Grupo 023 - Tipo U.pdf
PROVA APLIC
ADA
 
Tipo “U” 
 
 
 
SECRETARIA DE ESTADO DE SAÚDE DO DISTRITO FEDERAL 
FUNDAÇÃO DE ENSINO E PESQUISA EM CIÊNCIAS DA SAÚDE 
EDITAL NORMATIVO Nº 1 – RM/SES-DF/2021, DE 5 DE OUTUBRO DE 2020. 
 
 
P R O G R A M A S – G R U P O 0 2 3 Data e horário da prova:
Endoscopia Respiratória II (609). 
 
 
Domingo, 
29/11/2020, às 8h. 
 
I N S T R U Ç Õ E S 
 
 Você receberá do fiscal: 
o um caderno da prova objetiva contendo 120 (cento e vinte) itens; cada um deve ser julgado como CERTO ou ERRADO, 
de acordo com o(s) comando(s) a que se refere; e 
o uma folha de respostas personalizada. 
 Verifique se a numeração dos itens, a paginação do caderno da prova objetiva e a codificação da folha de respostas estão corretas. 
 Verifique se o programa selecionado por você está explicitamente indicado nesta capa. 
 Quando autorizado pelo fiscal do IADES, no momento da identificação, escreva, no espaço apropriado da folha de respostas, 
com a sua caligrafia usual, a seguinte frase: 
 
Para ganhar é preciso gastar. 
 
 Você dispõe de 3 (três) horas e 30 (trinta) minutos para fazer a prova objetiva, devendo controlar o tempo, pois não haverá 
prorrogação desse prazo. Esse tempo inclui a marcação da folha de respostas. 
 Somente 1 (uma) hora após o início da prova, você poderá entregar sua folha de respostas e o caderno da prova e retirar-se da sala. 
 Somente será permitido levar o caderno da prova objetiva 3 (três) horas após o início da prova. 
 Deixe sobre a carteira apenas o documento de identidade e a caneta esferográfica de tinta preta, fabricada com material transparente. 
 Não é permitida a utilização de nenhum tipo de aparelho eletrônico ou de comunicação. 
 Não é permitida a consulta
a livros, dicionários, apontamentos e (ou) apostilas. 
 Você somente poderá sair e retornar à sala de aplicação da prova na companhia de um fiscal do IADES. 
 Não será permitida a utilização de lápis em nenhuma etapa da prova. 
 
I N S T R U Ç Õ E S P A R A A P R O V A O B J E T I V A 
 
 Verifique se os seus dados estão corretos na folha de respostas da prova objetiva. Caso haja algum dado incorreto, comunique ao fiscal. 
 Leia atentamente cada item e assinale sua resposta na folha de respostas. 
 A folha de respostas não pode ser dobrada, amassada, rasurada ou manchada e nem podem conter registro fora dos locais 
destinados às respostas. 
 O candidato deverá transcrever, com caneta esferográfica de tinta preta, fabricada com material transparente, as respostas da 
prova objetiva para a folha de respostas. 
 A maneira correta de assinalar a alternativa na folha de respostas é cobrir, fortemente, com caneta esferográfica de tinta preta, 
fabricada com material transparente, o espaço a ela correspondente. 
 Marque as respostas assim: 
 
PROVA APLIC
ADA
 
PROCESSO SELETIVO – RM/SES-DF/2021 GRUPO 023 – TIPO “U” PÁGINA 2/9 
 
IADES
CIRURGIA TORÁCICA 
Itens de 1 a 120 
 
Uma paciente de 64 anos de idade apresentou síndrome gripal 
aguda. Foi submetida a exames de imagem do tórax e pesquisa 
de PCR para Covid-19. O resultado do PCR foi negativo e os 
sintomas cessaram espontaneamente. No entanto, a tomografia 
de tórax realizada nessa ocasião acusou uma massa de 3,2 cm, 
sólida, bordos irregulares e espiculada em topografia de lobo 
superior do pulmão direito. Os linfonodos mediastinais estavam 
aumentados em cadeia paratraqueal direita e subcarinal (1,5 cm 
e 1,7 cm, respectivamente). As tomografias computadorizadas 
de crânio e abdome eram normais. A biópsia transtorácica da 
lesão pulmonar, guiada por tomografia de tórax, comprovou 
tratar-se de uma neoplasia pulmonar primária. A paciente nunca 
foi tabagista e refere histórico familiar de câncer de pulmão. 
 
Considerando esse caso clínico e os conhecimentos médicos 
correlatos, julgue os itens a seguir. 
 
1. O subtipo histológico mais provável é o 
adenocarcinoma de pulmão. 
2. O próximo passo para investigação dessa paciente é o 
E-BUS (ultrassom endobrônquico do mediastino com 
punção). 
3. Espera-se encontrar, na análise imuno-histoquímica 
dessa paciente, a presença principalmente de 
cromogranina e sinaptofisina. 
4. A paciente tem indicação de lobectomia superior direita 
com linfadenectomia mediastinal. 
5. Asbesto e poluição ambiental são possíveis fatores de 
risco aos quais a paciente pode ter se exposto e estão 
relacionados ao desenvolvimento de neoplasia 
pulmonar. 
6. Espera-se encontrar mutação de EGFR e ALK no painel 
genético da paciente. 
7. Quanto à terapia alvo, os resultados são mais favoráveis 
em não fumantes e podem estar relacionados à 
ocorrência de certos subtipos moleculares (câncer de 
pulmão dependente de oncogene), permitindo o uso de 
tratamento mais específico, com inibidores do receptor 
tirosina-quinase do fator de crescimento epidérmico 
(EGFR-TKIs). 
8. A imunoterapia age com base no sistema imunológico 
do paciente e se utiliza de outras informações do tumor, 
como a carga mutacional tumoral e a prevalência do 
receptor de PD1 (PDL-1), para estimar o potencial de 
benefício da medicação. 
 
Área livre 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Um paciente de 45 anos de idade é vítima de múltiplos 
ferimentos por arma de fogo durante assalto. Chega à 
emergência conversando, porém gemente, referindo dor em 
hemitórax direito e no abdome. Durante exame físico, 
constatam-se via aérea pérvia, respiração com taquipneia 
(FR = 32 irpm), SatO2 = 88% com oxigênio por máscara com 
reservatório a 7 L/min, ausculta abolida à direita, múltiplos 
orifícios de entrada e saída no hemitórax à direita e 
murmúrio audível no hemitórax esquerdo. Verificam-se, 
também, abdome flácido e indolor, taquicardia (FC = 132 bpm) 
e PA = 80 mmHg x 40 mmHg. 
 
Acerca desse caso clínico, considerando a hipótese de 
pneumotórax hipertensivo e com base na última edição do 
ATLS e nos conhecimentos médicos correlatos, julgue os 
itens a seguir. 
 
9. Deve-se realizar toracocentese de alívio em altura de 
segundo espaço intercostal à direita, seguida de 
drenagem definitiva torácica. 
10. Após a drenagem de tórax, em caso de escape aéreo 
importante e persistente, a via aérea central deve ser 
investigada com fibrobroncoscopia, com vistas à 
investigação de lesão de via aérea proximal. 
11. A videotoracoscopia está contraindicada em pacientes 
vítimas de trauma torácico com complicações torácicas 
tardias. 
 
 
Um paciente de 21 anos de idade, com perda de peso, tosse, 
febre vespertina e mal-estar, procura atendimento médico 
para investigação de tuberculose. Após investigação inicial, 
foi afastada a hipótese de tuberculose, mas houve alteração 
nos exames de imagens torácicos. A tomografia 
computadorizada de tórax contrastada evidenciou uma massa 
com densidade de partes moles, heterogênea, localizada em 
mediastino anterossuperior, de aproximadamente 5,7 cm x 
4,1 cm x 5,5 cm. Não havia outros linfonodos, na cadeia 
mediastinal, aumentados de tamanho. Ao exame físico do 
paciente, verificaram-se linfonodomegalias axilares e em 
cadeia inguinais, e a tomografia de abdome evidenciou 
linfonodos aumentados em cadeias retroperitoneais. 
Nenhuma outra alteração foi percebida no exame físico. A 
biópsia dos linfonodos foi compatível com linfoma de 
Burkitt. 
 
A respeito desse caso clínico e tendo em vista os 
conhecimentos médicos correlatos, julgue os itens a seguir. 
 
12. Beta-HGC, alfafetoproteína e HCG devem estar 
aumentados nos exames laboratoriais desse paciente. 
13. Espera-se a presença de fatores de transcrição de 
células B, como PAX e PAX 5, no painel 
imuno-histoquímico desse paciente. 
14. O paciente tem indicação de ressecção de tumor de 
mediastino por VATS. 
15. Teratoma, timoma e schwannoma são diagnósticos 
diferenciais dos tumores de mediastino anterior. 
 
Área livre 
 
 
 
 
PROVA APLIC
ADA
 
PROCESSO SELETIVO – RM/SES-DF/2021 GRUPO 023 – TIPO “U” PÁGINA 3/9 
 
IADES
Considere um paciente de 75 anos de idade, tabagista ativo, cerca 
de 100 anos-maço, com achado ocasional de nódulo pulmonar. 
Esse paciente é previamente hígido e apresenta boa capacidade 
funcional para a realização de atividades físicas moderadas 
(academia duas vezes por semana e caminhadas duas vezes por 
semana). A tomografia computadorizada de tórax evidenciou uma 
lesão de 1,9 cm em topografia de lobo inferior do pulmão 
esquerdo. O PET-CT demonstrou que a lesão é hipercaptante, 
com SUV = 14,5. Não houve captação do radiofármaco nos 
linfonodos mediastinais, que se encontram de tamanho normal, e 
nem em demais órgãos a distância. A avaliação clínica pré-
operatória desse paciente e a espirometria permitem ressecção 
pulmonar. A biópsia pré-operatória confirmou tratar-se de um 
adenocarcinoma primário pulmonar. 
 
Tendo em vista esse caso clínico e os conhecimentos 
médicos correlatos, julgue os itens a seguir. 
 
16. Lesões pulmonares neoplásicas maiores que 3 cm, 
mesmo sem a identificação de linfonodos mediastinais 
aumentados na tomografia de tórax, têm indicação de 
estadiamento invasivo do mediastino (E-BUS ou 
mediastinoscopia). 
17. O PET-CT utilizado para estadiamento pré-operatório 
do câncer de pulmão tem maior sensibilidade, quando 
comparado ao uso da tomografia computadorizada, na 
identificação de metástases a distância. 
18. O paciente do caso clínico apresenta capacidade 
funcional < 4 METS (equivalentes metabólicos). 
19. Terapia combinada com crizotinib e ceritinib está 
indicada como tratamento para o paciente nesse 
momento. 
20. Os três sítios mais comuns de metástases a distância da 
neoplasia que o paciente apresenta são fígado, adrenal e 
ossos. 
 
 
Um paciente do sexo masculino, jovem de 21 anos de idade, 
com diagnóstico
prévio de esquizofrenia, foi internado para 
investigação de alteração na tomografia de tórax, conforme a 
imagem a seguir. A clínica apresentada era perda de peso, 
febre vespertina, tosse e um episódio de hemoptise. É 
familiar contactante de paciente com tuberculose ativa. 
 
 
Acervo Pessoal. 
 
Com base nesse caso clínico e nos conhecimentos médicos 
correlatos, julgue os itens a seguir. 
 
21. Espera-se, na análise do líquido pleural desse paciente, 
um exsudato com predomínio linfocítico e ADA 
elevado. 
22. O paciente tem indicação de pleuroscopia para 
descorticação pulmonar e biópsia de pleura. 
23. Mesotelioma de pleura é o principal diagnóstico 
provável. 
24. Pleurodese está indicado como tratamento definitivo 
desse caso. 
25. O mais provável fator de risco para a condição que o 
paciente apresenta é exposição ao asbesto e ao tabaco. 
26. O principal diagnóstico diferencial da condição 
apresentada pelo paciente é a sarcoidose. 
 
 
Uma criança de 12 anos de idade está em lista de espera para 
transplante pulmonar. Apresenta como diagnóstico fibrose 
cística. Está atualmente usando oxigenioterapia domiciliar 
em virtude de hipoxemia crônica. Na espirometria, o valor do 
VeF1 (volume total expirado no primeiro segundo) é < 15%. 
 
No que se refere a esse caso clínico e com base nos 
conhecimentos médicos correlatos, julgue os itens a seguir. 
 
27. Transplante cardiopulmonar está indicado. 
28. A fibrose cística é a causa mais comum de indicação de 
transplante pediátrico. 
29. O paciente tem indicação de oxigenação por membrana 
extracorpórea (ECMO) venoarterial. 
30. Uma das indicações de ECMO é a ponte para 
transplante pulmonar. 
31. O circuito padrão da ECMO é composto por bomba de 
propulsão de sangue, oxigenador, cânulas de drenagem 
e retorno do sangue, sensores de fluxo e pressão, 
sistema de controle de temperatura para resfriamento ou 
aquecimento do sangue e pontos de acesso arterial e 
venoso para coleta de sangue no circuito. 
32. O circuito da ECMO pode ser configurado como 
ECMO-VV (venovenoso) ou como ECMO-VA 
(venoarterial). Em todas as modalidades de ECMO, saõ 
necessárias uma via de acesso para drenagem e uma de 
acesso para retorno do sangue ao paciente. 
33. As indicações de ECMO venoarterial são insuficiência 
respiratória hipoxêmica, insuficiência respiratória 
hipercápnica, choque cardiogênico e parada cardı́aca. 
34. Se essa paciente for usuária crônica de corticoide na dose 
> 0,5 mg/kg/dia de prednisona, ela tem contraindicação 
relativa para realização de transplante pulmonar em 
virtude da dificuldade de cicatrização brônquica. 
 
Área livre 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
PROVA APLIC
ADA
 
PROCESSO SELETIVO – RM/SES-DF/2021 GRUPO 023 – TIPO “U” PÁGINA 4/9 
 
IADES
Certa paciente de 12 anos de idade, com fibrose pulmonar 
idiopática desde os 8 anos de idade, usuária de oxigênio 
domiciliar, realizou cintilografia pulmonar perfusional, a 
qual constatou que o pulmão direito contribui com apenas 
12% da capacidade pulmonar total e o esquerdo, com 88%. 
 
Considerando esse caso clínico e os conhecimentos médicos 
correlatos, julgue os itens a seguir. 
 
35. A paciente é candidata a transplante lobar à direita, 
denominado transplante pulmonar intervivos. 
36. O doador preferencial deve ser alguém da família, 
visando usar benefícios da similitude imunológica. 
37. Para escolha do doador dessa paciente, em relação ao 
sistema ABO, permitem-se os mesmos critérios 
utilizados nas transfusões sanguíneas das urgências, 
ainda que o ideal é que haja compatibilização perfeita 
entre o receptor e cada um dos doadores. 
38. O doador candidato dessa paciente deverá fazer 
avaliação sorológica para herpes, citomegalovírus, 
toxoplasmose, doença de Chagas, anti-HIV e outras 
sorologias, além de realizar fibrobroncoscopia. 
39. O transplante pulmonar intervivos ainda não é uma 
realidade no Brasil e foi realizado apenas em grandes 
centros americanos e canadenses de cirurgia torácica. 
40. As complicações infecciosas saõ as mais frequentes em 
transplante pediátrico, à semelhança do que ocorre em 
adultos, sendo mais comuns no pós-operatório de 
transplante pulmonar do que em qualquer outro 
transplante de órgaõ sólido. 
 
 
Um paciente de 62 anos de idade, tabagista ativo, cerca de 
180 anos-maço, queixa-se de cansaço, tosse seca e perda de 
peso; por isso, procurou atendimento médico. O paciente 
referiu que pesava 100 kg e perdeu 10 kg. Realizou-se 
tomografia computadorizada de tórax, com evidência de 
lesão sólida de 2,1 cm em topografia de lobo inferior à 
direita, sólida, espiculada, com margens bem definidas e 
densidade de partes moles, assim como linfonodomegalia 
paratraqueal direita de 1,5 cm, paratraqueal esquerda de 1,2 
cm e subcarinal de 2 cm. O paciente foi submetido a PET-CT 
de corpo inteiro, com evidência de hipercaptação de 
radiofármaco pela lesão (SUV 12) e pelo linfonodo 
representado na figura 2 a seguir. 
 
Figura 1: TC de tórax sem contraste 
 
 
Acervo Pessoal. 
 
 
Figura 2: PET-CT do tórax. 
 
 
Acervo Pessoal. 
 
Com base nesse caso clínico, nas imagens apresentadas e nos 
conhecimentos médicos correlatos, julgue os itens a seguir. 
 
41. O linfonodo hipercaptante no PET desse paciente, 
representado na figura 2, trata-se do paratraqueal direito. 
42. O paciente tem indicação, nesse momento, de 
lobectomia superior direita por VATS, com 
linfadenectomia mediastinal. 
43. O ultrassom endobrônquico (EBUS) ou a 
mediastinoscopia para estadiamento invasivo do 
mediastino não estão indicados, visto que o paciente 
tem metástase mediastinal. 
44. Trata-se de um estadiamento clínico T1cN3. 
45. Tomografia computadorizada, ou ressonância magnética 
de crânio, pode acrescentar informações clínicas em 
relação ao estadiamento não invasivo nesse caso. 
46. O EBUS traz a possibilidade de biopsiar todos os 
linfonodos das cadeias mediastinais. 
47. O dado emagrecimento é um marcador de mau 
prognóstico nesse caso. 
 
Área livre 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
PROVA APLIC
ADA
 
PROCESSO SELETIVO – RM/SES-DF/2021 GRUPO 023 – TIPO “U” PÁGINA 5/9 
 
IADES
Determinado paciente de 18 anos de idade apresenta dor 
torácica ventilatório-dependente à direita, associado à febre 
vespertina, perda de peso e tosse. É militar em atividade e 
refere ter mantido contato com pacientes com tuberculose no 
alojamento. Realizou raios X de tórax com evidência de 
derrame pleural livre à direita, de moderado volume. O 
paciente relata ter realizado a vacina BCG na infância. 
 
Tendo em vista esse caso clínico e os conhecimentos 
médicos correlatos, julgue os itens a seguir. 
 
48. Espera-se encontrar transudato com predomínio de 
polimorfonucleares na toracocentese desse paciente. 
49. Espera-se encontrar granuloma com necrose na biópsia 
de pleura desse paciente. 
50. Talcagem por toracoscopia está indicada. 
51. Pelo fato de o paciente ter realizado a vacina BCG 
(contra tuberculose), a tuberculose pleural está afastada 
das possibilidades diagnósticas. 
52. O tratamento dessa condição é cirúrgico, envolvendo 
resseção pulmonar e pleurectomia. 
 
 
Um paciente de 18 anos de idade tem diagnóstico de 
hiperidrose palmar. Refere que os sintomas se iniciaram 
desde a infância e trazem prejuízo social importante. Relata 
ter dificuldade de tocar instrumentos musicais em razão da 
quantidade de suor, além do desconforto social por esse 
motivo. É previamente hígido, seu IMC atualmente é = 21 e 
nega outras comorbidades. 
 
Com relação a esse caso clínico e considerando os 
conhecimentos médicos correlatos, julgue os itens a seguir. 
 
53. O paciente tem indicação de simpatectomia torácica 
bilateral por VATS. 
54. Hiperidrose compensatória é uma complicação possível 
da simpatectomia torácica. 
55. Bromidrose axilar é complicação frequente do 
pós-operatório de simpatectomia. 
56. Pneumotórax é complicação
possível da simpatectomia 
torácica. 
 
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Uma paciente de 47 anos de idade, não tabagista, apresenta 
episódio de tosse e hemoptise. A tomografia 
computadorizada de tórax, realizada para investigação, 
evidenciou um nódulo pulmonar, com densidade de partes 
moles, de 2,1 cm, com obstrução do brônquio lobar superior 
direito, demonstrada nas imagens a seguir. Não há linfonodos 
mediastinais aumentados. A fibrobroncoscopia para 
investigação evidenciou uma lesão sólida em brônquio lobar 
superior direito, com obstrução total do brônquio, e aspecto 
em “dedo de luva”. As tomografias computadorizadas de 
abdome e de crânio não identificaram lesões metastáticas a 
distância. A biópsia endobrônquica demonstrou ser um 
carcinoide típico. 
 
A espirometria permite ressecção pulmonar (lobectomia e 
pneumonectomia), e a avaliação clínica pré-operatória 
permite cirurgia de grande porte. 
 
 
Acervo Pessoal. 
 
Em relação a esse caso clínico e com base nos 
conhecimentos médicos correlatos, julgue os itens a seguir. 
 
57. Espera-se encontrar, no painel imuno-histoquímico 
dessa paciente, hMLH1, hMSH2 e Cox-2. 
58. A paciente tem indicação de lobectomia superior direita 
com linfadenectomia mediastinal por VATS. 
59. Dos tipos de tumores carcinoides, a paciente apresenta 
o menos agressivo. Os carcinoides de pulmão são 
classificados em típicos e atípicos, sendo os atípicos 
considerados mais agressivos. 
60. Os tumores carcinoides típicos apresentam células com 
cromatina pontilhada e uma quantidade moderada de 
citoplasma. Têm menos mitoses e uma baixa necrose 
(maiores do que 4 mm em sua maior dimensão). 
61. A paciente tem indicação de terapia alvo adjuvante. 
62. Trata-se de um estadiamento clínico IA3: T1cN0M0. 
63. Os tumores carcinoides pulmonares são tumores bem 
diferenciados, com origem nas células neuroendócrinas 
do pulmaõ. 
64. De acordo com a classificação da Organização Mundial 
da Saúde (OMS), as principais categorias dos tumores 
neuroendócrinos incluem carcinoma de pequenas 
células, carcinoma neuroendócrino de grandes células 
(CNEGC), carcinoide típico e carcinoide atípico. 
 
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PROVA APLIC
ADA
 
PROCESSO SELETIVO – RM/SES-DF/2021 GRUPO 023 – TIPO “U” PÁGINA 6/9 
 
IADES
Um paciente de 65 anos de idade, com boa reserva funcional 
avaliada pela espirometria (VeF1 > 2 L), é candidato a 
pneumonectomia. Apresenta um carcinoma epidermoide de 
pulmão justa-hilar à esquerda, de 3,2 cm, que invade a carena 
interlobar. Constatam-se estadiamentos a distância negativos 
para metástase e mediastinoscopia pré-operatória com 
linfonodos normais. 
 
Com base nesse caso clínico e nos conhecimentos médicos 
correlatos, julgue os itens a seguir. 
 
65. Durante o período pós-operatório da cirurgia proposta, 
o paciente deve começar com fisioterapia motora e 
respiratória precocemente, visando diminuir o risco de 
complicações pós-operatórias. 
66. Em relação aos cuidados no pós-operatório imediato 
desse caso, deve-se colocar o dreno em aspiração 
contínua. 
67. O sistema de drenagem balanceada 
pós-pneumonectomia foi desenvolvido com o objetivo 
de manter o mediastino permanentemente em posição 
ideal mediante o controle contínuo das pressões nos 
frascos. 
68. Trata-se de um tumor classificado como T2 por invadir 
o brônquio, mas não a carena traqueal. 
69. De acordo com a oitava edição TNM para câncer de 
pulmão, classificam-se como N2 os tumores que 
apresentem metástases em linfonodos ipsilaterais 
mediastinais ou subcarinais. 
70. Em pacientes candidatos a pneumonectomia como o do 
caso clínico, empiema e fístula brônquica é uma 
complicação possível e de alta mortalidade. 
 
 
Uma paciente de 31 anos de idade refere perda de força 
inicialmente em face e nos movimentos mastigatórios, com 
progressão dos sintomas nos últimos três meses. Queixa-se 
atualmente de fraqueza muscular generalizada e alega ter 
manifestado, no passado, algumas crises de dispneia intensas, 
associadas a fraqueza muscular generalizada. Durante exame 
físico, identificaram-se ptose e diplopia. Na análise 
laboratorial, constatou-se redução significativa dos 
anticorpos contra os receptores de acetilcolina (AChR). 
 
Considerando esse caso clínico e com base nos 
conhecimentos médicos correlatos, julgue os itens a seguir. 
 
71. O diagnóstico provável é miastenia gravis (MG). 
72. Timoma é condição que pode estar associada nessa 
paciente. 
73. A paciente tem indicação de timectomia se o timoma 
for maior que 3 cm. 
74. Devem ser evitados bloqueadores neuromusculares 
durante indução anestésica para qualquer tipo de 
cirurgia nessa paciente. 
75. Melanoma metastático é diagnóstico diferencial. 
76. A MG é uma doença autoimune que afeta a porção pós-
sináptica da junção neuromuscular. 
77. Espera-se encontrar, na eletroneuromiografia dessa 
paciente, um decremento do potencial de ação muscular 
composto evocado > 10%, quando comparados o 
primeiro e o quarto ou quinto estímulo. 
Neuroconduções sensitiva e motora são normais, e 
eventualmente a eletromiografia pode demonstrar um 
padraõ miopático concomitante. 
 
Um adolescente de 17 anos de idade apresenta assimetria na 
caixa torácica, na parte anterior. Refere prejuízo social 
importante, haja vista que tem vergonha de realizar 
atividades físicas com os colegas, as quais requerem tirar a 
camisa, como jogar futebol, além de demonstrar extrema 
incapacidade de manter relacionamentos afetivos por ter 
vergonha. Durante a consulta, foi diagnosticado com pectus 
excavatum. 
 
Acerca desse caso clínico e tendo em vista os conhecimentos 
médicos correlatos, julgue os itens a seguir. 
 
78. A patologia apresentada pelo paciente representa cerca 
de 90% das deformidades congênitas da parede 
torácica. 
79. A condição clínica do paciente trata-se de uma 
depressão anterior do tórax, que pode ser simétrica ou 
assimétrica, associada a um desvio dorsal do esterno e 
da terceira à sétima costela ou cartilagem costocondral. 
80. Durante investigação para fins pré-operatórios, devem 
ser descartadas doenças cardíacas congênitas que 
podem estar associadas. 
81. O paciente tem indicação de correção cirúrgica, 
principalmente para fins estéticos, melhorando assim a 
aceitação e, consequentemente, causando menos 
transtornos emocionais. 
82. Em relação à técnica de Ravitch para correção, a 
técnica de Nuss apresentou-se significativamente 
melhor no que se refere a menos riscos e complicações 
pós-operatórias. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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PROCESSO SELETIVO – RM/SES-DF/2021 GRUPO 023 – TIPO “U” PÁGINA 7/9 
 
IADES
Um Paciente de 25 anos de idade, com tosse e febre de início 
súbitos 60 dias após transplante de medula óssea, realizou 
RT-PCR para Covid-19, cujo resultado foi negativo. 
Constataram-se exame de BAAR negativo, teste de Mantoux 
negativo e fibrobroncoscopia com cultura e BAAR 
negativos. A tomografia de tórax apresenta opacidades com 
atenuação em vidro fosco e pequenos nódulos pulmonares 
bilaterais, conforme as imagens a seguir. 
 
 
 
Acervo Pessoal. 
 
Considerando esse caso clínico, as imagens apresentadas e os 
conhecimentos médicos correlatos, julgue os itens a seguir. 
 
83. Citomegalovírus em paciente imunocomprometido é 
uma das possibilidades diagnósticas. 
84. Nova fibrobroncoscopia está indicada com pesquisa de 
DNA viral pela reação em cadeia da polimerase (PCR). 
85. Está indicado tratamento com RHZE. 
86. O paciente apresenta fibrose pulmonar e deve ser 
listado para transplante bilateral. 
87. O paciente tem indicação de ganciclovir. 
 
 
Uma paciente de 57 anos de idade, que nunca fumou, é 
encaminhada a consulta médica em função de achado 
ocasional de alteração em exame de imagem do tórax. A 
paciente está assintomática e previamente hígida. A 
tomografia de tórax demonstrou uma massa de
3,6 cm em 
topografia de lobo superior direito, sólida e espiculada. Há 
linfonodos mediastinais de 2,1 cm em cadeia paratraqueal 
direita e de 1,8 cm em cadeia subcarinal. O PET-CT mostrou 
hipercaptação do radiofármaco na lesão (SUV 22) e nos 
linfonodos (SUV 16 e 14, respectivamente). Há uma lesão 
hipercaptante em adrenal à direita, muito sugestiva de 
neoplasia, que foi biopsiada. A biópsia apresentou um 
adenocarcinoma de pulmão metastático. EGFR e ALK foram 
positivos na amostra analisada. A RNM de encéfalo não 
indicou alterações neoplásicas. 
 
Com base nesse caso clínico e nos conhecimentos médicos 
correlatos, julgue os itens a seguir. 
 
88. A paciente pode ter benefício com imunoterapia. 
89. Lobectomia pulmonar superior direita paliativa está 
indicada. 
90. O EBUS é superior à mediastinoscopia em relação à 
qualidade de linfonodos biopsiados. 
91. A paciente apresenta estadiamento clínico T2aN2M1c. 
92. Quanto ao componente M da classificação TNM, 
atualmente as metástases são divididas em M0 e M1, 
sendo o M1 subdividido em M1a, M1b e M1c. 
 
 
Uma mulher de 45 anos de idade, previamente hígida, foi 
admitida no hospital em virtude do diagnóstico de massa 
mediastinal a esclarecer, observado na radiografia de tórax. 
Referia queixa de tosse seca, do tipo irritativa, com início há 
oito meses, principalmente durante o dia. Não apresenta 
antecedentes de doenças crônicas, e o exame físico 
mostrou-se normal. A tomografia computadorizada de tórax 
revelou processo expansivo no mediastino posterior à direita, 
medindo 3,9 cm x 3,5 cm, com plano de clivagem com as 
estruturas mediastinais A ressonância nuclear magnética 
demonstrou formação expansiva heterogênea, ovalada, de 
situação mediastinal posterior direita, com comprometimento 
do canal medular. 
 
Tendo em vista esse caso clínico e os conhecimentos 
médicos correlatos, julgue os itens a seguir. 
 
93. Abordagem cirúrgica em conjunto com equipes da 
neurocirurgia e da cirurgia torácica está indicada. 
94. A ressecção cirúrgica é realizada em dois tempos: no 
primeiro momento, a equipe da neurocirurgia inicialmente 
solta o tumor do canal medular e, posteriormente, a equipe 
da torácica solta o tumor da pleura. 
95. Schwannoma é diagnóstico provável. 
96. Biópsia pré-operatória com agulha de COPE está 
indicada. 
 
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PROVA APLIC
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PROCESSO SELETIVO – RM/SES-DF/2021 GRUPO 023 – TIPO “U” PÁGINA 8/9 
 
IADES
Um paciente de 25 anos de idade procura atendimento médico por 
causa de dor torácica ventilatório-dependente unilateral à direita, de 
forte intensidade, e com piora progressiva. Refere que atualmente a 
dor é incapacitante. Relata, ainda, perda de 8% do total do seu peso 
nos últimos cinco meses, associado a mal-estar e fraqueza. A 
tomografia de tórax evidenciou uma massa pleural à direita com 
provável invasão do pulmão, sem linfonodos mediastinais 
aumentados. A biópsia pré-operatória com agulha de COPE 
comprovou tratar-se de um mesotelioma maligno de pleura. A 
mediastinoscopia pré-operatória foi negativa para neoplasia. O 
estadiamento a distância evidenciou ausência de metástases. 
 
Considerando esse caso clínico e os conhecimentos médicos 
correlatos, julgue os itens a seguir. 
 
97. O mesotelioma pleural maligno, apesar de raro, é a principal 
neoplasia maligna primária da pleura, a qual ganha 
progressivamente destaque e importância em razão da 
incidência crescente observada nas últimas décadas. 
98. Mesmo com tratamento adequado, o paciente apresenta 
um tumor de péssimo prognóstico, pois sabe-se que a 
quimioterapia sistêmica produz resposta parcial em 
apenas 15% a 20% dos pacientes. 
99. O paciente tem indicação de tratamento multimodal: 
pleuropneumonectomia associado a quimioterapia e a 
radioterapia. 
100. Um provável fator de risco a que esse paciente se 
submeteu é o asbesto. 
 
 
Uma paciente de 55 anos de idade realizou exames de 
imagem de rotina. É ex-tabagista e fez, a pedido, tomografia 
computadorizada de tórax. É assintomática e previamente 
hígida. Nega cirurgias prévias. A tomografia de tórax 
evidenciou uma lesão sólida com halo de vidro fosco 
periférico, medindo 0,9 cm em topografia de lobo inferior 
direito, além de linfonodos de 1,2 cm e de 1,4 cm, 
respectivamente, em cadeias paratraqueal direita e 
subcarinal. O EBUS demonstrou células malignas atípicas. A 
mediastinoscopia relevou tratar-se de um tumor de pequenas 
células metastático. O PET-CT e a RNM de crânio não 
mostraram metástases a distância. As lesões eram 
hipercaptantes, apresentando SUV 16, 12,5 e 8,7, 
respectivamente. Sem metástases a distância. 
 
Acerca desse caso clínico e com base nos conhecimentos 
médicos correlatos, julgue os itens a seguir. 
 
101. Trata-se de um tumor primário de pulmão tipo pequenas 
células, estadiamento clínico T1aN2M0. 
102. EGFR, ALK e PDL-1 devem ser testados no 
anatomopatológico dessa paciente. 
103. Como na maioria dos países, o câncer de pulmaõ é a 
principal causa de mortalidade por câncer no Brasil. 
104. O tipo histológico apresentado pela paciente é o tipo 
mais comum de câncer de pulmão no mundo. 
105. Em relação aos demais tipos histológicos, o tumor de 
pulmão dessa paciente apresenta comportamento menos 
agressivo e com melhor prognóstico. 
106. Lobectomia inferior direita seguida de linfadenectomia 
mediastinal está indicada. 
107. Adjuvância com bevacizumabe está indicada. 
108. A paciente não deveria ter realizado EBUS e, sim, 
mediastinoscopia cervical. 
 
Um adolescente de 17 anos de idade procura atendimento em 
função de tosse vespertina, febre e hemoptise em pequena 
quantidade. Refere sudorese noturna e perda de peso. A 
tomografia de tórax apresenta nódulos centrolobulares com 
padrão de árvore em brotamento, além de pequenas 
cavitações espessas e de paredes irregulares, bem como 
brônquios espessados em segmento posterior do lobo inferior 
direito, conforme a imagem a seguir. 
 
 
Acervo Pessoal. 
 
Tendo em vista esse caso clínico, a imagem apresentada e os 
conhecimentos médicos correlatos, julgue os itens a seguir. 
 
109. Tuberculose pulmonar é o diagnóstico provável. 
110. Está indicada a coleta de BAAR e PCR para 
Mycobacterium tuberculosis no escarro. Caso dê 
negativo, pode ser realizada a coleta de lavado 
brônquico para diagnóstico. 
111. O paciente é forte candidato a tratamento com RHZE. 
112. O paciente tem como principais complicações possíveis 
da doença hemoptise, atelectasia, empiema e formação 
de bronquiectasias. 
113. A doença que o paciente apresenta é um problema de 
saúde pública do Brasil e acomete principalmente 
mulheres idosas. 
 
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PROVA APLIC
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PROCESSO SELETIVO – RM/SES-DF/2021 GRUPO 023 – TIPO “U” PÁGINA 9/9 
 
IADES
Uma paciente de 71 anos de idade mostra-se em bom estado 
geral, com capacidade funcional > 7 mEts e dor torácica 
ventilatório-dependente unilateral à direita, sem histórico de 
febre. Foi submetida a toracocentese com biópsia de pleura, 
cujo resultado foi compatível com adenocarcinoma 
metastático na pleura, sendo o tumor primário o pulmão. 
Após toracocentese de alívio, a paciente realizou PET-CT de 
corpo inteiro e RNM de encéfalo. A RNM de encéfalo não 
demonstrou lesões metastáticas. O PET-CT apresentou lesão 
nodular com hipercaptação em lobo médio de 3,5 cm, além 
de linfonodos ipsilaterais aumentados e hipercaptantes, e 
captação difusa na pleura à direita. 
 
Com base nesse caso clínico e nos conhecimentos médicos 
correlatos, julgue os itens a seguir. 
 
114. Trata-se de um tumor de pulmão estadiamento 
T2aN2M1a. 
115. A paciente tem indicação de pleuroscopia e pleurodese. 
116. A pleurodese por VATS é superior à pleurodese com 
talcagem, realizada pelo dreno de tórax. 
117. A paciente tem indicação de pesquisa de painel genético 
do seu tumor. 
118. PDL-1, ALK e EGFR
devem ser pesquisados no 
anatomopatológico. Caso sejam positivos, o 
prognóstico torna-se melhor. 
119. A paciente tem previsão de boa sobrevida em longo 
prazo. 
120. Lobectomia média com pleurectomia total paliativa 
estão indicadas. 
 
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__MACOSX/._Grupo 023 - Tipo U.pdf

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