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DIVERSOS USOS DE 
BRIÓFITAS 
Camilla Brito
ESTRUTURA DAS BRIÓFITAS 
1. Gametófito: 
* Ocorre em antóceros, hepáticas e musgos.
* Representa a geração gametofítica (haplóide) e é a
fase mais duradoura. É fotossintetizante e ocorre
normalmente na cor verde, variando em diversos tons,
podendo ser também avermelhado, amarelado,
castanho e até preto.
* O gametófito pode ser folhoso ou taloso. Gametófito
folhoso: ocorre nos musgos e nas hepáticas folhosas. É
formado por filídios que são “folhas primitivas”,
formados por uma lâmina, geralmente uniestratosa,
com ou sem uma costa multiestratosa, podendo esta
ser única ou bifurcada (figura 3).
2. Caulídio: 
• ocorre nos musgos e hepáticas
folhosas. É um eixo de sustentação
ou ramo principal do gametófito,
que cresce por meio de uma célula
apical, e no qual estão aderidos os
filídios.
• O interior do caulídio de algumas
espécies, especialmente nos
musgos, são encontrados tecidos
vasculares chamados hidróides e
leptóides, semelhante ao xilema e
floema, respectivamente, das
plantas vasculares (figura 5).
3. Rizóides
• Ocorrem em antóceros,
hepáticas e musgos.
• São estruturas filamentosas
semelhantes à raiz e possuem a
função de absorção de
nutrientes e fixação. São hialinos
e unicelulares em antóceros e
hepáticas, castanhos e
pluricelulares nos musgos.
4. Esporófito: 
• ocorre em antóceros, hepáticas e musgos. 
Representa a geração esporofítica e, 
normalmente, efêmera. 
• Desenvolve-se sobre o gametófito e é 
dependente dele. Quando jovem é 
fotossintetizante. É formado por pé, seta e 
cápsula (figura 6). 
• Pé: ocorre em antóceros, hepáticas e musgos 
e liga a seta do esporófito ao gametófito. 
Seta: ocorre em hepáticas e musgos. É a 
porção alongada do esporófito, entre a 
cápsula e o pé. 
• Nas hepáticas ela é hialina e cresce após a 
diferenciação da cápsula. Nos musgos ela é 
fotossintetizante, resistente e se alonga antes 
da diferenciação da cápsula. 
• Cápsula: ocorre em antóceros, hepáticas e 
musgos, porém com estruturas diferentes em 
cada grupo. É a parte terminal do esporófito, 
produtora de esporos
Importância evolutiva das Briófitas 
• Formam um elo de ligação entre as plantas terrestres e as
algas, embora seja praticamente certo que não são
diretamente ancestrais das demais plantas terrestres, sendo
uma linha ou conjunto de linhas evolutivas independentes.
• O grupo contém diversos gêneros talosos (sem caule e folhas
diferenciados) nas Hepaticae e Anthocerotae, formas que
talvez sejam parecidas com alguns dos mais primitivos
ancestrais das plantas terrestres.
• Como indicadores paleoecológicos, elas fornecem dados
sobre o ambiente e a vegetação do passado, indicando
também alguns detalhes das condições edáficas
Importância ecológica
• Indicadores ecológicos, muito sensíveis a pequenas
mudanças em condições ambientais e especialmente como
indicadores de poluição.
• Esta sensibilidade característica provavelmente se deve às
peculiaridades fisiológicas do grupo, pois muitas espécies
absorvem água da chuva diretamente pelas folhas e caules e
não via raízes como nas outras plantas terrestres, tornando-
as muito susceptíveis a poluentes atmosféricos pois não
podem “filtrar” substâncias tóxicas.
• São abundantes e bastante diversificadas em diversos tipos
de mata e especialmente nas serras.
Importância ecológica 
• Algumas espécies de briófitas associam-se a cianobactérias,
aumentando a fixação de nitrogênio. É o caso de Anthoceros
onde esta associação é interna e em Sphagnum, onde as
cianobactérias ocorrem entre os filídios Também ocorre
associação com diatomáceas.
• Briófitas, juntamente com liquens e cianobactérias, são os
pioneiros no processo de sucessão vegetacional. Eles auxiliam
no processo de formação do solo e proporcionam meio
adequado para a germinação das sementes, o que levará ao
estabelecimento das comunidades vegetais
• As briófitas também controlam a erosão e auxiliam na
manutenção do balanço hídrico do solo, são componentes da
biomassa e participam do ciclo do carbono e nitrogênio
Importância econômica
• O maior uso comercial é na exploração de espécies do gênero
Sphagnum para enfeitar vasos de flores e como condicionador de solo.
• No exterior, no norte da Europa, já tiveram alguma importância no
tratamento de feridas(Sphagnum) e contribuíram para a formação de
extensos depósitos de turfa, usada como combustível e condicionador
de solo.
• Uso na horticultura - aditivos no solo (aeração e retenção de umidade);
- como meio para germinação de sementes; - para transporte de
mudas; - em vasos de bonsai (para estabilidade do solo e retenção da
umidade). Os principais gêneros utilizados são: Ceratodon, Funaria,
Bryum, Fissidens. - em jardinagem (especialmente nos jardins
japoneses); - em aquários (proporcionam oxigênio aos peixes e
substrato para eles depositarem os ovos. Os principais gêneros
utilizados são: Amblystegium, Riccia, Ricciocarpos.
Importância econômica
• As briófitas possuem como uma de suas mais marcantes
características a sua capacidade de reter água. Por conta disso era
comum na Europa até o início do século XX o uso de musgos para a
impermeabilização de embarcações. O musgo, do gênero Sphagnum,
era utilizado seco, como uma manta, introduzida entre duas tábuas
no casco da embarcação.
• O Sphagnum compõe também a turfa, material de origem vegetal,
parcialmente decomposto, encontrado em camadas em regiões
montanhosas e em grandes altitudes. Sob condições geológicas
adequadas (presença de metano) esta turfa transforma-se em
carvão, tornando-se inflamável, utilizada como combustível para
aquecimento doméstico. Ultimamente tem sido realizadas pesquisas
sobre o potencial de remediação biológica da turfa.
Importância medicinal 
• O uso das briófitas como plantas medicinais é conhecido desde tempos antigos, por
diferentes grupos étnicos. Briófitas eram utilizadas por índios norteamericanos para
curar feridas, hematomas e queimaduras. Na França, usava-se para aumentar a
diurese e na Europa por suas propriedades absorventes e seus efeitos bactericidas.
• Diversos estudos mostram que as briófitas possuem as seguintes atividades
biológicas: citotóxica, antioxidante, anti-inflamatória, carcinogênica, inibição
enzimática, antimicrobianas (antifúngica, antibacteriana, antiviral), alelopática (inibem
o crescimento de raízes e folhas nas plantas de arroz, inibem o crescimento de outras
plantas vasculares, promovem a germinação de sementes de trigo), cardiotônica
(aumento do fluxo sanguíneo coronário) e, ainda possuem toxicidade diante de
moluscos e peixes.
• Entre as espécies utilizadas destacam-se Polytrichum commune, usado na China para
reduzir inflamações e febre; Polytrichum juniperinum, também usado na China para
tratamento de doenças urinárias e da próstata; Fissidens osmundoides, usado na
Bolívia e China como anticactericida para tratamento de infecções na garganta.
Importância medicinal
• Outra maneira interessante de fazer uso desta propriedade absorvente foi durante a Primeira Guerra Mundial,
em que o Sphagnum era utilizado como bandagem em cirurgias.
• Neste último caso o Sphagnum seria mais vantajoso do que algodão pois é capaz de absorver líquidos mais
três vezes mais rápido e uma quantidade de líquido quatro vezes maior, é capaz também de reter o líquido por
mais tempo, o que reduz a frequência em que as bandagens precisavam ser trocadas, e tais bandagens eram
mais fáceis de serem produzidas em situações de emergência.
Perspectivas e necessidade
• Aproximadamente 15 pessoas atualmente estudam o grupo no país, e destes, somente 9 ou 10
têm emprego em alguma instituição. Pelo menos dois já estão aposentados, embora ainda
estejam ativos. Praticamente não há pesquisadores estudando ecologia e biologia destes
organismos, embora algumas das pessoas citadas acima tenham se envolvido com
levantamentos florísticos e fitossociológicos.
• Uma das maiores prioridades para este grupo é a formação de novos pesquisadores capacitados
para coletar, identificare estudar estas plantas. Dado o limitado conhecimento que se tem do
grupo e a relativa falta de coletas, seria razoável propor que se deveria ter pelo menos 25 a 30
pesquisadores em tempo integral trabalhando com briófitas no Brasil, especialmente
considerando que talvez um quinto de todas as espécies no mundo ocorrem no país.
• Um programa intensivo de coletas seria altamente desejável e urgente. Como as briófitas
geralmente são quase totalmente dependentes da vegetação formada por outros grupos de
plantas para sua sobrevivência, a destruição de matas e outros tipos de vegetação natural tem o
efeito de eliminar quase completamente as espécies de briófitas associadas. Neste sentido,
briófitas provavelmente são mais vulneráveis à perda de ambientes do que as angiospermas e
não existe qualquer coleção de material vivo ou armazenamento de esporos. Em geral, não
podem ser facilmente cultivadas e assim, só podem ser conservadas pela preservação da
vegetação natural.
Roteiro de Identificação das Briófitas
Coleta dos musgos
• Materiais:
Lupa, pinça, palitos, fita adesiva, estilete, borrifador agua, post it
• Colete delicadamente os espécimes dos troncos de árvores, de calçadas, 
jardins; se necessário retire parte do substrato ao qual ele está preso, 
assim você preserva a pequena e frágil raiz que eles tem. Coloque as 
amostras (de preferência com o esporófito, que é a cápsula produtora de 
esporos) Não deixe sua amostra no sol, pois senão os musgos poderão 
morrer:
• Você pode com uma pinça separar pequenas amostras do gametófito e do 
esporófito dos musgos e colar com o auxílio de uma fita adesiva do tipo 
durex em uma folha, assim os alunos poderão observar as suas duas 
gerações. 
Roteiro de aula prática
2. Objetivo(s):
* Observar e identificar as estruturas que constituem as Briófitas
* Identificar os rizoides, cauloides, filoides, cápsula, esporos, a partir da análise microscópica do musgo.
* Diferenciar a geração gametofítica da esporofítica, presentes nos musgos, a partir de sua análise macroscópica.
* Reconhecer a localização das estruturas reprodutoras.
3. Materiais Utilizados:
4. Desenvolvimento (Procedimento, Técnica)
a) Examinar o material na placa de petri sobre a bancada;
b) Com o auxílio de uma pinça, retirar uma pequena quantidade do material (musgo) contendo gametófito e 
esporófito;
c) Colocar sobre a placa de petri e observar no Microscópio estereoscópico. Desenhar o que observou.
d) Retirar apenas um exemplar do musgo, colocar em uma lâmina, adicionar uma gota de água, cobrir com 
lamínula e observar no MO. Desenhar o que observou.
5. Identificar e desenhar as estruturas observadas no musgo.
6. conclusões:

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