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Estudo Dirigido – O Uso do SIG em Estudos Ambientais 
 
A partir dos mapas e outras formas de representação cartográfica, os 
especialistas em estudos ambientais podem analisar, interpretar e transmitir 
dados complexos de forma clara e acessível para um público diversificado. A 
cartografia é a ciência que estuda as representações físicas da superfície 
terrestre. 
A cartografia se preocupa em organizar e transformar dados em 
informação, para que, então, as áreas do conhecimento possam analisar e 
compreender a representação das formas e traços. As representações 
cartográficas auxiliam na localização de fenômenos espaciais e na organização 
do pensamento. 
O SIG desempenha um papel crucial na integração, análise e visualização 
de dados geográficos para apoiar a compreensão e a gestão dos recursos 
naturais e do meio ambiente. Os gestores de estudos ambientais devem 
direcionar seus esforços para mapear ecossistemas e identificar áreas de 
conservação por meio da utilização de SIG. 
A capacidade de integrar diferentes tipos de dados se configura como um 
dos principais objetivos e expertises fornecidas pela linguagem cartográfica. A 
educação ambiental e o direito a essas perspectivas desde cedo na vida 
estudantil dos seres humanos têm sido apontados como os grandes provedores 
de mudanças socioambientais, capazes de transformar processos de riscos e 
vulnerabilidades, crises climáticas, poluições de todos os tipos, doenças e má 
qualidade de vida. A linguagem cartográfica desempenha um papel fundamental 
na educação ambiental e na conscientização da sociedade em relação aos 
desafios ambientais. 
A linguagem cartográfica permite que as pessoas visualizem a localização 
de áreas protegidas, a distribuição de espécies ameaçadas, a expansão urbana 
descontrolada e outros aspectos ambientais relevantes, promovendo uma 
consciência ambiental mais ampla. As representações visuais fornecidas pela 
linguagem cartográfica promovem uma consciência ambiental mais ampla e 
compreensível. 
A linguagem cartográfica facilita a comunicação entre os diferentes atores 
envolvidos nos estudos ambientais, sejam eles cientistas, gestores ambientais, 
comunidades locais, sejam tomadores de decisão. A linguagem cartográfica nos 
estudos ambientais possibilita transcender barreiras linguísticas e culturais na 
transmissão de informações espaciais. 
O conceito de Geoprocessamento é extremamente abrangente, inter e 
multidisciplinar, por envolver coleta, análise, interpretação e representação de 
dados geográficos no ambiente digital. Seu objetivo é fornecer uma visão 
integrada do mundo real e suas relações antrópicas, ambientais, culturais etc. 
que se distribuem no espaço. A utilização do geoprocessamento em estudos 
ambientais facilita a correta identificação de elementos e fenômenos. 
O geoprocessamento não é uma ferramenta simples, que permite apenas 
a mera visualização dos fenômenos e elementos do espaço geográfico: ele 
possibilita e capacita os usuários à visualização, análise e predições, de forma 
que a tomada de decisão seja robusta, completa e sistêmica, e quanto às 
relações e dinâmicas socioambientais do planeta. Entre os pontos de interesse 
dos usuários do geoprocessamento e gestores ambientais encontra-se a 
simulação de fenômenos naturais para prever mudanças climáticas. 
 
No Geoprocessamento, os dados geográficos adquiridos e armazenados 
devem ser organizados de forma precisa, o que evitará confusões posteriores e 
servirá de base para que o trabalho final seja referenciado corretamente. 
Algumas das geotecnologias utilizadas para coleta de dados são satélites, 
drones, GPS, sensores embarcados e receptores GNSS. 
O armazenamento de dados colhidos em campo ou de forma on-line com 
auxílio das geotecnologias é feito por um banco de dados geográficos (BDG), 
que é o repositório de dados de um SIG, onde se armazena e recupera dados 
geográficos e as informações descritivas. A escolha de um BDG (Banco de 
Dados Geográficos) para o armazenamento de dados é considerada primordial 
porque os BDGs são projetados para lidar com informações espaciais e 
matriciais, algo que por vezes não é suportado por arquivos simples, o que pode 
corromper o dado. 
As possibilidades de trabalho com SIG são inúmeras, e em sua essência, 
um SIG é um sistema, e todo qualquer sistema tem o princípio básico da 
integração, ou seja, fornecerá possibilidades de leituras e diagnósticos 
complexos e agregadores de múltiplas informações. Um Sig é capaz de capturar, 
armazenar, analisar e exibir dados geográficos. 
Do inglês Geographical Information System, o SIG foi criado na década 
de 1960, no Canadá, como uma estratégia governamental para a criação de um 
inventário, ou seja, uma coleção detalhada sobre os recursos naturais do país. 
Dentre os desafios enfrentados pelos Sistemas de Informação Geográfica (SIG) 
quando surgiram encontra-se a baixa qualidade gráfica dos monitores e 
escassez de profissionais qualificados. 
Os mapas gerados pelo SIG podem ser facilmente compartilhados e 
visualizados por diferentes partes interessadas. A visualização de dados 
geográficos gerados pelo SIG (Sistema de Informação Geográfica) contribui para 
questões ambientais através da criação de uma consciência e promovendo a 
participação ativa das comunidades na tomada de decisões ambientais. 
O Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais é um instituto federal 
brasileiro dedicado à pesquisa e exploração espacial, criado em 1961. De acordo 
com o INPE, a definição de sensoriamento remoto é a aquisição de informações 
sobre a superfície da Terra, objetos ou fenômenos sem contato direto, utilizando 
sensores em plataformas aéreas ou espaciais. 
O sensoriamento remoto desempenha um papel crucial na compreensão 
dos processos ambientais, detecção de mudanças e impactos ambientais, 
integração de dados geoespaciais, monitoramento das mudanças, entre outros. 
O papel do sensoriamento remoto nos estudos ambientais consiste em oferecer 
informações abrangentes, contínuas e multiespectrais sobre os ecossistemas da 
Terra. 
Em física, radiação é a propagação de energia de um ponto a outro, seja 
no vácuo ou em qualquer meio material, podendo ser classificada como energia 
em trânsito, e podendo ocorrer através de uma onda ou partícula. Radiação 
eletromagnética é uma forma de energia transmitida pelo espaço na forma de 
ondas eletromagnéticas. 
O sensoriamento remoto é a técnica de obtenção de informações acerca 
de um objeto, área ou fenômeno localizado na Terra, sem que haja contato físico 
com o mesmo. A radiação eletromagnética no sensoriamento remoto permite a 
extração de informações sobre os objetos ou fenômenos em estudo devido a 
diferentes processos de interação. 
O espectro eletromagnético refere-se à distribuição da radiação 
eletromagnética em diferentes faixas de comprimentos de onda. Raios gama 
possuem comprimentos de onda curtos e alta energia, interagindo intensamente 
com a matéria e causando ionização. 
A ideia e teoria socioambiental, também conhecida como abordagem 
socioambiental, é uma perspectiva teórica que busca compreender e analisar as 
relações entre a sociedade humana e o meio ambiente. O principal objetivo da 
teoria socioambiental consiste em analisar as relações entre os seres humanos 
e os ambientes naturais, buscando formas de preservação e convivência 
sustentável. 
O profissional da gestão ambiental deve ter e praticar uma postura 
socioambiental que é interdisciplinar e participativa, envolvendo diferentes atores 
sociais, na busca por soluções sustentáveis para os desafios ambientais 
enfrentados pela sociedade. A relação entre sociedade e natureza é considerada 
conflituosa porque os impactos e processos das atividades humanas têm 
alterado as paisagens naturais ao longo de séculos, afetando recursos, biomas, 
fauna e flora de forma irreversível ou desequilibrada. 
Deve-se considerar queas paisagens naturais, chamadas de recursos 
naturais pelos seres humanos, não são infinitas, e sua exploração precisa ser 
pensada para que a vida humana tenha condições de sobreviver. Os problemas 
decorrentes da exploração dos recursos naturais têm diferentes níveis de 
impacto e afetam principalmente as populações mais vulneráveis na sociedade. 
A Declaração de Estocolmo sobre o ambiente humano foi realizada 
durante a Conferência das Nações Unidas em Estocolmo, em 1972. O principal 
objetivo desta conferência foi regular o uso indiscriminado dos recursos naturais. 
A industrialização e o êxodo rural decorrente da modernização do campo 
são os principais causadores do avanço da urbanização brasileira. Entre as 
consequências da expansão das áreas urbanas durante o período do modelo 
desenvolvimentista industrial no Brasil encontra-se o inchaço das áreas urbanas 
com aumento da poluição do ar, água e solo, além de desmatamento e 
ocupações irregulares. 
Na década de 1980 a Política Nacional do Meio Ambiente (PNMA) passou 
a ser um marco legal para a unificação de todas as políticas públicas ambientais, 
pois, até então, todas eram de responsabilidade dos estados e municípios. Entre 
os principais pressupostos da Política Nacional do Meio Ambiente (PNMA), 
estabelecida no início dos anos 1980 encontra-se o estabelecimento de um 
sistema hierárquico conhecido como Sistema Nacional de Meio Ambiente 
(Sisnama). 
Considerado órgão central do Sistema Nacional do Meio Ambiente, criado 
em 1981, junto com a Política Nacional de Meio Ambiente, o Conselho Nacional 
do Meio Ambiente (Conama) encontra-se como o órgão consultivo e deliberativo 
do Sisnama. De acordo com a Política Nacional do Meio Ambiente (PNMA), a 
função do Conselho Nacional do Meio Ambiente (Conama) consiste em propor 
diretrizes de políticas governamentais para o meio ambiente ao Conselho de 
Governo.

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