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CENTRO UNIVERSITÁRIO DO SUL DE MINAS UNIS – MG RELATÓRIO FINAL: Estágio em Análises Clínicas THAYANA DUTRA DE ANDRADE VARGINHA 2022 CENTRO UNIVERSITÁRIO DO SUL DE MINAS UNIS – MG RELATÓRIO FINAL: Estágio em Análises Clínicas Relatório final de estágio obrigatório em análises clínicas apresentado no Centro Universitário do Sul de Minas como parte das exigências para obtenção do grau de Bacharel em Biomedicina. Varginha, 07 de dezembro de 2022 SUPERVISORA Maria Victoria Prado Furlanetto (Biomédica – Bio Clínica) VARGINHA 2022 INTRODUÇÃO O presente estágio obrigatório foi realizado no laboratório Bio Clínica LTDA, localizado à Rua Alferes Joaquim Antônio, nº 16, Vila Pinto, na cidade de Varginha, Minas Gerais. O período de realização teve início no dia 01 de agosto de 2022 e término no dia 07 de dezembro de 2022. Durante esse período foi possível realizar atividades nos setores de recepção, coleta, triagem, hematologia, imunologia, microbiologia, bioquímica, uronálise, parasitologia, bioquímica, lavagem e esterilização de materiais e também pós analítico. As atividades realizadas foram monitoradas pela biomédica responsável pelo laboratório, Maria Victória Prado Furlanetto, onde também foram realizados relatórios parciais de cada setor na qual o estágio foi realizado. O estágio foi realizado em turnos de 8 horas durante 30 dias e no restante dos dias foram feitos turnos de 4 horas, concentrando-se no período da manhã. Ao fim do estágio obrigatório totaliza-se então 500 horas. Com isso, o presente relatório será dividido em 9 partes, cada uma delas buscando descrever as atividades realizadas em cada setor. 1. COLETA, TRIAGEM E RECEPÇÃO As atividades deste setor foram realizadas no período de 01 de agosto de 2022 ao dia 23 agosto do mesmo mês, totalizando 92 horas no mesmo. Apesar disso, foi um setor onde foi possível se manter presente durante todo o período de estágio, tendo em vista que é uma das principais atividades no período da manhã, ao iniciar o expediente do laboratório de análises clínicas. Neste setor foram realizadas as seguintes atividades: atendimento dos pacientes, orientação e instrução para os exames, entrega dos resultados, agendamento, coleta e auxílio nas coletas infantis, separação dos tubos para os exames, nomeação dos tubos e frascos, e emissão e conferências das etiquetas. A recepção é um espaço onde é possível ter contato com os pedidos de exames de todos os outros setores, onde houve a possibilidade de habituar-se com os pedidos médicos, relacionando-os com a clínica do paciente, além de correlacionar os exames e entender quais são enviados ao laboratório de apoio. Além disso, é um espaço onde é possível observar a importância da atenção ao pré-analítico, questionando sempre ao paciente sobre o uso de medicamentos, orientando corretamente sobre a preparação dos exames, sobre a coleta e acondicionamento de materiais biológicos, como as fezes e a urina, sabendo se comunicar até mesmo com as pacientes com maior dificuldade. É muito importante estar sempre atento a identificação dos pacientes, emissão de etiquetas, pedidos presentes na guia, se o paciente seguiu as orientações. O sistema utilizado no laboratório é o AutoLac e o laboratório de apoio é o Diagnósticos do Brasil (DB). Na parte de coleta e triagem, também foi possível observar a importância da atenção aos pedidos presentes na solicitação médica ou na ficha feita na recepção, para que sejam coletados os tubos corretos, além da importância da identificação correta dos tubos e frascos, onde no laboratório segue-se uma ordem numérico diária, que é muito interessante para organização da rotina. Outro ponto importante é a observação das regras básicas de coleta, observando o tempo de garroteamento máximo, volume dos frascos. No laboratório as coletas são realizadas à vácuo, com exceções para os casos mais complicados. Apesar disso, foi um espaço onde foi possível perder a insegurança relacionada a esta etapa, tendo em vista a grande experiência das coletoras, inclusive em coletas infantis. 2. HEMATOLOGIA Neste setor as atividades realizadas foram a realização de hemograma em aparelho automatizado, confecção de esfregaço sanguíneo e coloração das lâminas, contagem de reticulócitos, auxiliar nas provas coagulação. No setor da hematologia, o principal exame realizado é o hemograma, que tem sua análise automatizada. O analisador hematológico utilizado é o ABX Micros 60, que analisa os seguintes parâmetros hematológicos: WBC (leucócitos), RBC (eritrócitos), HGB (hemoglobina), HCT (hematócrito), MCV (volume corpuscular médio), RDW (distribuição), PLT (plaquetas), LYM (porcentagem e diferenciação de linfócitos), MON (monócitos) e GRA (granulócitos). O aparelho realiza apenas a diferenciação em 3 partes (LYM, MON e GRA) e, portanto, para obter os valores dos segmentados, basófilos e eosinófilos é necessário fazer uma lâmina e contar manualmente ou realizar cálculo. Basicamente, os reagentes utilizados na automação são: um diluente, para diluir o sangue e deixar as células espaçadas; um detergente, usado a cada final de análise para descontaminação e manutenção preventiva; e um hemolisante, que faz a quebra e separa as hemácias. Mesmo que a automação seja relativamente simples, é importante estar atento para que sejam entregues resultados fidedignos. As amostras utilizadas para o hemograma são coletadas em tubo de EDTA (com raras exceções onde não é possível realizar a leitura, como em casos de pseudoplaquetopenia) e estes devem ser colocados no homogeneizador em velocidade baixa, para que não haja hemólise. Também é importante antes de colocar a amostra no aparelho observar se há formação de coágulos no tubo, o que pode interferir na leitura e danificar o aparelho. A agulha presente no aparelho deve descer até o fim do tubo e subir sem tocar as paredes do tubo. A metodologia empregada pelo sistema de hematologia é a impedância elétrica. Quando algum resultado/parâmetro sofre alteração como por exemplo, leucócitos acima de 15.000, plaquetas abaixo de 100.000, hemoglobina abaixo de 8 ou hematócrito abaixo de 30, o teste é repetido na automação e caso persista é confeccionado esfregaço sanguíneo com a coloração de panótico. Outro teste realizado neste setor é a determinação do grupo sanguíneo e fator Rh, utilizando os soros anti A, anti B e anti D. No laboratório é empregada a técnica em lâminas, onde são dispostas 3 gotas de sangue sobre 2 lâminas, e uma gota de cada reagente é adicionada e é feita a homogeneização. Aqueles que apresentam aglutinação após alguns segundos são considerados positivos. A determinação do fator Rh é determinada pelo soro anti D, contudo, em casos que o resultado é negativo, é necessário realizar o teste confirmatório para D “fraco”. Determinação do grupo sanguíneo. Neste exemplo é possível observar a mesma amostra de sangue com o anti-A e anti-B, respectivamente. Portanto, o paciente pertence ao grupo sanguíneo A. Fonte: Os autores Para a contagem de reticulócitos, o sangue é adicionado ao tubo de hemólise com 3 gotas de azul de cresil brilhante e colocado em banho maria por 15 minutos, e, posteriormente, é realizado esfregaço e leitura. No laboratório é empregado a metodologia de contar os reticulócitos em 10 campos e fazer a porcentagem. Os reticulócitos são hemácias jovens presentes na circulação, com inclusões em seu interior, indicando a maior ativação da medula óssea. No coagulograma são incluídos o Tempo de Protrombina (TPA), Tempo de Tromboplastina Parcial Ativa (TTPa), Tempo de Coagulação e Retração do Coágulo e determinação do RNI. Esses exames geralmente são coletados em tubo citratado. O TPA é a solicitação que aparececom maior frequência e é um teste que busca determinar o tempo de coagulação à 37ºC. Para realização da técnica, o sangue do paciente é centrifugado para haver separação do plasma, e posteriormente, é colocado 0,1mL do plasma em banho-maria, e 0,2 mL da suspensão de tromboplastina cálcica preparada previamente é colocada no soro e o cronometro é disparo simultaneamente. Dentro do banho-maria o tubo é colocado em inclinação constante até haver formação do coágulo. A metodologia adotada é que ao adicionar tromboplastina cálcica ao plasma descalcificado, a protrombina é convertida em trombina e produz o coágulo. Com o tempo obtido, a atividade de protrombina é determinada com auxílio dos tempos de Quick presentes em uma tabela. Na tabela também é possível encontrar o Índice de Sensibilidade Internacional (ISI). O RNI é expresso por RISI, onde R é o tempo do paciente dividido pelo tempo controle. Contudo, na tabela adaptada no laboratório também possível encontrar o RNI. Para o resultado percentual do TAP, o laboratório padronizou uma fórmula, na qual é subtraído 6,6 do resultado em segundos e dividi-lo por 540. Estes exames sofrem alteração de vários medicamentos e condições clínicas, portanto é importante ter acesso as fichas dos pacientes. Outro exame realizado é a Velocidade de Hemossedimentação (VHS), que é um teste pouco específico comum para investigar doenças inflamatórias. Na técnica é observada a sedimentação dos eritrócitos dentro de 1 hora em um tubo vertical. Outros exames realizados neste setor, como o teste de Coombs indireto, são enviados para o laboratório de apoio. Um ponto interessante é que o laboratório realiza mensalmente exames para a clínica hospitalar NefroSul, e com isso, foi possível observar as alterações hematológicas encontradas nos pacientes com insuficiência renal e aqueles que realizam diálise, entendendo melhor sua clínica e relacionar os resultados. Sangues em EDTA provenientes dos pacientes da NefroSul do mês de agosto/2022. Fonte: Os autores Outro caso de relevante destaque é o caso de clínico da paciente P.S.S, 30 anos, que procura o laboratório para realizar exames admissionais, contudo, ao realizar o hemograma, o aparelho não consegue realizar leitura dos leucócitos. Como as plaquetas e o hematócrito também se apresentavam um pouco baixos, suspeitou-se de pseudoplaquetopenia, e então foi solicitado a re-coleta em citrato, contudo, o problema não foi solucionado. Tendo isso em vista, foi confeccionado esfregaço com coloração de panótico rápido. Ao realizar a leitura ao microscópio é possível encontrar uma quantidade muito alta de leucócitos por campo (incontáveis) e ao observar os tubos também é possível observar a diferença no plasma da paciente. Suspeita-se de leucemia mieloide. Esfregaço sanguíneo. Tubos da paciente em comparação com amostra normal. Fonte: Os autores, 2022. 3. IMUNOLOGIA As atividades realizadas no setor da imunologia incluem auxiliar na realização dos testes, observação dos resultados e centrifugação das amostras. É um setor relativamente simples e na qual as técnicas são realizadas com rapidez, portanto, é importante sempre relembrar os conceitos da disciplina de imunologia. Os exames que são realizados no laboratório incluem o VDRL, ASLO, Fator Reumatoide, Proteína C Reativa (PCR), HBsAg, HCV, HIV, Beta-HCG e Covid-19, sendo estes também o que são solicitados com maior frequência. Outros exames imunológicos, como os testes para toxoplasmose, FTA-abs, pesquisa de IGE’s relacionados a alergias, são enviados ao laboratório de apoio. Esses exames geralmente exigem o uso de técnicas mais complexas, como a quimioluminiscência, imunofluorescência direta ou indireta, imunocromatografia e ELISA, metodologias essas que não seriam viáveis de serem realizadas em laboratório de pequeno porte. Nos testes de sorologia realizados no laboratório as principais técnicas empregadas são a precipitação, aglutinação, fixação do complemento e imunoensaios, onde são procurados anticorpos ou antígenos específicos. O teste de VDRL é um teste não treponêmico de floculação, utilizado na rotina para identificação e acompanhamento da Sífilis. É teste onde são colocados 50uL da amostra e 20uL de um reagente com partículas de colesterol revestidas com cardiolipina em uma placa de Kline (placa escavada). Após 4 minutos em agitação, a placa é levada no microscópio para observar a formação de grumos. Em testes positivos é realizado o teste semiquantitativo, com diluição seriada utilizando salina, são preparadas as diluições ½, ¼, 1/8, 1/16 e 1/32. Os exames ASLO, Fator Reumatoide e PCR aplicam o princípio da aglutinação. O ASLO é utilizado na identificação da febre reumática, onde ocorre a identificação de anticorpos anti estreptolisina O, uma das toxinas presentes na bactéria Streptococcus pyogenes, infecção associada ao desenvolvimento da febre reumática. No desenvolvimento da técnica, são colocados 25uL do soro do paciente em um cartão teste com fundo escuro e 25uL do reagente que contém partículas de látex revestidas com estreptolisina O. Ambos os conteúdos são misturados com auxílio de uma vareta plástica e então são realizados movimentos circulares com a placa por 2 minutos, observando a formação de aglutinado. Contudo, o exame positivo representa uma resposta imunológica a infecção bacteriana e não necessariamente reumatismo. Também é realizado o semiquantitativo através da diluição seriada. O Fator Reumatoide, também conhecido como “Látex” é definido como um grupo de imunoglobulinas contra a fração FC de IgG’s (anti-imunoglobulinas). No método do kit é utilizada partículas de látex revestidas com IgG humana. O FR é um ótimo marcador da artrite reumatoide, contudo não é específico. A realização da técnica é similar ao realizado no ASLO. “Waaler-Rose” trata-se do mesmo exame, contudo a técnica utiliza eritrócitos de carneiro revestidos com imunoglobulina de coelho. Na proteína C reativa (PCR) são utilizadas partículas de látex cobertas com anticorpos anti-PCR. A técnica também é similar as citadas anteriormente, sendo importante a realização do semiquantitativo. O PCR é um marcador da inflamação, sendo importante no diagnóstico e acompanhamento. Nos testes imunocromatográficos são identificadas doenças infecciosas por meio de testes rápidos, por associação específica a anticorpos com partículas coloridas conjugadas. Dentre os testes que utilizam essa técnica estão o HBsAg, HCV, HIV, Beta-HCG e Covid-19. Os testes são realizados em pequenas placas, chamadas popularmente de “sabonetes”. Em alguns testes podem ser encontrados o anticorpo e em outros o antígeno, a depender do exame. Nas placas existe uma cavidade onde é pipetado o soro do paciente e posteriormente, se necessário, algumas gotas do reagente. É possível encontrar Teste BETA-HCG, e testes de HCV realizados para a NefroSul. Fonte: Os autores, 2022 a formação de uma banda controle e a do teste, em casos positivos. 4. MICROBIOLOGIA No setor de microbiologia os principais exames realizados são a urocultura, coprocultura, cultura de swab da orofaringe, pesquisa micológica direta e antibiograma. As atividades executadas eram inocular os meios de cultura com as amostras, realizar leitura dos resultados e dos antibiogramas, repique para meio bioquímico, confecção do antibiograma e observar as lâminas micológicas. Uma das técnicas mais básicas é a coloração de Gram, onde é possível dividir as bactérias em duas classes, de acordo com sua parede celular: as gram positivas e gram negativas. Apesar de ser uma ótima técnica, não é muito necessária na clínica, já que é possível fazer a identificação da bactéria por meio de outras técnicas, por exemplo, pelos próprios meios de cultura. Para a semear nos meios de cultura, deve ser observado que cada tipo de amostra (e suspeita clínica)tem meios de cultura mais indicados. As amostras de urocultura o semeio é realizado e dois meios, um meio de isolamento primário (CLED) e outro meio seletivo para gram negativas (EMB). Na técnica de cultivo, com auxílio de um swab ou alça de platina, embebidos na amostra e então é feita semeadura por estriamento. Posteriormente, a placa é colocada em estufa microbiológica por 24 horas à 37ºC, e caso não haja crescimento, por mais 24 horas. As técnicas de biossegurança também devem ser obedecidas: flambar a alça de platina, as placas devem ser abertas no fogo, evitando a contaminação do ambiente. Após o crescimento das colônias, essas e o próprio meio apresentam características que facilitam a identificação e diferenciação, característica conferidas pelas propriedades bioquímicas do meio de cultura. EMB ágar, por exemplo, possui propriedades bioquímicas que permitem a diferenciação das enterobactérias. Como fermentadores de sacarose e lactose apresentam colônias verdes metálicas, é fácil identificar Escherichia coli, simplesmente por essa característica. Fermentadoras fracas possuem cor púrpura, é o caso da Klebsiella spp., que apresenta colônias cremosas e com odor fermentativo. Contudo, a identificação por meio das culturas não é suficiente. Para a identificação corretas utiliza-se as provas bioquímicas. Para as gram-negativas é feita a série bioquímica de não fermentadoras ou de enterobactérias, onde é empregado o meio Rugai e LMI, de meio a identificar motilidade, lisina, H2S, formação de gás, ureia, glicose, sacarose, triptofano e indol. A inoculação é realizada com 1 colônia e com auxílio de uma agulha de platina, e após isso o meio é colocado na estufa por 24 a 48 horas para que seja visualizada as características formadas. Para as gram-positivas também é necessário realizar testes, sendo os principais a prova da catalase, coagulase e bile-escurina. Contudo, não foi possível observar gram-positivas durante o período de estágio. Para que possa ser feito o tratamento do paciente, é necessário realizar o antibiograma, de maneira a direcionar o médico no tratamento com antibiótico mais eficaz. Para isso é utilizada a metodologia da difusão do disco, com meio Muller Hilton em placas de Petri grandes. Para essa semeadura são utilizados cultivos puros de acordo com a escala de McFarland, ou seja, aproximadamente 1 colônia por mL de solução salina. O inóculo deve ser feito de maneira uniforme, de maneira de cubra todo o disco e após isso os antibióticos selecionados de acordo com o tipo de microrganismo analisado são colocados sobre a placa, que é colocada na estufa por 24 horas. A leitura dos discos é realizada para avaliar os tamanhos dos halos de inibição, seguindo as normas estabelecidas pelo BrCast para cada bactéria e antibiótico. Os halos são avaliados em resistente, sensível e intermediário e anotados em um caderno próprio. Colônias de Klebsiella sp. e E. coli. Placa de Antibiograma. Teste de Rugai. Fonte: Os autores, 2022 Outro exame que geralmente é solicitado é a pesquisa micológica direta em raspados de unha. Neste caso, é feito raspagem na unha do paciente com auxílio de bisturi descartável em recipiente estéril. Para a confecção da lâmina a amostra é diluída com KOH e analisada na objetiva de 40. Presença de leveduras no micológico direto unha da mão. Fonte: Os autores, 2022 5. URONÁLISE As atividades realizadas no setor de uronálise contam com a separação e identificação das amostras, realização do EAS (físico-química e auxiliar na análise microscópica), separar amostras para enviar ao laboratório de apoio. O principal exame do setor é o EAS (elementos anormais do sedimento), também chamado de urina I ou urina de rotina. Esse exame é divido em análise física, química e sedimentoscopia. A análise física é uma etapa qualitativa na qual são observados volume, aspecto, depósito, cor, densidade e odor. O analista observa os aspectos visualmente e posteriormente, anota na ficha do paciente. Após isso é realizada a análise química através das “tiras reativas” onde é possível observar o pH, proteínas, glicose, corpos cetônicos, bilirrubinas, urobilinogênio, hemoglobina, nitrito e leucócitos. Para a avaliação desses parâmetros existem várias outros metodologias para cada um desses, contudo, a metodologia que foi observada e realizada no laboratório foi apenas a fita reativa. Na etapa da sedimentoscopia, tem como objetivo detectar, quantificar e identificar material insolúvel presente na urina. Através da sedimentoscopia é possível visualizar hemácias, leucócitos, cilindros, células epiteliais, flora bacteriana, cristais, parasitas, muco, espermatozoides, leveduras e artefatos. Para a realização do exame, 10 ml de urina é centrifugada em tubo Falcon (fundo cônico) por 3 minutos à 3.000 rpm. O sedimento é colocado na câmara de Neubauer para contagem de 10 campos, com luminosidade e condensador baixos. Outro exame realizado é a urina de 24 horas, na qual a coleta é realizada pelo período de um dia, com exceção da primeira urina do primeiro dia, e adicionada a primeira urina do segundo dia. É observado o volume coletado, e é um exame utilizado para verificar a função renal. Através dele é possível fazer clearance de creatinina e realizado o EAS normalmente. Essa solicitação não é rotina no laboratório. Como citado e descrito anteriormente no setor de microbiologia, os exames de urocultura e o antibiograma também são solicitados com grande frequência. Para a realização destes exames a parte mais importante é a orientação dos pacientes para a coleta da primeira urina do dia, jato 1Exemplo de ficha de análise de urina. Fonte: Os autores, 2022 2Urinas preparadas, identificadas e separadas para centrifugação. Fonte: Os autores, 2022 médio e com devida assepsia. Caso contrário, é possível encontrar contaminação nas amostras e resultados falso-positivos. Outros exames presentes nesse setor são a microalbuminúria, ácido hipúrico, ácido metilhipúrico e ácido transmucônico, contudo, estes são enviados para o laboratório de apoio. A microalbuminúria é feita através da turbidimetria e é utilizada para identificar pequenas quantidades de albumina e é utilizada no diagnóstico da lesão renal, correlacionando com valores de creatinina urinária. Os ácidos hipúrico, metilhipúrico e transmucônico são solicitados para o diagnóstico ocupacional, e são exames que identificam a exposição à compostos químicos através da cromatografia líquida (HPLC). Imagens da sedimentoscopia. Células epiteliais, hematúria e cristais de oxalato de cálcio, leveduras, piúria e leveduras, respectivamente. Fonte: Os autores, 2022 6. PARASITOLOGIA O setor da parasitologia tem sua rotina bem definida e é relativamente muito simples. As atividades desenvolvidas eram basicamente auxiliar na preparação das amostras. No setor de parasitologia o principal exame solicitado é o Exame Parasitológico de Fezes (EPF). Dentro deste exame várias técnicas diferentes podem ser empregadas, de acordo com o tipo de amostra e com a clínica apresentada pelo paciente. Apesar da principal finalidade do exame ser a identificação de parasitas, no exame também são observadas outras características das fezes. A princípio, as fezes pastosas são observadas através do método direto, onde com uma porção pequena da amostra sobre a lâmina é adicionada solução salina e lugol e então observada nas objetivas de 10x e 40x, onde o principal objetivo é a identificação dos trofozoítos. Para outros tipos de amostra são empregadas às chamadas técnicas de concentração, que é o mais comum dentro do laboratório de análises clínicas. Basicamente essas técnicas podem utilizar da propriedade da flutuação ou da sedimentação. No laboratório é emprega a técnica de sedimentação simples (popularmente chamada de HPJ). Através dela, odiagnóstico é facilitado mesmo quando os parasitas, ovos, cistos ou larvas apresentam-se em pequeno número, pois concentra a amostra. Em sua realização 10 gramas de fezes são dissolvidas em água e posteriormente filtradas em um funil com gaze em tubos Falcon. O béquer que foi feita a dissolução deve ser lavado 2 fezes, com seu conteúdo sendo despejado sobre o cálice. Após isso o tubo é deixado em repouso até 24 horas, quando o sedimento é colocado sobre a lâmina com uma gota de lugol e então analisada nas objetivas de 10x e 40x, com luz baixa. Ao microscópio deve-se observar a presença não apenas dos parasitas estudados, mas também de sangue, muco, leveduras, células e polimorfonucleares. Outra etapa importante no exame fecal é a análise macroscópica, onde se devem observar os seguintes parâmetros: aspecto, consistência, forma, cor, cheiro e outras observações. Com objetivo de preservar os achados também é possível encontrar no laboratório pedidos médicos de coleta de fezes com preservantes. Foi possível ter contato com MIF (Mertiolato-Iodo- Formaldeído), que preserva e cora quase todos os estágios parasitológicos. O exame de Sangue Oculto nas Fezes é realizado no laboratório de apoio por meio do método de Meyer. Para a realização desse exame é necessário que o paciente realize uma restrição alimentar pelos quatro dias que antecedem a coleta da amostra de fezes. Nesta restrição alimentar deve-se evitar o consumo de carne vermelha, alguns vegetais, leguminosas de cor vermelha, frutas cítricas e chocolate. Também se recomenda não fazer uso de medicamentos anti-inflamatórios, corticoides, vitamina C e evitar o consumo de bebida alcóolica. No método de Meyer a hemoglobina é detectada na amostra de fezes por meio da atividade da pseudoperoxidase da hemoglobina que reage com o Reativo de Meyer e apresenta coloração vermelha. É usada amostra de fezes diluída à 5%, filtrada em gaze e após centrifugação o sobrenadante é misturado com 1 ml de reativo de Meyer e 4 gotas de peróxido de hidrogênio, e então observada à coloração. A coprocultura é outro exame que também pertence ao setor de microbiologia. Geralmente é solicitado para identificação do agente causador de infecções intestinais, mas como não é tão frequente assim, geralmente esta solicitação está associada a exames ocupacionais. Neste exame utilizam-se meios específicos para identificação de Salmonela e Shiguella (meio SS). A parte mais complicada do setor é a orientação dos pacientes, uma vez que um erro pré- analítico pode prejudicar os resultados. Muitos pacientes confundem a “restrição alimentar” necessários para o exame de sangue oculto nas fezes com o jejum que é necessário para a realização dos outros exames. Nem sempre a fácil fazer a orientação de pacientes com baixa instrução, utilizando termos populares, também tendo em vista que muitos pacientes não gostam de realizar essas coletas ou não são orientados pelo seu médico da necessidade da realização do exame. Outra dificuldade é a realização da etapa microscópica setores, pois nem sempre é fácil identificar o que estamos vendo, e se estamos corretos, pela falta de prática e confiança, portanto, é sempre necessário questionar os profissionais. Graças ao acesso a saneamento básico e cuidados realizados pela vigilância sanitário- epidemiológica, em nossa região a situação epidemiológica relacionada a parasitoses é positiva, portanto, são raros os encontrados laboratoriais neste setor. A maior parte dos encontrados são as entamoebas. Preparação das fezes para sedimentação overnight. Taenia spp. Fonte: Os autores, 2022 7. BIOQUÍMICA As atividades realizadas no setor bioquímico incluem centrifugar, etiquetar e separar os tubos, auxiliar no interfaceamento, auxiliar na preparação do COBAS, auxiliar na pipetagem das amostras e na fotometria. A bioquímica é um setor que tem uma rotina bem definida e repetitiva, porém é necessário que tudo seja feito com muita atenção, já que qualquer pequeno erro pode causar uma cascata de outros erros. Por exemplo, ao realizar a separação das amostras nos flaconetes e o interfaceamento dos exames para o aparelho, é necessário que seja feito com atenção toda destinada a esta atividade, para não colocar as amostras na estante trocadas, já que cada número corresponde a um paciente. Como já foi citado no relatório do setor de hematologia, o laboratório realiza exames do Nefro Sul, dos pacientes de hemodiálise. Então é muito interessante para observar os resultados alterados e correlacionar com as patologias. Para a realização dos exames do setor bioquímico é utilizado o aparelho automatizado COBAS Mira Plus. Neste aparelho é possível realizar diversos exames, porém, o laboratório se limita a realizar apenas o que são solicitados com maior frequência, tendo em vista os valores dos reagentes, dentre eles estão: dosagens de colesterol total, colesterol HDL, triglicérides, transaminase glutâmica pirúvica e oxalacética (TGO e TGP), Gama-GT, Ureia, Creatinina, Ácido Úrico, Albumina, Bilirrubina Total e Direta, Cálcio, Cloro, Ferro, Fosfatase Alcalina, Fósforo, Glicose, Magnésio, Proteínas Totais, Potássio e Sódio. Neste aparelho de automação os exames fazem parte de um sistema integrado e, portanto, em um único sistema é possível encontrar interfaceado os exames de cada paciente. Para isso é necessário pipetar o soro dos pacientes em flaconetes na ordem definida pelo próprio sistema. Após a realização dos exames os resultados são encontrados no próprio sistema e devem ser conferidos pelo biomédico responsável, onde, caso apareça algum alterado seja realizado em replicada. No aparelho os reagentes são colocados ao início do dia e são colocados em uma ordem pré- definida. Também é importante trocar a água que é utilizada no aparelho todos os dias e ao iniciar, programa-lo para limpeza. A metodologia empregada pelo aparelho é principalmente o colorimétrico enzimático. Essa metodologia é baseada nos fundamentos da espectrofotometria, onde através da absorção de luz pelas partículas em determinada amostra é possível determinar as concentrações de determinada substância. No método enzimático é possível quantificar mesmo em substâncias que absorvam pouca luminosidade, pois o substrato se liga a uma enzima específica que produz cor, e, portanto, a intensidade da cor produzida é proporcional à concentração do mesmo. A diferença do aparelho para a metodologia aplicada com os kits manuais é que o aparelho realiza as análises de maneira contínua e automática. 3Soros dos pacientes da NefroSul do mês de novembro de 2022. Fonte: Os autores, 2022 Outros exames que não são realizados no COBAS são o sódio e potássio, que são feitos no fotômetro de chama. Na técnica a princípio deve-se colocar o soro em pequenos recipientes previamente identificados, a amostra é puxada por uma cânula nebulizador. A amostra se mistura no aparelho com gás de cozinha e com quantidade adequada de ar, de maneira que a chama emite coloração específica do elemento analisado. O aparelho possui um fotodetector que permite identificar a coloração emitida e a concentração aparece na tela. Este aparelho necessita de revisão e calibração periódica, sendo sempre necessário passar soluções padrão de sódio e potássio e definição dos valores de referência no aparelho. Os outros exames que não são realizados no laboratório são enviados ao laboratório de apoio, sendo estes: Creatina Quinase (CK); Capacidade de Ligação do Ferro, Ferritina, Hormônios de maneira geral (TSH, T4 e T3 livre e total, testosterona livre e total, estradiol, progesterona, prolactina, PTH), Vitaminas (25-hidroxi-vitamina D, vitamina B12, ácido fólico, cortisol). Estes exames não são realizados no laboratório porque seus reagentes não valem a pena financeiramente serem adquiridos ou então são realizadas por meio de metodologias que o laboratórionão possui. A principalmente metodologia utilizada para exames hormonais, vitaminas e outros exames específicos é a quimiluminescência. Basicamente, nesta técnica o método imune enzimático é empregado, de maneira que são utilizados anticorpos poli clonais específicos marcados com enzimas específicos para o hormônio (ou molécula testada). Após a adição substrato quimiolumiscente que se ligam as estas moléculas é realizada a leitura em luminômetro. 4Interfaceamento do Interlac com o COBAS. Fotômetro de Chama. Fonte: Os autores, 2022 8. LAVAGEM E ESTERILIZAÇÃO Nesta etapa do estágio foi possível auxiliar na autoclave dos materiais para descarte, na lavagem dos materiais (cubetas, flaconetes, lâminas, lamínulas). Na etapa de lavagem, são lavados com água deionizada e detergente desincrustante alcalino, detergente comum ou hipoclorito de sódio, os seguintes materiais: lâminas, lamínulas, peneiras para fezes (a depender de seu estado), cubetas utilizadas no COBAS, flaconetes também utilizados na bioquímica, ponteiras, placas, tubos de plástico utilizados na uronálise, entre outros materiais que seja possível reaproveitar. Para utilizar novamente estes materiais os mesmos devem ser perfeitamente enxaguados e estar totalmente secos. Um exemplo são as cubetas utilizadas no COBAS, que são enxaguadas em média 10 vezes, para que não haja resíduo químico e nem das amostras. Alguns destes, a depender do exame realizado, ficam de “molho” overnight. A esterilização dos materiais, como vidrarias, ou até mesmo meios de culturas que serão preparados, é realizada na autoclave. Para que a esterilização aconteça é importante que os materiais permaneçam na autoclave por 15 minutos à 121ºC, temperatura capaz de matar todos os microrganismos presentes na amostra. Os materiais que serão descartados, como amostras microbiológicas ou contaminantes, também são autoclavados antes de serem encaminhados ao seu destino final. O descarte é realizado conforme o orientado pela RDC nº 306/2004, separando os resíduos em grupos. Basicamente, os resíduos comuns são descartados em lixo comum de saco preto. Os resíduos perfurocortantes são descartados em descarpacks, e os resíduos 5Flaconetes organizados em ordem numérica na estante do COBAS. Reagentes no equipamento. Fonte: Os autores, 2022 contaminantes são descartados em lixo de saco branco. Estes resíduos das duas últimas categorias são destinados à empresa de descarte de resíduos hospitalares específica, onde os materiais são incinerados. Como citado anteriormente, os materiais biológicos (sangue, placas de microbiologia) são autoclavados antes do descarte definitivo, para evitar contaminação. A etapa de lavagem de materiais deve ser feita com bastante cuidado e de maneira impecável, já que qualquer resíduo de material que fique nas vidrarias ou tubos que são utilizados no COBAS, seja de materiais de limpeza ou de amostras, pode causar graves alterações nos resultados dos próximos exames que serão realizados com estes materiais ou até mesmo pode ser que o aparelho não consiga realizar leitura do exame. 9. PÓS ANÁLITICO E CONTROLE DE QUALIDADE As principais atividades realizadas nessa etapa são a digitação e conferência de laudos, e acompanhamento do controle interno e externo de qualidade. Na etapa de digitação e conferência de laudos no laboratório preconiza-se que uma pessoa digite os resultados todos os dias e outra pessoa confira os mesmos. No laboratório pede-se o prazo de uma semana para a entrega dos resultados aos pacientes, para que seja possível realizar essas etapas e também dos resultados enviados ao laboratório de apoio fiquem prontos, exceto com exceções, como é o caso de exames de urgência ou de exames admissionais que são realizados no laboratório. Para os exames realizados no setor da bioquímica, o aparelho COBAS realiza o interfaceamento, ou seja, ao mesmo tempo em que realiza os exames, os resultados já 6Detergente desincrustante alcalino utilizado para lavagem dos materiais. Materiais de molho overnight para serem lavados no outro dia. Fonte: Os autores, 2022. são automaticamente enviados ao cadastro do paciente. Portanto, é necessário apenas que a biomédica responsável confira se os resultados estão dentro dos valores de referência, e se não estiverem, peça para realizar a duplicata ou triplicata. Na conferência também é importante analisar as alterações encontradas e correlaciona-las com outros resultados encontrados e com a clínica do paciente. Resultados de sódio e potássio, que são realizados no fotômetro de chama, são digitados manualmente. O restante dos resultados é anotado na ficha do paciente e digitados manualmente. No setor de microbiologia o nome do paciente é anotado no momento que feita a semeadura e posteriormente a presença de bactérias e os resultados do antibiograma são anotados no mesmo e digitados manualmente. No laboratório é mantido um banco de soro pelo período de uma semana. As amostras dos exames realizados são refrigeradas em geladeira comum. Isso é importante para realização de repetição do exame caso de faça necessário, ou no caso de o laboratório de apoio solicitar recoleta. Todos os pacientes do dia são numerados e seus nomes e resultados são anotados para posterior conferência, os seus resultados também são anotados em um caderno diariamente. O laboratório possui um caderno para microbiologia, um para provas de coagulação, um para testes imunológicos, um para testes bioquímicos e outro para hematologia. Resultados positivos e também os negativos na análise parasitológica são anotados em uma planilha. Todas essas etapas fazem parte do Controle Interno de Qualidade (CIQ). Além disso, para o Controle Interno de Qualidade (CIQ) da bioquímica é utilizado o PRO- IN adquirido do PNCQ (Programa Nacional de Controle de Qualidade). Esses testes são realizados todos os dias ao iniciar a rotina para saber se o aparelho está calibrado e se os exames estão sendo feitos de maneira correta, de maneira que garante que os resultados obtidos são fidedignos à realidade. Na hematologia utiliza-se uma amostra de resultado já conhecido. Os resultados obtidos são comparados com os valores de referência do lote enviado pelo PNCQ e caso não passem, é feita a replicata buscando corrigir o erro existente, até encontrar o valor dentro da referência. Todas essas informações são anotadas em uma planilha própria. Além disso, todos os dias as temperaturas das estufas e geladeiras são anotadas. Já o Controle Externo de Qualidade (CEQ) também é enviado pelo PNCQ mensalmente, onde estão presentes analitos para todos os setores, inclusive testes online de microscopia e educação continuada básica. Após a realização dos testes, os resultados são enviados ao PNCQ que posteriormente, mandam as respostas e setores que precisam de correção. As medidas que forem tomadas precisam ser esclarecidas ao PNCQ. Realização do PRO-IN do setor bioquímico do dia 23 de novembro de 2022. Amostras do CEQ – PNCQ. Digitação de Resultados. Fonte: Os autores, 2022 O pós-analítico é uma das etapas das análises clínicas que mais demanda atenção do profissional, para evitar erros na transmissão dos resultados ao paciente. Também foi possível observar que é um setor que demanda integração de todos os setores do laboratório, onde a falta de uma amostra ou da digitação de um resultado pode afetar a entrega dos resultados. 10. CONCLUSÃO Portanto, conclui-se que o período de estágio no laboratório Bio Clínica foi muito enriquecedor no ponto de vista acadêmico e profissional, onde foi possível ter contato com todos os setores das análises clínicas e com a rotina laboratorial. Neste período foi possível fixar o conhecimento adquirido durante todos os períodos da graduação, adquirir novos conhecimentos e aprendizagens,além de ser uma ferramenta para ganhar segurança como profissional. No laboratório de análises clínicas podemos ter um maior ponto de vista clínico do paciente, onde todo o conteúdo trabalho estão em constante integração. 11. REFERENCIAL BIBLIOGRÁFICO BIOMEDICINA PADRÃO. Para responder. 2011. Disponível em <https://www.biomedicinapadrao.com.br/2011/05/para- responder.html#:~:text=Reticul%C3%B3citos%20s%C3%A3o%20as%20c%C3%A9lulas%2 0que,com%20azul%20de%20cresil%20brilhante.>. Acesso em: 03 dez. 2022 Diagnósticos do Brasil. DB. Disponível em < https://www.diagnosticosdobrasil.com.br/>. Acesso em: 04 dez. 2022 DOS SANTOS, V. M.; CUNHA, SF de C.; DA CUNHA, D. F. Velocidade de sedimentação das hemácias: utilidade e limitações. Revista da Associação Médica Brasileira, v. 46, p. 232-236, 2000. LABTEST. Aplicação dos reagentes Labtest para o Cobas Mira Plus. Disponível em <https://labtest.com.br/wp-content/uploads/2016/11/COBAS-MIRA-Bioquimica-02-07- 2015.pdf>. Acesso em: 04 dez. 2022 MINISTÉRIO DA SAÚDE. SÍFILIS: Estratégia para diagnóstico no Brasil. Secretaria de Vigilância em Saúde. Departamento de DST, Aids e Hepatites Virais. 2010. Disponível em < https://bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacoes/sifilis_estrategia_diagnostico_brasil.pdf>. Acesso em: 04 dez. 2022 PNCQ. Programa Nacional de Controle de Qualidade. Disponível em <https://pncq.org.br/>. Acesso em: 03 dez. 2022 SANARMED. Resumo de coagulograma: hemostasia, defeitos, avaliação prática e mais. 2021. Disponível em <https://www.sanarmed.com/resumo-de-coagulograma-hemostasia- defeitos-avaliacao-pratica-e-mais>. Acesso em: 04 dez. 2022 https://www.biomedicinapadrao.com.br/2011/05/para-responder.html#:~:text=Reticul%C3%B3citos%20s%C3%A3o%20as%20c%C3%A9lulas%20que,com%20azul%20de%20cresil%20brilhante. https://www.biomedicinapadrao.com.br/2011/05/para-responder.html#:~:text=Reticul%C3%B3citos%20s%C3%A3o%20as%20c%C3%A9lulas%20que,com%20azul%20de%20cresil%20brilhante. https://www.biomedicinapadrao.com.br/2011/05/para-responder.html#:~:text=Reticul%C3%B3citos%20s%C3%A3o%20as%20c%C3%A9lulas%20que,com%20azul%20de%20cresil%20brilhante. https://www.diagnosticosdobrasil.com.br/ https://labtest.com.br/wp-content/uploads/2016/11/COBAS-MIRA-Bioquimica-02-07-2015.pdf https://labtest.com.br/wp-content/uploads/2016/11/COBAS-MIRA-Bioquimica-02-07-2015.pdf https://bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacoes/sifilis_estrategia_diagnostico_brasil.pdf https://pncq.org.br/ https://www.sanarmed.com/resumo-de-coagulograma-hemostasia-defeitos-avaliacao-pratica-e-mais https://www.sanarmed.com/resumo-de-coagulograma-hemostasia-defeitos-avaliacao-pratica-e-mais