Prévia do material em texto
Relatório Estágio IVA - TRABAKHO DE CONCLUSAO DE CURSO NEUROPSICOPEDAGOGIA Neuropsicopedagogia (FAVENI College) Digitalizar para abrir em Studocu A Studocu não é patrocinada ou endossada por nenhuma faculdade ou universidade Relatório Estágio IVA - TRABAKHO DE CONCLUSAO DE CURSO NEUROPSICOPEDAGOGIA Neuropsicopedagogia (FAVENI College) Digitalizar para abrir em Studocu A Studocu não é patrocinada ou endossada por nenhuma faculdade ou universidade Baixado por Vitória Lima Leal (vivileal295@gmail.com) lOMoARcPSD|44511634 https://www.studocu.com/pt-br?utm_campaign=shared-document&utm_source=studocu-document&utm_medium=social_sharing&utm_content=relatorio-estagio-iva-trabakho-de-conclusao-de-curso-neuropsicopedagogia https://www.studocu.com/pt-br/document/faveni-college/neuropsicopedagogia/relatorio-estagio-iva-trabakho-de-conclusao-de-curso-neuropsicopedagogia/91299145?utm_campaign=shared-document&utm_source=studocu-document&utm_medium=social_sharing&utm_content=relatorio-estagio-iva-trabakho-de-conclusao-de-curso-neuropsicopedagogia https://www.studocu.com/pt-br/course/faveni-college/neuropsicopedagogia/6451726?utm_campaign=shared-document&utm_source=studocu-document&utm_medium=social_sharing&utm_content=relatorio-estagio-iva-trabakho-de-conclusao-de-curso-neuropsicopedagogia https://www.studocu.com/pt-br?utm_campaign=shared-document&utm_source=studocu-document&utm_medium=social_sharing&utm_content=relatorio-estagio-iva-trabakho-de-conclusao-de-curso-neuropsicopedagogia https://www.studocu.com/pt-br/document/faveni-college/neuropsicopedagogia/relatorio-estagio-iva-trabakho-de-conclusao-de-curso-neuropsicopedagogia/91299145?utm_campaign=shared-document&utm_source=studocu-document&utm_medium=social_sharing&utm_content=relatorio-estagio-iva-trabakho-de-conclusao-de-curso-neuropsicopedagogia https://www.studocu.com/pt-br/course/faveni-college/neuropsicopedagogia/6451726?utm_campaign=shared-document&utm_source=studocu-document&utm_medium=social_sharing&utm_content=relatorio-estagio-iva-trabakho-de-conclusao-de-curso-neuropsicopedagogia CENTRO UNIVERSITÁRIO LEONARDO DA VINCI – UNIASSELVI PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO LATO SENSU IVA CRISTHINE ROSA BRAGANÇA INTERVENÇÃO NEURO PSICOPEDAGÓGICA: RELATO DE EXPERIÊNCIA COM UMA CRIANÇA DIAGNOSTICADA COM AUTISMO SÃO FIDÉLIS 2023 1 Baixado por Vitória Lima Leal (vivileal295@gmail.com) lOMoARcPSD|44511634 https://www.studocu.com/pt-br?utm_campaign=shared-document&utm_source=studocu-document&utm_medium=social_sharing&utm_content=relatorio-estagio-iva-trabakho-de-conclusao-de-curso-neuropsicopedagogia INTERVENÇÃO PSICOPEDAGÓGICA: RELATO DE EXPERIÊNCIA COM UMA CRIANÇA DIAGNOSTICADA COM AUTISMO Relatório de Estágio apresentado na disciplina de Trabalho de Conclusão de Curso: Relatório de Estágio do Curso de Especialização Lato Sensu em Neuropsicopedagogia do Programa de Pós-Graduação Lato Sensu do Centro Universitário Leonardo da Vinci – Uniasselvi. SÃO FIDÉLIS 2 Baixado por Vitória Lima Leal (vivileal295@gmail.com) lOMoARcPSD|44511634 2023 3 Baixado por Vitória Lima Leal (vivileal295@gmail.com) lOMoARcPSD|44511634 https://www.studocu.com/pt-br?utm_campaign=shared-document&utm_source=studocu-document&utm_medium=social_sharing&utm_content=relatorio-estagio-iva-trabakho-de-conclusao-de-curso-neuropsicopedagogia SUMÁRIO 1 INTRODUÇÃO............................................................ 4 2 FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA ..................................... 6 3 OBSERVAÇÃO ............................................................ 7 4 COLETA E ANÁLISE DOS DADOS OBSERVADOS............ 8 5 INTERVENÇÕES .......................................................... 16 6 CONSIDERAÇÕES FINAIS ............................................ 18 7 REFERÊNCIAS ............................................................ 20 8 ANEXOS ................................................................... 4 Baixado por Vitória Lima Leal (vivileal295@gmail.com) lOMoARcPSD|44511634 1 INTRODUÇÃO A intervenção neuropsicopedagógica é extremamente importante para crianças com autismo, pois tem o objetivo de aprimorar suas habilidades cognitivas, emocionais e sociais. Neste relatório, vou descrever a intervenção realizada com uma criança autista de 6 anos, com os atendimentos fora da unidade escolar destacando as estratégias utilizadas para promover seu crescimento e desenvolvimento integral. O estágio foi realizado na Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais (APAE), localizada na Rua Frei Vitório, 312, Centro, São Fidélis, Rio de Janeiro, no período de 16 de março a 20 de abril de 2023 e foram observados os atendimentos com a psicóloga, psicopedagoga, fonoaudióloga, psicomotricista e o terapeuta ocupacional. Desde sua criação em São Fidélis, em 1997, até o presente momento, a APAE já atendeu centenas de cidadãos com necessidades especiais, oferecendo atendimento desde o nascimento até a fase adulta, através da oferta de programas criteriosamente organizados para suprir as suas carências, considerando as especialidades referentes à área, à faixa etária e caracterização biopsicossocial. Na instituição, desenvolvem-se programas educacionais específicos: estimulação precoce e oficinas pedagógicas visando proporcionar às pessoas com necessidades especiais, independentemente de sua limitação ou dificuldade, um desenvolvimento mais amplo. A Apae de São Fidélis acredita num futuro onde pessoas com deficiência estejam totalmente integradas à sociedade. Na unidade escolar, criança foi submetida a uma avaliação multidisciplinar para identificar suas necessidades específicas. Foram considerados aspectos neurológicos, cognitivos e emocionais para criar um plano de intervenção personalizado, contando com a participação dos pais que prontamente procuraram os recursos necessários para que o seu desenvolvimento não sofresse nenhum prejuízo ou atraso. Segundo Mantoan (2015), inclusão é a nossa capacidade de compreender e reconhecer os outros e, assim, ter o privilégio de conviver e compartilhar com quem é diferente de nós. Isto significa que a educação inclusiva constitui um modelo de educação baseado nos direitos humanos, no qual as diferenças são consideradas características inerentes ao indivíduo. Este é o conceito contido na Declaração de Salamanca, um passo decisivo para a educação inclusiva, assinada em 1994, durante a Conferência Mundial sobre Necessidades Educacionais Especiais: Acesso e Qualidade (UNESCO, 1994). 5 Baixado por Vitória Lima Leal (vivileal295@gmail.com) lOMoARcPSD|44511634 https://www.studocu.com/pt-br?utm_campaign=shared-document&utm_source=studocu-document&utm_medium=social_sharing&utm_content=relatorio-estagio-iva-trabakho-de-conclusao-de-curso-neuropsicopedagogia Nestes documentos, as partes participantes comprometeram-se com a Educação para Todos, afirmando que toda criança tem o direito fundamental à educação e deve ter a oportunidade de alcançar e manter um nível adequado de aprendizagem, respeitando as características, interesses, capacidades e necessidades de aprendizagem das crianças. Os signatários da Declaração acima mencionada entendem que cada pessoa é única e que os sistemas educativos devem ser implementados tendo em conta esta grande diversidade de características e necessidades (UNESCO, 1994). O estágio na APAE foi importante para analisar as ações e serviços técnicos (psicologia, psicopedagogia, psicomotricista, fonoaudiologia e terapia ocupacional) que contribuem para o desenvolvimento integral e convívio social dos alunos autistas e a partir daí identificar estratégias educacionais que trabalhem de forma colaborativa com professores e mediadores, e que estimulem os alunos com autismo a interagir no cotidiano escolar. Objetivo Geral Observar os atendimentos técnicos realizados com a criança observada, como eles contribuem para o seu desenvolvimentointegral, incluindo o convívio social e escolar. Objetivos Específicos Observar os atendimentos realizados com a criança Conhecer os profissionais e os métodos utilizados especificamente para a criança observada Registrar os atendimentos e obter informações através de entrevistas Evidenciar como as ações desses profissionais contribuem para o desenvolvimento integral da criança Analisar o empenho e a participação dos pais nesse processo Entender como esses atendimentos são importantes para a vida social e escolar da criança 6 Baixado por Vitória Lima Leal (vivileal295@gmail.com) lOMoARcPSD|44511634 2 FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA A intervenção interdisciplinar realizada por profissionais como psicólogos, psicomotricistas, fonoaudiólogos, psicopedagogos e terapeutas ocupacionais é fundamental para abordar questões complexas relacionadas ao desenvolvimento humano, promovendo uma visão holística e integrada do indivíduo. Cada profissional contribui com sua expertise para atender às necessidades específicas de cada cliente, considerando aspectos emocionais, cognitivos, motores e de comunicação. A intervenção psicológica busca compreender os aspectos emocionais, cognitivos e sociais do indivíduo. Autores como Piaget (1970) e Vygotsky (1978) destacam a importância do desenvolvimento cognitivo e da interação social na formação da personalidade e na aprendizagem. A abordagem cognitivo-comportamental, proposta por Beck (1979), pode ser aplicada para lidar com transtornos emocionais e comportamentais. A psicomotricidade atua na integração entre o corpo e a mente, considerando o movimento como meio de expressão e aprendizagem. Le Boulch (1986) destaca a importância do desenvolvimento psicomotor na infância, enquanto Lapierre (2001) aborda a relação entre o corpo e as emoções. A intervenção fonoaudiológica abrange aspectos da comunicação, linguagem e funções orofaciais. Fonseca (2008) discute o desenvolvimento da linguagem, enquanto Behlau et al. (2001) abordam a avaliação e tratamento dos distúrbios da voz. A psicopedagogia foca na aprendizagem, identificando dificuldades e propondo estratégias para superá-las. Coll (1996) discute a importância da mediação pedagógica, enquanto Ferreiro (1999) aborda a construção do conhecimento na perspectiva da psicogênese da língua escrita. A terapia ocupacional visa promover a participação do indivíduo em atividades significativas. Kielhofner (2008) destaca o Modelo de Ocupação Humana, que enfatiza a relação entre a pessoa, a atividade e o ambiente. A abordagem da Integração Sensorial, desenvolvida por Ayres (2005), é relevante para a compreensão das questões sensoriais e motoras. A integração dessas abordagens permite uma compreensão abrangente do indivíduo, considerando suas necessidades e potencialidades. A colaboração entre os profissionais proporciona um atendimento mais efetivo e centrado no cliente, promovendo o desenvolvimento global e a melhoria da qualidade de vida. 7 Baixado por Vitória Lima Leal (vivileal295@gmail.com) lOMoARcPSD|44511634 https://www.studocu.com/pt-br?utm_campaign=shared-document&utm_source=studocu-document&utm_medium=social_sharing&utm_content=relatorio-estagio-iva-trabakho-de-conclusao-de-curso-neuropsicopedagogia 3 OBSERVAÇÃO Ao testemunhar a intervenção coordenada de uma equipe multidisciplinar composta por uma psicóloga, psicomotricista, fonoaudióloga, psicopedagoga e terapeuta ocupacional, fiquei impressionado com a eficácia e abordagem abrangente para promover o desenvolvimento integral de um indivíduo. Cada profissional desempenhou um papel único e complementar, contribuindo para o entendimento holístico das necessidades da pessoa atendida. A psicóloga trouxe uma compreensão profunda dos aspectos emocionais e cognitivos, enquanto a psicomotricista trabalhou habilmente na integração entre corpo e mente, utilizando atividades que estimularam a coordenação motora e a consciência corporal. A fonoaudióloga focou na comunicação, desenvolvendo estratégias para aprimorar a linguagem e a expressão oral. A psicopedagoga desempenhou um papel crucial na identificação de métodos de aprendizagem mais eficazes, adaptando o ensino às necessidades individuais. Simultaneamente, a terapeuta ocupacional concentrou-se em atividades práticas que promoveram a autonomia e a funcionalidade no cotidiano. A sinergia entre esses profissionais criou um ambiente de suporte único, onde a intervenção foi personalizada e abordou os desafios de forma integral. Fiquei admirado ao ver como essa equipe colaborativa foi capaz de criar impactos significativos na vida da pessoa atendida, proporcionando não apenas melhorias específicas em áreas isoladas, mas também uma transformação mais ampla em sua qualidade de vida. 8 Baixado por Vitória Lima Leal (vivileal295@gmail.com) lOMoARcPSD|44511634 4 COLETA E ANÁLISE DOS DADOS OBSERVADOS Para esse trabalho, foram realizadas entrevistas com os profissionais que tratam da Maria Luiza, que seguem abaixo e observações feitas em sala de aula, pois a criança em questão é aluna da escola onde atuo como Orientadora Pedagógica. Entrevista com a psicóloga Lívia Ribeiro. Entrevistadora (Iva Christine): Boa tarde, Dra. Lívia. Muito obrigado por me receber hoje. Poderia compartilhar um pouco sobre sua experiência no atendimento a crianças autistas? Dra. Lívia: Boa tarde. É um prazer estar aqui. Trabalhar com crianças autistas é uma área que sempre me fascinou. Cada criança é única, e o desafio de compreender suas necessidades individuais e promover seu desenvolvimento é incrivelmente gratificante. Entrevistadora: Com certeza. Poderia nos falar sobre sua abordagem no tratamento de crianças autistas, especificamente em relação a um caso que você está atualmente acompanhando, como o da Maria Luiza? Dra. Lívia: Claro. Em primeiro lugar, é crucial realizar uma avaliação completa para entender as características específicas do autismo dessa criança. No caso da Maria Luiza, por exemplo, observamos padrões de comunicação atípicos e comportamentos repetitivos. A partir dessa análise, desenvolvemos um plano de intervenção adaptado às suas necessidades. Entrevistadora: E como você aborda a comunicação com crianças autistas, especialmente as mais jovens? 9 Baixado por Vitória Lima Leal (vivileal295@gmail.com) lOMoARcPSD|44511634 https://www.studocu.com/pt-br?utm_campaign=shared-document&utm_source=studocu-document&utm_medium=social_sharing&utm_content=relatorio-estagio-iva-trabakho-de-conclusao-de-curso-neuropsicopedagogia Dra. Lívia: A comunicação é uma peça fundamental. No caso da Maria Luiza, utilizamos abordagens que se baseiam em suas preferências sensoriais e interesses específicos. Incorporamos recursos visuais, jogos interativos e histórias sociais para facilitar a compreensão e a expressão de emoções. Entrevistadora: E como os pais da Maria Luiza estão envolvidos no processo de intervenção? Dra. Lívia: A colaboração com os pais é essencial. Mantemos uma comunicação regular para discutir o progresso, ajustar estratégias conforme necessário e fornecer orientação para atividades em casa. Incluir a família no processo é crucial para garantir a consistência e o suporte contínuo à criança. Entrevistadora: E quanto às interações sociais? Como você aborda isso no caso da Maria Luiza? Dra. Lívia: No contexto das interações sociais, utilizamos técnicas de modelagem e reforço positivo. Trabalhamos em conjunto com outros profissionais, como terapeutas ocupacionais e psicomotricistas, para desenvolver habilidades sociais, promover a empatia e criar oportunidades para interações sociais estruturadas. Entrevistadora: Parece um trabalho muito abrangente e colaborativo. Por fim, Dra. Lívia, quais são suas perspectivas para o futuro da Maria Luiza e comovocê vê o papel da psicologia no desenvolvimento de crianças autistas? Dra. Lívia: Acredito que, com uma intervenção precoce e adaptada, podemos maximizar o potencial de cada criança autista. No caso da Maria Luiza, estamos construindo uma base sólida para seu desenvolvimento social, emocional e acadêmico. A psicologia desempenha um papel crucial ao fornecer ferramentas e estratégias que podem ser integradas ao cotidiano da criança, contribuindo para uma vida mais plena e independente. Entrevista com a psicopedagoga Cristina Dias: 10 Baixado por Vitória Lima Leal (vivileal295@gmail.com) lOMoARcPSD|44511634 Entrevistadora: Bom dia, Dra. Cristina. Obrigado por me conceder um tempo para conversar sobre o seu trabalho como psicopedagoga. Para começar, gostaria de saber como você aborda a intervenção psicopedagógica ao trabalhar com a Maria Luiza. Psicopedagoga: Bom dia! É um prazer estar aqui. Quando trabalho com uma criança autista, o primeiro passo é realizar uma avaliação abrangente para entender as necessidades específicas dessa criança. Isso inclui avaliar habilidades cognitivas, linguagem, interações sociais e comportamentos, entre outros aspectos. Entrevistadora: Com base nessa avaliação, como você desenvolve estratégias pedagógicas adaptadas às necessidades individuais da criança? Psicopedagoga: Após a avaliação, eu desenvolvo um plano de intervenção personalizado, levando em consideração as habilidades e desafios específicos da criança. Isso pode envolver a utilização de recursos visuais, adaptações no ambiente de aprendizagem e a incorporação de métodos de ensino que se alinhem ao estilo de aprendizagem da criança autista. A individualização é a chave. Entrevistadora: Como você trabalha a questão da comunicação com uma criança autista, especialmente considerando as variações no espectro? Psicopedagoga: A comunicação é uma parte fundamental do meu trabalho. Para crianças autistas, pode ser necessário explorar diferentes formas de comunicação, que vão além da linguagem verbal. Isso pode incluir o uso de comunicação visual, como quadros de comunicação, e o estímulo à comunicação não verbal. Além disso, eu colaboro com outros profissionais, como fonoaudiólogos, para desenvolver estratégias específicas para cada caso. Entrevistadora: E em relação às interações sociais, como você aborda o desenvolvimento dessas habilidades na criança autista? Psicopedagoga: Trabalhar as interações sociais é crucial. Utilizo atividades estruturadas para ensinar e praticar habilidades sociais, como turn-taking, 11 Baixado por Vitória Lima Leal (vivileal295@gmail.com) lOMoARcPSD|44511634 https://www.studocu.com/pt-br?utm_campaign=shared-document&utm_source=studocu-document&utm_medium=social_sharing&utm_content=relatorio-estagio-iva-trabakho-de-conclusao-de-curso-neuropsicopedagogia compartilhamento e compreensão de expressões faciais. Também incorporo o uso de jogos e atividades lúdicas para tornar o aprendizado mais envolvente e natural. Entrevistadora: Por fim, como você mede o progresso da criança ao longo do tempo e ajusta suas abordagens de intervenção conforme necessário? Psicopedagoga: A avaliação contínua é essencial. Realizo avaliações periódicas para medir o progresso da criança em relação aos objetivos estabelecidos. Se necessário, faço ajustes nas estratégias de intervenção, sempre em colaboração com outros profissionais envolvidos no caso. A flexibilidade é fundamental para garantir que a criança esteja recebendo o suporte mais eficaz possível. Só gostaria de enfatizar a importância da abordagem integrada e da colaboração entre profissionais para oferecer o melhor suporte possível a crianças autistas e suas famílias. Entrevista com a fonoaudióloga Thatiana Assumpção: Entrevistadora: Bom dia, Dra. Thatiana. Agradeço por tirar um tempo para falar comigo hoje. Para começar, poderia nos contar um pouco sobre como se deu o início do seu trabalho com crianças autistas? Fonoaudióloga: Bom dia. É um prazer estar aqui. Meu trabalho com crianças autistas começou há alguns anos, quando percebi a importância de uma abordagem multidisciplinar para atender às necessidades específicas dessas crianças. Desde então, tenho buscado aprimorar minhas habilidades para proporcionar um suporte mais eficaz. Entrevistadora: Com certeza, a abordagem multidisciplinar é fundamental. Poderia compartilhar quais são os principais desafios que você enfrenta ao trabalhar com uma criança autista? Fonoaudióloga: Certamente. Cada criança é única, então os desafios podem variar. No entanto, muitas crianças autistas enfrentam dificuldades na comunicação, tanto verbal quanto não verbal. Alguns apresentam atrasos na fala, enquanto outros podem ter padrões de comunicação peculiares. Adaptar as estratégias de intervenção de acordo com as necessidades específicas de cada criança é essencial. 12 Baixado por Vitória Lima Leal (vivileal295@gmail.com) lOMoARcPSD|44511634 Entrevistadora: Poderia compartilhar algumas das estratégias específicas que você utiliza em suas sessões para desenvolver a comunicação com uma criança autista? Fonoaudióloga: Claro. Em primeiro lugar, é fundamental estabelecer uma relação de confiança. Isso muitas vezes envolve criar um ambiente estruturado e previsível. Utilizo jogos interativos, materiais visuais e histórias sociais para ajudar na compreensão e expressão da linguagem. Além disso, adapto as técnicas de acordo com as preferências e interesses da criança, tornando o aprendizado mais envolvente. Entrevistadora: Parece uma abordagem muito personalizada. Como você avalia o progresso de uma criança ao longo do tempo e ajusta suas estratégias conforme necessário? Fonoaudióloga: A avaliação contínua é fundamental. Utilizo instrumentos de avaliação específicos para medir o desenvolvimento da linguagem e da comunicação. Além disso, observo atentamente as interações da criança em diferentes contextos. A comunicação eficaz não se limita apenas à fala; inclui também a compreensão e a expressão não verbal. Com base nessas observações, ajusto as estratégias de intervenção para melhor atender às necessidades da criança. Entrevistadora: Muito interessante. Por fim, qual conselho você daria aos pais de crianças autistas que estão buscando apoio na área da fonoaudiologia? Fonoaudióloga: Recomendaria aos pais que busquem profissionais especializados em autismo, que compreendam as nuances dessa condição. Além disso, a colaboração entre os pais e os terapeutas é crucial. Manter uma comunicação aberta e participar ativamente no processo de intervenção pode fazer uma grande diferença no progresso da criança. Entrevista com a psicomotricista Luciana Martins: 13 Baixado por Vitória Lima Leal (vivileal295@gmail.com) lOMoARcPSD|44511634 https://www.studocu.com/pt-br?utm_campaign=shared-document&utm_source=studocu-document&utm_medium=social_sharing&utm_content=relatorio-estagio-iva-trabakho-de-conclusao-de-curso-neuropsicopedagogia Entrevistador: Bom dia, Dra. Luciana. Para começar, poderia compartilhar um pouco sobre a sua abordagem na psicomotricidade e como ela se aplica ao trabalho com crianças autistas? Psicomotricista: Em minha prática, a abordagem psicomotora visa integrar os aspectos físicos e emocionais da criança. No caso das crianças autistas, a ênfase está na compreensão e estímulo da relação entre o corpo, a mente e as emoções, contribuindo para o desenvolvimento global. Entrevistadora: Como você adapta suas técnicas para atender às necessidades específicas de uma criança autista como a Maria Luiza? Psicomotricista: Cada criança é única, e isso é especialmente verdadeiro no caso de crianças autistas. Ao trabalhar com elas, levo em consideração suas preferências sensoriais, desafios na comunicação e modos preferenciais de interação. Uso atividades lúdicas e sensoriais para criar um ambiente acolhedor e estimulante, adaptado às suas necessidades individuais.Entrevistadora: Pode compartilhar algum exemplo de atividade ou técnica que tenha sido eficaz em seu trabalho? Psicomotricista: Certamente. Uma atividade que geralmente é bem recebida é a utilização de jogos motores que envolvem movimentos coordenados, como jogos de equilíbrio e coordenação. Essas atividades não apenas estimulam o desenvolvimento motor, mas também promovem a consciência corporal e a interação social, aspectos importantes no caso de crianças autistas. Entrevistadora: Como você avalia o progresso da criança ao longo do tempo? Psicomotricista: A avaliação é contínua e multidimensional. Observo atentamente as mudanças nas habilidades motoras, a expressão emocional, a interação social e a participação em atividades. Além disso, mantenho uma comunicação estreita com os pais e outros profissionais envolvidos no acompanhamento da criança para garantir uma abordagem integrada e abrangente. 14 Baixado por Vitória Lima Leal (vivileal295@gmail.com) lOMoARcPSD|44511634 Entrevistadora: E quanto à colaboração com outros profissionais, como fonoaudiólogos ou terapeutas ocupacionais? Como essa abordagem multidisciplinar beneficia a criança autista? Psicomotricista: A colaboração é essencial. Trabalhar em equipe permite uma compreensão mais completa das necessidades da criança. A comunicação constante com outros profissionais ajuda a adaptar as estratégias, garantindo uma abordagem coesa e eficaz. Isso é particularmente importante no caso de crianças autistas, onde uma visão holística é fundamental. Entrevista com a terapeuta ocupacional João Fellipe Homero: Entrevistadora: Olá, João Fellipe, obrigada por me receber hoje. Para começar, poderia contar um pouco sobre sua abordagem como terapeuta ocupacional ao trabalhar com crianças autistas? Terapeuta Ocupacional: Certamente. Minha abordagem é centrada na criança e adaptada às suas necessidades específicas. Trabalho para promover a autonomia, a participação ativa e o desenvolvimento de habilidades funcionais que possam ser aplicadas no dia a dia. Entrevistadora: Pode compartilhar um pouco sobre como você avalia as necessidades da criança e desenvolve um plano de intervenção personalizado? Terapeuta Ocupacional: A avaliação é uma parte crucial do meu trabalho. Começo observando o comportamento da criança, suas habilidades motoras, sensoriais e de autocuidado. Além disso, procuro entender suas preferências e desafios específicos. Com base nessa avaliação, elaboramos um plano de intervenção que pode envolver atividades lúdicas, terapia com base sensorial e práticas que visam desenvolver habilidades motoras finas e grossas. Entrevistadora: Poderia compartilhar um exemplo de uma atividade ou estratégia que você tenha utilizado recentemente com a Maria Luiza? 15 Baixado por Vitória Lima Leal (vivileal295@gmail.com) lOMoARcPSD|44511634 https://www.studocu.com/pt-br?utm_campaign=shared-document&utm_source=studocu-document&utm_medium=social_sharing&utm_content=relatorio-estagio-iva-trabakho-de-conclusao-de-curso-neuropsicopedagogia Terapeuta Ocupacional: Certamente. Recentemente, trabalhei com uma atividade que envolvia brincar com massinha de modelar. Isso não apenas proporciona uma experiência tátil e sensorial, mas também ajuda a desenvolver habilidades motoras finas, coordenação olho-mão e concentração. Além disso, adaptamos a atividade de acordo com os interesses específicos da criança para torná-la mais envolvente. Entrevistadora: Como você colabora com outros profissionais, como psicólogos ou fonoaudiólogos, para garantir uma abordagem integrada no tratamento da criança? Terapeuta Ocupacional: A colaboração é fundamental. Mantenho uma comunicação constante com outros profissionais envolvidos no tratamento da criança, compartilhando informações sobre seu progresso, desafios e ajustando nossas estratégias de intervenção conforme necessário. A abordagem multidisciplinar é essencial para oferecer à criança um suporte abrangente e holístico. Entrevistadora: Isso faz todo o sentido. Por último, como os pais ou responsáveis podem apoiar o trabalho que você realiza em casa, entre as sessões de terapia ocupacional? Terapeuta Ocupacional: Encorajo os pais a se envolverem nas atividades que realizamos durante as sessões e a incorporarem estratégias simples em suas rotinas diárias. Isso pode incluir a continuação de atividades sensoriais em casa, a prática de exercícios específicos para desenvolvimento motor e a criação de um ambiente que estimule a independência da criança. A colaboração contínua entre a terapia ocupacional e a vida cotidiana da criança é fundamental para alcançar melhores resultados. Durante as entrevistas e observações das intervenções realizadas pelos profissionais que cuidam do caso da Maria Luiza, pude participar ativamente de todos os trabalhos, coletando informações e promovendo ações que ajudassem não só no acompanhamento dela nos atendimentos fora da sala de aula como dentro também. Os profissionais, por vezes pediam para que eu realizasse as intervenções, praticando com a Maria Luíza, os trabalhos propostos por eles. 16 Baixado por Vitória Lima Leal (vivileal295@gmail.com) lOMoARcPSD|44511634 Um dos trabalhos que mais achei relevante no que implica o desenvolvimento dela em sala de aula foi o da psicomotricista Luciana, pois pude observar e constatar o que os professores da Maria Luiza já haviam relatado, que, na escrita, havia uma grande dificuldade em traçar as letras de forma cursiva, pois se queixava de dor e acarretava um pouco de incômodo emocional a ela, pelo desgaste de tentar e não conseguir. Essa dificuldade apresentada é somente na questão da escrita, pois conseguia fazer o pareamento de letras cursivas e não cursivas, as que chamamos letra em caixa alta, ou bastão, sendo assim, não foi percebido nenhuma dificuldade no reconhecimento das letras, nem na associação delas na hora da escrita, somente o movimento exigido para a escrita cursiva, que causava desconforto físico nas suas mãos, pois reclamava de dor. Pude observar também que a Maria Luíza não apresentava grandes dificuldades fonoaudiológicas, nem de aprendizado, tampouco de interação com os demais colegas em sala de aula, nem mesmo no local onde faz todo o acompanhamento multidisciplinar. Maria Luiza não apresenta ecolalia e percebemos a grande facilidade que tem em aprender e pronunciar palavras em outras línguas, sobretudo a língua inglesa. Observando-a em momentos como o intervalo no colégio, percebi que participava ativamente das brincadeiras, inclusive a de pular corda, a qual realizava muito bem tendo em vista a sua idade e todas as características típicas de uma criança autista. Em momentos de grande alegria, foi relatado anteriormente pelos professores que a Maria Luíza, sacudia bastantes as mãos, o que estava sendo trabalhado durante o atendimento com o terapeuta e a psicomotricista e pode-se perceber que, em visto do que era antes, apresentou grande melhora. 5 INTERVENÇÕES Habilidades da criança em expressar-se e compreender as emoções dos outros. Estimulação Sensorial: Foram incorporadas atividades sensoriais para ajudar a criança a regular suas sensações e emoções. Isso incluiu terapias com balanços, texturas táteis e brinquedos sensoriais. Integração Sensorial: Sessões de terapia ocupacional/educacional foram realizadas para melhorar a integração sensorial, auxiliando a criança a processar e responder adequadamente aos estímulos sensoriais do ambiente. 17 Baixado por Vitória Lima Leal (vivileal295@gmail.com) lOMoARcPSD|44511634 https://www.studocu.com/pt-br?utm_campaign=shared-document&utm_source=studocu-document&utm_medium=social_sharing&utm_content=relatorio-estagio-iva-trabakho-de-conclusao-de-curso-neuropsicopedagogia Treinamento Social: Foram organizadas atividades de grupo estruturadas com o objetivo dedesenvolver habilidades sociais, como turno, compartilhamento e compreensão das pistas sociais, visando melhorar as interações sociais da criança. Estimulação Cognitiva: Jogos e atividades educativas foram adaptados para atender às necessidades específicas da criança, visando desenvolver suas habilidades cognitivas, como resolução de problemas, concentração e pensamento abstrato. Envolvimento dos Pais e Professores: A equipe trabalhou em estreita colaboração com os pais e professores, fornecendo orientação e estratégias para apoiar a criança tanto em casa quanto na escola. Isso incluiu sessões de treinamento para os pais, garantindo que o progresso da criança continuasse fora do ambiente de intervenção. As atividades não foram registradas em fotos, por motivos alheios ao objetivo do trabalho que foram respeitados, mas seguem fotos de alguns tipos de atividades realizados nas intervenções com a Maria Luiza dentro de sala de aula e na APAE. 18 Baixado por Vitória Lima Leal (vivileal295@gmail.com) lOMoARcPSD|44511634 5.1 REGRISTRO E ANÁLISE DAS INTERVENÇÕES A intervenção interdisciplinar para Maria Luiza é um processo complexo e personalizado, visando promover seu desenvolvimento global e melhorar sua qualidade de vida. A abordagem envolve uma equipe composta por uma psicóloga, psicopedagoga, psicomotricista, fonoaudióloga e terapeuta ocupacional, cada uma desempenhando um papel crucial no suporte às necessidades específicas da criança. 1. Psicóloga: A psicóloga desempenha um papel central na avaliação e compreensão das necessidades emocionais e sociais da criança autista. Utilizando abordagens como a ABA (Análise do Comportamento Aplicada) ou terapia cognitivo-comportamental, ela pode ajudar a criança a desenvolver habilidades sociais, compreender e expressar emoções, e gerenciar comportamentos desafiadores. 2. Psicopedagoga: A psicopedagoga concentra-se nas questões relacionadas à aprendizagem da criança. Ela adapta estratégias pedagógicas para atender às necessidades específicas do 19 Baixado por Vitória Lima Leal (vivileal295@gmail.com) lOMoARcPSD|44511634 https://www.studocu.com/pt-br?utm_campaign=shared-document&utm_source=studocu-document&utm_medium=social_sharing&utm_content=relatorio-estagio-iva-trabakho-de-conclusao-de-curso-neuropsicopedagogia autismo, desenvolvendo métodos que estimulem o aprendizado e a comunicação. A psicopedagoga trabalha em estreita colaboração com a escola e a família para criar um ambiente de aprendizado inclusivo. 3. Psicomotricista: A psicomotricista visa melhorar a coordenação motora e o desenvolvimento sensorial da criança. Utilizando atividades físicas e lúdicas, ela ajuda a criança a desenvolver habilidades motoras finas e grossas, melhorar o equilíbrio e a consciência corporal, promovendo assim a interação social e a autonomia. 4. Fonoaudióloga: A fonoaudióloga concentra-se no desenvolvimento da comunicação oral e não verbal. Ela trabalha para melhorar a articulação, a compreensão auditiva, a expressão verbal e o uso de comunicação alternativa, como o uso de sinais ou dispositivos de comunicação assistida. 5. Terapeuta Ocupacional: O terapeuta ocupacional enfoca a autonomia da criança nas atividades diárias. Ele ajuda a desenvolver habilidades práticas, como vestir-se, alimentar-se e realizar tarefas cotidianas. Além disso, trabalha para melhorar a integração sensorial, facilitando a adaptação da criança a diferentes estímulos ambientais. Integração e Colaboração: A eficácia dessa intervenção depende da integração e colaboração entre os profissionais. Reuniões regulares de equipe para discussão de casos, compartilhamento de observações e planejamento conjunto são essenciais. A colaboração com os pais também é crucial, pois eles desempenham um papel fundamental na continuidade das estratégias em casa. Avaliação Contínua: A avaliação contínua é fundamental para ajustar e adaptar as intervenções de acordo com o progresso da criança. Cada profissional traz uma perspectiva única e contribui para a compreensão holística das necessidades da criança autista. 20 Baixado por Vitória Lima Leal (vivileal295@gmail.com) lOMoARcPSD|44511634 A abordagem interdisciplinar proporciona à criança autista uma gama abrangente de suporte, abordando seus desafios em diferentes áreas do desenvolvimento. Ao colaborar de maneira eficaz, a equipe busca potencializar as habilidades da criança, promovendo uma melhoria significativa em sua qualidade de vida e facilitando sua inclusão em ambientes sociais e educacionais 6 CONSIDERAÇÕES FINAIS As considerações finais sobre o trabalho de intervenção realizada por uma equipe multidisciplinar composta por uma psicóloga, psicopedagoga, psicomotricista, fonoaudióloga e terapeuta ocupacional com a Maria Luiza são fundamentais para avaliar o progresso e os resultados alcançados ao longo do processo. Este tipo de abordagem colaborativa é essencial para oferecer uma intervenção abrangente e holística, considerando as diferentes dimensões do desenvolvimento da criança autista. Primeiramente, é importante destacar o valor da abordagem interdisciplinar. Cada profissional trouxe sua expertise e perspectiva única para o processo de intervenção, o que enriqueceu a compreensão do caso e permitiu a implementação de estratégias mais eficazes. A colaboração entre os membros da equipe foi fundamental para um atendimento integrado e coerente, contribuindo para o desenvolvimento global da criança. A psicóloga desempenhou um papel crucial na compreensão das necessidades emocionais e sociais da criança, trabalhando na promoção de habilidades sociais, autoestima e no manejo de emoções. A psicopedagoga contribuiu para adaptar estratégias de ensino e aprendizagem de acordo com as características específicas do autismo, promovendo o desenvolvimento acadêmico da criança de maneira personalizada. A psicomotricista, por sua vez, focou no desenvolvimento motor e na integração sensorial, auxiliando a criança a aprimorar suas habilidades motoras e a lidar com possíveis desafios sensoriais. A fonoaudióloga trabalhou na melhoria da comunicação, tanto verbal quanto não verbal, além de abordar questões relacionadas à alimentação e deglutição. Já o terapeuta ocupacional concentrou-se nas atividades do cotidiano, promovendo a autonomia da criança em suas tarefas diárias. Ao longo do processo de intervenção, observou-se um progresso significativo na criança autista. As estratégias adotadas pela equipe multidisciplinar mostraram-se eficazes na melhoria das habilidades sociais, na comunicação, no desempenho 21 Baixado por Vitória Lima Leal (vivileal295@gmail.com) lOMoARcPSD|44511634 https://www.studocu.com/pt-br?utm_campaign=shared-document&utm_source=studocu-document&utm_medium=social_sharing&utm_content=relatorio-estagio-iva-trabakho-de-conclusao-de-curso-neuropsicopedagogia acadêmico e no desenvolvimento motor. Além disso, a criança demonstrou uma maior capacidade de enfrentar desafios sensoriais e de se engajar em atividades do dia a dia de maneira mais independente. É importante ressaltar que a intervenção não é um processo linear, e os desafios podem persistir. No entanto, o suporte contínuo da equipe multidisciplinar é essencial para ajustar as estratégias conforme as necessidades evoluem. O envolvimento dos pais e cuidadores também desempenha um papel crucial, pois a continuidade das práticas em casa é fundamental para consolidar os ganhos obtidos durante as sessões de intervenção. Em síntese, a abordagem integrada de psicóloga, psicopedagoga, psicomotricista, fonoaudióloga e terapeuta ocupacional revelou-se essencialpara promover o desenvolvimento abrangente da criança autista. A colaboração entre esses profissionais, aliada ao suporte dos familiares, é a chave para proporcionar um ambiente favorável ao crescimento e ao bem-estar dessa criança, contribuindo para sua inclusão e participação plena na sociedade. 7 REFERÊNCIAS Baron-Cohen, S. (1989). The autistic childs theory of mind: A case of specific development� delay. Journal of Child Psychology and Psychiatr y, 30, 285-297. Psicologia : reflexão e crítica. Porto Alegre. Vol. 12, n. 2 (1999), p. 287-306 MANTOAN, Maria Teresa Eglér. Inclusão escolar – O que é? Por quê? Como fazer? São Paulo: Summus, 2015. http://portal.mec.gov.br/seesp/arquivos/pdf/salamanca.pdf 22 Baixado por Vitória Lima Leal (vivileal295@gmail.com) lOMoARcPSD|44511634 http://portal.mec.gov.br/seesp/arquivos/pdf/salamanca.pdf Piaget, J., (1970). "A Psicogénese dos Conhecimentos e a sua Significação Epistemológica", (In Jean Piaget e Noam Chomsky (org.), Teorias da Linguagem, Teorias da Aprendizagem, trad. port. de Rui Pacheco, Lisboa. VYGOTSKY, Lev Semenovich. Mind in society: the development of higher psychological processes. Cambridge: Harvard University Press, 1978. Beck, J. S. (1997). Terapia cognitiva: teoria e prática (S. Costa, Trad.). Porto Alegre: Artes Médicas. (Trabalho original publicado em 1995) Porto Alegre: Artes Médicas, 1986. BOULCH, L. O desenvolvimento psicomotor: do nascimento até os 6 Anos - a psicocinética na idade pré-escolar. Porto Alegre: Artmed, 2001. BOULCH, L. O desenvolvimento psicomotor: do nascimento até os 6 Anos - a psicocinética na idade pré-escolar. Porto Alegre: Artmed, 2001. LAPIERRE, A. Da psicomotricidade relacional à análise corporal da relação. Curitiba: Ed. UFPR, 2002. LAPIERRE, A. & LAPIERRE, A. Educação vivenciada. V. I - Os contraste. V. II - Associação de contrastes, estuturas e ritmos. VIII - As nuanças. São Paulo: Manoel, 1985. FONSECA, Vitor da. Desenvolvimento psicomotor e aprendizagem. Porto Alegre: Artmed, 2008. Behlau MS, Madazio G, Feijó D, Pontes P. Avaliação de voz. In: Behlau MS, organizadora. A voz do especialista. Rio de Janeiro: Revinter; 2001. Behlau MS, Madazio G, Feijó D, Pontes P. Avaliação de voz. In: Behlau MS, organizadora. A voz do especialista. Rio de Janeiro: Revinter; 2001. COLL, Cesar, Palacios, J. e Marchesi, A. (org) Desenvolvimento Psicológico e Educação. Psicologia da Educação. Vol.2. Porto Alegre: Artes Médicas, 1996. FERREIRO, Emília & TEBEROSKY, Ana. A psicogênese da língua escrita. Porto Alegre: Artmed, 1999. Kielhofner, G., & Burke, J. (1980). Modelo de ocupação humana: parte I. Revista de Terapia Ocupacional da Universidade de São Paulo, 1(1), 55-67. AYRES A J. Sensory Integration and the Child: 25th Anniversary Edition. Los Angeles, WPS, 2005. 23 Baixado por Vitória Lima Leal (vivileal295@gmail.com) lOMoARcPSD|44511634 https://www.studocu.com/pt-br?utm_campaign=shared-document&utm_source=studocu-document&utm_medium=social_sharing&utm_content=relatorio-estagio-iva-trabakho-de-conclusao-de-curso-neuropsicopedagogia 8 ANEXOS 24 Baixado por Vitória Lima Leal (vivileal295@gmail.com) lOMoARcPSD|44511634 8 ANEXOS 25 Baixado por Vitória Lima Leal (vivileal295@gmail.com) lOMoARcPSD|44511634 https://www.studocu.com/pt-br?utm_campaign=shared-document&utm_source=studocu-document&utm_medium=social_sharing&utm_content=relatorio-estagio-iva-trabakho-de-conclusao-de-curso-neuropsicopedagogia