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Intervenção Neuropsicopedagógica

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Relatório Estágio IVA - TRABAKHO DE CONCLUSAO DE
CURSO NEUROPSICOPEDAGOGIA
Neuropsicopedagogia (FAVENI College)
Digitalizar para abrir em Studocu
A Studocu não é patrocinada ou endossada por nenhuma faculdade ou universidade
Relatório Estágio IVA - TRABAKHO DE CONCLUSAO DE
CURSO NEUROPSICOPEDAGOGIA
Neuropsicopedagogia (FAVENI College)
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Baixado por Vitória Lima Leal (vivileal295@gmail.com)
lOMoARcPSD|44511634
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CENTRO UNIVERSITÁRIO LEONARDO DA VINCI – UNIASSELVI
PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO LATO SENSU
IVA CRISTHINE ROSA BRAGANÇA
 INTERVENÇÃO NEURO PSICOPEDAGÓGICA: RELATO DE EXPERIÊNCIA COM
UMA CRIANÇA DIAGNOSTICADA COM AUTISMO
SÃO FIDÉLIS
2023
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Baixado por Vitória Lima Leal (vivileal295@gmail.com)
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INTERVENÇÃO PSICOPEDAGÓGICA: RELATO DE EXPERIÊNCIA COM UMA
CRIANÇA DIAGNOSTICADA COM AUTISMO
Relatório de Estágio apresentado na
disciplina de Trabalho de Conclusão de
Curso: Relatório de Estágio do Curso de
Especialização Lato Sensu em
Neuropsicopedagogia do Programa de
Pós-Graduação Lato Sensu do Centro
Universitário Leonardo da Vinci –
Uniasselvi.
SÃO FIDÉLIS
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Baixado por Vitória Lima Leal (vivileal295@gmail.com)
lOMoARcPSD|44511634
2023
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SUMÁRIO
1 INTRODUÇÃO............................................................ 4
2 FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA ..................................... 6
3 OBSERVAÇÃO ............................................................ 7
4 COLETA E ANÁLISE DOS DADOS OBSERVADOS............ 8
5 INTERVENÇÕES .......................................................... 16
6 CONSIDERAÇÕES FINAIS ............................................ 18
7 REFERÊNCIAS ............................................................ 20
8 ANEXOS ...................................................................
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1 INTRODUÇÃO
A intervenção neuropsicopedagógica é extremamente importante para crianças
com autismo, pois tem o objetivo de aprimorar suas habilidades cognitivas, emocionais e
sociais. 
Neste relatório, vou descrever a intervenção realizada com uma criança autista de
6 anos, com os atendimentos fora da unidade escolar destacando as estratégias
utilizadas para promover seu crescimento e desenvolvimento integral.
O estágio foi realizado na Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais (APAE),
localizada na Rua Frei Vitório, 312, Centro, São Fidélis, Rio de Janeiro, no período de 16
de março a 20 de abril de 2023 e foram observados os atendimentos com a psicóloga,
psicopedagoga, fonoaudióloga, psicomotricista e o terapeuta ocupacional.
Desde sua criação em São Fidélis, em 1997, até o presente momento, a APAE já
atendeu centenas de cidadãos com necessidades especiais, oferecendo atendimento
desde o nascimento até a fase adulta, através da oferta de programas criteriosamente
organizados para suprir as suas carências, considerando as especialidades referentes à
área, à faixa etária e caracterização biopsicossocial. 
Na instituição, desenvolvem-se programas educacionais específicos: estimulação
precoce e oficinas pedagógicas visando proporcionar às pessoas com necessidades
especiais, independentemente de sua limitação ou dificuldade, um desenvolvimento mais
amplo. A Apae de São Fidélis acredita num futuro onde pessoas com deficiência estejam
totalmente integradas à sociedade. 
Na unidade escolar, criança foi submetida a uma avaliação multidisciplinar para
identificar suas necessidades específicas. Foram considerados aspectos neurológicos,
cognitivos e emocionais para criar um plano de intervenção personalizado, contando com
a participação dos pais que prontamente procuraram os recursos necessários para que o
seu desenvolvimento não sofresse nenhum prejuízo ou atraso.
Segundo Mantoan (2015), inclusão é a nossa capacidade de compreender e
reconhecer os outros e, assim, ter o privilégio de conviver e compartilhar com quem é
diferente de nós. Isto significa que a educação inclusiva constitui um modelo de educação
baseado nos direitos humanos, no qual as diferenças são consideradas características
inerentes ao indivíduo. Este é o conceito contido na Declaração de Salamanca, um passo
decisivo para a educação inclusiva, assinada em 1994, durante a Conferência Mundial
sobre Necessidades Educacionais Especiais: Acesso e Qualidade (UNESCO, 1994).
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Nestes documentos, as partes participantes comprometeram-se com a Educação para
Todos, afirmando que toda criança tem o direito fundamental à educação e deve ter a
oportunidade de alcançar e manter um nível adequado de aprendizagem, respeitando as
características, interesses, capacidades e necessidades de aprendizagem das crianças.
Os signatários da Declaração acima mencionada entendem que cada pessoa é única e
que os sistemas educativos devem ser implementados tendo em conta esta grande
diversidade de características e necessidades (UNESCO, 1994). 
O estágio na APAE foi importante para analisar as ações e serviços técnicos
(psicologia, psicopedagogia, psicomotricista, fonoaudiologia e terapia ocupacional) que
contribuem para o desenvolvimento integral e convívio social dos alunos autistas e a partir
daí identificar estratégias educacionais que trabalhem de forma colaborativa com
professores e mediadores, e que estimulem os alunos com autismo a interagir no
cotidiano escolar.
Objetivo Geral
Observar os atendimentos técnicos realizados com a criança observada, como eles
contribuem para o seu desenvolvimentointegral, incluindo o convívio social e escolar.
Objetivos Específicos
 Observar os atendimentos realizados com a criança
 Conhecer os profissionais e os métodos utilizados especificamente para a
criança observada
 Registrar os atendimentos e obter informações através de entrevistas
 Evidenciar como as ações desses profissionais contribuem para o
desenvolvimento integral da criança
 Analisar o empenho e a participação dos pais nesse processo
 Entender como esses atendimentos são importantes para a vida social e
escolar da criança
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2 FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA
A intervenção interdisciplinar realizada por profissionais como psicólogos,
psicomotricistas, fonoaudiólogos, psicopedagogos e terapeutas ocupacionais é
fundamental para abordar questões complexas relacionadas ao desenvolvimento
humano, promovendo uma visão holística e integrada do indivíduo. Cada profissional
contribui com sua expertise para atender às necessidades específicas de cada cliente,
considerando aspectos emocionais, cognitivos, motores e de comunicação.
A intervenção psicológica busca compreender os aspectos emocionais, cognitivos
e sociais do indivíduo. Autores como Piaget (1970) e Vygotsky (1978) destacam a
importância do desenvolvimento cognitivo e da interação social na formação da
personalidade e na aprendizagem. A abordagem cognitivo-comportamental, proposta por
Beck (1979), pode ser aplicada para lidar com transtornos emocionais e comportamentais.
A psicomotricidade atua na integração entre o corpo e a mente, considerando o
movimento como meio de expressão e aprendizagem. Le Boulch (1986) destaca a
importância do desenvolvimento psicomotor na infância, enquanto Lapierre (2001) aborda
a relação entre o corpo e as emoções.
A intervenção fonoaudiológica abrange aspectos da comunicação, linguagem e
funções orofaciais. Fonseca (2008) discute o desenvolvimento da linguagem, enquanto
Behlau et al. (2001) abordam a avaliação e tratamento dos distúrbios da voz.
A psicopedagogia foca na aprendizagem, identificando dificuldades e propondo
estratégias para superá-las. Coll (1996) discute a importância da mediação pedagógica,
enquanto Ferreiro (1999) aborda a construção do conhecimento na perspectiva da
psicogênese da língua escrita.
A terapia ocupacional visa promover a participação do indivíduo em atividades
significativas. Kielhofner (2008) destaca o Modelo de Ocupação Humana, que enfatiza a
relação entre a pessoa, a atividade e o ambiente. A abordagem da Integração Sensorial,
desenvolvida por Ayres (2005), é relevante para a compreensão das questões sensoriais
e motoras.
A integração dessas abordagens permite uma compreensão abrangente do
indivíduo, considerando suas necessidades e potencialidades. A colaboração entre os
profissionais proporciona um atendimento mais efetivo e centrado no cliente, promovendo
o desenvolvimento global e a melhoria da qualidade de vida.
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3 OBSERVAÇÃO
Ao testemunhar a intervenção coordenada de uma equipe multidisciplinar
composta por uma psicóloga, psicomotricista, fonoaudióloga, psicopedagoga e terapeuta
ocupacional, fiquei impressionado com a eficácia e abordagem abrangente para promover
o desenvolvimento integral de um indivíduo. Cada profissional desempenhou um papel
único e complementar, contribuindo para o entendimento holístico das necessidades da
pessoa atendida.
A psicóloga trouxe uma compreensão profunda dos aspectos emocionais e
cognitivos, enquanto a psicomotricista trabalhou habilmente na integração entre corpo e
mente, utilizando atividades que estimularam a coordenação motora e a consciência
corporal. A fonoaudióloga focou na comunicação, desenvolvendo estratégias para
aprimorar a linguagem e a expressão oral.
A psicopedagoga desempenhou um papel crucial na identificação de métodos de
aprendizagem mais eficazes, adaptando o ensino às necessidades individuais.
Simultaneamente, a terapeuta ocupacional concentrou-se em atividades práticas que
promoveram a autonomia e a funcionalidade no cotidiano.
A sinergia entre esses profissionais criou um ambiente de suporte único, onde a
intervenção foi personalizada e abordou os desafios de forma integral. Fiquei admirado ao
ver como essa equipe colaborativa foi capaz de criar impactos significativos na vida da
pessoa atendida, proporcionando não apenas melhorias específicas em áreas isoladas,
mas também uma transformação mais ampla em sua qualidade de vida.
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4 COLETA E ANÁLISE DOS DADOS OBSERVADOS 
Para esse trabalho, foram realizadas entrevistas com os profissionais que
tratam da Maria Luiza, que seguem abaixo e observações feitas em sala de aula, pois a
criança em questão é aluna da escola onde atuo como Orientadora Pedagógica. 
Entrevista com a psicóloga Lívia Ribeiro. 
Entrevistadora (Iva Christine): Boa tarde, Dra. Lívia. Muito obrigado por me receber
hoje. Poderia compartilhar um pouco sobre sua experiência no atendimento a crianças 
autistas?
Dra. Lívia: Boa tarde. É um prazer estar aqui. Trabalhar com crianças autistas é 
uma área que sempre me fascinou. Cada criança é única, e o desafio de compreender 
suas necessidades individuais e promover seu desenvolvimento é incrivelmente 
gratificante.
Entrevistadora: Com certeza. Poderia nos falar sobre sua abordagem no 
tratamento de crianças autistas, especificamente em relação a um caso que você está 
atualmente acompanhando, como o da Maria Luiza?
Dra. Lívia: Claro. Em primeiro lugar, é crucial realizar uma avaliação completa para 
entender as características específicas do autismo dessa criança. No caso da Maria 
Luiza, por exemplo, observamos padrões de comunicação atípicos e comportamentos 
repetitivos. A partir dessa análise, desenvolvemos um plano de intervenção adaptado às 
suas necessidades.
Entrevistadora: E como você aborda a comunicação com crianças autistas, 
especialmente as mais jovens?
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Dra. Lívia: A comunicação é uma peça fundamental. No caso da Maria Luiza, 
utilizamos abordagens que se baseiam em suas preferências sensoriais e interesses 
específicos. Incorporamos recursos visuais, jogos interativos e histórias sociais para 
facilitar a compreensão e a expressão de emoções.
Entrevistadora: E como os pais da Maria Luiza estão envolvidos no processo de 
intervenção?
Dra. Lívia: A colaboração com os pais é essencial. Mantemos uma comunicação 
regular para discutir o progresso, ajustar estratégias conforme necessário e fornecer 
orientação para atividades em casa. Incluir a família no processo é crucial para garantir a 
consistência e o suporte contínuo à criança.
Entrevistadora: E quanto às interações sociais? Como você aborda isso no caso da
Maria Luiza?
Dra. Lívia: No contexto das interações sociais, utilizamos técnicas de modelagem e
reforço positivo. Trabalhamos em conjunto com outros profissionais, como terapeutas 
ocupacionais e psicomotricistas, para desenvolver habilidades sociais, promover a 
empatia e criar oportunidades para interações sociais estruturadas.
Entrevistadora: Parece um trabalho muito abrangente e colaborativo. Por fim, Dra. 
Lívia, quais são suas perspectivas para o futuro da Maria Luiza e comovocê vê o papel 
da psicologia no desenvolvimento de crianças autistas?
Dra. Lívia: Acredito que, com uma intervenção precoce e adaptada, podemos 
maximizar o potencial de cada criança autista. No caso da Maria Luiza, estamos 
construindo uma base sólida para seu desenvolvimento social, emocional e acadêmico. A 
psicologia desempenha um papel crucial ao fornecer ferramentas e estratégias que 
podem ser integradas ao cotidiano da criança, contribuindo para uma vida mais plena e 
independente.
Entrevista com a psicopedagoga Cristina Dias:
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Entrevistadora: Bom dia, Dra. Cristina. Obrigado por me conceder um tempo para 
conversar sobre o seu trabalho como psicopedagoga. Para começar, gostaria de saber 
como você aborda a intervenção psicopedagógica ao trabalhar com a Maria Luiza.
Psicopedagoga: Bom dia! É um prazer estar aqui. Quando trabalho com uma 
criança autista, o primeiro passo é realizar uma avaliação abrangente para entender as 
necessidades específicas dessa criança. Isso inclui avaliar habilidades cognitivas, 
linguagem, interações sociais e comportamentos, entre outros aspectos.
Entrevistadora: Com base nessa avaliação, como você desenvolve estratégias 
pedagógicas adaptadas às necessidades individuais da criança?
Psicopedagoga: Após a avaliação, eu desenvolvo um plano de intervenção 
personalizado, levando em consideração as habilidades e desafios específicos da criança.
Isso pode envolver a utilização de recursos visuais, adaptações no ambiente de 
aprendizagem e a incorporação de métodos de ensino que se alinhem ao estilo de 
aprendizagem da criança autista. A individualização é a chave.
Entrevistadora: Como você trabalha a questão da comunicação com uma criança 
autista, especialmente considerando as variações no espectro?
Psicopedagoga: A comunicação é uma parte fundamental do meu trabalho. Para 
crianças autistas, pode ser necessário explorar diferentes formas de comunicação, que 
vão além da linguagem verbal. Isso pode incluir o uso de comunicação visual, como 
quadros de comunicação, e o estímulo à comunicação não verbal. Além disso, eu 
colaboro com outros profissionais, como fonoaudiólogos, para desenvolver estratégias 
específicas para cada caso.
Entrevistadora: E em relação às interações sociais, como você aborda o 
desenvolvimento dessas habilidades na criança autista?
Psicopedagoga: Trabalhar as interações sociais é crucial. Utilizo atividades 
estruturadas para ensinar e praticar habilidades sociais, como turn-taking, 
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compartilhamento e compreensão de expressões faciais. Também incorporo o uso de 
jogos e atividades lúdicas para tornar o aprendizado mais envolvente e natural.
Entrevistadora: Por fim, como você mede o progresso da criança ao longo do 
tempo e ajusta suas abordagens de intervenção conforme necessário?
Psicopedagoga: A avaliação contínua é essencial. Realizo avaliações periódicas 
para medir o progresso da criança em relação aos objetivos estabelecidos. Se necessário,
faço ajustes nas estratégias de intervenção, sempre em colaboração com outros 
profissionais envolvidos no caso. A flexibilidade é fundamental para garantir que a criança
esteja recebendo o suporte mais eficaz possível. Só gostaria de enfatizar a importância da
abordagem integrada e da colaboração entre profissionais para oferecer o melhor suporte 
possível a crianças autistas e suas famílias.
Entrevista com a fonoaudióloga Thatiana Assumpção:
Entrevistadora: Bom dia, Dra. Thatiana. Agradeço por tirar um tempo para falar 
comigo hoje. Para começar, poderia nos contar um pouco sobre como se deu o início do 
seu trabalho com crianças autistas?
Fonoaudióloga: Bom dia. É um prazer estar aqui. Meu trabalho com crianças 
autistas começou há alguns anos, quando percebi a importância de uma abordagem 
multidisciplinar para atender às necessidades específicas dessas crianças. Desde então, 
tenho buscado aprimorar minhas habilidades para proporcionar um suporte mais eficaz.
Entrevistadora: Com certeza, a abordagem multidisciplinar é fundamental. Poderia 
compartilhar quais são os principais desafios que você enfrenta ao trabalhar com uma 
criança autista?
Fonoaudióloga: Certamente. Cada criança é única, então os desafios podem variar.
No entanto, muitas crianças autistas enfrentam dificuldades na comunicação, tanto verbal 
quanto não verbal. Alguns apresentam atrasos na fala, enquanto outros podem ter 
padrões de comunicação peculiares. Adaptar as estratégias de intervenção de acordo 
com as necessidades específicas de cada criança é essencial.
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Entrevistadora: Poderia compartilhar algumas das estratégias específicas que você utiliza 
em suas sessões para desenvolver a comunicação com uma criança autista?
Fonoaudióloga: Claro. Em primeiro lugar, é fundamental estabelecer uma relação 
de confiança. Isso muitas vezes envolve criar um ambiente estruturado e previsível. Utilizo
jogos interativos, materiais visuais e histórias sociais para ajudar na compreensão e 
expressão da linguagem. Além disso, adapto as técnicas de acordo com as preferências e
interesses da criança, tornando o aprendizado mais envolvente.
Entrevistadora: Parece uma abordagem muito personalizada. Como você avalia o 
progresso de uma criança ao longo do tempo e ajusta suas estratégias conforme 
necessário?
Fonoaudióloga: A avaliação contínua é fundamental. Utilizo instrumentos de 
avaliação específicos para medir o desenvolvimento da linguagem e da comunicação. 
Além disso, observo atentamente as interações da criança em diferentes contextos. A 
comunicação eficaz não se limita apenas à fala; inclui também a compreensão e a 
expressão não verbal. Com base nessas observações, ajusto as estratégias de 
intervenção para melhor atender às necessidades da criança.
Entrevistadora: Muito interessante. Por fim, qual conselho você daria aos pais de 
crianças autistas que estão buscando apoio na área da fonoaudiologia?
Fonoaudióloga: Recomendaria aos pais que busquem profissionais especializados 
em autismo, que compreendam as nuances dessa condição. Além disso, a colaboração 
entre os pais e os terapeutas é crucial. Manter uma comunicação aberta e participar 
ativamente no processo de intervenção pode fazer uma grande diferença no progresso da
criança.
Entrevista com a psicomotricista Luciana Martins:
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Entrevistador: Bom dia, Dra. Luciana. Para começar, poderia compartilhar um 
pouco sobre a sua abordagem na psicomotricidade e como ela se aplica ao trabalho com 
crianças autistas?
Psicomotricista: Em minha prática, a abordagem psicomotora visa integrar os 
aspectos físicos e emocionais da criança. No caso das crianças autistas, a ênfase está na
compreensão e estímulo da relação entre o corpo, a mente e as emoções, contribuindo 
para o desenvolvimento global.
Entrevistadora: Como você adapta suas técnicas para atender às necessidades 
específicas de uma criança autista como a Maria Luiza?
Psicomotricista: Cada criança é única, e isso é especialmente verdadeiro no caso 
de crianças autistas. Ao trabalhar com elas, levo em consideração suas preferências 
sensoriais, desafios na comunicação e modos preferenciais de interação. Uso atividades 
lúdicas e sensoriais para criar um ambiente acolhedor e estimulante, adaptado às suas 
necessidades individuais.Entrevistadora: Pode compartilhar algum exemplo de atividade ou técnica que 
tenha sido eficaz em seu trabalho?
Psicomotricista: Certamente. Uma atividade que geralmente é bem recebida é a 
utilização de jogos motores que envolvem movimentos coordenados, como jogos de 
equilíbrio e coordenação. Essas atividades não apenas estimulam o desenvolvimento 
motor, mas também promovem a consciência corporal e a interação social, aspectos 
importantes no caso de crianças autistas.
Entrevistadora: Como você avalia o progresso da criança ao longo do tempo?
Psicomotricista: A avaliação é contínua e multidimensional. Observo atentamente 
as mudanças nas habilidades motoras, a expressão emocional, a interação social e a 
participação em atividades. Além disso, mantenho uma comunicação estreita com os pais 
e outros profissionais envolvidos no acompanhamento da criança para garantir uma 
abordagem integrada e abrangente.
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Entrevistadora: E quanto à colaboração com outros profissionais, como 
fonoaudiólogos ou terapeutas ocupacionais? Como essa abordagem multidisciplinar 
beneficia a criança autista?
Psicomotricista: A colaboração é essencial. Trabalhar em equipe permite uma 
compreensão mais completa das necessidades da criança. A comunicação constante com
outros profissionais ajuda a adaptar as estratégias, garantindo uma abordagem coesa e 
eficaz. Isso é particularmente importante no caso de crianças autistas, onde uma visão 
holística é fundamental.
Entrevista com a terapeuta ocupacional João Fellipe Homero:
Entrevistadora: Olá, João Fellipe, obrigada por me receber hoje. Para começar, 
poderia contar um pouco sobre sua abordagem como terapeuta ocupacional ao trabalhar 
com crianças autistas?
Terapeuta Ocupacional: Certamente. Minha abordagem é centrada na criança e 
adaptada às suas necessidades específicas. Trabalho para promover a autonomia, a 
participação ativa e o desenvolvimento de habilidades funcionais que possam ser 
aplicadas no dia a dia.
Entrevistadora: Pode compartilhar um pouco sobre como você avalia as 
necessidades da criança e desenvolve um plano de intervenção personalizado?
Terapeuta Ocupacional: A avaliação é uma parte crucial do meu trabalho. Começo 
observando o comportamento da criança, suas habilidades motoras, sensoriais e de 
autocuidado. Além disso, procuro entender suas preferências e desafios específicos. Com
base nessa avaliação, elaboramos um plano de intervenção que pode envolver atividades
lúdicas, terapia com base sensorial e práticas que visam desenvolver habilidades motoras
finas e grossas.
Entrevistadora: Poderia compartilhar um exemplo de uma atividade ou estratégia 
que você tenha utilizado recentemente com a Maria Luiza?
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Terapeuta Ocupacional: Certamente. Recentemente, trabalhei com uma atividade 
que envolvia brincar com massinha de modelar. Isso não apenas proporciona uma 
experiência tátil e sensorial, mas também ajuda a desenvolver habilidades motoras finas, 
coordenação olho-mão e concentração. Além disso, adaptamos a atividade de acordo 
com os interesses específicos da criança para torná-la mais envolvente.
Entrevistadora: Como você colabora com outros profissionais, como psicólogos ou 
fonoaudiólogos, para garantir uma abordagem integrada no tratamento da criança?
Terapeuta Ocupacional: A colaboração é fundamental. Mantenho uma 
comunicação constante com outros profissionais envolvidos no tratamento da criança, 
compartilhando informações sobre seu progresso, desafios e ajustando nossas 
estratégias de intervenção conforme necessário. A abordagem multidisciplinar é essencial
para oferecer à criança um suporte abrangente e holístico.
Entrevistadora: Isso faz todo o sentido. Por último, como os pais ou responsáveis 
podem apoiar o trabalho que você realiza em casa, entre as sessões de terapia 
ocupacional?
Terapeuta Ocupacional: Encorajo os pais a se envolverem nas atividades que 
realizamos durante as sessões e a incorporarem estratégias simples em suas rotinas 
diárias. Isso pode incluir a continuação de atividades sensoriais em casa, a prática de 
exercícios específicos para desenvolvimento motor e a criação de um ambiente que 
estimule a independência da criança. A colaboração contínua entre a terapia ocupacional 
e a vida cotidiana da criança é fundamental para alcançar melhores resultados.
Durante as entrevistas e observações das intervenções realizadas pelos
profissionais que cuidam do caso da Maria Luiza, pude participar ativamente de todos os
trabalhos, coletando informações e promovendo ações que ajudassem não só no
acompanhamento dela nos atendimentos fora da sala de aula como dentro também. 
Os profissionais, por vezes pediam para que eu realizasse as intervenções,
praticando com a Maria Luíza, os trabalhos propostos por eles. 
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Um dos trabalhos que mais achei relevante no que implica o desenvolvimento dela
em sala de aula foi o da psicomotricista Luciana, pois pude observar e constatar o que os
professores da Maria Luiza já haviam relatado, que, na escrita, havia uma grande
dificuldade em traçar as letras de forma cursiva, pois se queixava de dor e acarretava um
pouco de incômodo emocional a ela, pelo desgaste de tentar e não conseguir. Essa
dificuldade apresentada é somente na questão da escrita, pois conseguia fazer o
pareamento de letras cursivas e não cursivas, as que chamamos letra em caixa alta, ou
bastão, sendo assim, não foi percebido nenhuma dificuldade no reconhecimento das
letras, nem na associação delas na hora da escrita, somente o movimento exigido para a
escrita cursiva, que causava desconforto físico nas suas mãos, pois reclamava de dor. 
Pude observar também que a Maria Luíza não apresentava grandes dificuldades
fonoaudiológicas, nem de aprendizado, tampouco de interação com os demais colegas
em sala de aula, nem mesmo no local onde faz todo o acompanhamento multidisciplinar. 
Maria Luiza não apresenta ecolalia e percebemos a grande facilidade que tem em
aprender e pronunciar palavras em outras línguas, sobretudo a língua inglesa. 
Observando-a em momentos como o intervalo no colégio, percebi que participava
ativamente das brincadeiras, inclusive a de pular corda, a qual realizava muito bem tendo
em vista a sua idade e todas as características típicas de uma criança autista. 
Em momentos de grande alegria, foi relatado anteriormente pelos professores que
a Maria Luíza, sacudia bastantes as mãos, o que estava sendo trabalhado durante o
atendimento com o terapeuta e a psicomotricista e pode-se perceber que, em visto do que
era antes, apresentou grande melhora.
5 INTERVENÇÕES
Habilidades da criança em expressar-se e compreender as emoções dos outros.
Estimulação Sensorial: Foram incorporadas atividades sensoriais para ajudar a
criança a regular suas sensações e emoções. Isso incluiu terapias com balanços, texturas
táteis e brinquedos sensoriais.
Integração Sensorial: Sessões de terapia ocupacional/educacional foram realizadas
para melhorar a integração sensorial, auxiliando a criança a processar e responder
adequadamente aos estímulos sensoriais do ambiente.
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Treinamento Social: Foram organizadas atividades de grupo estruturadas com o
objetivo dedesenvolver habilidades sociais, como turno, compartilhamento e
compreensão das pistas sociais, visando melhorar as interações sociais da criança.
Estimulação Cognitiva: Jogos e atividades educativas foram adaptados para
atender às necessidades específicas da criança, visando desenvolver suas habilidades
cognitivas, como resolução de problemas, concentração e pensamento abstrato.
Envolvimento dos Pais e Professores: A equipe trabalhou em estreita colaboração
com os pais e professores, fornecendo orientação e estratégias para apoiar a criança
tanto em casa quanto na escola. Isso incluiu sessões de treinamento para os pais,
garantindo que o progresso da criança continuasse fora do ambiente de intervenção.
As atividades não foram registradas em fotos, por motivos alheios ao objetivo do
trabalho que foram respeitados, mas seguem fotos de alguns tipos de atividades
realizados nas intervenções com a Maria Luiza dentro de sala de aula e na APAE. 
 
 
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5.1 REGRISTRO E ANÁLISE DAS INTERVENÇÕES 
A intervenção interdisciplinar para Maria Luiza é um processo complexo e
personalizado, visando promover seu desenvolvimento global e melhorar sua qualidade
de vida. A abordagem envolve uma equipe composta por uma psicóloga, psicopedagoga,
psicomotricista, fonoaudióloga e terapeuta ocupacional, cada uma desempenhando um
papel crucial no suporte às necessidades específicas da criança.
1. Psicóloga:
A psicóloga desempenha um papel central na avaliação e compreensão das
necessidades emocionais e sociais da criança autista. Utilizando abordagens como a ABA
(Análise do Comportamento Aplicada) ou terapia cognitivo-comportamental, ela pode
ajudar a criança a desenvolver habilidades sociais, compreender e expressar emoções, e
gerenciar comportamentos desafiadores.
2. Psicopedagoga:
A psicopedagoga concentra-se nas questões relacionadas à aprendizagem da
criança. Ela adapta estratégias pedagógicas para atender às necessidades específicas do
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autismo, desenvolvendo métodos que estimulem o aprendizado e a comunicação. A
psicopedagoga trabalha em estreita colaboração com a escola e a família para criar um
ambiente de aprendizado inclusivo.
3. Psicomotricista:
A psicomotricista visa melhorar a coordenação motora e o desenvolvimento
sensorial da criança. Utilizando atividades físicas e lúdicas, ela ajuda a criança a
desenvolver habilidades motoras finas e grossas, melhorar o equilíbrio e a consciência
corporal, promovendo assim a interação social e a autonomia.
4. Fonoaudióloga:
A fonoaudióloga concentra-se no desenvolvimento da comunicação oral e não
verbal. Ela trabalha para melhorar a articulação, a compreensão auditiva, a expressão
verbal e o uso de comunicação alternativa, como o uso de sinais ou dispositivos de
comunicação assistida.
5. Terapeuta Ocupacional:
O terapeuta ocupacional enfoca a autonomia da criança nas atividades diárias. Ele
ajuda a desenvolver habilidades práticas, como vestir-se, alimentar-se e realizar tarefas
cotidianas. Além disso, trabalha para melhorar a integração sensorial, facilitando a
adaptação da criança a diferentes estímulos ambientais.
Integração e Colaboração:
A eficácia dessa intervenção depende da integração e colaboração entre os
profissionais. Reuniões regulares de equipe para discussão de casos, compartilhamento
de observações e planejamento conjunto são essenciais. A colaboração com os pais
também é crucial, pois eles desempenham um papel fundamental na continuidade das
estratégias em casa.
Avaliação Contínua:
A avaliação contínua é fundamental para ajustar e adaptar as intervenções de
acordo com o progresso da criança. Cada profissional traz uma perspectiva única e
contribui para a compreensão holística das necessidades da criança autista.
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A abordagem interdisciplinar proporciona à criança autista uma gama abrangente
de suporte, abordando seus desafios em diferentes áreas do desenvolvimento. Ao
colaborar de maneira eficaz, a equipe busca potencializar as habilidades da criança,
promovendo uma melhoria significativa em sua qualidade de vida e facilitando sua
inclusão em ambientes sociais e educacionais
6 CONSIDERAÇÕES FINAIS
As considerações finais sobre o trabalho de intervenção realizada por uma equipe
multidisciplinar composta por uma psicóloga, psicopedagoga, psicomotricista,
fonoaudióloga e terapeuta ocupacional com a Maria Luiza são fundamentais para avaliar
o progresso e os resultados alcançados ao longo do processo. Este tipo de abordagem
colaborativa é essencial para oferecer uma intervenção abrangente e holística,
considerando as diferentes dimensões do desenvolvimento da criança autista.
Primeiramente, é importante destacar o valor da abordagem interdisciplinar. Cada
profissional trouxe sua expertise e perspectiva única para o processo de intervenção, o
que enriqueceu a compreensão do caso e permitiu a implementação de estratégias mais
eficazes. A colaboração entre os membros da equipe foi fundamental para um
atendimento integrado e coerente, contribuindo para o desenvolvimento global da criança.
A psicóloga desempenhou um papel crucial na compreensão das necessidades
emocionais e sociais da criança, trabalhando na promoção de habilidades sociais,
autoestima e no manejo de emoções. A psicopedagoga contribuiu para adaptar
estratégias de ensino e aprendizagem de acordo com as características específicas do
autismo, promovendo o desenvolvimento acadêmico da criança de maneira
personalizada.
A psicomotricista, por sua vez, focou no desenvolvimento motor e na integração
sensorial, auxiliando a criança a aprimorar suas habilidades motoras e a lidar com
possíveis desafios sensoriais. A fonoaudióloga trabalhou na melhoria da comunicação,
tanto verbal quanto não verbal, além de abordar questões relacionadas à alimentação e
deglutição. Já o terapeuta ocupacional concentrou-se nas atividades do cotidiano,
promovendo a autonomia da criança em suas tarefas diárias.
Ao longo do processo de intervenção, observou-se um progresso significativo na
criança autista. As estratégias adotadas pela equipe multidisciplinar mostraram-se
eficazes na melhoria das habilidades sociais, na comunicação, no desempenho
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acadêmico e no desenvolvimento motor. Além disso, a criança demonstrou uma maior
capacidade de enfrentar desafios sensoriais e de se engajar em atividades do dia a dia de
maneira mais independente.
É importante ressaltar que a intervenção não é um processo linear, e os desafios
podem persistir. No entanto, o suporte contínuo da equipe multidisciplinar é essencial
para ajustar as estratégias conforme as necessidades evoluem. O envolvimento dos pais
e cuidadores também desempenha um papel crucial, pois a continuidade das práticas em
casa é fundamental para consolidar os ganhos obtidos durante as sessões de
intervenção.
Em síntese, a abordagem integrada de psicóloga, psicopedagoga, psicomotricista,
fonoaudióloga e terapeuta ocupacional revelou-se essencialpara promover o
desenvolvimento abrangente da criança autista. A colaboração entre esses profissionais,
aliada ao suporte dos familiares, é a chave para proporcionar um ambiente favorável ao
crescimento e ao bem-estar dessa criança, contribuindo para sua inclusão e participação
plena na sociedade.
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