Prévia do material em texto
Pincel Atômico - 23/04/2024 08:50:17 1/5 CRISTIANE DUARTE SCHMITZ Exercício Caminho do Conhecimento - Etapa 18 (22998) Atividade finalizada em 23/04/2024 08:49:32 (1822073 / 1) LEGENDA Resposta correta na questão # Resposta correta - Questão Anulada X Resposta selecionada pelo Aluno Disciplina: LITERATURA: TEORIA E METODOLOGIA DE ENSINO [1073572] - Avaliação com 8 questões, com o peso total de 1,11 pontos [capítulos - 3] Turma: Segunda Graduação: Segunda Graduação 6 meses - Licenciatura em Letras-Português - Grupo: FPD-MARC/2024 - SGegu0A130324 [118540] Aluno(a): 91589390 - CRISTIANE DUARTE SCHMITZ - Respondeu 8 questões corretas, obtendo um total de 1,11 pontos como nota [359835_1500 21] Questão 001 (ENEM 2010) (Tarsila do Amaral. “O mamoeiro”, 1925. Óleo s/ tela; 65 x 70 cm. IEB-USP.) O modernismo brasileiro teve forte influência das vanguardas europeias. A partir da Semana de Arte Moderna, esses conceitos passaram a fazer parte da arte brasileira definitivamente. Tomando como referência o quadro “O mamoeiro”, identifica-se que, nas artes plásticas, a forma apresenta contornos e detalhes humanos. X forma estética ganha linhas retas e valoriza o cotidiano. natureza passa a ser admirada como um espaço utópico. imagem passa a valer mais que as formas vanguardistas. imagem privilegia uma ação moderna e industrializada. Pincel Atômico - 23/04/2024 08:50:17 2/5 [359834_1505 51] Questão 002 (ENEM) “Poética”, de Manuel Bandeira, é quase um manifesto do movimento modernista brasileiro de 1922. No poema, o autor elabora críticas e propostas que representam o pensamento estético predominante na época. Poética Estou farto do lirismo comedido Do lirismo bem comportado Do lirismo funcionário público com livro de ponto expediente protocolo e manifestações de apreço ao Sr. diretor. Estou farto do lirismo que pára e vai averiguar no dicionário o cunho vernáculo de um vocábulo. Abaixo os puristas [...] Quero antes o lirismo dos loucos O lirismo dos bêbedos O lirismo difícil e pungente dos bêbedos O lirismo dos clowns de Shakespeare - Não quero mais saber do lirismo que não é libertação. (BANDEIRA, Manuel. Poesia completa e prosa. Rio de janeiro: José Aguilar, 1974) Com base na leitura do poema, podemos afirmar corretamente que o poeta: X propõe a criação de um novo lirismo. propõe o retorno do movimento romântico. critica todo e qualquer lirismo na literatura. critica o lirismo louco do movimento modernista. propõe o retorno ao lirismo do movimento clássico. [359834_1505 40] Questão 003 (UEL-PR) As reações negativas do público à Semana de Arte Moderna refletem: a fixação do espírito brasileiro no propósito de menosprezo das criações nacionalistas. X a preferência pelas manifestações artísticas já cristalizadas nas linhas do academicismo. a possibilidade do futuro fracasso do Modernismo como movimento estético literário. a aversão dos autores em se comunicar com o público presente no Teatro Municipal de São Paulo. o pouco amadurecimento dos autores para propostas de vanguarda. Pincel Atômico - 23/04/2024 08:50:17 3/5 [359835_1500 20] Questão 004 (ENEM) “A velha Totonha de quando em vez batia no engenho. E era um acontecimento para a meninada… Que talento ela possuía para contar as suas histórias, com um jeito admirável de falar em nome de todos os personagens, sem nenhum dente na boca, e com uma voz que dava todos os tons às palavras! Havia sempre rei e rainha, nos seus contos, e forca e adivinhações. E muito da vida, com as suas maldades e as suas grandezas, a gente encontrava naqueles heróis e naqueles intrigantes, que eram sempre castigados com mortes horríveis! O que fazia a velha Totonha mais curiosa era a cor local que ela punha nos seus descritivos. Quando ela queria pintar um reino era como se estivesse falando dum engenho fabuloso. Os rios e florestas por onde andavam os seus personagens se pareciam muito com a Paraíba e a Mata do Rolo. O seu Barba-Azul era um senhor de engenho de Pernambuco.” (José Lins do Rego. Menino de Engenho. Rio de Janeiro: José Olympio, 1980, p. 49-51 (com adaptações). Na construção da personagem “velha Totonha”, é possível identificar traços que revelam marcas do processo de colonização e de civilização do país. Considerando o texto acima, infere-se que a velha Totonha: aproxima-se, ao incluir elementos fabulosos nos contos, do próprio romancista, o qual pretende retratar a realidade brasileira de forma tão grandiosa quanto a europeia. tira o seu sustento da produção da literatura, apesar de suas condições de vida e de trabalho, que denotam que ela enfrenta situação econômica muito adversa. compõe, em suas histórias, narrativas épicas e realistas da história do país colonizado, livres da influência de temas e modelos não representativos da realidade nacional. X imprime marcas da realidade local a suas narrativas, que têm como modelo e origem as fontes da literatura e da cultura europeia universalizada. retrata, na constituição do espaço dos contos, a civilização urbana europeia em concomitância com a representação literária de engenhos, rios e florestas do Brasil. [359836_1500 24] Questão 005 (UNCISAL/2016) ANTUNES, Arnaldo. Rio: o ir. Disponível em: <http://www. arnaldoantunes.com.br/new/index.php?page=32>. Acesso em: 6 nov. 2015. O texto acima, um poema de Arnaldo Antunes, inscreve-se numa tradição de procedimentos poéticos também recuperáveis no X Concretismo, uma vez que o poema investe na materialidade visual da palavra, explorando um arranjo geométrico que, com poucos recursos, provoca diversas leituras e compreensões. Modernismo, uma vez que se percebe a estruturação do poema em torno da flexão de primeira pessoa do verbo “rir”, o que recupera o humor característico dos poetas modernistas. Pincel Atômico - 23/04/2024 08:50:17 4/5 Naturalismo, uma vez que o poema faz uso de recurso visual que se assemelha a uma rosa, o que remete à natureza. Parnasianismo, uma vez que a forma do poema se assemelha à de uma pedra preciosa, o que metaforiza a aproximação que os parnasianos estabelecem entre o fazer poético e o trabalho do ourives. Arcadismo, uma vez que é perceptível que o poema se estrutura em torno da palavra “rio”, o que remete a uma supervalorização deste elemento natural. [359836_1500 23] Questão 006 (PUC-PR) A poesia concreta no Brasil caracteriza-se por: dar continuidade à corrente intimista e estetizante dos anos 40. descaso pelos aspectos formais do poema e preferências pela linguagem correta. rigidez no nível prosódico e pela impassibilidade diante dos problemas nacionais. preocupação com a correção sintática, pela renovação dos temas relacionados com os estados psíquicos do poeta. X visar a atingir e a explorar as camadas materiais do significante (som, letra impressa, linhas, superfície da folha). [359834_1572 55] Questão 007 (FESP-PE) "Quando as casas baixarem de preço,/ Laura Moura, prenda minha,/ Uma delas será sua sem favor./ Lá fora a bulha da cidade/ Disfarçará nosso prazer.../ E a gente, numa rede maranhense,/ Ao som dum jazz bem blue,/ Balancearemos no calor da noite,/ Sonhando com o sertão." Assinale a afirmativa que não constitui característica do Modernismo e que, assim, não se aplica ao texto acima. Valorização poética de aspectos da realidade tradicionalmente considerados prosaicos. X Utilização de versos simétricos, porém brancos. Aproximação dos padrões da linguagem coloquial. Integração na nossa cultura de manifestações artísticas estrangeiras. Síntese poética da nacionalidade pela integração de diversos aspectos culturais do país. [359834_1500 19] Questão 008 (ENEM) Após estudar na Europa, Anita Malfatti retornou ao Brasil com uma mostra que abalou a cultura nacional do início do século XX. Elogiada por seus mestres na Europa, Anita se considerava pronta para mostrar seu trabalho no Brasil, mas enfrentou as duras críticas de Monteiro Lobato. Com a intenção de criar uma arte que valorizasse a cultura brasileira, Anita Malfatti e outros artistas modernistas: buscarama liberdade na composição de suas figuras, respeitando limites de temas abordados. mantiveram de forma fiel a realidade nas figuras retratadas, defendendo uma liberdade artística ligada à tradição acadêmica. defenderam a liberdade limitada de uso da cor, até então utilizada de forma irrestrita, afetando a criação artística nacional. X buscaram libertar a arte brasileira das normas acadêmicas europeias, valorizando as cores, a originalidade e os temas nacionais. representaram a ideia de que a arte deveria copiar fielmente a natureza, tendo como finalidade a prática educativa. Pincel Atômico - 23/04/2024 08:50:17 5/5