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<p>08/10/2024 09:36:05 1/4</p><p>REVISÃO DE SIMULADO</p><p>Nome:</p><p>DÉBORA OLIVEIRA ARAÚJO</p><p>Disciplina:</p><p>Literatura Brasileira</p><p>Respostas corretas são marcadas em amarelo X Respostas marcardas por você.</p><p>Questão</p><p>001 (ENEM)</p><p>Após estudar na Europa, Anita Malfatti retornou ao Brasil com uma mostra que abalou a</p><p>cultura nacional do início do século XX. Elogiada por seus mestres na Europa, Anita se</p><p>considerava pronta para mostrar seu trabalho no Brasil, mas enfrentou as duras críticas</p><p>de Monteiro Lobato. Com a intenção de criar uma arte que valorizasse a cultura</p><p>brasileira, Anita Malfatti e outros artistas modernistas:</p><p>A) mantiveram de forma fiel a realidade nas figuras retratadas, defendendo uma liberdade</p><p>artística ligada à tradição acadêmica.</p><p>B) buscaram a liberdade na composição de suas figuras, respeitando limites de temas</p><p>abordados.</p><p>C) defenderam a liberdade limitada de uso da cor, até então utilizada de forma irrestrita,</p><p>afetando a criação artística nacional.</p><p>X D) buscaram libertar a arte brasileira das normas acadêmicas europeias, valorizando as</p><p>cores, a originalidade e os temas nacionais.</p><p>E) representaram a ideia de que a arte deveria copiar fielmente a natureza, tendo como</p><p>finalidade a prática educativa.</p><p>Questão</p><p>002 (UNCISAL/2016)</p><p>ANTUNES, Arnaldo. Rio: o ir. Disponível em: . Acesso em: 6 nov. 2015.</p><p>O texto acima, um poema de Arnaldo Antunes, inscreve-se numa tradição de</p><p>procedimentos poéticos também recuperáveis no</p><p>X A) Concretismo, uma vez que o poema investe na materialidade visual da palavra,</p><p>explorando um arranjo geométrico que, com poucos recursos, provoca diversas leituras</p><p>e compreensões.</p><p>B) Modernismo, uma vez que se percebe a estruturação do poema em torno da flexão de</p><p>primeira pessoa do verbo “rir”, o que recupera o humor característico dos poetas</p><p>modernistas.</p><p>C) Naturalismo, uma vez que o poema faz uso de recurso visual que se assemelha a uma</p><p>rosa, o que remete à natureza.</p><p>D) Parnasianismo, uma vez que a forma do poema se assemelha à de uma pedra preciosa,</p><p>o que metaforiza a aproximação que os parnasianos estabelecem entre o fazer poético</p><p>e o trabalho do ourives.</p><p>E) Arcadismo, uma vez que é perceptível que o poema se estrutura em torno da palavra</p><p>“rio”, o que remete a uma supervalorização deste elemento natural.</p><p>08/10/2024 09:36:05 2/4</p><p>Questão</p><p>003 (ENEM)</p><p>“A velha Totonha de quando em vez batia no engenho. E era um acontecimento para a</p><p>meninada… Que talento ela possuía para contar as suas histórias, com um jeito</p><p>admirável de falar em nome de todos os personagens, sem nenhum dente na boca, e</p><p>com uma voz que dava todos os tons às palavras!</p><p>Havia sempre rei e rainha, nos seus contos, e forca e adivinhações. E muito da vida,</p><p>com as suas maldades e as suas grandezas, a gente encontrava naqueles heróis e</p><p>naqueles intrigantes, que eram sempre castigados com mortes horríveis! O que fazia a</p><p>velha Totonha mais curiosa era a cor local que ela punha nos seus descritivos. Quando</p><p>ela queria pintar um reino era como se estivesse falando dum engenho fabuloso. Os rios</p><p>e florestas por onde andavam os seus personagens se pareciam muito com a Paraíba e</p><p>a Mata do Rolo. O seu Barba-Azul era um senhor de engenho de Pernambuco.”</p><p>(José Lins do Rego. Menino de Engenho. Rio de Janeiro: José Olympio, 1980, p. 49-51</p><p>(com adaptações).</p><p>Na construção da personagem “velha Totonha”, é possível identificar traços que</p><p>revelam marcas do processo de colonização e de civilização do país. Considerando o</p><p>texto acima, infere-se que a velha Totonha:</p><p>A) aproxima-se, ao incluir elementos fabulosos nos contos, do próprio romancista, o qual</p><p>pretende retratar a realidade brasileira de forma tão grandiosa quanto a europeia.</p><p>B) tira o seu sustento da produção da literatura, apesar de suas condições de vida e de</p><p>trabalho, que denotam que ela enfrenta situação econômica muito adversa.</p><p>X C) imprime marcas da realidade local a suas narrativas, que têm como modelo e origem as</p><p>fontes da literatura e da cultura europeia universalizada.</p><p>D) retrata, na constituição do espaço dos contos, a civilização urbana europeia em</p><p>concomitância com a representação literária de engenhos, rios e florestas do Brasil.</p><p>E) compõe, em suas histórias, narrativas épicas e realistas da história do país colonizado,</p><p>livres da influência de temas e modelos não representativos da realidade nacional.</p><p>Questão</p><p>004 (ENEM) O uso do pronome átono no início das frases é destacado por um poeta e por</p><p>um gramático nos textos abaixo.</p><p>Comparando a explicação dada pelos autores sobre essa regra, pode-se afirmar que</p><p>ambos:</p><p>A) Afirmam que não há regras para uso de pronomes.</p><p>B) Acreditam que apenas os esclarecidos sabem essa regra.</p><p>C) Condenam essa regra gramatical.</p><p>D) Criticam a presença de regras na gramática.</p><p>08/10/2024 09:36:05 3/4</p><p>X E) Relativizam essa regra gramatical.</p><p>Questão</p><p>005 (FESP-PE)</p><p>"Quando as casas baixarem de preço,/ Laura Moura, prenda minha,/ Uma delas será sua</p><p>sem favor./ Lá fora a bulha da cidade/ Disfarçará nosso prazer.../ E a gente, numa rede</p><p>maranhense,/ Ao som dum jazz bem blue,/ Balancearemos no calor da noite,/ Sonhando</p><p>com o sertão."</p><p>Assinale a afirmativa que não constitui característica do Modernismo e que, assim, não</p><p>se aplica ao texto acima.</p><p>A) Aproximação dos padrões da linguagem coloquial.</p><p>B) Integração na nossa cultura de manifestações artísticas estrangeiras.</p><p>X C) Utilização de versos simétricos, porém brancos.</p><p>D) Valorização poética de aspectos da realidade tradicionalmente considerados prosaicos.</p><p>E) Síntese poética da nacionalidade pela integração de diversos aspectos culturais do país.</p><p>Questão</p><p>006 Em 1924, os surrealistas lançaram um manifesto no qual anunciaram a força do</p><p>inconsciente na criação de novas percepções. Valorizavam a ausência de lógica das</p><p>experiências psíquicas e oníricas, propondo novas experiências estéticas. Sobre o</p><p>Surrealismo, é correto afirmar:</p><p>A) destaca que o fundamental, na arte, é o objeto visível em detrimento do emocionalismo</p><p>subjetivo do artista.</p><p>X B) concede mais valor ao livre jogo da imaginação individual do que à codificação dos</p><p>ideais da sociedade ou da história.</p><p>C) baseia-se na razão, negando as oscilações do temperamento humano.</p><p>D) acredita que a liberação do psiquismo humano se dá por meio da sacralização da</p><p>natureza.</p><p>E) busca limitar o psiquismo humano e suas manifestações, transfigurando-os em</p><p>geometria a favor de uma nova ordem.</p><p>Questão</p><p>007 (UCP – PR) Movimento literário brasileiro que recebeu influências de vanguardas</p><p>europeias, tais como o Futurismo e o Surrealismo:</p><p>X A) Modernismo.</p><p>B) Parnasianismo.</p><p>C) Realismo.</p><p>D) Simbolismo.</p><p>E) Romantismo.</p><p>08/10/2024 09:36:05 4/4</p><p>Questão</p><p>008 (ENEM)</p><p>Psicologia de um vencido</p><p>“Eu, filho do carbono e do amoníaco,</p><p>Monstro de escuridão e rutilância,</p><p>Sofro, desde a epigênese da infância,</p><p>A influência má dos signos do zodíaco.</p><p>Profundissimamente hipocondríaco,</p><p>Este ambiente me causa repugnância…</p><p>Sobe-me à boca uma ânsia análoga à ânsia</p><p>Que se escapa da boca de um cardíaco.</p><p>Já o verme – este operário das ruínas –</p><p>Que o sangue podre das carnificinas</p><p>Come, e à vida em geral declara guerra,</p><p>Anda a espreitar meus olhos para roê-los,</p><p>E há de deixar-me apenas os cabelos,</p><p>Na frialdade inorgânica da terra!”</p><p>(ANJOS, A. Obra completa. Rio de Janeiro: Nova Aguilar, 1994. )</p><p>A poesia de Augusto dos Anjos revela aspectos de uma literatura de transição</p><p>designada como pré-modernista. Com relação à poética e à abordagem temática</p><p>presentes no soneto, identificam-se marcas dessa literatura de transição, como</p><p>X A) a manutenção de elementos formais vinculados à estética do Parnasianismo e do</p><p>Simbolismo, dimensionada pela inovação na expressividade poética e o desconcerto</p><p>existencial.</p><p>B) a ênfase no processo de construção de uma poesia descritiva e ao mesmo tempo</p><p>filosófica, que incorpora valores morais e científicos mais tarde renovados pelos</p><p>modernistas.</p><p>C) a seleção lexical emprestada do cientificismo, como se lê em “carbono e amoníaco”,</p><p>“epigênesis da infância”, “frialdade inorgânica”, que restitui a visão</p><p>naturalista do</p><p>homem.</p><p>D) o empenho do eu lírico pelo resgate da poesia simbolista, manifesta em metáforas</p><p>como “Monstro de escuridão e rutilância” e “Influência má dos signos do zodíaco”.</p><p>E) a forma do soneto, os versos metrificados, a presença de rimas, o vocabulário</p><p>requintado, além do ceticismo, que antecipam conceitos estéticos vigentes no</p><p>Modernismo.</p>