Prévia do material em texto
Olá, caro aluno (ou aluna)! Apresentamos este modelo de Trabalho de Conclusão de Curso (TCC) para orientar sua pós-graduação. Importante ressaltar que todas as informações estão disponíveis no seu Portal do Aluno, na disciplina de Fundamentos e Orientações para o Desenvolvimento do TCC. No respectivo curso, você encontrará o Manual do TCC contendo todas as informações essenciais, além de uma videoaula. Vamos começar: Alguns pontos de atenção sobre a formatação que seu trabalho deve ter: · Deverá conter, obrigatoriamente, no mínimo, 08 e, no máximo, 20 páginas, contando com as referências bibliográficas; · NÃO deverá conter capa, contracapa, sumário, agradecimento e/ou dedicatória; · Estrutura do texto: deverá constituir-se de um texto corrido, dividido em: Título, Nome do Autor, Resumo, Abstract (opcional), Palavras-chave, Introdução, Desenvolvimento, Conclusão e Referências; · Deverá ser editado e salvo em formato Word; · Folha/página: tamanho A4 com espaçamento entre linhas: 1,5; · Tipo de Fonte: Times New Roman ou Arial; · Tamanho da fonte para títulos e subtítulos: 14; para texto: 12; · Margens: superior e esquerda 3 cm, inferior e direita 2,5 cm; · Parágrafos: recuo de 2 cm; · Numeração das páginas: canto inferior direito da folha; Na próxima página, iniciaremos o exemplo explicativo do modelo que deve ser seguido. O TRANSTORNO DE ANSIEDADE SOB A ÓTICA DA PSICANÁLISE: uma pesquisa bibliográfica sobre a ansiedade na modernidade Aqui está um exemplo de título que deve ser seguido. Ele deve ser claro e objetivo, podendo ser completado por um subtítulo separados por dois pontos. Seu título deve conter três características: a apresentação do seu tema, a apresentação de seu objeto e o tipo de pesquisa que irá desenvolver. O título do artigo deve aparecer centralizado com fonte Times New Roman ou Arial, tamanho 14, em negrito, letras maiúsculas e espaçamento 1,5. Se houver subtítulo, usar letras minúsculas. Margareth Costa Alves[footnoteRef:1] [1: Discente do curso de Pós-Graduação em (inserir o nome do curso). E-mail: margareth.pessoal@yahoo.com.br] Deve-se indicar o nome por extenso, depois do título, à direita do leitor. Suas credenciais e endereço eletrônico devem aparecer em uma nota de rodapé. Utilizar fonte tamanho 12 e espaçamento 1,5. RESUMO (Repare na formatação deste título: negrito, tamanho 14 e letra maiúscula) Este artigo tem por guisa expandir os aspectos do Transtorno de Ansiedade (TA) sob a luz e ótica da psicanálise. O objetivo geral deste trabalho é compreender e abordar os fatores e as consequências da ansiedade na vida cotidiana e na saúde mental do sujeito. As metodologias usadas foram: pesquisa bibliográfica, análise de periódicos, revista e material disponível on-line acerca da temática em tela. O questionamento que norteou este trabalho foi o reconhecimento da possibilidade de conhecer um pouco mais o transtorno de ansiedade sob a ótica da psicanálise, bem como suas consequências. Esta pesquisa buscou notabilizar a relação da ansiedade sob o olhar atento da psicanálise e suas relações diretas ou indiretas com os gatilhos que fazem com que o transtorno seja disparado, e, fazer com que os aspectos sejam evidenciados para que sejam anulados quando possível em situações que venham acarretar prejuízos advindos em que se encontra o sujeito, e mitigar o quanto antes possível a situação encontrada. Aqui está um exemplo de Resumo a ser seguido. É elemento obrigatório, devendo ter de 100 a 250 palavras. Espaçamento simples (1,0). Palavras-chave: Transtorno. Gatilho. Ansiedade. Indicação de palavras significativas do conteúdo do artigo, para facilitar a elaboração posterior de um índice de assunto. Sugere-se de 3 a 5 palavras, separadas entre si, por ponto final. ABSTRACT - This article aims to expand the aspects of Anxiety Disorder (AD) under the light and perspective of psychoanalysis. The general objective of this work is to understand and address the factors and consequences of anxiety in everyday life and in the subject's mental health. The methodologies used were: bibliographical research, analysis of periodicals, magazine and material available online about the theme in question. The question that guided this work was the recognition of the possibility of knowing a little more about the anxiety disorder from the perspective of psychoanalysis, as well as its consequences. This research sought to highlight the relationship of anxiety under the watchful eye of psychoanalysis and its direct or indirect relationships with the triggers that cause the disorder to be triggered, and to make the aspects evidenced so that they are annulled, when possible, in situations that may cause damage arising from the situation of the subject, and mitigate the situation found as soon as possible Keywords: Disorder. Kitten. Anxiety. Abstract é o resumo em língua estrangeira. Aparece no artigo logo após o resumo. Para a realização do TCC a apresentação do abstract será opcional, não sendo elemento obrigatório. INTRODUÇÃO (Repare na formatação deste título: negrito, tamanho 14 e letra maiúscula) Nesta parte você deverá realizar uma exposição breve do tema tratado, apresentando-o de maneira geral. É obrigatório conter quatro itens essenciais na construção desse elemento, eles devem ser desenvolvidos dentro do tópico em questão, ou seja, esses itens não devem ser construídos em tópicos. São eles: · Objetivo geral: é sugerido pelos pesquisadores que esse item seja o primeiro a ser apresentado, com a intenção de direcionar o leitor para as intenções do autor. Como se trata de um objetivo geral, deve-se usar verbos que trazem ideia de amplitude, como “Analisar” ou “Abordar”. · Problematização: é a mola propulsora de um trabalho científico, é ela que permite que uma pesquisa seja científica, ou seja, parte de uma dúvida para chegar a uma resposta. · Metodologia de pesquisa: a natureza de sua pesquisa, ou seja, na introdução deve apresentar o tipo de pesquisa que irá desenvolver (bibliográfica, teórica, documental ou de campo). · Justificativa: a importância de seu trabalho para o meio cientifico, ou seja, por que desenvolver essa pesquisa é importante para a temática estudada? O objetivo geral do presente trabalho é analisar a aplicabilidade da Psicanálise no transtorno de ansiedade e suas implicações no cotidiano do indivíduo na modernidade. (aqui consta o objetivo geral do trabalho) Para a realização deste, foi feita uma pesquisa exploratória através de levantamento bibliográfico, utilizando os critérios de inclusão: artigo, trabalhos acadêmicos, revistas, sites a partir dos anos 2000, salvo quando houve necessidade de recorrer aos clássicos, atemporais, que permitiram a elaboração das discussões dos resultados coerentes com o tema da pesquisa (aqui consta a metodologia de pesquisa do trabalho), aqui cabe uma pergunta: de que forma a Psicanálise influencia o diagnóstico e tratamento do Transtorno de Ansiedade na atualidade? (aqui consta a problematização do trabalho) Este trabalho justifica-se pelo fato de que a Psicanálise transita entre as terapias mais usadas para o tratamento do transtorno de ansiedade na atualidade, apesar de complexa por si só, constitui-se em áreas de amplas abordagens e que têm por premissa o indivíduo; (aqui consta a justificativa do trabalho) tem como objeto o inconsciente e, portanto, o próprio indivíduo, a quem importa e interessa o conhecimento e suas relações sociais. O conhecimento sobre conceitos e aplicações psicanalíticas pode oferecer ao profissional outro dimensionamento para condução do tratamento e para sua práxis. A abordagem da pesquisa foi qualitativa, que “ocupa um reconhecido lugar entre as várias possibilidades de se estudar os fenômenos que envolvem os seres humanos e suas intrincadas relações sociais, estabelecidas em diversos ambientes (GODOY, 1995, p. 21). (A partir daqui, há uma breve exposição do tema tratado, apresentando-o de maneira geral e relacionando com a literatura consultada sobre o assunto do artigo). Com a alta exigênciadas modernizações, com as mudanças do comportamento humano, com o excesso de informações e atividades, observa-se o desencadear de um estresse continuado. Estas exigências trazem a elevação do nível de ansiedade cada vez maior para a sociedade e afetam o convívio social, redundando em geração de transtornos como a ansiedade. Já considerado o mal do século. A ansiedade é descrita como uma perturbação comportamental e compreende alguns aspectos como quadros patológicos exacerbados. Considerada como um quadro patológico de medo excessivo em situações sobre as quais o indivíduo tem alterações e embaraços que prejudicam sua saúde física e suas interações sociais, perturbações e comportamentos relacionados a eventos futuros. Em outras palavras, pode-se afirmar que o medo é a resposta emocional à ameaça iminente, real ou percebida (AMERICAN PSYCHIATRIC ASSOCIATION, 2014). Os aspectos mais relevantes desta situação são: separação de casa e separação de figuras de apego. Os indivíduos com o transtorno de ansiedade vivenciam sofrimento excessivo e recorrente e tendem a distorcer a realidade de forma negativa e pessimista, o que se caracteriza como catastrofização. Segundo Castilho (2000) pessoas com ansiedade que apresentam o medo em excesso, têm dificuldade de relaxamento e se preocupam excessivamente com julgamentos em relação ao seu desempenho. Com isso, necessitam de reforçadores em sua autoconfiança constantemente. Situações cotidianas podem se tornar ameaçadoras para essas pessoas, trazendo uma situação muito constrangedora, com possibilidade de chegar ao ponto de ser vítima de um estado paralisador, e esta situação pode ser, muitas vezes, interpretada como fator de uma condição que traz risco à vida do indivíduo ou mesmo à sua segurança. DESENVOLVIMENTO (Repare na formatação deste título: negrito, tamanho 14 e letra maiúscula) Esse item é o núcleo do trabalho onde o autor expõe, explica e demonstra o assunto em todos os seus aspectos. É nesse item que irá se debruçar sobre os dados pesquisados para analisar. A função desse item é ser o corpo do trabalho, é onde os teóricos e os dados se dialogam. Se o autor for desenvolver uma pesquisa teórica, por exemplo, é nesse item que um conceito que ele está analisando será debatido. É muito importante que o autor busque e insira referências teóricas (citações de autores da área) para embasar e fundamentar a pesquisa desenvolvida. A ansiedade tem sido considerada o mal do século, e por este motivo é objeto de estudo de muitos especialistas em psicanálise, psicólogos, psiquiatras, neurologistas. Para o Instituto de Psiquiatria Paulista, ansiedade é uma reação do corpo caracterizada por reações físicas, cognitivas e, dentre elas estão o aumento do estado de alerta, a fuga, o batimento cardíaco acelerado (taquicardia), suor excessivo, pelos eriçados (INSTITUTO DE PSIQUIATRIA PAULISTA, 2023). De acordo com o mesmo instituto, a ansiedade é benéfica até certo ponto. Porém, quando ultrapassa os limites, trazendo incapacitações nos afazeres domésticos, e limitando a vida cotidiana do indivíduo, deve-se ligar o sinal de alerta. Quando se entende que a falta de controle começa a interferir na capacidade deliberativa do indivíduo deve-se procurar ajuda especializada. Neste sentido, faz-se necessário lembrar ainda, que a ansiedade pode ter sido originada de um trauma ou pode ser um sintoma de algo que está escondido, como TAG (Transtorno de Ansiedade Generalizada), estresse pós-traumático, depressão, síndrome de pânico, TOC (Transtorno Obsessivo Compulsivo), entre outros. A diferenciação ocorrerá quanto à intensidade e à frequência que estes episódios ou quadros se apresentarão. Vejamos, no entanto, que, em casos de ansiedade ante uma situação ou um quadro considerado normal não se deve deixar de lado a observação da frequência das antecipações do evento e a sua persistência. Sob a ótica psicanalítica, o transtorno de ansiedade é um retorno à subjetividade, ao questionamento e à complexidade do evento vivido. O que vai caracterizar o estudo na psicanálise é a investigação da subjetividade, e o seu rigor é dado pela fidelidade aos seus pressupostos. Para Silva (2020), a ansiedade tem desafiado a compreensão por se tratar de um fenômeno clínico com ideias abstratas, porém corretas, mas aplicadas ao objeto de observação com muita clareza. O indivíduo que apresenta ansiedade apresentará também uma instabilidade psíquica, que pode ser considerada dentro da normalidade se não houver nenhuma manifestação de patologias. O mesmo autor, Silva (2020) apresenta três categorias que Freud faz considerações sobre elas na ansiedade: a realista, a moral e a neurótica; A primeira está relacionada com o medo; a segunda está relacionada com a punição trazida pela culpa, que vai invadir o indivíduo, e a terceira, o temor de algo que existe ou não. Conforme Silva (2020) a ansiedade pode ser considerada um indicador para o organismo levantar defesas psicológicas. Dessa maneira, a necessidade psicológica representa um papel central no posicionamento do aparelho psíquico Para Freud, ansiedade é uma consequência de traumas ocorridos na infância, fase em que o ego desprezou como mecanismo de defesa, evitando, assim, a dor. É necessário o reconhecimento de que processos neuroquímicos estão por trás deste fenómeno (OLIVEIRA; SANTOS, 2019). Porém, para alguns estudiosos, como Darwin, discutir ansiedade sobre a afirmação de Freud também pode ser resultante de uma libido contida, e dos desejos não realizados, traumas infantis e como manifestações no adulto. Darwin, Freud e a ansiedade (Repare na formatação deste subtítulo: negrito, tamanho 14 e letra minúscula) A influência de Darwin sobre a obra de Freud foi extremamente marcante (RITVO, 1990; SULLOWAY, 1992). Ritvo (1990), traz uma análise da obra do autor, e faz referência ao menos a 20 passagens que estarão distintas, nas quais o nome de Darwin e menções a sua obra são satisfatoriamente achados. Portanto, não é surpresa que um tema como a ansiedade generosamente entendida por Freud ao longo de toda a sua história, seja apregoada com a grande influência de Darwin. É possível elencar ao menos dois principais pontos de afinidade entre os delineamentos de Freud, que fazem referências à ansiedade, e as ideias que são defendidas por Darwin, em especial em "A expressão das emoções" (1872/2000). São eles: 1) as ideias de adaptação e conflito; 2) os princípios gerais da expressão emocional. Freud levanta-se para entender a questão da ansiedade nas psiconeuroses, a ideia da lide vai estar presente. O que gera ansiedade é a rejeição das demandas da libido por parte do Ego, argumenta Freud. E disso resultará um conflito que será estabelecido entre uma demanda intolerável e o próprio Ego. Não obstante o conceito de Ego tenha permanecido estático e com pouca definição até a publicação de "O ego e o id" (1976b), a abordagem estrutural, inaugurada a partir desta publicação, vai enfatizar o papel do Ego como sendo um “órgão de adaptação", e será responsável pela mediação de conflitos internos e externos (RITVO, 1990). Ao tratar da questão do afeto, na "Conferência XXV" (1976), Freud faz uso do princípio do hábito associado útil, afirmando ser o "afeto a mera repetição de alguma experiência prévia de importância para o indivíduo", sendo justamente aí que se encontra o seu significado, trazendo a ideia de que a força do hábito leva à repetição do fenômeno, mesmo em situações em que presumivelmente que nessa repetição não seja encontrada nenhuma utilidade, sendo claro, tem-se aqui uma espécie de "compulsão" à repetição. Para Freud, o aparelho psíquico funciona segundo esse princípio, e a ansiedade resulta de um tensionamento deste aparelho, que decorre do acúmulo de investida, de energia psíquica (de catexia) Catexia: concentração de todas as energias mentais sobre uma representação bem precisa, um conteúdo de memória, uma sequência de pensamentos ou encadeamento de atos, catexe). A Ansiedade, para Freud "Inibições, sintomas e ansiedade" (1976), é,portanto, um estado afetivo, com caráter acentuado de desprazer, resultante de um acúmulo de investida sobre o aparelho psíquico, ou seja, de uma excitação excessiva. Sob esta mesma ótica Wilhelm Reich (1975), vai dizer que "a ansiedade é a tensão gerada por uma energia reprimida que não consegue ser descarregada". Segundo Castilho (2000), pessoas com transtorno de ansiedade trazem consigo o excesso de medo, e têm muita dificuldade em relaxar, estão sempre preocupados com o julgamento a seu respeito, seu desempenho frente à ortodoxia que lhe é imputada, e por estes motivos necessitam sempre serem estimuladas a renovar a sua confiança. Para Silva (2020), a percepção de Freud sobre ansiedade traria uma condição que afetaria excessivamente o ser humano, que seus distúrbios seriam excessivamente desgastantes, tirando assim, o controle de suas ações sobre a vida. Silva (2020, p.15) ainda vai afirmar: “[…] O termo ansiedade é usado para refletir um estado de tensão ou apreensão devido uma expectativa. Esta manifestação é uma reação normal. Contudo, quando provoca sofrimento, passa ser considerada patológica pois chega a provocar distúrbios orgânicos.” De acordo com o mesmo autor Silva (2020), os transtornos de ansiedade foram divididos em cinco categorias: TP - Transtorno de Pânico, que inclui fobias; TOC - Transtorno Obsessivo Compulsivo; TEPT - Transtorno de Estresse Pós-Traumático; TAG - Transtorno de Ansiedade Generalizada. Em relação a tais categorias apontadas por Silva (2020), há a necessidade de uma análise sob a luz da psicanálise. Para Peres (2018), a ansiedade é entendida e definida pela psicanálise como: “… tentativa do sujeito de encontrar solução para seus conflitos psíquicos. Por isso, as pessoas com esse tipo de transtorno evitam situações temidas ou suportam com muito medo a insegurança”. Dentro de um entendimento, que traz a discussão o Transtorno de Ansiedade do ponto de vista psicanalítico é um revir à subjetividade, a um questionamento, à uma complexidade. O que caracteriza a psicanálise é o fato dela ser investigativa, e é fiel ao seu rigor que é fiel também aos seus pressupostos […]” (PERES, 2018, p 13). Silva (2020) vai consolidar a ideia que, a ansiedade sempre foi um desafio à compreensão teórica pois ela é um acontecimento bastante comum dentro da clínica psicanalítica, sendo assim necessário encontrar ideias metafísicas corretas para que sejam aplicadas ao objeto de observação com bastante clareza. Dessa maneira, Lent (2010) apud Silva (2020, p. 08) afirma que: “[…] o termo ansiedade é usado para se referir a um estado de tensão ou apreensão devido a uma expectativa”. De acordo com Montiel et al., (2014), os distúrbios são diferentes em suas características, podendo ser episódicos ou persistentes; também podem ter fatores desencadeantes como problemas físicos, psicológicos e se estão ou não ligados a transtornos mentais. Freud e a questão da ansiedade (Repare na formatação deste subtítulo: negrito, tamanho 14 e letra minúscula) Freud está de frente pela primeira vez com o tema da "ansiedade" ao tratar neuroses. Neste tempo, encontra-se compenetrado em sua tentativa de expressar dados em psicologia, que eram termos quantitativos e fisiológicos. Nesta tentativa está o que dará origem ao "Projeto para uma psicologia científica" (1976) que foi apenas publicado após sua morte. Servindo-se de termos encontrados no "Projeto" (1976), faz uso da ideia do "princípio de constância" acordo com o qual havia uma tendência inerente ao sistema nervoso de reduzir, ou de manter constante, o grau de excitação nele presente. Frente às observações clínicas, vai constatar que em casos de Angstneurose (distúrbio mental caracterizado por sentimentos de preocupação, ansiedade ou medo, que são extremamente fortes ao ponto de interferir nas atividades diárias do cidadão) que sempre era possível descobrir certa desinteligência da "descarga da tensão sexual", vai afirmar então que a excitação que se acumulava escaparia de uma forma "transformada" em ansiedade (Freud, 1976). A "excitação sexual" acumulada será transformada em ansiedade, não obstante, sofrerá modificações nas obras subsequentes de Freud. Na "Conferência XXV" das "Conferências introdutórias sobre psicanálise" (1976), o autor distingue dois tipos de ansiedade: a ansiedade realística e a neurótica. Ou seja, nessa obra ele vai expor a ideia de que a ansiedade não fica restrita aos neuróticos. A Ansiedade realística vem a ser racional e inteligível e, como o próprio Freud a define como uma 'reação à percepção de um perigo externo' - isto é, um dano previsto" (p. 459, parágrafo 2). A ansiedade neurótica irá consistir em um medo inconsciente de ser punido por obedecer a um desejo do id. Ela tem seu apoio de configuração na infância, e é um conflito basicamente entre o id e o ego, podendo expor alguns destes sintomas. · Preocupações e medos excessivos. · Visão irreal de problemas. · Inquietação ou sensação de estar sempre “nervoso” · Irritabilidade. · Tensão muscular. · Dores de cabeça. · Sudorese. · Dificuldade em manter a concentração. Portanto questiona-se ao autor, como surge a ansiedade? Mais uma vez aqui a resposta é que a "ansiedade é reproduzida como um estado afetivo, em conformidade com uma imagem mnêmica (relativo à memória) já existente". Os estados afetivos são resultantes de experiências traumáticas primitivas. Quando do surgimento de uma situação semelhante, são apenas ressuscitados como símbolos mnêmicos. Entretanto, as determinantes de ansiedade se modificam ao longo da vida do sujeito, um neurótico se comporta como se as antigas situações de perigo ainda existissem, apegando-se a todos os antigos determinantes de ansiedade (Freud, 1976). A ansiedade patológica, portanto, diferentemente do sinal de ansiedade, não surge de uma maneira conveniente. Não é, pois, adaptativa. Ela aparece de maneira inadequada, como se o antigo sinal de perigo ainda estivesse presente. De fato, dirá Freud (1976a), um número relativamente alto de pessoas continua com um conteúdo infantil de se comportar quando se refere ao perigo, e não supera os determinantes que geraram aquela ansiedade. Características (Repare na formatação deste subtítulo: negrito, tamanho 14 e letra minúscula) Os sintomas podem variar em seu aspecto, assim como de pessoa a pessoa. Entre eles, estão: inquietação, palpitações, suor excessivo, falta de ar, dores musculares, irritabilidade, fadiga, sono irrequieto, dificuldade de concentração, aperto no peito com formigamento e dor nos membros superiores e membros inferiores. Estes sintomas fazem parte de um sistema de defesa, possibilitando ao indivíduo a sobrevivência. Quando a ansiedade se cronifica, podem ser observadas consequências danosas a esse indivíduo. A continuidade desta situação afetará o indivíduo ao ponto de levá-lo à exaustão de suas forças, gerando um estado de estresse, e as consequências que são danosas não tardam a surgir tais como: aumento da pressão arterial, crises cardiológicas como angina de peito, podendo levá-lo ao infarto, alterações na pele, alterações oculares, e muitos outras alterações físicas (AMERICAN PSYCHIATRIC ASSOCIATION, 2014). O estado de alerta para estes sinais começa a ser registrados no próprio corpo do indivíduo. Um sujeito que se expõe diariamente à roda viva da vida, pode lhe faltar clareza em perceber que os estes sintomas estão presentes no seu dia a dia. Fatores que desencadeiam o transtorno de ansiedade e seus mecanismos de defesa (Repare na formatação deste subtítulo: negrito, tamanho 14 e letra minúscula) Nem todos esses fatores estão presentes normalmente na vida de um indivíduo, mas tão importante quanto detectá-los também é entender que existem mecanismos de defesa, e que o próprio corpo vai produzi-los, como o próprio nome está indicando são maneiras ou meios que o nosso inconsciente cria para distanciar o indivíduo dos eventos. Criados por Sigmund Freud, e depois mais detalhado por sua filha Anna Freud, são manifestações do ego perante os acontecimentos e fatoresque geram sofrimento. Esse acontecimento de desenvolvimento do ego dá-se de maneira inconsciente. A psicanálise identifica mais de quinze mecanismos de defesa, que ocorrem inconscientemente. O sujeito se depara com uma ameaça, e estes mecanismos irão ajudar o indivíduo a lidar com conflitos emocionais, e são também defesas psíquicas e sensoriais. De acordo com Silva (2020) são mecanismos de defesa psíquica: Regressão: dá-se este termo, ao processo que conduz a atividade psíquica, a uma forma de atuação já superada, evolutiva e cronologicamente mais primitiva do que a atual; Projeção: é uma operação na qual o sujeito expulsa de si e localiza no outro tudo aquilo que é seu, qualidades, sentimentos, desejos que ele desconhece ou recusa. Trata-se de uma defesa de origem arcaica; Recalque: é a intervenção pela qual o sujeito procura afastar ou manter no inconsciente as representações associadas a uma pulsão, como, imagens, pensamentos e recordações; Isolamento: faz com que considera separado aquilo que na realidade permanece unido, exemplo, quando da relação entre a cena traumática, o conflito ou o desejo recalcado o sintoma que foi reprimido; Formação Reativa: trata-se de uma proteção da ansiedade a partir de manipulação da percepção interna, fazendo com que, o sujeito perceba de forma equivocada um sentimento exatamente oposto ao seu; Identificação: representa a forma mais arcaica uma vinculação afetiva". Consiste em transferir as representações do objeto para o eu/self. A identificação pode ser parcial ou total, projetiva, introjetiva e por deslocamento; Racionalização: justificativas para explicar comportamentos ou sentimentos que são difíceis de aceitar; Deslocamento: leva as pessoas a deslocarem suas emoções para uma representação daquilo que lhe causa um sentimento negativo, para um alvo mais confortável que lhe traga segurança; Sublimação: consiste em: [...] na adaptação lógica e ativa das normas do meio ambiente, com proveito para nós mesmos e para a sociedade, dos impulsos de id, rechaçados como tais pelo eu/self, numa função harmoniosa com o superego. Isto constitui uma forma de satisfação, visando o social; Intelectualização: parecido com a racionalização. Tem sua característica por uma visão racional e calculista. Vai prevenir o indivíduo do apego a aspectos negativos, como tristeza, medo, e transfere a atenção para os aspectos lógicos; Compensação: como o próprio mecanismo diz, o indivíduo tenta compensar no trabalho ou em traços de sua personalidade. Com isso, tenta aliviar a culpa e a ansiedade por estar buscando a excelência e não conseguir; Com a compilação de todas estas informações percebe-se que os mecanismos de defesa estão intrinsecamente ligados e relacionados ao ego que tenta manter o indivíduo longe de perigos com o mínimo possível de alumbramento na tentativa de não o deixar ser dominado pelos mesmos agindo assim de forma defensiva. CONCLUSÃO (Repare na formatação deste título: negrito, tamanho 14 e letra maiúscula) A conclusão é a parte final do texto e deve incluir, antes de tudo, uma resposta para a problemática do tema proposto na introdução. É uma decorrência lógica e natural de tudo que a precede. Deve ser breve e concisa. Não pode conter nenhum dado novo, somente irá se debruçar nos principais debates feitos no desenvolvimento. Não existe pretensão de esgotar este estudo dentro deste artigo, porém faz-se necessária uma observação atenta a todos os estudos com comprovações e experiências advindos dos mais recentes estudos sobre o tema, pois ser ou estar ansioso já faz parte de uma rotina que é quase indeclinável para o ser humano. No entanto, quando excessiva, traz uma preocupação por afetar atividades diárias das mais simples e sempre de uma forma negativa e significativa em forma de prejuízos E por mais que a ansiedade seja uma resposta do nosso organismo ao ambiente ou a fatores estressores, é necessário cuidar para que ela não alcance níveis de disfuncionalidade, De acordo com a OMS (Organização Mundial de Saúde), o Brasil é o país mais ansioso da América Latina, com um crescimento de 1290% de consultas psiquiátricas (sempre trazendo a lembrança que neste ano estávamos sob uma pandemia global) e em psicologia no ano de 2022 (BIBLIOTECA VIRTUAL EM SAÚDE, 2023). Temos que considerar que para os transtornos mentais existem opções como a psicoterapia, e farmacoterapia, além de tratamentos não farmacológicos, como atividades físicas, meditação, acupuntura e uma série de tratamentos não convencionais, que podem ajudar o indivíduo a se recuperar, porém para ser compreendido enquanto transtorno a ansiedade, é necessário a busca de uma ajuda especializada que se apoia em materiais e discursos temáticos e científicos que têm sua relevância e contribuição no estudo e no avanço do tratamento da ansiedade. Atitudes como negligenciar os sintomas aumentam o risco de afastamento do indivíduo da sociedade, e esse afastamento pode se dar por longos períodos, prejudicando uma carreira profissional, a convivência doméstica, o sono, suas habilidades e tantas outras consequências observadas chegando mesmo, a um isolamento. Considerando o assunto como de alta relevância por se tratar de mudanças de comportamentos, de humor e outros sinais e sintomas mais danosos e ainda com comprometimentos que podem gerar a exaustão mental no indivíduo, faz-se necessário levar em consideração a observação de um ambiente saudável, em seus variados níveis, para que a vida seja qualificada e a saúde mental protegida e preservada. REFERÊNCIAS (Repare na formatação deste título: negrito, tamanho 14 e letra maiúscula) AMERICAN PSYCHIATRIC ASSOCIATION (APA). Manual diagnóstico e estatístico de transtornos mentais: DSM-5. 5. ed. Porto Alegre: Artmed, 2014. BIBLIOTECA VIRTUAL EM SAÚDE. OMS divulga Informe Mundial de Saúde Mental: Transformar a Saúde Mental pra Todos. 2023. Disponível em: https://bvsm.saudade.gov.br/oms-divulga-informe-mundial-de-saude-mental-transformar-a-saude-mentalpra-todos. Acesso em: 05 set. 2023. CASTILLO, Ana Regina Geciauskas Lage. et al. Transtornos de ansiedade. Revista Brasileira de Psiquiatria, 22 (Supl. II), p. 20-3, 2000.Disponível em: https://www.scielo.br/pdf/rbp/v22s2/3791.pdf . Acesso em: 01 set. 2023. FREUD, S. (1976a). Análise terminável e interminável. In S. Freud, Edição standard brasileira das obras psicológicas completas de Sigmund Freud (J. Salomão, trad., Vol. 23). Rio de Janeiro: Imago. FREUD, S. (1976b). O ego e o id. In S. Freud, Edição standard brasileira das obras psicológicas completas de Sigmund Freud (J. Salomão, trad., Vol. 19). Rio de Janeiro: Imago. FREUD, S. (1976c). Conferências introdutórias sobre psicanálise. In S. Freud, dição standard brasileira das obras psicológicas completas de Sigmund Freud (J. Salomão, trad., Vol. 15-16). Rio de Janeiro: Imago. FREUD, S. (1976d). Inibições, sintomas e ansiedade. In S. Freud, Edição standard brasileira das obras psicológicas completas de Sigmund Freud (J. Salomão, trad., Vol. 20). Rio de Janeiro: Imago. FREUD, S. (1976e). Projeto para uma psicologia científica. In S. Freud, Edição standard brasileira das obras psicológicas completas de Sigmund Freud (J. Salomão, trad., Vol. 1). Rio de Janeiro: Imago. GODOY, Arilda Schmidt. Introdução à pesquisa qualitativa e suas possibilidades. RAE - Revista de Administração de Empresas, São Paulo, v. 35, n. 2, p. 57-63, 1995. INSTITUTO DE PSIQUIATRIA PAULISTA. Ansiedade: tudo sobre o novo mal do século. Disponível em: https://psiquiatriapaulista.com.br/ansiedade-tudo-sobre-o-novo-mal-do-seculo/. Acesso em: 05 set. 2023.REICH, W. (1975). A Função do Orgasmo - Problemas Econômicos - Sexuais de Energia Biológica. São Paulo: Brasiliense. Disponível em: <www.uniafafibe.com.br>. Acesso em: 05 set. 2023. MONTIEL, J. M.; BARTHOLOMEU, D.; M., A. A.; PESSOTTO, F. Caracterização dos sintomas de ansiedade em pacientes com transtorno de pânico. Boletim Academia Paulista de Psicologia, v. 34, n. 86, 2014, p. 171-185.Disponível em: http://pepsic.bvsalud.org/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1415-711X2014000100012&lng=pt&nrm=iso.Acesso em: 31 ago. 2023. PERES, K.R. L. Transtorno de Ansiedade Social: psiquiatria e psicanálise. Dissertação (Mestrado em Psicologia Clínica) Universidade de São Paulo (USP). São Paulo: USP, 2018, 80 p. Disponível em: https://teses.usp.br/teses/disponiveis/47/47133/tde-26102018-165234/publico/peres_me.pdf . Acesso em: 31 ago. 2023. RITVO, L. (1990). A influência de Darwin sobre Freud. Rio de Janeiro: Imago SILVA, M.B. L. M. As contribuições da Psicanálise na Neurometria Funcional no controle da ansiedade. Revista Científica de Neurometria, Ano 4 – Número 6 – abril de 2020. Disponível em: https://www.neurometria.com.br/article/vol6a1.pdf. Acesso em: 31 ago. 2023. SULLOWAY, F. J. (1992). Freud, biologist of the mind: Beyond the psychoanalytic legend. Cambridge: Harvard University Press. 14