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Guia de análise termográfica: descreve funcionamento, importância e preparação (emissividade, foco, distância, ambiente), define anomalias segundo ABNT NBR 15866:2010, apresenta critérios e requisitos para medição de painéis e lista problemas comuns em cabos, disjuntores, fusíveis e conexões.

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Análise Termográfica
Introdução: Análise Termográfica
A inspeção termográfica é uma técnica de diagnóstico não invasiva que utiliza imagens de radiação infravermelha para detectar e analisar variações de temperatura em diversos tipos de materiais e equipamentos.
Funcionamento
A termografia funciona usando câmeras termográficas para detectar radiação infravermelha emitida por objetos, convertendo-a em imagens visuais que mostram a distribuição de temperatura na superfície. Todos os objetos emitem radiação infravermelha, e a câmera detecta essa radiação e a transforma em sinais elétricos, que são processados para criar termogramas. Esses termogramas representam diferentes temperaturas com cores distintas, permitindo identificar variações térmicas.
Importância da termografia
Elimina a necessidade de interromper o processo de produção para realizar a inspeção.
Transmite informações em tempo real.
Não exige contato direto com o maquinário.
Passo 1:Preparação
Conhecimentos básicos para a realização da inspeção.
Levantamento dos dispositivos a serem medidos.
Verificação da máxima temperatura admissível.
Verificação das condições do ambiente.
Calibração e uso adequado.
Máxima temperatura admissível
Verificação das condições do ambiente
Para verificar as condições do local, costuma-se utilizar termohigrômetros e anemômetros. Também é importante considerar fatores como sujeira no objeto de medição e poluição do ar. O momento do dia é crucial, pois a temperatura pode variar dependendo do horário.
Calibração e uso adequado
Ajuste de emissividade: a emissividade de um material varia com o comprimento de onda da radiação.
Desfoque de imagem: é importante uma focagem correta no início da medição, uma vez que esta característica não pode ser alterada posteriormente.
Distância: Distância de medição muito longa ou muito curta, pois a resolução dos termogramas diminui com o afastamento entre o equipamento e o objeto, logo deve manter-se a menor distância de medição possível em relação ao objeto a medir. 
Sujeira no equipamento.
Definição das anomalias
a norma ABNT NBR 15866:2010 descreve que uma anomalia pode ser referenciada em relação a:
um valor estabelecido pelo fabricante nas condições nominais (MTA); 
um elemento similar adjacente (DELTA T);
um valor estabelecido pelo usuário final com base no histórico operacional;
Critérios para avaliação da severidade da anomalia térmica
Medição de um painel
É necessário para uma análise térmica fiel à realidade do equipamento, que o painel elétrico esteja com pelo menos 30% de sua carga total no momento da inspeção, e que esteja operando a no mínimo duas horas. Desse modo, a analise não poderá ser realizada caso o painel esteja desligado, ou caso o painel seja ligado apenas na hora da inspeção.
Cabo condutor
Cabo condutor – problemas comuns
Secção reduzida para a intensidade de corrente;
Em circuitos trifásicos, intensidades de corrente distintas;
Folga nas emendas e uniões; 
Cabos enrolados;
Cortes que reduzam ou debilitem a sua seção dos condutores;
Disjuntor
Disjuntor – problemas comuns
Contatos internos com defeito.
 Folga nos contatos.
 Subdimensionado em relação a intensidade de corrente
Fusível
Fusível - problemas comuns
Maxilas com pressão insuficiente / mal encaixadas. 
Subdimensionado em relação a intensidade de corrente. 
Base fusível com defeito. 
Defeitos internos – como não condutividade.
Barramento
Barramento - problemas comuns
Ligações incorretas; 
Junções com materiais diferentes; 
Uniões ou emendas com apertos insuficientes; 
Barras subdimensionadas para as intensidades de corrente; 
Isoladores de apoio com defeito;
Régua de bornes
Régua de bornes - problemas comuns
Apertos incorretos; 
Borne com defeito ou mal instalado; 
Borne com seção diferente da do cabo instalado; 
Isolamento do cabo errado, aumentando a resistência de contato; 
Zona de contato de material diferente do cabo condutor;
Conexões 
Conexões - problemas comuns
Falta de aperto;
Zona de contato de material diferente;
Folga nas conexões;
Passo 2:Coleta de dados
Passo 3:Análise de dados
Passo 4. Elaboração do Relatório
Exemplo
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