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Tipos Psicológicos Von Franz & Hillman (2016), em “A Tipologia de Jung”, enfatizam que, na visão da Psicologia Analítica, a psique tem modos básicos de funcionamento, para que a consciência se adapte ao mundo, reconhecendo- o e se orientando nele. Jung defendeu a existência de dois tipos psicológicos básicos, que expressam o movimento da libido, enquanto energia psíquica, em relação ao objeto: extroversão e introversão. - Atitude extrovertida: a libido flui em direção ao objeto. - Atitude introvertida: a libido recua frente ao objeto e volta para si. O tipo extrovertido caracteriza-se por: - O interesse foca primeiramente na realidade exterior e só depois foca no mundo interior. - A libido busca o objeto desconsiderando as dimensões internas. - As decisões são tomadas pensando no efeito na realidade exterior, em vez de pensar na sua própria existência. - As ações são realizadas em função do que os outros possam pensar sobre delas. - A ética e a moral são construídos de acordo com o que predomina no mundo. - Se encaixa em quase qualquer ambiente, mas tem dificuldade em realmente se adaptar. - Precisa que reparem nele e que seja reconhecido pelos outros. O tipo introvertido caracteriza-se por: - A pessoa se sente muito afetada pelo objeto, fugindo para o mundo interior e desencadeando um processo inconsciente de busca deste objeto. - Sente interesse por si mesmo, pelos seus sentimentos e pensamentos. - Orienta o seu comportamento de acordo com o que sente e pensa, mesmo que isso vá contra a realidade exterior. - Não se preocupa muito com o efeito que as suas ações possam causar ao seu redor. Preocupa-se sobretudo com que as ações o satisfaçam interiormente. - Tem dificuldades em se encaixar e adaptar aos diferentes ambientes. No entanto, se conseguirem se adaptar, farão isso de forma verdadeira e criativa. Funções da Consciência Na dualidade direcional psíquica, há quatro funções da consciência. - Funções racionais: capazes de fazer julgamentos cada um à sua maneira, seja mentalmente ou emocionalmente. São elas: Pensamento e Sentimento. - Funções irracionais: reconhecem o mundo pelo inconsciente ou pela precisão com que registram suas impressões de forma sensorial, respectivamente. São elas: Intuição e Sensação. Sensação: registra conscientemente fatos exteriores. Intuição: indica a apreensão de potencialidades futuras. Pensamento: estabelece uma ordem lógica racional entre os objetos. Sentimento: seleciona hierarquias de valor para o mundo, de afeição ou rejeição pelo objeto. Funções da Consciência Estratégias de adaptação ao mundo, presentes em todos nós. - Uma delas acaba se destacando e é aprimorada. Se torna, então, a função principal, a primeira a lidar com o mundo. - A segunda função mais desenvolvida auxilia a primeira, por isso chamada de função auxiliar. - A terceira função, por estar polarizada com a função auxiliar, ainda está consciente, mas não é tão trabalhada quanto as duas primeiras. - A quarta função, oposta à função principal, é chamada de função inferior. A função inferior - Está mergulhada no inconsciente e é por ela que se pode ter acesso à dimensões onde ocorre a cura, ou, se muito dissociada, é por onde se perpetuam as neuroses. - Porque está inconsciente e não se desenvolveu como as outras, é a função que mais nos domina sem percebermos. A função inferior é uma ponte entre o inconsciente e o consciente. Desse modo, carrega em si o poder de levar conteúdos reprimidos do inconsciente para a superfície da consciência e, quando sombrios (...), a força se exponencializa de tal forma a criar situações que forçosamente fazem com que obrigue de uma maneira brusca o indivíduo se trabalhar psiquicamente para evoluir. (Carl Jung) Órgão: ALESE - Analista Legislativo - Psicologia Carl Gustav Jung propôs-se a elaborar uma tipologia psicológica e, após numerosas observações, chegou a dois tipos fundamentais de atitudes humanas chamando-as de introversão e extroversão, isto é, Jung descobriu que cada indivíduo pode ser caracterizado como sendo primeiramente: a) Concentrado em seus próprios pensamentos e sentimentos no mundo interior. b) Puramente racional ou emocional. c) Capaz de manter ambas as atitudes ao mesmo tempo, se for necessário. d) Capaz de desenvolver percepção e julgamento moral. e) Orientado ou para seu interior ou para o exterior. Jung constatou a existência de dois pares de abordagens opostas, ligadas à percepção das coisas - Sensação e Intuição, e ao julgamento de fatos - Pensamento e Sentimento. Estas quatro abordagens são utilizadas, consta Estrutura da Psique Instâncias psíquicas humanas: Estrutura do psiquismo humano, segundo Carl G. Jung Persona - Jung definiu a Persona como um arquétipo ou padrão da personalidade cuja função básica é a adaptação do indivíduo ao mundo externo. - É o arquétipo da conformidade, por ser um aspecto psíquico que funciona como um mediador entre o mundo interno e o externo. - A Persona se forma pela discriminação do Ego. Um indivíduo atua na persona de acordo com seu nível de consciência. Persona - Na Psicologia Analítica, a Persona é "uma espécie de máscara projetada, por um lado, para fazer uma impressão definitiva sobre os outros, e por outro, dissimular a verdadeira natureza do indivíduo". - Em todas as esferas sociais, nós apresentamos uma versão de nós mesmos que esperamos que cause alguma impressão. - O personagem que apresentamos em nossa vida familiar, profissional, religiosa, dentre outras esferas, não necessariamente é o mesmo que apresentamos na intimidade. Persona - Quando o Ego está identificado com a persona, ele fica inflado, perdendo o senso de si mesmo. - O indivíduo viverá completamente sem consciência de qualquer distinção entre ele mesmo e o mundo que ele vive. Se sacrificará sem limites pelos desejos e expectativas alheios, sem consciência de si. - O resultado, advertiu Jung, é “uma personalidade superficial, frágil e conformista que é inteira e somente a persona, excessivamente preocupada com o que os outros pensam”. Persona - Quanto mais evidenciada for a Persona, mais a sua contraposição inconsciente - a Sombra, a natureza obscura da personalidade - será acionada, geralmente em forma de projeção, a fim de compensar o desequilíbrio. Sombra - Para Jung, em “O Eu e o Inconsciente”, a Sombra configura todos os aspectos da personalidade que estão em oposição ou conflito com a autoimagem ou dimensão consciente do indivíduo. - É o arquétipo que designa tudo aquilo que o homem teme, despreza e não pode aceitar em si mesmo. - É o conturbado submundo da nossa psique, que abrange os sentimentos mais primitivos, os egoísmos mais afiados, os instintos mais reprimidos e aquele “eu escondido” que a mente consciente rejeita e que nos mergulha nos nossos abismos mais profundos. Sombra - Sombra reúne aquilo que uma pessoa não tem desejo de ser. É um “outro Eu” que existe em um indivíduo, de natureza inconsciente. - A sombra é tudo que nós negamos em nós mesmos e lançamos em direção ao esquecimento, ou melhor, tudo que o ego recusou a associar a si mesmo, mas que nós podemos reconhecer em outras pessoas. - Inclui a agressividade, os instintos, a covardia, o descuido, as paixões, a possessividade, bem como os pensamentos obscuros e sentimentos de culpa e vergonha. Sombra Infelizmente, não há dúvida de que o homem não é, em geral, tão bom quanto imagina ou gostaria de ser. Todo mundo tem uma sombra e, quanto mais escondida ela está da vida consciente do indivíduo, mais escura e densa ela se tornará. - Negação da sombra: repressão da energia psíquica causando vários distúrbios ao indivíduo, como comportamentos compulsivos e neuróticos.- Identificação com a sombra: o sujeito assume os próprios conteúdos negativos, razão pela qual adota todas as suas características. A energia psíquica dinamiza apenas tais conteúdo. Não tem elaboração, nem autocrítica. - Integração com a sombra: pelo reconhecimento crítico e aceitação dos aspectos negativos da personalidade, grande parte dos afetos represados são associados e restituem a energia psíquica. O melhor trabalho político, social e espiritual que podemos fazer é parar de projetar nossas sombras nos outros. - A Sombra é um aspecto psíquico que precisou ser reprimido para permitir a vida civilizada, mas com o alto custo de perda de energia instintiva. Self - O Self ou Si Mesmo é o arquétipo central, sendo a totalidade psíquica e, também, o seu centro, o qual coordena todo o desenvolvimento da psique mediante os demais arquétipos. - É a autoridade psíquica suprema, deixando o Ego sob seu domínio. - É o arquétipo da ordem, da organização e da unificação. - Atrai a si e harmoniza os demais arquétipos e suas atuações nos complexos e na consciência, une a personalidade, conferindo-lhe um senso de unidade e firmeza. Self - Depois que o indivíduo identifica e controla a força da Persona, integra sua Sombra com os aspectos dos arquétipos de anima/animus em seu caráter, ganhou acesso, segundo Jung, para entrar nas mais altas e densas profundezas da psique, no arquétipo da totalidade, o Self. - Jung diz: “O self abrange a consciência do ego, as sombras e o inconsciente coletivo em extensão indeterminável”. Questões de Concursos - Psicologia Ano: 2018 | Banca: FUNDATEC Órgão: Prefeitura de Santa Rosa - RS - Psicólogo De acordo com os conceitos de Fadiman e Frager (2004) sobre a Teoria de Personalidade de Carl G. Jung, a forma arquetípica que serve como foco para o material que foi reprimido da consciência denomina-se: a) Sombra. b) Persona. c) Anima. d) Self. e) Ego