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Impresso por Johnny D'Oliveira, CPF 017.459.496-82 para uso pessoal e privado. Este material pode ser protegido por direitos autorais e não pode ser reproduzido ou repassado para terceiros. 12/04/2021 18:05:41 Resumo da aula sobre diabetes, exames e diagnóstico Aula ministrada no dia 30/3/2020 Diabetes mellitus é uma doença do metabolismo da glicose causada pela falta ou má absorção de insulina, hormônio produzido pelo pâncreas e cuja função é quebrar as moléculas de glicose para transformá-las em energia, a fim de que seja aproveitada por todas as células. A ausência total ou parcial desse hormônio interfere não só na queima do açúcar como na sua transformação em outras substâncias (proteínas, músculos e gordura). Sintomas da diabetes: polidipsia (excesso de sede), poliuria (excesso de urina), prurido, perdas de peso, polifagia, visão embaçada, infecções repetidas na pele, difícil cicatrização, fadiga, dores nas pernas. Classificação do diabetes: 1- tipo IA: deficiência da insulina por destruição da célula beta. Ocorre mais na infância e adolescência. Necessita de injeção de insulina diariamente. 2- Tipo IB: deficiência de insulina idiopática; 3- Tipo II: As células são resistentes à ação da insulina. A incidência da doença que pode não ser insulinodependente, em geral, acomete as pessoas depois dos 40 anos de idade; 4- Diabetes gestacional: ocorre durante a gravidez e, na maior parte dos casos, é provocado pelo aumento excessivo de peso da mãe; 5- Outros tipos: monogênicos, diabetes neonatal, secundário a endocrinopatias, secundário a doenças do pâncreas exócrino, secundário de infecções, secundário de medicamentos. É indicado fazer o rastreamento de diabetesmellitus2 em: indivíduos maiores de 45 anos, em caso de ser menor de 45 anos é suderido que se faça o rastreamento caso apresente algum fator de risco (pré-diabetes, história familiar, raça/etnia de alto risco, mulheres com diagnóstico prévio de DMG, histórico de doenças cardiovasculares, hipertensão arterial, HDL menor que 35 e/ou TG maior que 250 mg/dL, síndrome de ovários policísticos, sedentarismo, acantose nigritians). Fatores de risco para DMG: idade avançada da mãe, sobrepeso/obesidade/ganho excessivo de peso na gestação atual, deposição de gordura corporal excessiva, história familiar, crescimento fetal excessivo/polidramico/hipertensão/pré-eclâmpsia na gravidez atual, antecedentes obstétricos de abortamentos de repetição/malformações/morte fetal ou neonatal/macrossomia/DMG, síndrome de ovários policísticos, baixa estatura. DMG: aumento da resistência periférica à insulina; produção de homônios hiperglicemiantes pela placenta; enzimas placentárias que degradam a insulina, com consequente aumento compensatório na produção de insulina e na resistência à insulina, podendo evoluir com disfunção das células beta; presença de hormônios diabetogênicos (progesterona, cortisol, prolactina e lactogênio placentário). Diagnóstico: será feito caso algum desses exames dê alterad- glicemia maior ou igual aa 126 mg/dL; glicemia 2h após sobrecarga com 75g de glicose maior ou igual a 200 mg/dL; HbA1c maior ou igual 6,5%; glicemia aleatória maior ou igual a 200 mg/ na presença de sintomas; confirmação Dl Impresso por Johnny D'Oliveira, CPF 017.459.496-82 para uso pessoal e privado. Este material pode ser protegido por direitos autorais e não pode ser reproduzido ou repassado para terceiros. 12/04/2021 18:05:41 feita através de exames alterados repetidos, na ausência de sintomas. É sugerido que se faça a dosagem da glicemia em jejum na 1ª consulta pré-natal. Mulheres sem diagnóstico de DMG, mas com glicemia de jejum maior ou igual a 92 mg/dL, devem receber o diagnóstico de DMG. Toda a mulher com glicemia em jejum menor que 92 mg/dL inicial deve ser submetida a teste de sobrecarga oral com 75g de glicose anidra entre 24-28 semanas de gestação, sendo o diagnóstico de diabetes gestacional estabelecido quando no mínimo um dos valores a seguir encontra-se alterado: glicemia em jejum maior ou igual a 92 mg/dL; glicemia após 1h de sobrecarga maior ou igual a 180 mg/ Dl; glicemia após 2h de sobrecarga maior ou igual a 153 mg/ dL. OBS.: o valor da glicemia em jejum durante a gestação difere do considerado normal para não gestantes, sendo menor de 92 mg/ em qualquer fase da gestação. Dl Exames laboratoriais: glicemia em jejum, teste tolerância a glicose, glicemia pós prandial, hemoglobina glicada, hemoglicoteste(HGT), frutosamina e EAS. Exames baseados na sua maioria por métodos enzimáticos: enzimas como reativo e é especifico para glicose pois mede a glicose verdadeira; simples e de rápida execução, necessita de pequenos volumes da amostra. Os sistemas enzimáticos mais empregados são: glicose, oxidase, hexoquinase e glicose desidrogenase. A hexoquinase (HK) tem como princípio: a ATP promove a fosforilação da glicose em uma reação catalisada pela HK, gerando assim glicose-6-fosfato + ADP, que por sua vez será também oxidada a 6-fosfogluconato na presença de NAD, em reação catalisada pela G-6-PDH gerando 1mol de NADH para cada G-6-fosfato que é oxidado. Absorvância resultante medida= 340 nm, é diretamente proporcional à concentração da glicose na amostra. A glicose oxidase tem como princípio: a catalisação da oxidação da glicose. Gera ácido glucônico + H2O2. E, posteriormente, antipirilquinonimina+4H2O Glicemia de jejum: 8 hs de jejum; recomenda-se plasma com Fluoreto; separação do plasma em 60 min; 2 amostras colhidas em dias diferentes com resultado igual ou acima de 126mg/dl. Glicemia pós-pandrial (GPP): teste de triagem; coleta em jejum e 2 horas pós-refeição; ingestão de carboidratos sem restrição (3 dias); valor em 2 horas não deve passar 40% do jejum; máx: 140 mg/dL. TOTG simplificado: possibilita um maior controle do resultado; coleta em jejum → o paciente recebe uma sobrecarga oral de glicose pura (dextrosol), correspondente a seu peso criança: 1,75g / kg de peso (máximo de 75g); coleta 2 horas pós- brecarga; valor so em 2 horas não deve passar 40% do jejum; Variação: Gestantes – 50g de dextrosol / coleta em 1 hora. Curva glicêmica: avalia a ação pancreática; coleta em jejum → sobrecarga de dextrosol, coleta de soro e urinaem 30 min, 1, 2 e 3 horas; d e ser iniciado antes das 9:00 e o ev paciente fica descansando. OBS:Não deve ser realizado em pacientes diabéticos ou com glicosúria em jejum. Impresso por Johnny D'Oliveira, CPF 017.459.496-82 para uso pessoal e privado. Este material pode ser protegido por direitos autorais e não pode ser reproduzido ou repassado para terceiros. 12/04/2021 18:05:41 ligação não- enzimática da hemoglobina com a glicose; Hemoglobina glicada (HbA1c): a glicose se liga ao grupo amino terminal (resíduo de valina) de uma ou de ambas as cadeias beta da HbA (formando a HbA1C); aumenta nas hiperglicemias – reflete glicemia média de 60 a 90 dias anteriores; avalia do DM 1 e 2; não serve para monitoramento do diabetes gestacional; valor indicado 4 a 6 % da Hb total. – Frutosamina: estrutura formada pela interação de glicose com amino grupos do aminoácido lisina presente na albumina e teoricamente representa a maioria das proteínas glicosiladas circulantes. A sua determinação dá uma ideia da média das icemias nas gl últimas 2-3 semanas, sendo um parâmetro de controle metabólico do paciente diabético, especialmente de gestantes diabéticas; valores normais de referência = 205-285 micromol/L. Microalbuminúria: sinaliza comprometimento renal; o paciente é sintomático antes da proteinúria; detectável pelos métodos tradicionais; marcador preditivo do aumento de falência renal e mortalidade precoce dos pacientes diabéticos, em muitos e diferentes estudos detalhados e rigorosos; incidência de nefropatia diabética. Complicações crônicas: microangiopatia- nefropatia e retinopatia; neuropat - lesão em ia nervos periféricos e disfunção autonômica ( cardiovascular, gastrintestinal e geniturinário); macroangiopatia(coronárias, artérias cerebrais, carótidas e periféricas, principalmente de membros inferiores)- infarto do miocárdio e acidentes vasculares; pé diabético; infecções.