Logo Passei Direto
Buscar

Entendendo o Processo Molecular da Tumorigênese

Resumo da tumorigênese molecular: define neoplasias benignas e malignas; apresenta genes do ciclo, reparo e apoptose; diferencia supressores (p53, p16, BRCA1/2, APC, VHL) de oncogenes e oncoproteínas virais (bcl-2, E6, SV40‑T, HBx) e mecanismos de ativação tumoral.

Material
páginas com resultados encontrados.
páginas com resultados encontrados.

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Prévia do material em texto

“Entendendo o Processo Molecular da Tumorigênese”
O Câncer é uma doença que afeta milhares de pessoas em todo o mundo, e ocorrer por diversos fatores, sendo eles genéticos ou não, como por exemplo por hábitos alimentares, uso de cigarro, bebidas alcoólicas, exposição a produtos químicos, agentes físicos carcinogênicos, agentes biológicos, entre vários outros fatores.
Isso ocorre devido à um fenômeno denominado neoplasia, que se refere a uma lesão constituída por proliferação celular anormal, descontrolada e autônoma. Elas podem se diferenciar em dois grupos: em neoplasia maligna e neoplasia benigna. A neoplasia maligna é um tumor de crescimento rápido, provocam perturbações homeostáticas graves que acabam levando o indivíduo à morte. Já as neoplasias benignas não são letais, nem causam sérios transtornos para o hospedeiro, por isso podem evoluir durante muito tempo e não colocar a vida da pessoa em risco. 
Os genes que participam da formação de tumores são, principalmente, os que nas células normais estão envolvidos com o controle do ciclo celular, reparação do DNA danificado e apoptose. São os genes supressores de tumores os anti-oncogenes e os oncogenes. Os primeiros são recessivos, isto é, o efeito cancerígeno só aparece quando eles estão ausentes ou são defeituosos nos dois cromossomos do genoma, codificam proteínas que mantém as células G-zero e, portanto, fora do ciclo celular, como o gene RD, o p53, p16, BRCA1, BRCA2, APC e VHL. Os oncogenes codificam proteínas que promovem a perda do controle sobre o ciclo mitótico e levam as células a se tornarem cancerosas, esses genes resultam de mutações somáticas, e são dominantes. O câncer, basicamente, é uma doença do DNA.
Alguns oncogenes produzem oncoproteínas, como a bcl-2, IE84 (Citomegalovírus), SV40-T (vírus SV40), E6 (HPV), EBNA-5 (EBV) e HBx (vírus da hepatite B), que se ligam fortemente e inibem as proteínas codificadas por gens supressores do crescimento celular ou indutores da apoptose, como o p53 e o Rb. Com isso, levam à ausência de repressão da divisão ou inibição da morte celular por apoptose, logo, à "imortalidade" celular. Outros oncogenes agem levando à produção excessiva de receptores de membrana para fatores de crescimento, como o c-erb-B-2 (para um homólogo do fator de crescimento epidérmico) e o ret (fator ligante desconhecido). Uma terceira via é a produção autócrina de fatores de crescimento, que é observada, por exemplo, na multiplicação e ativação dos protooncogenes c-fos e c-sys pelo produto do oncogene viral tax (HTLV-1). Outras formas de promoção do crescimento neoplásico são a ativação de proto-oncogenes que estimulam a entrada da célula em mitose (ex. c-myc) e a produção de proteínas que simulam a ação dos transdutores de sinal dos receptores de membrana para fatores de crescimento (ex. c-ras e c-abl). Os anti-oncogenes (quadro 2) são gens inibidores da proliferação celular normal, logo, também do crescimento tumoral.

Mais conteúdos dessa disciplina