Prévia do material em texto
Aula 08 - Prof. Alexandre Vastella CNU (Bloco 3 - Ambiental, Agrário e Biológicas) Conhecimentos Específicos - Eixo Temático 3 - Caracterização da Paisagem no Meio Rural - 2024 (Pós-Edital)Autor: Alexandre Vastella, André Rocha, Cristhian dos Santos Teixeira, Diego Tassinari, Equipe André Rocha 10 de Fevereiro de 2024 01562531000 - Renata Tomasini Scipioni Aula Única - Geoprocessamento para o Concurso Nacional Unificado Introdução ao curso ...................................................................................................................... 2 Eixo temático 3 - Caracterização da Paisagem no Meio Rural ......................................................... 3 4. Cartografia, Geodésia, Geoprocessamento, Sistema de informação geográfica (SIG), Modelagem e estatística de dados georreferenciados: Fundamentos da Topografia, técnicas de levantamento topográfico e geodésico ........................................................................................ 3 Cartografia ................................................................................................................................. 3 Geodésia .................................................................................................................................. 17 Geoprocessamento ................................................................................................................. 25 Sistema de informação geográfica (SIG) .................................................................................. 28 Bancos de dados ..................................................................................................................... 37 Modelagem e estatística de dados georreferenciados ........................................................... 49 Fundamentos da topografia .................................................................................................... 84 Técnicas de levantamento topográfico e geodésico ............................................................... 91 4.1 Sistemas Geodésicos de Referência. .................................................................................. 101 4.2 Transformação entre referenciais terrestres e atualização de coordenadas. ...................... 103 Resumo da aula ......................................................................................................................... 112 Simulado de Questões ................................................................................................................. 118 Gabarito .................................................................................................................................... 139 Alexandre Vastella, André Rocha, Cristhian dos Santos Teixeira, Diego Tassinari, Equipe André Rocha Aula 08 - Prof. Alexandre Vastella CNU (Bloco 3 - Ambiental, Agrário e Biológicas) Conhecimentos Específicos - Eixo Temático 3 - Caracterização da Paisagem no Meio Rural - 2024 (Pós-Edital) www.estrategiaconcursos.com.br 01562531000 - Renata Tomasini Scipioni 2 INTRODUÇÃO AO CURSO É com grande satisfação que iniciamos o nosso curso de Geoprocessamento para o Concurso Nacional Unificado (CNU) (2023). Meu nome é Alexandre Vastella, professor de Geografia do Estratégia Concursos desde 2016. Sou licenciado, bacharel, mestre e doutor em Geografia, especialista em Geoprocessamento e especialista em Gestão ambiental. Tenho quatro aprovações em concursos, na última delas, na 12ª posição entre 18.000 candidatos (SEE/SP). É uma honra fazer parte da SUA aprovação. Nossa aula abrangerá parte do Bloco 3 - Ambiental, Agrário e Biológicas e parte do Eixo Temático 3 - Caracterização da Paisagem no Meio Rural sobre temas relacionados à geoprocessamento e informação espacial (item 4): CNU - Concurso Nacional Unificado Bloco 3 - Ambiental, Agrário e Biológicas Conhecimentos Específicos - Eixo Temático 3 - Caracterização da Paisagem no Meio Rural: 4 Cartografia, Geodésia, Geoprocessamento, Sistema de informação geográfica (SIG), Modelagem e estatística de dados georreferenciados: Fundamentos da Topografia, técnicas de levantamento topográfico e geodésico. 4.1 Sistemas Geodésicos de Referência. 4.2 Transformação entre referenciais terrestres e atualização de coordenadas. Será apenas um PDF, com uma videoaula. No entanto, conforme você pode conferir no sumário, seguimos exatamente os temas do Edital, com os mesmos temas que serão cobrados, com aquilo que realmente você precisa estudar. Até a ordem é a mesma, para não te confundir. Tendo isso em vista, vamos aos estudos! Alexandre Vastella, André Rocha, Cristhian dos Santos Teixeira, Diego Tassinari, Equipe André Rocha Aula 08 - Prof. Alexandre Vastella CNU (Bloco 3 - Ambiental, Agrário e Biológicas) Conhecimentos Específicos - Eixo Temático 3 - Caracterização da Paisagem no Meio Rural - 2024 (Pós-Edital) www.estrategiaconcursos.com.br 01562531000 - Renata Tomasini Scipioni 3 EIXO TEMÁTICO 3 - CARACTERIZAÇÃO DA PAISAGEM NO MEIO RURAL 4. Cartografia, Geodésia, Geoprocessamento, Sistema de informação geográfica (SIG), Modelagem e estatística de dados georreferenciados: Fundamentos da Topografia, técnicas de levantamento topográfico e geodésico Como falamos na introdução, logo acima, nosso curso seguirá a ordem do Edital. Portanto, o primeiro tema será cartografia. Logo em seguida, geodésia. E assim por diante. É evidente que estes assuntos se integram, mas antes de termos uma visão do todo, devemos estudar as partes. Comecemos então, pela cartografia. Cartografia Grosso modo, a Cartografia é a ciência responsável pela elaboração de mapas, sendo dividida em duas áreas: Cartografia A Cartografia é a arte ou a ciência que se ocupa da elaboração de mapas de toda espécie. Abrange todas as fases dos trabalhos, desde os primeiros levantamentos até a impressão final dos mapas. Cartografia temática Cartografia Temática é um ramo da Cartografia que diz respeito ao planejamento, execução e impressão de mapas sobre um fundo básico, ao qual são anexadas informações através de simbologia adequada, visando atender as necessidades de um público específico [fonte]. Cartografia sistemática Cartografia Sistemática é um ramo da Cartografia que diz respeito à representação genérica da superfície tridimensional da Terra no plano; cuja preocupação central está na localização precisa dos fatos, na implantação e manutenção das redes de apoio geodésico, na execução dos recobrimentos aerofotogramétricos e na elaboração e atualização dos mapeamentos básicos [fonte]. No geral, a cartografia temática é mais "visual"; já a cartografia sistemática é mais "matemática". Quando escolhemos legendas, cores e atributos visuais, estamos exercendo a cartografia temática. Já quando estamos escolhendo as projeções geodésicas (formato da Terra) Alexandre Vastella, André Rocha, Cristhian dos Santos Teixeira, Diego Tassinari, Equipe André Rocha Aula 08 - Prof. Alexandre Vastella CNU (Bloco 3 - Ambiental, Agrário e Biológicas) Conhecimentos Específicos - Eixo Temático 3 - Caracterização da Paisagem no Meio Rural - 2024 (Pós-Edital) www.estrategiaconcursos.com.br 01562531000 - Renata Tomasini Scipioni CONVIDADO CONVIDADO CONVIDADO CONVIDADO CONVIDADO CONVIDADO CONVIDADO CONVIDADO 4 ideais para uma determinada representação, por exemplo, estamos nos referindo à cartografia sistemática. Acompanhando o Edital, você está aqui: 4 Cartografia, Geodésia, Geoprocessamento, Sistema de informação geográfica (SIG), Modelagem e estatística de dados georreferenciados: Fundamentos da Topografia, técnicas de levantamento topográfico e geodésico. 4.1 Sistemas Geodésicos de Referência. 4.2 Transformação entre referenciais terrestres e atualização de coordenadas. Vejamos agora alguns conceitos básicos de cartografia: Mapa e escala Um mapaé sempre uma representação reduzida da superfície terrestre. Sendo assim, o que determina esta redução é a proporção entre o desenho e a superfície real; ou seja, a escala cartográfica. Portanto, a escala indica quanto a realidade foi reduzida para caber em um determinado mapa. Partindo desse pressuposto, a escala cartográfica pode ser numérica ou gráfica. Vejamos as diferenças entre as duas: Escala CARTOGRÁFICA – numérica versus gráfica Escala numérica Escala gráfica Na escala numérica, o numerador (número da esquerda) indica a área do mapa; enquanto isso, o denominador (número da direita) índica a área real. No exemplo acima, significa que para cada 1 centímetro no mapa, existem 500.000 centímetros na vida real. Portanto, cada centímetro no mapa corresponde à 5 quilômetros da realidade. Na escala gráfica, as dimensões do gráfico se referem às medidas do mapa. Neste caso, o número serve de medida real. A escala gráfica do exemplo acima indica que na exata distância desenhada, há 50, 100 ou 150 metros na vida real. Este tipo de escala pode ser reduzida ou ampliada junto com o mapa que sempre manterá sua proporção original. Alexandre Vastella, André Rocha, Cristhian dos Santos Teixeira, Diego Tassinari, Equipe André Rocha Aula 08 - Prof. Alexandre Vastella CNU (Bloco 3 - Ambiental, Agrário e Biológicas) Conhecimentos Específicos - Eixo Temático 3 - Caracterização da Paisagem no Meio Rural - 2024 (Pós-Edital) www.estrategiaconcursos.com.br 01562531000 - Renata Tomasini Scipioni CONVIDADO CONVIDADO CONVIDADO 5 Para calcularmos a escala, utilizamos a seguinte fórmula: Fórmula para calcular escala cartográfica D = Distância real do terreno N = Numerador da escala d = distância no mapa Exercício resolvido/exemplo (fonte: Paulo Roberto Fitz) Medindo-se uma distância em uma carta, acharam-se 22 cm. Sendo a escala da carta 1:50.000, ou seja, cada centímetro, na carta, representando 50.000 cm (ou 500 m) na realidade, a distância do terreno será: D = N x d D = 50.000 x 22 cm D = 1.100.000 cm Agora, vamos converter os dados de centímetros para quilômetros: 1.100.000 cm = 11.000 m = 11 km Conclusão: a distância do terreno (D) é de 11 km. CESGRANRIO - 2013 - Técnico em Informações Geográficas e Estatísticas Num mapa de escala cartográfica 1:500.000, a distância, em linha reta, entre duas cidades é de 20 cm. No terreno, a distância entre essas cidades, medida em quilômetros, é de A) 10 B) 20 C) 50 D) 100 E) 200 Alexandre Vastella, André Rocha, Cristhian dos Santos Teixeira, Diego Tassinari, Equipe André Rocha Aula 08 - Prof. Alexandre Vastella CNU (Bloco 3 - Ambiental, Agrário e Biológicas) Conhecimentos Específicos - Eixo Temático 3 - Caracterização da Paisagem no Meio Rural - 2024 (Pós-Edital) www.estrategiaconcursos.com.br 01562531000 - Renata Tomasini Scipioni 6 Comentários Na questão, precisamos descobrir a distância real (D). Usando a fórmula D = N d (distância real = denominador da escala x distância no mapa), temos: D = 500.000 x 20 cm D = 10.000.000 cm D = 100 km Convertendo para quilômetros, dá 100 Gabarito: D FGV - 2023 - Professor de Geografia (Prefeitura de São Paulo) https://pt.map-of-sao-paulo.com/escolas-mapas/universidade-de-s%C3%A3o-paulo---usp-mapa Acesso: 25 Dez 2022. (Adaptado) Desconsidere as distorções da redução da representação cartográfica nesta folha e leve em consideração apenas suas informações. Sabendo que a distância entre a Portaria 1 e o Hospital Universitário (HU) é de 3,6 km, assinale a opção que indica a escala numérica, a classificação correta quanto ao tamanho da mesma e o tipo de representação. Alexandre Vastella, André Rocha, Cristhian dos Santos Teixeira, Diego Tassinari, Equipe André Rocha Aula 08 - Prof. Alexandre Vastella CNU (Bloco 3 - Ambiental, Agrário e Biológicas) Conhecimentos Específicos - Eixo Temático 3 - Caracterização da Paisagem no Meio Rural - 2024 (Pós-Edital) www.estrategiaconcursos.com.br 01562531000 - Renata Tomasini Scipioni 7 A 1:2.000 – pequena – carta. B) 1:20.000 – pequena – planta. C) 1:200.000 – grande – mapa. D) 1:200.000 – pequena – planta. E) 1:20.000 – grande – carta. Comentários Se somarmos o percurso do mapa, dá 18 centímetros. Sabendo que 3,6km são 360.000 centímetros, nós temos o seguinte: 360.000 centímetros no mundo real = 18 centímetros no mapa 360.000 = 18 Logo, a escala é 360.000/18 Ou seja: 20.000 Ou seja, para cada centímetro no mapa, tem 20.000 centímetros na vida real. A escala é GRANDE pois mostra muitos detalhes. Logo, está mais próxima à carta topográfica. Gabarito: E FGV – Geógrafo – SUDENE – 2013 Sobre escala cartográfica e escala geográfica, considere as afirmativas a seguir. Assinale V para a verdadeira e F para a falsa. 1) A escala cartográfica corresponde a relação entre medidas reais e sua representação gráfica. Comentário Sim, é exatamente esta a definição de escala cartográfica. O quão reduzido o mundo real foi para caber no mapa em questão; ou seja, “a relação entre medidas reais e sua representação gráfica”. Gabarito: Certo 2) A análise geográfica dos fenômenos é limitada pela escala cartográfica na elaboração de cartas e mapas. Comentário Alexandre Vastella, André Rocha, Cristhian dos Santos Teixeira, Diego Tassinari, Equipe André Rocha Aula 08 - Prof. Alexandre Vastella CNU (Bloco 3 - Ambiental, Agrário e Biológicas) Conhecimentos Específicos - Eixo Temático 3 - Caracterização da Paisagem no Meio Rural - 2024 (Pós-Edital) www.estrategiaconcursos.com.br 01562531000 - Renata Tomasini Scipioni 8 A análise geográfica é inversa à escala cartográfica! Uma escala geográfica GRANDE (por exemplo, o mundo), é na verdade, uma escala cartográfica PEQUENA. Do mesmo modo, uma escala geográfica PEQUENA (um bairro local), também é uma escala cartográfica GRANDE. Além disso, devemos lembrar que a representação cartográfica segue a escala geográfica: se eu quiser mapear um país inteiro por exemplo (escala geográfica nacional), a escala cartográfica deverá ser proporcional ao país em questão. Gabarito: Errado 3) A escala cartográfica adotada para representar os estudos geográficos em áreas urbanas, em cartas e mapas temáticos, deve ser obrigatoriamente menor que 1:500.000; Comentário 1:500.000 é uma área gigante! Normalmente estudos urbanos são mapeados em escalas grandes acima de 1:25.000. Gabarito: Errado Sistema de Coordenadas Geográficas Para a prática da cartografia digital, necessário que haja um sistema de coordenadas estabelecido. Funcionando como “endereços” da Terra, as coordenadas estabelecem números exclusivos para cada ponto da superfície terrestre. Com base em um plano cartesiano, as coordenadas sempre possuem latitudes e longitudes, ou seja, estão atreladas aos eixos X e Y. Conforme o quadro: O plano cartesiano é um objeto matemático plano e composto por duas retas numéricas perpendiculares, ou seja, retas que possuem apenas um ponto em comum, formando um ângulo de 90° [fonte] A linha vertical é conhecida como eixo Y. Na geografia, as linhas verticais são chamadas de meridianos e medem a longitude. O meridiano central é o de Greenwich. A linha horizontal é conhecida como eixo X. Na geografia, as linhas horizontais são chamadas de paralelos e medem a latitude. O paralelo central é a linha do Equador. Latitude Coordenadas no sentido norte-sul (eixo Y) São medidas pelos paralelos, linhas horizontais. Longitude Coordenadas no sentido leste-oeste (eixo X). São medidas pelos meridianos, linhas verticais. Alexandre Vastella, André Rocha, Cristhian dos Santos Teixeira, Diego Tassinari, Equipe André Rocha Aula 08 - Prof. Alexandre Vastella CNU (Bloco 3 - Ambiental, Agrário e Biológicas) Conhecimentos Específicos - Eixo Temático 3 - Caracterizaçãoda Paisagem no Meio Rural - 2024 (Pós-Edital) www.estrategiaconcursos.com.br 01562531000 - Renata Tomasini Scipioni CONVIDADO 9 Sistema de Coordenadas Planas A Universal Transversal de Mercator (UTM) é, provavelmente, o sistema de coordenadas mais utilizado em SIG. Baseada na projeção cartográfica cilíndrica de Gerhard Mercator, o UTM possui a grande vantagem de apresentar coordenadas planas. Isto é particularmente útil quando trabalhamos com pequenas áreas (escalas cartográficas grandes), pois a distância e a área serão as mesmas para todos os pontos. Para que isso fosse possível, o sistema UTM – ao contrário das coordenadas geográficas – divide a Terra em fusos, ou seja, em “pedaços” teoricamente planos. Vamos entender melhor essa comparação: Sistema de Coordenadas Geográficas Sistema UTM Coordenadas geodésicas (formato da Terra) Coordenadas planas (artificialmente concebidas) Leva em consideração a curvatura da Terra. Leva em consideração uma Terra teoricamente plana; mas para isso, a divide em fusos (seções planas). A principal vantagem é a sua versatilidade, pois pode ser usado para o planeta inteiro. A principal vantagem é a sua regularidade: já que as áreas são “planas”, é possível obter um melhor cálculo de áreas e distâncias. Alexandre Vastella, André Rocha, Cristhian dos Santos Teixeira, Diego Tassinari, Equipe André Rocha Aula 08 - Prof. Alexandre Vastella CNU (Bloco 3 - Ambiental, Agrário e Biológicas) Conhecimentos Específicos - Eixo Temático 3 - Caracterização da Paisagem no Meio Rural - 2024 (Pós-Edital) www.estrategiaconcursos.com.br 01562531000 - Renata Tomasini Scipioni CONVIDADO CONVIDADO CONVIDADO CONVIDADO 10 Ao contrário das coordenadas geográficas que trabalham com graus, o sistema UTM utiliza o metro (m) como unidade para medir distâncias e determinar a posição de um objeto. Além disso, o sistema UTM, não acompanha a curvatura da Terra e por isso seus pares de coordenadas também são chamados de coordenadas planas. De uma forma mais simples, o mundo é dividido em 60 fusos planos, onde cada um se estende por 6º de longitude. Os fusos são numerados de um a sessenta começando no fuso 180º a 174º a oeste de Greewich, e continuando para leste. Um mesmo par de coordenadas pode se repetir nos 60 fusos diferentes [fonte]. ITAME - 2020 - Arquiteto Acerca das características do sistema de projeção Universal Transversa de Mercator (UTM), adotado pelo Sistema Cartográfico Brasileiro, assinale a opção correta: A) As coordenadas planas são acrescidas das constantes de 10.000.000m (eixo das abscissas) no hemisfério sul e 500.000m para leste. B) A origem das coordenadas planas é o cruzamento entre o Meridiano de Greenwich e o Trópico de Capricórnio. C) O UTM permite realizar um tipo de projeção não conforme, cônica e transversa. D) O sistema em questão prevê a decomposição em fusos de 30 graus de amplitude. Comentários A) Certa. De fato, o centro (norte-sul/latitude) das coordenadas UTM é 10.000.000 metros. Já o centro (leste-oeste/longitude) é de 500.000 (onde fica o meridiano central) B) Errada. As coordenadas UTM são referenciadas pelo meridiano central do fuso, NÃO pelo meridiano de Greenwich. C) Errada. O UTM é uma projeção transversa, com o eixo do cilindro sendo perpendicular; ou seja, não é cônica. D) Errada. São 60 fusos com 6 graus de amplitude. IBFC - 2023 - Professor (SEC BA) O Sistema Universal Transversal de Mercator (UTM) foi recomendado pela International Union of Geodesy and Geophysics (IUGG) para a cartografia em pequenas e médias escalas e foi adotado em 1955 para o mapeamento sistemático do Brasil (adaptado de OLIVEIRA; SILVA, 2012). No que se refere ao Sistema UTM, assinale a alternativa incorreta. A) Adota uma projeção do tipo cilíndrica, transversal e secante ao globo terrestre Alexandre Vastella, André Rocha, Cristhian dos Santos Teixeira, Diego Tassinari, Equipe André Rocha Aula 08 - Prof. Alexandre Vastella CNU (Bloco 3 - Ambiental, Agrário e Biológicas) Conhecimentos Específicos - Eixo Temático 3 - Caracterização da Paisagem no Meio Rural - 2024 (Pós-Edital) www.estrategiaconcursos.com.br 01562531000 - Renata Tomasini Scipioni CONVIDADO CONVIDADO CONVIDADO 11 B) Possui sessenta fusos, cada um com seis graus de amplitude C) O cruzamento do Equador com um meridiano padrão específico, denominado meridiano central (MC), é a origem desse Sistema de coordenadas D) Os valores de coordenadas obedecem a uma sistemática de numeração, a qual estabelece um valor de 10.000.000 de metros sobre o Equador a 500.000 metros sobre o MC E) As coordenadas lidas a partir do eixo N (Norte-Sul) de referência, localizado sobre o Equador terrestre, vão aumentando no sentido sul do Equador Comentários Como a questão pede para marcar a INCORRETA, sabemos que quase todas são verdadeiras. A única errada é a última (E), pois as coordenadas vão DIMINUINDO no sentido Sul. Aumentam, na verdade, no sentido Norte. Gabarito: E (incorreta). Variáveis visuais da cartografia Para mapearmos um dado, necessário escolher a variável visual utilizada; isto é, a forma de mapeamento dos pontos, linhas e polígonos a serem visualmente representados. Para tal, podemos escolher diferenças na cor, na textura, na forma, na orientação e na granulação das formas representadas. O quadro abaixo resume algumas destas possibilidades: Algumas variáveis visuais da cartografia Pontos Linhas Áreas Melhor para: Forma - - Diferenças qualitativas Tamanho - Diferenças quantitativas Tipo da cor Diferenças qualitativas Tom da cor Diferenças quantitativas Intensidade da cor Diferenças qualitativas Alexandre Vastella, André Rocha, Cristhian dos Santos Teixeira, Diego Tassinari, Equipe André Rocha Aula 08 - Prof. Alexandre Vastella CNU (Bloco 3 - Ambiental, Agrário e Biológicas) Conhecimentos Específicos - Eixo Temático 3 - Caracterização da Paisagem no Meio Rural - 2024 (Pós-Edital) www.estrategiaconcursos.com.br 01562531000 - Renata Tomasini Scipioni CONVIDADO 12 Textura Diferenças qualitativas e quantitativas Tipos de mapas A escolha da variável visual parece simples, mas vai depender do método de mapeamento escolhido; que por sua vez, vai depender da estrutura do dado. Sendo assim, é possível fazer mapas qualitativos, mapas quantitativos e mapas ordenados. O quadro abaixo explica essas diferenças [fonte]: Mapas qualitativos Os métodos de mapeamento para fenômenos qualitativos (que utilizam dados textuais) usam as variáveis visuais forma, orientação e cor. Podem ser pontuais, lineares ou zonais. Veja os exemplos: Mapa de símbolos pontuais Mapa de símbolos lineares Mapa corocromático Shopping centers no Brasil Infraestrutura viária no Brasil Favelas no Brasil Cada ponto é um shopping. Neste caso, a única informação, é a presença ou a ausência de informação e por isso, há apenas uma cor. Cada cor de linha representa um tipo de estrutura viária. Este tipo de mapa também poderia indicar fluxos (como por exemplo, migrações). Os mapas corocromáticos apresentam diferenças de cor para cada dado geográfico. No caso, cada cor de polígono representa uma situação: verde (sem favela) e marrom (com favela). Mapas quantitativos Alexandre Vastella, André Rocha, Cristhian dos Santos Teixeira, Diego Tassinari, Equipe André Rocha Aula 08 - Prof. Alexandre Vastella CNU (Bloco 3 - Ambiental, Agrário e Biológicas) Conhecimentos Específicos - Eixo Temático 3 - Caracterização da Paisagem no Meio Rural - 2024 (Pós-Edital) www.estrategiaconcursos.com.br 01562531000 - Renata Tomasini Scipioni 13 Os fenômenos quantitativos (dados numéricos) são representados pela variável tamanho. Podem ser representadas por pontos (tamanho do ponto ou pontos agregados), ou por linha (variaçãoda espessura). Os polígonos são representados em mapas ordenados (que veremos adiante). Seguem exemplos: Mapa de símbolos proporcionais Mapa de círculos concêntricos Mapa de pontos Distribuição da população brasileira em 2000 Crescimento das capitais (1872-2000) Asininos no Brasil Quanto maior o círculo (variável forma) maior a população. É possível ver, portanto, que o litoral é mais populoso que o interior. A cor é pouco relevante neste caso. Representa dois valores ao mesmo tempo por meio de círculos sobrepostos com cores diferentes. No caso acima, a variável cor indica a data do Censo Demográfico (quanto mais claro, mais antigo). Já a variável tamanho indica o valor da população (quanto maior o círculo, maior a população). Os mapas de pontos expõem dados absolutos. No caso, cada ponto corresponde à 233 cabeças. Todos os pontos são do mesmo tamanho e da mesma cor, no entanto, o que vale é a distribuição. Mapas ordenados Os mapas ordenados também apresentam valores numéricos, mas isos não é uma regra, podendo ocorrer valores textuais também. A representação somente ocorre em polígonos ordenados. Atenção: cuidado para não confundir corocromático (qualitativo) com coroplético (ordenado)! Alexandre Vastella, André Rocha, Cristhian dos Santos Teixeira, Diego Tassinari, Equipe André Rocha Aula 08 - Prof. Alexandre Vastella CNU (Bloco 3 - Ambiental, Agrário e Biológicas) Conhecimentos Específicos - Eixo Temático 3 - Caracterização da Paisagem no Meio Rural - 2024 (Pós-Edital) www.estrategiaconcursos.com.br 01562531000 - Renata Tomasini Scipioni 14 Mapa coroplético Densidade populacional no Brasil Os mapas coropléticos apresentam a variável visual cor de forma ordenada para que o resultado visual também seja ordenado. Assim, a tonalidade da cor indica as diferenças quantitativas. No caso ao lado, quanto mais forte a cor, maior é a densidade de povoamento. Nota-se, portanto, o seguinte: mapas qualitativos podem ser tanto representados por pontos, quanto por linhas, quanto por polígonos. Os mapas quantitativos, por sua vez, são representados por pontos e linhas. Cabe aos mapas ordenados (que não deixam de ser quantitativos) a representação de números ordenados em polígonos. Existem inúmeras outras formas de representação; como por exemplo, a anamorfose que distorce propositalmente as áreas dos polígonos, ou ainda, os interessantes mapas em 3D. No entanto, como este assunto é muito longo, a ideia foi mostrar as principais formas de representação, e não todas elas. CESPE – Geógrafo – MPOG – 2015 Na figura acima, são mostrados três exemplos — I, II e III — de representações gráficas, que podem ser utilizadas em mapas temáticos. Com base nessa figura, julgue os itens subsequente. 1) O exemplo II é apropriado para representar cidades com menos de 100 mil habitantes, com população entre 100 a 500 mil habitantes e com mais de 500 mil habitantes. Comentário O exemplo II indica a utilização de dados quantitativos pontuais com a variável visual tamanho. Quanto maior o tamanho do ponto, maior o valor do dado. Sendo assim, seria perfeitamente possível representar populações de cidades. Gabarito: Certo Alexandre Vastella, André Rocha, Cristhian dos Santos Teixeira, Diego Tassinari, Equipe André Rocha Aula 08 - Prof. Alexandre Vastella CNU (Bloco 3 - Ambiental, Agrário e Biológicas) Conhecimentos Específicos - Eixo Temático 3 - Caracterização da Paisagem no Meio Rural - 2024 (Pós-Edital) www.estrategiaconcursos.com.br 01562531000 - Renata Tomasini Scipioni 15 2) O exemplo III é apropriado para representar declividades inferiores a 5%, entre 5% a 10% e superiores a 10%. Comentário O exemplo III mostra a utilização de dados quantitativos ordenados cuja variável visual é o tom da cor. Neste caso, quanto mais forte for o tom da cor, mais intenso será o fenômeno. Sendo assim, é perfeitamente possível representar declividades ordenadas (inferiores a 5% com a cor mais clara, e superiores a 10% com a cor mais forte). Gabarito: Certo 3) O exemplo III é o mais apropriado para representar um mapa temático cuja legenda seja composta por vegetação nativa, área urbana e massa d’água. Comentário O exemplo III indica uma ordem, ou seja, dados quantitativos do mais baixo para o mais alto. Sendo assim, não seria viável representar fenômenos qualitativos como vegetação, área urbana ou massa d’água. Neste caso, o ideal seria um mapa corocromático com cores diferentes e não ordenadas. Gabarito: Errado Principais elementos e um mapa Para finalizar esse assunto de cartografia temática, vamos estudar os principais elementos dos mapas temáticos utilizando um exemplo montado com base no shapefile (um formato de arquivo que veremos em outro item da aula) do território brasileiro. No caso apresentado, foi confeccionado um mapa qualitativo corocromático: Como fazer um mapa temático completo Alexandre Vastella, André Rocha, Cristhian dos Santos Teixeira, Diego Tassinari, Equipe André Rocha Aula 08 - Prof. Alexandre Vastella CNU (Bloco 3 - Ambiental, Agrário e Biológicas) Conhecimentos Específicos - Eixo Temático 3 - Caracterização da Paisagem no Meio Rural - 2024 (Pós-Edital) www.estrategiaconcursos.com.br 01562531000 - Renata Tomasini Scipioni 16 1 – Título Um título completo indica o assunto, a localização e a data do mapa. 2 – Legenda A legenda descreve as variáveis visuais ilustradas no mapa. No caso, cada cor representa uma região do Brasil. 3 – Escala numérica A escala mostra o quão reduzido o mundo real foi para poder caber no mapa. Como a escala numérica sofre distorções, é necessário indicar o tamanho da folha ao lado. No caso, 1 centímetro do mapa equivale a 500 km do mundo real, porém, desde que a folha seja A5. 4 – Sistema de referência (datum) e sistema de coordenadas No caso, o datum utilizado foi o SIRGAS 2000 e o sistema de coordenadas, as coordenadas geográficas. Nada impede que o mapa seja em SIRGAS 2000 (datum) porém em outro sistema de coordenadas (como o UTM). Também nada impede que no sistema de coordenadas geográficas haja outro datum (como o SAD-1969). Lembre-se que sistema de coordenadas e datum são conceitos diferentes! 5 – Fonte É fundamental saber a origem da informação. 6 – Grid de coordenadas O grid mostra as coordenadas do mapa. Perceba que os valores estão em graus, minutos e segundos; e são sempre acompanhados pelas letras S (South – sul) e W (West – oeste). Isso ocorre porque o mapa está em coordenadas geográficas medidas em graus, e porque estamos no hemisfério sul (S) e lado ocidental (W). 7 – Indicação de norte ou rosa dos ventos Indica para onde o mapa está orientado. Quase sempre, estará para norte, mas há exceções. Pode ser uma simples seta indicando o norte ou uma rosa dos ventos completa. 8 – Rótulo (label) Mostra o atributo daquela feição vinculado ao Banco de Dados Geográfico. Não é obrigatório, mas enriquece o mapa. Alexandre Vastella, André Rocha, Cristhian dos Santos Teixeira, Diego Tassinari, Equipe André Rocha Aula 08 - Prof. Alexandre Vastella CNU (Bloco 3 - Ambiental, Agrário e Biológicas) Conhecimentos Específicos - Eixo Temático 3 - Caracterização da Paisagem no Meio Rural - 2024 (Pós-Edital) www.estrategiaconcursos.com.br 01562531000 - Renata Tomasini Scipioni 17 9 – Escala gráfica Possui a mesma intenção da escala numérica, porém, ao contrário desta, não distorce com a ampliação ou a redução da folha. Geodésia A geodésia é a ciência que estuda a forma e as dimensões da Terra, a posição de pontos sobre sua superfície e a modelagem do campo de gravidade. O termo geodésia também é usado em Matemática para a medição e o cálculo acima de superfícies curvas usando métodos semelhantes àqueles usados na superfície curva da Terra. [fonte].Acompanhando o Edital, você está aqui: 4 Cartografia, Geodésia, Geoprocessamento, Sistema de informação geográfica (SIG), Modelagem e estatística de dados georreferenciados: Fundamentos da Topografia, técnicas de levantamento topográfico e geodésico. 4.1 Sistemas Geodésicos de Referência. 4.2 Transformação entre referenciais terrestres e atualização de coordenadas. Primeiramente, precisamos entender as diferentes formas do planeta Terra. Bom, embora a maioria das pessoas ache que o planeta é redondo, as coisas não são bem assim. Não, não estamos falando sobre a teoria da “Terra plana”, mas sim sobre os diferentes pontos de vista sobre a forma do nosso planeta. Embora o relevo possua imperfeições (ex: pontos mais altos como os Andes ou o Himalaia e mais baixos como a Fossa das Marianas) para podermos definir as linhas da rede geográfica (paralelos e meridianos), mesmo sabendo de todas as irregularidades do relevo e do pequeno achatamento polar existente no planeta; a Terra é matematicamente considerada como uma esfera perfeita. Foi com esse propósito que surgiu o elipsoide, um uma superfície teórica, elaborada para fins científicos, resultante do movimento de rotação da Terra em torno de seu eixo. Trata-se, portanto, de uma elipse matematicamente perfeita que se estende de forma imaginária e contínua pelo relevo terrestre. No entanto, como em alguns pontos o elipsoide é muito diferente do formato real, os cientistas criaram outro modelo; desta vez, baseado na massa e na força centrífuga. Trata-se do Alexandre Vastella, André Rocha, Cristhian dos Santos Teixeira, Diego Tassinari, Equipe André Rocha Aula 08 - Prof. Alexandre Vastella CNU (Bloco 3 - Ambiental, Agrário e Biológicas) Conhecimentos Específicos - Eixo Temático 3 - Caracterização da Paisagem no Meio Rural - 2024 (Pós-Edital) www.estrategiaconcursos.com.br 01562531000 - Renata Tomasini Scipioni 18 geoide, um modelo gravitacional para o formato da Terra, que representaria melhor suas dimensões físicas. O quadro abaixo ilustra estas diferenças: Comparação entre geoide e elipsoide Enquanto o elipsoide ignora absolutamente o relevo da Terra, sendo simplesmente uma forma geométrica regular; o geoide considera o relevo da Terra, mas mesmo assim, ainda não representa o planeta de forma fidedigna. Qual a diferença de cada um? Formato real Elipsoide Geoide Vista do espaço, a Terra parece uniforme, mas na verdade é cheia de irregularidades no relevo, como depressões e cadeias de montanhas. Trata-se de um modelo matemático no qual as imperfeições do relevo são “corrigidas”. A Terra torna-se uma esfera perfeita e regular. Ao contrário do elipsoide, o geoide leva em consideração as imperfeições do relevo. Trata-se, portanto, de um modelo gravitacional da Terra. É importante lembrar, no entanto, que tanto o elipsoide quanto o geoide são concepções teóricas. Ao contrário da superfície terrestre real – que é perceptível na paisagem, Alexandre Vastella, André Rocha, Cristhian dos Santos Teixeira, Diego Tassinari, Equipe André Rocha Aula 08 - Prof. Alexandre Vastella CNU (Bloco 3 - Ambiental, Agrário e Biológicas) Conhecimentos Específicos - Eixo Temático 3 - Caracterização da Paisagem no Meio Rural - 2024 (Pós-Edital) www.estrategiaconcursos.com.br 01562531000 - Renata Tomasini Scipioni 19 ninguém consegue “ver” um geoide ou elipsoide na concretude, mas somente apreendê-la na base de cálculos matemáticos necessários aos trabalhos de cartografia e geoprocessamento. Calma, ainda não está na hora de falar sobre o datum. Antes disso, precisamos compreender o que são Sistemas Geodésicos de Referência – ou Datum Geodésico; bem como o Sistema Geodésico Brasileiro (SGB). Geodésia Ciência que trata da forma e das dimensões da Terra, assim como de seu campo gravitacional ou das grandes regiões de sua superfície [fonte] Sistema Geodésico de Referência (SGR) Determinação de um conjunto de coordenadas, com base em um conjunto de parâmetros e convenções, que busca adaptar um elipsoide às dimensões da Terra, fornecendo uma estrutura de referência. A lógica dos sistemas de referência é simples: quando por exemplo, pegamos um par de coordenadas no GPS, não basta informar os valores de coordenada, mas também é necessário dizer qual é a referência das coordenadas apresentadas. Um mesmo ponto, se mapeado em sistemas geodésicos distintos, certamente apresentará dois pares de coordenadas diferentes! Na prática, portanto, o Datum serve para servir de referência ao estabelecimento de coordenadas horizontais (latitude e longitude) e verticais (altitude). Esta referência é chamada de "datum". Como é estabelecido um datum? Primeiro, parte-se de um elipsoide conhecido. Um mesmo elipsoide pode servir de base para mais de um datum. São coisas diferentes, ok? Depois, já com o elipsoide estabelecido, calcula-se um ponto de referência dentro de um Sistema Geodésico, que pode ser qualquer lugar da Terra. São cálculos complexos que não estudaremos aqui. Com base neste ponto de referência inicial, os cientistas conseguem estabelecer uma rede de pontos geodésicos. Quanto mais pontos conhecidos, mais fidedigna é a rede geodésia. O conjunto destas referências forma o datum. Seguindo esta linha de raciocínio, um Sistema Geodésico – também podendo ser chamado de Datum Geodésico – consiste em um sistema de referência terrestre definido por uma superfície matemática (elipsóide) posicionada no espaço a partir de um ponto de referência (origem), e materializada por um conjunto de pontos distribuídos na superfície terrestre [fonte]. Alexandre Vastella, André Rocha, Cristhian dos Santos Teixeira, Diego Tassinari, Equipe André Rocha Aula 08 - Prof. Alexandre Vastella CNU (Bloco 3 - Ambiental, Agrário e Biológicas) Conhecimentos Específicos - Eixo Temático 3 - Caracterização da Paisagem no Meio Rural - 2024 (Pós-Edital) www.estrategiaconcursos.com.br 01562531000 - Renata Tomasini Scipioni 20 Funciona assim: com base em um elipsoide inicial já conhecido, os cientistas medem um ponto de referência, e com base neste ponto, conseguem estabelecer uma rede de pontos confiáveis derivados. Cada país pode adotar um sistema de referência próprio. No Brasil, utiliza-se o Sistema Geodésico Brasileiro (SBG), composto por redes de altimetria, gravimetria e planimetria. No SBG, a altimetria (coordenadas verticais) está vinculado ao geoide, que é a forma gravitacional da Terra; Neste caso, utiliza-se como ponto de referência o marégrafo de Imbituba (SC). Também há milhares de estações no território nacional que colhem informações de aceleração da gravidade. Para a planimetria (coordenadas horizontais, ou seja, latitude e longitude), o SGB utilizava os mesmos parâmetros do Sistema Geodésico Sul-Americano de 1969 (SAD-69), que leva em conta o elipsoide e cuja referência inicial encontrava-se no Vértice Chuá, em Uberlândia (MG). A partir de 2015, no entanto, o SAD-1969 foi aposentado e o Brasil passou a utilizar o Sistema de Referência Geocêntrico para as Américas (SIRGAS), que ao contrário do SAD-1969, possui referência geocêntrica (centro da Terra). Veja como funciona o Sistema Geodésico Brasileiro: (quadro na página seguinte) Antes do SAD-1969, o Brasil utilizava o datum horizontal Córrego Alegre. Topocêntrico, com referência inicial em Córrego Alegre (MG), costumava ser utilizado pelo IBGE para a elaboração de Cartas Topográficas; no entanto, hoje é pouco usual tendo em vista os sistemas de referência mais modernos. Sua base é o Elipsoide Internacional de Hayford, calculado ainda em 1924. Com o “novo” Elipsoide Internacional de 1967 – que subsidiou o SAD-1969, o elipsoide de Hayford foi aposentado, e com ele, o próprio datum Córrego Alegre passou a ser menos utilizado [fonte]. Hoje, a maioria dos shapefiles brasileiros estão em SAD-1969 ou SIRGAS-2000, sendo rara e obsoleta a utilização de Córrego Alegre. Alexandre Vastella, André Rocha, Cristhian dos Santos Teixeira, Diego Tassinari, Equipe André Rocha Aula 08 - Prof. Alexandre Vastella CNU (Bloco 3 - Ambiental, Agrário e Biológicas) Conhecimentos Específicos - Eixo Temático 3 - Caracterização da Paisagem no Meio Rural - 2024 (Pós-Edital) www.estrategiaconcursos.com.br 01562531000 - Renata Tomasini Scipioni 21 Referências do Sistema Geodésico Brasileiro (SBG) Rede altimétrica Rede planimétrica antiga Rede planimétrica nova SAD-1969 SIRGAS-2000 Referência: Porto Imbituba (SC) Referência: Vértice Chuá (MG) Referência: Centro da Terra A referência é o marégrafo de Imbituba, em Santa Catarina. Ainda está em vigor. A referência horizontal é a mesma para a América do Sul inteira. O SBG fazia parte do SAD-1969. A referência para todo o continente era o Vértice Chuá, em Minas Gerais. A partir de 2015, o SAD-1969 foi trocado pelo SIRGAS. A referência passou a ser o centro da Terra, com isso, ficou mais próxima do WGS- 1984 utilizado em escala global. Para resumir ainda mais: Datum horizontal (planimétrico) Mede as latitudes e longitudes (coordenadas horizontais). No Brasil, a referência oficial é o SIRGAS 2000. Datum vertical (altimétrico) Mede as altitudes (coordenadas verticais). No Brasil, a referência é o marégrafo de Imbituba. Outro datum bastante importante – e este com certeza você conhece – é o World Geodetic System (WGS), ou WGS-1984. Foi concebido pelo Departamento de Defesa Americano (DoD) com objetivo de fornecer posicionamento e navegação em qualquer parte do mundo. Talvez você nunca tenha ouvido falar dele, mas certamente já os utilizou: trata-se do sistema de referência utilizado em aparelhos GPS e nas bases cartográficas do Google Earth/Google Maps e seus serviços associados, como por exemplo, aplicativos de trânsito. Similar ao North American Datum (NAD-1983), tem como ponto de referência o centro da Terra, e o Elipsoide GRS-80 como base de cálculo. Perceba que enquanto o SAD-1969 tem como base um elipsoide calculado em 1967, o elipsoide do WGS é de 1980. Alexandre Vastella, André Rocha, Cristhian dos Santos Teixeira, Diego Tassinari, Equipe André Rocha Aula 08 - Prof. Alexandre Vastella CNU (Bloco 3 - Ambiental, Agrário e Biológicas) Conhecimentos Específicos - Eixo Temático 3 - Caracterização da Paisagem no Meio Rural - 2024 (Pós-Edital) www.estrategiaconcursos.com.br 01562531000 - Renata Tomasini Scipioni 22 Ao lado, temos o mapa do sistema geodésico brasileiro, com cada ponto correspondendo a um marco geodésico. Quando trabalhamos com geoprocessamento, percebemos que dependendo da escala, shapefiles em SIRGAS-2000 e WGS-1984 são muito parecidos. Isso não ocorre por acaso. De fato, há uma grande semelhança entre estes datums: ambos têm como base o centro da Terra e o mesmo elipsoide calculado em 19801. No quadro abaixo ficará mais claro os principais sistemas de referência utilizados no Brasil: Principais datums ou sistemas de referência utilizados no Brasil Datum Elipsóide de referência Ponto de referência Tipo da referência Frequência de uso atual Córrego Alegre Internacional de Hayford (1924) Vértice Córrego Alegre (MG) Topocêntrica Adotado em 1950 no Brasil e aposentado em 1979, quando veio o SAD-1969. SAD-69 Internacional de 1967 Vértice Chuá (MG) Topocêntrica Utilizado a partir de 1979 e aposentado em 2015 (período de transição 2005 a 2015). SIRGAS-2000 GRS-80 Centro de Massa da Terra Geocêntrica Oficial do Brasil desde 2015 (entre 2005 e 2015 coexistiu com o SAD-1969) WGS-84 GRS-80 Centro de Massa da Terra Geocêntrica Muito utilizado, principalmente por GPS e aplicativos com base em Google. 1 Recomendo a breve leitura do FAQ do IBGE [link] sobre sistemas de referência. Alexandre Vastella, André Rocha, Cristhian dos Santos Teixeira, Diego Tassinari, Equipe André Rocha Aula 08 - Prof. Alexandre Vastella CNU (Bloco 3 - Ambiental, Agrário e Biológicas) Conhecimentos Específicos - Eixo Temático 3 - Caracterização da Paisagem no Meio Rural - 2024 (Pós-Edital) www.estrategiaconcursos.com.br 01562531000 - Renata Tomasini Scipioni 23 VUNESP - 2023 - Analista Florestal Assinale a alternativa que apresenta uma afirmação correta no contexto da cartografia, considerando o Sistema Geodésico de Referência. A) A definição das superfícies, origem e orientação do sistema de coordenadas usado para o mapeamento e georreferenciamento no território brasileiro são dadas pelo referencial de planimetria, representado pelo SIRGAS 2000. B) Geoide é uma figura matemática cuja superfície é gerada pela rotação de uma elipse em torno de seus eixos. C) O referencial de gravimetria do Sistema Geodésico Brasileiro, que ainda hoje é o Córrego Alegre, vincula-se a milhares de estações existentes no território nacional, as quais registram dados relacionados à aceleração da gravidade de cada uma delas. D) No Sistema Geodésico Brasileiro, o referencial de altimetria não está vinculado ao Geoide, mas apenas ao Elipsoide de Referência Brasileiro que é o SIRGAS 2000. E) Elipsoide é uma superfície coincidente com o nível médio e inalterado dos mares e gerada por um conjunto infinito de pontos, cuja medida do potencial do campo gravitacional da Terra é constante e com direção exatamente perpendicular a esta. Comentários A) Certa. De fato, o SIRGAS 2000 é o sistema oficial do Brasil. B) Errada. Esse é o elipsoide, não o geoide. C) Errada. O Córrego Alegre era usado na década de 1950, hoje não mais. D) Errada. A altimetria tem como base o marégrafo de Imbutiba (SC). E) Errada. Elipsoide não tem a ver com o nível dos mares, quem tem é o geoide. Gabarito: A VUNESP - 2023 - Arquiteto O sistema de referência geográfica adotado pelo Sistema Cartográfico Nacional é: A) Córrego Alegre. B) Sistema de Referência para as Américas (SIRGAS2015). C) Sistema de Referência para as Américas (SIRGAS2000). D) South American Datum (SAD69). E) South American Datum (SAD15). Alexandre Vastella, André Rocha, Cristhian dos Santos Teixeira, Diego Tassinari, Equipe André Rocha Aula 08 - Prof. Alexandre Vastella CNU (Bloco 3 - Ambiental, Agrário e Biológicas) Conhecimentos Específicos - Eixo Temático 3 - Caracterização da Paisagem no Meio Rural - 2024 (Pós-Edital) www.estrategiaconcursos.com.br 01562531000 - Renata Tomasini Scipioni 24 Comentários Atualmente, usa-se o SIRGAS em substituição ao SAD69. Gabarito: C. FGV - 2013 - Analista de Processos Ambientais, de Obras Urbanas e Informações Geoespaciais (CONDER) Com relação ao Sistema Geodésico Brasileiro, assinale a afirmativa incorreta. A) As estações da RBMC desempenham o papel de ponto de coordenadas conhecidas pertencentes ao sistema geodésico brasileiro, evitando que o usuário imobilize um receptor em um ponto base. B) Quase todas as estações da RBMC fazem parte da Rede de Referência SIRGAS. C) Entre os componentes principais do SGB estão as redes planimétrica, altimétrica e gravimétrica. D) O referencial altimétrico é materializado pela superfície equipotencial que coincide com o nível médio do mar, definido pelas observações maregráficas tomadas na baía de Imbituda, no litoral de Santa Catarina. E) A implantação das Redes GPS estaduais por parte do IBGE tem objetivo de suprir as demandas relacionadas à regulamentação fundiária, à demarcação de unidades estaduais e municipais e à confecção de mapas e cartas. Comentários Todas as alternativas estão corretas, exceto a B. Na verdade, segundo o IBGE, TODAS as estações da Rede Brasileira de Monitoramento Contínuo (RBMC) fazem parte do SIRGAS. Não tem motivo para excluir estação. Gabarito: B. Alexandre Vastella, André Rocha, Cristhian dos SantosTeixeira, Diego Tassinari, Equipe André Rocha Aula 08 - Prof. Alexandre Vastella CNU (Bloco 3 - Ambiental, Agrário e Biológicas) Conhecimentos Específicos - Eixo Temático 3 - Caracterização da Paisagem no Meio Rural - 2024 (Pós-Edital) www.estrategiaconcursos.com.br 01562531000 - Renata Tomasini Scipioni 25 Geoprocessamento Também chamado de geomática, o geoprocessamento é a ciência que engloba o total conjunto de técnicas (ou tecnologias) ligadas à informação espacial, desde a coleta, o tratamento até a análise de dados georreferenciados. A geomática/geoprocessamento engloba áreas como topografia, fotogrametria, cartografia, sensoriamento remoto, geoestatística ou os sistemas de informação geográfica. Conforme aponta Gilberto Câmara, “se onde é importante para seu negócio, então Geoprocessamento é sua ferramenta de trabalho” [fonte]. Acompanhando o Edital, você está aqui: 4 Cartografia, Geodésia, Geoprocessamento, Sistema de informação geográfica (SIG), Modelagem e estatística de dados georreferenciados: Fundamentos da Topografia, técnicas de levantamento topográfico e geodésico. 4.1 Sistemas Geodésicos de Referência. 4.2 Transformação entre referenciais terrestres e atualização de coordenadas. Para facilitar ainda mais o entendimento, pense que o sistema de informação geográfica é uma geotecnologia. O sensoriamento remoto é uma geotecnologia. A topografia é uma geotecnologia; e assim por diante. O conjunto de geotecnologias é denominado geoprocessamento. Todas essas geotecnologias têm algo em comum: todas trabalham com dados georreferenciados Para entender melhor – geoprocessamento versus geotecnologia Alexandre Vastella, André Rocha, Cristhian dos Santos Teixeira, Diego Tassinari, Equipe André Rocha Aula 08 - Prof. Alexandre Vastella CNU (Bloco 3 - Ambiental, Agrário e Biológicas) Conhecimentos Específicos - Eixo Temático 3 - Caracterização da Paisagem no Meio Rural - 2024 (Pós-Edital) www.estrategiaconcursos.com.br 01562531000 - Renata Tomasini Scipioni CONVIDADO 26 Geotecnologia Tecnologia para o processamento de dados georreferenciados. Por exemplo: SIG, cartografia, sensoriamento remoto, geoestatística, etc. Cada uma dessas é uma geotecnologia diferente e todas trabalham com dados georreferenciados. Geoprocessamento É o CONJUNTO de geotecnologias. Portanto, algo bastante amplo. O SIG, por exemplo, é somente uma das muitas geotecnologias e apenas uma pequena parte do universo do geoprocessamento. Diferença conceitual entre SIG e Geoprocessamento [fonte] Geoprocessamento ou Geomática Ciência que lida com a aquisição, tratamento, análise e comunicação de informações geográficas por meio de métodos numéricos ou quantitativos (mais amplo) Sistema de Informação Geográfica (SIG) Um conjunto de facilidades voltado à captura, armazenamento, verificação, integração, manipulação, análise e visualização de dados referenciados à Terra (menos amplo). Falaremos pouco sobre geoprocessamento. Por quê? Porque o Geoprocessamento engloba todas as outras áreas desta aula: SIG, cartografia, topografia, geodésia... Na verdade, estamos tratando sobre Geoprocessamento o tempo todo. Para este item, é necessário, por enquanto, apenas sabermos do conceito. AOCP - 2016 - Técnico de Nível Superior I O Geoprocessamento está sendo utilizado de forma crescente para tomada de decisão em diversas áreas, como no planejamento urbano e regional, sendo um importante aliado desde as etapas de levantamento de dados até a medição dos resultados de projeto. Sendo assim, o geoprocessamento pode auxiliar os trabalhos na área de planejamento e desenho urbano à medida que A) possibilita a integralização de várias informações espaciais em diferentes bases de dados. B) por si só permite disponibilizar para o cidadão comum informações atuais. C) pode ser utilizado na produção de mapas, para análise espacial e para o armazenamento de informações espaciais. D) os dados tratados em geoprocessamento têm como desvantagem a baixa variedade de fontes geradoras e de formatos apresentados. E) possibilita mapeamentos urbanos e rurais que não exigem alta precisão dos dados como áreas verdes urbanas, telecomunicações, saneamento e transportes. Alexandre Vastella, André Rocha, Cristhian dos Santos Teixeira, Diego Tassinari, Equipe André Rocha Aula 08 - Prof. Alexandre Vastella CNU (Bloco 3 - Ambiental, Agrário e Biológicas) Conhecimentos Específicos - Eixo Temático 3 - Caracterização da Paisagem no Meio Rural - 2024 (Pós-Edital) www.estrategiaconcursos.com.br 01562531000 - Renata Tomasini Scipioni 27 Comentários A) Errada. Deve-se usar uma mesma base de dados. B) Errada. Não necessariamente. Para isso acontecer, tem que ter integração em um SIG Web ou em uma IDE. C) Certo. O geoprocessamento serve para fazer análise espacial e armazenar estas informações. D) Errada. Tem grande variedade de fontes e formatos. E) Errada. Exige precisão sim, embora esta seja variável de acordo com o propósito. IBFC - 2021 - Fiscal Ambiental Geotecnologias são um conjunto de tecnologias voltadas à coleta, ao processamento, à análise e à disponibilização de dados e informações espaciais. Com relação a isso, assinale a alternativa incorreta. A) Os sensores remotos coletam dados que são processados para serem visualizados como imagens e que também podem sofrer tratamentos para identificação de diversos fenômenos B) Sistemas de Informações Geográficas (SIG) são os ambientes computacionais onde pode-se tratar dados espaciais, inclusive integrando os dados espaciais a dados não espaciais, com o intuito de extrair informações C) O termo geotecnologia é sinônimo de geoprocessamento e de Sistemas de Posicionamento Global (SPG ou GPS), sendo GPS o termo mais utilizado e empregado amplamente= D) O sensoriamento remoto é o conjunto de técnicas e instrumentos para adquirir dados sobre objetos sem que haja contato direto com tais objetos Comentários A questão pede para assinar a incorreta que, dentre as citadas, é a alternativa C, com dois erros. Erro 1: geotecnologia não é sinônimo de geoprocessamento; na verdade, geoprocessamento é um conjunto de geotecnologias. Erro 2: também não é sinônimo de GPS. Gabarito: C (incorreta) Alexandre Vastella, André Rocha, Cristhian dos Santos Teixeira, Diego Tassinari, Equipe André Rocha Aula 08 - Prof. Alexandre Vastella CNU (Bloco 3 - Ambiental, Agrário e Biológicas) Conhecimentos Específicos - Eixo Temático 3 - Caracterização da Paisagem no Meio Rural - 2024 (Pós-Edital) www.estrategiaconcursos.com.br 01562531000 - Renata Tomasini Scipioni 28 Sistema de informação geográfica (SIG) Acompanhando o Edital, você está aqui: 4 Cartografia, Geodésia, Geoprocessamento, Sistema de informação geográfica (SIG), Modelagem e estatística de dados georreferenciados: Fundamentos da Topografia, técnicas de levantamento topográfico e geodésico. 4.1 Sistemas Geodésicos de Referência. 4.2 Transformação entre referenciais terrestres e atualização de coordenadas. De forma geral, Sistema de Informação Geográfica (SIG) é um conjunto de programas, equipamentos, metodologias, dados, e pessoas (usuário), perfeitamente integrados, de forma a tornar possível a coleta, o armazenamento, o processamento, e a análise de dados georreferenciados, bem como a produção de informação derivada de sua aplicação [fonte]. De forma mais sucinta, SIGs são sistemas computadorizados destinados ao processamento de dados espaciais. Ou seja, sistemas que envolvem mapas e bases cartográficas. Dados georreferenciados Dados que estão associados a um sistema de coordenadas conhecido, ou seja, vinculam-se a pontos reais dispostos no terreno, caracterizados, em geral, pelas suas coordenadas de latitude e longitude [fonte]. O que é SIG? “O termo sistemas de informação geográfica (SIG) é aplicadopara sistemas que realizam o tratamento computacional de dados geográficos. A principal diferença de um SIG para um sistema de informação convencional é sua capacidade de armazenar tanto os atributos descritivos como as geometrias dos diferentes tipos de dados geográficos. Assim, para cada lote num cadastro urbano, um SIG guarda, além de informação descritiva como proprietário e valor do IPTU, a informação geométrica com as coordenadas dos limites do lote.” [fonte]. Apesar de ter sido concebido ainda nos anos 1960, foi somente após a revolução tecnológica dos anos 1990 que o SIG de fato se desenvolveu. Este crescimento só foi possível graças à evolução do computador (hardware), e de programas específicos (software) que passaram a conseguir resolver os problemas de quantificação de forma rápida e eficiente. Nos últimos anos, a a utilização dos SIGs vem crescendo rapidamente em todo o mundo, uma vez que possibilita um melhor gerenciamento de informações e a consequente melhoria nos processos de tomada de decisões em áreas de grande complexidade, como por exemplo, planejamento municipal, estadual e federal, proteção ambiental, redes de utilidade pública, entre outros. [fonte]. Alexandre Vastella, André Rocha, Cristhian dos Santos Teixeira, Diego Tassinari, Equipe André Rocha Aula 08 - Prof. Alexandre Vastella CNU (Bloco 3 - Ambiental, Agrário e Biológicas) Conhecimentos Específicos - Eixo Temático 3 - Caracterização da Paisagem no Meio Rural - 2024 (Pós-Edital) www.estrategiaconcursos.com.br 01562531000 - Renata Tomasini Scipioni rtscipioni Destacar rtscipioni Destacar rtscipioni Destacar 29 Embora sejam principalmente estudados dentro da ciência geográfica, os SIGs possuem larga utilização em diferentes campos do conhecimento, incluindo ciências exatas, biológicas, humanas e aplicações tecnológicas. Estes permitem a visualização espacial de variáveis como população de indivíduos, índices de qualidade de vida ou vendas de empresa numa região através de mapas. No quadro abaixo, seguem algumas aplicações de SIGs [fonte]: Algumas funcionalidades de um SIG Planejamento e gerenciamento urbano Redes de infraestrutura como água, luz, telecomunicações, gás e esgoto, planejamento e supervisão de limpeza urbana, cadastramento territorial urbano e mapeamento eleitoral. Saúde e educação Rede hospitalar, rede de ensino, saneamento básico e controle epidemiológico. Transporte Supervisão de malhas viárias, roteamento de veículos, controle de tráfego, sistemas de informação turística. Segurança Supervisão de espaço aéreo, marítimo e terrestre; controle de tráfego aéreo, sistemas de cartografia náutica, serviços de atendimento emergenciais. Uso da terra e planejamento agropecuário Estocagem e escoamento da produção agrícola, classificação de solos e vegetação, gerenciamento de bacias hidrográficas, planejamento de barragens, cadastramento de propriedades rurais, levantamento topográfico e planimétrico, mapeamento de uso da terra. Uso de recursos naturais Controle do extrativismo vegetal e mineral, classificação de poços petrolíferos, planejamento de gasodutos e oleodutos, distribuição de energia elétrica, identificação de mananciais, gerenciamento costeiro e marítimo. Meio ambiente Controle de queimadas, estudos de modificações climáticas, acompanhamento de emissão e ação de poluentes, gerenciamento florestal de desmatamento e reflorestamento. Atividades econômicas Planejamento de marketing, pesquisas socioeconômicas, distribuição de produtos e serviços, transporte de matéria prima e insumos. Nota-se que o que distingue o SIG dos outros sistemas de informação é o seu caráter dual: enquanto o dado comum pode ser acessado somente pelo seu atributo, o dado em SIG pode ser acessado tanto pelo seu atributo quanto pela sua localização. Portanto, os sistemas de informação geográfica, em relação aos sistemas convencionais, apresentam maior grau de complexidade, fornecendo maiores subsídios à tomada de decisões. Em termos mais amplos, Alexandre Vastella, André Rocha, Cristhian dos Santos Teixeira, Diego Tassinari, Equipe André Rocha Aula 08 - Prof. Alexandre Vastella CNU (Bloco 3 - Ambiental, Agrário e Biológicas) Conhecimentos Específicos - Eixo Temático 3 - Caracterização da Paisagem no Meio Rural - 2024 (Pós-Edital) www.estrategiaconcursos.com.br 01562531000 - Renata Tomasini Scipioni rtscipioni Destacar rtscipioni Destacar rtscipioni Destacar rtscipioni Destacar rtscipioni Destacar rtscipioni Destacar 30 SIGs constituem ferramentas que permitem o processamento de dados espaciais em informações espaciais, e finalmente, em explicações espaciais para entender o mundo real. Um sistema de informação geográfica é composto por hardware (computadores), software (programas), dados (geográficos ou tabulares) e peopleware (operadores). Portanto, quando as provas exigem projetos de sistemas de informação geográfica estão, na verdade, se referindo aos softwares e às extensões de banco de dados. A boa notícia é que esse tema costuma cair de forma bastante superficial. Na maioria das vezes, basta saber que a aplicação existe. A maioria das aplicações de SIG – ArcGIS, QGIS, SPRING, entre outros – funciona de forma similar. Há um documento em branco no qual o usuário pode adicionar, editar e manipular arquivos vetoriais e matriciais como shapefiles e imagens de satélite, respectivamente. Nesse processo, é fundamental que o usuário tenha cuidado com o posicionamento espacial dos dados. Ou seja, dentro de um software SIG, deve-se ter o cuidado de trabalhar com dados que estejam corretamente georreferenciados nos padrões da cartografia e da geodésia. Caso o usuário utilize a projeção UTM, é necessário saber em qual fuso a área e mapeada se encontra, por exemplo. Portanto, o sistema de coordenadas deve ser único para todos os elementos que compõem o mapa. FGV – Geógrafo – SUDENE – 2013 Com relação aos conceitos de geoprocessamento, dados e informações geográficas, analise as afirmativas a seguir. 1) Geoprocessamento pode ser entendido como um conjunto de conceitos, métodos e técnicas de diversas origens que, operando sobre bases de dados georreferenciados, pode associá-los a bancos de dados convencionais e transformar os dados em informação. Comentário Sim, o geoprocessamento (ou geomática) é um termo bem amplo que envolve várias geotecnologias, tais como: topografia, cartografia, aerofotogrametria; e também, os sistemas de informação geográfica, o sensoriamento remoto e os bancos de dados geográficos.Gabarito: Certo Alexandre Vastella, André Rocha, Cristhian dos Santos Teixeira, Diego Tassinari, Equipe André Rocha Aula 08 - Prof. Alexandre Vastella CNU (Bloco 3 - Ambiental, Agrário e Biológicas) Conhecimentos Específicos - Eixo Temático 3 - Caracterização da Paisagem no Meio Rural - 2024 (Pós-Edital) www.estrategiaconcursos.com.br 01562531000 - Renata Tomasini Scipioni rtscipioni Destacar rtscipioni Destacar rtscipioni Destacar rtscipioni Destacar rtscipioni Destacar rtscipioni Destacar rtscipioni Destacar rtscipioni Destacar 31 2) As ferramentas computacionais para geoprocessamento, chamadas de Sistemas de Informação Geográfica, permitem realizar análises complexas, ao integrar dados de diversas fontes além de criar bancos de dados georreferenciados. Comentário A questão afirma que o SIG faz parte do geoprocessamento, sendo as suas ferramentas computacionais para a integração de dados espaciais. Muito bem acertado. Gabarito: Certo 3) O Geoprocessamento utiliza técnicas matemáticas e computacionais para o tratamento da informação geográfica e vem influenciando de maneira crescente as áreas de Cartografia, Análise de Recursos Naturais, Transportes, Comunicações, Energia e Planejamento Urbano e Regional. Comentário De fato, o geoprocessamento vem alterando asáreas de transporte, comunicações, energia, etc.; afinal, com as informações espaciais, é possível ampliar a visão sobre o espaço geográfico e subsidiar a tomada de decisões, tanto para o poder público quanto para a iniciativa privada. Gabarito: Certo CESPE – Arquiteto Urbanista – CEHAP-PB – 2009 1) O sistema de informação geográfica (SIG) ou em inglês geografical information system (GIS) é, atualmente, o sistema mais adequado para análise espacial de dados geográficos. Comentário Tendo em vista os principais sistemas disponíveis (CAD, AM/FM e SIG), de fato, o SIG é o mais indicado para a análise espacial de dados geográficos. Gabarito: Certo 2) Os dados utilizados no SIG podem ser divididos em 3 grupos: dados gráficos ou espaciais (geográficos); dados topográficos (volumétricos); dados não-gráficos ou descritivos (alfanuméricos). Comentário Ao contrário do que a questão diz, todos os dados no SIG são espaciais. Além disso, os dados descritivos fazem parte da própria tabela de atributos, também sendo de natureza espacial. Por fim, os dados em SIG são divididos em dados vetoriais e dados raster, e não de acordo com a proposição apresentada. Gabarito: Errado. 3) Para geração dos dados espaciais, utiliza-se, exclusivamente, o sistema de posicionamento global (GPS). Alexandre Vastella, André Rocha, Cristhian dos Santos Teixeira, Diego Tassinari, Equipe André Rocha Aula 08 - Prof. Alexandre Vastella CNU (Bloco 3 - Ambiental, Agrário e Biológicas) Conhecimentos Específicos - Eixo Temático 3 - Caracterização da Paisagem no Meio Rural - 2024 (Pós-Edital) www.estrategiaconcursos.com.br 01562531000 - Renata Tomasini Scipioni ==9b1c== rtscipioni Destacar rtscipioni Destacar 32 Comentário O GPS é UMA DAS muitas formas de geração de dados espaciais, que também incluem a vetorização, a digitalização de mapas e cartas topográficas, a classificação de imagens, etc. Gabarito: Errado. 4) As plantas topográficas são obtidas a partir de dados colhidos por meio da geogrametria aérea. Comentário Não necessariamente. Podemos obter plantas topográficas com outros métodos, tais como: com curvas de nível de SRTM, ou com dados primários de levantamento topográfico. Gabarito: Errado. disponíveis na internet, com dados IADES - Geógrafo – SUDAM – 2013 O Geographical Information System (GIS), ou Sistema de Informação Geográfica (SIG), em português, compreende quatro elementos básicos que operam em um contexto institucional. Disponível em: < http://www.ltc.ufes.br/geomaticsce/Modulo Geoprocessamento>. Acesso em: 25/8/2013. Considerando esse assunto, assinale a alternativa que apresenta componentes ou elementos básicos de um SIG. 1) Digitalização e fotogrametria. Comentário Fotogrametria é uma geotecnologia, SIG é outra. Ambas fazem parte do geoprocessamento/geomática, mas não estão incluídas uma na outra. Gabarito: Errado. 2) Sensoriamento remoto e Sistema de Posicionamento Global (GPS). Comentário O mesmo raciocínio vale aqui: sensoriamento Remoto e GPS são geotecnologias que apesar de possuírem interfaces com SIG, NÃO CONSTITUEM o SIG em si, mas sim, fazem parte do universo do geoprocessamento. Gabarito: Errado 3) Atributos alfanuméricos e dados geométricos. Comentário É verdade que o SIG possui atributos alfanuméricos e dados geométricos, mas isso é muito pouco para defini-lo. Não está mencionando o fato do SIG possuir software, hardware, dados e peopleware. Gabarito: Errado Alexandre Vastella, André Rocha, Cristhian dos Santos Teixeira, Diego Tassinari, Equipe André Rocha Aula 08 - Prof. Alexandre Vastella CNU (Bloco 3 - Ambiental, Agrário e Biológicas) Conhecimentos Específicos - Eixo Temático 3 - Caracterização da Paisagem no Meio Rural - 2024 (Pós-Edital) www.estrategiaconcursos.com.br 01562531000 - Renata Tomasini Scipioni rtscipioni Destacar rtscipioni Destacar rtscipioni Destacar 33 4) Dados gráficos e não gráficos. Comentário Aqui vale o mesmo raciocínio do item anterior. Não está errado dizer que o SIG opera com a interface entre dados gráficos e não-gráficos, mas é muito pouco para defini-lo. Novamente, não está mencionando o fato do SIG possuir software, hardware, dados e peopleware. Gabarito: Errado 5) Software e dados. Comentário Agora sim, levando em consideração que os elementos básicos do SIG são software, hardware, dados e peopleware, esta questão Dentro de um SIG, há basicamente dois tipos de dados: vetoriais e matriciais. Vejamos as diferenças: Modelo de dados vetorial (vetor) As representações vetoriais são aquelas nas quais os domínios espaciais são representados por conjuntos de traços, deslocamentos ou vetores, adequadamente referenciados ou seja, com pontos, linhas ou polígonos. A adoção de uma das três formas de representação de um determinado ente, depende do propósito com que observamos o objeto do mundo real a ser representado [fonte]. O quadro abaixo ilustra as principais diferenças entre os três tipos de formato vetorial [fonte]: Ponto Linha Polígono Geralmente utilizado na representação de objetos de pequenas dimensões espaciais. Usa um par de coordenadas simples para representar a Definidas como um conjunto ordenado de pontos interligados por segmentos de reta (polígono aberto). O ponto inicial e o final são denominados nós e os pontos São usados para representar áreas e são definidos como um conjunto ordenado de pontos interligados, onde o primeiro e último ponto coincidem. Alexandre Vastella, André Rocha, Cristhian dos Santos Teixeira, Diego Tassinari, Equipe André Rocha Aula 08 - Prof. Alexandre Vastella CNU (Bloco 3 - Ambiental, Agrário e Biológicas) Conhecimentos Específicos - Eixo Temático 3 - Caracterização da Paisagem no Meio Rural - 2024 (Pós-Edital) www.estrategiaconcursos.com.br 01562531000 - Renata Tomasini Scipioni rtscipioni Destacar rtscipioni Destacar rtscipioni Destacar 34 localização de uma entidade. O tamanho ou a dimensão da entidade pode não ser uma informação importante, somente sua localização pontual. Exemplos: Lotes podem ser representados na base espacial por um ponto, e ter armazenados como atributos, área, proprietário, tipo de uso, valor venal, etc. intermediários são chamados de vértices. É utilizada na representação de entes cuja largura não convém ser expressada graficamente. Exemplos: estradas, cursos de água, redes de saneamento, redes de linhas de transmissão de energia elétrica, entre outras Atributos podem ser associados aos polígonos como área, perímetro, uso e ocupação do solo, nome, etc. Exemplos: Lotes, quadras, unidades territoriais, propriedades rurais. Quando transformamos um determinado material em formato vetorial, dizemos que estamos vetorizando. Esta vetorização pode ser feita de diversas maneiras – como em mesas digitalizadoras; mas na maioria das vezes a vetorização é feita em softwares de SIG. A vetorização ocorre, por exemplo, quando precisamos transformar cartas topográficas em formato raster (imagem) para o formato vetorial. Neste caso, o operador literalmente desenha as feições presentes na carta georreferenciada. Uma das grandes vantagens do modelo vetorial é a possibilidade de trabalharmos com topologia – isto é, a relação de vizinhança entre os elementos. No entanto, nem todos os vetores estão neste padrão. Quando utilizamos mesas digitalizadoras ou vetorização manual, a situação mais frequente é a de pontos, linhas e polígonos não se conectarem. Neste caso, os dados ficam em modelo spaguetti; sendo metaforicamente um macarrão de fios bagunçados sem conectividade. Vetor modelo spaguetti (sem conexão) Vetor modelo topológico (conectado) Alexandre Vastella, André Rocha, Cristhian dos Santos Teixeira, Diego Tassinari, Equipe André Rocha Aula 08 - Prof. Alexandre Vastella CNU (Bloco 3 - Ambiental, Agrário e Biológicas)Conhecimentos Específicos - Eixo Temático 3 - Caracterização da Paisagem no Meio Rural - 2024 (Pós-Edital) www.estrategiaconcursos.com.br 01562531000 - Renata Tomasini Scipioni rtscipioni Destacar rtscipioni Destacar rtscipioni Destacar rtscipioni Destacar rtscipioni Destacar 35 No modelo spaguetti, o vetor é como se fosse um macarrão todo “bagunçado”: neste caso, como os vértices não se conectam, não é possível estabelecer relações de vizinhança. No modelo topológico, como os elementos vetoriais estão interligados, é possível estabelecer relações topológicas de vizinhança. Neste caso, como os vértices se conectam, o sistema entende que eles fazem parte de um único polígono. Modelo de dados matricial (raster) Já no modelo raster (matricial) o terreno é representado por uma matriz de linhas e colunas que definem células denominadas como pixels. Cada pixel apresenta um valor referente ao atributo, além dos valores que definem o número da coluna e o número da linha, correspondendo, quando o arquivo está georreferenciado, a um par de coordenadas x e y que se encontre dentro da área abrangida por aquele pixel [fonte]. Em outras palavras, ao contrário do vetor (representado por pontos, linhas e polígonos), o raster é representado por células que normalmente – porém nem sempre – possuem o formato quadrado. (lembram do conceito de pixel? Pois então...) É importante dizer que imagens de satélite, fotografias aéreas e produtos do sensoriamento remoto estão sempre em formato raster/matricial. No entanto, os softwares de SIG são capazes de trabalhar com os dois modelos de representação (imagem ao lado). Ao escolhermos entre as duas formas de representação, devemos ter ciência das vantagens e desvantagens de cada uma [fonte]: Alexandre Vastella, André Rocha, Cristhian dos Santos Teixeira, Diego Tassinari, Equipe André Rocha Aula 08 - Prof. Alexandre Vastella CNU (Bloco 3 - Ambiental, Agrário e Biológicas) Conhecimentos Específicos - Eixo Temático 3 - Caracterização da Paisagem no Meio Rural - 2024 (Pós-Edital) www.estrategiaconcursos.com.br 01562531000 - Renata Tomasini Scipioni rtscipioni Destacar rtscipioni Destacar rtscipioni Destacar rtscipioni Destacar 36 Vantagens e desvantagens de cada tipo de representação Vetor Raster Mapa representado na resolução original (não perde resolução quando amplia) A visualização deteriora quando amplia (os pixels tornam-se “estourados” quando dá zoom) É possível associar atributos facilmente a elementos gráficos Trabalhar com atributos é mais complicado, o raster possui uma limitação nesse sentido. É possível fazer relacionamentos topológicos. Não é possível utilizar topologia Adequado para grandes escalas (1:25.000 e maiores) Adequado para pequenas escalas (1:50.000 e menores) Não representa fenômenos com variação contínua no espaço (mais generalização) Representa fenômenos variantes no espaço (mais complexidade visual) Pouco espaço de armazenamento. Grande espaço de armazenamento (as imagens são pesadas demais). Simulação e modelagem é mais difícil Simulação e modelagem é mais fácil CESGRANRIO - 2014 - Profissional Petrobrás de Nível Técnico Uma equipe de geoprocessamento quer analisar a forma do terreno a partir de um conjunto de curvas de nível em formato vetorial e de um modelo digital de elevação em formato matricial. A associação entre o conjunto de dados e a justificativa de sua escolha deve ser A) matricial, porque armazena os relacionamentos topológicos entre as feições representadas. B) matricial, porque preserva a resolução mesmo quando é exibido em escalas grandes. C) matricial, porque permite ao usuário a edição da geometria das feições representadas, individualmente. D) vetorial, porque demanda menor espaço de armazenamento dos dados em disco. E) vetorial, porque as curvas de nível fornecem valores de altitude diretamente em qualquer ponto da região. Alexandre Vastella, André Rocha, Cristhian dos Santos Teixeira, Diego Tassinari, Equipe André Rocha Aula 08 - Prof. Alexandre Vastella CNU (Bloco 3 - Ambiental, Agrário e Biológicas) Conhecimentos Específicos - Eixo Temático 3 - Caracterização da Paisagem no Meio Rural - 2024 (Pós-Edital) www.estrategiaconcursos.com.br 01562531000 - Renata Tomasini Scipioni rtscipioni Destacar rtscipioni Destacar rtscipioni Destacar rtscipioni Destacar rtscipioni Destacar rtscipioni Destacar rtscipioni Destacar rtscipioni Destacar rtscipioni Destacar rtscipioni Destacar rtscipioni Destacar rtscipioni Destacar rtscipioni Destacar rtscipioni Destacar rtscipioni Destacar 37 Comentários A) Errada. Topologia é possível apenas em vetor. B) Errada. Na verdade, só o vetor preserva a resolução. A imagem “estoura”. C) Errada. Quem permite a edição é o vetor. D) Certa. De fato, vetores (pontos, linhas e polígonos) são mais leves do que imagens pesadas. E) Errada. Fornecem valores de altitude somente nas linhas. Bancos de dados Os SIGs possuem uma farta e complexa integração com sistemas de banco de dados. Ou, mais especificamente, com banco de dados geográficos que armazenam informações espaciais. O que é Banco de Dados Geográficos? O termo Banco de Dados Geográficos caracteriza os sistemas de Bancos de Dados Espaciais utilizados em aplicações de Geoprocessamento, ou seja, são uma especialização dos sistemas de Banco de Dados Espaciais e utilizados como componente de um SIG. [fonte]. Deste modo, cada atributo gráfico em ambiente SIG está necessariamente ligado a um banco de dados que possibilita procedimentos complexos como análises matemáticas e espaciais. Para um CAD, uma linha de rodovia, por exemplo, é apenas um atributo gráfico. Já para o SIG, uma linha de rodovia está associada a um banco de dados que pode, por exemplo, conter informações como tipo de rodovia, data de inauguração, fluxo de automóveis, etc. Vejamos mais detalhes: Banco de Dados Termo genérico que designa todo local onde estão armazenados dados, sendo geográficos ou não. Banco de Dados Geográficos (BDG) Assim como o termo acima, trata-se de locais onde estão armazenados dados. No entanto, ao contrário de um banco de dados comum, o banco de dados geográficos suporta dados georreferenciados. Sistema de Gerenciamento de Conjunto de softwares responsáveis pelo gerenciamento de banco Alexandre Vastella, André Rocha, Cristhian dos Santos Teixeira, Diego Tassinari, Equipe André Rocha Aula 08 - Prof. Alexandre Vastella CNU (Bloco 3 - Ambiental, Agrário e Biológicas) Conhecimentos Específicos - Eixo Temático 3 - Caracterização da Paisagem no Meio Rural - 2024 (Pós-Edital) www.estrategiaconcursos.com.br 01562531000 - Renata Tomasini Scipioni rtscipioni Destacar rtscipioni Destacar rtscipioni Destacar rtscipioni Destacar rtscipioni Destacar rtscipioni Destacar rtscipioni Destacar rtscipioni Destacar 38 Banco de Dados (SGBD) de dados, que podem ser geográficos ou não. Sendo assim, nenhum SIG funciona sem um Banco de Dados Geográficos (BDG) e nem sem um Sistema de Gerenciamento de Banco de Dados (SGBD). Contudo, é importante não confundir as aplicações de mapeamento com as aplicações de banco de dados geográficos. Softwares como ArcGIS, MapInfo, Quantum GIS ou Spring, por exemplo, são generalistas e servem para basicamente, construir mapas e bases cartográficas. São, portanto, softwares de mapeamento. Já os softwares de SGBD não servem para construir mapas ou bases cartográficas, mas sim, para gerenciar bancos de dados geográficos. Atualmente, o maior exemplo de software de SGBD é o PostGIS, uma extensão de código livre do software Postgree SQL. A fim de facilitar os projetos e especificar a estrutura lógica dos banco de dados (e também, do bancos de dados geográficos) existe algo chamado Modelo Entidade- Relacionamento: O que é o Modelo Entidade-Relacionamento?“Modelo baseado na percepção do mundo real, que consiste em um conjunto de objetos básicos chamados entidades e nos relacionamentos entre esses objetos.” [fonte]. Esses relacionamentos são expressos em um diagrama chamado Diagrama Entidade- Relacionamento (DER) que nada mais são do que representações gráficas desses relacionamentos dotadas de formas geométricas. Trata-se, portanto, de um projeto conceitual de um banco de dados, mostrando a sua estrutura básica. No exemplo abaixo (quadro na página seguinte), podemos perceber a hierarquia de um diagrama. No topo está o “pedido” (conjunto-relacionamento). Logo abaixo, o “produto” e o “fornecedor” (conjuntos-entidade). Por fim, os diferentes códigos que compõem as elipses (atributos) e que são unidos por linhas (que ligam os atributos aos demais elementos). Trata-se, portanto, de um projeto conceitual. Alexandre Vastella, André Rocha, Cristhian dos Santos Teixeira, Diego Tassinari, Equipe André Rocha Aula 08 - Prof. Alexandre Vastella CNU (Bloco 3 - Ambiental, Agrário e Biológicas) Conhecimentos Específicos - Eixo Temático 3 - Caracterização da Paisagem no Meio Rural - 2024 (Pós-Edital) www.estrategiaconcursos.com.br 01562531000 - Renata Tomasini Scipioni rtscipioni Destacar rtscipioni Destacar rtscipioni Destacar rtscipioni Destacar rtscipioni Destacar rtscipioni Destacar rtscipioni Destacar rtscipioni Destacar rtscipioni Destacar rtscipioni Destacar rtscipioni Destacar rtscipioni Destacar rtscipioni Destacar rtscipioni Destacar rtscipioni Destacar 39 Exemplo de Diagrama Entidade-Relacionamento [fonte]. O que cada forma representa? Losangos: representam conjuntos- relacionamento Retângulos: representam conjuntos- entidade Elipses: representam atributos. Linhas: ligam atributos a conjuntos- entidade e conjuntos-entidade a conjuntos-relacionamento. FGV/2017 – Analista Censitário – IBGE O projeto de um SGBD para emprego em SIG se divide em várias fases, de modo a prover os dados geográficos de forma eficiente para atender adequadamente às demandas próprias da aplicação. Nesse contexto, é elaborado o Modelo Entidade-Relacionamento como resultado do: A) Coleta e análise de requisitos; B) Projeto conceitual; C) Projeto lógico; D) Projeto físico; E) Projeto executivo. Comentário O Modelo Entidade-Relacionamento, cuja expressão mais importante é o Diagrama Entidade- Relacionamento (DER) nada mais é do que um projeto conceitual do banco de dados geográfico, um esquema que mostra a sua estrutura principal, evidenciando os diferentes graus de conexão e atributos. Gabarito: B Alexandre Vastella, André Rocha, Cristhian dos Santos Teixeira, Diego Tassinari, Equipe André Rocha Aula 08 - Prof. Alexandre Vastella CNU (Bloco 3 - Ambiental, Agrário e Biológicas) Conhecimentos Específicos - Eixo Temático 3 - Caracterização da Paisagem no Meio Rural - 2024 (Pós-Edital) www.estrategiaconcursos.com.br 01562531000 - Renata Tomasini Scipioni 40 Comparação banco de dados relacionais e orientado a objetos Há diversos tipos de bancos de dados – hierárquico, relacional, orientado a objeto, entidade-relacionamento, documental, entidade-atributo-valor, esquema em estrela, entre outros. Aqui vamos estudar brevemente dois tipos mais conhecidos: o modelo relacional e o modelo orientado a objeto. Modelo relacional O modelo relacional é o mais usual dos modelos de bancos de dados. Este classifica dados em tabelas, também conhecidas como relações, cada uma das quais consistindo em colunas e linhas – daí o termo “relacional”. Cada coluna lista um atributo da entidade em questão, como preço, código postal ou data de nascimento. No caso do Censo do IBGE, podemos pensar, por exemplo, nas características da base territorial – tas como regiões, estados, municípios e setores censitários. Juntos, os atributos em uma relação são chamados de domínio. [fonte]. No modelo relacional, um determinado atributo ou combinação de atributos é escolhido como uma chave primária que pode ser consultada em outras tabelas, quando é chamada de chave estrangeira. No caso dos sistemas de informação geográfica, essa chave é o ID, um código que identifica cada feição da tabela de atributos. Cada linha, também chamada de tupla, inclui dados sobre uma instância específica da entidade em questão, como um determinado colaborador. O modelo também explica os tipos de relações entre essas tabelas, incluindo relações uma para uma, uma para muitas e muitas para muitas. [fonte]. Vejamos um exemplo abaixo: Exemplo de banco de dados relacional Alexandre Vastella, André Rocha, Cristhian dos Santos Teixeira, Diego Tassinari, Equipe André Rocha Aula 08 - Prof. Alexandre Vastella CNU (Bloco 3 - Ambiental, Agrário e Biológicas) Conhecimentos Específicos - Eixo Temático 3 - Caracterização da Paisagem no Meio Rural - 2024 (Pós-Edital) www.estrategiaconcursos.com.br 01562531000 - Renata Tomasini Scipioni rtscipioni Destacar rtscipioni Destacar rtscipioni Destacar rtscipioni Destacar rtscipioni Destacar rtscipioni Destacar 41 Em um banco de dados relacional, as tabelas se comunicam por meio de um identificador ID – um código exclusivo para cada campo. Com base nesse recurso, é possível fazer com que as tabelas trabalhem de forma integrada. Com base nesse identificador é possível, por exemplo, juntar as tabelas de população (tabela 1) com a de regiões do Brasil (Tabela 2) e a de PIB (Tabela 3). Perceba que embora a Tabela 3 apenas possua os valores do PIB, as demais informações estão “linkadas” nas demais tabelas e, por causa disso, é possível trabalhar com PIB, população e regiões ao mesmo tempo, mesmo as informações estando em locais diferentes. Nos softwares de SIG, é possível fazer isso por meio da função “join” (junção). Modelo de banco de dados orientado para objetos Os banco de dados orientado a objeto inicialmente surgiram para atender às necessidades de aplicações mais complexas, envolvendo tipos de dados para armazenar imagens ou grandes textos. Ao contrário do anterior, este modelo utiliza o banco de dados como uma coleção de objetos. Há vários tipos de banco de dados orientado a objetos como, por exemplo, um banco de dados multimídia que incorpora imagens e demais elementos que não podem ser armazenados em um banco de dados relacional; e também, banco de dados hipertexto que permite que qualquer objeto seja vinculado a qualquer outro objeto – neste ultimo caso, útil para organizar lotes de dados diferentes, porém, ruim para a análise numérica. [fonte;fonte] O que é um banco de dados orientado a objeto? “Um Banco de Dados Orientado a Objetos (BDOO) é um banco de dados em que, no modelo lógico, as informações são armazenadas na forma de objetos, e só podem ser manipuladas através de métodos definidos pela classe instanciada por tais objetos.” [fonte]. O modelo de banco de dados orientado a objetos é o modelo de banco de dados pós- relacional mais conhecido, uma vez que ele incorpora tabelas, mas não se limita a elas. Tais modelos também são conhecidos como modelos de bancos de dados híbridos. Vejamos o exemplo abaixo: [fonte] Alexandre Vastella, André Rocha, Cristhian dos Santos Teixeira, Diego Tassinari, Equipe André Rocha Aula 08 - Prof. Alexandre Vastella CNU (Bloco 3 - Ambiental, Agrário e Biológicas) Conhecimentos Específicos - Eixo Temático 3 - Caracterização da Paisagem no Meio Rural - 2024 (Pós-Edital) www.estrategiaconcursos.com.br 01562531000 - Renata Tomasini Scipioni rtscipioni Destacar rtscipioni Destacar rtscipioni Destacar rtscipioni Destacar rtscipioni Destacar rtscipioni Destacar rtscipioni Destacar rtscipioni Destacar 42 Ao contrário do exemplo anterior – que era baseado na relação entre diferentes elementos; no caso acima, existem diferentes objetos com diversas instâncias e não apenas relações entre elas.Uma semelhança com o modelo relacional é possibilidade de comunicação entre as diferentes tabelas – no caso acima, exemplificada no campo “código do produto”. Essa comunicação normalmente é feita utilizando linguagem de programação. FGV - 2013 - Analista de Processos Ambientais, de Obras Urbanas e Informações Geoespaciais No nível conceitual da modelagem de um banco de dados, os objetos (entidades), os seus atributos e os relacionamentos entre as entidades podem ser representados graficamente através do Diagrama Entidade Relacionamento (DER). Em relação às características do DER, assinale a afirmativa correta. A) O DER deve conter detalhes de implementação já que varia de acordo com o tipo de banco de dados: relacional ou orientado a objetos. B) No DER as entidades, os atributos e os relacionamentos são representados de acordo com as regras de implementação e restrições impostas pelo software que se irá utilizar. C) No DER a representação das entidades é feita de acordo com a estrutura de armazenamento dos dados, o acesso e a alocação física dos dados. D) O DER é independente da implementação, isto é, não depende do software que será utilizado na construção do banco de dados. E) O DER é usado apenas para implementação de bancos de dados relacionais. Comentários O modelo entidade-relacionamento é um esquema visual do banco de dados que que, inclusive, pode ser feito num fluxograma normal. Sendo assim, não depende necessariamente do software que será feito o banco de dados. Gabarito: D. Sistemas de Gerenciamento de Bancos de Dados (SGBD) É neste cenário de integração que entram os Sistemas de Gerenciamento de Banco de Dados (SGBD). Lembrando que o SGBD consiste em um conjunto de serviços que permitem gerenciar os bancos de dados. Esse mesmo conceito se aplica aos dados geográficos, onde há uma categoria de SGBD capaz de manipular e organizar os dados geográficos, que são os SGBD Geográficos. No caso específico do software ArcGIS, esse SGBD é chamado Geodatabase. Este Alexandre Vastella, André Rocha, Cristhian dos Santos Teixeira, Diego Tassinari, Equipe André Rocha Aula 08 - Prof. Alexandre Vastella CNU (Bloco 3 - Ambiental, Agrário e Biológicas) Conhecimentos Específicos - Eixo Temático 3 - Caracterização da Paisagem no Meio Rural - 2024 (Pós-Edital) www.estrategiaconcursos.com.br 01562531000 - Renata Tomasini Scipioni rtscipioni Destacar rtscipioni Destacar rtscipioni Destacar rtscipioni Destacar 43 recurso tem o papel de permitir a organização e a operação de dados geográficos que não seriam possíveis em arquivos do formato shapefile, como a própria topologia descrita acima [fonte] Para entender melhor: SGBD Geográficos e Geodatabase Na imagem acima, conseguimos entender melhor o que é um Sistema de Gerenciamento de Banco de Dados Geográfico, tomando como exemplo, o Geodatabase do ArcGIS. Trata-se de uma estrutura complexa que engloba além dos dados vetoriais (feições de pontos, linhas e polígonos), dados raster (imagens), arquivos de topologia e tabelas de atributos; tratando todos estes itens de forma relacionada, o que facilita vários tipos de processamento. CONSULPLAN - Geógrafo – MAPA – 2014 O sistema de informação geográfica (SIG) é utilizado para manipular, armazenar, consultar, visualizar, arquivar, atualizar, modelar etc. informações alfanuméricas e georreferenciadas sobre um determinado espaço geográfico em um único banco de dados. Assinale a alternativa que NÃO apresenta uma explicação sobre o SIG. 1) Tem mecanismos de processamento de dados espaciais (entrada, edição, análise, visualização, saída e gerência de bancos de dados geográficos) e oferece armazenamento e recuperação dos dados espaciais e seus atributos. Comentário O SIG possui todas as características descritas na questão. Gabarito: Errado. 2) O requisito de armazenar a geometria dos objetos geográficos e de seus atributos representa uma dualidade básica para o SIG. Para cada objeto geográfico, é necessário armazenar seus atributos e as várias representações gráficas associadas. Comentário Alexandre Vastella, André Rocha, Cristhian dos Santos Teixeira, Diego Tassinari, Equipe André Rocha Aula 08 - Prof. Alexandre Vastella CNU (Bloco 3 - Ambiental, Agrário e Biológicas) Conhecimentos Específicos - Eixo Temático 3 - Caracterização da Paisagem no Meio Rural - 2024 (Pós-Edital) www.estrategiaconcursos.com.br 01562531000 - Renata Tomasini Scipioni rtscipioni Destacar rtscipioni Destacar rtscipioni Destacar rtscipioni Destacar rtscipioni Destacar 44 Sim, uma das grandes vantagens do SIG é justamente esta capacidade de armazenar atributos gráficos e TAMBÉM a sua tabela de atributos associada. Gabarito: Errado. 3) Há, pelo menos, três grandes maneiras de utilizá-lo: como ferramenta para produção de mapas; como suporte para análise espacial de fenômenos; e, como um banco de dados geográficos, com funções de armazenamento e recuperação de informação espacial. Comentário Isso mesmo, o SIG pode ser utilizado tanto para fazer mapas, quanto para subsidiar análises espaciais, quanto para gerenciar dados geográficos. Gabarito: Errado. 4) Apresenta os seguintes componentes: interface com usuário; entrada e integração de dados; funções de consulta e análise espacial; visualização e plotagem; armazenamento e recuperação de dados (organizados sob a forma de um banco de dados geográficos). Esses componentes se relacionam de forma hierárquica, no entanto, no nível mais próximo ao usuário, a interface máquina-homem não define como o sistema é operado e controlado. Comentário De fato, esses elementos se relacionam de forma hierárquica porque primeiro há a "entrada" de dados; depois a "integração"; depois a "consulta e análise espacial"; e, por fim, a "plotagem". Não é possível, por exemplo, plotar os dados sem que eles estejam integrados. A interface máquina-homem também não define como o sistema é operado pela simples razão de que o SIG não se resume à "interface homem-máquina". Além do hardware (máquina) e do peopleware (homem), o SIG também possui o software (programa) e dados (dados de entrada e saída). Gabarito: Certo. IBADE - 2022 - Analista Um sistema para gerir bancos de dados pode ser formatado de diferentes maneiras, dependendo dos objetivos e dos próprios dados a serem manipulados. Como exemplo, pode-se listar o modelo orientado a objetos, o qual: A) tem a função de conectar dados de origens diferentes. B) a estrutura de dados não precisa ser previamente definida. C) é considerado um modelo mais avançado, em diferentes formatos se mesclam, sendo assim, mais caro de se implantar. D) é um formato mais antigo, e os dados se organizam em uma disposição piramidal, onde dados filhos são ligados a dados pai. E) Permite que cada filho tenha mais de um pai, além de a estrutura se assemelhar mais a uma teia de aranha. Alexandre Vastella, André Rocha, Cristhian dos Santos Teixeira, Diego Tassinari, Equipe André Rocha Aula 08 - Prof. Alexandre Vastella CNU (Bloco 3 - Ambiental, Agrário e Biológicas) Conhecimentos Específicos - Eixo Temático 3 - Caracterização da Paisagem no Meio Rural - 2024 (Pós-Edital) www.estrategiaconcursos.com.br 01562531000 - Renata Tomasini Scipioni rtscipioni Destacar 45 Comentários Conforme apontado na alternativa C, em comparação com o banco de dados relacional, o orientado a objeto é mais complexo sendo, portanto, mais cara sua implementação. Gabarito: C Padronização e transferência de dados Padronização e transferência de dados especificam regras que possibilitem que essa transferência seja feita. Além da padronização de projeções cartográficas e metadados (assuntos que já estudamos), para que uma base cartográfica seja "padronizada" e "transferida" para outras pessoas, é necessário que haja algumas regras. Ao conjunto dessas regras, chamamos topologia.De forma geral, topologia é a da parte da matemática na qual se investigam as propriedades das configurações que permanecem invariantes nas transformações de rotação, translação e escala. No caso de dados geográficos, é útil ser capaz de determinar relações como adjacência (“vizinho de”), pertinência (“vizinho de”), intersecção, e cruzamento [fonte]; ou seja, determinar as relações de vizinhança entre elementos. Topologia As relações topológicas são consideradas relações que descrevem os conceitos de vizinhança, incidência, sobreposição, mantendo-se invariante ante a transformações como escala e rotação (por exemplo, disjunto, adjacente, dentro de) [fonte] Parece complicado, mas o conceito é simples: quando trabalhamos com topologia, conseguimos não só identificar a posição e o atributo do dado, mas sim as suas relações de vizinhança e conexão com os demais elementos no mapa. Fica mais fácil entender ao analisarmos as duas imagens abaixo: [fonte] Relações espaciais entre polígonos [fonte] Alexandre Vastella, André Rocha, Cristhian dos Santos Teixeira, Diego Tassinari, Equipe André Rocha Aula 08 - Prof. Alexandre Vastella CNU (Bloco 3 - Ambiental, Agrário e Biológicas) Conhecimentos Específicos - Eixo Temático 3 - Caracterização da Paisagem no Meio Rural - 2024 (Pós-Edital) www.estrategiaconcursos.com.br 01562531000 - Renata Tomasini Scipioni rtscipioni Destacar rtscipioni Destacar rtscipioni Destacar rtscipioni Destacar rtscipioni Destacar rtscipioni Destacar 46 Não é necessário decorar todas estas relações espaciais, mas pelo menos ter a noção da abrangência das possibilidades de aplicação. Neste contexto, as regras de topologia definem os tipos de relação espacial que devem ser proibidos e permitidos em uma determinada base cartográfica. Por meio delas, conseguimos deixar a base geometricamente correta e facilitar processamentos posteriores. Partindo-se do pressuposto de que as bases cartográficas são elaboradas manualmente, e que portanto, estão sujeitas ao erro humano, a topologia é extremamente necessária para corrigir a geometria de qualquer base vetorial que façamos. Quando por exemplo, fazemos um shapefile de uso do solo, a existência de um ou mais polígonos sobrepostos pode induzir o software ao erro, resultando em cálculos de área imprecisos. Outro exemplo: quando estamos inserindo os pontos de monitoramento de um curso d’água em ambiente SIG, as coordenadas destes pontos devem coincidir com o próprio curso d’água, senão o trabalho perde validade cartográfica. Quando vetorizamos áreas muito grandes – principalmente em trabalhos de muitos dias – podemos não perceber estes erros manualmente, sendo necessária uma posterior varredura topológica. Alguns exemplos de regras topológicas podem ser vistas no quadro abaixo[fonte]: Descrição da regra topológica Certo/Errado Exemplo de aplicação O sistema identifica todas as extremidades de linhas que não se conectam. Isso é útil, por exemplo, para vetorizar rodovias; pois todas elas devem se conectar. O sistema identifica todas as linhas que se sobrepõem umas às outras. É útil por exemplo, para vetorizar sistema viário; pois não é possível existir duas ruas sobrepostas. O sistema identifica todos os polígonos que se sobrepõem. Polígonos sobrepostos causam erros em cálculos de áreas, pois são computados duas vezes. Alexandre Vastella, André Rocha, Cristhian dos Santos Teixeira, Diego Tassinari, Equipe André Rocha Aula 08 - Prof. Alexandre Vastella CNU (Bloco 3 - Ambiental, Agrário e Biológicas) Conhecimentos Específicos - Eixo Temático 3 - Caracterização da Paisagem no Meio Rural - 2024 (Pós-Edital) www.estrategiaconcursos.com.br 01562531000 - Renata Tomasini Scipioni rtscipioni Destacar rtscipioni Destacar rtscipioni Destacar rtscipioni Destacar rtscipioni Destacar rtscipioni Destacar 47 O sistema identifica todos os polígonos que não coincidem com linhas. Em alguns casos, como em setores censitários que coincidem com ruas e avenidas, os limites dos polígonos devem ser uma determinada avenida, por exemplo. O sistema identifica todos os pontos que não intersectam com linhas. Em alguns casos, como em locais de monitoramento de um determinado rio, os pontos devem coincidir com a feição deste rio. Percebe-se, portanto, que para que consigamos trabalhar com topologia, é necessário que o sistema identifique não somente um arquivo shapefile de forma isolada – ou em qualquer outro formato vetorial – mas sim, que compreenda uma rede de arquivos conectados entre si; que possa entender, portanto, conjuntos integrados de dados geográficos. FGV/2017 – Analista Censitário – IBGE Com o desenvolvimento de aplicações de Sistemas de Informações Geográficas (SIG), a representação de feições passou a considerar, além da geometria, as propriedades topológicas intrínsecas aos tipos de feições existentes. Uma propriedade topológica empregada em aplicações de SIG é: A) A distância entre feições pontuais; B) A distância entre feições representadas por polígonos; C) A área de feições representadas por polígonos; D) A orientação de feições representadas por curvas; E) o ângulo formado por duas feições representadas por curvas. Comentário Tanto a distância entre pontos (alternativa A), quanto a distância entre polígonos (alternativa B) ou a área dos polígonos (alternativa C) são obtidos por meio de cálculos simples dentro do SIG, não necessitando de topologia para tal. O mesmo podemos dizer sobre o cálculo de ângulos das feições (alternativa E). Das alternativas mostradas, a única que é exclusivamente obtida por meio da topologia é a orientação das feições representadas por curvas (alternativa D). Alexandre Vastella, André Rocha, Cristhian dos Santos Teixeira, Diego Tassinari, Equipe André Rocha Aula 08 - Prof. Alexandre Vastella CNU (Bloco 3 - Ambiental, Agrário e Biológicas) Conhecimentos Específicos - Eixo Temático 3 - Caracterização da Paisagem no Meio Rural - 2024 (Pós-Edital) www.estrategiaconcursos.com.br 01562531000 - Renata Tomasini Scipioni rtscipioni Destacar rtscipioni Destacar 48 FGV - 2013 - Geógrafo (SUDENE) Os mapas vetoriais, em um Sistema de Informação Geográfica, devem ser armazenados na estrutura topológica para permitir a realização de análises espaciais complexas. Com relação à topologia, assinale a afirmativa correta. A) É o conjunto de nomes próprios dos lugares (bairros, cidades, estados, etc.) existentes nos mapas. B É a representação gráfica do relevo de uma região, através de curvas de nível e pontos cotados. C É a classificação das feições geográficas de acordo com os tipos de elementos gráficos: pontos, linhas e áreas. D) Determina de maneira explícita a relação espacial entre as feições geográficas no mapa. E) Define a estruturas spaguetti ou de linhas concatenadas de um mapa vetorial. Comentários A topologia permite que, ao analisar vetores, conheçamos a relação de vizinhança entre eles, estabelecendo regras, permissões e proibições, determinando, portanto, a relação explícita entre eles. Gabarito: D. FGV/2017 – Analista Censitário – IBGE Deseja-se representar uma bacia hidrográfica a partir dos cursos d’água que a compõem. Considerando que os cursos d’água são representados como linhas, a representação deve preservar a(s) seguinte(s) propriedade(s) topológica(s): A) Conectividade; B) Conectividade e orientação; C) Orientação; D) Orientação e contiguidade; E) Conectividade, orientação e contiguidade. Alexandre Vastella, André Rocha, Cristhian dos Santos Teixeira, Diego Tassinari, Equipe André Rocha Aula 08 - Prof. Alexandre Vastella CNU (Bloco 3 - Ambiental, Agrário e Biológicas) Conhecimentos Específicos - Eixo Temático 3 - Caracterização da Paisagem no Meio Rural - 2024 (Pós-Edital) www.estrategiaconcursos.com.br 01562531000 - Renata TomasiniScipioni rtscipioni Destacar rtscipioni Destacar 49 Comentário Para resolvermos a questão, devemos ter em mente que a hidrografia é representada por linhas – e não por pontos ou polígonos. Tendo em vista que dentro de uma bacia, rios afluentes SEMPRE deságuam nos rios principais, é necessário que haja CONECTIVIDADE entre as linhas. Do mesmo modo, os rios SEMPRE nascem em áreas mais altas e deságuam em áreas mais baixas, portanto, há ORIENTAÇÃO – um fluxo contínuo de mão única. A alternativa que melhor expressa essa ideia é a B. Poderíamos ficar tentados a marcar a alternativa E. Porém, devemos lembrar que CONTIGUIDADE é uma regra aplicada somente a POLÍGONOS. Quando dizemos, por exemplo, que uma área é contígua à outra, isso significa que suas superfícies são contínuas. No caso da questão, procurou-se representar a bacia hidrográfica “a partir dos cursos d’água”, ou seja, a partir das linhas. Modelagem e estatística de dados georreferenciados No item acima, tivemos uma boa introdução do que são dados geográficos e bancos de dados geográficos. Vai ser um conhecimento necessário para avançarmos aqui, sobre a modelagem e estatística. Acompanhando o Edital, você está aqui: 4 Cartografia, Geodésia, Geoprocessamento, Sistema de informação geográfica (SIG), Modelagem e estatística de dados georreferenciados: Fundamentos da Topografia, técnicas de levantamento topográfico e geodésico. 4.1 Sistemas Geodésicos de Referência. 4.2 Transformação entre referenciais terrestres e atualização de coordenadas. A Estatística possui uma forte relação com a Cartografia e os Sistemas de Informação Geográfica. O ramo da estatística que lida com problemas associados ao espaço (ou seja, o que interessa à nós) é chamado de Geoestatística. Antes de iniciar qualquer processo de mapeamento, é necessário arranjar os dados de modo conveniente; ou seja, dispô-los de tal maneira que seja visualmente fácil distingui-los tanto individualmente quanto em conjunto [fonte]. É nesse contexto que entram a Estatística descritiva e a análise exploratória de dados, cujas finalidades principais são descrever e resumir dados [fonte] – isso vale tanto para a estatística em geral quanto especificamente para a geoestatística. Vejamos algumas definições iniciais: Alexandre Vastella, André Rocha, Cristhian dos Santos Teixeira, Diego Tassinari, Equipe André Rocha Aula 08 - Prof. Alexandre Vastella CNU (Bloco 3 - Ambiental, Agrário e Biológicas) Conhecimentos Específicos - Eixo Temático 3 - Caracterização da Paisagem no Meio Rural - 2024 (Pós-Edital) www.estrategiaconcursos.com.br 01562531000 - Renata Tomasini Scipioni rtscipioni Destacar rtscipioni Destacar rtscipioni Destacar rtscipioni Destacar rtscipioni Destacar rtscipioni Destacar 50 Estatística Estatística é um conjunto de técnicas para planejar experimentos, obter dados e organizá-los, resumi-los, analisá-los, interpretá-los e deles extrair conclusões. Geoestatística Um ramo da estatística que lida com problemas associados ao espaço [fonte]. Análise exploratória de dados Além da construção de tabelas e gráficos, a análise exploratória de dados consiste também de cálculos de medidas estatísticas que resumem as informações obtidas dando uma visão global dos dados. Estatística descritiva A Estatística Descritiva é um tipo de análise exploratória, sendo é a área da Estatística que se preocupa com a organização, apresentação e sintetização de dados. Utilizam gráficos, tabelas e medidas descritivas como ferramentas. É utilizada na etapa inicial da análise, destinada a obter informações que indicam possíveis modelos a serem utilizados numa fase final que seria a chamada inferência estatística. [fonte] Nota-se, portanto, que enquanto a Estatística é uma ciência ou amplo conjunto de técnicas, a estatística descritiva e a análise exploratória consistem em partes da Estatística responsáveis pela descrição e pelo resumo de dados. Neste sentido, a estatística descritiva envolve números que resumem o conjunto de dados (moda, mediana, média, etc). Já a análise exploratória diz respeito – além dos métodos de estatística descritiva –a outras formas de análise e resumo como gráficos e histogramas. A estatística descritiva, portanto, faz parte da análise exploratória de dados. Do ponto de vista do geoprocessamento, entretanto, o que realmente interessa são as etapas estatísticas que um dado percorre desde a sua coleta até a sua representação cartográfica, e não esta distinção conceitual entre as áreas da estatística. Para Ruth Nogueira, independentemente do processo de mapeamento ocorrer de forma manual ou computadorizada, as etapas estatísticas devem ser as seguintes [fonte]: Análise das características dos dados Se o dado é quantitativo ou qualitativo, concreto ou abstrato, e qual é a sua validade (quando, com quais propósitos, em qual área, e com quais métodos foi levantado). Conhecimento da distribuição espacial do fenômeno Se o dado é discreto ou contínuo, e se a transição entre os valores é suave ou abrupta. Escolha da escala de medida para representar o fenômeno Escolha da escala (nominal, ordenada, proporcional) e da medida para representar o dado (ponto, linha ou polígono) Seleção e ordenamento dos dados Extrair o que interessa do dado de acordo com os objetivos do pesquisador e depois ordená-lo segundo alguma ordem Alexandre Vastella, André Rocha, Cristhian dos Santos Teixeira, Diego Tassinari, Equipe André Rocha Aula 08 - Prof. Alexandre Vastella CNU (Bloco 3 - Ambiental, Agrário e Biológicas) Conhecimentos Específicos - Eixo Temático 3 - Caracterização da Paisagem no Meio Rural - 2024 (Pós-Edital) www.estrategiaconcursos.com.br 01562531000 - Renata Tomasini Scipioni 51 (alfabética ou numérica, crescente ou decrescente) Tratamento dos dados Adequar o dado ao tipo de representação que se deseja executar. Para tal, é preciso obter cálculos de médias, densidades, porcentagens, etc. Arredondamento dos valores obtidos em cálculos Arredondar os dados pois geralmente os números decimais não possuem relevância no mapeamento. Agrupamento dos dados Agrupar os dados de acordo com a determinação do número de classes e do intervalo de classes. Layout de mapa Preparo do mapa de fundo, legenda, símbolos, cores, textos e textos complementares. Não é necessário decorar estas etapas (não foi esse o objetivo de inserir este quadro aqui), mas sim, perceber a importância da estatística para a representação cartográfica e saber que, em meio às tantas etapas, dependendo dos métodos empregados, o resultado visual e matemático do mapa pode mudar radicalmente. Classificação de variáveis Neste sentido, a análise exploratória de dados – sendo espacial ou não – parte do pressuposto da existência de variáveis. Quando fazemos uma amostragem, coletamos não apenas a informação sobre a característica de interesse, mas diversas outras informações que auxiliarão no entendimento desta característica. Cada uma das características de uma população amostrada, por exemplo, tal como peso, altura, sexo ou idade, é denominada variável; podendo ser: variável qualitativa (categórica) ou variável quantitativa (numérica). As variáveis quantitativas podem ser discretas ou contínuas; já as variáveis qualitativas podem ser nominais ou ordinárias. O quadro abaixo resume estes conceitos (na página seguinte) [fonte]: Tendo em vista estas possibilidades estatísticas, há vários métodos para a determinação de frequências da legenda de um mapa temático. Neste item, vamos começar pelo mais elementar de todos: o método gráfico da dispersão de frequência. Trata-se do método no qual a própria interpretação da pessoa define o intervalo das classes. Para isto, é construído um gráfico que auxilia a tomada de decisão. Conforme exemplo abaixo da população brasileira (na página seguinte, após o quadro de classificaçãode variáveis): Alexandre Vastella, André Rocha, Cristhian dos Santos Teixeira, Diego Tassinari, Equipe André Rocha Aula 08 - Prof. Alexandre Vastella CNU (Bloco 3 - Ambiental, Agrário e Biológicas) Conhecimentos Específicos - Eixo Temático 3 - Caracterização da Paisagem no Meio Rural - 2024 (Pós-Edital) www.estrategiaconcursos.com.br 01562531000 - Renata Tomasini Scipioni 52 Classificação de variáveis Variável quantitativa Exprime quantidade (números) Discreta: assume apenas valores inteiros. Ex.: número de irmãos, número de passageiros. Contínua: assume qualquer valor no intervalo dos números reais. Ex.: peso, altura Variável qualitativa Exprime texto (categorias) Nominal: quando as categorias não possuem uma ordem natural. Ex.: nomes, cores, sexo. Ordinal: quando as categorias podem ser ordenadas. Ex.: tamanho (pequeno, médio, grande), classe social (baixa, média, alta), grau de instrução (básico, médio, graduação, pós-graduação) Método gráfico da dispersão de frequência (definição manual de classes) No gráfico acima, o eixo vertical e as linhas em cinza dizem respeito à frequência de ocorrência da categoria mapeada que no caso, é a população brasileira por unidade da federação Já as linhas em azul (eixo horizontal) se referem às classes atribuídas pelo usuário. Alexandre Vastella, André Rocha, Cristhian dos Santos Teixeira, Diego Tassinari, Equipe André Rocha Aula 08 - Prof. Alexandre Vastella CNU (Bloco 3 - Ambiental, Agrário e Biológicas) Conhecimentos Específicos - Eixo Temático 3 - Caracterização da Paisagem no Meio Rural - 2024 (Pós-Edital) www.estrategiaconcursos.com.br 01562531000 - Renata Tomasini Scipioni 53 Não por acaso, são as mesmas classes da legenda ao lado do mapa na imagem à direita. Repare que ao dividir as classes em 10 em 10 milhões, vários polígonos ficaram com a mesma cor, comprometendo a visualização. Apenas São Paulo ficou na última classe. Neste caso, o operador deveria ter se atido ao fato de que como a maioria dos estados brasileiros possui menos de 10 milhões de habitantes, estes não poderiam ser englobados numa mesma classe sob o risco de comprometer a visualização. Como é feito de forma manual, o método gráfico da dispersão de frequência deve ser utilizado com sabedoria para não incorrer em erros. Nos softwares de SIG, este método é conhecido como quebras manuais. Quebras manuais – ArcGIS “Se você desejar definir suas próprias classes, você poderá adicionar manualmente as quebras de classe e configurar intervalos de classe que são apropriados para seus dados. Alternativamente, você pode começar com uma das classificações padrão e fazer ajustes conforme necessários” Seção online de ajuda [fonte] Este, no entanto, é apenas um entre tantos métodos de distribuição de frequências. Existem outros que são media, mediana, quartis (método quantil) e histograma; além da tríade variância, desvio-padrão, coeficiente de variação, entre outros. Vejamos alguns deles nas próximas linhas. Média Vamos iniciar o tema pelo mais fácil: a média é simplesmente o valor mais comum derivado dos dados. O conceito de média aritmética geralmente está associado à média, simplesmente. Mas existem outros tipos de médias, tais como a média ponderada e a média geométrica. Como a maioria dos mapas que apresentam taxas, quantidade de produção e fenômenos climáticos usa a média aritmética para apresentar o tema [fonte], então vamos focar neste tipo. Matematicamente, a média aritmética é definida como a soma dos valores dividida pelo número de valores observados. A sua fórmula pode ser a seguinte: 𝑀é𝑑𝑖𝑎 𝑎𝑟𝑖𝑡𝑚é𝑡𝑖𝑐𝑎 = ∑𝒙/𝑵 Onde: ∑𝒙 = soma de todos os valores e 𝑵 = número de vezes que 𝒙 ocorre Por exemplo, considerando os estados de São Paulo (população de 45 milhões) Minas Gerais (21 milhões), Rio de Janeiro (16 milhões) e Espírito Santo (4 milhões), a população média da Região Sudeste é de 21,5 milhões de habitantes: Alexandre Vastella, André Rocha, Cristhian dos Santos Teixeira, Diego Tassinari, Equipe André Rocha Aula 08 - Prof. Alexandre Vastella CNU (Bloco 3 - Ambiental, Agrário e Biológicas) Conhecimentos Específicos - Eixo Temático 3 - Caracterização da Paisagem no Meio Rural - 2024 (Pós-Edital) www.estrategiaconcursos.com.br 01562531000 - Renata Tomasini Scipioni 54 𝑀é𝑑𝑖𝑎 𝑎𝑟𝑖𝑡𝑚é𝑡𝑖𝑐𝑎 = 𝟒𝟓 + 𝟐𝟏 + 𝟏𝟔 + 𝟒/𝟒 𝑀é𝑑𝑖𝑎 𝑎𝑟𝑖𝑡𝑚é𝑡𝑖𝑐𝑎 = 𝟖𝟔/𝟒 𝑀é𝑑𝑖𝑎 𝑎𝑟𝑖𝑡𝑚é𝑡𝑖𝑐𝑎 = 𝟐𝟏, 𝟓 Apesar de ser facilmente calculada, nem sempre a média é o valor mais adequado para representar a amostra de dados. Se a variação dentro de uma categoria for pequena, a média geralmente é uma boa pedida. No entanto, quando a variação é grande, a média não é um bom valor, pois os pontos discrepantes a distorcem. No exemplo acima, por exemplo, o valor de São Paulo é quase o dobro do valor de Minas Gerais, que é quase o quádruplo do Espírito Santo, que possui uma população de aproximadamente 1/10 do total paulista. E é por isso que é conveniente, além da média, calcular o desvio padrão de um conjunto. Variância e Desvio Padrão Tendo em vista as discrepâncias que podem ser ocasionadas em médias aritméticas, a variância e o desvio padrão calculam o índice de dispersão dos dados de uma amostra – ou seja, o quão disperso os valores estão em relação à média e o quão “confiável” a média é. São conceitos complementares: para obter o desvio padrão é necessário antes, calcular a variância. Conforme o quadro abaixo [fonte]: Variância Dado um conjunto de dados, a variância é uma medida de dispersão que mostra o quão distante cada valor desse conjunto está do valor central (médio). Quanto menor é a variância, mais próximos os valores estão da média; mas quanto maior ela é, mais os valores estão distantes da média. Desvio Padrão O desvio padrão é capaz de identificar o “erro” em um conjunto de dados, caso quiséssemos substituir um dos valores coletados pela média aritmética O desvio padrão aparece junto à média aritmética, informando o quão “confiável” é esse valor. Considerando o exemplo previamente citado da população da região sudeste composto por um conjunto de quatro elementos: São Paulo (população de 45 milhões), Minas Gerais (21 milhões), Rio de Janeiro (16 milhões) e Espírito Santo (4 milhões); o cálculo da variância é dado por [fonte]: 𝑉𝑎𝑟𝑖𝑎𝑛𝑐𝑖𝑎 (𝑽𝒂𝒓) = (𝒙𝟏 − 𝑿)𝟐 + (𝒙𝟐 − 𝑿)𝟐 + (𝒙𝟑 − 𝑿)𝟐 + (𝒙𝟒 − 𝑿)² 𝒏 − 𝟏 Alexandre Vastella, André Rocha, Cristhian dos Santos Teixeira, Diego Tassinari, Equipe André Rocha Aula 08 - Prof. Alexandre Vastella CNU (Bloco 3 - Ambiental, Agrário e Biológicas) Conhecimentos Específicos - Eixo Temático 3 - Caracterização da Paisagem no Meio Rural - 2024 (Pós-Edital) www.estrategiaconcursos.com.br 01562531000 - Renata Tomasini Scipioni 55 Onde: 𝒙𝟏, 𝒙𝟐, 𝒙𝟑 e 𝒙𝟒 são os elementos da amostra (SP, MG, RJ, ES); e 𝑿 é a média aritmética de uma amostra de 𝒏 elementos (no caso, 4 elementos). Uma vez calculada a variância, é possível obter o desvio padrão, que é dado por [fonte]: 𝐷𝑒𝑠𝑣𝑖𝑜 𝑃𝑎𝑑𝑟ã𝑜 = √𝑽𝒂𝒓 Na maioria dos softwares de SIG, é possível estabelecer uma simbologia de mapa com base no desvio padrão. Conforme o quadro abaixo: Desvio padrão – ArcGIS “A classificação de desvio padrão mostra a você quanto o valor de atributo da feição varia a partir da média. Ao enfatizar valores acima da média e abaixo da média, a classificação de desvio padrão ajuda a mostrar quais feições estão acima ou abaixo de um valor médio. Utilizar este método de classificação ao saber como os valores se relacionam na média é importante, tal como, ao visualizar a densidade de população em uma área fornecida ou comparar a taxa de execução de hipoteca em todo o país” [fonte] Coeficiente de variação Expresso em porcentagem, e utilizando o desvio-padrãocomo base de cálculo, o coeficiente de variação é a estatística utilizada quando se deseja comparar a variação de conjuntos de observações que diferem na média ou são medidos em grandezas diferentes (unidades de medição diferentes). É calculado por [fonte; fonte]: 𝐶𝑜𝑒𝑓𝑖𝑐𝑖𝑒𝑛𝑡𝑒 𝑑𝑒 𝑣𝑎𝑟𝑖𝑎çã𝑜 (%) = 𝟏𝟎𝟎.𝑫𝒑 𝑴 Para o cálculo do coeficiente de variação, multiplica-se o Desvio Padrão (𝑫𝒑) por 100 e divide-se pela média aritmética (𝑴) do conjunto, resultando em uma porcentagem. Quanto menor for o coeficiente de variação, mais homogêneo é o conjunto de dados. Mediana Após a complexidade da variância, do desvio padrão e do coeficiente de variação, entender a mediana vai ser bem mais fácil. Trata-se do elemento que ocupa a posição central Alexandre Vastella, André Rocha, Cristhian dos Santos Teixeira, Diego Tassinari, Equipe André Rocha Aula 08 - Prof. Alexandre Vastella CNU (Bloco 3 - Ambiental, Agrário e Biológicas) Conhecimentos Específicos - Eixo Temático 3 - Caracterização da Paisagem no Meio Rural - 2024 (Pós-Edital) www.estrategiaconcursos.com.br 01562531000 - Renata Tomasini Scipioni 56 em um conjunto de dados. Por exemplo, em um conjunto hipotético de dados entre 1 e 5, a mediana é 3, pois é o elemento central: 1 2 3 4 5 Dois elementos para um lado MEDIANA (centro) Dois elementos para outro lado Logo, estabelecer a mediana em um conjunto ímpar é bem tranquilo, pois basta observar qual é o elemento do meio e ponto final. Para conjuntos pares, no entanto, a mediana fica entre os dois elementos centrais: 1 2 3 4 5 6 Dois elementos para um lado ? Dois elementos para outro lado Neste caso, a mediana consiste na média entre os dois elementos centrais, no caso, 3 e 4. Sendo assim, a mediana deste conjunto é (𝟑 + 𝟒)/𝟐. Logo, a mediana é 3,5. 1 2 3 4 5 6 Dois elementos para um lado A mediana é 3,5 Dois elementos para outro lado Moda A moda é o valor que ocorre com mais frequência em um determinado conjunto. Vamos, novamente, tomar como exemplo a população aproximada dos estados brasileiros: População aproximada por unidade da federação (milhões) Acre 1 Alagoas 3 Amazonas 4 Ceará 9 Rio de Janeiro 16 Amapá 1 Distrito Federal 3 Espírito Santo 4 Pará 9 Minas Gerais 21 Rondônia 1 Mato Grosso 3 Paraíba 4 Pernambuco 9 São Paulo 45 Roraima 1 Mato Grosso do Sul 3 Goiás 7 Paraná 11 Tocantins 1 Piauí 3 Maranhão 7 Rio Grande do Sul 11 Sergipe 2 Rio Grande do Norte 3 Santa Catarina 7 Bahia 15 Perceba que há seis estados com 3 milhões de habitantes, cinco estados com 1 milhão de habitantes, e três estados com 4 milhões, 7 milhões e 9 milhões. Como o número que mais se repete é 3, a moda deste conjunto é 3. Alexandre Vastella, André Rocha, Cristhian dos Santos Teixeira, Diego Tassinari, Equipe André Rocha Aula 08 - Prof. Alexandre Vastella CNU (Bloco 3 - Ambiental, Agrário e Biológicas) Conhecimentos Específicos - Eixo Temático 3 - Caracterização da Paisagem no Meio Rural - 2024 (Pós-Edital) www.estrategiaconcursos.com.br 01562531000 - Renata Tomasini Scipioni 57 Quantil Os quantis dividem um conjunto de dados em partes iguais. Servem para agrupar os dados de maneira que ocorra o mesmo número de valores em cada classe Conforme o número de classes iguais, a designação será diferente: mediana (dois); tercil (três), quartil (quatro), quintil (cinto), sextil (seis), e assim por diante. O primeiro quartil corresponde à 25% dos dados; o segundo, à 50% (equivalente à mediana); o terceiro, à 75%, e o quarto, à 100% [fonte]. 1º Quartil 2º Quartil 3º Quartil 4º Quartil 25% dos dados 50% dos dados (mediana) 75% dos dados 100% dos dados Nos softwares de mapeamento, é possível separar as classes de legenda de acordo com o método Quantil, conforme quadro explicativo abaixo: Classificação quantil – ArcGIS “Na classificação quantil, cada classe contém um número igual de feições—por exemplo, 10 por classe ou 20 por classe. Não há nenhuma classe vazia ou classes com poucos ou muitos valores. Uma classificação Quantil é bem aplicada para dados distribuídos linearmente (uniformemente). Pelo fato das feições serem agrupadas em números iguais em cada classe, o mapa resultante muitas vezes pode ser enganoso. As feições semelhantes podem ser inseridas em classes adjacentes, ou feições com valores extensamente diferentes podem ser inseridas na mesma classe. Você pode minimizar esta distorção aumentando o número de classes. [fonte] Tendo essas potencialidades e limitações em vista, segue mapeamento da população aproximada das unidades da federação via método quantil: Alexandre Vastella, André Rocha, Cristhian dos Santos Teixeira, Diego Tassinari, Equipe André Rocha Aula 08 - Prof. Alexandre Vastella CNU (Bloco 3 - Ambiental, Agrário e Biológicas) Conhecimentos Específicos - Eixo Temático 3 - Caracterização da Paisagem no Meio Rural - 2024 (Pós-Edital) www.estrategiaconcursos.com.br 01562531000 - Renata Tomasini Scipioni 58 Mapeamento via Quantil – 4 classes iguais (quartil) Nota-se que o resultado visual do quantil é visualmente agradável, afinal, há o mesmo número de classes para cada cor, o que provoca um equilíbrio aparente. No entanto, analisando o gráfico de frequências, podemos perceber algumas imperfeições deste método, como por exemplo, o fato de números parecidos serem adicionados em classes diferentes (repare no primeiro e no segundo quartil); ou ainda, intervalos muito extensos em uma mesma classe (repare no último quartil). Histograma Antes de falarmos sobre o método do histograma propriamente dito, vamos primeiro entender o que é um histograma: O que é um histograma? É um gráfico de colunas que mostra a frequência das ocorrências, ou frequência relativa, ou porcentagem das frequências de um determinado fenômeno [fonte]. No eixo vertical, encontram-se as frequências. No eixo horizontal, o dado que está sendo medido. É amplamente utilizado em Processamento Digital de Imagens, para a manipulação de contrastes e melhorias visuais. O histograma ao lado, por exemplo, mostra a resolução radiométrica de uma imagem hipotética, mostrando a frequência de pixels por tom de cinza. Alexandre Vastella, André Rocha, Cristhian dos Santos Teixeira, Diego Tassinari, Equipe André Rocha Aula 08 - Prof. Alexandre Vastella CNU (Bloco 3 - Ambiental, Agrário e Biológicas) Conhecimentos Específicos - Eixo Temático 3 - Caracterização da Paisagem no Meio Rural - 2024 (Pós-Edital) www.estrategiaconcursos.com.br 01562531000 - Renata Tomasini Scipioni 59 Nota-se, portanto, que o histograma é uma representação gráfica que pode ser utilizada para diversos fins, inclusive no geoprocessamento. Sendo assim, o método do histograma consiste em construir um histograma plotando os valores observados em ordem crescente nos eixos X e Y; e depois, classificar manualmente os intervalos da legenda. Vamos utilizar como exemplo o caso supracitado da população aproximada dos estados brasileiros: População aproximada por unidade da federação (milhões) Acre 1 Alagoas 3 Amazonas 4 Ceará 9 R. de Janeiro 16 Amapá 1 Distrito Federal 3 Esp. Santo 4 Pará 9 Minas Gerais 21 Rondônia 1 Mato Grosso 3 Paraíba 4 Pernambuco 9 São Paulo 45 Roraima 1 Mato G. do Sul 3 Goiás 7 Paraná 11 Tocantins 1 Piauí 3 Maranhão 7 Rio Grande do Sul 11 Sergipe 2 Rio Grande do Norte 3 Santa Catarina 7 Bahia 15 Somente olhando a tabela, fica difícil classificar os dados, pois não conseguimos ter uma visão gráfica da frequência de ocorrência. Porém, se construirmos um histograma com estes dados, fica bem mais fácil classificar: Lógica booleana Conforme já adiantamos em outros itens, a consulta e visualização de dados geográficos é feita utilizando o banco de dados disponível na tabela de atributos. Isso pode ser feito tanto AlexandreVastella, André Rocha, Cristhian dos Santos Teixeira, Diego Tassinari, Equipe André Rocha Aula 08 - Prof. Alexandre Vastella CNU (Bloco 3 - Ambiental, Agrário e Biológicas) Conhecimentos Específicos - Eixo Temático 3 - Caracterização da Paisagem no Meio Rural - 2024 (Pós-Edital) www.estrategiaconcursos.com.br 01562531000 - Renata Tomasini Scipioni 60 manualmente, clicando em um determinado campo da tabela, ou por meio de comandos pré- estabelecidos de lógica booleana. No software ArcGIS, por exemplo, utiliza-se a aba query (inquerir) para inserir os parâmetros que queremos consultar. A isso chamamos de "filtragem". Álgebra booleana ou lógica booleana Pode ser definida com um conjunto de operadores e um conjunto de axiomas, que são assumidos verdadeiros sem necessidade de prova [fonte] Mais importante do que entender o conceito de lógica booleana, é aprender a sua aplicação em sistemas de informação geográfica. Para isso, vamos novamente tomar o exemplo do shapefile das unidades da federação brasileira, desta vez com o número aproximado da população (figura à direita). Se, com base no exemplo dado e considerando as possibilidades existentes na tabela de atributos, quiséssemos mostrar somente os estados com população superior a 10 mil habitantes? Ou ainda, somente os estados da região nordeste? Ou ainda, que tal combinar as duas consultas, mostrando somente os estados com população superior a 10 milhões de habitantes da região nordeste? É para que isso que a lógica booleana serve. Tomando como base o exemplo acima, vejamos algumas possibilidades de aplicação: Exemplos de aplicações da lógica booleana = Igual a <> Diferente de AND" E Exemplo: "POPULACAO" = 1 Exemplo: "POPULACAO" <> 4 Exemplo: "REGIAO" = 'Nordeste' AND "ESTADOS" = 'Bahia' Mostrar somente população igual a 1 milhão Mostrar somente população diferente de 4 milhões, para cima ou para baixo. Mostrar somente estados que se chamem “Bahia” e que façam parte da região Alexandre Vastella, André Rocha, Cristhian dos Santos Teixeira, Diego Tassinari, Equipe André Rocha Aula 08 - Prof. Alexandre Vastella CNU (Bloco 3 - Ambiental, Agrário e Biológicas) Conhecimentos Específicos - Eixo Temático 3 - Caracterização da Paisagem no Meio Rural - 2024 (Pós-Edital) www.estrategiaconcursos.com.br 01562531000 - Renata Tomasini Scipioni 61 “Nordeste”. > Maior que < Menor que OR Ou Exemplo: "POPULACAO" > 10 Exemplo: "POPULACAO" < 10 Exemplo: "REGIAO" = 'Nordeste' OR "REGIAO" = 'Norte' Mostrar somente estados com população maior que 10 milhões Mostrar somente estados com população menor que 10 milhões Mostrar somente as regiões Norte e Nordeste >= Maior ou igual a <= Menor ou igual a NOT LIKE Exceto Exemplo: "POPULACAO" >= 9 Exemplo: "POPULACAO" <= 9 Exemplo: "ESTADOS" NOT LIKE 'Amazonas' Mostrar somente estados com população maior ou igual a 9 milhões Mostrar somente estados com população menor ou igual a 9 milhões Mostrar todos os estados, exceto o Amazonas. Nota-se que as possibilidades de consulta são imensas dentro do SIG, mas alguns cuidados devem ser tomados. Primeiramente, é muito comum confundir as funções AND e OR. Enquanto o primeiro pressupõe adição, o segundo significa escolha. Veja o exemplo acima: o OR foi utilizado para mostrar OU a região Norte OU a região Nordeste, resultando em um mapa com ambas as regiões. Caso o AND fosse utilizado, o resultado seria um mapa em branco, pois não é possível um estado pertencer às duas regiões ao mesmo tempo. Do mesmo modo, não é possível um estado pertencer OU à Bahia OU ao Nordeste porque simplesmente não são Alexandre Vastella, André Rocha, Cristhian dos Santos Teixeira, Diego Tassinari, Equipe André Rocha Aula 08 - Prof. Alexandre Vastella CNU (Bloco 3 - Ambiental, Agrário e Biológicas) Conhecimentos Específicos - Eixo Temático 3 - Caracterização da Paisagem no Meio Rural - 2024 (Pós-Edital) www.estrategiaconcursos.com.br 01562531000 - Renata Tomasini Scipioni 62 opções excludentes. Neste caso, como a Bahia faz parte do Nordeste, o correto é mostrar estados da região nordeste e também (AND) que se chamem Bahia. Se o Brasil tivesse outro estado chamado Bahia em outra região, ele não seria mostrado. FGV/2017 – Analista Censitário O termo álgebra de mapas foi popularizado por Dana Tomlin, em 1990, referindo-se a diversas operações sobre dados raster. Um exemplo de operação de vizinhança de álgebra de mapas é: A) Reclassificação; B) Operação de álgebra de camadas; C) Geração de declividade; D) Geração de mapas de custo-distância; E) Superposição de camadas. Comentário Podemos utilizar a álgebra de mapas para fazer mapas de declividade (alternativa C). É essa a opção correta. Como poderíamos fazê-los? Em uma camada de declividade, poderíamos gerar as classes utilizando operadores booleanos como, por exemplo: ‘declividade’ <10%; ‘declividade’ >10% <25%; e, assim por diante. As demais alternativas não possibilitam esse tipo de operação. Reclassificação (alternativa A), conforme veremos a frente, é apenas o processo de reclassificar um dado geográfico e não uma operação de vizinhança. Operação de álgebra de camadas (alternativa B) não é um conceito válido, por isso nem tratamos aqui. Mapas de custo-distância (alternativa D) podem ser gerados calculando as distâncias entre pontos. Superposição de camadas (alternativa E) é chamada de overlay. Seleção e consulta Agora que você já entendeu a lógica booleana, fica bem fácil compreender a seleção de dados espaciais, pois é semelhante à consulta de dados. Vejam a diferença entre estes dois termos: Alexandre Vastella, André Rocha, Cristhian dos Santos Teixeira, Diego Tassinari, Equipe André Rocha Aula 08 - Prof. Alexandre Vastella CNU (Bloco 3 - Ambiental, Agrário e Biológicas) Conhecimentos Específicos - Eixo Temático 3 - Caracterização da Paisagem no Meio Rural - 2024 (Pós-Edital) www.estrategiaconcursos.com.br 01562531000 - Renata Tomasini Scipioni 63 Quando fazemos a seleção de dados, as demais feições são preservadas na base cartográfica. Serve para localizarmos as feições que queremos. Quando fazemos a consulta de dados, as demais feições ficam escondidas na base cartográfica. Serve para fazermos mapas temáticos que necessitem destes recortes. Sendo assim, existem três maneiras de selecionarmos dados espaciais: quando a feição é conhecida – quando sabemos reconhecer visualmente um determinando ponto, linha ou polígono – basta fazer a seleção manual clicando em cima da feição. No mapa do Brasil, por exemplo, é possível clicar em cima do estado que eu moro e selecioná-lo. Em casos mais complexos, no entanto, a seleção pode ser feita por meio de atributos ou por meio de localização, conforme o quadro abaixo: Seleção por atributos Seleção por localização Método: lógica booleana. Método: análise topológica. Aplicação: dentro de um mesmo shapefile. Aplicação: comparando dois shapefiles. Na seleção por atributos, utiliza-se a lógica booleana para fazer a seleção das feições desejadas. Podemos, por exemplo, indicar o campo ‘São Paulo’ dentro da coluna “Estados” e assim, selecionar o estado de São Paulo dentro da base cartográfica política do Brasil. Esse processo é quase idêntico à consulta que vimos nos itens anteriores. Este tipo de seleção é muito comum em vários softwares de banco de dados, como o próprio Excel. Ao contrário da seleção por atributos, a seleção por localização é específica do SIG e utiliza a inteligência geográfica para processar os dados de interesse. Neste caso, o sistema compara dois shapefiles e analisa suas relações topológicas coincidentes. É possível, por exemplo, selecionar somente os estados do Brasil (base cartográfica em polígono) que contenham usinas hidrelétricas (base cartográfica em ponto). Ou, determinarquais municípios Alexandre Vastella, André Rocha, Cristhian dos Santos Teixeira, Diego Tassinari, Equipe André Rocha Aula 08 - Prof. Alexandre Vastella CNU (Bloco 3 - Ambiental, Agrário e Biológicas) Conhecimentos Específicos - Eixo Temático 3 - Caracterização da Paisagem no Meio Rural - 2024 (Pós-Edital) www.estrategiaconcursos.com.br 01562531000 - Renata Tomasini Scipioni 64 (base cartográfica em polígono) são atravessados por uma determinada rodovia (base cartográfica em linha). Este tipo de seleção fornece uma ampla gama de aplicações, e por isso é largamente utilizado em sistemas de informação geográfica. Seleção manual Eu sei onde está a feição e também conheço seu atributo; por isso, basta clicar em cima dela para selecioná-la. Por exemplo: eu sei reconhecer o polígono do estado de São Paulo na base cartográfica, e também sei que este estado chama-se ‘São Paulo’. Seleção por atributos Eu não sei onde está a feição, mas conheço seu atributo; por isso, preciso utilizar lógica booleana. Por exemplo: eu não sei reconhecer o polígono do estado de São Paulo na base cartográfica, mas sei que este estado chama-se ‘São Paulo’. Seleção por localização Eu não sei onde está a feição e também desconheço seu atributo, por isso, preciso comparar com outras bases cartográficas. Por exemplo: eu não sei reconhecer o polígono do estado de São Paulo na base cartográfica, e também desconheço seu nome. Porém, eu sei que dentro deste estado há um rio chamado Tietê. Reclassificação Enquanto as ferramentas de álgebra, interseção, junção, entre outras que nós estudamos acima, são realizadas exclusivamente em vetores, a reclassificação é feita principalmente em arquivos raster. Conforme o próprio nome sugere, serve para reclassificar ou alterar os valores dos pixels de acordo com critérios pré-estabelecidos. Vejamos sua definição: O que é reclassificação? A Reclassificação é um processo que utiliza os valores de entrada de uma célula e a substitui por novos valores de células de saída. É utilizada para simplificar e mudar um dado raster, alterando um único valor para um novo valor, ou agrupando certos valores em um único valor (ESRI, 2012b). Possibilita a criação de novas categorias a partir de uma imagem original. Por esta analise é possível, por exemplo, a partir de um mapa de declividade com 7 categorias de inclinação do terreno reclassifica-lo para 5 categorias ou, a partir de um mapa que possua os seguintes dados de uso e ocupação da terra: 1- plantio de café, 2-plantio de milho, 3-solo exposto e 4-área de preservação, obter um novo mapa com apenas três categorias: 1-área de cultivo, 2-solo Alexandre Vastella, André Rocha, Cristhian dos Santos Teixeira, Diego Tassinari, Equipe André Rocha Aula 08 - Prof. Alexandre Vastella CNU (Bloco 3 - Ambiental, Agrário e Biológicas) Conhecimentos Específicos - Eixo Temático 3 - Caracterização da Paisagem no Meio Rural - 2024 (Pós-Edital) www.estrategiaconcursos.com.br 01562531000 - Renata Tomasini Scipioni 65 exposto e 3-área de preservação. A Reclassificação em um SIG trata-se de um recurso que possibilita a redefinição de cada pixel por novos valores/parâmetros definidos conforme a análise espacial que se deseja realizar [fonte]. No exemplo abaixo, podemos entender melhor: Exemplo de reclassificação de dados por atributo Para todos os países da América do Sul, gerou-se um geo-campo temático com o crescimento demográfico de cada país, dividido em classes: (de 0 a 2% ao ano), (de 2 a 3% a.a.), (mais de 3% a.a.) [fonte]: Inicialmente, antes da reclassificação, a América do Sul estava classificada de acordo com a divisão política. Após a reclassificação, a América do Sul passou a ser classificada de acordo com as classes pré-estabelecidas de crescimento demográfico. O outro exemplo, do quadro abaixo, também interessante para entendermos a reclassificação: Exemplo de reclassificação de imagem Alexandre Vastella, André Rocha, Cristhian dos Santos Teixeira, Diego Tassinari, Equipe André Rocha Aula 08 - Prof. Alexandre Vastella CNU (Bloco 3 - Ambiental, Agrário e Biológicas) Conhecimentos Específicos - Eixo Temático 3 - Caracterização da Paisagem no Meio Rural - 2024 (Pós-Edital) www.estrategiaconcursos.com.br 01562531000 - Renata Tomasini Scipioni 66 Este operador fez o download de um SRTM em preto e branco (que não iremos mostrar aqui), e com base na topografia calculou a declividade do raster, especificando quais classes gostaria de obter na saída. Ou seja, com base em um dado de entrada qualquer, conseguiu obter um dado de saída totalmente diferente; portanto, reclassificado [fonte]. Análise espacial A análise espacial é extremamente importante para o SIG. Sua ênfase é mensurar propriedades e relacionamentos levando em conta a localização espacial do fenômeno em estudo de forma explícita. Ou seja, a ideia central é incorporar o espaço à análise que se deseja fazer. Geralmente, a análise espacial é ocorre em três tipos: eventos ou padrões pontuais, superfícies contínuas ou áreas com contagens e taxas agregadas. [fonte]. Quanto ao modelo vetorial, os principais comandos e operações são os seguintes: Tendo como referência um shapefile poligonal hipotético com duas feições quadradas parcialmente sobrepostas, os principais comandos de análise espacial são os seguintes: Fusão (merge): este comando funde as várias feições existentes, resultando em uma feição única. Os atributos das feições também são mesclados (é possível escolher qual feição deverá predominar sobre as outras). Existe uma função parecida chamada “dissolve (dissolver). Neste caso, o “merge” é feito pela tabela de atributos. É possível fundir todos os campos semelhantes em uma mesma feição (por exemplo, todas as áreas de floresta). União (union): é parecido com o merge, porém, ao invés de fundir as feições, as preserva e cria uma terceira feição fundida. No merge, duas feições viram uma. No union, duas feições viram três (as duas originais mais a fundida). Buffer (entorno). Esta função cria faixas de áreas de entorno sob feições pré-estabelecidas. É particularmente útil para traçar faixas de domínio de rodovias, áreas de preservação permanente, ou zonas de amortecimento de unidades de conservação. Para estabelecer buffers de medidas variadas, primeiro cria-se um campo na tabela de atributos com a medida a ser estabelecida, e depois executa-se a função com base nesta coluna. Alexandre Vastella, André Rocha, Cristhian dos Santos Teixeira, Diego Tassinari, Equipe André Rocha Aula 08 - Prof. Alexandre Vastella CNU (Bloco 3 - Ambiental, Agrário e Biológicas) Conhecimentos Específicos - Eixo Temático 3 - Caracterização da Paisagem no Meio Rural - 2024 (Pós-Edital) www.estrategiaconcursos.com.br 01562531000 - Renata Tomasini Scipioni 67 Interesect (intersecção). Esta função elimina sobreposições. No exemplo ao lado, na área sobreposta entre as feições 01 e 02, foi criado um terceiro polígono. Este comando é particularmente útil para fazer análise espacial entre vários shapefiles diferentes. Clip (corte). Assim como a intersect, esta função também elimina sobreposições, só que de forma diferente. Ao invés de criar um terceiro polígono, este comando remove todas as feições editáveis que estiverem embaixo do polígono selecionado. No caso da imagem ao lado, foi selecionado o polígono verde. Overlay Agora veremos algumas técnicas de mapeamento, como o overlay. Quando falamos em manipulação de dados em ambiente SIG, para além de sua edição e construção; isso normalmente significa a sua sobreposição e a interseção com outras camadas para fins estatístico-espaciais. Um mapa de qualidade, deve ser capaz de condensar diversas informações,sendo em muitas situações mais adequado do que tabelas estatísticas, pareceres técnicos e outros produtos necessários para dar suporte a decisões gerenciais. Sendo assim, a sobreposição de mapas pode potenciar estes benefícios [fonte]. Conforme a imagem ao lado (superior direito), é possível ter uma noção sistemática das vantagens da sobreposição e manipulação de mapas e dados geográficos. Por meio desta sobreposição de camadas, é possível mapear eventos e processos no passado, presente e futuro; tendo assim, uma noção integrada Alexandre Vastella, André Rocha, Cristhian dos Santos Teixeira, Diego Tassinari, Equipe André Rocha Aula 08 - Prof. Alexandre Vastella CNU (Bloco 3 - Ambiental, Agrário e Biológicas) Conhecimentos Específicos - Eixo Temático 3 - Caracterização da Paisagem no Meio Rural - 2024 (Pós-Edital) www.estrategiaconcursos.com.br 01562531000 - Renata Tomasini Scipioni 68 dos planos de informação pertinentes ao espaço geográfico [fonte]. Ou seja, desde que seja na mesma latitude e longitude, qualquer fenômeno pode ser mapeado e sobreposto ao longo do tempo. Neste sentido, um dos métodos mais conhecidos de fazer a sobreposição de dados chama-se overlay (literalmente, sobreposição). Trata-se da comparação de dois objetos de mesma dimensão, na qual o resultado retorna um terceiro objeto correspondente à intersecção destes dois. [fonte]; em outras palavras, permite a análise integrada de camadas (layers) A imagem acima (canto inferior direito) mostra uma aplicação do overlay. Quanto mais camadas forem mapeadas, mais próximo o ambiente SIG será do mundo real. Devido a esta complexidade e à dimensão dos procedimentos envolvidos nestes estudos, o overlay é um método amplamente aplicado aos estudos de geociências. Cabem às ferramentas e softwares de geoprocessamento FGV - Geógrafo - Florianópolis – 2014 O Sistema Nacional de Unidades de Conservação, instituído pela Lei nº 9.985/2000, determina diversas categorias de áreas protegidas por meio de zonas de amortecimento. Essas áreas são importantes porque compõem um cinturão para proteção da Unidade de Conservação do chamado efeito de borda. Para delimitação dessas áreas, utiliza-se em SIG a seguinte função espacial: 1) Intersecção; Comentário A Interseção realça as áreas em comum com duas feições. No caso das Unidades de Conservação, seria útil para relevar sobreposições entre áreas, e NÃO para calcular as áreas de amortecimento. Gabarito: Errado 2) União; Comentário A União de dois polígonos cria um terceiro polígono que abrange as duas áreas. No caso das Unidades de Conservação, criaria um polígono abrangendo todas as feições selecionadas; e portanto, NÃO seria útil para estabelecer as áreas de amortecimento. Gabarito: Errado 3) Reclassificação; Comentário A Reclassificação mexe com os atributos do polígono (reclassifica as feições), NÃO sendo útil para a delimitação das áreas de amortecimento. Gabarito: Errado 4) Corredor ou buffer; Alexandre Vastella, André Rocha, Cristhian dos Santos Teixeira, Diego Tassinari, Equipe André Rocha Aula 08 - Prof. Alexandre Vastella CNU (Bloco 3 - Ambiental, Agrário e Biológicas) Conhecimentos Específicos - Eixo Temático 3 - Caracterização da Paisagem no Meio Rural - 2024 (Pós-Edital) www.estrategiaconcursos.com.br 01562531000 - Renata Tomasini Scipioni 69 Comentário O Buffer é a função indicada para a delimitação das áreas de amortecimento, pois cria uma área de entorno no(s) polígono(s) selecionados. No caso das Unidades de Conservação, o buffer permite que as áreas de amortecimento sejam desenhadas de acordo com as medidas estabelecidas na legislação. Gabarito: Certo FGV - Fiscal do Meio Ambiente (Florianópolis)/2014 Em SIG são diversas as operações espaciais entre camadas que empregam duas ou mais camadas de entrada e geram uma camada de saída. Considere duas camadas A e B que possuem feições em comum. A operação que tem a propriedade de compor uma camada de saída constituída por feições comuns entre as camadas A e B é denominada: 1) Soma; 2) Diferença 3) Interpolação 4) Intersecção 5) União Comentário Vamos analisar as alternativas: a soma e a diferença não constituem comandos de geoprocessamento. A interpolação permite que dados de feições conhecidas sejam extrapolados para feições sem dados com base em probabilidade (estudaremos interpolação nos itens posteriores). A união é um comando que cria uma feição extra unindo todas as outras existentes. Logo, a única alternativa condizente com o enunciado é a intersecção: aplicando este comando em duas feições sobrepostas, é possível obter as áreas em comum. Gabarito: 4. FGV - Geógrafo - Florianópolis – 2014 Diversos métodos de análise espacial podem ser baseados na localização, como é o caso da sobreposição de polígonos. Esse método pode ser utilizado para inferência de: 1) Identificação de áreas de proteção permanente; Comentário As áreas de proteção permanente (APP) são áreas de preservação existentes no entorno de cursos d’água, áreas de declividade acentuada, nascentes, etc. Neste caso, a ferramenta mais indicada é o buffer, pois é ele que vai calcular este entorno de preservação. Gabarito: Errado Alexandre Vastella, André Rocha, Cristhian dos Santos Teixeira, Diego Tassinari, Equipe André Rocha Aula 08 - Prof. Alexandre Vastella CNU (Bloco 3 - Ambiental, Agrário e Biológicas) Conhecimentos Específicos - Eixo Temático 3 - Caracterização da Paisagem no Meio Rural - 2024 (Pós-Edital) www.estrategiaconcursos.com.br 01562531000 - Renata Tomasini Scipioni 70 2) Cálculo de áreas desmatadas em uma unidade de conservação; Comentário Para o cálculo de áreas desmatadas em uma unidade de conservação, pode-se sobrepor o polígono da delimitação da unidade de conservação (normalmente disponível nos sites oficiais do governo), com o uso e ocupação do solo da área em questão. Deste modo, é possível obter o cálculo das áreas desmatadas na UC. Gabarito: Certo 3) Georreferenciamento de imóveis rurais; Comentário O georreferenciamento de imóveis rurais é um processo complexo, que envolve uma grande precisão de satélite e ferramentas jurídicas como o registro em cartório. Gabarito: Errado. 4) Espacialização de dados censitários tabulares; Comentário Para este fim, não é utilizada a sobreposição de polígonos. Neste caso, basta anexar a tabela de dados censitários ao polígono dos setores censitários. Não há a sobreposição de polígonos, mas sim o acréscimo de dados tabulares. Gabarito: Errado. 5) Densidade demográfica de bairros de uma cidade. Comentário A densidade demográfica é calculada dividindo a área pela população. Os softwares de SIG são capazes de calcular a área de vários polígonos de um shapefile de forma automatizada. Sendo assim, basta ter os dados de população que o cálculo da densidade demográfica torna-se simples. Neste caso, não há a sobreposição de polígonos, pois todos os cálculos são feitos em um mesmo shapefile. Gabarito: Errado. Cálculos de distâncias Uma outra possibilidade é o cálculo de distâncias, algo muito simples de se fazer em ambiente SIG. Neste link [fonte], há um tutorial completo de como fazê-lo. Fizemos um resumo no quadro abaixo: Alexandre Vastella, André Rocha, Cristhian dos Santos Teixeira, Diego Tassinari, Equipe André Rocha Aula 08 - Prof. Alexandre Vastella CNU (Bloco 3 - Ambiental, Agrário e Biológicas) Conhecimentos Específicos - Eixo Temático 3 - Caracterização da Paisagem no Meio Rural - 2024 (Pós-Edital) www.estrategiaconcursos.com.br 01562531000 - Renata Tomasini Scipioni 71 Reprojetando dados para UTM Selecionando origem e destino Merge nos pontos de destino Para calcular a distância entre dois ou mais pontos, é necessário reprojetar seus dados para UTM para obter o resultado da operação em metros. No exemploacima, temos quatro objetos vetoriais representando quatro localizações distintas. O cálculo da distância entre pontos funciona da seguinte forma: você precisa especificar os pontos de origem e destino. O resultado é armazenado em arquivo DBF. É necessário verificar o sistema de coordenadas, pois projeções Lat-Long ou decimais não são satisfatórias, nesse caso. É preciso fazer um merge entre os pontos de destino (ou seja, juntar todos os pontos em uma única feição; na imagem acima, em verde). Para calcularmos a distância, devemos ter um shapefile do ponto de origem (A) (estrelinha) e outro shapefile com os pontos de destino, resultado do merge, com (B, C, D) (bolinhas verdes). Alexandre Vastella, André Rocha, Cristhian dos Santos Teixeira, Diego Tassinari, Equipe André Rocha Aula 08 - Prof. Alexandre Vastella CNU (Bloco 3 - Ambiental, Agrário e Biológicas) Conhecimentos Específicos - Eixo Temático 3 - Caracterização da Paisagem no Meio Rural - 2024 (Pós-Edital) www.estrategiaconcursos.com.br 01562531000 - Renata Tomasini Scipioni 72 Gerando tabela final com resultados de distância Ou, ao invés disso, podemos fazer o cálculo manual, simplesmente por meio da ferramenta “measure”: Há uma ferramenta no ArcGIS, chamada Point Distance, que calcula a distância entre os pontos. Contudo, outros softwares também o fazem. O resultado é uma tabela mostrando a distância entre os pontos (imagem acima). Ao invés desse procedimento, é possível calcular a distância manualmente, simplesmente clicando no ponto de origem e no ponto de destino (conforme imagem acima). Isso é muito mais simples. Contudo, é necessário calcular um a um. Para uma quantidade grande de pontos, recomenda-se utilizar o método automatizado. Interpolação e extrapolação espacial, triangulação e krigagem Nesse tópico, vamos estudar o item "interpolação e extrapolação espacial" junto aos itens "triangulação" e "krigagem". Embora os quatro apareçam separadamente em provas de concursos, são assuntos intimamente relacionados, uma vez que "triangulação" e "krigagem" nada mais são do que tipos de "interpolação e extrapolação espacial". Portanto, é mais eficiente tratá-los juntos em um único lugar. Primeiramente, antes de falarmos sobre interpolação e extrapolação, precisamos entender o precesso de modelagem de dados geográficos que converte uma realidade geográfica complexa em um conjunto finito de registros ou objetos de um banco de dados. Neste contexto, os modelos de dados existentes para SIG estão relacionados com as diferentes formas de percepção da realidade que são: visão de campo e visão de objetos [fonte]: Alexandre Vastella, André Rocha, Cristhian dos Santos Teixeira, Diego Tassinari, Equipe André Rocha Aula 08 - Prof. Alexandre Vastella CNU (Bloco 3 - Ambiental, Agrário e Biológicas) Conhecimentos Específicos - Eixo Temático 3 - Caracterização da Paisagem no Meio Rural - 2024 (Pós-Edital) www.estrategiaconcursos.com.br 01562531000 - Renata Tomasini Scipioni 73 Visão de campo A realidade é modelada por variáveis que possuem uma distribuição contínua no espaço, como por exemplo, temperatura, tipo de solo ou relevo. Visão de objeto Entidades reais são observadas como estando distribuídas irregularmente sobre um grande espaço vazio, onde nem todas as posições estão preenchidas, como por exemplo, amostras de pontos de monitoramento ambiental. Exemplos de visões de campo (continuidade) Levando em consideração o pré-requisito da continuidade, o cenário ideal para a visão de campo é trabalhar com dados contínuos do terreno inteiro. Isso ocorre, por exemplo, quando mapeamos um polígono contínuo de uso e ocupação do solo, ou quando trabalhamos com uma imagem de satélite contínua. No entanto, como nem sempre há dados contínuos do terreno inteiro, às vezes é necessário interpolar ou extrapolar as áreas vazias, estimando seus valores de acordo com a amostra de dados disponíveis. Vamos ao exemplo abaixo: Dados originais 1 2 ? 4 5 6 ? ? 9 ? 11 12 ? 14 15 Dados interpolados 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 Na tabela acima, sabemos que a razão de proporção dos números é sempre 1; ou seja, para cada coluna da direita soma-se um número. Para estimarmos os valores em branco, basta aplicar esta regra às células vazias. De acordo com este contexto, muito provavelmente os valores faltantes serão 3, 7, 8, 10, e 13. No entanto, apesar do exemplo acima ser simples, os métodos de interpolação espacial são extremamente complexos e envolvem um sólido embasamento estatístico-matemático. Não entraremos neste mérito, mas é importante conhecer os principais tipos de interpolação, que são [fonte;fonte;fonte]: Alexandre Vastella, André Rocha, Cristhian dos Santos Teixeira, Diego Tassinari, Equipe André Rocha Aula 08 - Prof. Alexandre Vastella CNU (Bloco 3 - Ambiental, Agrário e Biológicas) Conhecimentos Específicos - Eixo Temático 3 - Caracterização da Paisagem no Meio Rural - 2024 (Pós-Edital) www.estrategiaconcursos.com.br 01562531000 - Renata Tomasini Scipioni 74 Principais métodos de interpolação e extrapolação em SIG O Vizinho mais próximo é o método mais simples, tendo como principal característica, assegurar que o valor interpolado seja um dos valores originais, ou seja, não gera novos valores. O produto final deste interpolador é caracterizado por um efeito de degrau. O Inverso do quadrado da distância ou Inverso da distância ponderada atribui pesos ponderados aos pontos amostrais, de modo que a influência de um ponto sobre outro diminui com a distância do novo ponto a ser estimado. A Krigagem (também conhecida como Processo Gaussiano de Regressão), parte do princípio de que pontos próximos no espaço tendem a ter valores mais parecidos do que pontos mais afastados; e assim, consegue estimar os espaços vazios. O Estimador Kernel (ou Densidade Kernel) é um interpolador, que possibilita a estimação da intensidade do evento em toda a área, mesmo nas regiões onde o processo não tenha gerado nenhuma ocorrência real. Por trabalhar com a densidade de pontos, os valores não necessariamente precisam ser quantitativos. A Média móvel é um interpolador baseado na variação em função da direção espacial, a partir da definição do raio de busca dos vizinhos, que varia com a distância e a direção, fornecendo uma visão geral da tendência espacial. A Triangulação Irregular do Terreno (TIN) utiliza pontos de amostragem para criar uma superfície formada por triângulos com base em informações do ponto de vizinho mais próximo. Pertencentes ao universo da modelagem de dados, estes interpoladores são extremamente úteis em trabalhos de geomorfologia, geologia, climatologia, da geografia e das geociências em geral. A Krigagem, por exemplo, é amplamente utilizada para interpolar dados de estações meteorológicas e criar mapas de clima. Já o Estimador Kernel, pode ser aplicado a qualquer caso – quantitativo ou qualitativo – em que se objetiva a visualização da densidade de pontos. No mais, é preciso ressaltar que a interpolação ocorre entre objetos (representações digitais) e varia entre as classes e o tipo de objeto espacial; cujos atributos servem de subsídio ao processamento de novas camadas espaciais. Por isso, além de entendermos o processo de interpolação, é necessário estar familiarizado com os conceitos pertinentes aos Bancos de Dados Geográficos (BG ou BDG). Para finalizar nossa análise inicial, o quadro abaixo mostra as definições destes conceitos [fonte]: Alexandre Vastella, André Rocha, Cristhian dos Santos Teixeira, Diego Tassinari, Equipe André Rocha Aula 08 - Prof. Alexandre Vastella CNU (Bloco 3 - Ambiental, Agrário e Biológicas) Conhecimentos Específicos - Eixo Temático 3 - Caracterização da Paisagem no Meio Rural - 2024 (Pós-Edital) www.estrategiaconcursos.com.br01562531000 - Renata Tomasini Scipioni 75 Conceitos de Bancos de Dados Geográficos Entidade: É qualquer fenômeno geográfico da natureza, ou resultante da ação direta do homem, que é de interesse para o domínio específico da aplicação. Por exemplo: um aeroporto. Objeto: É a representação digital de uma entidade, ou parte dela. A representação digital varia de acordo com a escala utilizada. Por exemplo: um aeroporto (entidade) pode ser representado por um ponto ou um polígono, dependendo da escala em uso. Tipo de entidade: É a descrição de um agrupamento de entidades similares, que podem ser representadas por objetos armazenados de maneira uniforme (exemplo: o conjunto de estradas de uma região). Tipo de objeto espacial: Cada tipo de entidade em um Banco de Dados Espacial é representado de acordo com um topo de objeto espacial apropriado. Os tipos de objetos são: ponto, linha, área e volume. Classe de objeto: Descreve um conjunto de objetos que representa um conjunto de entidades. Por exemplo, o conjunto de pontos que representam um conjunto de postes de uma rede elétrica ou o conjunto de polígonos representando lotes urbanos. Atributo Descreve as características das entidades, normalmente de forma não-espacial. Exemplos são o nome da cidade, diâmetro de um duto, etc. Valor de atributo: Valor quantitativo ou qualitativo associado ao atributo (exemplo: nome da cidade = Recife; diâmetro do duto = 70 cm” Camada (layer): Os objetos espaciais em BD Geográfico podem ser agrupados e dispostos em camadas. Normalmente, uma camada contém um único tipo de entidade ou um grupo de entidades conceitualmente relacionadas a um tema. Por exemplo: uma camada pode representar somente as rodovias de uma região, ou pode representar também as ferrovias. O vizinho mais próximo é o método mais simples de interpolação. Nesse caso, “os valores observados não são modificados, havendo apenas uma redistribuição dos mesmos em uma grade regular. É usado quando desejamos transformar dados brutos em grade regular sem modificação dos valores observados.” [fonte]. Alexandre Vastella, André Rocha, Cristhian dos Santos Teixeira, Diego Tassinari, Equipe André Rocha Aula 08 - Prof. Alexandre Vastella CNU (Bloco 3 - Ambiental, Agrário e Biológicas) Conhecimentos Específicos - Eixo Temático 3 - Caracterização da Paisagem no Meio Rural - 2024 (Pós-Edital) www.estrategiaconcursos.com.br 01562531000 - Renata Tomasini Scipioni 76 Entendendo o vizinho mais próximo O Vizinho mais próximo é o método mais simples, tendo como principal característica, assegurar que o valor interpolado seja um dos valores originais, ou seja, não gera novos valores. O produto final deste interpolador é caracterizado por um efeito de degrau. Na imagem ao lado [fonte], podemos visualizar um exemplo de vizinho mais próximo. Imagine que seja um mapa. Os valores originais, com números definidos, estão em azul. Os valores a serem interpolados, sem números definidos, estão em vermelho. Cada ponto a ser interpolado copia o valor do ponto conhecido. No exemplo ao lado, o ponto vermelho (a ser interpolado) copiará o valor do ponto azul (original) mais próximo. Portanto, o vizinho mais próximo não utiliza cálculos complexos, tampouco fórmulas matemáticas. Esse interpolador simplesmente copia o valor mais próximo se baseando na Lei de Tobler – ou, Primeira Lei da Geografia, que é bem fácil de entender: Primeira Lei da Geografia - Lei de Tobler "No mundo, todas as coisas se parecem, mas coisas mais próximas são mais parecidas que aquelas mais distantes" (Waldo Tobler, 1970) Para Waldo Tobler, coisas mais próximas tendem a se parecer mais do que coisas distantes. Ou seja, vizinhos tendem a se parecer mais. Tendo essa ideia em vista, a interpolação pelo vizinho mais próximo faz todo o sentido. — De acordo com o professor Carlos Varella, o inverso do quadrado da distância – também conhecido como IDW – the inverse distance weighted – utiliza o modelo estatístico denominado “inverso das distâncias”. Este modelo “baseia-se na dependência espacial, isto é, supõe que quanto mais próximo estiver um ponto do outro, maior deverá ser a correlação entre seus valores. Dessa forma atribui maior peso para as observações mais próximas do que para as mais distantes. Assim o modelo consiste em se multiplicar os valores das observações pelo inverso das suas respectivas distâncias ao ponto de referência para a interpolação dos valores” [fonte]. Alexandre Vastella, André Rocha, Cristhian dos Santos Teixeira, Diego Tassinari, Equipe André Rocha Aula 08 - Prof. Alexandre Vastella CNU (Bloco 3 - Ambiental, Agrário e Biológicas) Conhecimentos Específicos - Eixo Temático 3 - Caracterização da Paisagem no Meio Rural - 2024 (Pós-Edital) www.estrategiaconcursos.com.br 01562531000 - Renata Tomasini Scipioni 77 O Vizinho mais próximo é o método mais simples, tendo como principal característica, assegurar que o valor interpolado seja um dos valores originais, ou seja, não gera novos valores. O produto final deste interpolador é caracterizado por um efeito de degrau. O Inverso do quadrado da distância ou Inverso da distância ponderada atribui pesos ponderados aos pontos amostrais, de modo que a influência de um ponto sobre outro diminui com a distância do novo ponto a ser estimado. Portanto, aplica um método exato de interpolação. Tanto o vizinho mais próximo quanto o inverso do quadrado da distância utilizam a Lei de Tobler e calculam a interpolação a partir de valores mais próximos, contudo, há diferenças. No primeiro caso, simplesmente copia-se o valor mais próximo ao ponto a ser interpolado. Já no IDW, calcula-se o valor a ser interpolado com base em parâmetros, sendo também, uma média ponderada. Ou seja, ambos partem do mesmo princípio, porém, diferem dos métodos – um copiando valores e outro calculando valores com fórmulas. Assim como o vizinho mais próximo e o inverso do quadrado da distância, a krigagem também utiliza a Lei de Tobler – partindo do pressuposto que pontos mais próximos são mais parecidos. No entanto, os métodos estatísticos são diferentes. A Krigagem (também conhecida como Processo Gaussiano de Regressão), parte do princípio de que pontos próximos no espaço tendem a ter valores mais parecidos do que pontos mais afastados; e assim, consegue estimar os espaços vazios. Ao contrário do inverso do quadrado da distância, que interpola dados ponto-a-ponto individualmente, a krigagem faz uma análise estatística do conjunto de pontos e não somente entre valores individuais. Exatamente por isso, a krigagem não é muito indicada para interpolações em conjuntos de dados pequenos – geralmente, menores que 10 amostras. Devido a essa diferença, os mapas feitos em krigagem são mais suaves, mais agradáveis de ver. O nome desse interpolador veio de seu inventor, o estatístico Daniel G. Krige. CEBRASPE (CESPE) - 2009 - Analista de Atividades do Meio Ambiente (IBRAM DF) Atualmente, pacotes computacionais como o ArcGIS e termos técnicos como modelos digitais de elevação são bastante conhecidos por profissionais que atuam na área de meio ambiente. Julgue o próximo item com relação aos conceitos básicos de sistemas de informações geográficas (SIG). Alexandre Vastella, André Rocha, Cristhian dos Santos Teixeira, Diego Tassinari, Equipe André Rocha Aula 08 - Prof. Alexandre Vastella CNU (Bloco 3 - Ambiental, Agrário e Biológicas) Conhecimentos Específicos - Eixo Temático 3 - Caracterização da Paisagem no Meio Rural - 2024 (Pós-Edital) www.estrategiaconcursos.com.br 01562531000 - Renata Tomasini Scipioni 78 Exemplo de MDT do tipo TIN: neste modelo, o terreno é representado por triângulos irregulares tridimensionais. Krigagem é um método de interpolação linear bastante utilizado para georreferenciar imagensde satélite. C) Certo E) Errado Comentários Errado: a Krigagem interpola vetores, não imagens de satélite. Ainda no que diz respeito à interpolação, um dos modelos de dados em crescente utilização é o Modelo Numérico de Terreno, ou Modelo Digital de Terreno (MDT). Este tipo de modelagem procurava inicialmente representar digitalmente o comportamento da superfície do planeta. No entanto, com a evolução tecnológica, os MDTs passaram a ser utilizados para outros assuntos, sendo atualmente considerados representações digitais da variação contínua de qualquer fenômeno geográfico que ocorre na superfície ou mesmo na atmosfera terrestre. Para isso, entretanto, são necessários a aquisição e o processamento de uma grande quantidade de dados. Os modelos numéricos ou digitais de terreno são utilizados, por exemplo, em estudos de hidrografia, cálculo de declividades, estabelecimento de perfis topográficos, elaboração de mapas de vertentes, e estabelecimento de zoneamentos climáticos. O MDT pode ser feito tanto em raster quanto em vetor. No formato matricial, cada pixel possui um conjunto de três coordenadas: duas de posição (x e y) e uma de elevação ou atributo (coordenada z). É esta terceira coordenada que difere o MDT de um raster comum, pois lhe confere caráter tridimensional. Já no formato vetorial, a representação pode ser feita por pontos (com valores de coordenadas atribuídas) ou por isolinhas (linhas com valores constantes) [fonte]. Um dos MDTs mais utilizados no geoprocessamento é o TIN (do inglês Triangulated Irregular Network ou Rede Triangular Irregular). Trata-se de uma estrutura interpolada de dados vetoriais que particionam o espaço geográfico em triângulos que não se sobrepõe. Os vértices destes triângulos são pontos de amostragem de dados com coordenadas X, Y e Z; sendo as linhas que unem estes vértices formam os triângulos [fonte]. Conforme o próprio nome sugere, o terreno é representado por uma rede de triângulos irregulares tridimensionais. Alexandre Vastella, André Rocha, Cristhian dos Santos Teixeira, Diego Tassinari, Equipe André Rocha Aula 08 - Prof. Alexandre Vastella CNU (Bloco 3 - Ambiental, Agrário e Biológicas) Conhecimentos Específicos - Eixo Temático 3 - Caracterização da Paisagem no Meio Rural - 2024 (Pós-Edital) www.estrategiaconcursos.com.br 01562531000 - Renata Tomasini Scipioni 79 Existem várias formas de fazer triangulação. Ou seja, existem várias formas de construir um MDT. A mais conhecida delas é a Triangulação de Delaunay, um método bastante frequente para o estabelecimento de triângulos dentro de uma representação qualquer de pontos. O critério utilizado na triangulação de Delaunay é o de maximização dos ângulos mínimos de cada triângulo. Ou seja, a malha final deve evitar triângulos muito afinados e procurar ter o máximo possível de triângulos regulares, o mais equilátero possível. Ao lado, podemos ver um exemplo de Triangulação Delaunay. Visualizando fica muito mais fácil de entender. Perceba que há um conjunto de pontos originais (A, B, C, etc.) que ao serem submetidos pela triangulação, foram conectados por linhas, formando assim, triângulos poligonais. Embora a Triangulação de Delaunay seja a forma mais usual de construir MDTs, esse método também tem outros fins. Tanto é que o exemplo ao lado NÃO é um MDT tridimensional, mas sim, apenas uma representação bidimensional. Para não confundir Triangulação de Delauney Um dos métodos de triangulação, utilizado para diversos fins, INCLUSIVE para modelos digitais de terreno. Modelo Digital de Terreno Modelos tridimensionais de terreno que podem OU NÃO serem construídos com base em Triangulação de Delaunay. Triangulated Irregular Network (TIN) É um MDT construído com base em Triangulação de Delaunay. Merece destaque porque é uma das mais conhecidas aplicações desse método. Alexandre Vastella, André Rocha, Cristhian dos Santos Teixeira, Diego Tassinari, Equipe André Rocha Aula 08 - Prof. Alexandre Vastella CNU (Bloco 3 - Ambiental, Agrário e Biológicas) Conhecimentos Específicos - Eixo Temático 3 - Caracterização da Paisagem no Meio Rural - 2024 (Pós-Edital) www.estrategiaconcursos.com.br 01562531000 - Renata Tomasini Scipioni 80 FRA - 2015 - Hidrometeorologista (CEMIG) Sabe-se que o GIS (Geographic Information System) vem ganhando muito espaço na ciência como uma poderosa ferramenta de análise espacial, proporcionando uma leitura do espaço com mais rigor e melhores resultados. O GIS pode ser considerado um conjunto de técnicas sofisticadas para compreensão do ambiente e para a tomada de decisão. Os formuladores de políticas, planejadores, cientistas e muitos outros profissionais em todo o mundo passaram a confiar no potencial do GIS para a gestão de dados e a análise científica. Sobre análise em espacial em GIS, é INCORRETO afirmar: A) Krigagem corresponde a um método de interpolação de dados espaciais muito utilizado em Geoestatística. B) Modelos digitais de elevação podem ser convertidos em declividade em um programa computacional de sistema de informações geográficas (SIG). C) A representação espacial no GIS é exclusiva no formato Vetorial (ponto, linha e polígono). D) A lógica booleana está associada às operações lógicas, tais como OR, AND ou NOT, e tem base nos sistemas binários (0 ou 1). Comentários Todas as alternativas estão corretas, exceto a C, pois ao contrário do afirmado, o SIG (GIS, em inglês), aceita a representação tanto de vetores quanto de rasters. Gabarito: C (incorreta). FGV - 2013 - Geógrafo (INEA) A construção de um Modelo Numérico de Terreno (MNT) envolve a definição de uma malha para sua representação. Uma das principais malhas para a construção de um MNT (Modelo Numérico de Terreno) é a: A) Rede irregular triangular. B) Grade matricial de contorno. C) Grade irregular retangular. D) Rede triangular quadrada E) Grade matricial triangular Alexandre Vastella, André Rocha, Cristhian dos Santos Teixeira, Diego Tassinari, Equipe André Rocha Aula 08 - Prof. Alexandre Vastella CNU (Bloco 3 - Ambiental, Agrário e Biológicas) Conhecimentos Específicos - Eixo Temático 3 - Caracterização da Paisagem no Meio Rural - 2024 (Pós-Edital) www.estrategiaconcursos.com.br 01562531000 - Renata Tomasini Scipioni 81 Comentário O termo correto é “Rede Irregular Triangular”, conhecido como TIN. Gabarito: A FGV/2017 – Analista Censitário A ponderação pelo inverso da distância (IDW) é a interpolação espacial mais empregada e intuitiva em análise espacial, a qual: A) aplica um método exato de interpolação; B) Utiliza pesos negativos no caso da existência de picos; C) Emprega a lei de Tobler somente para os pontos interpolados situados muito próximos dos pontos observados; D) Obtém valores interpolados, cujos valores são menores que os menores valores observados em todo o conjunto de dados nas depressões; E) Altera os valores da grandeza nos valores observados para suavizar a superfície gerada. Comentário Uma questão bem difícil. O IDW aplica pesos ponderados aos pontos amostrais, com base em fórmulas matemáticas que não mostramos aqui no PDF. Trata-se, portanto, de um método exato de interpolação (alternativa A). Por que as demais alternativas estão erradas? B) Primeiramente, o IDW não necessariamente utiliza pesos negativos, os valores são sempre semelhantes aos pontos utilizados. C) A Lei de Tobler – vizinhos tendem a parecer mais do que não-vizinhos – não é empregada somente para pontos interpolados muito próximos, mas sim, é utilizada como regra geral, assim como a interpolação por vizinho mais próximo. D) Os valores interpolados não necessariamente precisam ser menores que os valores observados nos pontos reais; E) Não altera os valores originais. FGV - 2013 - Geógrafo (SUDENE) Assinale a alternativa que NÃO se referea um interpolador de dados. 1) Krigagem. Comentário A Krigagem é um método de interpolação muito utilizado em SIG. Ele parte do pressuposto de que pontos mais próximos são mais parecidos do que pontos mais distantes. Essa abordagem é muito usada em climatologia, por exemplo. Gabarito: Errado 2) Inverso da Distância Ponderada (IDW). Comentário Alexandre Vastella, André Rocha, Cristhian dos Santos Teixeira, Diego Tassinari, Equipe André Rocha Aula 08 - Prof. Alexandre Vastella CNU (Bloco 3 - Ambiental, Agrário e Biológicas) Conhecimentos Específicos - Eixo Temático 3 - Caracterização da Paisagem no Meio Rural - 2024 (Pós-Edital) www.estrategiaconcursos.com.br 01562531000 - Renata Tomasini Scipioni 82 Inverso da Distância Ponderada nada mais é do que o Inverso do Quadrado da Distância, método de interpolação no qual a influência de um ponto sobre o outro diminui com a distância. Gabarito: Errado 3) Vizinho mais próximo. Comentário O vizinho mais próximo é um dos métodos de interpolação mais fáceis de entender. Ele simplesmente considera a amostra mais próxima e estima os dados faltantes. Gabarito: Errado 4) Média móvel. Comentário A média móvel interpola os dados por meio da média das amostras vizinhas. Gabarito: Errado 5) Moran. Comentário Ao contrário das alternativas anteriores, o Moran NÃO é um interpolador, mas um método estatístico utilizado para detectar padrões de autocorrelação local. Gabarito: Certo FGV - Analista CONDER – Geógrafo – 2013 Analise as afirmativas a seguir e assinale C para a correta e E a errada. 1) O índice de Moran é indicado para a análise espacial de dados pontuais. Comentário O Índice de Moran estabelece o grau de autocorrelação entre POLÍGONOS ou ÁREAS, e não pontos ou linhas. Gabarito: Errado 2) O operador de densidade Kernel pode ser aplicado para dados quantitativos e qualitativos. Comentário A densidade Kernel calcula a densidade de pontos de um determinado valor. Como a geometria do ponto é sempre igual (independentemente de possuir dados quantitativos ou qualitativos), a alternativa é verdadeira. Gabarito: Certo 3) A geração de corredores ou buffers pode obter atributos de distância variados, contanto que estejam previamente armazenados em tabela. Comentário Ao fazer o buffer em poucas feições, de forma manual, o sistema pede para que você estipule um valor (por exemplo, 1km de entorno). No entanto, de forma manual não é possível fazer várias Alexandre Vastella, André Rocha, Cristhian dos Santos Teixeira, Diego Tassinari, Equipe André Rocha Aula 08 - Prof. Alexandre Vastella CNU (Bloco 3 - Ambiental, Agrário e Biológicas) Conhecimentos Específicos - Eixo Temático 3 - Caracterização da Paisagem no Meio Rural - 2024 (Pós-Edital) www.estrategiaconcursos.com.br 01562531000 - Renata Tomasini Scipioni 83 distâncias de uma vez. Para isso, só com a tabela de atributos. Neste caso, caso haja um campo com as medidas, o sistema pode calculá-las automaticamente. Gabarito: Certo CESGRANRIO - 2013 - Tecnologista (IBGE) O armazenamento de dados de altimetria para gerar mapas topográficos e a análise de variáveis geofísicas e geoquímicas são exemplos típicos de aplicações que utilizam o tipo de dado em geoprocessamento denominado: 1) Rede Comentário “Rede” é um conceito geográfico que designa elementos espaciais de conexão; como por exemplo, rede de transportes, rede de comunicação, rede de migração. No caso do geoprocessamento, “rede” pode ter um significado topológico, designando a conexão vetorial entre os elementos de um mapa (por exemplo: a relação de vizinhança entre linhas). Logo, não tem relação com o pedido no enunciado. Gabarito: Errado. 2) Temático Comentário Mapas temáticos são produtos da cartografia temática, consistindo em formas de representação que designam um determinado tema, que podem ser quantitativos, qualitativos ou ordenados. Também não possui relação com o pedido no enunciado. Gabarito: Errado 3) Cadastral Comentário Normalmente, os mapas cadastrais são feitos em áreas urbanas em escalas cartográficas grandes (de 1:2000 até 1:10.000) para designar, por exemplo, loteamentos e estruturas urbanas. Mais uma alternativa que não se relaciona com o enunciado. Gabarito: Errado 4) Imagem codificada Comentário Codificar uma imagem é comprimi-la para poder representá-la com o menor número possível de bits, preservando a qualidade e as características essenciais para o seu bom uso. Não é isso que fala o enunciado. Gabarito: Errado 5) Modelo numérico de terreno Comentário Alexandre Vastella, André Rocha, Cristhian dos Santos Teixeira, Diego Tassinari, Equipe André Rocha Aula 08 - Prof. Alexandre Vastella CNU (Bloco 3 - Ambiental, Agrário e Biológicas) Conhecimentos Específicos - Eixo Temático 3 - Caracterização da Paisagem no Meio Rural - 2024 (Pós-Edital) www.estrategiaconcursos.com.br 01562531000 - Renata Tomasini Scipioni 84 Exemplo de levantamento planimétrico Agora sim. Os modelos numéricos de terreno, como o TIN, utilizam dados de altimetria e topografia, gerando modelos que servem ao estudo da geofísica e da geoquímica. Gabarito: Certo Fundamentos da topografia Assim como a cartografia, a topografia surgiu da necessidade de o homem conhecer o ambiente em que vive. Do latim “topos” (lugar) e “graphen” (descrição), a topografia significa, literalmente, a descrição de um lugar, sendo útil para uma série de finalidades, tais como obras públicas e privadas, projetos de energia e agricultura, por exemplo. Acompanhando o Edital, você está aqui: 4 Cartografia, Geodésia, Geoprocessamento, Sistema de informação geográfica (SIG), Modelagem e estatística de dados georreferenciados: Fundamentos da Topografia, técnicas de levantamento topográfico e geodésico. 4.1 Sistemas Geodésicos de Referência. 4.2 Transformação entre referenciais terrestres e atualização de coordenadas. Quanto aos objetivos, a topografia é semelhante à geodésia, pois ambas fazem levantamentos para representar as porções sobre a superfície. Porém, ao contrário desta, a topografia busca representar delimitar contornos, posição e dimensão em pequenas áreas. • Topografia: estuda as representações particulares (pequenas dimensões) • Geodésia: estuda as representações gerais (grandes dimensões) Outro aspecto a ser mencionado é que, ao contrário da geodésia, a topografia não leva em conta as deformações da superfície terrestre. Normalmente, os levantamentos são realizados nas chamadas coordenadas locais (topográficas) que veremos a diante. A topografia apresenta duas divisões: a topometria e a topologia. Enquanto a primeira estuda os processos de medições de distâncias, ângulos e desníveis (aquilo que normalmente as pessoas sabem acham que é a topografia), a topologia estuda as formas exteriores do terreno e as leis que regem seu modelado. A topometria Alexandre Vastella, André Rocha, Cristhian dos Santos Teixeira, Diego Tassinari, Equipe André Rocha Aula 08 - Prof. Alexandre Vastella CNU (Bloco 3 - Ambiental, Agrário e Biológicas) Conhecimentos Específicos - Eixo Temático 3 - Caracterização da Paisagem no Meio Rural - 2024 (Pós-Edital) www.estrategiaconcursos.com.br 01562531000 - Renata Tomasini Scipioni 85 pode ser dividida entre planimetria (plano horizontal) e altimetria (plano vertical) [fonte]. Para não confundirmos estas divisões e subdivisões: • Topografia: estuda as representações de pequenas dimensões. o Topologia: formas exteriores e modelado o Topometria: distâncias, ângulos e desníveis. § Planimetria levantamentos horizontais (área) § Altimetria levantamentos verticais (altura) Ou seja: a altimetria e a planimetria fazem parte da topometria que, junto com a topologia, compõem o universo da topografia. A junção da altimetria e da planimetria é chamada planialtimetria, quando medimos tantoa altura quanto a área. Planimetria Conjunto de procedimentos empregados na obtenção da representação gráfica da projeção horizontal do terreno (planta) e das diversas particularidades dessa superfície, sejam naturais ou artificiais. Trabalha essencialmente com ângulos e distâncias horizontais Altimetria "Define o relevo (irregularidades da superfície do terreno). Necessita a medição da altura de um certo número de pontos em relação a um plano de referência. Dá origem principalmente ao perfil topográfico [fonte]. Além das características do terreno, a topografia também pode lidar com as direções. Por isso, é importante saber os conceitos de azimute e rumo, ambos sendo ângulos de orientação. O primeiro é mais fácil entender, pois é simplesmente o ângulo formado, em sentido horário, a partir do norte até 360º até completar o círculo completo. Já o rumo, ao contrário do azimute, pode ser medido também pelo sul e, ao contrário deste, também pode ocorrer em sentido anti- horário. Vejamos: Azimute Rumo Ângulo medido no sentido horário, entre a linha norte-sul e um alinhamento qualquer, com variação entre 0º e 360º. Menor ângulo formado entre a linha norte-sul e um alinhamento qualquer. Sua variação se dá entre 0º e 90º, devendo ser indicado o quadrante correspondente: NE, SE, SW ou NW. Alexandre Vastella, André Rocha, Cristhian dos Santos Teixeira, Diego Tassinari, Equipe André Rocha Aula 08 - Prof. Alexandre Vastella CNU (Bloco 3 - Ambiental, Agrário e Biológicas) Conhecimentos Específicos - Eixo Temático 3 - Caracterização da Paisagem no Meio Rural - 2024 (Pós-Edital) www.estrategiaconcursos.com.br 01562531000 - Renata Tomasini Scipioni 86 Acima, exemplos de rumos e azimutes. Perceba que o azimute sempre deriva do mesmo ponto, mas, como o rumo pode variar, deve ser acompanhado pelo quadrante. Vimos que o azimute sempre deriva do Norte, mas “Norte” não é simplesmente Norte. Há, na verdade, três tipos: o Norte Geográfico ou Verdadeiro (NG), o Norte Magnético (NM) e o Norte da Quadrícula (NQ): Tipos de Norte Norte Geográfico ou Verdadeiro (NG ou NV) É aquele indicado por qualquer meridiano geográfico na direção do eixo de rotação do planeta. Norte Magnético (NM) Direção do polo norte magnético, aquela indicada pelaw agulha imantada de uma bússola. Norte da Quadrícula (NQ) Aquele representado nas cartas topográficas seguindo-se, no sentido sul- norte, a direção das quadrículas apresentas nas cartas. Outro conceito bastante importante à topografia são as curvas de nível que servem para medir a elevação ou a cota, sendo muito utilizados, portanto, em levantamentos altimétricos. Basicamente, são linhas que unem as mesmas altitudes, conforme definição a seguir: Alexandre Vastella, André Rocha, Cristhian dos Santos Teixeira, Diego Tassinari, Equipe André Rocha Aula 08 - Prof. Alexandre Vastella CNU (Bloco 3 - Ambiental, Agrário e Biológicas) Conhecimentos Específicos - Eixo Temático 3 - Caracterização da Paisagem no Meio Rural - 2024 (Pós-Edital) www.estrategiaconcursos.com.br 01562531000 - Renata Tomasini Scipioni 87 Curva de Nível A Curva de Nível ou isoípsa corresponde a uma linha imaginária que une todos os pontos que têm a mesma altitude ou cota em relação ao nível médio dos mares. A curva de nível é um caso particular de um tipo de representação cartográfica de curvas chamadas de curvas de contorno, curvas de isovalor ou isolinhas, que tem como propriedade o fato de que unem pontos com o mesmo valor da variável que está sendo representada [fonte]. Como interpretar curvas de nível? No exemplo da imagem ao lado, temos a seção entre os pontos A e B, ambos localizados a menos de 50m de altitude. É possível perceber que a linha passa por duas colinas com altitude de até 250 metros. Na figura, áreas ou pontos com a mesma altitude são unidos com a mesma linha. É por isso que conseguimos saber que A e B estão a menos de 50m de altitude. Agora que você já entendeu o conceito de curva de nível, vamos para algumas considerações: o Todos os pontos da mesma área devem ter o mesmo intervalo de elevação ou cota o As curvas de nível devem ser paralelas e não podem se cruzar. o As curvas de nível são circulares e encontram-se em si mesmas o Há as curvas de nível mestras, geralmente em negrito, mostrando os intervalos maiores. Em projetos de topografia, deve-se tomar cuidado com estes aspectos, pois curvas de nível devem ter os mesmos valores e não podem se cruzar, fazendo círculos em si mesmas. Alexandre Vastella, André Rocha, Cristhian dos Santos Teixeira, Diego Tassinari, Equipe André Rocha Aula 08 - Prof. Alexandre Vastella CNU (Bloco 3 - Ambiental, Agrário e Biológicas) Conhecimentos Específicos - Eixo Temático 3 - Caracterização da Paisagem no Meio Rural - 2024 (Pós-Edital) www.estrategiaconcursos.com.br 01562531000 - Renata Tomasini Scipioni 88 CEBRASPE (CESPE) - 2016 - Perito Criminal O levantamento topográfico planialtimétrico de uma propriedade define limites, vizinhanças, perímetro, alinhamento da via bem como sua orientação e amarração a pontos de referência. A respeito desse assunto, assinale a opção correta. A) O levantamento planimétrico utiliza referências de nível (RN) materializadas no terreno para o aumento de precisão das coordenadas calculadas. B) A densidade de pontos a serem medidos por hectare, em um levantamento topográfico planialtimétrico, independe da escala de representação. C) Uma escala de representação de 1:5.000 é compatível com a utilização de curvas de nível com equidistância de 30 m. D) A forma de representação topográfica do relevo depende tanto da finalidade do levantamento quanto do tipo de relevo e pode ser feita por curvas de nível, por pontos cotados ou pela combinação de ambos. E) O sistema universal transversa de Mercator (UTM) é um sistema de representação cartográfica em que as coordenadas estão em graus, minutos e segundos. Comentários A) Errada: as referências de nível são usadas no levantamento altimétrico, NÃO no planimétrico. B) Errada: a densidade de pontos depende da escala, como especificado na NBR 13133. C) Errada: 30 m é muita coisa para 5.000. Nessa escala, segundo a NBR 13133, as curvas deveriam ser de 5m. D) Correta. De acordo com a NBR 13133: ”5.7 A representação topográfica do relevo, dependendo da finalidade do levantamento e do relevo, pode ser por curvas de nível complementadas com pontos cotados, por curvas de nível ou somente por pontos cotados." E) Em UTM, as coordenadas estão em metros, NÃO em graus, minutos e segundos. Gabarito: B ESAF - 2013 - Técnico de Suporte em Infraestrutura de Transportes Sobre a Geodésia e a Topografia, são corretas as afirmativas, exceto: A) a Geodésia e a Topografia possuem o mesmo objetivo, mas diferem nos fundamentos matemáticos, pois a primeira é baseada na trigonometria plana e a segunda na trigonometria esférica. Alexandre Vastella, André Rocha, Cristhian dos Santos Teixeira, Diego Tassinari, Equipe André Rocha Aula 08 - Prof. Alexandre Vastella CNU (Bloco 3 - Ambiental, Agrário e Biológicas) Conhecimentos Específicos - Eixo Temático 3 - Caracterização da Paisagem no Meio Rural - 2024 (Pós-Edital) www.estrategiaconcursos.com.br 01562531000 - Renata Tomasini Scipioni 89 B) a Geodésia diferente da Topografia pode ser utilizada na medição de qualquer porção do terreno. C) a Geodésia considera suas medições relativas a um elipsóide ou um geoide e a Topografia a um Plano Topográfico. D) é possível usar instrumentos topográficos e geodésicos em uma medição, se o levantamento exige. E) Geodésia é a ciência que estuda a forma, as dimensões, o campo de gravidade da Terra e suas variações temporais, enquanto a Topografia se limita à descrição de áreas restritas da superfície terrestre. Comentários A única errada é a primeira(A) porque inverteu os conceitos. Na verdade, a topografia é baseada na trigonometria plana e a geodésia, na esférica. Lembrando que a topografia, para pequenas áreas, considera as coordenadas planas. Já a geodésia, para grandes áreas, considera a curvatura da Terra. Gabarito: A (incorreta) FGV - 2022 - Perito Criminal (PCA AP) Leia atentamente os itens a seguir, que descrevem algumas atividades associadas à representação da superfície terrestre em um mapa. I. Representar graficamente uma área geográfica ou uma superfície plana, através de mapas. II. Determinar o contorno, dimensão e posição relativa de uma pequena porção da superfície terrestre, geralmente em um raio de até 30km. III. Determinar o contorno, dimensão e posição relativa de uma grande porção da superfície terrestre, geralmente em raio superior a 30km. Estas atividades se referem, respectivamente, aos ramos da ciência definidos como A) cartografia, topografia e geodésia. B) cartografia, geodésia e topografia. C) topografia, cartografia e geodésia. D) geodésia, topografia e cartografia. E) geodésia, cartografia e topografia. Alexandre Vastella, André Rocha, Cristhian dos Santos Teixeira, Diego Tassinari, Equipe André Rocha Aula 08 - Prof. Alexandre Vastella CNU (Bloco 3 - Ambiental, Agrário e Biológicas) Conhecimentos Específicos - Eixo Temático 3 - Caracterização da Paisagem no Meio Rural - 2024 (Pós-Edital) www.estrategiaconcursos.com.br 01562531000 - Renata Tomasini Scipioni 90 Comentários A ordem correta é cartografia (representa através de mapas); topografia (pequena porção da superfície); geodésia (grande porção da superfície). Gabarito: A. Marinha - 2010 - Corpo Auxiliar de Praças (Marinha) Segundo o IBGE, o sistema de coordenadas geodésicas ou o UTM permite o posicionamento de qualquer ponto sobre a superfície da Terra, no entanto, é comum se desejar posicionamento relativo de direção nos casos de navegação. Assim, ficam definidos três vetores associados a cada ponto: A) norte verdadeiro; norte magnético; e norte da quadrícula. B) norte verdadeiro; azimute da quadrícula; e contra-azimute. C) norte magnético; declinação magnética; e contra-azimute. D) norte magnético; azimute; e convergência meridiana plana. CEV URCA - 2021 - Tecnólogo (Pref Crato)/Construção Civil Edificações Leia as alternativas a seguir relacionadas aos conceitos fundamentais de topografia, em seguida marque a alternativa CORRETA: A) É sabido que o termo Topografia é originado da palavra Topos Graphen da língua grega. Após a tradução para a língua portuguesa têm-se Topos significando solo ou região e Graphen equivalente a descrição. B) Os levantamentos topográficos e locações são realizados sobre a superfície plana da Terra, porém os dados coletados são projetados sobre uma superfície íngreme, o plano topográfico. C) A Topometria é uma vertente da Topografia que têm como objetivo as medições de elementos característicos de uma determinada área. Esse ramo divide-se em Planimetria e Altimetria. D) A Planimetria estuda os instrumentos e métodos utilizados para obtenção da representação de uma determinada área, sem escala, dando ideia do relevo. E) A Altimetria estuda os instrumentos e métodos utilizados para obtenção da representação de uma determinada área, sem escala, não dando ideia do relevo. Alexandre Vastella, André Rocha, Cristhian dos Santos Teixeira, Diego Tassinari, Equipe André Rocha Aula 08 - Prof. Alexandre Vastella CNU (Bloco 3 - Ambiental, Agrário e Biológicas) Conhecimentos Específicos - Eixo Temático 3 - Caracterização da Paisagem no Meio Rural - 2024 (Pós-Edital) www.estrategiaconcursos.com.br 01562531000 - Renata Tomasini Scipioni 91 Comentários A) Errada. “Topos” NÃO significa “solo”, significa lugar ou região. B) Errada. De fato, o levantamento topográfico parte das coordenadas planas, mas NÃO são projetados sobre uma superfície íngreme. São projetadas no mundo real. C) Certa. Alternativa que descreve bem a topometria que se divide em altimetria e planimetria. D) Errada. Planimetria tem escala sim: escala horizontal. E) Errada. A altimetria tem escala também: escala vertical. Gabarito: C. Comentários Como vimos nas aulas, os tipos de vetores são norte verdadeiro (eixo da Terra, também chamado de norte geográfico), norte magnético (para onde aponta a bússola) e norte da quadrícula (para onde o norte é “desenhado” no mapa). Gabarito: A. Técnicas de levantamento topográfico e geodésico Acompanhando o Edital, você está aqui: 4 Cartografia, Geodésia, Geoprocessamento, Sistema de informação geográfica (SIG), Modelagem e estatística de dados georreferenciados: Fundamentos da Topografia, técnicas de levantamento topográfico e geodésico. 4.1 Sistemas Geodésicos de Referência. 4.2 Transformação entre referenciais terrestres e atualização de coordenadas. Antes de falarmos sobre os levantamentos de dados topográficos e geodésicos, precisamos entender como funciona o levantamento de dados geográficos em ambiente digital onde, de fato, trabalhamos. O levantamento de dados topográficos e geodésicos ocorre por meio dos Sistemas de Informação Geográfica (SIG)s que são sistemas responsáveis pela coleta, armazenamento e processamento de dados geográficos. Segundo Paulo Roberto Fitz, um SIG é constituído pelos seguintes componentes: Alexandre Vastella, André Rocha, Cristhian dos Santos Teixeira, Diego Tassinari, Equipe André Rocha Aula 08 - Prof. Alexandre Vastella CNU (Bloco 3 - Ambiental, Agrário e Biológicas) Conhecimentos Específicos - Eixo Temático 3 - Caracterização da Paisagem no Meio Rural - 2024 (Pós-Edital) www.estrategiaconcursos.com.br 01562531000 - Renata Tomasini Scipioni 92 Requisitos de um SIG Hardware Plataforma computacional utilizada. Usualmente, são computadores; mas nos últimos anos há um aumento da utilização de smartphones. Software Programas, módulos e sistemas vinculados. Entre os mais conhecidos estão ArcGis, Mapinfo, Spring, Quantum GIS, e Terra View. Dados Registros de informações resultantes de uma pesquisa ou investigação. Os dados podem ser geográficos e/ou tabulares. Peopleware Profissionais e usuários envolvidos na operação do SIG. Deste modo, ao contrário do que muita gente pensa, um SIG não é só um programa de computador (software), mas sim, envolve várias estruturas complexas, desde a própria máquina (hardware) até mesmo a entrada de dados e a manipulação do operador (peopleware). Fiquem tranquilos porque lá na frente haverá um capítulo inteiro sobre os SIGs. Nota-se, portanto, que o banco de dados possui um papel central nos SIGs. Para mapearmos a vulnerabilidade ambiental de uma localidade, por exemplo, precisamos de dados de hidrografia, precipitação (chuvas), tipos de solo, declividade, ou delimitações de áreas ambientalmente protegidas. Para mapearmos a vulnerabilidade social, utilizamos dados de renda, população, acesso à escolaridade, etc. Resumindo, para cada ponto, linha ou polígono desenhado em ambiente SIG, existe um complexo banco de dados por trás. Vejamos o exemplo abaixo: Alexandre Vastella, André Rocha, Cristhian dos Santos Teixeira, Diego Tassinari, Equipe André Rocha Aula 08 - Prof. Alexandre Vastella CNU (Bloco 3 - Ambiental, Agrário e Biológicas) Conhecimentos Específicos - Eixo Temático 3 - Caracterização da Paisagem no Meio Rural - 2024 (Pós-Edital) www.estrategiaconcursos.com.br 01562531000 - Renata Tomasini Scipioni 93 Na imagem acima, a base cartográfica do Brasil foi inserida em um determinado software de geoprocessamento. Perceba que para cada polígono – no caso, as unidades da federação – há uma matriz de dados associada. Esta matriz é chamada tabela de atributos. No caso exemplificado, há informações sobre o nome do polígono, a sigla do polígono, e a região pertencente.Perceba que por meio da tabela de atributos, foram selecionados os cinco primeiros nomes (Acre, Alagoas, Amapá e Amazonas), que ganharam um realce diferenciado no mapa (em amarelo). Por meio dos campos da tabela de atributos, portanto, é possível criar mapas temáticos. Uma vez que o sistema saiba, por exemplo, quais estados (polígonos) pertencem a cada região (campo “região”), é possível agrupá-los em categorias (conforme imagem abaixo) e assim, fazer um mapa temático. Esta arquitetura de dados compõe o Sistema de Gerenciamento de Banco de Dados (SGBD), ou seja, as linguagens de programação que gerenciam Bancos de Dados Geográficos (BDG). O SGBD – que faz parte do SIG – é especialmente desenvolvido para lidar com dados espaciais e alfanuméricos, controlando também, seu armazenamento, sua atualização e recuperação. O quadro abaixo explica o que são SGBDs: Banco de Dados Termo genérico que designa todo local onde estão armazenados dados, sendo geográficos ou não. Banco de Dados Geográficos (BDG) Assim como o termo acima, trata-se de locais onde estão armazenados dados. No entanto, ao contrário de um banco de dados comum, o banco de dados geográficos suporta dados georreferenciados. Sistema de Gerenciamento de Banco de Dados (SGBD) Conjunto de softwares responsáveis pelo gerenciamento de banco de dados, que podem ser geográficos ou não. Alexandre Vastella, André Rocha, Cristhian dos Santos Teixeira, Diego Tassinari, Equipe André Rocha Aula 08 - Prof. Alexandre Vastella CNU (Bloco 3 - Ambiental, Agrário e Biológicas) Conhecimentos Específicos - Eixo Temático 3 - Caracterização da Paisagem no Meio Rural - 2024 (Pós-Edital) www.estrategiaconcursos.com.br 01562531000 - Renata Tomasini Scipioni 94 Cartograficamente dizendo, para que os dados sejam inseridos em ambiente SIG, é necessário que haja uma redução do mundo real. Esse processo pode ocorrer de duas maneiras: por meio de representação raster (imagens em pixels) e representação vetorial (desenhos em pontos, linhas e polígonos). (Veremos com detalhes estas diferenças mais à frente). Para agora, é preciso entender que enquanto as imagens raster podem ser inseridas em formatos comuns como .TIFF ou .JPG, o vetor possui um formato específico para o SIG, o arquivo shapefile. Amplamente utilizado no mercado, o shapefile foi desenvolvido pela ESRI, empresa detentora do software ArcGIS. Para funcionar, um shapefile precisa de pelo menos três arquivos: o desenho (.shp), o índice (.shx), e a tabela de atributos (.dbf). Demais arquivos podem ser adicionados como por exemplo, informações de projeção (.prj). É por isso que quando vamos encaminhar um shapefile por e-mail, por exemplo, devemos enviar vários arquivos juntos, senão, o destinatário não consegue abrir. Neste caso, pode-se recorrer ao auxílio de softwares compactadores, como o WinRar ou WinZip. Estrutura de um arquivo shapefile Arquivo .shp Arquivo .shx Arquivo .dbf Contém as formas geométricas dos vetores, ou seja, o desenho propriamente dito. Serve de ponte entre os arquivos .shp (desenho) e .dbf (banco de dados), sendo um índice de conexão entre ambos os arquivos. Contém a tabela de atributos, ou seja, as informações do “desenho” do shapefile. Arquivos vinculados ao shapefile da América do Sul, visão do Windows Explorer. Alexandre Vastella, André Rocha, Cristhian dos Santos Teixeira, Diego Tassinari, Equipe André Rocha Aula 08 - Prof. Alexandre Vastella CNU (Bloco 3 - Ambiental, Agrário e Biológicas) Conhecimentos Específicos - Eixo Temático 3 - Caracterização da Paisagem no Meio Rural - 2024 (Pós-Edital) www.estrategiaconcursos.com.br 01562531000 - Renata Tomasini Scipioni 95 Levantamento topográfico No Brasil, o levantamento topográfico é regulado pela norma NDR 13.133/94 que, além deste, apresenta vários outros conceitos. Trata-se de um “conjunto de métodos e processos que, através de medições de ângulos horizontais e verticais, de distâncias horizontais, verticais e inclinadas, com instrumental adequado à exatidão pretendida, primordialmente, implanta e materializa pontos de apoio no terreno, determinando suas coordenadas topográficas. Ainda de acordo com a norma, “a pontos se relacionam os pontos de detalhes visando à sua exata representação planimétrica numa escala predeterminada e à sua representação altimétrica por intermédio de curvas de nível, com equidistância também predeterminada e/ ou pontos cotados.”. Ou seja, para a representação horizontal, os pontos de detalhe. Para a vertical, as curvas de nível. Equipamentos de topografia [fonte]. Estação total Teodolito que faz leituras angulares digitais, distancias e armazena internamente Nível Equipamento instalado entre pontos a nivelar. Usado para a leitura de alturas sobre uma mira posicionada verticalmente sobre os pontos. Teodolito mecânico Leitura externa Teodolito ótico Leitura interna Teodolito digital Leitura digital Tripé Estaciona o aparelho Mira Determina distâncias Alexandre Vastella, André Rocha, Cristhian dos Santos Teixeira, Diego Tassinari, Equipe André Rocha Aula 08 - Prof. Alexandre Vastella CNU (Bloco 3 - Ambiental, Agrário e Biológicas) Conhecimentos Específicos - Eixo Temático 3 - Caracterização da Paisagem no Meio Rural - 2024 (Pós-Edital) www.estrategiaconcursos.com.br 01562531000 - Renata Tomasini Scipioni 96 Resumidamente, portanto, um levantamento topográfico consiste em um conjunto de processos para a determinação de ângulos e distâncias com exatidão. Vejamos, neste contexto, alguns dos principais equipamentos de topografia, destacando-se o teodolito, responsável pela medição de ângulos: As etapas do levantamento topográfico são as seguintes: (1) levantamento, (2) projeto ou estudo, (3) locação e (4) acompanhamento: • Levantamento o Etapa onde se coletam os dados do objeto do trabalho. • Projeto ou estudo o Etapa onde são trabalhados os dados coletados. o É nessa etapa que calcula, projeta, estuda e se desenha. • Locação o Etapa na qual os dados trabalhados no projeto irão retornar ao local do levantamento. • Acompanhamento o Etapa na qual os dados do projeto e da locação serão constantemente trabalhados na execução da obra. Perceba que há uma ordem: primeiro levantam-se os dados, depois se calcula, projeta e desenha, depois conferem-se os dados levantados com o local do levantamento e, por fim, há o acompanhamento dos dados. IBFC - 2018 - Arquiteto Quando nos referimos ao conjunto de métodos e sendo assim o conjugado de dados adquiridos (planimétricos e altimétricos), abrangemos as duas espécies de levantamentos citados anteriormente (planimetria e altimetria) e a este é dado o nome de ____________. Assinale a alternativa que preenche corretamente a lacuna. A) Topografia B) Topologia C) Topometria D) Toposofia Alexandre Vastella, André Rocha, Cristhian dos Santos Teixeira, Diego Tassinari, Equipe André Rocha Aula 08 - Prof. Alexandre Vastella CNU (Bloco 3 - Ambiental, Agrário e Biológicas) Conhecimentos Específicos - Eixo Temático 3 - Caracterização da Paisagem no Meio Rural - 2024 (Pós-Edital) www.estrategiaconcursos.com.br 01562531000 - Renata Tomasini Scipioni 97 Comentários A lacuna se refere à topometria, uma das divisões da topografia que mede distâncias, ângulos e desníveis e que se subdivide em planimetria e altimetria. Gabarito: C. FAU UNICENTRO - 2015 - Arquiteto e Urbanista Sobre Topografia podemos afirmar, exceto: A) Topografia é a descrição minuciosa de um trecho da Terra contendo informações de todos os detalhes existentes como estradas, casas, montes, vales, rios, etc. B) O levantamento topográfico deve representar as características da superfície de um terreno bem como as dimensões dos lotes fornecendo dados confiáveis para que, depoisde interpretados e manipulados, possam contribuir nos projetos arquitetônico e de implantação. C) Planimetria ou Placometria é a determinação das alturas no relevo do solo. Estuda os procedimentos, métodos e instrumentos de distâncias verticais ou diferenças de nível e ângulos verticais (nivelamento). D) Uma planta topográfica nunca é feita em verdadeira grandeza. Imagine um desenho topográfico de uma cidade sendo feito em folhas no tamanho real. Gastaríamos milhões de folhas. Portanto, é adotada uma redução gráfica que chamamos de escala. E) Um talude é uma superfície inclinada do solo que limita um platô. Os taludes também são chamados de encostas, rampas ou morros, podem ser naturais ou construídos artificialmente pelo homem. Comentários Todas as alternativas estão corretas, exceto a terceira. Ao contrário do afirmado, a planimetria NÃO determina alturas, quem faz isso é a altimetria. Gabarito: C (incorreta) Levantamento geodésico Já para os levantamentos geodésicos, utiliza-se a Resolução do INCRA PR no 22, de 21- 07-83 que especifica as normas gerais para levantamentos geodésicos em território brasileiro. Denomina-se levantamentos geodésicos “ao conjunto de atividades voltadas para as medições e observações de grandezas físicas e geométricas que conduzem à obtenção dos parâmetros.” Alexandre Vastella, André Rocha, Cristhian dos Santos Teixeira, Diego Tassinari, Equipe André Rocha Aula 08 - Prof. Alexandre Vastella CNU (Bloco 3 - Ambiental, Agrário e Biológicas) Conhecimentos Específicos - Eixo Temático 3 - Caracterização da Paisagem no Meio Rural - 2024 (Pós-Edital) www.estrategiaconcursos.com.br 01562531000 - Renata Tomasini Scipioni 98 O maior problema geodésico, de acordo com a norma, é a definição de um sistema de coordenadas em que fiquem caracterizados os pontos descritores da superfície física da Terra (ou superfície topográfica). Portanto, a superfície física deve ser conhecida, descrevida e padronizada. Os levantamentos geodésicos andam em plena consonância com o Sistema Geodésico Brasileiro (SGB) que já vimos em outro tópico. Para o SGB, “a imagem geométrica da Terra é definida pelo Elipsóide de Referência Internacional de 1967”, cujo “referencial altimétrico coincide com a superfície equipotencial que contém o nível médio do mar, definido pelas observações maregráficas tomadas na baía de Imbituba, no litoral do Estado de Santa Catarina”. Além disso, o “Sistema Geodésico Brasileiro integra o Sul-Americano de 1969 (SAD-69)”, com orientação geocêntrica no eixo de rotação da Terra e orientação topocêntrica no Vértice Chuá, em Minas Gerais. [fonte]. Ainda de acordo com a norma, os levantamentos geodésicos podem ser classificados em alta precisão, precisão e para fins topográficos, ordens que expressam, em função da qualidade das observações, o grau de confiabilidade dos resultados finais: • Levantamentos de alta precisão - âmbito nacional o Se subdividem em científico e fundamental: § Científico: atende programas de pesquisas internacionais § Fundamental: estabelece pontos primários no suporte aos trabalhos geodésicos • Levantamentos de precisão - âmbito regional o Condiciona-se ao grau de desenvolvimento socioeconômico: quanto mais valorizado o solo da região, mais preciso deve ser. • Levantamentos para fins topográficos - âmbito local o Atendimento dos horizontes topográficos Para funcionar, o levantamento geodésico deve receber sinais de posicionamento GNSS (Global Navigation Satellite System) que, além do GPS, engloba os sistemas GLONASS, Galileo e BeiDou. Em campo, deve-se adotar receptores GNSS de alta precisão. No entanto, para além do campo, é comum usar técnicas de correção diferencial para reduzir erros sistemáticos, bem como técnicas de pós-processamento para aumentar ainda mais a precisão Alexandre Vastella, André Rocha, Cristhian dos Santos Teixeira, Diego Tassinari, Equipe André Rocha Aula 08 - Prof. Alexandre Vastella CNU (Bloco 3 - Ambiental, Agrário e Biológicas) Conhecimentos Específicos - Eixo Temático 3 - Caracterização da Paisagem no Meio Rural - 2024 (Pós-Edital) www.estrategiaconcursos.com.br 01562531000 - Renata Tomasini Scipioni 99 Tipos de receptores GPS Navegação Topográficos Geodésicos Precisão de 10 a 30 metros Precisão próxima de 1 metro Precisão menor que 1 centímetro Utilizados para navegação, esportes, lazer, levantamentos aproximados, etc. Utilizados para cadastramento elétrico, saneamento, Cadastro Ambiental Rural (CAR), etc. Utilizados para engenharia (obras), georreferenciamento de imóveis rurais, topografia, etc. Segmentos do GPS [fonte] Segmento espacial. Composto por 24 satélites em uso mais 4 sobressalentes prontos para entrar em operação, além de outros satélites que estão no solo e prontos para serem lançados. Isso garante, no mínimo, 4 satélites visíveis a qualquer hora e em qualquer lugar do planeta. Segmento de controle É constituído por estações terrestres que ficam sob controle do Departamento de Defesa Americano. Elas têm o objetivo de monitorar, corrigir e garantir o funcionamento do sistema. O segmento possui um centro de controle e vários centros de monitoração de sinais dos satélites. Segmento do usuário É constituído pelos receptores, que podem variar de tamanho, modelo e fabricante, mas principalmente em qualidade de recepção. Está associado às aplicações do sistema. Refere-se a tudo que se relaciona com a comunidade usuária. É esse que utilizamos! Apesar de mais comum, a obtenção de dados via GNSS não é a única forma de realizar levantamentos geodésicos. Ainda há outras, como: Alexandre Vastella, André Rocha, Cristhian dos Santos Teixeira, Diego Tassinari, Equipe André Rocha Aula 08 - Prof. Alexandre Vastella CNU (Bloco 3 - Ambiental, Agrário e Biológicas) Conhecimentos Específicos - Eixo Temático 3 - Caracterização da Paisagem no Meio Rural - 2024 (Pós-Edital) www.estrategiaconcursos.com.br 01562531000 - Renata Tomasini Scipioni 100 Algumas técnicas de levantamento geodésico GNSS (Global Navigation Satellite System) Utilização de sinais de satélites para obter coordenadas precisas. Levantamento trigonométrico Usando triângulos, mede distâncias entre pontos e ângulos. Nivelamento Mede diferenças de altura entre pontos, criando perfis topográficos Fotogrametria Cria perfis topográficos com base em fotografias aéreas. Lidar (Light Detection and Ranging) Cria perfis topográficos com base em laser pulsado, um sensor remoto. Levantamento Gravimétrico Mede as variações do campo gravitacional para determinar a altura Levantamento astronômico Mede ângulos e distâncias usando observações astronômicas Levantamento eletromagnético Utiliza métodos eletromagnéticos para medir as propriedades do subsolo. Para finalizarmos o item, é importante destacar as principais diferenças entre levantamento topográfico e levantamento geodésico. O primeiro, normalmente para fins locais, não considera a curvatura da Terra. Já o segundo, regional ou nacional, além de considerar a curvatura, é normalmente realizada por órgãos oficiais, conforme tabela abaixo: Levantamento topográfico Levantamento geodésico Não considera a curvatura da Terra; Considera a curvatura da Terra; É limitado à áreas pequenas (não deve exceder a 25 km de raio); Pode ser aplicado tanto para áreas grandes como para áreas pequenas Plano topográfico local, segundo a ABNT: 50km x 50km. Os equipamentos utilizados e os métodos de medição aplicados são praticamente os mesmos dos levantamentos topográficos Não é suficientemente preciso para determinar fronteiras nacionais e estaduais Determina fronteiras nacionais e estaduais Os levantamentos são realizados por topógrafos A maioria dos levantamentos geodésicos são realizados por órgãos oficiais do governo (ex: IBGE) [fonte]. AlexandreVastella, André Rocha, Cristhian dos Santos Teixeira, Diego Tassinari, Equipe André Rocha Aula 08 - Prof. Alexandre Vastella CNU (Bloco 3 - Ambiental, Agrário e Biológicas) Conhecimentos Específicos - Eixo Temático 3 - Caracterização da Paisagem no Meio Rural - 2024 (Pós-Edital) www.estrategiaconcursos.com.br 01562531000 - Renata Tomasini Scipioni 101 4.1 Sistemas Geodésicos de Referência. Acompanhando o Edital, você está aqui: 4 Cartografia, Geodésia, Geoprocessamento, Sistema de informação geográfica (SIG), Modelagem e estatística de dados georreferenciados: Fundamentos da Topografia, técnicas de levantamento topográfico e geodésico. 4.1 Sistemas Geodésicos de Referência. 4.2 Transformação entre referenciais terrestres e atualização de coordenadas. Os quatro SGBs adotados no Brasil foram o Córrego Alegre, o Astro Datum Chuá, o SAD69, o WGS84 e o SIRGAS. Vejamos cada um deles [fonte do texto da tabela, da UFRGS]. Córrego Alegre Na década de 50 foi adotado o Sistema Geodésico Córrego Alegre, o qual tinha como vértice o ponto Córrego Alegre e o elipsóide Internacional de Hayford de 1924 como superfície de referência, sendo seu posicionamento e orientação determinados astronomicamente. Astro Datum Chuá A partir de estudos gravimétricos na região do ponto Córrego Alegre, foi escolhido um novo ponto, no vértice de Chuá. Este sistema foi estabelecido pelo IBGE em caráter provisório, como um ensaio para a implantação do Datum SAD69. Foram ignoradas as componentes do desvio da vertical no processo de ajustamento das coordenadas do Datum. SAD69 O sistema geodésico SAD69 foi oficialmente adotado no Brasil em 1979. A imagem geométrica da Terra é definida pelo Elipsóide de Referência Internacional de 1967, aceito pela Assembléia Geral da Associação Geodésica Internacional que teve lugar em Lucerne, no ano de 1967. O referencial altimétrico coincide com a superfície equipotencial que contém o nível médio do mar, definido pelas observações maregráficas tomadas na baía de Imbituba, no litoral do Estado de Santa Catarina. Foram determinados os parâmetros topocêntricos das componentes do desvio da vertical e ondulação geoidal no vértice Chuá. SAD69 - atualização de 1996 Em 1996 foi concluído pelo IBGE o reajustamento da rede geodésica brasileira, utilizando-se das novas técnicas de posicionamento por satélites GPS. Juntamente com as observações GPS também participaram do reajustamento os pontos da rede clássica. A ligação entre as duas redes foi feita através de 49 estações da rede clássica, as quais foram observadas por GPS. Esse ajustamento forneceu também o desvio padrão das coordenadas das estações. Alexandre Vastella, André Rocha, Cristhian dos Santos Teixeira, Diego Tassinari, Equipe André Rocha Aula 08 - Prof. Alexandre Vastella CNU (Bloco 3 - Ambiental, Agrário e Biológicas) Conhecimentos Específicos - Eixo Temático 3 - Caracterização da Paisagem no Meio Rural - 2024 (Pós-Edital) www.estrategiaconcursos.com.br 01562531000 - Renata Tomasini Scipioni 102 WGS84 O WGS84 é a quarta versão do sistema de referência geodésico global estabelecido pelo Departamento de Defesa Americano (DoD) desde 1960 com o objetivo de fornecer posicionamento e navegação em qualquer parte do mundo. Ele é o sistema de referência das efemérides operacionais do sistema GPS. Daí a importância do WGS84 frente aos demais sistemas de referência. No Brasil, os parâmetros de conversão entre SAD69 e WGS84 foram apresentados oficialmente pelo IBGE em 1989. Uma das principais características do WGS84 diante do SAD69 é este ser um sistema geocêntrico, ao contrário do sistema topocêntrico do SAD69. SIRGAS O SIRGAS (Sistema de Referência Geocêntrico para a América do Sul) foi criado em outubro de 1993, contando com a participação dos países da América do Sul, representados por suas agências nacionais, tendo como principal objetivo estabelecer um sistema de referência geocêntrico para a América do Sul. A adoção do SIRGAS segue uma tendência atual, tendo em vista as potencialidades do GPS e as facilidades para os usuários, pois, com esse sistema geocêntrico, as coordenadas obtidas com GPS, relativamente a esta rede, podem ser aplicadas diretamente aos levantamentos cartográficos, evitando a necessidade de transformações e integração entre os dois referenciais. Utilizando a concepção de um Sistema de Referência Moderno, onde a componente "tempo" é a acrescentada, as coordenadas e vetor velocidades dos vértices são referidos a uma determinada época. O elipsóide utilizado é o GRS- 80 (Geodetic Reference System 1980), sendo considerado idêntico ao WGS84 em questões de ordem prática, como é o caso do mapeamento. O pós-processamento de um rastreio GPS realizado com efemérides precisas, proporcionam coordenadas em ITRFyy e ou SIRGAS, dependendo da estação de referência (ou injunção) no posicionamento relativo for ITRF e ou SIRGAS, res- pectivamente. Nos demais casos, como por exemplo, no posicionamento diferencial pós-processado com efemérides operacionais e o posicionamento em tempo real, as coordenadas resultantes estarão referidas ao WGS84. No Brasil, fazem parte das estações SIRGAS, 9 estações da RBMC (Rede Brasileira de Monitoramento Contínuo). Foi oficialmente adotado como Referencial Geodésico Brasileiro em 2005, através da Resolução do Presidente do IBGE N°1/2005, onde é alterada a caracterização do Sistema Geodésico Brasileiro, estando atualmente em um período de transição de 10 anos, onde o SAD69 ainda poderá ser utilizado pela comunidade, com a recomendação de que novos trabalhos sejam feitos já no novo sistema. Alexandre Vastella, André Rocha, Cristhian dos Santos Teixeira, Diego Tassinari, Equipe André Rocha Aula 08 - Prof. Alexandre Vastella CNU (Bloco 3 - Ambiental, Agrário e Biológicas) Conhecimentos Específicos - Eixo Temático 3 - Caracterização da Paisagem no Meio Rural - 2024 (Pós-Edital) www.estrategiaconcursos.com.br 01562531000 - Renata Tomasini Scipioni 103 Em resumo, primeiro o Brasil adotou o Córrego Alegre, na década de 1950. Depois, em caráter provisório, o Astro Datum Chuá e, definitivamente, o South American Datum (SAD69), em 1979. Até o final do século XX e o início do século XXI, o maioria dos trabalhos em geoprocessamento utilizava o Córrego Alegre (mais antigos) e o SAD69 (mais modernos). Somente recentemente que o SIRGAS foi adotado, substituindo definitivamente o SAD69. Agora, uma opinião pessoal: o SIRGAS foi muito bom. Antigamente, era necessário converter os dados do GPS (que trabalha com WGS84) em SAD69 — lembrando que o WGS84 é geocêntrico e o SAD69, topocêntrico, e isso gerava um trabalho extra. Hoje, como o SIRGAS é praticamente idêntico ao WGS84, podemos utilizar os dados do GPS diretamente no sistema. Além disso, como toda a base de dados do Google (incluindo o Google Earth) trabalha com WGS, podemos integrá-la à base cartográfica brasileira, que atualmente é em SIRGAS. Principais datums ou sistemas de referência utilizados no Brasil Datum Elipsóide de referência Ponto de referência Tipo da referência Frequência de uso atual Córrego Alegre Internacional de Hayford (1924) Vértice Córrego Alegre (MG) Topocêntrica Adotado em 1950 no Brasil e aposentado em 1979, quando veio o SAD-1969. SAD-69 Internacional de 1967 Vértice Chuá (MG) Topocêntrica Utilizado a partir de 1979 e aposentado em 2015 (período de transição 2005 a 2015). SIRGAS-2000 GRS-80 Centro de Massa da Terra Geocêntrica Oficial do Brasil desde 2015 (entre 2005 e 2015 coexistiu com o SAD-1969) WGS-84 GRS-80 Centro de Massa da Terra Geocêntrica Muito utilizado, principalmente por GPS e aplicativos com base em Google. 4.2 Transformação entre referenciais terrestres e atualização de coordenadas. Como vimos anteriormente, os referenciais terrestres são fundamentais na geodésia.Se o formato da Terra é irregular, formando uma “quase” esfera e se, apesar disso, os mapas que vemos na tela ou no papel são planos, isso significa que os mapas não têm o mesmo formato da superfície. Ou seja, já que toda representação não é igual ao formato original, todas têm erros. E, se todas têm erros, é preciso, pelo menos, ter um sistema de referência. Algo que seja o Alexandre Vastella, André Rocha, Cristhian dos Santos Teixeira, Diego Tassinari, Equipe André Rocha Aula 08 - Prof. Alexandre Vastella CNU (Bloco 3 - Ambiental, Agrário e Biológicas) Conhecimentos Específicos - Eixo Temático 3 - Caracterização da Paisagem no Meio Rural - 2024 (Pós-Edital) www.estrategiaconcursos.com.br 01562531000 - Renata Tomasini Scipioni 104 Marco geodésico mais correto possível para servir de base aos levantamentos topográficos, geodésicos e cartográficos. E, como vimos, é para isso que serve um Sistema Geodésico de Referência (SGR). Acompanhando o Edital, você está aqui: 4 Cartografia, Geodésia, Geoprocessamento, Sistema de informação geográfica (SIG), Modelagem e estatística de dados georreferenciados: Fundamentos da Topografia, técnicas de levantamento topográfico e geodésico. 4.1 Sistemas Geodésicos de Referência. 4.2 Transformação entre referenciais terrestres e atualização de coordenadas. A implantação de um SGR segue quatro etapas [fonte]: • Conceitual o Do ponto de vista conceitual, é visualizada a origem do sistema se, por exemplo, será geocêntrico ou topocêntrico. • Definição o Define princípios que fixam a origem, a orientação e eventual escala de sistemas de coordenadas. É nesta etapa, por exemplo, que o elipsoide é escolhido. • Materialização o É o conjunto de pontos materializados no terreno, aos quais é estabelecido um conjunto de coordenadas de referência para os mesmos • Densificação o Materialização de pontos auxiliares com um espaçamento menor entre os pontos do que os pontos principais da rede. Nós podemos classificar os referenciais terrestres de acordo com a orientação e com acordo com o método empregado. A orientação pode ser topocêntrica ou geocêntrica: • Geocêntrica: o A origem é no centro de massa da Terra e o eixo de rotação é paralelo à rotação da Terra. Exemplo: SIRGAS 2000. • Topocêntrica o A origem é no vértice escolhido, não no centro da Terra. Exemplo: SAD69. Ao longo do tempo, houve grande evolução dos métodos empregados na geodésia. Antigamente, por exemplo, a triangulação e a poligonação eram mais usuais no estabelecimento de SGBs. Hoje, há técnicas de posicionamento espacial de grande precisão. Alexandre Vastella, André Rocha, Cristhian dos Santos Teixeira, Diego Tassinari, Equipe André Rocha Aula 08 - Prof. Alexandre Vastella CNU (Bloco 3 - Ambiental, Agrário e Biológicas) Conhecimentos Específicos - Eixo Temático 3 - Caracterização da Paisagem no Meio Rural - 2024 (Pós-Edital) www.estrategiaconcursos.com.br 01562531000 - Renata Tomasini Scipioni 105 Normalmente, os SGBs de concepção clássica — como o Córrego Alegre ou o SAD-69 — tinham orientação topocêntrica, medida em terreno, com um vértice principal de referência. Hoje, à exemplo do atual SIRGAS 2000, a orientação geocêntrica passou a ser adotada. Antigamente, os navegadores se localizavam pela observação dos astros. Hoje, a determinação da superfície da Terra é realizada por meio de satélites artificiais, utilizando o Sistema de Coordenadas Geográficas Geodésicas. Vejamos como funciona, de acordo com a Universidade de São Paulo (USP) [fonte]. Sobre as coordenadas geodésicas λG Longitude geodésica ou elipsóidica Ângulo diedro formado pelo meridiano de referência (IRM) e o meridiano local. φG Latitude geodésica ou elipsóidica Ângulo plano que a normal forma com sua projeção sobre o plano do equador. h - Altitude geométrica separação entre as superfícies física e elipsoidal medida ao longo da normal. H – Altitude Ortométrica separação entre as superfícies física e geoidal medida ao longo da vertical. De acordo com o observado, as coordenadas geodésicas (φ, λ e h) são suficientes para fixar um ponto no espaço. Mas, ao contrário das coordenadas geográficas que medem apenas o ângulo, as coordenadas geodésicas são mais complexas do que isso. A latitude e a longitude são bastante semelhantes com a definição das coordenadas geográficas, no entanto, a altitude pode variar: • Se a altitude tiver como referência o elipsoide, chamamos de altitude geométrica. • Se a altitude tiver como referência o geoide, chamamos de altitude ortométrica. Alexandre Vastella, André Rocha, Cristhian dos Santos Teixeira, Diego Tassinari, Equipe André Rocha Aula 08 - Prof. Alexandre Vastella CNU (Bloco 3 - Ambiental, Agrário e Biológicas) Conhecimentos Específicos - Eixo Temático 3 - Caracterização da Paisagem no Meio Rural - 2024 (Pós-Edital) www.estrategiaconcursos.com.br 01562531000 - Renata Tomasini Scipioni 106 Para transformarmos coordenadas geodésicas (φ, λ e h) em coordenadas cartesianas (X, Y, Z), utilizamos a seguinte fórmula, cuja aplicação exige que a origem do sistema cartesiano coincida com o centro geométrico do elipsóide: Onde: h = altitude geométrica N = grande normal (raio de curvatura da secção 1o vertical) e = excentricidade do elipsóide a = semi-eixo maior do elipsóide b = semi-eixo menor do elipsóide f = achatamento do elipsóide φ = latitude geodésica λ = longitude geodésica X,Y,Z = coordenadas cartesianas geocêntricas Muito dificilmente a banca cobrará que você, candidato, faça este cálculo. Mas é importante saber que existe e conhecer os fundamentos básicos. Como existem dados em vários tipos de SGBs, precisamos convertê-los para poder trabalhar com um projeto. Há diversas equações para estas transformações. A Universidade Federal do Rio Grande do Sul explica as principais fórmulas [fonte do texto abaixo]: Alexandre Vastella, André Rocha, Cristhian dos Santos Teixeira, Diego Tassinari, Equipe André Rocha Aula 08 - Prof. Alexandre Vastella CNU (Bloco 3 - Ambiental, Agrário e Biológicas) Conhecimentos Específicos - Eixo Temático 3 - Caracterização da Paisagem no Meio Rural - 2024 (Pós-Edital) www.estrategiaconcursos.com.br 01562531000 - Renata Tomasini Scipioni 107 Fórmulas simplificadas de Molodensky “Como modelo matemático são apresentadas as equações diferenciais simplificadas de Molodensky. Este método utiliza 5 parâmetros (3 parâmetros de translação e as diferenças entre os semi-eixos maior e achatamento dos dois sistemas), aplicando a transformação diretamente nas coordenadas curvilíneas so sistema de origem.” Fórmula dos Três Parâmetros Com a publicação da Resolução do IBGE N°23, de 21/02/89, entre outras alterações, são apresentados os parâmetros de transformação oficiais entre SAD69 e o WGS84 e introduzida a fórmula dos Três Parâmetros como método de transformação oficial. O modelo matemático consiste da aplicação dos 3 parâmetros de translação nos eixos cartesianos geocêntricos do sistema de referência de origem. As coordenadas são inicialmente convertidas para cartesianas, onde são aplicados os parâmetros e após são convertidas novamente em coordenadas geodésicas. Fórmulas completas de Molodensky Apesar de não oficiais no Brasil, as fórmulas completas de Molodensky fornecem uma maior precisão ao processo de transformação de coordenadas. Nos dias de hoje, com a facilidade de implementação destas fórmulas, vale a pena sua utilização frente, por exemplo, às fórmulas apresentadas na resolução do IBGE N°22, de 21/07/83.” Alexandre Vastella, André Rocha, Cristhian dos Santos Teixeira, Diego Tassinari, Equipe André Rocha Aula 08 - Prof. Alexandre Vastella CNU (Bloco 3 - Ambiental, Agrário e Biológicas) Conhecimentos Específicos - Eixo Temático 3 - Caracterização da Paisagem no Meio Rural - 2024 (Pós-Edital)www.estrategiaconcursos.com.br 01562531000 - Renata Tomasini Scipioni 108 Como ressaltado acima, os três parágrafos acima são de autoria da UFRGS. Em resumo, podemos entender que embora o IBGE tenha estabelecido métodos oficiais para conversão entre sistemas (resoluções de 1983 e 1989), há outros meios disponíveis. A Fórmula dos Três Parâmetros é oficialmente usada para converter entre SAD69 e WGS84, mas o mercado também usa muito as Fórmulas de Molodensky em suas versões simplificada e completa. Para que estas fórmulas façam sentido, precisamos conhecer os parâmetros de transformação, que são os seguintes: Parâmetros de transformação entre sistemas adotados no Brasil SAD-69 WGS84 CÓRREGO SIRGAS Translação X -66,87 m +138,70 m -67,348 m Translação Y +4,37 m -164,40 m +3,879 m Translação Z -38,52 m -34,40 m -38,223 m SIRGAS WGS84 CÓRREGO SAD69 Translação X +0,478 m +206,048 m +67,348 m Translação Y +0,491 m -168,279 m -3,879 m Translação Z -0,297 m +3,823 m +38,223 m CÓRREGO ALEGRE WGS84 SIRGAS SAD69 Translação X -205,57 m -206,048 m -138,70 m Translação Y +168,77 m +168,279 m +164,40 m Translação Z -4,12 m -3,823 m +34,40 m WGS84 Alexandre Vastella, André Rocha, Cristhian dos Santos Teixeira, Diego Tassinari, Equipe André Rocha Aula 08 - Prof. Alexandre Vastella CNU (Bloco 3 - Ambiental, Agrário e Biológicas) Conhecimentos Específicos - Eixo Temático 3 - Caracterização da Paisagem no Meio Rural - 2024 (Pós-Edital) www.estrategiaconcursos.com.br 01562531000 - Renata Tomasini Scipioni 109 WGS84 SIRGAS CÓRREGO SAD69 Translação X -0,478 m +205,57 m +66,87 m Translação Y -0,491 m -168,77 m -4,37 m Translação Z +0,297 m -72,623 m +38,52 m Parece difícil entender estes números (e realmente é), mas quem trabalha com geoprocessamento conta com softwares e sites que fazem esse trabalho automaticamente, sem grandes esforços, bastando apertar um botão. Para a sua prova, muito dificilmente a banca cobrará detalhes destes parâmetros, bastando conhecer o contexto geral. FGV - 2018 - Analista de Saneamento (COMPESA) O modelo de Molodensky é um modelo diferencial, utilizado para transformar A) coordenadas cartesianas (X,Y,Z) entre sistema geodésicos de referência. B) coordenadas geodésicas entre sistemas geodésicos de referência. C) altitudes geométricas para ortométricas. D) projeções de Albers para UTM. E) de datum vertical. Comentários As fórmulas de Molodensky servem para transformar coordenadas GEODÉSICAS (não geográficas) diferentes (por exemplo, entre SAD69 e SIRGAS). Por isso, transformam coordenadas geodésicas entre sistemas geodésicos de referência. Gabarito: B. CEV URCA - 2021 - Tecnólogo Construção Civil Topografias e Estradas De acordo com o modelo de representação da Terra, assinale V para verdadeiro e F para falso: ( ) A Topografia, assim como a Geodésia, teve seus procedimentos de medições modificados nos últimos anos em função do grande desenvolvimento alcançado pela tecnologia e, pelos equipamentos e leis modificadas. ( ) Pode-se afirmar a existência entre Geodésia e Topografia, onde a topografia atua em função de uma extensão do levantamento até 30 km de raio, acima desse valor executa-se Geodésia, no qual não é necessário considerar a curvatura da terra. Alexandre Vastella, André Rocha, Cristhian dos Santos Teixeira, Diego Tassinari, Equipe André Rocha Aula 08 - Prof. Alexandre Vastella CNU (Bloco 3 - Ambiental, Agrário e Biológicas) Conhecimentos Específicos - Eixo Temático 3 - Caracterização da Paisagem no Meio Rural - 2024 (Pós-Edital) www.estrategiaconcursos.com.br 01562531000 - Renata Tomasini Scipioni 110 ( ) O geoide é uma superfície equipotencial do campo de gravidade ou superfície de nível, manipulando como referência para as altitudes ortométricas, distância contada sobre a vertical, do geoide até a superfície física no ponto considerado. ( ) Modelo geoidal permite que a superfície terrestre seja representada por uma superfície fictícia definida pelo prolongamento do nível máximo dos mares (NMM) por sobre os continentes. É correto afirmar: A) V, F, V, F B) V, F, V, V C) F, F, V, V D) F, F, V, F E) V, V, V, F Comentários A sequência correta é F, F, V, F. De fato, houve melhoria tecnológica, mas as leis continuam as mesmas, inclusive, as funções da topografia e da geodésia continuam iguais (F). Na verdade, acima de 30km É SIM necessário considerar a curvatura da Terra (F). De fato, o geoide considera a gravidade, sendo referência para a altura ortométrica (V). Na verdade, o geoide considera o nível MÉDIO dos mares, não o máximo (F). FEPESE - 2023 - Engenheiro Civil Na topografia, a altitude leva em consideração a distância vertical entre o nível médio do mar e o ponto mais alto de determinado relevo. Existem ainda algumas diferenciações aplicáveis ao conceito de altura, os quais podem-se chamar de subcategorizações. Por exemplo, o valor da elevação de um ponto em relação ao geoide é denominado de altitude: A) ortométrica. B) geométrica. C) elipsoidal. D) simétrica. E) esferoidal. Alexandre Vastella, André Rocha, Cristhian dos Santos Teixeira, Diego Tassinari, Equipe André Rocha Aula 08 - Prof. Alexandre Vastella CNU (Bloco 3 - Ambiental, Agrário e Biológicas) Conhecimentos Específicos - Eixo Temático 3 - Caracterização da Paisagem no Meio Rural - 2024 (Pós-Edital) www.estrategiaconcursos.com.br 01562531000 - Renata Tomasini Scipioni 111 Comentários A descrição se refere à altitude ortométrica, que é a partir do geoide. Caso fosse a partir do elipsoide, seria altitude geométrica. FUVEST - 2023 - Arquiteto (USP) Os sistemas geodésicos de referência permitem fazer a localização de algo na superfície terrestre. Eles também são chamados de datum, cujo plural é data. Qual foi o sistema de referenciamento geodésico adotado no Brasil em decreto de 1984 até os anos 2000? A) O elipsoide de Hayford, tendo como data os vértices geodésicos de Córrego Alegre (MG). B) O South American Datum of 1969 (SAD 69) tendo como data Chuá. C) O Sistema de Referência Geocêntrico para a América do Sul (SIRGAS2000). D) World Geodetic System (WGS84). E) Nenhuma das alternativas anteriores está correta. Comentários Como vimos nas aulas, foi adotado o SAD 1969: DECRETO Nº 89.817, DE 20 DE JUNHO DE 1984: “Art 21 - Os referenciais planimétrico e altimétrico para a Cartografia Brasileira são aqueles que definem o Sistema Geodésico Brasileiro, conforme estabelecido nas "Especificações e Normas Gerais para Levantamentos Geodésicos - IBGE - 1983". § 1º - Segundo aquelas normas, o referencial planimétrico coincide com o Sistema Geodésico Sulamericano de 1969 (SAD-69). § 2º - O referencial altimétrico coincide com o nível médio do mar na baía de Imbituba, no Litoral de Santa Catarina.” Gabarito: B FCC - 2016 - Analista Ambiental (SEMA MA) A forma e o tamanho de um elipsoide bem como sua posição relativa ao geoide definem o sistema geodésico, também designado por datum geodésico. O datum geodésico pode ser topocêntrico, isto é, o ponto de origem está em um local onde o geoide e o elipsoide se encontram na superfície terrestre ou geocêntrico, onde o ponto de origem coincide com o centro de massa da Terra. A partir dessas informações, é datum topocêntrico: Alexandre Vastella, André Rocha, Cristhian dos Santos Teixeira, Diego Tassinari, Equipe André Rocha Aula 08 - Prof. Alexandre Vastella CNU (Bloco 3 - Ambiental, Agrário e Biológicas) Conhecimentos Específicos - Eixo Temático 3 - Caracterização da Paisagem no Meio Rural - 2024 (Pós-Edital) www.estrategiaconcursos.com.br 01562531000 - Renata Tomasini Scipioni 112 A) SAD 69 e Córrego Alegre. B) SAD 69 e SIRGAS 2000. C) Córrego Alegre e SIRGAS 2000. D) SAD 69 e WGS 84. E) SIRGAS 2000 e WGS 84.Comentários Primeiramente, adotou-se o Córrego Alegre e depois, o SAD69, ambos topocêntricos. O SIRGAS e o WGS84 são geocêntricos. Gabarito: A. Resumo da aula Chegamos ao final da nossa aula! Como sugestão, fiz um resumo de todos os temas que estudamos, de acordo com a ordem do Edital. Lembre-se: revisar é tão importante quanto estudar! CNU - Concurso Nacional Unificado Bloco 3 - Ambiental, Agrário e Biológicas Conhecimentos Específicos - Eixo Temático 3 - Caracterização da Paisagem no Meio Rural: 4 Cartografia, Geodésia, Geoprocessamento, Sistema de informação geográfica (SIG), Modelagem e estatística de dados georreferenciados: Fundamentos da Topografia, técnicas de levantamento topográfico e geodésico. 4.1 Sistemas Geodésicos de Referência. 4.2 Transformação entre referenciais terrestres e atualização de coordenadas. Vamos à revisão: Alexandre Vastella, André Rocha, Cristhian dos Santos Teixeira, Diego Tassinari, Equipe André Rocha Aula 08 - Prof. Alexandre Vastella CNU (Bloco 3 - Ambiental, Agrário e Biológicas) Conhecimentos Específicos - Eixo Temático 3 - Caracterização da Paisagem no Meio Rural - 2024 (Pós-Edital) www.estrategiaconcursos.com.br 01562531000 - Renata Tomasini Scipioni 113 Cartografia Cartografia Ciência que elabora mapas Mapa Representação da superfície ou de fenômenos da Terra Escala Grau de redução da realidade. Escala grande é aproximada. Escala pequena é distante Sistema de coordenadas geográficas Em graus, minutos e segundos, levando em conta a curvatura da Terra Sistema de coordenadas planas Em metros, levando em conta os Fusos UTM Variáveis visuais Forma, cor, textura, etc Tipos de mapas Qualitativos (texto), ordenados (ordem) e quantitativos (número) Geodésia Geodésia Ciência que estuda a forma e a dimensão da Terra Elipsóide Forma matematicamente perfeita, em elipse, da Terra Geoide Forma da Terra levando em conta a gravidade Sistema de Referência Geodésico (SRG) Fornece uma estrutura de referência para descrever a posição de pontos na superfície (por ex: SIRGAS). Datum É um dos pontos do SRG que define a escolha de um ponto de origem e orientação. Sistema Geodésico Brasileiro (SBG) Utiliza o datum horizontal SIRGAS e o vertical de Imbituba (SC). SAD69 Sistema utilizado pelo Brasil até 2015 SIRGAS Sistema utilizado pelo Brasil após 2015 WGS84 Sistema norte-americano do Google e do GPS Geoprocessamento Geoprocessamento Conjunto de geotecnologias, algo bem amplo Geotecnologia Tecnologia para o processamento de dados georreferenciados (exemplo: cartografia e geodésia) Geomática Sinônimo de geoprocessamento Alexandre Vastella, André Rocha, Cristhian dos Santos Teixeira, Diego Tassinari, Equipe André Rocha Aula 08 - Prof. Alexandre Vastella CNU (Bloco 3 - Ambiental, Agrário e Biológicas) Conhecimentos Específicos - Eixo Temático 3 - Caracterização da Paisagem no Meio Rural - 2024 (Pós-Edital) www.estrategiaconcursos.com.br 01562531000 - Renata Tomasini Scipioni 114 Sistema de Informação Geográfica (SIG) SIG Sistemas que fazem o tratamento computacional de dados geográficos Dados georreferenciados Dados que possuem coordenadas Modelo de dados vetorial Pontos, linhas e polígonos (desenhos) Modelo de dados raster Matrizes de pixels (imagens) Modelos de dados matricial Sinônimo de raster. Só existe vetor e raster, ok? Banco de dados Local onde são armazenados dados Banco de dados geográficos Local onde são armazenados dados geográficos modelo entidade- relacionamento Representação gráfica do banco de dados (ex: um em fluxograma). Modelo relacional Modelo de banco de dados que os classifica em tabelas com colunas e linhas (relações) Modelo orientado ao objeto Modelo de banco de dados complexo com elementos que extrapolam as linhas e colunas (ex: arquivos de mídia). Sistemas de Gerenciamento de Bancos de Dados (SGBD) Conjunto de serviços ou softwares para gerenciar banco de dados (ex: geodatabase do ArcGis). Topologia Relações de vizinhança estabelecendo regras entre arquivos vetoriais. Modelagem e estatística de dados georreferenciados Variável quantitativa Números. Pode ser discreto (valores inteiros) ou contínuo (qualquer valor, mesmo “quebrado”). Variável qualitativa Texto. Pode ser nominal (sem ordem) ou ordinal (com ordem). Média Soma dos valores dividido pelo número de valores Variância Quão distante um elemento está do conjunto de dados Desvio-padrão Derivado da variância, mostra a dispersão e a variabilidade de um conjunto de dados Coeficiente de variação Derivado do desvio-padrão, compara a variação entre conjuntos Mediana Elemento que ocupa a posição central de um conjunto Alexandre Vastella, André Rocha, Cristhian dos Santos Teixeira, Diego Tassinari, Equipe André Rocha Aula 08 - Prof. Alexandre Vastella CNU (Bloco 3 - Ambiental, Agrário e Biológicas) Conhecimentos Específicos - Eixo Temático 3 - Caracterização da Paisagem no Meio Rural - 2024 (Pós-Edital) www.estrategiaconcursos.com.br 01562531000 - Renata Tomasini Scipioni 115 Moda O valor que mais aparece Quantil Divide um conjunto em partes iguais (ex: um quartil é ¼) Histograma Gráfico que mostra a frequência Lógica booleana Comandos de consulta e filtragem (ex: maior ou menor que) Reclassificação Reclassificação dos pixels de arquivos raster (imagens) Análise espacial Manipula propriedades e relacionamentos (ex: fusão entre vetores). Overlay Sobreposição de camadas (ex: vetores de terras indígenas com vetores de desmatamento) Visão de campo e de objeto Visão de campo = contínua Visão de objeto = descontínua Interpolação Estimativa de dados onde não existe dado (ex: entre 1 e 3, talvez tenha o 2). Abaixo, a revisão destes métodos: Vizinho mais próximo É, literalmente, o vizinho mais próximo Inverso do quadrado da distância Atribui pesos ponderados aos pontos amostrais Krigagem Pontos próximos = valores mais parecidos Densidade Kernel Estima densidade de pontos TIN Gera um arquivo com a triangulação irregular do terreno (TIN) usado para saber a altura ou altitude e declividade Fundamentos da topografia Topografia e geodésia Topografia = pequena dimensão Geodésia = grande dimensão Topometria e topologia São os ramos da topografia Topologia = modelado do terreno Topometria = distâncias, ângulos e desníveis Planimetria e altimetria São os ramos da topometria Planimetria = horizontal Altimetria = vertical Azimute Ângulo de até 360º em sentido horário a partir do Norte. Rumo Ângulo de até 90º em sentido horário ou anti-horário a partir do Norte ou do Sul. Alexandre Vastella, André Rocha, Cristhian dos Santos Teixeira, Diego Tassinari, Equipe André Rocha Aula 08 - Prof. Alexandre Vastella CNU (Bloco 3 - Ambiental, Agrário e Biológicas) Conhecimentos Específicos - Eixo Temático 3 - Caracterização da Paisagem no Meio Rural - 2024 (Pós-Edital) www.estrategiaconcursos.com.br 01562531000 - Renata Tomasini Scipioni 116 Tipos de norte Norte Geográfico = onde é o eixo da Terra Norte Magnético = onde aponta a bússola Norte da Quatrícula = onde está no mapa Curva de nível Linha imaginária que une todos os pontos com a mesma altitude Técnicas de levantamento topográfico e geodésico Requisitos de um SIG Hardware, software, dados e peopleware Tabela de atributos Parte do SIG onde os bancos de dados são visualizados Norma NDR 13.133/94 Regula o levantamento topográfico no Brasil Etapas do levantamento topográfico Levantamento, projeto ou estudo, locação e acompanhamento Levantamento geodésico Considera a curvatura da Terra, normalmente para grandes áreas. Levantamento topográfico Normalmente não considera a curvatura da Terra, para pequenas áreas. GNSS (Global Navigation Satellite System) Sinais de satélites. O GPS é umtipo de GNSS. Levantamentos geodésicos Via GNSS = satélite Trigonométrico = triângulos Fotogamétrico = fotografias aéreas Gravimétrico = campo gravitacional Astronômico = observações astronômicas Eletromagnético = métodos eletromagnéticos Sistemas geodésicos de referência (SGR) Córrego Alegre Elipsóide = Hayford, 1924. Referência = Córrego Alegre Tipo = Topocêntrico. No Brasil = Década de 1950 SAD69 Elipsóide = Internacional de 1967. Referência = Chuá Tipo = Topocêntrico. No Brasil = Pós-1979 SIRGAS Elipsóide = GRS-80. Referência = Centro da Terra Tipo = Geocêntrico. No Brasil = século XXI WGS84 Elipsóide = GRS-80. Referência = Centro da Terra Tipo = Geocêntrico. No Brasil = Muito utilizado (base Google e GPS) Alexandre Vastella, André Rocha, Cristhian dos Santos Teixeira, Diego Tassinari, Equipe André Rocha Aula 08 - Prof. Alexandre Vastella CNU (Bloco 3 - Ambiental, Agrário e Biológicas) Conhecimentos Específicos - Eixo Temático 3 - Caracterização da Paisagem no Meio Rural - 2024 (Pós-Edital) www.estrategiaconcursos.com.br 01562531000 - Renata Tomasini Scipioni 117 Transformação entre coordenadas terrestres e atualização de coordenadas Coordenadas geográficas Consideram latitude e longitude, apenas com ângulos Coordenadas geodésicas São mais complexas que as geográficas, pois levam em conta a curvatura da Terra em diferentes pontos λG Longitude geodésica ou elipsóidica Parecida com a longitude “normal” φG Latitude geodésica ou elipsóidica Parecida com a latitude “normal” h - Altitude geométrica Entre a superfície física e o elipsoide H – Altitude Ortométrica Entre a superfície física e o geoide Fórmulas de Molodensky Convertem sistemas geodésicos (ex: de SAD69 para WGS84) Fórmula dos Três Parâmetros Também convertem sistemas geodésicos Parâmetros de transformação entre sistemas adotados no Brasil São dados de coordenadas (X,Y,Z) comparando os sistemas geodésicos para fins conversão no Brasil. Alexandre Vastella, André Rocha, Cristhian dos Santos Teixeira, Diego Tassinari, Equipe André Rocha Aula 08 - Prof. Alexandre Vastella CNU (Bloco 3 - Ambiental, Agrário e Biológicas) Conhecimentos Específicos - Eixo Temático 3 - Caracterização da Paisagem no Meio Rural - 2024 (Pós-Edital) www.estrategiaconcursos.com.br 01562531000 - Renata Tomasini Scipioni 118 SIMULADO DE QUESTÕES Para finalizarmos a aula e treinarmos para o Concurso Nacional Unificado, faremos um simulado de questões sobre cartografia, geodésia, geoprocessamento, SIG, modelagem/estatística de dados, topografia, geodésia e coordenadas — ou seja, sobre todos os temas que vimos na aula. Primeiramente, mostrarei as questões. Depois, no final, o gabarito. São as mesmas que corrigimos em aula. Bons estudos! 01) CEBRASPE (CESPE) - 2016 - Perito Criminal O levantamento topográfico planialtimétrico de uma propriedade define limites, vizinhanças, perímetro, alinhamento da via bem como sua orientação e amarração a pontos de referência. A respeito desse assunto, assinale a opção correta. A) O levantamento planimétrico utiliza referências de nível (RN) materializadas no terreno para o aumento de precisão das coordenadas calculadas. B) A densidade de pontos a serem medidos por hectare, em um levantamento topográfico planialtimétrico, independe da escala de representação. C) Uma escala de representação de 1:5.000 é compatível com a utilização de curvas de nível com equidistância de 30 m. D) A forma de representação topográfica do relevo depende tanto da finalidade do levantamento quanto do tipo de relevo e pode ser feita por curvas de nível, por pontos cotados ou pela combinação de ambos. E) O sistema universal transversa de Mercator (UTM) é um sistema de representação cartográfica em que as coordenadas estão em graus, minutos e segundos. 02) CESGRANRIO - 2013 - Técnico em Informações Geográficas e Estatísticas Num mapa de escala cartográfica 1:500.000, a distância, em linha reta, entre duas cidades é de 20 No terreno, a distância entre essas cidades, medida em quilômetros, é de A) 10 Alexandre Vastella, André Rocha, Cristhian dos Santos Teixeira, Diego Tassinari, Equipe André Rocha Aula 08 - Prof. Alexandre Vastella CNU (Bloco 3 - Ambiental, Agrário e Biológicas) Conhecimentos Específicos - Eixo Temático 3 - Caracterização da Paisagem no Meio Rural - 2024 (Pós-Edital) www.estrategiaconcursos.com.br 01562531000 - Renata Tomasini Scipioni 119 B) 20 C) 50 D) 100 E) 200 03) FGV - 2023 - Professor de Geografia (Prefeitura de São Paulo) https://pt.map-of-sao-paulo.com/escolas-mapas/universidade-de-s%C3%A3o-paulo---usp-mapa Acesso: 25 Dez 2022. (Adaptado) Desconsidere as distorções da redução da representação cartográfica nesta folha e leve em consideração apenas suas informações. Sabendo que a distância entre a Portaria 1 e o Hospital Universitário (HU) é de 3,6 km, assinale a opção que indica a escala numérica, a classificação correta quanto ao tamanho da mesma e o tipo de representação. A 1:2.000 – pequena – carta. Alexandre Vastella, André Rocha, Cristhian dos Santos Teixeira, Diego Tassinari, Equipe André Rocha Aula 08 - Prof. Alexandre Vastella CNU (Bloco 3 - Ambiental, Agrário e Biológicas) Conhecimentos Específicos - Eixo Temático 3 - Caracterização da Paisagem no Meio Rural - 2024 (Pós-Edital) www.estrategiaconcursos.com.br 01562531000 - Renata Tomasini Scipioni 120 B) 1:20.000 – pequena – planta. C) 1:200.000 – grande – mapa. D) 1:200.000 – pequena – planta. E) 1:20.000 – grande – carta. 04) ITAME - 2020 - Arquiteto Acerca das características do sistema de projeção Universal Transversa de Mercator (UTM), adotado pelo Sistema Cartográfico Brasileiro, assinale a opção correta: A) As coordenadas planas são acrescidas das constantes de 10.000.000m (eixo das abscissas) no hemisfério sul e 500.000m para leste. B) A origem das coordenadas planas é o cruzamento entre o Meridiano de Greenwich e o Trópico de Capricórnio. C) O UTM permite realizar um tipo de projeção não conforme, cônica e transversa. D) O sistema em questão prevê a decomposição em fusos de 30 graus de amplitude. 05) IBFC - 2023 - Professor (SEC BA) O Sistema Universal Transversal de Mercator (UTM) foi recomendado pela International Union of Geodesy and Geophysics (IUGG) para a cartografia em pequenas e médias escalas e foi adotado em 1955 para o mapeamento sistemático do Brasil (adaptado de OLIVEIRA; SILVA, 2012). No que se refere ao Sistema UTM, assinale a alternativa incorreta. A) Adota uma projeção do tipo cilíndrica, transversal e secante ao globo terrestre B) Possui sessenta fusos, cada um com seis graus de amplitude C) O cruzamento do Equador com um meridiano padrão específico, denominado meridiano central (MC), é a origem desse Sistema de coordenadas D) Os valores de coordenadas obedecem a uma sistemática de numeração, a qual estabelece um valor de 10.000.000 de metros sobre o Equador a 500.000 metros sobre o MC Alexandre Vastella, André Rocha, Cristhian dos Santos Teixeira, Diego Tassinari, Equipe André Rocha Aula 08 - Prof. Alexandre Vastella CNU (Bloco 3 - Ambiental, Agrário e Biológicas) Conhecimentos Específicos - Eixo Temático 3 - Caracterização da Paisagem no Meio Rural - 2024 (Pós-Edital) www.estrategiaconcursos.com.br 01562531000 - Renata Tomasini Scipioni 121 E) As coordenadas lidas a partir do eixo N (Norte-Sul) de referência, localizado sobre o Equador terrestre, vão aumentando no sentido sul do Equador 06) ESAF - 2013 - Técnico de Suporte em Infraestrutura de Transportes Sobre a Geodésia e a Topografia, são corretas as afirmativas, exceto: A) a Geodésia e a Topografia possuem o mesmo objetivo, mas diferem nos fundamentos matemáticos, pois a primeira é baseada na trigonometriaplana e a segunda na trigonometria esférica. B) a Geodésia diferente da Topografia pode ser utilizada na medição de qualquer porção do terreno. C) a Geodésia considera suas medições relativas a um elipsóide ou um geoide e a Topografia a um Plano Topográfico. D) é possível usar instrumentos topográficos e geodésicos em uma medição, se o levantamento exige. E) Geodésia é a ciência que estuda a forma, as dimensões, o campo de gravidade da Terra e suas variações temporais, enquanto a Topografia se limita à descrição de áreas restritas da superfície terrestre. 07) FGV - 2022 - Perito Criminal (PCA AP) Leia atentamente os itens a seguir, que descrevem algumas atividades associadas à representação da superfície terrestre em um mapa. I. Representar graficamente uma área geográfica ou uma superfície plana, através de mapas. II. Determinar o contorno, dimensão e posição relativa de uma pequena porção da superfície terrestre, geralmente em um raio de até 30km. III. Determinar o contorno, dimensão e posição relativa de uma grande porção da superfície terrestre, geralmente em raio superior a 30km. Estas atividades se referem, respectivamente, aos ramos da ciência definidos como A) cartografia, topografia e geodésia. Alexandre Vastella, André Rocha, Cristhian dos Santos Teixeira, Diego Tassinari, Equipe André Rocha Aula 08 - Prof. Alexandre Vastella CNU (Bloco 3 - Ambiental, Agrário e Biológicas) Conhecimentos Específicos - Eixo Temático 3 - Caracterização da Paisagem no Meio Rural - 2024 (Pós-Edital) www.estrategiaconcursos.com.br 01562531000 - Renata Tomasini Scipioni 122 B) cartografia, geodésia e topografia. C) topografia, cartografia e geodésia. D) geodésia, topografia e cartografia. E) geodésia, cartografia e topografia. 08) CEV URCA - 2021 - Tecnólogo Construção Civil Topografias e Estradas De acordo com o modelo de representação da Terra, assinale V para verdadeiro e F para falso: ( ) A Topografia, assim como a Geodésia, teve seus procedimentos de medições modificados nos últimos anos em função do grande desenvolvimento alcançado pela tecnologia e, pelos equipamentos e leis modificadas. ( ) Pode-se afirmar a existência entre Geodésia e Topografia, onde a topografia atua em função de uma extensão do levantamento até 30 km de raio, acima desse valor executa-se Geodésia, no qual não é necessário considerar a curvatura da terra. ( ) O geoide é uma superfície equipotencial do campo de gravidade ou superfície de nível, manipulando como referência para as altitudes ortométricas, distância contada sobre a vertical, do geoide até a superfície física no ponto considerado. ( ) Modelo geoidal permite que a superfície terrestre seja representada por uma superfície fictícia definida pelo prolongamento do nível máximo dos mares (NMM) por sobre os continentes. É correto afirmar: A) V, F, V, F B) V, F, V, V C) F, F, V, V D) F, F, V, F E) V, V, V, F Alexandre Vastella, André Rocha, Cristhian dos Santos Teixeira, Diego Tassinari, Equipe André Rocha Aula 08 - Prof. Alexandre Vastella CNU (Bloco 3 - Ambiental, Agrário e Biológicas) Conhecimentos Específicos - Eixo Temático 3 - Caracterização da Paisagem no Meio Rural - 2024 (Pós-Edital) www.estrategiaconcursos.com.br 01562531000 - Renata Tomasini Scipioni 123 09) VUNESP - 2023 - Analista Florestal Assinale a alternativa que apresenta uma afirmação correta no contexto da cartografia, considerando o Sistema Geodésico de Referência. A) A definição das superfícies, origem e orientação do sistema de coordenadas usado para o mapeamento e georreferenciamento no território brasileiro são dadas pelo referencial de planimetria, representado pelo SIRGAS 2000. B) Geoide é uma figura matemática cuja superfície é gerada pela rotação de uma elipse em torno de seus eixos. C) O referencial de gravimetria do Sistema Geodésico Brasileiro, que ainda hoje é o Córrego Alegre, vincula-se a milhares de estações existentes no território nacional, as quais registram dados relacionados à aceleração da gravidade de cada uma delas. D) No Sistema Geodésico Brasileiro, o referencial de altimetria não está vinculado ao Geoide, mas apenas ao Elipsoide de Referência Brasileiro que é o SIRGAS 2000. E) Elipsoide é uma superfície coincidente com o nível médio e inalterado dos mares e gerada por um conjunto infinito de pontos, cuja medida do potencial do campo gravitacional da Terra é constante e com direção exatamente perpendicular a esta. 10) VUNESP - 2023 - Arquiteto O sistema de referência geográfica adotado pelo Sistema Cartográfico Nacional é: A) Córrego Alegre. B) Sistema de Referência para as Américas (SIRGAS2015). C) Sistema de Referência para as Américas (SIRGAS2000). D) South American Datum (SAD69). E) South American Datum (SAD15). Alexandre Vastella, André Rocha, Cristhian dos Santos Teixeira, Diego Tassinari, Equipe André Rocha Aula 08 - Prof. Alexandre Vastella CNU (Bloco 3 - Ambiental, Agrário e Biológicas) Conhecimentos Específicos - Eixo Temático 3 - Caracterização da Paisagem no Meio Rural - 2024 (Pós-Edital) www.estrategiaconcursos.com.br 01562531000 - Renata Tomasini Scipioni 124 11) AOCP - 2016 - Técnico de Nível Superior I O Geoprocessamento está sendo utilizado de forma crescente para tomada de decisão em diversas áreas, como no planejamento urbano e regional, sendo um importante aliado desde as etapas de levantamento de dados até a medição dos resultados de projeto. Sendo assim, o geoprocessamento pode auxiliar os trabalhos na área de planejamento e desenho urbano à medida que A) possibilita a integralização de várias informações espaciais em diferentes bases de dados. B) por si só permite disponibilizar para o cidadão comum informações atuais. C) pode ser utilizado na produção de mapas, para análise espacial e para o armazenamento de informações espaciais. D) os dados tratados em geoprocessamento têm como desvantagem a baixa variedade de fontes geradoras e de formatos apresentados. E) possibilita mapeamentos urbanos e rurais que não exigem alta precisão dos dados como áreas verdes urbanas, telecomunicações, saneamento e transportes. 12) IBFC - 2021 - Fiscal Ambiental Geotecnologias são um conjunto de tecnologias voltadas à coleta, ao processamento, à análise e à disponibilização de dados e informações espaciais. Com relação a isso, assinale a alternativa incorreta. A) Os sensores remotos coletam dados que são processados para serem visualizados como imagens e que também podem sofrer tratamentos para identificação de diversos fenômenos B) Sistemas de Informações Geográficas (SIG) são os ambientes computacionais onde pode-se tratar dados espaciais, inclusive integrando os dados espaciais a dados não espaciais, com o intuito de extrair informações C) O termo geotecnologia é sinônimo de geoprocessamento e de Sistemas de Posicionamento Global (SPG ou GPS), sendo GPS o termo mais utilizado e empregado amplamente D) O sensoriamento remoto é o conjunto de técnicas e instrumentos para adquirir dados sobre objetos sem que haja contato direto com tais objetos Alexandre Vastella, André Rocha, Cristhian dos Santos Teixeira, Diego Tassinari, Equipe André Rocha Aula 08 - Prof. Alexandre Vastella CNU (Bloco 3 - Ambiental, Agrário e Biológicas) Conhecimentos Específicos - Eixo Temático 3 - Caracterização da Paisagem no Meio Rural - 2024 (Pós-Edital) www.estrategiaconcursos.com.br 01562531000 - Renata Tomasini Scipioni 125 13) CESGRANRIO - 2014 - Profissional Petrobrás de Nível Técnico Uma equipe de geoprocessamento quer analisar a forma do terreno a partir de um conjunto de curvas de nível em formato vetorial e de um modelo digital de elevação em formato matricial. A associação entre o conjunto de dados e a justificativa de sua escolha deve ser A) matricial, porque armazena os relacionamentostopológicos entre as feições representadas. B) matricial, porque preserva a resolução mesmo quando é exibido em escalas grandes. C) matricial, porque permite ao usuário a edição da geometria das feições representadas, individualmente. D) vetorial, porque demanda menor espaço de armazenamento dos dados em disco. E) vetorial, porque as curvas de nível fornecem valores de altitude diretamente em qualquer ponto da região. 14) FGV - 2013 - Analista de Processos Ambientais, de Obras Urbanas e Informações Geoespaciais No nível conceitual da modelagem de um banco de dados, os objetos (entidades), os seus atributos e os relacionamentos entre as entidades podem ser representados graficamente através do Diagrama Entidade Relacionamento (DER). Em relação às características do DER, assinale a afirmativa correta. A) O DER deve conter detalhes de implementação já que varia de acordo com o tipo de banco de dados: relacional ou orientado a objetos. B) No DER as entidades, os atributos e os relacionamentos são representados de acordo com as regras de implementação e restrições impostas pelo software que se irá utilizar. C) No DER a representação das entidades é feita de acordo com a estrutura de armazenamento dos dados, o acesso e a alocação física dos dados. D) O DER é independente da implementação, isto é, não depende do software que será utilizado na construção do banco de dados. E) O DER é usado apenas para implementação de bancos de dados relacionais. Alexandre Vastella, André Rocha, Cristhian dos Santos Teixeira, Diego Tassinari, Equipe André Rocha Aula 08 - Prof. Alexandre Vastella CNU (Bloco 3 - Ambiental, Agrário e Biológicas) Conhecimentos Específicos - Eixo Temático 3 - Caracterização da Paisagem no Meio Rural - 2024 (Pós-Edital) www.estrategiaconcursos.com.br 01562531000 - Renata Tomasini Scipioni 126 15) IBADE - 2022 - Analista Um sistema para gerir bancos de dados pode ser formatado de diferentes maneiras, dependendo dos objetivos e dos próprios dados a serem manipulados. Como exemplo, pode-se listar o modelo orientado a objetos, o qual: A) tem a função de conectar dados de origens diferentes. B) a estrutura de dados não precisa ser previamente definida. C) é considerado um modelo mais avançado, em diferentes formatos se mesclam, sendo assim, mais caro de se implantar. D) é um formato mais antigo, e os dados se organizam em uma disposição piramidal, onde dados filhos são ligados a dados pai. E) Permite que cada filho tenha mais de um pai, além de a estrutura se assemelhar mais a uma teia de aranha. 16) FGV - 2013 - Geógrafo (SUDENE) Os mapas vetoriais, em um Sistema de Informação Geográfica, devem ser armazenados na estrutura topológica para permitir a realização de análises espaciais complexas. Com relação à topologia, assinale a afirmativa correta. A) É o conjunto de nomes próprios dos lugares (bairros, cidades, estados, etc.) existentes nos mapas. B É a representação gráfica do relevo de uma região, através de curvas de nível e pontos cotados. C É a classificação das feições geográficas de acordo com os tipos de elementos gráficos: pontos, linhas e áreas. D) Determina de maneira explícita a relação espacial entre as feições geográficas no mapa. E) Define a estruturas spaguetti ou de linhas concatenadas de um mapa vetorial. Alexandre Vastella, André Rocha, Cristhian dos Santos Teixeira, Diego Tassinari, Equipe André Rocha Aula 08 - Prof. Alexandre Vastella CNU (Bloco 3 - Ambiental, Agrário e Biológicas) Conhecimentos Específicos - Eixo Temático 3 - Caracterização da Paisagem no Meio Rural - 2024 (Pós-Edital) www.estrategiaconcursos.com.br 01562531000 - Renata Tomasini Scipioni 127 17) CEBRASPE (CESPE) - 2009 - Analista de Atividades do Meio Ambiente (IBRAM DF) Atualmente, pacotes computacionais como o ArcGIS e termos técnicos como modelos digitais de elevação são bastante conhecidos por profissionais que atuam na área de meio ambiente. Julgue o próximo item com relação aos conceitos básicos de sistemas de informações geográficas (SIG). Krigagem é um método de interpolação linear bastante utilizado para georreferenciar imagens de satélite. C) Certo E) Errado 18) FRA - 2015 - Hidrometeorologista (CEMIG) Sabe-se que o GIS (Geographic Information System) vem ganhando muito espaço na ciência como uma poderosa ferramenta de análise espacial, proporcionando uma leitura do espaço com mais rigor e melhores resultados. O GIS pode ser considerado um conjunto de técnicas sofisticadas para compreensão do ambiente e para a tomada de decisão. Os formuladores de políticas, planejadores, cientistas e muitos outros profissionais em todo o mundo passaram a confiar no potencial do GIS para a gestão de dados e a análise científica. Sobre análise em espacial em GIS, é INCORRETO afirmar: A) Krigagem corresponde a um método de interpolação de dados espaciais muito utilizado em Geoestatística. B) Modelos digitais de elevação podem ser convertidos em declividade em um programa computacional de sistema de informações geográficas (SIG). C) A representação espacial no GIS é exclusiva no formato Vetorial (ponto, linha e polígono). D) A lógica booleana está associada às operações lógicas, tais como OR, AND ou NOT, e tem base nos sistemas binários (0 ou 1). 19) FEPESE - 2023 - Engenheiro Civil Na topografia, a altitude leva em consideração a distância vertical entre o nível médio do mar e o ponto mais alto de determinado relevo. Existem ainda algumas diferenciações aplicáveis ao conceito de altura, os quais podem-se chamar de subcategorizações. Alexandre Vastella, André Rocha, Cristhian dos Santos Teixeira, Diego Tassinari, Equipe André Rocha Aula 08 - Prof. Alexandre Vastella CNU (Bloco 3 - Ambiental, Agrário e Biológicas) Conhecimentos Específicos - Eixo Temático 3 - Caracterização da Paisagem no Meio Rural - 2024 (Pós-Edital) www.estrategiaconcursos.com.br 01562531000 - Renata Tomasini Scipioni 128 Por exemplo, o valor da elevação de um ponto em relação ao geoide é denominado de altitude: A) ortométrica. B) geométrica. C) elipsoidal. D) simétrica. E) esferoidal. 20) IBFC - 2018 - Arquiteto Quando nos referimos ao conjunto de métodos e sendo assim o conjugado de dados adquiridos (planimétricos e altimétricos), abrangemos as duas espécies de levantamentos citados anteriormente (planimetria e altimetria) e a este é dado o nome de ____________. Assinale a alternativa que preenche corretamente a lacuna. A) Topografia B) Topologia C) Topometria D) Toposofia 21) FAU UNICENTRO - 2015 - Arquiteto e Urbanista Sobre Topografia podemos afirmar, exceto: A) Topografia é a descrição minuciosa de um trecho da Terra contendo informações de todos os detalhes existentes como estradas, casas, montes, vales, rios, etc. B) O levantamento topográfico deve representar as características da superfície de um terreno bem como as dimensões dos lotes fornecendo dados confiáveis para que, depois de interpretados e manipulados, possam contribuir nos projetos arquitetônico e de implantação. Alexandre Vastella, André Rocha, Cristhian dos Santos Teixeira, Diego Tassinari, Equipe André Rocha Aula 08 - Prof. Alexandre Vastella CNU (Bloco 3 - Ambiental, Agrário e Biológicas) Conhecimentos Específicos - Eixo Temático 3 - Caracterização da Paisagem no Meio Rural - 2024 (Pós-Edital) www.estrategiaconcursos.com.br 01562531000 - Renata Tomasini Scipioni 129 C) Planimetria ou Placometria é a determinação das alturas no relevo do solo. Estuda os procedimentos, métodos e instrumentos de distâncias verticais ou diferenças de nível e ângulos verticais (nivelamento). D) Uma planta topográfica nunca é feita em verdadeira grandeza. Imagine um desenho topográfico de uma cidade sendo feito em folhas no tamanho real. Gastaríamos milhões de folhas. Portanto, é adotada uma redução gráficaque chamamos de escala. E) Um talude é uma superfície inclinada do solo que limita um platô. Os taludes também são chamados de encostas, rampas ou morros, podem ser naturais ou construídos artificialmente pelo homem. 22) CEV URCA - 2021 - Tecnólogo (Pref Crato)/Construção Civil Edificações Leia as alternativas a seguir relacionadas aos conceitos fundamentais de topografia, em seguida marque a alternativa CORRETA: A) É sabido que o termo Topografia é originado da palavra Topos Graphen da língua grega. Após a tradução para a língua portuguesa têm-se Topos significando solo ou região e Graphen equivalente a descrição. B) Os levantamentos topográficos e locações são realizados sobre a superfície plana da Terra, porém os dados coletados são projetados sobre uma superfície íngreme, o plano topográfico. C) A Topometria é uma vertente da Topografia que têm como objetivo as medições de elementos característicos de uma determinada área. Esse ramo divide-se em Planimetria e Altimetria. D) A Planimetria estuda os instrumentos e métodos utilizados para obtenção da representação de uma determinada área, sem escala, dando ideia do relevo. E) A Altimetria estuda os instrumentos e métodos utilizados para obtenção da representação de uma determinada área, sem escala, não dando ideia do relevo. 23) FUVEST - 2023 - Arquiteto (USP) Os sistemas geodésicos de referência permitem fazer a localização de algo na superfície terrestre. Eles também são chamados de datum, cujo plural é data. Alexandre Vastella, André Rocha, Cristhian dos Santos Teixeira, Diego Tassinari, Equipe André Rocha Aula 08 - Prof. Alexandre Vastella CNU (Bloco 3 - Ambiental, Agrário e Biológicas) Conhecimentos Específicos - Eixo Temático 3 - Caracterização da Paisagem no Meio Rural - 2024 (Pós-Edital) www.estrategiaconcursos.com.br 01562531000 - Renata Tomasini Scipioni 130 Qual foi o sistema de referenciamento geodésico adotado no Brasil em decreto de 1984 até os anos 2000? A) O elipsoide de Hayford, tendo como data os vértices geodésicos de Córrego Alegre (MG). B) O South American Datum of 1969 (SAD 69) tendo como data Chuá. C) O Sistema de Referência Geocêntrico para a América do Sul (SIRGAS2000). D) World Geodetic System (WGS84). E) Nenhuma das alternativas anteriores está correta. 24) FCC - 2016 - Analista Ambiental (SEMA MA) A forma e o tamanho de um elipsoide bem como sua posição relativa ao geoide definem o sistema geodésico, também designado por datum geodésico. O datum geodésico pode ser topocêntrico, isto é, o ponto de origem está em um local onde o geoide e o elipsoide se encontram na superfície terrestre ou geocêntrico, onde o ponto de origem coincide com o centro de massa da Terra. A partir dessas informações, é datum topocêntrico: A) SAD 69 e Córrego Alegre. B) SAD 69 e SIRGAS 2000. C) Córrego Alegre e SIRGAS 2000. D) SAD 69 e WGS 84. E) SIRGAS 2000 e WGS 84. 25) FGV - 2013 - Analista de Processos Ambientais, de Obras Urbanas e Informações Geoespaciais (CONDER) Com relação ao Sistema Geodésico Brasileiro, assinale a afirmativa incorreta. A) As estações da RBMC desempenham o papel de ponto de coordenadas conhecidas pertencentes ao sistema geodésico brasileiro, evitando que o usuário imobilize um receptor em um ponto base. Alexandre Vastella, André Rocha, Cristhian dos Santos Teixeira, Diego Tassinari, Equipe André Rocha Aula 08 - Prof. Alexandre Vastella CNU (Bloco 3 - Ambiental, Agrário e Biológicas) Conhecimentos Específicos - Eixo Temático 3 - Caracterização da Paisagem no Meio Rural - 2024 (Pós-Edital) www.estrategiaconcursos.com.br 01562531000 - Renata Tomasini Scipioni 131 B) Quase todas as estações da RBMC fazem parte da Rede de Referência SIRGAS. C) Entre os componentes principais do SGB estão as redes planimétrica, altimétrica e gravimétrica. D) O referencial altimétrico é materializado pela superfície equipotencial que coincide com o nível médio do mar, definido pelas observações maregráficas tomadas na baía de Imbituda, no litoral de Santa Catarina. E) A implantação das Redes GPS estaduais por parte do IBGE tem objetivo de suprir as demandas relacionadas à regulamentação fundiária, à demarcação de unidades estaduais e municipais e à confecção de mapas e cartas. 26) Marinha - 2010 - Corpo Auxiliar de Praças (Marinha) Segundo o IBGE, o sistema de coordenadas geodésicas ou o UTM permite o posicionamento de qualquer ponto sobre a superfície da Terra, no entanto, é comum se desejar posicionamento relativo de direção nos casos de navegação. Assim, ficam definidos três vetores associados a cada ponto: A) norte verdadeiro; norte magnético; e norte da quadrícula. B) norte verdadeiro; azimute da quadrícula; e contra-azimute. C) norte magnético; declinação magnética; e contra-azimute. D) norte magnético; azimute; e convergência meridiana plana. E) azimute; contra-azimute; e convergência meridiana plana. 27) FGV - 2018 - Analista de Saneamento (COMPESA) O modelo de Molodensky é um modelo diferencial, utilizado para transformar A) coordenadas cartesianas (X,Y,Z) entre sistema geodésicos de referência. B) coordenadas geodésicas entre sistemas geodésicos de referência. C) altitudes geométricas para ortométricas. Alexandre Vastella, André Rocha, Cristhian dos Santos Teixeira, Diego Tassinari, Equipe André Rocha Aula 08 - Prof. Alexandre Vastella CNU (Bloco 3 - Ambiental, Agrário e Biológicas) Conhecimentos Específicos - Eixo Temático 3 - Caracterização da Paisagem no Meio Rural - 2024 (Pós-Edital) www.estrategiaconcursos.com.br 01562531000 - Renata Tomasini Scipioni 132 D) projeções de Albers para UTM. E) de datum vertical. 28) FGV - 2013 - Geógrafo (INEA) A construção de um Modelo Numérico de Terreno (MNT) envolve a definição de uma malha para sua representação. Uma das principais malhas para a construção de um MNT (Modelo Numérico de Terreno) é a: A) Rede irregular triangular. B) Grade matricial de contorno. C) Grade irregular retangular. D) Rede triangular quadrada E) Grade matricial triangular 29) CESGRANRIO - 2013 - Tecnologista (IBGE) O armazenamento de dados de altimetria para gerar mapas topográficos e a análise de variáveis geofísicas e geoquímicas são exemplos típicos de aplicações que utilizam o tipo de dado em geoprocessamento denominado: A) Rede B) Temático C) Cadastral D) Imagem codificada E) Modelo numérico de terreno Alexandre Vastella, André Rocha, Cristhian dos Santos Teixeira, Diego Tassinari, Equipe André Rocha Aula 08 - Prof. Alexandre Vastella CNU (Bloco 3 - Ambiental, Agrário e Biológicas) Conhecimentos Específicos - Eixo Temático 3 - Caracterização da Paisagem no Meio Rural - 2024 (Pós-Edital) www.estrategiaconcursos.com.br 01562531000 - Renata Tomasini Scipioni 133 30) FGV - 2013 - Geógrafo (SUDENE) Assinale a alternativa que NÃO se refere a um interpolador de dados. A) Krigagem. B) Inverso da Distância Ponderada (IDW). C) Vizinho mais próximo. D) Média móvel. E) Moran. 31) FGV - Analista CONDER – Geógrafo – 2013 Analise as afirmativas a seguir e assinale C para a correta e E a errada. A) O índice de Moran é indicado para a análise espacial de dados pontuais. B) O operador de densidade Kernel pode ser aplicado para dados quantitativos e qualitativos. C) A geração de corredores ou buffers pode obter atributos de distância variados, contanto que estejam previamente armazenados em tabela. 32) FGV - Geógrafo - Florianópolis – 2014 O Sistema Nacional de Unidades de Conservação, instituído pela Lei nº 9.985/2000, determina diversas categorias de áreas protegidas por meio de zonas de amortecimento. Essas áreas são importantes porque compõem um cinturão para proteção da Unidade de Conservação do chamado efeito de borda. Para delimitação dessas áreas, utiliza-se em SIG a seguinte função espacial:A) Intersecção; B) União; C) Reclassificação; D) Corredor ou buffer; Alexandre Vastella, André Rocha, Cristhian dos Santos Teixeira, Diego Tassinari, Equipe André Rocha Aula 08 - Prof. Alexandre Vastella CNU (Bloco 3 - Ambiental, Agrário e Biológicas) Conhecimentos Específicos - Eixo Temático 3 - Caracterização da Paisagem no Meio Rural - 2024 (Pós-Edital) www.estrategiaconcursos.com.br 01562531000 - Renata Tomasini Scipioni 134 33) FGV - Fiscal do Meio Ambiente (Florianópolis)/2014 Em SIG são diversas as operações espaciais entre camadas que empregam duas ou mais camadas de entrada e geram uma camada de saída. Considere duas camadas A e B que possuem feições em comum. A operação que tem a propriedade de compor uma camada de saída constituída por feições comuns entre as camadas A e B é denominada: A) Soma; B) Diferença C) Interpolação D) Intersecção E) União 34) FGV - Geógrafo - Florianópolis – 2014 Diversos métodos de análise espacial podem ser baseados na localização, como é o caso da sobreposição de polígonos. Esse método pode ser utilizado para inferência de: A) Identificação de áreas de proteção permanente; B) Cálculo de áreas desmatadas em uma unidade de conservação; C) Georreferenciamento de imóveis rurais; D) Espacialização de dados censitários tabulares; E) Densidade demográfica de bairros de uma cidade. 35) CONSULPLAN - Geógrafo – MAPA – 2014 O sistema de informação geográfica (SIG) é utilizado para manipular, armazenar, consultar, visualizar, arquivar, atualizar, modelar etc. informações alfanuméricas e georreferenciadas sobre um determinado espaço geográfico em um único banco de dados. Assinale a alternativa que NÃO apresenta uma explicação sobre o SIG. Alexandre Vastella, André Rocha, Cristhian dos Santos Teixeira, Diego Tassinari, Equipe André Rocha Aula 08 - Prof. Alexandre Vastella CNU (Bloco 3 - Ambiental, Agrário e Biológicas) Conhecimentos Específicos - Eixo Temático 3 - Caracterização da Paisagem no Meio Rural - 2024 (Pós-Edital) www.estrategiaconcursos.com.br 01562531000 - Renata Tomasini Scipioni 135 A) Tem mecanismos de processamento de dados espaciais (entrada, edição, análise, visualização, saída e gerência de bancos de dados geográficos) e oferece armazenamento e recuperação dos dados espaciais e seus atributos. B) O requisito de armazenar a geometria dos objetos geográficos e de seus atributos representa uma dualidade básica para o SIG. Para cada objeto geográfico, é necessário armazenar seus atributos e as várias representações gráficas associadas. C) Há, pelo menos, três grandes maneiras de utilizá-lo: como ferramenta para produção de mapas; como suporte para análise espacial de fenômenos; e, como um banco de dados geográficos, com funções de armazenamento e recuperação de informação espacial. D) Apresenta os seguintes componentes: interface com usuário; entrada e integração de dados; funções de consulta e análise espacial; visualização e plotagem; armazenamento e recuperação de dados (organizados sob a forma de um banco de dados geográficos). Esses componentes se relacionam de forma hierárquica, no entanto, no nível mais próximo ao usuário, a interface 36) IADES - Geógrafo – SUDAM – 2013 O Geographical Information System (GIS), ou Sistema de Informação Geográfica (SIG), em português, compreende quatro elementos básicos que operam em um contexto institucional. Disponível em: < http://www.ltc.ufes.br/geomaticsce/Modulo Geoprocessamento>. Acesso em: 25/8/2013. Considerando esse assunto, assinale a alternativa que apresenta componentes ou elementos básicos de um SIG. A) Digitalização e fotogrametria. B) Sensoriamento remoto e Sistema de Posicionamento Global (GPS). C) Atributos alfanuméricos e dados geométricos. D) Dados gráficos e não gráficos. E) Software e dados. Alexandre Vastella, André Rocha, Cristhian dos Santos Teixeira, Diego Tassinari, Equipe André Rocha Aula 08 - Prof. Alexandre Vastella CNU (Bloco 3 - Ambiental, Agrário e Biológicas) Conhecimentos Específicos - Eixo Temático 3 - Caracterização da Paisagem no Meio Rural - 2024 (Pós-Edital) www.estrategiaconcursos.com.br 01562531000 - Renata Tomasini Scipioni 136 37) FGV/2017 – Analista Censitário – IBGE O projeto de um SGBD para emprego em SIG se divide em várias fases, de modo a prover os dados geográficos de forma eficiente para atender adequadamente às demandas próprias da aplicação. Nesse contexto, é elaborado o Modelo Entidade-Relacionamento como resultado do: A) Coleta e análise de requisitos; B) Projeto conceitual; C) Projeto lógico; D) Projeto físico; E) Projeto executivo. 38) FGV/2017 – Analista Censitário – IBGE Com o desenvolvimento de aplicações de Sistemas de Informações Geográficas (SIG), a representação de feições passou a considerar, além da geometria, as propriedades topológicas intrínsecas aos tipos de feições existentes. Uma propriedade topológica empregada em aplicações de SIG é: A) A distância entre feições pontuais; B) A distância entre feições representadas por polígonos; C) A área de feições representadas por polígonos; D) A orientação de feições representadas por curvas; E) o ângulo formado por duas feições representadas por curvas. Alexandre Vastella, André Rocha, Cristhian dos Santos Teixeira, Diego Tassinari, Equipe André Rocha Aula 08 - Prof. Alexandre Vastella CNU (Bloco 3 - Ambiental, Agrário e Biológicas) Conhecimentos Específicos - Eixo Temático 3 - Caracterização da Paisagem no Meio Rural - 2024 (Pós-Edital) www.estrategiaconcursos.com.br 01562531000 - Renata Tomasini Scipioni 137 39) FGV/2017 – Analista Censitário – IBGE – Questão 28 Deseja-se representar uma bacia hidrográfica a partir dos cursos d’água que a compõem. Considerando que os cursos d’água são representados como linhas, a representação deve preservar a(s) seguinte(s) propriedade(s) topológica(s): A) Conectividade; B) Conectividade e orientação; C) Orientação; D) Orientação e contiguidade; E) Conectividade, orientação e contiguidade. 40) FGV – Geógrafo – SUDENE – 2013 Sobre escala cartográfica e escala geográfica, considere as afirmativas a seguir. Assinale V para a verdadeira e F para a falsa. A) A escala cartográfica corresponde a relação entre medidas reais e sua representação gráfica. B) A análise geográfica dos fenômenos é limitada pela escala cartográfica na elaboração de cartas e mapas. C) A escala cartográfica adotada para representar os estudos geográficos em áreas urbanas, em cartas e mapas temáticos, deve ser obrigatoriamente menor que 1:500.000; 41) FGV – Geógrafo – SUDENE – 2013 Com relação aos conceitos de geoprocessamento, dados e informações geográficas, analise as afirmativas a seguir, assinando as corretas. A) Geoprocessamento pode ser entendido como um conjunto de conceitos, métodos e técnicas de diversas origens que, operando sobre bases de dados georreferenciados, pode associá-los a bancos de dados convencionais e transformar os dados em informação. Alexandre Vastella, André Rocha, Cristhian dos Santos Teixeira, Diego Tassinari, Equipe André Rocha Aula 08 - Prof. Alexandre Vastella CNU (Bloco 3 - Ambiental, Agrário e Biológicas) Conhecimentos Específicos - Eixo Temático 3 - Caracterização da Paisagem no Meio Rural - 2024 (Pós-Edital) www.estrategiaconcursos.com.br 01562531000 - Renata Tomasini Scipioni 138 B) As ferramentas computacionais para geoprocessamento, chamadas de Sistemas de Informação Geográfica, permitem realizar análises complexas, ao integrar dados de diversas fontes além de criar bancos de dados georreferenciados. C) O Geoprocessamento utiliza técnicas matemáticas e computacionais para o tratamento da informação geográfica e vem influenciando de maneira crescente as áreas de Cartografia, Análise de Recursos Naturais, Transportes,Comunicações, Energia e Planejamento Urbano e Regional. 42) CESPE – Arquiteto Urbanista – CEHAP-PB – 2009 Quanto ao geoprocessamento, assinale a opção correta. A) O sistema de informação geográfica (SIG) ou em inglês geografical information system (GIS) é, atualmente, o sistema mais adequado para análise espacial de dados geográficos. B) Os dados utilizados no SIG podem ser divididos em 3 grupos: dados gráficos ou espaciais (geográficos); dados topográficos (volumétricos); dados não-gráficos ou descritivos (alfanuméricos). C) Para geração dos dados espaciais, utiliza-se, exclusivamente, o sistema de posicionamento global (GPS). D) As plantas topográficas são obtidas a partir de dados colhidos por meio da geogrametria aérea. 43) FGV/2017 – Analista Censitário O termo álgebra de mapas foi popularizado por Dana Tomlin, em 1990, referindo-se a diversas operações sobre dados raster. Um exemplo de operação de vizinhança de álgebra de mapas é: A) Reclassificação; B) Operação de álgebra de camadas; C) Geração de declividade; D) Geração de mapas de custo-distância; E) Superposição de camadas. Alexandre Vastella, André Rocha, Cristhian dos Santos Teixeira, Diego Tassinari, Equipe André Rocha Aula 08 - Prof. Alexandre Vastella CNU (Bloco 3 - Ambiental, Agrário e Biológicas) Conhecimentos Específicos - Eixo Temático 3 - Caracterização da Paisagem no Meio Rural - 2024 (Pós-Edital) www.estrategiaconcursos.com.br 01562531000 - Renata Tomasini Scipioni 139 Gabarito Gabarito das questões - confira seu resultado 1 B 11 C 21 C 31 B e C 41 A, B e C 2 D 12 C 22 C 32 D 42 A 3 E 13 D 23 B 33 D 43 C 4 A 14 D 24 A 34 B 5 E 15 C 25 B 35 D 6 A 16 D 26 A 36 E 7 A 17 E 27 B 37 B 8 D 18 C 28 A 38 D 9 A 19 A 29 E 39 B 10 C 20 C 30 E 40 A Nos despedimos aqui. Espero que tenha aprendido bastante! Desejo a todos a APROVAÇÃO. Um grande abraço e ótimos estudos! Prof. Alexandre Vastella Alexandre Vastella, André Rocha, Cristhian dos Santos Teixeira, Diego Tassinari, Equipe André Rocha Aula 08 - Prof. Alexandre Vastella CNU (Bloco 3 - Ambiental, Agrário e Biológicas) Conhecimentos Específicos - Eixo Temático 3 - Caracterização da Paisagem no Meio Rural - 2024 (Pós-Edital) www.estrategiaconcursos.com.br 01562531000 - Renata Tomasini Scipioni