Prévia do material em texto
PRÁTICAS INTEGRATIVAS II - METODOLOGIA DO ENSINO DE LUTAS PROF. JEFFERSON CAMPOS LOPES FACULDADE CATÓLICA PAULISTA Prof. Jefferson Campos Lopes PRÁTICAS INTEGRATIVAS II - METODOLOGIA DO ENSINO DE LUTAS Marília/SP 2023 “A Faculdade Católica Paulista tem por missão exercer uma ação integrada de suas atividades educacionais, visando à geração, sistematização e disseminação do conhecimento, para formar profissionais empreendedores que promovam a transformação e o desenvolvimento social, econômico e cultural da comunidade em que está inserida. Missão da Faculdade Católica Paulista Av. Cristo Rei, 305 - Banzato, CEP 17515-200 Marília - São Paulo. www.uca.edu.br Nenhuma parte desta publicação poderá ser reproduzida por qualquer meio ou forma sem autorização. Todos os gráficos, tabelas e elementos são creditados à autoria, salvo quando indicada a referência, sendo de inteira responsabilidade da autoria a emissão de conceitos. Diretor Geral | Valdir Carrenho Junior PRÁTICAS INTEGRATIVAS II - METODOLOGIA DO ENSINO DE LUTAS PROF. JEFFERSON CAMPOS LOPES FACULDADE CATÓLICA PAULISTA | 5 SUMÁRIO CAPÍTULO 01 CAPÍTULO 02 CAPÍTULO 03 CAPÍTULO 04 CAPÍTULO 05 CAPÍTULO 06 CAPÍTULO 07 CAPÍTULO 08 CAPÍTULO 09 CAPÍTULO 10 08 20 40 49 58 67 77 91 104 111 CONCEITOS E COMPREENSÃO ACERCA DAS DIFERENCIAÇÕES ENTRE LUTAS, ESPORTES DE COMBATE E ARTES MARCIAIS INTRODUÇÃO DAS LUTAS EM SEUS ASPECTOS HISTÓRICOS A NA ATUALIDADE CLASSIFICAÇÕES DAS LUTAS, ARTES MARCIAIS E ESPORTES DE COMBATE MODELO CONCEITUAL, ATITUDINAL E PROCEDIMENTAL DAS ARTES MARCIAIS LUTAS NO LAZER E NA ATIVIDADE FÍSICA, ENQUANTO POSSIBILIDADE DE LAZER EM ESPAÇOS NÃO FORMAIS LUTAS NAS ATIVIDADES FÍSICAS E CONDICIONAMENTO FÍSICO AS LUTAS NA BNCC, COMO UNIDADE TEMÁTICA OBRIGATÓRIA DENTRO DO CONTEXTO ESCOLAR DIDÁTICA DO ENSINO DAS LUTAS, ONDE COMO É REALIZADO O PLANO DE AULA E ENSINO PROPOSTAS DE ATIVIDADES DE LUTAS NA EDUCAÇÃO FÍSICA ESCOLAR PREPARAÇÃO FÍSICA NOS ESPORTES DE COMBATE PRÁTICAS INTEGRATIVAS II - METODOLOGIA DO ENSINO DE LUTAS PROF. JEFFERSON CAMPOS LOPES FACULDADE CATÓLICA PAULISTA | 6 SUMÁRIO CAPÍTULO 11 CAPÍTULO 12 CAPÍTULO 13 CAPÍTULO 14 CAPÍTULO 15 123 135 145 155 163 USO DA PLIOMETRIA EM ESPORTES DE COMBATES PROPOSTA DE ATIVIDADES COM JOGOS NAS LUTAS PROPOSTAS DE ATIVIDADES COM HABILIDADES MOTORAS NAS LUTAS PROPOSTAS DE ATIVIDADES DE INICIAÇÃO ESPORTIVA NAS LUTAS MODELO RESUMO DE ARTES MARCIAIS: REGRAS DE CADA MODALIDADE PRÁTICAS INTEGRATIVAS II - METODOLOGIA DO ENSINO DE LUTAS PROF. JEFFERSON CAMPOS LOPES FACULDADE CATÓLICA PAULISTA | 7 INTRODUÇÃO O crescimento das lutas, artes marciais e esportes de combate como um fenômeno social, esportivo e econômico no mundo que envolvendo um número crescente de espectadores, praticantes e atletas no Brasil. Os dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílio (Pnad) divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) em 2019 revelam o aumento crescente de praticantes de lutas e artes marciais (1,5 milhão de brasileiros) com perspectivas que podem variar desde a inclusão social de vida, forma econômica e de reconhecimento profissional. Um dos benefícios obtidos na prática regular de lutas, artes marciais e esporte de combate está diretamente ligada a construção do ser humano na sociedade em que vive. Com a finalidade de oferecer mais aporte teórico aos profissionais dedicados ao ensino e ao treinamento em artes marciais, esportes de combate e lutas, em quinze capítulos nos quais o leitor encontra conhecimentos aplicados para que se tenham conhecimento e informações para o ensino pelos alunos dos cursos de bacharel e licenciatura sobre o tema. Os conceitos presentes no texto sobre os aspectos didáticos necessários a organização do planejamento no ensino pode contribuir para o professor transformá-los em ações concretas nas aulas, aumentando as suas chances de sucesso no ensino e no treinamento das lutas. Sem a pretensão de esgotar o tema, a obra que o leitor tem diante de si reflete o desafio que foi aceito por este autor de fomentar, preliminarmente, a discussão acerca dos conhecimentos necessários para a intervenção nas lutas, artes marciais e esportes de combate. Ao encarar este desafio, este livro traz o ensino no dojo, no treinamento, nos projetos sociais, na escola e na academia, para um enfrentamento diferente daquele que vivenciaram ao longo de suas experiências como esportistas, alunos e lutadores. Sem temer o desafio, os autores aceitaram o risco de contribuir para ampliar, aprofundar e refinar as reflexões sobre o ensino e o treinamento das lutas e proporcionar ao leitor uma melhor compreensão deste fenômeno crescente na sociedade. PRÁTICAS INTEGRATIVAS II - METODOLOGIA DO ENSINO DE LUTAS PROF. JEFFERSON CAMPOS LOPES FACULDADE CATÓLICA PAULISTA | 8 CAPÍTULO 1 CONCEITOS E COMPREENSÃO ACERCA DAS DIFERENCIAÇÕES ENTRE LUTAS, ESPORTES DE COMBATE E ARTES MARCIAIS Quando falamos de Lutas, Artes Marciais e Esportes de Combate, logo vem a nossa cabeça alguns filmes, séries e desenhos que nos remetem a um mundo de pura adrenalina e ação. Na verdade, além dessa forma de entretenimento, existe também uma grande diferença entre estes três conceitos que durante muito tempo no decorrer da evolução humana se caracteriza na maioria das vezes como sendo a mesma coisa. Vale lembrar que hoje existem as academias, os centros de treinamentos, projetos sociais, eventos de demonstração, campeonatos e formas de treino físico que também são desenvolvidas através das Lutas, Artes Marciais e Esportes de Combate por todo mundo. Ainda atualmente, as pessoas costumam conceituar as Lutas, as Artes Marciais e os Esportes de Combate como sendo a mesma coisa. Assim, precisamos entender que existem diferenças entre ambas, sendo bem claro que no começo do que chamamos de homem civilizado, a luta aparece desde a pré-história o homem fazia uso para sua sobrevivência, defesa contra animais e humanos, para busca de alimentação e até mesmo para reprodução. Veremos a partir dessa rápida conversa os conceitos e definições de ambas para um melhor entendimento e conhecimento deste tema. PRÁTICAS INTEGRATIVAS II - METODOLOGIA DO ENSINO DE LUTAS PROF. JEFFERSON CAMPOS LOPES FACULDADE CATÓLICA PAULISTA | 9 Figura 1 – Imaginário das Lutas, Artes Marciais e Esportes de Combate. Fonte: https://www.pexels.com/pt-br/procurar/artes%20marciais/ 1.1 Lutas Estudos atuais datam a idade da Terra em aproximadamente 3 ou 4 bilhões de anos. Durante este longo tempo diversas espécies de animais surgiram, desenvolveram-se e muitas delas desapareceram. Achados arqueológicos estimam que os primeiros hominídeos viveram há 3,5 milhões de anos mais ou menos, ou seja, são relativamente recentes, se levarmos em conta o tempo em que existe o planeta. (PINSKY, 2003). Começamos aqui nossa jornada pelo conhecimento do termo luta, que é um substantivo luta do latim lucta, significa “combate, com ou sem armas, entre pessoas ou grupos; disputa”. Apresentaremos algumas explicações do termo luta em vários dicionários: Dicionário Aurélio: s.f. Combate de dois atletas, corpo a corpo, e sem armas. Dicionário Houaiss: Esforço para superar, vencer obstáculos ou dificuldades. Dicionário informal: Disputa violenta que duas pessoas apostam para ver quem ganha algo ou para ver quem é o mais forte Dicionário Michaelis: Conflito, pelas armas, entre nações; guerra. Dicionário Priberam: Combate corpo a corpo. https://www.pexels.com/pt-br/procurar/artes%20marciais/ https://www.pexels.com/pt-br/procurar/artes%20marciais/ PRÁTICAS INTEGRATIVAS II - METODOLOGIA DO ENSINO DE LUTAS PROF. JEFFERSON CAMPOS LOPES FACULDADE CATÓLICA PAULISTA | 10 Traremos aqui, conforme Espartero (1999, pg. 12) as Lutas constituem-se como “uma das mais antigas manifestações da cultura humana, podendo estar vinculada também à preparação para a guerra;autodefesa; exercício físico; jogo ou como ação ritualística”. Já Correia e Franchini (2010, pg. 38) admitem que o termo “luta”: Possui um investimento diversificado de representações e significados, o que lhe confere uma dimensão “polissêmica”. Em relação ao contexto dos embates físico-corporais, o termo “luta” é circunscrito por intenções de subjugações entre os sujeitos a partir de conflitos interpessoais e, algumas vezes, por conteúdos humanos contraditórios e ambivalentes. Podemos entender que lutar é um ato universal dos humanos, onde é utilizado por outros grandes primatas. Nossos ancestrais eram obrigados a lutar inicialmente contra a hostilidade advinda do meio ambiente, depois para caçar e conquistar mulheres (acasalamento), seguido por razões e disputas políticas e territoriais. (PAIVA, 2015). De acordo com Nascimento (2008, pág. 01) as Lutas devem ser “compreendidas como produções humanas carregadas de significados historicamente construídos e que estabelecem relações com e nas sociedades onde são praticadas e desenvolvidas”. Por fim quanto ao foco no desenvolvimento do conteúdo lutas na educação, a BNCC: Focaliza as disputas corporais, nas quais os participantes empregam técnicas, táticas e estratégias específicas para imobilizar, desequilibrar, atingir ou excluir o oponente de um determinado espaço, combinando ações de ataque e defesa dirigidas ao corpo do adversário. Dessa forma, além das lutas presentes no contexto comunitário e regional, podem ser tratadas lutas brasileiras (capoeira, huka-huka, luta marajoara etc.), bem como lutas de diversos países do mundo (judô, aikido, jiu-jítsu, muaythai, boxe, chineseboxing, esgrima, kendo, etc.) (BRASIL, 2017, p. 176). PRÁTICAS INTEGRATIVAS II - METODOLOGIA DO ENSINO DE LUTAS PROF. JEFFERSON CAMPOS LOPES FACULDADE CATÓLICA PAULISTA | 11 Figura 2 – Lutas na Pré História Fonte: https://www.pexels.com/pt-br/foto/envelhecido-curtido-maturado-animal-4321704/ https://www.pexels.com/pt-br/foto/envelhecido-curtido-maturado-animal-4321704/ https://www.pexels.com/pt-br/foto/envelhecido-curtido-maturado-animal-4321704/ PRÁTICAS INTEGRATIVAS II - METODOLOGIA DO ENSINO DE LUTAS PROF. JEFFERSON CAMPOS LOPES FACULDADE CATÓLICA PAULISTA | 12 1.1.1 Artes Marciais Com o passar dos anos, vemos uma grande evolução que ocorre com o homem ele começar a não ficar mais no mesmo local como um nômade, utilizando sua vontade de conhecer novos lugares que são feitas através das grandes migrações constantes saindo da África, em duas possíveis rotas criando assim as primeiras civilizações, são um passo importante para as transformações da luta, agora com a tecnologia da metalurgia há a necessidade de se ter uma técnica também aprimorada nas mesmas. Falaremos num primeiro momento das artes marciais sendo assimiladas na história e depois da sua ampliação cultural e filosófica. Segundo Imoto (2008) a utilização e evolução das artes marciais começou com o homem primitivo que tentava sobreviver por meio de técnicas e táticas de caça e combate pouco sofisticados, passando pela Revolução Agrícola, que criou a necessidade de uma organização militar e religiosa, por causa da conquista de territórios e riquezas, até a chegada da sociedade atual. Figura 3 – Rotas de imigração do homem. Fonte:https://www.google.com.br/search?q=Rotas+de+imigra%C3%A7%C3%A3o+do+homem&sca_ esv=582416077&tbm=isch&source=lnms&sa=X&ved=2ahUKEwjf2cWzMSCAxV_qZUCHcYhBCAQ_ AUoAXoECAIQAw&biw=1366&bih=651&dpr=1#imgrc=oP4nxHIez7s7nM Vamos pegar a palavra Arte Marcial em duas: ARTE - vem do latim “ARS” que significa técnica, capacidade de fazer alguma coisa. MARCIAL – vem do latim “MARTIALE” ou “MARS” referente a guerra ou militares. Apresentaremos as explicações do termo arte marcial em dicionários: • Dicionário Aurélio: s.f. / Adj. Dois gêneros – Capacidade humana de criação e sua utilização com vista a certo resultado, obtido por diferentes meios - relativo á, ou próprio da guerra bélico PRÁTICAS INTEGRATIVAS II - METODOLOGIA DO ENSINO DE LUTAS PROF. JEFFERSON CAMPOS LOPES FACULDADE CATÓLICA PAULISTA | 13 • Dicionário Houaiss: Conjunto dos princípios e técnicas características de um ofício ou profissão- inclinado à guerra belicoso, destemido, resoluto. • Dicionário informal: Que tem ar guerreiro • Dicionário Michaelis: Saber ou perícia em empregar meios para conseguir um resultado que se refere a militares ou a guerreiros • Dicionário Priberam: Relativo à guerra. Figura 4 – Artes Marciais. Fonte: https://www.pexels.com/pt-br/foto/japones-cosplay-traje-fantasia-7778810/ Etimologicamente, a estrutura simbólica da palavra arte marcial tem origem na mitologia romana. Nessa sociedade, o termo “marcial” fazia referência ao “deus da PRÁTICAS INTEGRATIVAS II - METODOLOGIA DO ENSINO DE LUTAS PROF. JEFFERSON CAMPOS LOPES FACULDADE CATÓLICA PAULISTA | 14 guerra sangrenta”, representado pelo planeta Marte que, muito provavelmente, recebeu essa alcunha em razão de sua tonalidade avermelhada, que era, naquela cultura, associada à violência. Desse modo, o termo pode ser compreendido como sinônimo de Arte da Guerra. Desta forma a palavra Arte Marcial faz referência a um conjunto de práticas corporais que são configuradas a partir de uma noção aqui denominada de “metáfora da guerra”, uma vez que essas práticas derivam de técnicas de guerra como denota o nome, isto é, marcial (de Marte, deus romano da guerra; Ares para os gregos). Podemos entender que a partir de sistemas ou técnicas diversas de combate situadas em diferentes contextos sociais, essas elaborações culturais passam por um autêntico processo de ressignificação. Já o termo marcial, “relacionado ao campo mitológico faz alusões à dimensão conflituosa das relações humanas. Assim, temos a inclusão contínua de elementos que ultrapassam as demandas pragmáticas e utilitaristas das formas militares e bélicas de combates” (DEL VECCHIO; FRANCHINI, 2006, pág. 14). As artes marciais, conforme Gonçalves e Silva (2013) existiram durante toda a história humana, tendo adquirido diversos significados nas civilizações pelas quais foram desenvolvidas, além de terem tomado diversos estilos, alguns fazendo uso do corpo todo, outros apenas de mãos ou pés, e ainda há aqueles estilos de luta que fazem uso de armas, cada qual intrinsecamente relacionado à cultura que os produziu. Em algumas definições alguns autores podem utilizar a sigla As Artes marciais (AM) significam “arte de guerra” e aqui serão tratadas como sinônimo de lutas. As AM nasceram a muitos séculos atrás, originadas pela necessidade de autodefesa”. (HIRATA; DEL VECCHIO, 2006, pag. 01) Podemos notar que as AM, sofrem alterações ao longo do tempo, “modificando-se com as sociedades em que estão inseridas, mas, alguns aspectos tradicionalistas persistem enraizados, principalmente nas de origem oriental “(DRIGO et al., 2005, pág. 02). Conforme Lopes (2018), a divisão das artes marciais, em duas vertentes que seguem suas origens e contextualizações. As Lutas e Artes Marciais nascidas no Oriente e as forjadas no Ocidente. Existe uma discussão sobre o que será chamado por orientalismo, se dá através do processo de globalização. Sobre essa troca de abordagens, Sousa (2010) diz que existe um duplo movimento que se caracteriza pela ‘ocidentalização’ do oriente, e a ‘orientalização’ do ocidente, de forma que produtos culturais dos dois lados tenham alguma influência sobre ações e interpretações dos dois pontos. PRÁTICAS INTEGRATIVAS II - METODOLOGIA DO ENSINO DE LUTAS PROF. JEFFERSON CAMPOS LOPES FACULDADE CATÓLICA PAULISTA | 15 Abaixo apresentaremos uma possível divisão dos tipos de Artes Marciais existentes no Oriente e no Ocidente para que você possa reconhecer algumas delas. Figura 5 – Artes Marciais do Oriente e do Ocidente. Fonte: Lopes (2018). Vale lembrar que dentro das artes marciais, existe o treinamento com as armas que são específicas de cada uma. Existem em quase todas, um sistemade disputa que podemos institucionalizar a nível mundial, onde possam estar sendo realizadas formas de competições em cada uma. Outra informação muito importante é que cada uma PRÁTICAS INTEGRATIVAS II - METODOLOGIA DO ENSINO DE LUTAS PROF. JEFFERSON CAMPOS LOPES FACULDADE CATÓLICA PAULISTA | 16 das modalidades realiza seus campeonatos mundiais (geralmente uma vez por ano) e somente algumas estão presentes nos jogos olímpicos como esportes de combate. 1.1.1.1 Esportes de Combate Gostaria de, antes de explicitar sobre o termo “esportes de combate”, realizar uma explicação dos termos esportes e combate para um melhor entendimento. Segundo (Paiva, 2015) o significado de “Combater”, em latim “combattere, nasceu da combinação de come battuere - Lutar contra alguém é opor-se, bater-se com alguém”. Assim, para falarmos em combate precisamos conhecer dentro da filosofia de Deleuze e Guattari, onde encontramos o conceito de máquina de guerra, o qual os próprios autores relacionam em algum ponto com as Lutas (DELEUZE e GUATTARI, 1997). A máquina de guerra pertencia aos nômades e funcionava primeiro, como forma de pura expressão do seu modo de existir e sobreviver. Seguindo a ideia da máquina de guerra, gostaria de apresentar antes das lutas o termo combate. A noção de combate é um momento dentro das Lutas, é um momento que acontece, que nos acontece, acontece através de nós. (FOUCAULT, 2000). Já a palavra esporte que é considerada como um dos maiores fenômenos sociais do século Barroso e Darido (2006, pg. 06) ele é “tratado como um fenômeno sociocultural e é patrimônio da humanidade”. Dessa forma podemos defini-lo como um sistema ordenado de práticas corporais de relatividades complexas que envolve atividades de competição institucionalmente regulamentada, que se objetiva na superação de seus adversários ou de marcas e resultados anteriores estabelecidos. Assim Bourdieu (2000) define o esporte como um dos principais fenômenos socioculturais da primeira década do século XXI, consolidando e lançando valores e modos de comportamento, tendo valor de mercado nas maiores economias do mundo, poder político em praticamente todo o globo, reunindo nações, organizações, grupos sociais nos mais distintos locais, com diferentes intenções e diversificada valoração. Nesse sentido o esporte, na atualidade, assume o status de um fenômeno globalizado, motivador de parte dos maiores eventos internacionais, responsável por parcela significativa da movimentação financeira mundial, palco para manifestações políticas e de poder. Desta maneira, é possível hoje denomina-lo “como um fenômeno sociocultural de múltiplas manifestações, cada vez mais integrado às demandas dos que com ele convivem”. (GALATTI, 2006, pg. 118). PRÁTICAS INTEGRATIVAS II - METODOLOGIA DO ENSINO DE LUTAS PROF. JEFFERSON CAMPOS LOPES FACULDADE CATÓLICA PAULISTA | 17 Agora, como podemos entender melhor o que são esporte de combate, vamos às definições da palavra: • Do latim MODALIS – relativo a modo, maneira de ser. • DES – desporto • COMBATTERE – bater ou golpear. Podemos entender que são formas esportivizadas das lutas e artes marciais, cujo objetivo principal é simular em parte os combates corpo a corpo. Algumas explicações do termo arte marcial em dicionários: • Dicionário Aurélio: s.f. / Adj. /s.m. – Cada um dos aspectos diversos duma coisa- que é dado a prática de esporte- ato ou efeito de combater • Dicionário Houaiss: Feição diversa que podem ter as coisas, tipo- próprio de esportista ou que lembra um esportista- luta entre gente, armada ou não. • Dicionário informal: Modalidade que engloba esportes • Dicionário Michaelis: Propriedade que tem a substância de ter modos- relativo ao esporte, desporto- luta entre gente armada ou forças militares; batalhas; embate; choque. • Dicionário Priberam: Relativo ao desporto Figura 6 – Esportes de Combate – Boxe Fonte; https://pt.dreamstime.com/foto-de-stock-encaixotamento-do-pugilista-de-dois-profissionais-no-fundo-fumarento-preto-image95840824 https://pt.dreamstime.com/foto-de-stock-encaixotamento-do-pugilista-de-dois-profissionais-no-fundo-fumarento-preto-image95840824 https://pt.dreamstime.com/foto-de-stock-encaixotamento-do-pugilista-de-dois-profissionais-no-fundo-fumarento-preto-image95840824 PRÁTICAS INTEGRATIVAS II - METODOLOGIA DO ENSINO DE LUTAS PROF. JEFFERSON CAMPOS LOPES FACULDADE CATÓLICA PAULISTA | 18 Podemos verificar que segundo Franchini (2012) São lutas ou atividades derivadas das artes marciais que adquiriram ou incorporaram características do esporte moderno: regidas por unidades institucionais, como federações e confederações e que contam com regras de prática e combate bem definidas em campeonatos, com medalhas e sistemas competitivos e classificatórios. (FRANCHINI, 2012, pg. 56) Já Nascimento e Almeida (2007): Caracterizam o esporte de combate como modalidades que utilizam técnicas, táticas, estratégias de oposição, a imobilização, ou exclusão de determinado espaço e o desequilíbrio para vencer. Também apresentam elementos como respeito às regras, à integridade física e moral dos colegas, bem como às diferenças de gênero, estatura e peso. (NASCIMENTO e ALMEIDA, 2007, pg. 728) O termo esporte de combate desponta como uma adaptação conceitual moderna frente às normas convencionais do esporte de luta. O termo vem sendo “empregado frequentemente no sentido de institucionalizar o confronto, entre dois oponentes, baseado em regras” (HERRERA et al., 2005, pg. 02). Abaixo apresentaremos as modalidades de combate que estão ou estiveram em um dos Jogos Olímpicos de Tóquio em 2021, conforme quadro abaixo: Esporte Ano Ingresso Categorias Demonstração Efetivamente Masc. Fem. Boxe - 1904 1904 - Esgrima - 1896 1896 1896 Judô 1964 1972 1964 1988 Luta - 1896 1896 2004 Taekwondo 1988 2000 1988 2000 Kung Fu 2008 - 2008 2008 Karate 2020 - - - Quadro 1 – Modalidades de combate que fazem parte do circuito Olímpico. Fonte: Quadro adaptado (Comitê Olímpico Brasileiro 2004). https://www.redalyc.org/journal/5141/514154368031/html/#redalyc_514154368031_ref7 PRÁTICAS INTEGRATIVAS II - METODOLOGIA DO ENSINO DE LUTAS PROF. JEFFERSON CAMPOS LOPES FACULDADE CATÓLICA PAULISTA | 19 ISTO ESTÁ NA REDE Aqui apresentaremos um quadro com as possibilidades de datas de criação das lutas, artes marciais e esportes de combate. Nome Ano Início Ano Final Fato na História Referência LUTAS 4,5 milhões de anos 10.000 A.C. Pré-história PALESTRINI, 1980 ARTES MARCIAIS 15.000 A.C. Século 19 Grandes civilizações NATALI, 1987 MODALIDADES ESPORTIVAS DE COMBATE Século 19 Dias de hoje Olimpíadas da antiguidade/ Moderna POLIAKOFF, 1987 Quadro 1 – Datas de surgimento das Lutas, AM e Esportes de combate. Fonte: Criada pelo autor (2018). ISTO ACONTECE NA PRÁTICA As lutas que eram disputadas nas Olimpíadas antigas (Grécia), eram as lutas tipo: grego romanas, onde a vitórias consistia em derrubar o adversário três vezes. Era considerado queda quando o oponente tocava as costas, o ombro ou o tórax no solo. O pugilato (boxe) onde não existia tempo e a vitória era por nocaute ou desistência. E por último o pancrácio que era uma mistura das duas citadas acima, eram extremamente físicas e violentas; ferimentos graves e até mortes não era incomuns. As partidas continuavam indefinidamente, até que um dos competidores sinalizasse a derrota ao bater no ombro de seu oponente, levantasse a mão, ou até que um ferimento ou fatalidade ocorresse. ANOTE ISSO Lutas são movimentos naturais que são utilizados numa situação de ataque ou defesa contra animais ou seres humanos. Artes marciais, são técnicas desenvolvidas por diversas civilizações com objetivo de proteção, conquista e domínio de outros. Esporte de combates, são modalidades que visam o alto rendimento dentro dos Jogos Olímpicos. PRÁTICAS INTEGRATIVAS II - METODOLOGIA DO ENSINO DE LUTAS PROF. JEFFERSON CAMPOS LOPES FACULDADE CATÓLICA PAULISTA |20 CAPÍTULO 2 INTRODUÇÃO DAS LUTAS EM SEUS ASPECTOS HISTÓRICOS A NA ATUALIDADE Olá, nesta unidade convido você a conhecer no âmbito milenar das lutas sua evolução histórica da humanidade e de suas passagens por vários países. A intenção é conhecer e aprender como as lutas evoluíram através dos tempos, desmistificando algumas ideias errôneas e encantando-se nesta jornada de informação e conhecimentos. Iremos também conhecer como as lutas chegaram e foram criadas no Brasil e quais foram suas trajetórias, como também com as lutas que estão presentes na atualidade. Figura 1 – Lutas na História da humanidade Fonte: https://www.pexels.com/pt-br/foto/fotografia-em-tons-de-cinza-de-cotas-de-malha-e-capacetes-no-solo-208674/ https://www.pexels.com/pt-br/foto/fotografia-em-tons-de-cinza-de-cotas-de-malha-e-capacetes-no-solo-208674/ https://www.pexels.com/pt-br/foto/fotografia-em-tons-de-cinza-de-cotas-de-malha-e-capacetes-no-solo-208674/ PRÁTICAS INTEGRATIVAS II - METODOLOGIA DO ENSINO DE LUTAS PROF. JEFFERSON CAMPOS LOPES FACULDADE CATÓLICA PAULISTA | 21 2.1 Aspectos históricos das lutas no Mundo Como pudermos ver no capítulo 1, sabemos que as lutas estavam presentes desde os primórdios humanos na pré-história onde lutavam pela sua sobrevivência, pela defesa de seu território, pela busca de alimentos e pela reprodução. Com o passar dos tempos houve uma evolução através delas pelo processo migratório de busca por novos locais que se expandiu por outros continentes, tendo necessidades de aprimoramento das Lutas, exigindo técnicas mais apuradas para defesa, proteção e conquista. Estes parágrafos acima são conformados segundo Pinto et al. (2004, pg. 14): sabemos que o ser humano se utiliza do corpo para conseguir sua sobrevivência, ou para conseguir seu alimento através da caça e colhendo vegetais ou travando combates com outros seres humanos ou animais em defesa de seu território, ou mesmo, se defendendo de moléstias. A partir de agora veremos como foram surgindo grandiosas sociedades que têm grandes momentos na história da humanidade. Com a evolução das civilizações foram surgindo formas sistematizadas e diferenciadas de combates corporais a ponto destas formas assumirem caráter de estilos de vida baseados em filosofias que agregavam valores e atrelavam um número significativo de pessoas a fim de organizar grupos de combate para defesa das nações que são construídas através da conquista e ampliação de seus territórios através de combates que identificamos como o começo e a evolução das artes marciais na história clássica, através destes povos abaixo: 1. EGITO Toda civilização humana criou sua própria forma de luta, e o Egito não foi exceção. Sua arte marcial chamava-se Thatib, e está perpetuada numa rocha, onde há a ilustração de dois homens praticando essa forma de combate. Essa rocha se encontra, atualmente, no museu do Louvre, em Paris (França). A luta se dá através da sincronia entre os golpes e a música (assim como ocorre na Capoeira) e não há, pelo menos em tese, o intuito de ferir o oponente, sendo uma espécie de demonstração para turistas. Há também uma versão feminina, que é tida como menos agressiva. Através desta luta os soldados egípcios aperfeiçoaram seu sistema onde usavam alguns complementos acessórios tais como: arcos e flechas, PRÁTICAS INTEGRATIVAS II - METODOLOGIA DO ENSINO DE LUTAS PROF. JEFFERSON CAMPOS LOPES FACULDADE CATÓLICA PAULISTA | 22 maça, machados, espadas, punhais, cimitarras curvas, além de longas lanças e escudos. (BAINES, 2008). Figura 2 – Egito Fonte: https://www.pexels.com/pt-br/foto/antigo-antepassados-anciao-colunas-18934700/ https://www.pexels.com/pt-br/foto/antigo-antepassados-anciao-colunas-18934700/ https://www.pexels.com/pt-br/foto/antigo-antepassados-anciao-colunas-18934700/ PRÁTICAS INTEGRATIVAS II - METODOLOGIA DO ENSINO DE LUTAS PROF. JEFFERSON CAMPOS LOPES FACULDADE CATÓLICA PAULISTA | 23 2. MESOPOTÂMIA (Sumérios/Babilônico/Hebreus/Assírios) Por volta de 2.500 A.C.; os acádios dominaram as cidades dos sumérios. Nas batalhas, os acádios utilizaram o arco e a flecha, mostrando-se mais rápidos e eficientes que a infantaria (tropa que luta a pé) armada com pesadas lanças e escudos. Comandados por Sargão I, os acadianos conquistaram e unificaram as cidades sumerianas, fundaram o primeiro império mesopotâmico que expandiu desde o Golfo Pérsico até as regiões de Amorru e da Assíria. (MONTENFIORE,2013). Figura 3 – Mesopotâmia Fonte: https://www.dreamstime.com/ancient-sumerian-stone-carving-cuneiform-scripting-sumerian-artifact-image194307405 3. PÉRSIA A antiga Pérsia era a herdeira de um estado pré-existente, Mesopotâmia, que serviu de base para o desenvolvimento do futuro império capaz de subjugar qualquer estado. Em confrontos militares, das tropas antigas Pérsia com cavalos, camelos usados, mulas, punhais, facas, lanças, dardos, arcos, aríetes, mas como uma formação de batalha chamada de falange, que no mundo antigo eram comuns. A organização armada Império Persa consistia em infantaria, cavalaria, unidades de carros de combate, elefantes e soldados que lutavam em camelos. Além disso, existiam os Imortais que era um regimento de elite que carregava uma lança média e uma pequena espada onde se realizavam as lutas corpo a corpo com o inimigo. (HOLLAND, 2008). https://www.dreamstime.com/ancient-sumerian-stone-carving-cuneiform-scripting-sumerian-artifact-image194307405 https://www.dreamstime.com/ancient-sumerian-stone-carving-cuneiform-scripting-sumerian-artifact-image194307405 PRÁTICAS INTEGRATIVAS II - METODOLOGIA DO ENSINO DE LUTAS PROF. JEFFERSON CAMPOS LOPES FACULDADE CATÓLICA PAULISTA | 24 Figura 4 – Persas Fonte: Google Imagens. Disponível em: <search?q=luta+na+pre+historia&espv=2&biw= 1517&bih=714&tbm=isch&tbo=u&source=univ&sa=X&ved=0CFsQ7AlqFQo TCObqjcaDz8gCFQUVkAodQPIF4g&dpr=0.9>. 4. GREGOS Pále (em grego: πάλη) também conhecido como wrestling grego, luta grega ou luta grega antiga, foi o esporte organizado mais popular na Grécia Antiga. Um ponto é marcado quando um jogador tocar o chão com suas costas, bater com a mão devido a uma submissão total ou for forçado a sair da área de luta. É preciso que sejam marcados três pontos para vencer o combate. Uma situação particularmente importante nessa forma de luta era aquela em que um dos competidores estivesse caído de bruços, com o seu adversário em suas costas tentando estrangulá-lo. O atleta no solo iria tentar agarrar o braço do atleta de cima e colocá-lo em suas costas, enquanto o atleta de cima iria tentar completar o estrangulamento sem que rolasse para baixo. Arte marcial da Grécia antiga e esporte gladiatório, o pancrácio era uma fusão de técnicas de luta, que incluíam a luta grega, boxe, estrangulamento, chutes, golpes e técnicas de travamento das articulações. Na verdade, o pancrácio só não permitia morder, arranhar e arrancar o olho do oponente, tudo o mais era considerado legal na competição. O termo pancrácio vem do grego “pancratium”, que significa “cerco total” ou “poderes totais”. (SEKUNDA, 1999). Vemos que “Os soldados de infantaria gregos eram treinados nas técnicas do pancrácio. Quando Alexandre, o Grande, invadiu a Índia em 326 a. C., os gregos trouxeram consigo o pancrácio e o praticavam em seus campos militares como parte do treinamento”. (FUNARI, 2002, pg. 56). PRÁTICAS INTEGRATIVAS II - METODOLOGIA DO ENSINO DE LUTAS PROF. JEFFERSON CAMPOS LOPES FACULDADE CATÓLICA PAULISTA | 25 Dentro os gregos havia os espartanos que realizavam o agōgē, um rigoroso regime de treinamento e educação, sendo que as falanges espartanas eram amplamente consideradas entre as melhores no campo de batalha. Hoplitas eram soldados armados com lanças de 3 m, chamadas dory, e xiphos, espadas curtas para combate próximo. Eram munidos de um escudo, o hóplon, e uma armadura de bronze, a panóplia. Atuavam em colunas largas, com oito a 12 linhas de soldados, com os mais experientesà direita. A razão disso era que os homens se moviam instintivamente em direção ao escudo de seu parceiro, e os veteranos evitavam que a tropa toda se desviasse. As lanças podiam ser seguradas por baixo ou por cima, permitindo que um soldado das linhas de trás atacasse sobre os ombros dos companheiros. A combinação de armadura e escudo e a coesão da tropa os tornavam quase invulneráveis a um ataque frontal, fosse por flechas, espadas ou lanças. (CARTLEDGE, 2003). Figura 5 – Gregos Fonte: https://www.pexels.com/pt-br/foto/envelhecido-curtido-maturado-antigo-5587588/ https://www.pexels.com/pt-br/foto/envelhecido-curtido-maturado-antigo-5587588/ https://www.pexels.com/pt-br/foto/envelhecido-curtido-maturado-antigo-5587588/ PRÁTICAS INTEGRATIVAS II - METODOLOGIA DO ENSINO DE LUTAS PROF. JEFFERSON CAMPOS LOPES FACULDADE CATÓLICA PAULISTA | 26 5. ROMANOS: GLADIADORES E EXÉRCITO ROMANO Na Roma antiga existiam os gladiadores que utilizavam espadas, escudos, lanças, treinavam bastante na arte do combate e duelavam com outros guerreiros, às vezes com feras como leões, tigres etc. Estes jogos romanos, as lutas “realizadas na arena usualmente eram travadas dentro de um esquema de duelos entre gladiadores, podendo também ocorrer duelos entre pares e a finalidade primordial não é ocasionar a morte de seu opositor, mas sim demonstrar sua coragem e habilidade guerreira”. (AUGUET, 1994, pág. 124). Existiam uma série de funções entre os gladiadores como os Equites (que lutavam em cima de cavalos) e os Dimachaeri (lutadores com duas espadas). Já os soldados eram treinados com diversos tipos de armas, como escudos, espadas, lanças e punhais. Muitas vezes esses instrumentos de treinamento eram mais pesados que os usados em combate. Tal medida era adotada para tornar os soldados ainda mais fortes e hábeis. Conforme Kulikowski (2009, pag. 255), os soldados romanos recebiam um treinamento muito intenso que era baseado em: As técnicas de treinamento usadas para aperfeiçoar os soldados eram comuns a todos os exércitos romanos. Primeiramente, eles eram submetidos a esforços físicos, como ginástica e natação, como forma de construir seu físico. Para aprenderem técnicas de combate, usavam armas de madeira nos treinamentos. Muitas marchas eram promovidas, com o intuito de simular os percalços das campanhas reais, e isto significava que o legionário teria que carregar todo o equipamento de que precisaria em uma campanha real. Estas marchas ajudavam os legionários a construir sua resistência e persistência às adversidades. PRÁTICAS INTEGRATIVAS II - METODOLOGIA DO ENSINO DE LUTAS PROF. JEFFERSON CAMPOS LOPES FACULDADE CATÓLICA PAULISTA | 27 Figura 6 – Romanos Fonte: https://unsplash.com/pt-br/fotografias/grupo-de-homens-em-uniforme-de-camuflagem-marrom-e-verde-em-pe-na-areia-cinza-durante-o-dia-xzir-fCqSV8 https://unsplash.com/pt-br/fotografias/grupo-de-homens-em-uniforme-de-camuflagem-marrom-e-verde-em-pe-na-areia-cinza-durante-o-dia-xzir-fCqSV8 https://unsplash.com/pt-br/fotografias/grupo-de-homens-em-uniforme-de-camuflagem-marrom-e-verde-em-pe-na-areia-cinza-durante-o-dia-xzir-fCqSV8 PRÁTICAS INTEGRATIVAS II - METODOLOGIA DO ENSINO DE LUTAS PROF. JEFFERSON CAMPOS LOPES FACULDADE CATÓLICA PAULISTA | 28 6. CHINESAS Tradicionalmente conhecido na China por “Wushu”, as artes marciais chinesas se popularizaram no Ocidente sob a denominação de “Kung Fu”. A China antiga é cheia de histórias nas quais as artes marciais estão presentes. Num passado de imperadores tiranos, o povo era estimulado à guerra – fosse para autodefesa, fosse para proteger seus superiores. Apesar deste espírito guerreiro, o povo chinês vivia em harmonia com a natureza. Uma das explicações para isso é que eles dependiam da agricultura para sobreviver. (TORRES, 2011). De acordo com Torres (2011, pag. 04), há diversos estilos de lutas marciais surgidos na China. A tal ponto que, em cada lugar do país, foram desenvolvidos sistemas particulares de Kung Fu. Apresentaremos os estilos do norte e do sul. Na parte norte da China, predominava um maior uso das pernas nos estilos de lutas. Já no Sul, os braços eram privilegiados. É a isso que se refere um conhecido ditado chinês: “pernas no Norte e braços no Sul. Uma explicação para este fato é que o norte chinês é montanhoso. Isso teria permitido aos seus habitantes terem pernas fortes e ágeis, devido às longas caminhadas nas montanhas. Já os habitantes do Sul, que viviam nos pântanos, semeando arroz e fazendo uso dos barcos para deslocamentos, desenvolveram braços fortes para possibilitar uma boa colheita. São alguns estilos do Kung Fu: Louva Deus, Shaolin do Norte, Garra da Águia, Hung Gar, Choy Lay Fut, Garça Branca e Tai Chi Chuan. Figura 7 – Chinesas Fonte: https://www.pexels.com/pt-br/foto/preto-e-branco-p-b-escala-de-cinza-tons-de-cinza-6724225/ https://www.pexels.com/pt-br/foto/preto-e-branco-p-b-escala-de-cinza-tons-de-cinza-6724225/ https://www.pexels.com/pt-br/foto/preto-e-branco-p-b-escala-de-cinza-tons-de-cinza-6724225/ PRÁTICAS INTEGRATIVAS II - METODOLOGIA DO ENSINO DE LUTAS PROF. JEFFERSON CAMPOS LOPES FACULDADE CATÓLICA PAULISTA | 29 7. JAPONESAS As artes marciais japonesas se originaram das tradições guerreiras dos samurais e devido ao sistema de castas que restringiu o uso de armas pelos membros das classes não guerreiras. Em razão disso, os samurais tinham que desenvolver habilidades e se preparar para um treinamento físico e mental para um combate desarmado. As Artes Marciais Japonesas se dividem em Koryu e Budô Gendai. Koryu se refere às artes marciais que nasceram antes do Meiji Ishin (Restauração Meiji) e Budô Gendai são as chamadas Artes Marciais Japonesas Modernas. Algumas palavras são evidentes como o “Budō, entre outros sentidos, pode ser compreendido como o “caminho marcial” que remete a pensamentos filosóficos, religiosos e corporais concomitantemente”. O praticante é capaz de desenvolver a sua personalidade e de contribuir com a sociedade como um todo. (GOMES, 2008, pág. 186). Algumas artes marciais japonesas são: Sumô, Judô, Karatê, Aikidô, Kendô, Jiu Jistu, Ninjutsu, Iaidô e Kyudô. Figura 8 – Japonesas Fonte: https://unsplash.com/pt-br/fotografias/artista-marcial-faixa-preta-em-pe-com-uma-perna-J1BwEL2n530 https://unsplash.com/pt-br/fotografias/artista-marcial-faixa-preta-em-pe-com-uma-perna-J1BwEL2n530 https://unsplash.com/pt-br/fotografias/artista-marcial-faixa-preta-em-pe-com-uma-perna-J1BwEL2n530 PRÁTICAS INTEGRATIVAS II - METODOLOGIA DO ENSINO DE LUTAS PROF. JEFFERSON CAMPOS LOPES FACULDADE CATÓLICA PAULISTA | 30 8. TAILANDESAS Temos o boxe tailandês ou Muay Tae, no caso do Muay Thai, que de acordo com a Confederação Brasileira de Muay Thai (CBMT, 2007), é uma arte marcial tailandesa que possui uma história com mais de 2.000 anos que se entrelaça com a história do povo Tailandês. Dentre todas as versões da sua origem, a mais aceita tanto por Mestres, como dos historiadores tailandeses é a de que há muitas gerações atrás o seu povo saiu da província de Yunnam na China Central, em busca de liberdade e terras férteis para a agricultura até onde hoje é a Tailândia (CBMT, 2007). Porém, em seu caminho eles encontraram muitas hostilidades e para se protegerem eles criaram um método de luta e autodefesa que fazia o uso de diversas armas chamado “Chupasart”, contudo ele gerava muitos acidentes em seus treinamentos por conta do uso de armas e isso os fez criaram um método de luta sem armas que era muito parecido ao Kung Fu Chinês devido às suas origens, mas que se tornou o precursor do atual Muay Thai, de forma que com o tempo ele foi se modificando até o seu atual estilo (CBMT, 2007). Como diz a CBMT (2007), o Muay Thai teve muitas modificações, desde variações no estilo e técnicas, como a forma que suas lutas aconteciam, sendo que até por volta de 1920 elas ainda eram realizadas sem qualquer tipo de proteção além de ainda não terem categorias de peso,e eram levadas até o nocaute, uma lesão grave ou morte de um dos lutadores. Após esse período, por conta do alto índice de lesões que estavam acometendo os lutadores, começaram a adaptar regras do boxe inglês nas lutas (CBMT, 2007). PRÁTICAS INTEGRATIVAS II - METODOLOGIA DO ENSINO DE LUTAS PROF. JEFFERSON CAMPOS LOPES FACULDADE CATÓLICA PAULISTA | 31 Figura 9 – Tailândia Fonte: https://unsplash.com/pt-br/fotografias/2-homens-em-calcoes-azuis-e-vermelhos-e-luvas-de-boxe-FS3EMcyyrhM 2.1.1 Aspectos históricos das lutas no Brasil É necessário compreender que para falarmos das lutas no Brasil, temos que visualizar uma data cronológica para que possamos a partir desta, termos um perfil do que aconteceu. O Brasil foi descoberto em 1.500, mas sua colonização efetiva começa depois de 30 anos. Neste contexto os índios no Brasil, foram escravizados, mas logo liberados deste processo. Assim temos as Lutas corporais indígenas como o Huka-Huka, que parte do “princípio da origem, da etnia e do contexto cultura na qual elas fazem parte, apresentando as diversidades linguísticas e fazendo com que o discente entenda que o mesmo não se refere somente a reprodução de movimentos estereotipados, mas sim a expressões corporais resultante da cultura daquele povo” (ASSIS, 2015, pag. 18). https://unsplash.com/pt-br/fotografias/2-homens-em-calcoes-azuis-e-vermelhos-e-luvas-de-boxe-FS3EMcyyrhM https://unsplash.com/pt-br/fotografias/2-homens-em-calcoes-azuis-e-vermelhos-e-luvas-de-boxe-FS3EMcyyrhM PRÁTICAS INTEGRATIVAS II - METODOLOGIA DO ENSINO DE LUTAS PROF. JEFFERSON CAMPOS LOPES FACULDADE CATÓLICA PAULISTA | 32 O Huka-huka, vai muito além da luta, representa a diversidade cultural da nossa nação, onde esse ritual nasce e se desenvolve mais especificamente no Alto Xingu. Em geral sua ocorrência se dá após o Kuarup, ritual Xingu de homenagem aos mortos. No dia posterior ao Kuarup, ao amanhecer, os campeões de cada tribo, os adultos e os jovens competem entre si. O Instituto Socioambiental (ISA, 2002, p. 1) ainda ressalva que: Os lutadores se defrontam batendo o pé direito no chão, dando voltas no sentido dos ponteiros do relógio, com o braço esquerdo estendido e o direito retraído, enquanto gritam alternadamente: hu! ha! hu! ha! Até que chocam as mãos direitas e enlaçam o pescoço do adversário com a esquerda. A luta, que pode durar poucos segundos, termina quando um dos adversários é derrubado, o que não tem que ocorrer literalmente, bastando que a parte posterior de um de seus joelhos seja agarrada pela mão do outro, o que é considerado condição suficiente para provocar-lhe a queda. Figura 10 – Huka Huka Fonte: https://br.images.search.yahoo.com/search/images;_ylt=AwriiG_oLFVlJEQbDHv16Qt.;_ylu=c2VjA3NlYXJjaARzbGsDYnV0dG9u;_ylc=X1MDMjExNDcxM DAwNQRfcgMyBGZyA21jYWZlZQRmcjIDcDpzLHY6aSxtOnNiLXRvcARncHJpZANHS1pUVUxIUFN1YUlxMlVuOGR6ODRBBG5fcnNsdAMwBG5fc3VnZwMxMAR vcmlnaW4DYnIuaW1hZ2VzLnNlYXJjaC55YWhvby5jb20EcG9zAzAEcHFzdHIDBHBxc3RybAMwBHFzdHJsAzkEcXVlcnkDaHVrYSUyMGh1a2EEdF9zdG1wAzE3 MDAwODA4ODM-?p=huka+huka&fr=mcafee&fr2=p%3As%2Cv%3Ai%2Cm%3Asb-top&ei=UTF-8&x=wrt&type=E210BR91199G0#id=0&iurl=https%3A%2F%2Fi1. wp.com%2Fsinchi-foundation.com%2Fwp-content%2Fuploads%2F2017%2F06%2F5-FotoAlejandroZambrana-5956c121e3ec4.jpg%3Ffit%3D1500%252C998%26 ssl%3D1&action=click Outra Luta de origem Brasileira, A Luta Marajoara (LM) “é uma prática corporal tradicional da Ilha do Marajó, Pará, sendo ao mesmo tempo considerada como uma importante manifestação cultural e regional do interior do Estado do Pará” (ASSIS; https://br.images.search.yahoo.com/search/images;_ylt=AwriiG_oLFVlJEQbDHv16Qt.;_ylu=c2VjA3NlYXJjaARzbGsDYnV0dG9u;_ylc=X1MDMjExNDcxMDAwNQRfcgMyBGZyA21jYWZlZQRmcjIDcDpzLHY6aSxtOnNiLXRvcARncHJpZANHS1pUVUxIUFN1YUlxMlVuOGR6ODRBBG5fcnNsdAMwBG5fc3VnZwMxMARvcmlnaW4DYnIuaW1hZ2VzLnNlYXJjaC55YWhvby5jb20EcG9zAzAEcHFzdHIDBHBxc3RybAMwBHFzdHJsAzkEcXVlcnkDaHVrYSUyMGh1a2EEdF9zdG1wAzE3MDAwODA4ODM-?p=huka+huka&fr=mcafee&fr2=p%3As%2Cv%3Ai%2Cm%3Asb-top&ei=UTF-8&x=wrt&type=E210BR91199G0#id=0&iurl=https%3A%2F%2Fi1.wp.com%2Fsinchi-foundation.com%2Fwp-content%2Fuploads%2F2017%2F06%2F5-FotoAlejandroZambrana-5956c121e3ec4.jpg%3Ffit%3D1500%252C998%26ssl%3D1&action=click https://br.images.search.yahoo.com/search/images;_ylt=AwriiG_oLFVlJEQbDHv16Qt.;_ylu=c2VjA3NlYXJjaARzbGsDYnV0dG9u;_ylc=X1MDMjExNDcxMDAwNQRfcgMyBGZyA21jYWZlZQRmcjIDcDpzLHY6aSxtOnNiLXRvcARncHJpZANHS1pUVUxIUFN1YUlxMlVuOGR6ODRBBG5fcnNsdAMwBG5fc3VnZwMxMARvcmlnaW4DYnIuaW1hZ2VzLnNlYXJjaC55YWhvby5jb20EcG9zAzAEcHFzdHIDBHBxc3RybAMwBHFzdHJsAzkEcXVlcnkDaHVrYSUyMGh1a2EEdF9zdG1wAzE3MDAwODA4ODM-?p=huka+huka&fr=mcafee&fr2=p%3As%2Cv%3Ai%2Cm%3Asb-top&ei=UTF-8&x=wrt&type=E210BR91199G0#id=0&iurl=https%3A%2F%2Fi1.wp.com%2Fsinchi-foundation.com%2Fwp-content%2Fuploads%2F2017%2F06%2F5-FotoAlejandroZambrana-5956c121e3ec4.jpg%3Ffit%3D1500%252C998%26ssl%3D1&action=click https://br.images.search.yahoo.com/search/images;_ylt=AwriiG_oLFVlJEQbDHv16Qt.;_ylu=c2VjA3NlYXJjaARzbGsDYnV0dG9u;_ylc=X1MDMjExNDcxMDAwNQRfcgMyBGZyA21jYWZlZQRmcjIDcDpzLHY6aSxtOnNiLXRvcARncHJpZANHS1pUVUxIUFN1YUlxMlVuOGR6ODRBBG5fcnNsdAMwBG5fc3VnZwMxMARvcmlnaW4DYnIuaW1hZ2VzLnNlYXJjaC55YWhvby5jb20EcG9zAzAEcHFzdHIDBHBxc3RybAMwBHFzdHJsAzkEcXVlcnkDaHVrYSUyMGh1a2EEdF9zdG1wAzE3MDAwODA4ODM-?p=huka+huka&fr=mcafee&fr2=p%3As%2Cv%3Ai%2Cm%3Asb-top&ei=UTF-8&x=wrt&type=E210BR91199G0#id=0&iurl=https%3A%2F%2Fi1.wp.com%2Fsinchi-foundation.com%2Fwp-content%2Fuploads%2F2017%2F06%2F5-FotoAlejandroZambrana-5956c121e3ec4.jpg%3Ffit%3D1500%252C998%26ssl%3D1&action=click https://br.images.search.yahoo.com/search/images;_ylt=AwriiG_oLFVlJEQbDHv16Qt.;_ylu=c2VjA3NlYXJjaARzbGsDYnV0dG9u;_ylc=X1MDMjExNDcxMDAwNQRfcgMyBGZyA21jYWZlZQRmcjIDcDpzLHY6aSxtOnNiLXRvcARncHJpZANHS1pUVUxIUFN1YUlxMlVuOGR6ODRBBG5fcnNsdAMwBG5fc3VnZwMxMARvcmlnaW4DYnIuaW1hZ2VzLnNlYXJjaC55YWhvby5jb20EcG9zAzAEcHFzdHIDBHBxc3RybAMwBHFzdHJsAzkEcXVlcnkDaHVrYSUyMGh1a2EEdF9zdG1wAzE3MDAwODA4ODM-?p=huka+huka&fr=mcafee&fr2=p%3As%2Cv%3Ai%2Cm%3Asb-top&ei=UTF-8&x=wrt&type=E210BR91199G0#id=0&iurl=https%3A%2F%2Fi1.wp.com%2Fsinchi-foundation.com%2Fwp-content%2Fuploads%2F2017%2F06%2F5-FotoAlejandroZambrana-5956c121e3ec4.jpg%3Ffit%3D1500%252C998%26ssl%3D1&action=click https://br.images.search.yahoo.com/search/images;_ylt=AwriiG_oLFVlJEQbDHv16Qt.;_ylu=c2VjA3NlYXJjaARzbGsDYnV0dG9u;_ylc=X1MDMjExNDcxMDAwNQRfcgMyBGZyA21jYWZlZQRmcjIDcDpzLHY6aSxtOnNiLXRvcARncHJpZANHS1pUVUxIUFN1YUlxMlVuOGR6ODRBBG5fcnNsdAMwBG5fc3VnZwMxMARvcmlnaW4DYnIuaW1hZ2VzLnNlYXJjaC55YWhvby5jb20EcG9zAzAEcHFzdHIDBHBxc3RybAMwBHFzdHJsAzkEcXVlcnkDaHVrYSUyMGh1a2EEdF9zdG1wAzE3MDAwODA4ODM-?p=huka+huka&fr=mcafee&fr2=p%3As%2Cv%3Ai%2Cm%3Asb-top&ei=UTF-8&x=wrt&type=E210BR91199G0#id=0&iurl=https%3A%2F%2Fi1.wp.com%2Fsinchi-foundation.com%2Fwp-content%2Fuploads%2F2017%2F06%2F5-FotoAlejandroZambrana-5956c121e3ec4.jpg%3Ffit%3D1500%252C998%26ssl%3D1&action=click https://br.images.search.yahoo.com/search/images;_ylt=AwriiG_oLFVlJEQbDHv16Qt.;_ylu=c2VjA3NlYXJjaARzbGsDYnV0dG9u;_ylc=X1MDMjExNDcxMDAwNQRfcgMyBGZyA21jYWZlZQRmcjIDcDpzLHY6aSxtOnNiLXRvcARncHJpZANHS1pUVUxIUFN1YUlxMlVuOGR6ODRBBG5fcnNsdAMwBG5fc3VnZwMxMARvcmlnaW4DYnIuaW1hZ2VzLnNlYXJjaC55YWhvby5jb20EcG9zAzAEcHFzdHIDBHBxc3RybAMwBHFzdHJsAzkEcXVlcnkDaHVrYSUyMGh1a2EEdF9zdG1wAzE3MDAwODA4ODM-?p=huka+huka&fr=mcafee&fr2=p%3As%2Cv%3Ai%2Cm%3Asb-top&ei=UTF-8&x=wrt&type=E210BR91199G0#id=0&iurl=https%3A%2F%2Fi1.wp.com%2Fsinchi-foundation.com%2Fwp-content%2Fuploads%2F2017%2F06%2F5-FotoAlejandroZambrana-5956c121e3ec4.jpg%3Ffit%3D1500%252C998%26ssl%3D1&action=click https://br.images.search.yahoo.com/search/images;_ylt=AwriiG_oLFVlJEQbDHv16Qt.;_ylu=c2VjA3NlYXJjaARzbGsDYnV0dG9u;_ylc=X1MDMjExNDcxMDAwNQRfcgMyBGZyA21jYWZlZQRmcjIDcDpzLHY6aSxtOnNiLXRvcARncHJpZANHS1pUVUxIUFN1YUlxMlVuOGR6ODRBBG5fcnNsdAMwBG5fc3VnZwMxMARvcmlnaW4DYnIuaW1hZ2VzLnNlYXJjaC55YWhvby5jb20EcG9zAzAEcHFzdHIDBHBxc3RybAMwBHFzdHJsAzkEcXVlcnkDaHVrYSUyMGh1a2EEdF9zdG1wAzE3MDAwODA4ODM-?p=huka+huka&fr=mcafee&fr2=p%3As%2Cv%3Ai%2Cm%3Asb-top&ei=UTF-8&x=wrt&type=E210BR91199G0#id=0&iurl=https%3A%2F%2Fi1.wp.com%2Fsinchi-foundation.com%2Fwp-content%2Fuploads%2F2017%2F06%2F5-FotoAlejandroZambrana-5956c121e3ec4.jpg%3Ffit%3D1500%252C998%26ssl%3D1&action=clickPRÁTICAS INTEGRATIVAS II - METODOLOGIA DO ENSINO DE LUTAS PROF. JEFFERSON CAMPOS LOPES FACULDADE CATÓLICA PAULISTA | 33 PINTO; SANTOS, 2011, pag. 01). Assim perspectivada a LM desponta atrelada a elementos como identidade cultural, valorização dos costumes, tradição e heranças locais (ASSIS; PINTO; SANTOS, 2011; SANTOS; FREITAS, 2018; CAMPOS; PINHEIRO; GOUVEIA, 2019). Nesta dimensão, sua prática no passado estava intimamente associada ao cotidiano de trabalhadores rurais ou vaqueiros das antigas fazendas da região enquanto forma de diversão (SANTOS; FREITAS, 2018, pag. 05). Figura 11 – Marajoara Fonte: https://br.images.search.yahoo.com/search/images;_ylt=AwriiG_xLFVlZDcbo6716Qt.;_ylu=c2VjA3NlYXJjaARzbGsDYXNzaXN0;_ylc=X1MDMjExNDcxMDAw NQRfcgMyBGZyA21jYWZlZQRmcjIDc2EtZ3Atc2VhcmNoBGdwcmlkA0diTlZlUjlsUlZ5dlV6bWw5YmdoZkEEbl9yc2x0AzAEbl9zdWdnAzEwBG9yaWdpbgNici5pbWFn ZXMuc2VhcmNoLnlhaG9vLmNvbQRwb3MDMQRwcXN0cgNsdXRhIE1hcmFqb2FyYQRwcXN0cmwDMTQEcXN0cmwDMTQEcXVlcnkDbHV0YSUyMG1hcmFqb2F yYQR0X3N0bXADMTcwMDA4MTAzMAR1c2VfY2FzZQM-?p=luta+marajoara&fr=mcafee&fr2=sa-gp-search&ei=UTF-8&x=wrt&type=E210BR91199G0#id=24&iurl= https%3A%2F%2Fi.ytimg.com%2Fvi%2FeoWaSo5HUbs%2Fhqdefault.jpg&action=click Tradicionalmente, a LM é disputada entre dois adversários que se enfrentam sem uso de vestimenta especial, em terrenos de areia ou argila. A área de combate é geralmente circular, sendo previamente demarcada para esta finalidade, não podendo os lutadores saírem do espaço demarcado (CAMPOS; PINHEIRO; GOUVEIA, 2019, pag. 09). Agora para entendermos um pouco sobre o processo de escravidão, é necessário saber que a bula Romanus Pontifex de 1455 legitimou o comércio de escravos e sua introdução na Europa cristã, justificando-o através da conversão e evangelização dos gentios africanos, escravizados por povos rivais ou capturados através da guerra justa. Este comércio foi incrementado na medida em que os portugueses chegaram à costa ocidental africana e estabeleceram contatos e negócios com os povos locais. A demanda europeia beneficiou-se da preexistência de um mercado de escravos na África, assim como de seu papel na formação econômica, política e social africana. (MENDES, 2004). https://br.images.search.yahoo.com/search/images;_ylt=AwriiG_xLFVlZDcbo6716Qt.;_ylu=c2VjA3NlYXJjaARzbGsDYXNzaXN0;_ylc=X1MDMjExNDcxMDAwNQRfcgMyBGZyA21jYWZlZQRmcjIDc2EtZ3Atc2VhcmNoBGdwcmlkA0diTlZlUjlsUlZ5dlV6bWw5YmdoZkEEbl9yc2x0AzAEbl9zdWdnAzEwBG9yaWdpbgNici5pbWFnZXMuc2VhcmNoLnlhaG9vLmNvbQRwb3MDMQRwcXN0cgNsdXRhIE1hcmFqb2FyYQRwcXN0cmwDMTQEcXN0cmwDMTQEcXVlcnkDbHV0YSUyMG1hcmFqb2FyYQR0X3N0bXADMTcwMDA4MTAzMAR1c2VfY2FzZQM-?p=luta+marajoara&fr=mcafee&fr2=sa-gp-search&ei=UTF-8&x=wrt&type=E210BR91199G0#id=24&iurl=https%3A%2F%2Fi.ytimg.com%2Fvi%2FeoWaSo5HUbs%2Fhqdefault.jpg&action=click https://br.images.search.yahoo.com/search/images;_ylt=AwriiG_xLFVlZDcbo6716Qt.;_ylu=c2VjA3NlYXJjaARzbGsDYXNzaXN0;_ylc=X1MDMjExNDcxMDAwNQRfcgMyBGZyA21jYWZlZQRmcjIDc2EtZ3Atc2VhcmNoBGdwcmlkA0diTlZlUjlsUlZ5dlV6bWw5YmdoZkEEbl9yc2x0AzAEbl9zdWdnAzEwBG9yaWdpbgNici5pbWFnZXMuc2VhcmNoLnlhaG9vLmNvbQRwb3MDMQRwcXN0cgNsdXRhIE1hcmFqb2FyYQRwcXN0cmwDMTQEcXN0cmwDMTQEcXVlcnkDbHV0YSUyMG1hcmFqb2FyYQR0X3N0bXADMTcwMDA4MTAzMAR1c2VfY2FzZQM-?p=luta+marajoara&fr=mcafee&fr2=sa-gp-search&ei=UTF-8&x=wrt&type=E210BR91199G0#id=24&iurl=https%3A%2F%2Fi.ytimg.com%2Fvi%2FeoWaSo5HUbs%2Fhqdefault.jpg&action=click https://br.images.search.yahoo.com/search/images;_ylt=AwriiG_xLFVlZDcbo6716Qt.;_ylu=c2VjA3NlYXJjaARzbGsDYXNzaXN0;_ylc=X1MDMjExNDcxMDAwNQRfcgMyBGZyA21jYWZlZQRmcjIDc2EtZ3Atc2VhcmNoBGdwcmlkA0diTlZlUjlsUlZ5dlV6bWw5YmdoZkEEbl9yc2x0AzAEbl9zdWdnAzEwBG9yaWdpbgNici5pbWFnZXMuc2VhcmNoLnlhaG9vLmNvbQRwb3MDMQRwcXN0cgNsdXRhIE1hcmFqb2FyYQRwcXN0cmwDMTQEcXN0cmwDMTQEcXVlcnkDbHV0YSUyMG1hcmFqb2FyYQR0X3N0bXADMTcwMDA4MTAzMAR1c2VfY2FzZQM-?p=luta+marajoara&fr=mcafee&fr2=sa-gp-search&ei=UTF-8&x=wrt&type=E210BR91199G0#id=24&iurl=https%3A%2F%2Fi.ytimg.com%2Fvi%2FeoWaSo5HUbs%2Fhqdefault.jpg&action=click https://br.images.search.yahoo.com/search/images;_ylt=AwriiG_xLFVlZDcbo6716Qt.;_ylu=c2VjA3NlYXJjaARzbGsDYXNzaXN0;_ylc=X1MDMjExNDcxMDAwNQRfcgMyBGZyA21jYWZlZQRmcjIDc2EtZ3Atc2VhcmNoBGdwcmlkA0diTlZlUjlsUlZ5dlV6bWw5YmdoZkEEbl9yc2x0AzAEbl9zdWdnAzEwBG9yaWdpbgNici5pbWFnZXMuc2VhcmNoLnlhaG9vLmNvbQRwb3MDMQRwcXN0cgNsdXRhIE1hcmFqb2FyYQRwcXN0cmwDMTQEcXN0cmwDMTQEcXVlcnkDbHV0YSUyMG1hcmFqb2FyYQR0X3N0bXADMTcwMDA4MTAzMAR1c2VfY2FzZQM-?p=luta+marajoara&fr=mcafee&fr2=sa-gp-search&ei=UTF-8&x=wrt&type=E210BR91199G0#id=24&iurl=https%3A%2F%2Fi.ytimg.com%2Fvi%2FeoWaSo5HUbs%2Fhqdefault.jpg&action=click https://br.images.search.yahoo.com/search/images;_ylt=AwriiG_xLFVlZDcbo6716Qt.;_ylu=c2VjA3NlYXJjaARzbGsDYXNzaXN0;_ylc=X1MDMjExNDcxMDAwNQRfcgMyBGZyA21jYWZlZQRmcjIDc2EtZ3Atc2VhcmNoBGdwcmlkA0diTlZlUjlsUlZ5dlV6bWw5YmdoZkEEbl9yc2x0AzAEbl9zdWdnAzEwBG9yaWdpbgNici5pbWFnZXMuc2VhcmNoLnlhaG9vLmNvbQRwb3MDMQRwcXN0cgNsdXRhIE1hcmFqb2FyYQRwcXN0cmwDMTQEcXN0cmwDMTQEcXVlcnkDbHV0YSUyMG1hcmFqb2FyYQR0X3N0bXADMTcwMDA4MTAzMAR1c2VfY2FzZQM-?p=luta+marajoara&fr=mcafee&fr2=sa-gp-search&ei=UTF-8&x=wrt&type=E210BR91199G0#id=24&iurl=https%3A%2F%2Fi.ytimg.com%2Fvi%2FeoWaSo5HUbs%2Fhqdefault.jpg&action=click https://br.images.search.yahoo.com/search/images;_ylt=AwriiG_xLFVlZDcbo6716Qt.;_ylu=c2VjA3NlYXJjaARzbGsDYXNzaXN0;_ylc=X1MDMjExNDcxMDAwNQRfcgMyBGZyA21jYWZlZQRmcjIDc2EtZ3Atc2VhcmNoBGdwcmlkA0diTlZlUjlsUlZ5dlV6bWw5YmdoZkEEbl9yc2x0AzAEbl9zdWdnAzEwBG9yaWdpbgNici5pbWFnZXMuc2VhcmNoLnlhaG9vLmNvbQRwb3MDMQRwcXN0cgNsdXRhIE1hcmFqb2FyYQRwcXN0cmwDMTQEcXN0cmwDMTQEcXVlcnkDbHV0YSUyMG1hcmFqb2FyYQR0X3N0bXADMTcwMDA4MTAzMAR1c2VfY2FzZQM-?p=luta+marajoara&fr=mcafee&fr2=sa-gp-search&ei=UTF-8&x=wrt&type=E210BR91199G0#id=24&iurl=https%3A%2F%2Fi.ytimg.com%2Fvi%2FeoWaSo5HUbs%2Fhqdefault.jpg&action=click PRÁTICAS INTEGRATIVAS II - METODOLOGIA DO ENSINO DE LUTAS PROF. JEFFERSON CAMPOS LOPES FACULDADE CATÓLICA PAULISTA | 34 Para os africanos escravizados em nossas terras, a dança e a música sempre tiveram uma função social e religiosa. Durante esse período, a população negra tinha sua liberdade restrita só podendo recorrer ao canto e à dança para manter viva sua cultura e identidade. Assim desenvolve-se uma luta chamada Capoeira, identificada como de origem africana. Para Tubino et al. (2007 p. 208) “[...] A capoeira teria se iniciado como um jogo guerreiro, e já teria naquela ocasião fintas, pulos, negaças e cabeçadas. Ela teria sido criada e praticada pelos escravos africanos no Brasil”. Segundo Marinho e Dacosta, as enciclopédias BARSA (..., pag. 79) e Delta Universal (..., pág. 1730), nos descrevem “que a origem capoeirana é da África, e chegou ao Brasil trazida pelos negros bantus da região de Angola no século XVI”. Assim Civita (sem data pag. 736), também diz que: “é da África, mas lá não era igual à luta que é praticada aqui até hoje, essa luta estava associada a uma cerimônia mágico-religiosa com denominações regionais: n’ golo em Benguela (sul de Angola)”, onde Decânio Filho (1996) traz a ideia dessa manifestação também ser conhecida como dança das zebras, que acontece quando as moças têm a menarca passando a ser mulheres e, nesse período, há uma festa onde ocorre a dança em que o rapaz vencedor da mesma tem o direito de escolher a esposa entre as novas iniciadas, considerada tradição da luta com os pés, e a Bassúla em Luanda capital ao norte de Angola onde, de acordo com Alleoni (2010 pag. 28), “essa luta era praticada na areia pelos antigos pescadores daquela região, com golpes desequilibrantes, entre outras como a Kambangula e o Omundiú”. De acordo com Areias (1983), a capoeira foi criada em terras brasileiras por africanos, tendo, assim, uma origem afro-brasileira, porém sua origem ainda é muito discutida. Para Rego (1968, p.31), “tudo leva a crer que seja uma invenção dos africanos no Brasil, desenvolvida por seus descendentes afro-brasileiros, tendo em vista uma série de fatores colhidos em documentos escritos”. PRÁTICAS INTEGRATIVAS II - METODOLOGIA DO ENSINO DE LUTAS PROF. JEFFERSON CAMPOS LOPES FACULDADE CATÓLICA PAULISTA | 35 Figura 12 –Capoeira Fonte: https://www.pexels.com/pt-br/foto/pessoas-dancando-na-academia-3340318/ É dividida em capoeira Angola (movimentos mais lentos e cadenciados) e regional (golpes novos e movimentação mais rápida e alta). Alguns movimentos são: martelo, armada, meia lua, rasteira rabo de arraia. Ainda há o uso de instrumentos como: o berimbau, o pandeiro, o atabaque, o reco- reco e o agogô. Veremos agora, sobre o Jiu Jitsu Brasileiro, que é uma arte marcial oriental desenvolvida no Japão com as técnicas desta arte,” atemi-waza (golpes traumáticos), nague-waza (golpes de quedas), kazentsu-waza (golpes de articulação) e jime-waza (golpes de estrangulamento) “(PORTAL JIUJITSU, 2012, pag. 03). Mestre Mitsuyo Maeda, conhecido como Conde Koma foi um dos mestres que lutou por toda a Europa, chegando ao Brasil em 1917, em Belém do Pará. No ano seguinte apareceu Gastão Gracie, que era pai de oito filhos. Gastão tornou-se um entusiasta do Jiu Jítsu, e levou o mais velho de seus filhos para aprender a luta com o japonês Maeda. (GRACIE, 2008). Assim esta luta passa por um processo de ressignificação por Carlos Gracie e Hélio Gracie. Esse processo implicou a emergência do Jiu-Jitsu Brasileiro. Nele, campeonatos foram organizados e aparentemente vieram crescendo no decorrer dos anos com a https://www.pexels.com/pt-br/foto/pessoas-dancando-na-academia-3340318/ https://www.pexels.com/pt-br/foto/pessoas-dancando-na-academia-3340318/ PRÁTICAS INTEGRATIVAS II - METODOLOGIA DO ENSINO DE LUTAS PROF. JEFFERSON CAMPOS LOPES FACULDADE CATÓLICA PAULISTA | 36 institucionalização de confederações e federações, cursos para árbitros e ranking de atletas. Figura 13 – Jiu Jitsu Brasileiro Fonte: https://unsplash.com/pt-br/fotografias/homem-na-camisa-preta-deitado-no-chao-7MRajrPiTqw De acordo com Rufino e Martins (2011, pag.14), a finalidade da criação do Jiu- Jitsu,” deu-se pela grande necessidade dos guerreiros se utilizarem de práticas sem armas como uma forma de se defenderem, caso por algum acontecimento ficassem sem suas armas ou acessórios de batalha, utilizando o método de defesa pessoal”. Ao longo dos anos, a evolução doo jiu jitsu foi se desenvolvendo no Brasil, fato devido, em grande parte, aos desafios propostos pelos lutadores da família Gracie a lutadores de outras modalidades. Mais recentemente, esses tipos de desafios passaram a ser denominados de eventos de mistura de artes marciais ou MMA (da sigla em inglês Mixed Martial Arts). As regras do jiu-jitsu da IBJJF, existe categorias que são divididas por: idade, faixa e peso. No jiu-jitsu, a imobilização é o meio mais eficaz de se conseguir vencer. Para isso, o lutador precisa conseguir imobilizar seu oponente por, ao menos, 3 segundos ou ter a maior quantidade de pontos. A quantidade de pontos varia de acordo com o golpe aplicado, são eles: • 04 pontos - Montada – Montada pelas costas – Pegada pelas costas; https://unsplash.com/pt-br/fotografias/homem-na-camisa-preta-deitado-no-chao-7MRajrPiTqw https://unsplash.com/pt-br/fotografias/homem-na-camisa-preta-deitado-no-chao-7MRajrPiTqw https://ibjjf.com/ PRÁTICAS INTEGRATIVAS II - METODOLOGIA DO ENSINO DE LUTAS PROF. JEFFERSON CAMPOS LOPES FACULDADE CATÓLICA PAULISTA | 37 • 03 pontos – Passagem de guarda; • 02 pontos – Queda – Raspagem – Joelho na barriga. 2.1.1.1 Título 4 (Aspectos históricos na atualidade) Atualmente as Lutas, Artes Marciais e Esporte de Combate estão presentes no cotidiano de uma boa parte da população mundial. Existem cálculos que mais de 300 milhões de praticantes nos 05 continentes do planeta Terra. As restrições que durante várias passagens da história do ser humano, não estão tão presentes mais, entretanto vale salientar que a prática pelo público feminino ainda é menor e em alguns países existe a proibição para tal. Sua utilização está presente em escolas, academias, centros esportivos e universidades com várias faixas etárias praticadas tanto pelo sexo masculino como feminino. Seu uso está direcionado para a prática de uma atividade física, para lazer, para defesa pessoal, sociabilização entre pessoas e dentro do contexto do alto rendimento. Hoje existem grandes eventos esportivos como festivas e campeonatos de níveis municipais, estaduais, nacionais e internacionais. Além do maior evento esportivo do mundo que são os Jogos Olímpicos. Mas sem sobra de dúvida o grande evento que relaciona as lutas, hoje chama- se artes marciais mistas (MMA). Através do empreendedor americano Dana White quem melhor usou o potencial mercadológico dos eventos de vale tudo. Onde com o crescimento deste público consumidor, principalmente nos países citados anteriormente, a modalidade tem apelo midiático semelhante ao dos esportes mais populares. Em alguns veículos de comunicação brasileiros, especialmente em seus grandes portais jornalísticos da internet, o MMA aparece como a segunda modalidade esportiva mais noticiada, atrás apenas do futebol. Um indício que contribui para afirmar esse potencial no Brasil foi a cobertura e transmissão (ao vivo) feita – no início de 2012 – pelo principal canal aberto de televisão do Brasil, a Rede Globo, que contou com a participação de seu mais conhecido narrador esportivo, Galvão Bueno. Outra indicação interessante é que essa mesma emissora abordou a temática do MMA no seu horário de maior audiência, em sua telenovela Fina estampa – exibida entre agosto de 2011 e março de 2012. (NUNES, 2004). PRÁTICAS INTEGRATIVAS II - METODOLOGIA DO ENSINO DE LUTAS PROF. JEFFERSON CAMPOS LOPES FACULDADE CATÓLICA PAULISTA | 38 Figura 14 – MMA Fonte: https://www.pexels.com/pt-br/foto/luta-combate-disputa-lutadores-5424531/ https://www.pexels.com/pt-br/foto/luta-combate-disputa-lutadores-5424531/ https://www.pexels.com/pt-br/foto/luta-combate-disputa-lutadores-5424531/ PRÁTICAS INTEGRATIVAS II - METODOLOGIA DO ENSINO DE LUTAS PROF. JEFFERSON CAMPOS LOPES FACULDADE CATÓLICA PAULISTA | 39 ISTO ESTÁ NA REDE Conhecido como o maior império em área contígua da História, o Império Mongol foi fundado por Genghis Khan em 1206 e, sob o seu comandado, chegou a contar com cerca de 33 milhões de quilômetros quadrados em seu apogeu. ISTO ACONTECE NA PRÁTICA Existe ainda uma luta de origem Brasileira chamada de Combato, onde é entendida como um método de treinamento para defesa pessoal desenvolvido a partir do aprimoramento de técnicas de diferentes artes marciais no contexto militar. Esse estilo de luta foi desenvolvido na década de 1990 por um grupo de mestres graduados em diferentes artes marciais e que buscaram fundar um método de autodefesa baseado em situações de conflitos urbanos e guerras. ANOTE ISSO A Endeavor, que tem entre seus ativos o UFC, fechou 2021 com um volume de negócios de US$ 5,077 bilhões, o que representa um aumento de 46% em relação ao ano anterior. O grupo superou suas próprias previsões e estima que o faturamento possa atingir até US$ 5,45 bilhões em 2022. https://maquinadoesporte.com.br/search/?q=Endeavor#gsc.tab=0&gsc.q=Endeavor&gsc.page=1 https://maquinadoesporte.com.br/search/?q=UFC#gsc.tab=0&gsc.q=UFC&gsc.page=1 PRÁTICAS INTEGRATIVAS II - METODOLOGIA DO ENSINO DE LUTAS PROF. JEFFERSON CAMPOS LOPES FACULDADE CATÓLICA PAULISTA | 40 CAPÍTULO 3 CLASSIFICAÇÕES DAS LUTAS, ARTES MARCIAIS E ESPORTES DE COMBATE Nesta unidade gostaria de lembrar que no processo de evolução das Lutas, Artes Marciais e Esportes de Combate dentro de sua bagagem cultural dentro das diferentes civilizações no decorrer dos séculos, Elas são reconhecida como rito, prática religiosa, preparação para a guerra, jogo, exercício físico, entre outros diversos significados que já lhe foram atribuídos, fosse ela ocidental ou oriental (BROUSSE, VILLAMÓN, MOLINA, 1999; ESPARTERO, 1999; VILLAMÓN, BROUSSE, 2002; VILLAMÓN, MOLINA, 1999). Assim podemos abranger uma gama infinita de movimentos, técnicas e características, onde existem diversas possibilidades de se classificar as Lutas, Artes Marciaise Esportes de Combate em função de uma série de critérios como: os objetivos de um combate, tipo de contato entre oponentes, suas ações motoras, distância entre oponentes, tipo de meta no enfrentamento. Nós iremos determinar estas classificações em 03 formas: princípios universais, sistema de formas de luta e formas de toque e distância. 3.1 Princípios Universais A construção dos princípios universais que apresentaremos, foi adaptada do modelo proposto por Bayer (1994) para os JDC, onde foi aspecto motivador/norteador para que se pudesse buscar na análise dos dados a existência de denominadores comuns também para o fenômeno Luta. Tais denominadores são: contato proposital, fusão ataque/defesa, imprevisibilidade, oponentes, regras, nível de contato e enfretamento físico. • Contato proposital - Existem várias maneiras desta ação (através das mãos, dos punhos, dos braços, das pernas, do corpo inteiro ou mediado por um implemento; contínua ou intermitentemente) e deve acontecer para que haja Luta e para que ela se desenvolva. Esse princípio faz se necessário exigir que os oponentes se PRÁTICAS INTEGRATIVAS II - METODOLOGIA DO ENSINO DE LUTAS PROF. JEFFERSON CAMPOS LOPES FACULDADE CATÓLICA PAULISTA | 41 toquem (intenção/ propósito) de alguma forma (técnica-tática) para conquistarem o objetivo da luta e obter êxito sobre os adversários. • Fusão ataque/defesa – Dentro dos jogos coletivos e de oposição, deverá ter ações de ataque e defesa no jogo. O que difere as Lutas dessas outras atividades, nesse aspecto, é a possibilidade de tais ações serem simultâneas e até certo ponto fundidas, na medida em que é raro observá-las isoladamente, tanto na interação entre os indivíduos (em ações ofensivas ou defensivas) ou nas ações de um dos lutadores (utilização de membros concomitantemente). • Imprevisibilidade – Ela é uma condição devido à relação de interdependência entre os lutadores e principalmente à possibilidade de as ações ofensivas e defensivas serem simultâneas. Não existem estratégias sequenciais completamente previsíveis numa luta, pois as ações de um lutador podem ou não ser respostas às ações do adversário, já que as estratégias de ação, anteriores à realização técnica, também podem ser simultâneas. É necessário compreender que por mais que se treine ou planeje uma forma de atuação numa luta, é a relação entre os oponentes que dita uma nova organização ou reestruturação do planejado a cada novo momento durante o combate. • Oponentes – É necessário lembrar que todo tipo de luta, tem que ter um alvo, além de ser móvel, também pode executar ações de ataque e defesa. É essa condição que justifica o contato como uma exigência e que fundamenta a imprevisibilidade de um combate. Se os alvos são os próprios lutadores, o contato é o meio pelo qual deverão atingi-los, além de poder ser um fim à medida que determinadas técnicas dependem dele. • Regras - Em toda manifestação de Luta haverá algum tipo de regra. As Lutas dependem das regras para sua legitimidade e elas devem ser respeitadas para que aconteça um combate. O que é permitido ou proibido tende a determinar as técnicas e táticas usadas pelos lutadores. Se a regra exige que os lutadores utilizem espadas para atingir uma determinada área do corpo do oponente, cabe a eles organizarem estratégias táticas (razões do fazer) aliadas às técnicas (como fazer). As regras vão determinar as técnicas e táticas de um tipo de luta. • Nível de contato - O contato entre combatentes é algo inevitável em uma luta, por este motivo o nível de contato se torna um aspecto universal inevitável de ser estudado e aplicado. Dentro deste assunto, quando abordarmos contato, temos que lembrar da dimensão atitudinal, pois um esporte de contato é algo PRÁTICAS INTEGRATIVAS II - METODOLOGIA DO ENSINO DE LUTAS PROF. JEFFERSON CAMPOS LOPES FACULDADE CATÓLICA PAULISTA | 42 bem diferente de um “esporte violento”, se um esporte pudesse ser violento ele não seria verdadeiramente um esporte. Contato igual a controle, violência igual a descontrole. As atividades estudadas na primeira unidade destacam vários tipos de contato, podendo estes serem Elevado, Moderado e Baixo, observe os níveis para as lutas. Abaixo apresentaremos uma possibilidade de identificar o nível de contato dentro de algumas lutas através das competições: Tipo de luta Nível de contato Jiu Jitsu elevado Capoeira médio Judô elevado Karatê moderado Boxe elevado Taekwondo elevado Lutas associadas elevado Esgrima médio Sumô elevado Quadro 1 – níveis de contato Fonte: criada pelo autor (2023 • Enfrentamento físico – O enfrentamento acontece na forma individual, você contra outro combatente, porém, existem mostras de lutas em dupla ou até mesmo grupos. De modo geral, podemos classificar o enfrentamento de duas maneiras distintas. 1. Forma direta: acontece com a utilização do corpo na forma de contato, sem a utilização de implementos, é o exemplo do jiu-jítsu, do judô, boxe, entre outros. 2. Forma indireta: acontece com a utilização de implementos como espadas, facas, lanças, como é o exemplo do kung fu e da esgrima. PRÁTICAS INTEGRATIVAS II - METODOLOGIA DO ENSINO DE LUTAS PROF. JEFFERSON CAMPOS LOPES FACULDADE CATÓLICA PAULISTA | 43 Figura 1 – Princípios universais Fonte: criada pelo autor (2023). 3.1.1 Sistemas de formas de Golpes nas Lutas Para Espartero (1999), as Lutas podem ser categorizadas em “Esportes de Luta com agarre”, “Esportes de Luta com golpes” e “Esportes de Luta com implemento”. Na primeira categoria, o agarre seria uma ação básica que representa os objetivos comuns entre as modalidades, tais como a derrubada (derribo), as projeções (proyecciones) e o controle no solo. Pode ser subdivida em decorrência da imposição inicial do agarre ou da não imposição desse agarre, como também pela finalidade “lutatória”: finalizar o combate ao projetar o oponente ao solo ou continuar a luta no solo após a projeção. A categoria “Esportes de Luta com golpes” é subdividida de acordo com o tipo de golpe: apenas com os punhos; apenas com as pernas, ou mãos e pernas conjuntamente. A terceira categoria é a que trata dos “Esportes de Luta com implemento”, na qual o objetivo é tocar o adversário com um implemento, como a espada, por exemplo (ESPARTERO, 1999). Podemos ainda classificar um tipo de luta como mista que a utilização de duas ou mais ações num combate, socos, chutes, cotovelas e quedas, por exemplo: MMA, Karate, Muay Tae e Kick Box. PRÁTICAS INTEGRATIVAS II - METODOLOGIA DO ENSINO DE LUTAS PROF. JEFFERSON CAMPOS LOPES FACULDADE CATÓLICA PAULISTA | 44 A classificação de Ramirez, Dopico e Iglesias (2000) assemelha-se à de Espartero (1999). No primeiro grupo, estão as modalidades nas quais existe o agarre (“Com agarre”), manifesto por meio das ações de derrubar e/ou excluir, controlar e fixar o adversário no espaço de luta. O segundo grupo não dispõe de movimentos que dependem do agarre, sendo denominado “Sem agarre”. As ações motoras básicas deste grupo são golpear e impactar por meio de chutes e socos. O terceiro grupo possui o mesmo nome do segundo (“Sem agarre”), mas diferencia-se dele pela utilização de um implemento para tocar. Figura 2 – Lutas de agarre Fonte: https://www.pexels.com/pt-br/foto/luta-combate-disputa-lutando-6765030/ https://www.pexels.com/pt-br/foto/luta-combate-disputa-lutando-6765030/ https://www.pexels.com/pt-br/foto/luta-combate-disputa-lutando-6765030/ PRÁTICAS INTEGRATIVAS II - METODOLOGIA DO ENSINO DE LUTAS PROF. JEFFERSON CAMPOS LOPES FACULDADE CATÓLICA PAULISTA | 45 Figura 3 – Lutas com golpes Fonte: https://www.pexels.com/pt-br/foto/foto-de-baixo-angulo-de-dois-homens-lutando-no-ringue-de-boxe-2600493/ Figura 4 – Lutas com implemento Fonte: https://www.pexels.com/pt-br/foto/pessoa-pose-espada-arma-6832114/ https://www.pexels.com/pt-br/foto/foto-de-baixo-angulo-de-dois-homens-lutando-no-ringue-de-boxe-2600493/ https://www.pexels.com/pt-br/foto/foto-de-baixo-angulo-de-dois-homens-lutando-no-ringue-de-boxe-2600493/https://www.pexels.com/pt-br/foto/pessoa-pose-espada-arma-6832114/ https://www.pexels.com/pt-br/foto/pessoa-pose-espada-arma-6832114/ PRÁTICAS INTEGRATIVAS II - METODOLOGIA DO ENSINO DE LUTAS PROF. JEFFERSON CAMPOS LOPES FACULDADE CATÓLICA PAULISTA | 46 Figura 5 – Lutas Mistas Fonte: https://www.pexels.com/pt-br/foto/ativo-movimentado-atletas-esportistas-8612047/ 3.1.1.1 Formas de toque e distância Nesta etapa entenderemos melhor o tipo de toque a ser utilizado numa luta e uma das características que é fundamental é conhecer e ter domínio completo da distância. A distância que necessitamos entre o nosso combatente e nós, em uma luta, será um fator dependente das nossas ações durante a luta, lembrando que já existem evidências de que a distância altera como a luta será realizada. Por exemplo, você não verá uma luta de jiu-jítsu acontecer a longa distância e, ao mesmo tempo, não verá uma luta de esgrima a curta distância, pois em ambas o juiz irá se aproximar ou se afastar. Entendemos que a distância como um componente estratégico que está dividido em três categorias – curta, média e longa, e que depende da imprevisibilidade da luta e do jogo do adversário. Acreditando que, na mesma modalidade, é possível pensar a distância de três maneiras, como se cada técnica exigisse um espaço distinto para ser executada. Segundo Figueiredo (1998) e Breda et al. (2010, pag. 219) elas podem ter as características especificas de cada uma delas. https://www.pexels.com/pt-br/foto/ativo-movimentado-atletas-esportistas-8612047/ https://www.pexels.com/pt-br/foto/ativo-movimentado-atletas-esportistas-8612047/ PRÁTICAS INTEGRATIVAS II - METODOLOGIA DO ENSINO DE LUTAS PROF. JEFFERSON CAMPOS LOPES FACULDADE CATÓLICA PAULISTA | 47 • curta distância possui um espaço praticamente nulo entre os oponentes e, para a realização das técnicas e alcance dos objetivos da luta, é necessário que os praticantes se coloquem em contato direto (contato como um meio para o fim). Exemplo de uma luta e um tipo de golpe: Jiu Jitsu / Estrangulamento. • A distância média seria um espaço moderado que permite a aproximação em situações de ataque entre os oponentes, pois a intenção e o propósito ofensivo vão determinar a distância entre os lutadores. Os golpes caracterizam o contato e não dependem dele para acontecer como na curta distância (o contato é um fim e não o meio). Exemplo de uma luta e um tipo de golpe: Karatê / soco ou chute. Já na longa distância, definida pela presença de um implemento, deve haver uma distância maior entre os oponentes para que eles possam manipular de forma adequada esse implemento, fazendo com que o contato entre eles seja através de uma espada, por exemplo (contato também é um fim). Exemplo de uma luta e um tipo de golpe: Kendo/ Espada. Abaixo apresentaremos um quadro com as situações e golpes nas distâncias. Curta Média Longa Mista • Desequilibrar • Rolar • Projetar • Cair • Controlar • Empurrar • Socar, cotovelas e joelhadas (glinche) • Membros superior: socar e cotoveladas • Membros inferiores: chutes, joelhadas • Tocar ou manipular com uso de implemento. • Uso de membros superior e inferior separados ou ao mesmo tempo. Título – situações de golpes nas distâncias Fonte: criado pelo autor (2023). Quanto aos tipos de toque, a distância vai depender de quanto os seus membros podem alongar para tocar (acertar) o adversário, são divididas segundo (RIBAS, 2005, pag. 08): PRÁTICAS INTEGRATIVAS II - METODOLOGIA DO ENSINO DE LUTAS PROF. JEFFERSON CAMPOS LOPES FACULDADE CATÓLICA PAULISTA | 48 1. Toque Direto no Oponente: técnicas de média distância que objetivam o toque no adversário de modo direto, ou seja, sem a implementação de equipamentos. Algumas práticas que podem ser citadas são o boxe, muay thai, kick boxing, caratê, entre outras. 2. Toque Indireto no Oponente: técnicas de média e longa distância que objetivam o toque no adversário de modo indireto, ou seja, com a implementação de equipamentos. Este implemento geralmente permite uma maior distância entre combatentes. Alguns exemplos de práticas que podem ser citadas são a esgrima e o próprio kung fu. ISTO ESTÁ NA REDE Neste vídeo , compreenda um pouco mais sobre as lutas. https://youtu.be/O_W-CSBeVEk?si=3jU-Dkz_zgL1hjIf ISTO ACONTECE NA PRÁTICA Assista este vídeo sobre: COMO ENTENDER SOBRE LUTAS BRASILEIRAS EM MENOS DE 5 MINUTOS? https://youtu.be/tcAbxugCrZQ?si=gqly4hVFJRmO4QZE ANOTE ISSO Leia este artigo e entenda um pouca mais sobre a produção cientifica de lutas no Brasil. https://www.scielo.br/j/rbce/a/ YsGKW4FXNnfkVQNKGhRRNFM/?lang=pt&format=pdf https://youtu.be/O_W-CSBeVEk?si=3jU-Dkz_zgL1hjIf https://youtu.be/tcAbxugCrZQ?si=gqly4hVFJRmO4QZE https://www.scielo.br/j/rbce/a/YsGKW4FXNnfkVQNKGhRRNFM/?lang=pt&format=pdf https://www.scielo.br/j/rbce/a/YsGKW4FXNnfkVQNKGhRRNFM/?lang=pt&format=pdf PRÁTICAS INTEGRATIVAS II - METODOLOGIA DO ENSINO DE LUTAS PROF. JEFFERSON CAMPOS LOPES FACULDADE CATÓLICA PAULISTA | 49 CAPÍTULO 4 MODELO CONCEITUAL, ATITUDINAL E PROCEDIMENTAL DAS ARTES MARCIAIS A educação física nos dias de hoje deixou de ser somente jogar bola, correr e brincar, ela está dentro de uma perspectiva de formação integral, seria fundamental considerar procedimentos, fatos, conceitos, atitudes e valores como conteúdos, todos no mesmo nível de importância. Nesse sentido, o papel da Educação Física ultrapassa o ensinar esporte, ginástica, dança, jogos, atividades rítmicas, expressivas e conhecimento sobre o próprio corpo para todos, em seus fundamentos e técnicas (dimensão procedimental), mas inclui também os seus valores subjacentes, ou seja, quais atitudes os alunos devem ter nas e para as atividades corporais (dimensão atitudinal). E, finalmente, busca garantir o direito do aluno de saber o porquê dele realizar este ou aquele movimento, isto é, quais conceitos estão ligados àqueles procedimentos (dimensão conceitual). Segundo Forquin (1993, pag. 13) afirma que o “conteúdo que se transmite na Educação é sempre alguma coisa que nos precede, ultrapassa e institui-nos enquanto sujeitos humanos”. Essa produção pode ser denominada perfeitamente de cultura. Em consonância com o autor, podemos dizer que todo esse patrimônio construído ao longo do tempo pela Educação Física pode-se denominar de cultura corporal, cultura corporal de movimento ou cultura de movimento, como vem sendo feito por diferentes autores e linhas pedagógicas da Educação Física. Por questão de afinidade e facilidade linguística, utilizaremos neste texto o termo cultura corporal de movimento. 4.1 Conceitual As lutas, artes Marciais ou esportes de combate, podem ser trabalhadas nas três dimensões dos blocos de conteúdo, sendo elas a procedimental que seria o saber fazer, ou seja, a vivência prática do conteúdo em si; também aparecem às dimensões conceituais que estão ligadas ao saber sobre o que está fazendo, ou seja, refere-se a PRÁTICAS INTEGRATIVAS II - METODOLOGIA DO ENSINO DE LUTAS PROF. JEFFERSON CAMPOS LOPES FACULDADE CATÓLICA PAULISTA | 50 fatos, conceitos, princípios e o próprio contexto histórico pelo qual passou o conteúdo a ser estudado; e por último as dimensões atitudinais que estão ligadas às normas, valores e atitudes adotadas pelos alunos(NEIRA, 2011). Vamos entender como podemos fazer perguntas, assim apresentaremos conforme Zabala (1998), um quadro com as respectivas perguntas que podem ser feitas dentro das dimensões de conteúdo. Modelo Pergunta Conceitual • Quais informações e conhecimento preciso ter? • Qual a evolução histórica desta luta? • Quais as regras principais da luta que estou aprendendo? • Quais são os benefícios físico na prática desta? Atitudinal • Quais são as atitudes e valores importante na prática das lutas? • Respeitar os adversários, os colegas e resolver os problemas com atitudes de diálogo e não violência? • Reconhecer e valorizar atitudes não preconceituosas quanto aos níveis de habilidade, sexo, religiãoe outras. • Saber reconhecer a vitória e a derrota. Procedimental • Experimentar jogos e brincadeiras voltado para as lutas? • Saber desenvolver as capacidades e habilidades dentro das lutas? • Buscar a aproximação de seu repertorio motor com as lutas? entendimento das dimensões de conteúdo. Fonte: Adaptada (ZABALA, 1998). Segundo Zabala (2001, pag. 88), os conteúdos conceituais se “referem aos termos abstratos que se vinculam à aprendizagem, como os conceitos, fatos e evidências presentes”. Eles requerem estratégias didáticas capazes de promover uma ampla atividade de conhecimento no aluno, colocando-o em situações e experiências que o induzam na aprendizagem e potencializem seu desenvolvimento. Não há limite para a dimensão conceitual, pois ela está sempre em processo de aquisição. A dimensão conceitual tem comprovadamente uma grande relação com essa pesquisa, pois pelo o que foi abordado no estudo acerca das lutas nas aulas de educação física considerada a diversidade de conteúdos que devem ser possibilitadas aos alunos, para além dos esportivos, e superada a demasiada ênfase em relação ao saber fazer. PRÁTICAS INTEGRATIVAS II - METODOLOGIA DO ENSINO DE LUTAS PROF. JEFFERSON CAMPOS LOPES FACULDADE CATÓLICA PAULISTA | 51 Conceitual • Diversos tipos de modalidades. • Formas de classificação das modalidades. • Deferentes origens históricas para as diferentes práticas. • Regras de determinadas modalidades. • Análise das modalidades consideradas olímpicas. • Pesquisas de lutas desconhecidas. • Conceitos biomecânicos das lutas. • Conceitos fisiológicos das lutas. • Melhores formas de aplicação de determinados golpes. • Melhores formas de treinar para determinadas lutas. • Curiosidades das lutas. Figura 1 – exemplo de conceitual Fonte: https://www.pexels.com/pt-br/foto/mulher-sentada-no-chao-enquanto-le-2393789/ https://www.pexels.com/pt-br/foto/mulher-sentada-no-chao-enquanto-le-2393789/ https://www.pexels.com/pt-br/foto/mulher-sentada-no-chao-enquanto-le-2393789/ PRÁTICAS INTEGRATIVAS II - METODOLOGIA DO ENSINO DE LUTAS PROF. JEFFERSON CAMPOS LOPES FACULDADE CATÓLICA PAULISTA | 52 A dimensão conceitual do ensino das lutas na escola deve abranger os aspectos históricos, conceituais e normativos dessas práticas. No caso das lutas, o conhecimento histórico se faz essencial, pois somente ao conhecer a origem e percurso delas, é possível compreender de forma ampla sua inserção atual nas diferentes culturas, como a brasileira. Dessa forma, em um universo tão rico em significado, deixar de abranger essa dimensão é não permitir ao aluno o acesso a conhecimentos que lhes seriam de grande valia, tanto para a compreensão da própria prática, quanto para a apropriação mais crítica e reflexiva sobre a modalidade em questão. É preciso lembrar que isto exige dos professores atualizações e leituras a respeito do que mudou e do que se mantém, até mesmo no que corresponde às questões históricas, que exigem estudo e análise apurada. Ensinar conceitos durante a prática pedagógica das lutas é ensinar além das técnicas e dos golpes em si e é ampliar a visão de mundo dos alunos acerca desses conteúdos e acerca da prática educativa, de maneira geral, compreendendo conceitos, aspectos históricos, informações, entre outros. 4.1.1 Atitudinal Os conteúdos atitudinais são a vivencia do ser com o mundo que o rodeia. O aprendizado de normas e valores torna-se alvo principal para que este conteúdo seja adquirido por quem quer que seja, e na sua proporção e qualificação só é desenvolvido na prática e em seu uso contínuo. O indivíduo é moldado de acordo com suas vivências, porém, não é escravo destas, podendo redimir-se ou simplesmente questionar-se. Os conteúdos atitudinais passam pelo processo sociedade-indivíduo-sociedade. Tratando-se de grupos, tribos, comunidades de diferentes escalões sejam eles econômicos ou culturais. Todos seguindo normas estabelecidas por todos: respeito, compreensão, solidariedade, humildade, muitos outros de suma importância. Para Zabala (2001, pag. 89), a dimensão atitudinal “relaciona-se aos conteúdos referentes a valores, normas e atitudes subjacentes à prática educativa”. Estas ações devem abranger ao mesmo tempo os campos cognoscitivos, afetivos e comportamentais, em que o componente afetivo adquire uma importância fundamental, pois aquilo que pensa, sente e como se comporta uma pessoa não depende apenas do que está socialmente estabelecido, mas, sobretudo, das relações pessoais que cada indivíduo estabelece com o objeto da atitude ou valor. A aprendizagem dos conteúdos atitudinais transcende o âmbito estrito de determinadas atividades, abrangendo campos e aspectos que se relacionam tanto com atividades concretas como com a forma como elas são efetuadas e com as relações pessoais e afetivas que nelas se estabelecem. PRÁTICAS INTEGRATIVAS II - METODOLOGIA DO ENSINO DE LUTAS PROF. JEFFERSON CAMPOS LOPES FACULDADE CATÓLICA PAULISTA | 53 Para Breda et al. (2010), tradicionalmente, as lutas envolvem valores e modos de comportamento relacionados ao respeito, à dedicação, à confiança, à autoestima, visando o desenvolvimento integral do ser humano. Todavia, se esses valores ficarem só na questão da tradição e não forem questionados durante a prática pedagógica, a dimensão atitudinal no ensino das lutas corre o risco de não ser abordada de maneira minimamente satisfatória. Atitudinal • Respeito ao companheiro e ao adversário. • Diferenciação de uma luta para uma briga. • Discussão de termos pejorativos. • Hierarquia. • Respeito ao limite de seu próprio corpo. • Entender o perder na luta. • Entendimento de que os conhecimentos de golpes devem ficar no ambiente de luta e não fora dele. • Relação entre gêneros e sexos. Figura 2 – parte atitudinal nas lutas Fonte: https://www.pexels.com/pt-br/foto/crianca-filho-lutador-combatente-7045593/ https://www.pexels.com/pt-br/foto/crianca-filho-lutador-combatente-7045593/ https://www.pexels.com/pt-br/foto/crianca-filho-lutador-combatente-7045593/ PRÁTICAS INTEGRATIVAS II - METODOLOGIA DO ENSINO DE LUTAS PROF. JEFFERSON CAMPOS LOPES FACULDADE CATÓLICA PAULISTA | 54 4.1.1.1 Procedimental Os conteúdos procedimentais resumem-se em colocar em prática o conhecimento que adquirimos com os conteúdos conceituais. Seja em forma de maquete utilizando-se de escala, reprodução de um ambiente visitado, ou uma letra de música transformada em paródia. Toda produção ou reprodução é determinado pelos conteúdos procedimentais. Como antes citado primeiramente o conceito do assunto posteriormente o fazer, e para fazer é preciso procedimentos corretos para o resultado esperado. Os conteúdos procedimentais também são de caráter profissionalizante, onde se visa que o aluno compreenda o ofício de determinadas profissões, auxiliando no processo da escolha profissional no futuro, desenvolvendo todas as habilidades anteriormente citadas; trabalhando a memória, o intelecto, a dedução, habilidades motoras, e outras especificidades. A dimensão procedimental é entendida por Zabala (2001, pag. 90) como o “conjunto de ações ordenadas destinadas à consecução de um fim, que podem ser consideradas dinâmicas em relação ao caráter estático dos conteúdos conceituais”. A aprendizagem de procedimentos implica, então, a aprendizagem de ações, e isso comporta atividades que se fundamentem em sua realização. Na aprendizagem dos procedimentos implica a aprendizagem das ações, ou seja, os fazeres práticos, as técnicas, os procedimentos, e outras perspectivas bastante evidentes durante as aulas de Educação Física. O denominado “saber fazer” da dimensão procedimental implica que não se deve apenas realizar os movimentos ou técnicas das atividades e sim saber os motivos e os porquês de realizá-los, seja durante o aquecimento, alongamento, desenvolvimento das aulas ou parte final. Ao propor o ensino e a valorização dos aspectos vinculados às demais dimensões (conceitual e atitudinal) não pretendemosdiminuir a importância e o significado da dimensão procedimental. Dentro das lutas, a dimensão procedimental corresponde então aos saberes vinculados às ações, aos fazeres, às práticas, às técnicas e aos diferentes movimentos corporais. Isso abrange os procedimentos, também compreendidos pelos movimentos, as ações técnicas das modalidades. Isso corresponde a tudo o que abrange a dimensão do “saber fazer” Procedimental • Vivências relativas à questão de oposição. PRÁTICAS INTEGRATIVAS II - METODOLOGIA DO ENSINO DE LUTAS PROF. JEFFERSON CAMPOS LOPES FACULDADE CATÓLICA PAULISTA | 55 • Ganho ou perda de espaço. • Quedas com ou sem oponente. • Atividades individuais. • Simulação de técnicas de chutes e/ou socos. • Atividades coletivas (como o caso do cabo de guerra). • Brincadeiras. Figura 3 – fazer procedimental. Fonte: https://www.pexels.com/pt-br/foto/batalha-disputa-boxer-calcao-9944891/ https://www.pexels.com/pt-br/foto/batalha-disputa-boxer-calcao-9944891/ https://www.pexels.com/pt-br/foto/batalha-disputa-boxer-calcao-9944891/ PRÁTICAS INTEGRATIVAS II - METODOLOGIA DO ENSINO DE LUTAS PROF. JEFFERSON CAMPOS LOPES FACULDADE CATÓLICA PAULISTA | 56 ISTO ESTÁ NA REDE O termo “cultura corporal de movimento” tem origem incerta no campo da Educação Física escolar. Além disso, uma série de autores apresentam nomenclaturas diferentes com algumas divergências conceituais. Por isso, é possível encontrar denominações como “cultura corporal”, “cultura corporal de movimento”, “cultura física”, “cultura de movimento”, “cultura corporal do movimento humano”, entre outras. Em comum, essas formas de intitular essas práticas apresentam a conceituação de que a área da Educação Física é responsável pela democratização dessa parcela da cultura humana produzida social e historicamente é representada por diversas manifestações ligadas ao movimento e ao se- movimentar humano, tais como as lutas, os jogos, as danças, os esportes, as ginásticas, as atividades de aventura, entre outras. Essas manifestações são a base de saberes e conteúdos que devem compor os currículos escolares na Educação Física. ISTO ACONTECE NA PRÁTICA O vídeo Práticas corporais – Educação Física Escolar apresenta de forma didática a perspectiva da cultura corporal de movimento a partir das proposições dos Parâmetros Curriculares Nacionais, abrangendo os conteúdos das lutas. Em poucos minutos é possível ter uma compreensão ampla acerca dessa visão teórica e conceitual. PRÁTICAS CORPORAIS – EDUCAÇÃO FÍSICA ESCOLAR. Youtube. Disponível em: . Acesso em: 28 mar. 2018. Em 2010, a Fundação Victor Civita e a Revista Nova Escola outorgaram à professora Joice Mayumi Nozaki o Prêmio Victor Civita Educador Nota 10 no componente curricular Educação Física. O projeto consistiu no desenvolvimento de aulas de luta na escola de forma diferenciada. Vale a pena conferir essa iniciativa. NOVA ESCOLA. Lutas na Educação Física. PRÁTICAS INTEGRATIVAS II - METODOLOGIA DO ENSINO DE LUTAS PROF. JEFFERSON CAMPOS LOPES FACULDADE CATÓLICA PAULISTA | 57 ANOTE ISSO Aqui apresentaremos algumas possibilidades de desenvolver os modelos conceituais para serem aplicados da melhor forma possível em suas aulas ou treinos. Começaremos pela parte conceitual: vamos utilizar um filme. Um homem que nunca conheceu o pai, (famoso lutador), que faleceu antes de seu nascimento. Ainda assim, a luta está em seu sangue e ele decide entrar no mundo das competições profissionais de boxe. Após muito insistir, consegue convencer um grande lutador a ser seu treinador e, enquanto uma luta pela glória, a outra luta pela vida. • CONCEITUAL: História do boxe. Na parte procedimental – uma atividade Figura 01-Toque no joelho/pé – (dupla/grupo) Frente a frente a uma distância média, ao sinal ambos tentarão tocar em diversas partes do corpo. Na parte atitudinal – Uma roda de conversa. Utilizar algum fato ou acontecimento na aula no treino onde todos possam falar e você será o mediador. PRÁTICAS INTEGRATIVAS II - METODOLOGIA DO ENSINO DE LUTAS PROF. JEFFERSON CAMPOS LOPES FACULDADE CATÓLICA PAULISTA | 58 CAPÍTULO 5 LUTAS NO LAZER E NA ATIVIDADE FÍSICA, ENQUANTO POSSIBILIDADE DE LAZER EM ESPAÇOS NÃO FORMAIS Lazer deve ser considerado como um estado que deve ser realizado em seu tempo livre. É realizado de forma livre através de algo que seja de seu gosto. Assim ele é complexo, pois tem diferentes facetas sociais, históricas, culturais, individuais e coletivas, influenciada por fatores intrínsecos e extrínsecos ao sujeito executante. As lutas podem ser desenvolvidas como formas de lazer também, onde brincadeiras e jogos podem fazer parte do processo de ensino e aprendizagem no qual ajudará no contexto que se aplica, seja na escola ou dentro do alto rendimento. Existem várias possibilidades de sua prática e até execução em espaços não formais para tal. 5.1 Lutas como Lazer Podemos associar o Lazer a ser divertido ou até mesmo a um estado voluntário que realizado no meu momento que não estou trabalhando. O termo lazer é atualmente utilizado de forma crescente, podendo ser empregado em sua concepção real ou ser associado a palavras como entretenimento, turismo, divertimento e recreação, porém o sentido do lazer é tão polêmico quanto a origem e o sentido do termo ócio. Assim podemos verificar que o lazer, dentre outras características, cumpre um papel educativo, em virtude de suas possibilidades pedagógicas, pois pode proporcionar ao indivíduo socialização, desenvolvimento cultural, intelectual e físico; capacidade crítica e transformadora de uma realidade; e ainda incentiva a criatividade. Dentre as inúmeras possibilidades, uma das formas de praticar o lazer é realizado em espaços para práticas esportistas, para o desenvolvimento de atividades lúdicas. Também visam fomentar o acesso ao teatro, ao cinema, a eventos musicais, ao turismo, à arte e aos mais variados esportes. PRÁTICAS INTEGRATIVAS II - METODOLOGIA DO ENSINO DE LUTAS PROF. JEFFERSON CAMPOS LOPES FACULDADE CATÓLICA PAULISTA | 59 Segundo Gaelzer (1979), a palavra lazer deriva do latim “licere”, significando “ser lícito, ser permitido, pode-se fazer”, o lazer é um fenômeno da sociedade industrial. A exaltação do trabalho fez surgir a valorização do não trabalho. Para Marcellino (1995), o sentido da palavra “lazer”, quando incorporada ao nível comum do vocabulário tem como objetivo a vivência ou a necessidade de lazer por isto, varia de acordo com a situação sócia econômica, a faixa etária e mesmo o sexo das pessoas. A utilização da palavra fica, então, restrita a atividades específicas ou a juízos de valor a ela associados. Dentre as várias definições de lazer, a mais adotada pelos estudiosos é a dada pelo autor Dumazedier (1993, p.34): O lazer é um conjunto de ocupações às quais o indivíduo pode entregar-se de livre vontade, seja para repousar, seja para se divertir, recrear e entreter, ou ainda para desenvolver sua informação ou formação desinteressada, sua participação social voluntária ou sua livre capacidade criadora após se livrar ou desembaraçar das obrigações profissionais, familiares e sociais. Por último vemos que o lazer está garantido como proteção do direito ao lazer como direito fundamental consta expressamente na Constituição Federal, em seu artigo 6º: São direitos sociais a educação, a saúde, a alimentação, o trabalho, a moradia, o transporte, o lazer, a segurança, a previdência social, a proteção à maternidade e à infância, a assistência aos desamparados, na forma desta Constituição. (BRASIL, 1988, pag. 15). Figura 1 – lazer Fonte: https://www.pexels.com/pt-br/foto/silhueta-de-pessoas-a-beira-mar-1387037/ https://www.pexels.com/pt-br/foto/silhueta-de-pessoas-a-beira-mar-1387037/ https://www.pexels.com/pt-br/foto/silhueta-de-pessoas-a-beira-mar-1387037/ PRÁTICAS INTEGRATIVAS II - METODOLOGIA DO ENSINO DE LUTAS PROF. JEFFERSON CAMPOS LOPES FACULDADE CATÓLICA PAULISTA | 60 Vamos relembrarsobre esportes de combate, esta denominação implica uma “configuração das práticas de lutas, das artes marciais e dos sistemas de combate sistematizados em manifestações culturais modernas, orientadas a partir das decodificações propostas pelas instituições esportivas” (CORREIA e FRANCHINI, 2010, p. 02). O lazer pode ser incorporado nos esportes de combate com objetivo tático e estratégico onde pode-se desenvolver o saber lutar através dos tipos de contatos que são: contínuas (ações continuadas envolvendo o agarre), intermitente (ações sequenciadas partes do corpo – soco e chutes) e mediado (ações dependentes de implementos). A seguir sugerimos algumas ações que podem contribuir dentro dos esportes de combate para que o lazer possa trazer dentro do treino ações que envolvam mais foco, atenção, raciocínio lógico e relaxamento emocional. A primeira são os jogos, que tem o papel de desenvolver alguma ação tática/técnica de forma diferencial, podem ser do tipo adaptados de (OLIVIER,2000): 1. Jogos de rapidez e atenção: São jogos de vivacidade que alternam os papéis de atacante e atacado e evitam o contato próximo com o adversário. 2. Jogos de conquista de espaços: Esses jogos mantêm a separação das funções de ataque e defesa, mas começam a aproximar os adversários, porém as principais ações de oposição se dão em direção a tomar espaço do outro. 3. Jogos para desequilibrar com ações inesperadas: Uso de formas de desequilibrar alteradas as ações esperadas. A segunda forma, seria através do que chamamos de gamificação e dos óculos de realidade virtual. Na gamificação é a aplicação das estratégias dos jogos nas atividades do dia a dia, com o objetivo de aumentar o engajamento dos participantes. Nos óculos de realidade virtual utiliza efeitos visuais e sonoros, bem como gadgets que simulam, de forma virtual, um ambiente real. PRÁTICAS INTEGRATIVAS II - METODOLOGIA DO ENSINO DE LUTAS PROF. JEFFERSON CAMPOS LOPES FACULDADE CATÓLICA PAULISTA | 61 Figura 2 – realidade virtual Fonte: https://www.pexels.com/pt-br/foto/foto-de-homem-usando-fone-de-ouvido-de-realidade-virtual-1261820/ 5.1.1 Lutas em espaços não formais É comum pensarmos as práticas educacionais, as práticas pedagógicas e os processos de ensino e aprendizagem sendo desenvolvidos, exclusivamente, no ambiente escolar, sobretudo porque somos sabedores que, na maioria da vezes, a escola se configura como sendo uma das instituições mais resistentes à mudança e, por vezes, continua ignorando a sua função de instituição formadora e promotora de transformação social, dando ênfase apenas à transmissão de conhecimentos historicamente sistematizados. Segundo Antunes (2016a), as lutas abordadas na dimensão da educação, formal ou informal, carregam um conteúdo significativo para o desenvolvimento dos indivíduos, quando associado à adequada condução dada pelo professor ou sensei. Santos (1996, pag. 08) propõe, na definição de espaço, como um “ conjunto indissociável de sistemas de objetos naturais ou fabricados e de sistemas de ações, deliberadas ou não” (apud, Xavier & Fernandes, 2008). Esta descrição caracteriza o ambiente de sala de aula escolar, mas, da mesma forma, pode ser estendida para contextos mais amplos, que vão além das paredes da sala de aula e das fronteiras das escolas. Os espaços não formais têm se tornado uma importante estratégia para a educação cientifica e construção do conhecimento, já que as escolas por si só não são capazes https://www.pexels.com/pt-br/foto/foto-de-homem-usando-fone-de-ouvido-de-realidade-virtual-1261820/ https://www.pexels.com/pt-br/foto/foto-de-homem-usando-fone-de-ouvido-de-realidade-virtual-1261820/ PRÁTICAS INTEGRATIVAS II - METODOLOGIA DO ENSINO DE LUTAS PROF. JEFFERSON CAMPOS LOPES FACULDADE CATÓLICA PAULISTA | 62 de educar cientificamente e transmitir todo o conhecimento científico ao aluno, sendo assim “esses espaços se tornam de fundamental importância no ensino-aprendizagem deles. aulas em espaços não formais favorecem a observação e a problematização dos fenômenos de uma forma mais concreta”. (CUNHA, 2009, pag. 04). Segundo Von Simson (apud CUNHA, 2009, p.01): A Educação Não Formal, embora também obedeça a uma estrutura e uma organização, é diferente da Formal, por não apresentar fixação de tempo e local, e exibir uma maior flexibilidade na organização dos conteúdos. Entretanto, a estrutura que a caracteriza não indica que não exista uma formalidade e que seu espaço não seja educacional e mesmo acontecendo fora da escola, mantém certos vínculos com o sistema escolar, e pode complementar as lacunas deixadas pela Educação Escolar, embora não seja este o seu objetivo. Os espaços considerados não formais são ambientes fora da instituição escolar podendo ser classificados em institucionalizados ou não. Nos espaços institucionalizados incluem-se espaços regulamentados que contêm equipe técnica encarregada pelas atividades a serem efetuadas, tais como museus, parques ecológicos, institutos de pesquisa, zoológicos, aquários, jardins botânicos, centros de ciências, entre outros (JACOBUCCI,2009). Os espaços ditos não institucionalizados são aqueles onde estão ausentes a estrutura institucional, tais como, monitores e banheiros, sendo possível ainda, adotar práticas educativas. Tem-se como exemplos: teatro, parque, casa, rua, praça, cinema, praia, caverna, rio, lagoa, campo de futebol, entidades de bairro, projetos sociais, igrejas, sindicatos, associação de moradores de bairro e entidades esportivas. Segundo a teoria de David Ausubel (Moreira & Masini, 2001), novas ideias e informações podem ser aprendidas e retidas na medida em que conceitos relevantes e inclusivos estejam adequadamente claros e disponíveis na estrutura cognitiva do indivíduo. O desenvolvimento de aulas em espaços não formais pode possibilitar a integração de informações oriundas da intervenção e interpretação do ambiente para a associação com os conceitos já interiorizados na estrutura cognitiva do aprendiz. http://portal.amelica.org/ameli/jatsRepo/437/4371998004/html/#redalyc_4371998004_ref26 PRÁTICAS INTEGRATIVAS II - METODOLOGIA DO ENSINO DE LUTAS PROF. JEFFERSON CAMPOS LOPES FACULDADE CATÓLICA PAULISTA | 63 Figura 3 – espaços não formais Fonte: https://www.pexels.com/pt-br/foto/outono-declinio-corpo-d-agua-corpo-de-agua-11106465/ 5.1.1.1 Lutas e Ludicidade Ao falarmos em ludicidade, estaremos no remente ao universo lúdico que é composto por brincadeira, jogos e brinquedos. Assim podemos considerar a ludicidade, como estratégia insubstituível na dimensão da construção dos saberes, na construção de todo conhecimento e nas amplas progressões das habilidades e competências, como ferramenta primordial na progressão pessoal e sistêmica, intrínseca a ação da construção de novas descobertas. Segundo Fantacholi ([s/d], p. 5), explica que por meio da ludicidade “a criança começa a expressar-se com maior facilidade, ouvir, respeitar e discordar de opiniões, exercendo sua liderança, e sendo liderados e compartilhando sua alegria de brincar”. Conforme Horn (2004, p.24), diz que: A ludicidade, tão importante para a saúde mental do ser humano é um espaço que merece a atenção dos pais e educadores, pois é o espaço para expressão mais genuína do ser, é o espaço e o direito de toda a criança para o exercício da relação afetiva com o mundo, com as pessoas e com os objetos. https://www.pexels.com/pt-br/foto/outono-declinio-corpo-d-agua-corpo-de-agua-11106465/ https://www.pexels.com/pt-br/foto/outono-declinio-corpo-d-agua-corpo-de-agua-11106465/ PRÁTICAS INTEGRATIVAS II - METODOLOGIA DO ENSINO DE LUTAS PROF. JEFFERSON CAMPOS LOPES FACULDADE CATÓLICA PAULISTA | 64 Vamos entender um pouco sobre a brincadeira, que segundo Kishimoto (1996, p.38), a brincadeira tem “função de perpetuar a cultura infantil, desenvolver formas de convivência social e permitir o prazer de brincar. A brincadeira garante a presença do lúdicoda situação imaginária.” Já o jogo, tem sua definição como: é uma atividade ou ocupação voluntária, exercida dentro de certos e determinados limites de tempo e espaço, segundo regras livremente consentidas, mas absolutamente obrigatórias, dotado de um fim em si mesmo, acompanhado de um sentimento de tensão e alegria e de uma consciência de ser diferente da vida cotidiana” (HUIZINGA, 2007, p. 33). E por último o brinquedo, que segundo Kishimoto (apud, ALMEIDA, 2012, pag. 08): [...] o brinquedo é compreendido como um objeto suporte da brincadeira, ou seja, é um objeto. Os brinquedos podem ser considerados: estruturados e não estruturados. São denominados de brinquedos estruturados aqueles que já são adquiridos prontos. Os brinquedos denominados não-estruturados são aqueles que não são industrializados, são simples objetos como paus ou pedras, que nas mãos das crianças adquirem novo significado, passando assim a ser um brinquedo, dependendo da imaginação da criança. Podemos utilizar a ludicidade para que seja parte do ensino de nossas lutas, não somente fazendo uma simples lutinha entre crianças ou praticantes. Para tal sugerimos o entendimento do saber/aprender que é apresentado em 03 formas para seu ensino das lutas, (CHARLOT, 2000; BEILLEROT, 1989, pág. 08): • saber-objeto: representa um conteúdo linguisticamente enunciado. Por exemplo: história do judô; • saber-domínio: consiste em dominar um objeto ou uma atividade. Por exemplo: aprender a dar um golpe ou amarrar uma faixa de graduação; • saber-relacional: consiste no domínio de formas relacionais. Por exemplo: fazer amizades, respeitar um colega de treino que sabe menos que você. A seguir apresentaremos algumas atividades que podem ser desenvolvidas nas lutas através da ludicidade. PRÁTICAS INTEGRATIVAS II - METODOLOGIA DO ENSINO DE LUTAS PROF. JEFFERSON CAMPOS LOPES FACULDADE CATÓLICA PAULISTA | 65 Brincadeira • cabo de guerra, rouba rabo, pega-pega em formato de lutas, briga de sapo, estoura bolas de bexiga amarradas no pé, empurra e tira do círculo, brincadeiras historiadas, assistir desenhos de lutas e desenhar tipos de luta. Jogos • atividades que simulem habilidades motoras básicas e especializadas, filmes e seriados na TV, lutas virtuais, gamificação, luta de bola de tênis e queimada adaptada para a luta. Brinquedos • construção de equipamentos de luta (espada de esgrima), utilização básica de uso de armas de lutas e games eletrônicos específico de luta (Street Fighter) Figura 4 – cabo de guerra Fonte: https://www.pexels.com/pt-br/foto/criancas-filhos-diversidade-campo-de-grama-8034583/ https://www.pexels.com/pt-br/foto/criancas-filhos-diversidade-campo-de-grama-8034583/ https://www.pexels.com/pt-br/foto/criancas-filhos-diversidade-campo-de-grama-8034583/ PRÁTICAS INTEGRATIVAS II - METODOLOGIA DO ENSINO DE LUTAS PROF. JEFFERSON CAMPOS LOPES FACULDADE CATÓLICA PAULISTA | 66 ISTO ESTÁ NA REDE Atente-se aos tipos de educação, pode ser: Educação formal é aquela que acontece na escola mediante a participação do professor e que tem os objetivos relativos ao ensino e a aprendizagem de conteúdos historicamente sistematizado. A educação informal ocorre na família, na igreja, com amigos, no bairro, ou seja, através da interação com grupos sociais, os quais são carregados de valores e culturas herdadas historicamente e que através dessas interações são repassados de um para outro. A educação não-formal é aquela que ocorre, através da interação no quotidiano, nos momentos em que interagimos com as pessoas e o mundo que nos cercam. ISTO ACONTECE NA PRÁTICA Estes são alguns jogos que podem ser usados na realidade virtual: Street Fighter III: Third Strike (2000) Plataformas: PS2, PS3, PS4, Xbox, Xbox 360, Xbox One, Dreamcast, PC e Arcade/Super Smash Bros/Super Street Fighter II Turbo (1994) /Mortal Kombat II (1993) /Soulcalibur (1998) /Tekken 7 (2017) /Guilty Gear XRD (2014) ANOTE ISSO Aos interessados em ter mais material pedagógico sobre jogos nas lutas, deixo aqui o livro “Jogos de Oposição” para uma leitura sobre o tema. PRÁTICAS INTEGRATIVAS II - METODOLOGIA DO ENSINO DE LUTAS PROF. JEFFERSON CAMPOS LOPES FACULDADE CATÓLICA PAULISTA | 67 CAPÍTULO 6 LUTAS NAS ATIVIDADES FÍSICAS E CONDICIONAMENTO FÍSICO Entramos no século 21 e temos uma grande parcela da sociedade que não pratica ou realiza alguma atividade física, algum exercício e algum esporte. Em alguns estudos 6% da população mundial faz alguma atividade física. Mas ainda é muito pequena para que possamos prevenir ou evitar alguns dos problemas ligados à saúde como: sedentarismo, obesidade, AVC, depressão, diabetes e hipertensão. De acordo com dados divulgados pela Organização Mundial da Saúde (OMS), cerca de 3,2 milhões de pessoas morrem todos os anos ao redor do mundo em decorrência de problemas relacionados à inatividade física. Este número já faz do sedentarismo o quarto principal fator de risco de morte. No Brasil, segundo a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios de 2015, 3,1% das pessoas com 15 anos ou mais praticam lutas ou artes marciais, colocando-a na 9ª posição entre os esportes mais praticados (IBGE, 2015). Assim podemos dizer que as lutas têm um papel importante na cultural corporal da saúde e na qualidade de vida do ser humano. 6.1 Lutas e Atividades Físicas Você sabe o que atividade física. Vamos entender um pouco mais sobre o que é atividade física. Atividade física é um comportamento que envolve os movimentos voluntários do corpo, com gasto de energia acima do nível de repouso, promovendo interações sociais e com o ambiente, podendo acontecer no tempo livre, no deslocamento, no trabalho ou estudo e nas tarefas domésticas. A prática de atividade física é algo que está relacionado a qualidade de vida, dentro de um sentido pessoal, físico e emocional. Ela é comprovada por várias pesquisas que confirmam o seu objetivo de prevenção de doenças e manutenção de uma vida melhor. PRÁTICAS INTEGRATIVAS II - METODOLOGIA DO ENSINO DE LUTAS PROF. JEFFERSON CAMPOS LOPES FACULDADE CATÓLICA PAULISTA | 68 A atividade física é toda ação corporal que consome energia realizada através de um movimento. Exemplos como: caminhar até a padaria, brincar com seus filhos, passear com seu cachorro, subir uma escada e fazer algum tipo de esporte. A atividade física é classificada “como um fator de proteção e promoção da saúde e está relacionada a inúmeros benefícios como a redução de peso, melhora cardiovascular, redução de doenças crônicas, diminuição do risco de morte prematura” (POLISSENI e RIBEIRO, 2014, pag. 192). A atividade física pode ser definida como qualquer tipo de” movimento corporal que envolva gasto energético devido à contração muscular esquelética, ou seja, engloba várias atividades voluntárias, como as de lazer, ocupacionais, domésticas e de deslocamento” (MENDONÇA & ANJOS, 2004, pag. 20). De acordo com Matsudo et al. (2002), os benefícios proporcionados pela atividade física são: • Benefícios fisiológicos: diminui a pressão arterial, controla o peso corporal, aumenta a densidade óssea e a resistência física, melhora a força muscular, o perfil lipídico e a mobilidade. • Benefícios psicológicos: melhora a autoimagem, aumenta a autoestima e o bem-estar, diminui o estresse e a depressão, mantém a autonomia e reduz o isolamento. Segundo Allsen et al. (2001) destacam outros benefícios proporcionados por um programa de atividade física, dentre eles estão: • Aumento da resistência aeróbia no desempenho de tarefas específicas; • Melhora da capacidade funcional do sistema circulatório e respiratório; • Melhora da força e flexibilidade dos músculos e articulações; • Reduz os riscos de lesões na região lombar; • Desenvolve a força do sistema esquelético; • Controla o peso e reduz a gordura corporal; • Exerce ação positiva sobre os órgãos internos; • Retarda o processo fisiológico de envelhecimento; • Desenvolve as capacidades físicas;• Diminui o gasto energético e consequentemente a fadiga para tarefas específicas; • Alivia o estresse e a tensão; • Estimula a atividade mental e; PRÁTICAS INTEGRATIVAS II - METODOLOGIA DO ENSINO DE LUTAS PROF. JEFFERSON CAMPOS LOPES FACULDADE CATÓLICA PAULISTA | 69 • Reduz o risco de doenças crônicas não transmissíveis. Podemos notar que os benefícios apresentados, tornam a atividade física uma ferramenta indispensável para a promoção da saúde mental, com custos consideravelmente menores quando comparados com outras abordagens terapêuticas e medicamentosas. Figura 1 – atividade física Fonte: https://www.pexels.com/pt-br/foto/pessoa-correndo-perto-de-uma-rua-entre-arvores-altas-878151/ Para realização da atividade física é necessário uma intensidade é o grau do esforço físico necessário para fazer uma atividade física. Normalmente, quanto maior a intensidade, maior é o aumento dos batimentos do coração, da respiração, do gasto de energia e da percepção de esforço. Segundo Brasil (2021, pág. 08), existem graus que devem ser observados na prática da atividade física, são eles: • Leve: exige mínimo esforço físico e causa pequeno aumento da respiração e dos batimentos do seu coração. Numa escala de 0 a 10, a percepção de esforço é de 1 a 4. Você vai conseguir respirar tranquilamente e conversar normalmente enquanto se movimenta ou até mesmo cantar uma música. https://www.pexels.com/pt-br/foto/pessoa-correndo-perto-de-uma-rua-entre-arvores-altas-878151/ https://www.pexels.com/pt-br/foto/pessoa-correndo-perto-de-uma-rua-entre-arvores-altas-878151/ PRÁTICAS INTEGRATIVAS II - METODOLOGIA DO ENSINO DE LUTAS PROF. JEFFERSON CAMPOS LOPES FACULDADE CATÓLICA PAULISTA | 70 • Moderada: exige mais esforço físico, faz você respirar mais rápido que o normal e aumenta moderadamente os batimentos do seu coração. Numa escala de 0 a 10, a percepção de esforço é 5 e 6. Você vai conseguir conversar com dificuldade enquanto se movimenta e não vai conseguir cantar. • Vigorosa: exige um grande esforço físico, faz você respirar muito mais rápido que o normal e aumenta muito os batimentos do seu coração. Numa escala de 0 a 10, a percepção de esforço é 7 e 8. Você não vai conseguir nem conversar enquanto se movimenta. As lutas fazem parte da cultura corporal do movimento, e como vimos o movimento é caracterizado como uma atividade física. Sabe-se que quando praticamos uma luta temos objetivos diferenciados, fazemos como prática regular de uma atividade física, como forma competitiva e outros aspectos emocionais e espirituais. Dessa forma as lutas trazem benefícios para a atividade física, características um pouco mais específicas, são elas: melhora a flexibilidade corporal, desenvolve um condicionamento físico melhor, ajuda a trabalhar a mente contra o desequilíbrio emocional, estimula a coordenação motora e aumenta a imunidade biológica. Figura 2 – atividade física nas lutas Fonte: https://www.pexels.com/pt-br/foto/atividade-acao-movimento-borrao-8366033/ https://www.pexels.com/pt-br/foto/atividade-acao-movimento-borrao-8366033/ https://www.pexels.com/pt-br/foto/atividade-acao-movimento-borrao-8366033/ PRÁTICAS INTEGRATIVAS II - METODOLOGIA DO ENSINO DE LUTAS PROF. JEFFERSON CAMPOS LOPES FACULDADE CATÓLICA PAULISTA | 71 6.1.1 Lutas e Saúde Podemos dizer que saúde não é ter doença alguma correto. Esta ideia não está totalmente errada, mas devemos entender que o conceito é mais amplo. A Organização Mundial da Saúde (OMS) define que a “saúde” não se refere apenas ao bem-estar físico de um paciente. A definição deste termo implica um estado de bem-estar físico, mental e social completo e não meramente a ausência de doença ou doenças. (CANTO e SIMÃO 2009). Outra definição, segundo Villarta (2004, pag. 05), não é uma ausência de doenças, “mas sim uma condição que leva em conta aspectos educacionais, alimentares, financeiros e sociais”. Para maior compreensão do termo, o Grupo de Qualidade de Vida da Organização Mundial da Saúde, o define como “a percepção do indivíduo de sua posição na vida, no contexto da cultura e sistema de valores nos quais ele vive e em relação aos seus objetivos, expectativas, padrões e preocupações” (FLECK et al., 1999; p. 199). Por conta da necessidade de diagnóstico e tratamento adequado de doenças, alguns outros avanços importantes passaram a influir, na concepção de saúde, a ação de prevenção. Segundo Brasil (2008), apresentamos algumas medidas e recursos que fazem parte desse do processo de prevenção para que doença não venha a ser adquirida, são eles: • Uso adequado de vacinas • Incentivo ao aleitamento materno • Vigilância nutricional • Uso de preservativos • Adoção de medidas de segurança que evitem acidentes e vítimas • Opção por alimentação saudável • Maior socialização de informações • Abertura de espaços de reflexão em oficinas com práticas educativas De acordo com Douris et al. (2004, pag. 33) , as lutas, artes marciais e modalidades de combate são, ao mesmo tempo, esportes para atletas de diferentes níveis e uma opção interessante para a população” como um todo, tanto em termos de ganhos para a saúde geral como para os aspectos sociais, visto que, geralmente, podem ser praticadas independentemente de horário, local e clima, por grupos ou individualmente. “ PRÁTICAS INTEGRATIVAS II - METODOLOGIA DO ENSINO DE LUTAS PROF. JEFFERSON CAMPOS LOPES FACULDADE CATÓLICA PAULISTA | 72 Adicionalmente, podem ser vivenciadas por pessoas de qualquer idade e sexo e, pelo fato de habitualmente não necessitarem de equipamentos e instalações sofisticadas, praticamente não oferecem limitações à sua execução (WOODWARD, 2009). Vale lembrar que sáude está ligada diretamente a qualidade de vida, que tem como definição que é a percepção do indivíduo de sua posição na vida, no contexto da cultura e do sistema de valores nos quais ele vive, considerando seus objetivos, expectativas, padrões e preocupações, a Organização Mundial de Saúde elaborou instrumentos para a avaliação da qualidade de vida, para serem utilizados internacionalmente, e de característica convencional ou curta, sendo que esta última exige menos tempo para a sua conclusão, facilitando a aplicação a grandes populações (FLECK et al., 1999; FLECK et al., 2000). Nesse sentido, foram desenvolvidos alguns instrumentos para avaliar a qualidade de vida contemplando diversos aspectos, enquanto outros avaliam apenas a chamada qualidade de vida relacionada à saúde. Estes últimos têm interesse mais restrito com ênfase principalmente na avaliação do impacto causado por tratamentos médicos sobre a saúde, ao passo que os questionários mais genéricos podem ser aplicados a populações saudáveis ou doentes, enfocando, por exemplo, objetivos, aspirações e questões sociais (GLADIS et al., 1999). Foram criados questionários de qualidade de vida englobam diferentes domínios, sendo os mais comuns o psicológico, o social e o físico, embora outros também sejam contemplados em diferentes instrumentos, como, por exemplo, o domínio ambiental, como ocorre no questionário abreviado de qualidade de vida da Organização Mundial de Saúde (WHOQOL-bref) (GLADIS et al., 1999; PEREIRA et al., 2006). Figura 3 – Questionário WHOQOL Fonte: https://www.pexels.com/pt-br/foto/cortar-mulher-no-escritorio-com-a-prancheta-5699437/ https://www.pexels.com/pt-br/foto/cortar-mulher-no-escritorio-com-a-prancheta-5699437/ https://www.pexels.com/pt-br/foto/cortar-mulher-no-escritorio-com-a-prancheta-5699437/ PRÁTICAS INTEGRATIVAS II - METODOLOGIA DO ENSINO DE LUTAS PROF. JEFFERSON CAMPOS LOPES FACULDADE CATÓLICA PAULISTA | 73 6.1.1.1 Lutas e Condicionamento Físico As lutas podem contribuir muito para a melhoria do condicionamento físico, cada modalidade de luta utiliza um treinamento específico e geral para seus praticantes. Vale lembrar que dentro do segmento esportivo isto é muito mais exigido. Segundo World Health Organization (WHO,2020) definiu o condicionamentofísico “como a capacidade de realizar trabalhos musculares de forma satisfatória”. Para o American College of Sports Medicine (ACSM, 2017), o condicionamento “é a consequência mensurável da atividade física e do hábito de exercitar-se de uma pessoa”. Por fim, condicionamento físico, que é a “capacidade de realizar tarefas diárias, com vigor e ânimo, sem fadiga indevida e com ampla energia para desfrutar de atividades de lazer e que atenda às emergências previstas”. (PHYSICAL ACTIVITY GUIDELINES ADVISORY COMMITTEE, 2008). Segundo o American College of Sports Medicine (ACSM, 2009) o condicionamento físico é constituído pela composição corporal, resistência aeróbia, resistência muscular localizada, força e flexibilidade. Para a avalição do condicionamento físico de praticantes de lutas, sugerimos os protocolos validados para cada idade, abaixo especificados: 1. Composição Corporal: IMC; 2. Resistência Aeróbica: Teste dos seis minutos; 3. Resistência muscular localizada: testes de flexão e extensão do cotovelo e de sentar-se e levantar; 4. Força: Testes de subir os degraus e o de levantar-se do solo; 5. Flexibilidade: Normalflex Figura 4 – IMC Fonte: https://pt.dreamstime.com/foto-de-stock-%C3%ADndice-de-massa-corporal-bmi-image41642514 https://pt.dreamstime.com/foto-de-stock-%C3%ADndice-de-massa-corporal-bmi-image41642514 https://pt.dreamstime.com/foto-de-stock-%C3%ADndice-de-massa-corporal-bmi-image41642514 PRÁTICAS INTEGRATIVAS II - METODOLOGIA DO ENSINO DE LUTAS PROF. JEFFERSON CAMPOS LOPES FACULDADE CATÓLICA PAULISTA | 74 Para avaliar o condicionamento físico de atletas de competição, sugerimos além dos citados acima, os demais abaixo: • Cinemática de movimentos corporais: é realizada uma filmagem e avaliação visual do passo à frente, que é um teste que fornece a informação de como esta pessoa está executando as ações de movimento, se a pelve tem estabilidade, se o tronco tem estabilidade e se tem fluidez para executar o movimento. Para tal, são utilizados os sistemas MaxPRO, da Innovision Systems; e o Optical Motion Capture System, da OptiTrack. • Cinética corporal por meio de Plataformas de força multiaxiais da MTI, isto é, um teste que permite identificar a força de reação/ação pelos pés em contato com o respectivo torque, através Plataformas de força multiaxiais células de carga e acelerômetros Tri-axiais da Biopac Systems (PAYTON; BARTLETT, 2008). • Atividade muscular, por meio de eletromiógrafo, que verifica a contração muscular através do sinal elétrico que emana do músculo, permitindo a interpretação de condições normais e patológicas (DE LUCA et al., 2006); • Economia de movimento por meio da conjugação de técnicas de investigação em cinemática, cinética e análise de gases realizadas por analisador de gases da Biopac Systems. • Ergoespirometria, que é um teste ergométrico no qual se analisa o sistema cardiopulmonar através das variações fisiológicas ou não, ocorridas na frequência cardíaca, e através da análise das trocas gasosas, em equipamento específico e devidamente calibrado (LOPES, 2007); • Estudo do equilíbrio corporal por meio de dados capturados em plataformas de equilíbrio da MTI e por sistema de craniocorpografia. • Eletromiógrafo de superfície, em que respostas eletromiografias possibilitam compreender o padrão de recrutamento dos principais músculos envolvidos em uma atividade motora, além de permitirem o estabelecimento de sua relação com indicadores de fadiga neuromuscular (DE LUCA,2007); • Analisador de lactato e glicose, que é o equipamento o qual possibilita a análise das curvas de lactato e glicose em situações variadas de esforço. Idealizado para ser utilizado em situações de campo e laboratório, esses parâmetros podem ser utilizados como referência para prescrição e controle de intensidades do treinamento físico (COEN; URHAUSE; KINDERMANN, 2001). PRÁTICAS INTEGRATIVAS II - METODOLOGIA DO ENSINO DE LUTAS PROF. JEFFERSON CAMPOS LOPES FACULDADE CATÓLICA PAULISTA | 75 • Equipamento para avaliação isocinética da força, que mostra a razão entre a musculatura agonista e a antagonista de cada movimento. É um elemento importante para a eficiência da movimentação articular; o conhecimento desse parâmetro tem sido utilizado em programas de prevenção de lesões musculares, tendíneas e articulares (O’SULLIVAN et al., 2008). Figura 5 – Avaliação isocinética da força Fonte: https://pt.dreamstime.com/foto-de-stock-e-image52224980 ISTO ESTÁ NA REDE Como podemos medir esta percepção da atividade física, através da escala de Borg é um instrumento utilizado para quantificar através da percepção subjetiva de esforço aplicado no exercício, a intensidade dele, ou seja, a força aplicada nos sistemas cardiopulmonar, musculares e fisiológicos. ISTO ACONTECE NA PRÁTICA Whoqol-bref é a aplicação de um instrumento com características psicossometricas para uma análise da qualidade de vida. Existe uma versão com 26 questões divididas em quatro domínios: físico, psicológico, relações sociais e meio ambiente. Assim, diferentemente do WHOQOL-100, em que uma das 24 facetas é avaliada a partir de 4 questões, no WHOQOL-bref cada faceta é avaliada por apenas uma questão. https://pt.dreamstime.com/foto-de-stock-e-image52224980 https://pt.dreamstime.com/foto-de-stock-e-image52224980 PRÁTICAS INTEGRATIVAS II - METODOLOGIA DO ENSINO DE LUTAS PROF. JEFFERSON CAMPOS LOPES FACULDADE CATÓLICA PAULISTA | 76 ANOTE ISSO Os testes laboratoriais são considerados aqueles que têm seu reconhecimento por seus resultados confiáveis e reprodutíveis. Isso significa que quando avaliamos um atleta estamos padronizando o teste na hora da coleta. Esses testes geralmente têm um custo alto para sua realização. Para tal, é necessário sempre uma renovação das pesquisas, bem como seus equipamentos. PRÁTICAS INTEGRATIVAS II - METODOLOGIA DO ENSINO DE LUTAS PROF. JEFFERSON CAMPOS LOPES FACULDADE CATÓLICA PAULISTA | 77 CAPÍTULO 7 AS LUTAS NA BNCC, COMO UNIDADE TEMÁTICA OBRIGATÓRIA DENTRO DO CONTEXTO ESCOLAR A BNCC (Base Nacional Comum Curricular) é um documento normativo que o conjunto das aprendizagens essenciais que os estudantes devem desenvolver ao longo das etapas da Educação Básica – Educação Infantil, Ensino Fundamental – Anos Iniciais e Anos Finais, e Ensino Médio. Assim, a Base busca atender às demandas dos estudantes do século XXI, os preparando para serem protagonistas da sociedade em que vivem e para o mundo do trabalho. Dessa forma, o documento busca assegurar todos os direitos de aprendizagem e desenvolvimento dos alunos conforme o que já estava definido no Plano Nacional de Educação (PNE). A Base Nacional Comum Curricular (BNCC) de Educação Física entende que a disciplina é responsável por desenvolver as práticas corporais em suas diversas formas de codificação e significação social. 7.1 BNCC Para entendermos a BNCC é necessário entendermos de forma suscinta o que ocorreu até a sua chegada que vigora atualmente. A Base Nacional Comum Curricular (BNCC) é um documento de caráter normativo que define o conjunto orgânico e progressivo de aprendizagens essenciais que todos os alunos devem desenvolver ao longo das etapas e modalidades da Educação Básica, de modo a que tenham assegurados seus direitos de aprendizagem e desenvolvimento, em conformidade com o que preceitua o Plano Nacional de Educação (PNE). Este documento normativo aplica-se exclusivamente à educação escolar, tal como a define o § 1º do Artigo 1º da Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDB, Lei nº 9.394/1996), e está orientado pelos princípios éticos, políticos e estéticos que visam PRÁTICAS INTEGRATIVAS II - METODOLOGIA DO ENSINO DE LUTAS PROF. JEFFERSON CAMPOS LOPES FACULDADE CATÓLICA PAULISTA | 78 à formação humana integral e à construção de uma sociedade justa, democrática e inclusiva, como fundamentado nas Diretrizes Curriculares Nacionais da Educação Básica (DCN). Nossa Constituição Federal de 1988estabeleceu a obrigatoriedade de uma educação para todos, como responsabilidade da família, da sociedade e do Estado. Ao mesmo tempo, indicou a necessidade da criação de um sistema nacional de educação e de um currículo de base nacional. Cumprindo a exigência constitucional, o artigo 26 da Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional 9394/96, definiu que: Os currículos da educação infantil, do ensino fundamental e do ensino médio devem ter base nacional comum, a ser complementada, em cada sistema de ensino e em cada estabelecimento escolar, por uma parte diversificada, exigida pelas características regionais e locais da sociedade, da cultura, da economia e dos educandos. (BRASIL, 1997, pag. 46) Nesse contexto, iniciaram-se as discussões que culminaram, em 1996, com os Parâmetros Curriculares Nacionais (PCN), que tinham, a princípio, a pretensão de se tornarem Diretrizes Curriculares Nacionais e o fato de serem denominados “parâmetros representou uma solução razoável, sem a obrigatoriedade de utilização, servindo apenas como material de apoio aos professores e gestores”. (MACEDO, 2014, pag. 45). De acordo com o documento oficial dos Parâmetros Curriculares Nacionais: Os Parâmetros Curriculares Nacionais constituem o primeiro nível de concretização curricular. São uma referência nacional para o ensino fundamental; estabelecem uma meta educacional para a qual devem convergir as ações políticas do Ministério da Educação e do Desporto, tais como os projetos ligados à sua competência na formação inicial e continuada de professores, à análise e compra de livros e outros materiais didáticos e à avaliação nacional. Têm como função subsidiar a elaboração ou a revisão curricular dos Estados e Municípios, dialogando com as propostas e experiências já existentes, incentivando a discussão pedagógica interna das escolas e a elaboração de projetos educativos, assim como servir de material de reflexão para a prática de professores. (BRASIL, 1997, p. 29). Nessa trajetória histórica, o Plano Nacional de Educação (2014-2024), trouxe também a discussão sobre a necessidade da construção de uma Base Nacional Curricular Comum (BNCC), que começou a ser discutida no ano de 2015. PRÁTICAS INTEGRATIVAS II - METODOLOGIA DO ENSINO DE LUTAS PROF. JEFFERSON CAMPOS LOPES FACULDADE CATÓLICA PAULISTA | 79 A Base Nacional Comum Curricular (BNCC) é um documento de caráter normativo que define o conjunto orgânico e progressivo de aprendizagens essenciais que todos os alunos devem desenvolver ao longo das etapas e modalidades da Educação Básica. (BRASIL, 2016, p. 7). Segundo o próprio texto da BNCC, ela seria “um documento de caráter normativo que define o conjunto orgânico e progressivo de aprendizagens essenciais que todos os alunos devem desenvolver ao longo das etapas e modalidades da Educação Básica” (BRASIL, 2017, p. 7). Trata-se de orientações sobre o que seria indispensável na educação de toda criança/adolescente brasileiro e uma forma de nortear as propostas curriculares de escolas públicas e privadas. Em linhas gerais a BNCC do Ensino Fundamental tem como objetivo promover a equidade e a melhora da qualidade do ensino no país e de assegurar que conhecimentos e habilidades essenciais estejam presentes nos currículos da educação básica (BRASIL, 2017). Assim podemos definir melhor o que são unidades temáticas, conforme: As unidades temáticas estão estruturadas em um conjunto de habilidades cuja complexidade cresce progressivamente ao longo dos anos. Essas habilidades mobilizam conhecimentos conceituais, linguagens e alguns dos principais processos, práticas e procedimentos de investigação envolvidos na dinâmica da construção de conhecimentos na ciência. (BRASIL, 2017, p.29) Assim, às unidades temáticas são apresentadas de acordo com a área de conhecimento e suas respectivas disciplinas/componentes curriculares. Mais adiante falaremos mais especificamente como são apresentados essas unidades e seus desdobramentos em cada uma das áreas. Para exemplificar como cada unidade temática e seus objetos de conhecimento parecem para cada disciplina, elaboramos tabelas com base no que é apresentado no próprio documento da BNCC. Portanto, essas tabelas mostram uma parte, escolhida de forma arbitrária, do extenso conteúdo da BNCC (BRASIL, 2017). Dessa forma, organizamos antes de cada tabela, das disciplinas, uma síntese do que esta indica como unidade temática e seus objetos de conhecimento. E na sequência a tabela é apresentada de forma a ilustrar como essa organização se dá. Assim, iniciaremos respeitando a mesma ordem estabelecida pela BNCC para cada componente curricular. PRÁTICAS INTEGRATIVAS II - METODOLOGIA DO ENSINO DE LUTAS PROF. JEFFERSON CAMPOS LOPES FACULDADE CATÓLICA PAULISTA | 80 De acordo com esse documento, e assim como apresentado em documentos normativos anteriores, a Educação Física é parte integrante da grande área de Linguagens (juntamente com Arte, Língua Inglesa e Língua Portuguesa). Nesse sentido, considera-se que: Na BNCC, a área de Linguagens é composta pelos seguintes componentes curriculares: Língua Portuguesa, Arte, Educação Física e, no Ensino Fundamental – Anos Finais, Língua Inglesa. A finalidade é possibilitar aos estudantes participar de práticas de linguagem diversificadas, que lhes permitam ampliar suas capacidades expressivas em manifestações artísticas, corporais e linguísticas, como também seus conhecimentos sobre essas linguagens, em continuidade às experiências vividas na Educação Infantil (BRASIL, 2017, p. 63). Figura 1 – BNCC Fonte: https://www.pexels.com/pt-br/foto/mesa-retangular-de-madeira-branca-159213. 7.1.1 competências e habilidades na BNCC No âmbito escolar, a competência “enfatiza a mobilização de recursos, conhecimentos ou saberes vivenciados. Manifesta-se na ação ajustada diante de situações complexas, imprevisíveis, mutáveis e sempre singulares” (BOTERF, 2003; PERRENOUD, 2000, 2001, 2005, pag. 6). https://www.pexels.com/pt-br/foto/mesa-retangular-de-madeira-branca-159213/ https://www.pexels.com/pt-br/foto/mesa-retangular-de-madeira-branca-159213/ PRÁTICAS INTEGRATIVAS II - METODOLOGIA DO ENSINO DE LUTAS PROF. JEFFERSON CAMPOS LOPES FACULDADE CATÓLICA PAULISTA | 81 Como defende Ceitil (2006), o termo competência tem sido perspectivado ora como atribuição, ora como qualificação, ora como traço/característica pessoal, ora como comportamento/ação, chamando a atenção ora para características extra-pessoais (perspectiva das atribuições e das qualificações), ora intrapessoais (perspectiva dos traços/ características pessoais) e/ou comportamentais. Segundo Cruz (2001, pag. 12) define competência como um “conceito que acolhe saberes, atitudes e valores, abarcando o domínio do self (saber-ser), o domínio cognitivo (saber formalizado) e o domínio comportamental (saber-fazer) - a competência consolida-se numa ação ou no conjunto de ações organicamente articuladas”. De acordo com Mascarello (2019), giram-se em torno do conceito sobre competência ideais como: saber fazer; contexto prático; conhecimento útil ou aplicável; operacionalização; desempenho; resultado; capacitação. No que se refere ao conceito de competências a BNCC enfatiza que: [...] competência é definida como a mobilização de conhecimentos (conceitos e procedimentos), habilidades (práticas, cognitivas e socioemocionais), atitudes e valores para resolver demandas complexas da vida cotidiana, do pleno exercício da cidadania e do mundo do trabalho (BRASIL, 2017, p. 8). Figura 2 – repertório cultural Fonte: https://www.pexels.com/pt-br/foto/acao-atividade-movimento-roupas-pretas-7792245/ https://www.pexels.com/pt-br/foto/acao-atividade-movimento-roupas-pretas-7792245/ https://www.pexels.com/pt-br/foto/acao-atividade-movimento-roupas-pretas-7792245/ PRÁTICAS INTEGRATIVAS II - METODOLOGIA DO ENSINO DE LUTAS PROF. JEFFERSON CAMPOS LOPES FACULDADE CATÓLICA PAULISTA | 82 A seguir, serãoapresentaremos as10 competências gerais dispostas pela BNCC: • Conhecimento - Conhecer e valorizar os conhecimentos de ontem (o que a sociedade já produziu) para compreender os de hoje e pensar em construir uma sociedade mais justa e inclusiva no futuro, observando aspectos físicos, sociais e digitais de modo que se consiga explicar a realidade; • Pensamento científico, crítico e criativo - Analisar, testar, resolver problemas e pensar em soluções. Assim pode ser definida a competência do pensamento científico, crítico e criativo. • Repertório cultural - Pensar em inclusão e reconhecer as diversas abordagens culturais deve ser uma habilidade de todo estudante. • Comunicação - Conhecer as formas de expressão e saber utilizá-las, isso é o que busca a competência da “comunicação”. Aqui o aluno precisa utilizar diferentes linguagens, seja verbal, corporal, digital, sonora ou visual • Cultura digital - Ensinar o aluno a utilizar a tecnologia para promover conhecimentos, descobrir, se comunicar e resolver problemas. • Trabalho e projeto de vida - Conhecer e valorizar os diversos saberes e vivências culturais, se apropriar de tais conhecimentos e experiências para que se entenda as relações do mundo do trabalho, com isso poder alinhados ao seu projeto de vida. • Argumentação - Defender ideias, opiniões e pontos de vista com base em fatos, informações confiáveis e dados sólidos sempre respeitando e promovendo os direitos humanos, a consciência socioambiental e o consumo responsável. • Autoconhecimento e autocuidado - Conhecer-se e cuidar da saúde física e mental compreendendo seu local na sociedade, reconhecendo a diversidade humana e sabendo da existência de emoções distintas. • Empatia e cooperação - o aluno precisa entender que vive em sociedade e como agente social precisa desenvolver habilidades essenciais para o convívio humano como a empatia e a cooperação, respeitando a diversidade, os direitos humanos e que, através do diálogo, consigam resolver problemas. • Responsabilidade e cidadania - Pensando em âmbito social e cidadão, a última competência visa formar no aluno o desenvolvimento dos princípios éticos, democráticos, inclusivos e sustentáveis em uma sociedade. PRÁTICAS INTEGRATIVAS II - METODOLOGIA DO ENSINO DE LUTAS PROF. JEFFERSON CAMPOS LOPES FACULDADE CATÓLICA PAULISTA | 83 Quando falamos em habilidade, estamos dizendo que esta pessoa tem facilidade ou dom de proceder uma tarefa nesse procedimento. Conforme Azevedo e Rowell (2009ª, pag. 03), habilidade é “um saber fazer, um conhecimento operacional, procedimental, uma sequência de modos operatórios, de analogias, de intuições, induções, deduções, aplicações, transposições.” Segundo Perrenoud (1999 apud SILVA & FELICETTI, 2014, pag. 06),”habilidade trata-se de uma sequência de modos operatórios, de induções e deduções, onde são utilizados esquemas de alto nível” Na BNCC as habilidades são as que “expressam as aprendizagens essenciais que devem ser asseguradas aos alunos nos diferentes contextos escolares” (Brasil, 2018, p.8 e 29). As habilidades da BNCC são as aptidões desenvolvidas ao longo de cada etapa de ensino e que contribuem para o desenvolvimento das competências gerais e específicas da Base. Há três elementos fundamentais comuns que envolvem às práticas corporais: movimento corporal como elemento essencial; organização interna (de maior ou menor grau), pautada por uma lógica específica; e produto cultural vinculado com o lazer/ entretenimento e/ ou o cuidado com o corpo e a saúde. Por essa razão, a delimitação das habilidades privilegia oito dimensões de conhecimento: • Experimentação: refere-se à dimensão do conhecimento que se origina pela vivência das práticas corporais, pelo envolvimento corporal na realização delas. São conhecimentos que não podem ser acessados sem passar pela vivência corporal, sem que sejam efetivamente experimentados. Trata-se de uma possibilidade única de apreender as manifestações culturais tematizadas pela Educação Física e do estudante se perceber como sujeito. • Uso e apropriação: refere-se ao conhecimento que possibilita ao estudante ter condições de realizar de forma autônoma uma determinada prática corporal. Trata-se do mesmo tipo de conhecimento gerado pela experimentação (saber fazer), mas dele se diferencia por possibilitar ao estudante a competência necessária para potencializar o seu envolvimento com práticas corporais no lazer ou para a saúde. PRÁTICAS INTEGRATIVAS II - METODOLOGIA DO ENSINO DE LUTAS PROF. JEFFERSON CAMPOS LOPES FACULDADE CATÓLICA PAULISTA | 84 • Fruição: implica a apreciação estética das experiências sensíveis geradas pelas vivências corporais, bem como das diferentes práticas corporais oriundas das mais diversas épocas, lugares e grupos. • Reflexão sobre a ação: refere-se aos conhecimentos originados na observação e na análise das próprias vivências corporais e daquelas realizadas por outros. Vai além da reflexão espontânea, gerada em toda experiência corporal. Trata-se de um ato intencional, orientado a formular e empregar estratégias de observação e análise. • Construção de valores: vincula-se aos conhecimentos originados em discussões e vivências no contexto da tematização das práticas corporais, que possibilitam a aprendizagem de valores e normas voltadas ao exercício da cidadania em prol de uma sociedade democrática. • Análise: está associada aos conceitos necessários para entender as características e o funcionamento das práticas corporais (saber sobre). • Compreensão: está também associada ao conhecimento conceitual, mas, diferentemente da dimensão anterior, refere-se ao esclarecimento do processo de inserção das práticas corporais no contexto sociocultural, reunindo saberes que possibilitam compreender o lugar das práticas corporais no mundo. • Protagonismo comunitário: refere-se às atitudes/ações e conhecimentos necessários para os estudantes participarem de forma confiante e autoral em decisões e ações orientadas a democratizar o acesso das pessoas às práticas corporais, tomando como referência valores favoráveis à convivência social. PRÁTICAS INTEGRATIVAS II - METODOLOGIA DO ENSINO DE LUTAS PROF. JEFFERSON CAMPOS LOPES FACULDADE CATÓLICA PAULISTA | 85 Figura 3 – Habilidades Fonte: https://www.pexels.com/pt-br/foto/dancarina-magrela-pulando-sobre-a-costa-arenosa-do-oceano-4226417/ 7.1.1.1 Lutas como unidade temática Vamos entender que um dos componentes curriculares é Educação Física que apresenta onze competências específicas para a área (BRASIL, 2017). Esta apresenta seis unidades temáticas, são elas: Brincadeiras e jogos; Esportes; Ginásticas; Danças; Lutas e Práticas corporais de aventura. Sendo que as quatro primeiras são comuns https://www.pexels.com/pt-br/foto/dancarina-magrela-pulando-sobre-a-costa-arenosa-do-oceano-4226417/ https://www.pexels.com/pt-br/foto/dancarina-magrela-pulando-sobre-a-costa-arenosa-do-oceano-4226417/ PRÁTICAS INTEGRATIVAS II - METODOLOGIA DO ENSINO DE LUTAS PROF. JEFFERSON CAMPOS LOPES FACULDADE CATÓLICA PAULISTA | 86 para o 1° ao 5° ano; já Lutas, está presente a partir do 3° ano e Práticas corporais de aventura aparece nos anos finais, conforme quadro abaixo. Ciclo Unidades temáticas Objeto de conhecimento Habilidades 1 e 2 Brincadeiras e jogos Brincadeiras e jogos da cul tura popular presentes no contexto comunitário e regional (EF12EF01) Experimentar, fruir e recriar diferentes brincadeiras e jogos da cultura popular presentes no contexto comunitário e regional, reconhecendo e respeitando as diferenças individuais de desempenho dos colegas. 3, 4 e 5 Brincadeiras e jogos Brincadeiras e jogos populares do Brasil e do mundo Brincadeiras e jogos de matriz indígena e africana (EF35EF02) Planejar e utilizar estratégias para possibilitar a participação segura de todos os alunos em brincadeiras e jogos populares do Brasil e de matriz indígena e africana. 6 e 7 Práticas corporais deaventura Práticas corporais de aventura urbanas (EF67EF19) Identificar os riscos durante a realização de práticas corporais de aventura urbanas e planejar estratégias para sua superação. 8 e 9 Lutas Lutas do mundo (EF89EF17) Planejar e utilizar estratégias básicas das lutas experimentadas, reconhecendo as suas características técnico-táticas Quadro 1 - Componente curricular: Educação Física Agora iremos apresentar como a BNNC, define as lutas para seu contexto escolar, como: A unidade temática Lutas focaliza as disputas corporais, nas quais os participantes empregam técnicas, táticas e estratégias específicas para imobilizar, desequilibrar, atingir ou excluir o oponente de um determinado espaço, combinando ações de ataque e defesa dirigidas ao corpo do adversário. Dessa forma, além das lutas presentes no contexto comunitário e regional, podem ser tratadas lutas brasileiras (capoeira, huka-huka, luta marajoara etc.), bem como lutas de diversos países do mundo (judô, aikido, jiu- jítsu, muay thai, boxe, chinese boxing, esgrima, kendo etc.). (BRASIL, 2017, pag. 218). Dentro do processo de sistematização e organização curricular proposto pela BNCC (BRASIL, 2017), as lutas estão presentes a partir do terceiro ano do ensino fundamental PRÁTICAS INTEGRATIVAS II - METODOLOGIA DO ENSINO DE LUTAS PROF. JEFFERSON CAMPOS LOPES FACULDADE CATÓLICA PAULISTA | 87 (sendo excluídas do primeiro e segundo anos). Nesse primeiro momento, ainda nos anos iniciais do ensino fundamental, o foco deve ser a tematização dos seguintes objetos de conhecimento: “lutas do contexto comunitário e regional” e “lutas de matriz indígena e africana” (BRASIL, 2017, p. 225). Emergem desse contexto três habilidades (EF35EF13; EF35EF14; EF35EF15), cujas proposições se baseiam na experimentação e fruição de lutas do contexto comunitário e regional e de matriz indígena e africana, em planejar e utilizar estratégias básicas das lutas, tanto no contexto comunitário e regional quanto no de matriz indígena e africana, e também em identificar as características básicas dessas lutas. Nos anos finais do ensino fundamental, as lutas estão presentes da seguinte forma, a partir de dois objetos de conhecimento distintos: nos sexto e sétimo anos, têm-se as “lutas do Brasil”, enquanto no oitavo e nono anos, há as “lutas do mundo” (BRASIL, 2017, p. 231). Nos sexto e sétimo anos, há quatro habilidades (EF67EF14; EF67EF15; EF67EF16; EF67EF17) que abrangem aspectos voltados às lutas do Brasil, tais como experimentar, fruir e recriar algumas práticas, planejar e utilizar estratégias, identificar características dessas modalidades (a exemplo dos rituais, códigos, vestimentas, materiais etc.) e problematizar preconceitos e estereótipos ligados às lutas do Brasil. Figura 4 – Lutas na BNCC – 1 ao 5 Fonte: https://www.google.com/search?q=educa%C3%A7%C3%A3o+fisica+na+bncc&rlz=1C1GCEA_ enBR999BR999&source=lnms&tbm=isch&sa=X&ved=2ahUKEwjb8_DDr9v7AhX6H7kGHcfSDrwQ_ AUoAnoECAIQBA&biw=1366&bih=657&dpr=1#imgrc=x1zyYgY2akRYTM https://www.google.com/search?q=educa%C3%A7%C3%A3o+fisica+na+bncc&rlz=1C1GCEA_enBR999BR999&source=lnms&tbm=isch&sa=X&ved=2ahUKEwjb8_DDr9v7AhX6H7kGHcfSDrwQ_AUoAnoECAIQBA&biw=1366&bih=657&dpr=1#imgrc=x1zyYgY2akRYTM https://www.google.com/search?q=educa%C3%A7%C3%A3o+fisica+na+bncc&rlz=1C1GCEA_enBR999BR999&source=lnms&tbm=isch&sa=X&ved=2ahUKEwjb8_DDr9v7AhX6H7kGHcfSDrwQ_AUoAnoECAIQBA&biw=1366&bih=657&dpr=1#imgrc=x1zyYgY2akRYTM https://www.google.com/search?q=educa%C3%A7%C3%A3o+fisica+na+bncc&rlz=1C1GCEA_enBR999BR999&source=lnms&tbm=isch&sa=X&ved=2ahUKEwjb8_DDr9v7AhX6H7kGHcfSDrwQ_AUoAnoECAIQBA&biw=1366&bih=657&dpr=1#imgrc=x1zyYgY2akRYTM https://www.google.com/search?q=educa%C3%A7%C3%A3o+fisica+na+bncc&rlz=1C1GCEA_enBR999BR999&source=lnms&tbm=isch&sa=X&ved=2ahUKEwjb8_DDr9v7AhX6H7kGHcfSDrwQ_AUoAnoECAIQBA&biw=1366&bih=657&dpr=1#imgrc=x1zyYgY2akRYTM PRÁTICAS INTEGRATIVAS II - METODOLOGIA DO ENSINO DE LUTAS PROF. JEFFERSON CAMPOS LOPES FACULDADE CATÓLICA PAULISTA | 88 Figura 5 – Lutas na BNCC – 6 ao 9 Fonte: https://www.google.com/search?q=educa%C3%A7%C3%A3o+fisica+na+bncc&rlz=1C1GCEA_ enBR999BR999&source=lnms&tbm=isch&sa=X&ved=2ahUKEwjb8_DDr9v7AhX6H7kGHcfSDrwQ_AUoAnoECAIQBA&biw=1366&bih=657&dpr=1#imgrc=bJ6p 8B2-NqfvdM Finalmente, nos últimos dois anos do ensino fundamental, oitavo e nono anos, há na BNCC (BRASIL, 2017) quatro habilidades cujo foco centraliza-se em apresentar algumas perspectivas ligadas às lutas do mundo (EF89EF16; EF89EF17; EF89EF18). De forma semelhante aos anos anteriores, tais habilidades buscam experimentar e fruir movimentos e técnicas das lutas do mundo, planejar e utilizar estratégias relacionadas a essas práticas, bem como discutir transformações históricas, seus processos de esportivização e sua presença nas mídias de modo geral. Figura 4 – Lutas na educação física Fonte: https://pt.dreamstime.com/um-adolescente-em-quimono-branco-luta-com-uma-espada-de-madeira-treinamento-aikido-fundo-roxo-estilo-vida- saud%C3%A1vel-e-caucasiano-image248792696 https://www.google.com/search?q=educa%C3%A7%C3%A3o+fisica+na+bncc&rlz=1C1GCEA_enBR999BR999&source=lnms&tbm=isch&sa=X&ved=2ahUKEwjb8_DDr9v7AhX6H7kGHcfSDrwQ_AUoAnoECAIQBA&biw=1366&bih=657&dpr=1#imgrc=bJ6p8B2-NqfvdM https://www.google.com/search?q=educa%C3%A7%C3%A3o+fisica+na+bncc&rlz=1C1GCEA_enBR999BR999&source=lnms&tbm=isch&sa=X&ved=2ahUKEwjb8_DDr9v7AhX6H7kGHcfSDrwQ_AUoAnoECAIQBA&biw=1366&bih=657&dpr=1#imgrc=bJ6p8B2-NqfvdM https://www.google.com/search?q=educa%C3%A7%C3%A3o+fisica+na+bncc&rlz=1C1GCEA_enBR999BR999&source=lnms&tbm=isch&sa=X&ved=2ahUKEwjb8_DDr9v7AhX6H7kGHcfSDrwQ_AUoAnoECAIQBA&biw=1366&bih=657&dpr=1#imgrc=bJ6p8B2-NqfvdM https://www.google.com/search?q=educa%C3%A7%C3%A3o+fisica+na+bncc&rlz=1C1GCEA_enBR999BR999&source=lnms&tbm=isch&sa=X&ved=2ahUKEwjb8_DDr9v7AhX6H7kGHcfSDrwQ_AUoAnoECAIQBA&biw=1366&bih=657&dpr=1#imgrc=bJ6p8B2-NqfvdM https://pt.dreamstime.com/um-adolescente-em-quimono-branco-luta-com-uma-espada-de-madeira-treinamento-aikido-fundo-roxo-estilo-vida-saud%C3%A1vel-e-caucasiano-image248792696 https://pt.dreamstime.com/um-adolescente-em-quimono-branco-luta-com-uma-espada-de-madeira-treinamento-aikido-fundo-roxo-estilo-vida-saud%C3%A1vel-e-caucasiano-image248792696 https://pt.dreamstime.com/um-adolescente-em-quimono-branco-luta-com-uma-espada-de-madeira-treinamento-aikido-fundo-roxo-estilo-vida-saud%C3%A1vel-e-caucasiano-image248792696 PRÁTICAS INTEGRATIVAS II - METODOLOGIA DO ENSINO DE LUTAS PROF. JEFFERSON CAMPOS LOPES FACULDADE CATÓLICA PAULISTA | 89 ISTO ESTÁ NA REDE Os códigos alfanuméricos (exemplo: EI01TS01) servem para identificar os objetivos de aprendizagem. Eles ajudam a contextualizar qual é a etapa de ensino, a faixa etária e o campo de experiência relacionado ao objetivo. Fonte: https://misturadealegria.blogspot.com/2019/01/bncc-ensino-fundamental-anos-iniciais.html ISTO ACONTECE NA PRÁTICA A seguir deixo o link de acesso para conhecer mais a BNCC e as competências especificas para Educação física. https://www.alex.pro.br/BNCC%20Educa%C3%A7%C3%A3o%20 F%C3%ADsica.pdf https://misturadealegria.blogspot.com/2019/01/bncc-ensino-fundamental-anos-iniciais.html https://misturadealegria.blogspot.com/2019/01/bncc-ensino-fundamental-anos-iniciais.html https://www.alex.pro.br/BNCC%20Educa%C3%A7%C3%A3o%20F%C3%ADsica.pdf https://www.alex.pro.br/BNCC%20Educa%C3%A7%C3%A3o%20F%C3%ADsica.pdf PRÁTICAS INTEGRATIVAS II - METODOLOGIA DO ENSINO DE LUTAS PROF. JEFFERSON CAMPOS LOPES FACULDADE CATÓLICA PAULISTA | 90 ANOTE ISSO Nos primeiros anos da educação básica, os estudantes têm a oportunidade de se desenvolverem dentro de cinco campos de experiências. Aqui, elementos curriculares técnicos ainda não são trabalhados diretamente. Os cinco campos são: 1. Eu, o outro e nós; 2. Corpo, gestos e movimentos; 3. Traços, sons, cores e formas; 4. Escuta, fala, pensamento e imaginação; 5. Espaços, tempos, quantidades, relações e transformações. PRÁTICAS INTEGRATIVASII - METODOLOGIA DO ENSINO DE LUTAS PROF. JEFFERSON CAMPOS LOPES FACULDADE CATÓLICA PAULISTA | 91 CAPÍTULO 8 DIDÁTICA DO ENSINO DAS LUTAS, ONDE COMO É REALIZADO O PLANO DE AULA E ENSINO A disciplina de Didática da Educação Física tem como objetivo de estudo e análise o processo de ensinar e aprender. Trataremos de apresentar como a didática que pode auxiliar na organização de conteúdos pedagógicos, através de critérios lógicos e sequenciais, que discutem os principais elementos do processo de ensino e aprendizagem, caracterizando como parte deste processo de ensino e aprendizado contribuindo neste processo. O docente tem como função de desenvolver e incentivar novas formas de que a educação seja mais significativa e objetiva no seu intuito de ensinar, onde este ato não é meramente uma ação simples, requer dedicação, domínio de saberes, novas metodologias e competências socioemocionais para conviver em sala de aula. 8.1 Didática A primeira pergunta que vem à cabeça de todos, talvez seja a resposta da frase que geralmente costumamos ouvir dentro do contexto educacional, que é “este professor tem uma didática excepcional”. Esta frase demonstra que tal professor possui uma didática no qual é uma disciplina fundamental para a formação pedagógica dos professores dos diferentes níveis de ensino: da educação básica ao ensino superior. Uma de suas funções para ser um professor com um didática excepcional é conduzir os alunos à reflexão sobre a compreensão do processo de ensino-aprendizagem, percebendo que seu papel em sala de aula como mediador e dos alunos como protagonistas. Ser um profissional de ensino na sociedade atual, não é uma tarefa tão fácil, além disso sabemos que o momento atual, ser professor exige uma série de competências e habilidades. Consiste num compromisso em transformar conhecimento e informações PRÁTICAS INTEGRATIVAS II - METODOLOGIA DO ENSINO DE LUTAS PROF. JEFFERSON CAMPOS LOPES FACULDADE CATÓLICA PAULISTA | 92 em aprendizagens que sejam motivantes e relevantes para os alunos. Pode-se considerar profissão como sendo um trabalho especializado que varia com o acúmulo de conhecimento e das habilidades para o fazer. De acordo com Marcelo (2009, p. 82), a profissão docente é uma “profissão do conhecimento”, pois há nessa relação não só a tarefa de ensinar aos alunos, de fazê-los aprender, mas também é necessário o esforço do professor para continuar aprendendo para poder ensinar. Assim é necessário entender que o processo de ensinar pode acontecer de duas formas: fora da escola (informal), onde nesse processo informal de ensino é empírico, mas organizado, pois o resultado da evolução humana foi justamente a organização da vida em todos os seus aspectos. O outro processo é o que chamamos de ensino formal, acontece em uma instituição educacional, este é embasado em conhecimentos científicos, filósofos educacionais e teorias de aprendizagem. Também, é preciso entender que a didática à uma ciência da educação, a Pedagogia. Na Pedagogia a Didática é classificada como Didática geral e Didática especial. A Didática da Educação Física é uma Didática Especial, pois tem como função e os objetivos de cada disciplina, orientando a dosagem da matéria a ser transmitida ao aluno e sua distribuição pelas fases e graus de ensino, sendo assim, ela se resulta imprescindível para o professor que se ocupa de determinada disciplina. Assim a Didática que é uma disciplina eminentemente pedagógica, fazendo a interligação entre teoria e prática. Dentro da educação física este processo de ensino na sua globalidade, envolve condições e meios de direção, princípios, finalidades, conteúdos, objetivos, métodos e organização do ensino e da aprendizagem. Fica uma pergunta do porquê a didática é importante especificamente nos cursos de educação física. É necessário entender que cada vez mais a educação física inclui novas competências, habilidades e metodologia nos diversos segmentos da sociedade, assim é indispensável que o profissional de educação física tem domínio total de todas as metodologias para expandir o seu conhecimento e de seus alunos. A disciplina de EF deve ser valorizada como parte integrante de um processo educativo dentro dos currículos de construção do saber e está ligada diretamente a formação do ser humano, tendo em sua formação não só a cultural corporal do movimento, mas também na complexidade do desenvolvimento humano em suas caraterísticas cognitivas, sociais, pessoais e emocionais. Dessa forma, o futuro docente que entra na educação superior desenvolve deve ter atividades no contexto universitário que compreende atividades de ensino, pesquisa e PRÁTICAS INTEGRATIVAS II - METODOLOGIA DO ENSINO DE LUTAS PROF. JEFFERSON CAMPOS LOPES FACULDADE CATÓLICA PAULISTA | 93 extensão, bem como as atividades administrativas que estão envolvidas na dinâmica profissional. Portanto, a atuação de docente na educação superior “não é restrita à sala de aula, nem tampouco à pesquisa ou ao administrativo, o docente precisa desenvolver essas atividades de forma concomitante e complementar” (FLEIG; BOLZAN. Pg. 38, 2017). É importante lembrar que além de formação específica da área, é necessário levar em conta que houve mudanças sociais que foram incorporadas nos segmentos da cultura corporal do movimento que são necessárias segundo (LIBARDI, pg. 40, 2010), são elas: • Facilitar a aprendizagem; • Ser agente motivador; • Ter empatia com os alunos; • Ser formador de opinião; • Estimular autonomia; • Promover a interação professor-aluno; • Conhecer as tendências pedagógicas. • Competências socioemocionais. Iniciaremos a partir de agora pelo significa e compreensão da origem epistemológica da palavra Didática. Conforme Oliveira (1988, p. 3) diz que a princípio esse vocábulo significou “arte ou técnica de ensinar”. Essa interpretação tinha sua fundamentação etimológica que derivara do grego didaktiké. Vemos também, segundo Gasparin (1994, p. 6) que vinha do “feminino do adjetivo didaktikós, da raiz didak de didaskein” que significa ensinar lentamente. Segundo Libâneo (1994, p. 11) é o “principal ramo de estudo da Pedagogia pois investiga os fundamentos, condições e modos de realizações da instrução e do ensino”, vinculando-a como sendo espinha dorsal do planejamento escolar. Conforme Nogueira (2003, p. 93-94) conceitua didática como sendo: síntese, sistematização, organização do trabalho docente. E mais, “[...] a maneira como o professor sintetiza, sistematiza, organiza o conteúdo de sua prática docente depende de uma tomada de decisão que, por sua vez, dependerá da fundamentação que o professor tenha sobre o seu trabalho e suas relações com o ser humano e com o mundo em que vive”. PRÁTICAS INTEGRATIVAS II - METODOLOGIA DO ENSINO DE LUTAS PROF. JEFFERSON CAMPOS LOPES FACULDADE CATÓLICA PAULISTA | 94 Para Pimenta (2002, p.17), a didática é “uma das áreas mais importantes da Pedagogia, pois ela investiga os fundamentos, as condições e os modos de realizar a educação mediante o ensino”. Figura 1 – Didática Fonte: https://www.pexels.com/pt-br/foto/um-homem-segurando-seus-livros-antigos-3769708/ Nos dias atuais chegamos a uma definição nas palavras de Loss (2017, p. 12) podemos compreender na atualidade a didática como: uma área da Pedagogia, uma das disciplinas fundamentais na formação dos professores (...) como “teoria do ensino” por investigar os fundamentos, as condições e as formas de realização do ensino. A formação profissional do professor implica a constante articulação entre teoria e prática. A teoria vinculada aos problemas reais, postos pela experiência prática que, por sua vez, é orientada teoricamente. Nessa perspectiva, a Didática se caracteriza como mediação entre as bases teóricas da educação e a prática docente. Por fim, finalizamos segundo Candau (2014, pg. 55) nos explica que a didática admite vários conceitos que foram apresentados a seguir e os” justifica comosendo oriundos do ponto de vista de várias abordagens ou concepções de educação,” tais como: Sentido Etimológico; Senso Comum; Abordagem Tradicional; Abordagem Humanista; https://www.pexels.com/pt-br/foto/um-homem-segurando-seus-livros-antigos-3769708/ https://www.pexels.com/pt-br/foto/um-homem-segurando-seus-livros-antigos-3769708/ PRÁTICAS INTEGRATIVAS II - METODOLOGIA DO ENSINO DE LUTAS PROF. JEFFERSON CAMPOS LOPES FACULDADE CATÓLICA PAULISTA | 95 Abordagem Tecnicista; Abordagem Sociopolítica; e, Abordagem Multidimensional ou Fundamental. A seguir apresentaremos estas possibilidades: • Sentido Etimológico Didática - deriva da expressão grega techné didaktiké, que significa “arte ou técnica de ensinar”. • Senso Comum Didática - método, técnica, norma, conjunto de princípios técnicos; disciplina prática e normativa; modo, maneira de dar aula. • Abordagem Tradicional Didática - doutrina da instrução, entendida como um conjunto de normas prescritivas centradas no método e em regras, no intelecto, no conteúdo dogmático. • Abordagem Humanista Didática - apresenta caráter de neutralidade científica, de base psicológica, defendendo ideias de “aprender fazendo” e “aprender a aprender”, sem considerar o contexto político-social. • Abordagem Tecnicista Didática - preocupa-se com as variáveis internas do processo ensino-aprendizagem, sem considerar o contexto político-social, procurando desenvolver uma alternativa não psicológica, centrando-se nos aspectos da “tecnologia educacional”, tendo como preocupação básica a eficácia e a eficiência do processo de ensino. • Abordagem Sociopolítica Didática - assume os discursos sociológico, filosófico e histórico. Ela é questionada, postula uma antididática e seu papel deverá ir além dos métodos e técnicas, associando escola e sociedade, teoria-prática, auxiliando o processo de politização do professor. • Abordagem Multidimensional ou Fundamental Didática - assume a multidimensionalidade do processo ensino-aprendizagem, seu objeto de estudo, colocando a articulação das dimensões técnica, humana, política, ética e estética no centro da sua temática. Desse modo, podemos entender a Didática como a análise, a sistematização da avaliação do fazer pedagógico, baseada no conhecimento científico e na crítica da realidade, sendo algo do qual todo docente adquire na sua formação inicial. 8.1.1 Plano de aula Uma pergunta, o que é um plano de aula? Primeiro o plano de aula é um documento que é criado pelo docente que definirá qual será o tema da aula naquele dia, seu objetivo, sua metodologia, formas de avaliação e bibliografias como referencial e outras informações que podem ser relevantes. Plano de aula é a “previsão dos conteúdos e atividades de uma ou de várias aulas que compõem uma unidade de estudo. Ele trata também de assuntos aparentemente PRÁTICAS INTEGRATIVAS II - METODOLOGIA DO ENSINO DE LUTAS PROF. JEFFERSON CAMPOS LOPES FACULDADE CATÓLICA PAULISTA | 96 miúdos, como a apresentação da tarefa e o material que precisa estar à mão”. (VASCONCELLOS, 1995, p. 19). De acordo com Libâneo (1994, p. 24), “plano é um documento utilizado para o registro de decisões do tipo: o que se pensa fazer, como fazer, quando fazer, com 19 que fazer, com quem fazer”. Para existir plano é necessária a discussão sobre fins e objetivos, culminando com a definição deles, pois somente desse modo é que se pode responder às questões indicadas acima. Para Ferreira (apud PADILHA, 2001, p. 36), o plano é a “apresentação sistematizada e justificada das decisões tomadas relativas à ação a realizar”. Plano tem a conotação de produto do planejamento. De acordo com Fusari (apud PADILHA, 2001, p. 37), “plano é um guia e tem a função de orientar a prática, partindo da própria prática e, portanto, não pode ser um documento rígido e absoluto”. Ele é a formalização dos diferentes momentos do processo de planejar que, por sua vez, envolve desafios e contradições. Figura 2 – Plano de aula Fonte: https://www.dreamstime.com/stock-photo-plan-creative-class-library-student-teacher-ideas-concept-image70785294 https://www.dreamstime.com/stock-photo-plan-creative-class-library-student-teacher-ideas-concept-image70785294 https://www.dreamstime.com/stock-photo-plan-creative-class-library-student-teacher-ideas-concept-image70785294 PRÁTICAS INTEGRATIVAS II - METODOLOGIA DO ENSINO DE LUTAS PROF. JEFFERSON CAMPOS LOPES FACULDADE CATÓLICA PAULISTA | 97 Assim podemos entender que existe uma necessidade do plano de aula se articula com o planejamento - a definição do que vai ser ensinado num determinado período, de que modo isso ocorrerá e como será a avaliação. O planejamento, por sua vez, se baseia na proposta pedagógica, que determina a atuação da escola na comunidade: linha educacional, objetivos gerais. Num sentido mais amplo, o planejamento pode ser conceituado como: [...] um processo que visa a dar respostas a um problema, estabelecendo fins e meios que apontem para sua superação, de modo a atingir objetivos antes previstos, pensando e prevendo necessariamente o futuro, mas considerando as condições do presente, as experiências do passado, os aspectos contextuais e os pressupostos filosófico, cultural, econômico e político de quem planeja e com quem se planeja (PADILHA, 2001, p. 63). De acordo com o dicionário da Língua Portuguesa, o planejamento pode ser definido como o “ato de projetar um trabalho, serviço ou mais complexo empreendimento, determinação dos objetivos ou metas de um empreendimento, como também da coordenação de meios e recursos para atingi-los, bem como a planificação de serviços” (FERREIRA, 2010). Fica aqui evidenciada a importância do processo de planejar como alicerce que resguarda as funções de organizar, liderar e controlar, tornando-se uma função fundamental para o professor e o gestor escolar. Entendemos que o plano de aula, é um processo que deva ser um instrumento essencial para o docente, onde ele definiu as estratégias pedagógicas, conforme o objetivo a ser alcançado, criteriosamente adequado para as diferentes turmas, com flexibilidade suficiente, caso necessite de alterações. A seguir apresentaremos alguns tópicos que são importantes para a preparação do plano de aula, assim vemos a necessidade para a elaboração do plano de aula devemos nos atentar para: • Clareza e objetividade; • Atualização do plano periodicamente; • Conhecimento dos recursos disponíveis da escola; • Noção do conhecimento que os alunos já possuem sobre o conteúdo abordado; • Articulação entre a teoria e a prática; PRÁTICAS INTEGRATIVAS II - METODOLOGIA DO ENSINO DE LUTAS PROF. JEFFERSON CAMPOS LOPES FACULDADE CATÓLICA PAULISTA | 98 • Utilização de metodologias diversificadas, inovadoras e que auxiliem no processo de ensino-aprendizagem; • Sistematização das atividades de acordo com o tempo disponível (dimensione o tempo/carga horária, segundo cada etapa da aula/atividade); • Flexibilidade frente a situações imprevistas; • Realização de pesquisas buscando diferentes referências, como revistas, jornais, filmes entre outros; • Elaboração de aulas de acordo com a realidade sociocultural dos estudantes. Ao elaborar o plano de aula, faça um diagnóstico inicial, para que você possa responder às questões abaixo: · Para quem vou ensinar? Quem são os estudantes? Quais as características? - Faixa etária, grau de maturidade, conhecimentos prévios, habilidades adquiridas, contexto social em que vivem; · Por que ensinar? Quais os objetivos da educação e da escola? Do módulo ou da aula? Quais as competências a serem desenvolvidas? - Decidir e definir os objetivos de aprendizagem significa estruturar, de forma consciente, o processo educacional para propiciar mudanças de pensamentos, ações e condutas. · O que ensinar? Qual o conteúdo requerido, selecionado? - Como integrar conteúdos e outras áreas do saber (temas transversais, interdisciplinaridade) · Como ensinar? Quais os recursosdidáticos disponíveis? Outros podem ser providenciados/ construídos? Qual o período da aula (matutino, vespertino, noturno)? Como aproveitar os conhecimentos e experiências prévias? Quais estratégias utilizar? · Como verificar a aprendizagem? Como acompanhar o processo educativo? Quais os critérios para definir o sistema de avaliação? Quais os métodos e tipos de instrumentos de avaliação? Há coerência entre os métodos de avaliação e os objetivos delineados? Consideram os resultados a serem alcançados? Assim como vimos acima alguns tópicos, propomos um modelo prático, que não é o único certo estruturalmente o Plano de Aula é constituído por: Identificação, Objetivos, Conteúdos, Metodologias, Recursos e Avaliação. 1. CABEÇALHO E IDENTIFICAÇÃO Escola: PRÁTICAS INTEGRATIVAS II - METODOLOGIA DO ENSINO DE LUTAS PROF. JEFFERSON CAMPOS LOPES FACULDADE CATÓLICA PAULISTA | 99 Turma: Disciplina: Professor(a): Data: Horário: Duração: Tema: 2. OBJETIVOS - A elaboração de objetivos mais adequados ao ensino pode ser facilitada pelo uso da Taxonomia de Bloom, conforme a classificação de aprendizagem abaixo: Cognitivo: abrangendo a aprendizagem intelectual (relacionado ao aprender, dominar um conhecimento); Afetivo: abrangendo os aspectos de sensibilização e gradação de valores (relacionado a sentimentos e posturas); Psicomotor: abrangendo as habilidades de execução de tarefas que envolvem o organismo muscular (relacionado a habilidades físicas específicas). 3. CONTEÚDOS - A seleção dos conteúdos a serem trabalhados na aula deve responder à questão: Para alcançar os objetivos delineados quais conteúdos devem ser trabalhados? Para a escolha dos conteúdos e seleção das estratégias de ensino, Zabala (1998) propõe a tipologia dos conteúdos de aprendizagem: Factuais: referem-se ao conhecimento de fatos, acontecimentos, situações, dados e fenômenos concretos e singulares. Envolve memorização e repetição. Conceituais: relacionam-se com conceitos propriamente ditos e referem-se ao conjunto de fatos, objetos ou símbolos que possuem características comuns. Procedimentais: Referem-se ao aprender a fazer, envolvem regras, técnicas, métodos, estratégias e habilidades. PRÁTICAS INTEGRATIVAS II - METODOLOGIA DO ENSINO DE LUTAS PROF. JEFFERSON CAMPOS LOPES FACULDADE CATÓLICA PAULISTA | 100 Atitudinais: envolvem valores, atitudes e normas. Incluem-se nesses conteúdos, a cooperação, a solidariedade, o trabalho em grupo, o respeito, a ética e o trabalho com a diversidade. 4. ESTRATÉGIAS - Corresponde aos caminhos/meios para atingir os objetivos. Alguns critérios devem ser considerados na seleção das estratégias: Concepção pedagógica adotada; Domínios dos objetivos; Tipologia dos conteúdos; Características dos estudantes; Características da estratégia; Características do professor; Características do assunto abordado; Tempo para desenvolvimento da ação; Recursos disponíveis: materiais, físicos, humanos e financeiros. 5. RECURSOS DIDÁTICOS - São os meios necessários à concretização da estratégia. Estão relacionados aos métodos de ensino e estratégias a serem utilizadas. Devem ser previstos os recursos materiais, físicos, humanos e financeiros. 6. AVALIAÇÃO - Trata da verificação do alcance dos objetivos e compreende: o processo de avaliação, os critérios e os instrumentos necessários a esse propósito, respondendo a estas perguntas: Por que avaliar? O que avaliar? Como avaliar? Quando avaliar? 8.1.1.1 Plano de Ensino O plano de Ensino consiste na organização do processo de trabalho a ser desenvolvido no ano letivo em curso, de cada turma e em cada disciplina. O plano de ensino, então, pode ser definido como a programação do conteúdo a ser estudado em uma disciplina durante o semestre letivo. É nele que o aluno encontrará informações como a metodologia aplicada, a bibliografia a ser utilizada, o programa das aulas a serem ministradas e os tipos de avaliações. A elaboração do plano de ensino tem como objetivo facilitar o acompanhamento do planejamento pedagógico dos cursos por parte dos coordenadores, professores e dos próprios estudantes, permitindo a apresentação das metodologias, critérios e conteúdo de cada disciplina do curso de graduação. Plano de ensino é “um documento, elaborado pelo docente ou em conjunto com outros, contendo suas propostas de trabalhos na área”. (FUSARI, 1990, P. 46). O Plano de ensino é um tipo de roteiro, no qual os professores organizam as unidades didáticas que serão utilizadas no decorrer do ano ou semestre. Nestes devem conter a justificativa da disciplina em relação à escola, os objetivos gerais, objetivos específicos, PRÁTICAS INTEGRATIVAS II - METODOLOGIA DO ENSINO DE LUTAS PROF. JEFFERSON CAMPOS LOPES FACULDADE CATÓLICA PAULISTA | 101 conteúdos, tempo provável e o desenvolvimento metodológico. “O plano de ensino ou programa da disciplina deve conter os dados de identificação da disciplina, ementa, objetivos, conteúdo programático, metodologia, avaliação e bibliografia básica e complementar da disciplina.” (SPUDEIT, 2014, p. 1). Em relação ao plano de ensino, cada professor, a partir dos direcionamentos municipais que está a escola, estabelece seu trabalho ao longo do ano. A elaboração do plano de ensino é exclusiva do docente, por isso requer uma atenção especial. Para Oliveira (2011, p. 123): O plano de ensino consiste na previsão do trabalho docente e discente na construção do conhecimento durante um período letivo. Ele visa a organizar o ensino e a aprendizagem de modo a promover o bom desempenho do aluno e do professor na execução do conteúdo disciplinar. Ele pode ser elaborado distribuindo o conteúdo disciplinar ao longo do semestre ou do ano letivo, conforme a organização institucional. De igual modo, o conteúdo pode ser distribuído por unidades, fazendo, assim, um plano de atividades a serem executadas nos diversos momentos ao longo do ano ou do semestre letivo. O plano de ensino, na perspectiva crítica e transformadora, fornecerá ao docente maior segurança para sua prática educativa no sentido de acolher as exigências, os problemas e desafios que ocorrem na sala de aula, na escola e na comunidade em geral. Além disso, Silva (2017, p. 30) apresenta um delineamento que condiz com a perspectiva crítica e transformadora. a) |transparência ao trabalho docente e discente, favorecendo o acompanhamento e a avaliação desse trabalho pelos profissionais da escola, pelos estudantes e pela comunidade; b) organização e formalização das ações do trabalho docente, subsidiando as equipes pedagógicas a pensarem ações de formação continuada que apoiem os professores e busquem as condições materiais e humanas para a execução do planejado; c) meio de o professor visualizar o percurso do trabalho desenvolvido, identificar as fragilidades e replanejar as ações, bem como os avanços e a continuidade do concebido; d) forma de o professor ter seu trabalho valorizado e compartilhado, contribuindo para sua profissionalização docente; PRÁTICAS INTEGRATIVAS II - METODOLOGIA DO ENSINO DE LUTAS PROF. JEFFERSON CAMPOS LOPES FACULDADE CATÓLICA PAULISTA | 102 e) fortalecimento de trocas entre os professores e compreensão da ação de ensinar e de aprender, criando um sentido de grupo como coletivo de pessoas que se reconhecem em sua singularidade, exercendo ação interativa com objetivos comuns e compartilhados. Figura 3 – plano de ensino Fonte: https://www.dreamstime.com/royalty-free-stock-photography-strategic-business-plan-image13515217 ISTO ESTÁ NA REDE DIDÁTICA - Didática consiste na análise e desenvolvimento de técnicas e métodos que podem ser utilizados para ensinar determinado conteúdo para um indivíduo ou um grupo. ISTO ACONTECE NA PRÁTICA Planejamento é uma ação que estabelece objetivos, define linha de ação e planos detalhados para atingi-los e determina os recursos necessários à consecução dos mencionados objetivos. https://www.dreamstime.com/royalty-free-stock-photography-strategic-business-plan-image13515217https://www.dreamstime.com/royalty-free-stock-photography-strategic-business-plan-image13515217 PRÁTICAS INTEGRATIVAS II - METODOLOGIA DO ENSINO DE LUTAS PROF. JEFFERSON CAMPOS LOPES FACULDADE CATÓLICA PAULISTA | 103 ANOTE ISSO Existem 2 tipos de planejamento escolar: o estratégico e o participativo. Planejamento escolar estratégico Este tipo de planejamento escolar está ligado diretamente a metas, quantificação e qualificação. Planejamento escolar participativo Neste planejamento escolar, a democracia é a palavra-chave. Aqui, todos participam: coordenadores, diretor(es), docentes e alunos. Todos podem e devem contribuir para construírem juntos um planejamento escolar participativo. PRÁTICAS INTEGRATIVAS II - METODOLOGIA DO ENSINO DE LUTAS PROF. JEFFERSON CAMPOS LOPES FACULDADE CATÓLICA PAULISTA | 104 CAPÍTULO 9 PROPOSTAS DE ATIVIDADES DE LUTAS NA EDUCAÇÃO FÍSICA ESCOLAR Entendemos que a luta é uma manifestação de cultura de movimento que não pode ser negada, e seu ensino na escola não exige que o professor seja treinador ou professor de artes marciais, já que não se pretende formar um atleta/lutador, mas sim que os alunos se apropriem e apreciem elementos das lutas como manifestações da cultura de movimento. Sabe-se que existem mais de duzentas modalidades de lutas pelo mundo, inclusive muitas destas práticas sequer sabemos o nome. Muitas são semelhantes, porém outras completamente desiguais. Desta forma, muitos professores podem se questionar a respeito de quais modalidades devem compor a proposta curricular de ensino 9.1 Possibilidades e desafios no ensino das Lutas O profissional de educação física é aquele que possui licenciatura ou bacharelado e respectivo registro perante o Conselho Regional de Educação Física, sendo a licenciatura indicada para quem quer ser professor e dar aula para o Ensino Fundamental e Médio e Bacharelado para atuar de forma mais ampla no mercado. O Conselho Regional de Educação Física, também conhecido como CREF, é o órgão responsável por fiscalizar o exercício profissional da área no território sob sua jurisdição. Para este órgão, todos os profissionais que executam trabalhos ligados diretamente a atividade física, sejam eles técnicos ou treinadores, podem gerar riscos à saúde dos alunos, sendo obrigatório o registro perante ao Conselho, sob pena de exercício ilegal da profissão. Vale lembrar que o ensino na escola é obrigatório ao licenciado, já fora da escola em equipes de alto rendimento e projetos esportivos é necessário o bacharelado. Na escola o ensino deve ser direcionado a cultura corporal do movimento, onde as lutas são desenvolvidas no ensino fundamental. PRÁTICAS INTEGRATIVAS II - METODOLOGIA DO ENSINO DE LUTAS PROF. JEFFERSON CAMPOS LOPES FACULDADE CATÓLICA PAULISTA | 105 Na formação inicial na graduação física, geralmente existem 1 ou 2 momentos, dentro de 2 semestres com aulas direcionadas para as lutas, mas que sabemos que não são suficientes para deixar os alunos com confiança, competência e habilidades para lecionar estas aulas. Abaixo apresentaremos um quadro com itens que caracterizam este desafio ou possibilidade de usar as lutas no contexto das aulas de educação física. Desafios Possiblidades Não tem domínio sobre conteúdo Novas praticas corporais Não buscou pesquisar sem ser da internet Uso de metodologias diferenciadas Medo da violência a que pode ocorrer nas aulas Iniciação esportiva Falta de ambiente / Estrutura Interdisciplinaridade Falta de equipamento/ vestimenta Criação de eventos Falta de apoio da direção/coordenação Participação em eventos competitivos escolares Falta de apoio da família/responsável Melhoria na sala de atividade especifica Ausência de lutas na cidade para poder compartilhar em suas aulas Respeito entre alunos Falta de internet e tecnologia Melhoria da indisciplina Quadro 1- possibilidades e desafios nas aulas de lutas. Fonte: elaborado pelo autor (2023) Gostaria que pudéssemos, aqui neste primeiro momento priorizar o ensino das lutas na escola, onde seria possível tratar pedagogicamente as lutas na escola a partir dos elementos comuns e ímpares das variadas modalidades, sem, contudo, reduzir o ensino da multidimensionalidade deste conteúdo. A luta, assim como os outros temas da cultura corporal, precisa ser abordada levando em consideração, em primeiro lugar, os aspectos da organização da identificação e da categorização dos movimentos de combate corpo a corpo. Depois, abordando a iniciação da sistematização desses movimentos, a partir da compreensão do sentido/significado de cada uma das suas formas. Por fim, chegando até a ampliação dessa sistematização, de maneira que sejam compreendidas as técnicas mais aprimoradas e sejam criadas outras formas de combate (PERNAMBUCO, 2008, p.26). PRÁTICAS INTEGRATIVAS II - METODOLOGIA DO ENSINO DE LUTAS PROF. JEFFERSON CAMPOS LOPES FACULDADE CATÓLICA PAULISTA | 106 Já falamos em outra unidade sobre as dimensões dos conteúdos, assim iremos direcionar o ensino das Lutas na escola de forma que segundo Zabala (1998, pag. 42- 48) aborda os conteúdos em três categorias atitudinais, conceituais e procedimentais. Os conteúdos conceituais referem-se à construção ativa de capacidades intelectuais para operar símbolos, imagens, ideias e representações que permitam organizar as realidades. Os conteúdos procedimentais referem-se ao fazer com que os alunos construam instrumentos para analisar, por si mesmos, os resultados que obtém e os processos que colocam em ação para atingir as metas que se propõem e os conteúdos atitudinais referem-se à formação de atitudes e valores em relação à informação recebida, visando a intervenção do aluno em sua realidade. Apresentaremos abaixo uma relação entre dois grandes autores que desenvolvem seu procedimento de aprendizagem e ensino nas litas através das dimensões de conteúdo, onde poderemos verificar possibilidades parecidas entre ambas. Dimensões Darido (2012) Gomes et al. (2013) Conceitual Origens, processos históricos, evolução e transformação das lutas, tipos de lutas, regras, bem como o seu contexto histórico social e sua filosofia, as transformações necessárias das lutas ao contexto esportivo e ao contexto escolar. Apropriação dos elementos que constituem as lutas, como histórico, rituais, crenças e principais regras. Tais fatos podem ser realizados por meio de trabalhos de pesquisa. Procedimental Vivenciar os tipos de fundamentos das modalidades: quedas, socos e chutes, imobilizações, utilizando principalmente os jogos de lutas que, além de trabalhar de forma educativa vários movimentos das lutas, também apresenta o aspecto lúdico. Ênfase recai sobre os jogos de lutas. Devem ser incorporados também a criação de regras e novos jogos propostos pelos alunos, no qual eles estabelecem o nome da luta, o modo de jogar/objetivo, as regras, proibições e estratégias. Atitudinal Ressignificar o papel das lutas no contexto educacional, valorizando atitudes de não violência, respeito aos companheiros, resolução dos problemas através do diálogo, a busca da justiça e da solidariedade. Intenção de prevenir atitudes de deslealdade por meio das proibições contidas em seus jogos, para demonstrar o respeito, á ética, ao esporte e inibição da violência. Quadro 2 – Categorias de conteúdos e sua ligação com as lutas Fonte: (LOPES, 2018) PRÁTICAS INTEGRATIVAS II - METODOLOGIA DO ENSINO DE LUTAS PROF. JEFFERSON CAMPOS LOPES FACULDADE CATÓLICA PAULISTA | 107 9.1.1 Uso de metodologias ativas Atualmente ouvimos constantemente a palavra Metodologia Ativa no contexto educacional, como sendo algo somente relacionado a uso das tecnologias e de mídias. Mas na verdade seu principal papel está relacionado a mudança de estruturas no meio educacional para que o aluno seja mais participativo, motivado e protagonista de seu aprendizado, onde o docente será mediador desse processo. Assim este novo processo temseu desenvolvimento em habilidades de pesquisa, de reflexão, de solução de problemas e busca de informação e conhecimento para uma aprendizagem significativa. Para tal é necessário novas formas de avaliação e valorização do domínio do conteúdo aplicado a situações de realidade profissional. De acordo com Borba, Almeida e Gracias (2018, p. 40), Metodologias de Ensino se referem “[...] ao ato de ensinar. Ensinar requer um conjunto de esforços e decisões que se refletem em caminhos propostos, as chamadas opções metodológicas”. Podemos afirmar em âmbito geral, que as MA se encontram nessa perspectiva e “[...] são estratégias de ensino centradas na participação efetiva dos estudantes na construção do processo de aprendizagem, de forma flexível, interligada e híbrida” (BACICH; MORAN, 2018). Uma dessas formas é o que chamamos de gamificação. Gamificação é a utilização de elementos de jogos e game design fora do contexto de jogos (GRIFFIN, 2014). A gamificação tem como princípio a apropriação dos elementos dos jogos, aplicando- os em contextos, produtos e serviços que não são necessariamente focados em jogos, mas que possuam a intenção de promover a motivação e o comportamento do indivíduo (BUSARELLO et al., 2014). Não é necessariamente a participação em um jogo, mas sim a utilização dos seus elementos mais eficientes, como estética, dinâmicas, mecânicas, para obter os mesmos benefícios que se atinge com o ato de jogar. Um desses modelos é o Nexersys Fast Fists - é um jogo de ação divertido e desafiador que implica combates físicos através dos punhos. Os jogadores podem desafiar os lutadores virtuais ou competir com vários jogadores pela pontuação máxima. O jogo apresenta vários lutadores e dispõem de duas fases, treinos e competições. Nos treinos são ensinados os golpes que devem ser desferidos nas competições. À medida que o jogador progride, os ataques recebidos serão mais rápidos conforme ele confronta novos oponentes e terá de desferir mais golpes para poder acompanhar. O jogo permite a conexão em simultâneo de até quatro utilizadores (Nexersys, 2015). PRÁTICAS INTEGRATIVAS II - METODOLOGIA DO ENSINO DE LUTAS PROF. JEFFERSON CAMPOS LOPES FACULDADE CATÓLICA PAULISTA | 108 9.1.1.1 Filmes, desenhos e seriados para ensino das lutas A seguir iremos apresentar alguns filmes ou desenhos (sinopses) que podem auxiliar no aprendizado e ensino das lutas no contexto escolar adaptado (FERREIRA, 2012). Como veremos esta é uma possibilidade tecnológica que pode ser utilizada para prender a atenção dos alunos, proporcionar o diálogo entre os mesmos e gerar possíveis reflexões sobre os conteúdos conceituais, atitudinais e procedimentais. Vale lembrar que são produções preparadas para tal e como tal devem servir de apoio. Iremos ao final de cada possibilidade de trabalhar cada conteúdo mostrar como podemos fazer o processo de desenvolvimento de utilização dos filmes e desenhos. 1.O ÚLTIMO SAMURAI (KARATE/KENDO) No século XVIII um capitão do exército americano condecorado e habilidoso é enviado para treinar tropas japonesas contra os samurais que ainda resistiam à tecnologia do novo mundo. Porém numa primeira batalha ele é capturado e levado a viver com seu suposto inimigo. Lá ele aprende o código de honra dos samurais e passa a compreender-se melhor e a real luta que está acontecendo. • CONCEITUAL: Conhecer a cultura japonesa e código de honra. • PROCEDIMENTAL: Realizar uma aula prática com movimentos fundamentais de Kendo. Construir espadas de jornal e praticar os movimentos. • ATITUDINAL: Conhecer e entender novas culturas. 2. KARATE KID, A HORA DA VERDADE. (KARATE) Mãe e filho se mudam para um novo ambiente. Assim o garoto terá que enfrentar todos os desafios da adolescência bem como praticantes de Karate da cidade. Após apanhar muito, um velho mestre ensina os princípios do Karate para defender-se de seus adversários. • CONCEITUAL: Conhecer a cultura japonesa. • PROCEDIMENTAL: Realizar uma aula prática com os movimentos fundamentais do Karate. • ATITUDINAL: Aprender a se defender sobre o bullying e a não violência. 3. QUEBRANDO AS REGRAS (MMA) Um rapaz e sua família novamente têm que se mudar para outra cidade devido às brigas escolares. Logo ao chegar à nova cidade ele conhece uma turma que adora ficar lutando, o rapaz não aceita e leva uma surra. Para se defender ele procura um professor de MMA que irá ensinar muito mais que lutar. PRÁTICAS INTEGRATIVAS II - METODOLOGIA DO ENSINO DE LUTAS PROF. JEFFERSON CAMPOS LOPES FACULDADE CATÓLICA PAULISTA | 109 • CONCEITUAL: História do MMA • PROCEDIMENTAL: Através de o evento apresentar as lutas existentes no MMA. • ATITUDINAL: Respeito, perseverança e cooperação. 4. FOXCATHER – UMA HISOTRIA QUE CHOCOU O MUNDO. Quando um campeão olímpico é convidado a fazer parte de um projeto de lutas visando à expansão da modalidade e de ter estabilidade financeira, ele e seu irmão aceitam participar. Mas na verdade o comportamento lunático do milionário chega a um limite onde os personagens são impelidos a uma tragédia que ninguém poderia ter previsto. • CONCEITUAL: História das lutas associadas. • PROCEDIMENTAL: realizar uma aula prática com movimentos fundamentais das lutas associadas. • ATITUDINAL: Duelo entre o certo e o errado. 5. MULAN – (KUNG FU) Uma adolescente, da remota China Imperial, torna-se destemida contra a invasão de seu país por guerreiros Hunos, onde cada família deve enviar seu filho homem para lutar contra. Assim como ela é mulher se disfarça e vai à guerra no lugar do pai. • CONCEITUAL: História da kung fu e das participações das mulheres nas lutas. • PROCEDIMENTAL: realizar uma aula prática com movimentos fundamentais do kung fu e suas armas. • ATITUDINAL: valorização da mulher no contexto social. 6. KUNG FU PANDA (KUNG FU) Um panda preguiçoso e irreverente é o único capaz de salvar sua vila de um grande inimigo. Para tal ele terá que se tornar um hábil lutador e vai à procura do grande mestre para ser aceito. • CONCEITUAL: Debater a cultura chinesa através dos animais que fazem a representação das técnicas. • PROCEDIMENTAL: Realizar uma aula prática dos estilos dos animais. • ATITUDINAL: Esforço e respeito aos menos habilidosos. PRÁTICAS INTEGRATIVAS II - METODOLOGIA DO ENSINO DE LUTAS PROF. JEFFERSON CAMPOS LOPES FACULDADE CATÓLICA PAULISTA | 110 Figura 1 – Kung Fu Panda Fonte: https://www.dreamstime.com/editorial-stock-image-cast-del-film-kung-fu-panda-al-giffoni-film-festival-valle-piana-salerno-italia-luglio-il-luglio-valle-piana- image82285 ISTO ESTÁ NA REDE O artigo “Metodologias ativas de aprendizagem: caminhos possíveis para inovação no ensino em saúde”, de Macedo KDS, Acosta BS, Silva EB, Souza NS, Beck CLC, Silva KKD (2018), apresenta experiência de docentes na utilização de MA. ISTO ACONTECE NA PRÁTICA Metodologias Ativas – São técnicas educacionais que fazem uso de tecnologia onde possam enganjar os alunos na construção de seu conhecimento ANOTE ISSO O artigo “AS ESTRATÉGIAS UTILIZADAS NO PROCESSO DE ENSINO E APRENDIZAGEM:CONCEPÇÕES DE ALUNOS E PROFESSORES DE EDUCAÇÃO FÍSICA”, Melo (2018), relata sobre uma investigação sobre as estratégias utilizados numa pesquisa com mais 180 graduados de educação física. https://www.dreamstime.com/editorial-stock-image-cast-del-film-kung-fu-panda-al-giffoni-film-festival-valle-piana-salerno-italia-luglio-il-luglio-valle-piana-image82285 https://www.dreamstime.com/editorial-stock-image-cast-del-film-kung-fu-panda-al-giffoni-film-festival-valle-piana-salerno-italia-luglio-il-luglio-valle-piana-image82285 https://www.dreamstime.com/editorial-stock-image-cast-del-film-kung-fu-panda-al-giffoni-film-festival-valle-piana-salerno-italia-luglio-il-luglio-valle-piana-image82285 PRÁTICAS INTEGRATIVAS II - METODOLOGIA DO ENSINO DE LUTAS PROF. JEFFERSON CAMPOS LOPES FACULDADE CATÓLICA PAULISTA | 111 CAPÍTULO 10 PREPARAÇÃO FÍSICA NOS ESPORTES DE COMBATE Na prática de algum esporte ou esporte de combateé necessário entender que o fator competição de alto nível está presente constantemente. Dessa maneira é necessário conhecer e explorar as atividades físicas nas lutas, suas capacidades e habilidades motoras. Para tal o profissional de educação física deve estar atento aos conceitos básicos do treinamento, saber quais são as habilidades motoras necessárias para tal ação e como a parte emocional do praticante deve ser desenvolvida. Nesta unidade será possível entender como os esportes de combate devem ter um acompanhamento objetivo e constante para que possam obter resultados expressivos. Para tal é necessário conhecer o esporte de combate desse praticante, estar atento ao calendário de competições e dar prioridade as metas que serão escolhidas por ambos para alcançá-las. Existem vários fatores que poderão contribuir para que esse sucesso seja atrasado ou haja a desistência dele: são aspectos sociais, família, dinheiro, lesões e falta de motivação. 10.1 Lutas e Atividades Físicas A prática de atividade física regular, permanente e orientada é de fundamental importância para a manutenção da saúde, adquirindo qualidade de vida, potencializando a prevenção de doenças que podem surgir com a inatividade física e o sedentarismo. Para nós profissionais da cultura corporal do movimento é necessário saber o conceito de sedentarismo. Para OMS (2020), o sedentário” é uma pessoa que gasta poucas calorias por semana com atividades do dia a dia, ocupacionais como ir ao trabalho, realizar serviços domésticos”. Segundo estudos (Mota, 2010; Silva, et al, 2010) indicam para que se tenha uma melhor qualidade de vida é preciso conhecer a importância da atividade física regular e seus benefícios em relação à saúde. PRÁTICAS INTEGRATIVAS II - METODOLOGIA DO ENSINO DE LUTAS PROF. JEFFERSON CAMPOS LOPES FACULDADE CATÓLICA PAULISTA | 112 A atividade física pode ser definida como “qualquer tipo de movimento corporal que envolva gasto energético devido à contração muscular esquelética, ou seja, engloba várias atividades voluntárias, como as de lazer, ocupacionais, domésticas e de deslocamento” (MENDONÇA & ANJOS,2004, pag. 20). Conforme Carvalho et al., (2021, pag.05) salientam que a Atividade Física “é caracterizada como qualquer movimento produzido pelo nosso corpo, onde possibilite contrações musculares, gerando acréscimo no gasto energético, para além dos níveis de repouso”. Conforme Allsen et al. (2001) destacam outros benefícios proporcionados por um programa de atividade física, dentre eles estão: • Aumento da resistência aeróbia no desempenho de tarefas específicas; • Melhora da capacidade funcional do sistema circulatório e respiratório; • Melhora da força e flexibilidade dos músculos e articulações; • Reduz os riscos de lesões na região lombar; • Desenvolve a força do sistema esquelético; • Controla o peso e reduz a gordura corporal • Exerce ação positiva sobre os órgãos internos; • Retarda o processo fisiológico de envelhecimento; • Desenvolve as capacidades físicas; • Diminui o gasto energético e consequentemente a fadiga para tarefas específicas; • Alivia o estresse e a tensão; • Estimula a atividade mental e; • Reduz o risco de doenças crônicas não transmissíveis. É importante identificar que na relação sobre a intensidade na prática de Atividade Física, segundo Brasil (2021) que a intensidade está relacionada ao grau de esforço físico necessário, sendo de forma, leve, moderada e vigorosa, onde no aspecto leve, exige o mínimo de esforço físico, pois acarreta em menor aumento da respiração e batimentos cardíacos, já na moderada, tem predominância em um esforço físico maior, com respiração mais rápida que normalmente e tendo batimentos cardíacos de forma moderada e no último aspecto, que é vigorosa, exige grande esforço físico, com batimentos e respiração no ritmo maior que o normal, tendo em sua escala de percepção de esforço, leve de 1 a 4, moderada de 5 a 6 e vigorosa de 7 a 8. PRÁTICAS INTEGRATIVAS II - METODOLOGIA DO ENSINO DE LUTAS PROF. JEFFERSON CAMPOS LOPES FACULDADE CATÓLICA PAULISTA | 113 Assim podemos compreender que a prática de uma atividade física é o primeiro caminho para sua saúde e qualidade de vida e a porta de entrada para podermos desenvolver nossa modalidade de Lutas. Figura 1 – atividade física Fonte: https://www.pexels.com/pt-br/foto/foto-de-mulher-usando-luvas-de-boxe-vermelhas-3225889/ 10.1.1 capacidades físicas Na execução de qualquer movimento humano, é importante destacar o uso das capacidades físicas para sua execução. Ela é utilizada naturalmente no dia a dia de uma pessoa que não é atleta como é de suma importância para um atleta. https://www.pexels.com/pt-br/foto/foto-de-mulher-usando-luvas-de-boxe-vermelhas-3225889/ https://www.pexels.com/pt-br/foto/foto-de-mulher-usando-luvas-de-boxe-vermelhas-3225889/ PRÁTICAS INTEGRATIVAS II - METODOLOGIA DO ENSINO DE LUTAS PROF. JEFFERSON CAMPOS LOPES FACULDADE CATÓLICA PAULISTA | 114 Assim as capacidades físicas são “componentes do rendimento físico, são elas que nós utilizamos para realizar os mais diversos movimentos durante a nossa vida. São em um total de cinco: Resistência, Força, Flexibilidade, Potência muscular e capacidade aeróbia e anaeróbia”. (MARQUES & OLIVEIRA, 2001, pg. 11). Dentro dos esportes de combate, estes consistem em ser uma “atividade intermitente com períodos que exigem altos níveis de força explosiva e ações de alta velocidade, variando de acordo com a duração do combate, que pode durar três ou cinco rodadas de 5 minutos, sendo este último para o nível profissional” (DEL VECCHIO; HIRATA; FRANCHINI, 2011; JAMES et al., 2016). Partindo desse conhecimento as capacidades físicas necessárias, inclui a “potência neuromuscular e produção de força, além de qualidades anaeróbicas e aeróbicas” podem ser todos parâmetros importantes de atletas de alto nível neste esporte (CORMIE; MCGUIGAN; NEWTON; 2011; FOLLAND; WILLIAMS, 2007; GASTIN, 2001). Outro fator importante é dito segundo Marinho (2011, pg. 12), onde os atletas considerados de elite nas diversas modalidades de esporte de combate apresentam “variadas características antropométricas, neuromusculares e fisiológicas”, que são diferentes de outros esportes, bem como outras variáveis como: hereditariedade, treinamento físico, aspectos nutricionais e outros fatores que influenciam no alto rendimento destes atletas. O treinamento físico nos esportes de combate atualmente é importantíssimo, pois influenciará na força, flexibilidade, velocidade, explosão e resistência do atleta, bem como está diretamente ligado ao desenvolvimento técnico e tático. Sem uma “condição física apropriada, o atleta apresentará dificuldades em realizar os movimentos técnicos e táticos necessários, e isso influenciará diretamente no resultado de suas lutas. “(FALKENBACH; TONET, 2009, pg. 13). Você como profissional de educação física, seja como técnico ou preparador físico, é necessário que o seu treinamento se baseie em aspectos específicos, cujos sistemas energéticos e capacidades físicas predominantes são preconizadas. Alguns desses aspectos serão estudados a seguir: FORÇA A força é definida como a” habilidade do sistema neuromuscular de produzir força contra uma resistência externa e é considerada a principal qualidade de treinamento de muitos esportes” (STONE et al., 2002, pg. 16). PRÁTICAS INTEGRATIVAS II - METODOLOGIA DO ENSINO DE LUTAS PROF. JEFFERSON CAMPOS LOPES FACULDADE CATÓLICA PAULISTA | 115 Na maioria dos esportes de combate, esta capacidade é sintetizada como força máxima, que representa a maior aplicação de força durante uma única ação de esforço máximo. Lembre-se que um aumento positivo nessa capacidade melhora o desempenho e a prevenção de lesões que ocorrem nos confrontos e nos treinamentos. Figura 2 – Força Fonte: https://www.pexels.com/pt-br/foto/foto-do-homem-levantando-barra-1552106/ https://www.pexels.com/pt-br/foto/foto-do-homem-levantando-barra-1552106/https://www.pexels.com/pt-br/foto/foto-do-homem-levantando-barra-1552106/ PRÁTICAS INTEGRATIVAS II - METODOLOGIA DO ENSINO DE LUTAS PROF. JEFFERSON CAMPOS LOPES FACULDADE CATÓLICA PAULISTA | 116 POTÊNCIA NEUROMUSCULAR É uma qualidade que define competidores superiores em esportes de contato de alta intensidade intermitente sob uma escala de condições de carga. Nesse contexto, a potência máxima é “definida como o produto da força e da velocidade gerada pelo sistema neuromuscular durante uma única contração muscular de esforço máximo “(BAKER; NEWTON, 2008; HANSEN et al., 2011, pg. 19). Esta qualidade é expressa quando uma ação é aplicada com a intenção de mover- se explosivamente e, portanto, também pode contribuir para muitas técnicas dentro dos esportes de combate. “A potência máxima neuromuscular pode ser relatada e quantificada usando um número de métodos, cada um com diferentes graus de validade. O maior valor instantâneo de potência alcançado durante uma ação é considerado pico” (DEL VECCHIO; HIRATA; FRANCHINI, 2011; FIELDING et al., 2002, pg. 22). CAPACIDADES ANAERÓBIAS Aqui é necessário salientar o conhecimento do esporte de combate do qual auxiliará na preparação física, todos eles são divididos por tempo de duração em combates únicos ou em vários rounds. Tal “atividade intermitente requer a contribuição de todos os principais sistemas metabólicos, particularmente a via de glicólise anaeróbia” (BUCHHEIT; LAURSEN, 2013, pg. 19). Nos esportes de combate, em algum momento pode existir na execução de movimentos de curta duração, como em ataques para nocaute ou esquiva, que duram poucos segundos, o sistema que fornecerá a energia é o ATPfosfocreatina. No caso quando a intensidade será muito elevada, segundo Teodoro (2013, pg.) em um período muito curto, até que os fosfatos de alta energia sejam ressintetizados, a energia necessária para que o atleta continue o combate é proveniente da glicólise da glicogenólise, as quais têm como produto resultante a formação de lactato. Uma vez que a musculatura de todo o corpo é exigida ao máximo, isso pode gerar um acúmulo nos níveis de lactato devido ao excesso de utilização da via anaeróbica. CAPACIDADE AERÓBIAS Uma das mais importantes que regem o desempenho de um atleta é o seu nível de resistência cardiorrespiratória. A resistência cardiorrespiratória envolve a capacidade de sustentar o exercício prolongado envolvendo o sistema cardiovascular e respiratório. PRÁTICAS INTEGRATIVAS II - METODOLOGIA DO ENSINO DE LUTAS PROF. JEFFERSON CAMPOS LOPES FACULDADE CATÓLICA PAULISTA | 117 O VO2max é amplamente utilizado por pesquisadores para indicar o nível de capacidade funcional cardiovascular de um atleta. É definido como a” maior quantidade de oxigênio que um indivíduo pode utilizar durante um exercício de intensidade crescente” (JAMES et al., 2016, pg. 33). Figura 3 – Aeróbia Fonte: https://www.pexels.com/pt-br/foto/exercicio-praticando-atividade-fisica-academia-de-ginastica-ginastica-11175793/ https://www.pexels.com/pt-br/foto/exercicio-praticando-atividade-fisica-academia-de-ginastica-ginastica-11175793/ https://www.pexels.com/pt-br/foto/exercicio-praticando-atividade-fisica-academia-de-ginastica-ginastica-11175793/ PRÁTICAS INTEGRATIVAS II - METODOLOGIA DO ENSINO DE LUTAS PROF. JEFFERSON CAMPOS LOPES FACULDADE CATÓLICA PAULISTA | 118 Segundo Teodoro (2013, pg. 37) nos esportes de características intermitentes: A resistência aeróbia é considerada uma capacidade de apoio, pois é desenvolvida no processo de treinamento de forma indireta, tendo como principal objetivo acelerar o processo de recuperação entre os exercícios, uma vez que este metabolismo é importante para a remoção e diminuição do acúmulo de lactato. Logo, atletas que apresentarem elevada capacidade aeróbica tendem a possuir menos concentrações de lactato sanguíneo em todos os tipos de atividade. FLEXIBILIDADE Ao desenvolver esta capacidade, o atleta aumentará a qualidade e a quantidade dos movimentos, bem como melhora a postura corporal e diminui os riscos de lesões durante o combate. Segundo vários autores como Araújo (2008), Dantas (2003) e James et al. (2016), flexibilidade é: Sua definição pode ser dada como execução voluntária de um movimento de amplitude máxima de uma ou mais articulações, dentro de limites que não permitam o risco de provocar lesões. Esta pode ser influenciada por fatores intrínsecos como idade, gênero, tonicidade muscular e padrões de exercício físico regular, e por fatores extrínsecos como aquecimento, hora do dia e condições do ambiente. Vale salientar que entre as capacidades citadas, não é possível estabelecer qual delas é mais importante para o atleta. As capacidades a serem aplicadas no treinamento de um atleta vão depender da estratégia de luta que será adotada no seu esporte de combate. 10.1.1.1 Habilidades A habilidade motora é considerada um avaliador de desempenho. Poderá existir uma aproximação com outros termos, como: padrão de movimento, aprendizagem motora e desenvolvimento motor. As habilidades motoras “são caracterizadas como ações com movimentos voluntários do corpo, aprendidas e orientadas para alcançar uma meta” (MAGILL, 2000, pg. 12). “As habilidades motoras também podem ser amplamente afetadas pela experiência” (HADDERS-ALGRA, 2010), por fatores ambientais que podem alterar aspectos motores durante o processo de desenvolvimento (GALLAHUE; OZMUN; GOODWAY, 2013). PRÁTICAS INTEGRATIVAS II - METODOLOGIA DO ENSINO DE LUTAS PROF. JEFFERSON CAMPOS LOPES FACULDADE CATÓLICA PAULISTA | 119 Figura - habilidades Fonte: https://www.pexels.com/pt-br/foto/homem-pulando-alto-enquanto-posa-1701197/ Segundo Akbari et al, 2009; Eather et al, 2018, pg. 34): O domínio das habilidades motoras fundamentais é essencial para o desenvolvimento motor. Essas habilidades irão compor o repertório motor da criança e servirão como base para o desenvolvimento de habilidades motoras especializadas, momento em que as habilidades motoras fundamentais são refinadas e combinadas para a realização de movimentos complexos, em atividades do cotidiano ou esportivas. https://www.pexels.com/pt-br/foto/homem-pulando-alto-enquanto-posa-1701197/ https://www.pexels.com/pt-br/foto/homem-pulando-alto-enquanto-posa-1701197/ PRÁTICAS INTEGRATIVAS II - METODOLOGIA DO ENSINO DE LUTAS PROF. JEFFERSON CAMPOS LOPES FACULDADE CATÓLICA PAULISTA | 120 Assim é necessário que haja um desenvolvimento no processo para adquirir essas habilidades, que segundo Gallahue, Ozmun e Goodway (2013, pg. 22): São apresentados no modelo de desenvolvimento motor no formato de uma ampulheta, onde organizam o processo de desenvolvimento em fases que são compostas por estágios. De acordo com esses autores as fases do desenvolvimento motor são: fase do movimento reflexo, do movimento rudimentar, do movimento fundamental e do movimento especializado, essas fases são organizadas de acordo com uma faixa etária aproximada de desenvolvimento do indivíduo. Existem dois tipos de habilidades que são necessárias para o movimento, as “habilidades motoras fundamentais são compostas por habilidades de locomoção (correr, saltar, rolar), de estabilidade (equilibrar-se sobre uma perna ou sobre uma barra de equilíbrio) e de manipulação (arremessar, chutar, pegar)” (GALLAHUE; OZMUN; GOODWAY, 2013; RUDD et al., 2015, pg. 32). E as habilidades especializadas são a extensão, o desenvolvimento específico para algum tipo de esporte e sua especialização no movimento desejado. Para tal é necessário que o indivíduo tenha vivenciado e dominado as habilidades fundamentais. Podemos identificar que as habilidades motoras envolvidas nos diferentes movimentos que compõem as variadas modalidades esportivas são justificadas porque poderiam definir a priori as chances de sucesso em desempenhos motores futuros (Tani, 2002). Segundo Gallahue (2002, pg. 666), o movimento, com base em seus aspectos temporais pode serclassificado como: discreto, em série ou contínuo. Movimento discreto, também chamado de habilidade motora discreta, é aquele que apresenta um começo e fim definidos. Fazem parte desta habilidade atividades como ligar e desligar interruptores de luz, acionar o freio de um carro ou pressionar as teclas de um piano. Cada uma das citadas atividades requer um movimento que começa e termina em posições definidas. O movimento em série, ou habilidade motora serial, compreende o desempenho de um movimento simples e discreto repetido diversas e sucessivas vezes de forma rápida. Um drible no basquete, ou tocar piano podem ser exemplos desta habilidade. Já os movimentos contínuos são compostos por movimentos repetitivos. Podemos citar habilidades como utilizar o “mouse” para desenhar, a natação e o ciclismo como exemplos. PRÁTICAS INTEGRATIVAS II - METODOLOGIA DO ENSINO DE LUTAS PROF. JEFFERSON CAMPOS LOPES FACULDADE CATÓLICA PAULISTA | 121 Com relação aos aspectos ambientais do movimento classificamos as tarefas motoras de abertas ou fechadas. Schmidt & Wrisberg (2001, p. 22-23): explicam que habilidade aberta é aquela “[...] executada em ambiente previsível ou que está em movimento e que requer que as pessoas adaptem seus movimentos em resposta às propriedades dinâmicas do ambiente”. Por não existir um padrão de movimentação e a criança realizar movimentos súbitos em diversas direções, poderíamos dizer que o jogo de “pega-pega” é um exemplo desta atividade aberta. A atividade fechada é “Uma habilidade executada em ambiente previsível ou parado e que permite que as pessoas planejem seus movimentos com antecedência”. Nesta atividade fechada, portanto, quem executa determina quando iniciará a ação, como acontece quando um indivíduo lança uma flecha em um alvo estático. Podemos analisar que os Esportes de combates têm suas habilidades de aspectos temporal as habilidades discretas e série pois tem início e fim, e são repetidas várias vezes na luta, e transitam nas habilidades ambientais fechadas pois a luta em si é totalmente imprevisível. A seguir apresentaremos em nossa visão, quais deveriam ser desenvolvidas nos esportes de combate as habilidades, são elas: • Controle do grau de velocidade: aplicação de golpes, arremessos, aplicação de contragolpes, desequilíbrios, deslocamentos, travar (formas de inviabilizar ataque adversário com posicionamentos desfavoráveis). • Coordenação multimembros: aplicação de diversos golpes. (trabalhar soco e o chute). • Destreza manual: aplicação de formas de golpes. (formas de agarre, projeção, variações de ângulos de socos e chutes) • Equilíbrio dinâmico: “timing de golpe” (movimento, esquivas, deslocamentos). • Equilíbrio estático: posicionamento corporal (para quando há ou não tenha contato com adversário). • Estabilidade de mão e braço (tipo de pegada, tipo de soco, segurar o adversário). • Orientação de resposta: aplicação de contragolpes, “timing de golpe”. • Precisão de controle: “timing de golpe”, precisão de golpe (encaixe de arremesso, de golpes e uso de deslocamentos). • Tempo de reação: aplicação de golpes, aplicação de contragolpes, travar. - Velocidade de movimento de braço (preparações de golpes, disputas de pegada, socos e chutes). PRÁTICAS INTEGRATIVAS II - METODOLOGIA DO ENSINO DE LUTAS PROF. JEFFERSON CAMPOS LOPES FACULDADE CATÓLICA PAULISTA | 122 ISTO ESTÁ NA REDE Existem as capacidades condicionais são internas do organismo e são determinadas pela genética e as capacidades coordenativas estão ligadas para a ação do movimento com eficácia. ISTO ACONTECE NA PRÁTICA Caso queira realizar uma avaliação motora, sugerimos O TGMD-2 consiste em uma avaliação normativa das habilidades motoras globais consideradas comuns, é composto por doze habilidades motoras fundamentais, divididas em dois subtestes específicos: habilidades de locomoção e habilidades de controle de objetos. ANOTE ISSO Assistam este vídeo sobre habilidades motoras. https://youtu.be/A-Kp849kqh4?si=xYDVnA4j7udMd3SD https://youtu.be/A-Kp849kqh4?si=xYDVnA4j7udMd3SD PRÁTICAS INTEGRATIVAS II - METODOLOGIA DO ENSINO DE LUTAS PROF. JEFFERSON CAMPOS LOPES FACULDADE CATÓLICA PAULISTA | 123 CAPÍTULO 11 USO DA PLIOMETRIA EM ESPORTES DE COMBATES Nesta unidade apresentaremos um tipo de treino chamado Pliometria, que é muito utilizado e forma dentro dos esportes de combate para alcançar resultados positivos. Mas antes é necessário conhecer bem os princípios do treinamento e principalmente o que força e força resistida. Esperamos que possam aprender e desenvolver esta metodologia que ajudará seus alunos no treino da academia e nas competições que ele irá participar. 11.1 Princípios do treinamento físico Aqui vamos direcionar algumas definições do treinamento esportivo, que pode ser entendido como sendo o processo de adaptação a estímulos externos, racionalmente organizados para alcançar um objetivo concretamente definido. De forma geral, esse objetivo está relacionado com o aumento do rendimento. Vejamos, a seguir, algumas definições de autores consagrados sobre treinamento esportivo. Conforme Bompa (2002, p. 15), é a: “[...] atividade sistemática de longa duração graduada e progressiva a nível individual, com o objetivo de preparar as funções humanas psicológicas e fisiológicas”. Para Samulski (2009, p. 45), é: “[...] uma capacitação individual e social através da otimização dos processos educacionais”. Já Issurin (2010, p. 2) diz que é: [...] um processo sequencial de diferentes unidades de treinamento ao qual os atletas devem ser submetidos com o objetivo de alcançar seus estados desejáveis de desempenho e resultados. Segundo Matveev (1986, p. 117), é o: “Processo pedagógico pertencente à Educação Física que visa diretamente o alcance de resultados desportivos superiores”. Smith (2003), p. 1 define o “treinamento esportivo como um processo que envolve exercícios repetidos designados para induzir automação na execução de habilidades motoras e desenvolver funcionalidades estruturais, metabólicas e mentais, que levam ao aumento do desempenho”. PRÁTICAS INTEGRATIVAS II - METODOLOGIA DO ENSINO DE LUTAS PROF. JEFFERSON CAMPOS LOPES FACULDADE CATÓLICA PAULISTA | 124 Por fim, Barbanti (1997, p.18) diz que é: “[...] um conjunto de normas organizadas que visam ao desenvolvimento e ao aperfeiçoamento individual, com o objetivo de aumentar os rendimentos físico, psicológico e cognitivo”. Para realizar o treinamento, o professor de educação física, ou treinador, deve utilizar princípios que serão norteadores do planejamento, da execução, da consolidação e do controle da preparação do treino do atleta ou da equipe. O treinamento já é aceito há algum tempo como ciência, e tem sua posição científica reforçada com referências consideradas essenciais para todos que buscam o alto rendimento. Agora, abordaremos os sete princípios científicos de Treinamento Desportivo, que são: o Princípio Científico da Individualidade Biológica; o Princípio da Adaptação; o Princípio da Síndrome Geral da Adaptação (SAG); o Princípio da Sobrecarga; o Princípio da Continuidade; o Princípio da Reversibilidade; o Princípio da Interdependência Volume- Intensidade; e o Princípio da Especificidade (TUBINO, 1979; FERNANDES, 1994; AOKI, 2002). • Princípio da Adaptação: Quando o organismo está adaptado, há um equilíbrio entre os processos de síntese e degradação, enquanto não sejam interrompidas as exigências normais. Isto quer dizer que cada organismo, quando se encontra adaptado, está num equilíbrio dinâmico denominado homeostase. Se a homeostase é interrompida por um estímulo, o organismo procurará restabelecer o equilíbrio. Caso esse estímulo seja muito forte, o que degenera o organismo total ou parcialmente, a homeostase se interrompe pelo domínio dos processos degenerativos e exige como resposta um aumento dos processos constitutivos. Se a homeostase provoca um aumento do nível de ressíntese, deverão ser relacionadascargas consecutivas de treinamento, para que ocorra uma estabilização dos processos anabólicos. A ressíntese tem como objetivo proteger a estrutura de um esgotamento excessivo da sua capacidade quando o organismo volta a experimentar um novo estímulo. Quando a carga de treinamento não produz alterações significativas da homeostase, é necessário aumentar a carga de trabalho de maneira uniforme ou descontinuamente progressiva. Entretanto, a redução da carga em certas ocasiões é também um fator importantíssimo para o aumento do rendimento, pois há momentos em que o organismo cansado já não assimila mais o trabalho. Desse modo, é necessário diminuir a carga de forma descontínua e durante pouco tempo, PRÁTICAS INTEGRATIVAS II - METODOLOGIA DO ENSINO DE LUTAS PROF. JEFFERSON CAMPOS LOPES FACULDADE CATÓLICA PAULISTA | 125 o que melhora o rendimento; caso contrário, poderá ocorrer uma perda funcional do sistema devido a uma sobrecarga. • Princípio da Síndrome Geral de Adaptação (SGA): Segundo Selye (1956 apud TUBINO, 1979) e de acordo com Hernandes Jr. (2002), é a reação do organismo frente aos estímulos que provoca adaptações ou danos a ele, sendo que esses estímulos são denominados agentes estressores ou estressantes. Há três fases de SGA: • Fase de Alarme: é a aplicação das sobrecargas no organismo. É caracterizada pelo desconforto, dividido em choque e contrachoque. O choque é a resposta inicial do organismo a estímulos aos quais ele não está adaptado, provocando a diminuição da pressão sanguínea. O contrachoque é o inverso, ocorrendo o aumento da pressão sanguínea. • Fase da Resistência: é a fase de adaptação na qual há o desenvolvimento adequado dos canais específicos de defesa, sendo esta etapa caracterizada pela dor e pela ação do organismo resistindo ao agente estressante inicial. Isto é, ocorre quando o organismo busca a adaptação para resistir às demandas impostas pelo estímulo. É a fase que mais interessa ao treinamento desportivo. • Fase de Exaustão: é aquela em que as reações se disseminam, em consequência da saturação dos canais apropriados de defesa, tendo como característica a presença do colapso, podendo chegar até a morte. Isso ocorre quando o estímulo persiste além da capacidade de recuperação do organismo; ele terá suas reservas diminuídas e consequentemente entrará em estresse. • Princípio da Sobrecarga: Para que o treinamento gere aumento da performance é preciso que exponhamos o organismo a estímulos maiores que os normalmente encontrados, ou seja, sempre que o estímulo se estabilizar o organismo também estabilizará a resposta. Isso não significa que devemos sempre treinar mais e mais forte, pois caso isso ocorra, esgotaremos a capacidade de o organismo responder aos estímulos e adentraremos a síndrome do estresse de treinamento (HERNANDES JR., 2002). Segundo Fernandes (1994) e Hernandes Jr. (2002), para adaptar o organismo ao novo esforço, se deve primeiramente selecionar a carga (intensidade) do trabalho, e o estímulo deve ter uma curta duração para provocar a supercompensação. Além da intensidade, a adaptação PRÁTICAS INTEGRATIVAS II - METODOLOGIA DO ENSINO DE LUTAS PROF. JEFFERSON CAMPOS LOPES FACULDADE CATÓLICA PAULISTA | 126 também depende do volume. Para manter a intensidade da carga, é necessário que o volume tenha uma duração adequada, através do maior número de repetições. Para que ocorra a supercompensação é fundamental que se escolha a carga adequada de trabalho, com uma correta fase de recuperação, estabelecendo uma boa relação entre volume, intensidade e recuperação. Dessa forma, para que haja uma progressão da carga de trabalho, a ordem normalmente utilizada é: aumento da frequência de treinamento, aumento do volume da carga e aumento da intensidade da carga. • Princípio da Continuidade: Para que o treinamento tenha resultados positivos e provoque alterações fisiológicas, nas quais a performance adquirida seja otimizada, é necessário que haja um treinamento contínuo, sem interrupções. Contudo, se sabe que a condição atlética de um atleta só pode ser conseguida após alguns anos seguidos de efetivo treinamento. Este princípio compreende que o treinamento que está sendo aplicado em uma sistematização de trabalho não permite uma quebra de continuidade, ou seja, considerando um tempo maior, o princípio da continuidade é aquele que não admite interrupções durante esse período. Quando se analisa um atleta de alto nível, é fácil constatar que este possui uma imensa bagagem, contendo vários processos de treinamento sem as indesejáveis paralisações. Caso ocorram interrupções ao treinamento, ou se trabalhe com sobrecargas extremamente leves por longos períodos, a capacidade de performance diminuirá, afetando, assim, a qualidade do treinamento aplicado. O uso de uma mesma carga pelo simples fato de ela ter alterado a homeostase pode não ser o suficiente para produzir o mesmo efeito na sessão seguinte. Portanto, o mais apropriado é organizar sessões de treinamento com cargas que sempre levem a supercompensação através de um treinamento contínuo. Uma vez que não houve supercompensação, é sinal de que houve adaptação pela continuidade da carga, e então é necessário alterar a carga, para provocar novos processos de adaptação (TUBINO, 1979; FERNANDES, 1994; HERNANDES JR., 2002). • Princípio da Reversibilidade: Quando se para de treinar, quase todas ou senão todas as adaptações conseguidas ao longo de muito treinamento são em questão de semanas revertidas, reduzidas a níveis iniciais. Dentro de alguns meses de total sedentarismo todas as adaptações conseguidas são perdidas por completo. Por isso é muito importante conscientizar o PRÁTICAS INTEGRATIVAS II - METODOLOGIA DO ENSINO DE LUTAS PROF. JEFFERSON CAMPOS LOPES FACULDADE CATÓLICA PAULISTA | 127 atleta que durante seu período de férias (transição) continue a realizar algum tipo de atividade física, não necessariamente o esporte que se pratica, mas alguma outra que o mantenha ativo. Normalmente os atletas querem ficar distantes de qualquer tipo de atividade física nas férias, por isso cabe à comissão técnica instruir seu atleta para que este tenha consciência que a prática de exercícios físicos nas férias é benéficas e mantém a performance, condição física adquirida ao longo da temporada (AOKI, 2002). • Princípio da Interdependência Volume-Intensidade: O êxito dos atletas de alto rendimento, independente da modalidade esportiva, está sempre referenciado a uma grande quantidade (volume) e uma alta qualificação (intensidade) no trabalho, apenas se informando que a estimulação predominante dessas duas variáveis (volume e intensidade) deverá estar sempre adequada às fases de treinamento e terá que seguir uma orientação de interdependência entre si (TUBINO, 1979). Em outras palavras, isso quer dizer que qualquer incremento de volume implicará em modificações na estimulação da intensidade, e o contrário é verdadeiro. Na maioria das vezes, o aumento dos estímulos de uma dessas duas variáveis é acompanhado pela diminuição da abordagem de treinamento do outro, ou seja, aumenta o volume, reduz a intensidade e vice-versa. • Princípio da Especificidade: Defende a ideia de que se deve selecionar esforços que tenham como fonte energética a mesma atividade, para que, assim, desenvolvamos positivamente o nível de performance, ou seja, realizar treinos físicos que sejam semelhantes ao esporte praticado. Além da fonte energética, devemos analisar ainda a especificidade do gesto motor dos esforços escolhidos para os gestos motores da atividade em questão. A especificidade do treinamento é que determina a transferência ou não da performance do exercício à atividade que desempenharemos. Há duas possibilidades: a transferência positiva, quando o exercício proposto aumenta a performance da atividade alvo; e a transferência negativa, quando o exercício proposto diminui ou prejudica a performance da atividade alvo (HERNANDES,JR., 2002). Nenhum dos princípios é mais importante ou eficaz que o outro, pois o ideal é que haja um equilíbrio entre todos. Entretanto, é possível que em um determinado momento um dos princípios tenha mais peso que o outro. PRÁTICAS INTEGRATIVAS II - METODOLOGIA DO ENSINO DE LUTAS PROF. JEFFERSON CAMPOS LOPES FACULDADE CATÓLICA PAULISTA | 128 Veremos, a seguir, cada um desses princípios para uma melhor compreensão de cada um deles. São eles, conforme Tubino (1979) e Hernandes Jr. (2002): Figura 1 – Princípio da sobrecarga Fonte: https://www.pexels.com/pt-br/foto/atleta-esportista-jogador-atletico-4162454/ 11.1.1 Treino de força ou resistido O treinamento de força (TF) é “estabelecido como um método eficaz para o desenvolvimento da aptidão musculoesquelética, melhoria da saúde, aptidão física https://www.pexels.com/pt-br/foto/atleta-esportista-jogador-atletico-4162454/ https://www.pexels.com/pt-br/foto/atleta-esportista-jogador-atletico-4162454/ PRÁTICAS INTEGRATIVAS II - METODOLOGIA DO ENSINO DE LUTAS PROF. JEFFERSON CAMPOS LOPES FACULDADE CATÓLICA PAULISTA | 129 e qualidade de vida” (ACSM, 2009; Phillips e Winet, 2010; Cornelissen et al., 2011; Gordon et al., 2009; Magyari e Churilla, 2012; Brigato et al., 2018; Zaroni et al., 2018). Para Franchini e Bacurau (2011, pag. 14), esportes de combate que apresentam característica de reação às ações do oponente, são classificados como “intermitentes, ou seja, que variam quanto à duração total, intensidade com que são realizados, tempo de intervalo entre as ações e a intensidade do exercício realizado entre as ações decisivas dos combates.” Figura 2 – treinamento Fonte: https://www.pexels.com/pt-br/foto/homem-carregando-barbo-791763/ Em competições de alto nível, nas quais o desenvolvimento técnico-tático dos atletas é bastante equivalente, a importância de preparação física adequada” torna- se ainda mais evidente, e pequenas alterações, em qualquer variável que influencie o desempenho, podem determinar o resultado final de uma luta ou competição. (ARTIOLI et al., 2007, pag.17). O treinamento de força é praticado por um grande número de pessoas e com diversas finalidades. A maior parte das pessoas que o utiliza está interessada em ganho de força e massa muscular, com concomitante perda de gordura corporal; além disso, espera que essas adaptações proporcionem melhora no desempenho físico e nas atividades da vida diária. https://www.pexels.com/pt-br/foto/homem-carregando-barbo-791763/ https://www.pexels.com/pt-br/foto/homem-carregando-barbo-791763/ PRÁTICAS INTEGRATIVAS II - METODOLOGIA DO ENSINO DE LUTAS PROF. JEFFERSON CAMPOS LOPES FACULDADE CATÓLICA PAULISTA | 130 Desta forma o treinamento de força (TF) refere-se a uma intervenção em que os praticantes submetem um músculo ou grupos musculares a uma resistência externa (Esco, 2013), com o objetivo de aumentar a força, potência, hipertrofia e desempenho motor (Westcott, 2009; Mynarski et al., 2014), através de uma variedade de manifestações, como treinamento com pesos livres, aparelhos de musculação, peso corporal, entre outros (Rhodes et al., 2017). Existe uma série de variáveis que possibilitam periodizar o treinamento de força, dentre elas se destacam: O tipo de ação muscular (isométrica, concêntrica e excêntrica), a seleção de exercícios, os métodos de treino, a intensidade (geralmente relacionada a uma porcentagem da carga máxima), o volume (normalmente atribuído ao número total de repetições), o intervalo (que seria a duração das pausas entre as séries), a velocidade de execução (fundamental para o direcionamento do treino de potência muscular) e a frequência (que representa o número de sessões dentro de um período) (KREMER et. Al. ,2002, pag. 23). Ao formular treinamentos é necessário planejar de forma racional, junto com as inúmeras competições, que as vezes são classificatórias. Esse problema é o principal combustível para que novas formas de estruturar o treinamento de alto nível sejam concebidas, pois a tendência, cada vez mais, é recorrer à utilização de um ou outro sistema (RAPOSO, 1989). Atualmente, existe o esforço dos cientistas do exercício em gerar dados válidos e confiáveis e coletados em situações cada vez mais específicas da modalidade. Como exemplo, podemos citar o uso de sensores para determinar com exatidão a velocidade de um futebolista no campo, de chuteira; ou mesmo o uso de espirometria em atletas de Judô/Taekwondo/Jiu Jitsu, para determinar o consumo de oxigênio de diferentes técnicas ou em uma simulação de combate. PRÁTICAS INTEGRATIVAS II - METODOLOGIA DO ENSINO DE LUTAS PROF. JEFFERSON CAMPOS LOPES FACULDADE CATÓLICA PAULISTA | 131 Figura 3 – Testes Fonte: https://www.google.com.br/search?q=teste+de+impuls%C3%A3o+de+for%C3%A7a+na+plataforma&sca_ esv=584578743&tbm=isch&source=lnms&sa=X&ved=2ahUKEwjR3NuY3deCAxWlpZUCHd_RCQwQ_AUoAnoECAIQBA&biw=1366&bih=651&dpr=1#imgrc=0K-r-- Q6eBLmfM 11.1.1.1 Pliometria O termo treinamento pliométrico busca descrever exercícios que têm como objetivos utilizar e valorizar o ciclo alongamento-encurtamento (CAE), visando maximizar a produção de força ou melhorar a performance esportiva (CHMIELEWSKI, et al., 2006). Este método de treinamento físico é utilizado especialmente para o desenvolvimento da força explosiva em diversas modalidades esportivas que envolvem os membros inferiores (WEINECK, 2003). Elliot e Mester (2000), afirmam que esta é uma forma de https://www.google.com.br/search?q=teste+de+impuls%C3%A3o+de+for%C3%A7a+na+plataforma&sca_esv=584578743&tbm=isch&source=lnms&sa=X&ved=2ahUKEwjR3NuY3deCAxWlpZUCHd_RCQwQ_AUoAnoECAIQBA&biw=1366&bih=651&dpr=1#imgrc=0K-r--Q6eBLmfM https://www.google.com.br/search?q=teste+de+impuls%C3%A3o+de+for%C3%A7a+na+plataforma&sca_esv=584578743&tbm=isch&source=lnms&sa=X&ved=2ahUKEwjR3NuY3deCAxWlpZUCHd_RCQwQ_AUoAnoECAIQBA&biw=1366&bih=651&dpr=1#imgrc=0K-r--Q6eBLmfM https://www.google.com.br/search?q=teste+de+impuls%C3%A3o+de+for%C3%A7a+na+plataforma&sca_esv=584578743&tbm=isch&source=lnms&sa=X&ved=2ahUKEwjR3NuY3deCAxWlpZUCHd_RCQwQ_AUoAnoECAIQBA&biw=1366&bih=651&dpr=1#imgrc=0K-r--Q6eBLmfM https://www.google.com.br/search?q=teste+de+impuls%C3%A3o+de+for%C3%A7a+na+plataforma&sca_esv=584578743&tbm=isch&source=lnms&sa=X&ved=2ahUKEwjR3NuY3deCAxWlpZUCHd_RCQwQ_AUoAnoECAIQBA&biw=1366&bih=651&dpr=1#imgrc=0K-r--Q6eBLmfM PRÁTICAS INTEGRATIVAS II - METODOLOGIA DO ENSINO DE LUTAS PROF. JEFFERSON CAMPOS LOPES FACULDADE CATÓLICA PAULISTA | 132 treinamento vital para esportes que utilizam a potência com elevadas cargas externas a serem aceleradas. O termo pliometria deriva do grego – Plethyein – que significa plio (aumentar) emetria (medida), ou seja, a busca na obtenção das maiores distâncias possível do salto. Este método teve sua origem na URSS na década de 60 e foi amplamente difundido a partir dos estudos publicados de (POPOV, 1967 e VERKHOCHANSKI, 1968 apud BARBANTI,2004.) Conforme Gomes (2002, pag. 04) descreve que os exercícios pliométricos são definidos como: Aqueles que ativam o ciclo excêntrico-concêntrico com o propósito de alongar-encurtar ou também de contra movimento que seria a capacidade de reação do sistema neuromuscular de armazenar energia elástica durante o pré-alongamento, para que esta seja utilizada durante a fase concêntrica do movimento. Sendo assim podemos relatar que este método de treinamento é baseado no uso do ciclo alongamento-encurtamento (CAE) cujo componente elástico de um determinado grupo muscular ao ser precedido por uma ação excêntrica na ação concêntrica resultante de uma força maior. A pliometria é conhecida por desenvolver potência muscular em atletas, essa potência representa o componente principal da boa forma física, que pode ser o parâmetro mais representativo do sucesso nos esportes que requerem força rápida e extrema. Assim ela é usada para melhorar a força de saída e aumentar a habilidade de produzir força explosiva em decorrência dos estímulos aosmúsculos, fazendo-os realizar mais trabalho em menor tempo em decorrência das adaptações e otimização de todos os processos neuromusculares. O princípio biomecânico envolve a velocidade de contração da musculatura agonista e relaxamento da antagonista, procurando reduzir ao máximo o tempo de ação entre elas queiram agir imediatamente de forma contrária. Para entendermos melhor o mecanismo pliométricos, faz-se necessária a compreensão da propriocepção. Os proprioceptores se localizam profundamente nos músculos (receptores), aponeuroses, tendões, ligamentos, articulações e no labirinto, cuja função reflexa é locomotora ou postural. Os proprioceptores são essenciais para informar ao nosso cérebro a noção de posição dos membros, que por sua vez traz determinada informações de posicionamento corporal, tornando essencial no controle dos movimentos (BALSHAW et al. 2016). PRÁTICAS INTEGRATIVAS II - METODOLOGIA DO ENSINO DE LUTAS PROF. JEFFERSON CAMPOS LOPES FACULDADE CATÓLICA PAULISTA | 133 Conforme Dantas et.al. (2011) detalha os exercícios pliométricos nas figuras 7: 1ª fase - Amortização: ao deixar o corpo “cair” de uma altura “h” o atleta gera uma contração excêntrica que estimula o fuso muscular. 2ª fase - Estabilização: essa fase é muito curta - desencadeia-se o reflexo miotático, ocasionado pelo estímulo sofrido pelo fuso muscular, preparando a impulsão 3ª fase - Suplementação: ao movimento de extensão de pernas iniciado pelas fibras intrafusais, se soma à impulsão comandada pela vontade do atleta, gerando uma força de impulsão resultante da soma das duas contrações. Durante a 2ª fase, o estímulo sobre o mecanismo de propriocepção do fuso muscular induz o reflexo miotático e provoca a contração dos músculos que volitivamente o praticante precisa contrair para executar o salto da 3ª fase. Por este motivo não deve haver solução de continuidade entre as três fases do exercício pliométricos. Figura 4 – Fases do Salto profundo. Fonte: DANTAS, E.H.M. PLIOMETRIA: PRINCÍPIOS CIENTÍFICOSE APLICAÇÃO PRÁTICA, 2011). Podemos observar exemplos de pliometria aplicados em diversas modalidades. No caso específico das modalidades de combate podem existir adaptações, desde que respeitados os princípios gerais: a) Número de repetições: Iniciante – 80 a 100; Intermediário – 100 a 120; Avançado –120 a 140 b) Frequência dos treinos: entre 48 e 72 horas de intervalo entre as sessões; c) Incluir no máximo 3 sessões semanais; PRÁTICAS INTEGRATIVAS II - METODOLOGIA DO ENSINO DE LUTAS PROF. JEFFERSON CAMPOS LOPES FACULDADE CATÓLICA PAULISTA | 134 d) Intervalo de descanso: 1x10 – se uma série durar 40 segundos, deve-se descansar 400 segundos. No caso das modalidades de combate, que possuem características variadas, alguns exercícios devem ser diferenciados, buscando enfatizar a especificidade do esporte, como por exemplo: • Boxe – o saltar corda e os jabs são um tipo de pliometria; • Karatê, Kung-fu e Taekwondo – saltos profundos; saltos laterais sobre pequenas barreiras; saltos com uma das pernas e chutes no ar; flexões de cotovelo com abandono do solo batendo palmas antes de retornar ao solo; • Judô, Jiu-Jitsu, Muay Thai – utilização de medicineball com lançamentos e recepção na posição ajoelhado, com giro do tronco na recepção e lançamento, apanhando a bola na parte de trás, girando e lançando pelo outro lado. ISTO ESTÁ NA REDE Vale a pena ver este vídeo sobre treino de força, para entender um pouco melhor. https://youtu.be/MSiPOg--BHw?si=ULwqjDvTI7XJRkR8 ISTO ACONTECE NA PRÁTICA Deixo aqui um vídeo para melhor entendimento sobre os princípios do treinamento. https://youtu.be/ANRl9vs1LKg?si=VrisnYNk6XWGH5Fb ANOTE ISSO Abaixo apresentaremos um vídeo para que vocês alunos possam ter um entendimento melhor sobre a pliometria e como deve ser executada corretamente. https://youtu.be/xSXh7-VsR8s https://youtu.be/MSiPOg--BHw?si=ULwqjDvTI7XJRkR8 https://youtu.be/ANRl9vs1LKg?si=VrisnYNk6XWGH5Fb https://youtu.be/xSXh7-VsR8s PRÁTICAS INTEGRATIVAS II - METODOLOGIA DO ENSINO DE LUTAS PROF. JEFFERSON CAMPOS LOPES FACULDADE CATÓLICA PAULISTA | 135 CAPÍTULO 12 PROPOSTA DE ATIVIDADES COM JOGOS NAS LUTAS Sabe-se que podemos considerar a eficácia dos jogos como instrumento pedagógico para as aulas da unidade temática Lutas, como citadas no tópico acima, percebemos a necessidade de, nesse momento, realizar um aprofundamento voltado a uma classe de jogos, especificamente os jogos de oposição. Nesta unidade veremos a possibilidades do uso do jogo nas aulas de educação física, escolar, nas aulas de prática das lutas nas academias e nos esportes de competição como forma de alternativa não só da técnica, mas sim do desenvolvimento significativo da aprendizagem que pode ocorrer. Assim o jogo satisfaz uma necessidade do ser humano em especial à de ação e a do prazer. O jogo como conteúdo nas aulas de Educação Física deve possibilitar um maior repertório de movimentos corporais e estimular o cognitivo, por proporcionar às crianças situações de tomada de decisões rápidas e resoluções de problemas criados durante a atividade. Este deve ser usado na Educação Física como estratégia para se estimular um aprendizado significativo e pertinente ao cotidiano dos alunos. 12.1 Conceito sobre o Universo lúdico de aprendizagem O universo lúdico é o ambiente onde algumas variáveis tem um papel muito importante em desenvolver o que podemos chamar de aprender com prazer de forma a dar um significado de contemplação de alegria. São compostos por 04 elementos: Jogo, brincadeira, brinquedo e ludicidade. A palavra “jogo”, de acordo com o dicionário eletrônico de Língua Portuguesa Infopédia, apresenta diferentes definições dentre elas a de “atividade lúdica ou competitiva em que há regras estabelecidas em que os participantes se opõem, pretendendo cada um ganhar ou conseguir melhor resultado que o outro.” PRÁTICAS INTEGRATIVAS II - METODOLOGIA DO ENSINO DE LUTAS PROF. JEFFERSON CAMPOS LOPES FACULDADE CATÓLICA PAULISTA | 136 Figura 1 – Jogo Fonte: https://www.pexels.com/pt-br/foto/inteligencia-artificial-realidade-aumentada-dispositivos-aparelhos-8728561/ Na atualidade, a concepção sobre o papel do jogo não sofreu modificações. Continua sendo visto como uma atividade de passa tempo, sem uma contribuição social relevante. Corroborando com essa idéia, Bemvenuti (2009, p.30) constata que ainda hoje: O jogo habita o espaço do contemporâneo com brincadeiras tradicionais, competições esportivas, jogos on line, jogos de linguagem, jogos lógico-matemáticos, jogos de azar entre outros, sempre com noção de não sério, de passatempo [...] uma ótima atividade para ocupar o tempo a fim de que o sujeito não faça outra coisa pior. https://www.pexels.com/pt-br/foto/inteligencia-artificial-realidade-aumentada-dispositivos-aparelhos-8728561/ https://www.pexels.com/pt-br/foto/inteligencia-artificial-realidade-aumentada-dispositivos-aparelhos-8728561/ PRÁTICAS INTEGRATIVAS II - METODOLOGIA DO ENSINO DE LUTAS PROF. JEFFERSON CAMPOS LOPES FACULDADE CATÓLICA PAULISTA | 137 Para a palavra brincadeira, segundo o dicionário Aurélio (1993, p.84) dentre os diversos significados, encontramos como definição “entretenimento, passatempo, divertimento”. Figura 2 – Brincadeira Fonte: https://www.pexels.com/pt-br/foto/parque-de-diversoes-parque-tematico-atracao-encanto-4836097/ Kishimoto (2011, p.26) define brincadeira como sendo: A ação que a criança desempenha ao concretizar as regras do jogo, ao mergulhar na ação lúdica. Pode-se dizer que é o lúdico em ação. Desta forma, brinquedo e brincadeira relacionam-se diretamente com a criança e não se confundem com o jogo. https://www.pexels.com/pt-br/foto/parque-de-diversoes-parque-tematico-atracao-encanto-4836097/ https://www.pexels.com/pt-br/foto/parque-de-diversoes-parque-tematico-atracao-encanto-4836097/ PRÁTICAS INTEGRATIVAS II - METODOLOGIA DO ENSINO DE LUTAS PROF. JEFFERSON CAMPOS LOPES FACULDADE CATÓLICAPAULISTA | 138 De acordo com Cabanne (2012), como tem acontecido com os mais diferentes símbolos da sociedade nesta era globalizada, os brinquedos se tornaram um atraente objeto para as grandes corporações que os produzem e para a mídia que os difunde em massa. Figura 3 – Brinquedo Fonte: https://www.pexels.com/pt-br/foto/spin-top-multicolorido-com-fundo-branco-158838/ Segundo Brougère (2004, pag. 14), é mais que um objeto. É um “sistema de significados e práticas, produzidos não só por aqueles que o difundem, como por aqueles que o utilizam, quer se trate de presentear ou de brincar.” Santos (2011, p.12) afirma que: A ludicidade é uma necessidade do ser humano em qualquer idade e não pode ser vista apenas como diversão”. O desenvolvimento do aspecto lúdico facilita a aprendizagem, o desenvolvimento pessoal, social e cultural [...], facilita os processos de socialização, comunicação, expressão e construção do conhecimento. Segundo Luckesi (2000, p.2) “o que a ludicidade traz de novo é o fato de que quando o ser humano age de forma lúdica vivencia uma experiência plena”, isto é, ele se envolve profundamente na execução da atividade. Sendo assim, o trabalho utilizando https://www.pexels.com/pt-br/foto/spin-top-multicolorido-com-fundo-branco-158838/ https://www.pexels.com/pt-br/foto/spin-top-multicolorido-com-fundo-branco-158838/ PRÁTICAS INTEGRATIVAS II - METODOLOGIA DO ENSINO DE LUTAS PROF. JEFFERSON CAMPOS LOPES FACULDADE CATÓLICA PAULISTA | 139 a ludicidade pode contribuir para que o aluno tenha maior interesse pela atividade e se comprometa com sua realização de forma prazerosa. Figura 4 – Lúdico Fonte: https://www.google.com.br/search?q=ludicidade&sca_esv=584632681&tbm=isch&source=lnms&sa=X&ved=2ahUKEwiMnuu5k9iCAxXFqZUCHWZRBPQQ_ AUoAXoECAIQAw&biw=1366&bih=651&dpr=1#imgrc=yfZEYpSmjpmWqM 12.1.1 O jogo O jogo ajuda a construir novas descobertas, desenvolve e enriquece a personalidade dos alunos e simboliza um instrumento pedagógico que leva o professor a condição de condutor, estimulador e avaliador da aprendizagem. Sua função básica é assegurar a prática no processo ensino-aprendizagem, com seus objetivos voltados para uma atividade motivadora, reforçada pelos conteúdos desenvolvidos pedagogicamente, respeitando-se as fases do desenvolvimento humano. Conforme (HUINZIGA, 2007) sendo um dos maiores autores citados na perspectiva do jogo ele define como: Uma atividade ou ocupação voluntária, exercida dentro e de certos e determinados limites de tempo e de espaço, seguindo regras livremente consentidas, mas absolutamente obrigatória dotada de um fim em si mesmo, acompanhada de um sentimento de tensão e alegria e de uma consciência de ser diferente da vida cotidiana. (HUINZIGA, 2004, p. 33). Já Cunha (2005) aponta que o jogo é uma atividade humana que se manifesta na realidade concreta de forma lúdica, onde o professor explora de maneira intencional, dentro de um processo de desenvolvimento individual e de interação social por meio da qual se adquirem, progressivamente, concepções de homem, mundo e sociedade e os valores assimilados ao longo do processo. https://www.google.com.br/search?q=ludicidade&sca_esv=584632681&tbm=isch&source=lnms&sa=X&ved=2ahUKEwiMnuu5k9iCAxXFqZUCHWZRBPQQ_AUoAXoECAIQAw&biw=1366&bih=651&dpr=1#imgrc=yfZEYpSmjpmWqM https://www.google.com.br/search?q=ludicidade&sca_esv=584632681&tbm=isch&source=lnms&sa=X&ved=2ahUKEwiMnuu5k9iCAxXFqZUCHWZRBPQQ_AUoAXoECAIQAw&biw=1366&bih=651&dpr=1#imgrc=yfZEYpSmjpmWqM https://www.google.com.br/search?q=ludicidade&sca_esv=584632681&tbm=isch&source=lnms&sa=X&ved=2ahUKEwiMnuu5k9iCAxXFqZUCHWZRBPQQ_AUoAXoECAIQAw&biw=1366&bih=651&dpr=1#imgrc=yfZEYpSmjpmWqM PRÁTICAS INTEGRATIVAS II - METODOLOGIA DO ENSINO DE LUTAS PROF. JEFFERSON CAMPOS LOPES FACULDADE CATÓLICA PAULISTA | 140 Figura 5 – O jogo Fonte: https://www.pexels.com/pt-br/foto/homem-de-camisa-de-futebol-listrada-de-azul-e-branco-jogando-rugbi-3641367/ Vamos trazer uma classificação dos jogos proposta por (CAILLOIS, 1990), entretanto, não é feita em função do instrumento do jogo, de seu local, do número de jogadores envolvidos, mas de seu “caráter fundamental”. Em qualquer jogo podem ser encontrados pelo menos um, dos quatro elementos descritos por Caillois, a citar, os jogos de competição ou Agôn, os jogos de acaso ou Alea, os jogos de simulacro ou Mimicry e os jogos de vertigem ou Ilinx. Agôn (do grego: competição e concurso) – é o grupo que integra combates, competições, duelos, por exemplo, jogos de damas, de xadrez, de sinuca e esportes em que há adversários. Alea (do latim: jogo de dados) – é uma competição em que o adversário é o próprio destino. Sendo representada em nossa sociedade pelos diversos jogos de azar como roleta, bingo, loterias, etc. Mimicry (do inglês: mimetismo) – é a categoria que compreende todos os jogos de imitação dos animais, crianças, atores, carnavalescos e até o espetáculo que competidores oferecem ao público. É uma forma de se apropriar de outra realidade que não a sua. Para Caillois, na criança este jogo se caracteriza principalmente pela imitação do adulto, o prazer é ser outro, ou pelo menos se passar por outro. https://www.pexels.com/pt-br/foto/homem-de-camisa-de-futebol-listrada-de-azul-e-branco-jogando-rugbi-3641367/ https://www.pexels.com/pt-br/foto/homem-de-camisa-de-futebol-listrada-de-azul-e-branco-jogando-rugbi-3641367/ PRÁTICAS INTEGRATIVAS II - METODOLOGIA DO ENSINO DE LUTAS PROF. JEFFERSON CAMPOS LOPES FACULDADE CATÓLICA PAULISTA | 141 Ilinx (do grego: turbilhão, que deriva ilingos, vertigem) – jogos que provocam a destruição da estabilidade da percepção e o pânico da consciência lúcida, assim como a aniquilação da noção de realidade. Jogos de vertigem física e moral, que o autor associa ao gosto da desordem e da destruição. Aqui está o prazer que há em rodar, rodopiar, escorregar, balançar, dançar e em ser cada vez mais veloz no esqui, no volante de um carro, controlando um cavalo ou uma moto, passear de montanha russa. No quadro abaixo, criado por este autor, ilustra a transição que se pode fazer entre o jogo com as categorias citadas acima. Quadro 1 - Lutas dos tipos de jogos Fonte: Lopes (2018). Ao jogar, as pessoas têm a possibilidade de montar estratégias, desenvolver um trabalho coletivo e treinar técnicas de modalidades esportivas sem realizar treinos intensivos, além de poderem contar com a colaboração de todos, sejam eles baixos, gordos ou com alguma deficiência. Abaixo apresentaremos alguns dos pressupostos para o desenvolvimento do jogo, conforme (FARIAS et. al. 2016, pag. 06). Liberdade de expressão: O educador deve mediar e propor brincadeiras, cenários e histórias, promovendo a escuta sensível das crianças quanto às decisões referentes às representações de papéis e algumas regras que não estão implícitas na brincadeira, como por exemplo, se em determinado contexto um animal pode lutar ou falar. Ressignificação de objetos: Durante o jogo de faz de conta as crianças atribuem determinados sentidos às atividades, relações e objetos, muitas vezes diferentes dos PRÁTICAS INTEGRATIVAS II - METODOLOGIA DO ENSINO DE LUTAS PROF. JEFFERSON CAMPOS LOPES FACULDADE CATÓLICA PAULISTA | 142 seus reais significados. Dessa forma, um graveto pode virar uma espada, um pedaço de pano se transforma numa capa de super-herói, uma caixa de papelão se torna uma armadura. Em virtude disso, o papel do educador mediador é o de se aproximar das crianças, com o intuito de compreender a leitura que estão fazendo de cada contexto e incentivando que as crianças expressem seus sentimentos e ideias. Criação de uma situação imaginária: A primeira regra da brincadeira é a existência de uma situação imaginária, ou seja, é preciso “fazer de conta que” existe determinada situação e personagens. As vivências de situações imaginárias possibilitam o desenvolvimento da imaginação, da criatividade e da expressividade das crianças, uma vez queestas são tomadas pela brincadeira a ponto de elaborar situações complexas de relações sociais, a partir dos gestos de um colega, os quais se transformam em experiências compartilhadas. Por exemplo, quando uma criança começa a lutar contra um monstro, logo chega outra criança que dá prosseguimento à ação, auxiliando seu amigo por meio de novos gestos e ideias. Existência de regras sociais: Nas situações de faz de conta existem regras implícitas referentes aos comportamentos sociais, isto é, quando a criança imita um samurai, um indígena, um mestre de capoeira, ela respeita e incorpora as características socialmente construídas sobre esses papéis, por meio do auxílio dos seus pares, os quais contribuem para o entendimento dos significados culturais. Entretanto, algumas regras se originam e se modificam durante a própria situação de jogo, por meio de discussões e consensos entre as crianças e educadores sobre as ações e os papéis. Motivação, desejos e satisfação: A criança encontra satisfação e motivação na própria brincadeira, sem a necessidade de esperar algum resultado dessa prática (caráter improdutivo), assim, os desejos e a motivação impulsionam e dão origem as ações, investigações e interações da criança. Enredo: Consiste na história que irá desencadear as demais ações, investigações e interações das crianças; tendo como objetivo a contextualização e a significação de determinadas práticas ou conhecimentos. Pode ser predeterminado ou não, sendo que seu desenrolar pode ser alterado a qualquer momento, dependendo apenas das motivações e dos combinados entre as crianças. Cenário: Espaço e materiais (reais e imaginários) nos quais serão desenvolvidas as brincadeiras baseadas no enredo. Personagens: São os diferentes papéis que podem ser assumidos pelas crianças e pelos educadores em consonância com o enredo escolhido. Vale lembrar que os PRÁTICAS INTEGRATIVAS II - METODOLOGIA DO ENSINO DE LUTAS PROF. JEFFERSON CAMPOS LOPES FACULDADE CATÓLICA PAULISTA | 143 personagens podem ser representados de diversas maneiras: com o próprio corpo, com bonecos e/ou fantoches e com materiais como tecidos, gravetos, palitos, massinha. 12.1.1.1 Jogos de Lutas Vamos apresentar alguns tipos de jogos que podem ser desenvolvidos ao longo do tempo que você e seus alunos estiverem aprendendo, praticando e treinando. É interessante que após visualiza-los, buscar através de pesquisas mais conteúdo para que você possa domina-lo e adaptá-lo para o que você achar de melhor uso. Vamos dividi-los em 06 tipos, são eles: JOGOS DE RAPIDEZ E ATENÇÃO Jogos de vivacidade que alternam sempre os papéis de atacante e de atacado e evitando o contato próximo com o adversário. As ações motoras que esses jogos ajudam são: deslocar-se rapidamente (em pé, no chão), reagir ao deslocamento do outro, coordenar deslocamentos, mudar de posição. As competências cognitivas e as atitudes que irão obter são: ser atento e vigilante, dar prova de iniciativa, respeitar e aceitar as regras, aceitar a derrota, situar-se em espaço delimitado, estudar o adversário. JOGOS DE CONQUISTA DE OBJETOS Aproxima os adversários, mas as ações de oposição são feitas em direções a objetos a serem conquistados. Os papéis de atacante e defensor são separados. As ações motoras que esses jogos ajudam são: realizar ataque surpresa considerar e utilizar os deslocamentos do outro, proteger um objeto, apropriar-se de um objeto, resistir ao ataque do outro. As competências cognitivas e as atitudes que irão obter são: astúcia, aceitar o contato, aceitar regras, imposições de espaço, de tempo. Fazer estratégia, mudar de estratégia. JOGOS DE CONQUISTA DE TERRITÓRIO As situações desse grupo implicam aproveitamento e diversificação das ações desequilibradoras para chegar a seus fins. As ações motoras que esses jogos ajudam são: agarrar de várias formas um adversário, empurrar, puxar, resistir, desequilibrar o adversário. As competências cognitivas e as atitudes que irão obter são: dar prova de coragem, organização espacial e temporal, inventar e respeitar regras, inventar ações, controlar suas ações. PRÁTICAS INTEGRATIVAS II - METODOLOGIA DO ENSINO DE LUTAS PROF. JEFFERSON CAMPOS LOPES FACULDADE CATÓLICA PAULISTA | 144 JOGOS QUE APROXIMAM OS COMBATENTES Estes jogos são procedentes dos esportes de combate que mantêm contato direto (corpo a corpo), os quais consistem em tirar, empurrar, desequilibrar, projetar e imobilizar. Entre estes jogos de oposição podemos citar o judô, luta olímpica, sumo e jiu jitsu. Estes jogos têm como característica não manter contato direto com seu adversário, este contato só se dá no momento da aplicação da técnica. Os exemplos que podemos destacar são Karate, boxe, muay thai e o taekwondo. JOGOS QUE UTILIZAM UM INSTRUMENTO MEDIADOR Nas possibilidades pedagógicas e metodológicas, uma delas consistiria em utilizar algum material de papel, plástico ou madeira para simular um objeto para ataque ou defesa. Lutas tipo kendo e esgrima são as ideias de lutas que podem ser copiadas. ISTO ESTÁ NA REDE Assiste este vídeo para entender melhor o que jogo, brincadeira e esporte. https://youtu.be/FGHQVBINwtY?si=GfBPqYoRy3HZt1zf ISTO ACONTECE NA PRÁTICA Neste vídeo veremos alguns jogos de luta https://youtu.be/FB72f6EpZQQ?si=d5Be4xzQTk-Mbgsy ANOTE ISSO Vamos entender um pouco mais sobre gamificação. https://youtu.be/DJGhdAWOyiQ?si=oJxUj254tkgM4zHP https://youtu.be/FGHQVBINwtY?si=GfBPqYoRy3HZt1zf https://youtu.be/FB72f6EpZQQ?si=d5Be4xzQTk-Mbgsy https://youtu.be/DJGhdAWOyiQ?si=oJxUj254tkgM4zHP PRÁTICAS INTEGRATIVAS II - METODOLOGIA DO ENSINO DE LUTAS PROF. JEFFERSON CAMPOS LOPES FACULDADE CATÓLICA PAULISTA | 145 CAPÍTULO 13 PROPOSTAS DE ATIVIDADES COM HABILIDADES MOTORAS NAS LUTAS Ao falarmos sobre habilidades motoras, temos que ter e mente que elas podem ser adquiridas principalmente na fase inicial até seus 12 anos, onde as habilidades motoras fundamentais são adquiridas naturalmente em cada fase da criança, mas é de suma importância que haja estímulos para que essas habilidades sejam refinadas. Nós profissionais de educação física precisamos atentar-se às dificuldades individuais, e em grupo, que seu aluno dispõe, e assim desenvolver atividades e práticas apropriadas para que essas adversidades sejam revertidas em ações motoras condizentes com as necessidades de nossos alunos. É importante destacar a influência que os pais desempenham, em seu filho dentro de casa, nessas fases de desenvolvimento, devendo partir dos professores de Educação Física, a decisão de trabalhar para um maior entendimento e compreensão do valor dessa área para o desenvolvimento integral da criança, junto a direção, professores de outras áreas e pais. 13.1 Conceitos de habilidades motoras Devemos entender que desde o nascimento, antes mesmo de falar, o ser humano se comunica com o ambiente através de seus movimentos, desse movimento depende sua sobrevivência, de reflexos a movimentos altamente especializados, do nascimento até a morte o ser humano se expressa através da motricidade, desse modo o desenvolvimento motor pode ser definido como um processo contínuo, sequencial e multifatorial, que envolve todos os aspectos do comportamento humano. Segundo os autores Santos, Dantas e Oliveira (2004) o desenvolvimento motor que ocorre nos primeiros anos de vida, se caracteriza pelo desenvolvimento de um vasto repertório de habilidades motoras, que permitem que a criança tenha um domínio completo do próprio corpo em diferentes posturas, movendo-se pelo meio ambiente PRÁTICAS INTEGRATIVAS II - METODOLOGIA DO ENSINO DE LUTAS PROF. JEFFERSON CAMPOS LOPES FACULDADE CATÓLICA PAULISTA | 146 de diversas maneiras, correndo, saltando, andando manipulando objetos e os mais variados instrumentos como receber uma bola, chutar ou conseguir segurar um lápis para desenhar ou escrever. Cada atividade corporal possui habilidades motoras específicas que foram sendo construídase modificadas ao longo do tempo. Com um grande domínio das habilidades ocorre um maior funcionamento do sistema de execução que implica no controle motor fazendo com que os movimentos se tornem mais coordenados e executados com menor gasto energético e menor de tempo. De acordo com Barbanti (2005) ela é definida como uma mudança relativamente permanente na capacidade de uma pessoa executar determinada habilidade motora como resultado da prática e experiência. Segundo Tani et al, (1988) As habilidades motoras básicas são o alicerce para a aquisição de habilidades motoras especializadas, na dimensão esportiva, artística, ocupacional ou industrial. Assim, as habilidades motoras básicas/fundamentais são as capacidades de o indivíduo explorar os potenciais motores de seu corpo movimentando-se através do espaço (locomoção), domínio da musculatura que o habilita a suportar a força da gravidade (estabilidade) e a capacidade de manipular com eficiência os objetos (manipulação). Segundo GALLAHUE e OZMUN (2001) o domínio das habilidades motoras fundamentais é básico para o desenvolvimento motor de crianças e adolescentes. As habilidades motoras podem ser caracterizadas de três formas: de estabilidade, locomotoras e manipulativas, a seguir veremos cada uma delas. HABILIDADES MOTORAS DE ESTABILIDADE São “padrões motores que favorecem a obtenção e a manutenção de equilíbrio do indivíduo”. As atividades mais consideradas são: movimentos axiais, rotação corporal, desvio, equilíbrio em um só pé, caminhada direcionada e apoios invertidos. PRÁTICAS INTEGRATIVAS II - METODOLOGIA DO ENSINO DE LUTAS PROF. JEFFERSON CAMPOS LOPES FACULDADE CATÓLICA PAULISTA | 147 Figura 1 – Estabilidade Fonte: https://www.pexels.com/pt-br/foto/atividade-acao-movimento-balanceamento-13993426/ https://www.pexels.com/pt-br/foto/atividade-acao-movimento-balanceamento-13993426/ https://www.pexels.com/pt-br/foto/atividade-acao-movimento-balanceamento-13993426/ PRÁTICAS INTEGRATIVAS II - METODOLOGIA DO ENSINO DE LUTAS PROF. JEFFERSON CAMPOS LOPES FACULDADE CATÓLICA PAULISTA | 148 HABILIDADES MOTORAS DE LOCOMOÇÃO Compreendem “os padrões motores que permitem a exploração através do espaço”. Estas atividades são: caminhada, corrida, salto de uma altura, salto vertical, salto horizontal, saltito, galope e deslizamento pulo e salto misto. Figura 2 – locomoção Fonte: https://www.pexels.com/pt-br/foto/ativo-movimentado-atividade-acao-4719931/ HABILIDADES MOTORAS DE MANIPULAÇÃO São os padrões motores que permitem contato motor rudimentar e refinado com objetos. As atividades são rolamento de bola, arremesso supra manual, ato de apanhar, chute, ato de aparar, ato de rebater, drible e voleio. https://www.pexels.com/pt-br/foto/ativo-movimentado-atividade-acao-4719931/ https://www.pexels.com/pt-br/foto/ativo-movimentado-atividade-acao-4719931/ PRÁTICAS INTEGRATIVAS II - METODOLOGIA DO ENSINO DE LUTAS PROF. JEFFERSON CAMPOS LOPES FACULDADE CATÓLICA PAULISTA | 149 Figura 3 – manipulação Fonte: https://www.pexels.com/pt-br/foto/ativo-movimentado-atletas-esportistas-6203644/ https://www.pexels.com/pt-br/foto/ativo-movimentado-atletas-esportistas-6203644/ https://www.pexels.com/pt-br/foto/ativo-movimentado-atletas-esportistas-6203644/ PRÁTICAS INTEGRATIVAS II - METODOLOGIA DO ENSINO DE LUTAS PROF. JEFFERSON CAMPOS LOPES FACULDADE CATÓLICA PAULISTA | 150 Na fase motora fundamental de desenvolvimento segue uma sequência que pode ser subdividida em estágios. Os estágios podem ser classificados em inicial, elementar e maduro, isto é, as habilidades motoras fundamentais manipulativas, estabilizadoras e locomotoras podem ser classificadas dentro de estágios ou seguem um desenvolvimento sequencial, isto significa que as habilidades da criança não surgem de repente, mas respeitam a um seguimento. A criança normal segue a esta sequência e recebe influência tanto da maturação, quanto da experiência. Portanto é muito importante que o professor possibilite às crianças o maior número de experiências possíveis para que desenvolvam tarefas motoras de maneira eficaz. Estas experiências devem ser compostas pelas atividades descritas acima (GALLAHUE; OZMUN, 2001). Nas habilidades motoras especializadas são modelos motores fundamentais que foram aprimorados, adaptados e combinados às necessidades especificas de cada movimento ou modalidade. Sabe-se que os movimentos especializados têm como base, o treinamento e as atividades onde um profissional analisa e desenvolve o melhor da cultura corporal. Para (GALLAHUE, 2005), a fase de desenvolvimento das habilidades motoras especializadas apresenta três estágios: (1) Estágio de transição (estágio de aprender a treinar). Este estágio é caracterizado pelas primeiras tentativas do indivíduo de refinar e associar habilidades de movimento maduro. Nesse estágio de transição ou de aprender a treinar, futuros atletas aprendem como treinar para obter melhor habilidade e performance. Para a maioria das crianças de 8 a 12 anos, este é um período crítico, durante o qual as habilidades de movimento fundamental maduro são refinadas e aplicadas aos esportes e jogos da cultura. (2) Estágio de aplicação (estágio de treinar a treinar) durante o estágio de aplicação, o indivíduo torna-se mais consciente de seus dotes e limitações físicas pessoais e, assim, dirige seu foco para determinados tipos de esportes, tanto em ambientes competitivos quanto recreacionais. A ênfase está em aprimorar a proficiência; (3) Estágio de aplicação ao longo da vida (estágio de treinar para competir/participar). No estágio de aplicação ao longo da vida – treinar para competir/participar - os indivíduos geralmente reduzem o alcance de suas buscas atléticas pela escolha de algumas atividades para se engajar regularmente em situações competitivas, recreativas ou do dia-a-dia. PRÁTICAS INTEGRATIVAS II - METODOLOGIA DO ENSINO DE LUTAS PROF. JEFFERSON CAMPOS LOPES FACULDADE CATÓLICA PAULISTA | 151 As habilidades motoras nas lutas fazem parte do processo de prática corporal, onde é fundamental a aquisição de habilidades motoras para que as pessoas experimentem melhora no desempenho e vivenciem o sentimento de realização, cada qual no seu nível, o que resulta no aumento da motivação possibilitando o contínuo envolvimento na atividade. É muito importante a compreensão de que a habilidade motora modula esse envolvimento: quanto mais envolvimento, mais habilidade; quanto mais habilidade, mais envolvimento; quanto mais habilidade e envolvimento, maior a chance de permanência na atividade, ou seja, a manutenção da prática esportiva ao longo da vida (TANI, 2013). No desenvolvimento motor, as lutas são excelente ferramenta para o aprendizado e aquisição de repertório motor. Ela trabalha as diversas locuções de ações como saltar, chutar, golpear, agarrar, rodar, equilibrar são habilidades habilidades de coordenação motora grossa, pois envolve grandes grupos musculares. Lutas como mini sumô, pé com pé, pega a bola são atividades de estabilidades, manipulação e coordenação motoras finas e grossas. 13.1.1 Psicomotricidade nas lutas Para que possamos entender os processos de ensino-aprendizagem e o desenvolvimento do movimento humano, faz-se necessário compreendermos uma ciência denominada psicomotricidade, que se propõe a estudar aspectos emocionais e cognitivos relacionados ao movimento humano. De acordo com Aquino et al., a psicomotricidade é[...] “uma ciência que tem como objeto de estudo o homem por meio do seu corpo em movimento e em relação ao seu mundo interior e exterior bem como suas possibilidades de perceber, atuar, agir com o outro, com os objetos e consigo mesmo” (AQUINO et al., 2012, p. 246). Segundo Arruda e Silva (2009, p. 38) “A Psicomotricidade é um campo do conhecimento que estuda o corpo humano e seus movimentos, os aspectos neurológicos, intelectuais, emocionais envolvidos neste processo” Arruda e Silva (2009) descrevem que a psicomotricidadepossui como elementos básicos a Coordenação Motora Fina (exige muito mais das habilidades motoras e acaba por ser mais complexa para os membros superiores); a Coordenação Motora Global (correspondente á todos os gestos motores e referente a sua maturação individual); o equilíbrio (possui como atribuição o funcionamento do corpo, se não possuir um bom equilíbrio todo o restante do corpo passa a ser mais lento); organização espacial PRÁTICAS INTEGRATIVAS II - METODOLOGIA DO ENSINO DE LUTAS PROF. JEFFERSON CAMPOS LOPES FACULDADE CATÓLICA PAULISTA | 152 (a capacidade de compreender sua localização no espaço, sendo dividida em duas etapas: o conhecimento imediato do ambiente e o segundo sendo o processamento destas informações de forma operacional); organização temporal (conhecimento do tempo, dias e horário) e pôr fim a lateralidade (a associação do lado direito e do lado esquerdo). Nas lutas alguns aspectos importantes para o desenvolvimento correto de um praticante em relação aos aspectos musculares de movimento (que envolvem a coordenação motora grossa e fina); aspectos temporais de movimento (habilidades motoras discretas: que teriam início e fim definidos como (Poomsae e o Kata), habilidades motoras em série: realizadas de forma rápida como os chutes em uma luta e habilidade motoras contínuas: realizada de forma sucessiva e repetida; aspectos de movimento relacionados ao meio ambiente (habilidades motoras abertas: ocorrem em locais imprevisíveis ou que mudam constantemente e habilidades motoras fechadas: ocorrem em locais estáveis e que não possuem mudanças); e por fim aspectos funcionais de movimento: tarefas de estabilidade (insistir em manter o equilíbrio emocional e físico ou em ganhar como evitar uma queda ou manter-se determinado em uma competição); tarefas locomotoras (transferir-se de um ponto ao outro do espaço como os movimentos realizados em execução de formas, luta imaginária); habilidades manipulativas como colocar forças ou receber um objeto, como colocar o (dobok ou kimono) que é a vestimenta apropriada de algumas lutas, manipular uma raquete ou apara soco (material específico para treinamento de soco ou chute). PRÁTICAS INTEGRATIVAS II - METODOLOGIA DO ENSINO DE LUTAS PROF. JEFFERSON CAMPOS LOPES FACULDADE CATÓLICA PAULISTA | 153 Figura 4 – movimento de controle de manipulação Fonte: https://www.pexels.com/pt-br/foto/atletico-musculoso-forte-boxer-4752823/ 13.1.1.1 Título 4 (atividades de habilidades motoras) Apresentaremos uma série de atividades sobre habilidades motoras fundamentais e especializadas que podem ser realizadas individualmente ou em grupo, a seguir algumas delas: • Saltitos – no lugar / pés afastados (sozinhos) • Abrindo e fechando as pernas / cruzando (sozinhos) • Saldo com duas pernas – frente/trás (sozinhos) https://www.pexels.com/pt-br/foto/atletico-musculoso-forte-boxer-4752823/ https://www.pexels.com/pt-br/foto/atletico-musculoso-forte-boxer-4752823/ PRÁTICAS INTEGRATIVAS II - METODOLOGIA DO ENSINO DE LUTAS PROF. JEFFERSON CAMPOS LOPES FACULDADE CATÓLICA PAULISTA | 154 • Elevação de joelho – alternados – (sozinhos) • Elevação de joelho – equilíbrio/ avançando – (sozinhos) • Elevação de perna – frontal – (sozinhos) • Deslocamento rápido – frente/atrás – (sozinhos) • Controle de elevação do joelho – (sozinhos) • Chutes – bola de gás – (duplas/trios ou grupos) • Chutes – giro com bola de gás • Atividade com mãos presas – (duplas) • Mãos presa com elevação de um pé – (duplas) • Empurrar o outro com ambos de costas um para outro – (duplas) • Levanta a taça (objeto) – (dupla) • Empurrando o outro – ombros/cintura/de lado/invertido – (duplas) • Briga de tartaruga – (duplas) • Combate de costas – (duplas) • Briga de galo – (duplas) • Briga de jacaré – (duplas) • Empurra e puxa – em pé/sentado – (duplas) ISTO ESTÁ NA REDE Veremos neste vídeo o que são as fases do desenvolvimento motor. https://youtu.be/K19anSzDvI8?si=nQ2Ur4H6mGp_WX38 ISTO ACONTECE NA PRÁTICA Veremos neste vídeo o que é psicomotricidade. https://youtu.be/wIHiCBVesX8?si=F6Ov7FNYUcv18238 ANOTE ISSO Neste vido veremos algumas ideias de atividade com habilidade motoras na educação física escolar. https://youtu.be/jhTUmZw1dh4?si=1yvfqvYb5SCOxIfr https://youtu.be/K19anSzDvI8?si=nQ2Ur4H6mGp_WX38 https://youtu.be/wIHiCBVesX8?si=F6Ov7FNYUcv18238 https://youtu.be/jhTUmZw1dh4?si=1yvfqvYb5SCOxIfr PRÁTICAS INTEGRATIVAS II - METODOLOGIA DO ENSINO DE LUTAS PROF. JEFFERSON CAMPOS LOPES FACULDADE CATÓLICA PAULISTA | 155 CAPÍTULO 14 PROPOSTAS DE ATIVIDADES DE INICIAÇÃO ESPORTIVA NAS LUTAS Ao falarmos em iniciação esportiva podem ter dois pontos sobre o assunto: o primeiro que a iniciação é prejudicial ao aluno e o segundo que a iniciação pode desenvolver um futuro atleta em potencial. A iniciação ao esporte deve ser realizada por profissional de educação física, que poderá observar e atender as particularidades de cada criança, formando assim uma sólida base para que a mesma continue no caminho do esporte e consiga desenvolver e explorar seu potencial ao máximo. O que a iniciação esportiva pode fazer é possibilitar estímulos diversificados, motivadores e prazerosos para os alunos jovens, devendo tomar cuidado com situações em que ele se sinta constrangido ou decepcionado, pois situações desfavoráveis durante a iniciação esportiva podem acarretar traumas para o resto da vida. 14.1 Conceitos de iniciação esportiva Vale lembrar que com o total domínio das habilidades motoras fundamentais e especializadas, ajudarão no processo de transição para a especialização esportiva deverá ocorrer com mais facilidade, objetivando o imediato continuar do desenvolvimento do aluno de forma completa e agora com um olhar no esporte que ele gosta e tem habilidades desenvolvidas para tal. O termo iniciação esportivo é conhecido mundialmente como um processo cronológico no transcurso do qual um sujeito toma contato com novas experiências regradas sobre uma atividade físico-esportiva. A iniciação esportiva é tão importante quanto qualquer outro componente curricular, uma vez que a educação integral da pessoa perpassa as dimensões social, física, intelectual e cognitiva e o esporte na vida do estudante contribui para sua participação efetiva na sociedade. A Educação Física escolar tem objetivos claros definidos nas leis, PRÁTICAS INTEGRATIVAS II - METODOLOGIA DO ENSINO DE LUTAS PROF. JEFFERSON CAMPOS LOPES FACULDADE CATÓLICA PAULISTA | 156 e a iniciação esportiva no turno contrário tem como objetivo principal o de descobrir talentos que defenderão a escola em competições esportivas no âmbito municipal, estadual e nacional. Santana (2005, pag. 04) relata que a iniciação esportiva é marcada pela “prática regular e orientada de uma ou mais modalidades esportivas, e o objetivo imediato é dar continuidade ao desenvolvimento da criança de forma integral, não implicando em competições regulares”. Já Ramos e Neves (2008, pag. 03) definem “a iniciação esportiva como o estágio em que a criança começa a aprender, de maneira específica, sobre as habilidades de uma ou mais modalidade esportiva”. Por fim Longo et al. (2017), considerando-se que a iniciação esportiva deva ser trabalhada durante todo o período de maturação e desenvolvimento da criança, ela é uma grande contribuinte na formação do caráter desses indivíduos. Figura 1 – iniciação esportiva Fonte: https://www.pexels.com/pt-br/foto/garoto-menino-rapaz-filhos-9654594/ Segundo Almeida (2005), a iniciação esportiva deve ser dividida em três estágios. O primeiro deles, chamado de iniciação desportiva propriamente dita, ocorre entre oito e nove anos. Nessa fase, o objetivo do treinamento é a aquisição de habilidades https://www.pexels.com/pt-br/foto/garoto-menino-rapaz-filhos-9654594/ https://www.pexels.com/pt-br/foto/garoto-menino-rapaz-filhos-9654594/ PRÁTICAS INTEGRATIVAS II - METODOLOGIA DO ENSINO DE LUTAS PROF. JEFFERSON CAMPOS LOPES FACULDADE CATÓLICA PAULISTA| 157 motoras e destrezas específicas e globais, realizadas através de formas básicas de movimentos e de jogos pré-desportivos. O professor ou o profissional de educação física deve perceber como é o desenvolvimento motor e cognitivo das crianças dessa faixa etária tem a possibilidade de planejar o seu trabalho de forma a torná-lo interessante e motivador, baseado em atividades lúdicas e recreativas, na busca de um aprendizado objetivo, eficiente e pouco monótono. O ideal, nessa fase, é oferecer um grande número de oportunidades para o desenvolvimento das mais variadas formas de habilidades à criança, instrumentalizando-a com atividades motoras que poderão ser utilizadas em diversos esportes coletivos. A segunda fase ocorre geralmente entre 10 e 11 anos de idade, fase do aperfeiçoamento desportivo, a criança já experimenta e participa plenamente de ações baseadas na cooperação e colaboração. Neste caso, o jogo assume um aspecto sócio desportivo, em que seus participantes interagem desempenhando um papel definido a ser cumprido. O objetivo dessa etapa é introduzir os elementos técnicos fundamentais, táticas gerais e regras através de jogos educativos e contestes e atividades esportivas com regras. Na terceira e última fase, é chamada de introdução ao treinamento, a criança entre 12 e 13 anos alcança um significativo desenvolvimento da sua capacidade intelectual e física. Assim, o objetivo dessa fase é o aperfeiçoamento das técnicas individuais, dos sistemas táticos, além da aquisição das qualidades físicas necessárias para a prática do desporto. As atividades físicas esportivas a serem oferecidas para atender as necessidades dessa faixa etária devem visar ao aperfeiçoamento das qualidades físicas, às técnicas individuais e às táticas (individuais e coletivas) dos diversos desportos, através de preparação física e de práticas esportivas (jogos), nas quais a ação do professor oferece oportunidade para o desenvolvimento corporal e para a melhoria do desempenho individual dos alunos. PRÁTICAS INTEGRATIVAS II - METODOLOGIA DO ENSINO DE LUTAS PROF. JEFFERSON CAMPOS LOPES FACULDADE CATÓLICA PAULISTA | 158 Figura 2 – Fases da iniciação esportiva Fonte: adaptada por (LOPES,2018). Quando realizada de maneira correta a iniciação esportiva na maioria do seu acaso dará certo em torno 80%. Mas quando ocorre de outra maneira onde crianças por falta de informação de pais ou até mesmo professores, pode gerar um processo que é chamado de Especialização Esportiva Precoce. Isso é quando há excesso de atividades esportivas para crianças menores de doze anos de idade; quando elas têm treinos de três sessões com duas horas de duração cada; competições frequentes; treinos voltados para o alto rendimento e especializam- se em um só esporte em uma idade inferior, que não é considerada ideal para a modalidade (DARIDO; FARINHA, 1995; BARBANTI, 2003). A Especialização Esportiva Precoce, na maioria dos casos pode provocar várias consequências negativas nas crianças que são submetidas a esse tipo de ensino- aprendizagem, como problemas físicos, psicológicos e sociais que podem desencadear no desinteresse e abandono da prática esportiva. Por isso, os/as treinadores/as e professores/as de Educação Física devem refletir sobre os seus métodos de ensino para saberem se estão ou não promovendo atividades prazerosas e benéficas para seus jovens alunos. PRÁTICAS INTEGRATIVAS II - METODOLOGIA DO ENSINO DE LUTAS PROF. JEFFERSON CAMPOS LOPES FACULDADE CATÓLICA PAULISTA | 159 Uma vez que é papel desses profissionais difundir o esporte de forma positiva e inclusiva para todas as crianças, tendo como objetivo principal a diversão e a diversificação das práticas esportivas (COMITÊ OLÍMPICO DO BRASIL, 2022). Existem vários estudos que mostraram que a Especialização Esportiva Precoce prejudica o desenvolvimento esportivo da criança, causando consequências negativas, como: restrição de movimentos e experiências em esportes, jogos e brincadeiras (BRANDÃO et. al., 2015), esgotamento prematuro da capacidade de rendimento (SILVA, 2014), baixo interesse/desinteresse pela prática esportiva (VILANOVA et al., 2019), abandono do esporte (MARTINS, 2013), dificuldade em alcançar o êxito no pós- puberdade (MENEZES; RODRIGUE,NUNOMURA, 2014) e obrigação por resultados (GREGÓRIO; SILVA, 2014). 14.1.1 Título 3 (Possibilidades de ensino de lutas na iniciação esportiva) O ensino das lutas, por parte dos profissionais de educação física e treinadores, deve propor situações-problema que enriqueçam as vivências motoras e cognitivas do educando, de modo a haver a sistematização de um conteúdo comprometido com uma prática pedagógica autêntica e eficaz (SIEDENTOP, 2002). Algumas propostas para o ensino de lutas fundamentam-se na pedagogia do esporte, área do conhecimento que intervém no processo de ensino-aprendizagem. Elas objetivam a organização e a sistematização das variadas manifestações que a Educação Física apresenta, advindas do acúmulo de um conhecimento significativo (GALATTI et al., 2014). Vamos apresentar de forma a termos uma introdução de novas possibilidades da pedagogia do esporte, são elas: 1. O modelo de ensino Teaching Games for Understanding (TGfU) é originário dos autores Bunker e Thorpe que em 1982 publicaram o artigo A Model for the Teaching of Games in Secondary Schools. Este método de ensino pode ser encaixado na perspectiva do trabalho tático como suporte essencial para a aprendizagem, justificado anteriormente. O TGfU orienta-se por quatro princípios pedagógicos (GRIFFIN & BUTLER, 2005): • A seleção do tipo de jogo; • A modificação do jogo por representação; • A modificação por exagero e; • O ajustamento da complexidade táctica. PRÁTICAS INTEGRATIVAS II - METODOLOGIA DO ENSINO DE LUTAS PROF. JEFFERSON CAMPOS LOPES FACULDADE CATÓLICA PAULISTA | 160 Esta abordagem que coloca o aluno enquanto construtor ativo da sua aprendizagem, ao apresentar o jogo como uma ferramenta de ensino e utilizar o questionamento na resolução de problemas. Nesta abordagem o ensino dos jogos é feito através de um entendimento da tática, ao invés da técnica descontextualizada, aonde ao praticante é dada a possibilidade de, através do entendimento do jogo, verificar a necessidade de aprender a técnica. Figura 3 – TGFU Fonte: adaptado por (LOPES, 2018). 1. O Modelo de Educação Desportiva (MED) foi proposto em 1987 por Darly Siedentop. Este é um modelo curricular para o ensino do desporto alternativo ao método tradicional, o designado de currículo de multi-atividades. (SIEDENTOP, 1990) refere que o principal propósito do currículo de multi-atividades é: “For full development to be ensured, people believe each child had to experience a variety of activities.” (p.217). Uma diferença fundamental do modelo de educação desportiva em relação às abordagens tradicionais é a sua preocupação extrema em diminuir os fatores de exclusão, lutando por harmonizar a competição com a inclusão, por equilibrar a oportunidade de participação e por evitar que a participação se reduza ao desempenho de papéis menores por parte dos alunos menos dotados. PRÁTICAS INTEGRATIVAS II - METODOLOGIA DO ENSINO DE LUTAS PROF. JEFFERSON CAMPOS LOPES FACULDADE CATÓLICA PAULISTA | 161 MED ADAPTADO PARA LUTAS • Rituais da cultura das lutas • Competições oficiais • Organização do papel dentro dos participantes dentro das lutas • Simulação da rivalidade competitiva • Dados estatísticos de todos lutadores • Reconhecimento pelos resultados Tabela 1 – MED Fonte: adaptado por (LOPES, 2018). 1. Literacia motora - A palavra literacia tem vindo a ser utilizada para contextualizar um novo conceito acerca das capacidades de leitura e de escrita. A literacia deve ser vista como capacidade de aprender e interpretar a realidade condiciona todo o nosso dia-a-dia. Mas esta é por sua vez condicionada pelos nossos conhecimentos valorese comportamentos vividos na nossa sociedade e, antes de mais, pelo sistema de ensino. No caso da educação física ela é vista através das habilidades motoras que podem ser caracterizadas como um sistema complexo que se manifesta através do movimento humano, tendo suas características dependentes, acima de tudo, do desenvolvimento e estando presentes na vida cotidiana de todas as gerações. Figura 4 – Literacia motora Fonte: adaptado por (LOPES, 2018). PRÁTICAS INTEGRATIVAS II - METODOLOGIA DO ENSINO DE LUTAS PROF. JEFFERSON CAMPOS LOPES FACULDADE CATÓLICA PAULISTA | 162 14.1.1.1 atividades de iniciação esportiva Neste item iremos apresentar algumas atividades de iniciação esportiva que poderão ser realizadas, são elas: · Salto com impulsão – frente com ambas as pernas · Salto com impulsão – frente com uma das pernas · Sustentação com ambos os braços e punho fechado · Aplicação de soco – único/duplo/triplo · Duplas – ataque com as mãos abertas · Duplas – defesa de ataque · Duplas – ataque/defesa/contragolpe · Duplas – tempo de reação com golpes de braço (bexiga) · Duplas – toque e saída rápida · Luta de xadrezinho · Queda para frente – de joelhos/ pé · Rolamento – frente / trás · Duplas – imobilização e saída · Duplas – derruba o outro – pé/perna · Luta escocesa – segura pela cintura · Luta sumo – adaptada ISTO ESTÁ NA REDE Assista o vídeo para poder entender um pouco mais sobre iniciação esportiva. https://youtu.be/ov-RcEco3zQ?si=oA8w_qxiWfK3D-u2 ISTO ACONTECE NA PRÁTICA Assista o vídeo para conhecer atividades sobre iniciação esportiva nas lutas https://youtu.be/Mor7LuZhYQ0?si=naAnVVMozsf3py20 ANOTE ISSO Entenda um pouco mais sobre iniciação esportiva precoce. Leia este artigo. https://universidadedofutebol.com.br/2008/02/29/iniciacao-esportiva-precoce/ https://youtu.be/ov-RcEco3zQ?si=oA8w_qxiWfK3D-u2 https://youtu.be/Mor7LuZhYQ0?si=naAnVVMozsf3py20 https://universidadedofutebol.com.br/2008/02/29/iniciacao-esportiva-precoce/ PRÁTICAS INTEGRATIVAS II - METODOLOGIA DO ENSINO DE LUTAS PROF. JEFFERSON CAMPOS LOPES FACULDADE CATÓLICA PAULISTA | 163 CAPÍTULO 15 MODELO RESUMO DE ARTES MARCIAIS: REGRAS DE CADA MODALIDADE Nesta unidade apresentaremos as Lutas, Artes Marciais e Esportes de combates de forma resumida para que você profissional de educação física possa ter informações rápidas sobre as modalidades citadas neste livro. Lembramos que estaremos descrevendo algumas delas, pois como você já sabe são muitas. Optamos por dividir em 3 grupos: de agarre, de socos ou chutes e mistas/implemento. Também gostaríamos de salientar que poderão ocorrer atualizações nas regras no momento em que você estiver adquirindo estas informações, assim já deixamos aqui a intenção de você futuro profissional de estar pesquisando e atualizando os dados e fatos. 15.1 Lutas de Agarre As lutas de agarre seria uma ação básica que representa os objetivos comuns entre as modalidades, tais como a derrubada, as projeções e o controle no solo. Seguiremos o modelo conforme Lopes (2018), são elas: Figura 1 – Judô Fonte: https://www.pexels.com/pt-br/foto/atletas-esportistas-jogadores-luta-6765016/ https://www.pexels.com/pt-br/foto/atletas-esportistas-jogadores-luta-6765016/ https://www.pexels.com/pt-br/foto/atletas-esportistas-jogadores-luta-6765016/ PRÁTICAS INTEGRATIVAS II - METODOLOGIA DO ENSINO DE LUTAS PROF. JEFFERSON CAMPOS LOPES FACULDADE CATÓLICA PAULISTA | 164 MODALIDADE JUDÔ TRADUÇÃO Caminho suave ORIGEM Japão FUNDADOR JIGORO KANO (KONDE KOMA) NÚMERO DE PRATICANTES (MUNDO) Milhares NÚMERO DE PRATICANTES NO BRASIL Milhares COMPETIÇÕES Mundial, Jogos Militares, Pan-americano, Sul-americano, Brasileiro, Estaduais, Municipais, Jogos Regionais e Abertos. OLÍMPICO Jogos Olímpicos, Pan-americanos e Sul-americanos. MATERIAL UTILIZADO Kimono (reforçado), faixas, piso eva METODOLOGIA DE TREINO Shinsei (postura), Shintai (movimentação), Tai-Sabaki (deslocamento do corpo), Kumi-katas (pegadas) e Ukemi (quedas) BENEFÍCIOS Defesa pessoal, coordenação motora (m.s/ m.i), disciplina, respeito, persistência, memorização, competição, autoajuda, conscientização do eu e do outro, sociabilização. LESÕES Escoriações, calosidades, luxação, fraturas, lesões ligamentar e cartilagens, lombalgias. ESTILOS ENTIDADES QUE COMANDAM FPJ, CBJ E FIJ. EVOLUÇÃO Exame de graduações – branca, cinza, azul, amarela, laranja, verde, roxa, marrom e preta (10 dan). FORMA DAS COMPETIÇÕES Regional, estadual, nacional, sul-americano, pan-americano e mundial. KATA (luta imaginária contra vários adversários Duplas – 15 técnicas KUMITE (Luta competitiva) Individual. (pesos) – 8 categorias (masc/fem) Confronto direto de 5 minutos – Ippon, Wasari, Yuko, Koka e equipe (absoluto) – 5 atletas ATLETAS EM DESTAQUE · Fem. – Sarah Menezes, Erica Miranda, Rafaela Silva · Masc. – Thiago Camilo, Matheus Takaki e Luciano Correa. FILMES GRANDE VITORIA – IPPON LIVROS MEMÓRIAS DE JIGORO KANO – JUDO Quadro 1 – Judô Fonte: Lopes (2018) PRÁTICAS INTEGRATIVAS II - METODOLOGIA DO ENSINO DE LUTAS PROF. JEFFERSON CAMPOS LOPES FACULDADE CATÓLICA PAULISTA | 165 Figura 2 – Jiu jitsu Fonte: https://www.pexels.com/pt-br/foto/garotos-meninos-rapazes-criancas-7988957/ https://www.pexels.com/pt-br/foto/garotos-meninos-rapazes-criancas-7988957/ https://www.pexels.com/pt-br/foto/garotos-meninos-rapazes-criancas-7988957/ PRÁTICAS INTEGRATIVAS II - METODOLOGIA DO ENSINO DE LUTAS PROF. JEFFERSON CAMPOS LOPES FACULDADE CATÓLICA PAULISTA | 166 MODALIDADE JIU JITSU TRADUÇÃO Arte suave ORIGEM Japão FUNDADOR Gastão e Carlos Gracie NÚMERO DE PRATICANTES (MUNDO) Milhares NÚMERO DE PRATICANTES NO BRASIL Milhares COMPETIÇÕES Mundial, Pan-americano, Sul-americano, Brasileiro, Estaduais, Municipais. OLÍMPICO Não MATERIAL UTILIZADO Kimono (reforçado), faixas, piso eva METODOLOGIA DE TREINO Autodefesa, que consiste em organizar, preservar e facilitar o aprendizado de forma progressiva, do simples ao complexo, a fim de estimular e desenvolver a autoconfiança e o aprimoramento técnico do aluno. BENEFÍCIOS Defesa pessoal, coordenação motora (m.s/ m.i), disciplina, respeito, persistência, memorização, competição, autoajuda, conscientização do eu e do outro, sociabilização. LESÕES Escoriações, calosidades, luxação, fraturas, lesões ligamentares e cartilagens, lombalgias. ESTILOS - ENTIDADES QUE COMANDAM Ju-Jitsu International Federation/ Brasil - Confederação Brasileira de Jiu-Jitsu EVOLUÇÃO Exame de graduações – da branca até a vermelha (20 faixas) FORMA DAS COMPETIÇÕES Regional, estadual, nacional, sul-americano, pan-americano e mundial. KATA (luta imaginária contra vários adversários - KUMITE (Luta competitiva) 10 Categorias – juvenil, adulto e master. Dividas por peso, idade e faixa Crianças – várias divisões ATLETAS EM DESTAQUE · Fem. – Amanda Magda de Oliveira, Sábatha Laís Francisco dos Santos · Masc. –Leandro Bochecha, Lucas Hulk, Gabriel Pessanha FILMES O Faixa Preta - A Verdadeira História de Fernando Tererê LIVROS Gracie Jiu-Jitsu (livro) Quadro 2 – Jiu Jitsu Fonte: Lopes (2018) PRÁTICAS INTEGRATIVAS II - METODOLOGIA DO ENSINO DE LUTAS PROF. JEFFERSON CAMPOS LOPES FACULDADE CATÓLICA PAULISTA | 167 Figura 3 – Lutas associadas Fonte: https://www.google.com.br/search?q=luta+grego+romana&tbm=isch&sa=X&ved=2ahUKEwiZtaLQ4_X_ AhVpK7kGHeHRAokQ0pQJegQIDhAB&biw=1366&bih=657&dpr=1#imgrc=bUrXEizgxzlQgM PRÁTICAS INTEGRATIVAS II - METODOLOGIA DO ENSINO DE LUTAS PROF. JEFFERSON CAMPOS LOPES FACULDADE CATÓLICA PAULISTA | 168 MODALIDADE LUTA GRECO ROMANO - Wrestling TRADUÇÃO Luta de imobilização ou desistência ORIGEM GRÉCIA FUNDADOR Gregos NÚMERO DE PRATICANTES (MUNDO) Milhares NÚMERO DE PRATICANTES NO BRASIL Alguns COMPETIÇÕESMundial, Pan-americano, Sul-americano, Brasileiro, Estaduais, Municipais, Jogos Regionais e Abertos. OLÍMPICO Jogos Olímpicos, Pan-americanos, Sul-americanos. MATERIAL UTILIZADO Um protetor de orelha que seria um objeto opcional, protetor bucal e uma malha de Greco Romano, tapete olímpico. METODOLOGIA DE TREINO Técnicas de agarramento como a luta em clinch, arremessos e derrubadas, chaves, pinos e outros golpes do grappling BENEFÍCIOS Melhora a força e flexibilidade do praticante e gasta cerca de 650 Kcal/hora LESÕES Fraturas, entorses, luxações, cortes ESTILOS Luta Greco-Romana, o freestyle wrestling, grappling, beach wrestling e sambo. ENTIDADES QUE COMANDAM Federação Internacional de Lutas Associadas (FILA), Confederação Brasileira de Lutas Associadas (CBLA), EVOLUÇÃO FORMA DAS COMPETIÇÕES Confronto simples 1 x 1 – 2 rounds com 3 minutos cada vencedor quem conseguir fixar os ombros no chão – pontuação 0 a 5 – quem fizer 10 de diferença ganha. 07 categorias masculinas – 04 feminina ATLETAS EM DESTAQUE · FEM – Joyce Silva (ouro – Pan/2015) – Aline Silva (prata/ mundial-2014) · MAS – David Albino (bronze/pan-2016) FILMES FOXCATCHER - VISION QUEST LIVROS ESCRITOS RUSSOS - CUBANOS (TÉCNICO DA SELEÇÃO) Quadro 3 – Lutas Associadas Fonte: Lopes (2018) 15.1.1 Lutas de socos e chutes As lutas de soco e chute podem ser subdivididas de acordo com o tipo de golpe: apenas com os punhos; apenas com as pernas, ou mãos e pernas conjuntamente Seguiremos o modelo conforme Lopes (2018), são elas: PRÁTICAS INTEGRATIVAS II - METODOLOGIA DO ENSINO DE LUTAS PROF. JEFFERSON CAMPOS LOPES FACULDADE CATÓLICA PAULISTA | 169 Figura 3 – Taekwondo Fonte: https://www.pexels.com/pt-br/foto/combate-lutando-luvas-capacetes-10496365/ MODALIDADE TAEWONDO TRADUÇÃO Caminho dos pés e das mãos ORIGEM COREIA FUNDADOR GENERAL CHOI HONG HI (SANG MIN CHO) NÚMERO DE PRATICANTES (MUNDO) Milhares NÚMERO DE PRATICANTES NO BRASIL Milhares COMPETIÇÕES Mundial, Pan-americano, Sul-americano, Copa Brasil, Brasileiro, Estaduais, Municipais, Jogos Regionais e Abertos. OLÍMPICO Jogos Olímpicos, Lusofonia. MATERIAL UTILIZADO Dobok, faixas, piso E.V.A., protetores de tórax, cabeça, canela, antebraço e bucal, escudo, raquete. METODOLOGIA DE TREINO POOMSAE (Formas), KYOKPA (Testes de Quebra), HONSHISUL (defesa pessoal) e KYORUGI (Combate) BENEFÍCIOS Paciência, concentração, humildade, autodisciplina, autodomínio, autoconfiança, respeito, determinação, e um corpo saudável e forte, com boa coordenação. https://www.pexels.com/pt-br/foto/combate-lutando-luvas-capacetes-10496365/ https://www.pexels.com/pt-br/foto/combate-lutando-luvas-capacetes-10496365/ PRÁTICAS INTEGRATIVAS II - METODOLOGIA DO ENSINO DE LUTAS PROF. JEFFERSON CAMPOS LOPES FACULDADE CATÓLICA PAULISTA | 170 LESÕES Luxações, fraturas, ruptura de ligamentos, cortes. ESTILOS Sam-Bo-De-Rion, WTF, ITF, STF. ENTIDADES QUE COMANDAM FPT, CBT, CBTKD, ITF - WTF EVOLUÇÃO EXAME DE GRADUAÇÕES – Branca, branca ponteira amarela, amarela, amarela ponteira verde, verde, verde ponteira azul, azul, azul ponteira vermelha, vermelha, vermelha ponteira preta, preta primeiro dan até 10 dan FORMA DAS COMPETIÇÕES Regionais, Estaduais, Nacionais, Sul-americanos, Pan- americanos e Mundiais. LUTA (Kyorugi) 3 rounds de 3 minutos – confronto direto 08 categorias no masculino/feminino ATLETAS EM DESTAQUE · FEM – Natália Falavigna, Maria Eduarda Stumpf · MAS – Diogo Silva, Nathan Torquato FILMES BEST & BEST - TAEWONDO PELA HONRA LIVROS · TAEWONDO FUNDAMENTAL · TAEWONDO – ARTE MARCIAL e CULTURA COREANA Quadro 4 – Taekwondo Fonte: Lopes (2018). Figura 5 – Karatê Fonte: com/pt-br/foto/espaco-do-texto-karate-carate-homem-7045749/ https://cpb.org.br/atletas/nathan-cesar-sodario-torquato/ https://cpb.org.br/atletas/nathan-cesar-sodario-torquato/ PRÁTICAS INTEGRATIVAS II - METODOLOGIA DO ENSINO DE LUTAS PROF. JEFFERSON CAMPOS LOPES FACULDADE CATÓLICA PAULISTA | 171 MODALIDADE KARATÊ TRADUÇÃO Caminho das mãos vazias ORIGEM JAPÃO FUNDADOR GUISHIN FUNAKHOSI NÚMERO DE PRATICANTES (MUNDO) Milhares NÚMERO DE PRATICANTES NO BRASIL Milhares COMPETIÇÕES Mundial, Pan-americano, sul-americano, brasileiro, estaduais, municipais, jogos regionais e abertos. OLÍMPICO JOGOS PANAMERICANOS E SULAMERICANOS com entrada nas Olímpiadas como esporte apresentação em 2021(Toquio) MATERIAL UTILIZADO Kimono, faixas, protetor bucal e genital, seios, facial, luvas e caneleiras, piso E.V.A. METODOLOGIA DE TREINO KIHON (ANALÍSE DE POSTURAS) KATA (luta imaginária) KUMITE (competição e sem regras) BENEFÍCIOS fortalece ossos e músculos, cria resistência, desenvolve coordenação motora e visual, e torna o organismo menos suscetível à ferimentos e doença, Defesa pessoal, coordenação motora (m.s/m.i) LESÕES Fraturas, luxações, rompimento de ligamentos, cortes. ESTILOS SHOTOKAN, SHORIN-RYU, GOJU-RYU, SHITO-RYU, WADO-RYU, KYOKUSHIN. ENTIDADES QUE COMANDAM WKF / WUKO / JKA CBK/FPK/ CBKI/FPKI/CBKS/FPKS/CBTK EVOLUÇÃO Exame de graduações – branca, amarela, vermelha (azul), laranja, verde, roxa, marrom e preta (10 dan) FORMA DAS COMPETIÇÕES Mundial, Pan-americano, sul-americano, brasileiro, estaduais, municipais, jogos regionais e abertos KATA (luta imaginaria contra vários adversários) Individual ou equipe – confronto direto. KUMITE (luta competitiva) Individual (pesos) e equipe (absoluto) – confronto direto LUTAS DE 3’ 8 pontos - Kobudo – ind. – apresentações Quebramento – material (madeiras, tijolos, gelo, tacos) ATLETAS EM DESTAQUE · FEM. – Lucélia Ribeiro – tetracampeã dos jogos Pan-Americanos. · MASC – Douglas Broser – Campeão Mundial (2010/2014) e vice (2012) FILMES · KARATE KID 1, 2, 3,4 – NOVO KARATE KID. · RETORCEDER NUNCA, RENDER-SE JAMAIS · O FAIXA PRETO - DRAGÃO BRANCO LIVROS O MELHOR DO KARATE 1,2,3,4,5,6 - PRIMEIRA PASSOS Quadro 5 – Karatê Fonte: Lopes (2018). PRÁTICAS INTEGRATIVAS II - METODOLOGIA DO ENSINO DE LUTAS PROF. JEFFERSON CAMPOS LOPES FACULDADE CATÓLICA PAULISTA | 172 Figura 6 – Boxe Fonte: https://www.pexels.com/pt-br/foto/boxers-inside-a-ring-3531081/ MODALIDADE BOXE TRADUÇÃO Golpear com os punhos ORIGEM Egito/ Grécia/ Inglaterra FUNDADOR James Figg NÚMERO DE PRATICANTES (MUNDO) Milhares NÚMERO DE PRATICANTES NO BRASIL Milhares COMPETIÇÕES Mundial, Pan-americano, sul-americano, brasileiro, estaduais, municipais, jogos regionais e abertos. OLÍMPICO Sim MATERIAL UTILIZADO Camiseta, short, corda, luvas, apara socos, sacos de pancada e ringue. METODOLOGIA DE TREINO Aquecimento, fundamentos, golpes no saco, luta dirigida e luta real BENEFÍCIOS Ativa grupos musculares, gasto calórico, melhora desempenho cardio e muscular, aumenta resistência e força. Defesa pessoal. https://www.pexels.com/pt-br/foto/boxers-inside-a-ring-3531081/ https://www.pexels.com/pt-br/foto/boxers-inside-a-ring-3531081/ PRÁTICAS INTEGRATIVAS II - METODOLOGIA DO ENSINO DE LUTAS PROF. JEFFERSON CAMPOS LOPES FACULDADE CATÓLICA PAULISTA | 173 LESÕES Fraturas, luxações, rompimento de ligamentos, cortes. ESTILOS - ENTIDADES QUE COMANDAM Internacional de Boxe (IBF), a Associação Mundial de Boxe (WBA), o Conselho Mundial de Boxe (WBC) e a Organização Mundial de Boxe (WBO) EVOLUÇÃO Amador / profissional FORMA DAS COMPETIÇÕES Mundial, Pan-americano, sul-americano, brasileiro, estaduais, municipais e abertos (luta competitiva) Regras básicas de vitória: desistência, nocaute ou pontos. Tempo da luta: 12 assaltos de 3 minutos (profissional) 3 assaltos de 3 minutos(olimpíadas) Pontos: 10 para ganhador e 9 ou 8 perdedores Faltas: cabeçadas, cotoveladas, mordidas e empurrões. ATLETAS EM DESTAQUE · FEM. – Carol Almeida, Jucielen Romeu e Bárbara Santos · MASC – Esquiva Falcão, Robson Conceição e Yamaguchi Falcão FILMES · ALI LIVROS UNDISPUTED TRUTH: MY AUTOBIOGRAPHY – LARRY SLOMAN E MIKE TYSON Quadro 6 – Boxe Fonte: Lopes (2018). PRÁTICAS INTEGRATIVAS II - METODOLOGIA DOENSINO DE LUTAS PROF. JEFFERSON CAMPOS LOPES FACULDADE CATÓLICA PAULISTA | 174 Figura 7 – Capoeira Fonte: https://www.istockphoto.com/br/foto/capoeira-chutando-gm482561497-37195286?utm_campaign=srp_photos_limitedresults&utm_ content=https%3A%2F%2Fwww.pexels.com%2Fprocurar%2Fcapoeira%2F&utm_medium=affiliate&utm_source=pexels&utm_term=capoeira MODALIDADE CAPOEIRA TRADUÇÃO O que foi mata ORIGEM África FUNDADOR Mestre Bimba NÚMERO DE PRATICANTES (MUNDO) Milhares NÚMERO DE PRATICANTES NO BRASIL Milhares COMPETIÇÕES Mundial, Pan-americano, sul-americano, brasileiro, estaduais, municipais, jogos regionais e abertos. OLÍMPICO Não MATERIAL UTILIZADO Camiseta, calça, aparelhos específicos musicais. METODOLOGIA DE TREINO Aquecimento, ginga, movimentos simples e de manobra; movimentos de fuga, ataque, contra-ataque, balões e esquiva; floreios e defesas; movimentos de entrada, saída, de pedido e chamadas; movimentos acrobáticos e aprendizagem de instrumentos. BENEFÍCIOS Força corporal, flexibilidade, perda calorias, melhora a autoconfiança. Estimula o cardio , defesa pessoal, aprendizagem da utilização de instrumentos musicais. LESÕES Fraturas, luxações, rompimento de ligamentos, cortes. https://www.istockphoto.com/br/foto/capoeira-chutando-gm482561497-37195286?utm_campaign=srp_photos_limitedresults&utm_content=https%3A%2F%2Fwww.pexels.com%2Fprocurar%2Fcapoeira%2F&utm_medium=affiliate&utm_source=pexels&utm_term=capoeira https://www.istockphoto.com/br/foto/capoeira-chutando-gm482561497-37195286?utm_campaign=srp_photos_limitedresults&utm_content=https%3A%2F%2Fwww.pexels.com%2Fprocurar%2Fcapoeira%2F&utm_medium=affiliate&utm_source=pexels&utm_term=capoeira https://www.istockphoto.com/br/foto/capoeira-chutando-gm482561497-37195286?utm_campaign=srp_photos_limitedresults&utm_content=https%3A%2F%2Fwww.pexels.com%2Fprocurar%2Fcapoeira%2F&utm_medium=affiliate&utm_source=pexels&utm_term=capoeira PRÁTICAS INTEGRATIVAS II - METODOLOGIA DO ENSINO DE LUTAS PROF. JEFFERSON CAMPOS LOPES FACULDADE CATÓLICA PAULISTA | 175 TOQUE DE MUSICA DA CAPOERIA • Angola • São Bento Grande de Bimba • São Bento Grande de Angola • São Bento Grande • São Bento Pequeno • Iúna • Cavalaria • Samango • Santa Maria • Benguela • Amazonas • Idalina • Regional de Bimba ENTIDADES QUE COMANDAM CBC (Confederação Brasileira de Capoeira / WCF(World Capoeira Federacion) EVOLUÇÃO • 1º Estágio – Cordão verde (aluno): permanência 1 ano; • 2º Estágio – Cordão amarelo (aluno): permanência 1 ano; • 3º Estágio – Cordão azul (aluno): permanência 1 ano; • 4º Estágio – Cordão verde-amarelo (aluno): permanência 1 ano; • 5º Estágio – Cordão verde-azul (aluno): permanência 1 ano; • 6º Estágio – Cordão amarelo-azul (aluno Instrutor): permanência 2 anos; • 7º Estágio – Cordão verde-amarelo-azul (aluno Formado): permanência de 2 a 3 anos; • 8º Estágio – Cordão branco-verde (Monitor): permanência de 3 a 5 anos; • 9º Estágio – Cordão branco-amarelo (Professor): Título postulado pelo trabalho realizado na Capoeira; • 10º Estágio – Cordão branco-azul (Contra Mestre): Título postulado pelo Mestre responsável do Grupo; • 11º Estágio – Cordão branco (Mestre): Título postulado pelo reconhecimento dos Mestres mais antigos da Sociedade Capoeirista. FORMA DAS COMPETIÇÕES Mundial, Pan-americano, sul-americano, brasileiro, estaduais, municipais e abertos TIPOS DE JOGO DE CAPOEIRA Angola e Regional (luta competitiva) Divididas pro categorias de peso (infantil, juvenil, sênior, master). O objetivo é derrubar o oponente de modo que os ombros dele fiquem no chão. A depender do grau de dificuldade, os pontos dos golpes variam de um a cinco. A luta é finalizada quando o adversário é derrubado Golpes da Capoeira Benção, ponteira, martelo, meia lua de frente, armada, rabo de arraia, queixada, benção, cabeçada, rasteira. ATLETAS EM DESTAQUE · FEM. – Mestra Tisza, Jô e Mara · MASC – Mestre Camisa, Barrão, Suassuna e João Grande FILMES O besouro LIVROS Capoeira Bahia Quadro 7 – Capoeira Fonte: Lopes (2018). PRÁTICAS INTEGRATIVAS II - METODOLOGIA DO ENSINO DE LUTAS PROF. JEFFERSON CAMPOS LOPES FACULDADE CATÓLICA PAULISTA | 176 15.1.1.1 Lutas mistas/implemento Nesta categoria temos as lutas de implemento que deve ter o uso de um objeto que prolonga seu corpo e as mista sobre a junção das de agarre de socos e chutes. Seguiremos o modelo conforme Lopes (2018), são elas: Figura 8 – esgrima Fonte: https://www.pexels.com/pt-br/foto/ativo-movimentado-atletas-esportistas-5941996/ MODALIDADE ESGRIMA TRADUÇÃO Manusear armas brancas ORIGEM Europa FUNDADOR Nobres NÚMERO DE PRATICANTES (MUNDO) Milhares NÚMERO DE PRATICANTES NO BRASIL Milhares COMPETIÇÕES Mundial, Pan-americano, sul-americano, brasileiro, estaduais, municipais. OLÍMPICO Sim MATERIAL UTILIZADO Roupa especifica, armas especificas, piso especifico. METODOLOGIA DE TREINO Aquecimento, domínio das empunhaduras, deslocamento, luta dirigida e real. BENEFÍCIOS agilidade, sensibilidade rítmica, audição, tato, concentração, criatividade, inteligência e controle emocional. https://www.pexels.com/pt-br/foto/ativo-movimentado-atletas-esportistas-5941996/ https://www.pexels.com/pt-br/foto/ativo-movimentado-atletas-esportistas-5941996/ PRÁTICAS INTEGRATIVAS II - METODOLOGIA DO ENSINO DE LUTAS PROF. JEFFERSON CAMPOS LOPES FACULDADE CATÓLICA PAULISTA | 177 LESÕES Fraturas, luxações, rompimento de ligamentos, cortes. ARMAS Espada, florete e Sabre. ENTIDADES QUE COMANDAM Federação Internacional de Esgrima (FIE) Brasil - Confederação Brasileira de Esgrima (CBE) EVOLUÇÃO Amador / profissional FORMA DAS COMPETIÇÕES Olímpiada, Mundial, Pan-americano, sul-americano, brasileiro, estaduais, municipais (luta competitiva) Preliminares: Um tempo de três minutos. Cinco pontos dão a vitória automática. Um minuto de prorrogação em caso de empate. Eliminatório: Três tempos de três minutos cada. Vitória automática aos 15 pontos. Um minuto de prorrogação em caso de empate. REGRAS Regras básicas de vitória: é tocar o oponente com a arma ao mesmo tempo em que se evita ser tocado Tempo da luta: 2até 3 tempos Pontos: até 15 pontos ATLETAS EM DESTAQUE · FEM. – Nathalie Moellhausen, Victoria Vizeu, Marcela Silva e Amanda Simeão · MASC – Alexandre Camargo, Fabrizio Lazzarotto, Leandro Seini e Maurício Pellegrino. FILMES By the Sword LIVROS Esgrima e Xadrez Quadro 8 – Esgrima Fonte: Lopes (2018). PRÁTICAS INTEGRATIVAS II - METODOLOGIA DO ENSINO DE LUTAS PROF. JEFFERSON CAMPOS LOPES FACULDADE CATÓLICA PAULISTA | 178 Figura 9 – MMA Fonte: https://www.pexels.com/pt-br/foto/atletas-esportistas-jogadores-cela-5525492/ MODALIDADE MMA TRADUÇÃO Artes Marciais Mistas ORIGEM Brasileira FUNDADOR Família Grace NÚMERO DE PRATICANTES (MUNDO) Milhares NÚMERO DE PRATICANTES NO BRASIL Milhares COMPETIÇÕES Mundial, Pan-americano, sul-americano, brasileiro, estaduais, municipais OLÍMPICO Não MATERIAL UTILIZADO Camiseta, short, corda, luvas, apara socos, sacos de pancada e octógono METODOLOGIA DE TREINO Aquecimento, fundamentos dos golpes nas modalidades e luta real. https://www.pexels.com/pt-br/foto/atletas-esportistas-jogadores-cela-5525492/ https://www.pexels.com/pt-br/foto/atletas-esportistas-jogadores-cela-5525492/ PRÁTICAS INTEGRATIVAS II - METODOLOGIA DO ENSINO DE LUTAS PROF. JEFFERSON CAMPOS LOPES FACULDADE CATÓLICA PAULISTA | 179 BENEFÍCIOS Emagrece, define os músculos, Melhora o raciocínio, Melhora os reflexos, reduz o estresse, Melhora o condicionamento físico e defesa pessoal LESÕES Fraturas, luxações, rompimento de ligamentos, cortes. ESTILOS - ENTIDADES QUE COMANDAM Ultimate Fighting Championship (UFC) , BELLATOR, CAGE, JUNGLE, ONE e XTREME EVOLUÇÃO Amador / profissional FORMA DAS COMPETIÇÕES Mundial, Pan-americano, sul-americano, brasileiro, estaduais, municipais. Categorias · Peso Palha (Feminino apenas) – até 52,2 kg; · Peso Mosca – 56,7kg; · Peso Galo – 56,7 kg até 61,2 kg; · Peso Pena – de 61,2 kg até 65,7 kg; · Peso Leve – de 65,7 kg até 70,3 kg; · Peso Meio-médio – de 70,3 kg até 77,1 kg; · Peso Médio – de 77,1 kg até 83,9 kg; · Peso Meio-Pesado – de 83,9 kg até 92,9 kg; · Peso Pesado – de 92,9 kg até 120,2 kg; · Peso Superpesado – mais de 120,2 kg. (luta competitiva) 3 rounds de 5 minutos por 1 de descanso / é decidida por nocaute ou finalização / ou decisão dos juízes Avaliação na hora da luta Efetividade dos golpes, agressividade, controle no octógono, defesa e resistência e quedas e domínio no chão ATLETAS EM DESTAQUE · FEM. – Amanda Nunes e Jessica Andrade · MASC – Glover Teixeira, Deiveson Figueiredo e Charles do Bronx. FILMES Quebrando as regras LIVROS A bíblia do ' Quadro 9 – MMA Fonte: Lopes (2018). PRÁTICAS INTEGRATIVAS II - METODOLOGIA DO ENSINO DE LUTAS PROF. JEFFERSON CAMPOS LOPES FACULDADE CATÓLICA PAULISTA | 180 ISTO ESTÁ NA REDE Vídeo sobre TOP 8 MELHORES ARTES MARCIAIS PARA O MMA (MIXED MARTIAL ARTS) https://youtu.be/168pGR9ryYQ?si=P0w6BqgFZbNpupC3 ISTO ACONTECE NA PRÁTICA Vídeo sobre como se tornar um LUTADOR PROFISSIONAL de MMA. https://youtu.be/XKOT2re65SE?si=sVEpfwPowIgn6rR7 ANOTE ISSO Aprenda mais lendo este artigo sobre MMA. Artes marciais mistas: luta por afirmação e mercado da luta https://www.scielo.br/j/rbce/a/F5bRPPjSD5YyjnFBG7VPXHp/ https://youtu.be/168pGR9ryYQ?si=P0w6BqgFZbNpupC3 https://youtu.be/XKOT2re65SE?si=sVEpfwPowIgn6rR7 https://www.scielo.br/j/rbce/a/F5bRPPjSD5YyjnFBG7VPXHp/ PRÁTICAS INTEGRATIVAS II - METODOLOGIA DO ENSINO DE LUTAS PROF. JEFFERSON CAMPOS LOPES FACULDADE CATÓLICA PAULISTA | 181 CONCLUSÃO Chegamos ao final de nosso livro e esperamos que você futuro profissional de educação física tenha gostado e aprendido um pouco sobre o mundo das Lutas, Artes Marciais e Esporte de Combate. Vimos que existem diferenças entre os termos e para tal trouxemos informações e conhecimentos sobre as lutas, artes marciais e esportes de combate que farão você ter bons argumentos para refletir em suas aulas. Em sua evolução pelo mundo as Lutas, Artes Marciais e Esportes de Combate, foram criadas inicialmente de forma militar para poder guerrear pelos exércitos em suas defesas e conquistas pelo mundo afora, no caso de algumas civilizações. No Brasil tivemos a criação e desenvolvimento de várias lutas que fizeram parte de nossa história antiga e atual, podemos notar que temos Lutas de matrizes orientais, africanas e indígenas. Tivemos a intenção de buscarmos delinear a base que constitui as lutas corporais ontologicamente como atividades que utilizam o corpo e/ou algum objeto para atacar e/ou se defender do(s) oponente(s), em que o objetivo está no corpo do outro, podendo ou não ser regido por regras. Além de apresentar o fator de imprevisibilidade nas ações de ataque e defesa em razão da ausência de um objeto mediador. É preciso conhecer e compreender como as Lutas são ensinadas, quais os métodos e ideias de planejamento que regem o ensino desta informação e deste conhecimento. Desta forma poderíamos saber de que segmento de Luta falar, e assim pensar para quem se destina o ensino, em que ambiente, sob qual perspectiva. É de suma importância a atenção constante do professor ou do sensei no uso da ludicidade, pois dependendo do nível motivacional ele pode levar a disputa acirrada pela conquista. Existem vários tipos de brincadeiras, jogos e brinquedos que podem contribuir na aprendizagem das lutas, seja na educação formal ou informal, bem como espaços formais e informais. É importante também que o professor/sensei, ao final de cada aula ou sequência didática, discuta com seus alunos sobre as estratégias utilizadas por eles, tanto de ataque quanto de defesa, fazendo com que reflitam sobre a atividade e troquem PRÁTICAS INTEGRATIVAS II - METODOLOGIA DO ENSINO DE LUTAS PROF. JEFFERSON CAMPOS LOPES FACULDADE CATÓLICA PAULISTA | 182 informações sobre suas estratégias, conhecendo e considerando novas possibilidades de ação, que devem ser experimentadas depois. As regras adotadas também podem ser discutidas, avaliadas e repensadas. Ao praticar uma atividade física, estamos contribuindo com nosso corpo e ajudando a nossa saúde. Ao unirmos as duas estamos desenvolvendo uma melhor qualidade de vida que envolve vários elementos. Contudo, sabemos que não é tão fácil este processo, é necessário muito e contínuo estudo sobre o que ocorre no treinamento e na ciência. Nessa perspectiva, programas de treinamento corretamente elaborados e baseados em princípios científicos são fundamentais na busca constante do rendimento máximo. As ciências do esporte têm contribuído, ainda que de maneira tímida, para o aperfeiçoamento desses programas, melhorando progressivamente a qualidade do processo de treinamento. É válido ressaltar que a BNCC não é o currículo, no entanto, ela estabelece o que deve, ou não, conter no currículo escolar. Isso significa que este documento define basicamente o que todos os estudantes desta etapa da educação básica devem saber. E como pode ser observado ele apresenta sua fundamentação nas teorias pedagógicas que valorizam as competências e habilidades, em detrimento do conhecimento. Em situação de ensino/aprendizagem, o indivíduo aprende a identificar e a descobrir conhecimentos, e mobilizá-los de forma contextualizada. Ser competente não é realizar uma mera assimilação de conhecimentos suplementares, gerais ou locais, mas sim, compreende a construção de esquemas que permitem mobilizar conhecimentos na situação certa e com discernimento. Podemos afirmar a importância do ensino das Lutas enquanto potencial formativo. Quando a criança brinca de luta a partir de uma perspectiva que a enxerga através de um jogo, isto é, como uma representação simbólica de um combate com regras e objetivos explícitos em relação a equilibrar-se/desequilibrar, desvencilhar-se/imobilizar e desviar/tocar, entende-se que a criança possa se colocar como sujeito que cria a própria luta/jogo, aprendendo desenvolvendo potencialidades e se apropriando de diferentes conhecimentos. Podemos afirmar a importância do ensino das Lutas enquanto potencial formativo. Quando a criança brinca de luta a partir de uma perspectiva que a enxerga através de um jogo, isto é, como uma representação simbólica de um combate com regras e objetivos explícitos em relação a equilibrar-se/desequilibrar, desvencilhar-se/imobilizar e desviar/tocar, entende-se que a criança possa se colocar como sujeito que cria a PRÁTICAS INTEGRATIVAS II - METODOLOGIA DO ENSINO DE LUTAS PROF. JEFFERSON CAMPOS LOPES FACULDADE CATÓLICA PAULISTA | 183 própria luta/jogo, aprendendo desenvolvendo potencialidades e se apropriando de diferentes conhecimentos. É necessário que os professores de Educação Física procurem desenvolver um bom plano de aula e de ensino, que através das estratégias utilizadas poderão adquirir conhecimentos técnicos e lúdicos de como conduzir tais atividades destinadas a seus discentes dentro do conteúdo escolar, podendo assim os professores vivenciarem um aprendizado mais sólido de aulas de campo, para colocarem em prática mais opções diversificadas de atividades que fujam dos esportes com bolas que, normalmente predominam nas aulas de Educação Física escolar. Sabe-se que cada modalidade esportiva se caracteriza pelas exigências específicas da atividade praticada. O entendimento do treinamento é fascinante, principalmente quando o treinador tem bem claro os seus objetivos e utiliza os conhecimentos científicos para prescrevê-los. A aquisição nas lutas das habilidades motoras é um processo gradual de mudanças que envolvem todos os aspectos do comportamento humano, ocorrendo com mais intensidade nos primeiros anos de vida e permitindo ao indivíduo um domínio do próprio corpo em diferentes posturas e situações, como pular, correr, saltar ou atémesmo deitar-se e levantar de uma cadeira. Deixo aqui a necessidade de mais estudos sobre nosso tema e também uma continuidade da formação continuada que é tão importante para todos. Desejo sucesso a todos e uma jornada magnífica na carreira. Abraços. PRÁTICAS INTEGRATIVAS II - METODOLOGIA DO ENSINO DE LUTAS PROF. JEFFERSON CAMPOS LOPES FACULDADE CATÓLICA PAULISTA | 184 ELEMENTOS COMPLEMENTARES LIVRO Título: [Guia de musculação para esportes de luta] Autor: [Frédéric Delavier ; Michael Gundill ] Editora: [Manole] Sinopse: [A musculação se tornou fator indispensável para os esportes de luta e de combate. Ela melhora não apenas o condicionamento físico dos lutadores, como também ajuda a desenvolver resistência, a aumentar a potência dos golpes e a amplitude dos movimentos, além de diminuir o risco de lesões pelo desgaste contínuo das articulações e dos músculos. No entanto, um bom programa de musculação para esportes de combate pouco se assemelha ao treinamento com enfoque no fisiculturismo, uma vez que os exercícios e movimentos praticados devem corresponder à realidade da luta.] FILME Título: [Gladiador] Ano: [2000] Sinopse: [Maximus (Russell Crowe) é um general, tão fiel ao imperador que é escolhido para ser seu sucessor, em lugar do verdadeiro filho. Após a morte do governante, porém, Maximus tem sua família assassinada e é enviado para passar o resto dos dias como um gladiador, lutando diariamente por sua vida e por vingança.] https://www.amazon.com.br/s/ref=dp_byline_sr_book_1?ie=UTF8&field-author=Fr%C3%A9d%C3%A9ric+Delavier&text=Fr%C3%A9d%C3%A9ric+Delavier&sort=relevancerank&search-alias=stripbooks https://www.amazon.com.br/Michael-Gundill/e/B004MP1QX4/ref=dp_byline_cont_book_2 PRÁTICAS INTEGRATIVAS II - METODOLOGIA DO ENSINO DE LUTAS PROF. JEFFERSON CAMPOS LOPES FACULDADE CATÓLICA PAULISTA | 185 WEB Artes Marciais e Lutas: uma análise da produção de saberes no campo discursivo da Educação Física brasileira. A discussão acerca das Artes Marciais e das Lutas tem aparecido com mais frequência no cenário acadêmico da Educação Física nacional. Diante disso, este estudo tem por objetivo identificar e problematizar como estas práticas são produzidas como um saber pertinente a ser abordado por essa área de conhecimento. A partir de algumas noções de análise discursiva, inspiradas no referencial teórico de Michel Foucault, pode-se dizer, através da seleção de artigos de cinco periódicos nacionais, que as concepções de Artes Marciais e de Lutas aparecem como duas formações discursivas em disputa produtiva. Dessa forma, elas tecem um campo de batalha discursiva que constitui modos de pensar, praticar e falar dessas práticas, a partir das diferentes bases epistemológicas que as sustentam. https://www.scielo.br/j/rbce/a/YsGKW4FXNnfkVQNKGhRRNFM/ https://www.scielo.br/j/rbce/a/YsGKW4FXNnfkVQNKGhRRNFM/ PRÁTICAS INTEGRATIVAS II - METODOLOGIA DO ENSINO DE LUTAS PROF. JEFFERSON CAMPOS LOPES FACULDADE CATÓLICA PAULISTA | 186 REFERÊNCIAS ALLSEN, P. E.; HARRISON, J. M.; VANCE, B. Exercício e qualidade de vida: uma abordagem personalizada. Barueri: Editora, 2001. AZEVEDO, T. M.; ROWELL, Vania Morales. Competências e habilidades no processo de aprendizagem. Caxias do Sul, 2009a. 67 slides, color., 25,4 cm x 19,05 cm. AMERICAN COLLEGE OF SPORTS MEDICINE. Manual do ACSM para Avaliação da Aptidão Física Relacionada à Saúde. 3ª Edição. Editora: Guanabara Koogan, Rio de Janeiro, 2017. __________________________________. Progression models in resistance training for healthy adults. Med Sci Sports Exerc, v. 41, p. 687-708, 2009. ALLEONI, B. N. A Manifestação Corporal Capoeira: Uma Cultura Nacional Brasileira. Associação de Escolas Reunidas – Brasil. Escola Superior de Tecnologia e Educação de Rio Claro – Brasil. Revista Mackenzie de Educação Física e Esporte, 2010. ALLSEN, P. E.; HARRISON, J. M.; VANCE, B. Exercício e qualidade de vida: uma abordagem personalizada. Barueri: Editora, 2001. ANTUNES, M. M. Uma Breve Reflexão Sobre a História e as Funcionalidades das Artes Marciais na Contemporaneidade. In: ANTUNES, M. M., ALMEIDA, J. J. G. (Orgs.). Artes Marciais, Lutas e Esportes de Combate na Perspectiva da Educação Física: Reflexões e Possibilidades. Curitiba, PR: CRV, 2016ª. ARAÚJO, G. C. Avaliação da flexibilidade: valores normativos do flexiteste dos 5 aos 91 anos de idade. Arq. Bras. Cardiol. v. 90, n.4, São Paulo, 2008. AKBARI, H. et al. The effect of traditional games in fundamental motor skill development in 7-9 year-old boys. Iranian Journal of Pediatrics, v. 19, n. 2, p. 123–129, 2009. PRÁTICAS INTEGRATIVAS II - METODOLOGIA DO ENSINO DE LUTAS PROF. JEFFERSON CAMPOS LOPES FACULDADE CATÓLICA PAULISTA | 187 ARRUDA, K. M. F.; SILVA, E. A. A. Desenvolvimento Motor na Educação Infantil Através da Ludicidade. 2009. 14 folhas. Dissertação. (Graduação). Centro Universitário – Univag Varzea Grande. 2009. AQUINO, M.F. S.et al.Psicomotricidade como ferramenta da educação física na educação infantil.Revista Brasileira de Futsal e Futebol,Edição Especial: Pedagogia do Esporte, São Paulo, v.4, n.14, p.245-257. jan./dez. 2012 AREIAS, A. das. O que é capoeira? São Paulo: Brasiliense, 1983. ARTIOLI, G. G. et al. Magnitude e métodos de perda rápida de peso em judocas de elite. Revista de Nutrição, v.20, n.3, p.307-315, 2007. ASSIS, J. A Agarrada Marajoara como manifestação de identidade cultural da ilha do Marajó, Pará. EFDeportes.com, Buenos Aires, nº 157. 2015. ASSIS, J. W. P.; PINTO, R. F.; SANTOS, C. A. S. A Agarrada Marajoara como manifestação de identidade cultural da Ilha do Marajó, Pará. Lecturas: Educación Física y Deportes. Buenos Aires, v.16, n.157, Jun, 2011 AUGUET, R. Cruelty and civilization: The Roman games. London and New York. Routledge.1994. BARBANTI, V. J. Teoria e prática do treinamento esportivo. São Paulo: Edgar Blücher, 1997. ____________ A formação esportiva. Barueri.2005. BARBANTI, V. J.; TRICOLI, V.; UGRINOWITSCH, C. Relevância do conhecimento científico na prática do treinamento físico. Revista Paulista de Educação Física, São Paulo, v. 18, p. 101-9, 2004. Número especial. BACICH, L.; MORAN. J. (Org.). Metodologias ativas para uma educação inovadora: uma abordagem téorico-prática. Porto Alegre, RS: Penso, 2018. PRÁTICAS INTEGRATIVAS II - METODOLOGIA DO ENSINO DE LUTAS PROF. JEFFERSON CAMPOS LOPES FACULDADE CATÓLICA PAULISTA | 188 BAINES, J. & MALIK, Cultural Atlas of Ancient Egypt. London: Andromeda Oxford Limited.2008. BALSHAW, T.G.; MASSEY, G.J.; WILKINSON, T.M.; TILLIN, N.A.; FOLLAND, J.P. Training-specific functional, neural, and hypertrophic adaptations to explosive- vs. sustainedcontraction strength training. Journal Applied Physiology, v. 120, n. 11, p. 1364-1373. 2016. BAYER, C. O ensino dos deportos colectivos. Lisboa, Dinalivro, 1994. BARROSO, A, L, R. DARIDO, S, C. Escola, educação física e esporte: possibilidades pedagógicas. São Paulo: Revista Brasileira de Educação Física, Esporte, Lazer e Dança, v. 1, n. 4, p. 101-114, dez. 2006. BEMVENUTI, Alice. O jogo na história: aspectos a desvelar. In Ulbra - Universidade Luterana do Brasil (org.). O lúdico na prática pedagógica. Curitiba: Ibpex, 2009.p.17-35. BEILLERO, J (1989). Rapport au savoirâ: origines et extension de la notion. In J. Beillerot et al (Eds). Savoir et rapportau savoir: elaborations théoriques et cliniques (pp. 165-202). Bégédis: Éditions Universitaires. BRANDÃO, M. N. e colaboradores. A trajetória de tenistas infantojuvenis: idade de iniciação, treinamento técnico, cargas, lesões e suporte parental.Revista educação física, v. 26, n. 1, p. 31-42, abr., 2015. BOURDIEU, P. ¿Como se puede ser deportivo? In: Cuestiones de Sociología. Madrid Istmo, 2000. p.173-194.2000. BRASIL. Base Nacional Comum Curricular – Educação é a base. Ministério da Educação, 2017. _______. Constituição da República Federativa do Brasil. 1988. _______. Ministério da Saúde. Secretariade Atenção Primária à Saúde. Departamento de Promoção da Saúde. Guia de Atividade Física para a População Brasileira [recurso eletrônico] / Ministério da Saúde, Secretaria de Atenção Primária à Saúde, Departamento de Promoção da Saúde. – Brasília: Ministério da Saúde, 2021.54 p. PRÁTICAS INTEGRATIVAS II - METODOLOGIA DO ENSINO DE LUTAS PROF. JEFFERSON CAMPOS LOPES FACULDADE CATÓLICA PAULISTA | 189 ________. Ministério da Saúde. Secretaria de Atenção à Saúde. Departamento de Ações Programáticas Estratégicas. Saúde do adolescente: competências e habilidades. Brasília: Editora do Ministério da Saúde, 2008. _________. Base Nacional Comum Curricular: Educação é a base. Brasília: Ministério da Educação - MEC, dezembro de 2017. _________. Parâmetros curriculares nacionais: introdução aos parâmetros curriculares nacionais / Secretaria de Educação Fundamental. – Brasília: MEC/ SEF, 1997. 126 p. __________. Ministério da Saúde. Secretaria de atenção primaria à saúde. Departamento da saúde. Guia de Atividade Física para a população Brasileira. Brasília: Ministério da Saúde. 2021. BREDA et al. Pedagogia do esporte aplicada às lutas. São Paulo: Phorte, 2010. BROUGÉRE, G. Brinquedo e companhia. São Paulo: Cortez, 2004. BROUSSE, M.; VILLAMÓN, M.; MOLINA, J. P. El judo en el contexto escolar. In: VILLAMÓN, M. (Org.). Introducción al judo. Barcelona: Hispano Europea, 1999 CAMPOS, Í. S. L.; PINHEIRO, C. J. B.; GOUVEIA, A. Modelagem do comportamento técnico da Luta Marajoara: do desempenho ao educacional. R. bras. Ci. e Mov. v.27, n.2, p.209-217. 2019. BORBA, M. C.; ALMEIDA, H. R. F. L.; GRACIAS, T. A. S. Pesquisa em ensino e sala de aula: diferentes vozes em uma investigação. Belo Horizonte, MG: Autêntica, 2018. BOMPA, T. Periodização: teoria e metodologia do treinamento. 2. ed. São Paulo: Phorte, 2002. BOTERF. G. Desenvolvendo as competências profissionais. Porto Alegre: Artmed.2003. BUSARELLO, R. I. et al. A gamificação e a sistemática de jogo. In: FADEL, L. M. et al. (Org.). Gamificação na educação. São Paulo: Pimenta Cultural, 2014. PRÁTICAS INTEGRATIVAS II - METODOLOGIA DO ENSINO DE LUTAS PROF. JEFFERSON CAMPOS LOPES FACULDADE CATÓLICA PAULISTA | 190 BUCHHEIT, M.; LAURSEN, P. B. High-intensity interval training, solutions to the programming puzzle. Part I: cardiopulmonary emphasis. Sports Med, 2013. CABANNE, J. I. Brinquedo, memória de uma sociedade. Comunicação & Educação, São Paulo, n. 1, p. 63-72, jan./jun. 2012. CANDAU, V. M. (Org.). A didática em questão. Petrópolis: Vozes, 2014. CAILLOIS, R., Os jogos e os homens. 1ª edição, Editora: COTOVIA, Lisboa: Portugal, 1990. CANTO, C. e SIMÃO, L. (2009). Relação fisioterapeuta-paciente e a integração corpo- mente: um estudo de caso, Psicologia Ciência e Profissão, 29 (2), pp. 306-317. CHARLOT, B. (2000). Da relação com o saber: elementos para uma teoria. Porto Alegre: Artmed. CARTLEDGE, P. Sparta and Lakonia: a regional history 1300-362 BC. Routledge, London.2003. CEITIL, M. (Org.). (2006). Gestão e desenvolvimento de competências. Lisboa: Edições Sílabo. CHMIELEWSKI, T.L.; MYER G.D.; Kauffman D.; Tillman S.M.; Plyometric exercise in the rehabilitation of athletes: Physiological responses and clinical application. Journal of Orthopaedic and Sports: Physical Therapy; n. 36(5): p. 308-19 de 2006. COMITÊ OLÍMPICO DO BRASIL. Modelo de desenvolvimento esportivo do comitê olímpico do Brasil. Brasília, DF, 2002. CONFEDERAÇÃO BRASILEIRA DE MUAY THAI. Como tudo começou. 2007. CORREIA, W. R.; FRANCHINI, E. Produção acadêmica em lutas, artes marciais e esportes de combate. Motriz. Rio Claro, v. 16, n. 1, p. 01 – 09, 2010. COEN, B.; URHAUSE, A.; KINDERMANN, W. Individual anaerobic threshold: methodological aspects of its assessment in running. Int J Sports Med, v. 22, n. 8, p. 8-16, 2001. PRÁTICAS INTEGRATIVAS II - METODOLOGIA DO ENSINO DE LUTAS PROF. JEFFERSON CAMPOS LOPES FACULDADE CATÓLICA PAULISTA | 191 CORMIE, P.; MCGUIGAN, M. R.; NEWTON, R. U. Developing maximal neuromuscular power: part 2 - training considerations for improving maximal power production. Sports Med, v. 41, n. 2, p. 125-146, 2011. CUNHA, A. M. O. Ensino de Ecologia em espaços não formais. III CLAE e IXCEB, 10 a17 de setembro de 2009, São Lourenço, MG. CUNHA, N. H. S. Brincando, aprendendo e desenvolvendo o pensamento matemático. Petrópolis, RJ: Vozes, 2005. CRUZ, C. Competências e habilidades: da proposta à prática. São Paulo: Edições Loyola.2001. DANTAS, E. H. M. A Prática da Preparação Física. 4ª ed. Rio de Janeiro: Shape, 2003. DANTAS, E.H.M.; MEDINA, M.F.; DANTAS, B.HA.; PALHARES, L.O.C.P. Pliometria: princípios científicos e aplicação prática.2011. DARIDO, S. C,; FARINHA, F. K. Especialização precoce na natação e seus efeitos na idade adulta. Motriz, v. 1, n. 1, p. 59-70, jun. 1995. DEL’VECCHIO, F. B.; FRANCHINI, E. Lutas, artes marciais e esportes de combate: possibilidades, experiências e abordagens no currículo de educação física. In: SAMUEL DE SOUZA NETO; DAGMAR HUNGER (Org.). Formação profissional em Educação Física: estudos e pesquisas. Rio Claro: Biblioética, 2006, v. 1, p. 99-108. DEL VECCHIO, F. B.; HIRATA, S. M.; FRANCHINI, E. A review of time-motion analysis and combat development in mixed martial arts matches at regional level tournaments. Perceptual and Motor Skills, v. 112, n. 2, p. 639-648, 2011. DELEUZE, G e GUATTARI, F. Mil Platôs. Tradução de Ana Lúcia de Oliveira. São Paulo: Editora34, 1997. v.1. DE LUCA, C. J. et al. Decomposition of Surface EMG Signals. J Neurophysiol [on- line], 2006. PRÁTICAS INTEGRATIVAS II - METODOLOGIA DO ENSINO DE LUTAS PROF. JEFFERSON CAMPOS LOPES FACULDADE CATÓLICA PAULISTA | 192 DRIGO, A. J., OLIVEIRA, P. R., CESANA, J., NOVAES, C. R. B., NETO, S. S. A cultura oriental e o processo de especialização precoce nas artes marciais. http://www. efdeportes.com/ Revista Digital, Buenos Aires, Año, 10, n. 86, 2005. Disponível em: http://www.efdeportes.com/efd86/artm.htm. DOURIS, P.; CHINAN, A.; GOMEZ, M.; AW, A.; STEFFENS, D.; WEISS, S. Fitness levels of middle aged martial art practitioners. British Journal of Sports Medicine, Loughborough, v.38, p. 143-147, 2004. DUMAZEDIER. J. Lazer e Cultura Popular. São Paulo: Perspectiva S.A., 1993. ESCO MR. Resistance Training for Health and Fitness. In: Medicine ACoS, ed. American College of Sports Medicine. Indianapolis: American College of Sport Medicine; 2013:1-2. ESPARTERO, J. Aproximación histórico-conceptual a los deportes de lucha. In: VILLAMÓN, M. Introducción al judo. Barcelona: Editorial Hispano Europea, 1999. EATHER, N. et al. Fundamental movement skills: Where do girls fall short? A novel investigation of object-control skill execution in primary-school aged girls. Preventive Medicine Reports, v. 11, n. May, p. 191–195, set. 2018. FARIAS, D.J. F.; SCLAGIA, A.J.; GAVIÃO, J.J.A. O Jogo e o ensino da luta para crianças: criando ambientes de aprendizagem. Pensar a Prática, Goiânia, v. 19, n. 1, jan./mar. 2016. FALKENBACH, F.; TONET, F. Treinamento de muay-thai: Bangkok x Curitiba. Revista Eletrônica de Educação Física. 2009. FANTACHOLI, F. N. O Brincar na Educação Infantil: Jogos, Brinquedos e Brincadeiras – Um Olhar Psicopedagógico. Disponível em: http://revista.fundacaoaprender.org. br/?p=78 acesso em: 22 de fev. de 2022. FERREIRA, A. B. de H. Dicionário da Língua portuguesa. 5ª ed. Curitiba: Positivo, 2010. FERNANDES, J. L. Futebol: ciência, arte ou…sorte! treinamento para profissionais – alto rendimento: preparação física, técnica, tática e avaliação. São Paulo: Editora Pedagógica e Universitária, 1994. http://www.efdeportes.com/efd86/artm.htm http://www.efdeportes.com/efd86/artm.htm PRÁTICAS INTEGRATIVAS II - METODOLOGIA DO ENSINO DE LUTAS PROF. JEFFERSON CAMPOS LOPES FACULDADE CATÓLICA PAULISTA | 193 FIGUEIREDO, A. A. Os desportos de combate nas aulas de educação física. Revista Horizonte, v. 14, n. 81, 1998. FRANCHINI, E. Ensino de lutas: reflexões e propostasde programas. SP: Scortecci.2012. FRANCHINI, E.; BACURAU, F.R.P. Atividades intermitentes. Em: Marcelo Saldanha Aoki; Reury Frank Bacurau. (Org.). Nutrição no Esporte. 1ed.Rio de Janeiro. : Casa da Palavra Produção Editorial. 2011.v. 1, p. 29-43. FLECK, M.P.A.; FACHEL, O.; LOUZADA, S.; XAVIER, M.; CHACHAMOVICH, E.;VIEIRA, G.; SOUZA, L.; PINZON, V. Desenvolvimento da versão em português do instrumento de avaliação de qualidade de vida da organização mundial da saúde (WHOQOL-100). Revista Brasileira de Psiquiatria, São Paulo, v.21, p. 19-28, 1999. FLECK, M.P.A.; FACHEL, O.; LOUZADA, S.; XAVIER, M.; CHACHAMOVICH, E.;VIEIRA, G.; SOUZA, L.; PINZON, V. Desenvolvimento da versão em português do instrumento de avaliação de qualidade de vida da organização mundial da saúde (WHOQOL-100). Revista Brasileira de Psiquiatria, São Paulo, v.21, p. 19-28, 1999. FLEIG, M. T.; BOLZAN, D. P. V. Processos formativos para a docência: o que dizem os estudantes de Pedagogia de uma IES pública? Educação Por Escrito, v. 8, n. 1, p. 3-21, 29, jun., 2017. FOULCAULT, M. (2000) Microfísica do Poder. Rio de Janeiro: Graal. FORQUIN, J. C. Currículo e cultura. In: FORQUIN, J. C. Escola e cultura: as bases sociais e epistemológicas do conhecimento escolar. Porto Alegre: Artes Médicas, 1993. FOLLAND, J. P.; WILLIAMS, A. G. The adaptations to strength training: morphological and neurological contributions to increased strength. Sports Med, v. 37, n. 2, p. 145- 168, 2007. FUNARI, P. Grécia e Roma. São Paulo, Editora Contexto.2002. FUSARI, J.C. O planejamento do trabalho pedagógico: algumas indagações e tentativas de respostas. São Paulo: FDE , 1990. PRÁTICAS INTEGRATIVAS II - METODOLOGIA DO ENSINO DE LUTAS PROF. JEFFERSON CAMPOS LOPES FACULDADE CATÓLICA PAULISTA | 194 GALLAHUE, D. L. A classificação das habilidades de movimento: um caso para modelos multidimensionais. Revista da Educação Física /UEM, Maringá, v.13, n.2, p.105-111, 2º. sem, 2002. GALLAHUE, D. L.; OZMUN, J. C. Compreendendo o desenvolvimento motor: bebês, crianças, adolescentes e adultos. São Paulo: Phorte Editora, 2001. GALLAHUE, D.; OZMUN, J.; GOODWAY, J. Compreendendo o desenvolvimento motor: bebês, crianças, adolescentes e adultos. 7. ed. Porto Alegre: Artmed, 2013. GALATTI, L. Pedagogia do esporte: o livro didático como um mediador no processo de ensino e aprendizagem de jogos esportivos coletivos. 2006. 139f. Dissertação (Mestrado em Educação Física) - Faculdade de Educação Física, Universidade Estadual de Campinas, Campinas.2006. GALATTI, L. R. et al. Pedagogia do esporte: tensão na ciência e o ensino dos jogos esportivos coletivos. Revista da Educação Física, Maringá, v. 25, n. 1, p. 153- 162, jan./ mar. 2014. GAELZER, L. Lazer: benção ou maldição? Porto Alegre: Sulina, 1979. MARCELLINO, N. C. Lazer e Humanização. 2ª edição, São Paulo: Papirus, 1995. GLADIS, M.; GOSCH, E.A.; DISHUK, N.M.; CRITS-CHRISTOPH, P. Quality of life: expanding the scope of clinical significance. Journal of consulting and clinical psychology.Arlington, v.67, n.3, p. 320-331, 1999. GASTIN, P. Energy system interaction and relative contribution during maximal exercise. Sports Med, v. 31, n. 10, p. 725-741, 2001. GOMES, A.C. Treinamento Desportivo: Estruturação e Periodização. Porto Alegre, 1ed.Artmed, 2002. GONÇALVES, A. V. L; SILVA, M. R. S. Artes marciais e lutas: uma análise da produção de saberes no campo discursivo da educação física brasileira. Florianópolis: Revista Brasileira das Ciências do Esporte, v. 35, n. 3, p. 657-671, 21 jul./set. 2013. PRÁTICAS INTEGRATIVAS II - METODOLOGIA DO ENSINO DE LUTAS PROF. JEFFERSON CAMPOS LOPES FACULDADE CATÓLICA PAULISTA | 195 GOMES, F.J. C. Quatro histórias e uma epifania: estudos indisciplinares acerca do budô japonês. In: Rev. Dialogia, São Paulo, v. 7, p. 41-51, 2008. GRACIE, R. O criador de uma dinastia. Rio de Janeiro: Record Ltda., 2008. 571 p. GREGÓRIO, K. M.; SILVA, T. da. Iniciação esportiva x especialização esportiva precoce: quando iniciar estas práticas? Horizontes, v. 2, n. 3, p. 49-65, jan./jun., 2014 GRIFFIN, D. Gamification in E-Learning. Ashridge Business School, 2014. GRIFFIN, L. L., & BUTLER, J. Teaching games for understanding: theory, research, and practice. Champaigne, IL: Human Kinetics,2005. HADDERS-ALGRA, M. Variation and Variability: Key Words in Human Motor Development. Physical Therapy, v. 90, n. 12, p. 1823–1837, 1 dez. 2010. HANSEN, J., SATO, M., RRUED, R., LACIS, A., and OINAS, V.: Global warming in the twenty-first century: An alternative scenario, Proc. Natl. Acad. Sci. USA, 97, 9875–9880. 2002. HERRERA M.V; GARCÍA, C.G; CASADO J.E; ALVENTOSA J.P.M. La práctica de los deportes de lucha. Un estudio preliminar sobre la experiencia previa de los estudiantes de la licenciatura en Ciencias del Deporte. Apunts. Educación física y deportes; 1(79), 13-19, 2005. HERNANDES JR, B. D. O. Treinamento desportivo. Rio de Janeiro: Editora Sprint, 2002. HIRATA, D. S; DEL VECCHIO, F. B. Preparação física para lutadores de Sanshou: Proposta baseada no sistema de periodização de Tudo O. Bompa. Movimento & Percepção, Espírito Santo de Pinhal, v. 6, n. 8, 2006. HOLLAND T. in: T. Holland, (Ed.) Fogo Persa: O Primeiro império mundial e a batalha pelo ocidente. (pp.). São Paulo/SP: Record. 2008.INTITUTO SOCIOMBIENTAL (ISA). Índios do Brasil. Xingu. 2002 PRÁTICAS INTEGRATIVAS II - METODOLOGIA DO ENSINO DE LUTAS PROF. JEFFERSON CAMPOS LOPES FACULDADE CATÓLICA PAULISTA | 196 HORN, M. da G. de S. Sabores, cores, sons, aromas. A organização dos espaços na educação infantil. Porto Alegre: Artmed, 2004. HUIZINGA, J. Homo Ludens: o jogo como elemento da cultura. 4. ed. Tradução João Paulo Monteiro. São Paulo: Perspectiva, 2007. IBGE – INSTITUTO BRASILEIRO DE GEOGRAFIA E ESTATÍSTICA. Pesquisa Industrial de Inovação Tecnológica 2000. Rio de janeiro, 2015. INSTITUTO SOCIOMBIENTAL (ISA). Índios do Brasil. Xingu. 2002. ISSURIN, V. B. New horizons for the methodology and physiology of training periodization. Sports Medicine, Auckland, v. 40, n. 3, p. 189-206, mar. 2010. JACOBUCCI, D. F. et al. Experiências de formação de professores em centros e museus de ciências no Brasil. Revista Electrónica de Enseñanza de las Ciencias, v. 8, n.1, p. 118-136, 2009. JAMES, L. P.; HAFF, G. G.; KELLY, V. G.; BECKMAN, E. M. Towards a Determination of the Physiological Characteristics Distinguishing Successful Mixed Martial Arts Athletes: A Systematic Review of Combat Sport Literature. Sports Med, v. 46, n. 10, p. 1525- 1551, 2016. KISHIMOTO, T. M. Jogo, brinquedo, brincadeira e a educação. 7 ed. São Paulo: Cortez, 1996. KULIKOWSKI, M. Guerras Góticas de Roma. São Paulo: Madras. 2009. KISHIMOTO, T. M. Jogo, brinquedo, brincadeira e educação. 3. ed. São Paulo: Cortez,2011. KRAEMER WJ, ADAMS K, CAFARELLI E, DUDLEY GA, DOOLY C, FEIGENBAUN MS, FLECK SJ, FRANKLIN B, Fry AC, HOFFMAN JR, NEWTON RO, POTTEIGER J, STONE MS, RATAMESS NA, MCBRIDE TT. American College of Sports Medicine position stand. Progresssion models in resistance training for healthy adults. Med Sci Sports Exerc. 2002;34(2):364-80. PRÁTICAS INTEGRATIVAS II - METODOLOGIA DO ENSINO DE LUTAS PROF. JEFFERSON CAMPOS LOPES FACULDADE CATÓLICA PAULISTA | 197 LIBARDI, D. A. O papel do professor universitário na construção do conhecimento. Revista de Educação. v. 13, n. 15, 2010. LIBÂNEO, J. C. Didática. São Paulo: Cortez, 1994. LONGO, R. A. et al. A permanência de crianças e jovens nos esportes: olhares para iniciação e especialização esportiva. Caderno de Educação Física e Esporte, Marechal Cândido Rondon, v. 15, n. 2, p. 121-132, jul./dez. 2017. LOPES, J.C. Proposta metodológica para ensino de lutas no processo pedagógico da educação física escolar – conteúdos conceituais, atitudinais e procedimentais. Tese (Doutorado em Ciências do Desporto) – UTAD, Portugal, 2018. LOPES, M. C. A. Comparação do consumo máximo de oxigênio de universitárias obtido pela ergoespirometriana esteira e no cicloergômetro. Movimentum - Revista Digital de Educação Física, 2007. LOSS, A. S. Didática e formação de professores: entre as distorções de conceitos. UFFS.2017. LUCKESI, C. C. LUDICIDADE E ATIVIDADES LÚDICAS - uma abordagem a partir da experiência interna.2000. MAGILL, R.A. Aprendizagem Motora: conceito e aplicações. 2. ed. São Paulo: Edgard Blücher, 2000. MACEDO, E. Base nacional curricular comum: novas formas de sociabilidade produzindo sentidos para educação. Revista e-Curriculum, São Paulo, v. 12, n. 03 p.1530 – 1555, 2014. MARCELO, C. Desenvolvimento profissional docente: passado e futuro. Ciências da Educação, n.8, 2009, p.7-22. MARTINS, L. N. Futsal feminino: perfil das atletas nos Jogos de Minas 2012 e implicações pedagógicas. Revista brasileira de futsal e futebol, v. 5, n. 18, p.331-340, set. 2013 PRÁTICAS INTEGRATIVAS II - METODOLOGIA DO ENSINO DE LUTAS PROF. JEFFERSON CAMPOS LOPES FACULDADE CATÓLICA PAULISTA | 198 MARINHO, B. F. Características antropométricas de atletas brasileiros de Mixed Martial Arts (MMA). EFDeports.com, Revista Digital. Buenos Aires, Año 15, Nº 152, Enero de 2011 MASCARELLO, C. A. Formação por competências no Ensino Médio: desdobramentos para a organização escolar. 2019. Dissertação (Mestrado em Educação) – Universidade Comunitário da Região de Chapecó, Chapecó - SC, 2019. MARCELLINO, N. C. Lazer e Humanização. 2ª edição, São Paulo: Papirus, 1995. MATVEEV, L. P. Fundamentos do treino desportivo. Lisboa: Horizonte, 1986. MATSUDO, V. K. R. et al. Nível de atividade física da população do Estado de São Paulo: análise de acordo com o gênero, idade, nível sócio-econômico, distribuição geográfica e de conhecimento. Revista Brasileira de Ciência e Movimento, v. 10, p. 41-50, 2002 MARQUES, A. T.; OLIVEIRA, J. M. O Treino dos Jovens Desportistas: Atualização de Alguns Temas que Fazem a Agenda do Debate Sobre a Preparação dos Mais Jovens. Revista Portuguesa de Ciências do Desporto, Porto, v. 1, n. 1, p. 130–137, 2001. MENDES, A. de A. Portugal e o Tráfico de Escravos na primeira metade do século XVI in Revista Internacional de Estudos Africanos. Universidade do Porto, Centro de Estudos Africanos. Nº 07 janeiro-dezembro 2004. MENDONÇA, P. C., ANJOS, A. L., Aspectos das práticas alimentares e da atividade física como determinantes do crescimento do sobrepeso/obesidade no Brasil. Caderno de saúde Pública, Rio de Janeiro, v. 20, n.3, maio/jun. 2004. MENEZES, R. P.; MARQUES, R. F. R. ; NUNOMURA, M. Especialização esportiva precoce e o ensino dos jogos coletivos de invasão. Movimento, v. 20, n. 1, p. 351-373, jan./mar., 2014 MONTEFIORE, S. Jerusalém – a bibliografia. Editora Companhia das letras.2013. MOREIRA, M. A & MASINI, E. F. S. Aprendizagem significativa: a teoria de David Ausubel. São Paulo: Centauro, 2001. PRÁTICAS INTEGRATIVAS II - METODOLOGIA DO ENSINO DE LUTAS PROF. JEFFERSON CAMPOS LOPES FACULDADE CATÓLICA PAULISTA | 199 MOTA, J; RIBEIRO, J. L; CARVALHO, J. Atividade física e qualidade de vida associada à saúde em idosos participantes e não participantes em programas regulares de atividade física. Rev. bras. Educ. Fís. Esp., São Paulo, v.20, n.3, p.219-25, jul./set. 2006. MYNARSKI J. dos S. L; VERRFFEL A, MELLO D, BERTICELL MW, OLKOSKI MM. Efeitos de diferentes programas de exercícios físicos sobre a composição corporal e a autonomia funcional de idosas com risco de fratura. J Phys Educ 2014;25(4):609-18. NASCIMENTO, P. R. B. Organização e Trato Pedagógico do Conteúdo de Lutas na Educação Física Escolar. Motrivivência, Ano XX, Nº 31. 2008. NASCIMENTO, P. & ALMEIDA, L. A tematização das lutas na educação física escolar: restrições e possibilidades. Revista Movimento, v.13, n. 3. 2007. NEIRA, MG. A proposta curricular do Estado de São Paulo na perspectiva dos saberem docentes. Rev Bras Educ Fís Esporte. 2011;25(sup.6):23-7. NEXERSYS. Fast Fists. [Online] Available at: http://nexersys.com/arcade/.2015. NOGUEIRA, E. de A. G. Para entender didática: uma introdução à teoria e à prática docente. Teresina: EDUFPI, 2003. NUNES CRF. Corpos na arena: um olhar etnográfico sobre a prática das artes marciais combinadas. 2004. 251 f. Dissertação (Mestrado em Ciências do Movimento Humano) –Programa de Pós-Graduação em Ciências do Movimento Humano, Universidade Federal do Rio Grande do Sul, Porto Alegre, 2004. OLIVIER, J. C. (2000). Das brigas aos jogos com regras: enfrentando a indisciplina na escola. Porto Alegre: Artmed. OLIVEIRA. M.R. N.S. O Conteúdo da Didática: uma naturalidade cientifica. Belo Horizonte: UFMG, 1988. OLIVEIRA, M. C. Plano de aula: ferramenta pedagógica da prática docente. Pergaminho, Patos de Minas: UNIPAM, v. 2, p. 121-129, nov. 2011. PRÁTICAS INTEGRATIVAS II - METODOLOGIA DO ENSINO DE LUTAS PROF. JEFFERSON CAMPOS LOPES FACULDADE CATÓLICA PAULISTA | 200 OMS. Organização Mundial da Saúde. Diretrizes da OMS para Atividade Física e Comportamento Sedentário: num piscar de olhos. 2020. O’SULLIVAN, K. et al. The relationship between previous hamstring injury and the concentric isokinetic knee muscle strength of Irish Gaelic footballers. BMC Musculoskelet Disord, 2008. PADILHA, R.P. Planejamento dialógico, 2001. PHYSICAL ACTIVITY GUIDELINES ADVISORY COMMITTEE. Physical Activity Guidelines Advisory Committee Report, 2008. Washington: U.S. Department of Health and Human Services; 2008. PAYTON, C. J.; BARTLETT, R. M. Biomechanical Evaluation of Movement in Sport and Exercise: The British Association of Sport and Exercise Sciences Guidelines. 1. ed. New York: Routledge, 2008. PAIVA, L. Olhar clínico nas lutas, artes marciais e modalidades de combate. 1 ed. Manaus; OMP EDITORA, 2015. PEREIRA, R.J.; COTTA, R.M.M.; FRANCESCHINI, S.C.C.; RIBEIRO, R.C.L.; SAMPAIO,R.F.; PRIORE, S.E.; CECON, P.R. Contribuição dos domínios físico, social, psicológico e ambiental para a qualidade de vida global de idosos. Revista de Psiquiatria do Rio Grande do Sul, Porto Alegre, v. 28, n. 1, p. 27-38, 2006. PERRENOUD, P. Dez novas competências para ensinar. Porto Alegre: Artmed Editora. 2000. _________________ Por que construir competências a partir da escola? Porto: Edições Asa.construir. 2001. __________________Escola e cidadania. O papel da escola na formação para a democracia. Porto Alegre: Artmed Editora. 2005. PERNAMBUCO. Secretaria de Educação. Orientações teórico-metodológicas: ensino fundamental, educação física. Recife, 2008. PRÁTICAS INTEGRATIVAS II - METODOLOGIA DO ENSINO DE LUTAS PROF. JEFFERSON CAMPOS LOPES FACULDADE CATÓLICA PAULISTA | 201 PIMENTA, S. G. (Org.). Pedagogia e pedagogos: caminhos e perspectivas. São Paulo: Cortez, 2002. p. 99-127. PINSKY, J. As primeiras civilizações. São Paulo: Contexto, 2003. PINTO, D. et al. Judô: caminho suave ou caminho da vitória? Arte marcial que se esportivizou ou esporte que se tornou arte marcial? XII Simpósio Internacional Processo Civilizador. Recife, 2009. PORTAL JIUJITSU. O portal do Jiujitsu brasileiro. 2012. POLISENI, M. L. C.; RIBEIRO, L. C. Exercício físico como fator de proteção para a saúde em servidores públicos. Revista Brasileira de Medicina do Esporte, 2014;20(5):340-344 RAMOS, A. M.; NEVES, R. L. R. A Iniciação Esportiva e a especialização precoce à luz da teoria da complexidade – notas introdutórias. educadores.diaadia.pr.gov.br, 2008 RAMIREZ, F. A.; DOPICO, J. A.; IGLESIAS, E. Requerimientos motrices de la lucha leonesa. Consideraciones generales sobre el proceso de enseñanza-aprendizaje. In: RODRIGUEZ, C. (Org.). El entrenamiento en los deportes de lucha. Leon: L.Federación Territorial de Lucha, 2000. RAPOSO, A. A periodização do treino. Treino Desportivo, Lisboa, n.11, p. 55-59, 1989. REGO, W. Capoeira Angola: Ensaio Sócio-Etnográfico. Salvador, Itapuã, 1968. RIBAS, J. F. M. Praxiologia Motriz: construção de um novo olhar dos jogos e esportes na escola. Motriz, Rio Claro, v. 11, n. 2, p. 113-120, mai./ago. 2005. RHODES RE, LUBANS DR,KARUNAMUNI N, KENNEDY S, PLOTNIKOFF R. Factors associated with participation in resistance training: a systematic review. Br J Sports Med 2017, bjsports -2016-096950. PRÁTICAS INTEGRATIVAS II - METODOLOGIA DO ENSINO DE LUTAS PROF. JEFFERSON CAMPOS LOPES FACULDADE CATÓLICA PAULISTA | 202 RUFINO LGB; MARTINS CJ. O jiu-jitsu brasileiro em extensão. Revista Ciência em Extensão2011;7(2):84-101. RUDD, J. R. et al. Fundamental Movement Skills Are More than Run, Throw and Catch: The Role of Stability Skills. PLOS ONE, v. 10, n. 10, p. e0140224, 15 out. 2015. SAMULSKI, D. Psicologia do esporte: conceitos e novas perspectivas. 2. ed. São Paulo: Manole, 2009. SANTANA, W. C. de. Uma proposta pedagógica para o futsal na infância.2005. SANTOS, M. Técnica, Espaço, Tempo: Globalização e meio técnico- científicoinformacional. São Paulo: Editora da Universidade de São Paulo, 2008. SANTOS, S. M. P. Dos. Brinquedoteca: a criança, o adulto e o lúdico. 6. ed. Petrópolis: Vozes, 2011. p. 182. SANTOS, C. A. F.; FREITAS, R. G. Luta marajoara e memória: práticas “esquecidas” na educação física escolar em Soure-Marajó. Caderno de Educação Física e Esporte, v.16, n.1, p.57-67, 2018. SANTOS, S., DANTAS, L. & OLIVEIRA, J. A. (2004). Desenvolvimento motor de crianças, de idosos e de pessoas com transtornos da coordenação. Revista Paulista Educação Física, 18, 33-44. SEKUNDA, N. The Spartan Army. United Kingdom, Osprey Publishing. (Elite Series,v. 66).1999. SIEDENTOP, D. Introduction to Physical Education, Fitness, and Sport. California: Mayfield. 1990. SILVA, E. F. O planejamento no contexto escolar: pela qualificação do trabalho docente e discente. In: VILLAS BOAS, Benigna (Org.). Avaliação: interações com o trabalho pedagógico. Campinas: Papirus, 2017.p. 25-38. SILVA, A. H. ; FOSSÁ, M. I. T. Análise de conteúdo: exemplo de aplicação da técnica para análise de dados qualitativos. Qualitas, v. 17, n. 1, p. 1-14, jan./jun., 2015 PRÁTICAS INTEGRATIVAS II - METODOLOGIA DO ENSINO DE LUTAS PROF. JEFFERSON CAMPOS LOPES FACULDADE CATÓLICA PAULISTA | 203 SMITH, D. J. A. Framework for understanding the training process leading to elite performancs. Sports Med, v. 33, n. 15, p. 1103-1126, 2003. SCHMIDT, R. A.; WRISBERG, C. A. Aprendizagem e performance motora: uma abordagem da aprendizagem baseada no problema. 2. ed. Porto Alegre: Artmed, 2001. SOUSA, M. F. de. Do conceito de bunburyo do à atividade esportiva: a racionalidade moderna nas lutas marciais tradicionais. Goiânia: FCS/UFG, 2010. SPUDEIT, D. Elaboração do Plano de Ensino e do Plano de Aula. Rio de Janeiro, 2014. STONE, M.H.; O’BRYANT H.S. A hypothetical model for strength training. The Journal of sports medicine and physical fitness. p. 342-51.2002. VASCONCELLOS, C.S. Planejamento: projeto de ensino-aprendizagem e projetos políticos pedagógicos. São Paulo: Libertad, 1995. VILARTA, R. (ORG.); BOCCALETTO, E.M.A. (Org.). Atividade física e qualidade de vida na escola: conceitos e aplicações dirigidos à graduação em educação física. Campinas: IPES, 1ª Ed., 2008. VILANOVA, R. F. e colaboradores. Especialização precoce e o nível de desenvolvimento motor de atletas mirins de futebol. Revista brasileira de futsal e futebol,v. 11, n. 45,p.462-471, jan./dez, 2019 VILLAMÓN, M.; BROUSSE, M. El judo como contenido de la educación física escolar. In: CASTARLENAS, J.; MOLINA, P. (Orgs.). El judo en la educación física escolar: unidades didácticas. Barcelona: Hispano Europea, 2002. VILLAMÓN M.; MOLINA, J.P. La iniciación deportiva en Judo. In: VILLAMÓN, M. (Org.). Introducción al judo. Barcelona: Hispano Europea, 1999. TANI G. Pedagogia do movimento: reflexões sobre atividade física para crianças e adolescentes. In: Correia WR, Basso L, organizadores. Pedagogia do Movimento do Corpo Humano. São Paulo: Editora Fontoura; 2013. p. 19-32. PRÁTICAS INTEGRATIVAS II - METODOLOGIA DO ENSINO DE LUTAS PROF. JEFFERSON CAMPOS LOPES FACULDADE CATÓLICA PAULISTA | 204 TORRES, J. A. M. ; BUENO, F. Kung Fu: A Milenar Arte Marcial Chinesa. São Paulo: Editora On Line, 2011. TUBINO, M. J. G. Metodologia cientifica do treinamento desportivo. São Paulo: Editora Ibrasa, 1979. TUBINO, F. M; GARRIDO, F.A.C; TUBINO, M.J.G, 2007. Dicionário Enciclopédico Tubino do Esporte. SENAC Editoras. ZABALA, A. A prática educativa: como ensinar. Porto Alegre: Artmed, 1998. ______. Os enfoques didáticos. In: COLL, C. et al. O construtivismo em sala de aula. São Paulo: Ática, 2001. WEINECK, J. Treinamento ideal. Tradução de Beatriz M. R. Carvalho. 9. ed. Barueri: Manole, 2003. 740 p. WOODWARD, T.W. A review of the effects of martial arts practice on health. Wisconsin Medical Journal, Madison, v.108, n.1, p. 40-43, 2009. WORLD HEALTH ORGANIZATION. Guidelines on physical activity and sedentary behaviour, Geneva, World Health Organization, 2020. TEODORO, A. M. Planejamento do treinamento no ciclo anual de lutadores do sexo masculino na modalidade de muay thai categoria adulto. 116 f. Trabalho de Graduação (Especialização em Fisiologia do Exercício) - Departamento de Educação Física, Universidade Federal do Paraná, 2013. ALLSEN, P. E.; HARRISON, J. M.; VANCE, B. Exercício e qualidade de vida: uma abordagem personalizada. Barueri: Editora, 2001. AZEVEDO, T. M.; ROWELL, Vania Morales. Competências e habilidades no processo de aprendizagem. Caxias do Sul, 2009a. 67 slides, color., 25,4 cm x 19,05 cm. AMERICAN COLLEGE OF SPORTS MEDICINE. Manual do ACSM para Avaliação da Aptidão Física Relacionada à Saúde. 3ª Edição. Editora: Guanabara Koogan, Rio de Janeiro, 2017. PRÁTICAS INTEGRATIVAS II - METODOLOGIA DO ENSINO DE LUTAS PROF. JEFFERSON CAMPOS LOPES FACULDADE CATÓLICA PAULISTA | 205 __________________________________. Progression models in resistance training for healthy adults. Med Sci Sports Exerc, v. 41, p. 687-708, 2009. ALLEONI, B. N. A Manifestação Corporal Capoeira: Uma Cultura Nacional Brasileira. Associação de Escolas Reunidas – Brasil. Escola Superior de Tecnologia e Educação de Rio Claro – Brasil. Revista Mackenzie de Educação Física e Esporte, 2010. ALLSEN, P. E.; HARRISON, J. M.; VANCE, B. Exercício e qualidade de vida: uma abordagem personalizada. Barueri: Editora, 2001. ANTUNES, M. M. Uma Breve Reflexão Sobre a História e as Funcionalidades das Artes Marciais na Contemporaneidade. In: ANTUNES, M. M., ALMEIDA, J. J. G. (Orgs.). Artes Marciais, Lutas e Esportes de Combate na Perspectiva da Educação Física: Reflexões e Possibilidades. Curitiba, PR: CRV, 2016ª. ARAÚJO, G. C. Avaliação da flexibilidade: valores normativos do flexiteste dos 5 aos 91 anos de idade. Arq. Bras. Cardiol. v. 90, n.4, São Paulo, 2008. AKBARI, H. et al. The effect of traditional games in fundamental motor skill development in 7-9 year-old boys. Iranian Journal of Pediatrics, v. 19, n. 2, p. 123–129, 2009. ARRUDA, K. M. F.; SILVA, E. A. A. Desenvolvimento Motor na Educação Infantil Através da Ludicidade. 2009. 14 folhas. Dissertação. (Graduação). Centro Universitário – Univag Varzea Grande. 2009. AQUINO, M.F. S.et al.Psicomotricidade como ferramenta da educação física na educação infantil.Revista Brasileira de Futsal e Futebol,Edição Especial: Pedagogia do Esporte, São Paulo, v.4, n.14, p.245-257. jan./dez. 2012 AREIAS, A. das. O que é capoeira? São Paulo: Brasiliense, 1983. ARTIOLI, G. G. et al. Magnitude e métodos de perda rápida de peso em judocas de elite. Revista de Nutrição, v.20, n.3, p.307-315, 2007. ASSIS, J. A Agarrada Marajoara como manifestação de identidade cultural da ilha do Marajó, Pará. EFDeportes.com, Buenos Aires, nº 157. 2015. PRÁTICAS INTEGRATIVAS II - METODOLOGIA DO ENSINO DE LUTAS PROF. JEFFERSON CAMPOS LOPES FACULDADE CATÓLICA PAULISTA | 206 ASSIS, J. W. P.; PINTO, R. F.; SANTOS, C. A. S. A Agarrada Marajoara como manifestação de identidade cultural da Ilha do Marajó, Pará. Lecturas: Educación Física y Deportes. Buenos Aires, v.16, n.157,Jun, 2011 AUGUET, R. Cruelty and civilization: The Roman games. London and New York. Routledge.1994. BARBANTI, V. J. Teoria e prática do treinamento esportivo. São Paulo: Edgar Blücher, 1997. ____________ A formação esportiva. Barueri.2005. BARBANTI, V. J.; TRICOLI, V.; UGRINOWITSCH, C. Relevância do conhecimento científico na prática do treinamento físico. Revista Paulista de Educação Física, São Paulo, v. 18, p. 101-9, 2004. Número especial. BACICH, L.; MORAN. J. (Org.). Metodologias ativas para uma educação inovadora: uma abordagem téorico-prática. Porto Alegre, RS: Penso, 2018. BAINES, J. & MALIK, Cultural Atlas of Ancient Egypt. London: Andromeda Oxford Limited.2008. BALSHAW, T.G.; MASSEY, G.J.; WILKINSON, T.M.; TILLIN, N.A.; FOLLAND, J.P. Training-specific functional, neural, and hypertrophic adaptations to explosive- vs. sustainedcontraction strength training. Journal Applied Physiology, v. 120, n. 11, p. 1364-1373. 2016. BAYER, C. O ensino dos deportos colectivos. Lisboa, Dinalivro, 1994. BARROSO, A, L, R. DARIDO, S, C. Escola, educação física e esporte: possibilidades pedagógicas. São Paulo: Revista Brasileira de Educação Física, Esporte, Lazer e Dança, v. 1, n. 4, p. 101-114, dez. 2006. BEMVENUTI, Alice. O jogo na história: aspectos a desvelar. In Ulbra - Universidade Luterana do Brasil (org.). O lúdico na prática pedagógica. Curitiba: Ibpex, 2009.p.17-35. PRÁTICAS INTEGRATIVAS II - METODOLOGIA DO ENSINO DE LUTAS PROF. JEFFERSON CAMPOS LOPES FACULDADE CATÓLICA PAULISTA | 207 BEILLERO, J (1989). Rapport au savoirâ: origines et extension de la notion. In J. Beillerot et al (Eds). Savoir et rapportau savoir: elaborations théoriques et cliniques (pp. 165-202). Bégédis: Éditions Universitaires. BRANDÃO, M. N. e colaboradores. A trajetória de tenistas infantojuvenis: idade de iniciação, treinamento técnico, cargas, lesões e suporte parental.Revista educação física, v. 26, n. 1, p. 31-42, abr., 2015. BOURDIEU, P. ¿Como se puede ser deportivo? In: Cuestiones de Sociología. Madrid Istmo, 2000. p.173-194.2000. BRASIL. Base Nacional Comum Curricular – Educação é a base. Ministério da Educação, 2017. _______. Constituição da República Federativa do Brasil. 1988. _______. Ministério da Saúde. Secretaria de Atenção Primária à Saúde. Departamento de Promoção da Saúde. Guia de Atividade Física para a População Brasileira [recurso eletrônico] / Ministério da Saúde, Secretaria de Atenção Primária à Saúde, Departamento de Promoção da Saúde. – Brasília: Ministério da Saúde, 2021.54 p. ________. Ministério da Saúde. Secretaria de Atenção à Saúde. Departamento de Ações Programáticas Estratégicas. Saúde do adolescente: competências e habilidades. Brasília: Editora do Ministério da Saúde, 2008. _________. Base Nacional Comum Curricular: Educação é a base. Brasília: Ministério da Educação - MEC, dezembro de 2017. _________. Parâmetros curriculares nacionais: introdução aos parâmetros curriculares nacionais / Secretaria de Educação Fundamental. – Brasília: MEC/ SEF, 1997. 126 p. __________. Ministério da Saúde. Secretaria de atenção primaria à saúde. Departamento da saúde. Guia de Atividade Física para a população Brasileira. Brasília: Ministério da Saúde. 2021. BREDA et al. Pedagogia do esporte aplicada às lutas. São Paulo: Phorte, 2010. PRÁTICAS INTEGRATIVAS II - METODOLOGIA DO ENSINO DE LUTAS PROF. JEFFERSON CAMPOS LOPES FACULDADE CATÓLICA PAULISTA | 208 BROUGÉRE, G. Brinquedo e companhia. São Paulo: Cortez, 2004. BROUSSE, M.; VILLAMÓN, M.; MOLINA, J. P. El judo en el contexto escolar. In: VILLAMÓN, M. (Org.). Introducción al judo. Barcelona: Hispano Europea, 1999 CAMPOS, Í. S. L.; PINHEIRO, C. J. B.; GOUVEIA, A. Modelagem do comportamento técnico da Luta Marajoara: do desempenho ao educacional. R. bras. Ci. e Mov. v.27, n.2, p.209-217. 2019. BORBA, M. C.; ALMEIDA, H. R. F. L.; GRACIAS, T. A. S. Pesquisa em ensino e sala de aula: diferentes vozes em uma investigação. Belo Horizonte, MG: Autêntica, 2018. BOMPA, T. Periodização: teoria e metodologia do treinamento. 2. ed. São Paulo: Phorte, 2002. BOTERF. G. Desenvolvendo as competências profissionais. Porto Alegre: Artmed.2003. BUSARELLO, R. I. et al. A gamificação e a sistemática de jogo. In: FADEL, L. M. et al. (Org.). Gamificação na educação. São Paulo: Pimenta Cultural, 2014. BUCHHEIT, M.; LAURSEN, P. B. High-intensity interval training, solutions to the programming puzzle. Part I: cardiopulmonary emphasis. Sports Med, 2013. CABANNE, J. I. Brinquedo, memória de uma sociedade. Comunicação & Educação, São Paulo, n. 1, p. 63-72, jan./jun. 2012. CANDAU, V. M. (Org.). A didática em questão. Petrópolis: Vozes, 2014. CAILLOIS, R., Os jogos e os homens. 1ª edição, Editora: COTOVIA, Lisboa: Portugal, 1990. CANTO, C. e SIMÃO, L. (2009). Relação fisioterapeuta-paciente e a integração corpo- mente: um estudo de caso, Psicologia Ciência e Profissão, 29 (2), pp. 306-317. CHARLOT, B. (2000). Da relação com o saber: elementos para uma teoria. Porto Alegre: Artmed. CARTLEDGE, P. Sparta and Lakonia: a regional history 1300-362 BC. Routledge, London.2003. PRÁTICAS INTEGRATIVAS II - METODOLOGIA DO ENSINO DE LUTAS PROF. JEFFERSON CAMPOS LOPES FACULDADE CATÓLICA PAULISTA | 209 CEITIL, M. (Org.). (2006). Gestão e desenvolvimento de competências. Lisboa: Edições Sílabo. CHMIELEWSKI, T.L.; MYER G.D.; Kauffman D.; Tillman S.M.; Plyometric exercise in the rehabilitation of athletes: Physiological responses and clinical application. Journal of Orthopaedic and Sports: Physical Therapy; n. 36(5): p. 308-19 de 2006. COMITÊ OLÍMPICO DO BRASIL. Modelo de desenvolvimento esportivo do comitê olímpico do Brasil. Brasília, DF, 2002. CONFEDERAÇÃO BRASILEIRA DE MUAY THAI. Como tudo começou. 2007. CORREIA, W. R.; FRANCHINI, E. Produção acadêmica em lutas, artes marciais e esportes de combate. Motriz. Rio Claro, v. 16, n. 1, p. 01 – 09, 2010. COEN, B.; URHAUSE, A.; KINDERMANN, W. Individual anaerobic threshold: methodological aspects of its assessment in running. Int J Sports Med, v. 22, n. 8, p. 8-16, 2001. CORMIE, P.; MCGUIGAN, M. R.; NEWTON, R. U. Developing maximal neuromuscular power: part 2 - training considerations for improving maximal power production. Sports Med, v. 41, n. 2, p. 125-146, 2011. CUNHA, A. M. O. Ensino de Ecologia em espaços não formais. III CLAE e IXCEB, 10 a17 de setembro de 2009, São Lourenço, MG. CUNHA, N. H. S. Brincando, aprendendo e desenvolvendo o pensamento matemático. Petrópolis, RJ: Vozes, 2005. CRUZ, C. Competências e habilidades: da proposta à prática. São Paulo: Edições Loyola.2001. DANTAS, E. H. M. A Prática da Preparação Física. 4ª ed. Rio de Janeiro: Shape, 2003. DANTAS, E.H.M.; MEDINA, M.F.; DANTAS, B.HA.; PALHARES, L.O.C.P. Pliometria: princípios científicos e aplicação prática.2011. PRÁTICAS INTEGRATIVAS II - METODOLOGIA DO ENSINO DE LUTAS PROF. JEFFERSON CAMPOS LOPES FACULDADE CATÓLICA PAULISTA | 210 DARIDO, S. C,; FARINHA, F. K. Especialização precoce na natação e seus efeitos na idade adulta. Motriz, v. 1, n. 1, p. 59-70, jun. 1995. DEL’VECCHIO, F. B.; FRANCHINI, E. Lutas, artes marciais e esportes de combate: possibilidades, experiências e abordagens no currículo de educação física. In: SAMUEL DE SOUZA NETO; DAGMAR HUNGER (Org.). Formação profissional em Educação Física: estudos e pesquisas. Rio Claro: Biblioética, 2006, v. 1, p. 99-108. DEL VECCHIO, F. B.; HIRATA, S. M.; FRANCHINI, E. A review of time-motion analysis and combat development in mixed martial arts matches at regional level tournaments. Perceptual and Motor Skills, v. 112, n. 2, p. 639-648, 2011. DELEUZE, G e GUATTARI, F. Mil Platôs. Tradução de Ana Lúcia de Oliveira. São Paulo: Editora34, 1997. v.1. DE LUCA, C. J. et al. Decomposition of Surface EMG Signals. J Neurophysiol [on- line], 2006. DRIGO, A. J., OLIVEIRA, P. R., CESANA, J., NOVAES, C. R. B., NETO, S. S. A cultura oriental e o processo de especialização precoce nas artes marciais.http://www. efdeportes.com/ Revista Digital, Buenos Aires, Año, 10, n. 86, 2005. Disponível em: http://www.efdeportes.com/efd86/artm.htm. DOURIS, P.; CHINAN, A.; GOMEZ, M.; AW, A.; STEFFENS, D.; WEISS, S. Fitness levels of middle aged martial art practitioners. British Journal of Sports Medicine, Loughborough, v.38, p. 143-147, 2004. DUMAZEDIER. J. Lazer e Cultura Popular. São Paulo: Perspectiva S.A., 1993. ESCO MR. Resistance Training for Health and Fitness. In: Medicine ACoS, ed. American College of Sports Medicine. Indianapolis: American College of Sport Medicine; 2013:1-2. ESPARTERO, J. Aproximación histórico-conceptual a los deportes de lucha. In: VILLAMÓN, M. Introducción al judo. Barcelona: Editorial Hispano Europea, 1999. http://www.efdeportes.com/efd86/artm.htm http://www.efdeportes.com/efd86/artm.htm PRÁTICAS INTEGRATIVAS II - METODOLOGIA DO ENSINO DE LUTAS PROF. JEFFERSON CAMPOS LOPES FACULDADE CATÓLICA PAULISTA | 211 EATHER, N. et al. Fundamental movement skills: Where do girls fall short? A novel investigation of object-control skill execution in primary-school aged girls. Preventive Medicine Reports, v. 11, n. May, p. 191–195, set. 2018. FARIAS, D.J. F.; SCLAGIA, A.J.; GAVIÃO, J.J.A. O Jogo e o ensino da luta para crianças: criando ambientes de aprendizagem. Pensar a Prática, Goiânia, v. 19, n. 1, jan./mar. 2016. FALKENBACH, F.; TONET, F. Treinamento de muay-thai: Bangkok x Curitiba. Revista Eletrônica de Educação Física. 2009. FANTACHOLI, F. N. O Brincar na Educação Infantil: Jogos, Brinquedos e Brincadeiras – Um Olhar Psicopedagógico. Disponível em: http://revista.fundacaoaprender.org. br/?p=78 acesso em: 22 de fev. de 2022. FERREIRA, A. B. de H. Dicionário da Língua portuguesa. 5ª ed. Curitiba: Positivo, 2010. FERNANDES, J. L. Futebol: ciência, arte ou…sorte! treinamento para profissionais – alto rendimento: preparação física, técnica, tática e avaliação. São Paulo: Editora Pedagógica e Universitária, 1994. FIGUEIREDO, A. A. Os desportos de combate nas aulas de educação física. Revista Horizonte, v. 14, n. 81, 1998. FRANCHINI, E. Ensino de lutas: reflexões e propostas de programas. SP: Scortecci.2012. FRANCHINI, E.; BACURAU, F.R.P. Atividades intermitentes. Em: Marcelo Saldanha Aoki; Reury Frank Bacurau. (Org.). Nutrição no Esporte. 1ed.Rio de Janeiro. : Casa da Palavra Produção Editorial. 2011.v. 1, p. 29-43. FLECK, M.P.A.; FACHEL, O.; LOUZADA, S.; XAVIER, M.; CHACHAMOVICH, E.;VIEIRA, G.; SOUZA, L.; PINZON, V. Desenvolvimento da versão em português do instrumento de avaliação de qualidade de vida da organização mundial da saúde (WHOQOL-100). Revista Brasileira de Psiquiatria, São Paulo, v.21, p. 19-28, 1999. PRÁTICAS INTEGRATIVAS II - METODOLOGIA DO ENSINO DE LUTAS PROF. JEFFERSON CAMPOS LOPES FACULDADE CATÓLICA PAULISTA | 212 FLECK, M.P.A.; FACHEL, O.; LOUZADA, S.; XAVIER, M.; CHACHAMOVICH, E.;VIEIRA, G.; SOUZA, L.; PINZON, V. Desenvolvimento da versão em português do instrumento de avaliação de qualidade de vida da organização mundial da saúde (WHOQOL-100). Revista Brasileira de Psiquiatria, São Paulo, v.21, p. 19-28, 1999. FLEIG, M. T.; BOLZAN, D. P. V. Processos formativos para a docência: o que dizem os estudantes de Pedagogia de uma IES pública? Educação Por Escrito, v. 8, n. 1, p. 3-21, 29, jun., 2017. FOULCAULT, M. (2000) Microfísica do Poder. Rio de Janeiro: Graal. FORQUIN, J. C. Currículo e cultura. In: FORQUIN, J. C. Escola e cultura: as bases sociais e epistemológicas do conhecimento escolar. Porto Alegre: Artes Médicas, 1993. FOLLAND, J. P.; WILLIAMS, A. G. The adaptations to strength training: morphological and neurological contributions to increased strength. Sports Med, v. 37, n. 2, p. 145- 168, 2007. FUNARI, P. Grécia e Roma. São Paulo, Editora Contexto.2002. FUSARI, J.C. O planejamento do trabalho pedagógico: algumas indagações e tentativas de respostas. São Paulo: FDE , 1990. GALLAHUE, D. L. A classificação das habilidades de movimento: um caso para modelos multidimensionais. Revista da Educação Física /UEM, Maringá, v.13, n.2, p.105-111, 2º. sem, 2002. GALLAHUE, D. L.; OZMUN, J. C. Compreendendo o desenvolvimento motor: bebês, crianças, adolescentes e adultos. São Paulo: Phorte Editora, 2001. GALLAHUE, D.; OZMUN, J.; GOODWAY, J. Compreendendo o desenvolvimento motor: bebês, crianças, adolescentes e adultos. 7. ed. Porto Alegre: Artmed, 2013. GALATTI, L. Pedagogia do esporte: o livro didático como um mediador no processo de ensino e aprendizagem de jogos esportivos coletivos. 2006. 139f. Dissertação (Mestrado em Educação Física) - Faculdade de Educação Física, Universidade Estadual de Campinas, Campinas.2006. PRÁTICAS INTEGRATIVAS II - METODOLOGIA DO ENSINO DE LUTAS PROF. JEFFERSON CAMPOS LOPES FACULDADE CATÓLICA PAULISTA | 213 GALATTI, L. R. et al. Pedagogia do esporte: tensão na ciência e o ensino dos jogos esportivos coletivos. Revista da Educação Física, Maringá, v. 25, n. 1, p. 153- 162, jan./ mar. 2014. GAELZER, L. Lazer: benção ou maldição? Porto Alegre: Sulina, 1979. MARCELLINO, N. C. Lazer e Humanização. 2ª edição, São Paulo: Papirus, 1995. GLADIS, M.; GOSCH, E.A.; DISHUK, N.M.; CRITS-CHRISTOPH, P. Quality of life: expanding the scope of clinical significance. Journal of consulting and clinical psychology.Arlington, v.67, n.3, p. 320-331, 1999. GASTIN, P. Energy system interaction and relative contribution during maximal exercise. Sports Med, v. 31, n. 10, p. 725-741, 2001. GOMES, A.C. Treinamento Desportivo: Estruturação e Periodização. Porto Alegre, 1ed.Artmed, 2002. GONÇALVES, A. V. L; SILVA, M. R. S. Artes marciais e lutas: uma análise da produção de saberes no campo discursivo da educação física brasileira. Florianópolis: Revista Brasileira das Ciências do Esporte, v. 35, n. 3, p. 657-671, 21 jul./set. 2013. GOMES, F.J. C. Quatro histórias e uma epifania: estudos indisciplinares acerca do budô japonês. In: Rev. Dialogia, São Paulo, v. 7, p. 41-51, 2008. GRACIE, R. O criador de uma dinastia. Rio de Janeiro: Record Ltda., 2008. 571 p. GREGÓRIO, K. M.; SILVA, T. da. Iniciação esportiva x especialização esportiva precoce: quando iniciar estas práticas? Horizontes, v. 2, n. 3, p. 49-65, jan./jun., 2014 GRIFFIN, D. Gamification in E-Learning. Ashridge Business School, 2014. GRIFFIN, L. L., & BUTLER, J. Teaching games for understanding: theory, research, and practice. Champaigne, IL: Human Kinetics,2005. HADDERS-ALGRA, M. Variation and Variability: Key Words in Human Motor Development. Physical Therapy, v. 90, n. 12, p. 1823–1837, 1 dez. 2010. PRÁTICAS INTEGRATIVAS II - METODOLOGIA DO ENSINO DE LUTAS PROF. JEFFERSON CAMPOS LOPES FACULDADE CATÓLICA PAULISTA | 214 HANSEN, J., SATO, M., RRUED, R., LACIS, A., and OINAS, V.: Global warming in the twenty-first century: An alternative scenario, Proc. Natl. Acad. Sci. USA, 97, 9875–9880. 2002. HERRERA M.V; GARCÍA, C.G; CASADO J.E; ALVENTOSA J.P.M. La práctica de los deportes de lucha. Un estudio preliminar sobre la experiencia previa de los estudiantes de la licenciatura en Ciencias del Deporte. Apunts. Educación física y deportes; 1(79), 13-19, 2005. HERNANDES JR, B. D. O. Treinamento desportivo. Rio de Janeiro: Editora Sprint, 2002. HIRATA, D. S; DEL VECCHIO, F. B. Preparação física para lutadores de Sanshou: Proposta baseada no sistema de periodização de Tudo O. Bompa. Movimento & Percepção, Espírito Santo de Pinhal, v. 6, n. 8, 2006. HOLLAND T. in: T. Holland, (Ed.) Fogo Persa: O Primeiro império mundial e a batalha pelo ocidente. (pp.). São Paulo/SP: Record. 2008.INTITUTO SOCIOMBIENTAL (ISA). Índios do Brasil. Xingu. 2002 HORN, M. da G. de S. Sabores, cores, sons, aromas. A organização dos espaços na educação infantil. Porto Alegre: Artmed, 2004. HUIZINGA, J. Homo Ludens: o jogo como elemento da cultura. 4. ed. Tradução João Paulo Monteiro. São Paulo: Perspectiva, 2007. IBGE – INSTITUTO BRASILEIRO DE GEOGRAFIA E ESTATÍSTICA. Pesquisa Industrial de Inovação Tecnológica2000. Rio de janeiro, 2015. INSTITUTO SOCIOMBIENTAL (ISA). Índios do Brasil. Xingu. 2002. ISSURIN, V. B. New horizons for the methodology and physiology of training periodization. Sports Medicine, Auckland, v. 40, n. 3, p. 189-206, mar. 2010. JACOBUCCI, D. F. et al. Experiências de formação de professores em centros e museus de ciências no Brasil. Revista Electrónica de Enseñanza de las Ciencias, v. 8, n.1, p. 118-136, 2009. PRÁTICAS INTEGRATIVAS II - METODOLOGIA DO ENSINO DE LUTAS PROF. JEFFERSON CAMPOS LOPES FACULDADE CATÓLICA PAULISTA | 215 JAMES, L. P.; HAFF, G. G.; KELLY, V. G.; BECKMAN, E. M. Towards a Determination of the Physiological Characteristics Distinguishing Successful Mixed Martial Arts Athletes: A Systematic Review of Combat Sport Literature. Sports Med, v. 46, n. 10, p. 1525- 1551, 2016. KISHIMOTO, T. M. Jogo, brinquedo, brincadeira e a educação. 7 ed. São Paulo: Cortez, 1996. KULIKOWSKI, M. Guerras Góticas de Roma. São Paulo: Madras. 2009. KISHIMOTO, T. M. Jogo, brinquedo, brincadeira e educação. 3. ed. São Paulo: Cortez,2011. KRAEMER WJ, ADAMS K, CAFARELLI E, DUDLEY GA, DOOLY C, FEIGENBAUN MS, FLECK SJ, FRANKLIN B, Fry AC, HOFFMAN JR, NEWTON RO, POTTEIGER J, STONE MS, RATAMESS NA, MCBRIDE TT. American College of Sports Medicine position stand. Progresssion models in resistance training for healthy adults. Med Sci Sports Exerc. 2002;34(2):364-80. LIBARDI, D. A. O papel do professor universitário na construção do conhecimento. Revista de Educação. v. 13, n. 15, 2010. LIBÂNEO, J. C. Didática. São Paulo: Cortez, 1994. LONGO, R. A. et al. A permanência de crianças e jovens nos esportes: olhares para iniciação e especialização esportiva. Caderno de Educação Física e Esporte, Marechal Cândido Rondon, v. 15, n. 2, p. 121-132, jul./dez. 2017. LOPES, J.C. Proposta metodológica para ensino de lutas no processo pedagógico da educação física escolar – conteúdos conceituais, atitudinais e procedimentais. Tese (Doutorado em Ciências do Desporto) – UTAD, Portugal, 2018. LOPES, M. C. A. Comparação do consumo máximo de oxigênio de universitárias obtido pela ergoespirometria na esteira e no cicloergômetro. Movimentum - Revista Digital de Educação Física, 2007. PRÁTICAS INTEGRATIVAS II - METODOLOGIA DO ENSINO DE LUTAS PROF. JEFFERSON CAMPOS LOPES FACULDADE CATÓLICA PAULISTA | 216 LOSS, A. S. Didática e formação de professores: entre as distorções de conceitos. UFFS.2017. LUCKESI, C. C. LUDICIDADE E ATIVIDADES LÚDICAS - uma abordagem a partir da experiência interna.2000. MAGILL, R.A. Aprendizagem Motora: conceito e aplicações. 2. ed. São Paulo: Edgard Blücher, 2000. MACEDO, E. Base nacional curricular comum: novas formas de sociabilidade produzindo sentidos para educação. Revista e-Curriculum, São Paulo, v. 12, n. 03 p.1530 – 1555, 2014. MARCELO, C. Desenvolvimento profissional docente: passado e futuro. Ciências da Educação, n.8, 2009, p.7-22. MARTINS, L. N. Futsal feminino: perfil das atletas nos Jogos de Minas 2012 e implicações pedagógicas. Revista brasileira de futsal e futebol, v. 5, n. 18, p.331-340, set. 2013 MARINHO, B. F. Características antropométricas de atletas brasileiros de Mixed Martial Arts (MMA). EFDeports.com, Revista Digital. Buenos Aires, Año 15, Nº 152, Enero de 2011 MASCARELLO, C. A. Formação por competências no Ensino Médio: desdobramentos para a organização escolar. 2019. Dissertação (Mestrado em Educação) – Universidade Comunitário da Região de Chapecó, Chapecó - SC, 2019. MARCELLINO, N. C. Lazer e Humanização. 2ª edição, São Paulo: Papirus, 1995. MATVEEV, L. P. Fundamentos do treino desportivo. Lisboa: Horizonte, 1986. MATSUDO, V. K. R. et al. Nível de atividade física da população do Estado de São Paulo: análise de acordo com o gênero, idade, nível sócio-econômico, distribuição geográfica e de conhecimento. Revista Brasileira de Ciência e Movimento, v. 10, p. 41-50, 2002 PRÁTICAS INTEGRATIVAS II - METODOLOGIA DO ENSINO DE LUTAS PROF. JEFFERSON CAMPOS LOPES FACULDADE CATÓLICA PAULISTA | 217 MARQUES, A. T.; OLIVEIRA, J. M. O Treino dos Jovens Desportistas: Atualização de Alguns Temas que Fazem a Agenda do Debate Sobre a Preparação dos Mais Jovens. Revista Portuguesa de Ciências do Desporto, Porto, v. 1, n. 1, p. 130–137, 2001. MENDES, A. de A. Portugal e o Tráfico de Escravos na primeira metade do século XVI in Revista Internacional de Estudos Africanos. Universidade do Porto, Centro de Estudos Africanos. Nº 07 janeiro-dezembro 2004. MENDONÇA, P. C., ANJOS, A. L., Aspectos das práticas alimentares e da atividade física como determinantes do crescimento do sobrepeso/obesidade no Brasil. Caderno de saúde Pública, Rio de Janeiro, v. 20, n.3, maio/jun. 2004. MENEZES, R. P.; MARQUES, R. F. R. ; NUNOMURA, M. Especialização esportiva precoce e o ensino dos jogos coletivos de invasão. Movimento, v. 20, n. 1, p. 351-373, jan./mar., 2014 MONTEFIORE, S. Jerusalém – a bibliografia. Editora Companhia das letras.2013. MOREIRA, M. A & MASINI, E. F. S. Aprendizagem significativa: a teoria de David Ausubel. São Paulo: Centauro, 2001. MOTA, J; RIBEIRO, J. L; CARVALHO, J. Atividade física e qualidade de vida associada à saúde em idosos participantes e não participantes em programas regulares de atividade física. Rev. bras. Educ. Fís. Esp., São Paulo, v.20, n.3, p.219-25, jul./set. 2006. MYNARSKI J. dos S. L; VERRFFEL A, MELLO D, BERTICELL MW, OLKOSKI MM. Efeitos de diferentes programas de exercícios físicos sobre a composição corporal e a autonomia funcional de idosas com risco de fratura. J Phys Educ 2014;25(4):609-18. NASCIMENTO, P. R. B. Organização e Trato Pedagógico do Conteúdo de Lutas na Educação Física Escolar. Motrivivência, Ano XX, Nº 31. 2008. NASCIMENTO, P. & ALMEIDA, L. A tematização das lutas na educação física escolar: restrições e possibilidades. Revista Movimento, v.13, n. 3. 2007. NEIRA, MG. A proposta curricular do Estado de São Paulo na perspectiva dos saberem docentes. Rev Bras Educ Fís Esporte. 2011;25(sup.6):23-7. PRÁTICAS INTEGRATIVAS II - METODOLOGIA DO ENSINO DE LUTAS PROF. JEFFERSON CAMPOS LOPES FACULDADE CATÓLICA PAULISTA | 218 NEXERSYS. Fast Fists. [Online] Available at: http://nexersys.com/arcade/.2015. NOGUEIRA, E. de A. G. Para entender didática: uma introdução à teoria e à prática docente. Teresina: EDUFPI, 2003. NUNES CRF. Corpos na arena: um olhar etnográfico sobre a prática das artes marciais combinadas. 2004. 251 f. Dissertação (Mestrado em Ciências do Movimento Humano) –Programa de Pós-Graduação em Ciências do Movimento Humano, Universidade Federal do Rio Grande do Sul, Porto Alegre, 2004. OLIVIER, J. C. (2000). Das brigas aos jogos com regras: enfrentando a indisciplina na escola. Porto Alegre: Artmed. OLIVEIRA. M.R. N.S. O Conteúdo da Didática: uma naturalidade cientifica. Belo Horizonte: UFMG, 1988. OLIVEIRA, M. C. Plano de aula: ferramenta pedagógica da prática docente. Pergaminho, Patos de Minas: UNIPAM, v. 2, p. 121-129, nov. 2011. OMS. Organização Mundial da Saúde. Diretrizes da OMS para Atividade Física e Comportamento Sedentário: num piscar de olhos. 2020. O’SULLIVAN, K. et al. The relationship between previous hamstring injury and the concentric isokinetic knee muscle strength of Irish Gaelic footballers. BMC Musculoskelet Disord, 2008. PADILHA, R.P. Planejamento dialógico, 2001. PHYSICAL ACTIVITY GUIDELINES ADVISORY COMMITTEE. Physical Activity Guidelines Advisory Committee Report, 2008. Washington: U.S. Department of Health and Human Services; 2008. PAYTON, C. J.; BARTLETT, R. M. Biomechanical Evaluation of Movement in Sport and Exercise: The British Association of Sport and Exercise Sciences Guidelines. 1. ed. New York: Routledge, 2008. PRÁTICAS INTEGRATIVAS II - METODOLOGIA DO ENSINO DE LUTAS PROF. JEFFERSON CAMPOS LOPES FACULDADE CATÓLICA PAULISTA | 219 PAIVA, L. Olhar clínico nas lutas, artes marciais e modalidades de combate. 1 ed. Manaus; OMP EDITORA, 2015. PEREIRA,R.J.; COTTA, R.M.M.; FRANCESCHINI, S.C.C.; RIBEIRO, R.C.L.; SAMPAIO,R.F.; PRIORE, S.E.; CECON, P.R. Contribuição dos domínios físico, social, psicológico e ambiental para a qualidade de vida global de idosos. Revista de Psiquiatria do Rio Grande do Sul, Porto Alegre, v. 28, n. 1, p. 27-38, 2006. PERRENOUD, P. Dez novas competências para ensinar. Porto Alegre: Artmed Editora. 2000. _________________ Por que construir competências a partir da escola? Porto: Edições Asa.construir. 2001. __________________Escola e cidadania. O papel da escola na formação para a democracia. Porto Alegre: Artmed Editora. 2005. PERNAMBUCO. Secretaria de Educação. Orientações teórico-metodológicas: ensino fundamental, educação física. Recife, 2008. PIMENTA, S. G. (Org.). Pedagogia e pedagogos: caminhos e perspectivas. São Paulo: Cortez, 2002. p. 99-127. PINSKY, J. As primeiras civilizações. São Paulo: Contexto, 2003. PINTO, D. et al. Judô: caminho suave ou caminho da vitória? Arte marcial que se esportivizou ou esporte que se tornou arte marcial? XII Simpósio Internacional Processo Civilizador. Recife, 2009. PORTAL JIUJITSU. O portal do Jiujitsu brasileiro. 2012. POLISENI, M. L. C.; RIBEIRO, L. C. Exercício físico como fator de proteção para a saúde em servidores públicos. Revista Brasileira de Medicina do Esporte, 2014;20(5):340-344 RAMOS, A. M.; NEVES, R. L. R. A Iniciação Esportiva e a especialização precoce à luz da teoria da complexidade – notas introdutórias. educadores.diaadia.pr.gov.br, 2008 PRÁTICAS INTEGRATIVAS II - METODOLOGIA DO ENSINO DE LUTAS PROF. JEFFERSON CAMPOS LOPES FACULDADE CATÓLICA PAULISTA | 220 RAMIREZ, F. A.; DOPICO, J. A.; IGLESIAS, E. Requerimientos motrices de la lucha leonesa. Consideraciones generales sobre el proceso de enseñanza-aprendizaje. In: RODRIGUEZ, C. (Org.). El entrenamiento en los deportes de lucha. Leon: L.Federación Territorial de Lucha, 2000. RAPOSO, A. A periodização do treino. Treino Desportivo, Lisboa, n.11, p. 55-59, 1989. REGO, W. Capoeira Angola: Ensaio Sócio-Etnográfico. Salvador, Itapuã, 1968. RIBAS, J. F. M. Praxiologia Motriz: construção de um novo olhar dos jogos e esportes na escola. Motriz, Rio Claro, v. 11, n. 2, p. 113-120, mai./ago. 2005. RHODES RE, LUBANS DR, KARUNAMUNI N, KENNEDY S, PLOTNIKOFF R. Factors associated with participation in resistance training: a systematic review. Br J Sports Med 2017, bjsports -2016-096950. RUFINO LGB; MARTINS CJ. O jiu-jitsu brasileiro em extensão. Revista Ciência em Extensão2011;7(2):84-101. RUDD, J. R. et al. Fundamental Movement Skills Are More than Run, Throw and Catch: The Role of Stability Skills. PLOS ONE, v. 10, n. 10, p. e0140224, 15 out. 2015. SAMULSKI, D. Psicologia do esporte: conceitos e novas perspectivas. 2. ed. São Paulo: Manole, 2009. SANTANA, W. C. de. Uma proposta pedagógica para o futsal na infância.2005. SANTOS, M. Técnica, Espaço, Tempo: Globalização e meio técnico- científicoinformacional. São Paulo: Editora da Universidade de São Paulo, 2008. SANTOS, S. M. P. Dos. Brinquedoteca: a criança, o adulto e o lúdico. 6. ed. Petrópolis: Vozes, 2011. p. 182. SANTOS, C. A. F.; FREITAS, R. G. Luta marajoara e memória: práticas “esquecidas” na educação física escolar em Soure-Marajó. Caderno de Educação Física e Esporte, v.16, n.1, p.57-67, 2018. PRÁTICAS INTEGRATIVAS II - METODOLOGIA DO ENSINO DE LUTAS PROF. JEFFERSON CAMPOS LOPES FACULDADE CATÓLICA PAULISTA | 221 SANTOS, S., DANTAS, L. & OLIVEIRA, J. A. (2004). Desenvolvimento motor de crianças, de idosos e de pessoas com transtornos da coordenação. Revista Paulista Educação Física, 18, 33-44. SEKUNDA, N. The Spartan Army. United Kingdom, Osprey Publishing. (Elite Series,v. 66).1999. SIEDENTOP, D. Introduction to Physical Education, Fitness, and Sport. California: Mayfield. 1990. SILVA, E. F. O planejamento no contexto escolar: pela qualificação do trabalho docente e discente. In: VILLAS BOAS, Benigna (Org.). Avaliação: interações com o trabalho pedagógico. Campinas: Papirus, 2017.p. 25-38. SILVA, A. H. ; FOSSÁ, M. I. T. Análise de conteúdo: exemplo de aplicação da técnica para análise de dados qualitativos. Qualitas, v. 17, n. 1, p. 1-14, jan./jun., 2015 SMITH, D. J. A. Framework for understanding the training process leading to elite performancs. Sports Med, v. 33, n. 15, p. 1103-1126, 2003. SCHMIDT, R. A.; WRISBERG, C. A. Aprendizagem e performance motora: uma abordagem da aprendizagem baseada no problema. 2. ed. Porto Alegre: Artmed, 2001. SOUSA, M. F. de. Do conceito de bunburyo do à atividade esportiva: a racionalidade moderna nas lutas marciais tradicionais. Goiânia: FCS/UFG, 2010. SPUDEIT, D. Elaboração do Plano de Ensino e do Plano de Aula. Rio de Janeiro, 2014. STONE, M.H.; O’BRYANT H.S. A hypothetical model for strength training. The Journal of sports medicine and physical fitness. p. 342-51.2002. VASCONCELLOS, C.S. Planejamento: projeto de ensino-aprendizagem e projetos políticos pedagógicos. São Paulo: Libertad, 1995. VILARTA, R. (ORG.); BOCCALETTO, E.M.A. (Org.). Atividade física e qualidade de vida na escola: conceitos e aplicações dirigidos à graduação em educação física. Campinas: IPES, 1ª Ed., 2008. PRÁTICAS INTEGRATIVAS II - METODOLOGIA DO ENSINO DE LUTAS PROF. JEFFERSON CAMPOS LOPES FACULDADE CATÓLICA PAULISTA | 222 VILANOVA, R. F. e colaboradores. Especialização precoce e o nível de desenvolvimento motor de atletas mirins de futebol. Revista brasileira de futsal e futebol,v. 11, n. 45,p.462-471, jan./dez, 2019 VILLAMÓN, M.; BROUSSE, M. El judo como contenido de la educación física escolar. In: CASTARLENAS, J.; MOLINA, P. (Orgs.). El judo en la educación física escolar: unidades didácticas. Barcelona: Hispano Europea, 2002. VILLAMÓN M.; MOLINA, J.P. La iniciación deportiva en Judo. In: VILLAMÓN, M. (Org.). Introducción al judo. Barcelona: Hispano Europea, 1999. TANI G. Pedagogia do movimento: reflexões sobre atividade física para crianças e adolescentes. In: Correia WR, Basso L, organizadores. Pedagogia do Movimento do Corpo Humano. São Paulo: Editora Fontoura; 2013. p. 19-32. TORRES, J. A. M. ; BUENO, F. Kung Fu: A Milenar Arte Marcial Chinesa. São Paulo: Editora On Line, 2011. TUBINO, M. J. G. Metodologia cientifica do treinamento desportivo. São Paulo: Editora Ibrasa, 1979. TUBINO, F. M; GARRIDO, F.A.C; TUBINO, M.J.G, 2007. Dicionário Enciclopédico Tubino do Esporte. SENAC Editoras. ZABALA, A. A prática educativa: como ensinar. Porto Alegre: Artmed, 1998. ______. Os enfoques didáticos. In: COLL, C. et al. O construtivismo em sala de aula. São Paulo: Ática, 2001. WEINECK, J. Treinamento ideal. Tradução de Beatriz M. R. Carvalho. 9. ed. Barueri: Manole, 2003. 740 p. WOODWARD, T.W. A review of the effects of martial arts practice on health. Wisconsin Medical Journal, Madison, v.108, n.1, p. 40-43, 2009. WORLD HEALTH ORGANIZATION. Guidelines on physical activity and sedentary behaviour, Geneva, World Health Organization, 2020. PRÁTICAS INTEGRATIVAS II - METODOLOGIA DO ENSINO DE LUTAS PROF. JEFFERSON CAMPOS LOPES FACULDADE CATÓLICA PAULISTA | 223 TEODORO, A. M. Planejamento do treinamento no ciclo anual de lutadores do sexo masculino na modalidade de muay thai categoria adulto. 116 f. Trabalho de Graduação (Especialização em Fisiologia do Exercício) - Departamento de Educação Física, Universidade Federal do Paraná, 2013. _heading=h.gjdgxs _heading=h.30j0zll _heading=h.1fob9te _heading=h.1fob9te _heading=h.1fob9te _heading=h.1fob9te _heading=h.1fob9te _heading=h.1fob9te _heading=h.1fob9te _heading=h.1fob9te _heading=h.1fob9te _heading=h.1fob9te _heading=h.1fob9te _heading=h.1fob9te _heading=h.1fob9te _heading=h.1fob9te _heading=h.1fob9te _heading=h.1fob9te _heading=h.1fob9te _heading=h.1fob9te _heading=h.1fob9te _heading=h.1fob9te _heading=h.1fob9te _heading=h.1fob9te _heading=h.rrpq59t7aw1s _heading=h.3znysh7 _heading=h.3znysh7 _heading=h.3znysh7 _heading=h.3znysh7_heading=h.iq0m6nizudt8 _heading=h.iq0m6nizudt8 _heading=h.iq0m6nizudt8 _heading=h.iq0m6nizudt8 _heading=h.iq0m6nizudt8 _heading=h.iq0m6nizudt8 _heading=h.iq0m6nizudt8 _heading=h.iq0m6nizudt8 _heading=h.j6peom838zc3 _heading=h.j6peom838zc3 _heading=h.j6peom838zc3 _heading=h.j6peom838zc3 _heading=h.j6peom838zc3 _heading=h.j6peom838zc3 _heading=h.j6peom838zc3 _heading=h.j6peom838zc3 _heading=h.j6peom838zc3 _heading=h.j6peom838zc3 _heading=h.j6peom838zc3 _heading=h.j6peom838zc3 _heading=h.j6peom838zc3 _heading=h.j6peom838zc3 _heading=h.j6peom838zc3 _heading=h.j6peom838zc3 _heading=h.j6peom838zc3 _heading=h.j6peom838zc3 _heading=h.j6peom838zc3 _heading=h.j6peom838zc3 _heading=h.j6peom838zc3 _heading=h.alce98536f7e _heading=h.alce98536f7e _heading=h.alce98536f7e _heading=h.2et92p0 _heading=h.2et92p0 _heading=h.2et92p0 _heading=h.2et92p0 _heading=h.2et92p0 _heading=h.2et92p0 _heading=h.2et92p0 _heading=h.2et92p0 _heading=h.2et92p0 _heading=h.2et92p0 _heading=h.2et92p0 _heading=h.2et92p0 _heading=h.2et92p0 _heading=h.2et92p0 _heading=h.2et92p0 _heading=h.2et92p0 _heading=h.2et92p0 _heading=h.2et92p0 _heading=h.2et92p0 _heading=h.2et92p0 _heading=h.2et92p0 _heading=h.thsxrlr62ey1 _heading=h.thsxrlr62ey1 _heading=h.thsxrlr62ey1 _heading=h.thsxrlr62ey1 _heading=h.thsxrlr62ey1 _heading=h.thsxrlr62ey1 _heading=h.thsxrlr62ey1 _heading=h.thsxrlr62ey1 _heading=h.thsxrlr62ey1 _heading=h.thsxrlr62ey1 _heading=h.thsxrlr62ey1 _heading=h.thsxrlr62ey1 _heading=h.grc0b931jup5 _heading=h.thsxrlr62ey1 _heading=h.thsxrlr62ey1 _heading=h.1ksv4uv _heading=h.1ksv4uv _heading=h.1ksv4uv _heading=h.gjdgxs _heading=h.ro75p3a5dyts _heading=h.dkei8qlbzskp _heading=h.3znysh7 _heading=h.tyjcwt _heading=h.35nkun2 _heading=h.gjdgxs _heading=h.30j0zll _heading=h.fbrrsyosyql4 _heading=h.fbrrsyosyql4 _heading=h.2et92p0 _heading=h.2et92p0 _heading=h.2et92p0 _heading=h.2et92p0 _heading=h.2et92p0 _heading=h.2et92p0 _heading=h.w8c9xj2kykl6 _heading=h.tyjcwt _heading=h.16s7awxsvxdv _heading=h.ucw0txsc06pb _heading=h.jy4je4fnsttq _heading=h.gjdgxs _heading=h.30j0zll _heading=h.2et92p0 _heading=h.tyjcwt _heading=h.3dy6vkm _heading=h.3dy6vkm _heading=h.3dy6vkm _heading=h.1t3h5sf _heading=h.1ksv4uv _heading=h.1ksv4uv _heading=h.1ksv4uv _heading=h.1ksv4uv _heading=h.1ksv4uv _heading=h.1ksv4uv _heading=h.evuk2t4jvso8 _heading=h.1ksv4uv _heading=h.1ksv4uv _heading=h.1ksv4uv _heading=h.1ksv4uv _heading=h.gjdgxs _heading=h.30j0zll _heading=h.1fob9te _heading=h.1fob9te _heading=h.1fob9te _heading=h.1fob9te _heading=h.1fob9te _heading=h.1fob9te _heading=h.1fob9te _heading=h.1fob9te _heading=h.1fob9te _heading=h.1fob9te _heading=h.1fob9te _heading=h.1fob9te _heading=h.1fob9te _heading=h.7kd3hiqe9dr2 _heading=h.7kd3hiqe9dr2 _heading=h.7kd3hiqe9dr2 _heading=h.7kd3hiqe9dr2 _heading=h.7kd3hiqe9dr2 _heading=h.7kd3hiqe9dr2 _heading=h.7kd3hiqe9dr2 _heading=h.7kd3hiqe9dr2 _heading=h.7kd3hiqe9dr2 _heading=h.7kd3hiqe9dr2 _heading=h.wlcn8kk7824z _heading=h.wlcn8kk7824z _heading=h.3znysh7 _heading=h.j3157ceb9zdh _heading=h.j3157ceb9zdh _heading=h.itr3f7qs485m _heading=h.2et92p0 _heading=h.tyjcwt _heading=h.tyjcwt _heading=h.tyjcwt _heading=h.3dy6vkm _heading=h.35nkun2 _heading=h.35nkun2 _heading=h.gjdgxs _heading=h.30j0zll _heading=h.1fob9te _heading=h.1fob9te _heading=h.2et92p0 _heading=h.a8yy1otu7l6j _heading=h.a8yy1otu7l6j _heading=h.w6vsfh7xi4u9 _heading=h.a8yy1otu7l6j _heading=h.a8yy1otu7l6j _heading=h.832zsvmgh6zn _heading=h.832zsvmgh6zn _heading=h.g6j29wn08ipr _heading=h.3dy6vkm _heading=h.35nkun2 _heading=h.gjdgxs _heading=h.30j0zll _heading=h.tyjcwt _heading=h.tyjcwt _heading=h.tyjcwt _heading=h.tyjcwt _heading=h.3dy6vkm _heading=h.q6fzpj55i1g8 _heading=h.q6fzpj55i1g8 _heading=h.q6fzpj55i1g8 _heading=h.q6fzpj55i1g8 _heading=h.q6fzpj55i1g8 _heading=h.q6fzpj55i1g8 _heading=h.q6fzpj55i1g8 _heading=h.gjdgxs _heading=h.30j0zll _heading=h.2et92p0 _heading=h.3dy6vkm _heading=h.3dy6vkm _heading=h.1t3h5sf _heading=h.1ksv4uv _heading=h.4iurrbkwthsw _heading=h.1ksv4uv _heading=h.1ksv4uv _heading=h.yfrrs827atri _heading=h.1ksv4uv _heading=h.gjdgxs _heading=h.30j0zll _heading=h.tyjcwt _heading=h.3dy6vkm _heading=h.u2y0naoqxugp _heading=h.gjdgxs _heading=h.30j0zll _heading=h.2et92p0 _heading=h.3dy6vkm _heading=h.3dy6vkm _heading=h.1t3h5sf _heading=h.1ksv4uv _heading=h.gfl0id8g1lc5 _heading=h.w3df5ibkzfcg _heading=h.gjdgxs _heading=h.30j0zll _heading=h.tyjcwt _heading=h.tyjcwt _heading=h.tyjcwt _heading=h.tyjcwt _heading=h.3dy6vkm _heading=h.35nkun2 _heading=h.35nkun2 _heading=h.35nkun2 _heading=h.gjdgxs _heading=h.30j0zll _heading=h.1fob9te _heading=h.3znysh7 _heading=h.3znysh7 _heading=h.3znysh7 _heading=h.3znysh7 _heading=h.3znysh7 _heading=h.3znysh7 _heading=h.3znysh7 _heading=h.3znysh7 _heading=h.3znysh7 _heading=h.3znysh7 _heading=h.3znysh7 _heading=h.3znysh7 _heading=h.2et92p0 _heading=h.a9k1mvtptt19 _heading=h.hyfuohvvc7xy _heading=h.7y38symd0r9b _heading=h.uxxm4owc2oyx _heading=h.qrhv5l1tbril _heading=h.3dy6vkm _heading=h.3dy6vkm _heading=h.3dy6vkm _heading=h.3dy6vkm _heading=h.1t3h5sf _heading=h.dyx8q8lwelzs _heading=h.dyx8q8lwelzs _heading=h.dyx8q8lwelzs _heading=h.gjdgxs _heading=h.30j0zll _heading=h.b9m83asrtdsz _heading=h.1xe15sn66bi7 _heading=h.btxqpwipfhrz _heading=h.2et92p0 _heading=h.2et92p0 _heading=h.tyjcwt _heading=h.tyjcwt _heading=h.tyjcwt _heading=h.3dy6vkm _heading=h.1pr8rqw4th9y _heading=h.lnxbz9 _heading=h.lnxbz9 _heading=h.hwqxq32tbrg6 _heading=h.gjdgxs _heading=h.30j0zll _heading=h.1fob9te _heading=h.2et92p0 _heading=h.2et92p0 _heading=h.2et92p0 _heading=h.2et92p0 _heading=h.2et92p0 _heading=h.2et92p0 _heading=h.2et92p0 _heading=h.2et92p0 _heading=h.2et92p0 _heading=h.2et92p0 _heading=h.2et92p0 _heading=h.2et92p0 _heading=h.2et92p0 _heading=h.2et92p0 _heading=h.2et92p0 _heading=h.2et92p0 _heading=h.2et92p0 _heading=h.2et92p0 _heading=h.1t3h5sf _heading=h.uyv4gfu7a3jm _heading=h.uyv4gfu7a3jm _heading=h.gjdgxs _heading=h.30j0zll _heading=h.3znysh7 _heading=h.3znysh7 _heading=h.davqx4yz0kkg _heading=h.davqx4yz0kkg _heading=h.ariixr9vvt7b _heading=h.davqx4yz0kkg _heading=h.davqx4yz0kkg _heading=h.davqx4yz0kkg _heading=h.davqx4yz0kkg _heading=h.vlcho8nsmqpw _heading=h.vlcho8nsmqpw _heading=h.vlcho8nsmqpw _heading=h.vlcho8nsmqpw _heading=h.vlcho8nsmqpw _heading=h.wfcgmj45rvrq _heading=h.wfcgmj45rvrq _heading=h.wfcgmj45rvrq _heading=h.wfcgmj45rvrq _heading=h.wfcgmj45rvrq _heading=h.wfcgmj45rvrq _heading=h.wfcgmj45rvrq _heading=h.qcrrqq8se94s _heading=h.qcrrqq8se94s _heading=h.qcrrqq8se94s _heading=h.qcrrqq8se94s _heading=h.ebdeysu1qibr _heading=h.tyjcwt _heading=h.tyjcwt _heading=h.a3713jv1962i _heading=h.a3713jv1962i _heading=h.owkjl7m8g8tc _heading=h.a3713jv1962i _heading=h.gjdgxs _heading=h.gjdgxs _heading=h.gjdgxs _heading=h.gjdgxs _heading=h.gjdgxs _heading=h.gjdgxs _heading=h.gjdgxs _heading=h.gjdgxs _heading=h.gjdgxs _heading=h.gjdgxs _heading=h.gjdgxs _heading=h.gjdgxs _heading=h.gjdgxs _heading=h.gjdgxs _heading=h.gjdgxs _heading=h.gjdgxs _heading=h.gjdgxs _heading=h.gjdgxs _heading=h.gjdgxs _heading=h.gjdgxs _heading=h.t9l25hvt4uez _heading=h.t9l25hvt4uez _heading=h.t9l25hvt4uez _heading=h.t9l25hvt4uez _heading=h.t9l25hvt4uez _heading=h.bte6vfskyy2z _heading=h.ux6dkxk2nefb _heading=h.30j0zll _heading=h.30j0zll _heading=h.30j0zll _heading=h.30j0zll _heading=h.gjdgxs _heading=h.gjdgxs _heading=h.gjdgxs _heading=h.gjdgxs _heading=h.gjdgxs _heading=h.gjdgxs _heading=h.gjdgxs _heading=h.gjdgxs _heading=h.gjdgxs _heading=h.gjdgxs _heading=h.gjdgxs _heading=h.gjdgxs _heading=h.gjdgxs _heading=h.gjdgxs _heading=h.gjdgxs _heading=h.gjdgxs _heading=h.gjdgxs _heading=h.gjdgxs _heading=h.gjdgxs _heading=h.gjdgxs _heading=h.gjdgxs _heading=h.gjdgxs _heading=h.gjdgxs _heading=h.gjdgxs _heading=h.gjdgxs_heading=h.gjdgxs _heading=h.gjdgxs _heading=h.gjdgxs _heading=h.gjdgxs _heading=h.gjdgxs _heading=h.gjdgxs _heading=h.gjdgxs _heading=h.gjdgxs _heading=h.gjdgxs _heading=h.gjdgxs _heading=h.gjdgxs _heading=h.gjdgxs _heading=h.gjdgxs _heading=h.gjdgxs _heading=h.gjdgxs _heading=h.gjdgxs _heading=h.gjdgxs _heading=h.gjdgxs _heading=h.gjdgxs _heading=h.gjdgxs _heading=h.gjdgxs _heading=h.gjdgxs _heading=h.gjdgxs _heading=h.gjdgxs _heading=h.gjdgxs _heading=h.gjdgxs _heading=h.gjdgxs _heading=h.gjdgxs _heading=h.gjdgxs _heading=h.gjdgxs _heading=h.gjdgxs _heading=h.gjdgxs _heading=h.gjdgxs _heading=h.gjdgxs _heading=h.gjdgxs _heading=h.gjdgxs _heading=h.gjdgxs _heading=h.gjdgxs _heading=h.gjdgxs _heading=h.gjdgxs _heading=h.gjdgxs _heading=h.gjdgxs _heading=h.gjdgxs _heading=h.gjdgxs _heading=h.gjdgxs _heading=h.gjdgxs _heading=h.gjdgxs _heading=h.gjdgxs _heading=h.gjdgxs _heading=h.gjdgxs _heading=h.gjdgxs _heading=h.gjdgxs _heading=h.gjdgxs _heading=h.gjdgxs _heading=h.gjdgxs _heading=h.gjdgxs _heading=h.gjdgxs _heading=h.gjdgxs _heading=h.gjdgxs _heading=h.gjdgxs _heading=h.gjdgxs _heading=h.gjdgxs _heading=h.gjdgxs _heading=h.gjdgxs _heading=h.gjdgxs _heading=h.gjdgxs _heading=h.gjdgxs _heading=h.gjdgxs _heading=h.gjdgxs _heading=h.gjdgxs _heading=h.gjdgxs _heading=h.gjdgxs _heading=h.gjdgxs _heading=h.gjdgxs _heading=h.gjdgxs _heading=h.gjdgxs _heading=h.gjdgxs _heading=h.gjdgxs _heading=h.gjdgxs _heading=h.gjdgxs _heading=h.gjdgxs _heading=h.gjdgxs _heading=h.gjdgxs _heading=h.gjdgxs _heading=h.gjdgxs _heading=h.gjdgxs _heading=h.gjdgxs _heading=h.gjdgxs _heading=h.gjdgxs _heading=h.gjdgxs _heading=h.gjdgxs _heading=h.gjdgxs _heading=h.gjdgxs _heading=h.gjdgxs _heading=h.gjdgxs _heading=h.gjdgxs _heading=h.gjdgxs _heading=h.gjdgxs _heading=h.gjdgxs _heading=h.gjdgxs _heading=h.gjdgxs _heading=h.gjdgxs _heading=h.gjdgxs _heading=h.gjdgxs _heading=h.gjdgxs _heading=h.gjdgxs _heading=h.gjdgxs _heading=h.gjdgxs _heading=h.gjdgxs _heading=h.gjdgxs _heading=h.gjdgxs _heading=h.gjdgxs _heading=h.gjdgxs _heading=h.gjdgxs _heading=h.gjdgxs _heading=h.gjdgxs _heading=h.gjdgxs _heading=h.gjdgxs _heading=h.gjdgxs _heading=h.gjdgxs _heading=h.gjdgxs _heading=h.gjdgxs _heading=h.gjdgxs _heading=h.gjdgxs _heading=h.gjdgxs _heading=h.gjdgxs _heading=h.gjdgxs _heading=h.gjdgxs _heading=h.gjdgxs _heading=h.gjdgxs _heading=h.gjdgxs _heading=h.gjdgxs _heading=h.gjdgxs _heading=h.gjdgxs _heading=h.gjdgxs _heading=h.gjdgxs _heading=h.gjdgxs _heading=h.gjdgxs _heading=h.gjdgxs _heading=h.gjdgxs _heading=h.gjdgxs _heading=h.gjdgxs _heading=h.gjdgxs _heading=h.gjdgxs _heading=h.gjdgxs _heading=h.gjdgxs _heading=h.gjdgxs _heading=h.gjdgxs _heading=h.gjdgxs _heading=h.gjdgxs _heading=h.gjdgxs _heading=h.gjdgxs _heading=h.gjdgxs _heading=h.gjdgxs _heading=h.gjdgxs _heading=h.gjdgxs _heading=h.gjdgxs _heading=h.gjdgxs _heading=h.gjdgxs _heading=h.gjdgxs _heading=h.gjdgxs _heading=h.gjdgxs _heading=h.gjdgxs _heading=h.gjdgxs _heading=h.gjdgxs _heading=h.gjdgxs _heading=h.gjdgxs _heading=h.gjdgxs _heading=h.gjdgxs _heading=h.gjdgxs _heading=h.gjdgxs _heading=h.gjdgxs _heading=h.gjdgxs _heading=h.gjdgxs _heading=h.gjdgxs _heading=h.gjdgxs _heading=h.gjdgxs _heading=h.gjdgxs _heading=h.gjdgxs _heading=h.gjdgxs _heading=h.gjdgxs _heading=h.gjdgxs _heading=h.gjdgxs _heading=h.gjdgxs _heading=h.gjdgxs _heading=h.gjdgxs _heading=h.gjdgxs _heading=h.gjdgxs _heading=h.gjdgxs _heading=h.gjdgxs _heading=h.gjdgxs _heading=h.gjdgxs _heading=h.gjdgxs _heading=h.gjdgxs _heading=h.gjdgxs _heading=h.gjdgxs _heading=h.gjdgxs _heading=h.gjdgxs _heading=h.gjdgxs _heading=h.gjdgxs _heading=h.gjdgxs _heading=h.gjdgxs _heading=h.gjdgxs _heading=h.gjdgxs _heading=h.gjdgxs _heading=h.gjdgxs _heading=h.gjdgxs _heading=h.gjdgxs _heading=h.gjdgxs _heading=h.gjdgxs _heading=h.gjdgxs _heading=h.gjdgxs _heading=h.gjdgxs _heading=h.gjdgxs _heading=h.gjdgxs _heading=h.gjdgxs _heading=h.gjdgxs _heading=h.gjdgxs _heading=h.gjdgxs _heading=h.gjdgxs _heading=h.gjdgxs _heading=h.gjdgxs _heading=h.gjdgxs _heading=h.gjdgxs _heading=h.gjdgxs _heading=h.gjdgxs _heading=h.gjdgxs _heading=h.gjdgxs _heading=h.gjdgxs _heading=h.gjdgxs _heading=h.gjdgxs _heading=h.gjdgxs _heading=h.gjdgxs _heading=h.gjdgxs _heading=h.gjdgxs _heading=h.gjdgxs _heading=h.gjdgxs _heading=h.gjdgxs _heading=h.gjdgxs _heading=h.gjdgxs _heading=h.gjdgxs _heading=h.gjdgxs _heading=h.gjdgxs _heading=h.gjdgxs _heading=h.gjdgxs _heading=h.gjdgxs _heading=h.gjdgxs _heading=h.gjdgxs _heading=h.gjdgxs _heading=h.gjdgxs _heading=h.gjdgxs _heading=h.gjdgxs _heading=h.gjdgxs _heading=h.gjdgxs _heading=h.gjdgxs _heading=h.gjdgxs _heading=h.gjdgxs _heading=h.gjdgxs _heading=h.gjdgxs _heading=h.gjdgxs _heading=h.gjdgxs _heading=h.gjdgxs _heading=h.gjdgxs _heading=h.gjdgxs _heading=h.gjdgxs _heading=h.gjdgxs _heading=h.gjdgxs _heading=h.gjdgxs _heading=h.gjdgxs _heading=h.gjdgxs _heading=h.gjdgxs _heading=h.gjdgxs _heading=h.gjdgxs _heading=h.gjdgxs _heading=h.gjdgxs _heading=h.gjdgxs _heading=h.gjdgxs _heading=h.gjdgxs _heading=h.gjdgxs _heading=h.gjdgxs _heading=h.gjdgxs _heading=h.gjdgxs _heading=h.gjdgxs _heading=h.gjdgxs _heading=h.gjdgxs _heading=h.gjdgxs _heading=h.gjdgxs _heading=h.gjdgxs _heading=h.gjdgxs _heading=h.gjdgxs _heading=h.gjdgxs _heading=h.gjdgxs _heading=h.gjdgxs _heading=h.gjdgxs _heading=h.gjdgxs _heading=h.gjdgxs _heading=h.gjdgxs _heading=h.gjdgxs _heading=h.gjdgxs _heading=h.gjdgxs _heading=h.gjdgxs _heading=h.gjdgxs _heading=h.gjdgxs _heading=h.gjdgxs _heading=h.gjdgxs _heading=h.gjdgxs _heading=h.gjdgxs _heading=h.gjdgxs _heading=h.gjdgxs _heading=h.gjdgxs _heading=h.gjdgxs _heading=h.gjdgxs _heading=h.gjdgxs _heading=h.gjdgxs _heading=h.gjdgxs _heading=h.gjdgxs _heading=h.gjdgxs _heading=h.gjdgxs _heading=h.gjdgxs _heading=h.gjdgxs _heading=h.gjdgxs _heading=h.gjdgxs _heading=h.gjdgxs _heading=h.gjdgxs _heading=h.gjdgxs _heading=h.gjdgxs _heading=h.gjdgxs _heading=h.gjdgxs _heading=h.gjdgxs _heading=h.gjdgxs _heading=h.gjdgxs _heading=h.gjdgxs _heading=h.gjdgxs _heading=h.gjdgxs _heading=h.gjdgxs _heading=h.gjdgxs _heading=h.gjdgxs _heading=h.gjdgxs _heading=h.gjdgxs _heading=h.gjdgxs _heading=h.gjdgxs _heading=h.gjdgxs _heading=h.gjdgxs _heading=h.gjdgxs _heading=h.gjdgxs _heading=h.gjdgxs _heading=h.gjdgxs _heading=h.gjdgxs _heading=h.gjdgxs _heading=h.gjdgxs _heading=h.gjdgxs _heading=h.gjdgxs _heading=h.gjdgxs _heading=h.gjdgxs _heading=h.gjdgxs _heading=h.gjdgxs _heading=h.gjdgxs _heading=h.gjdgxs _heading=h.gjdgxs _heading=h.gjdgxs _heading=h.gjdgxs _heading=h.gjdgxs _heading=h.gjdgxs _heading=h.gjdgxs _heading=h.gjdgxs _heading=h.gjdgxs _heading=h.gjdgxs _heading=h.gjdgxs _heading=h.gjdgxs _heading=h.gjdgxs _heading=h.gjdgxs _heading=h.gjdgxs _heading=h.gjdgxs _heading=h.gjdgxs _heading=h.gjdgxs _heading=h.gjdgxs _heading=h.gjdgxs _heading=h.gjdgxs _heading=h.gjdgxs _heading=h.gjdgxs _heading=h.gjdgxs _heading=h.gjdgxs _heading=h.gjdgxs _heading=h.gjdgxs _heading=h.gjdgxs _heading=h.gjdgxs _heading=h.gjdgxs _heading=h.gjdgxs _heading=h.gjdgxs _heading=h.gjdgxs _heading=h.gjdgxs _heading=h.gjdgxs _heading=h.gjdgxs _heading=h.gjdgxs _heading=h.gjdgxs _heading=h.gjdgxs _heading=h.gjdgxs _heading=h.gjdgxs _heading=h.gjdgxs _heading=h.gjdgxs _heading=h.gjdgxs _heading=h.gjdgxs _heading=h.gjdgxs _heading=h.gjdgxs _heading=h.gjdgxs _heading=h.gjdgxs _heading=h.gjdgxs _heading=h.gjdgxs _heading=h.gjdgxs _heading=h.gjdgxs _heading=h.gjdgxs _heading=h.gjdgxs _heading=h.gjdgxs _heading=h.gjdgxs _heading=h.gjdgxs _heading=h.gjdgxs _heading=h.gjdgxs _heading=h.gjdgxs _heading=h.gjdgxs conceitos e compreensão acerca das diferenciações entre lutas, esportes de combate e artes