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PRÁTICAS 
INTEGRATIVAS II - 
METODOLOGIA DO 
ENSINO DE LUTAS
PROF. JEFFERSON CAMPOS LOPES
FACULDADE CATÓLICA PAULISTA
Prof. Jefferson Campos Lopes
PRÁTICAS 
INTEGRATIVAS II - 
METODOLOGIA DO 
ENSINO DE LUTAS
Marília/SP
2023
“A Faculdade Católica Paulista tem por missão exercer uma 
ação integrada de suas atividades educacionais, visando à 
geração, sistematização e disseminação do conhecimento, 
para formar profissionais empreendedores que promovam 
a transformação e o desenvolvimento social, econômico e 
cultural da comunidade em que está inserida.
Missão da Faculdade Católica Paulista
 Av. Cristo Rei, 305 - Banzato, CEP 17515-200 Marília - São Paulo.
 www.uca.edu.br
Nenhuma parte desta publicação poderá ser reproduzida por qualquer meio ou forma 
sem autorização. Todos os gráficos, tabelas e elementos são creditados à autoria, 
salvo quando indicada a referência, sendo de inteira responsabilidade da autoria a 
emissão de conceitos.
Diretor Geral | Valdir Carrenho Junior
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SUMÁRIO
CAPÍTULO 01
CAPÍTULO 02
CAPÍTULO 03
CAPÍTULO 04
CAPÍTULO 05
CAPÍTULO 06
CAPÍTULO 07
CAPÍTULO 08
CAPÍTULO 09
CAPÍTULO 10
08
20
40
49
58
67
77
91
104
111
CONCEITOS E COMPREENSÃO ACERCA DAS 
DIFERENCIAÇÕES ENTRE LUTAS, ESPORTES 
DE COMBATE E ARTES MARCIAIS
INTRODUÇÃO DAS LUTAS EM SEUS 
ASPECTOS HISTÓRICOS A NA ATUALIDADE
CLASSIFICAÇÕES DAS LUTAS, ARTES 
MARCIAIS E ESPORTES DE COMBATE
MODELO CONCEITUAL, ATITUDINAL E 
PROCEDIMENTAL DAS ARTES MARCIAIS
LUTAS NO LAZER E NA ATIVIDADE FÍSICA, 
ENQUANTO POSSIBILIDADE DE LAZER EM 
ESPAÇOS NÃO FORMAIS
LUTAS NAS ATIVIDADES FÍSICAS E 
CONDICIONAMENTO FÍSICO
AS LUTAS NA BNCC, COMO UNIDADE 
TEMÁTICA OBRIGATÓRIA DENTRO DO 
CONTEXTO ESCOLAR
DIDÁTICA DO ENSINO DAS LUTAS, ONDE 
COMO É REALIZADO O PLANO DE AULA E 
ENSINO
PROPOSTAS DE ATIVIDADES DE LUTAS NA 
EDUCAÇÃO FÍSICA ESCOLAR
PREPARAÇÃO FÍSICA NOS ESPORTES DE 
COMBATE
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SUMÁRIO
CAPÍTULO 11
CAPÍTULO 12
CAPÍTULO 13
CAPÍTULO 14
CAPÍTULO 15
123
135
145
155
163
USO DA PLIOMETRIA EM ESPORTES DE 
COMBATES
PROPOSTA DE ATIVIDADES COM JOGOS NAS 
LUTAS
PROPOSTAS DE ATIVIDADES COM 
HABILIDADES MOTORAS NAS LUTAS
PROPOSTAS DE ATIVIDADES DE INICIAÇÃO 
ESPORTIVA NAS LUTAS
MODELO RESUMO DE ARTES MARCIAIS: 
REGRAS DE CADA MODALIDADE
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INTRODUÇÃO
O crescimento das lutas, artes marciais e esportes de combate como um fenômeno 
social, esportivo e econômico no mundo que envolvendo um número crescente de 
espectadores, praticantes e atletas no Brasil.
Os dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílio (Pnad) divulgada pelo 
Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) em 2019 revelam o aumento 
crescente de praticantes de lutas e artes marciais (1,5 milhão de brasileiros) com 
perspectivas que podem variar desde a inclusão social de vida, forma econômica 
e de reconhecimento profissional. Um dos benefícios obtidos na prática regular de 
lutas, artes marciais e esporte de combate está diretamente ligada a construção do 
ser humano na sociedade em que vive.
Com a finalidade de oferecer mais aporte teórico aos profissionais dedicados ao 
ensino e ao treinamento em artes marciais, esportes de combate e lutas, em quinze 
capítulos nos quais o leitor encontra conhecimentos aplicados para que se tenham 
conhecimento e informações para o ensino pelos alunos dos cursos de bacharel e 
licenciatura sobre o tema.
Os conceitos presentes no texto sobre os aspectos didáticos necessários a 
organização do planejamento no ensino pode contribuir para o professor transformá-los 
em ações concretas nas aulas, aumentando as suas chances de sucesso no ensino 
e no treinamento das lutas.
Sem a pretensão de esgotar o tema, a obra que o leitor tem diante de si reflete 
o desafio que foi aceito por este autor de fomentar, preliminarmente, a discussão 
acerca dos conhecimentos necessários para a intervenção nas lutas, artes marciais 
e esportes de combate.
Ao encarar este desafio, este livro traz o ensino no dojo, no treinamento, nos projetos 
sociais, na escola e na academia, para um enfrentamento diferente daquele que 
vivenciaram ao longo de suas experiências como esportistas, alunos e lutadores. Sem 
temer o desafio, os autores aceitaram o risco de contribuir para ampliar, aprofundar e 
refinar as reflexões sobre o ensino e o treinamento das lutas e proporcionar ao leitor 
uma melhor compreensão deste fenômeno crescente na sociedade.
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CAPÍTULO 1
CONCEITOS E COMPREENSÃO 
ACERCA DAS DIFERENCIAÇÕES 
ENTRE LUTAS, ESPORTES DE 
COMBATE E ARTES MARCIAIS
Quando falamos de Lutas, Artes Marciais e Esportes de Combate, logo vem a nossa 
cabeça alguns filmes, séries e desenhos que nos remetem a um mundo de pura 
adrenalina e ação.
Na verdade, além dessa forma de entretenimento, existe também uma grande 
diferença entre estes três conceitos que durante muito tempo no decorrer da evolução 
humana se caracteriza na maioria das vezes como sendo a mesma coisa.
Vale lembrar que hoje existem as academias, os centros de treinamentos, projetos 
sociais, eventos de demonstração, campeonatos e formas de treino físico que também 
são desenvolvidas através das Lutas, Artes Marciais e Esportes de Combate por todo 
mundo.
Ainda atualmente, as pessoas costumam conceituar as Lutas, as Artes Marciais e 
os Esportes de Combate como sendo a mesma coisa. Assim, precisamos entender que 
existem diferenças entre ambas, sendo bem claro que no começo do que chamamos 
de homem civilizado, a luta aparece desde a pré-história o homem fazia uso para sua 
sobrevivência, defesa contra animais e humanos, para busca de alimentação e até 
mesmo para reprodução.
Veremos a partir dessa rápida conversa os conceitos e definições de ambas para 
um melhor entendimento e conhecimento deste tema.
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Figura 1 – Imaginário das Lutas, Artes Marciais e Esportes de Combate.
Fonte: https://www.pexels.com/pt-br/procurar/artes%20marciais/
1.1 Lutas
Estudos atuais datam a idade da Terra em aproximadamente 3 ou 4 bilhões de anos. 
Durante este longo tempo diversas espécies de animais surgiram, desenvolveram-se 
e muitas delas desapareceram. Achados arqueológicos estimam que os primeiros 
hominídeos viveram há 3,5 milhões de anos mais ou menos, ou seja, são relativamente 
recentes, se levarmos em conta o tempo em que existe o planeta. (PINSKY, 2003).
 Começamos aqui nossa jornada pelo conhecimento do termo luta, que é um 
substantivo luta do latim lucta, significa “combate, com ou sem armas, entre pessoas 
ou grupos; disputa”.
 Apresentaremos algumas explicações do termo luta em vários dicionários:
Dicionário Aurélio: s.f. Combate de dois atletas, corpo a corpo, e sem armas.
Dicionário Houaiss: Esforço para superar, vencer obstáculos ou dificuldades.
Dicionário informal: Disputa violenta que duas pessoas apostam para ver quem 
ganha algo ou para ver quem é o mais forte
Dicionário Michaelis: Conflito, pelas armas, entre nações; guerra.
Dicionário Priberam: Combate corpo a corpo.
https://www.pexels.com/pt-br/procurar/artes%20marciais/
https://www.pexels.com/pt-br/procurar/artes%20marciais/
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Traremos aqui, conforme Espartero (1999, pg. 12) as Lutas constituem-se como 
“uma das mais antigas manifestações da cultura humana, podendo estar vinculada 
também à preparação para a guerra;autodefesa; exercício físico; jogo ou como ação 
ritualística”.
Já Correia e Franchini (2010, pg. 38) admitem que o termo “luta”:
 
Possui um investimento diversificado de representações e 
significados, o que lhe confere uma dimensão “polissêmica”. Em 
relação ao contexto dos embates físico-corporais, o termo “luta” é 
circunscrito por intenções de subjugações entre os sujeitos a partir 
de conflitos interpessoais e, algumas vezes, por conteúdos humanos 
contraditórios e ambivalentes.
 
Podemos entender que lutar é um ato universal dos humanos, onde é utilizado por 
outros grandes primatas. Nossos ancestrais eram obrigados a lutar inicialmente contra 
a hostilidade advinda do meio ambiente, depois para caçar e conquistar mulheres 
(acasalamento), seguido por razões e disputas políticas e territoriais. (PAIVA, 2015).
De acordo com Nascimento (2008, pág. 01) as Lutas devem ser “compreendidas 
como produções humanas carregadas de significados historicamente construídos e 
que estabelecem relações com e nas sociedades onde são praticadas e desenvolvidas”.
Por fim quanto ao foco no desenvolvimento do conteúdo lutas na educação, a BNCC:
 
Focaliza as disputas corporais, nas quais os participantes empregam 
técnicas, táticas e estratégias específicas para imobilizar, desequilibrar, 
atingir ou excluir o oponente de um determinado espaço, combinando 
ações de ataque e defesa dirigidas ao corpo do adversário. Dessa 
forma, além das lutas presentes no contexto comunitário e regional, 
podem ser tratadas lutas brasileiras (capoeira, huka-huka, luta 
marajoara etc.), bem como lutas de diversos países do mundo (judô, 
aikido, jiu-jítsu, muaythai, boxe, chineseboxing, esgrima, kendo, etc.) 
(BRASIL, 2017, p. 176).
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Figura 2 – Lutas na Pré História
Fonte: https://www.pexels.com/pt-br/foto/envelhecido-curtido-maturado-animal-4321704/
https://www.pexels.com/pt-br/foto/envelhecido-curtido-maturado-animal-4321704/
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1.1.1 Artes Marciais
Com o passar dos anos, vemos uma grande evolução que ocorre com o homem ele 
começar a não ficar mais no mesmo local como um nômade, utilizando sua vontade 
de conhecer novos lugares que são feitas através das grandes migrações constantes 
saindo da África, em duas possíveis rotas criando assim as primeiras civilizações, 
são um passo importante para as transformações da luta, agora com a tecnologia da 
metalurgia há a necessidade de se ter uma técnica também aprimorada nas mesmas. 
Falaremos num primeiro momento das artes marciais sendo assimiladas na história 
e depois da sua ampliação cultural e filosófica.
Segundo Imoto (2008) a utilização e evolução das artes marciais começou com 
o homem primitivo que tentava sobreviver por meio de técnicas e táticas de caça e 
combate pouco sofisticados, passando pela Revolução Agrícola, que criou a necessidade 
de uma organização militar e religiosa, por causa da conquista de territórios e riquezas, 
até a chegada da sociedade atual.
Figura 3 – Rotas de imigração do homem.
Fonte:https://www.google.com.br/search?q=Rotas+de+imigra%C3%A7%C3%A3o+do+homem&sca_
esv=582416077&tbm=isch&source=lnms&sa=X&ved=2ahUKEwjf2cWzMSCAxV_qZUCHcYhBCAQ_
AUoAXoECAIQAw&biw=1366&bih=651&dpr=1#imgrc=oP4nxHIez7s7nM
Vamos pegar a palavra Arte Marcial em duas:
ARTE - vem do latim “ARS” que significa técnica, capacidade de fazer alguma coisa.
MARCIAL – vem do latim “MARTIALE” ou “MARS” referente a guerra ou militares.
Apresentaremos as explicações do termo arte marcial em dicionários:
• Dicionário Aurélio: s.f. / Adj. Dois gêneros – Capacidade humana de criação e 
sua utilização com vista a certo resultado, obtido por diferentes meios - relativo 
á, ou próprio da guerra bélico
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• Dicionário Houaiss: Conjunto dos princípios e técnicas características de um 
ofício ou profissão- inclinado à guerra belicoso, destemido, resoluto.
• Dicionário informal: Que tem ar guerreiro
• Dicionário Michaelis: Saber ou perícia em empregar meios para conseguir um 
resultado que se refere a militares ou a guerreiros
• Dicionário Priberam: Relativo à guerra.
Figura 4 – Artes Marciais.
Fonte: https://www.pexels.com/pt-br/foto/japones-cosplay-traje-fantasia-7778810/
 
Etimologicamente, a estrutura simbólica da palavra arte marcial tem origem na 
mitologia romana. Nessa sociedade, o termo “marcial” fazia referência ao “deus da 
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guerra sangrenta”, representado pelo planeta Marte que, muito provavelmente, recebeu 
essa alcunha em razão de sua tonalidade avermelhada, que era, naquela cultura, 
associada à violência. Desse modo, o termo pode ser compreendido como sinônimo 
de Arte da Guerra.
Desta forma a palavra Arte Marcial faz referência a um conjunto de práticas corporais 
que são configuradas a partir de uma noção aqui denominada de “metáfora da guerra”, 
uma vez que essas práticas derivam de técnicas de guerra como denota o nome, isto 
é, marcial (de Marte, deus romano da guerra; Ares para os gregos).
Podemos entender que a partir de sistemas ou técnicas diversas de combate situadas 
em diferentes contextos sociais, essas elaborações culturais passam por um autêntico 
processo de ressignificação. Já o termo marcial, “relacionado ao campo mitológico 
faz alusões à dimensão conflituosa das relações humanas. Assim, temos a inclusão 
contínua de elementos que ultrapassam as demandas pragmáticas e utilitaristas das 
formas militares e bélicas de combates” (DEL VECCHIO; FRANCHINI, 2006, pág. 14).
As artes marciais, conforme Gonçalves e Silva (2013) existiram durante toda a 
história humana, tendo adquirido diversos significados nas civilizações pelas quais 
foram desenvolvidas, além de terem tomado diversos estilos, alguns fazendo uso do 
corpo todo, outros apenas de mãos ou pés, e ainda há aqueles estilos de luta que 
fazem uso de armas, cada qual intrinsecamente relacionado à cultura que os produziu.
Em algumas definições alguns autores podem utilizar a sigla As Artes marciais 
(AM) significam “arte de guerra” e aqui serão tratadas como sinônimo de lutas. As 
AM nasceram a muitos séculos atrás, originadas pela necessidade de autodefesa”. 
(HIRATA; DEL VECCHIO, 2006, pag. 01)
Podemos notar que as AM, sofrem alterações ao longo do tempo, “modificando-se com 
as sociedades em que estão inseridas, mas, alguns aspectos tradicionalistas persistem 
enraizados, principalmente nas de origem oriental “(DRIGO et al., 2005, pág. 02).
Conforme Lopes (2018), a divisão das artes marciais, em duas vertentes que seguem 
suas origens e contextualizações. As Lutas e Artes Marciais nascidas no Oriente e as 
forjadas no Ocidente.
Existe uma discussão sobre o que será chamado por orientalismo, se dá através 
do processo de globalização. Sobre essa troca de abordagens, Sousa (2010) diz que 
existe um duplo movimento que se caracteriza pela ‘ocidentalização’ do oriente, e a 
‘orientalização’ do ocidente, de forma que produtos culturais dos dois lados tenham 
alguma influência sobre ações e interpretações dos dois pontos.
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Abaixo apresentaremos uma possível divisão dos tipos de Artes Marciais existentes 
no Oriente e no Ocidente para que você possa reconhecer algumas delas.
Figura 5 – Artes Marciais do Oriente e do Ocidente.
Fonte: Lopes (2018).
Vale lembrar que dentro das artes marciais, existe o treinamento com as armas que 
são específicas de cada uma. Existem em quase todas, um sistemade disputa que 
podemos institucionalizar a nível mundial, onde possam estar sendo realizadas formas 
de competições em cada uma. Outra informação muito importante é que cada uma 
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das modalidades realiza seus campeonatos mundiais (geralmente uma vez por ano) 
e somente algumas estão presentes nos jogos olímpicos como esportes de combate.
1.1.1.1 Esportes de Combate
Gostaria de, antes de explicitar sobre o termo “esportes de combate”, realizar uma 
explicação dos termos esportes e combate para um melhor entendimento. Segundo 
(Paiva, 2015) o significado de “Combater”, em latim “combattere, nasceu da combinação 
de come battuere - Lutar contra alguém é opor-se, bater-se com alguém”.
Assim, para falarmos em combate precisamos conhecer dentro da filosofia de 
Deleuze e Guattari, onde encontramos o conceito de máquina de guerra, o qual os 
próprios autores relacionam em algum ponto com as Lutas (DELEUZE e GUATTARI, 
1997). A máquina de guerra pertencia aos nômades e funcionava primeiro, como 
forma de pura expressão do seu modo de existir e sobreviver. Seguindo a ideia da 
máquina de guerra, gostaria de apresentar antes das lutas o termo combate. A noção 
de combate é um momento dentro das Lutas, é um momento que acontece, que nos 
acontece, acontece através de nós. (FOUCAULT, 2000).
Já a palavra esporte que é considerada como um dos maiores fenômenos sociais do 
século Barroso e Darido (2006, pg. 06) ele é “tratado como um fenômeno sociocultural 
e é patrimônio da humanidade”. Dessa forma podemos defini-lo como um sistema 
ordenado de práticas corporais de relatividades complexas que envolve atividades de 
competição institucionalmente regulamentada, que se objetiva na superação de seus 
adversários ou de marcas e resultados anteriores estabelecidos.
Assim Bourdieu (2000) define o esporte como um dos principais fenômenos 
socioculturais da primeira década do século XXI, consolidando e lançando valores e 
modos de comportamento, tendo valor de mercado nas maiores economias do mundo, 
poder político em praticamente todo o globo, reunindo nações, organizações, grupos 
sociais nos mais distintos locais, com diferentes intenções e diversificada valoração.
Nesse sentido o esporte, na atualidade, assume o status de um fenômeno 
globalizado, motivador de parte dos maiores eventos internacionais, responsável por 
parcela significativa da movimentação financeira mundial, palco para manifestações 
políticas e de poder. Desta maneira, é possível hoje denomina-lo “como um fenômeno 
sociocultural de múltiplas manifestações, cada vez mais integrado às demandas dos 
que com ele convivem”. (GALATTI, 2006, pg. 118).
 
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Agora, como podemos entender melhor o que são esporte de combate, vamos às 
definições da palavra:
• Do latim MODALIS – relativo a modo, maneira de ser.
• DES – desporto
• COMBATTERE – bater ou golpear.
 
Podemos entender que são formas esportivizadas das lutas e artes marciais, cujo 
objetivo principal é simular em parte os combates corpo a corpo.
 
Algumas explicações do termo arte marcial em dicionários:
• Dicionário Aurélio: s.f. / Adj. /s.m. – Cada um dos aspectos diversos duma 
coisa- que é dado a prática de esporte- ato ou efeito de combater
• Dicionário Houaiss: Feição diversa que podem ter as coisas, tipo- próprio de 
esportista ou que lembra um esportista- luta entre gente, armada ou não.
• Dicionário informal: Modalidade que engloba esportes
• Dicionário Michaelis: Propriedade que tem a substância de ter modos- relativo 
ao esporte, desporto- luta entre gente armada ou forças militares; batalhas; 
embate; choque.
• Dicionário Priberam: Relativo ao desporto
 
Figura 6 – Esportes de Combate – Boxe
Fonte; https://pt.dreamstime.com/foto-de-stock-encaixotamento-do-pugilista-de-dois-profissionais-no-fundo-fumarento-preto-image95840824
https://pt.dreamstime.com/foto-de-stock-encaixotamento-do-pugilista-de-dois-profissionais-no-fundo-fumarento-preto-image95840824
https://pt.dreamstime.com/foto-de-stock-encaixotamento-do-pugilista-de-dois-profissionais-no-fundo-fumarento-preto-image95840824
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Podemos verificar que segundo Franchini (2012)
 
São lutas ou atividades derivadas das artes marciais que adquiriram 
ou incorporaram características do esporte moderno: regidas 
por unidades institucionais, como federações e confederações 
e que contam com regras de prática e combate bem definidas 
em campeonatos, com medalhas e sistemas competitivos e 
classificatórios. (FRANCHINI, 2012, pg. 56)
 
Já Nascimento e Almeida (2007):
Caracterizam o esporte de combate como modalidades que utilizam 
técnicas, táticas, estratégias de oposição, a imobilização, ou exclusão 
de determinado espaço e o desequilíbrio para vencer. Também 
apresentam elementos como respeito às regras, à integridade física e 
moral dos colegas, bem como às diferenças de gênero, estatura e peso. 
 (NASCIMENTO e ALMEIDA, 2007, pg. 728)
 
O termo esporte de combate desponta como uma adaptação conceitual moderna 
frente às normas convencionais do esporte de luta. O termo vem sendo “empregado 
frequentemente no sentido de institucionalizar o confronto, entre dois oponentes, 
baseado em regras” (HERRERA et al., 2005, pg. 02).
Abaixo apresentaremos as modalidades de combate que estão ou estiveram em 
um dos Jogos Olímpicos de Tóquio em 2021, conforme quadro abaixo:
Esporte Ano Ingresso Categorias
Demonstração Efetivamente Masc. Fem.
Boxe - 1904 1904 -
Esgrima - 1896 1896 1896
Judô 1964 1972 1964 1988
Luta - 1896 1896 2004
Taekwondo 1988 2000 1988 2000
Kung Fu 2008 - 2008 2008
Karate 2020 - - -
Quadro 1 – Modalidades de combate que fazem parte do circuito Olímpico.
Fonte: Quadro adaptado (Comitê Olímpico Brasileiro 2004).
https://www.redalyc.org/journal/5141/514154368031/html/#redalyc_514154368031_ref7
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ISTO ESTÁ NA REDE
Aqui apresentaremos um quadro com as possibilidades de datas de criação das 
lutas, artes marciais e esportes de combate.
Nome Ano Início Ano Final Fato na História Referência
LUTAS
4,5 milhões 
de anos
10.000 A.C. Pré-história
PALESTRINI, 
1980
ARTES 
MARCIAIS
15.000 A.C. Século 19 Grandes civilizações NATALI, 1987
MODALIDADES 
ESPORTIVAS DE 
COMBATE
Século 19 Dias de hoje
Olimpíadas da 
antiguidade/
Moderna
POLIAKOFF, 
1987
Quadro 1 – Datas de surgimento das Lutas, AM e Esportes de combate.
Fonte: Criada pelo autor (2018).
ISTO ACONTECE NA PRÁTICA
As lutas que eram disputadas nas Olimpíadas antigas (Grécia), eram as lutas tipo: 
grego romanas, onde a vitórias consistia em derrubar o adversário três vezes. 
Era considerado queda quando o oponente tocava as costas, o ombro ou o tórax 
no solo. O pugilato (boxe) onde não existia tempo e a vitória era por nocaute ou 
desistência. E por último o pancrácio que era uma mistura das duas citadas acima, 
eram extremamente físicas e violentas; ferimentos graves e até mortes não era 
incomuns. As partidas continuavam indefinidamente, até que um dos competidores 
sinalizasse a derrota ao bater no ombro de seu oponente, levantasse a mão, ou até 
que um ferimento ou fatalidade ocorresse.
ANOTE ISSO
Lutas são movimentos naturais que são utilizados numa situação de ataque ou 
defesa contra animais ou seres humanos.
Artes marciais, são técnicas desenvolvidas por diversas civilizações com objetivo de 
proteção, conquista e domínio de outros.
Esporte de combates, são modalidades que visam o alto rendimento dentro dos 
Jogos Olímpicos.
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CAPÍTULO 2
INTRODUÇÃO DAS LUTAS EM 
SEUS ASPECTOS HISTÓRICOS 
A NA ATUALIDADE
Olá, nesta unidade convido você a conhecer no âmbito milenar das lutas sua evolução 
histórica da humanidade e de suas passagens por vários países.
A intenção é conhecer e aprender como as lutas evoluíram através dos tempos, 
desmistificando algumas ideias errôneas e encantando-se nesta jornada de informação 
e conhecimentos.
Iremos também conhecer como as lutas chegaram e foram criadas no Brasil e quais 
foram suas trajetórias, como também com as lutas que estão presentes na atualidade.
Figura 1 – Lutas na História da humanidade
Fonte: https://www.pexels.com/pt-br/foto/fotografia-em-tons-de-cinza-de-cotas-de-malha-e-capacetes-no-solo-208674/
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2.1 Aspectos históricos das lutas no Mundo
Como pudermos ver no capítulo 1, sabemos que as lutas estavam presentes desde 
os primórdios humanos na pré-história onde lutavam pela sua sobrevivência, pela 
defesa de seu território, pela busca de alimentos e pela reprodução.
 Com o passar dos tempos houve uma evolução através delas pelo processo 
migratório de busca por novos locais que se expandiu por outros continentes, tendo 
necessidades de aprimoramento das Lutas, exigindo técnicas mais apuradas para 
defesa, proteção e conquista.
Estes parágrafos acima são conformados segundo Pinto et al. (2004, pg. 14):
 
sabemos que o ser humano se utiliza do corpo para conseguir sua 
sobrevivência, ou para conseguir seu alimento através da caça e 
colhendo vegetais ou travando combates com outros seres humanos 
ou animais em defesa de seu território, ou mesmo, se defendendo 
de moléstias.
 
A partir de agora veremos como foram surgindo grandiosas sociedades que têm 
grandes momentos na história da humanidade. Com a evolução das civilizações foram 
surgindo formas sistematizadas e diferenciadas de combates corporais a ponto destas 
formas assumirem caráter de estilos de vida baseados em filosofias que agregavam 
valores e atrelavam um número significativo de pessoas a fim de organizar grupos 
de combate para defesa das nações que são construídas através da conquista e 
ampliação de seus territórios através de combates que identificamos como o começo 
e a evolução das artes marciais na história clássica, através destes povos abaixo:
 
1. EGITO
Toda civilização humana criou sua própria forma de luta, e o Egito não foi exceção.
Sua arte marcial chamava-se Thatib, e está perpetuada numa rocha, onde há a 
ilustração de dois homens praticando essa forma de combate. Essa rocha se encontra, 
atualmente, no museu do Louvre, em Paris (França).
A luta se dá através da sincronia entre os golpes e a música (assim como ocorre 
na Capoeira) e não há, pelo menos em tese, o intuito de ferir o oponente, sendo uma 
espécie de demonstração para turistas. Há também uma versão feminina, que é tida 
como menos agressiva. Através desta luta os soldados egípcios aperfeiçoaram seu 
sistema onde usavam alguns complementos acessórios tais como: arcos e flechas, 
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maça, machados, espadas, punhais, cimitarras curvas, além de longas lanças e escudos. 
(BAINES, 2008).
Figura 2 – Egito
Fonte: https://www.pexels.com/pt-br/foto/antigo-antepassados-anciao-colunas-18934700/
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2. MESOPOTÂMIA (Sumérios/Babilônico/Hebreus/Assírios)
Por volta de 2.500 A.C.; os acádios dominaram as cidades dos sumérios. Nas batalhas, 
os acádios utilizaram o arco e a flecha, mostrando-se mais rápidos e eficientes que a 
infantaria (tropa que luta a pé) armada com pesadas lanças e escudos. Comandados 
por Sargão I, os acadianos conquistaram e unificaram as cidades sumerianas, fundaram 
o primeiro império mesopotâmico que expandiu desde o Golfo Pérsico até as regiões 
de Amorru e da Assíria. (MONTENFIORE,2013).
Figura 3 – Mesopotâmia
Fonte: https://www.dreamstime.com/ancient-sumerian-stone-carving-cuneiform-scripting-sumerian-artifact-image194307405
3. PÉRSIA
A antiga Pérsia era a herdeira de um estado pré-existente, Mesopotâmia, que serviu 
de base para o desenvolvimento do futuro império capaz de subjugar qualquer estado. 
Em confrontos militares, das tropas antigas Pérsia com cavalos, camelos usados, 
mulas, punhais, facas, lanças, dardos, arcos, aríetes, mas como uma formação de 
batalha chamada de falange, que no mundo antigo eram comuns.
 
A organização armada Império Persa consistia em infantaria, cavalaria, unidades 
de carros de combate, elefantes e soldados que lutavam em camelos. Além disso, 
existiam os Imortais que era um regimento de elite que carregava uma lança média 
e uma pequena espada onde se realizavam as lutas corpo a corpo com o inimigo. 
(HOLLAND, 2008).
https://www.dreamstime.com/ancient-sumerian-stone-carving-cuneiform-scripting-sumerian-artifact-image194307405
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Figura 4 – Persas
Fonte: Google Imagens. Disponível em: <search?q=luta+na+pre+historia&espv=2&biw= 1517&bih=714&tbm=isch&tbo=u&source=univ&sa=X&ved=0CFsQ7AlqFQo
TCObqjcaDz8gCFQUVkAodQPIF4g&dpr=0.9>.
4. GREGOS
 Pále (em grego: πάλη) também conhecido como wrestling grego, luta grega ou 
luta grega antiga, foi o esporte organizado mais popular na Grécia Antiga. Um ponto é 
marcado quando um jogador tocar o chão com suas costas, bater com a mão devido 
a uma submissão total ou for forçado a sair da área de luta. É preciso que sejam 
marcados três pontos para vencer o combate.
Uma situação particularmente importante nessa forma de luta era aquela em que 
um dos competidores estivesse caído de bruços, com o seu adversário em suas 
costas tentando estrangulá-lo. O atleta no solo iria tentar agarrar o braço do atleta 
de cima e colocá-lo em suas costas, enquanto o atleta de cima iria tentar completar 
o estrangulamento sem que rolasse para baixo.
Arte marcial da Grécia antiga e esporte gladiatório, o pancrácio era uma fusão de 
técnicas de luta, que incluíam a luta grega, boxe, estrangulamento, chutes, golpes e 
técnicas de travamento das articulações. Na verdade, o pancrácio só não permitia 
morder, arranhar e arrancar o olho do oponente, tudo o mais era considerado legal 
na competição. O termo pancrácio vem do grego “pancratium”, que significa “cerco 
total” ou “poderes totais”. (SEKUNDA, 1999).
Vemos que “Os soldados de infantaria gregos eram treinados nas técnicas do 
pancrácio. Quando Alexandre, o Grande, invadiu a Índia em 326 a. C., os gregos 
trouxeram consigo o pancrácio e o praticavam em seus campos militares como parte 
do treinamento”. (FUNARI, 2002, pg. 56).
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Dentro os gregos havia os espartanos que realizavam o agōgē, um rigoroso regime 
de treinamento e educação, sendo que as falanges espartanas eram amplamente 
consideradas entre as melhores no campo de batalha.
Hoplitas eram soldados armados com lanças de 3 m, chamadas dory, e xiphos, 
espadas curtas para combate próximo. Eram munidos de um escudo, o hóplon, e uma 
armadura de bronze, a panóplia. Atuavam em colunas largas, com oito a 12 linhas 
de soldados, com os mais experientesà direita. A razão disso era que os homens 
se moviam instintivamente em direção ao escudo de seu parceiro, e os veteranos 
evitavam que a tropa toda se desviasse. As lanças podiam ser seguradas por baixo 
ou por cima, permitindo que um soldado das linhas de trás atacasse sobre os ombros 
dos companheiros. A combinação de armadura e escudo e a coesão da tropa os 
tornavam quase invulneráveis a um ataque frontal, fosse por flechas, espadas ou 
lanças. (CARTLEDGE, 2003).
Figura 5 – Gregos
Fonte: https://www.pexels.com/pt-br/foto/envelhecido-curtido-maturado-antigo-5587588/
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5. ROMANOS: GLADIADORES E EXÉRCITO ROMANO
Na Roma antiga existiam os gladiadores que utilizavam espadas, escudos, lanças, 
treinavam bastante na arte do combate e duelavam com outros guerreiros, às vezes 
com feras como leões, tigres etc. Estes jogos romanos, as lutas “realizadas na arena 
usualmente eram travadas dentro de um esquema de duelos entre gladiadores, podendo 
também ocorrer duelos entre pares e a finalidade primordial não é ocasionar a morte 
de seu opositor, mas sim demonstrar sua coragem e habilidade guerreira”. (AUGUET, 
1994, pág. 124). Existiam uma série de funções entre os gladiadores como os Equites 
(que lutavam em cima de cavalos) e os Dimachaeri (lutadores com duas espadas).
Já os soldados eram treinados com diversos tipos de armas, como escudos, espadas, 
lanças e punhais. Muitas vezes esses instrumentos de treinamento eram mais pesados 
que os usados em combate. Tal medida era adotada para tornar os soldados ainda 
mais fortes e hábeis.
Conforme Kulikowski (2009, pag. 255), os soldados romanos recebiam um treinamento 
muito intenso que era baseado em:
 
As técnicas de treinamento usadas para aperfeiçoar os soldados 
eram comuns a todos os exércitos romanos. Primeiramente, eles 
eram submetidos a esforços físicos, como ginástica e natação, como 
forma de construir seu físico. Para aprenderem técnicas de combate, 
usavam armas de madeira nos treinamentos. Muitas marchas eram 
promovidas, com o intuito de simular os percalços das campanhas 
reais, e isto significava que o legionário teria que carregar todo o 
equipamento de que precisaria em uma campanha real. Estas 
marchas ajudavam os legionários a construir sua resistência e 
persistência às adversidades.
 
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Figura 6 – Romanos
Fonte: https://unsplash.com/pt-br/fotografias/grupo-de-homens-em-uniforme-de-camuflagem-marrom-e-verde-em-pe-na-areia-cinza-durante-o-dia-xzir-fCqSV8
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6. CHINESAS
Tradicionalmente conhecido na China por “Wushu”, as artes marciais chinesas se 
popularizaram no Ocidente sob a denominação de “Kung Fu”.
A China antiga é cheia de histórias nas quais as artes marciais estão presentes. 
Num passado de imperadores tiranos, o povo era estimulado à guerra – fosse para 
autodefesa, fosse para proteger seus superiores. Apesar deste espírito guerreiro, o 
povo chinês vivia em harmonia com a natureza. Uma das explicações para isso é que 
eles dependiam da agricultura para sobreviver. (TORRES, 2011).
De acordo com Torres (2011, pag. 04), há diversos estilos de lutas marciais surgidos 
na China. A tal ponto que, em cada lugar do país, foram desenvolvidos sistemas 
particulares de Kung Fu. Apresentaremos os estilos do norte e do sul. Na parte norte 
da China, predominava um maior uso das pernas nos estilos de lutas. Já no Sul, os 
braços eram privilegiados.
É a isso que se refere um conhecido ditado chinês: “pernas no Norte e braços no 
Sul. Uma explicação para este fato é que o norte chinês é montanhoso. Isso teria 
permitido aos seus habitantes terem pernas fortes e ágeis, devido às longas caminhadas 
nas montanhas. Já os habitantes do Sul, que viviam nos pântanos, semeando arroz 
e fazendo uso dos barcos para deslocamentos, desenvolveram braços fortes para 
possibilitar uma boa colheita. São alguns estilos do Kung Fu: Louva Deus, Shaolin do 
Norte, Garra da Águia, Hung Gar, Choy Lay Fut, Garça Branca e Tai Chi Chuan.
 
Figura 7 – Chinesas
Fonte: https://www.pexels.com/pt-br/foto/preto-e-branco-p-b-escala-de-cinza-tons-de-cinza-6724225/
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7. JAPONESAS
As artes marciais japonesas se originaram das tradições guerreiras dos samurais e 
devido ao sistema de castas que restringiu o uso de armas pelos membros das classes 
não guerreiras. Em razão disso, os samurais tinham que desenvolver habilidades e se 
preparar para um treinamento físico e mental para um combate desarmado.
As Artes Marciais Japonesas se dividem em Koryu e Budô Gendai. Koryu se refere 
às artes marciais que nasceram antes do Meiji Ishin (Restauração Meiji) e Budô Gendai 
são as chamadas Artes Marciais Japonesas Modernas.
Algumas palavras são evidentes como o “Budō, entre outros sentidos, pode ser 
compreendido como o “caminho marcial” que remete a pensamentos filosóficos, 
religiosos e corporais concomitantemente”. O praticante é capaz de desenvolver a 
sua personalidade e de contribuir com a sociedade como um todo. (GOMES, 2008, 
pág. 186).
Algumas artes marciais japonesas são: Sumô, Judô, Karatê, Aikidô, Kendô, Jiu Jistu, 
Ninjutsu, Iaidô e Kyudô.
Figura 8 – Japonesas
Fonte: https://unsplash.com/pt-br/fotografias/artista-marcial-faixa-preta-em-pe-com-uma-perna-J1BwEL2n530
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8. TAILANDESAS
Temos o boxe tailandês ou Muay Tae, no caso do Muay Thai, que de acordo com 
a Confederação Brasileira de Muay Thai (CBMT, 2007), é uma arte marcial tailandesa 
que possui uma história com mais de 2.000 anos que se entrelaça com a história 
do povo Tailandês. Dentre todas as versões da sua origem, a mais aceita tanto por 
Mestres, como dos historiadores tailandeses é a de que há muitas gerações atrás 
o seu povo saiu da província de Yunnam na China Central, em busca de liberdade e 
terras férteis para a agricultura até onde hoje é a Tailândia (CBMT, 2007).
 Porém, em seu caminho eles encontraram muitas hostilidades e para se protegerem 
eles criaram um método de luta e autodefesa que fazia o uso de diversas armas 
chamado “Chupasart”, contudo ele gerava muitos acidentes em seus treinamentos 
por conta do uso de armas e isso os fez criaram um método de luta sem armas que 
era muito parecido ao Kung Fu Chinês devido às suas origens, mas que se tornou o 
precursor do atual Muay Thai, de forma que com o tempo ele foi se modificando até 
o seu atual estilo (CBMT, 2007).
Como diz a CBMT (2007), o Muay Thai teve muitas modificações, desde variações 
no estilo e técnicas, como a forma que suas lutas aconteciam, sendo que até por 
volta de 1920 elas ainda eram realizadas sem qualquer tipo de proteção além de 
ainda não terem categorias de peso,e eram levadas até o nocaute, uma lesão grave 
ou morte de um dos lutadores. Após esse período, por conta do alto índice de lesões 
que estavam acometendo os lutadores, começaram a adaptar regras do boxe inglês 
nas lutas (CBMT, 2007).
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Figura 9 – Tailândia
Fonte: https://unsplash.com/pt-br/fotografias/2-homens-em-calcoes-azuis-e-vermelhos-e-luvas-de-boxe-FS3EMcyyrhM
2.1.1 Aspectos históricos das lutas no Brasil
É necessário compreender que para falarmos das lutas no Brasil, temos que visualizar 
uma data cronológica para que possamos a partir desta, termos um perfil do que 
aconteceu. O Brasil foi descoberto em 1.500, mas sua colonização efetiva começa 
depois de 30 anos.
Neste contexto os índios no Brasil, foram escravizados, mas logo liberados deste 
processo. Assim temos as Lutas corporais indígenas como o Huka-Huka, que parte 
do “princípio da origem, da etnia e do contexto cultura na qual elas fazem parte, 
apresentando as diversidades linguísticas e fazendo com que o discente entenda que 
o mesmo não se refere somente a reprodução de movimentos estereotipados, mas 
sim a expressões corporais resultante da cultura daquele povo” (ASSIS, 2015, pag. 18).
https://unsplash.com/pt-br/fotografias/2-homens-em-calcoes-azuis-e-vermelhos-e-luvas-de-boxe-FS3EMcyyrhM
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O Huka-huka, vai muito além da luta, representa a diversidade cultural da nossa 
nação, onde esse ritual nasce e se desenvolve mais especificamente no Alto Xingu. 
Em geral sua ocorrência se dá após o Kuarup, ritual Xingu de homenagem aos mortos. 
No dia posterior ao Kuarup, ao amanhecer, os campeões de cada tribo, os adultos e 
os jovens competem entre si.
O Instituto Socioambiental (ISA, 2002, p. 1) ainda ressalva que:
 
Os lutadores se defrontam batendo o pé direito no chão, dando voltas 
no sentido dos ponteiros do relógio, com o braço esquerdo estendido 
e o direito retraído, enquanto gritam alternadamente: hu! ha! hu! ha! 
Até que chocam as mãos direitas e enlaçam o pescoço do adversário 
com a esquerda. A luta, que pode durar poucos segundos, termina 
quando um dos adversários é derrubado, o que não tem que ocorrer 
literalmente, bastando que a parte posterior de um de seus joelhos 
seja agarrada pela mão do outro, o que é considerado condição 
suficiente para provocar-lhe a queda.
 
Figura 10 – Huka Huka
Fonte: https://br.images.search.yahoo.com/search/images;_ylt=AwriiG_oLFVlJEQbDHv16Qt.;_ylu=c2VjA3NlYXJjaARzbGsDYnV0dG9u;_ylc=X1MDMjExNDcxM
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Outra Luta de origem Brasileira, A Luta Marajoara (LM) “é uma prática corporal 
tradicional da Ilha do Marajó, Pará, sendo ao mesmo tempo considerada como uma 
importante manifestação cultural e regional do interior do Estado do Pará” (ASSIS; 
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PINTO; SANTOS, 2011, pag. 01). Assim perspectivada a LM desponta atrelada a 
elementos como identidade cultural, valorização dos costumes, tradição e heranças 
locais (ASSIS; PINTO; SANTOS, 2011; SANTOS; FREITAS, 2018; CAMPOS; PINHEIRO; 
GOUVEIA, 2019).
Nesta dimensão, sua prática no passado estava intimamente associada ao cotidiano 
de trabalhadores rurais ou vaqueiros das antigas fazendas da região enquanto forma 
de diversão (SANTOS; FREITAS, 2018, pag. 05).
Figura 11 – Marajoara
Fonte: https://br.images.search.yahoo.com/search/images;_ylt=AwriiG_xLFVlZDcbo6716Qt.;_ylu=c2VjA3NlYXJjaARzbGsDYXNzaXN0;_ylc=X1MDMjExNDcxMDAw
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https%3A%2F%2Fi.ytimg.com%2Fvi%2FeoWaSo5HUbs%2Fhqdefault.jpg&action=click
Tradicionalmente, a LM é disputada entre dois adversários que se enfrentam sem uso 
de vestimenta especial, em terrenos de areia ou argila. A área de combate é geralmente 
circular, sendo previamente demarcada para esta finalidade, não podendo os lutadores 
saírem do espaço demarcado (CAMPOS; PINHEIRO; GOUVEIA, 2019, pag. 09).
 
Agora para entendermos um pouco sobre o processo de escravidão, 
é necessário saber que a bula Romanus Pontifex de 1455 legitimou o 
comércio de escravos e sua introdução na Europa cristã, justificando-o 
através da conversão e evangelização dos gentios africanos, 
escravizados por povos rivais ou capturados através da guerra justa. 
Este comércio foi incrementado na medida em que os portugueses 
chegaram à costa ocidental africana e estabeleceram contatos e 
negócios com os povos locais. A demanda europeia beneficiou-se 
da preexistência de um mercado de escravos na África, assim como 
de seu papel na formação econômica, política e social africana. 
(MENDES, 2004).
https://br.images.search.yahoo.com/search/images;_ylt=AwriiG_xLFVlZDcbo6716Qt.;_ylu=c2VjA3NlYXJjaARzbGsDYXNzaXN0;_ylc=X1MDMjExNDcxMDAwNQRfcgMyBGZyA21jYWZlZQRmcjIDc2EtZ3Atc2VhcmNoBGdwcmlkA0diTlZlUjlsUlZ5dlV6bWw5YmdoZkEEbl9yc2x0AzAEbl9zdWdnAzEwBG9yaWdpbgNici5pbWFnZXMuc2VhcmNoLnlhaG9vLmNvbQRwb3MDMQRwcXN0cgNsdXRhIE1hcmFqb2FyYQRwcXN0cmwDMTQEcXN0cmwDMTQEcXVlcnkDbHV0YSUyMG1hcmFqb2FyYQR0X3N0bXADMTcwMDA4MTAzMAR1c2VfY2FzZQM-?p=luta+marajoara&fr=mcafee&fr2=sa-gp-search&ei=UTF-8&x=wrt&type=E210BR91199G0#id=24&iurl=https%3A%2F%2Fi.ytimg.com%2Fvi%2FeoWaSo5HUbs%2Fhqdefault.jpg&action=click
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Para os africanos escravizados em nossas terras, a dança e a música sempre 
tiveram uma função social e religiosa. Durante esse período, a população negra tinha 
sua liberdade restrita só podendo recorrer ao canto e à dança para manter viva sua 
cultura e identidade. Assim desenvolve-se uma luta chamada Capoeira, identificada 
como de origem africana.
Para Tubino et al. (2007 p. 208) “[...] A capoeira teria se iniciado como um jogo 
guerreiro, e já teria naquela ocasião fintas, pulos, negaças e cabeçadas. Ela teria sido 
criada e praticada pelos escravos africanos no Brasil”.
Segundo Marinho e Dacosta, as enciclopédias BARSA (..., pag. 79) e Delta Universal 
(..., pág. 1730), nos descrevem “que a origem capoeirana é da África, e chegou ao Brasil 
trazida pelos negros bantus da região de Angola no século XVI”.
Assim Civita (sem data pag. 736), também diz que: “é da África, mas lá não era 
igual à luta que é praticada aqui até hoje, essa luta estava associada a uma cerimônia 
mágico-religiosa com denominações regionais: n’ golo em Benguela (sul de Angola)”, 
onde Decânio Filho (1996) traz a ideia dessa manifestação também ser conhecida 
como dança das zebras, que acontece quando as moças têm a menarca passando 
a ser mulheres e, nesse período, há uma festa onde ocorre a dança em que o rapaz 
vencedor da mesma tem o direito de escolher a esposa entre as novas iniciadas, 
considerada tradição da luta com os pés, e a Bassúla em Luanda capital ao norte de 
Angola onde, de acordo com Alleoni (2010 pag. 28), “essa luta era praticada na areia 
pelos antigos pescadores daquela região, com golpes desequilibrantes, entre outras 
como a Kambangula e o Omundiú”.
De acordo com Areias (1983), a capoeira foi criada em terras brasileiras por africanos, 
tendo, assim, uma origem afro-brasileira, porém sua origem ainda é muito discutida. 
Para Rego (1968, p.31), “tudo leva a crer que seja uma invenção dos africanos no 
Brasil, desenvolvida por seus descendentes afro-brasileiros, tendo em vista uma série 
de fatores colhidos em documentos escritos”.
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Figura 12 –Capoeira
Fonte: https://www.pexels.com/pt-br/foto/pessoas-dancando-na-academia-3340318/
É dividida em capoeira Angola (movimentos mais lentos e cadenciados) e regional (golpes novos e movimentação mais rápida e alta).
 
Alguns movimentos são: martelo, armada, meia lua, rasteira rabo de arraia.
Ainda há o uso de instrumentos como: o berimbau, o pandeiro, o atabaque, o reco-
reco e o agogô.
Veremos agora, sobre o Jiu Jitsu Brasileiro, que é uma arte marcial oriental 
desenvolvida no Japão com as técnicas desta arte,” atemi-waza (golpes traumáticos), 
nague-waza (golpes de quedas), kazentsu-waza (golpes de articulação) e jime-waza 
(golpes de estrangulamento) “(PORTAL JIUJITSU, 2012, pag. 03).
Mestre Mitsuyo Maeda, conhecido como Conde Koma foi um dos mestres que lutou 
por toda a Europa, chegando ao Brasil em 1917, em Belém do Pará. No ano seguinte 
apareceu Gastão Gracie, que era pai de oito filhos. Gastão tornou-se um entusiasta 
do Jiu Jítsu, e levou o mais velho de seus filhos para aprender a luta com o japonês 
Maeda. (GRACIE, 2008).
Assim esta luta passa por um processo de ressignificação por Carlos Gracie e Hélio 
Gracie. Esse processo implicou a emergência do Jiu-Jitsu Brasileiro. Nele, campeonatos 
foram organizados e aparentemente vieram crescendo no decorrer dos anos com a 
https://www.pexels.com/pt-br/foto/pessoas-dancando-na-academia-3340318/
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institucionalização de confederações e federações, cursos para árbitros e ranking de 
atletas.
Figura 13 – Jiu Jitsu Brasileiro
Fonte: https://unsplash.com/pt-br/fotografias/homem-na-camisa-preta-deitado-no-chao-7MRajrPiTqw
De acordo com Rufino e Martins (2011, pag.14), a finalidade da criação do Jiu-
Jitsu,” deu-se pela grande necessidade dos guerreiros se utilizarem de práticas sem 
armas como uma forma de se defenderem, caso por algum acontecimento ficassem 
sem suas armas ou acessórios de batalha, utilizando o método de defesa pessoal”.
Ao longo dos anos, a evolução doo jiu jitsu foi se desenvolvendo no Brasil, fato 
devido, em grande parte, aos desafios propostos pelos lutadores da família Gracie a 
lutadores de outras modalidades. Mais recentemente, esses tipos de desafios passaram 
a ser denominados de eventos de mistura de artes marciais ou MMA (da sigla em 
inglês Mixed Martial Arts).
As regras do jiu-jitsu da IBJJF, existe categorias que são divididas por: idade, faixa 
e peso. No jiu-jitsu, a imobilização é o meio mais eficaz de se conseguir vencer. Para 
isso, o lutador precisa conseguir imobilizar seu oponente por, ao menos, 3 segundos 
ou ter a maior quantidade de pontos. A quantidade de pontos varia de acordo com o 
golpe aplicado, são eles:
• 04 pontos - Montada – Montada pelas costas – Pegada pelas costas;
https://unsplash.com/pt-br/fotografias/homem-na-camisa-preta-deitado-no-chao-7MRajrPiTqw
https://unsplash.com/pt-br/fotografias/homem-na-camisa-preta-deitado-no-chao-7MRajrPiTqw
https://ibjjf.com/
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• 03 pontos – Passagem de guarda;
• 02 pontos – Queda – Raspagem – Joelho na barriga.
2.1.1.1 Título 4 (Aspectos históricos na atualidade)
Atualmente as Lutas, Artes Marciais e Esporte de Combate estão presentes no 
cotidiano de uma boa parte da população mundial. Existem cálculos que mais de 300 
milhões de praticantes nos 05 continentes do planeta Terra.
As restrições que durante várias passagens da história do ser humano, não estão 
tão presentes mais, entretanto vale salientar que a prática pelo público feminino ainda 
é menor e em alguns países existe a proibição para tal.
Sua utilização está presente em escolas, academias, centros esportivos e 
universidades com várias faixas etárias praticadas tanto pelo sexo masculino como 
feminino.
Seu uso está direcionado para a prática de uma atividade física, para lazer, para 
defesa pessoal, sociabilização entre pessoas e dentro do contexto do alto rendimento.
Hoje existem grandes eventos esportivos como festivas e campeonatos de níveis 
municipais, estaduais, nacionais e internacionais. Além do maior evento esportivo do 
mundo que são os Jogos Olímpicos.
Mas sem sobra de dúvida o grande evento que relaciona as lutas, hoje chama-
se artes marciais mistas (MMA). Através do empreendedor americano Dana White 
quem melhor usou o potencial mercadológico dos eventos de vale tudo. Onde com o 
crescimento deste público consumidor, principalmente nos países citados anteriormente, 
a modalidade tem apelo midiático semelhante ao dos esportes mais populares. Em 
alguns veículos de comunicação brasileiros, especialmente em seus grandes portais 
jornalísticos da internet, o MMA aparece como a segunda modalidade esportiva mais 
noticiada, atrás apenas do futebol. Um indício que contribui para afirmar esse potencial 
no Brasil foi a cobertura e transmissão (ao vivo) feita – no início de 2012 – pelo principal 
canal aberto de televisão do Brasil, a Rede Globo, que contou com a participação de 
seu mais conhecido narrador esportivo, Galvão Bueno. Outra indicação interessante 
é que essa mesma emissora abordou a temática do MMA no seu horário de maior 
audiência, em sua telenovela Fina estampa – exibida entre agosto de 2011 e março 
de 2012. (NUNES, 2004).
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Figura 14 – MMA
Fonte: https://www.pexels.com/pt-br/foto/luta-combate-disputa-lutadores-5424531/
https://www.pexels.com/pt-br/foto/luta-combate-disputa-lutadores-5424531/
https://www.pexels.com/pt-br/foto/luta-combate-disputa-lutadores-5424531/
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ISTO ESTÁ NA REDE
Conhecido como o maior império em área contígua da História, o Império Mongol 
foi fundado por Genghis Khan em 1206 e, sob o seu comandado, chegou a contar 
com cerca de 33 milhões de quilômetros quadrados em seu apogeu.
ISTO ACONTECE NA PRÁTICA
Existe ainda uma luta de origem Brasileira chamada de Combato, onde é entendida 
como um método de treinamento para defesa pessoal desenvolvido a partir 
do aprimoramento de técnicas de diferentes artes marciais no contexto militar. 
Esse estilo de luta foi desenvolvido na década de 1990 por um grupo de mestres 
graduados em diferentes artes marciais e que buscaram fundar um método de 
autodefesa baseado em situações de conflitos urbanos e guerras.
ANOTE ISSO
A Endeavor, que tem entre seus ativos o UFC, fechou 2021 com um volume 
de negócios de US$ 5,077 bilhões, o que representa um aumento de 46% em 
relação ao ano anterior. O grupo superou suas próprias previsões e estima que o 
faturamento possa atingir até US$ 5,45 bilhões em 2022.
https://maquinadoesporte.com.br/search/?q=Endeavor#gsc.tab=0&gsc.q=Endeavor&gsc.page=1
https://maquinadoesporte.com.br/search/?q=UFC#gsc.tab=0&gsc.q=UFC&gsc.page=1
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CAPÍTULO 3
CLASSIFICAÇÕES DAS 
LUTAS, ARTES MARCIAIS 
E ESPORTES DE COMBATE
Nesta unidade gostaria de lembrar que no processo de evolução das Lutas, Artes 
Marciais e Esportes de Combate dentro de sua bagagem cultural dentro das diferentes 
civilizações no decorrer dos séculos, Elas são reconhecida como rito, prática religiosa, 
preparação para a guerra, jogo, exercício físico, entre outros diversos significados que 
já lhe foram atribuídos, fosse ela ocidental ou oriental (BROUSSE, VILLAMÓN, MOLINA, 
1999; ESPARTERO, 1999; VILLAMÓN, BROUSSE, 2002; VILLAMÓN, MOLINA, 1999).
Assim podemos abranger uma gama infinita de movimentos, técnicas e 
características, onde existem diversas possibilidades de se classificar as Lutas, Artes 
Marciaise Esportes de Combate em função de uma série de critérios como: os objetivos 
de um combate, tipo de contato entre oponentes, suas ações motoras, distância entre 
oponentes, tipo de meta no enfrentamento.
Nós iremos determinar estas classificações em 03 formas: princípios universais, 
sistema de formas de luta e formas de toque e distância.
3.1 Princípios Universais
A construção dos princípios universais que apresentaremos, foi adaptada do modelo 
proposto por Bayer (1994) para os JDC, onde foi aspecto motivador/norteador para 
que se pudesse buscar na análise dos dados a existência de denominadores comuns 
também para o fenômeno Luta. Tais denominadores são: contato proposital, fusão 
ataque/defesa, imprevisibilidade, oponentes, regras, nível de contato e enfretamento 
físico.
• Contato proposital - Existem várias maneiras desta ação (através das mãos, dos 
punhos, dos braços, das pernas, do corpo inteiro ou mediado por um implemento; 
contínua ou intermitentemente) e deve acontecer para que haja Luta e para que 
ela se desenvolva. Esse princípio faz se necessário exigir que os oponentes se 
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toquem (intenção/ propósito) de alguma forma (técnica-tática) para conquistarem 
o objetivo da luta e obter êxito sobre os adversários.
• Fusão ataque/defesa – Dentro dos jogos coletivos e de oposição, deverá ter 
ações de ataque e defesa no jogo. O que difere as Lutas dessas outras atividades, 
nesse aspecto, é a possibilidade de tais ações serem simultâneas e até certo 
ponto fundidas, na medida em que é raro observá-las isoladamente, tanto na 
interação entre os indivíduos (em ações ofensivas ou defensivas) ou nas ações 
de um dos lutadores (utilização de membros concomitantemente).
• Imprevisibilidade – Ela é uma condição devido à relação de interdependência entre 
os lutadores e principalmente à possibilidade de as ações ofensivas e defensivas 
serem simultâneas. Não existem estratégias sequenciais completamente 
previsíveis numa luta, pois as ações de um lutador podem ou não ser respostas 
às ações do adversário, já que as estratégias de ação, anteriores à realização 
técnica, também podem ser simultâneas. É necessário compreender que por 
mais que se treine ou planeje uma forma de atuação numa luta, é a relação entre 
os oponentes que dita uma nova organização ou reestruturação do planejado 
a cada novo momento durante o combate.
• Oponentes – É necessário lembrar que todo tipo de luta, tem que ter um alvo, além 
de ser móvel, também pode executar ações de ataque e defesa. É essa condição 
que justifica o contato como uma exigência e que fundamenta a imprevisibilidade 
de um combate. Se os alvos são os próprios lutadores, o contato é o meio pelo 
qual deverão atingi-los, além de poder ser um fim à medida que determinadas 
técnicas dependem dele.
• Regras - Em toda manifestação de Luta haverá algum tipo de regra. As Lutas 
dependem das regras para sua legitimidade e elas devem ser respeitadas para 
que aconteça um combate. O que é permitido ou proibido tende a determinar 
as técnicas e táticas usadas pelos lutadores. Se a regra exige que os lutadores 
utilizem espadas para atingir uma determinada área do corpo do oponente, cabe 
a eles organizarem estratégias táticas (razões do fazer) aliadas às técnicas 
(como fazer). As regras vão determinar as técnicas e táticas de um tipo de luta.
• Nível de contato - O contato entre combatentes é algo inevitável em uma luta, 
por este motivo o nível de contato se torna um aspecto universal inevitável de 
ser estudado e aplicado. Dentro deste assunto, quando abordarmos contato, 
temos que lembrar da dimensão atitudinal, pois um esporte de contato é algo 
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bem diferente de um “esporte violento”, se um esporte pudesse ser violento ele 
não seria verdadeiramente um esporte. Contato igual a controle, violência igual 
a descontrole. As atividades estudadas na primeira unidade destacam vários 
tipos de contato, podendo estes serem Elevado, Moderado e Baixo, observe os 
níveis para as lutas.
 
Abaixo apresentaremos uma possibilidade de identificar o nível de contato dentro 
de algumas lutas através das competições:
Tipo de luta Nível de contato
Jiu Jitsu elevado
Capoeira médio
Judô elevado
Karatê moderado
Boxe elevado
Taekwondo elevado
Lutas associadas elevado
Esgrima médio
Sumô elevado
Quadro 1 – níveis de contato
Fonte: criada pelo autor (2023
• Enfrentamento físico – O enfrentamento acontece na forma individual, você 
contra outro combatente, porém, existem mostras de lutas em dupla ou até 
mesmo grupos. De modo geral, podemos classificar o enfrentamento de duas 
maneiras distintas.
1. Forma direta: acontece com a utilização do corpo na forma de contato, sem a 
utilização de implementos, é o exemplo do jiu-jítsu, do judô, boxe, entre outros.
2. Forma indireta: acontece com a utilização de implementos como espadas, 
facas, lanças, como é o exemplo do kung fu e da esgrima.
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Figura 1 – Princípios universais
Fonte: criada pelo autor (2023).
3.1.1 Sistemas de formas de Golpes nas Lutas
Para Espartero (1999), as Lutas podem ser categorizadas em “Esportes de Luta 
com agarre”, “Esportes de Luta com golpes” e “Esportes de Luta com implemento”.
Na primeira categoria, o agarre seria uma ação básica que representa os objetivos 
comuns entre as modalidades, tais como a derrubada (derribo), as projeções 
(proyecciones) e o controle no solo. Pode ser subdivida em decorrência da imposição 
inicial do agarre ou da não imposição desse agarre, como também pela finalidade 
“lutatória”: finalizar o combate ao projetar o oponente ao solo ou continuar a luta no 
solo após a projeção.
A categoria “Esportes de Luta com golpes” é subdividida de acordo com o tipo de 
golpe: apenas com os punhos; apenas com as pernas, ou mãos e pernas conjuntamente.
A terceira categoria é a que trata dos “Esportes de Luta com implemento”, na qual 
o objetivo é tocar o adversário com um implemento, como a espada, por exemplo 
(ESPARTERO, 1999).
Podemos ainda classificar um tipo de luta como mista que a utilização de duas 
ou mais ações num combate, socos, chutes, cotovelas e quedas, por exemplo: MMA, 
Karate, Muay Tae e Kick Box.
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A classificação de Ramirez, Dopico e Iglesias (2000) assemelha-se à de Espartero 
(1999). No primeiro grupo, estão as modalidades nas quais existe o agarre (“Com 
agarre”), manifesto por meio das ações de derrubar e/ou excluir, controlar e fixar 
o adversário no espaço de luta. O segundo grupo não dispõe de movimentos que 
dependem do agarre, sendo denominado “Sem agarre”. As ações motoras básicas deste 
grupo são golpear e impactar por meio de chutes e socos. O terceiro grupo possui o 
mesmo nome do segundo (“Sem agarre”), mas diferencia-se dele pela utilização de 
um implemento para tocar.
 
Figura 2 – Lutas de agarre
Fonte: https://www.pexels.com/pt-br/foto/luta-combate-disputa-lutando-6765030/
https://www.pexels.com/pt-br/foto/luta-combate-disputa-lutando-6765030/
https://www.pexels.com/pt-br/foto/luta-combate-disputa-lutando-6765030/
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Figura 3 – Lutas com golpes
Fonte: https://www.pexels.com/pt-br/foto/foto-de-baixo-angulo-de-dois-homens-lutando-no-ringue-de-boxe-2600493/
Figura 4 – Lutas com implemento
Fonte: https://www.pexels.com/pt-br/foto/pessoa-pose-espada-arma-6832114/
https://www.pexels.com/pt-br/foto/foto-de-baixo-angulo-de-dois-homens-lutando-no-ringue-de-boxe-2600493/
https://www.pexels.com/pt-br/foto/foto-de-baixo-angulo-de-dois-homens-lutando-no-ringue-de-boxe-2600493/https://www.pexels.com/pt-br/foto/pessoa-pose-espada-arma-6832114/
https://www.pexels.com/pt-br/foto/pessoa-pose-espada-arma-6832114/
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Figura 5 – Lutas Mistas
Fonte: https://www.pexels.com/pt-br/foto/ativo-movimentado-atletas-esportistas-8612047/
3.1.1.1 Formas de toque e distância
Nesta etapa entenderemos melhor o tipo de toque a ser utilizado numa luta e uma 
das características que é fundamental é conhecer e ter domínio completo da distância.
A distância que necessitamos entre o nosso combatente e nós, em uma luta, será 
um fator dependente das nossas ações durante a luta, lembrando que já existem 
evidências de que a distância altera como a luta será realizada. Por exemplo, você 
não verá uma luta de jiu-jítsu acontecer a longa distância e, ao mesmo tempo, não 
verá uma luta de esgrima a curta distância, pois em ambas o juiz irá se aproximar 
ou se afastar.
Entendemos que a distância como um componente estratégico que está dividido 
em três categorias – curta, média e longa, e que depende da imprevisibilidade da luta 
e do jogo do adversário. Acreditando que, na mesma modalidade, é possível pensar 
a distância de três maneiras, como se cada técnica exigisse um espaço distinto para 
ser executada.
Segundo Figueiredo (1998) e Breda et al. (2010, pag. 219) elas podem ter as 
características especificas de cada uma delas.
https://www.pexels.com/pt-br/foto/ativo-movimentado-atletas-esportistas-8612047/
https://www.pexels.com/pt-br/foto/ativo-movimentado-atletas-esportistas-8612047/
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• curta distância possui um espaço praticamente nulo entre os oponentes e, para 
a realização das técnicas e alcance dos objetivos da luta, é necessário que os 
praticantes se coloquem em contato direto (contato como um meio para o fim). 
Exemplo de uma luta e um tipo de golpe: Jiu Jitsu / Estrangulamento.
• A distância média seria um espaço moderado que permite a aproximação em 
situações de ataque entre os oponentes, pois a intenção e o propósito ofensivo 
vão determinar a distância entre os lutadores. Os golpes caracterizam o contato 
e não dependem dele para acontecer como na curta distância (o contato é um 
fim e não o meio). Exemplo de uma luta e um tipo de golpe: Karatê / soco ou 
chute.
Já na longa distância, definida pela presença de um implemento, deve haver uma 
distância maior entre os oponentes para que eles possam manipular de forma adequada 
esse implemento, fazendo com que o contato entre eles seja através de uma espada, 
por exemplo (contato também é um fim). Exemplo de uma luta e um tipo de golpe: 
Kendo/ Espada.
Abaixo apresentaremos um quadro com as situações e golpes nas distâncias.
Curta Média Longa Mista
• Desequilibrar
• Rolar
• Projetar
• Cair
• Controlar
• Empurrar
• Socar, cotovelas e 
joelhadas (glinche)
• Membros 
superior: socar e 
cotoveladas
• Membros 
inferiores: chutes, 
joelhadas
• Tocar ou manipular 
com uso de 
implemento.
• Uso de membros 
superior e inferior 
separados ou ao 
mesmo tempo.
Título – situações de golpes nas distâncias
Fonte: criado pelo autor (2023).
Quanto aos tipos de toque, a distância vai depender de quanto os seus membros 
podem alongar para tocar (acertar) o adversário, são divididas segundo (RIBAS, 2005, 
pag. 08):
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1. Toque Direto no Oponente: técnicas de média distância que objetivam o toque no 
adversário de modo direto, ou seja, sem a implementação de equipamentos. Algumas 
práticas que podem ser citadas são o boxe, muay thai, kick boxing, caratê, entre outras.
2. Toque Indireto no Oponente: técnicas de média e longa distância que objetivam o 
toque no adversário de modo indireto, ou seja, com a implementação de equipamentos. 
Este implemento geralmente permite uma maior distância entre combatentes. Alguns 
exemplos de práticas que podem ser citadas são a esgrima e o próprio kung fu.
ISTO ESTÁ NA REDE
Neste vídeo , compreenda um pouco mais sobre as lutas.
https://youtu.be/O_W-CSBeVEk?si=3jU-Dkz_zgL1hjIf
ISTO ACONTECE NA PRÁTICA
Assista este vídeo sobre:
COMO ENTENDER SOBRE LUTAS BRASILEIRAS EM MENOS DE 5 MINUTOS?
https://youtu.be/tcAbxugCrZQ?si=gqly4hVFJRmO4QZE
ANOTE ISSO
Leia este artigo e entenda um pouca mais sobre a produção cientifica de lutas no 
Brasil.
https://www.scielo.br/j/rbce/a/
YsGKW4FXNnfkVQNKGhRRNFM/?lang=pt&format=pdf
https://youtu.be/O_W-CSBeVEk?si=3jU-Dkz_zgL1hjIf
https://youtu.be/tcAbxugCrZQ?si=gqly4hVFJRmO4QZE
https://www.scielo.br/j/rbce/a/YsGKW4FXNnfkVQNKGhRRNFM/?lang=pt&format=pdf
https://www.scielo.br/j/rbce/a/YsGKW4FXNnfkVQNKGhRRNFM/?lang=pt&format=pdf
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CAPÍTULO 4
MODELO CONCEITUAL, 
ATITUDINAL E PROCEDIMENTAL 
DAS ARTES MARCIAIS
A educação física nos dias de hoje deixou de ser somente jogar bola, correr e 
brincar, ela está dentro de uma perspectiva de formação integral, seria fundamental 
considerar procedimentos, fatos, conceitos, atitudes e valores como conteúdos, todos 
no mesmo nível de importância.
Nesse sentido, o papel da Educação Física ultrapassa o ensinar esporte, ginástica, 
dança, jogos, atividades rítmicas, expressivas e conhecimento sobre o próprio corpo 
para todos, em seus fundamentos e técnicas (dimensão procedimental), mas inclui 
também os seus valores subjacentes, ou seja, quais atitudes os alunos devem ter nas 
e para as atividades corporais (dimensão atitudinal). E, finalmente, busca garantir o 
direito do aluno de saber o porquê dele realizar este ou aquele movimento, isto é, quais 
conceitos estão ligados àqueles procedimentos (dimensão conceitual).
Segundo Forquin (1993, pag. 13) afirma que o “conteúdo que se transmite na 
Educação é sempre alguma coisa que nos precede, ultrapassa e institui-nos enquanto 
sujeitos humanos”. Essa produção pode ser denominada perfeitamente de cultura. 
Em consonância com o autor, podemos dizer que todo esse patrimônio construído ao 
longo do tempo pela Educação Física pode-se denominar de cultura corporal, cultura 
corporal de movimento ou cultura de movimento, como vem sendo feito por diferentes 
autores e linhas pedagógicas da Educação Física. Por questão de afinidade e facilidade 
linguística, utilizaremos neste texto o termo cultura corporal de movimento.
4.1 Conceitual
As lutas, artes Marciais ou esportes de combate, podem ser trabalhadas nas três 
dimensões dos blocos de conteúdo, sendo elas a procedimental que seria o saber 
fazer, ou seja, a vivência prática do conteúdo em si; também aparecem às dimensões 
conceituais que estão ligadas ao saber sobre o que está fazendo, ou seja, refere-se a 
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fatos, conceitos, princípios e o próprio contexto histórico pelo qual passou o conteúdo 
a ser estudado; e por último as dimensões atitudinais que estão ligadas às normas, 
valores e atitudes adotadas pelos alunos(NEIRA, 2011).
Vamos entender como podemos fazer perguntas, assim apresentaremos conforme 
Zabala (1998), um quadro com as respectivas perguntas que podem ser feitas dentro 
das dimensões de conteúdo.
Modelo Pergunta
Conceitual
• Quais informações e conhecimento preciso ter?
• Qual a evolução histórica desta luta?
• Quais as regras principais da luta que estou aprendendo?
• Quais são os benefícios físico na prática desta?
Atitudinal
• Quais são as atitudes e valores importante na prática das lutas?
• Respeitar os adversários, os colegas e resolver os problemas com atitudes de 
diálogo e não violência?
• Reconhecer e valorizar atitudes não preconceituosas quanto aos níveis de 
habilidade, sexo, religiãoe outras.
• Saber reconhecer a vitória e a derrota.
Procedimental
• Experimentar jogos e brincadeiras voltado para as lutas?
• Saber desenvolver as capacidades e habilidades dentro das lutas?
• Buscar a aproximação de seu repertorio motor com as lutas?
entendimento das dimensões de conteúdo.
Fonte: Adaptada (ZABALA, 1998).
 
Segundo Zabala (2001, pag. 88), os conteúdos conceituais se “referem aos termos 
abstratos que se vinculam à aprendizagem, como os conceitos, fatos e evidências 
presentes”.
Eles requerem estratégias didáticas capazes de promover uma ampla atividade de 
conhecimento no aluno, colocando-o em situações e experiências que o induzam na 
aprendizagem e potencializem seu desenvolvimento. Não há limite para a dimensão 
conceitual, pois ela está sempre em processo de aquisição.
A dimensão conceitual tem comprovadamente uma grande relação com essa 
pesquisa, pois pelo o que foi abordado no estudo acerca das lutas nas aulas de 
educação física considerada a diversidade de conteúdos que devem ser possibilitadas 
aos alunos, para além dos esportivos, e superada a demasiada ênfase em relação 
ao saber fazer.
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Conceitual
• Diversos tipos de modalidades.
• Formas de classificação das modalidades.
• Deferentes origens históricas para as diferentes práticas.
• Regras de determinadas modalidades.
• Análise das modalidades consideradas olímpicas.
• Pesquisas de lutas desconhecidas.
• Conceitos biomecânicos das lutas.
• Conceitos fisiológicos das lutas.
• Melhores formas de aplicação de determinados golpes.
• Melhores formas de treinar para determinadas lutas.
• Curiosidades das lutas. 
Figura 1 – exemplo de conceitual
Fonte: https://www.pexels.com/pt-br/foto/mulher-sentada-no-chao-enquanto-le-2393789/
https://www.pexels.com/pt-br/foto/mulher-sentada-no-chao-enquanto-le-2393789/
https://www.pexels.com/pt-br/foto/mulher-sentada-no-chao-enquanto-le-2393789/
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A dimensão conceitual do ensino das lutas na escola deve abranger os aspectos 
históricos, conceituais e normativos dessas práticas. No caso das lutas, o conhecimento 
histórico se faz essencial, pois somente ao conhecer a origem e percurso delas, é 
possível compreender de forma ampla sua inserção atual nas diferentes culturas, 
como a brasileira. Dessa forma, em um universo tão rico em significado, deixar de 
abranger essa dimensão é não permitir ao aluno o acesso a conhecimentos que lhes 
seriam de grande valia, tanto para a compreensão da própria prática, quanto para a 
apropriação mais crítica e reflexiva sobre a modalidade em questão.
É preciso lembrar que isto exige dos professores atualizações e leituras a respeito do 
que mudou e do que se mantém, até mesmo no que corresponde às questões históricas, 
que exigem estudo e análise apurada. Ensinar conceitos durante a prática pedagógica 
das lutas é ensinar além das técnicas e dos golpes em si e é ampliar a visão de mundo 
dos alunos acerca desses conteúdos e acerca da prática educativa, de maneira geral, 
compreendendo conceitos, aspectos históricos, informações, entre outros.
4.1.1 Atitudinal
Os conteúdos atitudinais são a vivencia do ser com o mundo que o rodeia. O 
aprendizado de normas e valores torna-se alvo principal para que este conteúdo seja 
adquirido por quem quer que seja, e na sua proporção e qualificação só é desenvolvido 
na prática e em seu uso contínuo. O indivíduo é moldado de acordo com suas vivências, 
porém, não é escravo destas, podendo redimir-se ou simplesmente questionar-se.
Os conteúdos atitudinais passam pelo processo sociedade-indivíduo-sociedade. 
Tratando-se de grupos, tribos, comunidades de diferentes escalões sejam eles 
econômicos ou culturais. Todos seguindo normas estabelecidas por todos: respeito, 
compreensão, solidariedade, humildade, muitos outros de suma importância.
Para Zabala (2001, pag. 89), a dimensão atitudinal “relaciona-se aos conteúdos 
referentes a valores, normas e atitudes subjacentes à prática educativa”.
Estas ações devem abranger ao mesmo tempo os campos cognoscitivos, afetivos e 
comportamentais, em que o componente afetivo adquire uma importância fundamental, 
pois aquilo que pensa, sente e como se comporta uma pessoa não depende apenas do 
que está socialmente estabelecido, mas, sobretudo, das relações pessoais que cada 
indivíduo estabelece com o objeto da atitude ou valor. A aprendizagem dos conteúdos 
atitudinais transcende o âmbito estrito de determinadas atividades, abrangendo campos 
e aspectos que se relacionam tanto com atividades concretas como com a forma como 
elas são efetuadas e com as relações pessoais e afetivas que nelas se estabelecem.
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Para Breda et al. (2010), tradicionalmente, as lutas envolvem valores e modos de 
comportamento relacionados ao respeito, à dedicação, à confiança, à autoestima, 
visando o desenvolvimento integral do ser humano. Todavia, se esses valores ficarem 
só na questão da tradição e não forem questionados durante a prática pedagógica, a 
dimensão atitudinal no ensino das lutas corre o risco de não ser abordada de maneira 
minimamente satisfatória.
 
Atitudinal
• Respeito ao companheiro e ao adversário.
• Diferenciação de uma luta para uma briga.
• Discussão de termos pejorativos.
• Hierarquia. • Respeito ao limite de seu próprio corpo.
• Entender o perder na luta.
• Entendimento de que os conhecimentos de golpes devem ficar no ambiente de 
luta e não fora dele.
• Relação entre gêneros e sexos.
Figura 2 – parte atitudinal nas lutas
Fonte: https://www.pexels.com/pt-br/foto/crianca-filho-lutador-combatente-7045593/
https://www.pexels.com/pt-br/foto/crianca-filho-lutador-combatente-7045593/
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4.1.1.1 Procedimental
Os conteúdos procedimentais resumem-se em colocar em prática o conhecimento 
que adquirimos com os conteúdos conceituais. Seja em forma de maquete utilizando-se 
de escala, reprodução de um ambiente visitado, ou uma letra de música transformada em 
paródia. Toda produção ou reprodução é determinado pelos conteúdos procedimentais. 
Como antes citado primeiramente o conceito do assunto posteriormente o fazer, e 
para fazer é preciso procedimentos corretos para o resultado esperado.
Os conteúdos procedimentais também são de caráter profissionalizante, onde se visa 
que o aluno compreenda o ofício de determinadas profissões, auxiliando no processo 
da escolha profissional no futuro, desenvolvendo todas as habilidades anteriormente 
citadas; trabalhando a memória, o intelecto, a dedução, habilidades motoras, e outras 
especificidades.
A dimensão procedimental é entendida por Zabala (2001, pag. 90) como o “conjunto 
de ações ordenadas destinadas à consecução de um fim, que podem ser consideradas 
dinâmicas em relação ao caráter estático dos conteúdos conceituais”. A aprendizagem 
de procedimentos implica, então, a aprendizagem de ações, e isso comporta atividades 
que se fundamentem em sua realização.
Na aprendizagem dos procedimentos implica a aprendizagem das ações, ou seja, 
os fazeres práticos, as técnicas, os procedimentos, e outras perspectivas bastante 
evidentes durante as aulas de Educação Física.
O denominado “saber fazer” da dimensão procedimental implica que não se deve 
apenas realizar os movimentos ou técnicas das atividades e sim saber os motivos e 
os porquês de realizá-los, seja durante o aquecimento, alongamento, desenvolvimento 
das aulas ou parte final. Ao propor o ensino e a valorização dos aspectos vinculados 
às demais dimensões (conceitual e atitudinal) não pretendemosdiminuir a importância 
e o significado da dimensão procedimental.
Dentro das lutas, a dimensão procedimental corresponde então aos saberes 
vinculados às ações, aos fazeres, às práticas, às técnicas e aos diferentes movimentos 
corporais. Isso abrange os procedimentos, também compreendidos pelos movimentos, 
as ações técnicas das modalidades. Isso corresponde a tudo o que abrange a dimensão 
do “saber fazer”
 
Procedimental
• Vivências relativas à questão de oposição.
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• Ganho ou perda de espaço. • Quedas com ou sem oponente.
• Atividades individuais.
• Simulação de técnicas de chutes e/ou socos.
• Atividades coletivas (como o caso do cabo de guerra).
• Brincadeiras.
Figura 3 – fazer procedimental.
Fonte: https://www.pexels.com/pt-br/foto/batalha-disputa-boxer-calcao-9944891/
https://www.pexels.com/pt-br/foto/batalha-disputa-boxer-calcao-9944891/
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ISTO ESTÁ NA REDE
O termo “cultura corporal de movimento” tem origem incerta no campo 
da Educação Física escolar. Além disso, uma série de autores apresentam 
nomenclaturas diferentes com algumas divergências conceituais. Por isso, é 
possível encontrar denominações como “cultura corporal”, “cultura corporal de 
movimento”, “cultura física”, “cultura de movimento”, “cultura corporal do movimento 
humano”, entre outras. Em comum, essas formas de intitular essas práticas 
apresentam a conceituação de que a área da Educação Física é responsável pela 
democratização dessa parcela da cultura humana produzida social e historicamente 
é representada por diversas manifestações ligadas ao movimento e ao se-
movimentar humano, tais como as lutas, os jogos, as danças, os esportes, as 
ginásticas, as atividades de aventura, entre outras. Essas manifestações são a base 
de saberes e conteúdos que devem compor os currículos escolares na Educação 
Física.
ISTO ACONTECE NA PRÁTICA
O vídeo Práticas corporais – Educação Física Escolar apresenta de forma didática 
a perspectiva da cultura corporal de movimento a partir das proposições dos 
Parâmetros Curriculares Nacionais, abrangendo os conteúdos das lutas. Em poucos 
minutos é possível ter uma compreensão ampla acerca dessa visão teórica e 
conceitual.
PRÁTICAS CORPORAIS – EDUCAÇÃO FÍSICA ESCOLAR. Youtube. Disponível em: 
. Acesso em: 28 mar. 2018. Em 2010, a Fundação Victor Civita e a Revista Nova 
Escola outorgaram à professora Joice Mayumi Nozaki o Prêmio Victor Civita 
Educador Nota 10 no componente curricular Educação Física. O projeto consistiu 
no desenvolvimento de aulas de luta na escola de forma diferenciada. Vale a pena 
conferir essa iniciativa. NOVA ESCOLA. Lutas na Educação Física. 
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ANOTE ISSO
Aqui apresentaremos algumas possibilidades de desenvolver os modelos 
conceituais para serem aplicados da melhor forma possível em suas aulas ou 
treinos.
 
Começaremos pela parte conceitual: vamos utilizar um filme.
 
Um homem que nunca conheceu o pai, (famoso lutador), que faleceu antes de seu 
nascimento. Ainda assim, a luta está em seu sangue e ele decide entrar no mundo 
das competições profissionais de boxe. Após muito insistir, consegue convencer um 
grande lutador a ser seu treinador e, enquanto uma luta pela glória, a outra luta pela 
vida.
• CONCEITUAL: História do boxe.
Na parte procedimental – uma atividade
Figura 01-Toque no joelho/pé – (dupla/grupo)
Frente a frente a uma distância média, ao sinal ambos tentarão tocar em diversas 
partes do corpo.
Na parte atitudinal – Uma roda de conversa.
Utilizar algum fato ou acontecimento na aula no treino onde todos possam falar e 
você será o mediador.
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CAPÍTULO 5
LUTAS NO LAZER E NA 
ATIVIDADE FÍSICA, ENQUANTO 
POSSIBILIDADE DE LAZER EM 
ESPAÇOS NÃO FORMAIS
Lazer deve ser considerado como um estado que deve ser realizado em seu tempo 
livre. É realizado de forma livre através de algo que seja de seu gosto. Assim ele 
é complexo, pois tem diferentes facetas sociais, históricas, culturais, individuais e 
coletivas, influenciada por fatores intrínsecos e extrínsecos ao sujeito executante.
As lutas podem ser desenvolvidas como formas de lazer também, onde brincadeiras 
e jogos podem fazer parte do processo de ensino e aprendizagem no qual ajudará no 
contexto que se aplica, seja na escola ou dentro do alto rendimento.
Existem várias possibilidades de sua prática e até execução em espaços não formais 
para tal.
5.1 Lutas como Lazer
Podemos associar o Lazer a ser divertido ou até mesmo a um estado voluntário 
que realizado no meu momento que não estou trabalhando.
O termo lazer é atualmente utilizado de forma crescente, podendo ser empregado 
em sua concepção real ou ser associado a palavras como entretenimento, turismo, 
divertimento e recreação, porém o sentido do lazer é tão polêmico quanto a origem 
e o sentido do termo ócio.
Assim podemos verificar que o lazer, dentre outras características, cumpre um papel 
educativo, em virtude de suas possibilidades pedagógicas, pois pode proporcionar ao 
indivíduo socialização, desenvolvimento cultural, intelectual e físico; capacidade crítica 
e transformadora de uma realidade; e ainda incentiva a criatividade.
Dentre as inúmeras possibilidades, uma das formas de praticar o lazer é realizado 
em espaços para práticas esportistas, para o desenvolvimento de atividades lúdicas. 
Também visam fomentar o acesso ao teatro, ao cinema, a eventos musicais, ao turismo, 
à arte e aos mais variados esportes.
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Segundo Gaelzer (1979), a palavra lazer deriva do latim “licere”, significando “ser 
lícito, ser permitido, pode-se fazer”, o lazer é um fenômeno da sociedade industrial. A 
exaltação do trabalho fez surgir a valorização do não trabalho.
Para Marcellino (1995), o sentido da palavra “lazer”, quando incorporada ao nível 
comum do vocabulário tem como objetivo a vivência ou a necessidade de lazer por 
isto, varia de acordo com a situação sócia econômica, a faixa etária e mesmo o sexo 
das pessoas. A utilização da palavra fica, então, restrita a atividades específicas ou a 
juízos de valor a ela associados.
Dentre as várias definições de lazer, a mais adotada pelos estudiosos é a dada pelo 
autor Dumazedier (1993, p.34):
 
O lazer é um conjunto de ocupações às quais o indivíduo pode 
entregar-se de livre vontade, seja para repousar, seja para se divertir, 
recrear e entreter, ou ainda para desenvolver sua informação ou 
formação desinteressada, sua participação social voluntária ou 
sua livre capacidade criadora após se livrar ou desembaraçar das 
obrigações profissionais, familiares e sociais.
 
Por último vemos que o lazer está garantido como proteção do direito ao lazer como 
direito fundamental consta expressamente na Constituição Federal, em seu artigo 6º:
 
São direitos sociais a educação, a saúde, a alimentação, o trabalho, 
a moradia, o transporte, o lazer, a segurança, a previdência social, a 
proteção à maternidade e à infância, a assistência aos desamparados, 
na forma desta Constituição. (BRASIL, 1988, pag. 15).
Figura 1 – lazer
Fonte: https://www.pexels.com/pt-br/foto/silhueta-de-pessoas-a-beira-mar-1387037/
https://www.pexels.com/pt-br/foto/silhueta-de-pessoas-a-beira-mar-1387037/
https://www.pexels.com/pt-br/foto/silhueta-de-pessoas-a-beira-mar-1387037/
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Vamos relembrarsobre esportes de combate, esta denominação implica uma 
“configuração das práticas de lutas, das artes marciais e dos sistemas de combate 
sistematizados em manifestações culturais modernas, orientadas a partir das 
decodificações propostas pelas instituições esportivas” (CORREIA e FRANCHINI, 2010, 
p. 02).
 
O lazer pode ser incorporado nos esportes de combate com objetivo tático e 
estratégico onde pode-se desenvolver o saber lutar através dos tipos de contatos 
que são: contínuas (ações continuadas envolvendo o agarre), intermitente (ações 
sequenciadas partes do corpo – soco e chutes) e mediado (ações dependentes de 
implementos).
A seguir sugerimos algumas ações que podem contribuir dentro dos esportes de 
combate para que o lazer possa trazer dentro do treino ações que envolvam mais 
foco, atenção, raciocínio lógico e relaxamento emocional.
A primeira são os jogos, que tem o papel de desenvolver alguma ação tática/técnica 
de forma diferencial, podem ser do tipo adaptados de (OLIVIER,2000):
1. Jogos de rapidez e atenção: São jogos de vivacidade que alternam os papéis 
de atacante e atacado e evitam o contato próximo com o adversário.
2. Jogos de conquista de espaços: Esses jogos mantêm a separação das funções de 
ataque e defesa, mas começam a aproximar os adversários, porém as principais 
ações de oposição se dão em direção a tomar espaço do outro.
3. Jogos para desequilibrar com ações inesperadas: Uso de formas de desequilibrar 
alteradas as ações esperadas.
 
A segunda forma, seria através do que chamamos de gamificação e dos óculos 
de realidade virtual. Na gamificação é a aplicação das estratégias dos jogos nas 
atividades do dia a dia, com o objetivo de aumentar o engajamento dos participantes. 
Nos óculos de realidade virtual utiliza efeitos visuais e sonoros, bem como gadgets 
que simulam, de forma virtual, um ambiente real.
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Figura 2 – realidade virtual
Fonte: https://www.pexels.com/pt-br/foto/foto-de-homem-usando-fone-de-ouvido-de-realidade-virtual-1261820/
5.1.1 Lutas em espaços não formais
É comum pensarmos as práticas educacionais, as práticas pedagógicas e os 
processos de ensino e aprendizagem sendo desenvolvidos, exclusivamente, no ambiente 
escolar, sobretudo porque somos sabedores que, na maioria da vezes, a escola se 
configura como sendo uma das instituições mais resistentes à mudança e, por 
vezes, continua ignorando a sua função de instituição formadora e promotora 
de transformação social, dando ênfase apenas à transmissão de conhecimentos 
historicamente sistematizados.
Segundo Antunes (2016a), as lutas abordadas na dimensão da educação, formal ou 
informal, carregam um conteúdo significativo para o desenvolvimento dos indivíduos, 
quando associado à adequada condução dada pelo professor ou sensei.
Santos (1996, pag. 08) propõe, na definição de espaço, como um “ conjunto 
indissociável de sistemas de objetos naturais ou fabricados e de sistemas de ações, 
deliberadas ou não” (apud, Xavier & Fernandes, 2008). Esta descrição caracteriza o 
ambiente de sala de aula escolar, mas, da mesma forma, pode ser estendida para 
contextos mais amplos, que vão além das paredes da sala de aula e das fronteiras 
das escolas.
Os espaços não formais têm se tornado uma importante estratégia para a educação 
cientifica e construção do conhecimento, já que as escolas por si só não são capazes 
https://www.pexels.com/pt-br/foto/foto-de-homem-usando-fone-de-ouvido-de-realidade-virtual-1261820/
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de educar cientificamente e transmitir todo o conhecimento científico ao aluno, sendo 
assim “esses espaços se tornam de fundamental importância no ensino-aprendizagem 
deles. aulas em espaços não formais favorecem a observação e a problematização 
dos fenômenos de uma forma mais concreta”. (CUNHA, 2009, pag. 04).
Segundo Von Simson (apud CUNHA, 2009, p.01):
A Educação Não Formal, embora também obedeça a uma estrutura 
e uma organização, é diferente da Formal, por não apresentar fixação 
de tempo e local, e exibir uma maior flexibilidade na organização dos 
conteúdos. Entretanto, a estrutura que a caracteriza não indica que 
não exista uma formalidade e que seu espaço não seja educacional 
e mesmo acontecendo fora da escola, mantém certos vínculos com 
o sistema escolar, e pode complementar as lacunas deixadas pela 
Educação Escolar, embora não seja este o seu objetivo.
Os espaços considerados não formais são ambientes fora da instituição escolar 
podendo ser classificados em institucionalizados ou não. Nos espaços institucionalizados 
incluem-se espaços regulamentados que contêm equipe técnica encarregada pelas 
atividades a serem efetuadas, tais como museus, parques ecológicos, institutos de 
pesquisa, zoológicos, aquários, jardins botânicos, centros de ciências, entre outros 
(JACOBUCCI,2009).
Os espaços ditos não institucionalizados são aqueles onde estão ausentes a estrutura 
institucional, tais como, monitores e banheiros, sendo possível ainda, adotar práticas 
educativas. Tem-se como exemplos: teatro, parque, casa, rua, praça, cinema, praia, 
caverna, rio, lagoa, campo de futebol, entidades de bairro, projetos sociais, igrejas, 
sindicatos, associação de moradores de bairro e entidades esportivas.
Segundo a teoria de David Ausubel (Moreira & Masini, 2001), novas ideias e 
informações podem ser aprendidas e retidas na medida em que conceitos relevantes 
e inclusivos estejam adequadamente claros e disponíveis na estrutura cognitiva do 
indivíduo. O desenvolvimento de aulas em espaços não formais pode possibilitar a 
integração de informações oriundas da intervenção e interpretação do ambiente para 
a associação com os conceitos já interiorizados na estrutura cognitiva do aprendiz.
http://portal.amelica.org/ameli/jatsRepo/437/4371998004/html/#redalyc_4371998004_ref26
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Figura 3 – espaços não formais
Fonte: https://www.pexels.com/pt-br/foto/outono-declinio-corpo-d-agua-corpo-de-agua-11106465/
5.1.1.1 Lutas e Ludicidade
Ao falarmos em ludicidade, estaremos no remente ao universo lúdico que é composto 
por brincadeira, jogos e brinquedos.
Assim podemos considerar a ludicidade, como estratégia insubstituível na dimensão 
da construção dos saberes, na construção de todo conhecimento e nas amplas 
progressões das habilidades e competências, como ferramenta primordial na progressão 
pessoal e sistêmica, intrínseca a ação da construção de novas descobertas.
Segundo Fantacholi ([s/d], p. 5), explica que por meio da ludicidade “a criança começa 
a expressar-se com maior facilidade, ouvir, respeitar e discordar de opiniões, exercendo 
sua liderança, e sendo liderados e compartilhando sua alegria de brincar”.
Conforme Horn (2004, p.24), diz que:
A ludicidade, tão importante para a saúde mental do ser humano é 
um espaço que merece a atenção dos pais e educadores, pois é o 
espaço para expressão mais genuína do ser, é o espaço e o direito 
de toda a criança para o exercício da relação afetiva com o mundo, 
com as pessoas e com os objetos.
 
https://www.pexels.com/pt-br/foto/outono-declinio-corpo-d-agua-corpo-de-agua-11106465/
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Vamos entender um pouco sobre a brincadeira, que segundo Kishimoto (1996, 
p.38), a brincadeira tem “função de perpetuar a cultura infantil, desenvolver formas 
de convivência social e permitir o prazer de brincar. A brincadeira garante a presença 
do lúdicoda situação imaginária.”
Já o jogo, tem sua definição como:
é uma atividade ou ocupação voluntária, exercida dentro de certos e 
determinados limites de tempo e espaço, segundo regras livremente 
consentidas, mas absolutamente obrigatórias, dotado de um fim em 
si mesmo, acompanhado de um sentimento de tensão e alegria e 
de uma consciência de ser diferente da vida cotidiana” (HUIZINGA, 
2007, p. 33).
 
E por último o brinquedo, que segundo Kishimoto (apud, ALMEIDA, 2012, pag. 08):
 
[...] o brinquedo é compreendido como um objeto suporte da 
brincadeira, ou seja, é um objeto. Os brinquedos podem ser 
considerados: estruturados e não estruturados. São denominados 
de brinquedos estruturados aqueles que já são adquiridos prontos. 
Os brinquedos denominados não-estruturados são aqueles que não 
são industrializados, são simples objetos como paus ou pedras, que 
nas mãos das crianças adquirem novo significado, passando assim 
a ser um brinquedo, dependendo da imaginação da criança.
 
Podemos utilizar a ludicidade para que seja parte do ensino de nossas lutas, não 
somente fazendo uma simples lutinha entre crianças ou praticantes. Para tal sugerimos 
o entendimento do saber/aprender que é apresentado em 03 formas para seu ensino 
das lutas, (CHARLOT, 2000; BEILLEROT, 1989, pág. 08):
• saber-objeto: representa um conteúdo linguisticamente enunciado. Por exemplo: 
história do judô;
• saber-domínio: consiste em dominar um objeto ou uma atividade. Por exemplo: 
aprender a dar um golpe ou amarrar uma faixa de graduação;
• saber-relacional: consiste no domínio de formas relacionais. Por exemplo: fazer 
amizades, respeitar um colega de treino que sabe menos que você.
 
A seguir apresentaremos algumas atividades que podem ser desenvolvidas nas 
lutas através da ludicidade.
 
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Brincadeira
• cabo de guerra, rouba rabo, pega-pega em formato de lutas, briga de sapo, 
estoura bolas de bexiga amarradas no pé, empurra e tira do círculo, brincadeiras 
historiadas, assistir desenhos de lutas e desenhar tipos de luta.
 
Jogos
• atividades que simulem habilidades motoras básicas e especializadas, filmes 
e seriados na TV, lutas virtuais, gamificação, luta de bola de tênis e queimada 
adaptada para a luta.
 
Brinquedos
• construção de equipamentos de luta (espada de esgrima), utilização básica de 
uso de armas de lutas e games eletrônicos específico de luta (Street Fighter)
 
Figura 4 – cabo de guerra
Fonte: https://www.pexels.com/pt-br/foto/criancas-filhos-diversidade-campo-de-grama-8034583/
https://www.pexels.com/pt-br/foto/criancas-filhos-diversidade-campo-de-grama-8034583/
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ISTO ESTÁ NA REDE
Atente-se aos tipos de educação, pode ser:
Educação formal é aquela que acontece na escola mediante a participação 
do professor e que tem os objetivos relativos ao ensino e a aprendizagem de 
conteúdos historicamente sistematizado.
A educação informal ocorre na família, na igreja, com amigos, no bairro, ou seja, 
através da interação com grupos sociais, os quais são carregados de valores e 
culturas herdadas historicamente e que através dessas interações são repassados 
de um para outro.
A educação não-formal é aquela que ocorre, através da interação no quotidiano, 
nos momentos em que interagimos com as pessoas e o mundo que nos cercam.
ISTO ACONTECE NA PRÁTICA
Estes são alguns jogos que podem ser usados na realidade virtual:
Street Fighter III: Third Strike (2000) Plataformas: PS2, PS3, PS4, Xbox, Xbox 360, 
Xbox One, Dreamcast, PC e Arcade/Super Smash Bros/Super Street Fighter II Turbo 
(1994) /Mortal Kombat II (1993) /Soulcalibur (1998) /Tekken 7 (2017) /Guilty Gear 
XRD (2014)
ANOTE ISSO
Aos interessados em ter mais material pedagógico sobre jogos nas lutas, deixo aqui 
o livro “Jogos de Oposição” para uma leitura sobre o tema.
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CAPÍTULO 6
LUTAS NAS ATIVIDADES FÍSICAS 
E CONDICIONAMENTO FÍSICO
Entramos no século 21 e temos uma grande parcela da sociedade que não pratica 
ou realiza alguma atividade física, algum exercício e algum esporte. Em alguns estudos 
6% da população mundial faz alguma atividade física.
Mas ainda é muito pequena para que possamos prevenir ou evitar alguns dos 
problemas ligados à saúde como: sedentarismo, obesidade, AVC, depressão, diabetes 
e hipertensão.
De acordo com dados divulgados pela Organização Mundial da Saúde (OMS), cerca 
de 3,2 milhões de pessoas morrem todos os anos ao redor do mundo em decorrência 
de problemas relacionados à inatividade física. Este número já faz do sedentarismo 
o quarto principal fator de risco de morte.
No Brasil, segundo a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios de 2015, 3,1% 
das pessoas com 15 anos ou mais praticam lutas ou artes marciais, colocando-a na 
9ª posição entre os esportes mais praticados (IBGE, 2015).
Assim podemos dizer que as lutas têm um papel importante na cultural corporal 
da saúde e na qualidade de vida do ser humano.
 
6.1 Lutas e Atividades Físicas
Você sabe o que atividade física. Vamos entender um pouco mais sobre o que é 
atividade física.
Atividade física é um comportamento que envolve os movimentos voluntários do 
corpo, com gasto de energia acima do nível de repouso, promovendo interações sociais 
e com o ambiente, podendo acontecer no tempo livre, no deslocamento, no trabalho 
ou estudo e nas tarefas domésticas.
A prática de atividade física é algo que está relacionado a qualidade de vida, dentro 
de um sentido pessoal, físico e emocional. Ela é comprovada por várias pesquisas que 
confirmam o seu objetivo de prevenção de doenças e manutenção de uma vida melhor.
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A atividade física é toda ação corporal que consome energia realizada através de 
um movimento. Exemplos como: caminhar até a padaria, brincar com seus filhos, 
passear com seu cachorro, subir uma escada e fazer algum tipo de esporte.
A atividade física é classificada “como um fator de proteção e promoção da saúde e 
está relacionada a inúmeros benefícios como a redução de peso, melhora cardiovascular, 
redução de doenças crônicas, diminuição do risco de morte prematura” (POLISSENI 
e RIBEIRO, 2014, pag. 192).
A atividade física pode ser definida como qualquer tipo de” movimento corporal 
que envolva gasto energético devido à contração muscular esquelética, ou seja, 
engloba várias atividades voluntárias, como as de lazer, ocupacionais, domésticas e 
de deslocamento” (MENDONÇA & ANJOS, 2004, pag. 20).
De acordo com Matsudo et al. (2002), os benefícios proporcionados pela atividade 
física são:
• Benefícios fisiológicos: diminui a pressão arterial, controla o peso corporal, 
aumenta a densidade óssea e a resistência física, melhora a força muscular, o 
perfil lipídico e a mobilidade.
• Benefícios psicológicos: melhora a autoimagem, aumenta a autoestima e o 
bem-estar, diminui o estresse e a depressão, mantém a autonomia e reduz o 
isolamento.
 
Segundo Allsen et al. (2001) destacam outros benefícios proporcionados por um 
programa de atividade física, dentre eles estão:
• Aumento da resistência aeróbia no desempenho de tarefas específicas;
• Melhora da capacidade funcional do sistema circulatório e respiratório;
• Melhora da força e flexibilidade dos músculos e articulações;
• Reduz os riscos de lesões na região lombar;
• Desenvolve a força do sistema esquelético;
• Controla o peso e reduz a gordura corporal;
• Exerce ação positiva sobre os órgãos internos;
• Retarda o processo fisiológico de envelhecimento;
• Desenvolve as capacidades físicas;• Diminui o gasto energético e consequentemente a fadiga para tarefas específicas;
• Alivia o estresse e a tensão;
• Estimula a atividade mental e;
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• Reduz o risco de doenças crônicas não transmissíveis.
Podemos notar que os benefícios apresentados, tornam a atividade física 
uma ferramenta indispensável para a promoção da saúde mental, com custos 
consideravelmente menores quando comparados com outras abordagens terapêuticas 
e medicamentosas.
Figura 1 – atividade física
Fonte: https://www.pexels.com/pt-br/foto/pessoa-correndo-perto-de-uma-rua-entre-arvores-altas-878151/
Para realização da atividade física é necessário uma intensidade é o grau do 
esforço físico necessário para fazer uma atividade física. Normalmente, quanto maior 
a intensidade, maior é o aumento dos batimentos do coração, da respiração, do gasto 
de energia e da percepção de esforço.
Segundo Brasil (2021, pág. 08), existem graus que devem ser observados na prática 
da atividade física, são eles:
• Leve: exige mínimo esforço físico e causa pequeno aumento da respiração e dos 
batimentos do seu coração. Numa escala de 0 a 10, a percepção de esforço é 
de 1 a 4. Você vai conseguir respirar tranquilamente e conversar normalmente 
enquanto se movimenta ou até mesmo cantar uma música.
https://www.pexels.com/pt-br/foto/pessoa-correndo-perto-de-uma-rua-entre-arvores-altas-878151/
https://www.pexels.com/pt-br/foto/pessoa-correndo-perto-de-uma-rua-entre-arvores-altas-878151/
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• Moderada: exige mais esforço físico, faz você respirar mais rápido que o normal 
e aumenta moderadamente os batimentos do seu coração. Numa escala de 0 a 
10, a percepção de esforço é 5 e 6. Você vai conseguir conversar com dificuldade 
enquanto se movimenta e não vai conseguir cantar.
• Vigorosa: exige um grande esforço físico, faz você respirar muito mais rápido 
que o normal e aumenta muito os batimentos do seu coração. Numa escala de 
0 a 10, a percepção de esforço é 7 e 8. Você não vai conseguir nem conversar 
enquanto se movimenta.
 
As lutas fazem parte da cultura corporal do movimento, e como vimos o movimento 
é caracterizado como uma atividade física.
Sabe-se que quando praticamos uma luta temos objetivos diferenciados, fazemos 
como prática regular de uma atividade física, como forma competitiva e outros aspectos 
emocionais e espirituais.
Dessa forma as lutas trazem benefícios para a atividade física, características 
um pouco mais específicas, são elas: melhora a flexibilidade corporal, desenvolve 
um condicionamento físico melhor, ajuda a trabalhar a mente contra o desequilíbrio 
emocional, estimula a coordenação motora e aumenta a imunidade biológica.
Figura 2 – atividade física nas lutas
Fonte: https://www.pexels.com/pt-br/foto/atividade-acao-movimento-borrao-8366033/
https://www.pexels.com/pt-br/foto/atividade-acao-movimento-borrao-8366033/
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6.1.1 Lutas e Saúde
Podemos dizer que saúde não é ter doença alguma correto. Esta ideia não está 
totalmente errada, mas devemos entender que o conceito é mais amplo.
A Organização Mundial da Saúde (OMS) define que a “saúde” não se refere apenas 
ao bem-estar físico de um paciente. A definição deste termo implica um estado de 
bem-estar físico, mental e social completo e não meramente a ausência de doença 
ou doenças. (CANTO e SIMÃO 2009).
Outra definição, segundo Villarta (2004, pag. 05), não é uma ausência de doenças, 
“mas sim uma condição que leva em conta aspectos educacionais, alimentares, 
financeiros e sociais”.
Para maior compreensão do termo, o Grupo de Qualidade de Vida da Organização 
Mundial da Saúde, o define como “a percepção do indivíduo de sua posição na vida, 
no contexto da cultura e sistema de valores nos quais ele vive e em relação aos seus 
objetivos, expectativas, padrões e preocupações” (FLECK et al., 1999; p. 199).
Por conta da necessidade de diagnóstico e tratamento adequado de doenças, alguns 
outros avanços importantes passaram a influir, na concepção de saúde, a ação de 
prevenção.
Segundo Brasil (2008), apresentamos algumas medidas e recursos que fazem parte 
desse do processo de prevenção para que doença não venha a ser adquirida, são eles:
 
• Uso adequado de vacinas
• Incentivo ao aleitamento materno
• Vigilância nutricional
• Uso de preservativos
• Adoção de medidas de segurança que evitem acidentes e vítimas
• Opção por alimentação saudável
• Maior socialização de informações
• Abertura de espaços de reflexão em oficinas com práticas educativas
 
De acordo com Douris et al. (2004, pag. 33) , as lutas, artes marciais e modalidades 
de combate são, ao mesmo tempo, esportes para atletas de diferentes níveis e uma 
opção interessante para a população” como um todo, tanto em termos de ganhos 
para a saúde geral como para os aspectos sociais, visto que, geralmente, podem ser 
praticadas independentemente de horário, local e clima, por grupos ou individualmente. “
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Adicionalmente, podem ser vivenciadas por pessoas de qualquer idade e sexo e, pelo 
fato de habitualmente não necessitarem de equipamentos e instalações sofisticadas, 
praticamente não oferecem limitações à sua execução (WOODWARD, 2009).
Vale lembrar que sáude está ligada diretamente a qualidade de vida, que tem como 
definição que é a percepção do indivíduo de sua posição na vida, no contexto da cultura 
e do sistema de valores nos quais ele vive, considerando seus objetivos, expectativas, 
padrões e preocupações, a Organização Mundial de Saúde elaborou instrumentos 
para a avaliação da qualidade de vida, para serem utilizados internacionalmente, e de 
característica convencional ou curta, sendo que esta última exige menos tempo para 
a sua conclusão, facilitando a aplicação a grandes populações (FLECK et al., 1999; 
FLECK et al., 2000).
Nesse sentido, foram desenvolvidos alguns instrumentos para avaliar a qualidade 
de vida contemplando diversos aspectos, enquanto outros avaliam apenas a chamada 
qualidade de vida relacionada à saúde. Estes últimos têm interesse mais restrito com 
ênfase principalmente na avaliação do impacto causado por tratamentos médicos 
sobre a saúde, ao passo que os questionários mais genéricos podem ser aplicados 
a populações saudáveis ou doentes, enfocando, por exemplo, objetivos, aspirações e 
questões sociais (GLADIS et al., 1999).
Foram criados questionários de qualidade de vida englobam diferentes domínios, 
sendo os mais comuns o psicológico, o social e o físico, embora outros também sejam 
contemplados em diferentes instrumentos, como, por exemplo, o domínio ambiental, 
como ocorre no questionário abreviado de qualidade de vida da Organização Mundial 
de Saúde (WHOQOL-bref) (GLADIS et al., 1999; PEREIRA et al., 2006).
Figura 3 – Questionário WHOQOL
Fonte: https://www.pexels.com/pt-br/foto/cortar-mulher-no-escritorio-com-a-prancheta-5699437/
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6.1.1.1 Lutas e Condicionamento Físico
As lutas podem contribuir muito para a melhoria do condicionamento físico, cada 
modalidade de luta utiliza um treinamento específico e geral para seus praticantes. 
Vale lembrar que dentro do segmento esportivo isto é muito mais exigido.
Segundo World Health Organization (WHO,2020) definiu o condicionamentofísico 
“como a capacidade de realizar trabalhos musculares de forma satisfatória”.
Para o American College of Sports Medicine (ACSM, 2017), o condicionamento “é 
a consequência mensurável da atividade física e do hábito de exercitar-se de uma 
pessoa”.
Por fim, condicionamento físico, que é a “capacidade de realizar tarefas diárias, com 
vigor e ânimo, sem fadiga indevida e com ampla energia para desfrutar de atividades 
de lazer e que atenda às emergências previstas”. (PHYSICAL ACTIVITY GUIDELINES 
ADVISORY COMMITTEE, 2008).
Segundo o American College of Sports Medicine (ACSM, 2009) o condicionamento 
físico é constituído pela composição corporal, resistência aeróbia, resistência muscular 
localizada, força e flexibilidade.
Para a avalição do condicionamento físico de praticantes de lutas, sugerimos os 
protocolos validados para cada idade, abaixo especificados:
1. Composição Corporal: IMC;
2. Resistência Aeróbica: Teste dos seis minutos;
3. Resistência muscular localizada: testes de flexão e extensão do cotovelo e de 
sentar-se e levantar;
4. Força: Testes de subir os degraus e o de levantar-se do solo;
5. Flexibilidade: Normalflex
Figura 4 – IMC
Fonte: https://pt.dreamstime.com/foto-de-stock-%C3%ADndice-de-massa-corporal-bmi-image41642514
https://pt.dreamstime.com/foto-de-stock-%C3%ADndice-de-massa-corporal-bmi-image41642514
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Para avaliar o condicionamento físico de atletas de competição, sugerimos além 
dos citados acima, os demais abaixo:
• Cinemática de movimentos corporais: é realizada uma filmagem e avaliação 
visual do passo à frente, que é um teste que fornece a informação de como esta 
pessoa está executando as ações de movimento, se a pelve tem estabilidade, se 
o tronco tem estabilidade e se tem fluidez para executar o movimento. Para tal, 
são utilizados os sistemas MaxPRO, da Innovision Systems; e o Optical Motion 
Capture System, da OptiTrack.
• Cinética corporal por meio de Plataformas de força multiaxiais da MTI, isto é, 
um teste que permite identificar a força de reação/ação pelos pés em contato 
com o respectivo torque, através Plataformas de força multiaxiais células de 
carga e acelerômetros Tri-axiais da Biopac Systems (PAYTON; BARTLETT, 2008).
• Atividade muscular, por meio de eletromiógrafo, que verifica a contração muscular 
através do sinal elétrico que emana do músculo, permitindo a interpretação de 
condições normais e patológicas (DE LUCA et al., 2006);
• Economia de movimento por meio da conjugação de técnicas de investigação 
em cinemática, cinética e análise de gases realizadas por analisador de gases 
da Biopac Systems.
• Ergoespirometria, que é um teste ergométrico no qual se analisa o sistema 
cardiopulmonar através das variações fisiológicas ou não, ocorridas na frequência 
cardíaca, e através da análise das trocas gasosas, em equipamento específico 
e devidamente calibrado (LOPES, 2007);
• Estudo do equilíbrio corporal por meio de dados capturados em plataformas de 
equilíbrio da MTI e por sistema de craniocorpografia.
• Eletromiógrafo de superfície, em que respostas eletromiografias possibilitam 
compreender o padrão de recrutamento dos principais músculos envolvidos em 
uma atividade motora, além de permitirem o estabelecimento de sua relação 
com indicadores de fadiga neuromuscular (DE LUCA,2007);
• Analisador de lactato e glicose, que é o equipamento o qual possibilita a análise 
das curvas de lactato e glicose em situações variadas de esforço. Idealizado para 
ser utilizado em situações de campo e laboratório, esses parâmetros podem 
ser utilizados como referência para prescrição e controle de intensidades do 
treinamento físico (COEN; URHAUSE; KINDERMANN, 2001).
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• Equipamento para avaliação isocinética da força, que mostra a razão entre 
a musculatura agonista e a antagonista de cada movimento. É um elemento 
importante para a eficiência da movimentação articular; o conhecimento desse 
parâmetro tem sido utilizado em programas de prevenção de lesões musculares, 
tendíneas e articulares (O’SULLIVAN et al., 2008).
Figura 5 – Avaliação isocinética da força
Fonte: https://pt.dreamstime.com/foto-de-stock-e-image52224980
ISTO ESTÁ NA REDE
Como podemos medir esta percepção da atividade física, através da escala de 
Borg é um instrumento utilizado para quantificar através da percepção subjetiva 
de esforço aplicado no exercício, a intensidade dele, ou seja, a força aplicada nos 
sistemas cardiopulmonar, musculares e fisiológicos.
ISTO ACONTECE NA PRÁTICA
Whoqol-bref é a aplicação de um instrumento com características psicossometricas 
para uma análise da qualidade de vida. Existe uma versão com 26 questões 
divididas em quatro domínios: físico, psicológico, relações sociais e meio ambiente. 
Assim, diferentemente do WHOQOL-100, em que uma das 24 facetas é avaliada 
a partir de 4 questões, no WHOQOL-bref cada faceta é avaliada por apenas uma 
questão.
https://pt.dreamstime.com/foto-de-stock-e-image52224980
https://pt.dreamstime.com/foto-de-stock-e-image52224980
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ANOTE ISSO
Os testes laboratoriais são considerados aqueles que têm seu reconhecimento por 
seus resultados confiáveis e reprodutíveis. Isso significa que quando avaliamos um 
atleta estamos padronizando o teste na hora da coleta. Esses testes geralmente 
têm um custo alto para sua realização. Para tal, é necessário sempre uma 
renovação das pesquisas, bem como seus equipamentos. 
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CAPÍTULO 7
AS LUTAS NA BNCC, 
COMO UNIDADE TEMÁTICA 
OBRIGATÓRIA DENTRO DO 
CONTEXTO ESCOLAR
A BNCC (Base Nacional Comum Curricular) é um documento normativo que o 
conjunto das aprendizagens essenciais que os estudantes devem desenvolver ao 
longo das etapas da Educação Básica – Educação Infantil, Ensino Fundamental – 
Anos Iniciais e Anos Finais, e Ensino Médio.
Assim, a Base busca atender às demandas dos estudantes do século XXI, os 
preparando para serem protagonistas da sociedade em que vivem e para o mundo do 
trabalho. Dessa forma, o documento busca assegurar todos os direitos de aprendizagem 
e desenvolvimento dos alunos conforme o que já estava definido no Plano Nacional 
de Educação (PNE).
A Base Nacional Comum Curricular (BNCC) de Educação Física entende que a 
disciplina é responsável por desenvolver as práticas corporais em suas diversas formas 
de codificação e significação social.
7.1 BNCC
Para entendermos a BNCC é necessário entendermos de forma suscinta o que 
ocorreu até a sua chegada que vigora atualmente.
A Base Nacional Comum Curricular (BNCC) é um documento de caráter normativo 
que define o conjunto orgânico e progressivo de aprendizagens essenciais que todos 
os alunos devem desenvolver ao longo das etapas e modalidades da Educação Básica, 
de modo a que tenham assegurados seus direitos de aprendizagem e desenvolvimento, 
em conformidade com o que preceitua o Plano Nacional de Educação (PNE). Este 
documento normativo aplica-se exclusivamente à educação escolar, tal como a define 
o § 1º do Artigo 1º da Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDB, Lei nº 
9.394/1996), e está orientado pelos princípios éticos, políticos e estéticos que visam 
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à formação humana integral e à construção de uma sociedade justa, democrática 
e inclusiva, como fundamentado nas Diretrizes Curriculares Nacionais da Educação 
Básica (DCN).
Nossa Constituição Federal de 1988estabeleceu a obrigatoriedade de uma educação 
para todos, como responsabilidade da família, da sociedade e do Estado. Ao mesmo 
tempo, indicou a necessidade da criação de um sistema nacional de educação e de 
um currículo de base nacional. Cumprindo a exigência constitucional, o artigo 26 da 
Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional 9394/96, definiu que:
 
Os currículos da educação infantil, do ensino fundamental e do ensino 
médio devem ter base nacional comum, a ser complementada, em 
cada sistema de ensino e em cada estabelecimento escolar, por uma 
parte diversificada, exigida pelas características regionais e locais 
da sociedade, da cultura, da economia e dos educandos. (BRASIL, 
1997, pag. 46)
Nesse contexto, iniciaram-se as discussões que culminaram, em 1996, com os 
Parâmetros Curriculares Nacionais (PCN), que tinham, a princípio, a pretensão de se 
tornarem Diretrizes Curriculares Nacionais e o fato de serem denominados “parâmetros 
representou uma solução razoável, sem a obrigatoriedade de utilização, servindo apenas 
como material de apoio aos professores e gestores”. (MACEDO, 2014, pag. 45).
De acordo com o documento oficial dos Parâmetros Curriculares Nacionais:
Os Parâmetros Curriculares Nacionais constituem o primeiro nível 
de concretização curricular. São uma referência nacional para o 
ensino fundamental; estabelecem uma meta educacional para a 
qual devem convergir as ações políticas do Ministério da Educação 
e do Desporto, tais como os projetos ligados à sua competência na 
formação inicial e continuada de professores, à análise e compra 
de livros e outros materiais didáticos e à avaliação nacional. Têm 
como função subsidiar a elaboração ou a revisão curricular dos 
Estados e Municípios, dialogando com as propostas e experiências já 
existentes, incentivando a discussão pedagógica interna das escolas 
e a elaboração de projetos educativos, assim como servir de material 
de reflexão para a prática de professores. (BRASIL, 1997, p. 29).
Nessa trajetória histórica, o Plano Nacional de Educação (2014-2024), trouxe também 
a discussão sobre a necessidade da construção de uma Base Nacional Curricular 
Comum (BNCC), que começou a ser discutida no ano de 2015.
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A Base Nacional Comum Curricular (BNCC) é um documento de 
caráter normativo que define o conjunto orgânico e progressivo de 
aprendizagens essenciais que todos os alunos devem desenvolver 
ao longo das etapas e modalidades da Educação Básica. (BRASIL, 
2016, p. 7).
Segundo o próprio texto da BNCC, ela seria “um documento de caráter normativo 
que define o conjunto orgânico e progressivo de aprendizagens essenciais que todos 
os alunos devem desenvolver ao longo das etapas e modalidades da Educação Básica” 
(BRASIL, 2017, p. 7). Trata-se de orientações sobre o que seria indispensável na 
educação de toda criança/adolescente brasileiro e uma forma de nortear as propostas 
curriculares de escolas públicas e privadas.
Em linhas gerais a BNCC do Ensino Fundamental tem como objetivo promover a 
equidade e a melhora da qualidade do ensino no país e de assegurar que conhecimentos 
e habilidades essenciais estejam presentes nos currículos da educação básica (BRASIL, 
2017).
Assim podemos definir melhor o que são unidades temáticas, conforme:
 
As unidades temáticas estão estruturadas em um conjunto de 
habilidades cuja complexidade cresce progressivamente ao 
longo dos anos. Essas habilidades mobilizam conhecimentos 
conceituais, linguagens e alguns dos principais processos, práticas e 
procedimentos de investigação envolvidos na dinâmica da construção 
de conhecimentos na ciência. (BRASIL, 2017, p.29)
Assim, às unidades temáticas são apresentadas de acordo com a área de 
conhecimento e suas respectivas disciplinas/componentes curriculares. Mais adiante 
falaremos mais especificamente como são apresentados essas unidades e seus 
desdobramentos em cada uma das áreas.
Para exemplificar como cada unidade temática e seus objetos de conhecimento 
parecem para cada disciplina, elaboramos tabelas com base no que é apresentado no 
próprio documento da BNCC. Portanto, essas tabelas mostram uma parte, escolhida 
de forma arbitrária, do extenso conteúdo da BNCC (BRASIL, 2017). Dessa forma, 
organizamos antes de cada tabela, das disciplinas, uma síntese do que esta indica 
como unidade temática e seus objetos de conhecimento. E na sequência a tabela é 
apresentada de forma a ilustrar como essa organização se dá. Assim, iniciaremos 
respeitando a mesma ordem estabelecida pela BNCC para cada componente curricular.
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De acordo com esse documento, e assim como apresentado em documentos 
normativos anteriores, a Educação Física é parte integrante da grande área de 
Linguagens (juntamente com Arte, Língua Inglesa e Língua Portuguesa). Nesse sentido, 
considera-se que:
 
Na BNCC, a área de Linguagens é composta pelos seguintes 
componentes curriculares: Língua Portuguesa, Arte, Educação Física 
e, no Ensino Fundamental – Anos Finais, Língua Inglesa. A finalidade 
é possibilitar aos estudantes participar de práticas de linguagem 
diversificadas, que lhes permitam ampliar suas capacidades 
expressivas em manifestações artísticas, corporais e linguísticas, 
como também seus conhecimentos sobre essas linguagens, em 
continuidade às experiências vividas na Educação Infantil (BRASIL, 
2017, p. 63).
 
Figura 1 – BNCC
Fonte: https://www.pexels.com/pt-br/foto/mesa-retangular-de-madeira-branca-159213.
7.1.1 competências e habilidades na BNCC
No âmbito escolar, a competência “enfatiza a mobilização de recursos, conhecimentos 
ou saberes vivenciados. Manifesta-se na ação ajustada diante de situações complexas, 
imprevisíveis, mutáveis e sempre singulares” (BOTERF, 2003; PERRENOUD, 2000, 2001, 
2005, pag. 6).
https://www.pexels.com/pt-br/foto/mesa-retangular-de-madeira-branca-159213/
https://www.pexels.com/pt-br/foto/mesa-retangular-de-madeira-branca-159213/
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Como defende Ceitil (2006), o termo competência tem sido perspectivado ora como 
atribuição, ora como qualificação, ora como traço/característica pessoal, ora como 
comportamento/ação, chamando a atenção ora para características extra-pessoais 
(perspectiva das atribuições e das qualificações), ora intrapessoais (perspectiva dos 
traços/ características pessoais) e/ou comportamentais.
Segundo Cruz (2001, pag. 12) define competência como um “conceito que acolhe 
saberes, atitudes e valores, abarcando o domínio do self (saber-ser), o domínio cognitivo 
(saber formalizado) e o domínio comportamental (saber-fazer) - a competência 
consolida-se numa ação ou no conjunto de ações organicamente articuladas”.
De acordo com Mascarello (2019), giram-se em torno do conceito sobre 
competência ideais como: saber fazer; contexto prático; conhecimento útil ou aplicável; 
operacionalização; desempenho; resultado; capacitação.
No que se refere ao conceito de competências a BNCC enfatiza que:
 
[...] competência é definida como a mobilização de conhecimentos 
(conceitos e procedimentos), habilidades (práticas, cognitivas 
e socioemocionais), atitudes e valores para resolver demandas 
complexas da vida cotidiana, do pleno exercício da cidadania e do 
mundo do trabalho (BRASIL, 2017, p. 8).
Figura 2 – repertório cultural
Fonte: https://www.pexels.com/pt-br/foto/acao-atividade-movimento-roupas-pretas-7792245/
https://www.pexels.com/pt-br/foto/acao-atividade-movimento-roupas-pretas-7792245/
https://www.pexels.com/pt-br/foto/acao-atividade-movimento-roupas-pretas-7792245/
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A seguir, serãoapresentaremos as10 competências gerais dispostas pela BNCC:
• Conhecimento - Conhecer e valorizar os conhecimentos de ontem (o que a 
sociedade já produziu) para compreender os de hoje e pensar em construir uma 
sociedade mais justa e inclusiva no futuro, observando aspectos físicos, sociais 
e digitais de modo que se consiga explicar a realidade;
• Pensamento científico, crítico e criativo - Analisar, testar, resolver problemas e 
pensar em soluções. Assim pode ser definida a competência do pensamento 
científico, crítico e criativo. 
• Repertório cultural - Pensar em inclusão e reconhecer as diversas abordagens 
culturais deve ser uma habilidade de todo estudante.
• Comunicação - Conhecer as formas de expressão e saber utilizá-las, isso é o que 
busca a competência da “comunicação”. Aqui o aluno precisa utilizar diferentes 
linguagens, seja verbal, corporal, digital, sonora ou visual
• Cultura digital - Ensinar o aluno a utilizar a tecnologia para promover 
conhecimentos, descobrir, se comunicar e resolver problemas.
• Trabalho e projeto de vida - Conhecer e valorizar os diversos saberes e vivências 
culturais, se apropriar de tais conhecimentos e experiências para que se entenda 
as relações do mundo do trabalho, com isso poder alinhados ao seu projeto 
de vida.
• Argumentação - Defender ideias, opiniões e pontos de vista com base em fatos, 
informações confiáveis e dados sólidos sempre respeitando e promovendo os 
direitos humanos, a consciência socioambiental e o consumo responsável.
• Autoconhecimento e autocuidado - Conhecer-se e cuidar da saúde física e mental 
compreendendo seu local na sociedade, reconhecendo a diversidade humana 
e sabendo da existência de emoções distintas.
• Empatia e cooperação - o aluno precisa entender que vive em sociedade e 
como agente social precisa desenvolver habilidades essenciais para o convívio 
humano como a empatia e a cooperação, respeitando a diversidade, os direitos 
humanos e que, através do diálogo, consigam resolver problemas.
• Responsabilidade e cidadania - Pensando em âmbito social e cidadão, a última 
competência visa formar no aluno o desenvolvimento dos princípios éticos, 
democráticos, inclusivos e sustentáveis em uma sociedade.
 
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Quando falamos em habilidade, estamos dizendo que esta pessoa tem facilidade 
ou dom de proceder uma tarefa nesse procedimento.
Conforme Azevedo e Rowell (2009ª, pag. 03), habilidade é “um saber fazer, um 
conhecimento operacional, procedimental, uma sequência de modos operatórios, de 
analogias, de intuições, induções, deduções, aplicações, transposições.”
Segundo Perrenoud (1999 apud SILVA & FELICETTI, 2014, pag. 06),”habilidade trata-se 
de uma sequência de modos operatórios, de induções e deduções, onde são utilizados 
esquemas de alto nível”
Na BNCC as habilidades são as que “expressam as aprendizagens essenciais que 
devem ser asseguradas aos alunos nos diferentes contextos escolares” (Brasil, 2018, 
p.8 e 29).
As habilidades da BNCC são as aptidões desenvolvidas ao longo de cada etapa de 
ensino e que contribuem para o desenvolvimento das competências gerais e específicas 
da Base.
Há três elementos fundamentais comuns que envolvem às práticas corporais: 
movimento corporal como elemento essencial; organização interna (de maior ou menor 
grau), pautada por uma lógica específica; e produto cultural vinculado com o lazer/
entretenimento e/ ou o cuidado com o corpo e a saúde. 
Por essa razão, a delimitação das habilidades privilegia oito dimensões de 
conhecimento:
• Experimentação: refere-se à dimensão do conhecimento que se origina pela 
vivência das práticas corporais, pelo envolvimento corporal na realização 
delas. São conhecimentos que não podem ser acessados sem passar pela 
vivência corporal, sem que sejam efetivamente experimentados. Trata-se de 
uma possibilidade única de apreender as manifestações culturais tematizadas 
pela Educação Física e do estudante se perceber como sujeito.
• Uso e apropriação: refere-se ao conhecimento que possibilita ao estudante ter 
condições de realizar de forma autônoma uma determinada prática corporal. 
Trata-se do mesmo tipo de conhecimento gerado pela experimentação (saber 
fazer), mas dele se diferencia por possibilitar ao estudante a competência 
necessária para potencializar o seu envolvimento com práticas corporais no 
lazer ou para a saúde.
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• Fruição: implica a apreciação estética das experiências sensíveis geradas pelas 
vivências corporais, bem como das diferentes práticas corporais oriundas das 
mais diversas épocas, lugares e grupos.
• Reflexão sobre a ação: refere-se aos conhecimentos originados na observação e 
na análise das próprias vivências corporais e daquelas realizadas por outros. Vai 
além da reflexão espontânea, gerada em toda experiência corporal. Trata-se de 
um ato intencional, orientado a formular e empregar estratégias de observação 
e análise.
• Construção de valores: vincula-se aos conhecimentos originados em discussões 
e vivências no contexto da tematização das práticas corporais, que possibilitam 
a aprendizagem de valores e normas voltadas ao exercício da cidadania em prol 
de uma sociedade democrática.
• Análise: está associada aos conceitos necessários para entender as características 
e o funcionamento das práticas corporais (saber sobre).
• Compreensão: está também associada ao conhecimento conceitual, mas, 
diferentemente da dimensão anterior, refere-se ao esclarecimento do processo 
de inserção das práticas corporais no contexto sociocultural, reunindo saberes 
que possibilitam compreender o lugar das práticas corporais no mundo.
• Protagonismo comunitário: refere-se às atitudes/ações e conhecimentos 
necessários para os estudantes participarem de forma confiante e autoral em 
decisões e ações orientadas a democratizar o acesso das pessoas às práticas 
corporais, tomando como referência valores favoráveis à convivência social.
 
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Figura 3 – Habilidades
Fonte: https://www.pexels.com/pt-br/foto/dancarina-magrela-pulando-sobre-a-costa-arenosa-do-oceano-4226417/
7.1.1.1 Lutas como unidade temática
Vamos entender que um dos componentes curriculares é Educação Física que 
apresenta onze competências específicas para a área (BRASIL, 2017). Esta apresenta 
seis unidades temáticas, são elas: Brincadeiras e jogos; Esportes; Ginásticas; Danças; 
Lutas e Práticas corporais de aventura. Sendo que as quatro primeiras são comuns 
https://www.pexels.com/pt-br/foto/dancarina-magrela-pulando-sobre-a-costa-arenosa-do-oceano-4226417/
https://www.pexels.com/pt-br/foto/dancarina-magrela-pulando-sobre-a-costa-arenosa-do-oceano-4226417/
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para o 1° ao 5° ano; já Lutas, está presente a partir do 3° ano e Práticas corporais de 
aventura aparece nos anos finais, conforme quadro abaixo.
Ciclo Unidades temáticas Objeto de conhecimento Habilidades
1 e 2 Brincadeiras e jogos
Brincadeiras e jogos 
da cul tura popular 
presentes no contexto 
comunitário e regional
(EF12EF01) Experimentar, fruir e recriar 
diferentes brincadeiras e jogos da 
cultura popular presentes no contexto 
comunitário e regional, reconhecendo e 
respeitando as diferenças individuais de 
desempenho dos colegas.
3, 4 e 5 Brincadeiras e jogos
Brincadeiras e jogos 
populares do Brasil e do 
mundo Brincadeiras e 
jogos de matriz indígena 
e africana
(EF35EF02) Planejar e utilizar estratégias 
para possibilitar a participação segura de 
todos os alunos em brincadeiras e jogos 
populares do Brasil e de matriz indígena 
e africana.
6 e 7
Práticas corporais deaventura
Práticas corporais de 
aventura urbanas
(EF67EF19) Identificar os riscos durante 
a realização de práticas corporais de 
aventura urbanas e planejar estratégias 
para sua superação.
8 e 9 Lutas Lutas do mundo
(EF89EF17) Planejar e utilizar estratégias 
básicas das lutas experimentadas, 
reconhecendo as suas características 
técnico-táticas
Quadro 1 - Componente curricular: Educação Física
Agora iremos apresentar como a BNNC, define as lutas para seu contexto escolar, 
como:
A unidade temática Lutas focaliza as disputas corporais, nas 
quais os participantes empregam técnicas, táticas e estratégias 
específicas para imobilizar, desequilibrar, atingir ou excluir o 
oponente de um determinado espaço, combinando ações de 
ataque e defesa dirigidas ao corpo do adversário. Dessa forma, 
além das lutas presentes no contexto comunitário e regional, podem 
ser tratadas lutas brasileiras (capoeira, huka-huka, luta marajoara 
etc.), bem como lutas de diversos países do mundo (judô, aikido, jiu-
jítsu, muay thai, boxe, chinese boxing, esgrima, kendo etc.). (BRASIL, 
2017, pag. 218).
Dentro do processo de sistematização e organização curricular proposto pela BNCC 
(BRASIL, 2017), as lutas estão presentes a partir do terceiro ano do ensino fundamental 
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(sendo excluídas do primeiro e segundo anos). Nesse primeiro momento, ainda nos 
anos iniciais do ensino fundamental, o foco deve ser a tematização dos seguintes 
objetos de conhecimento: “lutas do contexto comunitário e regional” e “lutas de matriz 
indígena e africana” (BRASIL, 2017, p. 225). Emergem desse contexto três habilidades 
(EF35EF13; EF35EF14; EF35EF15), cujas proposições se baseiam na experimentação e 
fruição de lutas do contexto comunitário e regional e de matriz indígena e africana, em 
planejar e utilizar estratégias básicas das lutas, tanto no contexto comunitário e regional 
quanto no de matriz indígena e africana, e também em identificar as características 
básicas dessas lutas.
Nos anos finais do ensino fundamental, as lutas estão presentes da seguinte forma, 
a partir de dois objetos de conhecimento distintos: nos sexto e sétimo anos, têm-se 
as “lutas do Brasil”, enquanto no oitavo e nono anos, há as “lutas do mundo” (BRASIL, 
2017, p. 231). Nos sexto e sétimo anos, há quatro habilidades (EF67EF14; EF67EF15; 
EF67EF16; EF67EF17) que abrangem aspectos voltados às lutas do Brasil, tais como 
experimentar, fruir e recriar algumas práticas, planejar e utilizar estratégias, identificar 
características dessas modalidades (a exemplo dos rituais, códigos, vestimentas, 
materiais etc.) e problematizar preconceitos e estereótipos ligados às lutas do Brasil.
 
Figura 4 – Lutas na BNCC – 1 ao 5
Fonte: https://www.google.com/search?q=educa%C3%A7%C3%A3o+fisica+na+bncc&rlz=1C1GCEA_
enBR999BR999&source=lnms&tbm=isch&sa=X&ved=2ahUKEwjb8_DDr9v7AhX6H7kGHcfSDrwQ_
AUoAnoECAIQBA&biw=1366&bih=657&dpr=1#imgrc=x1zyYgY2akRYTM
https://www.google.com/search?q=educa%C3%A7%C3%A3o+fisica+na+bncc&rlz=1C1GCEA_enBR999BR999&source=lnms&tbm=isch&sa=X&ved=2ahUKEwjb8_DDr9v7AhX6H7kGHcfSDrwQ_AUoAnoECAIQBA&biw=1366&bih=657&dpr=1#imgrc=x1zyYgY2akRYTM
https://www.google.com/search?q=educa%C3%A7%C3%A3o+fisica+na+bncc&rlz=1C1GCEA_enBR999BR999&source=lnms&tbm=isch&sa=X&ved=2ahUKEwjb8_DDr9v7AhX6H7kGHcfSDrwQ_AUoAnoECAIQBA&biw=1366&bih=657&dpr=1#imgrc=x1zyYgY2akRYTM
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Figura 5 – Lutas na BNCC – 6 ao 9
Fonte: https://www.google.com/search?q=educa%C3%A7%C3%A3o+fisica+na+bncc&rlz=1C1GCEA_
enBR999BR999&source=lnms&tbm=isch&sa=X&ved=2ahUKEwjb8_DDr9v7AhX6H7kGHcfSDrwQ_AUoAnoECAIQBA&biw=1366&bih=657&dpr=1#imgrc=bJ6p
8B2-NqfvdM
Finalmente, nos últimos dois anos do ensino fundamental, oitavo e nono anos, há 
na BNCC (BRASIL, 2017) quatro habilidades cujo foco centraliza-se em apresentar 
algumas perspectivas ligadas às lutas do mundo (EF89EF16; EF89EF17; EF89EF18). 
De forma semelhante aos anos anteriores, tais habilidades buscam experimentar e fruir 
movimentos e técnicas das lutas do mundo, planejar e utilizar estratégias relacionadas 
a essas práticas, bem como discutir transformações históricas, seus processos de 
esportivização e sua presença nas mídias de modo geral.
 
Figura 4 – Lutas na educação física
Fonte: https://pt.dreamstime.com/um-adolescente-em-quimono-branco-luta-com-uma-espada-de-madeira-treinamento-aikido-fundo-roxo-estilo-vida-
saud%C3%A1vel-e-caucasiano-image248792696
https://www.google.com/search?q=educa%C3%A7%C3%A3o+fisica+na+bncc&rlz=1C1GCEA_enBR999BR999&source=lnms&tbm=isch&sa=X&ved=2ahUKEwjb8_DDr9v7AhX6H7kGHcfSDrwQ_AUoAnoECAIQBA&biw=1366&bih=657&dpr=1#imgrc=bJ6p8B2-NqfvdM
https://www.google.com/search?q=educa%C3%A7%C3%A3o+fisica+na+bncc&rlz=1C1GCEA_enBR999BR999&source=lnms&tbm=isch&sa=X&ved=2ahUKEwjb8_DDr9v7AhX6H7kGHcfSDrwQ_AUoAnoECAIQBA&biw=1366&bih=657&dpr=1#imgrc=bJ6p8B2-NqfvdM
https://www.google.com/search?q=educa%C3%A7%C3%A3o+fisica+na+bncc&rlz=1C1GCEA_enBR999BR999&source=lnms&tbm=isch&sa=X&ved=2ahUKEwjb8_DDr9v7AhX6H7kGHcfSDrwQ_AUoAnoECAIQBA&biw=1366&bih=657&dpr=1#imgrc=bJ6p8B2-NqfvdM
https://www.google.com/search?q=educa%C3%A7%C3%A3o+fisica+na+bncc&rlz=1C1GCEA_enBR999BR999&source=lnms&tbm=isch&sa=X&ved=2ahUKEwjb8_DDr9v7AhX6H7kGHcfSDrwQ_AUoAnoECAIQBA&biw=1366&bih=657&dpr=1#imgrc=bJ6p8B2-NqfvdM
https://pt.dreamstime.com/um-adolescente-em-quimono-branco-luta-com-uma-espada-de-madeira-treinamento-aikido-fundo-roxo-estilo-vida-saud%C3%A1vel-e-caucasiano-image248792696
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ISTO ESTÁ NA REDE
Os códigos alfanuméricos (exemplo: EI01TS01) servem para identificar os objetivos 
de aprendizagem. Eles ajudam a contextualizar qual é a etapa de ensino, a faixa 
etária e o campo de experiência relacionado ao objetivo.
Fonte: https://misturadealegria.blogspot.com/2019/01/bncc-ensino-fundamental-anos-iniciais.html
ISTO ACONTECE NA PRÁTICA
A seguir deixo o link de acesso para conhecer mais a BNCC e as competências 
especificas para Educação física.
https://www.alex.pro.br/BNCC%20Educa%C3%A7%C3%A3o%20
F%C3%ADsica.pdf
https://misturadealegria.blogspot.com/2019/01/bncc-ensino-fundamental-anos-iniciais.html
https://misturadealegria.blogspot.com/2019/01/bncc-ensino-fundamental-anos-iniciais.html
https://www.alex.pro.br/BNCC%20Educa%C3%A7%C3%A3o%20F%C3%ADsica.pdf
https://www.alex.pro.br/BNCC%20Educa%C3%A7%C3%A3o%20F%C3%ADsica.pdf
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ANOTE ISSO
Nos primeiros anos da educação básica, os estudantes têm a oportunidade de 
se desenvolverem dentro de cinco campos de experiências. Aqui, elementos 
curriculares técnicos ainda não são trabalhados diretamente. 
Os cinco campos são:
1. Eu, o outro e nós;
2. Corpo, gestos e movimentos;
3. Traços, sons, cores e formas;
4. Escuta, fala, pensamento e imaginação;
5. Espaços, tempos, quantidades, relações e transformações.
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CAPÍTULO 8
DIDÁTICA DO ENSINO 
DAS LUTAS, ONDE COMO 
É REALIZADO O PLANO 
DE AULA E ENSINO
A disciplina de Didática da Educação Física tem como objetivo de estudo e análise 
o processo de ensinar e aprender.
Trataremos de apresentar como a didática que pode auxiliar na organização de 
conteúdos pedagógicos, através de critérios lógicos e sequenciais, que discutem os 
principais elementos do processo de ensino e aprendizagem, caracterizando como 
parte deste processo de ensino e aprendizado contribuindo neste processo.
O docente tem como função de desenvolver e incentivar novas formas de que a 
educação seja mais significativa e objetiva no seu intuito de ensinar, onde este ato 
não é meramente uma ação simples, requer dedicação, domínio de saberes, novas 
metodologias e competências socioemocionais para conviver em sala de aula.
8.1 Didática
A primeira pergunta que vem à cabeça de todos, talvez seja a resposta da frase que 
geralmente costumamos ouvir dentro do contexto educacional, que é “este professor 
tem uma didática excepcional”.
Esta frase demonstra que tal professor possui uma didática no qual é uma disciplina 
fundamental para a formação pedagógica dos professores dos diferentes níveis de 
ensino: da educação básica ao ensino superior. Uma de suas funções para ser um 
professor com um didática excepcional é conduzir os alunos à reflexão sobre a 
compreensão do processo de ensino-aprendizagem, percebendo que seu papel em 
sala de aula como mediador e dos alunos como protagonistas.
Ser um profissional de ensino na sociedade atual, não é uma tarefa tão fácil, além 
disso sabemos que o momento atual, ser professor exige uma série de competências e 
habilidades. Consiste num compromisso em transformar conhecimento e informações 
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em aprendizagens que sejam motivantes e relevantes para os alunos. Pode-se 
considerar profissão como sendo um trabalho especializado que varia com o acúmulo 
de conhecimento e das habilidades para o fazer. De acordo com Marcelo (2009, p. 82), 
a profissão docente é uma “profissão do conhecimento”, pois há nessa relação não 
só a tarefa de ensinar aos alunos, de fazê-los aprender, mas também é necessário o 
esforço do professor para continuar aprendendo para poder ensinar.
Assim é necessário entender que o processo de ensinar pode acontecer de duas 
formas: fora da escola (informal), onde nesse processo informal de ensino é empírico, 
mas organizado, pois o resultado da evolução humana foi justamente a organização 
da vida em todos os seus aspectos. O outro processo é o que chamamos de ensino 
formal, acontece em uma instituição educacional, este é embasado em conhecimentos 
científicos, filósofos educacionais e teorias de aprendizagem.
Também, é preciso entender que a didática à uma ciência da educação, a Pedagogia. 
Na Pedagogia a Didática é classificada como Didática geral e Didática especial. A 
Didática da Educação Física é uma Didática Especial, pois tem como função e os 
objetivos de cada disciplina, orientando a dosagem da matéria a ser transmitida ao 
aluno e sua distribuição pelas fases e graus de ensino, sendo assim, ela se resulta 
imprescindível para o professor que se ocupa de determinada disciplina.
Assim a Didática que é uma disciplina eminentemente pedagógica, fazendo a 
interligação entre teoria e prática. Dentro da educação física este processo de ensino 
na sua globalidade, envolve condições e meios de direção, princípios, finalidades, 
conteúdos, objetivos, métodos e organização do ensino e da aprendizagem.
Fica uma pergunta do porquê a didática é importante especificamente nos cursos 
de educação física. É necessário entender que cada vez mais a educação física inclui 
novas competências, habilidades e metodologia nos diversos segmentos da sociedade, 
assim é indispensável que o profissional de educação física tem domínio total de todas 
as metodologias para expandir o seu conhecimento e de seus alunos.
A disciplina de EF deve ser valorizada como parte integrante de um processo 
educativo dentro dos currículos de construção do saber e está ligada diretamente 
a formação do ser humano, tendo em sua formação não só a cultural corporal do 
movimento, mas também na complexidade do desenvolvimento humano em suas 
caraterísticas cognitivas, sociais, pessoais e emocionais.
Dessa forma, o futuro docente que entra na educação superior desenvolve deve ter 
atividades no contexto universitário que compreende atividades de ensino, pesquisa e 
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extensão, bem como as atividades administrativas que estão envolvidas na dinâmica 
profissional. Portanto, a atuação de docente na educação superior “não é restrita à sala 
de aula, nem tampouco à pesquisa ou ao administrativo, o docente precisa desenvolver 
essas atividades de forma concomitante e complementar” (FLEIG; BOLZAN. Pg. 38, 
2017).
É importante lembrar que além de formação específica da área, é necessário levar 
em conta que houve mudanças sociais que foram incorporadas nos segmentos da 
cultura corporal do movimento que são necessárias segundo (LIBARDI, pg. 40, 2010), 
são elas:
• Facilitar a aprendizagem;
• Ser agente motivador;
• Ter empatia com os alunos;
• Ser formador de opinião;
• Estimular autonomia;
• Promover a interação professor-aluno;
• Conhecer as tendências pedagógicas.
• Competências socioemocionais.
 
Iniciaremos a partir de agora pelo significa e compreensão da origem epistemológica 
da palavra Didática. 
Conforme Oliveira (1988, p. 3) diz que a princípio esse vocábulo significou “arte 
ou técnica de ensinar”. Essa interpretação tinha sua fundamentação etimológica 
que derivara do grego didaktiké. Vemos também, segundo Gasparin (1994, p. 6) que 
vinha do “feminino do adjetivo didaktikós, da raiz didak de didaskein” que significa 
ensinar lentamente.
Segundo Libâneo (1994, p. 11) é o “principal ramo de estudo da Pedagogia pois 
investiga os fundamentos, condições e modos de realizações da instrução e do ensino”, 
vinculando-a como sendo espinha dorsal do planejamento escolar.
Conforme Nogueira (2003, p. 93-94) conceitua didática como sendo: síntese, 
sistematização, organização do trabalho docente. E mais, “[...] a maneira como o 
professor sintetiza, sistematiza, organiza o conteúdo de sua prática docente depende 
de uma tomada de decisão que, por sua vez, dependerá da fundamentação que o 
professor tenha sobre o seu trabalho e suas relações com o ser humano e com o 
mundo em que vive”.
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Para Pimenta (2002, p.17), a didática é “uma das áreas mais importantes da 
Pedagogia, pois ela investiga os fundamentos, as condições e os modos de realizar 
a educação mediante o ensino”.
Figura 1 – Didática
Fonte: https://www.pexels.com/pt-br/foto/um-homem-segurando-seus-livros-antigos-3769708/
 
Nos dias atuais chegamos a uma definição nas palavras de Loss (2017, p. 12) 
podemos compreender na atualidade a didática como:
uma área da Pedagogia, uma das disciplinas fundamentais na 
formação dos professores (...) como “teoria do ensino” por investigar 
os fundamentos, as condições e as formas de realização do ensino. 
A formação profissional do professor implica a constante articulação 
entre teoria e prática. A teoria vinculada aos problemas reais, postos 
pela experiência prática que, por sua vez, é orientada teoricamente. 
Nessa perspectiva, a Didática se caracteriza como mediação entre 
as bases teóricas da educação e a prática docente.
 
Por fim, finalizamos segundo Candau (2014, pg. 55) nos explica que a didática admite 
vários conceitos que foram apresentados a seguir e os” justifica comosendo oriundos 
do ponto de vista de várias abordagens ou concepções de educação,” tais como: 
Sentido Etimológico; Senso Comum; Abordagem Tradicional; Abordagem Humanista; 
https://www.pexels.com/pt-br/foto/um-homem-segurando-seus-livros-antigos-3769708/
https://www.pexels.com/pt-br/foto/um-homem-segurando-seus-livros-antigos-3769708/
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Abordagem Tecnicista; Abordagem Sociopolítica; e, Abordagem Multidimensional ou 
Fundamental. A seguir apresentaremos estas possibilidades:
 
• Sentido Etimológico Didática - deriva da expressão grega techné 
didaktiké, que significa “arte ou técnica de ensinar”.
• Senso Comum Didática - método, técnica, norma, conjunto de 
princípios técnicos; disciplina prática e normativa; modo, maneira 
de dar aula.
• Abordagem Tradicional Didática - doutrina da instrução, entendida 
como um conjunto de normas prescritivas centradas no método 
e em regras, no intelecto, no conteúdo dogmático.
• Abordagem Humanista Didática - apresenta caráter de 
neutralidade científica, de base psicológica, defendendo ideias 
de “aprender fazendo” e “aprender a aprender”, sem considerar o 
contexto político-social.
• Abordagem Tecnicista Didática - preocupa-se com as variáveis 
internas do processo ensino-aprendizagem, sem considerar o 
contexto político-social, procurando desenvolver uma alternativa 
não psicológica, centrando-se nos aspectos da “tecnologia 
educacional”, tendo como preocupação básica a eficácia e a 
eficiência do processo de ensino.
• Abordagem Sociopolítica Didática - assume os discursos 
sociológico, filosófico e histórico. Ela é questionada, postula uma 
antididática e seu papel deverá ir além dos métodos e técnicas, 
associando escola e sociedade, teoria-prática, auxiliando o 
processo de politização do professor.
• Abordagem Multidimensional ou Fundamental Didática - assume 
a multidimensionalidade do processo ensino-aprendizagem, seu 
objeto de estudo, colocando a articulação das dimensões técnica, 
humana, política, ética e estética no centro da sua temática.
 
Desse modo, podemos entender a Didática como a análise, a sistematização da 
avaliação do fazer pedagógico, baseada no conhecimento científico e na crítica da 
realidade, sendo algo do qual todo docente adquire na sua formação inicial.
8.1.1 Plano de aula
Uma pergunta, o que é um plano de aula?
Primeiro o plano de aula é um documento que é criado pelo docente que definirá qual 
será o tema da aula naquele dia, seu objetivo, sua metodologia, formas de avaliação 
e bibliografias como referencial e outras informações que podem ser relevantes.
Plano de aula é a “previsão dos conteúdos e atividades de uma ou de várias aulas 
que compõem uma unidade de estudo. Ele trata também de assuntos aparentemente 
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miúdos, como a apresentação da tarefa e o material que precisa estar à mão”. 
(VASCONCELLOS, 1995, p. 19).
De acordo com Libâneo (1994, p. 24), “plano é um documento utilizado para o 
registro de decisões do tipo: o que se pensa fazer, como fazer, quando fazer, com 19 
que fazer, com quem fazer”. Para existir plano é necessária a discussão sobre fins 
e objetivos, culminando com a definição deles, pois somente desse modo é que se 
pode responder às questões indicadas acima.
 
Para Ferreira (apud PADILHA, 2001, p. 36), o plano é a “apresentação sistematizada 
e justificada das decisões tomadas relativas à ação a realizar”. Plano tem a conotação 
de produto do planejamento.
 
De acordo com Fusari (apud PADILHA, 2001, p. 37), “plano é um guia e tem a 
função de orientar a prática, partindo da própria prática e, portanto, não pode ser 
um documento rígido e absoluto”. Ele é a formalização dos diferentes momentos do 
processo de planejar que, por sua vez, envolve desafios e contradições.
 
Figura 2 – Plano de aula
Fonte: https://www.dreamstime.com/stock-photo-plan-creative-class-library-student-teacher-ideas-concept-image70785294
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Assim podemos entender que existe uma necessidade do plano de aula se articula 
com o planejamento - a definição do que vai ser ensinado num determinado período, 
de que modo isso ocorrerá e como será a avaliação. O planejamento, por sua vez, se 
baseia na proposta pedagógica, que determina a atuação da escola na comunidade: 
linha educacional, objetivos gerais.
Num sentido mais amplo, o planejamento pode ser conceituado como:
 
[...] um processo que visa a dar respostas a um problema, estabelecendo 
fins e meios que apontem para sua superação, de modo a atingir 
objetivos antes previstos, pensando e prevendo necessariamente o 
futuro, mas considerando as condições do presente, as experiências 
do passado, os aspectos contextuais e os pressupostos filosófico, 
cultural, econômico e político de quem planeja e com quem se planeja 
(PADILHA, 2001, p. 63).
 
De acordo com o dicionário da Língua Portuguesa, o planejamento pode ser definido 
como o “ato de projetar um trabalho, serviço ou mais complexo empreendimento, 
determinação dos objetivos ou metas de um empreendimento, como também da 
coordenação de meios e recursos para atingi-los, bem como a planificação de serviços” 
(FERREIRA, 2010).
Fica aqui evidenciada a importância do processo de planejar como alicerce que 
resguarda as funções de organizar, liderar e controlar, tornando-se uma função 
fundamental para o professor e o gestor escolar.
Entendemos que o plano de aula, é um processo que deva ser um instrumento 
essencial para o docente, onde ele definiu as estratégias pedagógicas, conforme o 
objetivo a ser alcançado, criteriosamente adequado para as diferentes turmas, com 
flexibilidade suficiente, caso necessite de alterações.
A seguir apresentaremos alguns tópicos que são importantes para a preparação 
do plano de aula, assim vemos a necessidade para a elaboração do plano de aula 
devemos nos atentar para:
• Clareza e objetividade;
• Atualização do plano periodicamente;
• Conhecimento dos recursos disponíveis da escola;
• Noção do conhecimento que os alunos já possuem sobre o conteúdo abordado;
• Articulação entre a teoria e a prática;
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• Utilização de metodologias diversificadas, inovadoras e que auxiliem no processo 
de ensino-aprendizagem;
• Sistematização das atividades de acordo com o tempo disponível (dimensione 
o tempo/carga horária, segundo cada etapa da aula/atividade);
• Flexibilidade frente a situações imprevistas; 
• Realização de pesquisas buscando diferentes referências, como revistas, jornais, 
filmes entre outros;
• Elaboração de aulas de acordo com a realidade sociocultural dos estudantes.
Ao elaborar o plano de aula, faça um diagnóstico inicial, para que você possa 
responder às questões abaixo:
· Para quem vou ensinar? Quem são os estudantes? Quais as características?
 - Faixa etária, grau de maturidade, conhecimentos prévios, habilidades adquiridas, 
contexto social em que vivem;
· Por que ensinar? Quais os objetivos da educação e da escola? Do módulo ou da 
aula? Quais as competências a serem desenvolvidas?
- Decidir e definir os objetivos de aprendizagem significa estruturar, de forma 
consciente, o processo educacional para propiciar mudanças de pensamentos, ações 
e condutas.
 · O que ensinar? Qual o conteúdo requerido, selecionado?
- Como integrar conteúdos e outras áreas do saber (temas transversais, 
interdisciplinaridade)
· Como ensinar? Quais os recursosdidáticos disponíveis? Outros podem ser 
providenciados/ construídos? Qual o período da aula (matutino, vespertino, noturno)? 
Como aproveitar os conhecimentos e experiências prévias? Quais estratégias utilizar?
 · Como verificar a aprendizagem? Como acompanhar o processo educativo? Quais os 
critérios para definir o sistema de avaliação? Quais os métodos e tipos de instrumentos 
de avaliação? Há coerência entre os métodos de avaliação e os objetivos delineados? 
Consideram os resultados a serem alcançados?
Assim como vimos acima alguns tópicos, propomos um modelo prático, que não é o 
único certo estruturalmente o Plano de Aula é constituído por: Identificação, Objetivos, 
Conteúdos, Metodologias, Recursos e Avaliação.
1. CABEÇALHO E IDENTIFICAÇÃO
Escola:
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Turma:
Disciplina:
Professor(a):
Data:
Horário:
Duração:
Tema:
 
2. OBJETIVOS - A elaboração de objetivos mais adequados ao ensino pode 
ser facilitada pelo uso da Taxonomia de Bloom, conforme a classificação de 
aprendizagem abaixo:
 
Cognitivo: abrangendo a aprendizagem intelectual (relacionado ao aprender, 
dominar um conhecimento);
Afetivo: abrangendo os aspectos de sensibilização e gradação de valores 
(relacionado a sentimentos e posturas);
Psicomotor: abrangendo as habilidades de execução de tarefas que envolvem 
o organismo muscular (relacionado a habilidades físicas específicas).
 
3. CONTEÚDOS - A seleção dos conteúdos a serem trabalhados na aula deve 
responder à questão: Para alcançar os objetivos delineados quais conteúdos 
devem ser trabalhados?
 
Para a escolha dos conteúdos e seleção das estratégias de ensino, Zabala (1998) 
propõe a tipologia dos conteúdos de aprendizagem:
 
Factuais: referem-se ao conhecimento de fatos, acontecimentos, situações, dados 
e fenômenos concretos e singulares. Envolve memorização e repetição.
Conceituais: relacionam-se com conceitos propriamente ditos e referem-se ao 
conjunto de fatos, objetos ou símbolos que possuem características comuns.
Procedimentais: Referem-se ao aprender a fazer, envolvem regras, técnicas, 
métodos, estratégias e habilidades.
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Atitudinais: envolvem valores, atitudes e normas. Incluem-se nesses conteúdos, a 
cooperação, a solidariedade, o trabalho em grupo, o respeito, a ética e o trabalho 
com a diversidade.
 
4. ESTRATÉGIAS - Corresponde aos caminhos/meios para atingir os objetivos.
Alguns critérios devem ser considerados na seleção das estratégias: Concepção 
pedagógica adotada; Domínios dos objetivos; Tipologia dos conteúdos; 
Características dos estudantes; Características da estratégia; Características 
do professor; Características do assunto abordado; Tempo para desenvolvimento 
da ação; Recursos disponíveis: materiais, físicos, humanos e financeiros.
5. RECURSOS DIDÁTICOS - São os meios necessários à concretização da estratégia. 
Estão relacionados aos métodos de ensino e estratégias a serem utilizadas. 
Devem ser previstos os recursos materiais, físicos, humanos e financeiros.
6. AVALIAÇÃO - Trata da verificação do alcance dos objetivos e compreende: 
o processo de avaliação, os critérios e os instrumentos necessários a esse 
propósito, respondendo a estas perguntas: Por que avaliar? O que avaliar? Como 
avaliar? Quando avaliar?
8.1.1.1 Plano de Ensino
O plano de Ensino consiste na organização do processo de trabalho a ser desenvolvido 
no ano letivo em curso, de cada turma e em cada disciplina.
O plano de ensino, então, pode ser definido como a programação do conteúdo a ser 
estudado em uma disciplina durante o semestre letivo. É nele que o aluno encontrará 
informações como a metodologia aplicada, a bibliografia a ser utilizada, o programa 
das aulas a serem ministradas e os tipos de avaliações.
A elaboração do plano de ensino tem como objetivo facilitar o acompanhamento 
do planejamento pedagógico dos cursos por parte dos coordenadores, professores 
e dos próprios estudantes, permitindo a apresentação das metodologias, critérios e 
conteúdo de cada disciplina do curso de graduação. 
Plano de ensino é “um documento, elaborado pelo docente ou em conjunto com 
outros, contendo suas propostas de trabalhos na área”. (FUSARI, 1990, P. 46).
O Plano de ensino é um tipo de roteiro, no qual os professores organizam as unidades 
didáticas que serão utilizadas no decorrer do ano ou semestre. Nestes devem conter a 
justificativa da disciplina em relação à escola, os objetivos gerais, objetivos específicos, 
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conteúdos, tempo provável e o desenvolvimento metodológico. “O plano de ensino ou 
programa da disciplina deve conter os dados de identificação da disciplina, ementa, 
objetivos, conteúdo programático, metodologia, avaliação e bibliografia básica e 
complementar da disciplina.” (SPUDEIT, 2014, p. 1).
Em relação ao plano de ensino, cada professor, a partir dos direcionamentos 
municipais que está a escola, estabelece seu trabalho ao longo do ano. A elaboração 
do plano de ensino é exclusiva do docente, por isso requer uma atenção especial. 
Para Oliveira (2011, p. 123):
O plano de ensino consiste na previsão do trabalho docente e discente 
na construção do conhecimento durante um período letivo. Ele visa 
a organizar o ensino e a aprendizagem de modo a promover o bom 
desempenho do aluno e do professor na execução do conteúdo 
disciplinar. Ele pode ser elaborado distribuindo o conteúdo disciplinar 
ao longo do semestre ou do ano letivo, conforme a organização 
institucional. De igual modo, o conteúdo pode ser distribuído por 
unidades, fazendo, assim, um plano de atividades a serem executadas 
nos diversos momentos ao longo do ano ou do semestre letivo.
O plano de ensino, na perspectiva crítica e transformadora, fornecerá ao docente 
maior segurança para sua prática educativa no sentido de acolher as exigências, os 
problemas e desafios que ocorrem na sala de aula, na escola e na comunidade em 
geral. Além disso, Silva (2017, p. 30) apresenta um delineamento que condiz com a 
perspectiva crítica e transformadora.
a) |transparência ao trabalho docente e discente, favorecendo o acompanhamento 
e a avaliação desse trabalho pelos profissionais da escola, pelos 
estudantes e pela comunidade;
b) organização e formalização das ações do trabalho docente, subsidiando as 
equipes pedagógicas a pensarem ações de formação continuada que 
apoiem os professores e busquem as condições materiais e humanas para 
a execução do planejado;
c) meio de o professor visualizar o percurso do trabalho desenvolvido, identificar 
as fragilidades e replanejar as ações, bem como os avanços e a continuidade 
do concebido;
d) forma de o professor ter seu trabalho valorizado e compartilhado, contribuindo 
para sua profissionalização docente;
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e) fortalecimento de trocas entre os professores e compreensão da ação de ensinar 
e de aprender, criando um sentido de grupo como coletivo de pessoas que se 
reconhecem em sua singularidade, exercendo ação interativa com objetivos 
comuns e compartilhados.
 
Figura 3 – plano de ensino
Fonte: https://www.dreamstime.com/royalty-free-stock-photography-strategic-business-plan-image13515217
ISTO ESTÁ NA REDE
DIDÁTICA - Didática consiste na análise e desenvolvimento de técnicas e métodos 
que podem ser utilizados para ensinar determinado conteúdo para um indivíduo ou 
um grupo.
ISTO ACONTECE NA PRÁTICA
Planejamento é uma ação que estabelece objetivos, define linha de ação e planos 
detalhados para atingi-los e determina os recursos necessários à consecução dos 
mencionados objetivos.
https://www.dreamstime.com/royalty-free-stock-photography-strategic-business-plan-image13515217https://www.dreamstime.com/royalty-free-stock-photography-strategic-business-plan-image13515217
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ANOTE ISSO
Existem 2 tipos de planejamento escolar: o estratégico e o participativo.
Planejamento escolar estratégico
Este tipo de planejamento escolar está ligado diretamente a metas, quantificação e 
qualificação. 
 
Planejamento escolar participativo 
Neste planejamento escolar, a democracia é a palavra-chave. Aqui, todos 
participam: coordenadores, diretor(es), docentes e alunos. Todos podem e devem 
contribuir para construírem juntos um planejamento escolar participativo.
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CAPÍTULO 9
PROPOSTAS DE ATIVIDADES 
DE LUTAS NA EDUCAÇÃO 
FÍSICA ESCOLAR
Entendemos que a luta é uma manifestação de cultura de movimento que não 
pode ser negada, e seu ensino na escola não exige que o professor seja treinador ou 
professor de artes marciais, já que não se pretende formar um atleta/lutador, mas sim 
que os alunos se apropriem e apreciem elementos das lutas como manifestações da 
cultura de movimento.
Sabe-se que existem mais de duzentas modalidades de lutas pelo mundo, inclusive 
muitas destas práticas sequer sabemos o nome. Muitas são semelhantes, porém outras 
completamente desiguais. Desta forma, muitos professores podem se questionar a 
respeito de quais modalidades devem compor a proposta curricular de ensino
9.1 Possibilidades e desafios no ensino das Lutas
O profissional de educação física é aquele que possui licenciatura ou bacharelado e 
respectivo registro perante o Conselho Regional de Educação Física, sendo a licenciatura 
indicada para quem quer ser professor e dar aula para o Ensino Fundamental e Médio 
e Bacharelado para atuar de forma mais ampla no mercado.
O Conselho Regional de Educação Física, também conhecido como CREF, é o órgão 
responsável por fiscalizar o exercício profissional da área no território sob sua jurisdição. 
Para este órgão, todos os profissionais que executam trabalhos ligados diretamente 
a atividade física, sejam eles técnicos ou treinadores, podem gerar riscos à saúde 
dos alunos, sendo obrigatório o registro perante ao Conselho, sob pena de exercício 
ilegal da profissão.
Vale lembrar que o ensino na escola é obrigatório ao licenciado, já fora da escola 
em equipes de alto rendimento e projetos esportivos é necessário o bacharelado.
Na escola o ensino deve ser direcionado a cultura corporal do movimento, onde as 
lutas são desenvolvidas no ensino fundamental.
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Na formação inicial na graduação física, geralmente existem 1 ou 2 momentos, 
dentro de 2 semestres com aulas direcionadas para as lutas, mas que sabemos que 
não são suficientes para deixar os alunos com confiança, competência e habilidades 
para lecionar estas aulas.
Abaixo apresentaremos um quadro com itens que caracterizam este desafio ou 
possibilidade de usar as lutas no contexto das aulas de educação física.
Desafios Possiblidades
Não tem domínio sobre conteúdo Novas praticas corporais
Não buscou pesquisar sem ser da internet Uso de metodologias diferenciadas
Medo da violência a que pode ocorrer nas aulas Iniciação esportiva
Falta de ambiente / Estrutura Interdisciplinaridade
Falta de equipamento/ vestimenta Criação de eventos
Falta de apoio da direção/coordenação Participação em eventos competitivos escolares
Falta de apoio da família/responsável Melhoria na sala de atividade especifica
Ausência de lutas na cidade para poder 
compartilhar em suas aulas
Respeito entre alunos
Falta de internet e tecnologia Melhoria da indisciplina
Quadro 1- possibilidades e desafios nas aulas de lutas.
Fonte: elaborado pelo autor (2023)
 
Gostaria que pudéssemos, aqui neste primeiro momento priorizar o ensino das 
lutas na escola, onde seria possível tratar pedagogicamente as lutas na escola a partir 
dos elementos comuns e ímpares das variadas modalidades, sem, contudo, reduzir o 
ensino da multidimensionalidade deste conteúdo.
 
A luta, assim como os outros temas da cultura corporal, precisa ser 
abordada levando em consideração, em primeiro lugar, os aspectos 
da organização da identificação e da categorização dos movimentos 
de combate corpo a corpo. Depois, abordando a iniciação da 
sistematização desses movimentos, a partir da compreensão do 
sentido/significado de cada uma das suas formas. Por fim, chegando 
até a ampliação dessa sistematização, de maneira que sejam 
compreendidas as técnicas mais aprimoradas e sejam criadas outras 
formas de combate (PERNAMBUCO, 2008, p.26).
 
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Já falamos em outra unidade sobre as dimensões dos conteúdos, assim iremos 
direcionar o ensino das Lutas na escola de forma que segundo Zabala (1998, pag. 42-
48) aborda os conteúdos em três categorias atitudinais, conceituais e procedimentais.
 
Os conteúdos conceituais referem-se à construção ativa de 
capacidades intelectuais para operar símbolos, imagens, ideias e 
representações que permitam organizar as realidades. Os conteúdos 
procedimentais referem-se ao fazer com que os alunos construam 
instrumentos para analisar, por si mesmos, os resultados que obtém 
e os processos que colocam em ação para atingir as metas que 
se propõem e os conteúdos atitudinais referem-se à formação de 
atitudes e valores em relação à informação recebida, visando a 
intervenção do aluno em sua realidade.
 
Apresentaremos abaixo uma relação entre dois grandes autores que desenvolvem 
seu procedimento de aprendizagem e ensino nas litas através das dimensões de 
conteúdo, onde poderemos verificar possibilidades parecidas entre ambas.
Dimensões Darido (2012) Gomes et al. (2013)
Conceitual
Origens, processos históricos, evolução e 
transformação das lutas, tipos de lutas, 
regras, bem como o seu contexto histórico 
social e sua filosofia, as transformações 
necessárias das lutas ao contexto esportivo 
e ao contexto escolar.
Apropriação dos elementos que 
constituem as lutas, como histórico, 
rituais, crenças e principais regras. 
Tais fatos podem ser realizados por 
meio de trabalhos de pesquisa.
Procedimental
Vivenciar os tipos de fundamentos das 
modalidades: quedas, socos e chutes, 
imobilizações, utilizando principalmente 
os jogos de lutas que, além de trabalhar 
de forma educativa vários movimentos das 
lutas, também apresenta o aspecto lúdico.
Ênfase recai sobre os jogos de lutas. 
Devem ser incorporados também 
a criação de regras e novos jogos 
propostos pelos alunos, no qual eles 
estabelecem o nome da luta, o modo 
de jogar/objetivo, as regras, proibições 
e estratégias.
Atitudinal
Ressignificar o papel das lutas no contexto 
educacional, valorizando atitudes de não 
violência, respeito aos companheiros, 
resolução dos problemas através do diálogo, 
a busca da justiça e da solidariedade.
Intenção de prevenir atitudes de 
deslealdade por meio das proibições 
contidas em seus jogos, para 
demonstrar o respeito, á ética, ao 
esporte e inibição da violência.
Quadro 2 – Categorias de conteúdos e sua ligação com as lutas
Fonte: (LOPES, 2018)
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9.1.1 Uso de metodologias ativas
Atualmente ouvimos constantemente a palavra Metodologia Ativa no contexto 
educacional, como sendo algo somente relacionado a uso das tecnologias e de mídias. 
Mas na verdade seu principal papel está relacionado a mudança de estruturas no meio 
educacional para que o aluno seja mais participativo, motivado e protagonista de seu 
aprendizado, onde o docente será mediador desse processo. Assim este novo processo 
temseu desenvolvimento em habilidades de pesquisa, de reflexão, de solução de 
problemas e busca de informação e conhecimento para uma aprendizagem significativa.
Para tal é necessário novas formas de avaliação e valorização do domínio do 
conteúdo aplicado a situações de realidade profissional.
De acordo com Borba, Almeida e Gracias (2018, p. 40), Metodologias de Ensino se 
referem “[...] ao ato de ensinar. Ensinar requer um conjunto de esforços e decisões que 
se refletem em caminhos propostos, as chamadas opções metodológicas”.
Podemos afirmar em âmbito geral, que as MA se encontram nessa perspectiva 
e “[...] são estratégias de ensino centradas na participação efetiva dos estudantes 
na construção do processo de aprendizagem, de forma flexível, interligada e híbrida” 
(BACICH; MORAN, 2018).
Uma dessas formas é o que chamamos de gamificação. Gamificação é a utilização 
de elementos de jogos e game design fora do contexto de jogos (GRIFFIN, 2014).
A gamificação tem como princípio a apropriação dos elementos dos jogos, aplicando-
os em contextos, produtos e serviços que não são necessariamente focados em 
jogos, mas que possuam a intenção de promover a motivação e o comportamento 
do indivíduo (BUSARELLO et al., 2014).
Não é necessariamente a participação em um jogo, mas sim a utilização dos seus 
elementos mais eficientes, como estética, dinâmicas, mecânicas, para obter os mesmos 
benefícios que se atinge com o ato de jogar.
Um desses modelos é o Nexersys Fast Fists - é um jogo de ação divertido e desafiador 
que implica combates físicos através dos punhos. Os jogadores podem desafiar os 
lutadores virtuais ou competir com vários jogadores pela pontuação máxima. O jogo 
apresenta vários lutadores e dispõem de duas fases, treinos e competições. Nos treinos 
são ensinados os golpes que devem ser desferidos nas competições. À medida que 
o jogador progride, os ataques recebidos serão mais rápidos conforme ele confronta 
novos oponentes e terá de desferir mais golpes para poder acompanhar. O jogo permite 
a conexão em simultâneo de até quatro utilizadores (Nexersys, 2015).
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9.1.1.1 Filmes, desenhos e seriados para ensino das lutas
A seguir iremos apresentar alguns filmes ou desenhos (sinopses) que podem auxiliar 
no aprendizado e ensino das lutas no contexto escolar adaptado (FERREIRA, 2012). 
Como veremos esta é uma possibilidade tecnológica que pode ser utilizada para prender 
a atenção dos alunos, proporcionar o diálogo entre os mesmos e gerar possíveis 
reflexões sobre os conteúdos conceituais, atitudinais e procedimentais. Vale lembrar 
que são produções preparadas para tal e como tal devem servir de apoio.
 Iremos ao final de cada possibilidade de trabalhar cada conteúdo mostrar como 
podemos fazer o processo de desenvolvimento de utilização dos filmes e desenhos.
1.O ÚLTIMO SAMURAI (KARATE/KENDO)
No século XVIII um capitão do exército americano condecorado e habilidoso é 
enviado para treinar tropas japonesas contra os samurais que ainda resistiam à 
tecnologia do novo mundo. Porém numa primeira batalha ele é capturado e levado 
a viver com seu suposto inimigo. Lá ele aprende o código de honra dos samurais e 
passa a compreender-se melhor e a real luta que está acontecendo.
• CONCEITUAL: Conhecer a cultura japonesa e código de honra.
• PROCEDIMENTAL: Realizar uma aula prática com movimentos fundamentais 
de Kendo. Construir espadas de jornal e praticar os movimentos.
• ATITUDINAL: Conhecer e entender novas culturas.
2. KARATE KID, A HORA DA VERDADE. (KARATE)
Mãe e filho se mudam para um novo ambiente. Assim o garoto terá que enfrentar 
todos os desafios da adolescência bem como praticantes de Karate da cidade. Após 
apanhar muito, um velho mestre ensina os princípios do Karate para defender-se de 
seus adversários.
• CONCEITUAL: Conhecer a cultura japonesa.
• PROCEDIMENTAL: Realizar uma aula prática com os movimentos fundamentais 
do Karate.
• ATITUDINAL: Aprender a se defender sobre o bullying e a não violência.
3. QUEBRANDO AS REGRAS (MMA)
Um rapaz e sua família novamente têm que se mudar para outra cidade devido às 
brigas escolares. Logo ao chegar à nova cidade ele conhece uma turma que adora 
ficar lutando, o rapaz não aceita e leva uma surra. Para se defender ele procura um 
professor de MMA que irá ensinar muito mais que lutar.
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• CONCEITUAL: História do MMA
• PROCEDIMENTAL: Através de o evento apresentar as lutas existentes no MMA.
• ATITUDINAL: Respeito, perseverança e cooperação.
4. FOXCATHER – UMA HISOTRIA QUE CHOCOU O MUNDO.
Quando um campeão olímpico é convidado a fazer parte de um projeto de lutas 
visando à expansão da modalidade e de ter estabilidade financeira, ele e seu irmão 
aceitam participar. Mas na verdade o comportamento lunático do milionário chega a 
um limite onde os personagens são impelidos a uma tragédia que ninguém poderia 
ter previsto.
• CONCEITUAL: História das lutas associadas.
• PROCEDIMENTAL: realizar uma aula prática com movimentos fundamentais 
das lutas associadas.
• ATITUDINAL: Duelo entre o certo e o errado.
5. MULAN – (KUNG FU)
Uma adolescente, da remota China Imperial, torna-se destemida contra a invasão 
de seu país por guerreiros Hunos, onde cada família deve enviar seu filho homem 
para lutar contra. Assim como ela é mulher se disfarça e vai à guerra no lugar do pai.
• CONCEITUAL: História da kung fu e das participações das mulheres nas lutas.
• PROCEDIMENTAL: realizar uma aula prática com movimentos fundamentais 
do kung fu e suas armas.
• ATITUDINAL: valorização da mulher no contexto social.
6. KUNG FU PANDA (KUNG FU)
Um panda preguiçoso e irreverente é o único capaz de salvar sua vila de um grande 
inimigo. Para tal ele terá que se tornar um hábil lutador e vai à procura do grande 
mestre para ser aceito.
• CONCEITUAL: Debater a cultura chinesa através dos animais que fazem a 
representação das técnicas.
• PROCEDIMENTAL: Realizar uma aula prática dos estilos dos animais.
• ATITUDINAL: Esforço e respeito aos menos habilidosos.
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Figura 1 – Kung Fu Panda
Fonte: https://www.dreamstime.com/editorial-stock-image-cast-del-film-kung-fu-panda-al-giffoni-film-festival-valle-piana-salerno-italia-luglio-il-luglio-valle-piana-
image82285
ISTO ESTÁ NA REDE
O artigo “Metodologias ativas de aprendizagem: caminhos possíveis para inovação 
no ensino em saúde”, de Macedo KDS, Acosta BS, Silva EB, Souza NS, Beck CLC, 
Silva KKD (2018), apresenta experiência de docentes na utilização de MA.
ISTO ACONTECE NA PRÁTICA
Metodologias Ativas – São técnicas educacionais que fazem uso de tecnologia 
onde possam enganjar os alunos na construção de seu conhecimento
ANOTE ISSO
O artigo “AS ESTRATÉGIAS UTILIZADAS NO PROCESSO DE ENSINO E 
APRENDIZAGEM:CONCEPÇÕES DE ALUNOS E PROFESSORES DE EDUCAÇÃO 
FÍSICA”, Melo (2018), relata sobre uma investigação sobre as estratégias utilizados 
numa pesquisa com mais 180 graduados de educação física.
https://www.dreamstime.com/editorial-stock-image-cast-del-film-kung-fu-panda-al-giffoni-film-festival-valle-piana-salerno-italia-luglio-il-luglio-valle-piana-image82285
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CAPÍTULO 10
PREPARAÇÃO FÍSICA NOS 
ESPORTES DE COMBATE
Na prática de algum esporte ou esporte de combateé necessário entender que o 
fator competição de alto nível está presente constantemente.
Dessa maneira é necessário conhecer e explorar as atividades físicas nas lutas, 
suas capacidades e habilidades motoras.
Para tal o profissional de educação física deve estar atento aos conceitos básicos 
do treinamento, saber quais são as habilidades motoras necessárias para tal ação e 
como a parte emocional do praticante deve ser desenvolvida.
Nesta unidade será possível entender como os esportes de combate devem ter um 
acompanhamento objetivo e constante para que possam obter resultados expressivos.
Para tal é necessário conhecer o esporte de combate desse praticante, estar atento 
ao calendário de competições e dar prioridade as metas que serão escolhidas por 
ambos para alcançá-las.
Existem vários fatores que poderão contribuir para que esse sucesso seja atrasado 
ou haja a desistência dele: são aspectos sociais, família, dinheiro, lesões e falta de 
motivação.
10.1 Lutas e Atividades Físicas
A prática de atividade física regular, permanente e orientada é de fundamental 
importância para a manutenção da saúde, adquirindo qualidade de vida, potencializando 
a prevenção de doenças que podem surgir com a inatividade física e o sedentarismo.
Para nós profissionais da cultura corporal do movimento é necessário saber o 
conceito de sedentarismo. Para OMS (2020), o sedentário” é uma pessoa que gasta 
poucas calorias por semana com atividades do dia a dia, ocupacionais como ir ao 
trabalho, realizar serviços domésticos”.
Segundo estudos (Mota, 2010; Silva, et al, 2010) indicam para que se tenha uma 
melhor qualidade de vida é preciso conhecer a importância da atividade física regular 
e seus benefícios em relação à saúde.
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A atividade física pode ser definida como “qualquer tipo de movimento corporal 
que envolva gasto energético devido à contração muscular esquelética, ou seja, 
engloba várias atividades voluntárias, como as de lazer, ocupacionais, domésticas e 
de deslocamento” (MENDONÇA & ANJOS,2004, pag. 20).
Conforme Carvalho et al., (2021, pag.05) salientam que a Atividade Física “é 
caracterizada como qualquer movimento produzido pelo nosso corpo, onde possibilite 
contrações musculares, gerando acréscimo no gasto energético, para além dos níveis 
de repouso”.
Conforme Allsen et al. (2001) destacam outros benefícios proporcionados por um 
programa de atividade física, dentre eles estão:
• Aumento da resistência aeróbia no desempenho de tarefas específicas;
• Melhora da capacidade funcional do sistema circulatório e respiratório;
• Melhora da força e flexibilidade dos músculos e articulações;
• Reduz os riscos de lesões na região lombar;
• Desenvolve a força do sistema esquelético;
• Controla o peso e reduz a gordura corporal
• Exerce ação positiva sobre os órgãos internos;
• Retarda o processo fisiológico de envelhecimento;
• Desenvolve as capacidades físicas;
• Diminui o gasto energético e consequentemente a fadiga para tarefas específicas;
• Alivia o estresse e a tensão;
• Estimula a atividade mental e;
• Reduz o risco de doenças crônicas não transmissíveis.
 
É importante identificar que na relação sobre a intensidade na prática de Atividade 
Física, segundo Brasil (2021) que a intensidade está relacionada ao grau de esforço 
físico necessário, sendo de forma, leve, moderada e vigorosa, onde no aspecto leve, 
exige o mínimo de esforço físico, pois acarreta em menor aumento da respiração 
e batimentos cardíacos, já na moderada, tem predominância em um esforço físico 
maior, com respiração mais rápida que normalmente e tendo batimentos cardíacos 
de forma moderada e no último aspecto, que é vigorosa, exige grande esforço físico, 
com batimentos e respiração no ritmo maior que o normal, tendo em sua escala de 
percepção de esforço, leve de 1 a 4, moderada de 5 a 6 e vigorosa de 7 a 8.
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Assim podemos compreender que a prática de uma atividade física é o primeiro 
caminho para sua saúde e qualidade de vida e a porta de entrada para podermos 
desenvolver nossa modalidade de Lutas.
Figura 1 – atividade física
Fonte: https://www.pexels.com/pt-br/foto/foto-de-mulher-usando-luvas-de-boxe-vermelhas-3225889/
10.1.1 capacidades físicas
Na execução de qualquer movimento humano, é importante destacar o uso das 
capacidades físicas para sua execução. Ela é utilizada naturalmente no dia a dia de 
uma pessoa que não é atleta como é de suma importância para um atleta.
https://www.pexels.com/pt-br/foto/foto-de-mulher-usando-luvas-de-boxe-vermelhas-3225889/
https://www.pexels.com/pt-br/foto/foto-de-mulher-usando-luvas-de-boxe-vermelhas-3225889/
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Assim as capacidades físicas são “componentes do rendimento físico, são elas que 
nós utilizamos para realizar os mais diversos movimentos durante a nossa vida. São 
em um total de cinco: Resistência, Força, Flexibilidade, Potência muscular e capacidade 
aeróbia e anaeróbia”. (MARQUES & OLIVEIRA, 2001, pg. 11).
Dentro dos esportes de combate, estes consistem em ser uma “atividade intermitente 
com períodos que exigem altos níveis de força explosiva e ações de alta velocidade, 
variando de acordo com a duração do combate, que pode durar três ou cinco rodadas 
de 5 minutos, sendo este último para o nível profissional” (DEL VECCHIO; HIRATA; 
FRANCHINI, 2011; JAMES et al., 2016).
Partindo desse conhecimento as capacidades físicas necessárias, inclui a “potência 
neuromuscular e produção de força, além de qualidades anaeróbicas e aeróbicas” 
podem ser todos parâmetros importantes de atletas de alto nível neste esporte 
(CORMIE; MCGUIGAN; NEWTON; 2011; FOLLAND; WILLIAMS, 2007; GASTIN, 2001).
Outro fator importante é dito segundo Marinho (2011, pg. 12), onde os atletas 
considerados de elite nas diversas modalidades de esporte de combate apresentam 
“variadas características antropométricas, neuromusculares e fisiológicas”, que são 
diferentes de outros esportes, bem como outras variáveis como: hereditariedade, 
treinamento físico, aspectos nutricionais e outros fatores que influenciam no alto 
rendimento destes atletas.
O treinamento físico nos esportes de combate atualmente é importantíssimo, pois 
influenciará na força, flexibilidade, velocidade, explosão e resistência do atleta, bem 
como está diretamente ligado ao desenvolvimento técnico e tático. Sem uma “condição 
física apropriada, o atleta apresentará dificuldades em realizar os movimentos técnicos 
e táticos necessários, e isso influenciará diretamente no resultado de suas lutas. 
“(FALKENBACH; TONET, 2009, pg. 13).
Você como profissional de educação física, seja como técnico ou preparador físico, 
é necessário que o seu treinamento se baseie em aspectos específicos, cujos sistemas 
energéticos e capacidades físicas predominantes são preconizadas. Alguns desses 
aspectos serão estudados a seguir:
 
FORÇA
A força é definida como a” habilidade do sistema neuromuscular de produzir força 
contra uma resistência externa e é considerada a principal qualidade de treinamento 
de muitos esportes” (STONE et al., 2002, pg. 16).
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Na maioria dos esportes de combate, esta capacidade é sintetizada como força 
máxima, que representa a maior aplicação de força durante uma única ação de esforço 
máximo.
Lembre-se que um aumento positivo nessa capacidade melhora o desempenho e 
a prevenção de lesões que ocorrem nos confrontos e nos treinamentos.
Figura 2 – Força
Fonte: https://www.pexels.com/pt-br/foto/foto-do-homem-levantando-barra-1552106/
https://www.pexels.com/pt-br/foto/foto-do-homem-levantando-barra-1552106/https://www.pexels.com/pt-br/foto/foto-do-homem-levantando-barra-1552106/
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POTÊNCIA NEUROMUSCULAR
É uma qualidade que define competidores superiores em esportes de contato de 
alta intensidade intermitente sob uma escala de condições de carga. Nesse contexto, 
a potência máxima é “definida como o produto da força e da velocidade gerada pelo 
sistema neuromuscular durante uma única contração muscular de esforço máximo 
“(BAKER; NEWTON, 2008; HANSEN et al., 2011, pg. 19).
Esta qualidade é expressa quando uma ação é aplicada com a intenção de mover-
se explosivamente e, portanto, também pode contribuir para muitas técnicas dentro 
dos esportes de combate. “A potência máxima neuromuscular pode ser relatada e 
quantificada usando um número de métodos, cada um com diferentes graus de validade. 
O maior valor instantâneo de potência alcançado durante uma ação é considerado 
pico” (DEL VECCHIO; HIRATA; FRANCHINI, 2011; FIELDING et al., 2002, pg. 22).
CAPACIDADES ANAERÓBIAS
Aqui é necessário salientar o conhecimento do esporte de combate do qual auxiliará 
na preparação física, todos eles são divididos por tempo de duração em combates 
únicos ou em vários rounds.
Tal “atividade intermitente requer a contribuição de todos os principais sistemas 
metabólicos, particularmente a via de glicólise anaeróbia” (BUCHHEIT; LAURSEN, 2013, 
pg. 19).
Nos esportes de combate, em algum momento pode existir na execução de 
movimentos de curta duração, como em ataques para nocaute ou esquiva, que duram 
poucos segundos, o sistema que fornecerá a energia é o ATPfosfocreatina.
No caso quando a intensidade será muito elevada, segundo Teodoro (2013, pg.)
em um período muito curto, até que os fosfatos de alta energia sejam 
ressintetizados, a energia necessária para que o atleta continue o 
combate é proveniente da glicólise da glicogenólise, as quais têm 
como produto resultante a formação de lactato. Uma vez que a 
musculatura de todo o corpo é exigida ao máximo, isso pode gerar 
um acúmulo nos níveis de lactato devido ao excesso de utilização 
da via anaeróbica.
CAPACIDADE AERÓBIAS
Uma das mais importantes que regem o desempenho de um atleta é o seu nível de 
resistência cardiorrespiratória. A resistência cardiorrespiratória envolve a capacidade de 
sustentar o exercício prolongado envolvendo o sistema cardiovascular e respiratório.
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O VO2max é amplamente utilizado por pesquisadores para indicar o nível de 
capacidade funcional cardiovascular de um atleta. É definido como a” maior quantidade 
de oxigênio que um indivíduo pode utilizar durante um exercício de intensidade crescente” 
(JAMES et al., 2016, pg. 33).
 
Figura 3 – Aeróbia
Fonte: https://www.pexels.com/pt-br/foto/exercicio-praticando-atividade-fisica-academia-de-ginastica-ginastica-11175793/
https://www.pexels.com/pt-br/foto/exercicio-praticando-atividade-fisica-academia-de-ginastica-ginastica-11175793/
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Segundo Teodoro (2013, pg. 37) nos esportes de características intermitentes:
 
A resistência aeróbia é considerada uma capacidade de apoio, pois 
é desenvolvida no processo de treinamento de forma indireta, tendo 
como principal objetivo acelerar o processo de recuperação entre os 
exercícios, uma vez que este metabolismo é importante para a remoção 
e diminuição do acúmulo de lactato. Logo, atletas que apresentarem 
elevada capacidade aeróbica tendem a possuir menos concentrações 
de lactato sanguíneo em todos os tipos de atividade.
 
FLEXIBILIDADE
Ao desenvolver esta capacidade, o atleta aumentará a qualidade e a quantidade 
dos movimentos, bem como melhora a postura corporal e diminui os riscos de lesões 
durante o combate.
Segundo vários autores como Araújo (2008), Dantas (2003) e James et al. (2016), 
flexibilidade é:
 
Sua definição pode ser dada como execução voluntária de um 
movimento de amplitude máxima de uma ou mais articulações, 
dentro de limites que não permitam o risco de provocar lesões. Esta 
pode ser influenciada por fatores intrínsecos como idade, gênero, 
tonicidade muscular e padrões de exercício físico regular, e por fatores 
extrínsecos como aquecimento, hora do dia e condições do ambiente.
Vale salientar que entre as capacidades citadas, não é possível estabelecer qual delas 
é mais importante para o atleta. As capacidades a serem aplicadas no treinamento 
de um atleta vão depender da estratégia de luta que será adotada no seu esporte de 
combate.
10.1.1.1 Habilidades
A habilidade motora é considerada um avaliador de desempenho. Poderá existir 
uma aproximação com outros termos, como: padrão de movimento, aprendizagem 
motora e desenvolvimento motor.
As habilidades motoras “são caracterizadas como ações com movimentos voluntários 
do corpo, aprendidas e orientadas para alcançar uma meta” (MAGILL, 2000, pg. 12).
“As habilidades motoras também podem ser amplamente afetadas pela experiência” 
(HADDERS-ALGRA, 2010)⁠, por fatores ambientais que podem alterar aspectos motores 
durante o processo de desenvolvimento (GALLAHUE; OZMUN; GOODWAY, 2013).
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Figura - habilidades
Fonte: https://www.pexels.com/pt-br/foto/homem-pulando-alto-enquanto-posa-1701197/
 
Segundo Akbari et al, 2009; Eather et al, 2018, pg. 34):
O domínio das habilidades motoras fundamentais é essencial para o 
desenvolvimento motor. Essas habilidades irão compor o repertório 
motor da criança e servirão como base para o desenvolvimento de 
habilidades motoras especializadas, momento em que as habilidades 
motoras fundamentais são refinadas e combinadas para a realização 
de movimentos complexos, em atividades do cotidiano ou esportivas.
https://www.pexels.com/pt-br/foto/homem-pulando-alto-enquanto-posa-1701197/
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Assim é necessário que haja um desenvolvimento no processo para adquirir essas 
habilidades, que segundo Gallahue, Ozmun e Goodway (2013, pg. 22):
São apresentados no modelo de desenvolvimento motor no formato 
de uma ampulheta, onde organizam o processo de desenvolvimento 
em fases que são compostas por estágios. De acordo com esses 
autores as fases do desenvolvimento motor são: fase do movimento 
reflexo, do movimento rudimentar, do movimento fundamental e do 
movimento especializado, essas fases são organizadas de acordo 
com uma faixa etária aproximada de desenvolvimento do indivíduo.
Existem dois tipos de habilidades que são necessárias para o movimento, as 
“habilidades motoras fundamentais são compostas por habilidades de locomoção 
(correr, saltar, rolar), de estabilidade (equilibrar-se sobre uma perna ou sobre uma 
barra de equilíbrio) e de manipulação (arremessar, chutar, pegar)” (GALLAHUE; OZMUN; 
GOODWAY, 2013; RUDD et al., 2015, pg. 32).
E as habilidades especializadas são a extensão, o desenvolvimento específico 
para algum tipo de esporte e sua especialização no movimento desejado. Para tal é 
necessário que o indivíduo tenha vivenciado e dominado as habilidades fundamentais.
Podemos identificar que as habilidades motoras envolvidas nos diferentes 
movimentos que compõem as variadas modalidades esportivas são justificadas porque 
poderiam definir a priori as chances de sucesso em desempenhos motores futuros 
(Tani, 2002).
Segundo Gallahue (2002, pg. 666), o movimento, com base em seus aspectos 
temporais pode serclassificado como: discreto, em série ou contínuo.
Movimento discreto, também chamado de habilidade motora discreta, 
é aquele que apresenta um começo e fim definidos. Fazem parte 
desta habilidade atividades como ligar e desligar interruptores de 
luz, acionar o freio de um carro ou pressionar as teclas de um piano. 
Cada uma das citadas atividades requer um movimento que começa 
e termina em posições definidas. O movimento em série, ou habilidade 
motora serial, compreende o desempenho de um movimento 
simples e discreto repetido diversas e sucessivas vezes de forma 
rápida. Um drible no basquete, ou tocar piano podem ser exemplos 
desta habilidade. Já os movimentos contínuos são compostos por 
movimentos repetitivos. Podemos citar habilidades como utilizar o 
“mouse” para desenhar, a natação e o ciclismo como exemplos.
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Com relação aos aspectos ambientais do movimento classificamos as tarefas 
motoras de abertas ou fechadas. Schmidt & Wrisberg (2001, p. 22-23):
explicam que habilidade aberta é aquela “[...] executada em ambiente 
previsível ou que está em movimento e que requer que as pessoas 
adaptem seus movimentos em resposta às propriedades dinâmicas 
do ambiente”. Por não existir um padrão de movimentação e a criança 
realizar movimentos súbitos em diversas direções, poderíamos dizer 
que o jogo de “pega-pega” é um exemplo desta atividade aberta. 
A atividade fechada é “Uma habilidade executada em ambiente 
previsível ou parado e que permite que as pessoas planejem seus 
movimentos com antecedência”. Nesta atividade fechada, portanto, 
quem executa determina quando iniciará a ação, como acontece 
quando um indivíduo lança uma flecha em um alvo estático.
Podemos analisar que os Esportes de combates têm suas habilidades de aspectos 
temporal as habilidades discretas e série pois tem início e fim, e são repetidas várias 
vezes na luta, e transitam nas habilidades ambientais fechadas pois a luta em si é 
totalmente imprevisível.
A seguir apresentaremos em nossa visão, quais deveriam ser desenvolvidas nos 
esportes de combate as habilidades, são elas:
• Controle do grau de velocidade: aplicação de golpes, arremessos, aplicação 
de contragolpes, desequilíbrios, deslocamentos, travar (formas de inviabilizar 
ataque adversário com posicionamentos desfavoráveis).
• Coordenação multimembros: aplicação de diversos golpes. (trabalhar soco e 
o chute).
• Destreza manual: aplicação de formas de golpes. (formas de agarre, projeção, 
variações de ângulos de socos e chutes)
• Equilíbrio dinâmico: “timing de golpe” (movimento, esquivas, deslocamentos).
• Equilíbrio estático: posicionamento corporal (para quando há ou não tenha 
contato com adversário).
• Estabilidade de mão e braço (tipo de pegada, tipo de soco, segurar o adversário).
• Orientação de resposta: aplicação de contragolpes, “timing de golpe”.
• Precisão de controle: “timing de golpe”, precisão de golpe (encaixe de arremesso, 
de golpes e uso de deslocamentos).
• Tempo de reação: aplicação de golpes, aplicação de contragolpes, travar. - 
Velocidade de movimento de braço (preparações de golpes, disputas de pegada, 
socos e chutes).
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ISTO ESTÁ NA REDE
Existem as capacidades condicionais são internas do organismo e são 
determinadas pela genética e as capacidades coordenativas estão ligadas para a 
ação do movimento com eficácia.
ISTO ACONTECE NA PRÁTICA
Caso queira realizar uma avaliação motora, sugerimos O TGMD-2 consiste em 
uma avaliação normativa das habilidades motoras globais consideradas comuns, é 
composto por doze habilidades motoras fundamentais, divididas em dois subtestes 
específicos: habilidades de locomoção e habilidades de controle de objetos.
ANOTE ISSO
Assistam este vídeo sobre habilidades motoras.
https://youtu.be/A-Kp849kqh4?si=xYDVnA4j7udMd3SD
https://youtu.be/A-Kp849kqh4?si=xYDVnA4j7udMd3SD
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CAPÍTULO 11
USO DA PLIOMETRIA EM 
ESPORTES DE COMBATES
Nesta unidade apresentaremos um tipo de treino chamado Pliometria, que é muito 
utilizado e forma dentro dos esportes de combate para alcançar resultados positivos.
Mas antes é necessário conhecer bem os princípios do treinamento e principalmente 
o que força e força resistida.
Esperamos que possam aprender e desenvolver esta metodologia que ajudará seus 
alunos no treino da academia e nas competições que ele irá participar.
11.1 Princípios do treinamento físico
Aqui vamos direcionar algumas definições do treinamento esportivo, que pode ser 
entendido como sendo o processo de adaptação a estímulos externos, racionalmente 
organizados para alcançar um objetivo concretamente definido. De forma geral, esse 
objetivo está relacionado com o aumento do rendimento. Vejamos, a seguir, algumas 
definições de autores consagrados sobre treinamento esportivo.
Conforme Bompa (2002, p. 15), é a: “[...] atividade sistemática de longa duração 
graduada e progressiva a nível individual, com o objetivo de preparar as funções 
humanas psicológicas e fisiológicas”.
Para Samulski (2009, p. 45), é: “[...] uma capacitação individual e social através da 
otimização dos processos educacionais”.
Já Issurin (2010, p. 2) diz que é: [...] um processo sequencial de diferentes unidades 
de treinamento ao qual os atletas devem ser submetidos com o objetivo de alcançar 
seus estados desejáveis de desempenho e resultados.
Segundo Matveev (1986, p. 117), é o: “Processo pedagógico pertencente à Educação 
Física que visa diretamente o alcance de resultados desportivos superiores”.
Smith (2003), p. 1 define o “treinamento esportivo como um processo que envolve 
exercícios repetidos designados para induzir automação na execução de habilidades 
motoras e desenvolver funcionalidades estruturais, metabólicas e mentais, que levam 
ao aumento do desempenho”.
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Por fim, Barbanti (1997, p.18) diz que é: “[...] um conjunto de normas organizadas 
que visam ao desenvolvimento e ao aperfeiçoamento individual, com o objetivo de 
aumentar os rendimentos físico, psicológico e cognitivo”.
Para realizar o treinamento, o professor de educação física, ou treinador, deve utilizar 
princípios que serão norteadores do planejamento, da execução, da consolidação e 
do controle da preparação do treino do atleta ou da equipe.
O treinamento já é aceito há algum tempo como ciência, e tem sua posição científica 
reforçada com referências consideradas essenciais para todos que buscam o alto 
rendimento.
Agora, abordaremos os sete princípios científicos de Treinamento Desportivo, que 
são: o Princípio Científico da Individualidade Biológica; o Princípio da Adaptação; o 
Princípio da Síndrome Geral da Adaptação (SAG); o Princípio da Sobrecarga; o Princípio 
da Continuidade; o Princípio da Reversibilidade; o Princípio da Interdependência Volume-
Intensidade; e o Princípio da Especificidade (TUBINO, 1979; FERNANDES, 1994; AOKI, 
2002).
 
• Princípio da Adaptação:
Quando o organismo está adaptado, há um equilíbrio entre os processos de 
síntese e degradação, enquanto não sejam interrompidas as exigências normais. Isto 
quer dizer que cada organismo, quando se encontra adaptado, está num equilíbrio 
dinâmico denominado homeostase. Se a homeostase é interrompida por um estímulo, 
o organismo procurará restabelecer o equilíbrio. Caso esse estímulo seja muito forte, 
o que degenera o organismo total ou parcialmente, a homeostase se interrompe 
pelo domínio dos processos degenerativos e exige como resposta um aumento dos 
processos constitutivos. Se a homeostase provoca um aumento do nível de ressíntese, 
deverão ser relacionadascargas consecutivas de treinamento, para que ocorra uma 
estabilização dos processos anabólicos. A ressíntese tem como objetivo proteger a 
estrutura de um esgotamento excessivo da sua capacidade quando o organismo volta a 
experimentar um novo estímulo. Quando a carga de treinamento não produz alterações 
significativas da homeostase, é necessário aumentar a carga de trabalho de maneira 
uniforme ou descontinuamente progressiva. Entretanto, a redução da carga em certas 
ocasiões é também um fator importantíssimo para o aumento do rendimento, pois 
há momentos em que o organismo cansado já não assimila mais o trabalho. Desse 
modo, é necessário diminuir a carga de forma descontínua e durante pouco tempo, 
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o que melhora o rendimento; caso contrário, poderá ocorrer uma perda funcional do 
sistema devido a uma sobrecarga.
 
• Princípio da Síndrome Geral de Adaptação (SGA):
Segundo Selye (1956 apud TUBINO, 1979) e de acordo com Hernandes Jr. (2002), é 
a reação do organismo frente aos estímulos que provoca adaptações ou danos a ele, 
sendo que esses estímulos são denominados agentes estressores ou estressantes. 
Há três fases de SGA:
• Fase de Alarme: é a aplicação das sobrecargas no organismo. É caracterizada 
pelo desconforto, dividido em choque e contrachoque. O choque é a resposta 
inicial do organismo a estímulos aos quais ele não está adaptado, provocando 
a diminuição da pressão sanguínea. O contrachoque é o inverso, ocorrendo o 
aumento da pressão sanguínea.
• Fase da Resistência: é a fase de adaptação na qual há o desenvolvimento 
adequado dos canais específicos de defesa, sendo esta etapa caracterizada 
pela dor e pela ação do organismo resistindo ao agente estressante inicial. Isto 
é, ocorre quando o organismo busca a adaptação para resistir às demandas 
impostas pelo estímulo. É a fase que mais interessa ao treinamento desportivo.
• Fase de Exaustão: é aquela em que as reações se disseminam, em consequência 
da saturação dos canais apropriados de defesa, tendo como característica a 
presença do colapso, podendo chegar até a morte. Isso ocorre quando o estímulo 
persiste além da capacidade de recuperação do organismo; ele terá suas reservas 
diminuídas e consequentemente entrará em estresse.
• Princípio da Sobrecarga:
Para que o treinamento gere aumento da performance é preciso que exponhamos 
o organismo a estímulos maiores que os normalmente encontrados, ou seja, sempre 
que o estímulo se estabilizar o organismo também estabilizará a resposta. Isso 
não significa que devemos sempre treinar mais e mais forte, pois caso isso ocorra, 
esgotaremos a capacidade de o organismo responder aos estímulos e adentraremos 
a síndrome do estresse de treinamento (HERNANDES JR., 2002). Segundo Fernandes 
(1994) e Hernandes Jr. (2002), para adaptar o organismo ao novo esforço, se deve 
primeiramente selecionar a carga (intensidade) do trabalho, e o estímulo deve ter uma 
curta duração para provocar a supercompensação. Além da intensidade, a adaptação 
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também depende do volume. Para manter a intensidade da carga, é necessário que o 
volume tenha uma duração adequada, através do maior número de repetições. Para 
que ocorra a supercompensação é fundamental que se escolha a carga adequada 
de trabalho, com uma correta fase de recuperação, estabelecendo uma boa relação 
entre volume, intensidade e recuperação. Dessa forma, para que haja uma progressão 
da carga de trabalho, a ordem normalmente utilizada é: aumento da frequência de 
treinamento, aumento do volume da carga e aumento da intensidade da carga.
 
• Princípio da Continuidade:
Para que o treinamento tenha resultados positivos e provoque alterações fisiológicas, 
nas quais a performance adquirida seja otimizada, é necessário que haja um treinamento 
contínuo, sem interrupções. Contudo, se sabe que a condição atlética de um atleta só 
pode ser conseguida após alguns anos seguidos de efetivo treinamento. Este princípio 
compreende que o treinamento que está sendo aplicado em uma sistematização 
de trabalho não permite uma quebra de continuidade, ou seja, considerando um 
tempo maior, o princípio da continuidade é aquele que não admite interrupções 
durante esse período. Quando se analisa um atleta de alto nível, é fácil constatar 
que este possui uma imensa bagagem, contendo vários processos de treinamento 
sem as indesejáveis paralisações. Caso ocorram interrupções ao treinamento, ou se 
trabalhe com sobrecargas extremamente leves por longos períodos, a capacidade 
de performance diminuirá, afetando, assim, a qualidade do treinamento aplicado. O 
uso de uma mesma carga pelo simples fato de ela ter alterado a homeostase pode 
não ser o suficiente para produzir o mesmo efeito na sessão seguinte. Portanto, o 
mais apropriado é organizar sessões de treinamento com cargas que sempre levem 
a supercompensação através de um treinamento contínuo. Uma vez que não houve 
supercompensação, é sinal de que houve adaptação pela continuidade da carga, e 
então é necessário alterar a carga, para provocar novos processos de adaptação 
(TUBINO, 1979; FERNANDES, 1994; HERNANDES JR., 2002).
• Princípio da Reversibilidade:
Quando se para de treinar, quase todas ou senão todas as adaptações conseguidas 
ao longo de muito treinamento são em questão de semanas revertidas, reduzidas a 
níveis iniciais. Dentro de alguns meses de total sedentarismo todas as adaptações 
conseguidas são perdidas por completo. Por isso é muito importante conscientizar o 
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atleta que durante seu período de férias (transição) continue a realizar algum tipo de 
atividade física, não necessariamente o esporte que se pratica, mas alguma outra que 
o mantenha ativo. Normalmente os atletas querem ficar distantes de qualquer tipo de 
atividade física nas férias, por isso cabe à comissão técnica instruir seu atleta para 
que este tenha consciência que a prática de exercícios físicos nas férias é benéficas e 
mantém a performance, condição física adquirida ao longo da temporada (AOKI, 2002).
• Princípio da Interdependência Volume-Intensidade:
O êxito dos atletas de alto rendimento, independente da modalidade esportiva, 
está sempre referenciado a uma grande quantidade (volume) e uma alta qualificação 
(intensidade) no trabalho, apenas se informando que a estimulação predominante 
dessas duas variáveis (volume e intensidade) deverá estar sempre adequada às fases 
de treinamento e terá que seguir uma orientação de interdependência entre si (TUBINO, 
1979). Em outras palavras, isso quer dizer que qualquer incremento de volume implicará 
em modificações na estimulação da intensidade, e o contrário é verdadeiro. Na maioria 
das vezes, o aumento dos estímulos de uma dessas duas variáveis é acompanhado 
pela diminuição da abordagem de treinamento do outro, ou seja, aumenta o volume, 
reduz a intensidade e vice-versa.
• Princípio da Especificidade:
Defende a ideia de que se deve selecionar esforços que tenham como fonte 
energética a mesma atividade, para que, assim, desenvolvamos positivamente o nível 
de performance, ou seja, realizar treinos físicos que sejam semelhantes ao esporte 
praticado. Além da fonte energética, devemos analisar ainda a especificidade do gesto 
motor dos esforços escolhidos para os gestos motores da atividade em questão. A 
especificidade do treinamento é que determina a transferência ou não da performance 
do exercício à atividade que desempenharemos. Há duas possibilidades: a transferência 
positiva, quando o exercício proposto aumenta a performance da atividade alvo; e a 
transferência negativa, quando o exercício proposto diminui ou prejudica a performance 
da atividade alvo (HERNANDES,JR., 2002).
Nenhum dos princípios é mais importante ou eficaz que o outro, pois o ideal é 
que haja um equilíbrio entre todos. Entretanto, é possível que em um determinado 
momento um dos princípios tenha mais peso que o outro.
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Veremos, a seguir, cada um desses princípios para uma melhor compreensão de 
cada um deles. São eles, conforme Tubino (1979) e Hernandes Jr. (2002):
Figura 1 – Princípio da sobrecarga
Fonte: https://www.pexels.com/pt-br/foto/atleta-esportista-jogador-atletico-4162454/
11.1.1 Treino de força ou resistido
O treinamento de força (TF) é “estabelecido como um método eficaz para o 
desenvolvimento da aptidão musculoesquelética, melhoria da saúde, aptidão física 
https://www.pexels.com/pt-br/foto/atleta-esportista-jogador-atletico-4162454/
https://www.pexels.com/pt-br/foto/atleta-esportista-jogador-atletico-4162454/
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e qualidade de vida” (ACSM, 2009; Phillips e Winet, 2010; Cornelissen et al., 2011; 
Gordon et al., 2009; Magyari e Churilla, 2012; Brigato et al., 2018; Zaroni et al., 2018).
Para Franchini e Bacurau (2011, pag. 14), esportes de combate que apresentam 
característica de reação às ações do oponente, são classificados como “intermitentes, 
ou seja, que variam quanto à duração total, intensidade com que são realizados, 
tempo de intervalo entre as ações e a intensidade do exercício realizado entre as 
ações decisivas dos combates.”
Figura 2 – treinamento
Fonte: https://www.pexels.com/pt-br/foto/homem-carregando-barbo-791763/
Em competições de alto nível, nas quais o desenvolvimento técnico-tático dos 
atletas é bastante equivalente, a importância de preparação física adequada” torna-
se ainda mais evidente, e pequenas alterações, em qualquer variável que influencie o 
desempenho, podem determinar o resultado final de uma luta ou competição. (ARTIOLI 
et al., 2007, pag.17).
O treinamento de força é praticado por um grande número de pessoas e com 
diversas finalidades. A maior parte das pessoas que o utiliza está interessada em 
ganho de força e massa muscular, com concomitante perda de gordura corporal; além 
disso, espera que essas adaptações proporcionem melhora no desempenho físico e 
nas atividades da vida diária.
https://www.pexels.com/pt-br/foto/homem-carregando-barbo-791763/
https://www.pexels.com/pt-br/foto/homem-carregando-barbo-791763/
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Desta forma o treinamento de força (TF) refere-se a uma intervenção em que 
os praticantes submetem um músculo ou grupos musculares a uma resistência 
externa (Esco, 2013), com o objetivo de aumentar a força, potência, hipertrofia e 
desempenho motor (Westcott, 2009; Mynarski et al., 2014), através de uma variedade 
de manifestações, como treinamento com pesos livres, aparelhos de musculação, 
peso corporal, entre outros (Rhodes et al., 2017).
Existe uma série de variáveis que possibilitam periodizar o treinamento de força, 
dentre elas se destacam:
 
O tipo de ação muscular (isométrica, concêntrica e excêntrica), a 
seleção de exercícios, os métodos de treino, a intensidade (geralmente 
relacionada a uma porcentagem da carga máxima), o volume 
(normalmente atribuído ao número total de repetições), o intervalo 
(que seria a duração das pausas entre as séries), a velocidade de 
execução (fundamental para o direcionamento do treino de potência 
muscular) e a frequência (que representa o número de sessões dentro 
de um período) (KREMER et. Al. ,2002, pag. 23).
 
Ao formular treinamentos é necessário planejar de forma racional, junto com as 
inúmeras competições, que as vezes são classificatórias. Esse problema é o principal 
combustível para que novas formas de estruturar o treinamento de alto nível sejam 
concebidas, pois a tendência, cada vez mais, é recorrer à utilização de um ou outro 
sistema (RAPOSO, 1989).
Atualmente, existe o esforço dos cientistas do exercício em gerar dados válidos e 
confiáveis e coletados em situações cada vez mais específicas da modalidade. Como 
exemplo, podemos citar o uso de sensores para determinar com exatidão a velocidade 
de um futebolista no campo, de chuteira; ou mesmo o uso de espirometria em atletas 
de Judô/Taekwondo/Jiu Jitsu, para determinar o consumo de oxigênio de diferentes 
técnicas ou em uma simulação de combate. 
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Figura 3 – Testes
Fonte: https://www.google.com.br/search?q=teste+de+impuls%C3%A3o+de+for%C3%A7a+na+plataforma&sca_
esv=584578743&tbm=isch&source=lnms&sa=X&ved=2ahUKEwjR3NuY3deCAxWlpZUCHd_RCQwQ_AUoAnoECAIQBA&biw=1366&bih=651&dpr=1#imgrc=0K-r--
Q6eBLmfM
11.1.1.1 Pliometria
O termo treinamento pliométrico busca descrever exercícios que têm como objetivos 
utilizar e valorizar o ciclo alongamento-encurtamento (CAE), visando maximizar a 
produção de força ou melhorar a performance esportiva (CHMIELEWSKI, et al., 2006).
Este método de treinamento físico é utilizado especialmente para o desenvolvimento 
da força explosiva em diversas modalidades esportivas que envolvem os membros 
inferiores (WEINECK, 2003). Elliot e Mester (2000), afirmam que esta é uma forma de 
https://www.google.com.br/search?q=teste+de+impuls%C3%A3o+de+for%C3%A7a+na+plataforma&sca_esv=584578743&tbm=isch&source=lnms&sa=X&ved=2ahUKEwjR3NuY3deCAxWlpZUCHd_RCQwQ_AUoAnoECAIQBA&biw=1366&bih=651&dpr=1#imgrc=0K-r--Q6eBLmfM
https://www.google.com.br/search?q=teste+de+impuls%C3%A3o+de+for%C3%A7a+na+plataforma&sca_esv=584578743&tbm=isch&source=lnms&sa=X&ved=2ahUKEwjR3NuY3deCAxWlpZUCHd_RCQwQ_AUoAnoECAIQBA&biw=1366&bih=651&dpr=1#imgrc=0K-r--Q6eBLmfM
https://www.google.com.br/search?q=teste+de+impuls%C3%A3o+de+for%C3%A7a+na+plataforma&sca_esv=584578743&tbm=isch&source=lnms&sa=X&ved=2ahUKEwjR3NuY3deCAxWlpZUCHd_RCQwQ_AUoAnoECAIQBA&biw=1366&bih=651&dpr=1#imgrc=0K-r--Q6eBLmfM
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treinamento vital para esportes que utilizam a potência com elevadas cargas externas 
a serem aceleradas.
O termo pliometria deriva do grego – Plethyein – que significa plio (aumentar) 
emetria (medida), ou seja, a busca na obtenção das maiores distâncias possível do 
salto. Este método teve sua origem na URSS na década de 60 e foi amplamente 
difundido a partir dos estudos publicados de (POPOV, 1967 e VERKHOCHANSKI, 1968 
apud BARBANTI,2004.)
Conforme Gomes (2002, pag. 04) descreve que os exercícios pliométricos são 
definidos como:
 
Aqueles que ativam o ciclo excêntrico-concêntrico com o propósito 
de alongar-encurtar ou também de contra movimento que seria a 
capacidade de reação do sistema neuromuscular de armazenar 
energia elástica durante o pré-alongamento, para que esta seja 
utilizada durante a fase concêntrica do movimento. Sendo assim 
podemos relatar que este método de treinamento é baseado no uso 
do ciclo alongamento-encurtamento (CAE) cujo componente elástico 
de um determinado grupo muscular ao ser precedido por uma ação 
excêntrica na ação concêntrica resultante de uma força maior.
A pliometria é conhecida por desenvolver potência muscular em atletas, essa potência 
representa o componente principal da boa forma física, que pode ser o parâmetro 
mais representativo do sucesso nos esportes que requerem força rápida e extrema. 
Assim ela é usada para melhorar a força de saída e aumentar a habilidade de produzir 
força explosiva em decorrência dos estímulos aosmúsculos, fazendo-os realizar mais 
trabalho em menor tempo em decorrência das adaptações e otimização de todos os 
processos neuromusculares.
O princípio biomecânico envolve a velocidade de contração da musculatura agonista 
e relaxamento da antagonista, procurando reduzir ao máximo o tempo de ação entre 
elas queiram agir imediatamente de forma contrária. Para entendermos melhor o 
mecanismo pliométricos, faz-se necessária a compreensão da propriocepção.
Os proprioceptores se localizam profundamente nos músculos (receptores), 
aponeuroses, tendões, ligamentos, articulações e no labirinto, cuja função reflexa é 
locomotora ou postural.
Os proprioceptores são essenciais para informar ao nosso cérebro a noção de posição 
dos membros, que por sua vez traz determinada informações de posicionamento 
corporal, tornando essencial no controle dos movimentos (BALSHAW et al. 2016).
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Conforme Dantas et.al. (2011) detalha os exercícios pliométricos nas figuras 7:
1ª fase - Amortização: ao deixar o corpo “cair” de uma altura “h” o atleta gera uma 
contração excêntrica que estimula o fuso muscular.
2ª fase - Estabilização: essa fase é muito curta - desencadeia-se o reflexo miotático, 
ocasionado pelo estímulo sofrido pelo fuso muscular, preparando a impulsão
3ª fase - Suplementação: ao movimento de extensão de pernas iniciado pelas fibras 
intrafusais, se soma à impulsão comandada pela vontade do atleta, gerando uma 
força de impulsão resultante da soma das duas contrações.
 
Durante a 2ª fase, o estímulo sobre o mecanismo de propriocepção do fuso muscular 
induz o reflexo miotático e provoca a contração dos músculos que volitivamente o 
praticante precisa contrair para executar o salto da 3ª fase. Por este motivo não deve 
haver solução de continuidade entre as três fases do exercício pliométricos. 
Figura 4 – Fases do Salto profundo.
Fonte: DANTAS, E.H.M. PLIOMETRIA: PRINCÍPIOS CIENTÍFICOSE APLICAÇÃO PRÁTICA, 2011).
Podemos observar exemplos de pliometria aplicados em diversas modalidades. No 
caso específico das modalidades de combate podem existir adaptações, desde que 
respeitados os princípios gerais:
a) Número de repetições: Iniciante – 80 a 100; Intermediário – 100 a 120; Avançado 
–120 a 140
b) Frequência dos treinos: entre 48 e 72 horas de intervalo entre as sessões;
c) Incluir no máximo 3 sessões semanais;
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d) Intervalo de descanso: 1x10 – se uma série durar 40 segundos, deve-se descansar 
400 segundos.
No caso das modalidades de combate, que possuem características variadas, alguns 
exercícios devem ser diferenciados, buscando enfatizar a especificidade do esporte, 
como por exemplo:
• Boxe – o saltar corda e os jabs são um tipo de pliometria;
• Karatê, Kung-fu e Taekwondo – saltos profundos; saltos laterais sobre pequenas 
barreiras; saltos com uma das pernas e chutes no ar; flexões de cotovelo com 
abandono do solo batendo palmas antes de retornar ao solo;
• Judô, Jiu-Jitsu, Muay Thai – utilização de medicineball com lançamentos e 
recepção na posição ajoelhado, com giro do tronco na recepção e lançamento, 
apanhando a bola na parte de trás, girando e lançando pelo outro lado.
ISTO ESTÁ NA REDE
Vale a pena ver este vídeo sobre treino de força, para entender um pouco melhor.
https://youtu.be/MSiPOg--BHw?si=ULwqjDvTI7XJRkR8
ISTO ACONTECE NA PRÁTICA
Deixo aqui um vídeo para melhor entendimento sobre os princípios do treinamento.
https://youtu.be/ANRl9vs1LKg?si=VrisnYNk6XWGH5Fb
ANOTE ISSO
Abaixo apresentaremos um vídeo para que vocês alunos possam ter um 
entendimento melhor sobre a pliometria e como deve ser executada corretamente.
 
https://youtu.be/xSXh7-VsR8s
https://youtu.be/MSiPOg--BHw?si=ULwqjDvTI7XJRkR8
https://youtu.be/ANRl9vs1LKg?si=VrisnYNk6XWGH5Fb
https://youtu.be/xSXh7-VsR8s
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CAPÍTULO 12
PROPOSTA DE ATIVIDADES 
COM JOGOS NAS LUTAS
Sabe-se que podemos considerar a eficácia dos jogos como instrumento pedagógico 
para as aulas da unidade temática Lutas, como citadas no tópico acima, percebemos 
a necessidade de, nesse momento, realizar um aprofundamento voltado a uma classe 
de jogos, especificamente os jogos de oposição.
Nesta unidade veremos a possibilidades do uso do jogo nas aulas de educação física, 
escolar, nas aulas de prática das lutas nas academias e nos esportes de competição 
como forma de alternativa não só da técnica, mas sim do desenvolvimento significativo 
da aprendizagem que pode ocorrer.
Assim o jogo satisfaz uma necessidade do ser humano em especial à de ação e a 
do prazer. O jogo como conteúdo nas aulas de Educação Física deve possibilitar um 
maior repertório de movimentos corporais e estimular o cognitivo, por proporcionar 
às crianças situações de tomada de decisões rápidas e resoluções de problemas 
criados durante a atividade. Este deve ser usado na Educação Física como estratégia 
para se estimular um aprendizado significativo e pertinente ao cotidiano dos alunos.
12.1 Conceito sobre o Universo lúdico de aprendizagem
O universo lúdico é o ambiente onde algumas variáveis tem um papel muito importante 
em desenvolver o que podemos chamar de aprender com prazer de forma a dar um 
significado de contemplação de alegria.
São compostos por 04 elementos: Jogo, brincadeira, brinquedo e ludicidade.
A palavra “jogo”, de acordo com o dicionário eletrônico de Língua Portuguesa Infopédia, 
apresenta diferentes definições dentre elas a de “atividade lúdica ou competitiva em 
que há regras estabelecidas em que os participantes se opõem, pretendendo cada 
um ganhar ou conseguir melhor resultado que o outro.” 
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Figura 1 – Jogo
Fonte: https://www.pexels.com/pt-br/foto/inteligencia-artificial-realidade-aumentada-dispositivos-aparelhos-8728561/
Na atualidade, a concepção sobre o papel do jogo não sofreu modificações. Continua 
sendo visto como uma atividade de passa tempo, sem uma contribuição social relevante. 
Corroborando com essa idéia, Bemvenuti (2009, p.30) constata que ainda hoje:
 
O jogo habita o espaço do contemporâneo com brincadeiras 
tradicionais, competições esportivas, jogos on line, jogos de linguagem, 
jogos lógico-matemáticos, jogos de azar entre outros, sempre com 
noção de não sério, de passatempo [...] uma ótima atividade para 
ocupar o tempo a fim de que o sujeito não faça outra coisa pior.
 
https://www.pexels.com/pt-br/foto/inteligencia-artificial-realidade-aumentada-dispositivos-aparelhos-8728561/
https://www.pexels.com/pt-br/foto/inteligencia-artificial-realidade-aumentada-dispositivos-aparelhos-8728561/
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Para a palavra brincadeira, segundo o dicionário Aurélio (1993, p.84) dentre os 
diversos significados, encontramos como definição “entretenimento, passatempo, 
divertimento”.
Figura 2 – Brincadeira
Fonte: https://www.pexels.com/pt-br/foto/parque-de-diversoes-parque-tematico-atracao-encanto-4836097/
Kishimoto (2011, p.26) define brincadeira como sendo: A ação que a criança 
desempenha ao concretizar as regras do jogo, ao mergulhar na ação lúdica. Pode-se 
dizer que é o lúdico em ação. Desta forma, brinquedo e brincadeira relacionam-se 
diretamente com a criança e não se confundem com o jogo.
https://www.pexels.com/pt-br/foto/parque-de-diversoes-parque-tematico-atracao-encanto-4836097/
https://www.pexels.com/pt-br/foto/parque-de-diversoes-parque-tematico-atracao-encanto-4836097/
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De acordo com Cabanne (2012), como tem acontecido com os mais diferentes 
símbolos da sociedade nesta era globalizada, os brinquedos se tornaram um atraente 
objeto para as grandes corporações que os produzem e para a mídia que os difunde 
em massa.
Figura 3 – Brinquedo
Fonte: https://www.pexels.com/pt-br/foto/spin-top-multicolorido-com-fundo-branco-158838/
 
Segundo Brougère (2004, pag. 14), é mais que um objeto. É um “sistema de 
significados e práticas, produzidos não só por aqueles que o difundem, como por 
aqueles que o utilizam, quer se trate de presentear ou de brincar.”
Santos (2011, p.12) afirma que:
 
A ludicidade é uma necessidade do ser humano em qualquer idade 
e não pode ser vista apenas como diversão”. O desenvolvimento do 
aspecto lúdico facilita a aprendizagem, o desenvolvimento pessoal, 
social e cultural [...], facilita os processos de socialização, comunicação, 
expressão e construção do conhecimento.
Segundo Luckesi (2000, p.2) “o que a ludicidade traz de novo é o fato de que quando 
o ser humano age de forma lúdica vivencia uma experiência plena”, isto é, ele se 
envolve profundamente na execução da atividade. Sendo assim, o trabalho utilizando 
https://www.pexels.com/pt-br/foto/spin-top-multicolorido-com-fundo-branco-158838/
https://www.pexels.com/pt-br/foto/spin-top-multicolorido-com-fundo-branco-158838/
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a ludicidade pode contribuir para que o aluno tenha maior interesse pela atividade e 
se comprometa com sua realização de forma prazerosa.
Figura 4 – Lúdico
Fonte: https://www.google.com.br/search?q=ludicidade&sca_esv=584632681&tbm=isch&source=lnms&sa=X&ved=2ahUKEwiMnuu5k9iCAxXFqZUCHWZRBPQQ_
AUoAXoECAIQAw&biw=1366&bih=651&dpr=1#imgrc=yfZEYpSmjpmWqM
12.1.1 O jogo
O jogo ajuda a construir novas descobertas, desenvolve e enriquece a personalidade 
dos alunos e simboliza um instrumento pedagógico que leva o professor a condição 
de condutor, estimulador e avaliador da aprendizagem.
Sua função básica é assegurar a prática no processo ensino-aprendizagem, com 
seus objetivos voltados para uma atividade motivadora, reforçada pelos conteúdos 
desenvolvidos pedagogicamente, respeitando-se as fases do desenvolvimento humano.
Conforme (HUINZIGA, 2007) sendo um dos maiores autores citados na perspectiva 
do jogo ele define como:
Uma atividade ou ocupação voluntária, exercida dentro e de certos 
e determinados limites de tempo e de espaço, seguindo regras 
livremente consentidas, mas absolutamente obrigatória dotada de 
um fim em si mesmo, acompanhada de um sentimento de tensão 
e alegria e de uma consciência de ser diferente da vida cotidiana. 
(HUINZIGA, 2004, p. 33).
 
Já Cunha (2005) aponta que o jogo é uma atividade humana que se manifesta na 
realidade concreta de forma lúdica, onde o professor explora de maneira intencional, 
dentro de um processo de desenvolvimento individual e de interação social por meio 
da qual se adquirem, progressivamente, concepções de homem, mundo e sociedade 
e os valores assimilados ao longo do processo.
https://www.google.com.br/search?q=ludicidade&sca_esv=584632681&tbm=isch&source=lnms&sa=X&ved=2ahUKEwiMnuu5k9iCAxXFqZUCHWZRBPQQ_AUoAXoECAIQAw&biw=1366&bih=651&dpr=1#imgrc=yfZEYpSmjpmWqM
https://www.google.com.br/search?q=ludicidade&sca_esv=584632681&tbm=isch&source=lnms&sa=X&ved=2ahUKEwiMnuu5k9iCAxXFqZUCHWZRBPQQ_AUoAXoECAIQAw&biw=1366&bih=651&dpr=1#imgrc=yfZEYpSmjpmWqM
https://www.google.com.br/search?q=ludicidade&sca_esv=584632681&tbm=isch&source=lnms&sa=X&ved=2ahUKEwiMnuu5k9iCAxXFqZUCHWZRBPQQ_AUoAXoECAIQAw&biw=1366&bih=651&dpr=1#imgrc=yfZEYpSmjpmWqM
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Figura 5 – O jogo
Fonte: https://www.pexels.com/pt-br/foto/homem-de-camisa-de-futebol-listrada-de-azul-e-branco-jogando-rugbi-3641367/
 
Vamos trazer uma classificação dos jogos proposta por (CAILLOIS, 1990), entretanto, 
não é feita em função do instrumento do jogo, de seu local, do número de jogadores 
envolvidos, mas de seu “caráter fundamental”. Em qualquer jogo podem ser encontrados 
pelo menos um, dos quatro elementos descritos por Caillois, a citar, os jogos de 
competição ou Agôn, os jogos de acaso ou Alea, os jogos de simulacro ou Mimicry 
e os jogos de vertigem ou Ilinx.
 
Agôn (do grego: competição e concurso) – é o grupo que integra 
combates, competições, duelos, por exemplo, jogos de damas, de 
xadrez, de sinuca e esportes em que há adversários.
Alea (do latim: jogo de dados) – é uma competição em que o adversário 
é o próprio destino. Sendo representada em nossa sociedade pelos 
diversos jogos de azar como roleta, bingo, loterias, etc.
Mimicry (do inglês: mimetismo) – é a categoria que compreende todos 
os jogos de imitação dos animais, crianças, atores, carnavalescos 
e até o espetáculo que competidores oferecem ao público. É uma 
forma de se apropriar de outra realidade que não a sua. Para Caillois, 
na criança este jogo se caracteriza principalmente pela imitação do 
adulto, o prazer é ser outro, ou pelo menos se passar por outro.
https://www.pexels.com/pt-br/foto/homem-de-camisa-de-futebol-listrada-de-azul-e-branco-jogando-rugbi-3641367/
https://www.pexels.com/pt-br/foto/homem-de-camisa-de-futebol-listrada-de-azul-e-branco-jogando-rugbi-3641367/
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Ilinx (do grego: turbilhão, que deriva ilingos, vertigem) – jogos que 
provocam a destruição da estabilidade da percepção e o pânico da 
consciência lúcida, assim como a aniquilação da noção de realidade. 
Jogos de vertigem física e moral, que o autor associa ao gosto da 
desordem e da destruição. Aqui está o prazer que há em rodar, 
rodopiar, escorregar, balançar, dançar e em ser cada vez mais veloz 
no esqui, no volante de um carro, controlando um cavalo ou uma 
moto, passear de montanha russa.
 
No quadro abaixo, criado por este autor, ilustra a transição que se pode fazer entre 
o jogo com as categorias citadas acima.
Quadro 1 - Lutas dos tipos de jogos
Fonte: Lopes (2018).
Ao jogar, as pessoas têm a possibilidade de montar estratégias, desenvolver um 
trabalho coletivo e treinar técnicas de modalidades esportivas sem realizar treinos 
intensivos, além de poderem contar com a colaboração de todos, sejam eles baixos, 
gordos ou com alguma deficiência.
Abaixo apresentaremos alguns dos pressupostos para o desenvolvimento do jogo, 
conforme (FARIAS et. al. 2016, pag. 06).
Liberdade de expressão: O educador deve mediar e propor brincadeiras, cenários e 
histórias, promovendo a escuta sensível das crianças quanto às decisões referentes às 
representações de papéis e algumas regras que não estão implícitas na brincadeira, 
como por exemplo, se em determinado contexto um animal pode lutar ou falar.
Ressignificação de objetos: Durante o jogo de faz de conta as crianças atribuem 
determinados sentidos às atividades, relações e objetos, muitas vezes diferentes dos 
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seus reais significados. Dessa forma, um graveto pode virar uma espada, um pedaço 
de pano se transforma numa capa de super-herói, uma caixa de papelão se torna uma 
armadura. Em virtude disso, o papel do educador mediador é o de se aproximar das 
crianças, com o intuito de compreender a leitura que estão fazendo de cada contexto 
e incentivando que as crianças expressem seus sentimentos e ideias.
Criação de uma situação imaginária: A primeira regra da brincadeira é a existência 
de uma situação imaginária, ou seja, é preciso “fazer de conta que” existe determinada 
situação e personagens. As vivências de situações imaginárias possibilitam o 
desenvolvimento da imaginação, da criatividade e da expressividade das crianças, uma 
vez queestas são tomadas pela brincadeira a ponto de elaborar situações complexas 
de relações sociais, a partir dos gestos de um colega, os quais se transformam em 
experiências compartilhadas. Por exemplo, quando uma criança começa a lutar contra 
um monstro, logo chega outra criança que dá prosseguimento à ação, auxiliando seu 
amigo por meio de novos gestos e ideias.
Existência de regras sociais: Nas situações de faz de conta existem regras implícitas 
referentes aos comportamentos sociais, isto é, quando a criança imita um samurai, 
um indígena, um mestre de capoeira, ela respeita e incorpora as características 
socialmente construídas sobre esses papéis, por meio do auxílio dos seus pares, os 
quais contribuem para o entendimento dos significados culturais. Entretanto, algumas 
regras se originam e se modificam durante a própria situação de jogo, por meio de 
discussões e consensos entre as crianças e educadores sobre as ações e os papéis.
Motivação, desejos e satisfação: A criança encontra satisfação e motivação na 
própria brincadeira, sem a necessidade de esperar algum resultado dessa prática 
(caráter improdutivo), assim, os desejos e a motivação impulsionam e dão origem as 
ações, investigações e interações da criança.
Enredo: Consiste na história que irá desencadear as demais ações, investigações 
e interações das crianças; tendo como objetivo a contextualização e a significação 
de determinadas práticas ou conhecimentos. Pode ser predeterminado ou não, sendo 
que seu desenrolar pode ser alterado a qualquer momento, dependendo apenas das 
motivações e dos combinados entre as crianças.
Cenário: Espaço e materiais (reais e imaginários) nos quais serão desenvolvidas 
as brincadeiras baseadas no enredo.
Personagens: São os diferentes papéis que podem ser assumidos pelas crianças 
e pelos educadores em consonância com o enredo escolhido. Vale lembrar que os 
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personagens podem ser representados de diversas maneiras: com o próprio corpo, com 
bonecos e/ou fantoches e com materiais como tecidos, gravetos, palitos, massinha.
12.1.1.1 Jogos de Lutas
Vamos apresentar alguns tipos de jogos que podem ser desenvolvidos ao longo do 
tempo que você e seus alunos estiverem aprendendo, praticando e treinando.
É interessante que após visualiza-los, buscar através de pesquisas mais conteúdo 
para que você possa domina-lo e adaptá-lo para o que você achar de melhor uso.
Vamos dividi-los em 06 tipos, são eles:
 
JOGOS DE RAPIDEZ E ATENÇÃO
Jogos de vivacidade que alternam sempre os papéis de atacante e de atacado e 
evitando o contato próximo com o adversário. As ações motoras que esses jogos 
ajudam são: deslocar-se rapidamente (em pé, no chão), reagir ao deslocamento do 
outro, coordenar deslocamentos, mudar de posição. As competências cognitivas e as 
atitudes que irão obter são: ser atento e vigilante, dar prova de iniciativa, respeitar e 
aceitar as regras, aceitar a derrota, situar-se em espaço delimitado, estudar o adversário.
 
JOGOS DE CONQUISTA DE OBJETOS
Aproxima os adversários, mas as ações de oposição são feitas em direções a 
objetos a serem conquistados. Os papéis de atacante e defensor são separados. As 
ações motoras que esses jogos ajudam são: realizar ataque surpresa considerar e 
utilizar os deslocamentos do outro, proteger um objeto, apropriar-se de um objeto, 
resistir ao ataque do outro. As competências cognitivas e as atitudes que irão obter 
são: astúcia, aceitar o contato, aceitar regras, imposições de espaço, de tempo. Fazer 
estratégia, mudar de estratégia.
 
JOGOS DE CONQUISTA DE TERRITÓRIO
As situações desse grupo implicam aproveitamento e diversificação das ações 
desequilibradoras para chegar a seus fins. As ações motoras que esses jogos ajudam 
são: agarrar de várias formas um adversário, empurrar, puxar, resistir, desequilibrar o 
adversário. As competências cognitivas e as atitudes que irão obter são: dar prova 
de coragem, organização espacial e temporal, inventar e respeitar regras, inventar 
ações, controlar suas ações.
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JOGOS QUE APROXIMAM OS COMBATENTES
Estes jogos são procedentes dos esportes de combate que mantêm contato direto 
(corpo a corpo), os quais consistem em tirar, empurrar, desequilibrar, projetar e imobilizar. 
Entre estes jogos de oposição podemos citar o judô, luta olímpica, sumo e jiu jitsu.
 
Estes jogos têm como característica não manter contato direto com seu adversário, 
este contato só se dá no momento da aplicação da técnica. Os exemplos que podemos 
destacar são Karate, boxe, muay thai e o taekwondo.
 
JOGOS QUE UTILIZAM UM INSTRUMENTO MEDIADOR
Nas possibilidades pedagógicas e metodológicas, uma delas consistiria em utilizar 
algum material de papel, plástico ou madeira para simular um objeto para ataque ou 
defesa. Lutas tipo kendo e esgrima são as ideias de lutas que podem ser copiadas.
ISTO ESTÁ NA REDE
Assiste este vídeo para entender melhor o que jogo, brincadeira e esporte.
 
https://youtu.be/FGHQVBINwtY?si=GfBPqYoRy3HZt1zf
ISTO ACONTECE NA PRÁTICA
Neste vídeo veremos alguns jogos de luta
 
https://youtu.be/FB72f6EpZQQ?si=d5Be4xzQTk-Mbgsy
ANOTE ISSO
Vamos entender um pouco mais sobre gamificação.
https://youtu.be/DJGhdAWOyiQ?si=oJxUj254tkgM4zHP
https://youtu.be/FGHQVBINwtY?si=GfBPqYoRy3HZt1zf
https://youtu.be/FB72f6EpZQQ?si=d5Be4xzQTk-Mbgsy
https://youtu.be/DJGhdAWOyiQ?si=oJxUj254tkgM4zHP
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CAPÍTULO 13
PROPOSTAS DE ATIVIDADES 
COM HABILIDADES 
MOTORAS NAS LUTAS
Ao falarmos sobre habilidades motoras, temos que ter e mente que elas podem 
ser adquiridas principalmente na fase inicial até seus 12 anos, onde as habilidades 
motoras fundamentais são adquiridas naturalmente em cada fase da criança, mas é 
de suma importância que haja estímulos para que essas habilidades sejam refinadas.
Nós profissionais de educação física precisamos atentar-se às dificuldades individuais, 
e em grupo, que seu aluno dispõe, e assim desenvolver atividades e práticas apropriadas 
para que essas adversidades sejam revertidas em ações motoras condizentes com 
as necessidades de nossos alunos.
É importante destacar a influência que os pais desempenham, em seu filho dentro de 
casa, nessas fases de desenvolvimento, devendo partir dos professores de Educação 
Física, a decisão de trabalhar para um maior entendimento e compreensão do valor 
dessa área para o desenvolvimento integral da criança, junto a direção, professores 
de outras áreas e pais.
13.1 Conceitos de habilidades motoras
Devemos entender que desde o nascimento, antes mesmo de falar, o ser humano se 
comunica com o ambiente através de seus movimentos, desse movimento depende sua 
sobrevivência, de reflexos a movimentos altamente especializados, do nascimento até a 
morte o ser humano se expressa através da motricidade, desse modo o desenvolvimento 
motor pode ser definido como um processo contínuo, sequencial e multifatorial, que 
envolve todos os aspectos do comportamento humano.
Segundo os autores Santos, Dantas e Oliveira (2004) o desenvolvimento motor que 
ocorre nos primeiros anos de vida, se caracteriza pelo desenvolvimento de um vasto 
repertório de habilidades motoras, que permitem que a criança tenha um domínio 
completo do próprio corpo em diferentes posturas, movendo-se pelo meio ambiente 
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de diversas maneiras, correndo, saltando, andando manipulando objetos e os mais 
variados instrumentos como receber uma bola, chutar ou conseguir segurar um lápis 
para desenhar ou escrever.
Cada atividade corporal possui habilidades motoras específicas que foram sendo 
construídase modificadas ao longo do tempo. Com um grande domínio das habilidades 
ocorre um maior funcionamento do sistema de execução que implica no controle 
motor fazendo com que os movimentos se tornem mais coordenados e executados 
com menor gasto energético e menor de tempo.
De acordo com Barbanti (2005) ela é definida como uma mudança relativamente 
permanente na capacidade de uma pessoa executar determinada habilidade motora 
como resultado da prática e experiência.
Segundo Tani et al, (1988) As habilidades motoras básicas são o alicerce para a 
aquisição de habilidades motoras especializadas, na dimensão esportiva, artística, 
ocupacional ou industrial.
Assim, as habilidades motoras básicas/fundamentais são as capacidades de o 
indivíduo explorar os potenciais motores de seu corpo movimentando-se através 
do espaço (locomoção), domínio da musculatura que o habilita a suportar a força 
da gravidade (estabilidade) e a capacidade de manipular com eficiência os objetos 
(manipulação). Segundo GALLAHUE e OZMUN (2001) o domínio das habilidades motoras 
fundamentais é básico para o desenvolvimento motor de crianças e adolescentes.
As habilidades motoras podem ser caracterizadas de três formas: de estabilidade, 
locomotoras e manipulativas, a seguir veremos cada uma delas.
HABILIDADES MOTORAS DE ESTABILIDADE
São “padrões motores que favorecem a obtenção e a manutenção de equilíbrio do 
indivíduo”. As atividades mais consideradas são: movimentos axiais, rotação corporal, 
desvio, equilíbrio em um só pé, caminhada direcionada e apoios invertidos.
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Figura 1 – Estabilidade
Fonte: https://www.pexels.com/pt-br/foto/atividade-acao-movimento-balanceamento-13993426/
https://www.pexels.com/pt-br/foto/atividade-acao-movimento-balanceamento-13993426/
https://www.pexels.com/pt-br/foto/atividade-acao-movimento-balanceamento-13993426/
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HABILIDADES MOTORAS DE LOCOMOÇÃO
Compreendem “os padrões motores que permitem a exploração através do espaço”. 
Estas atividades são: caminhada, corrida, salto de uma altura, salto vertical, salto 
horizontal, saltito, galope e deslizamento pulo e salto misto.
Figura 2 – locomoção
Fonte: https://www.pexels.com/pt-br/foto/ativo-movimentado-atividade-acao-4719931/
 
HABILIDADES MOTORAS DE MANIPULAÇÃO
São os padrões motores que permitem contato motor rudimentar e refinado com 
objetos. As atividades são rolamento de bola, arremesso supra manual, ato de apanhar, 
chute, ato de aparar, ato de rebater, drible e voleio.
https://www.pexels.com/pt-br/foto/ativo-movimentado-atividade-acao-4719931/
https://www.pexels.com/pt-br/foto/ativo-movimentado-atividade-acao-4719931/
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Figura 3 – manipulação
Fonte: https://www.pexels.com/pt-br/foto/ativo-movimentado-atletas-esportistas-6203644/
https://www.pexels.com/pt-br/foto/ativo-movimentado-atletas-esportistas-6203644/
https://www.pexels.com/pt-br/foto/ativo-movimentado-atletas-esportistas-6203644/
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Na fase motora fundamental de desenvolvimento segue uma sequência que pode 
ser subdividida em estágios. Os estágios podem ser classificados em inicial, elementar 
e maduro, isto é, as habilidades motoras fundamentais manipulativas, estabilizadoras e 
locomotoras podem ser classificadas dentro de estágios ou seguem um desenvolvimento 
sequencial, isto significa que as habilidades da criança não surgem de repente, mas 
respeitam a um seguimento.
A criança normal segue a esta sequência e recebe influência tanto da maturação, 
quanto da experiência. Portanto é muito importante que o professor possibilite às 
crianças o maior número de experiências possíveis para que desenvolvam tarefas 
motoras de maneira eficaz. Estas experiências devem ser compostas pelas atividades 
descritas acima (GALLAHUE; OZMUN, 2001).
Nas habilidades motoras especializadas são modelos motores fundamentais que 
foram aprimorados, adaptados e combinados às necessidades especificas de cada 
movimento ou modalidade. Sabe-se que os movimentos especializados têm como 
base, o treinamento e as atividades onde um profissional analisa e desenvolve o 
melhor da cultura corporal.
Para (GALLAHUE, 2005), a fase de desenvolvimento das habilidades motoras 
especializadas apresenta três estágios:
(1) Estágio de transição (estágio de aprender a treinar). Este estágio 
é caracterizado pelas primeiras tentativas do indivíduo de refinar 
e associar habilidades de movimento maduro. Nesse estágio de 
transição ou de aprender a treinar, futuros atletas aprendem como 
treinar para obter melhor habilidade e performance. Para a maioria 
das crianças de 8 a 12 anos, este é um período crítico, durante o qual 
as habilidades de movimento fundamental maduro são refinadas e 
aplicadas aos esportes e jogos da cultura.
(2) Estágio de aplicação (estágio de treinar a treinar) durante o 
estágio de aplicação, o indivíduo torna-se mais consciente de seus 
dotes e limitações físicas pessoais e, assim, dirige seu foco para 
determinados tipos de esportes, tanto em ambientes competitivos 
quanto recreacionais. A ênfase está em aprimorar a proficiência;
(3) Estágio de aplicação ao longo da vida (estágio de treinar para 
competir/participar). No estágio de aplicação ao longo da vida – 
treinar para competir/participar - os indivíduos geralmente reduzem o 
alcance de suas buscas atléticas pela escolha de algumas atividades 
para se engajar regularmente em situações competitivas, recreativas 
ou do dia-a-dia.
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As habilidades motoras nas lutas fazem parte do processo de prática corporal, onde 
é fundamental a aquisição de habilidades motoras para que as pessoas experimentem 
melhora no desempenho e vivenciem o sentimento de realização, cada qual no seu 
nível, o que resulta no aumento da motivação possibilitando o contínuo envolvimento 
na atividade.
É muito importante a compreensão de que a habilidade motora modula esse 
envolvimento: quanto mais envolvimento, mais habilidade; quanto mais habilidade, mais 
envolvimento; quanto mais habilidade e envolvimento, maior a chance de permanência 
na atividade, ou seja, a manutenção da prática esportiva ao longo da vida (TANI, 2013).
No desenvolvimento motor, as lutas são excelente ferramenta para o aprendizado e 
aquisição de repertório motor. Ela trabalha as diversas locuções de ações como saltar, 
chutar, golpear, agarrar, rodar, equilibrar são habilidades habilidades de coordenação 
motora grossa, pois envolve grandes grupos musculares. Lutas como mini sumô, pé 
com pé, pega a bola são atividades de estabilidades, manipulação e coordenação 
motoras finas e grossas.
13.1.1 Psicomotricidade nas lutas
Para que possamos entender os processos de ensino-aprendizagem e o 
desenvolvimento do movimento humano, faz-se necessário compreendermos uma 
ciência denominada psicomotricidade, que se propõe a estudar aspectos emocionais 
e cognitivos relacionados ao movimento humano.
De acordo com Aquino et al., a psicomotricidade é[...] “uma ciência que tem como 
objeto de estudo o homem por meio do seu corpo em movimento e em relação ao 
seu mundo interior e exterior bem como suas possibilidades de perceber, atuar, agir 
com o outro, com os objetos e consigo mesmo” (AQUINO et al., 2012, p. 246).
Segundo Arruda e Silva (2009, p. 38) “A Psicomotricidade é um campo do conhecimento 
que estuda o corpo humano e seus movimentos, os aspectos neurológicos, intelectuais, 
emocionais envolvidos neste processo”
Arruda e Silva (2009) descrevem que a psicomotricidadepossui como elementos 
básicos a Coordenação Motora Fina (exige muito mais das habilidades motoras e acaba 
por ser mais complexa para os membros superiores); a Coordenação Motora Global 
(correspondente á todos os gestos motores e referente a sua maturação individual); 
o equilíbrio (possui como atribuição o funcionamento do corpo, se não possuir um 
bom equilíbrio todo o restante do corpo passa a ser mais lento); organização espacial 
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(a capacidade de compreender sua localização no espaço, sendo dividida em duas 
etapas: o conhecimento imediato do ambiente e o segundo sendo o processamento 
destas informações de forma operacional); organização temporal (conhecimento do 
tempo, dias e horário) e pôr fim a lateralidade (a associação do lado direito e do lado 
esquerdo).
Nas lutas alguns aspectos importantes para o desenvolvimento correto de um 
praticante em relação aos aspectos musculares de movimento (que envolvem a 
coordenação motora grossa e fina); aspectos temporais de movimento (habilidades 
motoras discretas: que teriam início e fim definidos como (Poomsae e o Kata), 
habilidades motoras em série: realizadas de forma rápida como os chutes em uma luta 
e habilidade motoras contínuas: realizada de forma sucessiva e repetida; aspectos de 
movimento relacionados ao meio ambiente (habilidades motoras abertas: ocorrem em 
locais imprevisíveis ou que mudam constantemente e habilidades motoras fechadas: 
ocorrem em locais estáveis e que não possuem mudanças); e por fim aspectos 
funcionais de movimento: tarefas de estabilidade (insistir em manter o equilíbrio 
emocional e físico ou em ganhar como evitar uma queda ou manter-se determinado 
em uma competição); tarefas locomotoras (transferir-se de um ponto ao outro do 
espaço como os movimentos realizados em execução de formas, luta imaginária); 
habilidades manipulativas como colocar forças ou receber um objeto, como colocar 
o (dobok ou kimono) que é a vestimenta apropriada de algumas lutas, manipular uma 
raquete ou apara soco (material específico para treinamento de soco ou chute).
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Figura 4 – movimento de controle de manipulação
Fonte: https://www.pexels.com/pt-br/foto/atletico-musculoso-forte-boxer-4752823/
13.1.1.1 Título 4 (atividades de habilidades motoras)
Apresentaremos uma série de atividades sobre habilidades motoras fundamentais 
e especializadas que podem ser realizadas individualmente ou em grupo, a seguir 
algumas delas:
• Saltitos – no lugar / pés afastados (sozinhos)
• Abrindo e fechando as pernas / cruzando (sozinhos)
• Saldo com duas pernas – frente/trás (sozinhos)
https://www.pexels.com/pt-br/foto/atletico-musculoso-forte-boxer-4752823/
https://www.pexels.com/pt-br/foto/atletico-musculoso-forte-boxer-4752823/
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• Elevação de joelho – alternados – (sozinhos)
• Elevação de joelho – equilíbrio/ avançando – (sozinhos)
• Elevação de perna – frontal – (sozinhos)
• Deslocamento rápido – frente/atrás – (sozinhos)
• Controle de elevação do joelho – (sozinhos)
• Chutes – bola de gás – (duplas/trios ou grupos)
• Chutes – giro com bola de gás
• Atividade com mãos presas – (duplas)
• Mãos presa com elevação de um pé – (duplas)
• Empurrar o outro com ambos de costas um para outro – (duplas)
• Levanta a taça (objeto) – (dupla)
• Empurrando o outro – ombros/cintura/de lado/invertido – (duplas)
• Briga de tartaruga – (duplas)
• Combate de costas – (duplas)
• Briga de galo – (duplas)
• Briga de jacaré – (duplas)
• Empurra e puxa – em pé/sentado – (duplas)
ISTO ESTÁ NA REDE
Veremos neste vídeo o que são as fases do desenvolvimento motor.
https://youtu.be/K19anSzDvI8?si=nQ2Ur4H6mGp_WX38
ISTO ACONTECE NA PRÁTICA
Veremos neste vídeo o que é psicomotricidade.
https://youtu.be/wIHiCBVesX8?si=F6Ov7FNYUcv18238
ANOTE ISSO
Neste vido veremos algumas ideias de atividade com habilidade motoras na 
educação física escolar.
https://youtu.be/jhTUmZw1dh4?si=1yvfqvYb5SCOxIfr
https://youtu.be/K19anSzDvI8?si=nQ2Ur4H6mGp_WX38
https://youtu.be/wIHiCBVesX8?si=F6Ov7FNYUcv18238
https://youtu.be/jhTUmZw1dh4?si=1yvfqvYb5SCOxIfr
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CAPÍTULO 14
PROPOSTAS DE 
ATIVIDADES DE INICIAÇÃO 
ESPORTIVA NAS LUTAS
Ao falarmos em iniciação esportiva podem ter dois pontos sobre o assunto: o primeiro 
que a iniciação é prejudicial ao aluno e o segundo que a iniciação pode desenvolver 
um futuro atleta em potencial.
A iniciação ao esporte deve ser realizada por profissional de educação física, que 
poderá observar e atender as particularidades de cada criança, formando assim uma 
sólida base para que a mesma continue no caminho do esporte e consiga desenvolver 
e explorar seu potencial ao máximo.
O que a iniciação esportiva pode fazer é possibilitar estímulos diversificados, 
motivadores e prazerosos para os alunos jovens, devendo tomar cuidado com situações 
em que ele se sinta constrangido ou decepcionado, pois situações desfavoráveis 
durante a iniciação esportiva podem acarretar traumas para o resto da vida.
14.1 Conceitos de iniciação esportiva
Vale lembrar que com o total domínio das habilidades motoras fundamentais e 
especializadas, ajudarão no processo de transição para a especialização esportiva 
deverá ocorrer com mais facilidade, objetivando o imediato continuar do desenvolvimento 
do aluno de forma completa e agora com um olhar no esporte que ele gosta e tem 
habilidades desenvolvidas para tal.
O termo iniciação esportivo é conhecido mundialmente como um processo 
cronológico no transcurso do qual um sujeito toma contato com novas experiências 
regradas sobre uma atividade físico-esportiva.
A iniciação esportiva é tão importante quanto qualquer outro componente curricular, 
uma vez que a educação integral da pessoa perpassa as dimensões social, física, 
intelectual e cognitiva e o esporte na vida do estudante contribui para sua participação 
efetiva na sociedade. A Educação Física escolar tem objetivos claros definidos nas leis, 
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e a iniciação esportiva no turno contrário tem como objetivo principal o de descobrir 
talentos que defenderão a escola em competições esportivas no âmbito municipal, 
estadual e nacional.
Santana (2005, pag. 04) relata que a iniciação esportiva é marcada pela “prática 
regular e orientada de uma ou mais modalidades esportivas, e o objetivo imediato é 
dar continuidade ao desenvolvimento da criança de forma integral, não implicando 
em competições regulares”.
Já Ramos e Neves (2008, pag. 03) definem “a iniciação esportiva como o estágio 
em que a criança começa a aprender, de maneira específica, sobre as habilidades de 
uma ou mais modalidade esportiva”.
Por fim Longo et al. (2017), considerando-se que a iniciação esportiva deva ser 
trabalhada durante todo o período de maturação e desenvolvimento da criança, ela é 
uma grande contribuinte na formação do caráter desses indivíduos.
Figura 1 – iniciação esportiva
Fonte: https://www.pexels.com/pt-br/foto/garoto-menino-rapaz-filhos-9654594/
 
Segundo Almeida (2005), a iniciação esportiva deve ser dividida em três estágios. 
O primeiro deles, chamado de iniciação desportiva propriamente dita, ocorre entre 
oito e nove anos. Nessa fase, o objetivo do treinamento é a aquisição de habilidades 
https://www.pexels.com/pt-br/foto/garoto-menino-rapaz-filhos-9654594/
https://www.pexels.com/pt-br/foto/garoto-menino-rapaz-filhos-9654594/
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motoras e destrezas específicas e globais, realizadas através de formas básicas de 
movimentos e de jogos pré-desportivos.
O professor ou o profissional de educação física deve perceber como é o 
desenvolvimento motor e cognitivo das crianças dessa faixa etária tem a possibilidade 
de planejar o seu trabalho de forma a torná-lo interessante e motivador, baseado em 
atividades lúdicas e recreativas, na busca de um aprendizado objetivo, eficiente e 
pouco monótono. O ideal, nessa fase, é oferecer um grande número de oportunidades 
para o desenvolvimento das mais variadas formas de habilidades à criança, 
instrumentalizando-a com atividades motoras que poderão ser utilizadas em diversos 
esportes coletivos.
A segunda fase ocorre geralmente entre 10 e 11 anos de idade, fase do aperfeiçoamento 
desportivo, a criança já experimenta e participa plenamente de ações baseadas na 
cooperação e colaboração. Neste caso, o jogo assume um aspecto sócio desportivo, 
em que seus participantes interagem desempenhando um papel definido a ser 
cumprido. O objetivo dessa etapa é introduzir os elementos técnicos fundamentais, 
táticas gerais e regras através de jogos educativos e contestes e atividades esportivas 
com regras.
Na terceira e última fase, é chamada de introdução ao treinamento, a criança entre 
12 e 13 anos alcança um significativo desenvolvimento da sua capacidade intelectual 
e física. Assim, o objetivo dessa fase é o aperfeiçoamento das técnicas individuais, 
dos sistemas táticos, além da aquisição das qualidades físicas necessárias para a 
prática do desporto. As atividades físicas esportivas a serem oferecidas para atender 
as necessidades dessa faixa etária devem visar ao aperfeiçoamento das qualidades 
físicas, às técnicas individuais e às táticas (individuais e coletivas) dos diversos 
desportos, através de preparação física e de práticas esportivas (jogos), nas quais 
a ação do professor oferece oportunidade para o desenvolvimento corporal e para a 
melhoria do desempenho individual dos alunos.
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Figura 2 – Fases da iniciação esportiva
Fonte: adaptada por (LOPES,2018).
 
Quando realizada de maneira correta a iniciação esportiva na maioria do seu acaso 
dará certo em torno 80%. Mas quando ocorre de outra maneira onde crianças por 
falta de informação de pais ou até mesmo professores, pode gerar um processo que 
é chamado de Especialização Esportiva Precoce.
Isso é quando há excesso de atividades esportivas para crianças menores de doze 
anos de idade; quando elas têm treinos de três sessões com duas horas de duração 
cada; competições frequentes; treinos voltados para o alto rendimento e especializam-
se em um só esporte em uma idade inferior, que não é considerada ideal para a 
modalidade (DARIDO; FARINHA, 1995; BARBANTI, 2003).
A Especialização Esportiva Precoce, na maioria dos casos pode provocar várias 
consequências negativas nas crianças que são submetidas a esse tipo de ensino-
aprendizagem, como problemas físicos, psicológicos e sociais que podem desencadear 
no desinteresse e abandono da prática esportiva.
Por isso, os/as treinadores/as e professores/as de Educação Física devem refletir 
sobre os seus métodos de ensino para saberem se estão ou não promovendo atividades 
prazerosas e benéficas para seus jovens alunos. 
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Uma vez que é papel desses profissionais difundir o esporte de forma positiva 
e inclusiva para todas as crianças, tendo como objetivo principal a diversão e a 
diversificação das práticas esportivas (COMITÊ OLÍMPICO DO BRASIL, 2022).
Existem vários estudos que mostraram que a Especialização Esportiva Precoce 
prejudica o desenvolvimento esportivo da criança, causando consequências negativas, 
como: restrição de movimentos e experiências em esportes, jogos e brincadeiras 
(BRANDÃO et. al., 2015), esgotamento prematuro da capacidade de rendimento (SILVA, 
2014), baixo interesse/desinteresse pela prática esportiva (VILANOVA et al., 2019), 
abandono do esporte (MARTINS, 2013), dificuldade em alcançar o êxito no pós-
puberdade (MENEZES; RODRIGUE,NUNOMURA, 2014) e obrigação por resultados 
(GREGÓRIO; SILVA, 2014).
14.1.1 Título 3 (Possibilidades de ensino de lutas na iniciação esportiva)
O ensino das lutas, por parte dos profissionais de educação física e treinadores, 
deve propor situações-problema que enriqueçam as vivências motoras e cognitivas 
do educando, de modo a haver a sistematização de um conteúdo comprometido com 
uma prática pedagógica autêntica e eficaz (SIEDENTOP, 2002).
Algumas propostas para o ensino de lutas fundamentam-se na pedagogia do esporte, 
área do conhecimento que intervém no processo de ensino-aprendizagem. Elas 
objetivam a organização e a sistematização das variadas manifestações que 
a Educação Física apresenta, advindas do acúmulo de um conhecimento 
significativo (GALATTI et al., 2014).
Vamos apresentar de forma a termos uma introdução de novas possibilidades da 
pedagogia do esporte, são elas:
1. O modelo de ensino Teaching Games for Understanding (TGfU) é originário 
dos autores Bunker e Thorpe que em 1982 publicaram o artigo A Model for 
the Teaching of Games in Secondary Schools. Este método de ensino pode 
ser encaixado na perspectiva do trabalho tático como suporte essencial para a 
aprendizagem, justificado anteriormente. O TGfU orienta-se por quatro princípios 
pedagógicos (GRIFFIN & BUTLER, 2005):
• A seleção do tipo de jogo;
• A modificação do jogo por representação;
• A modificação por exagero e;
• O ajustamento da complexidade táctica.
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Esta abordagem que coloca o aluno enquanto construtor ativo da sua aprendizagem, 
ao apresentar o jogo como uma ferramenta de ensino e utilizar o questionamento na 
resolução de problemas. Nesta abordagem o ensino dos jogos é feito através de um 
entendimento da tática, ao invés da técnica descontextualizada, aonde ao praticante 
é dada a possibilidade de, através do entendimento do jogo, verificar a necessidade 
de aprender a técnica.
Figura 3 – TGFU
Fonte: adaptado por (LOPES, 2018).
 
1. O Modelo de Educação Desportiva (MED) foi proposto em 1987 por Darly 
Siedentop. Este é um modelo curricular para o ensino do desporto alternativo 
ao método tradicional, o designado de currículo de multi-atividades. (SIEDENTOP, 
1990) refere que o principal propósito do currículo de multi-atividades é: “For 
full development to be ensured, people believe each child had to experience a 
variety of activities.” (p.217).
Uma diferença fundamental do modelo de educação desportiva em relação às 
abordagens tradicionais é a sua preocupação extrema em diminuir os fatores de 
exclusão, lutando por harmonizar a competição com a inclusão, por equilibrar a 
oportunidade de participação e por evitar que a participação se reduza ao desempenho 
de papéis menores por parte dos alunos menos dotados.
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MED ADAPTADO PARA LUTAS
• Rituais da cultura das lutas
• Competições oficiais
• Organização do papel dentro dos participantes dentro das lutas
• Simulação da rivalidade competitiva
• Dados estatísticos de todos lutadores
• Reconhecimento pelos resultados
Tabela 1 – MED
Fonte: adaptado por (LOPES, 2018).
1. Literacia motora - A palavra literacia tem vindo a ser utilizada para contextualizar 
um novo conceito acerca das capacidades de leitura e de escrita. A literacia 
deve ser vista como capacidade de aprender e interpretar a realidade condiciona 
todo o nosso dia-a-dia. Mas esta é por sua vez condicionada pelos nossos 
conhecimentos valorese comportamentos vividos na nossa sociedade e, antes 
de mais, pelo sistema de ensino.
No caso da educação física ela é vista através das habilidades motoras que podem 
ser caracterizadas como um sistema complexo que se manifesta através do movimento 
humano, tendo suas características dependentes, acima de tudo, do desenvolvimento 
e estando presentes na vida cotidiana de todas as gerações.
Figura 4 – Literacia motora
Fonte: adaptado por (LOPES, 2018).
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14.1.1.1 atividades de iniciação esportiva
Neste item iremos apresentar algumas atividades de iniciação esportiva que poderão 
ser realizadas, são elas:
· Salto com impulsão – frente com ambas as pernas
· Salto com impulsão – frente com uma das pernas
· Sustentação com ambos os braços e punho fechado
· Aplicação de soco – único/duplo/triplo
· Duplas – ataque com as mãos abertas
· Duplas – defesa de ataque
· Duplas – ataque/defesa/contragolpe
· Duplas – tempo de reação com golpes de braço (bexiga)
· Duplas – toque e saída rápida
· Luta de xadrezinho
· Queda para frente – de joelhos/ pé
· Rolamento – frente / trás
· Duplas – imobilização e saída
· Duplas – derruba o outro – pé/perna
· Luta escocesa – segura pela cintura
· Luta sumo – adaptada
ISTO ESTÁ NA REDE
Assista o vídeo para poder entender um pouco mais sobre iniciação esportiva.
https://youtu.be/ov-RcEco3zQ?si=oA8w_qxiWfK3D-u2
ISTO ACONTECE NA PRÁTICA
Assista o vídeo para conhecer atividades sobre iniciação esportiva nas lutas
https://youtu.be/Mor7LuZhYQ0?si=naAnVVMozsf3py20
ANOTE ISSO
Entenda um pouco mais sobre iniciação esportiva precoce. Leia este artigo.
https://universidadedofutebol.com.br/2008/02/29/iniciacao-esportiva-precoce/
https://youtu.be/ov-RcEco3zQ?si=oA8w_qxiWfK3D-u2
https://youtu.be/Mor7LuZhYQ0?si=naAnVVMozsf3py20
https://universidadedofutebol.com.br/2008/02/29/iniciacao-esportiva-precoce/
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CAPÍTULO 15
MODELO RESUMO DE 
ARTES MARCIAIS: REGRAS 
DE CADA MODALIDADE
Nesta unidade apresentaremos as Lutas, Artes Marciais e Esportes de combates de 
forma resumida para que você profissional de educação física possa ter informações 
rápidas sobre as modalidades citadas neste livro.
Lembramos que estaremos descrevendo algumas delas, pois como você já sabe 
são muitas.
Optamos por dividir em 3 grupos: de agarre, de socos ou chutes e mistas/implemento.
Também gostaríamos de salientar que poderão ocorrer atualizações nas regras 
no momento em que você estiver adquirindo estas informações, assim já deixamos 
aqui a intenção de você futuro profissional de estar pesquisando e atualizando os 
dados e fatos.
15.1 Lutas de Agarre
As lutas de agarre seria uma ação básica que representa os objetivos comuns entre 
as modalidades, tais como a derrubada, as projeções e o controle no solo.
Seguiremos o modelo conforme Lopes (2018), são elas:
Figura 1 – Judô
Fonte: https://www.pexels.com/pt-br/foto/atletas-esportistas-jogadores-luta-6765016/
https://www.pexels.com/pt-br/foto/atletas-esportistas-jogadores-luta-6765016/
https://www.pexels.com/pt-br/foto/atletas-esportistas-jogadores-luta-6765016/
PRÁTICAS INTEGRATIVAS II - 
METODOLOGIA DO ENSINO DE LUTAS
PROF. JEFFERSON CAMPOS LOPES
FACULDADE CATÓLICA PAULISTA | 164
MODALIDADE JUDÔ
TRADUÇÃO Caminho suave
ORIGEM Japão
FUNDADOR JIGORO KANO (KONDE KOMA)
NÚMERO DE PRATICANTES (MUNDO) Milhares
NÚMERO DE PRATICANTES NO BRASIL Milhares
COMPETIÇÕES
Mundial, Jogos Militares, Pan-americano, Sul-americano, 
Brasileiro, Estaduais, Municipais, Jogos Regionais e Abertos.
OLÍMPICO Jogos Olímpicos, Pan-americanos e Sul-americanos.
MATERIAL UTILIZADO Kimono (reforçado), faixas, piso eva
METODOLOGIA DE TREINO
Shinsei (postura), Shintai (movimentação), Tai-Sabaki 
(deslocamento do corpo), Kumi-katas (pegadas) e Ukemi 
(quedas)
BENEFÍCIOS
Defesa pessoal, coordenação motora (m.s/ m.i), disciplina, 
respeito, persistência, memorização, competição, autoajuda, 
conscientização do eu e do outro, sociabilização.
LESÕES
Escoriações, calosidades, luxação, fraturas, lesões ligamentar 
e cartilagens, lombalgias.
ESTILOS 
ENTIDADES QUE COMANDAM FPJ, CBJ E FIJ.
EVOLUÇÃO
Exame de graduações – branca, cinza, azul, amarela, laranja, 
verde, roxa, marrom e preta (10 dan).
FORMA DAS COMPETIÇÕES
Regional, estadual, nacional, sul-americano, pan-americano 
e mundial.
KATA (luta imaginária contra vários 
adversários
Duplas – 15 técnicas
KUMITE (Luta competitiva)
Individual. (pesos) – 8 categorias (masc/fem)
Confronto direto de 5 minutos – Ippon, Wasari, Yuko, Koka 
e equipe (absoluto) – 5 atletas
ATLETAS EM DESTAQUE
· Fem. – Sarah Menezes, Erica Miranda, Rafaela Silva
· Masc. – Thiago Camilo, Matheus Takaki e Luciano Correa.
FILMES GRANDE VITORIA – IPPON
LIVROS MEMÓRIAS DE JIGORO KANO – JUDO
Quadro 1 – Judô
Fonte: Lopes (2018)
PRÁTICAS INTEGRATIVAS II - 
METODOLOGIA DO ENSINO DE LUTAS
PROF. JEFFERSON CAMPOS LOPES
FACULDADE CATÓLICA PAULISTA | 165
Figura 2 – Jiu jitsu
Fonte: https://www.pexels.com/pt-br/foto/garotos-meninos-rapazes-criancas-7988957/
https://www.pexels.com/pt-br/foto/garotos-meninos-rapazes-criancas-7988957/
https://www.pexels.com/pt-br/foto/garotos-meninos-rapazes-criancas-7988957/
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METODOLOGIA DO ENSINO DE LUTAS
PROF. JEFFERSON CAMPOS LOPES
FACULDADE CATÓLICA PAULISTA | 166
MODALIDADE JIU JITSU
TRADUÇÃO Arte suave
ORIGEM Japão
FUNDADOR Gastão e Carlos Gracie
NÚMERO DE PRATICANTES (MUNDO) Milhares
NÚMERO DE PRATICANTES NO BRASIL Milhares
COMPETIÇÕES Mundial, Pan-americano, Sul-americano, Brasileiro, Estaduais, Municipais.
OLÍMPICO Não
MATERIAL UTILIZADO Kimono (reforçado), faixas, piso eva
METODOLOGIA DE TREINO Autodefesa, que consiste em organizar, preservar e facilitar o aprendizado 
de forma progressiva, do simples ao complexo, a fim de estimular e 
desenvolver a autoconfiança e o aprimoramento técnico do aluno.
BENEFÍCIOS Defesa pessoal, coordenação motora (m.s/ m.i), disciplina, respeito, 
persistência, memorização, competição, autoajuda, conscientização 
do eu e do outro, sociabilização.
LESÕES Escoriações, calosidades, luxação, fraturas, lesões ligamentares e 
cartilagens, lombalgias.
ESTILOS -
ENTIDADES QUE COMANDAM Ju-Jitsu International Federation/ Brasil - Confederação Brasileira de 
Jiu-Jitsu
EVOLUÇÃO Exame de graduações – da branca até a vermelha (20 faixas)
FORMA DAS COMPETIÇÕES Regional, estadual, nacional, sul-americano, pan-americano e mundial.
KATA (luta imaginária contra vários 
adversários
-
KUMITE (Luta competitiva) 10 Categorias – juvenil, adulto e master.
Dividas por peso, idade e faixa
Crianças – várias divisões
ATLETAS EM DESTAQUE · Fem. – Amanda Magda de Oliveira, Sábatha Laís Francisco dos 
Santos
· Masc. –Leandro Bochecha, Lucas Hulk, Gabriel Pessanha
FILMES O Faixa Preta - A Verdadeira História de Fernando Tererê
LIVROS Gracie Jiu-Jitsu (livro)
Quadro 2 – Jiu Jitsu
Fonte: Lopes (2018)
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METODOLOGIA DO ENSINO DE LUTAS
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FACULDADE CATÓLICA PAULISTA | 167
Figura 3 – Lutas associadas
Fonte: https://www.google.com.br/search?q=luta+grego+romana&tbm=isch&sa=X&ved=2ahUKEwiZtaLQ4_X_
AhVpK7kGHeHRAokQ0pQJegQIDhAB&biw=1366&bih=657&dpr=1#imgrc=bUrXEizgxzlQgM
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FACULDADE CATÓLICA PAULISTA | 168
MODALIDADE LUTA GRECO ROMANO - Wrestling
TRADUÇÃO Luta de imobilização ou desistência
ORIGEM GRÉCIA
FUNDADOR Gregos
NÚMERO DE PRATICANTES (MUNDO) Milhares
NÚMERO DE PRATICANTES NO BRASIL Alguns
COMPETIÇÕESMundial, Pan-americano, Sul-americano, Brasileiro, Estaduais, 
Municipais, Jogos Regionais e Abertos.
OLÍMPICO Jogos Olímpicos, Pan-americanos, Sul-americanos.
MATERIAL UTILIZADO
Um protetor de orelha que seria um objeto opcional, protetor bucal 
e uma malha de Greco Romano, tapete olímpico.
METODOLOGIA DE TREINO
Técnicas de agarramento como a luta em clinch, arremessos e 
derrubadas, chaves, pinos e outros golpes do grappling
BENEFÍCIOS
Melhora a força e flexibilidade do praticante e gasta cerca de 650 
Kcal/hora
LESÕES Fraturas, entorses, luxações, cortes
ESTILOS
Luta Greco-Romana, o freestyle wrestling, grappling, beach wrestling 
e sambo.
ENTIDADES QUE COMANDAM
Federação Internacional de Lutas Associadas (FILA), Confederação 
Brasileira de Lutas Associadas (CBLA), 
EVOLUÇÃO 
FORMA DAS COMPETIÇÕES
Confronto simples 1 x 1 – 2 rounds com 3 minutos cada vencedor 
quem conseguir fixar os ombros no chão – pontuação 0 a 5 – quem 
fizer 10 de diferença ganha. 07 categorias masculinas – 04 feminina
ATLETAS EM DESTAQUE
· FEM – Joyce Silva (ouro – Pan/2015) – Aline Silva (prata/
mundial-2014)
· MAS – David Albino (bronze/pan-2016)
FILMES FOXCATCHER - VISION QUEST
LIVROS ESCRITOS RUSSOS - CUBANOS (TÉCNICO DA SELEÇÃO)
Quadro 3 – Lutas Associadas
Fonte: Lopes (2018)
15.1.1 Lutas de socos e chutes
As lutas de soco e chute podem ser subdivididas de acordo com o tipo de golpe: 
apenas com os punhos; apenas com as pernas, ou mãos e pernas conjuntamente
Seguiremos o modelo conforme Lopes (2018), são elas:
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Figura 3 – Taekwondo
Fonte: https://www.pexels.com/pt-br/foto/combate-lutando-luvas-capacetes-10496365/
MODALIDADE TAEWONDO
TRADUÇÃO Caminho dos pés e das mãos
ORIGEM COREIA
FUNDADOR GENERAL CHOI HONG HI (SANG MIN CHO)
NÚMERO DE PRATICANTES (MUNDO) Milhares
NÚMERO DE PRATICANTES NO BRASIL Milhares
COMPETIÇÕES
Mundial, Pan-americano, Sul-americano, Copa Brasil, 
Brasileiro, Estaduais, Municipais, Jogos Regionais e Abertos.
OLÍMPICO Jogos Olímpicos, Lusofonia.
MATERIAL UTILIZADO
Dobok, faixas, piso E.V.A., protetores de tórax, cabeça, 
canela, antebraço e bucal, escudo, raquete.
METODOLOGIA DE TREINO
POOMSAE (Formas), KYOKPA (Testes de Quebra), 
HONSHISUL (defesa pessoal) e KYORUGI (Combate)
BENEFÍCIOS
Paciência, concentração, humildade, autodisciplina, 
autodomínio, autoconfiança, respeito, determinação, e um 
corpo saudável e forte, com boa coordenação.
https://www.pexels.com/pt-br/foto/combate-lutando-luvas-capacetes-10496365/
https://www.pexels.com/pt-br/foto/combate-lutando-luvas-capacetes-10496365/
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LESÕES Luxações, fraturas, ruptura de ligamentos, cortes.
ESTILOS Sam-Bo-De-Rion, WTF, ITF, STF.
ENTIDADES QUE COMANDAM FPT, CBT, CBTKD, ITF - WTF
EVOLUÇÃO
EXAME DE GRADUAÇÕES – Branca, branca ponteira 
amarela, amarela, amarela ponteira verde, verde, verde 
ponteira azul, azul, azul ponteira vermelha, vermelha, 
vermelha ponteira preta, preta primeiro dan até 10 dan
FORMA DAS COMPETIÇÕES
Regionais, Estaduais, Nacionais, Sul-americanos, Pan-
americanos e Mundiais.
LUTA (Kyorugi)
3 rounds de 3 minutos – confronto direto
08 categorias no masculino/feminino
ATLETAS EM DESTAQUE
· FEM – Natália Falavigna, Maria Eduarda Stumpf
· MAS – Diogo Silva, Nathan Torquato
FILMES BEST & BEST - TAEWONDO PELA HONRA
LIVROS
· TAEWONDO FUNDAMENTAL
· TAEWONDO – ARTE MARCIAL e CULTURA COREANA
Quadro 4 – Taekwondo
Fonte: Lopes (2018).
Figura 5 – Karatê
Fonte: com/pt-br/foto/espaco-do-texto-karate-carate-homem-7045749/
https://cpb.org.br/atletas/nathan-cesar-sodario-torquato/
https://cpb.org.br/atletas/nathan-cesar-sodario-torquato/
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METODOLOGIA DO ENSINO DE LUTAS
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MODALIDADE KARATÊ
TRADUÇÃO Caminho das mãos vazias
ORIGEM JAPÃO
FUNDADOR GUISHIN FUNAKHOSI
NÚMERO DE PRATICANTES (MUNDO) Milhares
NÚMERO DE PRATICANTES NO BRASIL Milhares
COMPETIÇÕES
Mundial, Pan-americano, sul-americano, brasileiro, estaduais, municipais, jogos 
regionais e abertos.
OLÍMPICO
JOGOS PANAMERICANOS E SULAMERICANOS com entrada nas Olímpiadas como 
esporte apresentação em 2021(Toquio)
MATERIAL UTILIZADO Kimono, faixas, protetor bucal e genital, seios, facial, luvas e caneleiras, piso E.V.A.
METODOLOGIA DE TREINO
KIHON (ANALÍSE DE POSTURAS) KATA (luta imaginária) KUMITE (competição e 
sem regras)
BENEFÍCIOS
fortalece ossos e músculos, cria resistência, desenvolve coordenação motora 
e visual, e torna o organismo menos suscetível à ferimentos e doença, Defesa 
pessoal, coordenação motora (m.s/m.i)
LESÕES Fraturas, luxações, rompimento de ligamentos, cortes.
ESTILOS SHOTOKAN, SHORIN-RYU, GOJU-RYU, SHITO-RYU, WADO-RYU, KYOKUSHIN.
ENTIDADES QUE COMANDAM
WKF / WUKO / JKA
CBK/FPK/ CBKI/FPKI/CBKS/FPKS/CBTK
EVOLUÇÃO
Exame de graduações – branca, amarela, vermelha (azul), laranja, verde, roxa, 
marrom e preta (10 dan)
FORMA DAS COMPETIÇÕES
Mundial, Pan-americano, sul-americano, brasileiro, estaduais, municipais, jogos 
regionais e abertos
KATA (luta imaginaria contra vários adversários) Individual ou equipe – confronto direto.
KUMITE (luta competitiva) Individual (pesos) e equipe (absoluto) – confronto direto
LUTAS DE 3’
8 pontos -
Kobudo – ind. – apresentações
Quebramento – material (madeiras, tijolos, gelo, tacos)
ATLETAS EM DESTAQUE
· FEM. – Lucélia Ribeiro – tetracampeã dos jogos Pan-Americanos.
· MASC – Douglas Broser – Campeão Mundial (2010/2014) e vice (2012)
FILMES
· KARATE KID 1, 2, 3,4 – NOVO KARATE KID.
· RETORCEDER NUNCA, RENDER-SE JAMAIS
· O FAIXA PRETO - DRAGÃO BRANCO
LIVROS O MELHOR DO KARATE 1,2,3,4,5,6 - PRIMEIRA PASSOS
Quadro 5 – Karatê
Fonte: Lopes (2018).
PRÁTICAS INTEGRATIVAS II - 
METODOLOGIA DO ENSINO DE LUTAS
PROF. JEFFERSON CAMPOS LOPES
FACULDADE CATÓLICA PAULISTA | 172
Figura 6 – Boxe
Fonte: https://www.pexels.com/pt-br/foto/boxers-inside-a-ring-3531081/
 
MODALIDADE BOXE
TRADUÇÃO Golpear com os punhos
ORIGEM Egito/ Grécia/ Inglaterra
FUNDADOR James Figg
NÚMERO DE PRATICANTES (MUNDO) Milhares
NÚMERO DE PRATICANTES NO 
BRASIL
Milhares
COMPETIÇÕES
Mundial, Pan-americano, sul-americano, brasileiro, estaduais, 
municipais, jogos regionais e abertos.
OLÍMPICO Sim
MATERIAL UTILIZADO
Camiseta, short, corda, luvas, apara socos, sacos de pancada 
e ringue.
METODOLOGIA DE TREINO
Aquecimento, fundamentos, golpes no saco, luta dirigida 
e luta real
BENEFÍCIOS
Ativa grupos musculares, gasto calórico, melhora 
desempenho cardio e muscular, aumenta resistência e 
força. Defesa pessoal.
https://www.pexels.com/pt-br/foto/boxers-inside-a-ring-3531081/
https://www.pexels.com/pt-br/foto/boxers-inside-a-ring-3531081/
PRÁTICAS INTEGRATIVAS II - 
METODOLOGIA DO ENSINO DE LUTAS
PROF. JEFFERSON CAMPOS LOPES
FACULDADE CATÓLICA PAULISTA | 173
LESÕES Fraturas, luxações, rompimento de ligamentos, cortes.
ESTILOS -
ENTIDADES QUE COMANDAM
Internacional de Boxe (IBF), a Associação Mundial de Boxe 
(WBA), o Conselho Mundial de Boxe (WBC) e a Organização 
Mundial de Boxe (WBO)
EVOLUÇÃO Amador / profissional
FORMA DAS COMPETIÇÕES
Mundial, Pan-americano, sul-americano, brasileiro, estaduais, 
municipais e abertos
 
(luta competitiva)
Regras básicas de vitória: desistência, nocaute ou pontos.
Tempo da luta: 12 assaltos de 3 minutos (profissional) 3 
assaltos de 3 minutos(olimpíadas)
Pontos: 10 para ganhador e 9 ou 8 perdedores
Faltas: cabeçadas, cotoveladas, mordidas e empurrões.
 
ATLETAS EM DESTAQUE
· FEM. – Carol Almeida, Jucielen Romeu e Bárbara Santos
· MASC – Esquiva Falcão, Robson Conceição e Yamaguchi 
Falcão
FILMES · ALI
LIVROS
UNDISPUTED TRUTH: MY AUTOBIOGRAPHY – LARRY 
SLOMAN E MIKE TYSON
Quadro 6 – Boxe
Fonte: Lopes (2018).
 
 
PRÁTICAS INTEGRATIVAS II - 
METODOLOGIA DOENSINO DE LUTAS
PROF. JEFFERSON CAMPOS LOPES
FACULDADE CATÓLICA PAULISTA | 174
Figura 7 – Capoeira
Fonte: https://www.istockphoto.com/br/foto/capoeira-chutando-gm482561497-37195286?utm_campaign=srp_photos_limitedresults&utm_
content=https%3A%2F%2Fwww.pexels.com%2Fprocurar%2Fcapoeira%2F&utm_medium=affiliate&utm_source=pexels&utm_term=capoeira
MODALIDADE CAPOEIRA
TRADUÇÃO O que foi mata
ORIGEM África
FUNDADOR Mestre Bimba
NÚMERO DE PRATICANTES 
(MUNDO)
Milhares
NÚMERO DE PRATICANTES 
NO BRASIL
Milhares
COMPETIÇÕES Mundial, Pan-americano, sul-americano, brasileiro, estaduais, municipais, jogos regionais e abertos.
OLÍMPICO Não
MATERIAL UTILIZADO Camiseta, calça, aparelhos específicos musicais.
METODOLOGIA DE TREINO
Aquecimento, ginga, movimentos simples e de manobra; movimentos de fuga, ataque, contra-ataque, 
balões e esquiva; floreios e defesas; movimentos de entrada, saída, de pedido e chamadas; movimentos 
acrobáticos e aprendizagem de instrumentos.
BENEFÍCIOS
Força corporal, flexibilidade, perda calorias, melhora a autoconfiança. Estimula o cardio , defesa 
pessoal, aprendizagem da utilização de instrumentos musicais.
LESÕES Fraturas, luxações, rompimento de ligamentos, cortes.
https://www.istockphoto.com/br/foto/capoeira-chutando-gm482561497-37195286?utm_campaign=srp_photos_limitedresults&utm_content=https%3A%2F%2Fwww.pexels.com%2Fprocurar%2Fcapoeira%2F&utm_medium=affiliate&utm_source=pexels&utm_term=capoeira
https://www.istockphoto.com/br/foto/capoeira-chutando-gm482561497-37195286?utm_campaign=srp_photos_limitedresults&utm_content=https%3A%2F%2Fwww.pexels.com%2Fprocurar%2Fcapoeira%2F&utm_medium=affiliate&utm_source=pexels&utm_term=capoeira
https://www.istockphoto.com/br/foto/capoeira-chutando-gm482561497-37195286?utm_campaign=srp_photos_limitedresults&utm_content=https%3A%2F%2Fwww.pexels.com%2Fprocurar%2Fcapoeira%2F&utm_medium=affiliate&utm_source=pexels&utm_term=capoeira
PRÁTICAS INTEGRATIVAS II - 
METODOLOGIA DO ENSINO DE LUTAS
PROF. JEFFERSON CAMPOS LOPES
FACULDADE CATÓLICA PAULISTA | 175
TOQUE DE MUSICA DA 
CAPOERIA
• Angola
• São Bento Grande de Bimba
• São Bento Grande de Angola
• São Bento Grande
• São Bento Pequeno
• Iúna
• Cavalaria
• Samango
• Santa Maria
• Benguela
• Amazonas
• Idalina
• Regional de Bimba
ENTIDADES QUE COMANDAM CBC (Confederação Brasileira de Capoeira / WCF(World Capoeira Federacion)
EVOLUÇÃO
• 1º Estágio – Cordão verde (aluno): permanência 1 ano;
• 2º Estágio – Cordão amarelo (aluno): permanência 1 ano;
• 3º Estágio – Cordão azul (aluno): permanência 1 ano;
• 4º Estágio – Cordão verde-amarelo (aluno): permanência 1 ano;
• 5º Estágio – Cordão verde-azul (aluno): permanência 1 ano;
• 6º Estágio – Cordão amarelo-azul (aluno Instrutor): permanência 2 anos;
• 7º Estágio – Cordão verde-amarelo-azul (aluno Formado): permanência de 2 a 3 anos;
• 8º Estágio – Cordão branco-verde (Monitor): permanência de 3 a 5 anos;
• 9º Estágio – Cordão branco-amarelo (Professor): Título postulado pelo trabalho realizado na 
Capoeira;
• 10º Estágio – Cordão branco-azul (Contra Mestre): Título postulado pelo Mestre responsável 
do Grupo;
• 11º Estágio – Cordão branco (Mestre): Título postulado pelo reconhecimento dos Mestres 
mais antigos da Sociedade Capoeirista.
FORMA DAS COMPETIÇÕES Mundial, Pan-americano, sul-americano, brasileiro, estaduais, municipais e abertos
TIPOS DE JOGO DE CAPOEIRA Angola e Regional
(luta competitiva)
Divididas pro categorias de peso (infantil, juvenil, sênior, master).
O objetivo é derrubar o oponente de modo que os ombros dele fiquem no chão. A depender do grau de 
dificuldade, os pontos dos golpes variam de um a cinco. A luta é finalizada quando o adversário é derrubado
Golpes da Capoeira
Benção, ponteira, martelo, meia lua de frente, armada, rabo de arraia, queixada, benção, cabeçada, 
rasteira.
ATLETAS EM DESTAQUE
· FEM. – Mestra Tisza, Jô e Mara
· MASC – Mestre Camisa, Barrão, Suassuna e João Grande
FILMES O besouro
LIVROS Capoeira Bahia
Quadro 7 – Capoeira
Fonte: Lopes (2018).
PRÁTICAS INTEGRATIVAS II - 
METODOLOGIA DO ENSINO DE LUTAS
PROF. JEFFERSON CAMPOS LOPES
FACULDADE CATÓLICA PAULISTA | 176
15.1.1.1 Lutas mistas/implemento
Nesta categoria temos as lutas de implemento que deve ter o uso de um objeto 
que prolonga seu corpo e as mista sobre a junção das de agarre de socos e chutes.
Seguiremos o modelo conforme Lopes (2018), são elas:
Figura 8 – esgrima
Fonte: https://www.pexels.com/pt-br/foto/ativo-movimentado-atletas-esportistas-5941996/
MODALIDADE ESGRIMA
TRADUÇÃO Manusear armas brancas
ORIGEM Europa
FUNDADOR Nobres
NÚMERO DE PRATICANTES (MUNDO) Milhares
NÚMERO DE PRATICANTES NO 
BRASIL
Milhares
COMPETIÇÕES
Mundial, Pan-americano, sul-americano, brasileiro, estaduais, 
municipais.
OLÍMPICO Sim
MATERIAL UTILIZADO Roupa especifica, armas especificas, piso especifico.
METODOLOGIA DE TREINO
Aquecimento, domínio das empunhaduras, deslocamento, 
luta dirigida e real.
BENEFÍCIOS
agilidade, sensibilidade rítmica, audição, tato, concentração, 
criatividade, inteligência e controle emocional.
https://www.pexels.com/pt-br/foto/ativo-movimentado-atletas-esportistas-5941996/
https://www.pexels.com/pt-br/foto/ativo-movimentado-atletas-esportistas-5941996/
PRÁTICAS INTEGRATIVAS II - 
METODOLOGIA DO ENSINO DE LUTAS
PROF. JEFFERSON CAMPOS LOPES
FACULDADE CATÓLICA PAULISTA | 177
LESÕES Fraturas, luxações, rompimento de ligamentos, cortes.
ARMAS Espada, florete e Sabre.
ENTIDADES QUE COMANDAM
Federação Internacional de Esgrima (FIE) Brasil - Confederação 
Brasileira de Esgrima (CBE)
EVOLUÇÃO Amador / profissional
FORMA DAS COMPETIÇÕES
Olímpiada, Mundial, Pan-americano, sul-americano, brasileiro, 
estaduais, municipais
 
(luta competitiva)
Preliminares: Um tempo de três minutos. Cinco pontos dão 
a vitória automática. Um minuto de prorrogação em caso 
de empate.
 Eliminatório: Três tempos de três minutos cada. Vitória 
automática aos 15 pontos. Um minuto de prorrogação em 
caso de empate.
REGRAS
Regras básicas de vitória: é tocar o oponente com a arma 
ao mesmo tempo em que se evita ser tocado
Tempo da luta: 2até 3 tempos
Pontos: até 15 pontos
ATLETAS EM DESTAQUE
· FEM. – Nathalie Moellhausen, Victoria Vizeu, Marcela Silva 
e Amanda Simeão
· MASC – Alexandre Camargo, Fabrizio Lazzarotto, Leandro 
Seini e Maurício Pellegrino.
FILMES By the Sword
LIVROS Esgrima e Xadrez
Quadro 8 – Esgrima
Fonte: Lopes (2018).
 
PRÁTICAS INTEGRATIVAS II - 
METODOLOGIA DO ENSINO DE LUTAS
PROF. JEFFERSON CAMPOS LOPES
FACULDADE CATÓLICA PAULISTA | 178
Figura 9 – MMA
Fonte: https://www.pexels.com/pt-br/foto/atletas-esportistas-jogadores-cela-5525492/
MODALIDADE MMA
TRADUÇÃO Artes Marciais Mistas
ORIGEM Brasileira
FUNDADOR Família Grace
NÚMERO DE PRATICANTES (MUNDO) Milhares
NÚMERO DE PRATICANTES NO 
BRASIL
Milhares
COMPETIÇÕES
Mundial, Pan-americano, sul-americano, brasileiro, estaduais, 
municipais
OLÍMPICO Não
MATERIAL UTILIZADO
Camiseta, short, corda, luvas, apara socos, sacos de pancada 
e octógono
METODOLOGIA DE TREINO
Aquecimento, fundamentos dos golpes nas modalidades 
e luta real.
https://www.pexels.com/pt-br/foto/atletas-esportistas-jogadores-cela-5525492/
https://www.pexels.com/pt-br/foto/atletas-esportistas-jogadores-cela-5525492/
PRÁTICAS INTEGRATIVAS II - 
METODOLOGIA DO ENSINO DE LUTAS
PROF. JEFFERSON CAMPOS LOPES
FACULDADE CATÓLICA PAULISTA | 179
BENEFÍCIOS
Emagrece, define os músculos, Melhora o raciocínio, Melhora 
os reflexos, reduz o estresse, Melhora o condicionamento 
físico e defesa pessoal
LESÕES Fraturas, luxações, rompimento de ligamentos, cortes.
ESTILOS -
ENTIDADES QUE COMANDAM
Ultimate Fighting Championship (UFC) , BELLATOR, CAGE, 
JUNGLE, ONE e XTREME
EVOLUÇÃO Amador / profissional
FORMA DAS COMPETIÇÕES
Mundial, Pan-americano, sul-americano, brasileiro, estaduais, 
municipais.
Categorias
· Peso Palha (Feminino apenas) – até 52,2 kg;
· Peso Mosca – 56,7kg;
· Peso Galo – 56,7 kg até 61,2 kg;
· Peso Pena – de 61,2 kg até 65,7 kg;
· Peso Leve – de 65,7 kg até 70,3 kg;
· Peso Meio-médio – de 70,3 kg até 77,1 kg;
· Peso Médio – de 77,1 kg até 83,9 kg;
· Peso Meio-Pesado – de 83,9 kg até 92,9 kg;
· Peso Pesado – de 92,9 kg até 120,2 kg;
· Peso Superpesado – mais de 120,2 kg.
(luta competitiva)
3 rounds de 5 minutos por 1 de descanso / é decidida por 
nocaute ou finalização / ou decisão dos juízes
Avaliação na hora da luta
Efetividade dos golpes, agressividade, controle no octógono, 
defesa e resistência e quedas e domínio no chão
ATLETAS EM DESTAQUE
· FEM. – Amanda Nunes e Jessica Andrade
· MASC – Glover Teixeira, Deiveson Figueiredo e Charles 
do Bronx.
FILMES Quebrando as regras
LIVROS A bíblia do '
Quadro 9 – MMA
Fonte: Lopes (2018).
PRÁTICAS INTEGRATIVAS II - 
METODOLOGIA DO ENSINO DE LUTAS
PROF. JEFFERSON CAMPOS LOPES
FACULDADE CATÓLICA PAULISTA | 180
ISTO ESTÁ NA REDE
Vídeo sobre TOP 8 MELHORES ARTES MARCIAIS PARA O MMA (MIXED 
MARTIAL ARTS)
https://youtu.be/168pGR9ryYQ?si=P0w6BqgFZbNpupC3
ISTO ACONTECE NA PRÁTICA
Vídeo sobre como se tornar um LUTADOR PROFISSIONAL de MMA.
https://youtu.be/XKOT2re65SE?si=sVEpfwPowIgn6rR7
ANOTE ISSO
Aprenda mais lendo este artigo sobre MMA.
 
Artes marciais mistas: luta por afirmação e mercado da luta
https://www.scielo.br/j/rbce/a/F5bRPPjSD5YyjnFBG7VPXHp/
https://youtu.be/168pGR9ryYQ?si=P0w6BqgFZbNpupC3
https://youtu.be/XKOT2re65SE?si=sVEpfwPowIgn6rR7
https://www.scielo.br/j/rbce/a/F5bRPPjSD5YyjnFBG7VPXHp/
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CONCLUSÃO
Chegamos ao final de nosso livro e esperamos que você futuro profissional de 
educação física tenha gostado e aprendido um pouco sobre o mundo das Lutas, Artes 
Marciais e Esporte de Combate.
Vimos que existem diferenças entre os termos e para tal trouxemos informações e 
conhecimentos sobre as lutas, artes marciais e esportes de combate que farão você 
ter bons argumentos para refletir em suas aulas.
Em sua evolução pelo mundo as Lutas, Artes Marciais e Esportes de Combate, 
foram criadas inicialmente de forma militar para poder guerrear pelos exércitos em 
suas defesas e conquistas pelo mundo afora, no caso de algumas civilizações.
 No Brasil tivemos a criação e desenvolvimento de várias lutas que fizeram parte de 
nossa história antiga e atual, podemos notar que temos Lutas de matrizes orientais, 
africanas e indígenas.
 Tivemos a intenção de buscarmos delinear a base que constitui as lutas corporais 
ontologicamente como atividades que utilizam o corpo e/ou algum objeto para atacar 
e/ou se defender do(s) oponente(s), em que o objetivo está no corpo do outro, podendo 
ou não ser regido por regras. Além de apresentar o fator de imprevisibilidade nas ações 
de ataque e defesa em razão da ausência de um objeto mediador.
É preciso conhecer e compreender como as Lutas são ensinadas, quais os métodos 
e ideias de planejamento que regem o ensino desta informação e deste conhecimento. 
Desta forma poderíamos saber de que segmento de Luta falar, e assim pensar para 
quem se destina o ensino, em que ambiente, sob qual perspectiva.
 É de suma importância a atenção constante do professor ou do sensei no uso da 
ludicidade, pois dependendo do nível motivacional ele pode levar a disputa acirrada 
pela conquista.
Existem vários tipos de brincadeiras, jogos e brinquedos que podem contribuir na 
aprendizagem das lutas, seja na educação formal ou informal, bem como espaços 
formais e informais.
É importante também que o professor/sensei, ao final de cada aula ou sequência 
didática, discuta com seus alunos sobre as estratégias utilizadas por eles, tanto de 
ataque quanto de defesa, fazendo com que reflitam sobre a atividade e troquem 
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informações sobre suas estratégias, conhecendo e considerando novas possibilidades 
de ação, que devem ser experimentadas depois. As regras adotadas também podem 
ser discutidas, avaliadas e repensadas.
Ao praticar uma atividade física, estamos contribuindo com nosso corpo e ajudando 
a nossa saúde. Ao unirmos as duas estamos desenvolvendo uma melhor qualidade 
de vida que envolve vários elementos.
 Contudo, sabemos que não é tão fácil este processo, é necessário muito e contínuo 
estudo sobre o que ocorre no treinamento e na ciência. Nessa perspectiva, programas 
de treinamento corretamente elaborados e baseados em princípios científicos são 
fundamentais na busca constante do rendimento máximo. As ciências do esporte têm 
contribuído, ainda que de maneira tímida, para o aperfeiçoamento desses programas, 
melhorando progressivamente a qualidade do processo de treinamento.
É válido ressaltar que a BNCC não é o currículo, no entanto, ela estabelece o que 
deve, ou não, conter no currículo escolar. Isso significa que este documento define 
basicamente o que todos os estudantes desta etapa da educação básica devem saber. 
E como pode ser observado ele apresenta sua fundamentação nas teorias pedagógicas 
que valorizam as competências e habilidades, em detrimento do conhecimento.
Em situação de ensino/aprendizagem, o indivíduo aprende a identificar e a descobrir 
conhecimentos, e mobilizá-los de forma contextualizada. Ser competente não é realizar 
uma mera assimilação de conhecimentos suplementares, gerais ou locais, mas sim, 
compreende a construção de esquemas que permitem mobilizar conhecimentos na 
situação certa e com discernimento.
Podemos afirmar a importância do ensino das Lutas enquanto potencial formativo. 
Quando a criança brinca de luta a partir de uma perspectiva que a enxerga através 
de um jogo, isto é, como uma representação simbólica de um combate com regras e 
objetivos explícitos em relação a equilibrar-se/desequilibrar, desvencilhar-se/imobilizar 
e desviar/tocar, entende-se que a criança possa se colocar como sujeito que cria a 
própria luta/jogo, aprendendo desenvolvendo potencialidades e se apropriando de 
diferentes conhecimentos.
 Podemos afirmar a importância do ensino das Lutas enquanto potencial formativo. 
Quando a criança brinca de luta a partir de uma perspectiva que a enxerga através 
de um jogo, isto é, como uma representação simbólica de um combate com regras e 
objetivos explícitos em relação a equilibrar-se/desequilibrar, desvencilhar-se/imobilizar 
e desviar/tocar, entende-se que a criança possa se colocar como sujeito que cria a 
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própria luta/jogo, aprendendo desenvolvendo potencialidades e se apropriando de 
diferentes conhecimentos.
 É necessário que os professores de Educação Física procurem desenvolver um 
bom plano de aula e de ensino, que através das estratégias utilizadas poderão adquirir 
conhecimentos técnicos e lúdicos de como conduzir tais atividades destinadas a seus 
discentes dentro do conteúdo escolar, podendo assim os professores vivenciarem um 
aprendizado mais sólido de aulas de campo, para colocarem em prática mais opções 
diversificadas de atividades que fujam dos esportes com bolas que, normalmente 
predominam nas aulas de Educação Física escolar. 
Sabe-se que cada modalidade esportiva se caracteriza pelas exigências específicas 
da atividade praticada. O entendimento do treinamento é fascinante, principalmente 
quando o treinador tem bem claro os seus objetivos e utiliza os conhecimentos 
científicos para prescrevê-los.
A aquisição nas lutas das habilidades motoras é um processo gradual de mudanças 
que envolvem todos os aspectos do comportamento humano, ocorrendo com mais 
intensidade nos primeiros anos de vida e permitindo ao indivíduo um domínio do 
próprio corpo em diferentes posturas e situações, como pular, correr, saltar ou atémesmo deitar-se e levantar de uma cadeira.
Deixo aqui a necessidade de mais estudos sobre nosso tema e também uma 
continuidade da formação continuada que é tão importante para todos. Desejo sucesso 
a todos e uma jornada magnífica na carreira. Abraços.
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ELEMENTOS COMPLEMENTARES 
LIVRO
Título: [Guia de musculação para esportes de luta]
Autor: [Frédéric Delavier ; Michael Gundill ]
Editora: [Manole]
Sinopse: [A musculação se tornou fator indispensável 
para os esportes de luta e de combate. Ela melhora não 
apenas o condicionamento físico dos lutadores, como 
também ajuda a desenvolver resistência, a aumentar 
a potência dos golpes e a amplitude dos movimentos, 
além de diminuir o risco de lesões pelo desgaste 
contínuo das articulações e dos músculos. No entanto, 
um bom programa de musculação para esportes de 
combate pouco se assemelha ao treinamento com 
enfoque no fisiculturismo, uma vez que os exercícios e movimentos praticados devem 
corresponder à realidade da luta.]
FILME
Título: [Gladiador]
Ano: [2000]
Sinopse: [Maximus (Russell Crowe) é 
um general, tão fiel ao imperador que 
é escolhido para ser seu sucessor, em 
lugar do verdadeiro filho. Após a morte 
do governante, porém, Maximus tem sua 
família assassinada e é enviado para 
passar o resto dos dias como um gladiador, lutando diariamente por sua vida e por 
vingança.]
https://www.amazon.com.br/s/ref=dp_byline_sr_book_1?ie=UTF8&field-author=Fr%C3%A9d%C3%A9ric+Delavier&text=Fr%C3%A9d%C3%A9ric+Delavier&sort=relevancerank&search-alias=stripbooks
https://www.amazon.com.br/Michael-Gundill/e/B004MP1QX4/ref=dp_byline_cont_book_2
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WEB
Artes Marciais e Lutas: uma análise da produção de saberes no campo discursivo da 
Educação Física brasileira.
 
A discussão acerca das Artes Marciais e das Lutas tem aparecido com mais frequência 
no cenário acadêmico da Educação Física nacional. Diante disso, este estudo tem 
por objetivo identificar e problematizar como estas práticas são produzidas como um 
saber pertinente a ser abordado por essa área de conhecimento. A partir de algumas 
noções de análise discursiva, inspiradas no referencial teórico de Michel Foucault, 
pode-se dizer, através da seleção de artigos de cinco periódicos nacionais, que as 
concepções de Artes Marciais e de Lutas aparecem como duas formações discursivas 
em disputa produtiva. Dessa forma, elas tecem um campo de batalha discursiva que 
constitui modos de pensar, praticar e falar dessas práticas, a partir das diferentes 
bases epistemológicas que as sustentam.
https://www.scielo.br/j/rbce/a/YsGKW4FXNnfkVQNKGhRRNFM/
https://www.scielo.br/j/rbce/a/YsGKW4FXNnfkVQNKGhRRNFM/
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