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Introdução às Sagradas Escrituras Prof. Me. Flávio Donizete Batista CÂNON DAS ESCRITURAS 2 • O termo grego kanon significava originalmente uma “vara de medir” e, mais tarde, num sentido derivado, uma “regra” ou “norma”. • Desde o século II, recebe o significado de “norma de fé”. • A partir do século IV, o adjetivo “canônico” é aplicado aos livros bíblicos, enquanto o termo “cânon” inicia a ser utilizado na Igreja Latina no sentido de catálogo dos livros bíblicos reconhecidos. CANONICIDADE 3 • Há também o termo canonicidade, que significa que um livro inspirado, destinado à Igreja, foi recebido como tal por ela. • Todos os livros canônicos são inspirados e nenhum livro inspirado existe fora do cânon. PORTANTO, 4 • Os livros são inspirados porque Deus é seu autor; • Eles são canônicos porque a Igreja os reconheceu e os admitiu como inspirados, pois só a Igreja, por meio da revelação, pode reconhecer o fato sobrenatural da inspiração. PROTOCANÔNICOS 5 • Alguns livros foram reconhecidos normativos desde o início (por exemplo, os cinco livros do Pentateuco ou os Evangelhos); daí a denominação de “protocanônicos” para os livros bíblicos sempre e sem discussão reconhecidos como normativos. DEUTEROCANÔNICOS 6 • Ao invés, são denominados “deuterocanônicos” os livros bíblicos cuja canonicidade foi objeto de contestação e reconhecida mais tarde. • São eles: no AT, Tobias, Judite, Baruc, Sabedoria, Eclesiástico, 1-2 Macabeus, trechos de Daniel e Ester. No NT, são Hebreus, Tiago, 2 Pedro, 2-3 João, Apocalipse e as perícopes de Marcos. APÓCRIFOS 7 • O nome apócrifo é aplicado pelos católicos a certos escritos judaicos e cristãos que tiveram a pretensão à autoridade divina, mas que, de fato, não são Escrituras inspiradas. • Os apócrifos do Antigo Testamento, produto do judaísmo, são atribuídos a vários patriarcas e profetas e refletem as ideias religiosas e morais do mundo judaico do século II a.C. ao século I d.C. APÓCRIFOS 8 • Os apócrifos do Novo Testamento são obras de origem cristã. Atribuídos, em geral, a apóstolos, eles refletem as crenças, doutrinas e tradições de certos círculos, tanto ortodoxos como heréticos dos primeiros séculos da Igreja. REFERÊNCIAS 9 CATENASSI, Fabrízio Zandonadi. Introdução teológica e história de Israel. Curitiba: Intersaberes, 2018. HARRINGTON, Wilfrid J. Chave para a Bíblia. São Paulo: Paulinas, 1985. LARA, Valter Luiz. A Bíblia e o desafio da interpretação sociológica. São Paulo: Paulus, 2009, p. 26. PRIOTTO, Michelangelo. Introdução Geral às Escrituras. Petrópolis: Vozes, 2019. SCHLAEPFER, Carlos Frederico (org.). A Bíblia: elementos historiográficos e literários. Petrópolis: Vozes, 2019. 10 Obrigado! Prof. Me. Flávio Donizete Batista Contato: flavio.filosofia@gmail.com