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A solicitação de emissões otoacústicas e potenciais evocados auditivos para um paciente de 80 anos, com audiometria dentro dos padrões normais, pode ser explicada por várias razões relevantes no contexto de uma doença neurodegenerativa: Diagnóstico de Doença Neurodegenerativa: Embora o paciente não apresente queixas auditivas e a audiometria esteja normal, doenças neurodegenerativas, como a Doença de Alzheimer ou outras condições neurológicas, podem afetar o sistema auditivo central de formas que não são detectadas apenas por audiometria padrão. Emissões otoacústicas e potenciais evocados auditivos fornecem informações adicionais sobre o funcionamento das estruturas auditivas periféricas e centrais, além de ajudar a identificar possíveis alterações no processamento auditivo que não são visíveis em testes auditivos convencionais (ALMEIDA et al., 2019). Avaliação das Emissões Otoacústicas: As emissões otoacústicas (EOA) são úteis para avaliar a função das células ciliadas externas da cóclea. Mesmo que o paciente tenha audição normal em testes padrão, as EOA podem detectar disfunções subclínicas que não são evidentes na audiometria. Alterações nas EOA podem indicar problemas iniciais na cóclea, que poderiam estar relacionados a condições neurodegenerativas (FREITAS; PEREIRA, 2018). Análise dos Potenciais Evocados Auditivos: Os potenciais evocados auditivos (PEA), como o Potencial Evocado Auditivo de Tronco Encefálico (PEATE), avaliam a integridade das vias auditivas desde o nervo auditivo até o tronco encefálico. Mesmo em ausência de déficits auditivos perceptíveis, alterações nos PEATE podem refletir disfunções na condução ou no processamento auditivo central, o que pode ser relevante para o diagnóstico e acompanhamento de doenças neurodegenerativas (COSTA; MELO, 2020). Portanto, apesar dos resultados normais na audiometria, as emissões otoacústicas e os potenciais evocados auditivos proporcionam uma visão mais abrangente e detalhada da função auditiva, sendo especialmente úteis no contexto de doenças neurodegenerativas que podem afetar não apenas a audição periférica, mas também o processamento auditivo central. Referências ALMEIDA, R. M. et al. Potenciais Evocados Auditivos: Avaliação e Diagnóstico. São Paulo: Editora Saúde, 2019. COSTA, P. C.; MELO, T. A. Fundamentos dos Potenciais Evocados Auditivos de Alta Latência. Porto Alegre: Editora Médica, 2020. FREITAS, L. G.; PEREIRA, A. D. Eletrococleografia e Suas Aplicações Clínicas. Belo Horizonte: Editora Científica, 2018