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INSTITUTO FEDERAL DO AMAZONAS DIRETORIA DE EDUCAÇÃO A DISTÂNCIA UNIVERSIDADE ABERTA DO BRASIL
ANA DE JESUS CONRADO
ANA GLEICE CARVALHO DA SILVA
ANDRESSA VIEIRA MAGNO
MARIA MICHELE DA FROTA
RHOAN DE SOUZA COSTA
ANÁLISE CRÍTICA:
Programa Nacional do Livro e do Material Didático (PNLD)
COARI – AM
2024
ANA DE JESUS CONRADO
ANA GLEICE CARVALHO DA SILVA
ANDRESSA VIEIRA MAGNO
MARIA MICHELE DA FROTA
RHOAN DE SOUZA COSTA
ANÁLISE CRÍTICA:
Programa Nacional do Livro e do Material Didático (PNLD)
Trabalho apresentado ao Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Amazonas e Universidade Aberta do Brasil, para obtenção de notas na disciplina Política Educacional Brasileira, ministrada pelo professor José Eurico Ramos de Souza e tutor Ednei Pereira Parente. 
COARI – AM 
2024
1. INTRODUÇÃO
O objetivo deste trabalho é realizar uma análise crítica a respeito do Programa Nacional do Livro e do Material Didático (PNLD) no Brasil, que desempenha um papel crucial na educação brasileira, fornecendo recursos didáticos essenciais para milhões de estudantes em todo o país. 
Implementado pelo Ministério da Educação, o programa visa garantir a distribuição de livros didáticos e materiais de apoio de qualidade para as escolas públicas, promovendo a equidade e a democratização do acesso ao conhecimento. No entanto, apesar de sua importância e dos avanços alcançados ao longo das décadas, o PNLD enfrenta críticas e desafios significativos.
 Entre as principais questões levantadas estão a adequação dos conteúdos às diretrizes curriculares, a qualidade dos materiais distribuídos, a capacidade de atender às necessidades de um sistema educacional diversificado e em constante transformação, além das dificuldades logísticas de implementação. 
Neste contexto, o presente trabalho tem como propósito promover, sobretudo, importância da PNLD para a rede pública, discutindo como vem constituindo a seleção e distribuição do livro didático, apresentando resultados, objetivos, suas diretrizes e etapas do programa, ressaltando a abordagem dos fatos através de uma cronologia que facilite a compreensão do leitor, buscando oferecer uma visão abrangente e atualizada sobre o programa, destacando seus aspectos que necessitam de aprimoramento.
 Assim, destacamos a importância de conhecer o projeto PNLD, bem como analisar suas contribuições a cerca da produção de conteúdos e seleção de material.
 Dessa forma, esperamos contribuir para a formulação de políticas públicas que possam tornar o programa ainda mais eficaz e inclusivo.
2. DESENVOLVIMENTO
2.1 PROGRAMA NACIONAL DO LIVRO E DO MATERIAL DIDÁTICO (PNLD)
No Brasil, o Programa Nacional do Livro e do Material Didático (PNLD) é o mais antigo dos programas voltados à distribuição de obras didáticas aos estudantes da rede pública de ensino brasileira e desempenha um papel muito importante na educação brasileira, fornecendo recursos didáticos essenciais para milhões de estudantes em todo o país.
O PNLD começou no ano de 1929, inicialmente chamado por Instituto Nacional do Livro, e somente em 1985, após algumas reformulações, passou a ser oficialmente chamado por PNLD. Apesar de bem-intencionado, a compra e a distribuição proposta não atendiam todos os alunos da educação básica pública nem todos os segmentos e disciplinas, uma vez que não havia a definição de uma regularização.
Na década de 1990, os docentes passaram a atuar mais ativamente na etapa de seleção do livro. Todavia, durante o governo do presidente Fernando Collor, parte do programa chegou a ser suspensa. Em 1992, a distribuição dos livros foi comprometida por limitações orçamentárias, restringindo-se o atendimento até a 4ª série do Ensino Fundamental. 
O ano de 1993 representou um marco em relação à política voltada para os materiais didáticos. São definidos critérios para avaliação dos livros didáticos, com a origem das comissões avaliadoras na Portaria 1.130, de 5 de agosto de 1993. 
Até 1995, a entrega era limitada a poucas séries e não tinha regularidade. De forma gradativa, volta a universalização da distribuição do livro didático no ensino fundamental. Em 1995, são contempladas as disciplinas de matemática e língua portuguesa. Em 1996, a de ciências e, em 1997, as de geografia e história. 
Desde o ano de 1996, a Secretaria de Educação Básica tem a responsabilidade de coordenar e avaliar o conteúdo das obras inscritas no PNLD, em parceria com universidades públicas. O programa se fortaleceu quanto às regularizações, visto que a avaliação dos livros ficou mais rigorosa e criteriosa e a distribuição passou a seguir regras e leis. Em 1997, o PNLD passou a alcançar todas os anos e componentes curriculares do Ensino Fundamental.
O Ensino Médio, inclusive a modalidade ligada à Educação de Jovens e Adultos (EJA), passou a ser atendido de forma completa pelo programa no ano de 2011. Em 2012, o PNLD passou a incluir, além de livros impressos, material multimídia em DVD, com jogos, simuladores e infográficos para serem utilizados como recurso didático.
No edital de 2019, o PNLD trouxe uma outra inovação: a aquisição de livros com formato digital e acessíveis à tecnologia que permite recursos de acessibilidade. Além disso, os livros digitais permitem uma maior interação com aluno e possibilidade de recursos multimodais.
Com o Decreto nº 9.099, de 18 de julho de 2017, o Programa Nacional do Livro Didático (PNLD) e o Programa Nacional Biblioteca da Escola (PNBE) foram unificadas. Com nova nomenclatura, o Programa Nacional do Livro e do Material Didático – PNLD também teve seu escopo ampliado com a possibilidade de inclusão de outros materiais de apoio à prática educativa para além das obras didáticas e literárias: obras pedagógicas, softwares e jogos educacionais, materiais de reforço e correção de fluxo, materiais de formação e materiais destinados à gestão escolar, entre outros. 
2.2 O LIVRO DIDÁTICO E A REDE PÚBLICA DE ENSINO
Mas precisamente na rede pública, sabemos que a seleção do livro didático nem sempre considera a participação do corpo docente, por uma estrutura política capitalista. Os livros são escolhidos, por vezes, com base no seu valor de mercado. Diante dessa prática, os livros, em sua maioria são empobrecidos cientificamente e destinados a rede pública, rede essa que geralmente, trata de uma clientela desassistida socialmente, onde deveria ao menos receber livros de qualidade estética e científica.
No entanto, sabendo o professor do seu papel de pesquisador. É dever de sua prática docente propiciar a esses alunos experiências para além do “pobre” material que possui como subsídio, apesar, de considerarmos a relevância do material, reafirmamos que não é exclusivamente o livro didático, que determina ou não o fracasso dos alunos. De acordo com Krasilchik (2008, p. 184):
[...] pelas suas difíceis condições de trabalho, os docentes preferem os livros que exigem menos esforço, e que reforçam uma metodologia autoritária e um ensino teórico [...]. O docente, por falta de autoconfiança, de preparo, ou por comodismo, restringe-se a apresentar aos alunos, com o mínimo de modificações, o material previamente elaborado por autores que são aceitos como autoridades. Apoiado em material planejado por outros e produzido industrialmente, o professor abre mão de sua autonomia e liberdade, tornando simplesmente um técnico.
Assim, apesar de salientar para a fragmentação do livro didático principalmente na escola pública, deixamos claro que isso não é uma regra, e a depender da região do país, essa ênfase no que diz respeito a qualidade do material didático poderá ser priorizado ou não de as esferas políticas dominantes.
 3. RESULTADOS
O Programa Nacional do Livro e do Material Didático abrange uma série de ações que tem por finalidade a distribuição das obras didáticas, mas passa também por outros importantes
processos desde a definição de diretrizes para as obras em cada etapa da Educação Básica até a seleção dos livros a serem adotados.
Os critérios obrigatóriosdas obras didáticas para cada etapa são publicados em edital pelo MEC e produzidos por editoras. Os materiais de cada etapa de Ensino se renovam a cada quatro anos, uma por vez. Pela Secretaria de Educação Básica do ministério, especialistas avaliam e selecionam aquelas que têm as características exigidas e que vão compor o conjunto de livros e materiais aprovados.
Depois desse processo, a lista de obras fica disponível para consulta das escolas e professores escolherem quais irão adotar.
O responsável pela operacionalização do programa é o Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE), uma autarquia federal vinculada ao Ministério da Educação cuja principal função é prestar assistência técnica e financeira aos estados, municípios e ao Distrito Federal buscando uma Educação de qualidade para todas as pessoas.
Cabe ao FNDE, por exemplo, organizar e apoiar a inscrição de obras didáticas, apoiar o processo de montagem dos acervos, realizar o controle de qualidade da produção dos materiais e monitorar o programa junto às redes de Ensino.
Objetivos do PNLD conforme o Decreto nº 9.099, de 18 de julho de 2017
· Aprimorar o processo de ensino e aprendizagem nas escolas públicas de Educação Básica, com a consequente melhoria da qualidade da Educação;
· Garantir o padrão de qualidade do material de apoio à prática educativa utilizado nas escolas públicas de Educação Básica; 
· Democratizar o acesso às fontes de informação e cultura;
· Fomentar a leitura e o estímulo à atitude investigativa dos estudantes;
· Apoiar a atualização, a autonomia e o desenvolvimento profissional do professor; e
· Apoiar a implementação da Base Nacional Comum Curricular.
Diretrizes do PNLD:
· O respeito ao pluralismo de ideias e concepções pedagógicas;
· O respeito às diversidades sociais, culturais e regionais;
· O respeito à autonomia pedagógica das instituições de Ensino;
· O respeito à liberdade e o apreço à tolerância; e
· A garantia de isonomia, transparência e publicidade nos processos de aquisição das obras didáticas, pedagógicas e literárias. 
Etapas da PNLD
Inscrição: A inscrição é composta do cadastramento dos editores e obras, com o carregamento dos arquivos referentes à documentação e às obras. A inscrição de materiais é aberta aos titulares de direitos autorais, de acordo com as regras, os prazos e as condições estabelecidas em cada edital. As obras e suas respectivas documentações carregadas são analisadas para verificação de atendimento aos requisitos mínimos de validação.
Avaliação pedagógica: A avaliação pedagógica é realizada após a validação da inscrição, e busca garantir a qualidade do material a ser encaminhado às escolas, incentivando a produção de materiais que aprimorem o processo de ensino e aprendizagem e cada vez mais adequados às necessidades da educação pública brasileira, em conformidade com os objetivos da legislação da Educação Básica, respeitando o pluralismo de ideias e concepções pedagógicas, as diversidades sociais, culturais e regionais.
Habilitação: A habilitação abarca a análise da regularidade jurídica, discal, econômica e trabalhista das emprestas e de todos os contratos firmados entres elas e os autores, adaptadores, organizadores, ilustradores e qualquer criadores intelectuais das obras ou dos materiais digitais.
Escolha: A etapa de escolha trata da disponibilização do guia do PNLD, documento com informações essenciais relativas às obras aprovadas, para os professores de cada ciclo do programa. 
Negociação: Após da etapa de escolha (títulos, quantidades de obras, respectivas escolas etc.), ocorre o processamento dos dados e estabelecimento de parâmetros para a formação dos preços mínimos e máximos de cada obras. Os editores, ao serem informados de seus quantitativos escolhidos, propõe preços iniciais que podem ser contrapropostos até a formação do preço final.
Aquisição: A aquisição é a efetiva contratação dos editores de acordo com os quantitativos escolhidos pelas escolas e valores negociados.
Distribuição: A distribuição engloba a produção das obras pelas editoras e entrega aos Correios para distribuição de cada volume à escola que a escolheu.
Monitoramento e avaliação: O monitoramento e avaliação consiste em visitas periódicas aos centros logísticos das editoras, aos Correios e às redes de ensino com o intuito de acompanhar e analisar se as condições dispostas em cada edital e as acordadas em contrato estão sendo cumpridas por todos os participantes do Programa.
4.DISCUSSÃO
Através do Decreto de nº 91.542, de 19/8/85 é criado o Plano Nacional do Livro Didático (PNLD), e então uma nova estrutura é elencada, priorizando a participação dos professores na seleção dos livros, a reutilização dos mesmos e encerrando a parceria de verbas com os estados na produção do material. No entanto devido ao desligamento com o estado, considerando a abrangência adotada de produção para todo o ensino fundamental, em 1992 os livros começam a ser distribuídos somente até a 4ª serie do ensino fundamental. Em alusão ao ocorrido, em 1993 o FNDE estabelece um fluxo regular de verbas para a distribuição do livro didático.
Em 1996 é publicado o Guia de Livros Didáticos de 1ª a 4ª série, que consta como um registro de avaliação realizado pelo MEC, e caso algum livro não esteja no padrão estabelecido é excluso do Guia de Livros Didáticos. Apesar desse reforço para o aperfeiçoamento do livro didático percebemos que ainda há muito o que ser melhorado no quesito de explanação dos conteúdos, entretanto, é papel do educador e da escola dispor outros materiais que complementem a abordagem dos conteúdos, não se limite somente aos livros. Assim, é importante destacar (SILVA, 1996, P.12) “As determinações que levam o professor à dependência do livro didático estão diretamente relacionadas à questão da identidade e dignidade do magistério.”
Evidenciamos ainda, que assim como o professor, a escola precisa lançar mão de outras ferramentas que venham a complementar os conteúdos, como é o caso dos recursos midiáticos elencados pela BNCC(2017, p.59):
[...] É importante que a instituição escolar preserve seu compromisso de estimular a reflexão e a análise aprofundada e contribua para o desenvolvimento, no estudante, de uma atitude crítica em relação ao conteúdo e à multiplicidade de ofertas midiáticas e digitais. Contudo, também é imprescindível que a escola compreenda e incorpore mais as novas linguagens e seus modos de funcionamento, desvendando possibilidades de comunicação (e também de manipulação) [...]
Ressaltamos que o estudo aqui elencado, não desconsidera a importância do livro didático como subsídio de trabalho do professor. Mas que esse deve ser escolhido criteriosamente, considerando diversos aspectos sociais, culturais, e ambientais conforme o público ao qual será destinado. É importante destacar:
[...] o professor deve, portanto, atuar no sentido de se apropriar de sua experiência, do conhecimento que tem para investir em sua emancipação e em seu desenvolvimento profissional, atuando efetivamente no desenvolvimento curricular e deixando de ser mero consumidor (CASTELLAR, 1999, p. 52).
Essa preocupação com a organização e seleção dos conteúdos no livro didático deve ser priorizada por todo o corpo docente da escola com intuito de que os conteúdos elencados favoreçam a construção de conhecimento, a partir de outros materiais. Nesse sentindo, o professor assume o perfil de pesquisador, e incentivador de construção do conhecimento científico, que perpassa a organização curricular do livro didático.
Diante do exposto, fica evidente a importância do letramento científico que permite ao aluno além de experiências científicas, bagagem teórica para modificar o ambiente ao qual está inserido. Sobre isso, aponta (BNCC,2017,p.319) “Em outras palavras, apreender ciência não é a finalidade última do letramento, mas, sim, o desenvolvimento da capacidade de atuação no e sobre o mundo, importante ao exercício pleno da cidadania.”
Assim, a representação do livro didático deixa de ser vista como único instrumentode trabalho do professor, para assumir o papel de apoio na construção do conhecimento, apesar de ser constatada sua importância ao longo da história, sabe-se que atualmente existem outros meios de comunicação social e digital que permitem ao aluno explorar o meio ao qual está inserido e transformá-lo através de experiências científicas.
Portanto conseguimos evidenciar, a importância da evolução do livro didático, porém, constatamos que o uso restrito do livro não é suficiente para tornar alunos críticos e pensantes.
O livro didático representa um avanço em relação a educação pública, pois atende a todos mesmo que de forma limitada , mas não é exclusivamente o único meio de contato dos educandos com os conhecimentos. Salientamos, para a sua necessidade enquanto estratégia de ensino, frente a tantas outras existentes e principalmente o papel do educador em fazer com que a aplicação desses conteúdos oportunizem aos indivíduos sentido e ferramenta de mobilização social.
5. CONSIDERAÇÕES FINAIS
O Programa Nacional do Livro e do Material Didático (PNLD) representa um marco crucial na educação pública brasileira, desempenhando um papel vital na democratização do acesso ao conhecimento e na promoção da equidade educacional. Desde sua criação e evolução ao longo das décadas, o PNLD tem se esforçado para garantir que todos os alunos da rede pública tenham acesso a materiais didáticos de qualidade, um passo essencial para a melhoria da educação no Brasil.
Apesar dos avanços significativos, como a inclusão de materiais multimídia e digitais acessíveis, o PNLD enfrenta desafios persistentes. A adequação dos conteúdos às diretrizes curriculares, a qualidade dos materiais distribuídos e a capacidade de atender às diversas necessidades de um sistema educacional em constante transformação são questões críticas que precisam ser abordadas continuamente. Além disso, as dificuldades logísticas na implementação e distribuição dos materiais destacam a complexidade de um programa de tal envergadura.
Para futuros desenvolvimentos, é essencial que as políticas públicas se concentrem em aprimorar o PNLD, garantindo que a seleção e a distribuição dos livros didáticos sejam feitas de maneira criteriosa e inclusiva. A participação ativa dos docentes na escolha dos materiais e a incorporação de recursos didáticos complementares são passos necessários para superar as limitações atuais e promover uma educação de qualidade.
A análise crítica do PNLD revela a importância de uma abordagem multifacetada para a educação, onde o livro didático é visto como um suporte essencial, mas não exclusivo. O desenvolvimento de materiais didáticos que respeitem as diversidades sociais, culturais e regionais e que incentivem a autonomia e o desenvolvimento profissional dos professores é fundamental para o sucesso do programa.
Portanto, ao reconhecer as conquistas e os desafios do PNLD, espera-se que este trabalho contribua para a formulação de políticas públicas mais eficazes e inclusivas, capazes de proporcionar uma educação de qualidade para todos os alunos da rede pública. A evolução contínua do programa, aliada ao comprometimento dos educadores e das instituições, é essencial para transformar a educação brasileira e preparar os estudantes para os desafios do futuro.
REFERÊNCIAS
BRASIL. Ministério da Educação e do Desporto. Secretaria de Educação. Base Nacional Comum Curricular – BNCC 2ª versão. Brasília, DF, 2016
BRASIL. Ministério da Educação. Secretaria de Educação Básica. Diretrizes Curriculares Nacionais para o Ensino Fundamental. Brasília: MEC/SEB, 2010.
BRASIL. Programa Nacional do Livro Didático (PNLD). Disponível em: <http://fnde.gov.br/programas/programas-do-livro/pndl/remanejamento/item/518-hist>. Acesso em: 7 jul. 2024.
CASTELLAR, S. M. V. A formação de professores e o ensino de geografia. São Paulo: Terra Livre, 1999.
KRASILCHIK, M. Prática de ensino de biologia. 4ª ed, São Paulo: Editora Edusp, 2008.
MINISTERIO DA EDUCAÇÃO-MEC. Programa Nacional de Livros Didáticos, Disponível em: Relatório_1º_Ciclo_Monitroamento_2019_-_completo.pdf — Superintendência do Desenvolvimento do Nordeste (www.gov.br). Acesso em: 4 jul. 2024.
PROGRAMA NACIONAL DO LIVRO DIDÁTICO. In: WIKIPÉDIA, a enciclopédia livre. Flórida: Wikimedia Foundation, 2022. Disponível em: <https://pt.wikipedia.org/w/index.php?title=Programa_Nacional_do_Livro_Did%C3%A1tico&oldid=63130299>. Acesso em: 7 jan. 2024.
SILVA, E. T. Livro didático: do ritual de passagem à ultrapassagem. Em Aberto. Brasília, 1996.
TODOS PELA EDUCAÇÃO. PNLD: O que é e como funciona o programa nacional do livro e do material didático, Disponível em: <https://todospelaeducacao.org.br/noticias/pnld-o-que-e-e-como-funciona-o-programa-nacional-do-livro/>. Acesso em: 7 jan. 2024.
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