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1 Prof. Dr. André Paleari Implantodontia – Civilizações egípcias, pré-colombiana (incas, maias, astecas) e chinesas – 3200 AC – Utilização de dentes esculpidos em diferentes materiais para substituir dentes perdidos Spiekermann, 1995. Implantodontia • Dentes de escravos ou de pessoas de baixa renda que vendiam seus dentes. • Dentes de cabras, cães e macacos. Implantodontia Implantodontia Implantes Endósseos Implantes Justa-ósseos / Subperiostais ✓Laminados ✓Agulhados ✓Cilíndricos Implantodontia Transósseos 1 2 3 4 5 6 2 GustavDahl, 1941 Implantodontia Implantodontia Implantodontia Implantodontia Implantes Endósseos - Agulhas (Scialon, 1962) - Lâminas (Linkow, 1967) – Parafusos (Tramonte, 1965; Linkow,1966; Tramonte, 1965; Heirinch; 1971) – Cilíndricos Implantodontia ✓Laminados ✓Agulhados ✓Cilíndricos Jaques Scialon, 1962 7 8 9 10 11 12 3 13 14 15 16 17 18 4 Leonard Linkow, 1967 Os implantes agulhados, laminados e subperiostais foram os responsáveis pela baixa credibilidade e constantes fracassos, chegando a apresentar índices de insucesso superiores a 50% (Smithloff & Fritz, 1987). 19 20 21 22 23 24 5 OSSEOINTEGRAÇÃO P-I Brånemark 1960- estudo “in vivo” - câmera de titânio puro inserido na tíbia de coelho 1960- estudo “in vivo” - câmera de titânio puro inserido na tíbia de coelho • A câmera não podia ser removida do osso adjacente • Titânio se tornou completamente “incorporado ao osso” • Ti - melhor material para a reposição radicular artificial. 25 26 27 28 29 30 6 ESTUDO EM CÃES ESTUDO EM CÃES ESTUDO EM CÃES – CONFIRMAÇÃO DA OSSEOINTEGRAÇÃO • P-I Brånemark - Descoberta da Osseointegração. • 1965 - utilização em humanos. “É uma ancoragem direta do osso a um corpo implantado, o qual pode proporcionar uma fundação para suportar uma prótese; tem a possibilidade de transmitir forças oclusais diretamente ao osso.” Albrektsson, et al., 1981; Branemarck et.al., 1983; Carlsson et al., 1986. “É o processo pelo qual a fixação rígida e assintomática de um material aloplástico no osso é obtida e mantida durante a função.” Zarb & Albrektsson, 1991 31 32 33 34 35 36 7 diâmetro: 3,75 mm comprimento: 7 a 18 mm Branemark, 1985 Em 1982 – CONFERÊNCIA DE TORONTO Boa parte desses estudos veio a ser publicada e apresentada a professores e pesquisadores da América do Norte, que levaram a técnica para suas escolas e institutos, começando assim a disseminação dessa nova forma de reabilitação de perdas dentárias. Em um estudo multicêntrico, coordenado por Albrektsson T, 1988, e realizado por 11 equipes, foram avaliados 3.683 implantes instalados na mandíbula e 1.269 na maxila. A taxa de sucesso para os implantes instalados na mandíbula foi de 97,38% no primeiro ano e 92,82% em cinco anos. Já para os implantes instalados na maxila, a taxa de sucesso foi de 93,19% no primeiro ano e 89,02% no terceiro ano. Com relação à prótese mandibular, a taxa de sucesso foi de 99,7% em oito anos (das 580 próteses mandibulares instaladas, 578 estavam estáveis) e as maxilares de 96,1% em seis anos (das 181 próteses instaladas, 174 permaneciam estáveis) 37 38 39 40 41 42 8 BIOLOGIA DA OSSEOINTEGRAÇÃO Células A) Ocorre um hematoma próximo das roscas (B) Após 3 semanas – Osteoblastos começam a formar a matriz óssea (C) Após 4 meses a matriz óssea está mineralizada e o osso organizado em lamelas, muito próximo ao implante (D) Falha da osseointegração Fatores Importantes 1- Material do implante - biocompatibilidade 2- Desenho do implante 3- Ausência de calor durante a perfuração 4- Ausência de carga durante a cicatrização (?) 1- Material do implante - biocompatibilidade • Titânio comercialmente puro • 99.75% Ti, 0.05% Fe, 0.10% O, 0.03%N, 0.01% C, 0.06% de outros. • Camada de óxidos - 50 - 100 ångstron de espessura 43 44 45 46 47 48 9 1- Material do implante - biocompatibilidade 2- Desenho do implante - Forma de parafuso -Permite ótima fixação e estabilidade inicial -Osso se adapta com maior contato entre as roscas 3- Ausência de calor durante a perfuração • Prevenção de calor • Temperatura limite de 43 oC • Colapso da fosfatase alcalina • Instalação do implante a 15-20 rpm 3- Ausência de calor durante a perfuração 3- Ausência de calor durante a perfuração A viabilidade das células ósseas é preservada quando um protocolo cirúrgico menos traumático é adotado, incluindo irrigação adequada, a velocidade de perfuração e movimentos intermitente durante a perfuração. No entanto, o uso repetido de fresas, no sistema estudado, apresenta alterações no equilíbrio das proteína a partir da trigésima perfuração. 4- Ausência de carga durante a cicatrização • Ausência de forças oclusais • Implantes devem ficar em repouso • 5-6 meses maxila • 3-4 meses mandíbula • 2 estágios cirúrgicos 49 50 51 52 53 54 10 • Edentulismo parcial e total • Confecção de elementos unitários • Insatisfação ou rejeição à próteses totais ou parciais removíveis • Falta de osso em altura e espessura • Comprometimento sistêmico • Radioterapia sobre a região edêntula • Pacientes em fase de crescimento • Expectativa irreal do paciente • Caráter fixo da dentição • Simula dentes naturais • Preserva dentes adjacentes • Estética • Ausência de amortecimento • Técnica invasiva (?) • Tempo de espera •Osseointegração •Cicatrização Implante não é dente Dente Ligamento periodontal Complexo sensorial nervoso Material oclusal: Esmalte Osso circundante: Cortical Implante Contato direto osso-implante Ausência de nervos sensoriais Material oclusal: Porcelana Osso circundante: Trabecular Característica Ligamento periodontal Osseointegração Propriocepção Mecanorreceptores osseopercepção Mobilidade axial 25 - 100ųm 3 – 5 ųm Fulcro Terço apical Crista óssea Tolerância de cargas Absorção e distribuição Concentração na crista óssea Sinais de sobrecarga Espessamento LP, Mobilidade, facetas, dor Perda ou fratura da coroa, abutment, perda óssea, perda do implante Implante não é dente 55 56 57 58 59 60 11 • Reabsorção óssea periimplantar por: -Inflamação provocada pela placa bacteriana -trauma oclusal -Sobrecarga • Uma vez o osso reabsorvido por trauma primário não há regeneração fisiológica. F Misch et al. 2006 • Sobrecarga Oclusal do implante Falha do implante / perda óssea da crista • Oclusão: fator determinante para sucesso ou falha do implante • 1 - Imobilidade clínica ; • 2 - Ausência de radiolucudez periimplantar; • 3 - Perda óssea anual menor que 0,2 mm após primeiro ano; • 4 - Ausência de dor, persistente/e ou reversível, infecções e parestesias. • Reabilitação protética deve proporcionar estética, fonética e restabelecer as funções mastigatórias de forma adequada 61 62 63 64 65 66 12 67 68 69 70 71 72 13 73 74 75 76 77 78 14 79 80 81 82 83 84 15 MAGINI, R. S. et al. Noções de Implantodontia Cirúrgica. Série ABENO: Odontologia Essencial: Parte Clínica. São Paulo: Artes Médicas, 2016. (e-book). MISCH, C. E. Implantes dentais contemporâneos. 3 ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2008. (e-book). MISCH, C. E. Próteses sobre implantes dentais. 2 ed. Rio de Janeiro: Elsevier, 2015. (e-book). Implantodontia 85 86 Slide 1 Slide 2 Slide 3 Slide 4 Slide 5 Slide 6 Slide 7 Slide 8 Slide 9 Slide 10 Slide 11: Implantes Endósseos Slide 12 Slide 13 Slide 14 Slide 15 Slide 16 Slide 17 Slide 18 Slide 19 Slide 20 Slide 21 Slide 22 Slide 23 Slide 24 Slide 25 Slide 26 Slide 27 Slide 28 Slide 29 Slide 30 Slide 31 Slide 32 Slide 33 Slide 34 Slide 35 Slide 36 Slide 37 Slide 38 Slide 39 Slide 40 Slide 41 Slide 42 Slide 43 Slide 44 Slide 45 Slide 46 Slide 47 Slide 48 Slide 49 Slide 50 Slide 51 Slide 52 Slide 53 Slide 54 Slide 55 Slide 56 Slide 57 Slide 58 Slide 59 Slide 60 Slide 61 Slide 62 Slide 63 Slide 64Slide 65 Slide 66 Slide 67 Slide 68 Slide 69 Slide 70 Slide 71 Slide 72 Slide 73 Slide 74 Slide 75 Slide 76 Slide 77 Slide 78 Slide 79 Slide 80 Slide 81 Slide 82 Slide 83 Slide 84 Slide 85 Slide 86