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FACULDADE REALIZA 
CURSO DE GESTÃO PÚBLICA 
ADRIANA LUZ DE OLIVEIRA 
ADEIR JUNIO ROCHA MARQUES 
IGOR ADRIANO PEREIRA DE PAULA 
PAULO DA CRUZ ALVES DE LIMA 
RAFAEL EVANGELISTA CHAVES 
VICTOR TOMAZ DA SILVA 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
A INTER-RELAÇÃO DOS DIREITOS SOCIAIS E A DIGNIDADE DA PESSOA 
HUMANA 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
GOIÂNIA 
2023 
 
 
2 
 
FACULDADE REALIZA 
CURSO DE GESTÃO PÚBLICA 
ADRIANA LUZ DE OLIVEIRA 
ADEIR JUNIO ROCHA MARQUES 
IGOR ADRIANO PEREIRA DE PAULA 
PAULO DA CRUZ ALVES DE LIMA 
RAFAEL EVANGELISTA CHAVES 
VICTOR TOMAZ DA SILVA 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
A INTER-RELAÇÃO DOS DIREITOS SOCIAIS E A DIGNIDADE DA PESSOA 
HUMANA 
 
 
 
 
 
Trabalho Científico apresentado ao curso de 
Gestão Pública oferecido pela Faculdade Realiza 
como requisito para a aprovação na disciplina 
Trabalho Interdisciplinar I, sob a orientação da 
Professora Larissa Lissoni Nani. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
GOIÂNIA 
2023 
 
 
3 
 
FICHA DE IDENTIFICAÇÃO DO ALUNOS 
 
Nome: Paulo da Cruz Alves de Lima 
Telefone: 62 991071929 
Trimestre: 4º 
Curso: Tecnólogo em Gestão Pública 
 
Nome: Rafael Evangelista Chaves 
Telefone: 62 994329506 
Trimestre: 2º 
Curso: Tecnólogo em Gestão Pública 
Nome: Igor Adriano Pereira de Paula 
Telefone: 62 998494931 
Trimestre: 2º 
Curso: Tecnólogo em Gestão Pública 
 
Nome: Adeir Junio Rocha Marques 
Telefone: 62 993388526 
Trimestre: 4º 
Curso: Tecnólogo em Gestão Pública 
 
Nome: Adriana Luz de Oliveira 
Telefone: 62 983257533 
Trimestre: 5º 
Curso: Tecnólogo em Gestão Pública 
 
Nome: Victor Tomaz da Silva 
Telefone: 999246350 
Trimestre: 2º 
Curso: Tecnólogo em Gestão Pública 
 
 
 
 
Entrega: _____/______/____ 
 (Não escrever data de entrega) competência de secretaria 
 
 
 
 
 
 
 
4 
 
A INTER-RELAÇÃO DOS DIREITOS SOCIAIS E A DIGNIDADE DA PESSOA 
HUMANA 
 
Alunos: 
OLIVEIRA, Adriana Luz de 
MARQUES, Adeir Junio Rocha 
PAULA, Igor Adriano Pereira de 
CHAVES, Rafael Evangelista 
LIMA, Paulo da Cruz Alves de 
SILVA, Victor Tomaz da 
Orientadora: 
FERREIRA, Nayara dos Santos 
Resumo: O presente artigo, visa o estudo sobre a Dignidade da Pessoa Humana e os 
Direitos Sociais, demonstrando a inter-relação entre ambos. Foi realizada uma análise 
histórica bem como a sua efetiva aplicação nos dias atuais através da Constituição 
Federal. O propósito social e acadêmico ao falar sobre direitos sociais e a dignidade da 
pessoa humana é disseminar informações, promover o debate construtivo e aumentar a 
conscientização sobre esses temas importantes para a construção de uma sociedade mais 
justa, inclusiva e respeitosa dos direitos humanos. Para isso, foi realizado um fichamento 
com foco em doutrinadores que abordam temas semelhantes para que se fosse possível 
aprimorar o conhecimento no assunto e atingir objetivos acerca do tema desejado. 
 
Palavras chaves: Direitos Humanos, Constituição Federal, Sociedade. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
5 
 
SUMÁRIO 
 
INTRODUÇÃO .................................................................................................. 6 
2. EVOLUÇÃO HISTÓRICA .............................................................................. 7 
3. DOS DIREITOS FUNDAMENTAIS ................................................................ 8 
3.1. DOS DIREITOS DE 1ª DIMENSÃO ............................................................. 9 
3.2. DOS DIREITOS DE 2ª DIMENSÃO ........................................................... 10 
3.3 DOS DIREITOS DE 3ª DIMENSÃO ............................................................ 11 
3.4 DOS DIREITOS DE 4ª DIMENSÃO ............................................................ 12 
3.5 DOS DIREITOS DE 5ª DIMENSÃO ............................................................ 12 
3.6 DA DIGNIDADE DA PESSOA HUMANA ................................................... 12 
3.7 DOS DIREITOS SOCIAIS ........................................................................... 13 
3.8 DA INTER-RELAÇÃO DA DIGNIDADE DA PESSOA HUMANA COM OS 
DIREITOS SOCIAIS ........................................................................................ 14 
CONSIDERAÇÕES FINAIS ............................................................................. 15 
REFERÊNCIAS ................................................................................................ 16 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
6 
 
INTRODUÇÃO 
 
O presente trabalho visa apresentar um estudo sobre os Direitos Fundamentais e 
Direitos Sociais porque eles são pilares essenciais para a proteção e promoção dos direitos 
humanos. Ambos os conceitos estão enraizados nas constituições de muitos países 
democráticos e visam garantir o bem-estar e a dignidade de todos os indivíduos. 
Os Direitos Fundamentais, também conhecidos como Direitos Humanos, são os 
direitos básicos inerentes a todos os seres humanos, independentemente de sua 
nacionalidade, raça, gênero, religião ou qualquer outra característica. Esses direitos são 
considerados fundamentais porque são essenciais para a existência e a realização plena 
dos indivíduos. Eles incluem direitos civis e políticos, como a liberdade de expressão, 
igualdade perante a lei, o direito à vida e à segurança, entre outros. 
Os Direitos Sociais, por sua vez, referem-se aos direitos relacionados ao bem-
estar social e econômico das pessoas. Eles visam garantir que todos os indivíduos tenham 
condições adequadas de vida, como acesso à educação, saúde, moradia, trabalho decente, 
segurança social e cultura. Os Direitos Sociais são particularmente importantes para 
combater a desigualdade e a exclusão social, buscando promover a igualdade de 
oportunidades e a justiça social. 
Academicamente, ao abordar esses assuntos, busco fornecer um panorama geral 
sobre os conceitos, princípios e fundamentos relacionados aos direitos sociais e à 
dignidade humana. Isso pode incluir informações sobre a sua base teórica, sua evolução 
histórica, bem como casos emblemáticos, legislações e tratados internacionais que tratam 
dessas questões. 
Ao discutir a dignidade da pessoa humana, por exemplo, enfatizo que todos os 
indivíduos têm o direito inerente de serem tratados com respeito e consideração, 
independentemente de sua condição social, econômica, étnica, de gênero ou outra. 
Destaco que a dignidade humana é a base para a garantia de outros direitos e deve ser 
protegida e promovida em todas as esferas da vida social. 
Quanto aos direitos sociais, o objetivo é informar sobre sua importância na busca 
da justiça social, na redução das desigualdades e na garantia de condições de vida 
adequadas para todos os membros da sociedade. Isso pode envolver a discussão de 
direitos como educação, saúde, moradia, trabalho digno, previdência social, entre outros, 
demonstrando como esses direitos contribuem para a melhoria das condições de vida e a 
promoção do bem-estar coletivo. 
 
 
7 
 
Dessa forma, a pesquisa se justifica pelo fato destacarmos a importância de 
reconhecer e respeitar a dignidade e os direitos de todas as pessoas, independentemente 
de sua posição social ou econômica. Além disso, promover e proteger esses direitos 
contribui para o fortalecimento da democracia, da coesão social e do desenvolvimento 
sustentável de uma sociedade. 
No contexto jurídico, discutir os Direitos Fundamentais e os Direitos Sociais é 
fundamental para garantir que as leis e políticas públicas sejam compatíveis com esses 
princípios e para buscar a efetivação desses direitos na prática. 
Através desse tema o objetivo é falar sobre os Direitos Fundamentais trazendo 
uma teoria e uma junção com a prática fazendo a relação dele com o Direito Social. Isso 
envolve a proteção legal contra violações dos direitos, ações afirmativas para corrigir 
desigualdades existentes e a criaçãode mecanismos de participação e inclusão social. 
Para tanto a metodolodia pesquisa utilizada foi longo processo de análise de 
textos, escolha de autores para embasar a discussão, foi realizado um fichamento e 
escritas que originaram a produção aqui apresentada (GIL, 2002) 
A pesquisa dispõe de um método qualitativo de cunho bibliográfico, pois não se 
preocupa com representatividade numérica, mas, sim, com o aprofundamento da 
compreensão de um grupo social, de uma organização, etc. A pesquisa qualitativa 
preocupa-se com aspectos da realidade que não podem ser quantificados, centrando-se na 
compreensão e explicação da dinâmica das relações sociais (PORTELA, 2004). 
Para a operacionalização do processo investigativo, foi utilizada a pesquisa do 
tipo bibliográfica sendo respectivamente, o levantamento de referências teóricas já 
analisadas no fichamento de autores como: Afonso da Silva, Pedro Lenza, Flávio Martins, 
André Ramos Tavares; e publicações por meios escritos e eletrônicos, como livros, 
artigos científicos, páginas de web sites, e a recorrência a fontes mais diversificadas (GIL, 
2002). 
 
2. EVOLUÇÃO HISTÓRICA 
 
A história da sociedade passou por um longo caminho, por diversos sistemas e 
regimes de organização social e política, O próprio sistema capitalista passou por diversas 
fases, como a mercantilista, a industrial, a financeira e a pós-industrial, típica da sociedade 
 
 
8 
 
da informação e do conhecimento (GARCIA, 2016). 
As relações humanas se caracteriza pela superação progressiva dos diferentes 
modos de produção, com a presença de constantes lutas sociais, em que as classes 
desfavorecidas, por meio da união de seus integrantes, finalmente conseguem fazer nascer 
uma nova ordem política, social e econômica. 
Compreender a Constituição como técnica de proteção das liberdades é 
característica do constitucionalismo atual, que envolve conhecer para que se possa 
discernir o próprio período atual, que muitos chamam de neoconstitucionalismo 
(MENDES, 2023). 
O Estado Social com o tempo passou a sofrer críticas mais rígidas do chamado 
neoliberalismo, este defende a inviabilidade da manutenção, destacando os seus elevados 
custos econômicos, por superar a capacidade financeira da população ativa e também das 
empresas (GARCIA, 2016). 
A assertiva que a Constituição tem valor de norma suprema do ordenamento 
jurídico, se hoje passa por um truísmo, é, na realidade, um produto do pensamento 
constitucionalista, que culmina uma sucessão de registros de inteligência sobre o assunto, 
muitas vezes desencontrados (MENDES, 2023). 
Com isso, nascem as disputas ideológicas a respeito de qual deve ser a 
intensidade e a abrangência da performance estatal nas relações sociais e econômicas e o 
nível de regulação do mercado, assim a primeira Constituição que atribuiu o caráter de 
“fundamentalidade” aos direitos sociais, ao lado das liberdades públicas e dos direitos 
políticos (MARTINS,2022). 
Assim, o Estado Democrático de Direito, desta forma, não se agrada mais com 
a democracia no plano estritamente político e governamental, ele exige a sua ampliação 
e concretização em todas as outras áreas da sociedade. 
 
3. DOS DIREITOS FUNDAMENTAIS 
 
Os Direitos Fundamentais consistem em uma barreira de proteção para os 
sujeitos diante das ações do Estado. É inerente a qualquer ser humano, independente da 
qualificação pessoal. Importante frisar que à medida que a sociedade e o Estado mudam, 
 
 
9 
 
os direitos fundamentais evoluem junto com novas prioridades que na maioria das vezes 
são mais garantias e direitos aos cidadãos. 
Os direitos do homem, por mais fundamentais que sejam, são direitos 
históricos, ou seja, nascidos em certas circunstâncias, caracterizados por lutas 
em defesa de novas liberdades contra velhos poderes, e nascidos de modo 
gradual, não todos de uma vez e nem de uma vez por todas. (BOBBIO, 1992, 
p5) 
 
Didaticamente podemos situar o início do nosso estudo na transição entre Idade 
Média e Idade Moderna, com a formação do Estado Moderno. Esse modelo de Estado, 
inspirado nas teorias de contratualistas de John Locke, Thomas Hobbes, Montesquieu e 
Rousseau, fez a transição de um modelo de Governo inspirado na vontade pessoal do 
Governante para o início do Modelo de Estado de Direito, ou seja, um Estado governado 
por leis. 
Inicialmente com a formação dos Estados Modernos ocorreu a concentração do 
poder nas mãos dos Governantes, aos moldes da Teoria Contratualista de Hobbes que 
previa a figura do Monarca como a do Soberano e o povo sujeito à vontade deste 
Soberano. Este modelo de estado fortemente centralizado nas mãos do Governante, se 
replicou em diversos Estados Europeus, com a concentração de riquezas nas mãos da 
nobreza formação do exército nacional para manter a ordem pública. 
Com a ascensão da burguesia, e do movimento da ilustração, novas ideologias 
surgiram para validar o surgimento do movimento liberal, com expoentes como John 
Locke, e suas teorias sobre o direito natural de propriedade. Essas teorias ajudaram a 
estabilizar o direito de propriedade para a nova classe econômica em ascensão. 
Nesse cenário de um Estado Unificado na figura de um governante, com uma 
máquina estatal hipertrofiada e consumidora dos recursos sociais, em meio a uma 
sociedade na qual o povo vivia sobre condição de extrema miséria, somados aos ventos 
de mudança do movimento Iluminista, financiado por Mecenas de uma nova classe social 
emergente, situamos o início deste estudo com a Revolução Francesa, na transição da 
Idade Moderna para a Idade Contemporânea. 
 
3.1. DOS DIREITOS DE 1ª DIMENSÃO 
 
Os direitos de 1ª Dimensão, liberdades individuais, surgem em contraposição a 
figura do Estado Absoluto, Concentrador e Despótico. Esses direitos visam assegurar o 
 
 
10 
 
indivíduo de eventuais arbitrariedades cometidas pelos Governantes, numa perspectiva 
de afastamento total do Estado (Absenteísmo Estatal). Vale ressaltar que essa ideia de 
afastamento do Estado, liberal ou não intervencionista, vai de encontro ao modelo liberal-
burguês, que prega o afastamento do Estado do controle do Mercado, que passaria a ser 
controlado pela chamada mão invisível do Mercado (David Ricardo). Enfim, são direitos 
de oposição ou resistência ao Estado. 
Destacam-se com documentos históricos sobre os direitos de 1ª Geração: Magna 
Carta de 1215, Paz de Westfália (1648), Habeas Corpus Act (1679), Bill of Rights (1688), 
Declaração Americana (1776) e a Declaração Francesa (1789). 
Os direitos de 1ª dimensão são os que surgiram na legislação dos povos, por isso 
mesmo, são os direitos individuais ou liberdades públicas, como vida, liberdade, pro-
priedade etc. O Estado tem o dever principal de não fazer, de não agir, de não interferir 
na liberdade pública do indivíduo (MARTINS, 2022). 
 
3.2. DOS DIREITOS DE 2ª DIMENSÃO 
 
O fato histórico que impulsiona os direitos humanos da 2ª dimensão é a 
Revolução Industrial. O ideal Estado não intervencionista culminou no afastamento do 
Estado em verdadeiro Absenteísmo Estatal. 
A burguesia Inglesa, diante da liberdade nas práticas de mercado, e do não 
intervencionismo estatal, sujeitou a classe operária a condições de penúria. No início da 
Revolução Industrial, os operários viviam em péssimas condições de vida e trabalho. O 
ambiente das fábricas era insalubre, assim como os cortiços onde muitos trabalhadores 
viviam. A jornadas de trabalho chegava a 80 horas semanais, e os salários estavam abaixo 
do nível de subsistência, e para mulheres e crianças, submetidos ao mesmo número de 
horas e às mesmas condições de trabalho, os salários eram ainda mais baixos. 
Em decorrência das péssimas condições de trabalho, eclodem movimentos na 
busca de reivindicações trabalhistas e normas de assistência social. A Primeira Grande 
Guerra Mundial, no início do século XX, também serviu como impulsionador da fixação 
dos DireitosSociais. 
Essa perspectiva de evidenciação dos direitos sociais, culturais e econômicos, 
bem como dos direitos coletivos, ou de coletividade, correspondendo aos direitos de 
igualdade (substancial, real e material, e não meramente formal), mostra-se marcante em 
 
 
11 
 
alguns documentos, destacando-se: Constituição do México, de 1917; Constituição de 
Weimar, de 1919; Tratado de Versalhes; e a Constituição de 1934, no Brasil. 
Fato interessante é que essas Constituições, em primeiro plano, exigiam uma 
grande prestação material por parte do Estado, de maneira tal que se tornaram ineficazes, 
ou de eficácia duvidosa. Essas prestações materiais nem sempre podiam ser cumpridas 
devido a fatores como carência ou limitação de meios e recursos. Hodiernamente estes 
esses direitos estão compreendidos dentro do que se convencionou chamar “reserva do 
possível” (O princípio da reserva do possível regulamenta a possibilidade e a abrangência 
da atuação do Estado no que diz respeito ao cumprimento de alguns direitos, como os 
direitos sociais, subordinando a existência de recursos públicos disponíveis à atuação do 
Estado), dentro de uma esfera Programática, ou seja, são considerados objetivos a serem 
alcançados pelas políticas públicas. 
 
3.3 DOS DIREITOS DE 3ª DIMENSÃO 
 
Os direitos de 3ª Dimensão são marcados pela alteração da sociedade por 
profundas mudanças na comunidade internacional (sociedade de massa, crescente 
desenvolvimento tecnológico e científico), identificando-se profundas alterações nas 
relações econômico-sociais. 
Novos problemas e preocupações surgem, tais como a necessária noção do 
preservacionismo ambiental e as dificuldades para proteção dos consumidores. O ser 
humano passa a ser inserido em uma coletividade e passa a ter direitos de solidariedade e 
fraternidade. 
Os direitos de 3ª Dimensão são chamados de Transindividuais, isto é, direitos 
que vão além dos interesses do indivíduo, pois são concernentes ao gênero humano. 
A teoria de Karel Vasak, identificou, em rol exemplificativo, os seguintes 
direitos de 3 ª Dimensão: direito ao desenvolvimento; direito a paz (Bonavides Classifica 
como direito de 5ª Dimensão); direito ao meio ambiente; direito de propriedade sobre o 
patrimônio comum da humanidade e direito de comunicação (BONAVIDES, 2005). 
Vale lembrar que este rol é meramente exemplificativo e não exclui outros 
direitos que venham a ser elencados, além do fato da sociedade e as relações sociais 
estarem em constante transformação, fato este que dá origem a novos direitos e 
obrigações, visto que o Direito é um regulador das relações sociais. 
 
 
12 
 
 
3.4 DOS DIREITOS DE 4ª DIMENSÃO 
 
Segundo Norberto Bobbio, mestre italiano, essa dimensão de direitos seria 
decorrente dos avanços da engenharia genética, em razão destes avanços colocarem em 
risco a própria existência humana. 
Por outro lado, Bonavides (2005), afirma que “a globalização política” na esfera 
da normatividade jurídica introduz os direitos de quarta dimensão, que, segundo ele, 
correspondem à derradeira fase (última instância de aplicação) de institucionalização do 
Estado social, destacando-se a: democracia direta; informação e pluralismo. 
Assim, para Bonavides (2005), os direitos de 4ª Dimensão são desdobramentos 
da globalização dos direitos fundamentais, o que significa a sua universalização no campo 
institucional, a fim de garantir ulterior e máxima efetividade desses direitos. Nesta 
perspectiva os direitos fundamentais interagem uns com os outros a fim de garantir a 
eficácia máxima para a promoção institucionalizada do Estado Social. 
 
3.5 DOS DIREITOS DE 5ª DIMENSÃO 
 
Bonavides (2005) entende que o direito à paz deva ser tratado em dimensão 
autônoma, chegando a afirmar que a paz é o axioma da democracia participativa, ou ainda, 
supremo direito da humanidade. 
 
3.6 DA DIGNIDADE DA PESSOA HUMANA 
 
Ela é um conceito preexistente tal como a própria pessoa humana não sendo uma 
criação constitucional; e a Constituição reconhecendo a sua existência e importância, 
transformou num valor supremo da ordem jurídica, quando a declara como um 
fundamento da República Federativa do Brasil constituída em Estado Democrático de 
Direito (SILVA, 1998). 
Para Tavares (2016) consiste tão somente na negação de que a pessoa não será 
alvejada de afrontas ou humilhações, mas também acrescenta a afirmação positiva do 
 
 
13 
 
pleno desenvolvimento da personalidade de cada indivíduo, que de um lado, o prestígio 
da autodisponibilidade, sem influências ou impedimentos exteriores, das prováveis 
atuações de cada homem; de outro, a autodeterminação que nasce da livre projeção 
histórica da razão humana, antes que de uma predeterminação oferecida pela natureza. 
Barcellos (2019), entende que é possível ser um fenômeno, em que a existência é 
antecedente a ordem jurídica, em que se trata de uma ideia que prevê as pessoas um status 
diferenciado, um valor intrínseco com titularidade de direitos involuntariamente de 
atribuições por qualquer norma jurídica. 
Ela não é uma criação constitucional, pois é um conceito, um dado preexistente a 
toda experiência especulativa, como a própria pessoa humana e a Constituição, 
conhecendo a sua existência e a sua eminência, transformou a mesma como uma estima 
soberana da ordem jurídica, com isso ela é declarada um dos alicerces da República 
Federativa do Brasil constituída em Estado Democrático de Direito (SILVA, 1998). 
 
3.7 DOS DIREITOS SOCIAIS 
 
Os Direitos Sociais, tratam dos direitos relacionados ao bem-estar social e 
econômico das pessoas, em que visa garantir que todos os indivíduos tenham condições 
adequadas de vida, como acesso à educação, saúde, moradia, trabalho decente, segurança 
social e cultura, estes direitos encontram-se elecados no art.6º da CF/88 (BRASIL,1988) 
Para Canotilho (2013), os direitos sociais são direios fundamentais, prestações 
positivas proporcionadas pelo Estado, apresentadas em normas constitucionais, com a 
possibilidade de uma melhora nas condições de vida, em que buscam realizar a igualdade 
nas situações sociais da sociedade. (CANOTILHO, 2013). 
Estes direitos são importantes para combater a desigualdade e a exclusão social, 
buscando promover a igualdade de oportunidades e justiça social; pois possuem contéudo 
de extrema relevância para a economia social. Estes direitos possuem o objetivo de 
aprimorar as condições de existênciais, por meio de prestações positivas do Estado, em 
relação as pessoas menos favorecidas e mais frágeis economicamente (DEMARCHI; 
LIEBL, 2018).. 
Assim, portanto são prestações positivas por parte do Estado em prol da pessoas 
mais necessitadas, esses direitos possuem conteúdo econômico-social, uma vez que 
através deles, busca-se melhorar as condições de vida e trabalho, não correspondendo a 
 
 
14 
 
uma categoria específica de titulares (DEMARCHI; LIEBL, 2018). 
 
3.8 DA INTER-RELAÇÃO DA DIGNIDADE DA PESSOA HUMANA 
COM OS DIREITOS SOCIAIS 
 
Dentro da proteção à dignidade da pessoa humana com o passar do tempo, 
passaram a tutelar os direitos sociais, e esta proteção se explica pelo simples motivo de 
que uma parte eficiente dos direitos sociais, econômicos e culturais favorece o exercício 
real e consciente de outras categorias de direitos fundamentais, quanto os direitos 
políticos e individuais, e em conjunto contribuem para que seja aplicável a dignidade 
humana (BARCELLOS, 2002). 
Os direitos sociais que estão no art. 6º da Constituição Federal de 1988, surgem 
com o questionamento através da verificação de que os direitos sociais que se encontram 
elencadas no artigo ao invés de traduzirem regras e revestem, em sua maioria, a natureza 
de princípios ou subprincípios (BRASIL,1988). 
 Seus efeitos não são determinados e nem há escolha dos meios que deverão ser 
adotados para o seu cumprimento, tornando ainda mais misteriosa a definição do alcance 
eaplicabilidade das referidas normas (MACHADO, 2014). 
Para Barcellos (2019), as normas que envolvem a dignidade da pessoa humana 
não podem ter seus efeitos postos em dúvida, porque estas normas são dotadas de 
dominação axiológica, em benefício de seu status constitucional, e que em toda 
magnitude dos efeitos que essas regras de direitos sociais anseiam produzir, é possível 
identificar um conteúdo mínimo que se oferece com a estrutura de regra (BARCELLOS, 
2019). 
Há um núcleo de condições materiais que compõe a noção de dignidade de 
maneira tão fundamental que sua existência se impõe como uma regra, e não como um 
princípio. Isto é; se tais condições não existirem, não há o que ponderar ou otimizar ao 
modo dos princípios e a dignidade terá sido violada, da mesma forma como as regras o 
são (MACHADO, 2014). 
 
 
15 
 
Se não houver consenso com relação ao teor mínimo da dignidade, a sociedade 
estará sob uma crise ética e moral de grande proporção que o princípio da dignidade terá 
que se modificar uma fórmula totalmente abandonada, sem significado correspondente. 
 
CONSIDERAÇÕES FINAIS 
 
Através do estudo do presente tema, nota-se, que os conceitos de direito 
fundamental e direitos sócias são abrangentes e passaram por uma grande evolução 
histórica, para que fosse possível chegar a realidade que presenciamos no atual cenário 
constitucional brasileiro, principalmente no que tange a perspectiva dos direitos sociais, 
que significaram uma conquista da luta pelos direitos coletivos. 
A respeito da dignidade da pessoa humana, nota-se grande avanço dos direitos 
fundamentais, como o direito de primeira geração, que garantiu aos indivíduos um direito 
a uma vida digna, com mínimo existencial que é assegurado pelo Estado. 
O direito de segunda geração, em que implica o dever de prestação positiva, ou 
seja, uma obrigação de fazer, a igualdade. Já o da terceira geração, foram conhecidos 
pelos direitos de fraternidade, solidariedade. Completando o conhecido: liberdade, 
igualdade e fraternidade. 
Por fim, nota-se acerca da relação do direito a dignidade e o direito social, que 
um está entrelaçado ao outro, ou seja, um adveio do outro. Com isso para que seja possível 
usufruir de um direito social, precisa antes disso verificar se não está violando o 
primordial que é a dignidade da pessoa humana. 
 
 
 
 
 
 
 
 
16 
 
REFERÊNCIAS 
 
BARCELLOS, Ana Paula de. Curso de Direito Constitucional. 2ª ed. Rio de Janeiro: 
Forense, 2019. 
BOBBIO, N. Era dos direitos. Rio de Janeiro: Campus, 1988. [Trad. Carlos Nelson 
Coutinho] DECLARAÇÃO dos Direitos do Homem e do Cidadão, de 1789. Disponível 
em: <http://www.direitoshumanos.usp.br/index.php/Documentos-anteriores-%- C3%A0 
-cria%C3%A7%C3%A3o-da-Sociedade-das-Na%C3%A7%C3%B5es-at%- C3%A9-
1919/declaracao-de-direitos-do-homem-e-do-cidadao-1789.html>. Acesso em: 15 de 
mai. de 2023. 
 
BOBBIO, Norberto. A Era dos Direitos. Tradução Carlos Nelson Coutinho. 14 tiragem. 
Rio de Janeiro: Editora Campus, 1992. 
 
BONAVIDES, Paulo. Curso de Direito Constitucional. 17 ed. São Paulo: Malheiros a 
Editores, 2005. 
 
BRASIL, Constituição da República Federativa do Brasil de 1988. Brasília: Senado 
Federal, 2017. 
 
CANOTILHO, J.J. Gomes. ET AL. Comentários à Constituição do Brasil. São Paulo: 
Saraiva/Almediana, 2013. 
 
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