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00 - Problemas - Pecas Praticas-Profissionais

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PEÇAS PRÁTICO-PROFISSIONAIS 
DIREITO TRIBUTÁRIO 
EXAME DA ORDEM DOS ADVOGADOS DO BRASIL 
 
Professor Raphael Borsato Novelini 
 
 
Peça 01 – Ação Declaratória 
 
 
 
 
Peça 02 – Ação Anulatória 
 
 
 
Peça 03 – Mandado de Segurança 
 
 
 
 
Peça 04 – Exceção de Pré-Executividade 
 
 
 
 
 
Peça 05 – Embargos à Execução 
 
 
 
 
 
PEÇA 6 – AÇÃO DE REPETIÇÃO DE INDÉBITO 
ESTÁGIO SUPERVISIONADO IV 
PROFESSOR RAPHAEL NOVELINI 
 
 
PEÇA 7 – AÇÃO DE CONSIGNAÇÃO EM PAGAMENTO 
ESTÁGIO SUPERVISIONADO IV 
PROFESSOR RAPHAEL BORSATO NOVELINI 
 
Xisto da Silva, brasileiro, administrador, solteiro, portador da carteira de 
identidade no. xxxx e CPF no. xxx, residente e domiciliado na Rua X, no. xxx, 
bairro Z, Município Y, Estado F, recebeu cobrança simultânea, por meio de uma 
mesma guia de documento fiscal, de dois tributos: IPTU e Taxa de Conservação 
das Vias e Logradouros Públicos (TCVLP). 
No caso da referida taxa, certo é que o contribuinte não concorda com sua 
cobrança, o que o levou, por meio de seu advogado, a ajuizar ação judicial a fim 
de declarar sua inconstitucionalidade, havendo pedido liminar, ainda não 
apreciado, para afastar a obrigatoriedade do recolhimento da referida exação 
fiscal. 
Por outro lado, em relação à cobrança do IPTU, pretende o contribuinte efetuar 
o seu pagamento. No entanto, a guia de pagamento é única e contém o valor 
global dos referidos tributos, tendo o banco rejeitado o pagamento parcial relativo 
somente ao IPTU. 
Nesse caso, considerando que o IPTU ainda não está vencido, bem como o 
contribuinte não obteve êxito para solucionar seu problema na esfera 
administrativa, elabore a peça adequada para efetuar o pagamento do imposto 
municipal, com base no direito material e processual pertinente. Utilize todos os 
argumentos e fundamentos pertinentes à melhor resposta. 
 
PEÇA 8 – APELAÇÃO 
ESTÁGIO SUPERVISIONADO IV 
PROFESSOR RAPHAEL BORSATO NOVELINI 
 
Marta, residente e domiciliada no Município X, Estado Y, apresentou dentro do 
prazo adequado sua Declaração de Ajuste Anual de Imposto de Renda de Pessoa 
Física (IRPF) do ano de 2021, referente ao ano base de 2020, declarando 
devidamente, entre outros acréscimos patrimoniais, os seguintes: 
i) doação em dinheiro no valor de R$ 20.000,00 (vinte mil reais) a ela feita por 
seu pai; 
ii) quantia de R$ 150.000,00 (cento e cinquenta mil reais) que recebeu, por rateio 
do patrimônio decorrente de liquidação de entidade de previdência privada, 
correspondente apenas ao valor de suas respectivas contribuições devidamente 
atualizadas e corrigidas; 
iii) valor de R$ 25.000,00 (vinte e cinco mil reais) referente a ação transitada em 
julgado em que houve condenação de certa empresa a pagar a Marta danos 
morais decorrentes de ilícito causado em relação de consumo. 
Os três valores anteriormente mencionados foram inseridos na Declaração em 
espaços dedicados a rendimentos não tributáveis pelo IRPF, não tendo sido 
considerados na base de cálculo do imposto do ano-base de 2020. 
Diante disso, Marta, em fevereiro de 2022, recebeu notificação da Secretaria da 
Receita Federal do Brasil (SRFB) para comparecer a uma unidade de 
atendimento da SRFB a fim de prestar esclarecimentos pela ausência de 
recolhimento de IRPF sobre os três valores acima presentes em sua Declaração 
de 2021. 
Marta prestou esclarecimentos de que, quanto ao valor de R$ 20.000,00 (vinte 
mil reais), em razão de ser doação em dinheiro de pai para filha de valor não 
muito alto, não foi celebrado contrato escrito de doação. Contudo, houve 
transferência bancária entre contas, em que consta no Extrato Bancário o registro 
feito por seu pai à época: “DOAÇÃO”. Afirmou, também, que ambos declararam 
devidamente a doação em suas Declarações de Ajuste Anual de IRPF do ano de 
2021, bem como a doação foi devidamente declarada e pago o respectivo 
imposto ao Fisco Estadual. 
Quanto aos dois outros valores (quantia de R$ 150.000,00 e quantia de R$ 
25.000,00), asseverou que, segundo a jurisprudência consolidada dos tribunais 
superiores, se tratavam de hipóteses em que não haveria incidência de IRPF. 
Os esclarecimentos, contudo, não foram acolhidos pelo Fisco federal, que lavrou 
auto de infração contra ela, contendo lançamento suplementar de ofício 
cobrando o IRPF quanto aos valores acima apresentados, com a devida 
atualização monetária, juros de mora e multa tributária. 
Irresignada com a cobrança, Marta lhe procurou como advogado(a) para propor 
medida judicial visando a anular tal auto de infração, tendo você optado por uma 
ação anulatória de lançamento tributário, uma vez que teria de ser ouvido como 
testemunha o pai de Marta, o qual doara dinheiro a ela, mas sem contrato escrito. 
A ação foi distribuída para a 1a. Vara Federal do Município X. Na sentença, o juiz 
de 1o grau, embora tenha reconhecido a suficiência da instrução probatória, 
julgou improcedentes os pedidos de Marta e condenou-a nos o ̂nus de 
sucumbência. 
PEÇA 9 – AGRAVO DE INSTRUMENTO 
ESTÁGIO SUPERVISIONADO IV 
PROFESSOR RAPHAEL BORSATO NOVELINI 
 
 
PEÇA 10 – MANDADO DE SEGURANÇA 
ESTÁGIO SUPERVISIONADO IV 
PROFESSOR RAPHAEL BORSATO NOVELINI 
 
Zeta é uma sociedade empresária cujo objeto social é a compra, venda e 
montagem de peças metálicas utilizadas em estruturas de shows e demais 
eventos. Para o regular exercício de sua atividade, usualmente necessita 
transferir tais bens entre seus estabelecimentos, localizados entre diferentes 
municípios do Estado de São Paulo. 
Apesar de nessas operações não haver transferência da propriedade dos bens, 
mas apenas seu deslocamento físico entre diferentes Eliais de Zeta, o Esco do 
Estado de São Paulo entende que há incidência de Imposto sobre Circulação de 
Mercadorias e Prestação de Serviços – ICMS nesse remanejamento. Diante da 
falta de recolhimento do imposto, o Esco já reteve por mais de uma vez, por seus 
Auditores Fiscais, algumas mercadorias que estavam sendo deslocadas entre as 
Eliais, buscando, assim, forçar o pagamento do imposto pela sociedade 
empresária. 
Considere que, entre a primeira retenção e a sua constituic ̧ão como advogado, 
passaram-se menos de dois meses. Considere, ainda, que todas as provas 
necessárias já estão disponíveis e que o efetivo pagamento do tributo, ou o 
depósito integral deste, obstaria a continuidade das operações da empresa que, 
ademais, não quer se expor ao risco de eventual condenação em honorários, no 
caso de insucesso na medida judicial a ser proposta. 
Com receio de sofrer outras cobranças do ICMS e novas retenções, e também 
pretendendo a rápida liberac ̧ão das mercadorias já apreendidas, uma vez que 
elas são essenciais para a continuidade de suas atividades, a sociedade 
empresária Zeta o procura para, na qualidade de advogado, elaborar a petição 
cabível, ciente de que, entre a retenção e a constituic ̧ão do advogado, há período 
inferior a 120 (cento e vinte) dias, e que, para a demonstração dos fatos, há a 
necessidade, apenas, de prova documental que lhe foi entregue

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