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BASE DA SINTAXE
ORAÇÃO
ORAÇÃO
• A ORAÇÃO GIRA EM TORNO DA EXISTÊNCIA DE UM VERBO EM UMA FRASE
• UMA FRASE COM VERBO CONSTITUI UMA ORAÇÃO
João voltou cedo da pescaria.
O homem foi levado ao hospital.
O barulho ensurdecia o público.
Viajando pelo m 
VERBO -> MORFOLOGIA
VERBO = ORAÇÃO -> SINTAXE
Como um verbo pode aparecer numa oração?
1) VERBO CONJUGADO 
Ex.: 
Os cidadãos exigem a reforma tributária. 
(ORAÇÃO ABSOLUTA)
A esperança é necessária.
Os alunos precisam de ajuda, porém não a pedem.
2) Locução verbal com verbo conjugado 
Ex.: Estamos esperando o resultado.
Vou viajar no final de ano.
Muitos livros foram vendidos durante o evento e 
precisam de reposição.
Os candidatos querem receber os resultados, portanto 
temos que terminar os relatórios.
Como um verbo pode aparecer numa oração?
3) Verbo na forma nominal: infinitivo, gerúndio e particípio. 
VERBO NÃO CONJUGADO DEPENDE DE OUTRA OUTA ORAÇÃO PARA 
EXISTIR = oração subordinada)
Ex.: Terminado o evento, todos podem sair.
Chegando ao local de prova, os alunos receberão as orientações.
Para responder às questões, o aluno precisa dominar alguns conteúdos.
Como um verbo pode aparecer numa oração?
4) Locução verbal sem verbo conjugado 
(TAMBÉM DEPENDE DE OUTRA ORAÇÃO PARA EXISTIR = SUBODINADA)
Ex.: Alguns desistiram do projeto por ter ocorrido uma falha de 
comunicação.
Para haver sido dito tudo isso, alguém deve ter reclamado.
Como um verbo pode aparecer numa oração?
5) Infinitivo pessoal (INFINITIVO AR ER IR + DESINÊNCIA)
Ex.: 
O cliente ficou indignado por receber uma cobrança indevida.
Os clientes ficaram indignados por receberem uma cobrança indevida. 
É muito importante estudar todos os dias.
É muito importante estudarem todos os dias.
É muito importante estudarmos todos os dias.
Como um verbo pode aparecer numa oração?
ORAÇÃO REDUZIDA X ORAÇÃO DESENVOLVIDA
Oração reduzida: verbo está na forma nominal 
(NÃO ESTÁ CONJUGADO)
Ex.: Viajar pelo mundo é o sonho de muitos.
Oração desenvolvida: verbo conjugado 
Ex.: Eu viajo de férias a cada dois anos.
CONCLUSÃO DAS ORAÇÕES
1)IDENTIFIQUEI O VERBO (como ele está?)
2) O VERBO ESTÁ CONJUGADO? 
(oração reduzida ou desenvolvida)
3) A ORAÇÃO COM VERBO CONJUGADO “MANDA” 
4) 2 ORAÇÕES COM VERBOS CONJUGADOS
(a oração com a conjunção é subordinada)
Construção formada por uma ou mais orações, que se inicia na letra maiúscula 
e vai até o ponto final.
PERÍODO
PERÍODO
Simples: formado por uma oração, com um único verbo ou locução 
Ex.: Hoje pela manhã, falei com meu vizinho.
Quero aquelas flores.
O tempo é o melhor remédio.
Composto:formado por duas ou mais orações.
Ex.: Hoje pela manhã, falei com meu vizinho que perdeu um gatinho.
Quero aquelas flores para presentear minha mãe.
Vou gritar para todos ouvirem que estou sabendo o que aconteceu.
Período Composto por COORDENAÇÃO 
As orações coordenadas têm estrutura sintática completa, são 
independentes, ainda que façam parte do mesmo período. (RELAÇÃO 
SEMÂNTICA/DE SENTIDO)
• ASSINDÉTICAS: sem conjunção 
• SINDÉTICAS: com conjunção 
I) aditivas 
II) adversativas
III) alternativas
IV) conclusivas
V) explicativas
Período Composto por COORDENAÇÃO 
Ligo o computador, escrevo algumas páginas, lembro-me do passado e 
abro uma garrafa de vinho.
1ª oração: Ligo o computador 
2ª oração: escrevo algumas páginas 
3ª oração: lembro-me do passado 
4ª oração: e abro uma garrafa de vinho.
Período Composto por COORDENAÇÃO 
Ligo o computador, escrevo algumas páginas, lembro-me do passado e abro uma 
garrafa de vinho.
1ª oração: Ligo o computador 
2ª oração: escrevo algumas páginas 
3ª oração: lembro-me do passado 
4ª oração: e abro uma garrafa de vinho.
ORAÇÕES 
COORDENADAS 
ASSINDÉTICAS
ORAÇÃO 
COORDENADAS 
SINDÉTICA ADTIVA
(SENTIDO)
ORAÇÕES COORDENADAS SINDÉTICAS
ADITIVAS:
e, nem (= e não), não 
só... mas também, não 
só... como também, 
bem como, não só... 
mas ainda. 
– Estudo e trabalho.
– Não estudo nem trabalho.
– Nem eu nem você estudamos.
– Não estudo, tampouco trabalho.
– Não só estudo mas também trabalho.
– Não apenas estudo bem como trabalho.
– Não somente estudo senão ainda trabalho.
– Tanto estudo quanto trabalho.
– Dois mais dois são quatro. Por isso, nós mais vocês formamos um quarteto.
ADVERSATIVAS:
mas, porém, contudo, 
todavia, entretanto, no 
entanto, não obstante. 
– Não para de comer, mas nunca fica satisfeito.
– Fuja daqui, porém tome cuidado!
– O filme agradou ao público, contudo não foi louvado pelos críticos.
– Perdi todos os meus bens, todavia me alegrei com a separação.
– Paixão não me faz bem, entretanto não vivo sem ela.
– Ele está cansado, no entanto terá de trabalhar amanhã cedo.
– Sorria sem pudor, não obstante se aquietava diante do pai.
ORAÇÕES COORDENADAS SINDÉTICAS
ALTERNATIVAS:
ou, ou... ou, ora... ora, 
já... já, quer... quer, 
seja... seja, talvez... 
talvez. 
Você quer suco ou deseja tomar refrigerante? (alternativa/exclusão)
– Ou faço a festa ou pago a viagem. (sempre exclusão)
– Ora assiste à TV, ora cuida dos filhos. (sempre alternância)
– Quer estude, quer trabalhe, é bem-sucedido. (alternância)
– Seja neste mês, seja no próximo, iremos saldar as dívidas. (exclusão)
CONCLUSIVAS:
logo, pois (depois do 
verbo), portanto, por 
conseguinte, por isso, 
assim. 
Preciso sair depressa, logo me ligue mais tarde.
– A adoção nunca deixará de ser um gesto nobre. Portanto, abracemos a causa!
– Ele não passou no concurso dessa vez, por isso terá de conciliar o estudo com o trabalho.
– Você não pode engordar, assim evite comer de uma em uma hora.
– Você cumpriu sua palavra; terá, pois, sua recompensa. / Ele te protege; sê-lhe grato, pois.
– Ele não fez boa redação, por conseguinte foi desclassificado.
– Foi pega roubando, então teve de ser despedida.
– O mal é irremediável, em vista disso tente se conformar.
EXPLICATIVAS:
que, porque, 
pois (antes do verbo), 
porquanto. 
Os funcionários já chegaram, porque as luzes estão acesas.
– Estude, que valerá a pena.
– Ela devia estar com frio, porquanto tremia.
– Come a sopa toda, pois está muito boa.
Período Composto por SUBORDINAÇÃO 
SUBORDINAÇÃO: 
ORAÇÃO
PRINCIPAL
SUBORDINADA
ADVERBIAL
SUBSTANTIVA
ADJETIVA
SEM CONECTIVO 
NÃO COMEÇA COM: 
- PRONOME RELATIVO
- CONJUÇÃO SUBORDINATIVA
ORAÇÕES SUBORDINADAS ADVERBIAIS 
CAUSAIS: 
porque, que, como (= porque, no início 
da frase), pois que, visto que, uma vez 
que, porquanto, já que, desde que. 
– Porque eu te amo intensamente, muitas pessoas sentem ciúmes de nós.
– Nunca mataria ninguém, que não é de sua índole.
– Não almoçou porquanto não tinha fome.
– A menina não comprou o vestido, pois era muito caro.
– Como estudamos/estudássemos dia e noite, alcançamos o êxito.
– Preciso amar-te, pois que sem ti nada sou.
– Dado que a metade da população vive na pobreza, precisamos ajudar.
– Não participarei da aula, visto que não gosto deste professor.
– Já que lhe ficou proibida a participação, teve de se resignar.
– Ele deixou de estudar uma vez que teve de começar a trabalhar.
CONCESSIVAS:
embora, ainda que, apesar de que, se 
bem que, mesmo que, por mais que, 
posto que, conquanto
– Embora viaje o mundo inteiro, nunca conhecerá sua terra profundamente.
– Malgrado haja problemas em casa, não os leve para o trabalho.
– Conquanto eu trabalhe, nunca paro de estudar.
– Ainda que/quando ela faça tudo por você, não se cansa em rejeitá-la, não é?
– Conseguiu chegar ao cume do morro, mesmo que se sentisse fraco.
CONDICIONAIS: 
se, caso, contanto que, salvo se, a não 
ser que, desde que, a menos que, sem 
que .
– Desde que você estude, obterá êxito.
– Ele chegará até nós, a menos que você o impeça!
– Se tu parares de estudar, precisarás trabalhar.
– Caso eu fizesse suas vontades, certamente mudaria seu jeito comigo.
– O mundo mudará contanto que as pessoas mudem.
– Os produtos daqui não poderão ser exportados, exceto se houver prévio acordo.
ORAÇÕES SUBORDINADAS ADVERBIAIS 
CONFORMATIVAS: 
conforme,como (= conforme), 
segundo, consoante. 
– Você enfim agiu conforme nós acordamos.
– Consoante falamos, dedique-se ao estudo.
– Segundo havíamos combinado, você inicia o curso amanhã.
– Como se pode ver, é impossível tirar o cinturão deste lutador.
FINAIS: 
para que, a fim de que, que, 
porque (= para que), que.
– Estou estudando para que eu melhore a vida.
– A fim de que as pessoas se amem de verdade, é preciso incluir Deus na vida.
– Ore porque não caia em tentação.
– Viaja sempre à janela do ônibus de maneira que pegue uma brisa.
PROPORCIONAIS: 
medida que, à proporção que, 
ao passo que e as combinações 
quanto mais... (mais), quanto 
menos... (menos), quanto 
menos... (mais), quanto 
menos... (menos).
– A temperatura sobe à proporção que o verão se aproxima.
– O meio ambiente sofre à medida que a população ignora os impactos do progresso.
– Ao passo que estudava o assunto, mais dúvidas lhe apareciam.
– Quanto mais conheço os homens, mais estimo meus cachorros.
– Quanto mais estudo Matemática, menos a entendo. (inversamente proporcional)
–Quanto menos esforço fizer, tanto melhor será.
– Quanto maior é o tamanho, pior é a queda.
ORAÇÕES SUBORDINADAS ADVERBIAIS 
TEMPORAIS: 
quando, enquanto, antes que, 
depois que, logo que, todas as 
vezes que, desde que, sempre que, 
assim que, agora que, mal (= assim 
que).
– Quando respeitamos nossos pais, isso nos identifica como pessoas de honra.
– No século passado, as mulheres ficavam em casa, enquanto os homens ficavam na rua.
– Mal entrei em sala, começaram os aplausos!
– Ela me reconheceu apenas apertei sua mão.
– Depois que a sala de cinema ficou lotada, ninguém quis sair de lá.
– Antes que o mundo acabe, quero marcar meu nome na história.
– Ficas excitada sempre que Augusto te olhas?
– Logo que os índios viram os portugueses, assustaram-se.
– Assim que você acordar, peço que me ligue, urgentemente.
COMPARATIVAS: 
como, assim como, tal como, como 
se, (tão)... como, tanto como, tanto 
quanto, do que, quanto, tal, qual, 
tal qual, que nem, que (combinado 
com menos ou mais).
– Os homens, tal qual as mulheres, são sentimentais. (comparativo de igualdade)
– Gosto de cinema tal e qual teatro. (comparativo de igualdade)
– Corria qual um touro. (comparativo de igualdade)
– É excelente esportista, tal como o irmão. (comparativo de igualdade)
– Viva o dia de hoje como se fosse o último. (comparativo de igualdade)
– Casa é mais confortável do que apartamento. (comparativo de superioridade)
CONSECUTIVAS: 
de sorte que, de modo que, sem 
que (= que não), de forma que, de 
jeito que, que (tendo como 
antecedente na oração principal 
uma palavra como tal, tão, cada, 
tanto, tamanho.
– Meu filho é tão inteligente que passou em 1o lugar no ITA.
– Estudei tanto o famigerado Português que acabei tendo uma estafa.
– Tamanha foi a sua coragem que pulou no mar em ressaca.
– Tal foi sua postura antes da prova que conseguiu um bom resultado.
– Sua apresentação aconteceu de tal modo que todos não paravam de rir.
3.1) Oração Subordinada Adverbial CAUSAL
Explicativa x Causal
porque
que
porquanto
pois (antes do verbo)
porque 
que
porquanto
pois
como (= visto que; só no início 
da oração) 
pois que (uso literário)
dado que
visto que
visto como
já que
uma vez que
na medida em que
sendo que
Atenção: Toda causa é uma explicação, mas nem toda 
explicação é uma causa!
+
Para tentar diferenciar subordinadas causais de 
coordenadas explicativas
Na subordinada causal, a circunstância 
de causa precede e gera o fato ou o 
ocorrido: 1º vem a causa, depois a 
consequência.
Na coordenada explicativa, a 
circunstância não precede nem gera o 
fato ou o ocorrido.
A calçada está molhada, porque 
choveu. 
(causal; é um fato claro que a chuva 
provocou o molhamento da calçada)
Choveu aqui, porque a calçada está 
molhada. 
(explicativa; o fato de a calçada estar 
molhada não provocou a chuva, ou seja, não 
é a causa da chuva, mas sim a consequência)
Para tentar diferenciar
1º caso: 
Se o verbo que antecede a conjunção vier 
no imperativo, ou indicar desejo, é certo 
que a oração será coordenada explicativa.
– Estude, que seu futuro estará garantido!
– Deus o abençoe, meu filho, porque sua generosidade 
não tem limite
2º caso: 
Se o porque (ou que, pois, porquanto) 
iniciar uma consequência, a oração será 
explicativa; 
se iniciar uma causa, a oração será causal.
– A avenida não tinha limite de velocidade, porque o 
carro passou a 300 km/h. (explicativa)
– O carro passou a 300 km/h porque a avenida não 
tinha limite de velocidade. (causal)
3º caso: 
Se a afirmação anterior à conjunção for 
uma suposição ou uma constatação, gerada 
por uma apuração ou comprovação, a 
conjunção será explicativa
Este é o caso de “Choveu, porque a rua está molhada.”
(Você deduz que choveu por causa de uma apuração: a 
rua molhada).
– Ele passou por aqui, porque ainda há pouco o vi.
– Não precisa mentir. O Leandro faltou às aulas, pois 
me contaram.

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