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03 5.7 54 .59 5- 84 03 5.7 54 .59 5- 84 03 5.7 54 .59 5- 84 PETROBRAS E TRANSPETRO TÉCNICO(A) DE OPERAÇÃO TÉCNICO(A) DE DUTOS E TERMINAIS TERMODINÂMICA E TRANSFERÊNCIA DE CALOR QUESTÕES RESOLVIDAS PASSO A PASSO PRODUZIDO POR EXATAS CONCURSOS www.exatas.com.br v5 https://exatas.com.br 03 5.7 54 .59 5- 84 03 5.7 54 .59 5- 84 03 5.7 54 .59 5- 84 INTRODUÇÃO Recomendamos que o candidato primeiro estude a teoria referente a este assunto, e só depois utilize esta apostila. Recomendamos também que o candidato primeiro tente resolver cada questão, sem olhar a resolução, e só depois observe como nós a resolvemos. Deste modo acreditamos que este material será de muito bom proveito. Não será dado nenhum tipo de assistência pós-venda para compradores deste material, ou seja, qualquer dúvida referente às resoluções deve ser sanada por iniciativa própria do comprador, seja consultando docentes da área ou a bibliografia. Apenas serão conside- rados casos em que o leitor encontrar algum erro (conceitual ou de digitação) e desejar informar ao autor tal erro a fim de ser corrigido. As resoluções aqui apresentadas foram elaboradas pela Exatas Concursos, única res- ponsável pelo conteúdo deste material. Todos nossos autores foram aprovados, dentre os primeiros lugares, em concursos públicos relativos ao material elaborado. A organização, edição e revisão desta apostila é responsabilidade de nossa equipe. A Exatas Concursos e todos seus autores não possuem nenhum tipo de vínculo com as empresas CEBRASPE, CESGRANRIO ou qualquer outra banca examinadora. Este material é de uso exclusivo do(a) comprador(a). Sendo vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação e distribuição. Sujeitando-se o infrator à responsabilização civil e criminal. Faça um bom uso do material, e que ele possa ser muito útil na conquista da sua vaga. Atenciosamente, Exatas Concursos. 03 5.7 54 .59 5- 84 03 5.7 54 .59 5- 84 03 5.7 54 .59 5- 84 RESUMÃO GRANDEZAS E UNIDADES (S.I.) P : Pressão [Pa]; V : Volume [m3]; T : Temperatura [K]; Q: Calor (energia) [J]; U : Energia Interna [J]; W : Trabalho [J]; H: Entalpia [J]; n: Número de Mols [mol]; R: Constante Universal dos Gases Ideais [J/mols K]; CONCEITOS Processo Isotérmico (temperatura constante); Isobá- rico (pressão constante); Isocórico/Isovolumétrico (vo- lume constante); Adiabático (isolado, sem troca de calor). LEI ZERO DA TERMODINÂMICA “Se dois corpos A e B estão separadamente em equilí- brio térmico com um terceiro corpo C, então A e B estão em equilíbrio térmico entre si.” PRIMEIRA LEI DA TERMODINÂMICA ∆U = Q−W Sendo ∆U a variação da energia interna,Q o calor rece- bido eW o trabalho realizado pelo sistema. Se for realizado trabalho sobre o sistema, W inverte seu sinal. SEGUNDA LEI DA TERMODINÂMICA “A quantidade de entropia de qualquer sistema isolado termodinamicamente tende a crescer com o tempo.” Sendo entropia uma grandeza termodinâmica que men- sura o grau de irreversibilidade de um sistema. ENTALPIA A entalpia (H) representa a máxima energia de um sis- tema termodinâmico, dada por: H = U + PV Sendo U a energia interna, P a pressão e V o volume do sistema. GRÁFICOS P × V Em um gráfico P × V , a área abaixo da curva é numeri- camente igual ao trabalho realizado pelo gás: WA 1 2 |W1→2| = AW Se a pressão for constante durante a transformação, te- mos simplesmente: W = P ∆V Um aumento de volume (∆V > 0) representa um traba- lho positivo, realizado pelo gás. Uma diminuição de volume (∆V < 0) representa um trabalho negativo, realizado sobre o gás. Em gráficos P ×V cíclicos, o trabalho é numericamente igual à área interna do ciclo, sendo positivo se este for ho- rário e negativo se for anti-horário. CICLO DE CARNOT Ciclo composto de duas transformações isotérmicas (1- 2 e 3-4) e duas adiabáticas (2-3 e 4-1): qT fT MÁQUINAS TÉRMICAS O rendimento (η) de uma máquina térmica que recebe Qq de calor de uma fonte quente, rejeita Qf de calor a uma fonte fria e realiza um trabalho W é dado por: η = W Qq = Qq −Qf Qq = 1− Qf Qq Teoricamente, o maior rendimento possível é obtido pela Máquina de Carnot, sendo função apenas das temperaturas da fonte quente (Tq) e da fonte fria (Tf ): ηc = Wc Qq = Tq − Tf Tq = 1− Tf Tq GASES IDEAIS Gases ideais obedecem à equação: P V = n R T Um gás que sofre uma transformação de um estado ini- cial (i) a um estado final (f ) segue a relação: Pf Vf Tf = Pi Vi Ti Energia cinética média de um gás ideal: Ec = 3 n R T 2 ESCALAS DE TEMPERATURA Seja TC uma temperatura em graus Celcius, TF esta temperatura em graus Fahrenheit e TK em Kelvins: TK = TC + 273 TF = 1,8TC + 32 03 5.7 54 .59 5- 84 03 5.7 54 .59 5- 84 03 5.7 54 .59 5- 84 ÍNDICE DE QUESTÕES TÉCNICO(A) DE DUTOS E TERMINAIS - TRANSPETRO 2023 Q23 (pág. 1) Q50 (pág. 2) Q52 (pág. 3) Q53 (pág. 4) Q57 (pág. 5) TÉCNICO(A) DE OPERAÇÃO - CEBRASPE - PETROBRAS 2023 Q67 (pág. 6) Q73 (pág. 7) Q74 (pág. 8) Q75 (pág. 10) Q95 (pág. 8) Q96 (pág. 9) Q97 (pág. 11) Q98 (pág. 11) TÉCNICO(A) DE OPERAÇÃO JÚNIOR - TRANSPETRO 2018 Q37 (pág. 12) Q59 (pág. 13) TÉCNICO(A) DE OPERAÇÃO JÚNIOR - PETROBRAS 2017.1 Q21 (pág. 16) Q43 (pág. 17) Q44 (pág. 18) Q47 (pág. 19) Q50 (pág. 20) TÉCNICO(A) DE OPERAÇÃO JÚNIOR - PETROBRAS 2014.2 Q44 (pág. 22) Q45 (pág. 23) Q46 (pág. 26) Q49 (pág. 21) Q50 (pág. 24) TÉCNICO(A) DE OPERAÇÃO JÚNIOR - PETROBRAS 2014.1 Q41 (pág. 27) Q42 (pág. 28) Q43 (pág. 32) Q46 (pág. 29) Q47 (pág. 30) Q48 (pág. 31) TÉCNICO(A) DE OPERAÇÃO JÚNIOR - PETROBRAS 2013.1 Q23 (pág. 52) Q45 (pág. 53) Q46 (pág. 51) TÉCNICO(A) DE OPERAÇÃO JÚNIOR - PETROBRAS 2012.1 Q43 (pág. 53) Q44 (pág. 54) Q45 (pág. 55) Q46 (pág. 57) TÉCNICO(A) DE OPERAÇÃO JÚNIOR - PETROBRAS 2011.1 Q43 (pág. 56) Q44 (pág. 58) Q46 (pág. 59) Q48 (pág. 59) Q50 (pág. 60) TÉCNICO(A) DE OPERAÇÃO JÚNIOR - PETROBRAS 2010.2 Q43 (pág. 61) Q44 (pág. 61) Q45 (pág. 62) Q47 (pág. 63) Q48 (pág. 64) TÉCNICO(A) DE OPERAÇÃO JÚNIOR - PETROBRAS 2010.MAIO Q33 (pág. 65) Q34 (pág. 67) Q41 (pág. 66) Q42 (pág. 68) 03 5.7 54 .59 5- 84 03 5.7 54 .59 5- 84 03 5.7 54 .59 5- 84 TÉCNICO(A) DE OPERAÇÃO JÚNIOR - PETROBRAS 2010.MARÇO Q29 (pág. 68) Q31 (pág. 66) Q32 (pág. 69) Q37 (pág. 70) Q38 (pág. 72) TÉCNICO(A) DE OPERAÇÃO JÚNIOR - PETROBRAS 2008.2 Q35 (pág. 71) Q39 (pág. 72) Q40 (pág. 73) Q41 (pág. 73) Q43 (pág. 74) TÉCNICO(A) DE OPERAÇÃO JÚNIOR - TRANSPETRO 2012.2 Q48 (pág. 75) Q49 (pág. 76) Q50 (pág. 77) TÉCNICO(A) DE OPERAÇÃO JÚNIOR - TRANSPETRO 2011.3 Q21 (pág. 78) Q22 (pág. 79) Q28 (pág. 80) Q31 (pág. 81) TÉCNICO(A) DE OPERAÇÃO JÚNIOR - TRANSPETRO 2008.2 Q26 (pág. 80) Q33 (pág. 82) TÉCNICO(A) DE OPERAÇÃO JÚNIOR - TERMORIO/TERMOMACAÉ/TERMOCEARÁ 2009.1 Q30 (pág. 50) Q34 (pág. 51) TÉCNICO(A) DE OPERAÇÃO JÚNIOR - TERMOBAHIA 2012.1 Q25 (pág. 41) Q26 (pág. 42) Q29 (pág. 45) Q30 (pág. 43) Q34 (pág. 44) Q37 (pág. 48) Q38 (pág. 38) Q39 (pág. 46) Q43 (pág. 47) Q47 (pág. 48) Q50 (pág. 49) TÉCNICO(A) DE OPERAÇÃO JÚNIOR - PETROBRAS BIOCOMBUSTÍVEL 2010.JUNHO Q28 (pág. 40) TÉCNICO(A) DE OPERAÇÃO JÚNIOR - BR DISTRIBUIDORA 2008.1 Q36 (pág. 35) Q38 (pág. 39) TÉCNICO(A) DE OPERAÇÃO JÚNIOR - BR DISTRIBUIDORA 2010.JANEIRO Q30 (pág. 35) Q36 (pág. 37) TÉCNICO(A) DE OPERAÇÃO JÚNIOR - BR DISTRIBUIDORA 2010.ABRIL Q36 (pág. 34) Q40 (pág. 37) TÉCNICO(A) DE OPERAÇÃO JÚNIOR - BR DISTRIBUIDORA 2011.1 Q28 (pág. 33) QUESTÕES RESOLVIDAS NESTA APOSTILA: 92 03 5.7 54 .59 5- 84 03 5.7 54 .59 5- 84 03 5.7 54 .59 5- 84 AVALIAÇÃO DE DESEMPENHO Nesta seção você monitora o seu desempenho enquanto estuda esta apostila. Todos os campos desta página são calculados automaticamente pelo PDF. Utilize os leitores Foxit PDF Reader ou Adobe Acrobat Reader para um funcionamento adequado. Na maioria dos leitores de PDF de celulares estes recursos não funcionam. COMO UTILIZAR: No cabeçalho de cada questão você encontrará 4 checkboxes (um verde, um amarelo, um laranja e um vermelho), como no exemplo abaixo: À medida que você for estudando cada questão,marque um dos checkboxes (apenas um por questão!) segundo a seguinte lógica: Não se esqueça de salvar o PDF ao fechar! ACOMPANHAMENTO: Questões Estudadas: Questões A Estudar: Totalizações Índice de Desempenho I = Avaliação do Seu Desempenho I ≥ 8.5 Ótimo! Você está dominando o conteúdo. Parabéns! 7.0 ≤ I < 8.5 Bom! Você só precisa focar seus estudos em alguns pontos. 5.0 ≤ I < 7.0 Razoável. Foque nas questões que marcou em laranja e vermelho. I < 5.0 Ruim. Estude melhor o conteúdo teórico e volte a praticar. https://www.foxit.com/pt-br/downloads/ https://get.adobe.com/br/reader/ 03 5.7 54 .59 5- 84 03 5.7 54 .59 5- 84 03 5.7 54 .59 5- 84 TERMODINÂMICA E TRANSF. DE CALOR www.exatas.com.br 1 QUESTÃO 1 TÉCNICO(A) DE DUTOS E TERMINAIS - TRANSPETRO 2023 Um balão flexível contém um gás que se comporta ideal- mente. Na situação inicial, o volume ocupado pelo gás é de 35,0 m3 a 25,0°C e 1,00 atm. Considere o aquecimen- to do balão, com expansão do volume para 50,0 m3, de tal forma que a pressão permaneceu constante. Nessa situação final, a temperatura do balão, em K, é (A) 152,7 (B) 218,1 (C) 340,6 (D) 425,7 (E) 510,8 Dado T(K) = T(°C) + 273 RESOLUÇÃO d51d2f00 Como o gás se comporta idealmente, ele obedece à Lei dos Gases Ideais, que é: P V = nRT sendo P a pressão (em Pa), V o volume (em m3), n o número de mols (em mol), R a constante universal dos gases ideais (em J/mol K) e T a temperatura (em K). Como não houve mudança na quantidade de gás durante a transformação, n é cons- tante, além de R (constante por definição). Ou seja, neste caso podemos reescrever a equação como: P V T = nR = cte Se a parcela nR é constante durante a transformação, temos a seguinte relação entre as pressões, volumes e temperaturas iniciais (i) e finais (f ): Pf Vf Tf = Pi Vi Ti Como questões desse tipo são muito comuns, recomendamos que você saiba a re- lação acima de cabeça. O enunciado também informa que a pressão se mantém cons- tante (Pf = Pi), portanto podemos cancelá-la, sobrando: Vf Tf = Vi Ti O enunciado já fornece os volumes em m3, então não precisamos transformá-los. Porém a temperatura inicial é dada em Celsius (25 ◦C), logo precisamos convertê-la para Kelvin. O próprio enunciado dá a colher de chá sobre essa transformação (o que não é comum), então: Ti = 25 + 273 = 298 K Sendo Vi = 35 m3, Vf = 50 m3, basta isolarmos Tf e calcularmos: Tf = Vf Ti Vi = 50× 298 35 = 14.900 35 ≈ 425,7 K ALTERNATIVA (D) Material de uso exclusivo de Heytell Whitney De Souza Silverio, CPF: 035.754.595-84. É expressamente proibido copiar, distribuir ou revender este material (Lei dos Direitos Autorais N◦ 9.610). https://exatas.com.br 03 5.7 54 .59 5- 84 03 5.7 54 .59 5- 84 03 5.7 54 .59 5- 84 TERMODINÂMICA E TRANSF. DE CALOR www.exatas.com.br 2 QUESTÃO 2 TÉCNICO(A) DE DUTOS E TERMINAIS - TRANSPETRO 2023 Um cilindro longo de um material de condutividade térmi- ca k, comprimento L e raio da seção reta R, está colocado entre uma fonte fria à temperatura TF e uma fonte quente à temperatura TQ. O fluxo estacionário de calor que pas- sa por esse cilindro é J1. Um outro cilindro, feito de ou- tro material, com condutividade térmica k/2, comprimento 4L e raio de seção reta 4R, é colocado entre as mesmas fontes, fria e quente. Para esse segundo cilindro, o fluxo estacionário de calor é J2. A relação entre os fluxos estacionários de calor, J2/J1, é igual a (A) 16 (B) 4 (C) 2 (D) 1 (E) 1/2 RESOLUÇÃO d51d2f00 Sabemos que o fluxo de calor estacionário (Φ) através de um material de condu- tividade térmica k, seção de área A e espessura L, submetido a uma diferença de temperatura ∆T , é dado pela Lei de Fourier: Φ = k A∆T L Como o meio de transmissão em questão é um cilindro, a área da seção transversal será um círculo. Sendo R o raio do cilindro, sua área será A = πR2. Utilizando a notação da questão e colocando a área como função do raio, temos que o fluxo no primeiro caso é: J1 = k (πR2) ∆T L como ∆T é o mesmo nos dois casos (TQ − TF ), nem vamos expandí-lo. Como o fluxo ocorre de face a face do cilindro, o comprimento do cilindro (L) corresponde à espessura presente na Lei de Fourier. No segundo caso devemos utilizar condutividade k/2, comprimento 4L e raio 4R, sendo que a diferença de temperatura é a mesma. Logo: J2 = ( k 2 ) π(4R)2 ∆T 4L = 16 k πR2 ∆T 8L = 2 k πR2 ∆T L Como buscamos J2/J1 basta dividirmos as duas expressões: J2 J1 = J2 × 1 J1 = ( 2 k πR2 ∆T L ) × ( L k πR2 ∆T ) = 2 ALTERNATIVA (C) Material de uso exclusivo de Heytell Whitney De Souza Silverio, CPF: 035.754.595-84. É expressamente proibido copiar, distribuir ou revender este material (Lei dos Direitos Autorais N◦ 9.610). https://exatas.com.br 03 5.7 54 .59 5- 84 03 5.7 54 .59 5- 84 03 5.7 54 .59 5- 84 TERMODINÂMICA E TRANSF. DE CALOR www.exatas.com.br 3 QUESTÃO 3 TÉCNICO(A) DE DUTOS E TERMINAIS - TRANSPETRO 2023 Uma máquina térmica reversível realiza trabalho em ci- clos, de modo que retira 240 J de uma fonte quente a 627oC e rejeita 80 J em uma fonte fria à temperatura TF. Qual é, em oC, a temperatura TF? (A) -273 (B) 27 (C) 327 (D) 627 (E) 900 RESOLUÇÃO d51d2f00 Como a máquina térmica é reversível, sua eficiência corresponde à eficiência de Carnot (ηc). Esta eficiência pode ser expressa tanto em função dos calores (recebido e rejeitado) quanto em relação às temperaturas (absolutas, em Kelvin) das fontes: ηc = 1− QF QQ ou ηc = 1− TF TQ onde os índices F e Q correspondem à fonte fria e quente. Igualando as duas expressões, temos: 1− QF QQ = 1− TF TQ QF QQ = TF TQ Reforçamos que a relação acima é válida apenas para máquinas térmicas reversíveis. O enunciado da questão informa que QQ = 240 J e QF = 80 J. A temperatura da fonte quente é dada em Celsius, então precisamos convertê-la para Kelvin, e fazemos isso somando 273: TQ = 627 + 273 TQ = 900 K Substituindo os valores na expressão, encontramos TF : 80 240 = TF 900 TF = 900 3 = 300 K Porém a questão pede TF em Celsius, então precisamos subtrair 273: TF = 300− 273 TF = 27 ◦C ALTERNATIVA (B) Material de uso exclusivo de Heytell Whitney De Souza Silverio, CPF: 035.754.595-84. É expressamente proibido copiar, distribuir ou revender este material (Lei dos Direitos Autorais N◦ 9.610). https://exatas.com.br 03 5.7 54 .59 5- 84 03 5.7 54 .59 5- 84 03 5.7 54 .59 5- 84 TERMODINÂMICA E TRANSF. DE CALOR www.exatas.com.br 4 QUESTÃO 4 TÉCNICO(A) DE DUTOS E TERMINAIS - TRANSPETRO 2023 A energia interna de um gás ideal diatômico depende apenas de sua temperatura. Esse gás ideal passa por um processo isotérmico, em contato com uma fonte térmica à temperatura T. Observa-se que ele realiza um trabalho total de 350 J sobre o meio ambiente. O calor trocado pelo gás com a fonte térmica T é igual a (A) 175 J, e o calor é rejeitado pelo gás. (B) 175 J, e o calor é absorvido pelo gás. (C) 350 J, e o calor é rejeitado pelo gás. (D) 350 J, e o calor é absorvido pelo gás. (E) 700 J, e o calor é rejeitado pelo gás. RESOLUÇÃO d51d2f00 Pela Segunda Lei da Termodinâmica sabemos que a energia interna acumulada (∆U ) por uma substância que recebe um calor Q e realiza um trabalho W é tal que: ∆U = Q−W No caso em questão a variação da energia interna é nula, afinal ela é função exclusiva da temperatura, e a temperatura não se altera (processo isotérmico). Portanto, fazendo ∆U = 0 na equação: 0 = Q−W Q = W No processo proposto é informado que o gás realiza um trabalho igual a 350 J, por- tanto este valor entra na nossa equação sem troca de sinal, resultando em: Q = 350 J O que significa que o gás recebeu (absorveu) 350 J de calor. Durante a resolução grifamos os termos “recebe” e “realiza” para você ficar atento, pois se o gás tivesse sofrido trabalho, deveríamos utilizarW = −350 J, o que nos levaria à conclusão que o calor foi rejeitado pelo gás (o Q resultante seria negativo). ALTERNATIVA (D) Material de uso exclusivo de Heytell Whitney De Souza Silverio, CPF: 035.754.595-84. É expressamente proibidocopiar, distribuir ou revender este material (Lei dos Direitos Autorais N◦ 9.610). https://exatas.com.br 03 5.7 54 .59 5- 84 03 5.7 54 .59 5- 84 03 5.7 54 .59 5- 84 TERMODINÂMICA E TRANSF. DE CALOR www.exatas.com.br 5 QUESTÃO 5 TÉCNICO(A) DE DUTOS E TERMINAIS - TRANSPETRO 2023 Na Tabela abaixo são apresentadas algumas característi- cas termodinâmicas de um ciclo ideal de refrigeração por compressão de vapor. Ciclo ideal de refrigeração Característica Valor Calor trocado no evaporador 120 kJ/kg Capacidade 4,8 kW Trabalho do compressor 40 kJ/kg Razão de circulação do refrigerante 0,04 kg/s Com base nessas características, qual é o valor do coefi- ciente de eficácia desse ciclo? (A) 0,12 (B) 4,80 (C) 3,00 (D) 0,33 (E) 1,60 RESOLUÇÃO d51d2f00 O coeficiente de performance (COP), também conhecido como coeficiente de efi- cácia, é uma medida da eficiência de um ciclo de refrigeração. Ele é definido como a razão entre o calor removido do espaço refrigerado e a potência consumida pelo com- pressor. O COP é frequentemente utilizado para avaliar o desempenho de sistemas de refrigeração e condicionamento de ar. A fórmula geral para a determinação do Coeficiente de Performance (COP) em um ciclo de refrigeração é: COP = Calor Removido do Espaço Refrigerado Potência Consumida Pelo Compressor Para um ciclo de compressão de vapor ideal, o COP se resume a: COP = Q W onde Q é o calor removido e W é o trabalho realizado pelo compressor. Sabendo disso, vemos que o enunciado informa dados desnecessários para a reso- lução da questão (capacidade e razão de circulação), provavelmente para testar seus conhecimentos. Os únicos dados que nos interessam são o calor removido (calor tro- cado no evaporador, de 120 kJ/kg) e o trabalho realizado pelo compressor (40 kJ/kg), portanto o cálculo do COP é direto: COP = 120 kJ/kg 40 kJ/kg = 3,00 Por ser uma razão de duas grandezas de mesma unidade, o COP é adimensional. ALTERNATIVA (C) Material de uso exclusivo de Heytell Whitney De Souza Silverio, CPF: 035.754.595-84. É expressamente proibido copiar, distribuir ou revender este material (Lei dos Direitos Autorais N◦ 9.610). https://exatas.com.br 03 5.7 54 .59 5- 84 03 5.7 54 .59 5- 84 03 5.7 54 .59 5- 84 TERMODINÂMICA E TRANSF. DE CALOR www.exatas.com.br 6 QUESTÃO 6 TÉCNICO(A) DE OPERAÇÃO - CEBRASPE - PETROBRAS 2023 Conforme as leis da termodinâmica básica, julgue o seguinte item. Considere-se que o volume de um gás ideal tenha diminuído 0,1 m3 devido a uma compressão isobárica sob a pressão de 103 N/m2 e que, durante esse processo, o gás tenha perdido 103 J de calor. Nessa situação, a variação da energia interna do gás foi superior a 900 J. I) RESOLUÇÃO d51d2f00 Resolvemos essa questão aplicando a Primeira Lei da Termodinâmica: ∆U = Q−W sendo ∆U a variação da energia interna, Q o calor recebido pelo gás e W o trabalho realizado pelo gás. Como o gás perdeu calor durante o processo, devemos considerar Q negativo: Q = −103 J Sabemos que podemos calcular o trabalho realizado (ou sofrido) por um gás multipli- cando a pressão pela variação de volume: W = P ∆V Como a compressão é isobárica, P é constante durante o processo, igual a 103 N/m2. Também foi informado que o gás reduziu seu volume em 0,1 m3 (afinal foi uma compres- são), por isso ∆V é negativo: W = (103)× (−0,1) W = −1000× 0,1 W = −100 J O sinal negativo de W indica que o gás sofreu trabalho, não realizou. Substituindo Q e W na primeira lei encontramos a variação da energia interna: ∆U = Q−W ∆U = (−1000)− (−100) ∆U = −900 J Portanto o gás reduziu sua energia interna em 900 J, e não um valor superior. AFIRMAÇÃO ERRADA Material de uso exclusivo de Heytell Whitney De Souza Silverio, CPF: 035.754.595-84. É expressamente proibido copiar, distribuir ou revender este material (Lei dos Direitos Autorais N◦ 9.610). https://exatas.com.br 03 5.7 54 .59 5- 84 03 5.7 54 .59 5- 84 03 5.7 54 .59 5- 84 TERMODINÂMICA E TRANSF. DE CALOR www.exatas.com.br 7 QUESTÃO 7 TÉCNICO(A) DE OPERAÇÃO - CEBRASPE - PETROBRAS 2023 transição processo temperaturas A → B isotérmico TA = TB A → C adiabático TA > TC A → D isocórico TA > TD A → E isobárico TA < TE A figura (A), precedente, representa um processo termodinâmico, por meio de gráficos de variação da pressão (P) em função do volume (V) em várias temperaturas distintas (T1 a T5). O sistema físico, representado na figura (B), refere-se a um gás ideal submetido a variações de pressão, temperatura e volume. Na tabela apresentada, informa-se o tipo de processo para várias transições ilustradas na figura (A), bem como as relações entre as temperaturas inicial e final da transição. A transição A → C ocorre sem transferência de calor ou massa entre o sistema termodinâmico e seu ambiente. Considerando essas informações e embasado nas leis da termodinâmica, julgue os itens que se seguem. As quatro transições referidas na tabela e seus respectivos processos e temperaturas são compatíveis com as informações do diagrama P × V da figura (A). I) RESOLUÇÃO d51d2f00 Vamos analisar cada linha da tabela: • A → B (Isotérmico): Como os pontos A e B estão sobre a mesma isoterma T2, as temperaturas nesses pontos são iguais (TA = TB = T2), logo o processo é sim isotérmico. • A → C (Adiabático): Uma transformação é dita adiabática quando não ocorre transferência de calor. Como o enunciado da questão informa que na transição A→ C não ocorre transferência de calor nem de massa, o processo é sim adiabá- tico. Nesta linha da tabela também é dito que TA > TC , o que também está correto, já que TA = T2, TC = T1 e T2 > T1 (vide gráfico (A)). • A→ D (Isocórico): Uma transformação é dita isocórica se ocorre a volume cons- tante. Como os pontos A e D tem a mesma coordenada no eixo “volume”, quer dizer que o volume não se alterou, logo a transformação é sim isocórica. Nesta linha da tabela também é dito que TA > TD, o que também está correto, já que TA = T2, TD = T1 e T2 > T1 (vide gráfico (A)). • A→ E (Isobárico): Uma transformação é dita isobárica se ocorre a pressão cons- tante. Como os pontos A e E tem a mesma coordenada no eixo “ pressão”, quer dizer que a pressão não se alterou, logo a transformação é sim isobárica. Nesta Material de uso exclusivo de Heytell Whitney De Souza Silverio, CPF: 035.754.595-84. É expressamente proibido copiar, distribuir ou revender este material (Lei dos Direitos Autorais N◦ 9.610). https://exatas.com.br 03 5.7 54 .59 5- 84 03 5.7 54 .59 5- 84 03 5.7 54 .59 5- 84 TERMODINÂMICA E TRANSF. DE CALOR www.exatas.com.br 8 linha da tabela também é dito que TA < TE, o que também está correto, já que TA = T2, TE = T5 e T2 < T5 (vide gráfico (A)). Portanto todas as informações da tabela estão corretas. AFIRMAÇÃO CERTA QUESTÃO 8 TÉCNICO(A) DE OPERAÇÃO - CEBRASPE - PETROBRAS 2023 Considerando-se as informações da figura (B) e a transição A → B, no diagrama P × V da figura (A), é correto concluir que todo o calor absorvido pelo gás é usado para realizar trabalho, aumentando-se o volume. II) RESOLUÇÃO d51d2f00 A figura (B) apresenta a Primeira Lei da Termodinâmica, em um caso onde a variação da energia interna é nula, ou seja: ∆U = Q−W 0 = Q−W Q = W Portanto todo calor absorvido ou extraído (a depender do sinal) vira trabalho, agora só precisamos verificar se o trabalho é realizado pelo gás (positivo) ou realizado sobre o gás (negativo). Como devemos considerar a transição A → B, e nesta transição o volume aumentou (a coordenada do ponto B no eixo “pressão” é maior que a coorde- nada do ponto A neste eixo), podemos afirmar que o gás realizou trabalho. Ou seja, podemos sim afirmar que todo o calor absorvido pelo gás é usado para realizar trabalho, e que o volume aumentou. AFIRMAÇÃO CERTA QUESTÃO 9 TÉCNICO(A) DE OPERAÇÃO - CEBRASPE - PETROBRAS 2023 No que se refere às escalas de temperatura, julgue os itens subsequentes. Temperaturas são comumente medidas na escala Celsius, em que as temperaturasde fusão e de ebulição da água são, respectivamente, 0 °C e 100 °C, a 1 atm. Dessa forma, o intervalo de temperatura unitário é escolhido de tal maneira que a diferença entre o ponto de solidificação da água e o ponto de ebulição da água, a 1 atm, é 100 °C. I) Material de uso exclusivo de Heytell Whitney De Souza Silverio, CPF: 035.754.595-84. É expressamente proibido copiar, distribuir ou revender este material (Lei dos Direitos Autorais N◦ 9.610). https://exatas.com.br 03 5.7 54 .59 5- 84 03 5.7 54 .59 5- 84 03 5.7 54 .59 5- 84 TERMODINÂMICA E TRANSF. DE CALOR www.exatas.com.br 9 RESOLUÇÃO d51d2f00 De fato, a escala de temperatura Celsius foi baseada nas temperaturas de fusão do gelo (0 ◦C) e de ebulição da água (100 ◦C), isso considerando-se a pressão de 1 atm de referência. A segunda parte da questão, apesar de confusa, acreditamos afirmar que se tomar- mos a temperatura de solidificação da água na escala Celsius (que é o mesmo da fusão, 0 ◦C) e também tomarmos a temperatura de ebulição nesta escala (100 ◦C), ambos a 1 atm, estes estarão a 100 ◦C de distância, o que é obviamente correto. O termo citado “intervalo de temperatura unitário”, na escala Celsius representa 1 ◦C, já que esta escala é dividida em 100 partes inteiras. Isso que, ao nosso ver, gerou uma confusão desnecessária na afirmativa e deveria ser motivo de anulação, mas a banca manteve o gabarito preliminar. AFIRMAÇÃO CERTA QUESTÃO 10 TÉCNICO(A) DE OPERAÇÃO - CEBRASPE - PETROBRAS 2023 A temperatura pode ser determinada por uma escala padronizada, equivalente ao conceito de energia do movimento molecular. O zero absoluto é uma temperatura em que o movimento das moléculas cessa, sendo esse valor, na escala absoluta, ou escala Kelvin, igual a −273 K. Na escala Kelvin, a temperatura absoluta é inversamente proporcional à energia cinética média de translação das moléculas de um gás. II) RESOLUÇÃO d51d2f00 A escala de temperatura Kelvin é uma escala absoluta de temperatura, em que zero Kelvin (0 K) representa o chamado “zero absoluto”, a temperatura mais baixa possí- vel, onde as moléculas não possuem energia cinética térmica (não existe movimento molecular). Portanto a primeira sentença da afirmativa está correta, porém a continuação erra ao falar que o zero absoluto é −273 K, quando na verdade é o 0 K. A questão tenta confundir o candidato ao colocar um valor que faz referência à escala Celsius, já que nesta escala o zero absoluto é o −273,15 ◦C. A afirmativa também erra ao dizer que a temperatura absoluta na escala Kelvin é inversamente proporcional à energia cinética de translação das moléculas de um gás, quando na verdade a relação é diretamente proporcional. Quanto maior a temperatura em Kelvin, maior a energia cinética das moléculas, sendo que no zero absoluto a energia cinética é nula (as moléculas estão estacionárias). AFIRMAÇÃO ERRADA Material de uso exclusivo de Heytell Whitney De Souza Silverio, CPF: 035.754.595-84. É expressamente proibido copiar, distribuir ou revender este material (Lei dos Direitos Autorais N◦ 9.610). https://exatas.com.br 03 5.7 54 .59 5- 84 03 5.7 54 .59 5- 84 03 5.7 54 .59 5- 84 TERMODINÂMICA E TRANSF. DE CALOR www.exatas.com.br 10 QUESTÃO 11 TÉCNICO(A) DE OPERAÇÃO - CEBRASPE - PETROBRAS 2023 Considere-se que a figura abaixo represente um esquema para correlacionar duas escalas X e Y de temperatura com a utilização de um termômetro de mercúrio que apresenta uma dilação constante à medida que a temperatura aumenta. Com base nessa hipótese, é correto concluir que a relação matemática entre as duas escalas é do tipo TX = a + bTY, em que TX e TY representam, respectivamente, as temperaturas nas escalas X e Y e a e b representam constantes. I) RESOLUÇÃO d51d2f00 Fazendo-se um interpolação linear entre as escalas X e Y, temos: TX − TXg TXv − TXg = TY − TYg TYv − TYg Agora trabalharemos algebricamente a fim de isolar a variável TX : TX − TXg = (TXv − TXg) TY − TYg TYv − TYg TX − TXg = (TXv − TXg)TY TYv − TYg − (TXv − TXg)TYg TYv − TYg TX = TXg − (TXv − TXg)TYg TYv − TYg + (TXv − TXg)TY TYv − TYg Como TXg , TXv , TYg e TYv são constantes, podemos fazer: TXg − (TXv − TXg)TYg TYv − TYg = a e (TXv − TXg) TYv − TYg = b O que nos leva à relação: TX = a+ bTY AFIRMAÇÃO CERTA Material de uso exclusivo de Heytell Whitney De Souza Silverio, CPF: 035.754.595-84. É expressamente proibido copiar, distribuir ou revender este material (Lei dos Direitos Autorais N◦ 9.610). https://exatas.com.br 03 5.7 54 .59 5- 84 03 5.7 54 .59 5- 84 03 5.7 54 .59 5- 84 TERMODINÂMICA E TRANSF. DE CALOR www.exatas.com.br 11 QUESTÃO 12 TÉCNICO(A) DE OPERAÇÃO - CEBRASPE - PETROBRAS 2023 Julgue os itens seguintes, referentes ao estudo dos gases. A investigação da relação entre o volume e a temperatura de um gás mostra que gases sofrem contração quando sujeitos a um aumento significativo de temperatura. Quando a pressão e a quantidade de matéria de um gás são mantidas constantes, o volume desse gás é inversamente proporcional à temperatura. I) RESOLUÇÃO d51d2f00 Lembremos da Lei dos Gases Ideais: P V = nRT sendo P a pressão (em Pa), V o volume (em m3), n o número de mols, R a constante universal dos gases perfeitos e T a temperatura (em K). Mantendo a pressão (P ) e a quantidade de matéria (n) constantes, como sugere a questão, rearranjamos a equação para deixar tudo que é constante no lado direito da igualdade: V T = nR P Como o lado direito da igualdade resultará em uma constante, podemos substituí-lo por uma constante α: V T = α V = αT Ou seja, no caso proposto o volume é diretamente proporcional à temperatura, e não inversamente. AFIRMAÇÃO ERRADA QUESTÃO 13 TÉCNICO(A) DE OPERAÇÃO - CEBRASPE - PETROBRAS 2023 Os gases diferem de líquidos e sólidos, pois o volume de uma amostra de gás depende fortemente de sua temperatura e da pressão que lhe é aplicada. Experimentalmente, descobriu-se que todos os gases comuns se comportam aproximadamente da mesma maneira, sendo esse comportamento descrito pelas leis dos gases. Assim, para quase todos os gases, o volume de uma amostra de gás a temperatura constante é inversamente proporcional à pressão. II) Material de uso exclusivo de Heytell Whitney De Souza Silverio, CPF: 035.754.595-84. É expressamente proibido copiar, distribuir ou revender este material (Lei dos Direitos Autorais N◦ 9.610). https://exatas.com.br 03 5.7 54 .59 5- 84 03 5.7 54 .59 5- 84 03 5.7 54 .59 5- 84 TERMODINÂMICA E TRANSF. DE CALOR www.exatas.com.br 12 RESOLUÇÃO d51d2f00 A Lei dos Gases Ideais é uma boa aproximação para o comportamento de muitos gases em diversas situações, especialmente em condições de baixa pressão e tem- peraturas moderadas. Nos casos especiais de gases com moléculas grandes ou com forças intermoleculares significativas, assim como gases reativos ou que sofrem reações químicas, a Lei dos Gases Ideais costuma não ser uma boa aproximação. Seguindo o mesmo raciocínio da questão anterior, mas agora pensando na trans- formação de um certo gás (n constante) à temperatura constante, já temos todos os termos constantes na direita da igualdade: P V = nRT Substituindo a parte constante por β: P V = β V = β 1 P Ou seja, de fato pressão e volume são inversamente proporcionais na situação proposta pela questão. AFIRMAÇÃO CERTA QUESTÃO 14 TÉCNICO(A) DE OPERAÇÃO JÚNIOR - TRANSPETRO 2018 Um mol de gás hélio (He) e um mol de gás carbônico (CO2) são encerrados em um vaso rígido de 10,0 L. Nesse sistema gasoso, considerando condições ideais, tem-se que Dado M (He) = 2 g mol1 M (CO2) = 44 g mol1 (A) a massa de cada um dos gases dentro do recipiente é igual. (B) a pressão que o He exerce é igual à pressão exercida pelo CO2. (C) cada gás ocupa 5,0 L de volume no recipiente. (D) a pressão parcial do He fica, com o aumento da tem- peratura, menor do que a do CO2. (E) a densidade varia com o aumento da temperatura.RESOLUÇÃO d51d2f00 Analisemos cada alternativa: (A) INCORRETA. É dito que o recipiente contém 1 mol de He e 1 mol de CO2, como os gases possuem massas molares diferentes (fornecidas no enunciado), os gases terão massas diferentes: mHe = (2 g/mol)× (1 mol) = 2 g mCO2 = (44 g/mol)× (1 mol) = 44 g Material de uso exclusivo de Heytell Whitney De Souza Silverio, CPF: 035.754.595-84. É expressamente proibido copiar, distribuir ou revender este material (Lei dos Direitos Autorais N◦ 9.610). https://exatas.com.br 03 5.7 54 .59 5- 84 03 5.7 54 .59 5- 84 03 5.7 54 .59 5- 84 TERMODINÂMICA E TRANSF. DE CALOR www.exatas.com.br 13 (B) CORRETA. Como devemos considerar condições ideais, podemos utilizar a Lei dos Gases Ideais: P V = nRT Como os dois gases compartilham um mesmo recipiente, eles tem volume e tem- peratura iguais. Além disso eles possuem o mesmo número de mols (n), portanto ambos os gases exercerão uma pressão parcial de mesmo valor, dada por: P = nRT V Isso acontece pois a Lei dos Gases Ideais não leva em conta a composição dos gases, portanto 1 mol de He se comporta da mesma forma que 1 mol de CO2. (C) INCORRETA. Gases assumem todo o volume do recipiente em que são compor- tados, portanto na situação proposta tanto o He como o CO2 tem volume igual a 10,0 L. (D) INCORRETA. Como vimos na alternativa (B), as pressões parciais dos dois gases são iguais. Se a temperatura aumentar, aumentará para os dois igualmente, e ambos os gases sofrerão o mesmo aumento de pressão parcial. Vale lembrar que pressão parcial é a pressão que cada gás exerce no recipiente, portanto no caso proposto se a pressão de cada gás é P , a pressão total será a soma destas pressões: 2P . (E) INCORRETA. Sabemos que a densidade é calculada pela razão da massa (m) pelo volume (V ): d = m V O aumento de temperatura não alterará a massa dos gases, nem seu volume (que é fixo, de 10,0 L), portanto podemos ver que a densidade também não se alterará. ALTERNATIVA (B) QUESTÃO 15 TÉCNICO(A) DE OPERAÇÃO JÚNIOR - TRANSPETRO 2018 Em um processamento, 200 kg de água a 30 oC são aque- cidos até a obtenção de 200 kg de vapor d’água a 110 oC. A quantidade de calor, em J, necessária para esse pro- cessamento corresponde aproximadamente a (A) 4,0 x 106 (B) 5,9 x 107 (C) 6,3 x 107 (D) 4,2 x 108 (E) 5,2 x 108 Dado Calor latente de vaporização da água: 2,3 x 106 J kg1 Calor específi co da água: 4,2 x 103 J kg1 K1 Calor específi co do vapor d’água: 2,0 x 103 J kg1 K1 Material de uso exclusivo de Heytell Whitney De Souza Silverio, CPF: 035.754.595-84. É expressamente proibido copiar, distribuir ou revender este material (Lei dos Direitos Autorais N◦ 9.610). https://exatas.com.br 03 5.7 54 .59 5- 84 03 5.7 54 .59 5- 84 03 5.7 54 .59 5- 84 TERMODINÂMICA E TRANSF. DE CALOR www.exatas.com.br 14 RESOLUÇÃO d51d2f00 Perceba que para partirmos de 200 kg de água a 30 ◦C até chegarmos a 200 kg de vapor a 110 ◦C, passamos por três etapas: I - Aquecer a água de 30 ◦C até 100 ◦C (temperatura de vaporização da água). Nesta etapa não há mudança de estado da água, e o calor necessário para este aqueci- mento é dado pela fórmula: Q = mc∆θ sendo m o valor da massa da substância, c seu calor específico sensível e θ a variação da temperatura. No caso proposto temos inicialmente água, portanto identificaremos cada variável com um subscrito a: Q1 = ma ca ∆θa II - Vaporizar 200 kg de água para obter 200 kg de vapor. Esta transformação ocorre a temperatura constante, e há mudança de estado da substância (de líquido para gasoso), portanto devemos utilizar a fórmula: Q = mL sendo m a massa da substância e L o calor latente da transformação. Como buscamos vaporizar toda a água, utilizamos ma: Q2 = ma L III - Aquecer o vapor de 100 ◦C até 110 ◦C. Nesta etapa não há mudança de estado novamente, e o calor necessário para este aquecimento é dado novamente pela fórmula de calor específico: Q3 = mv cv ∆θv onde mv é o valor da massa de vapor, cv o calor específico do vapor e ∆θv a variação de temperatura do vapor. O calor necessário para realizar as três transformações descritas é então a soma dos três: QTotal = Q1 +Q2 +Q3 QTotal = ma ca ∆θa +ma L+mv cv ∆θv Como foi temos mv = ma = 200 kg, podemos utilizar apenas ma: QTotal = ma ca ∆θa +ma L+ma cv ∆θv QTotal = ma(ca ∆θa + L+ cv ∆θv) Para o aquecimento da água foram fornecidos os dados: ma = 200 kg ca = 4,2× 103 J/Kg K ∆θa = 100− 30 = 70 ◦C Material de uso exclusivo de Heytell Whitney De Souza Silverio, CPF: 035.754.595-84. É expressamente proibido copiar, distribuir ou revender este material (Lei dos Direitos Autorais N◦ 9.610). https://exatas.com.br 03 5.7 54 .59 5- 84 03 5.7 54 .59 5- 84 03 5.7 54 .59 5- 84 TERMODINÂMICA E TRANSF. DE CALOR www.exatas.com.br 15 Para a mudança de estado, foi fornecido L = 2,3× 106 J/kg. Para o aquecimento do vapor: mv = ma cv = 2,0× 103 J/Kg K ∆θa = 110− 100 = 10 ◦C Portanto, substituindo os valores: QTotal = 200× (4,2× 103 × 70 + 2,3× 106 + 2,0× 103 × 10) QTotal = 200× (294× 103 + 2300× 103 + 20× 103) QTotal = 200× (2614× 103) QTotal = 2× 102 × 2,614× 106 QTotal = 5,228× 108 J Perceba que utilizamos as temperaturas em Celsius, mesmo o restante das unidades conterem Kelvin. Isso só é possível pois estamos trabalhando com variação de tempe- ratura (∆θ), e uma variação de 10 ◦C, por exemplo, corresponde a uma mesma variação de 10 K, como podemos demonstrar: ∆θK = ∆θC θK,2 − θK,1 = θC,2 − θC,1 θK,2 − θK,1 = (θK,2 + 273)− (θK,1 + 273) θK,2 − θK,1 = θK,2 − θK,1 Acima utilizamos a relação de conversão de temperaturas entre as escalas Celsius e Kelvin, que é: θKelvin = θCelsius + 273 Então tenha cuidado, ao utilizar variação de temperatura, você pode usar indistin- tamente Kelvin ou Celsius, porém quando se tratar de temperatura, apenas, você deve utilizar Kelvin para trabalhar no SI. ALTERNATIVA (E) Material de uso exclusivo de Heytell Whitney De Souza Silverio, CPF: 035.754.595-84. É expressamente proibido copiar, distribuir ou revender este material (Lei dos Direitos Autorais N◦ 9.610). https://exatas.com.br 03 5.7 54 .59 5- 84 03 5.7 54 .59 5- 84 03 5.7 54 .59 5- 84 TERMODINÂMICA E TRANSF. DE CALOR www.exatas.com.br 16 QUESTÃO 16 TÉCNICO(A) DE OPERAÇÃO JÚNIOR - PETROBRAS 2017.1 Um vaso de 3 m3 contendo uma mistura de hidrocar- bonetos, hermeticamente fechado, opera inicialmente a 3 x 105 Pa. Sem haver entrada ou saída de material, o vaso sofre uma remoção de calor de 895 kJ, mediante um sistema de resfriamento, tendo sua pressão reduzi- da para 2,8 x 105 Pa. Nessa condição, a variação da entalpia do vaso, em kJ, foi de (A) 821 (B) 835 (C) 895 (D) 951 (E) 955 RESOLUÇÃO d51d2f00 Uma vez que o vaso opera a volume constante e não há nem entrada nem saída de material, todo o calor trocado é energia interna. Da primeira lei da termodinâmica temos que a energia interna de um sistema é dada por: ∆U = Q−W Onde Q é o calor recebido e W é o trabalho realizado pelo sistema. Como não temos trabalho realizado, o termo W é igual a zero. Assim: ∆U = Q O enunciado fala que houve remoção de calor, logo o sinal de Q é negativo. Portanto temos: ∆U = −895 kJ Sabemos que a variação da entalpia (∆H) é dada por: ∆H = ∆U + V∆P Onde V é o volume e ∆P a variação de pressão do sistema. Como ∆P é dado pela diferença entre a pressão inicial (Pi) e a final do sistema (Pf ): ∆H = ∆U + V (Pf − Pi) Como a multiplicação entre o volume (V ) e a variação de pressão (∆P ) resultará em Joules (J), devemos multiplicar o resultado deste produto por 10−3, resultando assim em kilojoules (kJ): ∆H = ∆U + V (Pf − Pi)× 10−3 ∆H = −895 + 3× (2,8× 105 − 3× 105)× 10−3 ∆H = −895− 0,6× 105 × 10−3 ∆H = −895− 60 ∆H = −955 kJ ALTERNATIVA (E) Material de uso exclusivo de Heytell Whitney De Souza Silverio, CPF: 035.754.595-84. É expressamente proibido copiar, distribuir ou revender este material (Lei dos Direitos Autorais N◦ 9.610). https://exatas.com.br 03 5.7 54 .59 5- 84 03 5.7 54 .59 5- 84 03 5.754 .59 5- 84 TERMODINÂMICA E TRANSF. DE CALOR www.exatas.com.br 17 QUESTÃO 17 TÉCNICO(A) DE OPERAÇÃO JÚNIOR - PETROBRAS 2017.1 Uma corrente a montante da válvula está em fase líquida na temperatura T0 e pressão P0. A corrente contém uma substância pura, cuja pressão de vapor da T0 é Pv(T0). A perda de carga na válvula reduz a pressão em 30%. Desprezando-se efeitos térmicos devido ao atrito pela perda de carga, ao atravessar a válvula adiabática, a cor- rente (A) pode sofrer redução elevada de temperatura, se Pv(T0) 0,7 . P0. (B) pode sofrer redução elevada de temperatura, se Pv(T0) 0,7 . P0. (C) pode sofrer aumento elevado da temperatura, se Pv(T0) 0,7 . P0. (D) pode sofrer aumento elevado de temperatura, se Pv(T0) 0,7 . P0. (E) permanece com a mesma temperatura, independente da pressão. RESOLUÇÃO d51d2f00 Trata-se de um caso onde há queda de pressão de um líquido ao passar por uma válvula. O enunciado fala que a redução de pressão é de 30%. Assim, o líquido que estava a uma pressão de P0 ficará com 70% da pressão inicial (0,7P0). (A) CORRETA. Se PV (T0) > 0,7P0, o líquido irá entrar em ebulição, transformando-se em vapor. Ao vaporizar, o líquido sofre uma redução na temperatura. (B) INCORRETA. Se PV (T0) < 0,7P0, o líquido não entrará em ebulição, mantendo o seu estado físico após a passagem pela válvula. Como a válvula é adiabática, não haverá mudança na temperatura. (C) INCORRETA. Se PV (T0) > 0,7P0, o líquido irá entrar em ebulição, transformando- se em vapor. Ao vaporizar, o líquido sofre uma redução na temperatura e não um aumento de temperatura. (D) INCORRETA. Se PV (T0) < 0,7P0, o líquido não entrará em ebulição, mantendo o seu estado físico após a passagem pela válvula. Como a válvula é adiabática, não haverá mudança na temperatura. (E) INCORRETA. O líquido permanecerá com a mesma temperatura somente caso PV (T0) > 0,7P0. Caso contrário, haverá vaporização do líquido e a temperatura irá cair. ALTERNATIVA (A) Material de uso exclusivo de Heytell Whitney De Souza Silverio, CPF: 035.754.595-84. É expressamente proibido copiar, distribuir ou revender este material (Lei dos Direitos Autorais N◦ 9.610). https://exatas.com.br 03 5.7 54 .59 5- 84 03 5.7 54 .59 5- 84 03 5.7 54 .59 5- 84 TERMODINÂMICA E TRANSF. DE CALOR www.exatas.com.br 18 QUESTÃO 18 TÉCNICO(A) DE OPERAÇÃO JÚNIOR - PETROBRAS 2017.1 A Figura acima é compatível com uma máquina térmica que se constitui de (A) dois ciclos Rankine combinados com geração de po- tência. (B) um ciclo Rankine com um aquecedor entre as turbinas de geração de potência. (C) dois ciclos de Carnot reversos combinados. (D) dois ciclos de Carnot com um resfriador entre os está- gios de compressão. (E) um ciclo de refrigeração com um resfriador entre os dois estágios de compressão. RESOLUÇÃO d51d2f00 Vamos considerar a seguinte identificação de trechos: Analisando as alternativas: (A) INCORRETA. O ciclo representado não é um ciclo de Rankine. As duas compres- sões (1-2) e (3-4) consomem energia ao invés de gerar potência. (B) INCORRETA. O ciclo representado não é um ciclo de Rankine. Os processos (1-2) e (3-4) são realizados por compressores e não turbinas. (C) INCORRETA. O ciclo representado não é um ciclo de Carnot reverso. O ciclo de Carnot reverso está representado abaixo nas linhas tracejadas em vermelho. (D) INCORRETA. O ciclo representado não é um ciclo de Carnot reverso. O ciclo de Carnot reverso está representado abaixo nas linhas tracejadas em vermelho. Material de uso exclusivo de Heytell Whitney De Souza Silverio, CPF: 035.754.595-84. É expressamente proibido copiar, distribuir ou revender este material (Lei dos Direitos Autorais N◦ 9.610). https://exatas.com.br 03 5.7 54 .59 5- 84 03 5.7 54 .59 5- 84 03 5.7 54 .59 5- 84 TERMODINÂMICA E TRANSF. DE CALOR www.exatas.com.br 19 (E) CORRETA. O gráfico do enunciado é de um ciclo de refrigeração onde há dois estágios de compressão (1-2) e (3-4). O processo (2-3) é um resfriamento para posterior compressão e, consequente aquecimento. ALTERNATIVA (E) QUESTÃO 19 TÉCNICO(A) DE OPERAÇÃO JÚNIOR - PETROBRAS 2017.1 O controle de um determinado processo industrial exige o monitoramento de um pequeno intervalo de temperaturas. Para isto, foi construído um termômetro com uma escala linear X. Nesta escala, 0 oX corresponde a 20,000 oC, e 100,00 oX corresponde a 20,500 oC. O valor em oX correspondente a 20,150 oC é (A) 7,50 (B) 15,0 (C) 20,0 (D) 30,0 (E) 35,0 RESOLUÇÃO d51d2f00 Para acharmos o valor devemos utilizar uma interpolação linear conforme ilustra a escala abaixo. 0 °X 20,000 °C 20,150 °C 20,500 °C T °X 100 °X Assim, teremos que: T − 0 20,150− 20,000 = 100− 0 20,500− 20,000 T 0,150 = 100 0,500 T = 15 0,500 T = 30,0 ◦X ALTERNATIVA (D) Material de uso exclusivo de Heytell Whitney De Souza Silverio, CPF: 035.754.595-84. É expressamente proibido copiar, distribuir ou revender este material (Lei dos Direitos Autorais N◦ 9.610). https://exatas.com.br 03 5.7 54 .59 5- 84 03 5.7 54 .59 5- 84 03 5.7 54 .59 5- 84 TERMODINÂMICA E TRANSF. DE CALOR www.exatas.com.br 20 QUESTÃO 20 TÉCNICO(A) DE OPERAÇÃO JÚNIOR - PETROBRAS 2017.1 Uma câmara hiperbárica é um compartimento selado, de volume constante, onde uma pessoa é submetida a pressões maiores do que a atmosférica. Considere uma câmara hiperbárica com n1 mols de ar, inicialmente a 1,00 x 105 Pa de pressão, a 300 K. Uma quantidade de ar foi injetada na câmara, que passou a ter n2 mols à pres- são de 6,00 x 105 Pa, a 330 K. Considerando o ar um gás ideal, a razão n2 n1 vale, aproxi- madamente, (A) 5,45 (B) 6,00 (C) 6,60 (D) 18,0 (E) 19,8 RESOLUÇÃO d51d2f00 Ao considerarmos o ar como um gás ideal, facilmente temos a equação de estado do mesmo, que relaciona o número de mols (n), volume (V ), pressão (P ) e temperatura (T ) do mesmo. Sabemos que a equação de estado de um gás ideal é: P V = n R T Sendo R é a constante universal dos gases. Isolando o número de mols (n) da equação, teremos: n = PV RT Assim, aplicando para os estados 1 (com n1 mols de ar) e 2 (com n2 mols de ar), teremos: n1 = P1V1 RT1 n2 = P2V2 RT2 Logo, n2 n1 = P2V2 RT2 × RT1 P1V1 No enunciado é dito que o volume da câmara permanece constante, logo V1 = V2. A constante universal dos gases também é igual para os dois estados. Assim: n2 n1 = P2 T2 × T1 P1 n2 n1 = 6,00× 105 330 × 300 1,00× 105 n2 n1 = 1800 330 n2 n1 ≈ 5,45 ALTERNATIVA (A) Material de uso exclusivo de Heytell Whitney De Souza Silverio, CPF: 035.754.595-84. É expressamente proibido copiar, distribuir ou revender este material (Lei dos Direitos Autorais N◦ 9.610). https://exatas.com.br 03 5.7 54 .59 5- 84 03 5.7 54 .59 5- 84 03 5.7 54 .59 5- 84 TERMODINÂMICA E TRANSF. DE CALOR www.exatas.com.br 21 QUESTÃO 21 TÉCNICO(A) DE OPERAÇÃO JÚNIOR - PETROBRAS 2014.2 Um pesquisador inventou uma escala termométrica X, fi- xando em 0 oX a temperatura de 2.000 K e, em 100 oX, a temperatura de 6.000 K. Qual é, em oX, a temperatura de 3.500 K? (A) 80,0 (B) 58,3 (C) 45,0 (D) 37,5 (E) 25,0 RESOLUÇÃO d51d2f00 Como o enunciado afirmou que 2000 K correspondem a 0 ◦X e que 6000 K correspon- dem a 100 ◦X, a taxa de variação (α) de temperatura Kelvin por grau X (K/◦X) é dada por: α = 6000 K− 2000 K 100 ◦X− 0 ◦X α = 4000 K 100 ◦X = 40 K/◦X Essa taxa indica que cada ◦X de variação de temperatura na escala X, corresponde a uma variação de 40 K na escala Kelvin. Com a taxa de variação de temperatura calculada, a fórmula de conversão de tem- peratura fica da seguinte forma: T2,K = T1,K + α(T2,X − T1,X) Isolando T2,X : T2,K − T1,K = α(T2,X − T1,X) T2,X − T1,X = T2,K − T1,K α T2,X = T2,K − T1,K α + T1,X Sendo: T2,X: Temperatura 2 em ◦X; T2,K: Temperatura 2 em Kelvin (3500 K); T1,X: Temperatura 1 em ◦X (0 ◦X); T1,K: Temperatura 1 em Kelvin (2000 K). Substituindo as variáveis acima em T2,X : T2,X = 3500− 2000 40 + 0 T2,X = 37,5 ◦X ALTERNATIVA(D) Material de uso exclusivo de Heytell Whitney De Souza Silverio, CPF: 035.754.595-84. É expressamente proibido copiar, distribuir ou revender este material (Lei dos Direitos Autorais N◦ 9.610). https://exatas.com.br 03 5.7 54 .59 5- 84 03 5.7 54 .59 5- 84 03 5.7 54 .59 5- 84 TERMODINÂMICA E TRANSF. DE CALOR www.exatas.com.br 22 QUESTÃO 22 TÉCNICO(A) DE OPERAÇÃO JÚNIOR - PETROBRAS 2014.2 673 573 473 373 273 0 1,5 3 4,5 6 7,5 9 1 2 3 4 5 6 Entropia (kJ/kg/k) Te m pe ra tu ra (K ) A análise do ciclo de Rankine acima ilustrado permite con- cluir que o(a) (A) fluido de trabalho está saturado ao sair da turbina, com fração de vapor de 100%. (B) fluido de trabalho se compõe de uma mistura de com- postos, já que a etapa de condensação não ocorre isotermicamente. (C) fluido de trabalho é levado à condição de vapor supe- raquecido. (D) fluido permanece saturado durante todas as etapas do ciclo. (E) fonte fria não pode ser água de resfriamento a 300 K. RESOLUÇÃO d51d2f00 Analisando as alternativas: (A) INCORRETA. O fluido de trabalho está como vapor superaquecido ao sair da tur- bina. (B) INCORRETA. Pelo gráfico, com o processo 6-2 pode ser visto claramente que a condensação do fluido é um processo isotérmico. (C) CORRETA. O processo 3-4 do gráfico representa o fluido de trabalho sendo levado à condição de vapor superaquecido. (D) INCORRETA. Após sair da caldeira, o fluido saturado passa a ser vapor supera- quecido. (E) INCORRETA. Como a temperatura de líquido saturado deste processo (373 K) é maior que água a 300 K, essa água pode sim ser usada para resfriamento. ALTERNATIVA (C) Material de uso exclusivo de Heytell Whitney De Souza Silverio, CPF: 035.754.595-84. É expressamente proibido copiar, distribuir ou revender este material (Lei dos Direitos Autorais N◦ 9.610). https://exatas.com.br 03 5.7 54 .59 5- 84 03 5.7 54 .59 5- 84 03 5.7 54 .59 5- 84 TERMODINÂMICA E TRANSF. DE CALOR www.exatas.com.br 23 QUESTÃO 23 TÉCNICO(A) DE OPERAÇÃO JÚNIOR - PETROBRAS 2014.2 Um gás ideal evolui do estado X para o estado Y conforme mostra o diagrama abaixo. 0 0,5 1 1,5 2 2,5 3 3,5 3 2,5 2 1,5 1 0,5 0 Volume (m3) P re ss ão (1 05 N . m 2 ) X Y Durante a evolução, o gás recebeu uma quantidade de calor igual a 4,0 x 105 J. Qual é, aproximadamente, em J, a variação da energia interna sofrida pelo gás? (A) 5,63 x 104 (B) 1,75 x 105 (C) 2,25 x 105 (D) 6,25 x 105 (E) 9,00 x 105 RESOLUÇÃO d51d2f00 Pela Primeira Lei da Termodinâmica: ∆U = Q−W (1) Sendo ∆U a variação da energia interna do gás ideal, Q a quantidade total de energia recebida pelo gás ideal, e W o trabalho realizado pela expansão do gás ideal. O trabalho (W ) realizado pela expansão do gás ideal é dado pela seguinte fórmula: W = P∆V Sendo P a pressão sob a qual o gás ideal está submetido e ∆V a variação do volume do gás ideal no processo de expansão. Como na evolução a pressão do gás não é constante, o trabalho realizado pela ex- pansão do gás é dado pela área abaixo do gráfico. Para facilitar o cálculo dessa área (A), a mesma foi dividida em três áreas menores A1, A2 e A3 como pode ser visto na figura abaixo: Material de uso exclusivo de Heytell Whitney De Souza Silverio, CPF: 035.754.595-84. É expressamente proibido copiar, distribuir ou revender este material (Lei dos Direitos Autorais N◦ 9.610). https://exatas.com.br 03 5.7 54 .59 5- 84 03 5.7 54 .59 5- 84 03 5.7 54 .59 5- 84 TERMODINÂMICA E TRANSF. DE CALOR www.exatas.com.br 24 Como A1 e A3 são trapézios, suas áreas são: A1 = (2 + 1)× 105 × (1,5− 1) 2 = 0,75× 105 J A3 = (3 + 1)× 105 × (2,5− 2) 2 = 105 J Como a área A2 é um retângulo, sua área é: A2 = 1× 105 × (2− 1,5) = 0,5× 105 J Desse modo, o trabalho realizado pela expansão do gás é: W = A W = A1 + A2 + A3 W = 0,75× 105 + 105 + 0,5× 105 W = 2,25× 105 J Perceba que todas as parcelas são positivas pois houve expansão (o sistema que realizou trabalho). Substituindo Q e W em 1: ∆U = 4× 105 − 2,25× 105 ∆U = 1,75× 105 J ALTERNATIVA (B) QUESTÃO 24 TÉCNICO(A) DE OPERAÇÃO JÚNIOR - PETROBRAS 2014.2 Um cilindro com paredes diatérmicas é munido de um êm- bolo de massa desprezível que pode movimentar-se sem atrito. Tal cilindro fica preso ao teto de um laboratório e encerra 40,0 mol de gás ideal em seu interior (Figura 1). A temperatura e a pressão iniciais do gás são, respectiva- mente, 300 K e 1,00 x 105 N.m2, e a área do êmbolo em contato com o gás é de 2,00 x 103 m2. Em determinado momento, uma massa de 5,00 kg é pen- durada ao êmbolo (Figura 2). Após um tempo, o gás entra em equilíbrio térmico com a vizinhança, a 300 K. Gás Ideal Gás Ideal 5,00 kg Figura 1 Figura 2 Qual é, aproximadamente, em m3, o novo volume ocupa- do pelo gás mostrado na Figura 2? Dados Constante dos gases ideais = 8,30 J.mol1.K1 Aceleração da gravidade = 10 m.s2 (A) 0,75 (B) 1,00 (C) 1,33 (D) 1,50 (E) 6,00 Material de uso exclusivo de Heytell Whitney De Souza Silverio, CPF: 035.754.595-84. É expressamente proibido copiar, distribuir ou revender este material (Lei dos Direitos Autorais N◦ 9.610). https://exatas.com.br 03 5.7 54 .59 5- 84 03 5.7 54 .59 5- 84 03 5.7 54 .59 5- 84 TERMODINÂMICA E TRANSF. DE CALOR www.exatas.com.br 25 RESOLUÇÃO d51d2f00 Considerando: P0: Pressão do gás em seu estado inicial (pressão atmosférica), igual a 105 Pa; P : Pressão do gás em seu estado final; V : Volume do gás em seu estado final; n: Número de mols de gás no sistema (40 mols); R: Constante universal dos gases (8,30 J/(mol K)); T : Temperatura do estado final do gás (300 K). Como ocorre um aumento do volume do gás e a temperatura da transformação é constante, a pressão final do gás é igual à pressão inicial menos a variação de pressão ∆P do estado inicial para o estado final do gás que ocorre pela ação da força peso da massa de 5 kg sobre a área do êmbolo. Dessa forma: P = P0 −∆P ∆P = mg A Substituindo ∆P : P = P0 − mg A Sendo m a massa do corpo pendurado no êmbolo (5 kg), g a aceleração da gravidade (10 m/s2) e A a área do êmbolo (0,002 m2). Substituindo P0, m, g e A: P = 105 − 5× 10 0,002 P = 0,75× 105 Pa Pela lei dos gases ideais, para o estado final: PV = nRT V = nRT P Substituindo P , n, R e T na equação acima: V = 40× 8,3× 300 0,75× 105 V = 99600 0,75× 105 V ≈ 1,33 m3 ALTERNATIVA (C) Material de uso exclusivo de Heytell Whitney De Souza Silverio, CPF: 035.754.595-84. É expressamente proibido copiar, distribuir ou revender este material (Lei dos Direitos Autorais N◦ 9.610). https://exatas.com.br 03 5.7 54 .59 5- 84 03 5.7 54 .59 5- 84 03 5.7 54 .59 5- 84 TERMODINÂMICA E TRANSF. DE CALOR www.exatas.com.br 26 QUESTÃO 25 TÉCNICO(A) DE OPERAÇÃO JÚNIOR - PETROBRAS 2014.2 Considere um ciclo de refrigeração representado abaixo. Condensador Evaporador Vá lv ul a Co m pr es so r Considerando o gráfico de Pressão versus Entalpia, um comportamento típico que um fluido de trabalho experi- menta em um ciclo de refrigeração está ilustrado em (A) P (a tm ) H (kJ/kg) (B) P (a tm ) H (kJ/kg)(C) P (a tm ) H (kJ/kg) (D) P (a tm ) H (kJ/kg) (E) P (a tm ) H (kJ/kg) RESOLUÇÃO d51d2f00 No comportamento típico de um fluido utilizado em um ciclo de refrigeração, há uma parte do processo, quando o fluido sai do evaporador, em que o mesmo está no estado de vapor superaquecido, ou seja, a curva do ciclo está à direita da curva de vapor saturado. Além disso, nesse ciclo o processo de condensação é isobárico e ocorre sob tempe- ratura constante, com redução da entalpia do fluido pela troca de calor com o ambiente. Também a evaporação é isotérmica e isobárica, e o aumento de entalpia nessa etapa corresponde ao calor removido do refrigerador. Portanto, a curva que melhor representa essas características está apresentada na alternativa (A). ALTERNATIVA (A) Material de uso exclusivo de Heytell Whitney De SouzaSilverio, CPF: 035.754.595-84. É expressamente proibido copiar, distribuir ou revender este material (Lei dos Direitos Autorais N◦ 9.610). https://exatas.com.br 03 5.7 54 .59 5- 84 03 5.7 54 .59 5- 84 03 5.7 54 .59 5- 84 TERMODINÂMICA E TRANSF. DE CALOR www.exatas.com.br 27 QUESTÃO 26 TÉCNICO(A) DE OPERAÇÃO JÚNIOR - PETROBRAS 2014.1 Uma mistura gasosa, constituída por 112 g de nitrogênio e 16 g de metano, encontra-se em um recipiente de 30 L a uma pressão de 4 atm. Considerando-se comportamento ideal para os gases, o valor de PCH4 / PN2 , isto é, a razão entre as pressões parciais de CH4 e N2 é (A) 0,25 (B) 0,50 (C) 1,00 (D) 2,00 (E) 4,00 RESOLUÇÃO d51d2f00 Para encontrar o valor da razão entre as pressões parciais de metano e nitrogênio, é necessário calcular as frações molares dos mesmos na mistura gasosa. Sabemos que o número de mols (n) é calculado como: n = Massa Massa molar Pela Tabela Periódica, sabe-se que 1 mol de nitrogênio possui 14 g. Portanto a massa molar da molécula de N2 é de (14× 2) = 28 g/mol, e 112 g de N2 resultam em: nN2 = 112 g 28 g/mol = 4 mols Pela Tabela Periódica, sabe-se que 1 mol carbono de possui 12 g e que 1 mol de hidrogênio possui 1 g. Portanto a massa molar da molécula de CH4 é de (12 + 1× 4) = 16 g/mol, e obviamente que 16 g de CH4 resultam em: nCH4 = 16 g 16 g/mol = 1 mol Número de mols total: ntotal = 4 + 1 = 5 mols Cálculo das frações molares: Para o nitrogênio: xN2 = 4 mols 5 mols = 0,8 Para o metano: xCH4 = 1 mol 5 mols = 0,2 Sabendo as frações molares de cada gás na mistura, agora podemos calcular as pressões parciais pela Lei de Raoult, que diz que a pressão parcial de um gás é igual à fração molar desse gás multiplicado pela pressão total do sistema. Cálculo das pressões parciais: Para o nitrogênio: PN2 = xN2Ptotal PN2 = 0,8× 4 PN2 = 3,2 atm Material de uso exclusivo de Heytell Whitney De Souza Silverio, CPF: 035.754.595-84. É expressamente proibido copiar, distribuir ou revender este material (Lei dos Direitos Autorais N◦ 9.610). https://exatas.com.br 03 5.7 54 .59 5- 84 03 5.7 54 .59 5- 84 03 5.7 54 .59 5- 84 TERMODINÂMICA E TRANSF. DE CALOR www.exatas.com.br 28 Para o metano: PCH4 = xCH4Ptotal PCH4 = 0,2× 4 PCH4 = 0,8 atm E a razão pode ser calculada como: PCH4 PN2 = 0,8 atm 3,2 atm = 0,25 ALTERNATIVA (A) QUESTÃO 27 TÉCNICO(A) DE OPERAÇÃO JÚNIOR - PETROBRAS 2014.1 A formação do benzeno, C6H6, a partir do etino, C2H2, e a formação do etino a partir de C(grafite) e H2(g) são representadas pelas equações termoquímicas I e II: 3C2H2(g) → C6H6(�) ΔHo = 502 kJ (I) 2C(grafite) + H2(g) → C2H2(g) ΔHo = 215 kJ (II) Com essas informações, a variação da entalpia de formação do benzeno, em kJ, a partir de C(grafite) e H2(g) é, aproxima- damente, (A) 377 (B) 722 (C) 1.147 (D) 2.566 (E) 3.090 RESOLUÇÃO d51d2f00 A questão pede a variação da entalpia para a formação de 1 mol de benzeno, em kJ. Pelas informações fornecidas, sabe-se que o benzeno é formado através da reação de 3 mols de etino (equação I), que por sua vez é formado a partir de grafite e hidrogênio (equação II). Se a reação de formação de 1 mol de etino libera (sinal negativo, reação exotérmica) 215 kJ, então para formar 3 mols são liberados 3× 215 = 645 kJ. Agora, a reação de 3 mols de etino forma 1 mol de benzeno libera 502 kJ. Logo, para que seja formado 1 mol de benzeno a partir de grafite e hidrogênio são liberados: 645 + 502 = 1.147 kJ A opção correta é a alternativa (C), ou seja, são liberados −1.147 kJ, pois todo o processo de formação do benzeno é exotérmico. ALTERNATIVA (C) Material de uso exclusivo de Heytell Whitney De Souza Silverio, CPF: 035.754.595-84. É expressamente proibido copiar, distribuir ou revender este material (Lei dos Direitos Autorais N◦ 9.610). https://exatas.com.br 03 5.7 54 .59 5- 84 03 5.7 54 .59 5- 84 03 5.7 54 .59 5- 84 TERMODINÂMICA E TRANSF. DE CALOR www.exatas.com.br 29 QUESTÃO 28 TÉCNICO(A) DE OPERAÇÃO JÚNIOR - PETROBRAS 2014.1 A relação entre os valores indicados em uma escala termométrica X e a escala Celsius é mostrada no Gráfico. A temperatura na escala kelvin correspondente a 70,0 °X é, aproximadamente, igual a (A) 203 K (B) 258 K (C) 288 K (D) 296 K (E) 343 K Dado: 0 °C = 273 K RESOLUÇÃO d51d2f00 Analisando o gráfico que correlaciona as temperaturas em graus Celsius (◦C) e na es- cala em graus X (◦X), percebe-se que o comportamento entre as duas é linear. Dessa forma, a temperatura em ◦C correspondente à temperatura 70 ◦X é obtida através da equação da reta que relaciona as duas escalas de temperaturas. Dessa forma, primei- ramente é necessário obter a inclinação α da reta: α = TX − TX,0 TC − TC,0 Sendo TX uma temperatura no eixo ◦X e TC uma temperatura no eixo ◦C. Utilizando dois pontos conhecidos (100; 300) e (50; 200) apresentados no gráfico, te- mos: α = (300− 200) (100− 50) = 2 Assim, é possível determinar o ponto em ◦C correspondente à temperatura 70 ◦X. Para este cálculo será utilizado o ponto (0; 100). Aplicando estas coordenadas à equa- ção da reta temos: (70− 100) = 2(TC − 0) TC = −15 ◦C Portanto a temperatura calculada em Kelvin (TK) será: TK = TC + 273 TK = −15 + 273 TK = 258 K ALTERNATIVA (B) Material de uso exclusivo de Heytell Whitney De Souza Silverio, CPF: 035.754.595-84. É expressamente proibido copiar, distribuir ou revender este material (Lei dos Direitos Autorais N◦ 9.610). https://exatas.com.br 03 5.7 54 .59 5- 84 03 5.7 54 .59 5- 84 03 5.7 54 .59 5- 84 TERMODINÂMICA E TRANSF. DE CALOR www.exatas.com.br 30 QUESTÃO 29 TÉCNICO(A) DE OPERAÇÃO JÚNIOR - PETROBRAS 2014.1 Uma máquina térmica opera entre dois reservatórios térmicos, como mostra a Figura abaixo. A cada ciclo, a máquina recebe 1000 W do reservatório quente e rejeita para o reservatório frio 300 W. Qual é, aproximadamente, em kJ, o trabalho realizado por essa máquina duran- te meia hora de operação? (A) 300 (B) 540 (C) 700 (D) 1000 (E) 1260 RESOLUÇÃO d51d2f00 A potência útil Putil (Watts) de uma máquina térmica é obtido através da aplicação da primeira lei da termodinâmica e é apresentado pela seguinte equação: Putil = QQ −QF Onde QQ é a energia fornecida pela fonte quente e QF é a energia absorvida pela fonte fria. Assim, o Putil é: Putil = 1000− 300 Putil = 700 W = 700 J/s Essa potência útil é a responsável pelo trabalho da máquina térmica. Lembramos então da relação entre potência e trabalho (W ): Putil = W ∆t Como a questão busca o trabalho realizado em 30 minutos (1800 segundos) de ope- ração, temos: W = Putil ∆t W = 700× 1800 W = 1260 kJ ALTERNATIVA (E) Material de uso exclusivo de Heytell Whitney De Souza Silverio, CPF: 035.754.595-84. É expressamente proibido copiar, distribuir ou revender este material (Lei dos Direitos Autorais N◦ 9.610). https://exatas.com.br 03 5.7 54 .59 5- 84 03 5.7 54 .59 5- 84 03 5.7 54 .59 5- 84 TERMODINÂMICA E TRANSF. DE CALOR www.exatas.com.br 31 QUESTÃO 30 TÉCNICO(A) DE OPERAÇÃO JÚNIOR - PETROBRAS 2014.1 A Figura acima ilustra o processo de geração de energia elétrica contínua por um fluido de trabalho em fase gás. O fluido absorve calor de uma fonte quente que consiste em vapor de água que se condensa isotermicamente. Em se- guida, o fluido movimenta as pás de uma turbina, gerando trabalho elétrico. O calor do fluido é, então, rejeitado para uma fonte fria, que consiste em água fria. Em seguida, o fluido é comprimido, completando o ciclo. O calor retirado da fonte quente é 2500 kW. Se a máquina térmica operasse com a máxima eficiên- cia possível, então, a energia produzida, em kW, seria de aproximadamente, (A) 750 (B) 1000 (C) 1500 (D) 2000 (E) 2500 Dado 0 °C ≈ 273 K RESOLUÇÃO d51d2f00 O rendimento térmico de um ciclo de Carnot é o rendimento máximo que uma má- quina térmica pode obter, pois é um ciclo teórico. Utilizando a escala de temperatura em Kelvin, o rendimento térmico do ciclo de Carnot é: ηc = 1− TF TQ Onde TF é a temperatura da fontefria e TQ é a temperatura da fonte quente. Apli- cando os valores das fontes quente e fria, temos o rendimento do ciclo de Carnot para o sistema apresentado; ηc = 1− 300 500 ηc = 1− 0,6 ηc = 0,4 = 40% E nós sabemos que o rendimento térmico é dado pela relação entre a energia útil e a energia gasta, ou seja, o quociente entre Putil gerada e o calor fornecido pela fonte Material de uso exclusivo de Heytell Whitney De Souza Silverio, CPF: 035.754.595-84. É expressamente proibido copiar, distribuir ou revender este material (Lei dos Direitos Autorais N◦ 9.610). https://exatas.com.br 03 5.7 54 .59 5- 84 03 5.7 54 .59 5- 84 03 5.7 54 .59 5- 84 TERMODINÂMICA E TRANSF. DE CALOR www.exatas.com.br 32 quente (QH). Portanto: ηc = Putil QH Putil = QH × ηc Putil = 2500× 0,4 Putil = 1000 W ALTERNATIVA (B) QUESTÃO 31 TÉCNICO(A) DE OPERAÇÃO JÚNIOR - PETROBRAS 2014.1 O ciclo Otto é um ciclo termodinâmico que descreve o motor a combustão com ignição por centelhamento e indica a varia- ção de pressão e do volume dos gases no pistão. Dos processos do ciclo Otto, o que provoca o maior aumento da pressão é a (A) admissão dos gases (B) compressão da mistura (C) explosão ou combustão (D) abertura de válvula (E) exaustão dos gases RESOLUÇÃO d51d2f00 Motores de automóveis movidos a gasolina, álcool ou gás natural operam com base no ciclo de Otto. Esse tipo de motor também é chamado de motor de quatro tempos, uma vez que ocorre num ciclo de 4 etapas: 1. Admissão 2. Compressão 3. Expansão 4. Exaustão É no processo de expansão (ou explosão) em que ocorre a combustão propriamente dita da mistura combustível. Por meio dessa queima, uma grande quantidade de energia térmica é obtida e parte dessa energia será convertida em trabalho mecânico, aumen- tando significativamente a pressão do sistema. ALTERNATIVA (C) Material de uso exclusivo de Heytell Whitney De Souza Silverio, CPF: 035.754.595-84. É expressamente proibido copiar, distribuir ou revender este material (Lei dos Direitos Autorais N◦ 9.610). https://exatas.com.br 03 5.7 54 .59 5- 84 03 5.7 54 .59 5- 84 03 5.7 54 .59 5- 84 TERMODINÂMICA E TRANSF. DE CALOR www.exatas.com.br 33 QUESTÃO 32 TÉCNICO(A) DE OPERAÇÃO JÚNIOR - BR DISTRIBUIDORA 2011.1 O motor a gasolina tem como base o ciclo de Otto, composto por duas transformações adiabáticas e duas isovolumétricas do ar no interior da câmara de combus- tão, como mostrado no diagrama pressão (p) versus volume (V) abaixo. Nesse diagrama, as transformações 1→2, 2→3, 3→4 e 4→1 correspondem, respectivamente, aos seguintes eventos na câmara de combustão do motor: (A) explosão, resfriamento, compressão e expansão (B) explosão, expansão, compressão e resfriamento (C) resfriamento, explosão, compressão e expansão (D) expansão, compressão, resfriamento e explosão (E) compressão, explosão, expansão e resfriamento RESOLUÇÃO d51d2f00 O gráfico apresenta o comportamento do ciclo de Otto como função das variáveis volume (eixo x) e pressão (eixo y). Uma relação importante que pode ajudar a entender o comportamento pressão x volume x temperatura é a seguinte: Pf Vf Tf = Pi Vi Ti Em que o subscrito i representa “inicial” e f “final”, em relação a uma transformação. A transformação que ocorre entre os pontos 1 e 2 causa a diminuição do volume e um aumento na pressão, portanto corresponde à uma compressão adiabática (sem troca de calor). Entre os pontos 2 e 3 o volume permanece inalterado, enquanto que a pressão au- menta. Essa transformação é característica de uma explosão isocórica (à volume constante). Nesse caso há um ganho de energia e a temperatura (pela relação mencio- nada acima) deve aumentar. Entre os pontos 3 e 4 ocorre um aumento no volume e a pressão diminui, caracteri- zando o processo de expansão adiabática. Já o processo que ocorre entre os pontos 4 e 1 envolve perda de energia, o que se reflete em uma diminuição da pressão, sem que envolva alteração no volume. Logo, temos um resfriamento, e o ciclo recomeça. ALTERNATIVA (E) Material de uso exclusivo de Heytell Whitney De Souza Silverio, CPF: 035.754.595-84. É expressamente proibido copiar, distribuir ou revender este material (Lei dos Direitos Autorais N◦ 9.610). https://exatas.com.br 03 5.7 54 .59 5- 84 03 5.7 54 .59 5- 84 03 5.7 54 .59 5- 84 TERMODINÂMICA E TRANSF. DE CALOR www.exatas.com.br 34 QUESTÃO 33 TÉCNICO(A) DE OPERAÇÃO JÚNIOR - BR DISTRIBUIDORA 2010.ABRIL Um gás ideal sofre uma expansão a pressão constante, onde o volume inicial é 1,0 m3 e o volume final é 4,0 m3. A pressão ao longo do processo é p = 2,0 x 105 N/m2, conforme mostrado no gráfico acima. Qual o trabalho realizado pelo gás? (A) 8,0 x 105 J (B) 6,0 x 105 J (C) 5,0 x 105 J (D) 600 J (E) 10,0 J 2,0 X 10 5 1,0 V(m 3 )4,0 P (N/m 2 ) RESOLUÇÃO d51d2f00 O trabalho realizado por um gás ocorre quando o mesmo sofre expansão, ou seja, quando ele aumenta o seu volume (∆V ) a uma determinada pressão P . Ele pode ser calculado através da fórmula: W = P ∆V Onde W é trabalho realizado pelo gás, em Joules (J); P é a pressão ao qual o gás é submetido; e ∆V = Vf − Vi é a variação do volume do gás. O trabalho também pode ser calculado através da área formada abaixo da curva ou de uma reta, como no caso desta questão, onde temos a variação do volume no eixo x (em m3), e a pressão constante no eixo y (em N/m2). Logo, calcula-se: W = P ∆V W = 2,0× 105 × (4,0− 1,0) W = 2,0× 105 × 3,0 W = 6,0× 105 J Como o gás aumenta o seu volume, ∆V é positivo e o trabalho calculado também será positivo, indicando um trabalho realizado pelo gás. Da mesma forma, se ocorresse diminuição do volume (∆V negativo) o trabalho seria realizado sobre o gás, e W seria negativo. ALTERNATIVA (B) Material de uso exclusivo de Heytell Whitney De Souza Silverio, CPF: 035.754.595-84. É expressamente proibido copiar, distribuir ou revender este material (Lei dos Direitos Autorais N◦ 9.610). https://exatas.com.br 03 5.7 54 .59 5- 84 03 5.7 54 .59 5- 84 03 5.7 54 .59 5- 84 TERMODINÂMICA E TRANSF. DE CALOR www.exatas.com.br 35 QUESTÃO 34 TÉCNICO(A) DE OPERAÇÃO JÚNIOR - BR DISTRIBUIDORA 2010.JANEIRO O calor é, sem dúvida, a forma mais frequente das variações de energia que decorrem das reações químicas. Segundo o Sistema Internacional de Medidas (SI), a quantidade de calor deve ser expressa em função da energia decorrente da aplicação de uma força de 1 newton numa distância de 1 metro, na direção de aplicação da tal força. Essa definição corresponde à unidade (A) caloria. (B) entalpia. (C) entropia. (D) joule. (E) equivalente-grama. RESOLUÇÃO d51d2f00 Para responder a essa questão é necessário que o candidato saiba alguns conceitos das alternativas propostas. A caloria (cal) é uma medida de energia que corresponde a quantidade de energia necessária para elevar em 1 ◦C a temperatura de 1 g de água. Entalpia e entropia são grandezas termodinâmicas, e não unidades de medida. Já o equivalente-grama é uma medida de quantidade de matéria, sendo definida como a massa, em gramas. Joule, que é a resposta correta, é a unidade utilizada para medir tanto a energia mecânica (trabalho), quanto a energia térmica (calor). Por definição: 1 J = 1 (N m) = 1 (kg m2/s2) ALTERNATIVA (D) QUESTÃO 35 TÉCNICO(A) DE OPERAÇÃO JÚNIOR - BR DISTRIBUIDORA 2008.1 Em um dia muito quente em que a temperatura ambiente é igual a 32 °C, um rapaz pegou um copo com 200 cm³ de água à temperatura ambiente. Para refrescá-la, colocou na água 5 cubos de gelo fundente, cada um com massa 20 g. Admitindo-se que só há troca de calor entre a água e o gelo, e que a pressão local é igual a 1 atm, quando atingir o equilíbrio térmico, no copo haverá (Dados: cágua= 1 cal/g.°C, Lfusão= 80 cal/g e dágua= 10³ kg/m³). (A) somente água a 0 °C. (B) água a 10 °C. (C) 210 g de água e 90 g de gelo a 0 °C. (D) 220 g de água e 80 g de gelo a 0 °C. (E) 280 g de água e 20 g de gelo a 0 °C. Material de uso exclusivo de Heytell Whitney De Souza Silverio, CPF: 035.754.595-84. É expressamente proibido copiar, distribuirou revender este material (Lei dos Direitos Autorais N◦ 9.610). https://exatas.com.br 03 5.7 54 .59 5- 84 03 5.7 54 .59 5- 84 03 5.7 54 .59 5- 84 TERMODINÂMICA E TRANSF. DE CALOR www.exatas.com.br 36 RESOLUÇÃO d51d2f00 No contexto da questão, somente é considerada a troca de calor entre o sistema água e gelo. É mencionado que os cinco cubos de gelo estão à temperatura de fusão (0 ◦C a 1 atm) e que no copo há 200 cm3 de água a 32 ◦C. Utilizando a densidade que foi dada, podemos calcular a quantidade de água em gramas: 200 cm3 = 2× 102 × (10−2 m)3 = 2× 10−4 m3 1 m3 = 103 kg 2× 10−4 m3 = 2× 10−4 × 103 kg = 200 g Para saber quanto calor a água a 32 ◦C é capaz de fornecer ao gelo (0 ◦C) calcula-se a quantidade de calor sensível, que é igual ao produto da massa de água (m) pelo calor específico da água (cagua) e a variação da temperatura (∆T ): Q = m cagua ∆T Q = 200× 1× (32− 0) Q = 6400 cal Os cubos de gelo receberão, portanto, 6400 cal. Como eles estão no seu ponto de fusão, eles utilizarão essa energia para fazer a mudança de fase do seu estado sólido para o líquido. Calculamos, pela quantidade de calor latente, qual a quantidade de gelo que derreterá em contato com a água. A quantidade de calor latente (Q) é igual ao produto da massa do gelo (m) e o calor latente de fusão da água (Lfusao). Assim: Q = mLfusao m = Q Lfusao m = 6400 80 m = 80 g Ou seja, o calor fornecido pela água a 32 ◦C é capaz de “derreter” 80 g de gelo. Assim, a quantidade final de água no copo será: ma = 200 g (copo) + 80 g (gelo que derreteu) = 280 g Essa quantidade de água estará a 0 ◦C após atingir o equilíbrio térmico. A massa inicial de gelo era de 100 g, pois foram colocados 5 cubos de gelo de 20 g cada. Assim, quando o equilíbrio for atingido, restará apenas 20 g de gelo. ALTERNATIVA (E) Material de uso exclusivo de Heytell Whitney De Souza Silverio, CPF: 035.754.595-84. É expressamente proibido copiar, distribuir ou revender este material (Lei dos Direitos Autorais N◦ 9.610). https://exatas.com.br 03 5.7 54 .59 5- 84 03 5.7 54 .59 5- 84 03 5.7 54 .59 5- 84 TERMODINÂMICA E TRANSF. DE CALOR www.exatas.com.br 37 QUESTÃO 36 TÉCNICO(A) DE OPERAÇÃO JÚNIOR - BR DISTRIBUIDORA 2010.ABRIL Um gás ideal recebe uma certa quantidade de calor a volume constante. Nesse processo, a temperatura final é 3 vezes maior do que a temperaura inicial Tf=3Ti. Saben- do-se que a pressão inicial é de 1 atm, qual é a pressão do gás ao final desse processo ? (A) 1 atm (B) 2 atm (C) 3 atm (D) 4 atm (E) 5 atm RESOLUÇÃO d51d2f00 Uma relação importante que descreve o comportamento da pressão, do volume e a temperatura de um gás ideal entre dois estados é a seguinte: Pf Vf Tf = Pi Vi Ti A questão fornece como condições iniciais a pressão Pi = 1 atm e a temperatura inicial é dada como sendo Ti. A temperatura final é três vezes maior que a inicial (Tf = 3Ti). Logo, temos: Pf Vf 3Ti = 1× Vi Ti Como a transformação ocorre a volume constante, Vi = Vf , e a temperatura inicial Ti aparece dos dois lados da igualdade, esses termos podem ser cancelados e a relação se reduz a: Pf 3 = 1 E a pressão final pode ser facilmente calculada como: Pf = 3 atm ALTERNATIVA (C) QUESTÃO 37 TÉCNICO(A) DE OPERAÇÃO JÚNIOR - BR DISTRIBUIDORA 2010.JANEIRO A figura acima apresenta o gráfico de uma transformação sofrida por um gás ideal. Essa transformação é um(a) (A) aquecimento isocórico. (B) compressão isobárica. (C) compressão isotérmica. (D) expansão isobárica. (E) expansão isotérmica. 0 V(m3) T(K) Material de uso exclusivo de Heytell Whitney De Souza Silverio, CPF: 035.754.595-84. É expressamente proibido copiar, distribuir ou revender este material (Lei dos Direitos Autorais N◦ 9.610). https://exatas.com.br 03 5.7 54 .59 5- 84 03 5.7 54 .59 5- 84 03 5.7 54 .59 5- 84 TERMODINÂMICA E TRANSF. DE CALOR www.exatas.com.br 38 RESOLUÇÃO d51d2f00 Para essa questão vale relembrar a equação dos gases ideais: P V = n R T A figura apresenta a variação da temperatura (em K) de um gás ideal pela variação do seu volume (em m3). Após a transformação sofrida do ponto inicial ao ponto final, observa-se que o gás diminui o seu volume (compressão) e também a sua temperatura. Além disso, verificamos que a pressão não muda (transformação isobárica) porque a relação Temperatura x Volume é linear, ou seja, o quociente nR/P é constante: V T = n R P = constante ALTERNATIVA (B) QUESTÃO 38 TÉCNICO(A) DE OPERAÇÃO JÚNIOR - TERMOBAHIA 2012.1 Sistemas de lubrificação são amplamente empregados em equipamentos industriais, automotivos, dentre outros, com características e usos específicos para cada tipo de aplicação. O principal propósito do sistema de lubrificação em turbi- nas a vapor é (A) dissipar o calor gerado nos mancais. (B) auxiliar na vedação contra vazamentos. (C) prevenir o contato direto entre duas superfícies desli- zantes, reduzindo o atrito e o calor gerado. (D) operar cilindros ou dispositivos hidráulicos. (E) servir como reservatório auxiliar do sistema de com- bustível. RESOLUÇÃO d51d2f00 A lubrificação de peças e equipamentos com partes móveis é fundamental para re- duzir ao máximo o atrito, facilitando o deslizamento entre as mesmas. Um sistema bem lubrificado faz com que ocorra a redução do atrito entre as peças móveis, consequentemente, minimiza o calor gerado. A alternativa que melhor descreve a utilidade de sistemas de lubrificação é a (C). ALTERNATIVA (C) Material de uso exclusivo de Heytell Whitney De Souza Silverio, CPF: 035.754.595-84. É expressamente proibido copiar, distribuir ou revender este material (Lei dos Direitos Autorais N◦ 9.610). https://exatas.com.br 03 5.7 54 .59 5- 84 03 5.7 54 .59 5- 84 03 5.7 54 .59 5- 84 TERMODINÂMICA E TRANSF. DE CALOR www.exatas.com.br 39 QUESTÃO 39 TÉCNICO(A) DE OPERAÇÃO JÚNIOR - BR DISTRIBUIDORA 2008.1 Numa transformação termodinâmica, certa quantidade de um gás ideal sofre a transformação A � B, como indicado no gráfico acima. Sabendo-se que, durante o processo, a ener- gia interna do gás diminuiu 200 J, o trabalho realizado e a quantidade de calor trocada têm módulos, em J, respectiva- mente, iguais a: (A) 1.000 e 700 (B) 700 e 500 (C) 700 e 300 (D) 500 e 700 (E) 300 e 500 3 2 20 B 4 A p(10 N/m ) 5 2 V(10 m ) 3 3 RESOLUÇÃO d51d2f00 O módulo do trabalho realizado pela transformação de um gás ideal pode ser cal- culado através da área formada abaixo da curva P × V , como no caso desta questão, onde temos a variação do volume no eixo x (em 10−3 m3), e a pressão no eixo y (em 105 N/m2). Como a área formada abaixo da curva é um trapézio, calcula-se facilmente: |W | = (B + b) h 2 |W | = (3× 105 + 2× 105)× (4− 2)× 10−3 2 |W | = 10× 102 2 |W | = 1000 2 = 500 J Analisando o gráfico vemos que o volume diminui (compressão), logo houve realiza- ção de trabalho sobre o sistema, portanto o trabalho é negativo (W = −500 J). Agora para o cálculo da quantidade de calor, o candidato deve recordar da Primeira Lei da Termodinâmica: ∆U = Q−W Onde ∆U é a variação da energia interna, W é o trabalho realizado pelo gás e Q é a quantidade de calor recebida, todos expressos em Joules. Como houve uma diminuição de 200 J na energia interna, temos: ∆U = −200 J. Obedecendo também o sinal do trabalho (negativo) podemos então aplicar a lei: Q = ∆U +W Q = −200− 500 Q = −700 J Ou seja, foram perdidos 700 J de calor nessa transformação. ALTERNATIVA (D) Material de uso exclusivo de Heytell Whitney De Souza Silverio, CPF: 035.754.595-84. É expressamente proibido copiar, distribuir ou revender este material (Lei dos Direitos Autorais N◦ 9.610). https://exatas.com.br 03 5.7 54 .59 5- 84 03 5.7 54 .59 5- 84 03 5.7 54 .59 5- 84 TERMODINÂMICA E TRANSF. DE CALOR www.exatas.com.br 40 QUESTÃO 40 TÉCNICO(A) DE OPERAÇÃO JÚNIOR - PETROBRAS BIOCOMBUSTÍVEL 2010.JUNHO Uma máquina térmica reversível opera, a cada ciclo, rece- bendo 600 J de uma fonte quente e liberando 200 J para o ambiente, cuja temperatura se encontra a 27,0°C. Qual a temperatura, em Celsius, da fonte quente? (A) 81,0 (B) 177 (C) 324 (D) 627 (E) 900 RESOLUÇÃO d51d2f00 A máquina térmica apresentada no enunciado da questão pode ser representada pelo Ciclo de Carnot. Da definição do Ciclo de Carnot, é sabido que este só depende das temperaturas dos reservatórios térmicos, sendo independente da substância de trabalho. Dessa forma, pode-se mostrar que o rendimento térmico do ciclo de Carnot é função somente das temperaturas, isto é: ηc = WC QH = QH −QL QH OndeWC é o trabalho gerado,QH é o calor da fonte quente eQL é o calor da fonte fria. Pela definição do Ciclo de Carnot operando de forma reversível, é possível relacionar o calor das fontes quentes (QH) e fria (QL) (em Joules) com a temperatura das fontes quente TH e fria TL (em Kelvin) conforme: QL QH = TL TH Sendo assim, aplicando os valores apresentados no enunciado temos: TH = QH TL QL TH = 600× (27 + 273) 200 TH = 1800 2 TH = 900 K Transformando de Kelvin para graus Celsius: TH = 900− 273 = 627 ◦C ALTERNATIVA (D) Material de uso exclusivo de Heytell Whitney De Souza Silverio, CPF: 035.754.595-84. É expressamente proibido copiar, distribuir ou revender este material (Lei dos Direitos Autorais N◦ 9.610). https://exatas.com.br 03 5.7 54 .59 5- 84 03 5.7 54 .59 5- 84 03 5.7 54 .59 5- 84 TERMODINÂMICA E TRANSF. DE CALOR www.exatas.com.br 41 QUESTÃO 41 TÉCNICO(A) DE OPERAÇÃO JÚNIOR - TERMOBAHIA 2012.1 A figura acima apresenta o processo de produção de energia elétrica por meio de uma turbina a vapor, cujo eixo está conectado ao eixo de um gerador, que não está representado na figura. Durante a operação do sistema, constatou-se que a diferença de temperatura do vapor entre os pontos C e D está diminuindo. Diante do exposto, conclui-se que a(o) (A) energia fornecida ao gerador está aumentando. (B) energia fornecida ao gerador permanece constante. (C) energia fornecida ao gerador está diminuindo. (D) caldeira está retirando mais energia do sistema. (E) condensador está fornecendo mais energia ao sistema RESOLUÇÃO d51d2f00 A figura apresentada no enunciado mostra o esquema de uma instalação a vapor que funciona segundo o Ciclo de Rankine. O trabalho de eixo (ou útil) dessa máquina térmica pode ser obtido aplicando a Primeira Lei da Termodinâmica conforme a equação a seguir: QBC −QDA = Weixo Sendo QBC o calor fornecido pela caldeira, QDA o calor removido pelo condensador e Weixo o trabalho de eixo ou útil realizado pela máquina térmica. Dessa forma, se a diferença de temperatura entre os pontos C e D está caindo, isto significa que a diferença entre o calor produzido pela caldeira e o calor removido pelo condensador está caindo. Então, o reflexo deste fenômeno é a queda no Weixo, ou seja, na energia fornecida ao gerador. ALTERNATIVA (C) Material de uso exclusivo de Heytell Whitney De Souza Silverio, CPF: 035.754.595-84. É expressamente proibido copiar, distribuir ou revender este material (Lei dos Direitos Autorais N◦ 9.610). https://exatas.com.br 03 5.7 54 .59 5- 84 03 5.7 54 .59 5- 84 03 5.7 54 .59 5- 84 TERMODINÂMICA E TRANSF. DE CALOR www.exatas.com.br 42 QUESTÃO 42 TÉCNICO(A) DE OPERAÇÃO JÚNIOR - TERMOBAHIA 2012.1 Uma das funções das torres de resfriamento empregadas em usinas termelétricas é (A) efetuar o aproveitamento do calor de escape das turbinas a gás. (B) reduzir a temperatura da água de circulação, de modo a reutilizá-la no circuito de resfriamento do condensador. (C) proceder em seu interior a troca de calor entre o gás da turbina e o meio ambiente. (D) fornecer calor à turbina a gas. (E) aumentar a temperatura do vapor utilizado na turbina a vapor. RESOLUÇÃO d51d2f00 Uma torre de resfriamento é essencialmente uma coluna que realiza a transferência de calor e de massa. A água quente oriunda do processo industrial entra pelo topo dessa coluna e é gotejada de forma que sua decida seja lenta. A água passa por enchimentos (ou estágios) que possuem formato de grade e normalmente são feitos de material plástico. Em sentido contrário ao fluxo da água, sobe uma corrente de ar normalmente a tem- peratura ambiente. Em função do contato entre as correntes de ar e água ocorre a evaporação da mesma, sendo o principal fenômeno que ocasiona o resfriamento da água. As torres de resfriamento são equipamentos utilizados nos processos em que se ne- cessita o resfriamento de água para aumentar o desempenho de equipamentos como condensadores e trocadores de calor. Abaixo um esquema exemplificando o funciona- mento de uma torre de resfriamento: Sprays Ar aquecido e úmido Entra água quente Entrada de ar Bacia de Coleta Preenchimento Sai água resfriada ALTERNATIVA (B) Material de uso exclusivo de Heytell Whitney De Souza Silverio, CPF: 035.754.595-84. É expressamente proibido copiar, distribuir ou revender este material (Lei dos Direitos Autorais N◦ 9.610). https://exatas.com.br 03 5.7 54 .59 5- 84 03 5.7 54 .59 5- 84 03 5.7 54 .59 5- 84 TERMODINÂMICA E TRANSF. DE CALOR www.exatas.com.br 43 QUESTÃO 43 TÉCNICO(A) DE OPERAÇÃO JÚNIOR - TERMOBAHIA 2012.1 As turbinas a gás podem ser classificadas em função de uma série de aspectos. Quanto ao ciclo, as turbinas po- dem operar em ciclo aberto ou ciclo fechado. A operação em ciclo aberto possui a vantagem de (A) permitir o uso de combustíveis sólidos. (B) permitir altas pressões em todo o ciclo, reduzindo o tamanho da turbomáquina em relação a uma potência útil requerida. (C) evitar a erosão das palhetas da turbina. (D) eliminar o uso de filtros. (E) eliminar o investimento em um sistema externo de aquecimento do fluido do trabalho. RESOLUÇÃO d51d2f00 As turbinas a gás de ciclo aberto operam de forma que o fluido de trabalho não re- torna ao início do ciclo. O ar entra no sistema, adquirindo pressão ao passar pelo com- pressor levado à câmara de combustão onde, juntamente com o combustível, recebe uma faísca, provocando a combustão da mistura. Os gases desta combustão então se expandem na turbina, fornecendo potência à mesma e ao compressor, e, finalmente, saem pelo bocal de exaustão. Já as turbinas a gás de ciclo fechado, o fluido permanece dentro do sistema e o combustível é queimado fora do sistema. Dessa forma, vamos às alternativas: (A) INCORRETA. Em ciclos abertos a queima é realizada internamente, dessa forma, não é indicado o uso de combustíveis sólidos devido à liberação de particulado após a queima. (B) INCORRETA. Ciclos abertos não são capazes de acumular altas pressões durante o funcionamento, mesmo com o adjunto do compressor, em função de o sistema ser literalmente “aberto”. (C) INCORRETA. Ciclos fechados operam somente com gases e isentos de qualquer tipo de particulado proveniente da queima do combustível. Essas partículas são abrasivas e podem causar erosão nas palhetas da turbina. Dessa forma, esta é uma vantagem que o ciclo fechado possui em relação ao ciclo aberto. (D) INCORRETA. Nos ciclos abertos faz-se uso de filtros justamente para evitar a ero- são do equipamento como um todo, inclusive das palhetas. (E) CORRETA. No sistema aberto o combustível se junta com o fluido (ar) e é quei- mado na câmara de combustão. Já no sistema fechado é necessário adicionar um sistema externo de aquecimento do fluido de trabalho. ALTERNATIVA (E) Material de uso exclusivo de Heytell Whitney De Souza Silverio, CPF: 035.754.595-84. É expressamente proibido copiar, distribuir ou revender este material (Lei dos Direitos Autorais N◦ 9.610). https://exatas.com.br 03 5.7 54 .59 5- 84 03 5.7 54 .59 5- 84 03 5.7 54 .59 5- 84 TERMODINÂMICA E TRANSF. DE CALOR www.exatas.com.br 44 QUESTÃO 44 TÉCNICO(A) DE OPERAÇÃO JÚNIOR - TERMOBAHIA 2012.1 Na conversão da energia química do combustível em energia elétrica, numa central termelétrica, considera-se que a combustão, um dos estágios fundamentais desse processo, (A) seja o último estágio no processo de conversão de energia. (B) necessite de fornecimento de uma quantidade de ar fixa para qualquer tipode combustível. (C) apresente uma mistura molecular do oxigênio com o combustível na temperatura e pressão abaixo dos li- mites de explosão da mistura. (D) ocorra em fornalha cujo volume seja suficiente para permitir um tempo de permanência da mistura ar-com- bustível. (E) tenha como principais componentes combustíveis o carbono, o enxofre e o ferro. RESOLUÇÃO d51d2f00 As fornalhas são responsáveis por fornecer calor a partir da conversão da energia química do combustível em energia térmica que posteriormente é convertida em elé- trica. De acordo com o tipo e a qualidade do combustível disponível, a queima pode ser realizada em suspensão, em grelha, ou em leito fluidizado. Durante a concepção do projeto de uma fornalha, é imprescindível a avaliação, en- tre outros parâmetros, das dimensões apropriadas para a grelha, no caso de queima de combustíveis sólidos e das temperaturas compatíveis com o equipamento e com o próprio combustível que se deseja queimar. Outro importante ponto a ser levado em consideração no projeto é o volume apropri- ado ao tipo e à quantidade de combustível a ser queimado, pois a mistura ar-combustível precisa gerar calor com a maior eficiência possível. Então, vamos analisar as alternati- vas: (A) INCORRETA. De forma simplificada, é possível assumir que a combustão é o pri- meiro processo, pois a energia química do combustível precisa ser convertida em energia térmica para transformar a água em vapor na caldeira. A segunda etapa é a utilização desse vapor, em alta pressão, para acionar a turbina a vapor que por sua vez, aciona o gerador elétrico. (B) INCORRETA. Conforme o tipo e a quantidade de combustível são necessários fazer adaptações na vazão de ar. É indicado que a vazão de oxigênio (presente 20% em mol no ar) esteja dimensionada em quantidade estequiométrica ou em excesso para que a queima seja o mais próximo da completa e para que não ocorra o arraste do combustível para fora câmara de combustão sem ser queimado. (C) INCORRETA. O que se deseja é justamente o contrário. O oxigênio presente no ar precisa estar em quantidade e em condições necessárias para a queima/explosão da mistura. Material de uso exclusivo de Heytell Whitney De Souza Silverio, CPF: 035.754.595-84. É expressamente proibido copiar, distribuir ou revender este material (Lei dos Direitos Autorais N◦ 9.610). https://exatas.com.br 03 5.7 54 .59 5- 84 03 5.7 54 .59 5- 84 03 5.7 54 .59 5- 84 TERMODINÂMICA E TRANSF. DE CALOR www.exatas.com.br 45 (D) CORRETA. A quantidade estequiométrica de ar/oxigênio e o tempo de permanên- cia da mistura ar-combustível são parâmetros de processos importantíssimos a serem considerados no projeto de fornalhas presentes em termoelétricas. (E) INCORRETA. O combustível a ser utilizado pode ser fóssil como: óleo combustível, gás natural, carvão mineral (triturado, pulverizado) e turfa; ou pode ser feito uso de combustíveis alternativos como: carvão vegetal, lenha, bagaço de cana, madeira, casca de arroz, etc. O importante é que todos os combustíveis mencionados te- nham grandes quantidades de carbono em sua estrutura molecular. O enxofre é altamente prejudicial para o funcionamento da fornalha em função de se combi- nar com a água e formar ácido sulfúrico, atacando as partes mais frias da unidade geradora de vapor. O ferro presente no combustível irá reduzir a temperatura da chama, baixando a eficiência na geração de calor. ALTERNATIVA (D) QUESTÃO 45 TÉCNICO(A) DE OPERAÇÃO JÚNIOR - TERMOBAHIA 2012.1 Tendo em vista a preocupação atual com o meio ambiente, os equipamentos usados nas unidades de recuperação ocupam, hoje, uma posição importante na tecnologia do aproveitamento e da racionalização da energia. Dentre esses equipamentos, encontram-se as caldeiras de recuperação, que, visando à maior utilização possível de energia, devem (A) ser dimensionadas para aumentar a temperatura de saída dos gases a valores maiores possíveis, sob os pontos de vista técnico e econômico. (B) ser projetadas para provocar troca de calor em pro- cessos de circulação de fluidos em contra corrente. (C) ser projetadas para maximizar as resistências ofere- cidas ao escoamento de calor entre as placas metá- licas, a fim de possibilitar diferenças de temperaturas mais altas. (D) ser projetadas de forma a impedir o acesso às partes internas, facilitando a limpeza das superfícies de troca de calor. (E) possuir um isolamento cuidadosamente projetado e elaborado para facilitar as perdas de irradiação. RESOLUÇÃO d51d2f00 As caldeiras de recuperação de calor utilizam o calor oriundo dos gases de exaustão liberados por processos de combustão ou fluxo de ar de exaustão quente para produzir vapor saturado ou água quente. Sendo assim, este tipo de caldeira reaproveita o calor residual dos processos industriais e normalmente operam em contracorrente com intuito de obter maior eficiência na troca de calor. Esses equipamentos majoritariamente são empregados em combinação com instalações de cogeração e turbinas a gás. A alter- nativa que melhor atende aos requisitos de projeto para maior utilização de energia é a (B). ALTERNATIVA (B) Material de uso exclusivo de Heytell Whitney De Souza Silverio, CPF: 035.754.595-84. É expressamente proibido copiar, distribuir ou revender este material (Lei dos Direitos Autorais N◦ 9.610). https://exatas.com.br 03 5.7 54 .59 5- 84 03 5.7 54 .59 5- 84 03 5.7 54 .59 5- 84 TERMODINÂMICA E TRANSF. DE CALOR www.exatas.com.br 46 QUESTÃO 46 TÉCNICO(A) DE OPERAÇÃO JÚNIOR - TERMOBAHIA 2012.1 As turbinas a gás são equipamentos que têm ganhado espaço no mercado brasileiro, considerando a crescente participação de usinas termelétricas no sistema elétrico brasileiro. Relacione alguns dos principais componentes de uma tur- bina a gás com suas respectivas características apresen- tadas a seguir. P - dispositivo responsável por queimar o combustível fornecido na presença de ar. Q - equipamento que fornece potência para o acionamento do compressor e aces- sórios. R - equipamento constituído de uma série de palhetas com seção de perfi l aerodi- nâmico. S - dispositivo que reduz a velocidade do ar que é admitido no sistema. I - Compressor II - Turbina III - Câmara de combustão As associações corretas são: (A) I - S , II - P , III - R (B) I - R , II - P , III - Q (C) I - R , II - Q , III - P (D) I - Q , II - S , III - P (E) I - Q , II - R , III - S RESOLUÇÃO d51d2f00 Nesta questão o candidato precisa ter razoável conhecimento sobre turbinas a gás. Analisando cada componente é possível fazer a seguinte associação: I - Compressor: são equipamentos responsáveis por aumentar a pressão do fluido que entra (ciclo aberto) ou que está presente (ciclo fechado) no sistema da turbina a gás. O princípio de funcionamento do compressor axial é o da aceleração do ar com posterior transformação em pressão. É composto por uma seção estaci- onária, onde se encontram instalados os anéis com palhetas estatoras e a seção rotativa composta por um conjunto de rotores com palhetas montados em um eixo. (R) II - Turbina: A turbina é um equipamento rotativo, que normalmente opera em regime permanente, dedicado a fornecer potência na ponta de eixo. O fluido de trabalho se desloca continuamente em um sistema rotativo de pás. Os gases oriundos da câmara de combustão se expandem na turbina, fornecendo potência à mesma e ao compressor. (Q) III - Câmara de Combustão: Neste componente, o ar comprimido e o combustível in- jetado a alta pressão promovem a mistura e queima a uma pressão praticamente constante. (P) Analisando os detalhamentos sobre o funcionamento dos componentes I, II e III, constata-se que a alternativa correta é a (C). ALTERNATIVA (C) Material de uso exclusivo de Heytell Whitney De Souza Silverio, CPF: 035.754.595-84. É expressamente proibido copiar, distribuir ou revender este material (Lei dos Direitos Autorais N◦ 9.610). https://exatas.com.br 03 5.7 54 .59 5- 84 03 5.7 54 .59 5- 84 03 5.7 54 .59 5- 84 TERMODINÂMICA E TRANSF.DE CALOR www.exatas.com.br 47 QUESTÃO 47 TÉCNICO(A) DE OPERAÇÃO JÚNIOR - TERMOBAHIA 2012.1 Os parâmetros de desempenho da turbina a gás dizem respeito à sua operação no ponto de projeto e fora do ponto do projeto. Na operação no ponto de projeto, a eficiência (A) da turbina a gás de ciclo simples é maior para tempe- raturas de saída dos gases mais baixas. (B) do trocador de calor influencia o trabalho específico útil do ciclo regenerativo. (C) do ciclo simples é maior para uma temperatura variá- vel na entrada da turbina. (D) térmica é muito sensível com a temperatura ambiente. (E) térmica do querosene é maior do que a de outros combustíveis. RESOLUÇÃO d51d2f00 Para resolver a questão, o candidato precisa conhecer o sistema de turbina a gás. Sendo assim, vamos às alternativas: (A) CORRETA. Os gases oriundos da combustão se expandem na turbina a gás, for- necendo potência à mesma e ao compressor. Quanto maior for a diferença entre a temperatura dos gases de entrada a de saída na turbina, maior será a eficiência da mesma. (B) INCORRETA. No ciclo regenerativo a eficiência depende das seguintes temperatu- ras do fluido: após sair do compressor, antes de entrar na câmara de combustão, após sair da câmara de combustão e de exaustão (após sair da turbina, ou seja, antes de entrar no regenerador). (C) INCORRETA. Para operações no ponto de projeto espera-se que todo o sistema opere nas temperaturas específicas (conforme a etapa) visando a maior eficiência possível. Portanto, variações de temperatura em qualquer etapa causarão distúr- bios no funcionamento do sistema e não são fatores de aumento de eficiência. (D) INCORRETA. As temperaturas de operação do sistema de turbinas a gás são ex- tremamente controladas e, em algumas etapas elevadas, quando comparada a ambiente, sendo que variações térmicas ao longo de um dia de operação não apre- sentam reflexo na eficiência do processo. (E) INCORRETA. Existe uma gama imensa de combustíveis a serem utilizados em um sistema de turbina a gás. Na grande maioria, os gases possuem poder calorífico in- ferior e superior maior que os respectivos parâmetros para os líquidos. Assim como os líquidos possuem maiores poderes caloríficos que os sólidos. Dessa forma, o gás natural apresentaria maior eficiência térmica em relação ao querosene, por exemplo. ALTERNATIVA (A) Material de uso exclusivo de Heytell Whitney De Souza Silverio, CPF: 035.754.595-84. É expressamente proibido copiar, distribuir ou revender este material (Lei dos Direitos Autorais N◦ 9.610). https://exatas.com.br 03 5.7 54 .59 5- 84 03 5.7 54 .59 5- 84 03 5.7 54 .59 5- 84 TERMODINÂMICA E TRANSF. DE CALOR www.exatas.com.br 48 QUESTÃO 48 TÉCNICO(A) DE OPERAÇÃO JÚNIOR - TERMOBAHIA 2012.1 No ciclo termodinâmico Rankine, o(a) (A) gás é utilizado como fluido de trabalho. (B) superaquecimento do vapor aumenta o desempenho térmico. (C) vapor é expandido por um condensador para gerar trabalho de eixo. (D) regeneração diminui o rendimento térmico. (E) turbina é usada para resfriar o vapor até a condição de líquido saturado. RESOLUÇÃO d51d2f00 O conceito de motor térmico corresponde a um sistema ou instalação que opere segundo um ciclo termodinâmico trocando calor com dois reservatórios térmicos e re- alizando trabalho mecânico. O Ciclo Rankine é um ciclo termodinâmico, e descreve a obtenção de trabalho numa turbina a vapor, sendo que todo o vapor superaquecido é expandido até a condição próxima à saturação na turbina. ALTERNATIVA (B) QUESTÃO 49 TÉCNICO(A) DE OPERAÇÃO JÚNIOR - TERMOBAHIA 2012.1 Os gases provenientes da queima de combustível em usi- nas termelétricas de ciclo combinado podem ser usados na geração de vapor em uma caldeira de recuperação. Uma das características de uma caldeira de recuperação de calor com dispositivo de queima suplementar é a(o) (A) existência de queimadores concentrados em um pon- to na área de passagem do gás. (B) uso preferencial de combustíveis líquidos, principal- mente em usinas termelétricas a gás natural. (C) controle da temperatura de subaquecimento. (D) aumento das áreas das superfícies de troca de calor. (E) aumento da temperatura e/ou disponibilidade energé- tica do gás, visando a atender a demanda de vapor. RESOLUÇÃO d51d2f00 As caldeiras de recuperação de calor utilizam o calor oriundo dos gases de exaustão liberados por processos de combustão ou fluxo de ar de exaustão quente para produzir vapor saturado ou água quente. Sendo assim, este tipo de caldeira reaproveita o calor residual dos processos industriais e normalmente operam em contracorrente com intuito de obter maior eficiência na troca de calor. O dispositivo de queima suplementar é inserido com o intuito de manter ou aumentar a temperatura e energia do gás ao longo de toda a linha de forma atender as especificações demandadas de vapor. Portanto a alternativa (E) é a correta. ALTERNATIVA (E) Material de uso exclusivo de Heytell Whitney De Souza Silverio, CPF: 035.754.595-84. É expressamente proibido copiar, distribuir ou revender este material (Lei dos Direitos Autorais N◦ 9.610). https://exatas.com.br 03 5.7 54 .59 5- 84 03 5.7 54 .59 5- 84 03 5.7 54 .59 5- 84 TERMODINÂMICA E TRANSF. DE CALOR www.exatas.com.br 49 QUESTÃO 50 TÉCNICO(A) DE OPERAÇÃO JÚNIOR - TERMOBAHIA 2012.1 O emprego de mistura água-amônia no lugar de água per- mite uma maior recuperação de calor, aumentando, as- sim, a geração de vapor. Esse processo é denominado ciclo (A) Otto (B) Brayton (C) Kalina (D) Combinado (E) Ar Diesel RESOLUÇÃO d51d2f00 Para resolver esta questão o candidato precisa ter conhecimentos sobre os ciclos termodinâmicos que regem alguns processos. Dessa forma, vamos às alternativas: (A) INCORRETA. Ciclo de Otto é o ciclo teórico para o motor por ignição. Nos motores de quatro tempos é admitido a mistura de ar e combustível e no motores de dois tempos é admito a mistura de ar, combustível e óleo lubrificante. (B) INCORRETA. O ciclo Brayton é um ciclo ideal, uma aproximação dos processos térmicos que ocorrem nas turbinas a gás, descrevendo variações de estado (pres- são e temperatura) dos gases. Basicamente o ciclo Brayton é semelhante ao ciclo Rankine, este último se diferencia pelo uso de gás formado pela evaporação de um líquido. (C) CORRETA. O ciclo de Kalina é uma modificação do ciclo de Rankine que usa uma mistura como fluido operante. Essa mistura, na grande maioria das aplicações, é uma mistura binária água-amônia. (D) INCORRETA. Ciclo combinado possui dois ciclos termodinâmicos, sendo normal- mente, o Brayton-Rankine e o produto final é a eletricidade. (E) INCORRETA. Ciclo Diesel também é um tipo de motor de combustão interna, assim como os motores do Ciclo de Otto. Os motores do Ciclo Diesel ou motores de ig- nição por compressão utilizam o aumento da temperatura devido à compressão de uma massa de ar para dar início a reação de combustão. Entretanto, nos motores Ciclo Diesel somente é admito ar. ALTERNATIVA (C) Material de uso exclusivo de Heytell Whitney De Souza Silverio, CPF: 035.754.595-84. É expressamente proibido copiar, distribuir ou revender este material (Lei dos Direitos Autorais N◦ 9.610). https://exatas.com.br 03 5.7 54 .59 5- 84 03 5.7 54 .59 5- 84 03 5.7 54 .59 5- 84 TERMODINÂMICA E TRANSF. DE CALOR www.exatas.com.br 50 QUESTÃO 51 TÉCNICO(A) DE OPERAÇÃO JÚNIOR - TERMORIO/TERMOMACAÉ/TERMOCEARÁ 2009.1 Gás Combustível Turbina a Gás Turbina a Vapor Gases de escape Gerador Gerador Eletricidade Vapor Alimentação Condensador Eletricidade Exaustão da Turbina a Gás Bomba de Alimentação da água Condensado Água de resfriamento Entrada de ar Uma usina termelétrica a ciclo combinado usa turbinas a gás (ou outro combustível) e a vapor, associadas em uma única planta, ambas gerando energia elétrica a partir da queima do mesmo combustível. Os principais componentes de uma usina a ciclo combinado, que utiliza gás como combustível, são Turbina a Gás, Caldeira de Recuperação de Calor e Turbina a Vapor. A figura abaixoapresenta o fluxograma para um dos possíveis arranjos de uma termelétrica a ciclo combinado. Disponível em: www.gasnet.com.br (Adaptado). A esse respeito, considere as afirmativas. I – Um dos objetivos da elaboração de um fluxograma de processo é apresentar a sequência coordenada das conversões químicas e das operações unitárias, expondo, assim, os aspectos básicos do processo. II – O gás natural não sofre conversão química no sistema de combustão da Turbina a Gás. III – O vapor que sai da Turbina a Vapor é submetido a uma operação unitária de transferência de calor. IV – O processo de produção de energia em uma termelétrica é realizado em bateladas. Estão corretas APENAS as afirmativas (A) I e II. (B) I e III. (C) II e III. (D) II e IV. (E) I, III e IV. RESOLUÇÃO d51d2f00 Vamos avaliar as afirmativas: I - CORRETA. O fluxograma de processo é uma ferramenta muito importante para entender química e fisicamente o processo que se está estudando. II - INCORRETA. O gás natural é queimado para a geração de calor na turbina e, con- sequentemente, sua expansão na turbina. Combustões são processos de conver- são química para a forma de calor. III - CORRETA. A passagem do vapor pelo condensador caracteriza uma operação de transferência de calor na qual o vapor é condensado. IV - INCORRETA. Processos de geração de energia como de termoelétricas são sem- pre realizados de forma contínua, pois todos os equipamentos são projetados para trabalhar próximos das temperaturas fixas de projeto. Visando a viabilidade técnico-econômica do projeto, processos como o mencionado operam 24 horas por dia, ou seja, de forma contínua. ALTERNATIVA (B) Material de uso exclusivo de Heytell Whitney De Souza Silverio, CPF: 035.754.595-84. É expressamente proibido copiar, distribuir ou revender este material (Lei dos Direitos Autorais N◦ 9.610). https://exatas.com.br 03 5.7 54 .59 5- 84 03 5.7 54 .59 5- 84 03 5.7 54 .59 5- 84 TERMODINÂMICA E TRANSF. DE CALOR www.exatas.com.br 51 QUESTÃO 52 TÉCNICO(A) DE OPERAÇÃO JÚNIOR - TERMORIO/TERMOMACAÉ/TERMOCEARÁ 2009.1 Para que uma máquina térmica consiga converter calor em trabalho, deve trabalhar de maneira cíclica, entre uma fon- te quente e uma fonte fria. A máquina retira calor da fonte quente, converte parte desse calor em trabalho, e o res- tante é transferido para a fonte fria. Uma caldeira (fonte quente) fornece vapor para uma turbi- na, transferindo calor a uma taxa constante de 3.000 kJ a cada minuto. Esse vapor passa pela turbina e vai para um condensador (fonte fria), cedendo a este, a cada minu- to, 2.100 kJ. A potência produzida pela turbina, em kW, é (A) 15 (B) 35 (C) 50 (D) 85 (E) 100 RESOLUÇÃO d51d2f00 A máquina térmica mencionada pode ser representada pelo ciclo ideal de Carnot, onde o trabalho WC é calculado pela diferença entre o calor da fonte quente QH e o calor da fonte fria QL. Assim temos: WC = QH −QL WC = 3000− 2100 WC = 900 kJ Entretanto, o enunciado solicita a potência (PC) gerada, que é a energia por unidade de tempo. Como a questão fornece os valores de calor transferidos por minuto, temos: PC = WC ∆t = 900 kJ 60 s = 15 kW ALTERNATIVA (A) QUESTÃO 53 TÉCNICO(A) DE OPERAÇÃO JÚNIOR - PETROBRAS 2013.1 O processo termodinâmico, no qual um sistema muda de estado sem que ocorra transferência de calor, é o processo (A) isobárico (B) isotérmico (C) isoentálpico (D) adiabático (E) isocórico RESOLUÇÃO d51d2f00 Processos adiabáticos são aqueles que ocorrem sem troca de calor com o meio externo. Processos isobáricos ocorrem à pressão constante, isotérmicos à temperatura constante, isoentálpicos à entalpia constante e isocóricos (ou isovolumétricos) à volume constante. ALTERNATIVA (D) Material de uso exclusivo de Heytell Whitney De Souza Silverio, CPF: 035.754.595-84. É expressamente proibido copiar, distribuir ou revender este material (Lei dos Direitos Autorais N◦ 9.610). https://exatas.com.br 03 5.7 54 .59 5- 84 03 5.7 54 .59 5- 84 03 5.7 54 .59 5- 84 TERMODINÂMICA E TRANSF. DE CALOR www.exatas.com.br 52 QUESTÃO 54 TÉCNICO(A) DE OPERAÇÃO JÚNIOR - PETROBRAS 2013.1 Um sistema termodinâmico passa por uma transformação reversível MN, como mostra o diagrama pressão versus volume abaixo. Se, durante essa transformação, o sistema recebeu 900 J de calor, a variação aproximada da sua energia interna foi de (A) 1600 J (B) 900 J (C) 700 J (D) 630 J (E) 200 J RESOLUÇÃO d51d2f00 Relembrando a Primeira Lei da Termodinâmica: ∆U = Q−W Onde ∆U é a variação da energia interna, W é o trabalho realizado pelo sistema e Q é o calor recebido, todos expressos em Joules (J). Pelas informações fornecidas, sabe-se que durante a transformação o sistema rece- beu 900 J de calor. Devemos calcular agora o trabalho que foi realizado do ponto M ao ponto N. O módulo do trabalho pode ser calculado graficamente pela área formada abaixo da curva, em que temos a variação do volume no eixo x (em 10−3 m3), e a pressão no eixo y (em 105 N/m2). A área formada é um trapézio, portanto: |W | = (B + b) h 2 |W | = (5× 105 + 2× 105)× 2× 10−3 2 |W | = 700 J Analisando o gráfico, vemos que do ponto M ao N o volume aumentou, portanto o sistema que realizou trabalho, logo esse W é positivo. Como o sistema recebeu 900 J de calor (Q), temos: ∆U = Q−W ∆U = 900− 700 ∆Q = 200 J Logo, houve um aumento de 200 J na energia interna do sistema nessa transforma- ção. ALTERNATIVA (E) Material de uso exclusivo de Heytell Whitney De Souza Silverio, CPF: 035.754.595-84. É expressamente proibido copiar, distribuir ou revender este material (Lei dos Direitos Autorais N◦ 9.610). https://exatas.com.br 03 5.7 54 .59 5- 84 03 5.7 54 .59 5- 84 03 5.7 54 .59 5- 84 TERMODINÂMICA E TRANSF. DE CALOR www.exatas.com.br 53 QUESTÃO 55 TÉCNICO(A) DE OPERAÇÃO JÚNIOR - PETROBRAS 2013.1 A mudança de fase de uma substância da fase sólida diretamente para a fase vapor é denominada (A) fusão (B) solidificação (C) condensação (D) vaporização (E) sublimação RESOLUÇÃO d51d2f00 A fusão é a transformação do estado sólido para o líquido. Já a solidificação é o processo inverso, onde um líquido passa para o estado sólido. A condensação ocorre quando um vapor passa para o estado líquido, e a vaporização é o processo inverso. A sublimação de uma substância é a mudança direta do estado sólido para a fase gasosa, sem passar pelo estado líquido. ALTERNATIVA (E) QUESTÃO 56 TÉCNICO(A) DE OPERAÇÃO JÚNIOR - PETROBRAS 2012.1 43 Considere um trilho de aço de 4000,0 cm de comprimento a 0 oC. Qual seria, aproximadamente, em cm, a variação do comprimento do trilho se a temperatura da barra aumentasse para 50 oC? Dado: coefi ciente de dilatação linear do aço = 1,0 x 10−5 °C−1 (A) 1,0 (B) 2,0 (C) 3,0 (D) 4,0 (E) 5,0 RESOLUÇÃO d51d2f00 A questão envolve um problema de dilatação linear, que obedece a seguinte fórmula: ∆L = Li α ∆T Onde ∆L é a variação no comprimento do aço, Li é o comprimento inicial do aço, α é o coeficiente de dilatação linear e ∆T é a variação de temperatura. Substituindo os valores, temos: ∆L = 4000× (1,0× 10−5)× (50− 0) ∆L = 2,0 cm ALTERNATIVA (B) Material de uso exclusivo de Heytell Whitney De Souza Silverio, CPF: 035.754.595-84. É expressamente proibido copiar, distribuir ou revender este material (Lei dos Direitos Autorais N◦ 9.610). https://exatas.com.br 03 5.7 54 .59 5- 84 03 5.7 54 .59 5- 84 03 5.7 54 .59 5- 84 TERMODINÂMICA E TRANSF. DE CALOR www.exatas.com.br 54 QUESTÃO 57 TÉCNICO(A) DE OPERAÇÃO JÚNIOR - PETROBRAS 2012.144 Uma máquina térmica opera com rendimento de 35%. A quantidade de calor que a máquina recebe da fonte de calor quente é 1.000 J. Qual é a quantidade de calor, em J, que a máquina cede à fonte de calor fria? (A) 650 (B) 538 (C) 350 (D) 286 (E) 186 RESOLUÇÃO d51d2f00 O rendimento (η) de uma máquina térmica é definido como a razão entre o trabalho (W ) gerado por esta e o calor absorvido na fonte quente (Qq): η = W Qq Que você pode interpretar como sendo a energia útil sobre a energia totalconsumida. Substituindo os valores fornecidos no enunciado, podemos calcular o trabalho gerado pela máquina: W = η Qq W = 0,35× 1.000 W = 350 J O trabalho gerado é dado também pela diferença entre o calor absorvido na fonte quente (Qq) e o calor entregue à fonte fria (Qf ): W = Qq −Qf Qf = Qq −W Qf = 1.000− 350 Qf = 650 J Ou seja, dos 1.000 J absorvidos da fonte quente, 350 J se tornaram trabalho (ren- dimento de 35%) e 650 J foram cedidos à fonte de calor fria (como se fosse um calor desperdiçado, já que não virou trabalho útil). Um candidato bem treinado resolveria essa questão muito rapidamente, pois saberia que se a máquina tem rendimento de 35%, isso significa que 65% da energia vai para a fonte fria, logo: Qf = 0,65× 1.000 Qf = 650 J ALTERNATIVA (A) Material de uso exclusivo de Heytell Whitney De Souza Silverio, CPF: 035.754.595-84. É expressamente proibido copiar, distribuir ou revender este material (Lei dos Direitos Autorais N◦ 9.610). https://exatas.com.br 03 5.7 54 .59 5- 84 03 5.7 54 .59 5- 84 03 5.7 54 .59 5- 84 TERMODINÂMICA E TRANSF. DE CALOR www.exatas.com.br 55 QUESTÃO 58 TÉCNICO(A) DE OPERAÇÃO JÚNIOR - PETROBRAS 2012.1 45 Um sistema sofre uma transformação reversível ABC. O diagrama pressão versus volume dessa transformação é mostra- do na figura a seguir. 1,4 1,2 1 0,8 0,6 0,4 0,2 0 0 1,510,5 2 2,5 3 3,5 A BC Volume (10 m ) �3 3 P re s s ã o (1 0 N /m ) 5 2 Se, durante essa transformação, o sistema cede 200 J de calor para a vizinhança, a energia interna do sistema (A) aumenta em 200 J (B) aumenta em 400 J (C) não varia (D) diminui em 200 J (E) diminui em 400 J RESOLUÇÃO d51d2f00 Pela Primeira Lei da Termodinâmica, temos: ∆U = Q−W Onde ∆U é a variação de energia interna do sistema, Q é o calor recebido pelo sistema e W é trabalho realizado pelo sistema. O trabalho é definido como: W = P ∆V No nosso processo, o módulo do trabalho será dado pela área abaixo do gráfico P × V apresentado. Para facilitar este procedimento, podemos dividir o gráfico em duas partes, o processo A − B e o processo B − C. O processo A − B será dado pela área do trapézio. |WAB| = 1,2× 105 + 0,4× 105 2 × (3× 10−3 − 2× 10−3) |WAB| = 80 J E o módulo do trabalho B − C será dado pela área do retângulo: |WBC | = (1,2× 105)× (2× 10−3 − 1× 10−3) |WBC | = 120 J Como do ponto A ao ponto C ocorre uma compressão (diminuição do volume), houve realização de trabalho sobre o sistema, portanto o trabalho é negativo em ambos os trechos: W = WAB +WBC = −80− 120 = −200 J Material de uso exclusivo de Heytell Whitney De Souza Silverio, CPF: 035.754.595-84. É expressamente proibido copiar, distribuir ou revender este material (Lei dos Direitos Autorais N◦ 9.610). https://exatas.com.br 03 5.7 54 .59 5- 84 03 5.7 54 .59 5- 84 03 5.7 54 .59 5- 84 TERMODINÂMICA E TRANSF. DE CALOR www.exatas.com.br 56 O enunciado informa que o sistema cede calor, portanto irá perder energia: Q = −200 J Agora basta voltarmos à Primeira Lei para encontrar a variação da energia interna do sistema: ∆U = Q+W ∆U = −200− (−200) ∆U = 0 ALTERNATIVA (C) QUESTÃO 59 TÉCNICO(A) DE OPERAÇÃO JÚNIOR - PETROBRAS 2011.143 Um mol de um gás ideal ocupa um volume constante de 2,0 m3, à temperatura de 1.000 K. Qual a pressão interna do gás nesse estado? Dado: constante dos gases ideais, R = 8,3 J/(mol.K) (A) 8,30 x 103 N/m2 (B) 8,30 x 104 N/m2 (C) 4,15 x 102 N/m2 (D) 4,15 x 103 N/m2 (E) 4,15 x 104 N/m2 RESOLUÇÃO d51d2f00 Para resolvermos esta questão, devemos ter conhecimento acerca da equação de estado de um gás ideal, representada por: P V = n R T Onde P é a pressão, V é o volume, n é o número de mols, R é a contante universal dos gases e T é a temperatura. Utilizando os valores fornecidos no enunciado, todos no sistema internacional de unidades, temos: P = n R T V P = 1× 8,3× 1000 2 P = 4.150 N/m2 P = 4,15× 103 N/m2 ALTERNATIVA (D) Material de uso exclusivo de Heytell Whitney De Souza Silverio, CPF: 035.754.595-84. É expressamente proibido copiar, distribuir ou revender este material (Lei dos Direitos Autorais N◦ 9.610). https://exatas.com.br 03 5.7 54 .59 5- 84 03 5.7 54 .59 5- 84 03 5.7 54 .59 5- 84 TERMODINÂMICA E TRANSF. DE CALOR www.exatas.com.br 57 QUESTÃO 60 TÉCNICO(A) DE OPERAÇÃO JÚNIOR - PETROBRAS 2012.146 A relação entre duas escalas termométricas X e Y é mostrada no diagrama abaixo. Qual é o valor da temperatura que, na escala Y, corresponde a 50,0 oX? (A) 40,0 oY (B) 42,5 oY (C) 45,0 oY (D) 47,5 oY (E) 50,0 oY RESOLUÇÃO d51d2f00 Nota-se que a relação entre as duas escalas termométricas é linear. Sendo assim, devemos obter a equação desta reta para resolvermos a questão. A equação da reta é dada por: y = ax+ b Onde b é o coeficiente linear e a é o coeficiente angular. O valor de b é obtido no gráfico pelo valor de y quando x = 0. Sendo assim, verificamos que o coeficiente linear é: b = 30 ◦Y O valor de a será dado pela inclinação da reta. Com os valores apresentados no gráfico, temos: a = y2 − y1 x2 − x1 = 100− 30 200− 0 = 0,35 ◦Y/◦X Assim, a equação da reta fica: y = 0,35x+ 30 Aplicando para x = 50,0 ◦X, teremos: y = 0,35× 50 + 30 y = 47,5 ◦Y ALTERNATIVA (D) Material de uso exclusivo de Heytell Whitney De Souza Silverio, CPF: 035.754.595-84. É expressamente proibido copiar, distribuir ou revender este material (Lei dos Direitos Autorais N◦ 9.610). https://exatas.com.br 03 5.7 54 .59 5- 84 03 5.7 54 .59 5- 84 03 5.7 54 .59 5- 84 TERMODINÂMICA E TRANSF. DE CALOR www.exatas.com.br 58 QUESTÃO 61 TÉCNICO(A) DE OPERAÇÃO JÚNIOR - PETROBRAS 2011.144 A escala de temperatura conhecida por Escala Fahrenreit é definida com dois pontos fixos, respectivamente, o ponto de fusão do gelo a 32 oF e o ponto de ebulição da água a 212 oF. Considerando que os mesmos pontos fixos são adotados na escala Celsius, respectivamente a 0 oC e 100 oC, a quanto corresponde, na Escala Fahrenheit, a temperatura de 30 oC? (A) 22 oF (B) 30 oF (C) 78 oF (D) 84 oF (E) 86 oF RESOLUÇÃO d51d2f00 Semelhante à questão anterior, podemos resolver essa questão através da equação da reta que relaciona essas duas escalas de temperatura. Sendo TF a temperatura em graus Fahrenheit e TC a temperatura em graus Celsius, teremos então a seguinte relação: TF = aTC + b Sendo a o coeficiente angular e b o linear. Enquanto a escala Celsius varia 100 graus (100 − 0) da fusão à ebulição, a escala Fahrenheit varia 180 graus (212 − 32). Sendo assim, o coeficiente angular da reta é: a = 212− 32 100− 0 = 180 100 = 1,8 Ainda, sabendo que 32 ◦F equivalem a 0 ◦C, então substituímos esses valores para encontrar b: TF = aTC + b 32 = 1,8× 0 + b b = 32 Portanto já temos a equação que relaciona as duas escalas de temperatura: TF = 1,8TC + 32 Para a temperatura TC = 30 ◦C, temos a correspondente em Fahrenheit: TF = 1,8× 30 + 32 TF = 54 + 32 TF = 86 ◦F ALTERNATIVA (E) Material de uso exclusivo de Heytell Whitney De Souza Silverio, CPF: 035.754.595-84. É expressamente proibido copiar, distribuir ou revender este material (Lei dos Direitos Autorais N◦ 9.610). https://exatas.com.br 03 5.7 54 .59 5- 84 03 5.7 54 .59 5- 84 03 5.7 54 .59 5- 84 TERMODINÂMICA E TRANSF. DE CALOR www.exatas.com.br 59 QUESTÃO 62 TÉCNICO(A) DE OPERAÇÃO JÚNIOR - PETROBRAS 2011.146 Numa expansão reversível, um gás ideal recebe uma quantidade de calor Q = 50 J, de uma fonte térmica, ao mesmo tempo em que realiza trabalho, movendo um êm- bolo, no valor de 200 J, até atingir o estado final. Qual a variação da Energia Interna (ΔU) do gás nesse processo? (A) −250 J (B) −150 J (C) zero (D) 150 J (E) 250 J RESOLUÇÃO d51d2f00 Esta é uma aplicação direta da Primeira Lei da Termodinâmica: ∆U = Q−W Sendo ∆U é a variação de energia interna do sistema, Q é o calor recebido pelo sistema e W é o trabalho realizado pelo sistema. Nessa questão é informado o calor recebido (portanto positivo) de 50 J, e o trabalho realizado pelo sistema (então também é positivo) de 200 J. Portantobasta aplicarmos a expressão: ∆U = 50− 200 ∆U = −150 J Ou seja, como o sistema precisou de 200 J para mover o pistão, 50 J vieram de uma fonte térmica externa e 150 J vieram da energia interna do próprio gás (o sinal negativo de ∆U indica a diminuição dessa energia). ALTERNATIVA (B) QUESTÃO 63 TÉCNICO(A) DE OPERAÇÃO JÚNIOR - PETROBRAS 2011.148 Determinado gás ideal, à temperatura inicial T e pressão inicial P, recebe calor de uma fonte térmica, executando um processo a volume constante. Sabendo-se que a temperatura final do gás é 8T, qual a pressão final do gás nesse processo? (A) (B) P−8 (C) P (D) P+8 (E) 8P Material de uso exclusivo de Heytell Whitney De Souza Silverio, CPF: 035.754.595-84. É expressamente proibido copiar, distribuir ou revender este material (Lei dos Direitos Autorais N◦ 9.610). https://exatas.com.br 03 5.7 54 .59 5- 84 03 5.7 54 .59 5- 84 03 5.7 54 .59 5- 84 TERMODINÂMICA E TRANSF. DE CALOR www.exatas.com.br 60 RESOLUÇÃO d51d2f00 Para um gás ideal que sofre uma transformação de um estado inicial (i) a um estado final (f ), vale a relação: Pf Vf Tf = Pi Vi Ti Segundo o enunciado temos Vi = Vf = V (volume constante), Pi = P , Ti = T e Tf = 8T , portanto: Pf V 8T = P V T Pf 8 = P Pf = 8P ALTERNATIVA (E) QUESTÃO 64 TÉCNICO(A) DE OPERAÇÃO JÚNIOR - PETROBRAS 2011.150 Uma máquina térmica de Carnot realiza trabalho, trocan- do calor com dois reservatórios térmicos: um quente, à temperatura de 800 K, e um reservatório frio à tempera- tura de 200 K. Desprezando-se quaisquer perdas por dissipação de energia, o rendimento dessa máquina térmica operando nessas condições é (A) 100% (B) 80% (C) 75% (D) 25% (E) 10% RESOLUÇÃO d51d2f00 Um ciclo térmico composto por duas etapas isotérmicas e duas isentrópicas alter- nadamente é conhecido como Ciclo de Carnot. Este tipo de ciclo térmico é inviável na prática, visto que opera de forma estritamente reversível, desconsiderando qualquer perda de energia para o meio externo. É um ciclo térmico ideal, que apresenta a maior eficiência possível, função apenas das temperaturas das fontes quente e fria: η = Tq − Tf Tq η = 800− 200 800 η = 600 800 η = 0,75 = 75% ALTERNATIVA (C) Material de uso exclusivo de Heytell Whitney De Souza Silverio, CPF: 035.754.595-84. É expressamente proibido copiar, distribuir ou revender este material (Lei dos Direitos Autorais N◦ 9.610). https://exatas.com.br 03 5.7 54 .59 5- 84 03 5.7 54 .59 5- 84 03 5.7 54 .59 5- 84 TERMODINÂMICA E TRANSF. DE CALOR www.exatas.com.br 61 QUESTÃO 65 TÉCNICO(A) DE OPERAÇÃO JÚNIOR - PETROBRAS 2010.243 Um gás ideal, ao receber calor de uma fonte térmica, exe- cuta um processo isotérmico no qual sua pressão final é 5 vezes maior do que a pressão inicial. Qual o volume e a temperatura finais do gás nesse processo? (A) Vfinal = Vinicial e Tfinal = Tinicial (B) Vfinal = 5Vinicial e 5Tfinal = Tinicial (C) 5Vfinal = Vinicial e Tfinal = 5Tinicial (D) Vfinal = 5Vinicial e Tfinal = Tinicial (E) 5Vfinal = Vinicial e Tfinal = Tinicial RESOLUÇÃO d51d2f00 Como já sabemos bem, um gás ideal que sofre uma transformação de um estado inicial (i) a um estado final (f ), obedece à relação: Pf Vf Tf = Pi Vi Ti Segundo o enunciado temos Ti = Tf = T (processo isotérmico) e Pf = 5Pi, portanto: (5Pi) Vf T = Pi Vi T 5Vf = Vi ALTERNATIVA (E) QUESTÃO 66 TÉCNICO(A) DE OPERAÇÃO JÚNIOR - PETROBRAS 2010.244 Uma máquina térmica opera trocando calor com 2 reser- vatórios a temperaturas de, respectivamente, TQ = 500 K e TF = 100 K. De acordo com as leis da termodinâmica, qual o maior rendimento possível para uma máquina ope- rar entre esses dois reservatórios? (A) 60% (B) 80% (C) 90% (D) 100% (E) 120% RESOLUÇÃO d51d2f00 O maior rendimento possível é obtido segundo o Ciclo de Carnot, por ser teórico e desprezar perdas. E como sabemos, esse rendimento é calculado como: ηc = Tq − Tf Tq ηc = 500− 100 500 ηc = 400 500 ηc = 0,8 = 80% ALTERNATIVA (B) Material de uso exclusivo de Heytell Whitney De Souza Silverio, CPF: 035.754.595-84. É expressamente proibido copiar, distribuir ou revender este material (Lei dos Direitos Autorais N◦ 9.610). https://exatas.com.br 03 5.7 54 .59 5- 84 03 5.7 54 .59 5- 84 03 5.7 54 .59 5- 84 TERMODINÂMICA E TRANSF. DE CALOR www.exatas.com.br 62 QUESTÃO 67 TÉCNICO(A) DE OPERAÇÃO JÚNIOR - PETROBRAS 2010.245 Um gás ideal sofre uma expansão reversível partindo do estado inicial A e evoluindo até o estado final C. Esse processo pode ser realizado por meio de três caminhos diferentes, conforme mostrado no gráfico acima. O caminho 1 consiste em uma expansão isobárica (AB), seguido de um processo isovolumétrico (BC). O caminho 2 consiste na expansão AC e o caminho 3 em um processo isovolumétrico AD, seguido de uma expansão isobárica (DC). Com relação à quantidade de calor recebido, afirma- -se que, (A) no percurso 1, ABC, o gás recebe a maior quantidade de calor. (B) no percurso 2, AC, o gás recebe uma quantidade maior de calor. (C) no percurso 3, ADC, o gás recebe a maior quantidade de calor. (D) nos percursos 1 e 2, a quantidade de calor trocada é a mesma. (E) nos percursos 2 e 3, a quantidade de calor trocada é a mesma. RESOLUÇÃO d51d2f00 A primeira observação que devemos fazer é com relação à variação de energia in- terna. Esta variável é uma função de estado, ou seja, depende apenas dos estados inicial e final do sistema. Como todas as transformações, independentemente do cami- nho, levam o sistema do ponto A até o ponto C, a variação de energia interna é a mesma nos três casos. ∆UABC = ∆UAC = ∆UADC Já o calor e o trabalho não são funções de estado, e dependerão do caminho percor- rido na transformação termodinâmica. Em um gráfico P × V , o trabalho realizado pelo gás é obtido pela área abaixo da curva, já que: W = P ∆V Material de uso exclusivo de Heytell Whitney De Souza Silverio, CPF: 035.754.595-84. É expressamente proibido copiar, distribuir ou revender este material (Lei dos Direitos Autorais N◦ 9.610). https://exatas.com.br 03 5.7 54 .59 5- 84 03 5.7 54 .59 5- 84 03 5.7 54 .59 5- 84 TERMODINÂMICA E TRANSF. DE CALOR www.exatas.com.br 63 Nos três caminhos houve aumento do volume (∆V > 0), portanto nesses três casos o trabalho será positivo (realizado pelo gás). Assim, quanto maior a área, maior é o tra- balho realizado pelo gás. Observando as áreas nos três casos, chegamos a conclusão de que: WABC > WAC > WADC A Primeira Lei da Termodinâmica define que: ∆U = Q−W Q = ∆U +W Como ∆U é o mesmo nos três casos, a quantidade de calor recebido em cada caso vai obedecer à mesma relação dos trabalhos: QABC > QAC > QADC Ou seja, no trajeto ABC o gás recebe uma maior quantidade de calor, pois deve realizar um trabalho maior. ALTERNATIVA (A) QUESTÃO 68 TÉCNICO(A) DE OPERAÇÃO JÚNIOR - PETROBRAS 2010.247 Uma nova escala de temperatura, conhecida por escala Y, foi criada com dois pontos fixos, a fusão do gelo a 100 ºY e a ebulição da água a 1.000 ºY. A quanto corresponde, na escala Y, a temperatura de 0 ºF? Dado: Considere que os mesmos pontos fi xos são adotados na escala Fahrenheit, com valores respectivamente defi nidos como 32 ºF e 212 ºF. (A) 40 ºY (B) 30 ºY (C) 20 ºY (D) 10 ºY (E) −60 ºY RESOLUÇÃO d51d2f00 Novamente, podemos interpretar o problema como a equação de uma reta. Seja TY a temperatura na escala Y e TF a temperatura na escala Fahrenheit: TY = aTF + b O coeficiente angular a é obtido facilmente pelos pontos informados: a = 1.000− 100 212− 32 = 900 180 = 5 ◦Y/◦F E como 100 ◦Y = 32 ◦F, encontramos b facilmente: TY = 5TF + b 100 = 5× 32 + b b = −60 Material de uso exclusivo de Heytell Whitney De Souza Silverio, CPF: 035.754.595-84. É expressamente proibido copiar, distribuir ou revender este material (Lei dos Direitos Autorais N◦ 9.610). https://exatas.com.br 03 5.7 54 .59 5- 84 03 5.7 54 .59 5- 84 03 5.7 54 .59 5- 84 TERMODINÂMICA E TRANSF. DE CALOR www.exatas.com.br 64 Portanto, a temperatura0 ◦F equivale a: TY = 5TF − 60 TY = 5× 0− 60 TY = −60 ◦Y ALTERNATIVA (E) QUESTÃO 69 TÉCNICO(A) DE OPERAÇÃO JÚNIOR - PETROBRAS 2010.248 Uma amostra de um gás ideal recebeu calor de uma fonte, aumentando a sua temperatura em 2 vezes e meia. Nesse processo, foi realizado trabalho sobre o gás e seu volume foi reduzido à metade do volume inicial. Qual a pressão final do gás, em atm, sabendo-se que a pressão inicial era de 10 atm? (A) 0,5 (B) 5 (C) 50 (D) 500 (E) 5.000 RESOLUÇÃO d51d2f00 Essa questão é mais uma aplicação da nossa conhecida relação: Pf Vf Tf = Pi Vi Ti Sendo que i representa a condição inicial e f a final. Segundo o enunciado, temos: Tf = 2,5Ti Vf = Vi 2 Pi = 10 atm Substituindo esses valores na expressão: Pf ( Vi 2 ) 2,5Ti = 10Vi Ti Pf 5 = 10 Pf = 50 atm ALTERNATIVA (C) Material de uso exclusivo de Heytell Whitney De Souza Silverio, CPF: 035.754.595-84. É expressamente proibido copiar, distribuir ou revender este material (Lei dos Direitos Autorais N◦ 9.610). https://exatas.com.br 03 5.7 54 .59 5- 84 03 5.7 54 .59 5- 84 03 5.7 54 .59 5- 84 TERMODINÂMICA E TRANSF. DE CALOR www.exatas.com.br 65 QUESTÃO 70 TÉCNICO(A) DE OPERAÇÃO JÚNIOR - PETROBRAS 2010.MAIO33 Uma máquina térmica remove 300 J de um reservatório quente a 390 K, realiza 50 J de trabalho e descarrega 250 J para um reservatório frio a 273 K. A quantidade de trabalho perdida em cada ciclo, em joules, devido aos pro- cessos irreversíveis presentes na operação dessa máqui- na, é (A) 15 (B) 20 (C) 30 (D) 40 (E) 50 RESOLUÇÃO d51d2f00 O trabalho real gerado pela máquina é dado no enunciado, e vale 50 J: Wreal = 50 J Já o trabalho ideal seria aquele caso a máquina operasse reversivelmente, segundo o Ciclo de Carnot. Nessa caso a eficiência (ηc) é função apenas das temperaturas das fontes quente e fria: ηc = Tq − Tf Tq ηc = 390− 273 390 ηc = 117 390 ηc = 0,3 = 30% Porém essa eficiência também é dada como a razão entre o trabalho gerado por esta e o calor absorvido na fonte quente. No caso de uma máquina ideal, teríamos: ηc = Wideal Qq Wideal = ηc Qq Wideal = 0,3× 300 Wideal = 90 J Assim, a perda é dada pela diferença entre o trabalho ideal e o real: Wperdido = Wideal −Wreal Wperdido = 90− 50 Wperdido = 40 J ALTERNATIVA (D) Material de uso exclusivo de Heytell Whitney De Souza Silverio, CPF: 035.754.595-84. É expressamente proibido copiar, distribuir ou revender este material (Lei dos Direitos Autorais N◦ 9.610). https://exatas.com.br 03 5.7 54 .59 5- 84 03 5.7 54 .59 5- 84 03 5.7 54 .59 5- 84 TERMODINÂMICA E TRANSF. DE CALOR www.exatas.com.br 66 QUESTÃO 71 TÉCNICO(A) DE OPERAÇÃO JÚNIOR - PETROBRAS 2010.MAIO41 Um produto deve ser mantido a uma temperatura de −4 °C. Em um país em que se usa a escala Fahrenheit, a tempe- ratura correspondente à recomendada é (A) −39,2 °F (B) −24,8 °F (C) 24,8 °F (D) 39,2 °F (E) 40,2 °F RESOLUÇÃO d51d2f00 Como já encontramos na questão da página 58, a relação entre uma temperatura na escala Fahrenheit (TF ) e Celsius (TC) é a seguinte: TF = 1,8TC + 32 Como essa conversão é comum, vale a pena memorizar. Para TC = −4 ◦C: TF = 1,8× (−4) + 32 TF = −7,2 + 32 TF = 24,8 ◦F ALTERNATIVA (C) QUESTÃO 72 TÉCNICO(A) DE OPERAÇÃO JÚNIOR - PETROBRAS 2010.MARÇO31 Um gás ideal, a uma temperatura inicial T0 , recebe calor no interior de um reservatório a volume constante, dobran- do a sua temperatura de T0 para 2 T0. Qual a pressão final do gás em termos da pressão inicial P0? (A) 4 P0 (B) 2 P0 (C) P0 (D) P0/2 (E) P0/4 RESOLUÇÃO d51d2f00 Vamos utilizar a correlação da equação de estado para gases ideais: Pf Vf Tf = Pi Vi Ti Segundo o enunciado, temos Ti = T0, Vi = Vf = V (volume constante), Tf = 2T0 e Pi = P0, portanto: Pf V 2T0 = P0 V T0 Pf = 2P0 ALTERNATIVA (B) Material de uso exclusivo de Heytell Whitney De Souza Silverio, CPF: 035.754.595-84. É expressamente proibido copiar, distribuir ou revender este material (Lei dos Direitos Autorais N◦ 9.610). https://exatas.com.br 03 5.7 54 .59 5- 84 03 5.7 54 .59 5- 84 03 5.7 54 .59 5- 84 TERMODINÂMICA E TRANSF. DE CALOR www.exatas.com.br 67 QUESTÃO 73 TÉCNICO(A) DE OPERAÇÃO JÚNIOR - PETROBRAS 2010.MAIO34 Um cilindro, fechado por um êmbolo, encerra o volume de 1,0 litro de um gás ideal à pressão de 2,5 x 105 Pa. Quando o sistema recebe de uma fonte quente 300 J de calor, o êmbolo desloca-se sem atrito, de modo que o volume do gás seja duplicado em um processo termodinâmico, o qual pode ser considerado isobárico. Nesse caso, a energia in- terna do gás sofreu uma variação, em joules, equivalente a (A) 50 (B) 100 (C) 150 (D) 250 (E) 550 RESOLUÇÃO d51d2f00 O volume inicial (Vi) do cilindro era de 1 L (ou 1 × 10−3 m3), e após o processo termodinâmico (isobárico: à pressão constante) ele dobra de volume, ou seja: Vf = 2× 10−3 m3. Portanto no processo a variação de volume ∆V foi: ∆V = Vf − Vi ∆V = 2× 10−3 − 1× 10−3 ∆V = 1× 10−3 m3 Como essa expansão ocorreu à pressão constante P = 2,5 × 105 Pa, o trabalho realizado pelo gás ideal foi: W = P ∆V W = (2,5× 105)× (1× 10−3) W = 250 J Perceba que o trabalho realizado pelo gás é positivo pois houve aumento do seu volume. Como o sistema recebeu 300 J de calor (Q), encontramos a variação da energia interna pela Primeira Lei da Termodinâmica: ∆U = Q−W ∆U = 300− 250 ∆U = 50 J ALTERNATIVA (A) Material de uso exclusivo de Heytell Whitney De Souza Silverio, CPF: 035.754.595-84. É expressamente proibido copiar, distribuir ou revender este material (Lei dos Direitos Autorais N◦ 9.610). https://exatas.com.br 03 5.7 54 .59 5- 84 03 5.7 54 .59 5- 84 03 5.7 54 .59 5- 84 TERMODINÂMICA E TRANSF. DE CALOR www.exatas.com.br 68 QUESTÃO 74 TÉCNICO(A) DE OPERAÇÃO JÚNIOR - PETROBRAS 2010.MAIO Qual a energia cinética média das moléculas de 10 mols de um gás perfeito, a temperatura de 100K? Dado: Considere R = 8,31 J/mol.K (A) 12,65 J (B) 1216 J (C) 1265 J (D) 12.165 J (E) 12.650 J RESOLUÇÃO d51d2f00 A energia cinética média (Ec) de um gás ideal é igual à sua energia interna (U ), e é função apenas da sua temperatura. Matematicamente: Ec = U = 3 n R T 2 Sendo n o número de mols, R a constante universal dos gases perfeitos e T a tem- peratura (em Kelvin). Substituindo os valores do enunciado: Ec = 3× 10× 8,31× 100 2 Ec = 12.465 J Esta resposta não aparece entre as alternativas. O gabarito indica a alternativa (D) como correta, cuja resposta é 12.165 J. Provavelmente o número 4 da centena foi tro- cado com o número 1, sem que o erro fosse percebido. A questão deveria ter sido anulada, e não foi. ALTERNATIVA (D*) QUESTÃO 75 TÉCNICO(A) DE OPERAÇÃO JÚNIOR - PETROBRAS 2010.MARÇO Um gás utilizado numa máquina térmica executa o ciclo termodinâmico ABCDA mostrado no gráfico pressão x volume abaixo. Qual o trabalho, em J, realizado pelo gás durante o ciclo? (A) 80 (B) 160 (C) 800 (D) 1.600 (E) 8.000 A B CD 1,0 3,0 6.000 2.000 P(N/m ) 2 V(m ) 3 Material de uso exclusivo de Heytell Whitney De Souza Silverio, CPF: 035.754.595-84. É expressamente proibido copiar, distribuir ou revender este material (Lei dos Direitos Autorais N◦ 9.610). https://exatas.com.br 03 5.7 54 .59 5- 84 03 5.7 54 .59 5- 84 03 5.7 54 .59 5- 84 TERMODINÂMICA E TRANSF. DE CALOR www.exatas.com.br 69 RESOLUÇÃO d51d2f00 Em um gráfico P × V cíclico, como nessa questão, o trabalho realizado é simples- mente a área interna do ciclo. Nesse caso temos um retângulo, logo: W = (3− 1)× (6.000− 2.000) = 2× 4000 = 8000 J Isso é o mesmo que você calcular o trabalho ABC (positivo, pois há aumento de volume) e somar ao trabalho CDA (negativo, pois há redução no volume). Pelo tamanho das áreas vemos que |WABC | > |WCDA|, logo o trabalho total é positivo. Como você pode perceber, em gráficos P × V cíclicos o trabalho será positivo (reali- zado pelo gás) quando o ciclo for horário, e negativo (realizado sobre o gás) quando o ciclo for anti-horário. ALTERNATIVA (E) QUESTÃO 76 TÉCNICO(A) DE OPERAÇÃO JÚNIOR - PETROBRAS 2010.MARÇO32Considere uma máquina térmica cujo fluido termodinâmico é um gás ideal que absorve 100 kcal de calor de uma fonte quente e rejeita 60 kcal de calor, por ciclo, para uma fonte fria. Qual a eficiência dessa máquina? (A) 0,4% (B) 4% (C) 8% (D) 40% (E) 80% RESOLUÇÃO d51d2f00 O rendimento (ou eficiência) de uma máquina térmica é dado por: η = W Qq Onde W é o trabalho e Qq é o calor da fonte quente. A partir do balanço energético podemos saber a quantidade de energia aproveitada, ou seja, o trabalho realizado pela máquina térmica. Então: W = Qq −Qf W = 100− 60 W = 40 kcal Como temos Qq e W na mesma unidade e vamos calcular uma razão, não é preciso converter para Joules. Logo: η = W Qq = 40 100 = 40% ALTERNATIVA (D) Material de uso exclusivo de Heytell Whitney De Souza Silverio, CPF: 035.754.595-84. É expressamente proibido copiar, distribuir ou revender este material (Lei dos Direitos Autorais N◦ 9.610). https://exatas.com.br 03 5.7 54 .59 5- 84 03 5.7 54 .59 5- 84 03 5.7 54 .59 5- 84 TERMODINÂMICA E TRANSF. DE CALOR www.exatas.com.br 70 QUESTÃO 77 TÉCNICO(A) DE OPERAÇÃO JÚNIOR - PETROBRAS 2010.MARÇO 220 ºB TB 20 ºB 100 ºC 50 ºC 0 ºC 37 Considere uma escala de temperatura denominada Escala Brasil. Nessa escala, são adotados dois pontos fixos: a fusão do gelo a 20 °B (0 °C na escala Celsius) e o ponto de ebulição da água a 220 °B e que na escala Celsius corresponde a 100 °C. A que valor corresponderia, na Escala Brasil, uma tempe- ratura de 50 °C? (A) 60 (B) 80 (C) 100 (D) 120 (E) 220 RESOLUÇÃO d51d2f00 Para encontrar TB basta fazer proporções entre dois trechos equivalentes de cada escala, como: 50 ◦C− 0 ◦C TB − 20 ◦B = 100 ◦C− 0 ◦C 220 ◦B− 20 ◦B 50 ◦C TB − 20 ◦B = 100 ◦C 200 ◦B TB − 20 ◦B = 100 ◦B TB = 120 ◦B Nos cálculos acima nós trabalhamos com as unidades apenas por questões didáticas, não sendo necessário para o candidato. ALTERNATIVA (D) Material de uso exclusivo de Heytell Whitney De Souza Silverio, CPF: 035.754.595-84. É expressamente proibido copiar, distribuir ou revender este material (Lei dos Direitos Autorais N◦ 9.610). https://exatas.com.br 03 5.7 54 .59 5- 84 03 5.7 54 .59 5- 84 03 5.7 54 .59 5- 84 TERMODINÂMICA E TRANSF. DE CALOR www.exatas.com.br 71 QUESTÃO 78 TÉCNICO(A) DE OPERAÇÃO JÚNIOR - PETROBRAS 2008.2 Um corpo, inicialmente no estado sólido, recebe calor e sofre variação de temperatura, conforme indicado na figura acima. Qual é a razão( c g /c s ) entre os calores específicos, no esta- do gasoso e no estado sólido, da substância de que é cons- tituído o corpo? (A) 0,25 (B) 0,30 (C) 0,75 (D) 1,00 (E) 1,30 900800500300100 140 100 �30 0 �60 T ( C)° Q(cal ) RESOLUÇÃO d51d2f00 Para obtermos a razão entre os calores específicos nos estados gasoso e sólido, é preciso conhecer a equação fundamental da calorimetria: ∆Q = m c ∆T Onde Q é o calor, T é a temperatura, m é a massa a ser aquecida e c é o calor específico. O primeiro trecho crescente do gráfico representa o aquecimento do corpo no estado sólido. Aplicando a equação a este trecho nós encontramos cs: (100− 0) = m cs (−30− (−60)) cs = 100m 30 Repetindo o mesmo procedimento para a fase de aquecimento do gás dessa mesma massa (curva crescente mais à direita) temos: (900− 800) = m cg (140− 100) cg = 100m 40 Agora conseguimos encontrar a razão cg/cs facilmente: cg cs = 100m 40 × 30 100m = 3 4 = 0,75 ALTERNATIVA (C) Material de uso exclusivo de Heytell Whitney De Souza Silverio, CPF: 035.754.595-84. É expressamente proibido copiar, distribuir ou revender este material (Lei dos Direitos Autorais N◦ 9.610). https://exatas.com.br 03 5.7 54 .59 5- 84 03 5.7 54 .59 5- 84 03 5.7 54 .59 5- 84 TERMODINÂMICA E TRANSF. DE CALOR www.exatas.com.br 72 QUESTÃO 79 TÉCNICO(A) DE OPERAÇÃO JÚNIOR - PETROBRAS 2010.MARÇO38 Um gás ideal sofre uma expansão isotérmica, triplicando o volume inicial. Considerando que a pressão inicial é P0 , qual é o valor da pressão final do gás após a expansão ? (A) 2P0 (B) P0 (C) P0/3 (D) P0/6 (E) P0/9 RESOLUÇÃO d51d2f00 Mais uma aplicação da relação: Pf Vf Tf = Pi Vi Ti Segundo o enunciado temos Tf = Ti = T (processo isotérmico), Vf = 3Vi e Pi = P0. Portanto: Pf (3Vi) T = P0 Vi T 3Pf = P0 Pf = P0 3 ALTERNATIVA (C) QUESTÃO 80 TÉCNICO(A) DE OPERAÇÃO JÚNIOR - PETROBRAS 2008.2 Uma máquina térmica funciona de maneira que, em cada ciclo, recebe 1.500 cal de calor de uma fonte quente e rea- liza um trabalho de 3.150 J . O rendimento desta máquina é igual a (use 1cal = 4,2 J) (A) 20% (B) 30% (C) 40% (D) 50% (E) 60% RESOLUÇÃO d51d2f00 O rendimento (η) de uma máquina térmica é dado pela seguinte equação: η = W Qq Sendo W o trabalho realizado e Qq o calor da fonte quente. Como o calor deve estar em Joules, multiplicaremos 1.500 cal por 4,2 para converter: η = 3.150 1.500× 4,2 = 3150 6300 = 0,5 = 50% ALTERNATIVA (D) Material de uso exclusivo de Heytell Whitney De Souza Silverio, CPF: 035.754.595-84. É expressamente proibido copiar, distribuir ou revender este material (Lei dos Direitos Autorais N◦ 9.610). https://exatas.com.br 03 5.7 54 .59 5- 84 03 5.7 54 .59 5- 84 03 5.7 54 .59 5- 84 TERMODINÂMICA E TRANSF. DE CALOR www.exatas.com.br 73 QUESTÃO 81 TÉCNICO(A) DE OPERAÇÃO JÚNIOR - PETROBRAS 2008.2 Uma máquina térmica industrial utiliza um gás ideal, cujo ciclo A B C D A de trabalho é mostrado na figura abaixo. Parte 1 Qual o trabalho realizado pelo gás em cada ciclo? (A) 3,0 . 105 J (B) 6,0 . 105 J (C) 10 . 105 J (D) 12 . 105 J (E) 14 . 105 J 75 2 5 D CB A V (m ) 3 P (10 5 N/m ) 2 RESOLUÇÃO d51d2f00 Como discutido na questão da página 68, em gráficos P × V cíclicos o trabalho rea- lizado é igual à área interna do ciclo, sendo positivo se o sentido do ciclo for horário, e negativo se for anti-horário. No gráfico apresentado o trabalho será positivo (horário), de módulo igual a: W = (7− 5)× (5− 2)× 105 = 6,0× 105 J ALTERNATIVA (B) QUESTÃO 82 TÉCNICO(A) DE OPERAÇÃO JÚNIOR - PETROBRAS 2008.2 Qual a relação entre as temperaturas nos pontos A e C? (A) 2 TA = 5 TC (B) 5 TA = 2 TC (C) 5 TA = 7 TC (D) 7 TA = 2 TC (E) 7 TA = 5 TC Parte 2 RESOLUÇÃO d51d2f00 Como trata-se de um mesmo gás ideal, vale a relação: PC VC TC = PA VA TA Pegando os valores de pressão e volume de cada ponto no gráfico, temos: 5× 7 TC = 2× 5 TA 7 TA = 2 TC Perceba que só desconsideramos os multiplicadores 105 das pressões pois eles se anulam nesse equacionamento. ALTERNATIVA (D) Material de uso exclusivo de Heytell Whitney De Souza Silverio, CPF: 035.754.595-84. É expressamente proibido copiar, distribuir ou revender este material (Lei dos Direitos Autorais N◦ 9.610). https://exatas.com.br 03 5.7 54 .59 5- 84 03 5.7 54 .59 5- 84 03 5.7 54 .59 5- 84 TERMODINÂMICA E TRANSF. DE CALOR www.exatas.com.br 74 QUESTÃO 83 TÉCNICO(A) DE OPERAÇÃO JÚNIOR - PETROBRAS 2008.243 Um sistema formado por um gás ideal é levado de um esta- do termodinâmico inicial A a um estado B por dois proces- sos diferentes I e II, conforme o gráfico acima. Considerando W 1 = o trabalho realizado pelo gás no processo I; W 2 =o trabalho realizado pelo gás no processo II; �U 1 = a variação da energia interna no processo I; �U 2 = a variação da energia interna no processo II, pode-se concluir que (A) W I = W II e �U 1 = �U II (B) W I > W II e �U 1 > �U II (C) W I > W II e �U 1 = �U II (D) W I > W II e �U 1 < �U II (E) W I < W II e �U 1 < �U II A V II B I p I RESOLUÇÃO d51d2f00 Analisando primeiramente os trabalhos realizados pelas trajetórias I e II, percebe-se que a o trabalho realizado em I é maior que em II, pois trabalho é numericamente igual à área sob a curva do gráfico P × V . Portanto: WI > WII Para se ter variação positiva de ∆U é necessário ter aumento da temperatura ab- soluta, e para se ter variação negativa de ∆U é necessário ter queda na temperatura absoluta. Quando a temperatura não varia temos ∆U = 0. Ou seja, a energia internaé diretamente proporcional à variação da temperatura, e numericamente igual à energia cinética média das moléculas. Lembramos também que a energia interna é função de estado, ou seja, seu valor independe do caminho percorrido, dependendo apenas dos valores dos seus estados inicial e final. Então, os valores de ∆UI e ∆UII são exatamente os mesmos, pois os dois trajetos levam o sistema do estado A ao estado B. Portanto: ∆UI = ∆UII ALTERNATIVA (C) Material de uso exclusivo de Heytell Whitney De Souza Silverio, CPF: 035.754.595-84. É expressamente proibido copiar, distribuir ou revender este material (Lei dos Direitos Autorais N◦ 9.610). https://exatas.com.br 03 5.7 54 .59 5- 84 03 5.7 54 .59 5- 84 03 5.7 54 .59 5- 84 TERMODINÂMICA E TRANSF. DE CALOR www.exatas.com.br 75 QUESTÃO 84 TÉCNICO(A) DE OPERAÇÃO JÚNIOR - TRANSPETRO 2012.248 Uma máquina térmica executa ciclos termodinâmicos reversíveis, representados pelo diagrama temperatura versus entropia mostrado na figura a seguir. 550 500 450 400 350 300 250 200 Te m pe ra tu ra (K ) 200 250 250 250 250300 400 500 Entropia (J/K) O rendimento da máquina técnica é de (A) 20% (B) 30% (C) 40% (D) 60% (E) 70% RESOLUÇÃO d51d2f00 Como você pode observar no gráfico, o ciclo ocorre com duas transformações isotér- micas e duas adiabáticas, portanto trata-se de um Ciclo de Carnot. Neste ciclo, o rendimento (η) pode ser calculado como: η = 1− Tf Tq Sendo Tf a temperatura fria e Tq a temperatura quente. Do gráfico temos Tf = 300 K e Tq = 500 K, logo: η = 1− 300 500 η = 1− 0,6 η = 0,4 = 40% ALTERNATIVA (C) Material de uso exclusivo de Heytell Whitney De Souza Silverio, CPF: 035.754.595-84. É expressamente proibido copiar, distribuir ou revender este material (Lei dos Direitos Autorais N◦ 9.610). https://exatas.com.br 03 5.7 54 .59 5- 84 03 5.7 54 .59 5- 84 03 5.7 54 .59 5- 84 TERMODINÂMICA E TRANSF. DE CALOR www.exatas.com.br 76 QUESTÃO 85 TÉCNICO(A) DE OPERAÇÃO JÚNIOR - TRANSPETRO 2012.249 Com relação ao comportamento dos gases ideais, tem-se que (A) o aumento da pressão do gás na temperatura e no vo- lume constantes é inversamente proporcional à quan- tidade de gás. (B) o aumento do volume de um recipiente, contendo uma quantidade fixa de gás, provoca o aumento da pres- são exercida pelo gás no recipiente se a temperatura é constante. (C) o aumento da temperatura do gás, na pressão cons- tante, causa a sua contração. (D) a densidade de um gás não varia em função da varia- ção da quantidade desse gás contido em um recipien- te de volume constante. (E) dois gases que ocupam volumes iguais, nas mesmas temperatura e pressão, têm a mesma quantidade de matéria em mol. RESOLUÇÃO d51d2f00 Para analisar as alternativas é necessário visualizar e interpretar a equação dos ga- ses ideais: P V = n R T (A) INCORRETA. Analisando a equação dos gases ideais temos que o aumento da pressão é diretamente proporcional à quantidade de gás, ou seja, ao número de mols (n). (B) INCORRETA. Com n e T constantes, um aumento de V deve provocar uma dimi- nuição de P , na mesma proporção. (C) INCORRETA. Sendo P constante, um aumento de T deve ser acompanhado por um aumento de V (expansão), se considerarmos n também constante. (D) INCORRETA. Convertendo o número de mols em massa e efetuando a divisão pelo volume obtemos a densidade. Portanto uma alteração na quantidade de gás (número de mols n) altera sim a densidade do mesmo. (E) CORRETA. Isolando as variáveis P , V e T da equação dos gases ideais ficamos com: PV T = nR Como R é uma constante (universal dos gases ideais), com as mesmas condições de pressão, volume e temperatura temos que todos os gases ideais apresentam a mesma quantidade de mols. ALTERNATIVA (E) Material de uso exclusivo de Heytell Whitney De Souza Silverio, CPF: 035.754.595-84. É expressamente proibido copiar, distribuir ou revender este material (Lei dos Direitos Autorais N◦ 9.610). https://exatas.com.br 03 5.7 54 .59 5- 84 03 5.7 54 .59 5- 84 03 5.7 54 .59 5- 84 TERMODINÂMICA E TRANSF. DE CALOR www.exatas.com.br 77 QUESTÃO 86 TÉCNICO(A) DE OPERAÇÃO JÚNIOR - TRANSPETRO 2012.250 Os gases oxigênio e ozônio são fundamentais para a ma- nutenção de grande parte da vida no planeta Terra. Considerando-se o comportamento ideal para os gases a 25 oC e 1 atm, a razão entre a densidade do gás ozônio e a densidade do gás oxigênio é Dado Massa atômica do O = 16 u.m.a (A) 0,5 (B) 0,75 (C) 1,5 (D) 2,0 (E) 2,5 RESOLUÇÃO d51d2f00 Seja m a massa de um gás e M sua massa molar, o número de mols (n) desse gás é dado por: n = m M Sabendo disso, podemos utilizar nossa conhecida e equação dos gases ideais P V = n R T E reescrevê-la da seguinte forma: P V = (m M ) R T P M R T = m V Porém, sabemos que a divisão da massa pelo volume (m/V ) é igual à densidade (d). Ou seja: P M R T = d Portanto a razão entre a densidade do gás ozônio (doz) e do oxigênio (dox) é: doz dox = ( P Moz R T ) ( P Mox R T ) Como os dois gases estão à mesma pressão e temperatura, P , T e R se cancelam. O gás ozônio (O3) tem 3 átomos de oxigênio, então sua massa molar é 3× 16 = 48. Já o gás oxigênio (O2) têm dois átomos de oxigênio, portanto tem massa molar 2 × 16 = 32. Logo: doz dox = Moz Mox = 48 32 = 1,5 ALTERNATIVA (C) Material de uso exclusivo de Heytell Whitney De Souza Silverio, CPF: 035.754.595-84. É expressamente proibido copiar, distribuir ou revender este material (Lei dos Direitos Autorais N◦ 9.610). https://exatas.com.br 03 5.7 54 .59 5- 84 03 5.7 54 .59 5- 84 03 5.7 54 .59 5- 84 TERMODINÂMICA E TRANSF. DE CALOR www.exatas.com.br 78 QUESTÃO 87 TÉCNICO(A) DE OPERAÇÃO JÚNIOR - TRANSPETRO 2011.321 A respeito dos gases e de seu comportamento ideal, po- de-se afirmar corretamente que (A) a pressão exercida por um gás em um recipiente de volume constante não depende da quantidade de gás presente. (B) a pressão total, em um recipiente que possui dois ga- ses que não reagem entre si, é igual ao produto das pressões exercidas por cada gás individualmente. (C) o volume que um gás ocupa em um balão inflável está relacionado de forma inversamente proporcional à sua temperatura. (D) volumes iguais de gases diferentes na mesma tem- peratura e pressão possuem quantidades, em mol, iguais. (E) uma das características dos gases é que não podem comprimir-se. RESOLUÇÃO d51d2f00 Para resolver a questão precisamos considerar a equação dos gases ideais: P V = n R T (A) INCORRETA. A pressão exercida é diretamente proporcional à quantidade de gás dentro de um recipiente qualquer (P ∝ n). (B) INCORRETA. Pela Lei de Dalton a pressão total dentro de um recipiente é resul- tado da soma das pressões parciais dos gases ideais que estão em seu interior. (C) INCORRETA. Analisando a equação dos gases ideais percebe-se que volume é diretamente proporcional à temperatura (V ∝ T ). (D) CORRETA. Isolando as variáveis P, V e T da equação dos gases ideais ficamos com: PV T = nR Como R é uma constante (universal dos gases ideais), dois gases que possuem mesmo volume (V ), e estão submetidos à mesma pressão (P ) e temperatura (T ) devem ter o mesmo número de mols (n). (E) INCORRETA. Na equação dos gases ideais consta o termo de volume (V ) como função de outras variáveis, como pressão (P ) e temperatura (T ). Portanto para um gás ideal o volume não é necessariamente constante. ALTERNATIVA (D) Material de uso exclusivo de Heytell Whitney De Souza Silverio, CPF: 035.754.595-84. É expressamente proibido copiar, distribuir ou revender este material (Lei dos Direitos Autorais N◦ 9.610). https://exatas.com.br 03 5.7 54 .59 5- 84 03 5.7 54 .59 5- 84 03 5.7 54 .59 5- 84 TERMODINÂMICA E TRANSF. DE CALOR www.exatas.com.br 79 QUESTÃO 88 TÉCNICO(A) DE OPERAÇÃO JÚNIOR - TRANSPETRO 2011.322 Uma massa de gás igual a 1,6 g ocupa um volume 1,23 L a 27 oC e 1 atm. Considerando-se o valor da massa molar, o gás em questão é (A) hidrogênio (B) nitrogênio (C) oxigênio (D) dióxido de carbono(E) neônio RESOLUÇÃO d51d2f00 Se isolarmos a variável n (número de mols) na equação dos gases ideais, temos: n = P V R T Sendo R = 0,082 atm L/mol K (dado na prova) e P = 1 atm, devemos converter a temperatura para Kelvin: T = 27 ◦C = (27 + 273) K = 300 K Agora sim podemos encontrar o valor de n: n = 1× 1,23 0,082× 300 n = 0,05 mol Como esse número de mols equivale a uma massa m = 1,6 g, basta dividirmos m por n para encontrar a massa de um mol do gás, que é sua massa molar M : M = 1,6 g 0,05 mol M = 32 g/mol Analisando a tabela periódica (disponível na prova), vemos que essa é a massa molar do oxigênio. ALTERNATIVA (C) Material de uso exclusivo de Heytell Whitney De Souza Silverio, CPF: 035.754.595-84. É expressamente proibido copiar, distribuir ou revender este material (Lei dos Direitos Autorais N◦ 9.610). https://exatas.com.br 03 5.7 54 .59 5- 84 03 5.7 54 .59 5- 84 03 5.7 54 .59 5- 84 TERMODINÂMICA E TRANSF. DE CALOR www.exatas.com.br 80 QUESTÃO 89 TÉCNICO(A) DE OPERAÇÃO JÚNIOR - TRANSPETRO 2011.3 Um gás ideal contido em um cilindro está a 10 °C. Um pistão comprime esse gás de tal modo que seu volume fique 1/3 do original e sua pressão seja cinco vezes maior. A temperatura final do gás será, aproximadamente, (A) 16,7 ºC (B) 16,7 K (C) 472 K (D) 472 ºC (E) 150 ºC RESOLUÇÃO d51d2f00 Utilizaremos nossa conhecida relação de estados para gases ideais: Pf Vf Tf = Pi Vi Ti Segundo o enunciado, temos Ti = 10 + 273 = 283 K, 3Vf = Vi e Pf = 5Pi. Portanto: (5Pi) Vf Tf = Pi (3Vf ) 283 Tf = 5× 283 3 Tf ≈ 472 K ALTERNATIVA (C) QUESTÃO 90 TÉCNICO(A) DE OPERAÇÃO JÚNIOR - TRANSPETRO 2008.226 Considerando os processos: I - condensação; II - fusão; III - vaporização. À temperatura constante, NÃO pode(m) ser considerado(s) endotérmico(s) APENAS o(s) processo(s) (A) I (B) II (C) III (D) I e II (E) I e III RESOLUÇÃO d51d2f00 I - FALSA. O processo de condensação é aquele que ocorre quando vapores ou ga- ses sofrem resfriamento e formam gotículas (tornam-se líquidos). Neste caso, o processo é exotérmico, pois ocorre a liberação de calor para que este fenômeno aconteça. II - VERDADEIRA. Fusão é a passagem do estado sólido para o estado líquido. Como este processo deve absorver calor, é endotérmico. III - VERDADEIRA. Vaporização é a passagem do estado líquido para o estado vapor. Este processo deve absorver calor, logo é endotérmico. ALTERNATIVA (A) Material de uso exclusivo de Heytell Whitney De Souza Silverio, CPF: 035.754.595-84. É expressamente proibido copiar, distribuir ou revender este material (Lei dos Direitos Autorais N◦ 9.610). https://exatas.com.br 03 5.7 54 .59 5- 84 03 5.7 54 .59 5- 84 03 5.7 54 .59 5- 84 TERMODINÂMICA E TRANSF. DE CALOR www.exatas.com.br 81 QUESTÃO 91 TÉCNICO(A) DE OPERAÇÃO JÚNIOR - TRANSPETRO 2011.331 Uma máquina térmica opera de acordo com o ciclo mos- trado na figura. Para cada ciclo, é fornecida uma quanti- dade de calor igual a 12 x 103 J. Sabendo-se que p1 = 2p0, V1 = 2V0, p0 = 105 Pa e V0 = 0,03 m3, calcule a eficiência dessa máquina. (A) 45% (B) 40% (C) 35% (D) 30% (E) 25% RESOLUÇÃO d51d2f00 O rendimento (ou eficiência) η de uma máquina térmica é dado pela seguinte equa- ção: η = W Qq Sendo W o trabalho realizado e Qq o calor recebido da fonte quente. Como já sabe- mos, a área interna do gráfico P × V será igual ao módulo do trabalho (W ), logo: W = (V1 − V0)× (P1 − P0) W = (2V0 − V0)× (2P0 − P0) W = V0 P0 W = 0,03× 105 W = 3× 103 J Como já sabemos que Qq = 12× 103 J, encontramos a eficiência facilmente: η = 3× 103 J 12× 103 J η = 0,25 = 25% Portanto essa máquina térmica apresenta eficiência de 25%. ALTERNATIVA (E) Material de uso exclusivo de Heytell Whitney De Souza Silverio, CPF: 035.754.595-84. É expressamente proibido copiar, distribuir ou revender este material (Lei dos Direitos Autorais N◦ 9.610). https://exatas.com.br 03 5.7 54 .59 5- 84 03 5.7 54 .59 5- 84 03 5.7 54 .59 5- 84 TERMODINÂMICA E TRANSF. DE CALOR www.exatas.com.br 82 QUESTÃO 92 TÉCNICO(A) DE OPERAÇÃO JÚNIOR - TRANSPETRO 2008.2 O gráfico (p x V) acima representa um gás ideal que, inicial- mente em equilíbrio termodinâmico (ponto A da figura), a uma temperatura T 0 = 27 °C, sofre uma expansão isobárica (A B) e, depois, uma compressão isovolumétrica (B C) até atin- gir um novo equilíbrio termodinâmico (ponto C da figura) à mesma temperatura inicial T 0. Utilizando os dados do gráfico, qual a temperatura do gás no estado B (T 1 ) e o trabalho realizado na transformação A B C, respectivamente? (A) 36 °C e 0,25 . 105 J. (B) 36 °C e 0,5 . 105 J. (C) 36 °C e 2 . 105 J. (D) 127 °C e 2 . 105 J. (E) 127 °C e 8 . 105 J. p (10 5 2 3 N/m ) V (m ) A B C Isoterma (T1) Isoterma(T0) 30 4 1,5 2,0 RESOLUÇÃO d51d2f00 Para o cálculo da temperatura no ponto B (TB = T1) podemos utilizar a correlação: PA VA TA = PB VB TB Usando os valores dados no enunciado ficamos com: (2× 105)× 3 (27 + 273) = (2× 105)× 4 T1 T1 = 400 K = 127 ◦C Para encontrarmo o trabalho entre A e C, basta calcularmos a área abaixo de A-B, já que de B para C o trabalho é nulo. Portanto: W = P ∆V W = (2× 105)× (4− 3) W = 2× 105 J Esta seria a alternativa (D), entretanto por incoerência do enunciado a questão foi anulada. A parte do texto discutível é com relação à “compressão isovolumétrica” no trecho B − C, já que neste trecho ocorre uma redução de pressão, e não de volume (compressão). QUESTÃO ANULADA Material de uso exclusivo de Heytell Whitney De Souza Silverio, CPF: 035.754.595-84. É expressamente proibido copiar, distribuir ou revender este material (Lei dos Direitos Autorais N◦ 9.610). https://exatas.com.br somaEstudadas: somaAEstudar: somaVerdes: somaAmarelos: somaLaranjas: somaVermelhos: indiceDeDesempenho: otimo: Off bom: Off razoavel: Off ruim: Off T1-24-Q23-1: Off T1-24-Q23-2: Off T1-24-Q23-3: Off T1-24-Q23-4: Off T1-24-Q50-1: Off T1-24-Q50-2: Off T1-24-Q50-3: Off T1-24-Q50-4: Off T1-24-Q52-1: Off T1-24-Q52-2: Off T1-24-Q52-3: Off T1-24-Q52-4: Off T1-24-Q53-1: Off T1-24-Q53-2: Off T1-24-Q53-3: Off T1-24-Q53-4: Off T1-24-Q57-1: Off T1-24-Q57-2: Off T1-24-Q57-3: Off T1-24-Q57-4: Off T1-23-Q67-1: Off T1-23-Q67-2: Off T1-23-Q67-3: Off T1-23-Q67-4: Off T1-23-Q73-1: Off T1-23-Q73-2: Off T1-23-Q73-3: Off T1-23-Q73-4: Off T1-23-Q74-1: Off T1-23-Q74-2: Off T1-23-Q74-3: Off T1-23-Q74-4: Off T1-23-Q95-1: Off T1-23-Q95-2: Off T1-23-Q95-3: Off T1-23-Q95-4: Off T1-23-Q96-1: Off T1-23-Q96-2: Off T1-23-Q96-3: Off T1-23-Q96-4: Off T1-23-Q75-1: Off T1-23-Q75-2: Off T1-23-Q75-3: Off T1-23-Q75-4: Off T1-23-Q97-1: Off T1-23-Q97-2: Off T1-23-Q97-3: Off T1-23-Q97-4: Off T1-23-Q98-1: Off T1-23-Q98-2: Off T1-23-Q98-3: Off T1-23-Q98-4: Off T1-22-Q37-1: Off T1-22-Q37-2: Off T1-22-Q37-3: Off T1-22-Q37-4: Off T1-22-Q59-1: Off T1-22-Q59-2: Off T1-22-Q59-3: Off T1-22-Q59-4: Off T1-21-Q21-1: Off T1-21-Q21-2: Off T1-21-Q21-3: Off T1-21-Q21-4: Off T1-21-Q43-1: Off T1-21-Q43-2: Off T1-21-Q43-3: Off T1-21-Q43-4: Off T1-21-Q44-1: Off T1-21-Q44-2: Off T1-21-Q44-3: Off T1-21-Q44-4: Off T1-21-Q47-1: Off T1-21-Q47-2: Off T1-21-Q47-3: Off T1-21-Q47-4: Off T1-21-Q50-1: Off T1-21-Q50-2: Off T1-21-Q50-3: Off T1-21-Q50-4: Off T1-20-Q49-1: Off T1-20-Q49-2: Off T1-20-Q49-3: Off T1-20-Q49-4: Off T1-20-Q44-1: Off T1-20-Q44-2: Off T1-20-Q44-3: Off T1-20-Q44-4: Off T1-20-Q45-1: Off T1-20-Q45-2: Off T1-20-Q45-3: Off T1-20-Q45-4: Off T1-20-Q50-1: Off T1-20-Q50-2: Off T1-20-Q50-3: Off T1-20-Q50-4: Off T1-20-Q46-1: Off T1-20-Q46-2: Off T1-20-Q46-3: Off T1-20-Q46-4: Off T1-19-Q41-1: 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T1-4-Q41-1: Off T1-4-Q41-2: Off T1-4-Q41-3: Off T1-4-Q41-4: Off T1-5-Q31-1: Off T1-5-Q31-2: Off T1-5-Q31-3: Off T1-5-Q31-4: Off T1-4-Q34-1: Off T1-4-Q34-2: Off T1-4-Q34-3: Off T1-4-Q34-4: Off T1-4-Q42-1: Off T1-4-Q42-2: Off T1-4-Q42-3: Off T1-4-Q42-4: Off T1-5-Q29-1: Off T1-5-Q29-2: Off T1-5-Q29-3: Off T1-5-Q29-4: Off T1-5-Q32-1: Off T1-5-Q32-2: Off T1-5-Q32-3: Off T1-5-Q32-4: Off T1-5-Q37-1: Off T1-5-Q37-2: Off T1-5-Q37-3: Off T1-5-Q37-4: Off T1-6-Q35-1: Off T1-6-Q35-2: Off T1-6-Q35-3: Off T1-6-Q35-4: Off T1-5-Q38-1: Off T1-5-Q38-2: Off T1-5-Q38-3: Off T1-5-Q38-4: Off T1-6-Q39-1: Off T1-6-Q39-2: Off T1-6-Q39-3: Off T1-6-Q39-4: Off T1-6-Q40-1: Off T1-6-Q40-2: Off T1-6-Q40-3: Off T1-6-Q40-4: Off T1-6-Q41-1: Off T1-6-Q41-2: Off T1-6-Q41-3: Off T1-6-Q41-4: Off T1-6-Q43-1: Off T1-6-Q43-2: Off T1-6-Q43-3: Off T1-6-Q43-4: Off T1-7-Q48-1: Off T1-7-Q48-2: Off T1-7-Q48-3: Off T1-7-Q48-4: Off T1-7-Q49-1: Off T1-7-Q49-2: Off T1-7-Q49-3: Off T1-7-Q49-4: Off T1-7-Q50-1: Off T1-7-Q50-2: Off 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