Logo Passei Direto
Buscar
Material
páginas com resultados encontrados.
páginas com resultados encontrados.

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Prévia do material em texto

UNIDADE DE
APRENDIZAGEM
ÉTICA PROFISSIONAL NO AMBIENTE 
EMPRESARIAL
ÉTICA PROFISSIONAL 3
• Para início de conversa
• Objetivo de aprendizagem do 
Capítulo:
• 1. Ética Profissional no 
Contexto Empresarial
• 2. Responsabilidade Social 
Empresarial 
• 3. Código de conduta 
empresarial
• 4. Ética e lucro
• Considerações finais
• Referências
............. 03
............. 03
............. 03
............. 04
............. 06
............. 07
............. 16
............. 17
Sumário
3
PARA INÍCIO DE 
CONVERSA:
Como já vimos nos capítulos anteriores, a ética profissional 
é um conjunto de valores, comportamentos e princípios que 
orientam a conduta do profissional no exercício de sua profissão. 
No contexto empresarial, isso se torna ainda mais importante, 
uma vez que as organizações têm responsabilidade social e 
precisam agir de maneira ética para garantir a confiança dos 
clientes, colaboradores e da sociedade em geral.
OBJETIVO DE 
APRENDIZAGEM DO 
CAPÍTULO:
Compreender a aplicação e os benefícios da ética e da RSE 
no contexto empresarial. 
1. ÉTICA PROFISSIONAL 
NO CONTEXTO 
EMPRESARIAL.
Sempre que iniciamos em um novo emprego, bate 
aquela dúvida sobre o que esperar e como devemos agir. não é 
mesmo? 
A ética nos ajuda a ter um pouco de respostas. De 
acordo com Maria Cecília Arruda Alvin , uma das primeiras 
preocupações éticas que se tem conhecimento no mundo 
dos negócios surgiu nos debates ocorridos principalmente 
nos países de origem alemã na década de 60. Isso porque os 
trabalhadores davam seu suor para que a empresa obtivesse 
lucro, mas começaram a exigir respeito e queriam ser ouvidos. 
A ideia era dar aos trabalhadores a oportunidade de participar 
dos conselhos de administração das organizações, o que 
representava um maior reconhecimento das empresas às 
pessoas que ali exerciam o labor.
O ensino da ética nas faculdades de Administração 
e Negócios deu uma guinada nas décadas de 60 e 70, 
principalmente nos EUA, graças a alguns filósofos que queriam 
transformar o meio empresarial. Eles pegaram os conceitos 
éticos e aplicaram na vida real dos negócios, somando com 
uma boa dose de experiência empresarial. 
4
2. RESPONSABILIDADE 
SOCIAL EMPRESARIAL
A Responsabilidade Social Empresarial, ou RSE, permite 
que as empresas façam muito bem para a sociedade. Para 
isso, as empresas devem seguir práticas que incluem coisas 
como investir em projetos sociais e ambientais, colocar em 
prática a inclusão e a diversidade, e garantir o bem-estar dos 
funcionários.
No Brasil, a gente pode ver as primeiras referências sobre 
responsabilidade social falando assim: “parte da premissa de 
que as organizações têm responsabilidade direta e condições 
de abordar os muitos problemas que afetam a sociedade” 
(TOMEI, 1984, p. 189).
Aí nasceu uma coisa nova: a Ética Empresarial, uma 
dimensão que antes não existia.
Nos anos 70, as empresas multinacionais começaram a 
se espalhar pelo mundo todo, principalmente dos EUA e da 
Europa. Elas abriram filiais em todos os cantos, o que trouxe 
muitos conflitos culturais e discordâncias sobre práticas 
comerciais e padrões éticos das empresas-mãe. É interessante 
dar uma olhada nas ideias desenvolvidas por Robert Henry 
Srour nessa época.
Naturalmente, os diferentes padrões culturais 
desfrutam de justificações morais que as sociedades 
lhes conferem. Assim, as morais são múltiplas e 
nenhum sistema de normas morais consegue obter 
o selo da eternidade ou a aura da universalidade. 
Porque os padrões morais fincam suas raízes na 
história, nos eventos singulares e em fluxo, donde seu 
caráter efêmero, transitório, provisório, passageiro, 
mutável. SROUR, Robert Henry. Ética empresarial. 4. 
ed. Rio de Janeiro: Elsevier, 2013.
Desses conflitos morais, percebeu-se a necessidade de 
desenvolver e adotar códigos de ética corporativos para que 
fossem estabelecidos limites e definições das práticas que 
deveriam ser adotadas por todos, independentemente da 
cultura de cada lugar.
FONTE: ENVATO
5
A RSE não é só sobre caridade ou filantropia, é uma 
necessidade urgente em um mundo cada vez mais cheio de 
complicações e interdependências.
CARTILHA ONU . DISPONÍVEL EM: HTTP://WWW.DHNET.ORG.BR/DADOS/
CARTILHAS/A_PDF_DHT/CARTILHA_DE_RESPONSABILIDADE_SOCIAL_
EMPRESARIAL.PDF
De acordo com o CEBDS (Conselho Empresarial Brasileiro 
para o Desenvolvimento Sustentável), a ética e a RSC são 
cruciais para o sucesso da empresa e a transformação da 
sociedade. Nesse sentido, vejamos:
Uma empresa pode impactar a sociedade 
de forma positiva ou negativa. O sucesso do 
empreendimento pode aumentar a oferta de 
empregos e atrair investimentos. Inicia-se, então, um 
período de crescimento econômico. Por outro lado, as 
operações podem prejudicar a qualidade de vida da 
comunidade e enfraquecer o comércio local. Nesse 
caso, uma era pouco próspera se desenha. Em ambos 
os cenários nota-se que os impactos sociais causados 
por uma companhia não se restringem à questão 
econômica. Toda a engrenagem social é afetada. 
(CEBDS- 2016).
Mesmo que a empresa esteja voltada para o lucro, o que 
os empresários já perceberam é que se os seus “stakeholders” 
não estão satisfeitos, o lucro, o reconhecimento e o 
fortalecimento da marca não acontecem.
Stakeholders: significa público estratégico e descreve 
todas as pessoas ou “grupo de interesse” que são impactados 
pelas ações de um empreendimento, projeto, empresa ou 
negócio.
Curiosidade:
6
No entanto, não é apenas por um interesse financeiro 
que empresas devem adotar condutas éticas. Elas têm 
uma responsabilidade social e política que transcende 
as questões econômicas. Empresas que atuam de forma 
antiética contribuem para o aumento da desigualdade social, 
prejudicam o meio ambiente e violam os direitos humanos.
Por essas e outras razões, a importância das condutas 
éticas empresariais está amplamente presente nas discussões 
sobre responsabilidade social corporativa, sustentabilidade e 
governança corporativa. Esses conceitos buscam estabelecer 
melhores práticas de responsabilidade e transparência 
na gestão empresarial, de modo a minimizar impactos 
negativos nas esferas social, ambiental e econômica. 
Importante conhecermos uma iniciativa da ONU em busca 
da implementação global de regras de Responsabilidade 
Empresarial. 
3. CÓDIGO DE CONDUTA 
EMPRESARIAL
Hoje em dia, quando passamos em um concurso, ou 
somos contratados por uma empresa, é comum recebermos 
um documento para assinar e declaramos que conhecemos e 
seguiremos os códigos de ética da profissão ou da organização. 
Os códigos de conduta empresarial são um conjunto de regras 
e diretrizes que corporações e organizações devem seguir para 
garantir a integridade de seus negócios. O código de ética 
descreve as expectativas da empresa em relação aos seus 
colaboradores e clientes em termos de comportamento, ética 
e conduta profissional. Isso ajuda a garantir que todos em uma 
organização estejam alinhados em relação aos valores, visão e 
missão da empresa.
A adoção de condutas éticas pelos negócios pode ser 
entendida como uma forma de investimento a longo prazo, 
já que a reputação ética de uma empresa é um ativo valioso 
que pode trazer benefícios em diversos aspectos. Além de 
melhorar a imagem da empresa, a ética também pode ser 
vista como um diferencial competitivo, uma vez que empresas 
éticas tendem a atrair e fidelizar clientes e colaboradores que 
valorizam esse tipo de postura.
FONTE: ENVATO
7
Assim, é fundamental que as empresas desenvolvam 
programas de ética e conformidade, com políticas claras 
e transparentes baseadas em valores e princípios éticos. 
Além disso, é necessário que exista um compromisso efetivo 
de lideranças e colaboradores em seguir essas diretrizes e 
práticas, para promover um ambiente empresarial mais ético e 
sustentável.
4. ÉTICA E LUCRO
Muitos empresários temem que ao adotar condutasde RSE, seu sucesso e viabilidade econômica estariam 
comprometidos. 
Por meio de uma carta de compromissos, aberta para 
assinatura de empresas de todo mundo, foram estabelecidos 
dez princípios de RSE que os signatários se comprometem a 
cumprir. O objetivo dessa carta é criar um compromisso com 
“valores de respeito aos direitos humanos internacionais, à 
responsabilidade socioambiental, à liberdade de organização e 
manifestação da classe trabalhadora, ao combate ao trabalho 
infantil e forçado e à discriminação no ambiente de trabalho.” 
(ANTUNES, 2012). Ainda segundo a autora: 
O Pacto Mundial (GlobalCompact) é uma 
iniciativa da Organização das Nações Unidas (ONU) 
para estimular o desenvolvimento de práticas 
de sustentabilidade e responsabilidade social e 
ambiental em empresas. A iniciativa, anunciada 
em 1999 e tornada pública em 2000, ganhou 
força no Brasil, onde conta com a adesão de 
aproximadamente 30 empresas de grande porte, 
em uma lista que inclui universidades, bancos, redes 
de supermercados e empresas do ramo de energia, 
mineração e cosméticos, por exemplo. Apesar 
de sua importância, membros de organizações 
não governamentais como o Greenpeace e o 
ActionAid contestam a efetividade dessa iniciativa, 
argumentando que ela não possui a coercitividade 
necessária para alterar a conduta empresarial. 
(ANTUNES, 2012)
FONTE: ADOBE STOCK
8
Curiosidade: De acordo com Geoffrey Jones, professor e 
pesquisador da Universidade de Harvard, 
“Embora os acionistas ainda reinam supremos em muitas 
empresas, uma mudança generalizada em direção a práticas 
de negócios mais responsáveis está levando mais líderes a se 
posicionarem sobre questões sociais e ambientais hoje”. 
“NOS ÚLTIMOS 10 ANOS VIMOS UMA MUDANÇA NAS 
EXPECTATIVAS SOCIAIS DE COMO OS NEGÓCIOS SE 
COMPORTAM.”
“Uma geração mais jovem de empreendedores realmente 
institucionalizou uma profunda responsabilidade dentro do 
sistema [econômico]”, diz Jones. “Os últimos 10 anos viram 
uma mudança nas expectativas da sociedade sobre como os 
negócios se comportam. Pense na pressão sobre as empresas 
para sair da Rússia após a invasão da Ucrânia. Isso não 
acontecia há uma geração atrás.”
https://hbswk.hbs.edu/item/two-centuries-of-business-leaders-
who-took-a-stand-on-social-issues
A gente consegue entender melhor o que acontece 
quando a empresa segue os códigos de condutas empresariais, 
ou não, por meio da análise de alguns casos reais.
É importante destacar que ética e lucro não são conceitos 
opostos. Pelo contrário, uma empresa ética e socialmente 
responsável tende a ser mais lucrativa no longo prazo. Essas 
empresas são vistas como mais confiáveis, o que cria valor 
para as marcas e aumenta a lealdade dos clientes. Além disso, 
as empresas que investem em iniciativas sociais e ambientais 
tendem a atrair e reter talentos de alta qualidade, além de 
melhorar a reputação da empresa. De acordo com Argenti 
(2014, p. 148-149):
Pesquisas mostram que seu efeito vem 
aumentando, e mais da metade dos executivos 
acredita que um compromisso declarado para com 
a R S E contribui em muito para a reputação geral 
da empresa. Estudos recentes também revelam que, 
para decidir em que empresas confiar, universitários 
americanos estão começando a considerar a 
responsabilidade social como fator mais importante 
do que marca corporativa ou desempenho financeiro, 
seguido da qualidade de produtos e serviços.
9
As embalagens dos produtos da companhia são feitos 
de material reciclado, sendo que a linha Ekos beneficia as 
comunidades da Amazônia, já que são utilizados ativos 
da região, como andiroba, açaí, buriti e ucuuba.” (NAÇÕES 
UNIDAS, 2015)
Essas empresas são exemplos de sucesso das práticas 
de ética empresarial, reconhecidas mundialmente por 
suas abordagens de negócios socialmente responsáveis, 
sustentáveis e humanistas. Está claro que a ética empresarial e 
lucro são dois temas que na realidade são complementares.
1. Unilever – A Unilever é uma das maiores empresas de 
bens de consumo do mundo e tem uma longa tradição de 
compromisso com a ética empresarial. A empresa se preocupa 
com a proteção do meio ambiente, com direitos trabalhistas e 
com a responsabilidade social, tendo desenvolvido uma política 
rigorosa em relação à sustentabilidade em sua cadeia de 
suprimentos. 
2. Natura – A Natura, empresa brasileira de cosméticos, 
é reconhecida por sua política ambiental e socialmente 
responsável, que inclui a compra de matérias-primas de 
fornecedores locais e a preservação da biodiversidade brasileira. 
A empresa também é bem avaliada segundo o Índice de 
Sustentabilidade Empresarial da B3.
Em 2015, a Natura ganhou o Prêmio das Nações Unidas 
“Campeões da Terra” na categoria Visão Empresarial. O 
Programa da ONU para o Meio Ambiente, Pnuma, classificou a 
Natura como “pioneira na produção sustentável” e reconhece 
o compromisso da empresa em colocar a sustentabilidade no 
coração da sua estratégia de negócios.
Curiosidade: “A Natura está presente em 14 países e em 
2007, foi declarada uma empresa de carbono neutro, por ter 
reduzido suas emissões. 
HTTPS://STATIC.NATURA.COM/CDN/FF/
BWALYE4_9WXDWMXF6JK0WNUFDZJRTSKM3TSQ8UMCXYC/1652367152/
PUBLIC/INLINE-IMAGES/MIOLO-1_11.JPG/
10
 A ética empresarial é o conjunto de valores e princípios 
que guiam a conduta de uma empresa em relação às 
suas ações e decisões, enquanto o lucro é a recompensa 
financeira que a empresa espera obter por meio dessas ações 
e decisões.As embalagens dos produtos da companhia são 
feitos de material reciclado, sendo que a linha Ekos beneficia 
as comunidades da Amazônia, já que são utilizados ativos 
da região, como andiroba, açaí, buriti e ucuuba.” (NAÇÕES 
UNIDAS, 2015)
Infelizmente, existem muitos exemplos de escândalos 
éticos empresariais que chocaram o mundo nos últimos anos. 
Alguns dos mais notórios são:
1. Volkswagen – Em 2015, a Volkswagen admitiu ter 
instalado um software em seus carros que falsificou os 
resultados dos testes de emissões. Isso causou um escândalo 
global que levou à demissão de vários executivos de alta 
patente e a uma série de processos judiciais.
 Em outubro de 2015, a montadora informa que fará 
um recall de 8,5 milhões de carros para reverter o problema, 
começando em 2016, na Alemanha. Nos EUA, a solução do 
recall foi aprovada pelo governo norte-americano somente em 
2017. 
Além disso, a montadora afirmou que está em 
desenvolvimento na Alemanha uma atualização do software 
fraudulento (JUSTIÇA, 2018) e seu presidente afirma que 
“lamenta profundamente o comportamento que deu origem 
à crise do diesel. Desde que tudo isso veio à tona, trabalhamos 
incansavelmente para tornar as coisas corretas para nossos 
clientes afetados e já conseguimos algum progresso neste 
caminho” (MARQUET, 2017). Os prejuízos financeiros da 
empresa começaram a ser anunciados ainda em outubro de 
2015: “O grupo VW anuncia seu primeiro prejuízo trimestral em 
pelo menos 15 anos.
FONTE: ADOBE STOCK
11
 O resultado é afetado pela reserva de € 6,7 bilhões para cobrir 
custos com a fraude”. O prejuízo informado foi de 1,3 bilhão 
de euros em 2015. Entre outros prejuízos, contabilizam-se: 
a. as multas do Ibama e do Procon-SP, da filial brasileira da 
empresa, em R$ 50 milhões e R$ 8,5 milhões, respectivamente; 
b. o programa de compensação financeira oferecido pela 
empresa aos clientes que adquiriram carros com o motor TDI 
(turbodiesel) no valor de US$ 1.000; c. processo judicial civil 
impetrado pelo Departamento de Justiça norte-americano 
com implicações de penalidades que podem chegar a US4 
48 bilhões; d. dezenas de grandes acionistas ameaçaram 
processar a montadora para obterem compensação pela 
queda das suas ações provocadas pela fraude cometida; e e. 
acordo de US$ 10 bilhões para por fim a processos movidos 
por consumidores nos EUA (JUSTIÇA, 2018). Para se ter uma 
ideia das consequências dessafraude: – 482 mil veículos com 
motores a diesel violam os padrões federais, nos Estados 
Unidos, entre eles Jetta, Beetle (chamado de Fusca, Golf, Passat 
e o Audi A3 da marca que pertence ao grupo Volkswagen. Os 
veículos foram fabricados entre 2009 e 2015; – foram 11 milhões 
de veículos a diesel em todo o mundo, em modelos de várias 
marcas pertencentes ao grupo – Em janeiro de 2018, a VW 
comemorou o recorde anual de carros vendidos em 2017, 
superando a marca de 6.23 milhões de unidades em todo o 
mundo, obtida em 2017 (JUSTIÇA, 2018).
2. Odebrecht – A empresa de construção brasileira 
Odebrecht se envolveu em um grande escândalo de corrupção 
em 2015, quando as autoridades descobriram que a empresa 
pagou subornos para funcionários do governo em troca de 
contratos, tanto dentro como fora do Brasil. O escândalo 
culminou com uma grande investigação global e várias prisões 
de altos executivos da empresa.
Esses são apenas alguns exemplos de escândalos éticos 
que expuseram violações de ética empresarial desastrosas. 
Esses e outros escândalos ressaltam a importância de uma 
conduta ética nos negócios e regulamentações rigorosas para 
garantir responsabilidade e transparência corporativa.
FONTE: COMPLIANCE WEEK
12
O impacto que a gestão socialmente responsável tem no 
lucro, longevidade das empresas e reconhecimento das marcas 
é tamanho que vários são os mecanismos que visam hoje 
auxiliar as empresas a ter uma gestão socialmente responsável 
e a avaliar as ações dessas empresas. Podemos citar como 
exemplos desses mecanismos a iniciativa dos Princípios para 
a Educação da Gestão Responsável (PEGR); ainda, o Pacto 
Global (GC Principles of Responsible Management Education) 
é uma rede de escolas de negócios comprometidas em educar 
os gestores responsáveis. Além disso, em 2010, a Organização 
Internacional de Normalização lançou a norma ISO 26000, 
voltada à responsabilidade social, também chamada de ISO 
SR, que deverá ter uma influência de longo alcance e unificar 
muitas abordagens diferentes que existem sobre o assunto.
Outro aspecto importante é que as empresas éticas 
tendem a ter um desempenho financeiro melhor a longo 
prazo, como vimos no caso da Unilever e Natura, pois elas 
constroem uma reputação positiva junto aos stakeholders, o 
que se reflete em um aumento da confiança dos consumidores 
e no engajamento dos colaboradores. 
Além disso, empresas que adotam práticas sustentáveis, 
tanto ambiental quanto socialmente, tendem a diminuir seus 
custos operacionais, o que também pode contribuir para a 
melhoria dos seus lucros.
Em resumo, a ética empresarial e lucro são temas que 
devem caminhar juntos, pois uma empresa pode ser lucrativa 
e, ao mesmo tempo, ter responsabilidade social e ambiental. 
Essa combinação é essencial para a construção de uma 
sociedade mais justa e sustentável e, ao mesmo tempo, para a 
prosperidade dos negócios a longo prazo.
Mas como saber se uma empresa se comporta de 
forma ética? Como analisar as condutas empresariais? Vamos 
refletir sobre isso utilizando três perspectivas diferentes que 
chamaremos de ética da convicção, ética da responsabilidade e 
ética da virtude.FONTE: ADOBE STOCK
13
a) Ética da Convicção: a ética da convicção defende 
que as ações são tomadas baseando-se em baseia-se em um 
pilar básico universal de valores humanos que devem nortear 
a conduta humana. De acordo com Maria Thereza Pompa 
Antunes (2012), 
[...] Apesar de termos a consciência de que 
esse pilar é avaliado segundo diferentes prioridades 
em distintas nações e culturas, entende-se que a 
constituição de um conteúdo de uma ética mínima 
tem um papel essencial para o desenvolvimento do 
comportamento moralmente aceito nas sociedades 
e empresas contemporâneas. Apesar da importância 
da ética da convicção, não podemos imaginar que 
a ética se resume a essa perspectiva. Uma ética 
limitada à dimensão da convicção criaria julgamentos 
apenas a partir de crenças que motivam as ações, 
excluindo os atos desse julgamento. Isso não faria 
sentido. A dimensão da ética que coloca uma clara 
ênfase nas consequências da ação humana é a ética 
da responsabilidade.
b) Ética da Responsabilidade: a ética da 
responsabilidade é um conceito ético que enfatiza a 
consideração das consequências e impactos de nossas 
ações sobre a sociedade, as pessoas e o meio ambiente. 
Diferentemente da ética da convicção, que se concentra 
nas convicções pessoais e nas intenções morais, a ética da 
responsabilidade avalia a responsabilidade ética com base 
nas repercussões práticas e nos resultados das ações. Na 
ética da responsabilidade, a tomada de decisão ética envolve 
a avaliação cuidadosa dos possíveis efeitos e consequências 
de nossas ações. Isso implica considerar os interesses e 
direitos dos outros, bem como o impacto social, econômico 
e ambiental que nossas escolhas podem ter. A ideia central é 
que somos responsáveis pelas consequências de nossas ações 
e temos a obrigação de agir de maneira que promova o bem-
estar coletivo e minimize os danos. Um aspecto fundamental 
da ética da responsabilidade é a consideração dos princípios 
éticos universais, como justiça, igualdade, respeito pelos 
Direitos Humanos e bem comum. 
FONTE: ENVATO
14
Esses princípios fornecem uma base para avaliar o 
impacto ético de nossas ações, garantindo que elas estejam 
alinhadas com valores fundamentais e contribuam para uma 
sociedade mais justa e sustentável. A ética da responsabilidade 
também envolve uma avaliação crítica das relações de poder 
e das estruturas sociais existentes. Isso significa reconhecer 
que certas ações ou decisões podem perpetuar desigualdades, 
injustiças ou danos para determinados grupos ou para o meio 
ambiente. Assumir a responsabilidade ética requer agir de 
forma a desafiar e transformar essas estruturas, promovendo 
mudanças positivas e equitativas. 
Ao adotar a ética da responsabilidade, os profissionais 
reconhecem que suas decisões e ações têm consequências 
mais amplas além de suas convicções pessoais. Eles 
consideram o impacto a curto e longo prazo, levando em conta 
o contexto social, econômico, cultural e ambiental em que 
operam. Essa abordagem ética busca encontrar um equilíbrio 
entre os interesses individuais e o bem-estar coletivo, buscando 
promover a justiça, a sustentabilidade e a responsabilidade 
social.
c) Ética da Virtude: a ética da virtude tem como seus 
principais defensores Aristóteles e na atualidade filósofos como 
Elizabeth Ascombe, Hutchenson, Hume e Nietzsche. 
É uma abordagem ética que se concentra no 
desenvolvimento do caráter moral e na busca da excelência 
moral. Em vez de se concentrar apenas nas ações individuais 
ou nas consequências das ações, a ética da virtude se preocupa 
com o desenvolvimento das virtudes e dos traços de caráter 
que levam a uma vida ética e plena. Diferentemente das 
abordagens éticas que estudamos anteriormente, que se 
baseiam em regras ou consequências, a ética da virtude 
enfatiza a formação de hábitos virtuosos e o desenvolvimento 
do caráter ao longo do tempo. Ela não está preocupada apenas 
com o que devemos fazer, mas também com quem devemos 
ser como pessoas. Um aspecto central da ética da virtude é 
a ideia de que a moralidade não é apenas uma questão de 
cumprir regras, mas de se tornar uma pessoa virtuosa. Isso 
significa cultivar virtudes em todas as áreas da vida e agir de 
acordo com essas virtudes em todas as situações. 
FONTE: ENVATO
15
Por exemplo, em vez de simplesmente seguir uma regra 
de não roubar, a ética da virtude nos encoraja a desenvolver a 
virtude da honestidade, que nos leva a agir de forma honesta 
e íntegra em todas as circunstâncias. Além disso, a ética da 
virtude enfatiza a importância do autodomínio e do equilíbrio. 
Ela reconhece que a vida ética envolve encontrar o meio 
termo entre os extremos, evitando tanto os excessos quanto as 
deficiências.Por exemplo, a virtude da coragem está no ponto 
intermediário entre a covardia e a temeridade, encontrando 
o equilíbrio entre o medo excessivo e a imprudência 
irresponsável. 
No ambiente profissional, oferece uma abordagem sólida 
para a conduta ética e a excelência moral. No contexto do 
trabalho, a ética da virtude direciona os profissionais a cultivar 
qualidades e virtudes que promovem relações saudáveis, 
tomada de decisões responsável e um ambiente de trabalho 
ético. 
Uma das virtudes-chave no ambiente profissional é a 
honestidade. Ser honesto implica em agir com integridade, 
sinceridade e transparência em todas as interações e 
transações profissionais. Profissionais que cultivam a virtude da 
honestidade são confiáveis, cumprindo com suas promessas e 
assumindo a responsabilidade por suas ações. 
Eles evitam a manipulação, a fraude e a desonestidade, 
estabelecendo uma base sólida para relacionamentos de 
confiança com colegas, superiores e clientes. 
Outra virtude relevante é a justiça. 
A ética da virtude incentiva os profissionais a tratarem 
todas as pessoas com imparcialidade, respeito e igualdade. 
Ser justo no ambiente de trabalho significa reconhecer o 
valor de cada indivíduo, promover a diversidade e a inclusão, 
e garantir que todas as decisões sejam tomadas com base 
em critérios objetivos e equitativos. Profissionais justos 
evitam discriminação, favoritismo e preconceitos, criando um 
ambiente de trabalho justo e igualitário. Além disso, a ética da 
virtude valoriza a prudência. 
FONTE: ENVATO
16
A virtude da prudência envolve a capacidade de tomar 
decisões cuidadosas e ponderadas, considerando os riscos, 
benefícios e consequências de cada ação. Profissionais 
prudentes evitam a impulsividade e a negligência, tomando 
decisões informadas e responsáveis. Eles consideram todas as 
perspectivas relevantes, analisam os impactos a curto e longo 
prazo e buscam soluções éticas e sustentáveis para os desafios 
profissionais. A ética da virtude também enfatiza a importância 
da coragem no ambiente profissional. Profissionais corajosos 
têm a disposição de enfrentar desafios éticos e de tomar 
posições justas, mesmo quando isso implica em ir contra 
a corrente ou enfrentar consequências pessoais. Eles são 
persistentes e resilientes, dispostos a assumir riscos para 
defender o que é correto e ético. Ao adotar a ética da virtude 
no ambiente profissional, os profissionais são incentivados a 
buscar o autodesenvolvimento e a aprimorar constantemente 
seu caráter moral. Eles procuram identificar suas forças e 
fraquezas, buscando aprimorar suas virtudes e trabalhar 
em suas deficiências. Além disso, eles buscam modelos de 
excelência moral e procuram aprender com os exemplos de 
líderes éticos e bem-sucedidos em suas áreas de atuação.
CONSIDERAÇÕES FINAIS:
Essas são três dimensões que podemos nos basear para 
analisar as condutas empresariais. Para auxiliar as empresas 
a incorporarem a RSE, o Instituto Ethos criou os indicadores 
Ethos. Por meio desses indicadores, as empresas podem fa-
zer um autodiagnóstico e assim planejar melhores ações e 
implementar melhores práticas de ética e responsabilidade 
social. (Instituto Ethos. Disponível em: https://www.ethos.org.
br/conteudo/indicadores/?gclid=Cj0KCQjwmtGjBhDhARIsAE-
qfDEcn3jwBbNJgj6plyLnPqmi9__MqJyJ1W1Gjk8FDDLQSiBJE-
N67HXCgaAvn_EALw_wcB) bWAlye4_9WXdWmXF6jk0WNU-
FDZJRTSkm3TSQ8umCXYc/1652367152/public/inline-images/
miolo-1_11.jpg
17
REFERÊNCIAS:
ANTUNES, Maria Thereza Pompa. Ética. Editora Pearson, 2012.
 
ARGENTI P. A comunicação empresarial: a construção da 
identidade, imagem e reputação. 6. ed. São Paulo: Campus, 
2014.
ARRUDA, Maria Cecilia Coutinho de; WHITAKER, Maria do C.; 
RAMOS, José Maria R. Fundamentos de Ética Empresarial 
e Econômica. 5. ed. [Insira a localização do editor]: Grupo 
GEN, 2017. E-book. ISBN 9788597013115. Disponível em: https://
integrada.minhabiblioteca.com.br/#/books/9788597013115/. 
Acesso em: 24 maio 2023.
CORTELLA, Mario Sergio, FILHO, Clovis de Barros. Ética e 
vergonha na Cara. 1. ed. –Campinas, SP: Papirus 7 mares, 2014. 
- (Coleção Papirus Debate) 02.
CRISOSTOMO, Alessandro L.; VARANI, Gisele; PEREIRA, Priscila 
S. et al. Ética. Grupo A, 2018. E-book. ISBN 9788595024557. 
Disponível em: https://integrada.minhabiblioteca.com.br/#/
books/9788595024557/. Acesso em: 03 mai. 2023.
CROCOLI, Daniel José; NODARI, Paulo César. Sobre ética: 
Aristóteles, Kant e Levinas. Conjectura: Filosofia E Educação, v. 
16, n. 1, p. 193-197, 2011.
FILHO, Artur R. I L. et al. Ética e Cidadania. Grupo A, 2018. 
E-book. ISBN 9788595024816. Disponível em: https://integrada.
minhabiblioteca.com.br/#/books/9788595024816/. Acesso em: 3 
maio 2023. La Taille, Yves (2011). Ética para meus pais. São Paulo: 
Papirus, 272 p.
LAASCH, Oliver; CONAWAY, Roger N. Fundamentos da Gestão 
Responsável: Sustentabilidade, responsabilidade e ética. 
Cengage Learning Brasil, 2016. E-book. ISBN 9788522121038. 
Disponível em: https://integrada.minhabiblioteca.com.br/#/
books/9788522121038/. Acesso em: 25 05 2023.
NAÇÕES UNIDAS. Natura reconhecida pela ONU por seu 
compromisso com a sustentabilidade. 2015. Disponível em: 
Natura reconhecida pela ONU por seu compromisso com a 
sustentabilidade | ONU News
SROUR, Robert Henry. Ética empresarial. 4. ed. Rio de Janeiro: 
Elsevier, 2013.

Mais conteúdos dessa disciplina