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III – RETIFICADOR MONOFÁSICO EM PONTE A TIRISTOR 1. Objetivo Específico: Verificar quantitativamente e qualitativamente o funcionamento da ponte retificadora monofásica controlada e de onda completa, composta unicamente de tiristores. 2. Apresentação da Estrutura: A estrutura objeto do presente estudo está apresentada na Fig. 1. Compõe-se basicamente de: um transformador para isolamento, 4 tiristores (T1, T2, T3 e T4), um fusível (F) e o circuito de comando para disparo dos tiristores. Vcc Icc V 2 V 1 I 2 T 1 T 2 T 4 T 3 c a r g a Fig. 1 – Retificador monofásico de onda completa a tiristor. A carga pode ser indutiva, capacitiva, resistiva ou mista. Em aplicações de eletrônica de potência geralmente alimenta-se uma carga RL. No caso da carga ser um motor, pode existir uma f.c.e.m., que equivale a uma fonte fazendo parte da carga. Neste caso a estrutura pode atuar como um inversor. 3. Aplicações da Estrutura: A estrutura apresentada é utilizada em eletrônica de potência quando se desja uma corrente contínua na carga e, ao mesmo tempo, variável. É uma estrutura cara, devido a utilização de 4 tiristores. Uma opção para torná-la mais barata é fazer uma ponte mista com 2 tiristores e 2 diodos. 4. Resumo Teórico do Comportamento da Estrutura: A análise será feita considerando que os tiristores T1 e T4, serão disparados simultaneamente e de modo complementar (em relação à senóide) aos tiristores T2 e T3. a) Carga resistiva: Fig. 2 – Formas de onda para carga resistiva. As formas de onda da tensão e da corrente na carga são iguais, variando apenas os seus valores, conforme a resistência de carga. Os valores médios de tensão e corrente na carga são dados pelas seguintes expressões: VCC = 0,45.V .2 (1+ αcos ) (3.1) ICC = 0,45.V2 . 1( + αcos ) R (3.2) onde: V2 = tensão eficaz no secundário do transformador. R = resistência de carga. α = ângulo de disparo do tiristores. b) Com carga indutiva (wL >> R): Fig. 3 – Formas de onda para carga indutiva (ωL >> R). A tensão média sobre a carga, para este caso, varia em função do ângulo α e em função do ângulo de extinção β. O ângulo de extinção por sua vez varia com a corrente de carga (controlada pela resistência) e com a indutância. O ângulo β pode ser limitado e fixo (α + 180º) quando a carga apresenta forma de onda do tipo “condução contínua”. No caso apresentado na Fig. 3 tem-se uma condução descontínua. Ao aumentarmos o valor do ângulo de extinção chegaremos à “condução crítica” (β = π + α) e à “condução contínua” a partir daí. Os valores médios de tensão e corrente são dados pelas seguintes expressões: Condução descontínua: VCC =0,45.V. cos2 ( α− βcos ) (3.3) ICC = 0,45.V2 . cos( α− βcos ) R (3.4) Condução contínua: VCC = 0,9.V.cos2 α (3.5) ICC = 0,9.V2 .cosα R (3.6) 5. Procedimento Experimental: a) Alimentação de uma carga resistiva Utilizando a configuração básica apresentada na Fig. 1, alimentar uma carga resistiva. a.1) Materiais a serem utilizados: 1 – Transformador abaixador 220/110V, 300VA. 2 – Quatro tiristores de 800V/12A. 3 – Um resistor 75Ω/300W. 4 – Um reostato 50Ω/300W. 5 – Um fusível de 4A. a.2) Instrumentos a serem empregados: 1 – Um osciloscópio com ponteira de corrente e de tensão. 2 – Um voltímetro BMIP com escala até 300V. 3 – Um voltímetro ferro-móvel com escala até 250V. 4 – Um amperímetro ferro-móvel com escala até 3A. 5 – Um amperímetro BMIP com escala até 4ª. a.3) Roteiro da Experiência: 1 – Variando o ângulo de disparo (α), medir a tensão, corrente eficaz e tensão média na carga. Observar as formas de onda de tensão e de corrente na carga, com o auxílio do osciloscópio. 2 – Observar com o osciloscópio a forma de onda da tensão nos terminais do tiristor T1, variando o ângulo de disparo (α). 3 – Com os dados obtidos, traçar a curva da tensão média de carga em função do ângulo de disparo α. 4 – Comparar os valores obtidos experimentalmente com os valores teóricos. a.4) Alguns resultados experimentais para R = 75Ω e R = 125Ω: Fig. 4 – V2 (CH1) e VT1 (CH2). Fig. 5 IT1 p/ R=125Ω (CH1) e IT1 p/ R=75Ω (CH2). Fig. 6 – VCC (CH1), ICC p/ R=125Ω (CH2) e IT1 p/ R=75Ω (CH3). b) Alimentação de uma carga indutiva: Utilizando a mesma configuração básica do caso anterior, alimentar uma carga RL. b.1) Materiais a serem utilizados: Os mesmos do caso anterior, incluindo-se uma indutância de 100mH a 500mH. b.2) Instrumentos a serem empregados: Os mesmos do caso anterior. b.3) Roteiro da Experiência: 1 – Variando o ângulo de disparo α, medir os valores eficazes de tensão e corrente, e a tensão média, na carga. Observar as formas de onda com o osciloscópio. (Escolher uma indutância de modo que ωL >> R. 2 – Observar com o osciloscópio a forma da tensão nos terminais do tiristor T1, variando o ângulo de disparo α. Observar também a passagem da condução descontínua para contínua, verificando se β = α + 180º. 3 – Com um resistor de 0,5Ω em série com o tiristor T1, verificar a corrente sobre o mesmo. Do mesmo modo, verificar a corrente fornecida pela fonte. 4 – Mantendo fixo o ângulo de disparo (α = 60º) e a resistência de carga, variar a indutância de carga, medindo a variação do ângulo de extinção e as tensões média e eficaz e a corrente eficaz sobre a carga. 5 – Através dos dados obtidos no item 1, traçar a curva da tensão média de carga em função do ângulo de disparo α. 6 – Comparar os valores obtidos experimentalmente com os valores teóricos. Obs: FP = Fd = cosφ ⇒ para cargas lineares. FP= Fd ⇒ fórmula geral. 1 (+ THD)2 FP ⇒ Fator de potência Fd ⇒ Fator de deslocamento THD ⇒ Taxa de distorção harmônica φ ⇒ Defasagem entre as componentes fundamentais de tensão e de corrente. b.4) Alguns resultados experimentais para R = 75Ω e L = 500mH: Fig. 7 – VT1 (CH1) e V2 (CH2). Fig. 8 – IT1 (CH1). Fig. 9 – VCC (CH1) e ICC (CH2). IV – CONVERSOR CA/CA MONOFÁSICO A TRIAC (OU TIRISTOR) 1. Apresentação da Estrutura: A estrutura a ser estudada está representada na Fig. 10. Carga V 2 V 1 Z Fig. 10 – Gradador monofásico com triac. O transformador de isolamento alimenta uma carga Z associada em série com o triac. O circuito de comando é alimentado e sincronizado pela rede e é empregado para controle do ângulo de disparo. 2. Aplicações da Estrutura: A estrutura é empregada quando se deseja controlar a potência de uma carga de corrente alternada (controle do valor eficaz de tensão na carga). Os usos mais comuns são: · Controle de intensidade luminosa. · Controle de temperatura. · Controle de velocidade de motores universais. · Solda elétrica a resistência. · Controle de velocidade de motores de indução. 3. Resumo da Teoria: 3.a – Carga resistiva: A corrente e a tensão na carga possuem a mesma forma e estão representadas na Fig. 11. A tensão eficaz na carga é dada pela expressão: VZ_ef = Vo π−α+(sen .cosα α) (4.1) π Assim IZ_ef = Vo π−α+(sen .cosα α) (4.2) R. π t ω 2 π 3 π 4 π π V Carga I Carga V Carga I Carga t ω 2 π 3 π π V T Fig. 11 – Gradador monofásico com carga resistiva. 3.b – Carga indutiva: Na Fig. 12 estão representadas a tensão e a corrente na carga e a tensão nos terminais do triac. Fig. 12 – Gradador monofásico com carga indutiva. A tensão eficaz na carga é dada pela expressão abaixo: VZ_ef = Vo β−α+(sen .cosα α −) (sen .cosβ β) (4.3) π 4. Procedimento Experimental: a) O circuito a ser montado está representado na Fig. 13. a.1) Materiais a serem utilizados: 1 – Transformador abaixador 220/110V, 300VA. 2 – Dois tiristores de 800V/12A. 3 – Dois resistores 75Ω/300W. 4 – Um reostato 50Ω/300W. 5 – Um fusível de 4A. 6 – Um indutorcom derivação de 100mH e 500mH. L V 2 = 110V V 1 220V = A ~ ~ V R T 1 T 2 Fig. 13 – Montagem do gradador com tiristores em anti-paralelo. a.2) Instrumentos a serem empregados: 1 – Um voltímetro BMIP com escala até 300V para medir a tensão média na carga (VCC). 2 – Um voltímetro ferro-móvel com escala até 250V para medir a tensão eficaz em um dos enrolamentos do secundário do transformador (V2). 3 – Um amperímetro BMIP com escala até 4A para medir a corrente média na carga (ICC). 4 – Um amperímetro de ferro móvel com escala de até 3A, para medir a corrente eficaz em um dos enrolamentos do secundário do transformador (I2). 5 – Um osciloscópio com ponteira de corrente e de tensão. a.3) Roteiro da Experiência: 1 – Montar o circuito apresentado na Fig. 13. 2 – Fazer uma revisão na montagem e energizá-la. 3 – Verificar se as tensões e correntes indicadas nos instrumentos estão de acordo com os valores esperados. 4 – Verificar com o osciloscópio as seguintes formas de onda para vários valores do ângulo α: · Tensão de carga. · Corrente de carga. · Tensão nos terminais do tiristor. 5 – Levantar ponto a ponto as curvas que representam VZ_ef e IZ_ef em função do ângulo α. a.4) Alguns resultados experimentais para R = 75Ω e 125Ω: Fig. 14 – VT1 (CH1). Fig. 15 – VCC (CH1) e ICC p/ R = 75Ω (CH2) e ICC p/ R =125Ω (CH3). a.5) Alguns resultados experimentais para R = 75Ω e L = 100mH: Fig. 16 – VT1 (CH1). Fig. 17 – VCC (CH1) e ICC (CH2). 5. Circuito de Comando: 1 1 6 image4.jpg image5.jpg image6.jpg image7.jpg image8.jpg image9.png image10.jpg image11.jpg image12.jpg image13.jpg image14.jpg image1.png image2.png image3.jpg