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CORPO DE BOMBEIROS MILITAR DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO DIRETORIA GERAL DE ENSINO E INSTRUÇÃO ACADEMIA DE BOMBEIRO MILITAR D. PEDRO II Instrutor: 2°Ten BM Simone EPH I "A DUPLA MISSÃO A NÓS ESPERA!" Objetivos ● Conhecer como é realizada a primeira resposta em um IMV ● Conhecer as prioridades neste tipo de evento ● Conhecer as zonas de trabalho "A DUPLA MISSÃO A NÓS ESPERA!" Sumário ● Primeira resposta ● Prioridades ● Triagem ● Tratamento ● Transporte "A DUPLA MISSÃO A NÓS ESPERA!" Definição operacional incidente com múltiplas vítimas: mais de um paciente; desastre ou incidente de grande porte: o número de vítimas excede a capacidade imediata de resposta local; incidentes em massa: necessário apoio externo (ex.: ruptura da barragem de Brumadinho, MG, 2019). "A DUPLA MISSÃO A NÓS ESPERA!" Não há um parâmetro numérico para definir incidente de grande porte/desastre, pois isto depende da capacidade de resposta loco-regional. Um incidente por ser ordinário em região metropolitana, ao passo que pode se constituir em desastre em região interiorana. Definição operacional "A DUPLA MISSÃO A NÓS ESPERA!" Segurança A primeira prioridade na resposta ao trauma, de qualquer natureza, é a segurança, e esta sempre considerada na seguinte ordem: 1º sua própria 2º da equipe e 3º do paciente. "A DUPLA MISSÃO A NÓS ESPERA!" Num incidente com múltiplas vítimas (IMV), as prioridades são as duas tarefas principais para pôr ordem ao caos inicial: ESTABILIZAÇÃO DA CENA TRIAGEM Prioridades em IMV "A DUPLA MISSÃO A NÓS ESPERA!" Estabilização da cena Estabelecimento da segurança ou estabilização da cena Conjunto de medidas de mitigação com o objetivo de controlar/reduzir o risco de exposição às ameaças para um nível aceitável. Risco aceitável Nenhuma cena de emergência pode ser totalmente segura. Ameaças devem ser controladas o suficiente, frente ao nível de especialização, treinamento e recursos dos resgatistas envolvidos. "A DUPLA MISSÃO A NÓS ESPERA!" Dividimos as medidas de estabilização de cena em primárias e secundárias. • Estabilização primária: são as empregadas para permitir o início da atuação dos resgatistas na zona quente. • Estabilização dinâmica (secundária): uma vez estabelecida a estabilização primária, é necessário seguir com a secundária, visto que os riscos da cena estão em constante mudança, inclusive induzida pela própria atuação dos resgatistas. Estabilização da cena Estabilização da cena "A DUPLA MISSÃO A NÓS ESPERA!" Zonas de trabalho Em qualquer emergência, existem três zonas de trabalho definidas segundo a presença da ameaça: - zona quente (de exclusão): ameaça ativa e não controlada; - zona fria (de apoio): não há ameaça; - zona morna (de redução de contaminação): a ameaça pode produzir efeito a todo o tempo, inclusive trazida pelos próprios resgatistas a partir da zona quente, porém procedimentos de mitigação e controle são mantidos, reduzindo o risco de exposição. "A DUPLA MISSÃO A NÓS ESPERA!" Zonas de trabalho Fonte: POP Incidentes com múltiplas vítimas. CBMERJ, 2018. "A DUPLA MISSÃO A NÓS ESPERA!" Zonas de trabalho "A DUPLA MISSÃO A NÓS ESPERA!" Táticas de ação imediata para IMV Mnemônico D.E.S.A.S.T.R.E. Detecção (avaliação da cena) Estabelecimento de C2 (comando e controle) Segurança da cena (estabelecimento e controle do perímetro interno) Avaliação de ameaças Solicitação de apoio (Fim das ações de primeira resposta) Triagem, tratamento e transporte (evacuação) Exame pós-evento (debriefing) BUSCA E SALVAMENTO HOSPITAL DE REFERÊNCIA "A DUPLA MISSÃO A NÓS ESPERA!" Táticas de ação imediata para IMV Detecção Realize a R.A.M. (Metodologia de Avaliação Remota) identificando à distância os riscos primários e os parâmetros da natureza do evento. Comando Fluxo vertical de informação operacional (entre líder e comandados). Controle Fluxo horizontal de informação (entre pares). "A DUPLA MISSÃO A NÓS ESPERA!" Táticas de ação imediata para IMV Perímetro interno Determine empiricamente raio inicial de 100m ou o máximo possível abaixo disto, até que se conclua a identificação das ameaças. Comandar aos transeuntes e vítimas que possam deambular a saírem do perímetro interno. Avaliação de ameaças Procure sem se expor, sinais de identificação das ameaças (ex. rótulos de produtos perigosos) "A DUPLA MISSÃO A NÓS ESPERA!" Táticas de ação imediata para IMV Solicitação de apoio Solicite apoio adequado, tanto ambulâncias quanto demais recursos direcionados ao controle dos riscos identificados. "A DUPLA MISSÃO A NÓS ESPERA!" Triagem • Em caso de IMV com produto perigoso: processo sequencial (triagem reversa, triagem primária e triagem secundária) • Triagem reversa: realizada pela equipe de extração na zona quente. Deve-se retirar primeiro as vítimas que respirem, se movam e estejam mais próximas ao resgatistas. "A DUPLA MISSÃO A NÓS ESPERA!" Triagem • Triagem primária: uso de ferramenta de triagem para identificar as mais graves que necessitem de intervenções salvadoras para tolerarem o tempo de descontaminação e gerar ordem de prioridade para a descontaminação (S.T.A.R.T. e jump S.T.A.R.T. abaixo de 8 anos). "A DUPLA MISSÃO A NÓS ESPERA!" Triagem primária: "A DUPLA MISSÃO A NÓS ESPERA!" "A DUPLA MISSÃO A NÓS ESPERA!" Triagem • Triagem secundária: realizada na zona fria, pelas equipes de pré-hospitalar convencional. S.T.A.R.T. tem limitações importantes para o uso em triagem secundária, a ferramenta de triagem secundária proposta é o SORT-RTS. "A DUPLA MISSÃO A NÓS ESPERA!" Triagem • Triagem secundária: realizada na zona fria, pelas equipes de pré-hospitalar convencional. S.T.A.R.T. tem limitações importantes para o uso em triagem secundária, a ferramenta de triagem secundária proposta é o SORT-RTS. ➢ Cada subárea BEM DEMARCADA, com fita, lona colorida, tintura... ➢ Áreas Vermelha e Amarela devem ser próximas para permitir: ➢ comunicação verbal; ➢ troca de pacientes; ➢ dividir distribuição de provisões. "A DUPLA MISSÃO A NÓS ESPERA!" ➢Configuração “cabeça-pés”, com 1m metro entre as vítimas. ➢Uso eficiente do espaço. ➢Uso efetivo de pessoal disponível. "A DUPLA MISSÃO A NÓS ESPERA!" Tratamento O objetivo médico principal em um incidente com múltiplas vítimas é a evacuação, não o tratamento em campo. Este último se resume às intervenções salvadoras necessárias, o suficiente apenas para que a vítima sobreviva até a admissão hospitalar. "A DUPLA MISSÃO A NÓS ESPERA!" Tratamento Área de Concentração de Vítimas (ACV) • Recomenda-se que o solo seja coberto com lona para proteção das vítimas; • As lonas devem ser preferencialmente da cor-código da categoria de triagem (vermelho, amarelo, ...), porém podem ter qualquer cor, caso as cores da triagem não estejam disponíveis. Neste caso, a categoria da estação (T1,T2, ...) deve ser bem sinalizada; "A DUPLA MISSÃO A NÓS ESPERA!" Tratamento • As vítimas não-deambulantes devem ser distribuídas à distância mínima de 1m entre elas (no sentido horizontal e vertical), para permitir que se caminhe sem pisar nas partes das vítimas; • Deve haver um ponto de controle de entrada (estação de triagem) e outro de saída (ponto de evacuação), a partir do qual as vítimas são embarcadas na ambulância; "A DUPLA MISSÃO A NÓS ESPERA!" Transporte • A evacuação deve seguir a ordem de prioridades apurada na triagem, exceção feita aos casos em que for logisticamente mais rápido iniciar pelas vítimas ambulantes, em função da disponibilidade de veículos civis de transporte coletivo; • A escolha do tipo de ambulância para evacuar deve seguir a gravidade da vítima. Esquema conceitual da área de concentração de vítimas. Fonte: manual de desastre do GSE (1996). "A DUPLA MISSÃO A NÓS ESPERA!" Referências CBMERJ. Manual do Socorrista Militar, 2019. Slide 1 Slide 2 Slide 3 Slide 4 Slide 5 Slide 6 Slide 7 Slide 8 Slide 9Slide 10 Slide 11 Slide 12 Slide 13 Slide 14 Slide 15 Slide 16 Slide 17 Slide 18 Slide 19 Slide 20 Slide 21 Slide 22 Slide 23 Slide 24 Slide 25 Slide 26 Slide 27 Slide 28 Slide 29 Slide 30 Slide 31 Slide 32 Slide 33 Slide 34 Slide 35