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UNIVERSIDADE CEUMA
CURSO: DIREITO
DISCIPLINA: DIREITO DAS SUCESSÕES
PROFESSORA: Dra. Josédla Fraga Costa Carvalho
ATIVIDADE (Sucessão em geral)
1. João, pai de Marta, Nilo e Nathana faleceu no dia 10 de janeiro de 2014. Com base no exposto apresente como ficará o quinhão hereditário de cada herdeiro.
Ficará 1/3 para cada filho.
2. João, pai de Marta, Nilo e Nathana faleceu no dia 10 de janeiro de 2014. Marta cedeu seu quinhão hereditário onerosamente a Nilo. Com base no exposto apresente como ficará o quinhão hereditário de cada herdeiro.
Ficará 1/3 a Nathana e 2/3 a Nilo.
3. João, pai de Marta, Nilo e Nathana faleceu no dia 10 de janeiro de 2014. Marta cedeu seu quinhão hereditário onerosamente a Nilo e após esse fato Nathana renunciou o seu direito à sucessão aberta. Com base no exposto apresente como ficará o quinhão hereditário de cada herdeiro.
Nilo: 5/6 da herança (o quinhão de marta + a metade do de nathana).
Marta: 1/6 (que representa a metade do quinhão que Nathana renunciou e que será dividio pelos demais irmãos).
Nathana: 0 (porque ele renunciou ao seu direito).
4. João, pai de Marta, Nilo e Nathana faleceu no dia 10 de janeiro de 2014. Marta cedeu seu quinhão hereditário onerosamente a Paulo (pessoa estranha à sucessão) e após esse fato Nathana renunciou o seu direito à sucessão aberta. Com base no exposto apresente como ficará o quinhão hereditário de cada herdeiro e quais as possibilidades dos herdeiros reaverem o quinhão cedido a um terceiro.
Nilo: 2/3 da herança (seu próprio quinhão mais a parte renunciada por Nathana)
Marta: 0, pois cedeu o seu quinhão.
Quanto às possibilidades dos herdeiros reaverem o quinhão cedido a um terceiro (no caso, Marta cedeu seu quinhão a Paulo), eles poderão gozar do seu direito de preferência. Assim, conforme o Código Civil: 
Art. 1.794. O co-herdeiro não poderá ceder a sua quota hereditária a pessoa estranha à sucessão, se outro co-herdeiro a quiser, tanto por tanto.
Art. 1.795. O co-herdeiro, a quem não se der conhecimento da cessão, poderá, depositado o preço, haver para si a quota cedida a estranho, se o requerer até cento e oitenta dias após a transmissão.
Parágrafo único. Sendo vários os co-herdeiros a exercer a preferência, entre eles se distribuirá o quinhão cedido, na proporção das respectivas quotas hereditárias.
5. João, pai de Marta, Nilo e Nathana faleceu no dia 10 de janeiro de 2014. Marta é mãe de Pâmela e Joana, Nilo é pai de Cláudio e Ariston e Nathana não tem filhos. Nilo tentou matar seu pai em dezembro de 2013. Com base no exposto apresente como ficará o quinhão hereditário de cada herdeiro e o que pode ser feito em relação aos atos de Nilo em relação a seu pai?
A herança será dividida entre os irmãos, ficando 1/3 para cada.
No entanto, de acordo com o Artigo 1.814 do Código Civil, aqueles que tenham cometido homicídio doloso, tentado cometê-lo ou sido cúmplices em sua execução, estão excluídos da sucessão. A exclusão do herdeiro ou legatário, em casos de indignidade, será declarada por sentença. São pessoais os efeitos da exclusão; os descendentes do herdeiro excluído sucedem, como se ele morto fosse antes da abertura da sucessão.
6. João, pai de Marta, Nilo e Nathana faleceu no dia 10 de janeiro de 2014. Marta é mãe de Pâmela e Joana, Nilo é pai de Cláudio e Ariston e Nathana não tem filhos. Nilo tentou matar seu pai em dezembro de 2013 e após este fato seu pai fez uma deixa testamentária de uma casa a ele. Com base no exposto apresente como ficará o quinhão hereditário de cada herdeiro e o que pode ser feito em relação aos atos de Nilo em relação a seu pai?
A herança será dividida entre os irmãos, ficando 1/3 para cada.
No entanto, de acordo com o Artigo 1.814 do Código Civil, aqueles que tenham cometido homicídio doloso, tentado cometê-lo ou sido cúmplices em sua execução, estão excluídos da sucessão. A exclusão do herdeiro ou legatário, em casos de indignidade, será declarada por sentença. São pessoais os efeitos da exclusão; os descendentes do herdeiro excluído sucedem, como se ele morto fosse antes da abertura da sucessão.
Contudo, Nilo ficará com a casa que foi deixada por seu pai em testamento.
7. João, pai de Marta, Nilo e Nathana faleceu no dia 10 de janeiro de 2014. Marta é mãe de Pâmela e Joana, Nilo é pai de Cláudio e Ariston e Nathana não tem filhos. Nilo tentou matar seu pai em dezembro de 2013 e após este fato seu pai fez um testamento o deserdando da sua herança. Com base no exposto apresente como ficará o quinhão hereditário de cada herdeiro e o que pode ser feito em relação aos atos de Nilo em relação a seu pai?
Sendo Nilo deserdado por testamento, cabe direito de representação por seus filhos. Assim, ficará 2/6 para Marta e 2/6 para nathana, ficando 1/6 para cada um dos dois filhos de Nilo.
8. João, pai de Marta, Nilo e Nathana faleceu no dia 10 de janeiro de 2014 simultaneamente a seu filho Nilo. Marta é mãe de Pâmela e Joana, Nilo é pai de Cláudio e Ariston e Nathana não tem filhos. Com base no exposto apresente como ficará o quinhão hereditário de cada herdeiro.
Trata-se da hipótese de comoriência entre pai e filho, quando este filho comoriente deixa filhos sobreviventes. Nesse caso, os netos sucedem por representação do pai, afastando a presunção de simultaneidade de mortes, para presumir que o avô pré-morreu ao pai, transmitindo-lhe a herança – que será recebida pelos netos, por representação.
Assim, ficará 2/6 para Marta e 2/6 para nathana, ficando 1/6 para cada um dos dois filhos de Nilo e mais ½ para eles também da herança de Nilo.
9. João, pai de Marta, Nilo e Nathana faleceu no dia 10 de janeiro de 2014. Marta é mãe de Pâmela e Joana, Nilo é pai de Cláudio e Ariston e Nathana não tem filhos. Marta faleceu em seguida ao tomar ciência do óbito do pai, sem ter feito a devida a aceitação da herança. Com base no exposto apresente como ficará o quinhão hereditário de cada herdeiro e a herança de Marta que não foi aceita por ela.
SUCESSÃO EM GERAL
1.O que é pacto sucessório? Este pacto é admitido no ordenamento jurídico brasileiro?
Pacto sucessório é o pacto oriundo de contrato que tenha por objeto a herança de pessoa viva. Também conhecido por pacta corvina, não é admitido no ordenamento jurídico pátrio. Apenas a morte do autor da herança é capaz, portanto, de dar origem ao direito sucessório dos que sobrevivem àquele. Há, entretanto, uma única exceção, trazida pelo art 2.018 do CC/02, que se traduz na antecipação de legítima.
2. O que é a comoriência e qual a sua importância para o direito sucessório?
Trata-se a comoriência de ficção jurídica segundo a qual a morte é tida por simultânea sempre que for impossível afirmar qual dos comorientes morreu primeiro. Somente se vislumbrará a comoriência quando os falecidos forem herdeiros ou beneficiários entre si, pois do contrário não haverá justificativa para a consideração deste instituto. A sua importância para o direito sucessório decorre da sua consequência, qual seja, considerada a morte como simultânea, um comoriente não herdará do outro.
3. O que disciplina o princípio de saisine?
Pelo princípio de saisine a herança é transmitida aos herdeiros no exato momento da abertura da sucessão, a qual se dá, por sua vez, no exato momento do falecimento do seu autor. Esta transferência se dará de forma automática, independentemente do conhecimento por parte dos herdeiros de tal situação. Este princípio faz com que a morte, a abertura da sucessão e a transmissão da herança sejam tidos como coincidentes cronológicos, muito embora se trate de três momentos de significação distinta, sendo a morte pressuposto para a abertura da sucessão e a abertura da sucessão pressuposto para a transmissão da herança. Presume-se que o próprio falecido investiu, no momento de seu falecimento, os seus herdeiros no domínio e na posse indireta de seu patrimônio. Traduz, portanto, ficção jurídica pela qual os direitos do falecido não ficam por nenhum instante acéfalos.
4. O que são sucessões irregulares ou anômalas? Dê um exemplo.
As sucessões irregulares ou anômalassão aquelas regidas por normas próprias e peculiares e que não observam a ordem de vocação hereditária estabelecida pelo art. 1.829 do CC/02. São exemplos, dentre outros existentes, 1) o direito de preferência estabelecido em contrato, que segundo disciplina o art. 520 do CC, não se transmite aos herdeiros; 2) as enfiteuses constituídas na vigência do CC/16, as quais ainda se aplica o art. 692, III, artigo que determina a extinção das mesmas no caso de falecimento do enfiteuta sem herdeiros sem herdeiros; e 3) na hipótese de ser a lei pessoal do de cujus estrangeiro mais favorável ao cônjuge ou filhos brasileiros quanto aos bens situados no Brasil (art. 5º, XXXI, CR/88).
5. Distingua sucessão a título universal de sucessão a título singular.
A sucessão a título universal é aquela em que o herdeiro é chamado a suceder na totalidade da herança, em fração dela ou em parte-alíquota, tanto fazendo se tratar de sucessão legítima ou testamentária. Aquele que recebe a totalidade da herança, por ser único herdeiro, é denominado herdeiro universal.
Já a sucessão a título singular é aquela em que o autor da herança deixa a um beneficiário, por ato de última vontade, um bem certo e determinado, que recebe o nome de legado. Este tipo sucessório decorre tão somente de sucessão testamentária.
6. Pessoa jurídica é legitimada a suceder? Tem ela que ser pré-existente ao autor da herança? E no que tange às sociedades de fato?
As pessoas jurídicas são sim legitimadas a suceder e via de regra devem existir no momento da abertura da sucessão. Entretanto, ressalva o inciso III do art. 1.799 do CC/02 as fundações que deverão vir a ser criadas com o patrimônio deixado pelo autor da herança em testamento para tal finalidade. Quanto as sociedade de fato, temos que as mesmas não existem no momento da abertura da sucessão, havendo os que em virtude disso defendam a ilegitimidade sucessória das mesmas. Por outro lado, há os que, fazendo uma analogia com o nascituro, defendem a possibilidade das mesmas, regularizando sua situação, virem a ser legitimadas a suceder.
7. José de Arimatéia tendo deixado os filhos Pedro e Mariana. Pedro vive em união está há mais de cinco anos com Sílvia Morette, com quem tem três filhos. Pedro renunciou à herança. A quem será deferido o quinhão que lhe corresponderia? Por que?
O destino do quinhão do renunciante é abordado na parte final dos arts. 1.810 e 1.811 do CC e aponta para não-incidência do direito de representação na renúncia da herança. O quinhão renunciado será entregue aos demais herdeiros da mesma classe ( no caso Mariana). Se não houver herdeiros da mesma classe, convocar-se-á o herdeiro da classe mais próxima( netos do de cujus) que herdaria por direito próprio e não por representação.
9. A renúncia à herança efetuada por pessoa capaz, casada sob o regime legal de bens, depende do consentimento do consorte? Quais são os tipos de renúncia à herança existentes?
Justifique e fundamente juridicamente a resposta.
A pessoa casada pode renunciar à herança independentemente do consentimento do cônjuge.
A renúncia de herança pode ser classificada de duas formas:
Própria ou abdicativa - A renúncia é plena e a parte do renunciante será repartida entre todos os demais herdeiros ou, se não houver, ficará com o viúvo ou viúva.
Imprópria ou translativa - O herdeiro aceita a herança e depois determina que a sua parte vá para outra pessoa , podendo ser gratuita (doação) ou onerosa (venda e compra). 
8. Nas hipóteses de alienação onerosa de parte ideal de bem imóvel indivisível ou de direitos hereditários sobre a sucessão causa mortis pelo consorte ou coerdeiros há ou não há necessidade de prévia notificação aos outros consortes ou coerdeiros?

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