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DIREITO DAS SUCESSÕES ME Aluna: Rafaela Camyla Venceslau Pereira 1. No que consiste o princípio da saisine? R. O princípio da saisine determina a quem cabe ficar a posse dos bens do falecido, logo após a sua morte. De acordo com o artigo 1.784, CC - caberá aos herdeiros. O próprio falecido transmite ao sucessor o domínio e a posse da herança (Le mort saisit Le vit). 2. Diferencie herança de legado. R. Legado é coisa certa e determinada deixada a alguém, denominado legatário, em testamento ou codicilo. Difere da herança, que é a totalidade ou parte ideal do patrimônio do de cujus. 3. Explique o princípio da indivisibilidade da herança. R. Refere-se a propriedade e posse dos bens hereditários, desde a abertura da sucessão atribuição dos quinhões a cada sucessor na partilha. (art. 1.791, § único, CC)até a 4. Após a abertura da sucessão, mas antes de realizada a partilha, é lícito ao herdeiro promover cessão onerosa de um bem específico da herança a um terceiro? Explique. R. Não, de acordo com o art. 1.793, §3º, CC, ineficaz é a disposição sem prévia autorização do juiz da sucessão, por qualquer herdeiro, de bem componente do acervo hereditário, pendente a indivisibilidade. Por tanto, o coerdeiro não poderá ceder a sua quota hereditária a pessoa estranha à sucessão. (art. 1.794, CC). 5. Na sucessão legítima tem capacidade para suceder o filho ainda não concebido até o instante da abertura da sucessão? Explique. R. Não, de acordo com o art. 1.798, CC, terão legitimidade para suceder, as pessoas nascidas ou já concebidas no momento da abertura da sucessão. 6. A aceitação da herança pode ser condicional? Explique. R. Não. A aceitação é ato irrevogável, indivisível, irretratável e inter vivos, tornando definitiva a transmissão desde a abertura da sucessão. O art. 1.808, CC, relata a não admissão a aceitação de maneira parcial, sob condição ou a termo. 7. A renúncia da herança pode ser presumida? Explique. R. Não, a renúncia não se presume e nem pode ser indeferida de simples conjecturas. Requer ato positivo de vontade e de forma solene. 8. Os filhos do herdeiro renunciante receberão a parte dele por direito de representação? Explique. R. Segundo o art. 1.810, CC, havendo a renúncia da herança, na sucessão legítima, a porção do renunciante será acrescida aos herdeiros da mesma classe e, sendo ele o único da sua classe, devolve-se aos da subsequente. É como se o renunciante nunca existisse. Agora, se o renunciante for filho único (único legítimo da sua classe), neste caso, a herança passa aos netos por cabeça ou por direito próprio se existirem ou aos ascendentes. 9. A pessoa que tem 5 filhos poderá dispor de parte dos seus bens, por testamento, em favor da namorada? Explique. R. Segundo o art. 1.857, CC, toda pessoa capaz poderá dispor por testamento, da totalidade dos seus bens, ou parte deles, para depois de sua morte. Acontece que no §1º do mesmo artigo existe uma limitação á regra geral, determinando que a legítima dos herdeiros necessários (metade da herança) não seja incluída no testamento. Logo, no caso em tela, o pai apenas poderá dispor dos seus bens por testamento o percentual de 50%, devendo estar resguardado a legítima dos seus 5 filhos. 10. João, solteiro, faleceu deixando um filho, a mãe, o pai, os avós paternos e maternos e três irmãos. Sabendo que o filho e a mãe do falecido renunciaram aos respectivos direitos sucessórios, defina quem receberá a herança do falecido. R. Apenas o pai do de cujus receberá a herança. De acordo com o art. 1.836, §1º, CC, o ascendente em grau mais próximo prefere o ascendente em grau mais distante, assim, como o filho único do de cujus renunciou, a herança passa para os ascendentes, nesse caso o pai do falecido, já que a mãe do mesmo também renunciou e entre o pai e os avós paternos e maternos, apenas o primeiro é chamado à sucessão, logo a herança ficará com o pai do falecido. DIREITO DAS SUCESSÕES PROVA 1ª UNIDADE Aluna: Rafaela Camyla Venceslau Pereira 1. Trata-se de pessoa que tem quatro filhos (três são menores de idade e apenas um deles tem mais de 18 anos) e patrimônio avaliado em 800 mil reais. Esta pessoa deseja elaborar testamento e deixar 400 mil reais em favor do filho de quem ela gosta mais, no caso, o que tem mais de 18 anos. Analise se o testamento nos termos descritos é válido juridicamente. R. O testamento será válido desde que deixe claro que a parte conferida ao filho mais velho não ultrapasse os 50% (no caso em tela os R$ 400 mil reais), deixando resguardado para os três filhos menores a outra metade (no caso em tela, os outros R$ 400 mil reais). Além disso, o pai ou a mãe no ato do testamento deverá manifestar-se expressamente o desejo de beneficiar o filho mais velho, dispensando o instrumento da colação dos bens para fins de equiparação dos quinhões. (Art. 1.857,§1º do CC) 2. Paulo foi casado com Júlia em comunhão universal de bens. Durante o casamento, foram adquiridos bens estimados em 800 mil reais. Ocorre que Paulo faleceu há alguns dias, deixando os seguintes familiares: a viúva Júlia, Maria e Marcela (filhos de um casamento anterior), João e José (filhos que teve com Júlia). Defina a parte da herança que cabe a cada um, considerando a previsão literal do Código Civil. R. No caso em tela, a viúva Julia não participará da herança, pois era casada em comunhão universal de bens (art. 1.829,I, CC). Por tanto, a herança será dividida entre os quatro filhos sem discriminação. Logo, cada filho herdará R$ 200.000,00 (duzentos mil reais), ou seja, cada filho terá direito a 25% da herança. 3. João era solteiro e faleceu recentemente, deixando três filhos, Cláudio, Sergio e Augusto. Por sua vez, Sergio é pai de dois meninos, Saulo e Silvio. João também deixou dois outros netos, Francisco e Frederico, cujo pai é pré-morto ao autor da sucessão. João ainda deixou a mãe viva e dois irmãos. Sabendo que o patrimônio do falecido é estimado em 600 mil reais e que Cláudio foi excluído por indignidade; e que Sergio renunciou aos seus respectivos direitos sucessórios, determine quanto cada herdeiro irá receber. R. No caso em tela, apenas Augusto, Francisco e Frederico irão receber a herança, ficando 50% para Augusto, 25% para Francisco e 25% para Frederico, pois os netos receberam conforme a porcentagem do pai (filho pré-morto), conforme o art. 1851, CC. Cláudio não receberá, pois foi excluído por indignidade, Sérgio não receberá porque renunciou a herança, não cabendo o direito de representação por seus filhos, vez que Sérgio não era filho único, logo é como se nunca tivesse existido. A mãe de João não irá receber sua herança porque ascendente apenas concorre com cônjuge (o que não é o caso) e por fim, os irmãos de João não irão receber porque são colaterais, não sendo herdeiros necessários e existindo descendentes vivos. 4. Antonio faleceu e deixou os seguintes parentes: Paula e Marcelo, avós paternos; Patrícia, avó materna; Laura, irmã; e José, primo. Sabendo que o patrimônio do falecido era estimado em 300 mil reais, defina a parte que caberá a cada herdeiro. R. Paula e Marcelo receberão 50% da herança, ou seja, R$150.000,00 (cento e cinqüenta mil reais) e Patrícia receberá os outros 50%, ou seja, R$150.000,00 (cento e cinqüenta mil reais). Já Laura e José não receberão a herança, pois são colaterais e existem ascendentes vivos. 5. Augusto faleceu deixando a esposa, dois filhos do casal, a mãe e um irmão. No casamento vigorava o regime da comunhão parcial de bens. No curso do matrimônio o casal adquiriu, onerosamente, bens que totalizam 800 mil reais. Defina quanto cada pessoa receberá a título de meação e de herança. R. A esposa de Augusto receberá 50%, ou seja, a quantia bruta de R$ 400.000,00 (quatrocentos mil reais) e os dois filhosreceberão os outros 50%, ficando cada um com R$ 200.000,00 (duzentos mil reais) que corresponde a 25% para cada. A mãe do de cujus não irá receber a herança, pois o mesmo deixou descendente vivo e o irmão não receberá por ser colateral e possuir cônjuge, descendente e ascendente vivos.