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Pincel Atômico - 24/07/2024 16:53:25 1/6 CRISTIANE DUARTE SCHMITZ Exercício Caminho do Conhecimento - Etapa 16 (25273) Atividade finalizada em 24/07/2024 16:53:14 (1968615 / 1) LEGENDA Resposta correta na questão # Resposta correta - Questão Anulada X Resposta selecionada pelo Aluno Disciplina: PRÁTICA PEDAGÓGICA INTERDISCIPLINAR: LINGUÍSTICA GERAL [1073573] - Avaliação com 8 questões, com o peso total de 1,67 pontos [capítulos - 2] Turma: Segunda Graduação: Segunda Graduação 6 meses - Licenciatura em Letras-Português - Grupo: FPD-MARC/2024 - SGegu0A130324 [118540] Aluno(a): 91589390 - CRISTIANE DUARTE SCHMITZ - Respondeu 8 questões corretas, obtendo um total de 1,67 pontos como nota [360988_1728 32] Questão 001 Considere a afirmação abaixo: “O Renascimento seria, dessarte, vincado fortemente pela problemática linguística, que lhe daria um de seus traços mais característicos, opondo-o a uma Idade Média fundamentalmente latinizante, em que o ideal do homem culto era encarnado pelo teólogo escolástico e não pelo filólogo” (NAVARRO, E. de A. O século XVI e sua problemática linguística. SOLETRAS, Ano V, N° 10. São Gonçalo: UERJ, jul./dez.2005) Assinale a alternativa que explica corretamente o trecho acima. X As ideias renascentistas foram responsáveis por se desvincularem de uma ideia de língua latina ideal, utilizada, principalmente, para fins religiosos como oficial. Embora as ideias renascentistas não tivessem a preocupação religiosa como na época medieval, ambas pensavam o latim como língua oficial para fins de tornar oficial o modo clássico de falar, e não o plebeu. O latim clássico imperou durante toda a Idade Média por conta da evangelização, já no Renascimento, o latim vulgar ganhou destaque nas celebrações religiosas da época. As ideias renascentistas e medievais se distanciam pela religião, mas se aproximam pelos estudos fonéticos e morfológicos do latim, por meio do “Estudo do Certo e Errado”. O “estudo do Certo e Errado”, amplamente difundido em Roma, ganhou uma nova face na Idade Média e no Renascimento: o tom religioso, difundido pelos escolásticos e estoicos. [360986_1741 88] Questão 002 Das definições abaixo, qual melhor descreve as tendências analogistas e anomalistas, que perduraram nos estudos linguísticos desde a Grécia Antiga até a Idade Média? Anomalistas (natureza):sua origem está em princípios imutáveis dentro do próprio homem. Analogistas (convenção): sua origem é a linguagem como resultado da mistura dos membros de uma mesma comunidade. Anomalistas (convenção): a linguagem é considerada regular, justamente por refletir a própria regularidade da natureza, sua origem está em princípios mutáveis que existem fora do próprio homem. Analogistas (natureza): consideram a irregularidade básica da linguagem como resultado de um tipo de “contrato” entre os membros da comunidade. X Anomalistas (natureza): a linguagem é considerada irregular, justamente por refletir a própria irregularidade da natureza, sua origem está em princípios eternos e imutáveis fora do próprio homem. Analogistas (convenção): consideram a regularidade básica da linguagem como resultado de um tipo de contrato social entre os membros da comunidade. Anomalistas (convenção): a linguagem é o reflexo dos princípios eternos e mutáveis do homem. Analogistas (natureza): a regularidade básica da linguagem é resultado de um tipo de contrato social entre os membros da comunidade e a natureza. Pincel Atômico - 24/07/2024 16:53:25 2/6 Anomalistas (natureza): a linguagem é considerada irregular pois sua origem está em princípios eternos e imutáveis de um contrato social. Analogistas (convenção): consideram também a irregularidade básica da linguagem, mas como resultado de um contrato social entre os membros de comunidades linguísticas diferentes. [360987_1728 31] Questão 003 O estudo do sânscrito na Europa foi iniciado por Heinrich Roth (1620–1668) e Johann Ernst Hanxleden (1681–1731). Assinale a alternativa que mostra a sua importância para os estudos linguísticos do século XIX. X O contato europeu com o sânscrito é considerado responsável pela descoberta da família linguística indo-europeia por William Jones, e teve um papel importante no desenvolvimento da linguística histórico-comparativista. William Jones descobriu o sânscrito e forneceu os subsídios necessários para a criação da Gramática de Panini, no século XIX. e teve um papel importante no desenvolvimento da linguística histórico-comparativista. A linguística histórico-comparativista já existia como um estudo desenvolvido no seio europeu e, por conta do contato com o sânscrito, conseguiram sistematizar uma gramática com as leis do grego, do latim e do proto-indo-europeu. O papel do estudo do sânscrito diz respeito aos motivos religiosos, pois quando os europeus tiveram contato com os sutras indianos perceberam a familiaridade com os estudos gregos e latinos, de modo a construir uma Gramática Universal, também conhecida como Gramática de Panini. A primeira árvore genealógica de uma família linguística estava presente nos primeiros hinos védicos escritos em sânscrito, dando início, assim, ao movimento histórico- comparativista. [360986_1741 86] Questão 004 Observe a imagem: Fonte: Vydia Mandir Com base nos seus conhecimentos sobre os primeiros estudos linguísticos pela humanidade, é correto relacionar a imagem com a Gramática de Panini e a língua indo-europeia, pois foram responsáveis por propagar os textos religiosos hindus e os sutras por toda a Europa. X a Gramática de Panini, que descreveu os processos que ocorriam no sânscrito, uma língua antiga indiana que, tempos depois, foi um ponto de partida para os estudos histórico-comparativistas quando chegaram em solo europeu. os estudos de textos religiosos pelo povo hindu, que culminou nos estudos da Antiguidade Clássica a partir da Gramática de Panini. o contato com o sânscrito feito pelos povos europeus que tentaram reconstruir a língua-mãe, chegando até o indo-europeu a partir dos estudos histórico- comparativistas da Gramática de Panini. Pincel Atômico - 24/07/2024 16:53:25 3/6 o contato entre as línguas indo-europeias e a Gramática de Panini, que é uma compilação dos conhecimentos difundidos desde a Antiguidade Clássica na língua indiana antiga, o sânscrito. [360986_1741 92] Questão 005 Quais foram as duas abordagens linguísticas mais expressivas no início do período renascentista? A abordagem “anomalista”, com ênfase nos fenômenos físicos ligados à natureza, e a abordagem “universal”, ligada às expressões gramaticais que existem em todas as línguas. A abordagem “particular”, com ênfase nos fenômenos gramaticais que diferenciam as línguas, e a abordagem “universal” que, concentra-se nos preceitos filosóficos e lógicos. A abordagem “anomalista”, com ênfase nos fenômenos universais que diferenciam as gramáticas, e a abordagem “universal” que, concentra-se nos princípios particulares à linguagem, com preceitos filosóficos e lógicos. X A abordagem “particular”, com ênfase nos fenômenos físicos que diferenciam as línguas, e a abordagem “universal” que, concentra-se nos princípios subjacentes à linguagem, com preceitos filosóficos e lógicos. A abordagem “universal”, com ênfase nos fenômenos físicos ligados à natureza, e a abordagem “anomalista”, ligada às expressões gramaticais que existem em todas as línguas. [360986_1741 90] Questão 006 “Desenvolveu-se também intensamente a abordagem ______________ à medida que os ________________ ganharam terreno. Sob as influências dos ensinamentos de _____________, a gramática era vista como ‘auxiliar da lógica’” (CAMARA JR., Joaquim Mattoso. História da linguística. 7 ed. Petrópolis: Vozes, 2011. p. 31). Dentre as alternativas abaixo, qual melhor preenche as lacunas sobre as influências gramaticais nos estudos linguísticos da Idade Média? Lógica / Escolásticos / Platão Lógica / Gramáticos / Protágoras Filosófica / Estoicos / Platão Etimológica / Gramáticos / Aristóteles X Filosófica / Escolásticos / AristótelesPincel Atômico - 24/07/2024 16:53:25 4/6 [360986_1728 28] Questão 007 Leia o texto abaixo sobre anomalistas e anomalistas, retirado de um manual de Linguística: “Os anomalistas, pensadores da Escola de Pérgamo, destacavam que o caráter irregular da língua sobressaia-se ao seu caráter coerente. Assim, para eles, a língua teria mais exceções que regularidades. Você lembra de algum ponto gramatical em que esse posicionamento dos anomalistas é coerente? Por exemplo, às vezes, brincamos com o fato de que com relação ao uso de crase em nossa língua, nós encontramos mais regras ou orientações de quando não usá-las do que as regras para utilizá-las. Os analogistas, na figura de Aristaco e seus discípulos de Alexandria, preocupavam-se em demonstrar o aspecto de regularidade da língua, destacando os paradigmas de flexão, nos quais as palavras da mesma categoria gramatical apresentavam idênticas terminações morfológicas e a mesma estrutura prosódica. Os analogistas buscavam também verificar as regularidades entre forma e significado, isto é, palavras que se assemelham na sua morfologia deveriam apresentar significados comparáveis. Exemplo: porta, portão, porteiro, portaria – o aspecto morfológico aproxima essas palavras, logo seus significados também são próximos. Historicamente a importância das controvérsias (naturalistas- convencionalistas/anomalistas-analogistas) está no desenvolvimento inicial da teoria linguística e no impulso dado à verificação mais detalhada da língua grega”. Assinale a alternativa correta sobre os analogistas e anomalistas. X Os anomalistas eram movidos pela natureza e os analogistas, pela convenção. Isso significa que a linguagem é considerada irregular e sua origem está em princípios eternos e imutáveis fora do próprio homem, para os primeiros. Já para os segundos, havia uma regularidade básica da linguagem como resultado de um acordo entre os falantes. Os anomalistas pensam a linguagem como regular, justamente por refletir a própria regularidade da natureza, sua origem está em princípios mutáveis que existem fora do próprio homem. Analogistas (natureza): consideram a irregularidade básica da linguagem como resultado de um tipo de “contrato” entre os membros da comunidade. Anomalistas eram movidos pela convenção e os analogistas, pela natureza. Isso significa que a linguagem é considerada irregular e sua origem está em princípios eternos e imutáveis fora do próprio homem, para os primeiros. Já para os segundos, havia uma regularidade básica da linguagem como resultado de um acordo entre os falantes. Os anomalistas pensam a linguagem como reflexo dos princípios eternos e mutáveis do homem, semelhante aos analogistas, que viam a regularidade básica da linguagem como resultado de um tipo de contrato social entre os membros da comunidade e a natureza. Os anomalistas buscam sua origem em princípios imutáveis dentro do próprio homem, já os analogistas pensam que a origem da linguagem é resultado da mistura dos membros de uma mesma comunidade. Pincel Atômico - 24/07/2024 16:53:25 5/6 [360986_1728 26] Questão 008 A importância da linguagem Na abertura da sua obra Política, Aristóteles afirma que somente o homem é um “animal político”, isto é, social e cívico, porque somente ele é dotado de linguagem. Os outros animais, escreve Aristóteles, possuem voz (phone) e com ela exprimem dor e prazer, mas o homem possui a palavra (logos) e, com ela, exprime o bom e o mau, o justo e o injusto. Exprimir e possuir em comum esses valores é o que torna possível a vida social e política e, dela, somente os homens são capazes. Segue a mesma linha o raciocínio de Rousseau no primeiro capítulo do Ensaio sobre a origem das línguas: A palavra distingue os homens dos animais; a linguagem distingue as nações entre si. Não se sabe de onde é um homem antes que ele tenha falado. Escrevendo sobre a teoria da linguagem, o linguista Hjelmslev afirma que “a linguagem é inseparável do homem, segue-o em todos os seus atos”, sendo “o instrumento graças ao qual o homem modela seu pensamento, seus sentimentos, suas emoções, seus esforços, sua vontade e seus atos, o instrumento graças ao qual ele influencia e é influenciado, a base mais profunda da sociedade humana.” Prosseguindo em sua apreciação sobre a importância da linguagem, Rousseau considera que a linguagem nasce de uma profunda necessidade de comunicação: Desde que um homem foi reconhecido por outro como um ser sensível, pensante e semelhante a si próprio, o desejo e a necessidade de comunicar-lhe seus sentimentos e pensamentos fizeram-no buscar meios para isso. Gestos e vozes, na busca da expressão e da comunicação, fizeram surgir a linguagem. Por seu turno, Hjelmslev afirma que a linguagem é “o recurso último e indispensável do homem, seu refúgio nas horas solitárias em que o espírito luta contra a existência, e quando o conflito se resolve no monólogo do poeta e na meditação do pensador.” A linguagem, diz ele, está sempre à nossa volta, sempre pronta a envolver nossos pensamentos e sentimentos, acompanhando-nos em toda a nossa vida. Ela não é um simples acompanhamento do pensamento, “mas sim um fio profundamente tecido na trama do pensamento”, é “o tesouro da memória e a consciência vigilante transmitida de geração a geração”. A linguagem é, assim, a forma propriamente humana da comunicação, da relação com o mundo e com os outros, da vida social e política, do pensamento e das artes. No entanto, no diálogo Fedro, Platão dizia que a linguagem é um pharmakon. Esta palavra grega, que em português se traduz por poção, possui três sentidos principais: remédio, veneno e cosmético. Ou seja, Platão considerava que a linguagem pode ser um medicamento ou um remédio para o conhecimento, pois, pelo diálogo e pela comunicação, conseguimos descobrir nossa ignorância e aprender com os outros. Pode, porém, ser um veneno quando, pela sedução das palavras, nos faz aceitar, fascinados, o que vimos ou lemos, sem que indaguemos se tais palavras são verdadeiras ou falsas. Enfim, a linguagem pode ser cosmético, maquiagem ou máscara para dissimular ou ocultar a verdade sob as palavras. A linguagem pode ser conhecimento-comunicação, mas também pode ser encantamento-sedução. O fragmento acima foi extraído do livro Convite à Filosofia de Marilena Chauí. CHAUÍ, Marilena. Convite à Filosofia. São Paulo: Ática, 2000. De acordo com o texto, a linguagem, segundo o linguista Hjelmslev, é o instrumento que modela o pensamento do homem, ou seja, é o acompanhamento de seu pensamento. X a linguagem, para Aristóteles, é a palavra (logos), ela exprime valores e é isso que torna o homem capaz de vida social e política. a linguagem é um pharmakon para Platão. Essa palavra grega se traduz por poção e possui dois sentidos: remédio e medicamento. Pincel Atômico - 24/07/2024 16:53:25 6/6 a linguagem, para Rousseau, é expressão, comunicação e transmissão de memórias para as futuras gerações. a concepção de linguagem enquanto comunicação que diferencia os homens dos animais, em Rousseau, vai de encontro à concepção de linguagem do grego Aristóteles.