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A importância de inclusão social de grupos minoritários na sociedade O QUE É INCLUSÃO SOCIAL? "Inclusão social é o ato de incluir na sociedade categorias de pessoas historicamente excluídas do processo de socialização, como negros, indígenas, pessoas com necessidades especiais, homossexuais, travestis e transgêneros, bem como aqueles em situação de vulnerabilidade socioeconômica, como moradores de rua e pessoas de baixa renda. Ao falar em inclusão, estamos de acordo com a Declaração Universal de Direitos Humanos e também com a Constituição Federal de 1988, que apresentam direitos que devem se estender a todas as pessoas, sem exceção. Vale dizer ainda que sociedades que apresentam altos índices de exclusão social enfrentam também inúmeros outros problemas, como o aumento da criminalidade e dos índices de pobreza." Na Sociologia, dizemos que a inclusão social é uma medida de controle social, ou seja, ela atua como meio de integração entre administração pública e sociedade a fim de solucionar conflitos e resolver problemas resultantes da formação da sociedade capitalista. Historicamente, alguns grupos sociais ficaram à margem do processo de socialização, não tendo o devido acesso a direitos como educação, emprego digno, moradia, saúde e alimentação adequada. Para resolver esse problema, os governos passaram a criar, a partir do século XX, medidas de inclusão das camadas marginalizadas da população na sociedade." "Para definir mais precisamente a inclusão social, podemos também recorrer ao pioneiro e um dos maiores estudiosos de inclusão social no Brasil, o assistente social Romeu Kazumi Sassaki. Ele diz que a inclusão social é “um processo bilateral no qual as pessoas ainda excluídas e a sociedade buscam, em parceria, equacionar problemas, decidir sobre soluções e efetivar a equiparação de oportunidades para todos.”" "GRUPOS MAIS AFETADOS PELA EXCLUSÃO SOCIAL" "As pessoas que convivem com problemas neurológicos que causam algum tipo de atraso cognitivo também ficaram, por muito tempo, excluídas do direito à educação escolar. Antigamente, as famílias mantinham essas pessoas em casa, pois não havia escolas adaptadas para recebê-las, o que resultava em mais atraso e na privação da educação e do convívio social com outras pessoas, levando a um quadro de não desenvolvimento de habilidades que poderiam ser desenvolvidas caso houvesse a inclusão dessas pessoas na escola. Durante muito tempo, a homossexualidade e a transexualidade foram consideradas formas pecaminosas de degeneração do sujeito, sendo, inclusive, proibidas pelos sistemas legais de alguns países. O resultado disso foi a marginalização de homossexuais e transexuais, o que ainda pode ser observado no Brasil, principalmente em relação às pessoas transgênero e travestis. Essas pessoas sofrem preconceito na escola, o que leva à evasão escolar, e também no mercado de trabalho. Sem emprego e sem escolaridade, muitas travestis e transexuais entram para a prostituição como única saída para sobreviver e acabam levando uma vida de sofrimento e exclusão social. No caso de pessoas de baixa renda, há a necessidade de se integrar essas pessoas aos serviços básicos garantidos, constitucionalmente, a todas as pessoas, sem restrições de classe social, gênero, sexualidade, religião ou cor da pele. Tais direitos são a atenção à saúde, a alimentação adequada, a moradia digna, a educação e o emprego. O problema é que, historicamente, populações de baixa renda não acessam os serviços básicos de qualidade. O serviço público de educação e saúde oferecido nos centros urbanos, por exemplo, é precário, o que coloca essas pessoas em desvantagem em relação às que podem pagar por serviços particulares. Nas comunidades rurais isoladas ou em pequenas cidades, o problema é muito maior, pois, muitas vezes, nem existem hospitais e escolas públicas que possam atender satisfatoriamente as populações de baixa renda." ATITUDES QUE CONTRIBUEM PARA INCLUSAO SOCIAL: 1. Escutar o que os grupos minoritários têm a dizer. 2. Respeitar suas vivências. 3. Ao contratar pessoas ou serviços, dar preferência a grupos minoritários. 4. Consumir produtos culturais com autoria e protagonismo de minorias. 5. Compartilhar conteúdos de minorias. ... 6. Não reforçar estereótipos discriminatórios. FORMAS DE INCLUSAO SOCIAL Existem diversas formas de inclusão social, como: cotas raciais, cotas sociais, inclusão de pessoas com deficiência no mercado de trabalho, diversidade de etnias e muitas outras. Algumas ferramentas ajudam a ter maior inclusão social, como o esporte. LEGISLAÇÃO QUE PROTEGEM OS GRUPOS SOCIAIS MINORITÁRIOS: Contratação de PCD: Existe no Brasil a Lei de Cotas 8.213/91, que obriga todas as empresas com mais de 100 funcionários a ter de 2 a 5% do quadro de pessoal constituído por colaboradores PcD. Apesar da Lei existir há 28 anos, os PcDs ainda têm uma parcela de participação pequena nas corporações e a inclusão no mercado de trabalho ainda enfrenta desafios. Cabe aos gestores e a equipe de RH entender, obedecer a lei e promover essas mudanças. Preconceito De acordo com a Lei Nº 7.716 promulgada em 5 de janeiro de 1989, serão punidos, na forma desta Lei, os crimes resultantes de discriminação ou preconceito de raça, cor, etnia, religião ou procedência nacional, podendo resultar em pena de reclusão de 12 a 5 anos, no entanto a lei nº 9.459, de 13 de maio de 1997, acrescentou os termos etnia, religião e procedência nacional, e ampliou a proteção da lei para vários tipos de intolerância. O intuito da norma é de preservar os objetivos fundamentais descritos na Constituição Federal, mais especificamente de promover o bem de todos, sem preconceitos de origem, raça, sexo, cor, idade e quaisquer outras formas de discriminação. VOCÊ SABIA? Você sabia que a 54% da população brasileira é feita de pessoas negras? Porém segundo o IBGE de 2016, 15,3% da população brasileira tem ensino superior e somente 34% dos estudantes universitários são negros e apenas 12,8% dos negros de 18 a 24 anos são estudantes universitários. Além disso no grupo dos 10% mais pobres do País, 76% são negros. No caso das mulheres que são maioria da população do nosso país e são geralmente cabeças nas ONGs e projetos sociais e de direitos humanos, no mercado de trabalho elas figuram apenas 20% dos cargos de liderança, sem falar dos salários que são 26% menores que dos homens da mesma faixa etária que as mulheres. Isso nos mostra que “minoria” não é relativo à quantidade de pessoas de um grupo social, e sim às discriminações que esse grupo enfrenta. Quando falamos de grupos minoritários então as diferenças são maiores ainda, como para a comunidade LGBTQIA+ pois o Brasil é o país que mais mata transexuais, logo os mesmo são praticamente excluídos no mercado de trabalho, 90% dos travestis e transexuais se prostituem por falta de oportunidades no mercado de trabalho. Índios, negros, mulheres, pessoas com deficiência (PCD), LGBTQIA+, pobres, pessoas com nanismo, intolerância religiosa e todos os outros grupos que não se encaixam nos padrões conhecidos do status quo fazem parte da minoria. Por lei, empresas com mais de 100 colaboradores precisam ter entre 2 a 5% de vagas para PCD (pessoas com deficiência), portanto os outros grupos minoritários não são amparados por lei sobre ter vagas de empregos garantidas nas empresas. É muito importantes que as empresas entendam seu papel social na vida da população, pois só assim a realidade desses grupos podem ser alteradas, esses valores precisam estar fixados no corpo da empresa para que eles realmente sejam levados a sério. Esses grupos não precisam de caridade, eles precisam de oportunidades para mostrarem do que são capazes. Empresas que investem em diversidade são mais criativas, rendem mais pois essas pessoas trazem suas vivencias para a equipe, tornando o ambiente de trabalho mais realista em relação ao mundo e as responsabilidades sociais de cada um. Ainda, segundo uma pesquisada McKinsey & Company, as empresas que investem na inclusão social no mercado de trabalho podem ter resultados financeiros até 21% melhores em relação a companhias que não se preocupam com o tema. E aqui vão algumas dicas de como tornar sua empresa em uma grande referência em inclusão social: 1. A estrutura da empresa precisa ser adepta a pessoas com deficiência, como corrimões, rampas, banheiros e etc. 2. Converse com o seu RH. Revise os processos de seleção e entenda como se comunicar com o público que você quer atingir. 3. Invista em palestrantes que abordem o tema, afim de trazer conhecimento a sua equipe. 4. Capacite seus gestores e equipe para tornar o ambiente de trabalho mais inclusivo e receptivo. 5. Tenha um código de conduta para os colaboradores de sua empresa, que seja claro, explicativo e rígido quando se fala sobre as escolhas pessoais e a vida do outro. 6. Se coloque no lugar do próximo! A inclusão social de grupos minoritários não precisa ser complicada, basta tratar como uma parte da sua empresa e sempre revisar os seus procedimentos afim de estar sempre atualizado as necessidades da sociedade. REFERENCIAS: LEI Nº 7.716, DE 5 DE JANEIRO DE 1989. https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/l7716.htm#:~:text=LEI%20N%C2%BA%207.716%2C%20DE%205%20DE%20JANEIRO%20DE%201989.&text=Define%20os%20crimes%20resultantes%20de,de%20ra%C3%A7a%20ou%20de%20cor. lei do racismo, mas a lei nº 9.459, de 13 de maio de 1997 https://www.fdsm.edu.br/conteudo/artigos/253d662f007df83c7121db9f4db7371c.pdf https://brasilescola.uol.com.br/educacao/inclusao-social.htm https://www.scielo.br/j/rieb/a/gjKScQCrZpKtyM6mHz7S38g/?format=pdf&lang=p http://www.dhnet.org.br/dados/cursos/dh/br/pb/dhparaiba/5/minorias.html#3t LEI Nº 7.716, DE 5 DE JANEIRO DE 1989. https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/l7716.htm#:~:text=LEI%20N%C2%BA%207.716%2C%20DE%205%20DE%20JANEIRO%20DE%201989.&text=Define%20os%20crimes%20resultantes%20de,de%20ra%C3%A7a%20ou%20de%20cor. lei do racismo, mas a lei nº 9.459, de 13 de maio de 1997 https://www.linkedin.com/pulse/import%C3%A2ncia-de-inclus%C3%A3o-social-grupos-minorit%C3%A1rios-mercado-/?originalSubdomain=pt