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Citopatologia
Lesões pré-malignas e 
malignas do epitélio 
escamoso (exocérvice)
Prof. Dra. Ana Paula Scaramal Ricietto
• Unidade de Ensino: 03
• Competência da Unidade: Conhecer os principais microorganismos colonizadores da flora
vaginal e uterina, patogênicos ou formadores da microflora, identificar os principais critérios
celulares característicos da inflamação no colo uterino, bem como conhecer os HPVs
oncogênicos e suas correlações com a etiologia do câncer de colo uterino.
• Palavras-chave: Tipos de HPVs, lesões pré-malignas, lesões malignas .
• Título da Teleaula: Lesões pré-malignas e malignas do epitélio escamoso (exocérvice).
• Teleaula: 03
Contextualização
HPV e Lesões 
pré-malignas e 
malignas
Nomenclatura e 
Bethesda
Células atípicas 
de significado 
indeterminado
HPV e lesões
Família HPV
 Os HPV fazem parte da família Papilomaviridae; os distintos tipos se
classificam sobre a base da sequência dos nucleo deos do DNA viral.
Considera-se um novo tipo quando a sequência dos genes L1, E6 e
E7 (perto de 30% do genoma viral) difere em mais de 10% dos tipos
conhecidos.
 Quando as diferenças são menores que 2%, o vírus isolado é
considerado uma variante do mesmo tipo. Os subtipos
correspondem a vírus cuja sequência nucleo dica nos genes
mencionados difere entre 2 e 10% dos tipos já descritos.
 Atualmente, tem-se ciência de mais de 85 tipos distintos que afetam
seres humanos, porém, se incluídos os que ainda estão por serem
caracterizados, certamente o número de tipos superará a centena.
Fonte: TATTI, S. A. Colposcopia e patologias do trato genital inferior: vacinação contra o HPV. Porto Alegre : Artmed, 2010; Wikimedia
Commons / Opabinia regalis. Disponível em https://commons.wikimedia.org/wiki/File:5keq.png#/media/Αρχείο:5keq.png. Acesso em 14 dez
2020.
HPV oncogênicos
 Os HPV podem afetar todo o trato genital, ainda que as infecções localizadas no colo do
útero sejam as mais susce veis à transformação maligna.
 Uma característica de importância é que os tipos virais que são encontrados em lesões de
baixo grau de severidade são distintos dos encontrados nos de maior gravidade.
Fonte: TATTI, S. A. Colposcopia e patologias do trato genital inferior: vacinação contra o HPV. Porto Alegre : Artmed, 2010.
Espectro 
morfológico
Fonte: GAMBONI, M. & MIZIARA, E. F. Manual de citopatologia diagnóstica. Barueri, SP: Manole, 2013.
Lesões pré-malignas 
e malignas
Coilocitose
 A coilocitose é uma alteração morfológica das células, sendo um processo comum a
todos os tipos de HPVs que infectam a região anogenital, ou seja, os HPVs oncogênicos
ou não.
 O coilócito é uma célula degenerada que contém citoplasma lisado e núcleo com elevado
número de partículas virais.
Fonte: Wikimedia Commons / Ed Uthmann. Disponível em https://commons.wikimedia.org/wiki/File:CIN_1-
HPV_on_ThinPrep.jpg#/media/Ficheiro:CIN_1-HPV_on_ThinPrep.jpg. Acesso em 15 dez. 2020. 
Disqueratose
 É caracterizada pela presença de aglomerados densos de pequenas células escamosas,
com forma alongada ou elíptica, as quais apresentam citoplasma eosinofílico e núcleos
densos, pequenos e hipercromáticos.
Fonte: MELO, P. S. Citopatologia oncótica. Londrina: Editora e Distribuidora Educacional, 2018.
Lesões malignas
1. Transmissão do vírus;
2. Persistência viral;
3. Progressão de um clone de células
persistentemente infectadas para
lesão pré-cancerosa;
4. Invasão
Fonte: GAMBONI, M. & MIZIARA, E. F. Manual de citopatologia diagnóstica. Barueri, SP: Manole, 2013.
Regras de 
nomenclatura e 
sistema Bethesda
Histórico
1943 1954 1968 1988 2001
Fonte: GAMBONI, M. & MIZIARA, E. F. Manual de citopatologia diagnóstica. Barueri, SP: Manole, 2013.
Categorização: 
Bethesda
 Divide em 3 a categorização geral:
 Negativo para lesão intraepitelial ou malignidade;
 Anormalidade em células epiteliais;
 Outros.
 A atual classificação considera como negativas as mudanças
reativas-reparativas, as mudanças por radiação, as
alterações por DIU e as produzidas por microrganismos
específicos.
 A presença de células endometriais benignas em mulheres
pós-menopáusicas deve ser informada na categoria “outros”.
Fonte: TATTI, S. A. Colposcopia e patologias do trato genital inferior: vacinação contra o HPV. Porto Alegre : Artmed, 2010.
Categorização: 
Bethesda
 Dentro das anormalidades nas células escamosas desaparece o
acrônimo ASCUS, que é subs tuído por ASC (atipia de células
escamosas), que é subdividido em ASC-US (citologia sugestiva,
porém não definitiva de neoplasia intraepitelial de baixo grau) e
ASC-H (citologia sugestiva (porém não definitiva de neoplasias
intraepiteliais de alto grau).
 O que realmente se elimina é ASCUS-reativo. A terminologia para
neoplasia intraepitelial de baixo e alto grau permanece igual.
Fonte: TATTI, S. A. Colposcopia e patologias do trato genital inferior: vacinação contra o HPV. Porto Alegre : Artmed, 2010.
Categorização: 
Bethesda
 Na categoria de anomalias de células glandulares, desaparece o
acrônimo AGUS, sendo subs tuído por ACG (atipia de células
glandulares), incluindo células endocervicais e endometriais.
 ACG é dividido em 4 categorias: 1) ACG (consignando
endocervical-endometrial ou inclassificável); 2) ACG favorece
neoplasia; 3) adenocarcinoma in situ; 4) adenocarcinoma invasor
(endocervical ou endometrial).
Fonte: TATTI, S. A. Colposcopia e patologias do trato genital inferior: vacinação contra o HPV. Porto Alegre : Artmed, 2010.
Fonte: TATTI, S. A. Colposcopia e patologias do trato genital inferior: vacinação contra o HPV. Porto Alegre : Artmed, 2010.
Citologia líquida e convencional
Fonte: GAMBONI, M. & MIZIARA, E. F. Manual de citopatologia diagnóstica. Barueri, SP: Manole, 2013.
HPV e lesões
No laboratório hospitalar, Ana Beatriz estava aprendendo a realizar a leitura das lâminas dos
esfregaços cervicais e, também, sobre as principais características que podem classificar uma
amostra como positiva para malignidade. Por que Ana Beatriz estava preocupada com o
aprendizado correto dessas informações? Elas merecem atenção especial pelos problemas de
interpretação que podem ocasionar, levando a diagnósticos errados. E quais são as principais
características de malignidade?
Fonte: Freepik / stories. Disponível em https://br.freepik.com/vetores-gratis/ilustracao-do-conceito-de-perguntas_7191142.htm#page=1&query=interroga%C3%A7%C3%A3o&position=15. 
Acesso em 10 ago. 2020. 
Fonte: MELO, P. S. Citopatologia oncótica. Londrina: Editora e Distribuidora Educacional, 2018.
Fonte: MELO, P. S. Citopatologia oncótica. Londrina: Editora e Distribuidora Educacional, 2018.
Fonte: MELO, P. S. Citopatologia oncótica. Londrina: Editora e Distribuidora Educacional, 2018.
Lesões 
intraepiteliais de 
baixo grau (LIEBG)
LIEBG
 O termo lesão intraepitelial escamosa de baixo grau, pertencente à nomenclatura do Sistema
Bethesda, inclui as alterações morfológicas por vírus do papiloma humano (HPV) e a displasia
leve, denominada neoplasia intraepitelial cervical I (NIC I) por Richart.
 O fundamento de incluir na mesma categoria a displasia leve e as alterações por HPV baseia-se
em que ambos são causados pelos mesmos subtipos virais, têm sobreposição de critérios
morfológicos e seu comportamento biológico apresenta faixas de progressão e regressão
similares, o que leva a que sejam considerados como uma única entidade para propósitos de
diagnóstico, de abordagem clínica, de tratamento e para o acompanhamento dos pacientes.
Fonte: GAMBONI, M. & MIZIARA, E. F. Manual de citopatologia diagnóstica. Barueri, SP: Manole, 2013.
Histologia
Fonte: GAMBONI, M. & MIZIARA, E. F. Manual de citopatologia diagnóstica. Barueri, SP: Manole, 2013.
Achados citológicos
Fonte: GAMBONI, M. & MIZIARA, E. F. Manual de citopatologia diagnóstica. Barueri, SP: Manole, 2013.
Achados citológicos
Fonte: GAMBONI, M. & MIZIARA, E. F. Manual de citopatologia diagnóstica. Barueri, SP: Manole, 2013.
Achados citológicos
Fonte: GAMBONI,M. & MIZIARA, E. F. Manual de citopatologia diagnóstica. Barueri, SP: Manole, 2013.
Lesões 
intraepiteliais de 
alto grau (LIEAG)
LIEAG
 Nessa nova terminologia, foram unidas três categorias diagnósticas: displasia moderada
(NIC 2) com displasia severa e carcinoma in situ (NIC 3) em uma única categoria chamada
lesão intraepitelial escamosa de alto grau (LIEAG), que pode ou não ter sinais de infecção
por vírus do papiloma humano (HPV).
 Esta modificação tem sido e é de grande utilidade para o tratamento das lesões
precursoras do carcinoma escamoso de colo uterino.
Fonte: GAMBONI, M. & MIZIARA, E. F. Manual de citopatologia diagnóstica. Barueri, SP: Manole, 2013.
Critérios 
morfológicos
Fonte: GAMBONI, M. & MIZIARA, E. F. Manual de citopatologia diagnóstica. Barueri, SP: Manole, 2013.
Displasia 
moderada (NIC2)
Fonte: GAMBONI, M. & MIZIARA, E. F. Manual de citopatologia diagnóstica. Barueri, SP: Manole, 2013.
Displasia severa/carcinoma 
in situ (NIC3)
Fonte: GAMBONI, M. & MIZIARA, E. F. Manual de citopatologia diagnóstica. Barueri, SP: Manole, 2013.
Tratamento em 
alterações 
citopatológicas
Lesão intraepitelial
de baixo grau
Fonte: MELO, P. S. Citopatologia oncótica. Londrina: Editora e Distribuidora Educacional, 2018.
Lesão intraepitelial
de alto grau
Fonte: MELO, P. S. Citopatologia oncótica. Londrina: Editora e Distribuidora Educacional, 2018.
Lesão intraepitelial
de alto grau
Fonte: MELO, P. S. Citopatologia oncótica. Londrina: Editora e Distribuidora Educacional, 2018.
Critérios 
morfológicos para 
diagnóstico em 
citopatologia
Ana Beatriz estava estudando sobre os critérios citológicos de malignidade e aprendeu que
não existe um critério exclusivo e único que possa ser usado no diagnóstico de câncer. Ela
percebeu que a ocorrência concomitante de alterações morfológicas chaves levam o
citopatologista a pensar em uma significativa probabilidade de o câncer estar presente na
paciente. No entanto, Ana assimilou que a maioria dessas características morfológicas que
pode validar o diagnóstico do câncer está presente no núcleo da célula. E quais são esses
critérios morfológicos para o diagnóstico em citopatologia?
Fonte: Freepik / stories. Disponível em https://br.freepik.com/vetores-gratis/ilustracao-do-conceito-de-perguntas_7191142.htm#page=1&query=interroga%C3%A7%C3%A3o&position=15. 
Acesso em 10 ago. 2020. 
Fonte: MELO, P. S. Citopatologia oncótica. Londrina: Editora e Distribuidora Educacional, 2018.
Diálogo 
Professor x Aluno
Lesões pré-malignas 
e malignas do 
epitélio escamoso 
(exocérvice)
Recapitulando
HPV e Lesões 
pré-malignas e 
malignas
Nomenclatura e 
Bethesda
Células atípicas 
de significado 
indeterminado

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